Notícias de mercado
2003 - Julho
Cervejaria Frevo lança sua cerveja
A pernambucana Frevo Brasil Indústria de Bebidas surpreendeu o mercado nordestino com o lançamento da cerveja pilsen da marca. O produto era esperado pelos concorrentes para janeiro de 2004, mas a empresa usou uma espécie de blefe como estratégia para evitar a preparação de promoções pelas gigantes do setor. A indústria investiu R$ 20 milhões para implantar a cervejaria, que funciona dentro da fábrica da Frevo no bairro recifense do Ibura.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria e Serviços -15/07/2003
Bavaria vai construir fábrica na Colômbia
A Bavaria Business Group, segunda maior cervejaria da América Latina, vai investir US$ 55 milhões na construção de uma fábrica em Yumbo, a 300 quilômetros de Bogotá. A unidade terá capacidade de produção de 3 milhões de hectolitros anuais.
Outros US$ 2,6 milhões serão aplicados no aumento de produção de bebidas não-alcoólicas.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria & Serviços
Kaiser fecha 4ª fábrica e conclui reestruturação
Segunda maior cervejaria do país, a canadense Molson, dona da Kaiser, anunciou ontem o fechamento da fábrica de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A desativação da unidade industrial pode representar o fim do processo de fechamento de fábricas do grupo no país. "Está terminado. Se a economia melhorar, como tudo indica, encerraremos o processo", diz o vice-presidente de marketing e vendas da Kaiser, Júlio César Gomes Pedro. “Caso contrário, teremos de rever novamente nossa logística”.
“As vendas de cervejas caíram cerca de 10% neste ano, mas voltaram a se recuperar, ainda lentamente, no mês passado. Com o ajuste, a Kaiser deverá diminuir sua ociosidade produtiva, hoje ao redor de 45%, para cerca de 40%, índice que a empresa considera adequado”.
A Molson alegou que a fábrica, construída há 75 anos, era ineficiente, tinha alto custo de operação, e sua modernização exigiria muito investimento. A região de Ribeirão Preto será abastecida pela unidade de Araraquara, mais moderna, que fica a 80 quilômetros da região.
A planta é a quarta a ser desativada pela Molson no país e a terceira das cinco instalações industriais que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) obrigou a AmBev a se desfazer por conta da fusão entre Brahma e Antarctica.
As cinco unidades fizeram parte do pacote vendido à multinacional canadense junto com a marca Bavaria, com a finalidade de aumentar a competição no setor e evitar demissões. A planta de Ribeirão Preto produzia a cerveja Antarctica e era uma das mais famosas da empresa na época, por causa da qualidade da água na região e do bar Pingüim.
Das cinco fábricas vendidas pela AmBev, já foram desativadas pela Molson a unidade de Getúlio Vargas (RS) e de Camaçari (BA). Ainda restam duas unidades, em Cuiabá e Manaus, construídas em 1973 e 1976, e consideradas desatualizadas, mas que foram preservadas por estarem distantes das demais fábricas da Kaiser, adquirida um ano depois da Bavaria. A quarta unidade fechada, a de Divinópolis (MG), foi a primeira fábrica da Kaiser no país. Com isso, hoje a empresa tem nove fábricas, atrás da AmBev, líder do mercado, com 33 unidades industriais.
Com o fim da produção em Ribeirão Preto, cuja capacidade era de 2 milhões de hectolitros, a Molson prevê uma economia de R$ 15 milhões por ano. A empresa não revelou a economia que teve ao fechar as outras três unidades.
A fábrica de Ribeirão Preto empregava 140 funcionários, que se somam aos outros quase 400 demitidos das outras três unidades. A empresa informou que os empregados vão receber um pacote de benefícios e participar de programas de recolocação profissional.
Há um ano, a Molson começou um processo de redução de custos das suas operações no país que pretendia economizar R$ 100 milhões, cifra ampliada recentemente para R$ 200 milhões. O plano para tornar a empresa lucrativa, conhecido como "Projeto 200", tem prazo de três anos, o que deve terminar apenas em 2005.
Apesar do fechamento da fábrica em Ribeirão Preto, a empresa decidiu investir R$ 4,5 milhões para a construção no local de uma unidade especializada em chope e será centro cultural, que será conhecido como Estação Kaiser, com restaurantes e palco para shows e teatro.
Fonte: Valor Econômico, por André Vieira
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