Notícias de mercado
2005 - Julho
Microcervejarias chegam à Oktoberfest
As microcervejarias de Blumenau e região estão se preparando para a 22 edição da Oktoberfest. Eisenbahn, Bierland, Zehn Bier e Heimat vão estrear no evento que ocorre no período de 7 a 23 de outubro em Blumenau. Para os organizadores, as cervejas artesanais podem trazer de volta os visitantes da festa, que em seu auge, no início dos anos 90, levou 1 milhão de pessoas às ruas de Blumenau. Há um mês, todas as pequenas cervejarias da região receberam carta-convite da prefeitura para participar da Oktoberfest e ter uma área de venda no Pavilhão A do centro de eventos de Blumenau (Proeb).
Há anos, as cervejarias reivindicavam espaço para oferecer seus produtos no evento. "Será muito importante a exposição na Oktoberfest. Além das vendas mais fortes, haverá uma divulgação da marca já que a festa atrai público de todo o país", diz Juliano Mendes, sócio da Eisenbahn. As pequenas cervejarias disputarão o público no mesmo pavilhão, enquanto a Brahma será a fornecedora exclusiva de chope nos pavilhões B e C. Segundo informações da prefeitura, essa foi a forma encontrada para manter a festa viável, já que os recursos de um grande patrocinador são necessários para o orçamento. Todas as empresas oferecerão apenas chope e haverá um preço fixo para o copo de 400 ml. No ano passado, o mesmo copo saiu a R$ 3,00. Neste ano, as cervejarias estão pedindo R$ 3,50, mas o preço, segundo os organizadores, ainda não foi definido.
A entrada das cervejas artesanais é uma das estratégias dos organizadores para retomar o movimento do início dos anos 90. Nos últimos anos, o evento recebia em média 600 mil pessoas. "Os visitantes reclamavam sobre o fato de ter chope só de uma marca ou de não encontrar o chope regional", diz o presidente da Proeb, Norberto Mette. Com a entrada das pequenas, de acordo com Mette, diminui o interesse das grandes cervejarias, que usavam a Oktoberfest como festa oficial de sua marca. No ano passado, a Kaiser pagou mais de R$ 1 milhão pela exclusividade. Neste ano, a Brahma, sem ter a exclusividade total, investiu R$ 460 mil. "Mas esperamos ganhar no total maior de público pagante", diz. Para matar a sede dos visitantes, as microcervejarias vão aumentar a produção. A Eisenbahn, a maior entre as microcervejarias da região, iniciou a ampliação de sua capacidade de produção depois que recebeu o convite para estar na Oktoberfest. Mendes diz que a empresa vai dobrar sua capacidade de 100 mil litros por mês para 200 mil litros. A cervejaria obteve um empréstimo de R$ 400 mil na Caixa Econômica Federal (CEF) para investir ampliação. "O chope artesanal vai valorizar a festa." A Zehn Bier, localizada em Brusque, também iniciou ampliação de sua produção para a esperada demanda de outubro. A empresa aumentou os tanques de fermentação e passou de uma capacidade total de produção de 30 mil litros por mês para 42 mil litros/mês. O gerente-geral da Zehn, Guilherme Albani, diz que está sendo avaliada a possibilidade de uma nova ampliação, antes de outubro, para 50 mil. Isso porque além da Oktoberfest, agora a empresa planeja engarrafar os chopes produzidos. "Ainda não sabemos ao certo o que será vendido durante a festa, mas vamos destinar 30 mil litros para a Oktoberfest", diz. Bierland, com sede em Blumenau, espera vender 24 mil litros de chope durante a festa. A média de vendas mensal é de 15 mil litros. "Já esperávamos ampliar a produção, mas estamos antecipando os investimentos em função da festa", diz Eduardo Krueger, um dos sócios da Bierland.
O mesmo acontece na Heimat, que fica em Indaial (SC). A empresa recém-constituída dobrará sua produção de 6 mil para 12 mil litros por mês, segundo uma das sócias, Elisabeth Nuder. A maior preocupação é chamar a atenção dos clientes durante a festa. Eisenbahn e Zehn Bier planejam trabalhar uma forma interativa de marketing. A estratégia da Bierland será o lançamento de mais um sabor de chope. Serão oferecidos quatro tipos de chopes: pilsen, escuro, de trigo e pale ale. Todos levam em consideração a lei alemã da pureza (Reinheitsgebot), de 1516, que restringe os ingredientes da bebida a apenas água, malte, lúpulo e levedura.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
Sol expande para disputar com Stella Artois
Esquenta a disputa pelo segmento de cervejas premium no Brasil, que representa 5,6% do total. Para concorrer com a belga Stella Artois, que começa a ser produzida no Brasil pela AmBev, a Kaiser irá expandir a distribuição da mexicana Sol - hoje restrita a São Paulo e sul do país - para todo o país. A companhia também decidiu transformar a Bavária Exportação, inicialmente um lote especial, em cerveja de linha.
