Notícias de mercado
2004 - Abril
Cervejarias brasileiras terão produção diária controlada
Os equipamentos de medição têm de ser instalados até janeiro de 2005, e as cervejarias brasileiras terão um controle diário de produção de litros a partir do mesmo mês. Com isso, a Receita Federal espera reduzir a sonegação de impostos no setor, que atinge, segundo cálculos do fisco, cerca de R$ 720 milhões por ano. O controle será feito a partir da instalação de medidores de vazão nas linhas de produção das cervejarias, numa iniciativa que reúne, além da Receita, o Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja (SINDICERV), o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e o Serpro. Até o dia 30 de junho, todo o processo de elaboração estará encerrado.
Este mês, o Inmetro concluirá as normas que os fornecedores precisam cumprir a fim de se pré-qualificarem a vender os equipamentos para as cervejarias. O Inmetro receberá os equipamentos já existentes no mercado dos fornecedores interessados em participar do processo e realizará os testes para avaliar se cumprem a função determinada. Nos dois meses seguintes, maio e junho, começarão os testes dos equipamentos e até 30 de junho, o sistema já estará aprovado e homologado. A partir de então, as indústrias terão seis meses para comprar e instalar os equipamentos, conforme o superintendente do SINDICERV, Marcos Mesquita. Em 2003, segundo as informações oficiais, o setor produziu e comercializou 8,22 bilhões de litros de cerveja. Mas os dados da Receita mostram que o volume a ser recolhido deveria ser superior a isso em R$ 720 milhões. Trocando em miúdos, nem tudo que é vendido é tributado. Por essa razão, de acordo com a Receita, o início do sistema de medição é urgente e prioritário. Hoje, os impostos representam 35,6% do preço final da cerveja.
Segundo Mesquita, a instalação de medidores de vazão foi a forma mais eficiente encontrada para combater a sonegação. Entram no setor de cervejas cerca de dois milhões de notas fiscais de matérias-primas e insumos e saem algo em torno de 63 milhões de notas a cada ano. Ou seja, o controle sobre a nota fiscal, de acordo com o superintendente do SINDICERV, é impraticável. Já sobre as linhas de produção, há mais eficiência no controle, uma vez que o mercado tem hoje entre 280 e 300 linhas de enchimento de garrafas e latas de cerveja. "O equipamento foi desenvolvido com cuidado para evitar fraudes. Chegamos a um modelo ideal", disse Mesquita. O processo reúne várias fases. Na primeira, os equipamentos medidores de vazão, semelhantes a um hidrômetro, apuram a quantidade de líquido que passa pela tubulação. Em seguida, junto dele será instalado um equipamento chamado de condutivímetro, com a função de medir a condutividade elétrica do litro e, dessa forma, identificar se o líquido é, de fato, cerveja ou outro qualquer. Essas informações seguirão para um microprocessador chamado de registrador, responsável por remeter a informação on-line para a Receita Federal, que traduzirá os dados e enviará o resultado para as cervejarias. A novidade está no sistema que processa as três funções e está sendo desenvolvido pelo Serpro.
