Notícias de mercado
2003 - Dezembro
Cerveja Samuel Adams Utopia
A Samuel Adams Utopia é elaborada pela Boston Beer Company e contém 25% de álcool, sendo vendida em garrafas de cerâmica a US$ 100,00 a unidade. Segundo o fundador da fábrica, Jim Koch, “esta cerveja foi elaborada para desarmar os esnobes do vinho e ensinar-lhes como uma cerveja pode ser versátil e surpreendente”. A cerveja foi elaborada com dois tipos de maltes, quatro tipos de lúpulo diferentes, e maturada em barris de Bourbon. Do lote de 8.500 garrafas de série limitada postas à venda, foram vendidas 6.000.
Fonte: Internet
AmBev terá pólo de insumos em Santa Catarina
A AmBev vai implantar em Joinville (SC) seu segundo pólo de produção de insumos do país, semelhante ao que opera em Manaus (AM). A planta fornecerá materiais como rótulos, tampas metálicas e embalagens para as indústrias de bebidas do grupo nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e poderá atender às unidades instaladas nos demais países da América Latina.
O empreendimento foi confirmado pelo co-presidente do conselho de administração da AmBev, Vitorio de Marchi, e pelo diretor de relações corporativas, Milton Seligman, ao governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira.
O pólo foi enquadrado no Prodec, o programa de incentivos fiscais do governo estadual que permite adiar por até dez anos o recolhimento de no máximo 75% do ICMS gerado por um novo investimento. O estoque é pago em até dez anos, com juros anuais de 12%. Conforme o diretor de relações corporativas, o projeto deve ser concluído em 12 meses. O prazo necessário para a construção do pólo, porém, será menor, disse o executivo. A empresa já dispõe de um terreno de 1 milhão de m2 em Joinville, comprado pela Antarctica antes da fusão com a Brahma. O valor do investimento no novo pólo não está definido, mas o projeto prevê aportes da própria AmBev e de fornecedores que se instalarão na área, a exemplo do que já ocorre em Manaus. Segundo Seligman, em setembro a empresa também passou a utilizar o porto catarinense de São Francisco do Sul para importação de matérias-primas como malte e cevada.
Fonte: Valor Econômico - Empresas
Schincariol bate a Molson na venda de cerveja
O Grupo Schincariol divulgou no início de novembro a última pesquisa do instituto ACNielsen, realizada em outubro, sobre as vendas de cerveja no Brasil. As mais novas estatísticas apontam o grupo na vice-liderança do mercado, com 14,1% de participação, ultrapassando a canadense Molson, dona das marcas Kaiser e Bavária, que ficou com 11,9% de participação.
A AmBev - com as marcas Skol, Antarctica e Brahma - continua na liderança absoluta, com 63,8% do mercado. Em setembro, a Schincariol obteve 11,5%, a Molson 12,4% e a AmBev, 66,1%, mostra a pesquisa da ACNielsen. De acordo com a Schincariol, as pesquisas realizadas em setembro já apontavam o crescimento da empresa. O grupo credita o aumento na participação a entrada no mercado da pilsen Nova Schin, lançada em setembro, mês em que obteve 9,6% das vendas de cervejas no País. Em outubro, o percentual da Nova Schin subiu para 12,3% e as outras marcas do grupo, Glacial e Primus, ficaram estáveis, informou a empresa. O avanço da Nova Schin foi mais forte no segmento de garrafas de 600 ml, com aumento de 2,8 pontos percentuais em outubro, em relação a setembro. No mês de outubro, a Nova Schin deteve 14,2% do mercado e em setembro, 11,4%.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria &Serviços
Lançada a Bohemia Weiss
A Bohemia, marca de cerveja super-premium da AmBev, lançou no início de novembro, em versão especial numerada, a Bohemia Weiss, uma cerveja de trigo, nos moldes das cervejas européias, mas com paladar adaptado ao gosto brasileiro. Considerada uma bebida mais refrescante, a Bohemia Weiss vai ser comercializada durante o verão nos principais pontos-de-venda da Bohemia em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais e em Salvador e no Distrito Federal.
