Notícias de mercado
2006 - Novembro e Dezembro
Femsa supera expectativa de vendas da cerveja Sol
A primeira grande investida do grupo mexicano Femsa no Brasil vem dando resultados mais que positivos: nas primeiras duas semanas de comercialização, a cerveja Sol ultrapassou em 240% o volume de vendas previsto para o mês de outubro. A Femsa aposta na força da marca Sol para crescer e ampliar sua fatia no mercado nacional de cerveja, que hoje é de 7,8%.
Fonte: Mercado & Consumo
AmBev contra-ataca e pede retirada da Sol do mercado
A AmBev, dona de 68,5% do mercado brasileiro de cerveja, contra-atacou os mexicanos da Femsa que chegaram ao país dispostos a enfrentar a líder e aumentar a sua fatia, de 7,8%. Mas o contra-ataque, por enquanto, não surtiu o efeito desejado porque ontem (08.11) o juízo de primeira instância da Justiça paulista negou o pedido de liminar feito pela AmBev para retirar a marca Sol do mercado. A AmBev alega que as embalagens das latas e garrafas da Sol são similares às da Skol, que tem sozinha mais de 32% do mercado. A AmBev, que teve negado ontem o pedido para tirar a Sol de circulação e todo o material de promoção, pode recorrer ao Tribunal de Justiça. Os argumentos usados pela AmBev são muito parecidos com os usados pela Femsa, em maio deste ano, quando pediu à mesma Justiça paulista para que a Puerto del Sol, da brasileira, fosse impedida de ser vendida. Em primeira instância, a Femsa havia conseguido uma liminar para retirar a cerveja da AmBev de bares e supermercados. A medida cautelar, entretanto, foi derrubada dias depois pelo desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Élcio Trujillo. Quando liminares chegam ao Tribunal elas são analisadas primeiro por um único desembargador e depois um grupo de três magistrados confirma ou não a primeira decisão. A suspensão da liminar a favor da Femsa dada por Trujillo terá ou não sua confirmação ainda hoje. A pauta de sessão de julgamento traz marcada a audiência para as 10 horas desta quarta-feira. As cervejarias contrataram alguns dos melhores e mais caros advogados do país. De um lado Ricardo Tepedino, do escritório de Sérgio Bermudes, que defende a AmBev, e de outro Mauro Arruda e José Mauro Machado, do escritório Pinheiro Neto que defende a Femsa, dona da Kaiser. A Femsa, na ação impetrada em maio, alegou uso indevido do nome Puerto del Sol, cujo pedido de registro de marca foi feito no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em janeiro deste ano. O processo administrativo ainda não foi analisado pelos técnicos do INPI, mas já enfrenta um pedido de oposição para que a marca não seja concedida.
Já o processo de registro da marca Sol - pedido pela Cervecería Cuauhtémoc Moctezuma que mais tarde deu origem ao grupo Femsa - foi feito em novembro de 1997 e o INPI concedeu a marca em março deste ano. O registro solicitado na época, entretanto, trazia como logotipo o rótulo da garrafa transparente de "long neck" da cerveja, já vendida há anos no mercado brasileiro pela Kaiser. E é a nova embalagem que incomoda a AmBev. A brasileira, na ação indeferida ontem, não discute o nome Sol, que só não tem o k da Skol, mas os rótulos das embalagens - garrafas de 600 ml e latas - e também a cor do vasilhame, que mistura vermelho, amarelo, branco e dourado. Os advogados da AmBev alegam na Justiça que a Femsa está fazendo uma concorrência parasitária. Segundo informou a AmBev, a briga judicial está sendo travada porque a Sol no Brasil está muito mais próxima à Skol do que a própria Sol no México. As duas cervejarias alegam concorrência desleal e pedem indenizações na Justiça. A AmBev deu o valor de R$ 1 milhão à causa que entrou na Justiça no dia 1º de novembro, indeferida ontem em primeira instância. A Femsa foi mais conservadora e estabeleceu R$ 175 mil no valor da ação, que teve entrada no Fórum Central João Mendes no dia 26 de maio. Os perdedores terão que pagar de 10% a 20% do valor da causa a título de honorários para os advogados da ação vencedora.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
InBev faz oferta pelos 9% que ainda não possui da Quilmes
A empresa belgo-brasileira do ramo de cervejas InBev anunciou nesta quinta-feira (09.11) sua intenção de fazer uma oferta para adquirir os 9% do capital que ainda não possui da produtora argentina Quinsa (Quilmes Industrial). Segundo um funcionário da InBev, se todos os acionistas entregarem seus títulos, a oferta chega a um valor total de aproximadamente US$ 320 milhões.
