Notícias de mercado
2004 - Maio
Cervejaria Petrópolis lança cerveja Petra
A Cervejaria Petrópolis lançou recentemente sua cerveja escura premium, denominada Petra. A cerveja vem em embalagem long neck twist-off de 355 ml, que possui formato diferente das garrafas convencionais. É uma cerveja escura de baixa fermentação e médio teor alcoólico (4,4% vol.). A garrafa vem com rótulo, contra-rótulo e selo de alumínio no gargalo.
Fonte: Mercado
Schincariol lança a cerveja produzida no Maranhão
O Grupo Schincariol lançou no início de maio, em São Luís (MA), a nova linha de produção de cerveja em lata de 350 ml de sua fábrica, localizada na cidade de Caxias (MA), que consumiu recursos no valor de R$ 3,3 milhões. A nova linha visa a atender também os estados do Piauí, Pará, Ceará, Amapá, Amazonas, Roraima e Norte do Tocantins. "A produção da cerveja em lata na região tem o objetivo de atender à demanda crescente e estar mais próximo do consumidor", disse o gerente regional de marketing da Schincariol, Waldir Barros. A empresa vai produzir 20 mil latas por hora das cervejas Nova Schin, Primus e Glacial, e refrigerantes com a marca da companhia, afirmou Barros. A fábrica tem capacidade para produzir 175 milhões de litros de cerveja por ano e 50 milhões de litros de refrigerantes. Ela foi construída em 2002 inicialmente para produzir cervejas, refrigerantes e, no futuro, água e sucos. A produção das cervejas e refrigerantes em lata no Maranhão foi iniciada em abril e já chegou ao mercado. Até então, as latas de cerveja e refrigerantes vendidas na região eram transportadas da fábrica do grupo em Recife (PE) e demoravam dois dias para chegar à fábrica de Caxias, para depois serem distribuídas na região.
Fonte: Gazeta Mercantil – Indústria & Serviços
Brasil diminui o lucro da Molson
A Molson, a maior cervejaria do Canadá, informou em abril que seu lucro líquido diminuiu 29% no quarto trimestre e que foi o menor registrado nos dois últimos anos. Os lucros caíram para US$ 30,8 milhões ante os US$ 43,5 milhões obtidos em igual período do ano passado, segundo comunicou a empresa. As vendas líquidas tiveram alta de 4,6%, para US$ 532,7 milhões. Os custos cresceram 14% e atingiram US$ 39,1 milhões. A companhia atribui parte do lucro menor e da alta de custo ao seu desempenho no Brasil. A Molson adquiriu a brasileira Cervejaria Kaiser, em março de 2002, por US$ 765 milhões, tentando compensar a estagnação do mercado canadense. O principal executivo da Molson, Daniel O'Neill, disse que está tentando reverter perdas de participação no mercado local, causadas, principalmente, pelo acirramento da concorrência no Brasil. "Melhorar o desempenho no mercado brasileiro é uma altíssima prioridade para a Molson", disse Irene Nattel, analista da RBC Capital Markets.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Schincariol vende mais e obtém receita 109% maior
O grupo Schincariol faturou R$ 617 milhões no primeiro trimestre de 2004, um crescimento de 109% sobre o mesmo período de 2003. O resultado, disse o diretor superintendente da empresa, Adriano Schincariol, deveu-se ao aumento do volume de vendas, ao lançamento da Nova Schin e às mudanças na estrutura administrativa. Segundo o diretor, "por conta desse primeiro trimestre surpreendente, acima do esperado, a empresa reviu sua expectativa de faturar R$ 2,2 bilhões em 2004". O grupo espera alcançar vendas de R$ 2,5 bilhões neste ano aumento de quase 70% sobre 2003, quando faturou R$ 1,74 bilhão.