O lançamento da Bohemia Weiss, uma edição numerada de 636 mil garrafas, segue a mesma estratégia que levou ao lançamento há dois anos da Bohemia Bock, sua versão escura, especial para o inverno. "Como líder do mercado super-premium, com 60% de participação, cabe à Bohemia o papel de inovar e trazer produtos diferenciados ao mercado", afirma Miguel Patrício, diretor de marketing da AmBev. Segundo Patrício, a expectativa é que a cerveja de trigo tenha um desempenho parecido com o do lançamento da versão Bock, quando o estoque, calculado para três meses, durou apenas 15 dias. "Nesse caso teremos condições de repor a mesma quantidade no mercado." A Kaiser chegou a lançar em 1994 uma cerveja de trigo, a Kaiser Weiss.
Fonte: Gazeta Mercantil - Mídia & Marketing
Nova fábrica da Schincariol deve ser em Igrejinha - RS
O Rio Grande do Sul deve vencer a disputa com Santa Catarina pela implantação da primeira unidade da cervejaria Schincariol na região Sul. A fábrica deve ser instalada em Igrejinha, cidade de colonização alemã, a 85 quilômetros de Porto Alegre. Orçada em R$ 165,8 milhões e projetada para produzir 150 milhões de litros de cerveja e 50 milhões de litros de refrigerantes, sucos e água mineral por ano, a fábrica deve gerar 240 empregos diretos.
Segundo o secretário de Indústria e Comércio do município, Fábio Korndorser, a empresa "fechou questão" sobre a construção da unidade em Igrejinha e deve escolher uma das duas áreas de 100 hectares oferecidas pela prefeitura, próximas à principal rodovia da região, a RS-115.
Desde 2001, a Schincariol fornece chope para a Oktoberfest local. Em novembro, três executivos da companhia estiveram na cidade e examinaram os dois terrenos, disse o secretário.
Fonte: Valor Econômico - Empresas
Molson vende menos e fatura mais
O Brasil continua afetando o resultado da Molson, a cervejaria canadense dona das marcas Bavaria e a Kaiser. A empresa anunciou lucro no terceiro trimestre do ano de 96,5 milhões de dólares canadenses (US$ 73 milhões). No mesmo período de 2002, a companhia obteve lucro de 82,3 milhões de dólares canadenses. O faturamento da Molson no país até cresceu por conta do aumento no preço da cerveja. As vendas registraram alta de 8,8%, de R$ 192 milhões para R$ 208,8 milhões. Mas o volume recuou 8,2% em comparação com igual período de 2002.
A Molson considerou o resultado positivo, porque a indústria de cerveja, de modo geral, registrou queda maior, de 10% a 12% no período. As marcas da empresa possuem 12,9% de participação no mercado, 0,2 ponto a mais do que no trimestre anterior, segundo dados da ACNielsen.
Fonte: Valor Econômico - Empresas
Budweiser ganha market share
A Anheuser-Busch, fabricante da cerveja Budweiser, informou que ganhou 1,2 pontos percentuais de market share no mercado americano neste ano. Com isso, pela primeira vez na história, a cervejaria detém 50% de participação do mercado de cerveja dos Estados Unidos, o maior do mundo. A cerveja mais vendida nos EUA é a Bud Light.
Fonte: Valor Econômico - Empresas
AmBev leva consumo responsável ao varejo
A AmBev focaliza os proprietários de pontos-de-venda de bebidas alcoólicas em sua nova campanha de estímulo ao consumo responsável de cerveja. O programa "Peça o RG" pretende incentivar bares, restaurantes e padarias a cumprirem o decreto-lei que proíbe a venda de bebida alcoólica a menores de 18 anos. A campanha, incluída no orçamento anual de R$ 350 milhões da companhia para publicidade, pode atingir cinco mil pontos-de-venda em Brasília, cidade escolhida pela empresa para o piloto do projeto, iniciado no dia 15 de outubro. A partir de janeiro de 2004, a campanha irá abranger todo o Brasil, em um total de 350 mil estabelecimentos.
