Notícias de mercado
2005 - Janeiro
Inovações nascem nas pequenas cervejarias do país
As grandes cervejarias, para aumentar o preço dos seus produtos - em um mercado que cresce em volume e se mantém em valor -, estão seguindo uma receita que veio das pequenas. É o caso, por exemplo, da catarinense Eisenbahn e da paulista Baden Baden, que ensinaram o brasileiro a tomar cervejas do tipo ale (encorpada e de cor âmbar), weiss (de trigo), bock (escura e adocicada), lager (de baixa fermentação), além daquelas aromatizadas. Com isso, acabaram alertando as grandes cervejarias para esse mercado. A AmBev, por exemplo, tem hoje uma área de inovações e já trouxe para o mercado as Bohemias Ale e Weiss, além da escura. O Grupo Schincariol acaba de lançar a NS+2, que é a Nova Schin misturada com tequila e limão. O gerente de Produto do grupo, Luiz Fernando Amaro, não esconde o jogo: enquanto uma NS+2 em lata é vendida a R$ 2,00, a Nova Schin sai por R$ 0,80. A Molson também tem a Kaiser Bock, que reforça as suas vendas no inverno - momento em que as vendas da cerveja pilsen, a mais consumida pelo brasileiro, amargam redução significativa. E se as cervejarias artesanais, como a Baden Baden e Eisenbahn, lançam moda e servem de modelo de excelência, as outras pequenas, que brigam por uma fatia do mercado pilsen, estão preocupadas com o poder da AmBev - resultado de sua fusão com a belga Interbrew, dona de marcas como a Stela Artois e a Becks. Em 6 de janeiro, as cervejarias Petrópolis S/A (Crystal, Itaipava e Petra), Cintra, Sul Brasileira Ltda. (Colônia), Malta, Novo Malte, Ribeirão Preto e Belco (Belco, Mãe Preta, Folia e Tauber) encaminharam documento ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e à Secretaria de Direito Econômico (SDE) criticando a fusão, que, alegam, implicará em concentração de mercado.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
Grupo Novo Malte lançará marca Besser em janeiro
Um grupo de 19 ex-distribuidores da AmBev, a maioria proveniente do sistema Antarctica antes da fusão desta com a Brahma, está lançando uma companhia cervejeira no mercado. O grupo Novo Malte, como foi batizado, terá foco na revenda e na terceirização da área industrial. Para entrar no mercado, promete lançar, até o final do mês, a marca Besser, que significa "melhor" em alemão. A produção ficará a cargo da Frevo, de Pernambuco, com distribuição em São Paulo e Minas Gerais. É inevitável a comparação da nova cervejaria com a Kaiser, fruto da união de engarrafadores da Coca-Cola, no início da década de 80, necessitados de uma cerveja que servisse para a venda casada com o refrigerante.
Fonte: Meio & Mensagem
AmBev cresce em 2004, Schincariol cai
O setor de cervejas encerrou 2004 com um redesenho. Em 12 meses, muita coisa mudou. A AmBev, que no ano anterior amargara uma perda importante e ficou com 63,1% de participação, terminou 2004 com uma fatia de 68,1%, um ganho de R$ 500 milhões - já que cada ponto percentual equivale a R$ 100 milhões. O grupo Schincariol, que três meses depois da estrondosa campanha “Experimenta” tinha 15,3% de mercado em dezembro de 2003, estava com 12% em dezembro último. E a Molson (Kaiser e Bavária) saiu de 11,2% em 2003 para 8,9% em 2004. Os dados são da Nielsen. Além da "dança das cadeiras" entre as três principais empresas do mercado, a leitura dos números Nielsen mostra também que as marcas mais afetadas positiva ou negativamente entre dezembro de 2003 e dezembro de 2004 foram Antarctica, Nova Schin e Kaiser. A Antarctica alcançou a terceira posição com 11,5% de market share, 2,4 pontos percentuais acima do mesmo período do ano passado. Já a Nova Schin caiu 2,8 pontos percentuais no período, passando de 13,5% para 10,7%. A Kaiser, que tinha uma participação de 8,7%, fechou 2004 com 6,8%. O Grupo Schincariol questiona os dados Nielsen.