Produzida na fábrica de Araraquara da Kaiser, a Sol será distribuída pela Femsa através de distribuidores independentes. A belga Stella Artois, vendida em mais de 80 países, está chegando ao Brasil de forma tímida, mas sofisticada. Inicialmente, a cerveja será vendida na versão chope apenas em cerca de 10 bares e restaurantes selecionados. Entre eles, Rubayat, Rubayat Figueira, Baretto, Astor, Porto Luna, e Bourbon Street, além de pontos em Campos do Jordão. Produzida no Brasil, na fábrica de Jaguariúna, a cerveja só terá a versão long-neck no segundo semestre. A AmBev não precisa quando. A venda da cerveja em supermercados deve estar restrita a empórios e lojas mais voltadas ao público A/B. Segundo Carlos Lisboa, diretor de marketing, este ano, o produto será vendido apenas na cidade de São Paulo - responsável por 15% do mercado nacional de cervejas.
O objetivo da AmBev até o final do ano é vender a marca em cerca de 400 pontos-de-venda, dos quais 40 a 50 distribuindo chope. Com o slogan "Stella Artois, um valor inestimável", a estratégia de marketing da marca, a cargo da agência Borghierh inclui trabalho de ponto-de-venda com degustações nessa primeira fase e, no segundo semestre, a divulgação da marca em revistas. "Vamos inaugurar a categoria premium de chope no Brasil", disse Lisboa. A Stella Artois compõem, ao lado de Brahma e Beck’s, o trio de cervejas globais da Inbev. No começo deste ano, a AmBev anunciou a venda da marca brasileira Brahma em 15 novos países. O objetivo da AmBev é incrementar o mercado de cervejas premium no Brasil. Em 2000, o mercado brasileiro de cervejas premium representava 2,5% do volume físico total das vendas. Em 2005, essa fatia subiu para 5,6%.
No caso da AmBev, essa categoria representa atualmente 5% do volume de vendas e 7,5% do faturamento. "Esse mercado ainda tem muito potencial de crescimento", avaliou Lisboa, destacando que em mercados mais maduros o percentual de vendas de cervejas premium é mais expressivo. Na Bélgica, por exemplo, país da InBev (empresa que surgiu da aliança entre AmBev e Interbrew), o segmento premium equivale a 25% do volume de vendas. Nos Estados Unidos, esse percentual é de 22%.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
Erdinger é a Weissbier mais vendida do mundo
Uma das marcas de cerveja alemã mais conhecidas no mundo não está nos supermercados brasileiros por acaso – a presença faz parte de uma bem-sucedida estratégia de marketing. A marca começou sua expansão para o mercado externo na metade dos anos 80, numa estratégia para manter e consolidar a conquistada liderança entre as cervejas de trigo (as Weissbier, em alemão). Era, para a empresa, uma maneira de ganhar mercado e fortalecer sua imagem.
Hoje, cerca de 10% da produção anual de 1,45 milhões de hectolitros vai para o exterior, principalmente para a Áustria, a Suíça e a Itália. A marca é encontrada em mais de 70 países, entre eles o Brasil, onde chegou em 2000.
Toda garrafa de Erdinger consumida no mundo, não importa se na China ou na Austrália, é produzida na Alemanha, ou melhor, na Baviera. A empresa se orgulha disso e faz questão de destacar sua origem no slogan In Bayern daheim, in der Welt zu Hause (numa tradução aproximada: "A Baviera como lar. No mundo, em casa").
A Baviera é a região onde mais são produzidas cervejas de trigo. O consumo também é elevado: chega a 30% do mercado local. As Weissbier são cervejas leves, de alta fermentação, produzidas com malte de trigo e de cevada. Outra diferença fundamental está na filtragem. O fermento permanece na garrafa, o que dá ao líquido uma aparência turva.
A ligação da Erdinger com a Baviera é tão grande que a marca fez questão de fechar parceria com outro símbolo da região: o Bayern de Munique, com quem tem contrato desde 1997. Num anúncio inimaginável no Brasil, os jogadores do clube aparecem segurando os tradicionais copos em forma de tulipa da Erdinger. Quem também aparece em propagandas da marca é o Kaiser Franz Beckenbauer, com seu irremediável sotaque bávaro.
