Notícias de mercado
2005 - Abril
Colônia faz mudanças e prevê crescer 30% este ano
Mais conhecida pela sua cerveja Colônia, que ganhou status nacional depois da parceria com o apresentador do SBT, Ratinho, a Cervejaria Sul Brasileira, fundada pelos empresários Saul Brandalise Jr. e Jaime Gatto, em 1996, em Toledo (PR), acaba de mudar o nome para Indústria Nacional de Bebidas (INAB). Este passa a englobar todas as empresas de bebidas do grupo que é composto por cervejas, refrigerantes, água mineral, os sucos Rayzes e os chás Mat Tea.
"Estamos crescendo muito na área de não alcoólicos, lançamos uma água mineral este ano e a palavra cervejaria já não representava a totalidade dos nossos negócios", diz Saul Brandalise Neto, presidente do grupo. A mudança não significa menores investimentos em cerveja. "Ainda este ano vamos abrir uma nova cervejaria em parceria com o Ratinho no interior de São Paulo. Também temos uma perspectiva de chegar a todos os estados brasileiros", conta Brandalise.
A empresa hoje está em 19 estados. "Também queremos ampliar nosso leque de cervejas para nichos específicos como a Donna, destinada ao público feminino e a Negra, que lembra as irlandesas." A expectativa é de um crescimento do faturamento em 30%. Brandalise também está confiante no desempenho do segundo garoto-propaganda (o primeiro é o Ratinho), José Valien Royo, (ex-baixinho da Kaiser, Cervejarias Kaiser), que estréia uma nova campanha.
Fonte: Gazeta Mercantil - Mídia & Marketing
Participação de mercado da Kaiser caiu pela metade desde a aquisição
Desde que foi comprada pela Molson, em 2002, a marca Kaiser já reduziu sua participação de mercado pela metade - e está cada dia mais distante da meta original da cervejaria canadense, que era conquistar uma fatia de 18,5% do mercado. Na época da aquisição, a cerveja tinha uma fatia de 13,4% do negócio. Segundo os últimos dados ACNielsen, referentes a março, a Kaiser tem hoje 6,6% do mercado. A cervejaria está com uma participação de 8,4% - que representa a soma dos 6,6% de Kaiser aos 1,8% de Bavária. Há um ano, em março do ano passado, a cervejaria Kaiser tinha 10,6% (8,1% de Kaiser e 2,5% de Bavária).
A marca Bavária comprada da Antarctica depois da criação da AmBev chegou a ter 6,6% de mercado em 1998, época da cerveja dos "amigos", protagonizada por cantores sertanejos. Nem mesmo a verba de marketing de R$ 180 milhões e a forte campanha publicitária com o bordão "Vem Kaiser Vem", feita pela Giovanni, FCB - escolhida entre várias agências em uma das principais concorrências do mercado publicitário no ano passado - ajudou a impulsionar a marca. Em um ano, a empresa teve três diferentes agências de publicidade: W/Brasil, Young & Rubican e Giovanni, FCB. A Kaiser custou à Molson quase US$ 1 bilhão - US$ 765 milhões em dinheiro e ações e US$ 190 milhões em dívidas. A cervejaria começou com 13 fábricas (oito próprias e cinco herdadas da Bavária). Hoje, tem oito unidades fabris. A última fábrica desativada foi a de Queimados, no Rio de Janeiro. Em julho do ano passado, Fernando Tigre, executivo que atuou na Alpargatas, assumiu o comando da Kaiser no Brasil. Seu plano era uma redução de despesas da ordem de R$ 250 milhões. Um dos principais problemas da Kaiser é a distribuição. A capilaridade da rede de distribuição da Coca-Cola não se estende para a Kaiser. Depois dos problemas financeiros da Panamco/Spal - que foi vendida para a mexicana Femsa - a Kaiser perdeu cerca de 50 mil pontos-de-venda. A Panamco atuava na Grande São Paulo, litoral, Campinas e Mato Grosso do Sul e o mercado paulista sempre foi o principal da Kaiser, responsável por 18% das vendas. A empresa também estaria com problemas com um importante distribuidor Coca-Cola.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
Heineken comercializa seu novo barril de chope
A cervejaria Heineken N.V. começa a comercializar seu novo sistema portátil de chope, o Heineken DraughtKeg. Primeiro começará na França e em maio nos Estados Unidos. Outros mercados devem seguir em pouco tempo. O sistema completo pesa 5,5 Kg com CO2 e o conteúdo do mini-barril é de 4,75 litros. A cerveja permanece fresca por 21 dias, após a primeira extração.
Fonte: Info Dienst
Carlsberg aumenta sua participação na cervejaria Malaysia Berhad
O conglomerado cervejeiro dinamarquês Carlsberg aumentou sua participação na Carlsberg Brewery Malaysia Berhad de 49,66% para a maioria de 51%. O investimento foi de cerca de US$ 6 milhões.
Fonte: Info Dienst
Produção de cerveja na Alemanha diminui em 3,5%
De acordo com estatísticas do Governo Alemão, no primeiro trimestre de 2005 a Alemanha produziu 21,9 milhões de hl de cerveja. Isso significa uma redução de 3,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. 2,7 milhões de hl de cerveja foram exportados. Misturas de cerveja alcançaram 500 mil hectolitros e acrescentaram em torno de 4,8% ao mesmo período de 2004. Não estão contempladas as cervejas sem álcool e bebidas à base de malte assim como cervejas importadas de outros países da União Européia.
Fonte: Info Dienst
Cervejaria Erdinger lança cerveja de trigo sem álcool
Alemanha - A cerveja Erdinger Non-Alcoholic não possui efeito alcoólico sobre o organismo. Com um residual de álcool de 0,4 % vol., a cerveja encontra-se abaixo do valor mínimo legal de 0,5 % vol. – uma quantidade que pode ocorrer em sucos de frutas, e mesmo no pão.
O que muitas pessoas não sabem é que todos os alimentos que contém carboidratos formam uma pequena quantidade de álcool mesmo quando consumidos (no mais tardar no estômago).
Essa quantidade é tão pequena, que não deve se esperar efeito fisiológico negativo. A propósito: nada na natureza encontra-se completamente isento de álcool, pois carboidratos e microrganismos estão presentes em tudo.
Cerveja de trigo não alcoólica pode ser consumida sem reservas. Em relação à pequena quantidade de álcool residual na cerveja não-alcoólica, o volume de água e extrato é tão grande que qualquer possível formação de álcool é extremamente diluída. É por isso que é quase impossível alcançar qualquer aumento do nível de álcool no sangue no organismo.
Qualquer receio de que o consumidor possivelmente pode “beber excessivamente cerveja de trigo não-alcoólica”, ou "que o conteúdo remanescente de álcool de uma cerveja não-alcoólica pode ser um problema”, é por esse motivo completamente infundado.
Fonte: Cervejaria Erdinger – Alemanha
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