Notícias de mercado
2004 - Setembro
Cervejaria dinamarquesa adota garrafa PEN com tampa ring pull
A cervejaria dinamarquesa Danish Brewery Group (DBG) e a empresa Rexam desenvolveram em cooperação mútua uma nova garrafa de cerveja PEN retornável de 380 ml.
Veja mais detalhes no link abaixo: Lançamentos e Tendências
Dona da AmBev aposta na Rússia e na China para manter crescimento
A Rússia e a China apresentam boas taxas de crescimento dos negócios, em contraste com a queda de vendas na Europa Ocidental e são os principais mercados em que a cervejaria Inbev se concentrará nos próximos meses, a fim de continuar sustentando a expansão de seus negócios. Fruto da união entre a brasileira AmBev e a belga Interbrew, a companhia concentra, atualmente, as vendas nos mercados já maduros da Europa Ocidental e América do Norte, e em países em desenvolvimento, como Brasil e o Leste europeu.
Segundo o executivo-chefe da companhia, John Brock, as vendas na Rússia estão crescendo rápido, mas a empresa ainda precisa "adquirir escala neste mercado". Na primeira metade do ano, o volume comercializado subiu 33%, puxado, sobretudo, pelas vendas da marca Stella Artois que cresceram 58%. A Inbev também sentiu os efeitos positivos do lançamento de outra marca local, a Sun Interbrew. Já na China, as vendas em volume subiram 16%, fomentadas por aquisições recentes de cervejarias e marcas locais.
Segundo o jornal britânico Financial Times, a estratégia de expansão nos mercados russo e chinês é um modo de contrabalançar o fraco desempenho nas regiões mais consolidadas. Na Europa Ocidental, por exemplo, as vendas da cervejaria belga caíram 1,8% em volume, no primeiro semestre.
Fonte: Portal Exame
Começa a Oktoberfest em Munique
Pontualmente ao meio-dia do sábado (18/09), o prefeito de Munique, Christian Ude, abriu a Oktoberfest 2004. Cerca de 500 mil pessoas invadiram o parque Theresienwiese, no início da festa, que vai até o dia da reunificação alemã (3 de outubro). Um litro de chope custa entre 6,65 e 7,10 euros, tendo sofrido um aumento médio de 30 centavos de euro em relação ao ano passado.
No ano passado, os 6,3 milhões de visitantes consumiram 6,1 milhões de litros de cerveja, 490 mil frangos e 91 bois. Ocupando uma área de 26 hectares (em vez dos 31 hectares do ano passado), a Oktoberfest 2004 é considerada "pequena", devido à realização paralela da Festa da Agricultura, também na Theresienwiese. Um total 12 mil funcionários de 591 empresas, entre elas 185 expositores e 74 restaurantes, trabalham na Oktoberfest.
Fonte: Deutsche Welle
Boa safra mundial de lúpulo
De acordo com o comunicado da Simon H. Steiner, Hopfen GmbH, de Mainburg - Alemanha, são esperados bons rendimentos e qualidade para a safra de lúpulo de 2004 nas regiões de plantio na Alemanha, na República Checa e na Eslovênia assim como nas outras regiões de plantio européias. Nos Estados Unidos as previsões são também de safras quantitativa e qualitativamente boas.
Após avaliações da empresa, pode ser que haja gargalos no fornecimento de algumas variedades aromáticas da zona de plantio européia por causa da grande demanda, apesar das safras acima da média. Nos lúpulos de amargor está garantido um fornecimento suficiente. As áreas de plantio européias podem esperar uma concorrência acirrada pelo câmbio para o dólar americano se apresentar desvantajoso. Espera-se uma safra de lúpulo mundial de 92.483 toneladas, 7,4% mais do que no ano anterior.