A Schincariol detinha 10% de participação no mercado nacional de cerveja em janeiro de 2003, percentual que passou para 14% no final de março deste ano, de acordo com pesquisa elaborada pela ACNielsen e divulgada pela empresa. Os investimentos em marketing deverão atingir cerca de R$ 180 milhões neste ano, 50% superior aos de 2003. Nos últimos oito anos, o grupo investiu cerca de R$ 500 milhões para construir cinco fábricas: Alagoinhas (BA), Cachoeira de Macacu (RJ), Caxias (MA), Alexânia (GO) e Recife (PE). Estas últimas inauguradas no ano passado. Em março, a Schincariol lançou a pedra fundamental da fábrica de Igrejinha (RS), que deverá entrar em operação em outubro. Esta unidade, cujo investimento totaliza R$ 170 milhões, terá capacidade para produzir 150 milhões de litros de cerveja e 50 milhões de litros de refrigerante por ano. A empresa, disse Adriano Schincariol, planeja a construção de mais uma fábrica na região norte do País. "Só falta resolver a questão sobre incentivos fiscais para decidir o estado onde a unidade será construída", explicou. A decisão deverá ser anunciada até o final do ano.
O grupo Schincariol tem seis unidades industriais, com capacidade para fabricar 2,1 bilhões de litros de cervejas e 1 bilhão de litros de refrigerantes, águas e sucos por ano, conta com 25 centros de distribuição e 250 parceiros distribuidores, que atendem cerca de 1 milhão de pontos-de-venda.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria & Serviços
AmBev recupera mercado, mas lucro cai 40%
A AmBev reconquistou mercado no primeiro trimestre deste ano, mas teve de pagar um preço alto pelos investimentos em marketing, vendas, gerais e administrativas, além das dívidas, principalmente em moeda estrangeira.
Resultado: o lucro líquido ficou em R$ 305 milhões nos primeiros três meses do ano, 40,1% menos que o do mesmo período de 2003.
A receita líquida, porém, atingiu R$ 1,9 bilhão, 7,4% acima da obtida no mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, o lucro bruto da empresa chegou a R$ 1,1 bilhão, um crescimento de 23,9%. Segundo o diretor financeiro e de Relações com Investidores da AmBev, Felipe Dutra, o esforço da cervejaria pode ser medido pela sua participação de mercado. Em dezembro, diz ele, a AmBev detinha 63,2% do mercado de cerveja do País e encerrou março com fatia de 65%. Cada ponto porcentual desse mercado equivale a R$ 100 milhões, segundo dados do Instituto ACNielsen. Dutra, da AmBev, chama a atenção para o aumento da participação das marcas premium da cervejaria, a exemplo de Bohemia, nas vendas. No primeiro trimestre do ano passado, essas marcas, pelas quais o consumidor paga mais, tinham participação de 6,1% do total vendido, que chegou agora a 6,8%. A receita líquida da AmBev com a venda de refrigerantes cresceu 10,6%, somando R$ 313,4 milhões, capitaneada por Guaraná Antarctica, Pepsi e Pepsi Twist. As despesas que incluem, segundo Dutra, "distribuição direta, depreciação, vendas e marketing" somaram R$ 459,5 milhões no primeiro trimestre, 34,5% mais que no mesmo período de 2003.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
Schincariol entrega parecer contra Ambev-Interbrew
A cervejaria Schincariol entregou à Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) um parecer econômico para sustentar sua contestação à operação de troca de ativos entre a cervejaria brasileira AmBev e a belga Interbrew. O parecer tenta mostrar que a operação trará reflexos negativos à concorrência no mercado brasileiro de cervejas. O parecer ainda pede medida preventiva contra a AmBev pela adoção de práticas desleais, como acordos de exclusividade e programa de fidelização de pontos-de-venda. A operação AmBev-Interbrew, diz a Schin, reforçará a posição dominante da AmBev, o que pode levá-la a "impor com maior facilidade condições a fornecedores e clientes, de forma unilateral, e agir sem limitações impostas pela concorrência". A companhia que surgirá da operação, diz a Schin, reduzirá o espaço de mercado para o crescimento de outras empresas. Haverá ainda, diz o parecer, uma divisão de mercados que beneficiará só os acionistas e não os consumidores. Para a Schincariol, a forma de entrada da Interbrew não representa entrada de novo concorrente no mercado. "A fusão não criará um novo concorrente mais eficiente, nem se justifica como ação necessária para viabilizar firmas em dificuldades, pois ambas são muito lucrativas", diz o parecer. A operação de troca de ativos entre AmBev e Interbrew foi anunciada em março e está sendo analisada pelos órgãos de defesa da concorrência.