De acordo com Luiz Cláudio Taya de Araújo, gerente nacional de marketing, as vendas da empresa não refletem essa queda apontada pelos números Nielsen. "Com a implantação dos medidores de vazão, vai ficar claro quanto é a participação de cada um", afirma. Desde o lançamento da Nova Schin, em agosto de 2003, a marca acumula um ganho de 2,1%. Segundo Alexandre Loures, gerente de comunicação da AmBev, as duas marcas que mais oscilaram no ano passado são justamente as que concorrem na mídia e nas gôndolas. "No ano passado, a Schin tinha um bom convite, mas a idéia do novo perdeu o impacto", diz. Entre as pequenas cervejarias, o destaque ficou com a Petrópolis. No final do ano passado, suas marcas Itaipava e Crystal tinham respectivamente, 1% e 2%. Em dezembro último, já tinham 1,6% e 2,6%.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
Após as cervejas, Receita medirá produção de cigarros e refrigerantes
A produção nacional de 8,5 bilhões de litros de cerveja ao ano começa a ser diretamente monitorada pelo Governo Federal a partir deste mês. Quinto maior fabricante mundial da bebida, o Brasil possui 25 empresas com 60 fábricas, que faturaram R$ 17 bilhões em 2004. Com uma sonegação que atingiu R$ 560 milhões apenas em tributos federais entre 2000 e 2004, as cervejarias foram o primeiro segmento da indústria selecionado pela Receita Federal para ser alvo de um controle no melhor estilo "Big Brother".
A partir da instalação de medidores de vazão em cada uma das 181 enchedoras existentes no País, o olho do Fisco acompanhará, em tempo real, o volume produzido em cada uma das fábricas e saberá se a produção monitorada corresponde ao valor emitido nas notas fiscais. A cada ano, os fabricantes de cerveja emitem 62 milhões de notas fiscais. Ao concluir o processo no setor de cerveja, o Fisco avisa: controle similar será adotado para os fabricantes de refrigerantes e chegará também aos produtores de cigarro.
No final do mês vence o prazo para que as fábricas de cerveja estejam com os medidores de vazão instalados e com os pedidos de homologação (vistoria e lacre dos equipamentos) apresentados à Receita Federal. A maior fabricante nacional, a AmBev destinou R$ 4 milhões para instalar os medidores de vazão e está com todas as suas 86 linhas de produção em condições de fornecer as informações em tempo real ao Fisco. A AmBev é fabricante das marcas Brahma, Skol, Antarctica, Bohemia, Kronenbier e Caracu.
Também a Kaiser e a Schincariol concluíram a instalação dos equipamentos nas linhas de produção. A Kaiser informou que os medidores foram instalados nas 24 enchedoras de suas fábricas e que os pedidos de homologação foram apresentados ao governo. Na Schincariol os gastos somaram US$ 1,2 milhão na instalação de 31 medidores em sete fábricas. Conforme informou o diretor de planejamento do grupo, José Francischinelli, ainda resta à Receita Federal fazer a conferência quanto ao correto funcionamento dos equipamentos e efetuar o lacre. "O controle terá impacto positivo. Todos conhecerão os números de cada uma das empresas e ficará mais fácil perceber que nossa participação de mercado está acima do que mostram os institutos de pesquisa", afirmou.
A poucos dias do vencimento do prazo para a instalação e apresentação do pedido de conferência dos medidores, o Sindicato Nacional da Indústria de Cervejas (SINDICERV) fez um balanço prévio e informou que das 181 enchedoras de cerveja, restavam 23 para serem equipadas. Essas enchedoras ainda sem medidores respondem por apenas 2% do volume da cerveja processada no País. Também de acordo com o sindicato, o total destinado pelos fabricantes para a instalação dos medidores atingiu R$ 13 milhões.
A partir da instalação em todas as fábricas, o superintendente executivo do SINDICERV, Marcos Mesquita, avaliou que o processo será efetivamente concluído em março, quando as seis equipes de técnicos da Receita e do Inmetro concluirão a averiguação de todos os medidores. "Sessenta por cento da sonegação é devido a alguma forma de subfaturamento ou não emissão de notas fiscais. A vantagem desse controle é que agora a competição se dará em bases mais justas, aqueles que hoje têm mercado porque sonegam terão que se ajustar", disse.
