Notícias de mercado
2004 - Julho
Grupo Modelo quer comprar uma cervejaria
O Grupo Modelo, fabricante da cerveja Corona, está procurando uma empresa para comprar, em qualquer lugar do mundo. Para isso, a empresa poderá utilizar cerca de US$ 1 bilhão que possui em caixa, afirmou o CEO da empresa mexicana, Carlos Fernandez. Em sua primeira investida no exterior, a Modelo busca uma cervejaria com marcas locais fortes e com as mesmas margens operacionais obtidas no México. No ano passado a empresa registrou vendas mundiais de US$ 3,6 bilhões, sendo 27% desse montante proveniente de exportações.
A Modelo possui três marcas entre as dez mais vendidas no território norte-americano. A direção da Modelo se mostrou relutante em realizar compras no exterior - operações lideradas pela belga Interbrew (17 aquisições em dois anos).
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria & Serviços
Cervejaria Kaiser exporta para a Oceania
A Kaiser, a partir de sua controladora Molson, fechou dois acordos internacionais para exportar a cerveja Bavaria. Um dos contratos foi assinado com a Independent Liquor, que vai comercializar a Bavaria nos mercados da Nova Zelândia e da Austrália. Contrato semelhante foi fechado com a empresa Halewood International, que vai levar a cerveja brasileira para o Reino Unido.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Cervejas regionais na disputa pelo consumidor
Fabricantes de menor porte investem na diversificação de produtos, em embalagens mais sofisticadas e ampliam publicidade. Com o foco na produção de cervejas premium e diferenciadas voltadas para um público de alto poder aquisitivo, ou reforçando suas características regionais para atingir mais de perto os consumidores fora dos grandes centros, cervejarias brasileiras de pequeno e médio porte estão ampliando sua produção e distribuição em todo o País.
Segundo dados da ACNielsen, estas cervejarias fora dos grandes grupos foram responsáveis, em junho, por 3,7% do market share do segmento. E trata-se de um segmento respeitável. Em 2003, segundo dados do SINDICERV (Sindicato da Indústria da Cerveja), o consumo de cervejas no Brasil atingiu 82,2 milhões de hectolitros, numa média de 46,8 litros per capita.
Estas cervejarias acreditam que podem melhorar mais o seu share e, para isso, estão investindo na diversificação de suas linhas de produto, em embalagens mais sofisticadas, o que inclui do rótulo ao sistema de vedação, e ampliando sua publicidade, antes presente apenas nos pontos-de-venda, para a mídia tradicional.
A Cervejaria Petrópolis, fundada em 1994 e fabricante das cervejas Itaipava e Crystal, por exemplo, usou pela primeira vez a mídia nacional para o lançamento de sua nova cerveja escura premium, a Petra, nas versões long neck e lata. A Petra complementa o crescente portfólio da cervejaria que, até maio último, era composto apenas pelas cervejas Crystal e Itaipava Pilsen nas versões lata e garrafa 600 ml. Hoje produz também cervejas dos tipos malzbier e escura e iniciou o envasamento de garrafas long neck das cervejas Itaipava, Malzbier, Premium e Pilsen. A empresa lançou também o chope Crystal, claro e escuro. A empresa conta com dois parques fabris: um instalado em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, onde são produzidas as cervejas Itaipava e Petra, e outro em Boituva, interior de São Paulo, onde é produzida a cerveja Crystal. A cervejaria foi pioneira no lançamento do selo protetor no bocal das latas de cerveja e também inovou no desenvolvimento de uma garrafa long neck com design exclusivo e diferenciado das existentes no mercado. O resultado de todo esse investimento é refletido nos 3,6% de participação no mercado nacional de cerveja, apontados pela ACNielsen.
A pernambucana Frevo Brasil Indústria de Bebidas, de Recife, que segundo dados Nielsen detém 26,8% no mercado local em refrigerantes, investiu R$ 20 milhões para iniciar a produção de sua cerveja, a Frevo, que chegou ao mercado no segundo semestre do ano passado.
A Cervejaria Sul Brasileira produz em Toledo, no Paraná, a cerveja Colônia, que se tornou nacionalmente conhecida depois da parceria da empresa com o apresentador do SBT, Ratinho.
