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A utilização de dióxido de cloro em CIP

A sua elevada eficácia de desinfecção e boas características de enxágüe fez do dióxido de cloro um agente interessante para o uso em sistemas CIP.
As primeiras experiências com a utilização de dióxido de cloro na limpeza CIP ocorreram em indústrias de água mineral, que primeiramente utilizaram dióxido de cloro na última água de rinsagem após o ciclo de desinfecção. Após isso, começou-se a utilizar na desinfecção propriamente dita, em duas empresas. No primeiro caso, o sistema CIP foi utilizado na limpeza de enchedora e no segundo caso, na desinfecção de tanques e tubulações.

O dióxido de cloro produzido por um gerador é dosado por meio de uma linha de by-pass no retorno da solução CIP. Por meio desta tecnologia de processo, antes do ciclo de CIP, a concentração da solução desinfetante no tanque CIP é reposta, dependendo do valor medido.
Este processo pode ocorrer automaticamente por meio de uma medição precisa da concentração de dióxido de cloro, que a mantém em aprox. 1 mg/l (ppm). Com isso são utilizadas pequenas quantidades de dióxido de cloro, aprox. 2 a 3 g por m3 de solução desinfetante. Para uma ótima segurança operacional, a utilização de um monitoramento de valor redox mostrou-se eficiente.

Como o dióxido de cloro é um agente oxidante, sua concentração possui influência sobre o valor redox. Quanto mais elevada a concentração, maior o valor redox. Mas o valor redox também é influenciado por outras substâncias presentes na água, portanto não é específico.

Como segunda medição independente na dosagem dependente de valores de medição., é recomendável a medição redox. Uma medição adicional de pH traz outras vantagens (por exemplo, a supervisão das funções das válvulas).

Ao contrário de outros desinfetantes, o dióxido de cloro não precisa ser totalmente enxaguado, pois de acordo com a legislação de água potável, são permitidos 0,4 mg/l (ppm). Por isso bastam pequenas quantidades de água no enxágüe.
Quando da utilização de ácido peracético para a desinfecção CIP são necessários aprox. 500 ppm para atingir uma desinfecção suficiente. O mesmo pode ser feito com dióxido de cloro com uma concentração de 1 ppm. Isto reduz os custos drasticamente.
Uma outra característica é que após a etapa de desinfecção deve ser efetuada uma etapa de rinsagem. Dióxido de cloro requer apenas uma pequena quantidade de água de rinsagem, atualmente uma diluição de 1:1 é suficiente para trazer a concentração para os níveis de água potável.
Isso economiza tempo e recursos financeiros, pelo fato de que alguns desinfetantes necessitarem de rinsagem com água quente.

Instalação do gerador de dióxido de cloro na desinfecção CIP

Em uma instalação como essa, deve-se dosar dióxido de cloro baseado na medição da concentração, ou ao menos instalar uma monitoração de ClO2, redox e pH.
Pode-se circular o conteúdo do tanque de solução desinfetante através de uma simples bomba centrífuga.

Ciclo básico de sistemas CIP:
1. Pré-rinsagem
2. Limpeza alcalina
3. Rinsagem intermediária
4. Limpeza ácida
5. Rinsagem intermediária
6. Desinfecção
7. Rinsagem final

Após cada etapa de limpeza CIP, por exemplo, existe uma etapa de rinsagem intermediária.
Em alguns casos as válvulas desses tanques não funcionam apropriadamente, por exemplo, a água da rinsagem intermediária após a limpeza ácida termina no tanque de desinfecção, ao invés de ir para o ralo. Isso pode ser facilmente observado na medição do pH e representa uma vantagem muito valiosa para o usuário, porque normalmente é difícil descobrir válvulas defeituosas.
A aplicação de dióxido de cloro em CIP serve também para cervejarias que pasteurizam suas cervejas.

 

 

 

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