A Receita Federal possui o mapa do segmento. Entre janeiro e novembro, a arrecadação em tributos federais das empresas de bebidas atingiu R$ 3,23 bilhões, sendo R$ 2,29 bilhões provenientes dos fabricantes de cerveja. A fiscalização dá a medida dos prejuízos: entre multas e impostos, as infrações atingiram R$ 516 milhões entre 2000 e 2004. Um levantamento feito pelo SINDICERV apontou que em 2002 foram sonegados R$ 720 milhões entre impostos federais e estaduais como o ICMS.
"Só o fato de um segmento ser responsável por 71% da arrecadação do setor de bebidas já justifica esse controle. Noventa por cento das empresas concluíram o processo, faltam as pequenas empresas", comentou o coordenador-geral de Fiscalização da Receita Federal, Marcelo Fisch. A principal fonte de receita do governo federal com o setor de bebidas é o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Nas garrafas com volumes de 360 a 660 ml é cobrado R$ 0, 1576 de IPI, sendo que para as latas com 350 ml o valor é de R$ 0,0963.
No entanto, no "Big Brother" da cerveja não será só o IPI que entrará no jogo. A Receita Federal firmou acordo com 13 estados para que os fiscais dos governos estaduais auxiliem no monitoramento. Com isso, os governadores também terão um poderoso instrumento de controle da evasão tributária. Os próximos alvos serão os fabricantes de refrigerante. Segundo informou Marcelo Fisch, os trabalhos de adaptação dos medidores de vazão foram iniciados e o objetivo é instalar o sistema de controle nesse segmento ainda neste ano. Após registrar crescimento de 3% em 2003, os fabricantes de cerveja projetam ganhos maiores neste ano em decorrência da recuperação da massa salarial.
Fonte: Gazeta Mercantil - Caderno A
Schincariol prevê investimentos de R$ 600 milhões
O Grupo Schincariol vai investir neste ano R$ 600 milhões, dos quais R$ 280 milhões em marketing - foram R$ 180 milhões em 2004 e R$ 120 milhões em 2003. O restante dos recursos vai para a ampliação da capacidade de produção e logística, na qual a meta é reforçar a distribuição. O anúncio foi feito ontem pelo superintendente do grupo, Adriano Schincariol, que divulgou o resultado da cervejaria em 2004, quando o faturamento chegou a R$ 2,54 bilhões, 58% a cima do registrado em 2003 - o ano em que, em setembro, o grupo lançou a Nova Schin, hoje o carro-chefe do grupo. Tanto melhor para essa empresa familiar sediada em Itu, no interior paulista, que, de um prejuízo de R$ 12,25 milhões em 2003 - por conta dos gastos com o lançamento da cerveja - chegou no ano passado a um lucro operacional de R$ 82,967 milhões. Do resultado do grupo, que também produz águas, refrigerantes e sucos, a cerveja responde por 79,3%.