A empresa produz a cerveja Colônia Pilsen e a Colônia Malzbier nas versões 600 ml, lata e long neck e a cerveja Colônia Extra Lager nas versões lata e long neck, além de chope claro e escuro. A cervejaria fabrica ainda a cerveja Sambadoro, long neck, voltada para exportação (Estados Unidos, Itália, Japão e México), além de uma linha de refrigerantes e sucos. A Colônia, hoje, chega a 11 estados brasileiros cobrindo o Sul, Sudeste, Centro-Oeste e uma parte do Nordeste. Hoje a Cervejaria Sul Brasileira possui quatro centros de produção, a matriz na cidade de Toledo (PR), Santa Maria (RS), e as parcerias em Goiânia (GO) e Recife (PE). A empresa produz no momento 600 mil caixas de 24 garrafas da cerveja Colônia. Inspirada nas tradicionais cervejas irlandesas e aliada a novas tecnologias, a cerveja Colônia Negra foi originalmente produzida com maltes importados, beneficiados artesanalmente, caramelizados, torrados e dourados, além de lúpulos especiais importados da América do Norte e Alemanha e um levedo especial. De acordo com o mestre cervejeiro Vicente Valério, a Colônia Negra deve ser servida gelada, ao contrário das "stouts" tradicionais que são servidas a 13ºC, porque ela é uma derivação elaborada em baixa fermentação, que realça melhor o "flavor", dando uma sensação mais suave que a das cervejas de alta fermentação e de sabor mais adstringente. "A combinação de grãos de malte com o amargo do lúpulo deu à Colônia Negra características exclusivas, tornando-a mais suave e adequada ao paladar do brasileiro, sem a sensação de seca característico das ‘stout’ tradicionais e, sim, com sabor ‘aveludado’ surpreendentemente leve, saborosa, espuma encorpada e cremosa", explica Valério.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria & Comércio
Cervejarias se preparam para o segundo semestre
As três maiores cervejarias do País - AmBev, Schincariol e Kaiser - põem em campo, a partir de meados de julho, novas estratégias para abocanhar ou no mínimo manter, no segundo semestre, as fatias que têm do bolo de R$ 10 bilhões que o mercado de cerveja movimenta por ano no País. O Grupo Schincariol inaugura a rodada anunciando vendas de R$ 1,1 bilhão no primeiro semestre, o que representa um crescimento de 113,67% em relação ao mesmo período de 2003.
A empresa está investindo R$ 180 milhões em marketing em 2004.
A fábrica de Igrejinha, no Rio Grande do Sul, deverá entrar em operação em outubro deste ano, com capacidade anual de 150 milhões de litros e um investimento de R$ 160 milhões, dos quais R$ 100 milhões do BNDES. Essa unidade vai se somar às de Itu (SP), Alagoinhas (BA), Macacu (RJ), Caxias (MA), Alexânia (GO) e Recife (PE). Hoje, a capacidade de produção anual da Schincariol é de 2,1 bilhões de litros. Pelos dados do Instituto ACNielsen, o Grupo Schincariol (Nova Schin, Glacial e Primus), que tinha 15,2% de mercado em novembro de 2003, registrou fatia de 14% em janeiro deste ano, que caiu para 13,1% em maio.
Já o novo presidente da Kaiser, Fernando Tigre, começou a visitar as unidades da empresa fora do Estado de São Paulo e os principais franqueados da Coca-Cola. A meta é clara: estreitar os laços com o sistema Coca-Cola para garantir uma distribuição mais eficaz das marcas Kaiser e Bavaria. Ex-presidente da São Paulo Alpargatas, onde foi responsável pelo fortalecimento da marca Havaianas, Tigre assumiu no início do mês o desafio de reposicionar os produtos da Molson no País. A Molson comprou a Kaiser dos engarrafadores Coca-Cola em março de 2002, por US$ 765 milhões. A marca tinha então 14% de mercado, hoje tem 8%. A Bavaria, comprada da AmBev em 2000, tinha 8% de mercado na época da aquisição; hoje essa participação gira em torno de 3%. No total, a Kaiser exibia em maio uma fatia de 11,1% do mercado de cerveja, em janeiro tinha 12,8% e em novembro de 2003, quando o ingresso da Nova Schin começou a afetar os resultados, tinha 12,5%. A Molson está convencida de que é preciso melhorar a estrutura de distribuição no Brasil para obter melhores resultados, pois comprou uma base instalada para 25% de mercado e hoje não chega a ter 12%.
Líder de mercado, a AmBev promete neste segundo semestre seguir firme na política de recuperar o terreno perdido com o lançamento de Nova Schin. O presidente da AmBev, Carlos Brito, está otimista com a recuperação da economia no segundo semestre. Na avaliação da empresa, “o aumento da utilização da capacidade instalada e a capacidade do governo em controlar a inflação sinalizam para a retomada de crescimento”. A AmBev, com previsão de investir R$ 370 milhões em marketing este ano, comemora a recuperação de mercado pelos dados do Nielsen. A cervejaria, que já respondeu por 70% das vendas, viu sua participação cair para 62,5% em novembro de 2003, sob o efeito da Nova Schin. Em janeiro, essa participação chegou a 64,3% e em maio a 66%, estimulando os planos da empresa de fortalecer as suas principais marcas, Skol, Brahma e Antarctica, além da Bohemia, com a qual compete no segmento das pequenas cervejarias.
