Notícias de mercado
2003 - Agosto
Brasil perde espaço nos negócios da Molson
A queda de quase 27% nas vendas no segundo trimestre das operações brasileiras da Molson, a dona das marcas Kaiser e Bavaria, tiraram o Brasil da condição de maior mercado da cervejaria canadense. A Molson vendeu 2,05 milhões de hectolitros de cerveja no Brasil, abaixo dos 2,59 milhões de hectolitros vendidos pela fabricante em seu país de origem. Em igual período de 2002, a operação brasileira liderava com folga: as vendas eram 10% maiores do que as obtidas pela empresa no Canadá.
A receita líquida da Molson no Brasil recuou apenas 9%, passando de R$ 190 milhões para R$ 172,5 milhões no segundo trimestre. A queda foi menor por conta do aumento no preço da cerveja. O resultado afetou o lucro da cervejaria. A companhia teve um lucro de US$ 39,6 milhões. No mesmo período do ano anterior, o lucro foi de US$ 72,9 milhões. As receitas consolidadas da Molson também sofreram com o resultado brasileiro, encolhendo 3,6%.
Em conferência com analistas financeiros, os executivos da Molson disseram que os resultados são temporários e foram atribuídos às mudanças adotadas na rede de distribuição dos produtos no país.
Neste ano, a Molson eliminou alguns dos revendedores e parte de suas vendas em São Paulo, que representam um terço do total dos negócios da companhia, foi interrompida por conta da transferência de controle da Panamco para a Femsa, empresa mexicana que fabrica e vende a Coca-Cola e distribui a cervejas Kaiser e Bavaria.
Desde que comprou a Kaiser por US$ 765 milhões em março do ano passado, a Molson dobrou de tamanho, mas vem reformulando sua estrutura no país de modo a dar mais eficiência às suas operações. Enquanto as mudanças estão sendo introduzidas, a participação de suas marcas no mercado encolhe. Em 2002, ela tinha cerca de 15% de "market share". Nos últimos meses, sua participação tem ficado por volta dos 10%. A empresa está empenhada em identificar distribuidores afinados com a filosofia da companhia além dos franqueados da Coca-Cola. A meta também é aumentar as vendas feitas diretamente pela Molson, reforçando sua equipe de vendas.
Fonte: Valor Econômico
AmBev instala centro de distribuição em Diadema
Nova posição logística do ABC Paulista leva a empresa a instalar ali um centro de distribuição de seus produtos. A Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) escolheu o município de Diadema, no ABC Paulista, para implantar um de seus centros de distribuição, considerado o segundo maior centro de distribuição de bebidas da América Latina. A empresa já adquiriu uma área de 85 mil metros quadrados em Piraporinha, bairro de Diadema, onde começa a implantar pavimentos de 30 mil metros quadrados. A intenção da empresa, segundo o prefeito de Diadema, José de Fillippi Júnior (PT), é inaugurar a obra em abril de 2004.
Fonte: Gazeta Mercantil
Cintra estuda fábricas no país
As Cervejas Cintra, de Portugal, estuda a hipótese de abrir mais duas fábricas de cerveja no Brasil. Bahia e Mato Grosso do Sul são os estados onde devem ser instaladas as novas unidades, em parceria com empresas locais. A Cintra já possui unidades fabris em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Fonte: Gazeta Mercantil
Cerveja Light é a mais nova aposta da AmBev
A AmBev anunciou neste mês de agosto seu maior lançamento desde que foi criada, com a fusão de Brahma e Antártica, em março de 2000: cerveja Brahma Light. Com 96 calorias a lata (contra 150 calorias da versão normal), essa é, contudo, a terceira tentativa light da marca Brahma. Mas se antes a cerveja light era considerada um nicho específico de mercado - com bons bebedores torcendo o nariz para uma cerveja tida como "aguada" -, agora a AmBev aposta no seu apelo entre o público em geral. "Acreditamos que o mercado brasileiro está preparado para uma cerveja assumidamente light", afirmou o diretor de marketing da AmBev, Miguel Patrício.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
AmBev lucra R$ 637 milhões de janeiro a junho deste ano
O crescimento foi de apenas 9,6% ante o primeiro semestre de 2002. A Companhia de Bebidas das Américas (AmBev), quinta maior fabricante de cervejas do mundo, registrou no segundo trimestre um lucro líquido de R$ 128,5 milhões, 64% menor em relação ao mesmo período do ano passado, quando o lucro foi de R$ 358,6 milhões.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria & Serviços
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