Para este ano, Schincariol prevê a entrada em operação de duas novas fábricas, que vão reforçar a presença do produto em todo o País. Em julho, será a vez da unidade de Benevides (PA) entrar em atividade. A de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, opera até dezembro. Com isso, o grupo ampliará a sua capacidade de produção de cerveja dos atuais 2,1 bilhões de litros para 3 bilhões. As duas novas fábricas elevam a nove a rede da empresa. Os planos, revelou Schincariol, são de chegar a 11 unidades industriais até 2006, quando a empresa, a partir de 2007, pretende, com presença consolidada no mercado nacional, mirar o mercado externo com mais força. Hoje, as exportações do grupo representam modestos 3,5% do negócio e estão voltadas para a América do Sul e a Europa. ACNielsen - Schincariol usou os dados do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV) para mostrar que tem uma fatia de mercado de 16,9% e não de 13,1%, conforme dados do Instituto ACNielsen. Segundo o SINDICERV, em 2004 foram vendidos 84,7 milhões de hectolitros da bebida. Em carta enviada a Schincariol, o ACNielsen assume que não pesquisa a totalidade do território nacional, a exemplo da região Norte. Só que Schincariol questiona a razão dos dados da AmBev do mesmo instituto serem próximos aos do SINDICERV, de 66,2% até novembro, e os dele apresentarem essa discrepância. "Isso, o ACNielsen não consegue me explicar", diz o executivo. Para o empresário, os medidores de vazão, que vão permitir à Receita Federal arrecadar os tributos em tempo real, poderão ser um termômetro do mercado, ajudando a pôr um ponto final nas distorções. Num mercado em que cada ponto porcentual vale R$ 100 milhões, as reclamações de Schincariol fazem sentido. Outra novidade do grupo é a de jogar a marca Primus, que já foi premium, para o portfólio de marcas populares, no qual está também a Glacial. A Primus foi relançada no fim do ano no Nordeste e deve voltar de cara nova ao varejo.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
Venda da Bavaria pode afetar a AmBev
A possível venda da cervejaria colombiana Bavaria causaria grande impacto no setor de bebidas mundial e teria conseqüências significativas para a AmBev, avaliam analistas de mercado. Há rumores de que o controle da cervejaria está à venda e a sul-africana SABMiller PLC, terceira maior do mundo, é apontada como principal candidata à compra. A Bavaria, segunda maior da América do Sul, domina o mercado do seu país, além do peruano, equatoriano e panamenho. O grupo comercializa, por exemplo, as marcas Atlas (Panamá) e Cristal (Peru). Além da SABMiller, a Bavaria manteve negociações com a Heineken (Holanda) e a InBev (resultante da fusão entre Interbrew e AmBev), segundo a agência de notícias Dow Jones. Há rumores de que o preço pedido varia entre US$ 9 bilhões (prêmio de 67% sobre o valor patrimonial) e US$ 3 bilhões (prêmio de 37%). Para especialistas, os valores parecem altos demais. Na avaliação dos analistas Carlos Laboy e Timothy Ramsey, do banco Bear Stearns, o melhor cenário para a AmBev é que a empresa colombiana não seja vendida. "Com isso, a AmBev continuaria mordendo o mercado da Bavaria, e enfraqueceria a empresa gradualmente como um player regional." A venda da colombiana para outra empresa, como SABMiller ou Modelo, prejudicaria a brasileira. Isso porque criaria um concorrente mais forte no Peru e no Equador, onde a AmBev vem atuando, e na Colômbia, onde tem intenções de entrar.
A SABMiller pode ainda se posicionar pressionando a AmBev a pagar um valor elevado pela Bavaria, o que, para os analistas do Bear Stearns, puxaria para baixo as ações da empresa brasileira em Bolsa. "Sem dúvida, a AmBev é o carro de aquisição da InBev, mas não consideramos isso benigno. A estrutura corporativa da companhia representa grandes conflitos de interesse, principalmente no que se relaciona a aquisições." As vantagens da compra não podem ser ignoradas. José Yordán, analista do banco UBS, lembra que o potencial de sinergias com uma possível aquisição da Bavaria é muito alto para a AmBev. Ele aposta num desempenho expressivo de receitas em 2005 e 2006 e diz que a brasileira elevou seus preços em até 6% em dezembro. Pelos cálculos do especialista, os papéis da AmBev estão mais baratos frente a suas pares de mercado. "As ações da AmBev merecem uma valorização acima das concorrentes. O mercado desconsidera os ganhos que trarão outras operações na América Latina, muitas em fase inicial."
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
InBev lançará Brahma na Europa e EUA
John Brock, principal executivo da belga InBev anunciou que a cervejaria perseguirá margens de lucro da ordem de 30% até 2007, principalmente devido ao crescimento na China e na Rússia e em "alguns países" da América Latina. Durante a inauguração da nova sede da empresa em Leuven, na Bélgica, o CEO anunciou que vai lançar a Brahma, marca de sua controlada AmBev nos "próximos meses" na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. De acordo com o CEO da companhia, a margem da empresa - incluindo depreciação e amortização - foi de cerca de 11,9% em 2003, contra a margem de 22,6% obtida pela norte-americana Anheuser-Busch, maior produtora de cerveja do planeta. Apesar do interesse em ampliar sua atuação na América Latina, a InBev desmentiu boatos que circularam na semana passada de que a cervejaria possa competir com a londrina SABMiller para comprar a colombiana Bavaria Business Group, segunda maior cervejaria da América do Sul. O negócio está avaliado em US$ 9 bilhões. "Há interessados na empresa, então deixe que eles efetuem no negócio", afirmou ontem o CEO. A empresa também está interessada em efetuar aquisições na Rússia e na China, para ampliar seus negócios.