As grandes cervejarias, principalmente aquelas obrigadas a publicar balanços anuais e, portanto, a divulgarem todas as informações financeiras e operacionais, acreditam que a medida vai aumentar a competitividade de suas cervejas, já que a suposta sonegação reduz os custos das concorrentes. O faturamento do setor atingiu R$ 16,5 bilhões em 2003, referente a um volume de vendas de 8,2 bilhões de litros de cerveja, um volume 2,5% inferior ao de 2002.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria & Serviços
Chope Brahma traz de volta o slogan “Número 1”
O publicitário Nizan Guanaes, da agência Africa, volta aos holofotes hoje, quando começa a ser veiculada campanha do chope da Brahma, da AmBev. Ele resgata um antigo slogan da cervejaria, o número 1, criado por Eduardo Fischer, da Fischer America, que hoje responde pela conta da Nova Schin, do Grupo Schincariol. Com o slogan "Se o bar é bom, o chopp é Brahma. O Número 1", a campanha quer estimular o consumo do tradicional "chopinho". Hoje, a Brahma é líder absoluta desse mercado com uma fatia de 60%, que chega a 86,3% no Rio e cai para 41,9% em São Paulo, onde o chope da Kaiser e o chope da Schincariol também estão presentes. Em material promocional da nova campanha, a AmBev foi direta ao explicar a liderança do seu produto. "A qualidade do Chopp da Brahma está ligada ao frescor do produto - é o único chope com reposição de mercado de no máximo 10 dias, enquanto o chope da Schincariol tem validade de 30 dias e o produto da Kaiser, 60 dias." Mas reconhece que a refrigeração é fator importante para que o produto mantenha as suas características originais, ou seja, temperatura de 2 graus a 7 graus centígrados. O comercial criado por Nizan foi gravado no famoso e tradicional Bar Luiz, um dos templos da boemia carioca, que fica no centro da cidade e é freqüentado por artistas e intelectuais. O chope do Bar Luiz é considerado um dos mais bem tirados por críticos de gastronomia, o que justifica a escolha da Brahma e do seu publicitário.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
Primeira cervejaria da região Noroeste do Brasil
A região Noroeste do nosso País, que compreende os Estados de Rondônia, Acre e parte do Mato Grosso e Amazonas, terá a sua primeira cervejaria. Partindo de um projeto que será implantado em etapas, a indústria terá capacidade final de quarenta e cinco mil hectolitros por mês. No início de abril, a direção da Cervejaria Noroeste Brasil S/A, esteve no Estado de São Paulo fazendo contato com diversos fabricantes de equipamentos do setor.
A indústria com início de operação previsto para o próximo ano, será implantada na cidade Porto Velho, Capital do Estado de Rondônia, numa área de cem mil metros quadrados já adquirida pela empresa. O empreendimento vai gerar 200 empregos diretos e mais de mil indiretos e prevê uma produção inicial de 115 mil caixas/mês para atender Rondônia, Acre, parte do Amazonas e de Mato Grosso.
Embora seja uma indústria considerada de pequeno porte – capaz de atingir o máximo de 25% do mercado consumidor local, estimado em 600 mil caixas/mês, a Noroeste do Brasil, que já conta com capital autorizado de R$ 12 milhões já está deixando os distribuidores locais das outras marcas de cabelos em pé.
O investimento se enquadra perfeitamente no regulamento operativo do Conder, que estabelece as normas para a concessão de incentivos fiscais do governo. E mais: apesar da redução do ICMS, todos os demais impostos que incidem sobre a cerveja vão beneficiar o estado, que ganharia também com a elevação do PIB, além de manter aqui os resultados financeiros da iniciativa. Rondônia deixaria assim de exportar considerável parcela do PIB, impostos, empregos e capital para outros estados.
Os empresários asseguram que a indústria, montada com tecnologia de ponta – os fornecedores de maquinário e insumos são os mesmos que atendem às grandes fábricas – permitirá colocar a cerveja no mercado com preço altamente competitivo, já que irão ganhar com custos reduzidos de frete, além de adquirir aqui mesmo o arroz ou milho, produtos que representam em torno de 30% da composição final da cerveja. Com isso, até o produtor local de arroz sairá ganhando, já que a Noroeste deverá consumir quase 2% de toda a produção local do chamado arroz cervejeiro, conhecido como quirera.
Fonte: Rondônia Agora
AmBev ganha mercado e ações sobem 6%
Um relatório da corretora Merrill Lynch provocou alta de 5,9% das ações preferenciais da AmBev na bolsa paulista - a maior registrada pelo índice Bovespa ontem. Esse salto pode indicar um início de recuperação dos papéis, que desde 1º de março - dois dias antes do anúncio do acordo com a belga Interbrew que cria a maior cervejaria do mundo - acumulam desvalorização de 30%. As ações PN da cervejaria fecharam ontem a R$ 554 o lote de mil. O preço-alvo indicado pelos analistas da corretora é de R$ 828 em um cenário futuro de 12 meses, quase 50% além da cotação de fechamento. Os analistas da Merrill Lynch mudaram sua recomendação de "neutro" para "compra", indicando a recuperação de mercado obtida pela cervejaria no Brasil. A AmBev teve ganho de 1,7 ponto de participação no primeiro trimestre. De acordo com os analistas Robert Ford e Melissa Byun, a maior parte desta conquista deveu-se à marca mais lucrativa, a Skol, e em canais de vendas que praticam margens de ganho maiores, como bares e restaurantes. As demonstrações financeiras da AmBev do primeiro trimestre devem ser divulgadas na primeira quinzena de maio. A Interbrew informou ontem que aumentou em 11% o volume de produção em litros no primeiro trimestre. A cervejaria belga acrescentou 1,9 milhão de hectolitros, atingindo 20,6 milhões hectolitros em todos os mercados em que atua.