As estratégias da Erdinger deram resultado. A revista especializada no mercado de bebidas Inside listou em julho as doze marcas mais consumida do mercado alemão: lá estava a Erdinger, em nono lugar, a melhor posição de uma Weissbier. A liderança é da Krombacher, seguida da Bitburger e da Warsteiner. No mundo, a Erdinger é a marca de cerveja de trigo mais vendida.
A história da empresa remonta ao ano de 1886, quando a primeira cervejaria para fabricação de Weissbier foi criada na pequena cidade de Erding, perto de Munique. Em 1935, o negócio foi comprado pelo então diretor da empresa, Franz Brombach. Em 1949, ele deu à cervejaria o nome de Erdinger Weissbräu. Em 1975, com a morte de Franz, o negócio foi assumido pelo filho, Werner Brombach, que, além de ser formado em comércio, é mestre-cervejeiro. É ele o grande responsável pela ascensão da empresa. Foi dele a idéia de associar a marca à Bavária e, ao mesmo tempo, tornar as cervejas de trigo populares nos outros estados alemães.
A estratégia de sucesso fez com que a produção anual passasse dos 82 mil hectolitros para 225 mil hectolitros entre 1970 e 1977. Em 1990, a cervejaria ultrapassaria a marca de 1 milhão de hectolitros produzidos por ano. Outra idéia de sucesso de Werner foi o fã-clube da Erdinger, criado em 1995. Em dez anos, a marca conseguiu reunir cerca de 60 mil apaixonados pelo seu sabor, espalhados por mais de 45 países.
Fonte: Deutsche Welle
Nova Schin mantém vendas
A cerveja Nova Schin continua à venda em bares e supermercados e sua produção está normalizada. A campanha publicitária criada pela agência Fischer está no ar e, informalmente, concorrentes garantem que não deve ocorrer mudança de participação de mercado de imediato. Na última aferição do Instituto ACNielsen, o Grupo Schincariol tinha uma fatia de 12,7% do mercado frente a 68,3% da AmBev e a Kaiser, do grupo canadense Molson incluindo a marca Bavaria, 8,7%. O mercado brasileiro também começa a atrair novos concorrentes e há quem aposte que a gigante Budweiser, do Grupo Anheuser-Bush, estaria disposta a retornar ao País. A cerveja era distribuída pela Antarctica até a fusão desta com a Brahma, criando a AmBev em 2000.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
Brasil puxa crescimento na venda de cervejas da AmBev
Entre todas as operações da AmBev, o Brasil obteve os melhores resultados de vendas de cerveja no segundo trimestre de 2005. O aumento do volume das operações brasileiras foi de 14,3%, contra 13,5% da América Latina e queda de 4,4% na América do Norte. As vendas totais de cerveja da AmBev - incluindo todas as operações - tiveram uma elevação de 11% no segundo trimestre de 2005, totalizando 20,7 milhões de hectolitros. No semestre, a companhia negociou 43,1 milhões de hectolitros, alta de 10,3% em relação ao mesmo período do ano passado. "Como grande parte dos custos da companhia são fixos, com o aumento de volume há uma diluição desses custos, o que contribui para elevar a margem", afirma Tania Sztamfater, analista do Unibanco. O inverno ameno e o crescimento do mercado brasileiro, na visão dos analistas, contribuíram para o resultado positivo.