Por outro lado, devido ao fraco desempenho na Europa, Brock vem freqüentemente dizendo que deverá encerrar as atividades de algumas unidades fabris ao redor do mundo. Hoje a empresa possui 114 fábricas. A InBev também espera cumprir a meta de volume de vendas para 2005, com uma taxa de crescimento duas ou três vezes superior à média da indústria mundial de cerveja. A empresa afirmou ter vendido menos do que o esperado em 2004 e teve que confiar na aquisição da AmBev para impulsionar suas vendas. Os volumes vendidos subiram 3,3% sem considerar aquisições, enquanto a meta era um crescimento de 4% a 5%.
Na Europa Ocidental, o consumo da bebida caiu 2,3% no ano passado. A empresa deverá divulgar seus resultados fiscais de 2004 no dia 2 de março. A empresa adquiriu o controle acionário da cervejaria brasileira no ano passado por cerca de US$ 11 bilhões; assim, conseguiu se instalar no sexto maior mercado de cerveja do mundo, com uma produção de 8,4 bilhões de litros.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria & Serviços
Acionistas da Molson aprovam venda à Coors
Acionistas da Molson Inc. aprovaram o plano da cervejaria canadense de se fundir com a americana Adolph Coors Co., formando a quinta maior cervejaria num setor que passa por rápida consolidação no mundo. Após meses de controvérsia quanto aos termos e ao valor estratégico da combinação, detentores de 80% das ações Classe A da Molson, de grande liquidez, votaram a favor do negócio. A contagem superou a maioria exigida, de dois terços, derrubando o principal obstáculo ao negócio. A fusão, prevista para ser concluída no começo de fevereiro, combina a maior cervejaria do Canadá com a terceira maior dos Estados Unidos. A Molson Coors terá cerca de US$ 6 bilhões em vendas anuais, com operações nos EUA, Canadá, Grã-Bretanha e Brasil — onde a Molson é dona da Kaiser.
Alguns acionistas da Molson haviam reclamado que a Coors seria um sócio fraco, já que ela tem uma margem de lucro relativamente magra e sua participação de somente 11% do mercado americano a deixa bem atrás da Anheuser-Busch Co. e da Miller, subsidiária americana da britânica SABMiller PLC.
O presidente do conselho da Molson, Eric Molson, que manterá o cargo na empresa combinada, disse que a Molson Coors terá "a escala operacional e a força financeira" para concorrer globalmente, e pode se tornar uma "poderosa consolidadora do setor".
As empresas dizem que esperam ganhar US$ 175 milhões com economia de custos resultante da combinação das operações. Elas já são sócias numa lucrativa joint venture pela qual a Molson fabrica a cerveja Coors Light no Canadá. Pelo acordo, cada ação da Molson será trocada por 0,36 ações da Coors. Os acionistas da Molson também receberão um dividendo especial no total de US$ 532 milhões — uma proposta que atraiu o crucial apoio de alguns grandes investidores institucionais. Os atuais acionistas da Molson terão o equivalente a 55% em ações da empresa combinada, que surgirá com um valor de mercado de cerca de US$ 6 bilhões. O dividendo especial, a ser pago pouco antes da conclusão da fusão, será financiado por empréstimos que se somarão à dívida da empresa combinada. Na Bolsa de Valores de Nova York, as ações da Coors fecharam na sexta-feira em queda de 2,9%, a US$ 72,75. Na Bolsa de Toronto, as ações Classe A da Molson fecharam a 37,72 dólares canadenses (US$ 30,40), em queda de 1,6%.
Fonte: O Estado de São Paulo (The Wall Street Journal)
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