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A UTILIZAÇÃO DE DIÓXIDO DE CLORO NA INDÚSTRIA DE BEBIDAS

O dióxido de cloro (ClO2) é um agente de desinfecção permitido pela legislação de água alemã. Ele é utilizado desde meados da década de 40 nos Estados Unidose desde os anos 50 pelas empresas públicas alemãs fornecedoras de água potável. Paralelo ao seu amplo espectro de atuação, também possui uma extraordinária eficácia na eliminação de biofilme e oferece uma proteção bacteriostática de longa duração.

A utilização de dióxido de cloro na desinfecção de água na indústria de bebidas

Com freqüência surgem recontaminações em redes de água que foram ampliadas ou são construídas de modo muito ramificado, o que ocasiona uso descontinuado da água. Estas recontaminações na rede de água são difíceis de controlar microbiologicamente - em decorrência de oscilações de pressão, em conjunto com a formação de biofilme.
O teor de cloro livre permitido para o tratamento público de água potável possui apenas um pequeno efeito sobre este biofilme. Foi demonstrado que concentrações de cloro de 0,5 até 5 mg/l, em determinados casos, apenas foram suficientes para evitar nova formação, e que aproximadamente 50 mg/l (ppm) de cloro deveriam ser utilizados para eliminar estes biofilmes.
Isto faz com que seja necessária a utilização de um agente desinfetante com um amplo espectro de ação.

O dióxido de cloro já é utilizado há mais de vinte anos pela indústria de bebidas e alimentos para a desinfecção de água potável e de processo. Dióxido de cloro é uma ligação gasosa de cloro e oxigênio e não pode ser liquefeito por motivos físico-químicos, como por exemplo é possível com o cloro gás.
Por este motivo é produzido no local de utilização pelo processo clorito-ácido clorídrico, utilizando equipamento especificamente construído, que obedece às rígidas normas de segurança alemãs.
Produzir dióxido de cloro "em balde" prejudica de modo grave a saúde do usuário e por isso não é recomendável.

Os geradores de dióxido de cloro pelo processo clorito-ácido clorídrico podem ser utilizados por exemplo, em tempos de produção fortemente variáveis (8, 16, 24 horas por 5 ou 7 dias por semana). O dióxido de cloro produzido encontra-se em solução aquosa e pode por isso ser dosado de modo simples, seguro e exato de acordo com a necessidade.

Normalmente como o consumo de água oscila bastante, deve-se ajustar a produção de dióxido de cloro, que pode ser feito através de um medidor de vazão por contato ou indutivo interligados ao gerador. O controle por microprocessador processa o sinal de entrada e controla as bombas dosadoras dos componentes (clorito de sódio e ácido clorídrico). A dosagem desejada é indicada diretamente e regulada de acordo com a necessidade.

A dosagem de dióxido de cloro é feita num by-pass do fluxo principal de água, e intertravada com um controle de fluxo de água da tubulação do by-pass. Um misturador estático promove a pré-mistura do dióxido de cloro com a água do by-pass.
Através do uso de uma sonda amperométrica (eletrodo) pode-se medir, com elevada precisão e especificamente, a concentração de dióxido de cloro. Estes dados da medição são captados por uma impressora e documentados.
Assim com facilidade pode-se verificar se ocorreu uma adequada desinfecção e se a água na rede de distribuição apresenta uma concentração suficientemente elevada de dióxido de cloro.
Caso os limites inferior ou superior dos valores pré-determinados sejam ultrapassados, ocorre sinalização no local ou numa central remota.

Eficiência de dióxido de cloro sobre diversos microrganismos

A tabela a seguir compara as concentrações e tempos de contato necessários para inativar uma variedade de microrganismos



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