Segundo dados ACNielsen, o mercado cresceu 9,6% entre abril e junho. "O tempo bom tem reflexo imediato nas vendas de cerveja", afirma Pedro Galdi, analista do ABN-Amro. Apesar do aumento dos volumes, a AmBev registrou um recuo da participação de mercado no mês de junho. Em maio, a fatia da companhia era de 68,3% e caiu para 67,9% no mês passado, segundo dados ACNielsen. A Labatt continua reportando resultado negativo para a AmBev. No semestre, a queda foi de 5,9% no volume de vendas da cervejaria canadense, com um volume de 5,1 milhões de hectolitros. O resultado da operação de refrigerantes surpreendeu os analistas. O Unibanco projetava aumento das vendas de 4%, mas a empresa registrou alta de 9,6% no total. No Brasil, o aumento das vendas de refrigerantes foi de 10,1% e na América Latina, de 8,6%.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Economia
AmBev reforça marcas com estratégia regional
A AmBev está investindo na estratégia de regionalização do marketing. A Antarctica será a patrocinadora oficial do Fortal, carnaval fora de época de Fortaleza. Já a Brahma assina o patrocínio dos principais rodeios brasileiros, enquanto Skol é a cerveja oficial de festivais de música eletrônica de São Paulo, Rio e Bahia. Aproveitando as áreas de melhor performance de cada marca, a AmBev foca suas ações em eventos regionais. "Cerveja se bebe regionalmente, cada praça tem as suas preferências", afirma Alexandre Loures, gerente de comunicação da AmBev. "Há duas variáveis importantes: o histórico da marca em cada lugar e a identificação da região com o posicionamento daquela marca." Nesse contexto, a empresa acaba de fechar o patrocínio do Fortal, maior carnaval fora de época do Brasil, que acontece entre 28 e 31 de julho e tem um público estimado de 320 mil pessoas. A AmBev criou cerca de 2 milhões de latas decoradas - estratégia, aliás, que a empresa lança mão na maioria dos eventos especiais. A escolha do Fortal se explica: a cerveja Antarctica é líder no Ceará. Segundo dados ACNielsen de junho, a marca tem 38,9% de mercado no estado, contra uma média nacional de 12%. "Por conta dessa participação, a marca não pode deixar de patrocinar os principais eventos da região", afirma Loures. "É natural que os investimentos estejam focados ali", completa. A Brahma, por exemplo, tem a liderança no mercado paulista. A cerveja é dona de uma fatia de 33% na capital e, nacionalmente, tem 20% de mercado. A cerveja também tem uma participação forte no interior paulista. Daí a escolha da marca para ser a patrocinadora oficial dos principais rodeios - ao todo a parceria se estende a 30 festas de peão - entre eles Barretos, Jaguariúna e Americana. Nesse caso, foram produzidas 4,7 milhões de latas decoradas. A Skol, que tem os jovens como público-alvo, é a principal cerveja consumida no Rio de Janeiro. Tem 41% do mercado no estado, segundo dados ACNielsen, contra uma média de 33% no Brasil. Embora o principal evento da marca - o Skol Beats (festival de música eletrônica) aconteça em São Paulo, a cerveja promove o Skol Rio, festa que acontece há dois anos durante o verão e reúne músicos de rock, samba e música eletrônica. Há ainda o Skol Stage - a edição de estréia aconteceu no ano passado - e o Giro Skol e Roda de Samba Skol, que promove shows de grupos locais em bares. As concorrentes da AmBev também têm lideranças regionais. É o caso da Schincariol em Pernambuco - a Nova Schin tem 31,8% no estado, contra 11,5% no Brasil e a Kaiser, líder em Curitiba, com 32,3% na cidade e 6,1% na média nacional.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
A Skol cria embalagem diferenciada para Motomix
O uso da música como estratégia de aproximação e diálogo com o público jovem tem se tornado uma tendência entre empresas ligadas ao segmento de telefonia móvel. Companhias como Nokia, Motorola e mais recentemente a Claro organizam seus eventos atentas a esse disputado target, aumentando a cada edição seus investimentos e, conseqüentemente, o interesse dos patrocinadores. Neste ano, pela primeira vez, o Motomix - evento da Motorola que mescla arte, música e tecnologia - tem o patrocínio de marcas de consumo, entre elas a Skol (AmBev), TAM e Citroën. Nas edições anteriores, o festival tinha apenas o apoio de prefeituras dos locais onde era realizado. A parceria com a Skol, por exemplo, inclui a criação de 4 milhões de latas da cerveja com design diferenciado com datas dos shows de música eletrônica e das intervenções urbanas do Motomix. Há alguns anos, aliás, a Skol investe fortemente neste canal de comunicação com o público jovem por meio do Skol Beats, também de música eletrônica. "Há uma afinidade entre marcas", afirma gerente de comunicação da Skol, Stella Brant, ao acrescentar que, embora tenha seu próprio festival, a Skol está aberta a parcerias com outros projetos onde há uma identificação marca x público. "Estamos sempre dispostos a juntar forças e fazer um evento maior e que possibilite mais contatos com o público jovem", comenta a executiva. Esta, porém, é a primeira vez que a Skol produz uma embalagem especial para um evento que não é proprietária. A venda das cervejas será feita em Porto Alegre, Rio e São Paulo, cidades que sediarão o Motomix em 2005. Realizado há três anos, o evento, que une tecnologia, arte e música, terá três etapas nesta edição. A primeira fase envolveu palestras, e a segunda inclui a seleção de 22 participantes de um workshop que teve como objetivo produzir a forma e o conteúdo dos shows de encerramento, que ocorrem em agosto e setembro, e as intervenções urbanas. Segundo a diretora de marketing da Motorola, Cláudia Colaferro, além de ser uma ferramenta de comunicação com o jovem, o Motomix contribuiu para reforçar a imagem da marca, aumentando sua associação com inovação e modernidade.