Fonte: Brauwelt
AmBev lança cerveja Serrana
A AmBev está lançando uma nova marca de cerveja no segmento de preço médio e voltada para o auto-serviço, os supermercados e hipermercados. Batizada de Serrana, a marca será vendida exclusivamente em São Paulo, Campinas e na Baixada Santista. Segundo a empresa, a cerveja foi desenvolvida em um projeto chamado "Memória Viva", que resgatou algumas fórmulas antigas de cerveja para o seu preparo. O posicionamento da bebida é "receita artesanal".
Embora a companhia negue qualquer relação, o produto se assemelha à marca Itaipava, tanto no sabor como na embalagem. O produto não terá campanha publicitária, apenas ações no ponto-de-venda criadas pela The Marketing Store, como degustação e displays. Vale destacar que a Itaipava tem conquistado participações de mercado utilizando apenas o canal de pdv como divulgação. A AmBev não revela investimento no lançamento.
Fonte: Meio & Mensagem
Femsa encerra relacionamento com InBev
A Femsa, empresa mexicana de bebidas, disse que encerrou seu relacionamento com a cervejaria belga InBev (resultado da fusão da Interbrew com a AmBev), recomprando por US$ 1,25 bilhão uma participação de 30% da InBev em sua cervejaria.
Fonte: O Estado de São Paulo (The Wall Street Journal)
Schincariol vai construir fábrica de R$ 200 milhões no Pará
A Schincariol vai iniciar a construção de uma fábrica de cerveja em Benevides, a 18 quilômetros de Belém, Pará. Será a oitava fábrica da empresa e a segunda depois do lançamento da Nova Schin, sua principal marca. A unidade custará cerca de R$ 200 milhões e terá capacidade para produzir 150 milhões de litros de cerveja por ano. A empresa espera ampliar dos atuais 17% para 26% sua participação no mercado da região. A nova fábrica vai gerar 240 empregos diretos e produzirá também anualmente 50 milhões de litros de refrigerantes e água mineral. O diretor-comercial, Francisco Flora Neto, disse que a cervejaria mantém um ritmo de crescimento acelerado desde o lançamento da nova marca, no ano passado. Ele lembra que a empresa entrou no segmento em 1989, com o lançamento de sua principal cerveja, e atualmente detém perto de 14% do mercado nacional, cujo consumo total atinge 85 milhões hectolitros por ano. A Nova Schin, segundo a empresa, já é a terceira marca mais consumida no País. Além da fábrica principal, em Itú, a Schincariol tem unidades em Alagoinhas (BA), Caxias (MA), Recife (PE), Cachoeiras de Macacu (RJ) e Alexânia (GO). Em março deste ano, iniciou as obras da fábrica de Igrejinha, no Rio Grande do Sul, com capacidade de 150 milhões de litros. A unidade entra em operação na segunda quinzena de novembro, O Grupo Schincariol tem 6.500 empregados.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
Femsa começa a produzir cerveja Sol em São Paulo
A Fomento Económico Mexicano - Femsa, a maior fabricante de bebidas do México, está produzindo sua marca Sol no Brasil, após formalizar um acordo com uma cervejaria local. Esse é o primeiro passo da empresa mexicana para ampliar suas vendas de cerveja no mercado latino-americano, afirmou em 10/9 o principal executivo da Femsa, José Antonio Fernandez. Fernandez disse que "uma cervejaria amiga nossa" possui uma licença da Femsa para fabricar a Sol no estado de São Paulo. A Femsa, sediada em Monterrey, está distribuindo sua cerveja com seus produtos da Coca-Cola, da qual é maior engarrafadora no México e uma das mais importantes no Brasil. O executivo não revelou o nome da cervejaria. "Esse é o primeiro passo de uma série de iniciativas para uma expansão na região", disse Fernandez durante uma conferência de empresários em Monterrey.