Suas duas marcas globais, Stella Artois e Beck's, tiveram ganhos de produção de 9% e 19%. O grupo belga não revelou seus resultados financeiros do primeiro trimestre.
Em entrevista na Bélgica, o principal executivo da Interbrew, John Brock, admitiu, pela primeira vez, que a subsidiária Labatt USA poderá ficar de fora do acordo com a AmBev. Ele disse que essa possibilidade poderá ocorrer caso não se chegue a um acordo com a mexicana Femsa, dona de 30% do capital da Labatt americana. Mas Brock disse que, caso o acordo não seja fechado, teria pouco impacto sobre a maioria do capital em propriedade da Interbrew na AmBev, que ficaria sem os ativos na região. Em março, a Femsa entrou na Justiça de Nova York com uma ação contra a Interbrew alegando que seus direitos como acionista minoritária foram violados. Pelo acordo, a Interbrew repassou os ativos da Labatt para a AmBev.
Fonte: Agências Internacionais
Schincariol entrega parecer contra a Ambev-Interbrew
A cervejaria Schincariol entregou ontem à Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) um parecer econômico para sustentar sua contestação à operação de troca de ativos entre a cervejaria brasileira AmBev e a belga Interbrew. O parecer tenta mostrar que a operação trará reflexos negativos à concorrência no mercado brasileiro de cervejas. O parecer ainda pede medida preventiva contra a AmBev pela adoção de práticas desleais, como acordos de exclusividade e programa de fidelização de pontos-de-venda. A operação AmBev-Interbrew, diz a Schin, reforçará a posição dominante da AmBev, o que pode levá-la a "impor com maior facilidade condições a fornecedores e clientes, de forma unilateral, e agir sem limitações impostas pela concorrência". A companhia que surgirá da operação, diz a Schin, reduzirá o espaço de mercado para o crescimento de outras empresas. Haverá ainda, diz o parecer, uma divisão de mercados que beneficiará só os acionistas e não os consumidores. Para a Schincariol, a forma de entrada da Interbrew não representa entrada de novo concorrente no mercado. "A fusão não criará um novo concorrente mais eficiente, nem se justifica como ação necessária para viabilizar firmas em dificuldades, pois ambas são muito lucrativas", diz o parecer. A operação de troca de ativos entre AmBev e Interbrew foi anunciada em março e está sendo analisada pelos órgãos de defesa da concorrência.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
AmBev aproveita aumento das vendas da Quinsa
Buenos Aires - A AmBev chegou ao mercado argentino no momento exato para aproveitar o aumento de vendas causado pela recuperação econômica do país. A associação com a argentina Quinsa, fabricante da cerveja Quilmes, foi anunciada em maio de 2002, no ápice da crise econômica mais grave vivida pelo país em toda sua história. O "timing" do negócio permitiu que a AmBev adquirisse participação de 36% na Quinsa por cerca de US$ 596 milhões, um valor baixo devido à crise vivida na época pela companhia. Com a desvalorização do peso, no início de 2002, a Quinsa viu sua receita cair e sua dívida multiplicar-se por três. Hoje, a empresa está aproveitando a retomada do consumo argentino e ampliou suas vendas em cerca de 7% no ano passado, segundo uma fonte da companhia, na contramão do encolhimento do mercado ocorrido no Brasil. No início deste ano, a situação melhorou ainda mais, segundo o funcionário da empresa. Com a queda do dólar e os juros baixos, os argentinos ampliaram seus gastos nas férias de verão, e as vendas de cerveja também foram beneficiadas por temperaturas altas, que continuam na faixa dos 30° C nos primeiros dias de abril. A Brahma consolidou-se como a segunda marca mais vendida do país, com 15% de participação, só superada pela Quilmes Cristal, cuja fatia de mercado é de 50%. Refletindo a melhora, a companhia passou de ter prejuízo de US$ 130 milhões em 2002 para um lucro líquido de US$ 58 milhões no ano passado. O bom desempenho permitiu a amortização e o refinanciamento de uma dívida de US$ 300 milhões. O consumo de cerveja na Argentina ainda é bastante inferior ao do