Fonte: O Estado de São Paulo – Economia
AmBev tem crescimento sobre Schincariol
A pesquisa ACNielsen de abril mostram que a AmBev ganhou meio ponto percentual e chegou aos 65,5% das vendas do produto no País, enquanto as marcas da Schincariol caíram para 13,3%, 0,6 ponto abaixo do que tinha em março. "Estamos retornando gradualmente aos 67% de share que mantínhamos historicamente, o que já era esperado, porque sentíamos que o crescimento da Schincariol no final do ano passado era uma bolha que tendia a se esvaziar", comentou o gerente de comunicação corporativa da AmBev, Alexandre Loures. Ele se refere ao explosivo crescimento obtido pela Nova Schin a partir de setembro, com seu relançamento com a campanha "Experimenta", criada pela agência Fischer América, que levou a nova marca dos pouco mais de 8% (da Schincariol) para 13,4% em dezembro.
As perdas da marca Nova Schin, de dois pontos percentuais desde janeiro, porém, pode ser considerada natural, já que a campanha de relançamento propunha a experimentação do novo sabor da cervejaria, o que indicava uma explosão inicial de vendas e um assentamento posterior. Mas apesar da queda nos quatro últimos meses, a Schincariol ainda acumula ganhos de pelo menos três pontos de share sobre os níveis de agosto passado.
Segundo a avaliação ACNielsen repassada à imprensa pela AmBev, as perdas da Schincariol foram registradas principalmente no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Salvador (uma das praças mais importantes para a marca).
A canadense Molson, dona das marcas Kaiser e Bavária, terceiro grupo cervejeiro do País, registrou queda de 11,6% para 11,3%, de março para abril, o que demonstra que o relançamento da marca Kaiser, também com novo sabor, não gerou resposta positiva de parte do consumidor - a marca, especificamente, caiu de 8,6% em dezembro para 8,0% em abril.
A líder do mercado continua sendo a Skol (30,4% em abril contra 30,9% em março); a Antarctica, terceira marca em vendas do leque AmBev, manteve a tendência de crescimento iniciado em novembro, quando partiu de menos de 9 pontos para os atuais 10,8%.
Entre as pequenas cervejarias (como Crystal, Itaipava, Cintra e Belco), houve perda nos últimos cinco meses: em dezembro representavam 4,2% das vendas totais e em abril caíram para 3,9%.
Fonte: Gazeta Mercantil - Mídia & Marketing
Interbrew vende sua parte na Femsa e Ambev assume Labbat
A cervejaria belga Interbrew e a Femsa (Fomento Económico Mexicano) concluíram as negociações que vão dar fim às participações cruzadas entre as duas companhias. A medida abre caminho para que a AmBev assuma os negócios da Labbatt Brewing Company, alvo de uma ação judicial movida pela Femsa.