"Nosso próximo passo é integrar as vendas de cerveja nos países latino-americanos em que conseguirmos ingressar." A Femsa, que vende os produtos da Coca-Cola em oito países da América Central e da América do Sul, além do México, disse que sua cerveja está sendo distribuída com seus refrigerantes no Brasil, na Argentina, na Venezuela e, a partir de agora, na América Central. Este ano, a Femsa assinou um contrato de três anos para conceder à holandesa Heineken NV o direito de distribuir sua cerveja nos EUA, numa tentativa de impulsionar as vendas após a empresa mexicana ter encerrado uma parceria de nove anos com a Interbrew, sediada em Bruxelas.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Schincariol reposiciona Primus no mercado
A Schincariol começou a promover em meados de setembro o reposicionamento de sua cerveja premium, da marca Primus. Para a cervejaria de Itu, enquanto a Nova Schin briga com a Skol, da AmBev, em um target que envolve mais o público jovem, a Primus galga posições no mercado hoje dominado pela Brahma, também da AmBev, e que seria a preferida dos consumidores mais maduros. Para tanto, a cerveja passa por um relançamento, com novo rótulo e modificações no sabor. A estratégia envolve inicialmente as regiões Norte e Nordeste, para depois atingir todo o País.
Fonte: Meio & Mensagem
SABMiller tem uma tarefa dura
A SABMiller PLC aumentaria significativamente sua fatia do mercado canadense e ganharia outras vantagens se conseguisse incorporar a cervejaria canadense Molson Inc., dona da Kaiser, mas a cervejaria sediada em Londres enfrenta enormes obstáculos para completar tal união. A SABMiller, terceira maior cervejaria do mundo em volume, está na fase inicial das negociações com Ian Molson, ex-executivo da Molson, e o conglomerado canadense Onex Corp. sobre uma possível oferta conjunta para comprar a Molson, de acordo com o que foi divulgado em 15 de setembro. Se uma oferta liderada pela SABMiller se concretizasse, ameaçaria a fusão proposta da Molson com a americana Adolph Coors Co. anunciada em julho.
A Molson detém 44% do mercado canadense, mais de dez vezes o que a SABMiller tem atualmente por meio de suas marcas Miller.
Um acordo da SABMiller com a Molson também lançaria um ataque contra a belga InBev SA, a maior cervejaria em volume do mundo, criada recentemente com a fusão da belga Interbrew e a brasileira AmBev e que possui a principal rival canadense da Molson, a Labatt Breweries of Canada. A Molson também reduziria a dependência da SABMiller nos voláteis mercados em desenvolvimento. E daria uma forte pancada na Coors, rival da SABMiller, que conta com a fusão com a Molson para ajudar a melhorar sua sorte nos Estados Unidos. Mas qualquer que seja a potencial oferta conjunta da SABMiller, da Onex e de Ian Molson pela Molson, ela teria de tirar do caminho uma série de obstáculos de vulto. Um dos maiores deles é um contrato entre a Molson e a Coors, que contém cláusulas contra qualquer oferta de um rival. A fusão proposta entre a Molson e a Coors tem enfrentado o ceticismo de alguns dos acionistas da Molson, entre eles Ian Molson, que argumenta que a Coors está ganhando controle efetivo sobre a administração da Molson sem pagar um prêmio para os acionistas. Mas o presidente do conselho, Eric Molson, junto com outros membros da família, controla a maior parte das ações com direito a voto e provavelmente tentaria impedir qualquer oferta idealizada para desafiar o acordo com a Coors. A transação com a Coors está sujeita a aprovação de três terços dos acionistas de cada classe de papéis da Molson. Isso pode dificultar a vida da SABMiller, que gostaria de ter um papel importante na parte operacional da empresa e de comprar o controle da Molson mais tarde. A empresa não está interessada em se envolver numa batalha de oferta hostil de compra, dizem pessoas a par do assunto, já que ela recentemente perdeu uma batalha de ofertas contra a americana Anheuser-Busch Co. pelo controle da chinesa Harbin.
