Notícias de mercado
2002 - Julho
Cervejaria Conti
A Casa di Conti, localizada em Candido Mota – S.P, fabricante do tradicional vermute Contini, líder de mercado na categoria, agora também é reconhecida por produzir a cerveja Conti. A cerveja do tipo pilsen é elaborada a partir de matérias-primas selecionadas e apresenta sabor suave e agradável.
Em funcionamento desde março de 2001, a cervejaria iniciou suas atividades com uma capacidade de produção de 300 mil hectolitros/ano. No final deste mesmo ano, a capacidade foi ampliada para 600 mil hectolitros/ano e, por causa do sucesso obtido com os consumidores, os planos para uma nova ampliação foram adiantados.
Até o final de 2002, a cervejaria ultrapassará a capacidade de 800 mil hectolitros/ano e mais que dobrará a capacidade de engarrafamento, com a instalação de uma nova linha de 30 mil garrafas/hora, para garrafas retornáveis de 600 ml.
A cervejaria completa foi fornecida em regime "turn-key", desde o projeto básico da área civil até o fornecimento de todas as máquinas para a geração das utilidades, fabricação da cerveja e engarrafamento. Também a segunda ampliação está sendo fornecida em regime "turn-key".
A Conti sempre teve como prioridade investir na qualidade de seus produtos e para isso conta com equipamentos de última geração. Na sala de cozimento, por exemplo, está sendo fornecido o segundo cozedor com tecnologia Ecotherm, que proporciona uma melhoria nos valores analíticos do mosto, além de uma economia de 10% de lúpulo e de 20% a 25% de energia.
Na linha de engarrafamento, destacam-se um inspetor de garrafas vazias Linatronic, com tecnologia IRIS de última geração, uma enchedora com comando pneumático de válvulas tipo VKP e um pasteurizador Sander Hansen, que garante que as unidades de pasteurização se mantenham em uma faixa bastante limitada. Todas estas inovações contribuem diretamente para a qualidade da cerveja e a regularidade que o consumidor exige.
Fonte: Krones/Steinecker – 03/07/2002
AmBev lança a Bohemia Escura
A AmBev faz nova ofensiva no mercado de cerveja super premium. A partir de 19 de junho, começou a comercializar uma edição especial e limitada de Bohemia Escura. Serão vendidas 230.000 garrafas numeradas. Miguel Patrício, diretor de Marketing da AmBev, prefere comparar a Bohemia Escura com uma safra especial de vinhos. O produto tem malte alemão, lúpulo tcheco, sabor suave, levemente amargo, e baixo teor alcoólico. A expectativa da empresa é que a edição se esgote em dois meses. A nova cerveja será vendida apenas nas cidades de São Paulo, Curitiba e Brasília, que concentram 70% das vendas nacionais da Bohemia convencional.
A edição especial é um teste de mercado junto às classes A e B, que consomem 42 litros per capita de cerveja, contra 55 litros da classe C. Se a versão escura for bem aceita, poderá ser incorporada à linha da AmBev. "Nossa intenção é elevar o consumo nacional nesse segmento", diz Patrício. No ano passado, o mercado de cerveja movimentou no Brasil 12 bilhões de reais. Cerca de 8 bilhões de litros foram comercializados.
Apesar dos números expressivos, o Brasil figura como o 29º em consumo per capita, atrás de países como Venezuela, México e Colômbia. As marcas super premium detém apenas 5,5% do mercado nacional de cervejas. Nos Estados Unidos, esse segmento representa 25% das vendas do setor. A Bohemia, relançada no ano passado, responde por 1,6% do mercado brasileiro de cervejas e é líder no segmento super premium, com 56% das vendas.
Fonte: Portal Exame
Cervejarias Sul-Africanas compra a Miller americana
A companhia Cervejarias Sul-Africanas (SAB, em inglês) formalizou a compra da cervejaria americana Miller por US$ 5,6 bilhões, e deve criar a segunda maior empresa do setor no mundo. A SABMiller deverá produzir 12 bilhões de litros de cerveja por ano.
O novo grupo tem planos de tomar a liderança do mercado da empresa Anheuser-Busch, segundo Louis Camilleri, executivo-chefe da fabricante de cigarros Phillip Morris, que era dona da Miller. A SAB e a Miller possuem um total de 38 mil funcionários. A SAB fabrica as cervejas de marca Castle, Lion e Pilsner Urquell e a Miller americana produz a Miller Lite, Milwaukee's Best e a Foster's.
O anúncio se segue a uma onda de especulação sobre o negócio, que vai permitir que a SAB, fundada em 1896, consiga conquistar mercados mais lucrativos do que o africano. Com o fim do apartheid na África do Sul, há cerca de dez anos, a SAB conseguiu entrar em países como a China. A empresa também teve suas ações vendidas na Bolsa de Valores de Londres.
Mas a SAB buscava entrar no mercado americano, que considera "o maior e o mais lucrativo do mundo". A Miller, a segunda maior cervejaria dos Estados Unidos, também poderá agora vender seu produto em mercados estrangeiros.
A Phillip Morris, por sua vez, vai ficar com 36% das ações na SABMiller. Analistas receberam a confirmação do negócio com cautela, dizendo que é importante que a Miller melhore seu desempenho. Quanto à SAB, a empresa vinha registrando uma queda nos lucros devido à desvalorização da moeda sul-africana, o rand.
Fonte: BBC Brasil
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