A canadense Labbatt, subsidiária da Interbrew, anunciou a venda de sua participação de 30% na Femsa Cerveza, uma subsidiária da engarrafadora de bebidas mexicana Femsa, cuja transação envolveu US$ 1,24 bilhão em dinheiro, de acordo com nota distribuída pela Interbrew. A cervejaria européia também disse que a subsidiária norte-americana da Labbatt, a Labbatt USA, vai deixar de distribuir as marcas da Femsa Cerveza em território norte-americano, tarefa que ficará a cargo da Wisdom Import Sales, que é controlada da Femsa Cerveza. Por sua vez, a Wisdom, que tinha 30% dos papéis da Labbatt USA, abre mão dessa participação. Ao descruzar as operações, a Femsa concordou em desistir de uma ação judicial movida em 12 de março, em Nova York, contra os planos da Interbrew em transferir sua participação na Femsa Cerveza e as operações da Labbatt para a AmBev. Essa transação faz parte do acordo firmado pela Interbrew para obter o controle da AmBev, numa operação avaliada em cerca de € 9 bilhões (cerca de US$ 11,2 bilhões). Com o descruzamento das operações, a Interbrew - fabricante das cervejas Stella Artois e Rolling Rock - pagará menos para comprar o controle da AmBev, tornando-se assim a segunda maior empresa do mundo nesse setor. A Interbrew fica com 84% das ON. Com a incorporação da Labbatt, a AmBev deverá emitir 7,9 bilhões de ações ordinárias (ao invés de 9,5 bilhões de papéis), e outros 11,4 bilhões de ações preferenciais (em vez de 13,8 bilhões) de ações preferenciais, de acordo com nota divulgada ontem pela AmBev. Com a redução do número de ações a serem emitidas pela empresa brasileira, a Interbrew ficará com 83,9% das ações ordinárias da AmBev (em vez de 84,9%) e 54,4% do capital total (em vez de 57,5%), se a oferta pública pela totalidade das ações for aceita. De acordo com o diretor-geral da AmBev, Carlos Brito, com o fim dos problemas com a Femsa, a previsão é de que a associação com a Interbrew seja concluída no terceiro trimestre deste ano. Faltam ainda, de acordo com a AmBev, além da assembléia para votar a oferta pública, a elaboração de laudos de avaliação exigidos pelas autoridades brasileiras.
Em agosto do ano passado, a Interbrew perdeu um recurso contra uma sentença judicial norte-americana, que determinou que a Femsa poderia impedir a cervejaria belga de integrar sua marca Beck’s à cadeia de distribuição da Labbatt USA. A Femsa é a segunda maior produtora de cerveja do México, atrás apenas da Corona. A compra das ações da Femsa Cerveza ocorrem um ano após a empresa mexicana, por meio de sua unidade de refrigerantes, ter adquirido a Panamerican Beverages, a maior engarrafadora de Coca-Cola da América Latina. A transação envolveu US$ 3,6 bilhões.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria & Serviços
Medidores de vazão em cervejarias já têm regras
As regras que os fabricantes terão que obedecer para instalar os sistemas na linha de produção foram concluídas e publicadas pela Receita Federal no Diário Oficial da União em um processo que começará pelas fábricas de cerveja. Segundo o Fisco, a partir da primeira homologação do aparelho medidor de vazão os estabelecimentos industriais envasadores de cerveja terão prazo de seis meses para homologar e instalar seus equipamentos nas enchedoras de garrafas. Com isso, o cronograma prévio indica que a operação efetiva dos medidores nas fábricas de cerveja deverá ser iniciada em janeiro de 2005.
A partir do controle direto do volume de bebidas produzidas no País, a Receita espera conter uma evasão tributária estimada em R$ 1 bilhão por ano, elevando de R$ 6 bilhões para R$ 7 bilhões o montante dos tributos federais recolhidos anualmente com a produção de cerveja, refrigerantes e água. Do total da arrecadação neste tipo de atividade, os fabricantes de cerveja respondem por 70%. A publicação do ato normativo - que representa a conclusão de uma das etapas do processo dos medidores - orienta a execução da pré-qualificação, calibração e avaliação de conformidade do sistema medidor de vazão pelas instituições habilitadas pela Receita. O trabalho de pré-qualificação e avaliação dos sistemas será feito pela Receita com a colaboração do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e dos laboratórios de instituições de pesquisas e universidades. O sistema será composto por equipamentos medidores de vazão, condutivímetros e por aparelhos para controle, registro, gravação e transmissão remota dos dados à Receita Federal. Entre os requisitos que serão monitorados constam o volume (por unidade de tempo) dos líquidos que alimentam cada enchedora, a condutividade elétrica e a temperatura dos líquidos. Esse monitoramento, além de informar a quantidade exata do volume produzido, garante a distinção das bebidas, a exemplo da cerveja tradicional e da cerveja preta. A fim de assegurar a correta instalação e funcionamento dos medidores nas indústrias, a Receita se aliou ao Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV) e aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Pará e Paraná. Com isso, o Fisco esperar assegurar que todos os fabricantes sejam permanentemente fiscalizados. De acordo com o SINDICERV, existem no País 60 fábricas de cerveja ligadas a 20 empresas que respondem pela fabricação de 8,2 bilhões de litros da bebida, volume que representou todo o consumo de 2003.
