Notícias de mercado
2003 - Outubro
Lucro da Heineken sobe 1%
A cervejaria holandesa Heineken, é terceira maior do mundo, e é fabricante das marcas Amstel e Murphy, registrou lucro líquido de € 334 milhões no primeiro semestre, resultado 1% maior em relação ao mesmo período do ano passado, quando a empresa lucrou € 330 milhões. O faturamento da empresa nos seis primeiros meses do ano foi de € 4,61 bilhões, 6% superiores ante o primeiro semestre de 2002. De acordo com o executivo-chefe da empresa, Anthony Ruys, o lucro anual da Heineken deverá apenas "acompanhar" os resultados obtidos no primeiro semestre.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria & Serviços
Cervejarias européias se unem para vender mais
A crescente preferência pelo vinho entre os jovens europeus levou as cervejarias Heineken NV e Interbrew S.A., que produzem as marcas Amstel e Rolling Rock, a tentarem reanimar a demanda pela bebida. Para melhorar a imagem, as empresas acompanham DJs em turnês, contratam atrizes como: Jennifer Aniston e rappers como Jay-Z, e patrocina eventos como o festival de cinema de Cannes. Também se esforçam para comprar cervejarias no Leste Europeu, onde o consumo de cerveja continua em alta.
Fonte: DCI (Diário do Comércio Industrial) - Economia
Cervejaria Molson descarta aquisições
A Molson Inc., maior companhia cervejeira do Canadá, não planeja nenhuma outra aquisição no exterior nos próximos dois a três anos, e se concentrará em desenvolver suas marcas na América do Norte e no Brasil, disse seu executivo-chefe, Daniel O'Neill. Depois de um estudo que levou quatro meses, a companhia concluiu não haver aquisições disponíveis, e que uma expansão da participação nos mercados em que a Molson já opera resultará em maior ganho para seus acionistas, disse O'Neill em uma webcast (transmissão pela internet) de uma reunião com investidores no escritório-sede da companhia, em Montreal.
Fonte: Valor Econômico - Empresas
Interbrew será a maior cervejaria da Alemanha
A cervejaria belga Interbrew, fabricante da Stella Artois e da Beck's, anunciou ontem que assumirá o controle da Gabriel Sedlmayr, fabricante da Löwenbräu, em um acordo que deverá criar o maior grupo cervejeiro da Alemanha. A cervejaria alemã, também conhecida como Spaten, será combinada com as operações da Interbrew na Alemanha e terá uma participação de 11% nesse mercado, com 15,6 milhões de hectolitros em volume de produção. A Spaten é proprietária da Dinkelacker. A Interbrew informou que, na negociação, os ativos combinados da Spaten e da Dinkelacker no setor cervejeiro foram avaliados em € 477 milhões.
Fonte: Valor Econômico - Empresas
AmBev quer controlar 50% do mercado regional
A AmBev tem como meta conquistar 50% do mercado de bebidas da América do Sul. "A cerveja é apenas a cabeça da expansão. Aos poucos vamos introduzir outras bebidas", diz Magim Rodrigues, diretor-geral da empresa. Hoje, a companhia calcula que tenha 28% do mercado de bebidas da região. A América do Norte, segundo Rodrigues, por enquanto está fora dos planos. "Elegemos como foco América do Sul e Central", diz ele.
O maior movimento até agora foi a compra de 40,9% da argentina Quilmes, por US$ 405 milhões. Só com essa aquisição, a companhia ampliou de 5% para 10% a participação da área internacional em suas receitas. Os investimentos da AmBev no exterior até agora totalizaram US$ 530 milhões.
Em outubro, a companhia fechou um acordo para construir do zero uma fábrica no Peru, que irá atender também o Equador. Nos próximos dias, a empresa começa a produzir na Guatemala, onde investiu US$ 50 milhões para construir uma fábrica na qual detém 51% do capital. A AmBev também já está no Uruguai, na Venezuela e no Paraguai. "Só vai ficar faltando a Colômbia", diz Magim Rodrigues. Justamente na Colômbia está sediada a maior concorrente da AmBev em sua estratégia de liderar o mercado regional, o grupo Bavaria. Rodrigues admite que os colombianos são a pedra no sapato dos brasileiros. "Eles estão no nosso caminho. No Peru, por exemplo, têm 100% do mercado", diz ele. E lança um desafio. "Se os colombianos um dia quiserem vender, nós analisaremos."
Fonte: Valor Econômico - Empresas
AmBev desembarca na Guatemala e quer conquistar 25% do mercado
A AmBev lançou a cerveja Brahva na Guatemala, com o desafio de ganhar mercado sem aquisições. A cerveja usa os mesmos elementos visuais da conhecida Brahma, a marca escolhida para o avanço no exterior. A AmBev irá se deparar com uma companhia centenária e familiar, a Cervecería Centro americana, dona do mercado guatemalteco. Nos demais países da América Central, a cervejaria irá enfrentar dois grandes fabricantes mundiais, a holandesa Heineken e a sul-africana SABMiller, que despejaram mais de US$ 800 milhões apenas em aquisições na América Central nos últimos dois anos.
A centenária Cervecería Centro americana diz que a entrada da AmBev no mercado da Guatemala contribuirá para o crescimento do mercado, mas acredita que a companhia enfrentará dificuldades. "Eles vêm competir com uma cerveja de menor preço, motivo pelo qual acreditamos que vão incentivar o mercado", disse o porta-voz da rival, Luís Gomez. A empresa já admite que a AmBev "roubará" cerca de 10%, abaixo dos 25% esperados pela cervejaria brasileira.
Fonte: Valor Econômico - Empresas
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