Um fator, porém, preocupa o mercado cervejeiro: a estagnação no volume de consumo. Em 1994, quando o real foi lançado, o consumo per capita passou de 38 litros anuais, em média, para os atuais 47 litros, mas não cresceu mais. Esse consumo é baixo quando comparado com o de países como Alemanha (115 litros), Reino Unido (97), Austrália (92) e Estados Unidos (84). Essa situação acaba, por sua vez, por dar mais pressão à disputa. Afinal, para ganhar participação uma empresa tem de tomar terreno da outra ou empurrar para "traço" a participação que cervejarias como Cintra, Itaipava, Malta e Crystal já conquistaram. A outra alternativa é procurar, com novos produtos, diluir ainda mais a fatia das outras, onde começam a figurar as vendas de microcervejarias como a Baden-Baden e a Eisenbahn. As 3 cervejarias têm atacado nessas 3 frentes. Nem a queda de 2,6% no consumo, entre janeiro e maio deste ano, parece afetar o ânimo dessas empresas.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
Elas são pequenas e muito lucrativas
As cervejarias artesanais e regionais estão ganhando mercado enquanto, numa acirrada disputa, AmBev, Schincariol e Kaiser se digladiam para manter a fatia de 80% das vendas anuais no País. Como esses pequenos produtores mais do que dobraram de tamanho nos últimos cinco anos, saltando de menos de 6% para os atuais 20%, eles começam a incomodar. Afinal, cada ponto porcentual desse mercado vale R$ 100 milhões. E qual o segredo das pequenas cervejarias? O mestre cervejeiro Gerhard Beutling, um alemão de 53 anos, que nos anos 70 ingressou nos quadros da Brahma e então adotou o Brasil como residência, divide essas cervejarias em dois grupos.
O primeiro reúne marcas regionais, como a paraense Cerpa, que oferece ao consumidor um produto pilsen nos moldes das três líderes com diferencial de preço e embalagem. Nesse grupo, figuram ainda Cintra, Malta, Itaipava e Crystal. Juntas, as marcas regionais têm uma fatia de 16% do mercado. Já o outro grupo, que movimenta cerca de 4% do mercado, ou R$ 400 milhões, é bem menor, porém sofisticado. São as marcas artesanais, onde figuram predominantemente a Eisenbahn, a Baden-Baden, a Universitária e a Germânia. O mestre cervejeiro, que hoje comanda a produção da Eisenbahn, em Blumenau - SC orgulha-se de produzir hoje uma cerveja feita de acordo com o certificado de pureza decretado na Alemanha em 1516, que proíbe o uso de conservantes e certifica apenas bebidas feitas com puros grãos, para a venda em garrafas. São essas cervejas artesanais que estão abrindo o paladar do brasileiro para algo mais que uma pilsen. As grandes cervejarias, porém, estão atentas. Tanto que a AmBev lançou a Bohemia Weiss, de trigo, e estuda o lançamento da Bohemia Ale, a cerveja mais encorpada e de sabor âmbar preferida dos ingleses. A Schincariol também não quer ficar de fora e estuda o lançamento de uma cerveja de trigo. Já a Molson reforça a Bavaria Premium, com a qual quer conquistar consumidores mais sofisticados, inclusive no exterior. O grande desafio para as pequenas é manter a qualidade e, ao mesmo tempo, ganhar escala. "Uma cerveja artesanal como a Eisenbahn ganha mercado pela qualidade", diz o mestre cervejeiro, alegando que, por esse motivo, é difícil ganhar escala. A Baden-Baden que, como a Eisenbahn, é vendida em empórios e supermercados sofisticados, enfrenta o mesmo problema, especialmente nesta época do ano em que a primeira atrai visitantes a Campos do Jordão, e estes tomam gosto pela marca. É um requinte para poucos.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
Interbrew cresce menos
As vendas da cervejaria belga Interbrew foram menores que as estimadas por analistas do setor no primeiro semestre, devido ao desempenho fraco na Europa e na Ásia. O volume de vendas da empresa cresceu 5,5% em todo o mundo, ante previsões de aumento de 7,3%. No primeiro trimestre, as vendas da Interbrew haviam subido 11,2%.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria & Serviços
Antarctica registra mais um aumento em seu market share
Todo o mês está ocorrendo um fenômeno parecido. A ACNielsen divulga os números de participação das cervejarias e suas respectivas marcas e a que vem tendo mais destaque continua sendo a Antarctica - passou de 11% em maio para 11,3% de participação em junho.