Fonte: Gazeta Mercantil - Legislação
SEAE recomenda fusão AmBev-Interbrew
A Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE) do Ministério da Fazenda recomendou a aprovação, sem restrições, da operação de fusão entre as cervejarias AmBev e a Interbrew, por concluir que a operação "não altera de forma significativa a estrutura do segmento analisado". Segundo os técnicos, não há como concluir que a operação "gera condições favoráveis ao exercício de poder de mercado". O parecer foi encaminhado à Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, responsável por outra análise da operação. O documento da SEAE não tem caráter decisório ou vinculante e servirá como mais uma das peças a serem utilizadas pelos integrantes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), órgão responsável pelo julgamento da operação. A fusão da AmBev e da Interbrew foi feita por meio de uma aquisição de 54,4% do capital da AmBev pela empresa belga. O acordo foi anunciado no início de março. No dia 1.º de abril, a cervejaria Schincariol apresentou pedido de impugnação da operação.
Os técnicos da SEAE reconhecem que a fusão das duas empresas resultará numa "concentração horizontal" no mercado de cervejas, mas sem comprometimentos da estrutura do mercado.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
AmBev lança produtos super premium
A AmBev decidiu incluir na linha Bohemia de cervejas a versão escura da bebida (do tipo "Schwarzbier") e o produto à base de trigo ("Weiss"). Essas cervejas, que estão no segmento "superpremium" da AmBev, haviam sido lançadas em edições limitadas.
A empresa tem como objetivo ampliar sua participação no segmento de cervejas super premium (detém atualmente cerca de 50% do mercado com a marca Bohemia e as importadas Miller e Carlsberg) e difundir o consumo de bebidas mais elaboradas no Brasil, de acordo com Andréa Fernandes, gerente de comunicação da linha Bohemia. O segmento super premium responde por cerca de 4% a 6% do volume total de cerveja vendida no Brasil, de acordo com Andréa. Na Argentina, esse patamar chega a 10%; nos Estados Unidos, esse índice salta para 25%. "Há um enorme potencial de crescimento para as cervejas super premium no País, com a possibilidade de alcançarmos o nível de consumo dos argentinos", disse a executiva. Hoje, fazem parte do segmento super premium marcas como Skol Beats, Brahma Extra e a Xingu.
Os primeiros lotes das novas cervejas estão sendo entregues aos pontos-de-venda desde o início de maio. Foram produzidas, na unidade da AmBev em Jacareí (SP), 650 mil garrafas, de 550 ml, da versão Weiss. Quantidade semelhante foi fabricada da versão escura da Bohemia.
A maior parte dos ingredientes (lúpulo, malte e malte de trigo) será importada da Europa. O preço sugerido ao consumidor final é de R$ 2,99 no auto-serviço (supermercados e hipermercados) e de R$ 4,50 em bares e restaurantes e os produtos devem ser distribuídos para todo o País. A AmBev também está realizando ações publicitárias em mídia impressa, pontos-de-venda e também em outdoors. A empresa não quis revelar o investimento na adequação da fábrica de Jacareí para a produção da nova cerveja nem a verba reservada para promover as cervejas.
O orçamento da AmBev para publicidade neste ano é de aproximadamente R$ 360 milhões. De acordo com Andréa, a elaboração das duas cervejas começou em 2001, quando uma equipe da AmBev foi enviada à Europa para pesquisar quais sabores que teriam boa aceitação pelo público brasileiro. No inverno de 2002, foi lançada em edição limitada de 230 mil garrafas (de 550 ml) a Bohemia escura, cuja característica é a espuma mais densa em relação às cervejas normais. A edição, comercializada em pontos-de-venda selecionados, esgotou-se em poucos dias. "O conceito da edição limitada foi semelhante à de uma safra especial de vinho", disse Andréa. No ano seguinte, a AmBev fez outra edição de 1,5 milhões de garrafas, que foi comercializada em 15 dias. No final de 2003, a AmBev produziu 635 mil garrafas da Bohemia Weiss, produzida com trigo, que foi distribuída nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal e na cidade de Salvador.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria & Serviços
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