Brasil, mas nos últimos anos vem demonstrando uma tendência ascendente, e nas épocas de crise perdeu menos mercado do que outras bebidas, como vinho, refrigerantes e água mineral. Paralelamente, a cerveja está substituindo progressivamente o vinho de mesa como bebida preferida pelas camadas mais populares. Em 2002, o consumo per capita de cerveja na Argentina foi de 33,4 litros, enquanto no Brasil chegou a 48,4 litros. A diferença ainda é grande, mas o crescimento foi expressivo na comparação com os números de meados da década de 80, quando cada argentino tomava pouco mais de 19 litros de cerveja por ano. Em seu balanço de 2003, a AmBev cita significativas conquistas no segmento de refrigerantes, cujo lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) apresentou crescimento de 14,8% em termos reais, e "impressionante" recuperação das operações da Quinsa após a crise Argentina, mais do que dobrando seu lajida em dólares. Segundo a empresa, as condições econômicas no país vizinho continuam a favorecer o negócio, com apreciação da moeda local e baixos índices de inflação.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
AmBev aumenta preço da cevada
São Paulo - A Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) aumentará em 11% o preço mínimo da cevada classe 1 produzida no Sul neste ano. O valor pode chegar a R$ 450 por tonelada. A política de preços da empresa faz parte do programa de estímulo ao cultivo que, além do pagamento de 90% da cotação do trigo, trabalha no desenvolvimento de novas cultivares. Até 2002, a AmBev determinava um valor fixo, pago na entrega do produto.
Fonte: Gazeta Mercantil
Interbrew vai trazer novas marcas de cerveja ao Brasil
O presidente da AmBev, Carlos Brito, disse pela primeira vez, que a fusão entre a cervejaria brasileira, dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica, com a belga Interbrew vai resultar na oferta de novas marcas de cervejas no País. A Interbrew é dona de marcas de prestígio mundial como Stella Artois e Beck's, além da mexicana Sol. Pelo acordo entre os acionistas majoritários da AmBev - Jorge Paulo Lehman, Marcel Teles e Carlos Alberto Sicupira -, a empresa belga assumirá o controle da companhia brasileira após a aprovação do negócio pelos órgãos federais. Na maratona "Gente que Vende", promovida pela AmBev, que levou 10 mil funcionários da companhia a percorrer 35 mil estabelecimentos comerciais no País, para divulgar as regras do consumo responsável de bebida alcoólica, Brito tinha, na ponta da língua, respostas para as perguntas dos comerciantes. O que o País ganha com a fusão AmBev-Interbrew? "Novas marcas." Mas Brito evitou responder às críticas à fusão, feitas por acionistas minoritários donos de ações preferenciais (sem direito a voto) da AmBev - entre eles o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ), que pediu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que investigue o negócio. O comerciante Moacir Domens da Silva, do bar NB Lanches, no cruzamento da Avenida São João com a Rua Conselheiro Brotero, no centro de São Paulo, estava mais preocupado com o preço. "Se reduzirem o valor da cerveja, eu vendo mais." Brito explicou que "a margem do varejo, de cerca de 50%, já é elevada e a cerveja estimula o consumo de outros produtos, como tira-gostos, por isso é um ótimo negócio para os bares". No bar de Silva, a garrafa de cerveja Antarctica, de 600 ml, era vendida a R$ 1,99.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
O mercado de cervejas segundo a AC Nielsen
Os números da AC Nielsen de março sobre o mercado de cervejas mostram queda da Nova Schin e crescimento da Brahma, as duas marcas que travaram uma acirrada disputa de marketing nos últimos meses. A Skol mantém a liderança do setor. A marca da AmBev subiu de 30,4% em fevereiro para 30,9% no mês passado. A Brahma foi a que apresentou o maior crescimento, subindo de 17,8% para 18,3%. A Nova Schin manteve a terceira posição, mas caiu de 13% para 12,4%. A Antarctica aparece em quarto, com 10,6%. Em fevereiro ela tinha 10,5%. A Kaiser caiu de 8,3% para 8,1%.
