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sanitização das instalações de chope
nos pontos de venda
A limpeza e desinfecção das instalações
de chope devem ser efetuadas no mínimo a cada 14 dias,
enquanto que componentes que entram em contato com a cerveja e
o ar alternadamente (por exemplo, torneiras), requerem uma limpeza
diária.
Como resultado da limpeza e desinfecção é
exigido o mais baixo índice de contaminação
possível.
Para se atingir seguramente o efeito de limpeza requerido, é
necessário atentar para as seguintes exigências:
A - A concepção da instalação completa
de chope deve permitir fácil assepsia e não permitir
a presença de restos de produto.
B - Todos os componentes da instalação devem ser
construídos de acordo com as exigências sanitárias.
Isto significa que pontos fracos na construção,
em cujo lugar, por exemplo, microrganismos podem se multiplicar
livremente e contaminar a cerveja, devem ser evitados.
O efeito que leva à contaminação dos componentes
da instalação é causado por grandes forças
de adesão, que agem entre os depósitos de sujidade
(compostos de cerveja, microrganismos) e as superfícies
dos componentes e tubulações.
A superação destas forças por meio apenas
de altas vazões de líquido não é possível,
o que faz com que uma limpeza mecânica seja uma solução
viável.
Além disso, surgem nas frestas e cantos forças capilares,
que são responsáveis pela retenção
de restos de produto nestes pontos problemáticos, onde
servem de meio de cultura para microrganismos.
Todo o circuito das tubulações de chope deve ser
isolado, principalmente quando passa por ambientes quentes (temperaturas
elevadas aceleram a reprodução de microrganismos).
A cerveja não fornece condições ideais para
o desenvolvimento de microrganismos, devido ao pH baixo, à
presença de álcool, CO2, componentes de lúpulo
e carência de oxigênio.
O circuito das tubulações deveria, ao final do expediente,
ser esvaziado e enxaguado com água, mantendo-se as tubulações
cheias com água até o próximo expediente.
Em tubulações mais longas ocorrerá uma perda
de bebida mais significativa, mas não haverá prejuízo
na qualidade do produto.
Os fatores que influenciam o processo de limpeza são os
seguintes:

Agente de limpeza (A) - a atividade química
da solução de limpeza - composição,
concentração, tensão superficial, poder de
dispersão, etc.;
Tempo (D) - a duração do processo de limpeza - quanto
mais tempo circula o líquido de limpeza, melhor o resultado.
Após certo período de tempo, todavia, os efeitos
adicionais são irrelevantes.
Ação mecânica (B) - o efeito mecânico
da solução de limpeza bombeada, pois uma vazão
mais elevada significa uma turbulência melhor e remoção
mecânica da sujidade.
A temperatura (C) - a temperatura da solução de
limpeza deve ser adaptada ao agente de limpeza e tipo de sujidade,
o que permite uma limpeza mais rápida e profunda.
Nem todos os fatores precisam ser constantes
durante o processo de limpeza e através de alterações
especiais dos fatores individuais, teremos como resultado um procedimento
de limpeza otimizado.
Na limpeza de tubulações de chope, normalmente utiliza-se
um procedimento unificado (limpeza e desinfecção),
por meio da aplicação de um produto alcalino clorado
(concentração de 3%).
A limpeza mecânica das tubulações poderá
ser feita utilizando-se duas bolas de esponja, adequadas à
bitola (7 e 10 mm), a uma velocidade linear de 2 - 2,5 m/s. Sem
a utilização das esponjas, a velocidade linear do
líquido deveria ser de 4 - 7 m/s, o que geraria altas pressões,
não suportadas pelas instalações (mangueiras,
conexões, etc.).
O procedimento básico de limpeza compreende:
1) Pré-enxágue com água;
2) Circulação de solução alcalino-clorada
a 3%, com duas bolas de esponja;
3) Enxágüe com água;
4) Substituição das bolas de esponja;
5) Último enxágüe com água.
O efeito do último enxágüe
pode ser melhorado quando a água não é bombeada
num fluxo contínuo, mas sim intermitente ou pulsante. Os
pulsos ajudam a remover os restos de produtos de limpeza e desinfecção
dos poros da instalação.
Para a remoção da pedra cervejeira (oxalato de cálcio)
das instalações, pode-se utilizar um detergente
ácido adequado para tal fim. Deve-se porém observar
a sua compatibilidade com os diversos materiais que compõe
a instalação de chope.
Para que seja mantida a qualidade do chope nos pontos de venda,
as cervejarias e os fabricantes de equipamentos devem ter como
objetivo comum a melhoria da concepção (sanitária)
das instalações e de seus componentes.
O treinamento e a conscientização do usuários
das instalações de chope, em conjunto com uma limpeza
e desinfecção periódicas, são suficientes
para assegurar a estabilidade microbiológica e organoléptica
da cerveja.
Matthias R. Reinold
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