Das mais consumidas marcas do portfólio da AmBev esse foi o maior salto em market share.
Aliás, a empresa, como cervejaria, juntando todas as suas marcas, passou de 66% de participação para 66,3%. A cerveja mais vendida do País, a Skol, caiu 0,1%, de 30,5% para 30,4%. A Brahma se manteve estável, com 19,5%. A Bohemia ganhou 0,1% (de 1,7% para 1,8%). Já o total de marcas da Antarctica, que apresentou share de 14,7% em maio, em junho teve participação de 15%. O Grupo Schincariol, por sua vez, ficou com os mesmos 13,1% de share que possuía em maio. Sua principal marca, a Nova Schin, porém, saltou de 11,6% para 11,7% de participação. O Grupo Molson, controlador das Cervejarias Kaiser, registrou queda de 11,1% para 10,9%. A marca Kaiser, que em maio tinha 7,7% de market share, caiu para 7,4%. A Bavaria perdeu menos - de 2,6% para 2,5%. Os outros fabricantes passaram de 3,9% para 3,7% do mercado de cervejas.
Fonte: Gazeta do Brasil - Mídia & Marketing
Schincariol incentiva a produção de malte nacional
A Schincariol, segunda maior cervejaria do País, trabalha há três anos em um projeto para nacionalizar a produção do malte, principal matéria-prima utilizada na fabricação da cerveja. A empresa fez parceria com órgãos de pesquisas, como a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) e o Departamento de Produção de Sementes da Secretaria de Agricultura paulista, para desenvolver cultivares de cevada cervejeira adaptados às condições brasileiras. Segundo o diretor Francisco Flora Neto, o objetivo é reduzir a dependência do malte importado, que chega a 70% - 80% do consumo. As variedades desenvolvidas pela Embrapa Trigo, de Passo Fundo (RS), e Embrapa Cerrado, de Goiânia (GO), mais os cultivares da Cati paulista foram levados a vários campos experimentais, três deles em fazendas da própria Schincariol. Na região sudoeste de São Paulo e nos cerrados do centro-oeste do País, os cultivos experimentais tiveram produção bastante elevada: enquanto no Rio Grande do Sul se colhe de 3 a 4 toneladas de grãos por hectare, no cerrado, com irrigação, chega-se a 7 toneladas. A Schincariol importa regularmente cevada da Austrália, Argentina, Uruguai e outros países produtores. Faz parte do projeto a Malteria do Vale, de Taubaté, interior paulista, que experimenta cultivo de cevada nacional. Segundo Cássio Ciulla, gerente geral da Malteria, as indústrias de cerveja instalada no Brasil consomem 1 milhão de toneladas de malte por ano, mas a produção nacional é de, no máximo, 300 mil toneladas/ano. A fábrica, que produz 70 mil toneladas/ano, pretende chegar a 200 mil toneladas anuais. Entre agosto e setembro, produtores paulistas vão colher os primeiros 300 hectares cultivados com cevada.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
Molson, dona da Kaiser, se funde com a americana Adolph Coors
A canadense Molson, dona no Brasil das marcas de cerveja Kaiser e Bavaria anunciou em 23/7 a fusão com a americana Adolph Coors Company, criando a quinta maior cervejaria do mundo em volume, perdendo apenas para Anheuser-Bush, Interbrew-AmBev (ficaria em primeiro levando em conta a participação da mexicana Femsa, que saiu fora após o anúncio do processo de fusão da empresa belga com a brasileira), SAB-Miller e Heineken. A Molson Coors Brewing Company, atua nos mercados dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Brasil e tem vendas 60 milhões de hectolitros de cerveja, faturamento líquido de US$ 6 bilhões e um fluxo de caixa livre de US$ 707 milhões, para o período de um ano até março de 2004. Além disso, a combinação das duas empresas, segundo comunicado oficial, deve representar economia de US$ 175 milhões por ano em sinergias até 2007, o que significa redução nos custos de distribuição, marketing e força de vendas durante esse período, além da combinação de fábricas. A nova empresa é resultado a união da Coors, fundada em 1873 e terceira maior cervejaria dos EUA (11% do mercado), e segunda maior cervejaria do Reino Unido (21%), com a Molson, a mais antiga empresa cervejeira da América do Norte, fundada em 1786 e líder no Canadá, com 43% de participação de mercado, e terceira maior cervejaria do Brasil, onde detém 11% do mercado. Eric H. Molson e Peter H. Coors ressaltaram o histórico das duas companhias, que facilitou as negociações iniciadas há mais de um ano. Os principais produtos da nova empresa são Coors Light (a sétima marca de cerveja do mundo), Molson Canadian (primeira marca no Canadá), Carling (primeira marca no Reino Unido), Coors Original, Keystone, Aspen Edge, Zima XXX, Worthington's, Molson Ultra, Export, Molson Dry, Rickard's e Kaiser.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