Mesmo que a SAB possa superar o obstáculo inicial, a empresa enfrenta outro enorme problema: ela ainda tenta recuperar sua marca Miller nos EUA. Há dois anos, ela comprou toda a Miller Brewing Co. da Philip Morris Co. - agora chamada de Altria -, por US$ 3,6 bilhões em ações e ainda assumiu US$ 2 bilhões em dívidas. A aquisição ajudou-a a atingir o status de terceira maior cervejaria do mundo em termos de volume e lhe deu acesso ao mercado americano. Nos últimos meses, a marca Miller Lite tem apresentado melhora significativa depois de anos em declínio, graças, em parte, a um remodelamento de sua imagem que ajudou a maior marca da Miller a apresentar um ganho de 0,6% em volume em 2003, segundo a Beer Marketer's Insight, uma publicação especializada do setor. Até 22 de agosto, a Miller Lite havia apresentado um ganho de 12,7% em volume de vendas nos supermercados, de acordo com dados da Information Resources Inc., uma empresa de pesquisa de mercado de Chicago.
Fonte: O Estado de São Paulo (The Wall Street Journal)
Na Argentina, Brahma está em desvantagem
Uma guerra publicitária entre Quilmes e Isenbeck, em maio e junho deste ano, deixou feridos no mercado argentino de cervejas. As participações das principais marcas mudaram, e a brasileira Brahma, da AmBev, está em desvantagem. De acordo com números das próprias empresas, subiram as participações da Isenbeck (que pertence ao grupo alemão Warsteiner), da Palermo (Quilmes/AmBev) e da Budweiser (chilena CCU), enquanto as da Quilmes Cristal e Brahma (Quilmes/AmBev) e da Schneider (CCU) caíram. No ano passado, o mercado de cerveja movimentou cerca de US$ 330 milhões (mais de 1 bilhão de pesos), o que significa que cada ponto de mercado representa 10 milhões de pesos de faturamento anual. A Brahma ocupa o segundo lugar em participação no mercado, mas essa presença vem caindo desde o início da briga entre a Isenbeck e a Quilmes. A Brahma perdeu a posição de 19,1% do mercado, em abril, baixando para 17,2% em junho.
A Schneider também recuou, de 6,3% para 6%. A Quilmes Cristal, marca líder do país, chegou a ter uma presença de 45,6% em fevereiro, o mês de maior consumo da bebida. Em abril, um mês antes do lançamento de uma controvertida campanha da alemã Isenbeck, essa porcentagem já havia caído para 44,1%. Quando a guerra publicitária entre as duas marcas terminou, a participação da número um da Argentina havia caído para 42,8%. Embora ainda muito longe da líder, a Isenbeck conseguiu ganhar dois pontos e passou de 4,7% em abril para 6,7% em junho.
A Palermo passou de 5,1% em abril para 6% em junho. A norte-americana Budweiser também subiu, de 2,9% para 3,4%, no mesmo período. As perdas e ganhos das marcas de cerveja começaram por causa de uma campanha publicitária da Isenbeck. Ela lançou uma promoção em que os consumidores podiam trocar duas tampinhas de garrafa (uma da Quilmes e outra da Isenbeck) por um litro grátis de Isenbeck. A Quilmes não gostou de ver sua marca na propaganda da concorrência e entrou na Justiça contra a campanha. O processo foi marcado por polêmicas e a decisão mais recente da Justiça, de 18 de junho, proibiu a Isenbeck de fazer qualquer referência a Quilmes.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
Maior pressão da concorrência põe a Schincariol à prova
Numa das quatro salas de cozimento da enorme fábrica do Grupo Schincariol, uma placa diz, em alemão: "Hopfen und Malz, Gott erhalt’s." O mestre cervejeiro Ruben Froemming explica: "É um antigo provérbio dos cervejeiros que diz que, desde que haja malte e lúpulo, Deus protege." A Schincariol, a segunda maior cervejaria do Brasil, pode precisar de toda a proteção que conseguir. No ano passado, a empresa conseguiu um crescimento espetacular no mercado brasileiro — que movimentou US$ 3,4 bilhões e ficou de maneira geral estagnado - graças a uma campanha de marketing bem-sucedida, onde, em apenas seis meses, sua fatia de mercado pulou de 10% para 15%. Mas seu crescimento repentino despertou seus rivais, que iniciaram um contra-ataque que incluiu táticas tão agressivas quanto roubar o garoto-propaganda da Schincariol.