Em 13 de abril, a InBev anunciou a compra, através de sua parte brasileira AmBev, de 34% do capital da Quinsa por um montante de US$ 1,25 bilhão. A participação direta e indireta na produtora argentina Quilmes Industrial (Quinsa) aumentou de 57% para 91%. Além disso, a InBev possui 97% dos direitos de voto. Quilmes é a maior produtora na Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai e mais engarrafadora da Pepsi na Argentina e Uruguai. A InBev surgiu da fusão em 2004 da cervejaria belga Interbrew e da brasileira AmBev.
Fonte: Diário do Grande ABC - Economia
Lucro da AmBev cresce 21,8% no terceiro trimestre
O aumento do consumo de cerveja no Brasil foi fundamental para o bom resultado da AmBev. A dona das marcas Skol, Antarctica e Brahma teve lucro líquido de R$ 486 milhões no terceiro trimestre deste ano, 21,8% mais que no mesmo período do ano passado. A receita líquida da quinta maior cervejaria do mundo e a maior da América Latina somou R$ 4, 337 bilhões no terceiro trimestre, 10,9% superior à do mesmo período de 2005. As vendas de cerveja no Brasil cresceram 9,9% em valor e 4,3% em volume, chegando aos 15,1 milhões de hectolitros. 'Esse foi um novo trimestre de forte crescimento no Brasil', disse, no balanço, o diretor-geral da AmBev para a América Latina, Luiz Fernando Edmond. As operações da cervejaria no Brasil foram responsáveis por 58,9% da receita - outros 25,3% vieram da América do Norte (onde a empresa opera por meio da Labatt) e 15,8% da América Latina Hispânica. Essa última região ganhou importância nos resultados da AmBev.
As vendas tiveram crescimento de quase 50% no terceiro trimestre do ano. No Brasil, a AmBev ganhou mais um pedaço no concorrido mercado de cervejas. Sua participação passou de 68,1% para 68,3%. O crescimento das marcas premium da cervejaria mereceram destaque no balanço. As vendas da Bohemia subiram 27,8%. No caso da Original, o crescimento foi de 40,6%. A cervejaria registrou lucro antes de juros, impostos, desvalorização e amortizações (Ebitda) 18% maior no terceiro trimestre, ante o mesmo período de 2005. O total ficou em R$ 1, 824 bilhão. O Brasil foi responsável, sozinho, por mais da metade (63,3%) do Ebitda consolidado da companhia. Segundo o diretor, o Ebitda foi positivo pela primeira vez no ano nas operações na América Latina (excluindo o Brasil). A AmBev, que faz parte do grupo belga-brasileiro InBev, opera no Brasil, Canadá,Equador, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Peru, República Dominicana e Venezuela. Por meio do Grupo Quinsa, a empresa está presente ainda na Argentina, Bolívia, no Chile, Paraguai e Uruguai.
Lucro da Inbev
A InBev, formada pela fusão da AmBev com os belgas da Interbrew, também anunciou ontem seus resultados do último trimestre. O lucro da maior cervejaria do mundo em volume atingiu 479 milhões (US$ 611,1 milhões), um salto de 34% em relação a igual período do ano anterior. O resultado se deveu principalmente ao bom desempenho dos mercados da América Latina e Europa Oriental, região onde o volume de vendas cresceu 14,2%.
Em volume, a InBev teve um crescimento mundial de 5,4%. Entretanto, na Europa - onde concorrentes como a SabMiller tiveram crescimento de até 30% em vendas devido à Copa da Alemanha em julho - a InBev amargou uma queda de 2,3%. A empresa justificou-se, dizendo que o consumidor europeu está 'se afastando da cerveja'.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
Schincariol terá fábrica no Ceará
A Schincariol, dona das marcas Nova Schin, Primus e Glacial, terá uma fábrica de cerveja no Ceará até junho de 2007.
A quinta planta da empresa na região será na cidade de Horizonte. O investimento para a implantação da unidade, que produzirá as três marcas em garrafas retornáveis de 600 mililitros, será de R$ 300 milhões. O grupo Schincariol, que ocupa o segundo lugar do mercado nacional de cerveja com 12,7% de participação, também é segundo colocado no Ceará – perde para a Antactica e para a Brahma, ambas da AmBev, líder nacional com 68,4% de participação – mas fica em primeiro no Nordeste, graças aos estados da Bahia e de Pernambuco.
Fonte: Embalagem Marca
Nova Schin estréia campanha de verão
A Schincariol inicia hoje (24.11), com filme de um minuto no intervalo do Jornal Nacional, da TV Globo, uma nova investida publicitária para a cerveja Nova Schin. A estimativa da empresa é fechar seu faturamento com alta de pelo menos 20% ao final de 2006, em relação à receita do ano passado. "O crescimento será maior, se considerarmos toda a temporada de verão, que vai até março", afirma o gerente de produtos da Schincariol, Mário Medina. Segundo ele, a empresa está investindo 70% do total da verba de marketing na estratégia de verão, principalmente na categoria cerveja - carro-chefe da Schincariol que tem, além de sete tipos de cervejas, 20 itens de bebidas não-alcoólicas. De acordo com Medina, a Schincariol deve encerrar 2006 com investimento de R$ 310 milhões em marketing. "O orçamento para o próximo ano ainda não está fechado, mas a tendência é de alta", diz ele. Segundo dados de outubro da AC Nielsen, a AmBev aumentou sua participação no mercado de 68,5% em setembro, para 68,6%. Já a Schincariol, segunda colocada no ranking, teve ligeira queda, de 12,1% em setembro para 12% em outubro.