AmBev lança cerveja Pale Ale
A AmBev lançou em 27.7 no mercado a sua cerveja "pale ale", o tipo mais apreciado na Inglaterra, de cor âmbar e sabor mais encorpado: a Bohemia Royal Ale. Um produto que só não carregou o nome original desse tipo de cerveja para facilitar o pedido nos bares e supermercados e não deixar tontos os garçons com os quais a empresa testou o tipo "pale ale" antes do lançamento, diz a gerente de Marketing da AmBev, Flávia Rocha. Com edição limitada de 700 mil garrafas de 550 ml a serem distribuídas em São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais, a cerveja, se aprovada pelo consumidor, continuará nas prateleiras, como ocorreu com a Bohemia Weiss e a Bohemia Escura. Nesse caso, perderá a rolha plástica francesa, similar às de champanhe, que acompanha essa edição. O mesmo ocorreu com a Bohemia Weiss, uma vez que essas tampas acabam custando quase o mesmo preço sugerido para a venda do produto, de R$ 4,90. Como o mercado de cerveja não cresce em volume desde o lançamento do Plano Real, em fevereiro em 1994, quando chegou a 9 bilhões de hectolitros e vem oscilando em torno de 9 e 8,5 bilhões - no ano passado foi de 8,2 bilhões, a receita das empresas é agregar valor ao produto.
Hoje, o mercado cervejeiro movimenta R$ 10 bilhões por ano, dos quais uma fatia de 6% fica com as especiais. A "pale ale" da AmBev, que carrega a grife Bohemia, concorrerá diretamente com as das cervejarias Baden-Baden, de Campos do Jordão, e Einsbahn, de Blumenau.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
Frevo Brasil lança cerveja para o Nordeste
Apostando no crescimento do mercado regional, a pernambucana Frevo Brasil Indústria de Bebidas lançou em 29/7, na Bahia, a sua marca de cerveja voltada para o mercado do Nordeste. O produto teve sua comercialização iniciada nos pontos de distribuição em Pernambuco no segundo semestre do ano passado. Com a boa aceitação do produto pelo mercado a nova marca já ingressou na acirrada disputa das cervejas para conquistar o consumidor. De acordo com o presidente da empresa, Sidney Vanderlei, que investiu R$ 20 milhões para iniciar a produção, a cerveja Frevo está se tornando um dos mais bem-sucedidos ‘cases’ produtos do grupo. Agora, ações regionais estão sendo promovidas pela empresa para fortalecer a marca nos estados do Nordeste. "Estamos avaliando, inclusive, a possibilidade de ampliar o investimento na Bahia, iniciando a produção de cerveja no estado", antecipa o presidente da empresa, Sidney Vanderlei. O lançamento da cerveja Frevo no estado é fruto de parceria entre o grupo pernambucano e a Bahia PET, fabricante de pré-formas para bebidas carbonatadas e mais o Boteco do França, mais novo reduto da boemia baiana. "Estamos participando deste lançamento porque nosso objetivo é estimular o crescimento das marcas regionais", apoia o diretor industrial da Bahia PET, Roberto Carlos de Souza. A cerveja de Pernambuco que pretende conquistar o consumidor baiano está disponível em garrafas de 600 ml e latas de 350 ml. A Frevo Brasil Indústria de Bebidas, com sede no Recife, ocupa atualmente a segunda posição no mercado nordestino de refrigerantes, com 26,8% de participação, segundo dados do Instituto Nielsen de pesquisas. A região Nordeste é o segundo maior mercado consumidor de cerveja do Brasil, com 17,4% de participação, ficando atrás apenas da região Sudeste, que lidera o ranking com 57,5%. "Sentimos que havia espaço para uma marca regional", avalia Sidney Vanderlei. A empresa prepara agora a versão long neck da cerveja Frevo, que deverá ter consistência mais encorpada e graduação alcoólica mais elevada.
Fonte: Gazeta Mercantil do Brasil
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