De um lado, a Schincariol sofre a pressão da antiga rival AmBev, que está ainda mais forte graças à fusão de US$ 10,7 bilhões com a belga Interbrew SA que deu origem à InBev SA. Por outro, ela enfrenta a ameaça crescente da combalida mas persistente subsidiária brasileira da canadense Molson Inc., que fabrica a Kaiser e recentemente contratou Fernando Tigre, um executivo famoso por recuperar empresas com problemas, em parte para se defender do ataque da Schincariol.
Para complicar ainda mais, os mexicanos estão chegando. A Fomento Económico Mexicano SA, ou Femsa, fabricante da Sol, recentemente disse que planeja ser mais agressiva na tentativa de abrir espaço para suas cervejas na América do Sul por meio da Panamco, a engarrafadora de Coca-Cola que adquiriu recentemente. Os desafios enfrentados pela Schincariol mostram como é difícil para uma empresa familiar ter sucesso na economia brasileira, cada vez mais aberta e competitiva. A estratégia da empresa é brigar com a InBev nos órgãos de defesa da concorrência, continuar a investir mesmo agora que o mercado de cerveja anda meio aguado, e evitar dívidas. A Schincariol alcançou uma fatia de 15,3% do mercado em dezembro de 2003, mas já perdeu terreno desde então. Segundo a AC Nielsen, que acompanha as estatísticas do setor, a empresa tinha 13% do mercado em agosto, contra 66,4% da AmBev e 10,7% da Molson. Outros desafios podem morder ainda mais os ganhos recentes da empresa. Depois de anos perdendo mercado, a Kaiser recentemente contratou Fernando Tigre, de 60 anos, que presidiu a São Paulo Alpargatas na década de 90 e fez história no marketing brasileiro ao transformar as Havaianas de chinelos baratos em calçados coloridos e cobiçados. E há a Femsa. Sua subsidiária, a Coca-Cola Femsa, comprou a Panamerican Beverages no ano passado, tornando-se a segunda maior engarrafadora da Coca-Cola do mundo e a maior da América Latina. Alguns observadores do setor dizem que as demonstrações de interesse no mercado sul-americano podem ser apenas um tiro de alerta para dissuadir a InBev de se aventurar no mercado mexicano. Mas menor não quer necessariamente dizer mais fraco. A Schincariol, que banqueiros de São Paulo estimam valer entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão, não sofre as mesmas pressões que suas rivais de capital aberto. Uma vantagem: a empresa pode reinvestir todo o seu caixa em novas fábricas.
"Nossa filosofia é: empresa rica, acionistas pobres", diz José Francischinelli, diretor financeiro da Schincariol, de 55 anos, acrescentando que a estratégia é trabalhar com "o mínimo de dívidas possível". Sob a batuta de seu jovem diretor-presidente, que trabalhou em diversos departamentos da Schincariol desde que tinha 17 anos, a empresa decidiu construir sua sétima fábrica. A construção de uma oitava deve começar no fim deste ano. Dois terços do financiamento para novos investimentos vem do BNDES, que oferece empréstimos de longo prazo a juros baixos. A Schincariol também está fazendo bastante barulho no fronte legal em relação a sua arquiinimiga, a AmBev. Depois de muita pressão da Schincariol, o Ministério da Justiça está investigando práticas da AmBev que estariam limitando a concorrência. A Schincariol também quer restrições à aliança AmBev-Interbrew, e está levando suas queixas aos órgãos reguladores por meio de um escritório de advocacia do interior de São Paulo, a Camargo Silva Dias de Souza. "Fazemos a parte invisível da guerra publicitária", diz Vinicius Camargo Silva, de 30 anos, um sócio da firma. "Quando há uma propaganda que consideramos difamatória, garantimos que ela saia do ar."
Fonte: O Estado de São Paulo (The Wall Street Journal)
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