PÁGINA PRINCIPAL

CONTATO
Receba nosso Newsletter:
CERVESIA
Quem somos
Equipe
Clientes
Parceiros
Contato
Produtos e serviços Cervesia
Livros
E-books
Palestras, Cursos e treinamentos
Consultoria & Assessoria
Classificados
Máquinas, equipamentos e instalações
Matérias-primas e insumos
Currículos
Vagas
Fórum
Cerveja
O Mestre Cervejeiro
História da cerveja
Tipos de cerveja
Receitas de cerveja
Dicionário cervejeiro
Cerveja & Saúde
Cerveja & Hobby
Cervejeiros Caseiros
Colecionadores
Tecnologia cervejeira
Água
Malte
Adjuntos
Lúpulo
Sala de cozimento
Fermentação e maturação
Filtração
Envasamento
Embarrilamento
Logística
Estabilização da cerveja
Laboratório
Tratamento da água
Tratamento de efluentes
Cervejaria e o meio ambiente
Inovações tecnológicas
Microcervejarias
Equipamentos e instalações
Processo
Notícias
Gastronomia
Combinações com cerveja
Receitas com cerveja
Instalações de chope
Copos adequados
Mercado cervejeiro
Dados estatísticos
Lançamentos e tendências
Legislação
Notícias de mercado
Gestão & Negócios
Qualidade
Gestão empresarial
Feiras e Eventos
Agenda
Cobertura
Pesquisa
Sites
Publicações
Imprensa
Downloads
 

 

SEGURANÇA E QUALIDADE DOS PISOS INDUSTRIAIS

A escolha correta do piso para a indústria de bebidas é de suma importância. Há empresas que utilizam apenas o cimento como cobertura do piso ou lajotas inadequadas ao uso a que se destinam. Atualmente exige-se que o piso permita fácil limpeza, possua longa vida útil e ofereça segurança ao usuário.
Atualmente as opções de pisos industriais são inúmeras – piso à base de resinas, lajotas antiácidas etc - de modo que o usuário possa escolher o que melhor atender às suas necessidades.
Os pisos à base de resinas sintéticas consistem de dois componentes de ligação, material de enchimento (quartzo) e pigmentos de cor, podendo ser lisos ou antiderrapantes.
A sua aplicação é relativamente simples e rápida, devendo estar a superfície a ser coberta isenta de umidade, graxas e oleosidades. A secagem, dependendo da resina utilizada, leva de poucas horas a 24 horas, sendo que após este tempo o piso já pode ser utilizado. A composição destes pisos permite que resistam a ácidos, álcalis, gases, produtos orgânicos e a grandes oscilações de temperatura, assim como apresentar boa resistência mecânica e a sua aplicação pode cobrir grandes superfícies sem emendas.
Outra opção são os pisos à base de acrilato (acrydur), que oferecem uma elasticidade permanente, com um piso isento de fendas – mesmo as fendas do piso-base não rompem a camada superior.
O produto pode ser aplicado sobre qualquer piso-base: concreto, madeira, aço etc, e a superfície pode ser preparada lisa ou fortemente antiderrapante. Duas horas após a aplicação, o piso pode ser plenamente utilizado – o que representa um ponto de suma importância, já que não são necessárias interrupções no processo.
O “acrydur” atende às exigências higiênicas e revela-se resistente a produtos químicos e esforços mecânicos. Semelhante ao piso à base de acrilato é o revestimento de resina de meta-acrilato, produto isento de solventes e constituído de dois componentes.
Paralelamente aos pré-requisitos básicos, como absoluta estanqueidade à água, isenção de pó, assim como enorme resistência à alta pressão e abrasão, possui ainda algumas características especiais:
- resistência à água quente, ácidos, álcalis e outros produtos químicos;
- constituição do piso de liso brilhante até antiderrapante e áspero, de acordo com o processo e especificações;
- total incorporação do piso ao processo após uma a três horas.

Pode-se utilizar cores únicas ou aplicações de caráter decorativo com resina colorida.