A iniciativa dá seqüência às campanhas de incentivo ao consumo responsável de cerveja da empresa que, este ano, investiu R$ 560 mil na doação de bafômetros descartáveis e etilômetros digitais. "Essas campanhas marcam desde seu lançamento, em 2000, diz a gerente de comunicação corporativa da AmBev, Carla Coelho. "A atuação, tímida no início, ganhou corpo com o apoio da companhia à campanha ‘Amigo da Vez’, do Ministério dos Transportes, e com o lançamento de peças publicitárias da marca Skol."
Fonte: Gazeta Mercantil - Mídia & Marketing
Schincariol revela estratégia para ganhar mercado
Com uma capacidade de produção em seis fábricas - Itu (SP), Alagoinhas (BA), Macacu (RJ), Caxias (MA), Alexânia (GO) e Recife (PE) - de 2,1 bilhões de litros de cerveja, o Grupo Schincariol hoje é dono de uma fatia de 14,1% do disputado mercado brasileiro do produto que movimenta 8,5 bilhões de litros por ano e irriga a economia com R$ 8 bilhões.
Adriano Schincariol, de 27 anos, divide o comando da empresa com o irmão Alexandre e os primos José Augusto e Gilberto Júnior, todos com menos de 30 anos, e diz que será possível ganhar mais um ponto de participação de mercado até dezembro. Traduzindo em valores, esse ponto vale R$ 80 milhões. Por isso, ele já projeta faturamento de R$ 1,4 bilhão este ano, ante o R$ 1,1 bilhão do ano passado. "Nossa meta de cinco pontos porcentuais em três anos, a partir deste ano, deverá ser cumprida antes do prazo", afirma. Adriano anuncia que, para garantir as metas, a empresa já começou a analisar a construção de uma fábrica na Região Sul. Adriano justifica o investimento numa fábrica na Região Sul. "O custo para um engradado de cervejas deixar a fábrica de Itu e chegar ao Sul é hoje de R$ 2,00, o que retira parte da competitividade do produto naquela região." E adianta um pouco mais os planos do grupo: "Nossa estratégia para o próximo ano é ter a fábrica do Sul em operação, e em 2004 abriremos uma nova unidade no Nordeste porque lá estamos operando com toda capacidade e há espaço para vender mais".
Com uma verba de marketing este ano de R$ 130 milhões, despejada com gosto no lançamento da Nova Schin, a empresa tem feito acordos agressivos para conquistar mercado. Fechou contratos para garantir participação no carnaval do Rio e de Salvador, assumiu a cota de patrocínio da Fórmula 1, conquistou espaço nas mesas dos torneios de rodeios de Barretos e na Feira Nordestina de São Cristóvão, no Rio. Patrocinou o Ceará Music 2003 e a etapa brasileira do mundial de surfe, em Santa Catarina.
Adriano garante que todas essas ações e o novo sabor da Nova Schin, bem mais próximo das concorrentes, estão tornando a marca mais aceita, dissipando a imagem da cerveja que vende pelo preço. "A Nova Schin está na moda. Hoje ela disputa mercados em que antes não entrava e está até canibalizando a Primus, nossa cerveja premium." Por isso, a empresa vai trabalhar brevemente a imagem da Primus, que homenageia o avô de Adriano, Primo Schincariol.
Mas com preço competitivo - que lhe valeu acusações de que estaria sonegando impostos - ganhou mercado. A partir de 1998, decidiu avançar e abriu fábricas no Rio e na Bahia. Nos últimos dois anos, investiu R$ 450 milhões e chegou com fábricas ao Maranhão, Pernambuco e Goiás.
Fonte: O Estado de São Paulo
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