Fonte: Valor Econômico
Schincariol quer R$ 100 milhões da AmBev pelo uso de Pagodinho
O Grupo Schincariol bateu o martelo: não entrará com ação criminal contra a AmBev e o cantor e compositor Zeca Pagodinho, nem contra a África, agência de publicidade de Nizan Guanaes, que criou a campanha com Pagodinho para a Brahma, marca da AmBev. Em compensação, concentrará forças no processo cível contra a AmBev e o cantor, pedindo indenização de R$ 100 milhões. O valor pode parecer alto diante do contrato que assinou com Pagodinho, em vigor até setembro, quebrado unilateralmente e calculado pelo mercado em R$ 1 milhão. No cálculo da indenização, no entanto, explicam fontes da empresa, a Schincariol levou em conta a perda de mercado no período em que a concorrência fez uso de seu ex-garoto-propaganda. No mercado de cerveja cada ponto porcentual vale R$ 100 milhões. O Grupo Schincariol, que tinha participação de mercado 15,2% em dezembro, caiu para 14,1% em janeiro, deu uma recuperada em fevereiro para 14,6% e caiu novamente em março para 14%. Com essa queda, Antarctica, da AmBev, recuperou a terceira posição de mercado, que havia perdido para Schincariol. A liderança de vendas é da Skol, seguida da Brahma.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
Agência África celebra market share da Brahma em anúncio
A África veiculou nos jornais de 20 de abril, um anúncio que comemora os números da última pesquisa do instituto AC Nielsen do mercado de cerveja. A peça destaca o aumento de 0,4% da Brahma na participação do mercado e a queda de 0,6% da Schincariol. Segundo o anúncio, a Schin caiu para o quarto lugar, atrás da Cervejaria Antarctica. A peça traz o texto "A participação de mercado da Brahma cresceu consideravelmente. E a da concorrência caiu mais consideravelmente ainda". O anúncio é assinado pela agência com a frase "Africa, uma orgulhosa parceira da Brahma".
Segundo os dados da Nielsen referente ao mês de março, as cervejarias Skol, Brahma e Antarctica apresentaram crescimento, enquanto Schincariol e Kaiser perderem participação. A Skol subiu de 30,4%, em fevereiro, para 30,9%, em março, enquanto a Brahma apresentou crescimento de 17,8% para 18,3%. A Antarctica, por sua vez, pulou de 10,5% para 10,6%. Já a Nova Schin registrou queda de 13% para 12,4% e a Kaiser caiu de 8,3% para 8,1% - em Curitiba, saiu de 48% de participação para 36%, a maior queda no período.
As principais movimentações de Brahma no mercado foram percebidas em São Paulo, onde a marca subiu de 28,3% para 29,6%, enquanto a Nova Schin caiu de 10,8% para 9,9%. Também a Antarctica apresentou crescimento de 10,5% para 11% no Estado. No interior de São Paulo, Brahma, Skol e Antarctica tiveram variações positivas. A Brahma saiu de 16,7% para 17,3%; Skol, de 28,5% para 28,7% e Antarctica de 6,6% para 6,9%, enquanto a Nova Schin apontou queda, saindo de 8,5% para 7,8%. Entre as fabricantes, a Antarctica ultrapassou a Schincariol e voltou ao terceiro lugar no mercado de cervejas. Enquanto a Antarctica manteve sua participação de mercado em 14,4%, a Schincariol caiu de 14,6% para 14%.
Fonte: Revista Meio & Mensagem
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