Uma firma inglesa, a Altro Floors, desenvolveu um novo tipo de piso de segurança de vinil (polivinilcloreto), que é permanentemente antibacteriano e oferece grande resistência à compressão.


piso de segurança em vinil

Ao contrário de revestimentos antiderrapantes, que apresentam uma superfície áspera, ele é liso, facilitando a limpeza. A superfície do revestimento consiste em vinil altamente elástico, em cuja camada são colocados grânulos de óxido de alumínio (material extremamente duro).
A superfície do revestimento apresenta-se normalmente lisa, quando não sofre compressão. Ao se pisar ou passar sobre o piso, os grânulos tornam-se salientes e propiciam a segurança necessária, mesmo com o piso molhado ou oleoso.

Como os grânulos são distribuídos regularmente por toda a camada do revestimento, ao longo de sua vida útil a característica antiderrapante permanece inalterada.
Os pisos de segurança da Altro são fornecidos em rolos de 2 metros de largura, com espessuras de 2 mm, 2,5 mm, 3,5 mm e 4 mm. A sua aplicação ao piso-base é feita através de cola, como nos pisos comuns de vinil, porém as emendas são soldadas, formando um revestimento contínuo à prova d’água, que pode ser colocado como rodapé na parede.
Existem também pisos de PVC reciclado, composto de placas de 50 x 50 cm, com espessuras de 5 ou 10mm, que são coladas ao piso-base com um adesivo especial de betume ou polímero. As emendas são soldadas a frio ou a quente, o que veda a superfície e por isso torna-o de fácil limpeza.


piso de segurança em vinil
utilizado em adega de barris

Pisos de cerâmica antiácida (“gressit”) são utilizados há vários anos pela indústria de bebidas. A aplicação destes pisos e de seu rejuntamento demandam mais tempo do que a dos outros pisos anteriormente citados. O piso cerâmico resiste a ácidos, álcalis, óleo, solventes, graxa e geralmente são antiderrapantes.
Atenção especial deve ser dispensada ao seu rejuntamento, que ao soltar-se compromete a estanqueidade do revestimento, provocando um “desprendimento em cadeia” das lajotas, propiciando o desenvolvimento de microrganismos.

Ao se aplicar qualquer revestimento, deve-se observar alguns pontos:

  • Bloqueio ao vapor d’água – a infiltração de vapor d’água através da construção de concreto pode levar à formação de bolhas (revestimento por resinas) ou desprendimento (lajotas cerâmicas).
    Quando houver o risco de infiltração de umidade, deve-se prever um bloqueio.

  • Juntas – pisos de resina podem ser aplicados sem emendas, mas devem ser mantidas juntas onde as regras técnicas exigem:
    -> juntas de dilatação de prédios;
    -> separação de obras verticais e horizontais, quando apresentam coeficientes de dilatação diferentes;
    -> nos locais onde se utiliza água quente (lavadoras de garrafas, pasteurizadores, CIP etc).
    As juntas são os pontos fracos, mesmo em pisos à base de resinas. Elas devem ser colocadas em locais de fácil acesso, não devendo-se instalar máquinas e equipamentos sobre elas, e em locais úmidos deve-se dispensar muita atenção às mesmas.

  • Drenagem de água – deve-se prever um caimento adequado para que a água flua para onde queremos que vá, de modo que não permaneça sobre o piso, formando poças. Em ambientes úmidos deve-se formar um caimento de no mínimo 2%. Um caimento de 2% requer 2 cm de espessura a mais por metro. Isso significa que deve-se prever ralos e canaletas suficientes, quando não é desejável o aumento da espessura da camada. É vantajoso instalar ralos e canaletas de aço inox. Ralos dotados de cestos para detritos e sifão são recomendáveis.
    A água quente é um fator de risco também para os pisos de resina. A água quente e o vapor deveriam por isso ser descartados diretamente através de uma tubulação (dreno) e não sobre o piso.


  • Quebra do piso – toda quebra do piso representa um risco de emenda mal vedada no revestimento. Por este motivo deve-se efetuar a distribuição de energia, água, ar e vapor para as máquinas por via aérea, isto é, através do teto.

Os revestimentos de piso mencionados neste artigo possuem vantagens e desvantagens, e cabe a cada usuário optar pelo que melhor atende às suas necessidades, não esquecendo, porém, que muitas vezes a qualidade do seu produto depende do meio ambiente em que foi fabricado.

Matthias R. Reinold

PÁGINA PRINCIPAL
principal
© 2003 – 2008 – CERVESIA – TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
IR PARA O TOPO
topo