Fonte: Gazeta Mercantil - Comunicação
Bohemia Confraria é inspirada no potencial do mercado premium
A AmBev, maior fabricante de cerveja do Brasil, com cerca de 60% do mercado, está disposta a fazer crescer o consumo das versões premium deste tipo de bebida. Praticamente uma vez por ano está chegando ao mercado uma nova variação da Bohemia. Estes lançamentos saem da tradicional categoria pilsen de cerveja. Foi assim com a Bohemia Weiss (de trigo), com a Royal Ale (do tipo ale), a Escura e agora é a vez de uma nova cerveja, do tipo abadia, chamada Bohemia Confraria. O produto chega a partir do início de agosto em alguns supermercados de São Paulo, como um kit, com garrafas e taças apropriadas para este tipo de cerveja. O formato foi propositadamente pensado para o Dia dos Pais. Depois, a cerveja segue para outros mercados, sendo que a Bohemia Confraria será vendida apenas em garrafa de 550 ml, também em bares. O lançamento, no entanto, estará restrito às praças São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Distrito Federal.
"O projeto de desenvolvimento das cervejas premium dentro da AmBev tem quatro anos e, no caso da Confraria, os estudos duraram um ano", conta o diretor de marketing da AmBev, Carlos Lisboa. O produto, com 6,2% de teor alcoólico, pouco acima da média padrão de 5%, é inspirado nas receitas dos mosteiros belgas. A embalagem, inclusive, é um bom gosto à parte, com um visual imitando a cerâmica. O material para a produção desta cerveja é praticamente todo importado, considerando ainda que a Bohemia Confraria tem em sua fórmula um toque de aveia, o que nem todas as cervejas do tipo abadia têm. Segundo Lisboa, trata-se de uma edição limitada, que terá apenas 250 mil litros produzidos - quantidade vendida em aproximadamente dois meses. "Pode até vir a ser um produto da linha, mas não agora", conta o diretor, referindo-se à estratégia de lançar a série, retirá-la do mercado e fazer com que ela volte mais tarde, dependendo, é claro, da aceitação do produto. O fato é que certamente há muita inspiração para que a AmBev faça até mais de um lançamento por ano no segmento premium de cerveja. É um nicho com grande potencial de crescimento. Nos Estados Unidos, por exemplo, do total do mercado de cerveja, 15% são de versões premium. O consumo, inclusive, envolve um hábito diferenciado, de beber num copo específico (existe um formato adequado para cada tipo de cerveja), acompanhando um prato especial, num ritual gourmet, diferente do que os brasileiros, em geral, estão acostumados. Dos 9 bilhões de litros de cerveja vendidos no Brasil durante o ano passado, 500 milhões de litros foram de versões premium, de acordo com a AmBev. "O consumidor está mais preparado e já espera este tipo de produto", considera Carlos Lisboa, do marketing. O Brasil é o quinto maior produtor de cerveja do mundo (perde para China, Estados Unidos, Alemanha e Rússia). Quanto ao consumo per capita, é de 47,6 litros por ano - na República Checa, são 158 litros/ano (per capita).
Fonte: Gazeta Mercantil - Comunicação
Novata, Brahma vira líder de vendas no Peru
Apenas seis semanas após seu lançamento oficial, a cerveja brasileira Brahma já lidera as vendas nos supermercados de Lima (Peru), com 55,8% de participação. O dado é de um levantamento da empresa CCR. No país andino, a marca é vendida apenas nos formatos long neck e lata. Garrafas especiais, de 1,1 litros, são encontradas apenas em três lojas de conveniência, e ainda estão em fase de teste. A Brahma chegou ao Peru, produzida na fábrica mais moderna do país, no distrito de Huachipa, num subúrbio de Lima, a capital peruana. A planta tem capacidade para produzir um milhão de hectolitros (medida equivalente a cem milhões de litros) por ano. Além do sucesso nos pontos de venda, a Brahma reforça sua imagem com promoções e eventos como o "Palácio da Cerveja", que a partir de agosto vai reunir, de quinta a domingo, atrações musicais numa casa noturna especialmente decorada para tal.
Fonte: Invertia
| < Anterior | Próximo > |
|---|