E a Kaiser/Femsa, terceira colocada no ranking registrou 8% de participação de mercado em em outubro. A nova campanha publicitária da Shincariol é a primeira desenvolvida pela agência de publicidade Famiglia, que conquistou a conta da empresa em abril - antes a marca era atendida pela Fischer América. Segundo Átila Francucci, sócio e diretor de criação da Famiglia, a campanha que estréia hoje marca o novo posicionamento do produto. "As pesquisas que fizemos mostraram que entre os atributos da marca estão a alegria, a jovialidade e a inovação.
Daí, optamos pelo slogan 'Nova Schin, ou seja, cerveja'. “Algo simples e jovial”, explica Francucci. Além de filme para TV, com exibição nacional, a campanha terá mídia impressa (jornais e revistas) e eletrônica (rádio e internet), além de ações de marketing de guerrilha. "Dependendo do resultado da publicidade tradicional, vamos desenvolver outras ações", explica Francucci. A campanha fica no ar até março do ano que vem. De acordo com Mário Medina, a Schincariol faz pesquisas trimestrais de hábitos de consumo, com amostra de 4,4 mil entrevistas nas principais capitais do país. "Como cerveja é um item com penetração em todas as classes sociais e consumidos por diversas faixas etárias, é preciso estar constantemente monitorando não só as tendências como também a imagem de cada concorrente. É um mercado de consumo de massa e extremamente concorrido. Portanto é preciso estar bem municiado", afirma.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
Cervejaria Petrópolis é vencedora do Marketing Best 2006
O trabalho desenvolvido pela Cervejaria Petrópolis para a Cerveja Itaipava acaba de ser premiado na 19ª Edição do Marketing Best, um dos mais importantes prêmios do País. O case vencedor contou a evolução da Cerveja Itaipava a partir de 2001, ano em que a marca começou a despontar no mercado brasileiro de cervejas e a virar uma história de sucesso. Foram profundas mudanças, desde a reformulação do produto até a construção de uma nova identidade visual e novas estratégias de comunicação da marca, que conquistaram o consumidor e tornaram a marca sem comparação.
Os resultados são claros: desde 2003, Itaipava é a marca de cerveja que mais ampliou sua distribuição no Brasil. Na garrafa 600 ml, a distribuição numérica cresceu de 3% para 7% do mercado brasileiro, entre janeiro de 2003 e agosto de 2004. O desempenho da embalagem lata, no mesmo período, foi ainda mais significativo, crescendo de 1% para 8% de distribuição numérica. Ao final do processo de redirecionamento da marca Itaipava, esperava-se uma resposta positiva do mercado, mas os resultados superaram todas as expectativas da empresa.
Fonte: Max Press Net
InBev e Anheuser-Bush assinam acordo de venda de cervejas premium nos EUA
As gigantes do mercado de cervejas Anheuser-Busch (detentora da marca Budweiser) e InBev (fusão da belga Interbrew com a brasileira AmBev) anunciaram nesta sexta-feira (01.12) um acordo que dá à americana exclusividade de importação, distribuição e venda das marcas premium como Stella Artois e Beck's (produzidas pela européia) nos EUA. O acordo passará a ter efeito a partir de 1º de fevereiro de 2007, informaram as empresas em comunicado. A Brahma e as marcas canadenses da empresa, como Labatt Blue e Labatt Blue Light (distribuídas pela InBev nos EUA), no entanto, não estão no acordo. Além das duas marcas citadas, a cervejaria americana irá vender outras, como Bass Pale Ale, Hoegaarden e Leffe. As marcas premium da InBev atingiram, em 2005, um volume de vendas de cerca de 1,9 milhão de hectolitros. A InBev irá continuar a vender a Labatt e a Brahma nos EUA, mas através de uma rede diferente de distribuição, diz o comunicado. Os termos do acordo não foram revelados: O executivo-chefe da InBev, Carlos Brito, disse que o acordo é "mais um passo na criação de laços com os consumidores". Garantindo acesso ao sistema de distribuição e vendas da Anheuser-Busch, o acordo irá acelerar o crescimento da participação das marcas premium da empresa no mercado americano, disse Brito. "Essas marcas [da InBev] complementam nosso catálogo de cervejas premium americanas e aumentam a capacidade de competição de nossa empresa", disse o presidente e executivo-chefe da Anheuser-Busch, August Busch 4º. "[O acordo] é consistente com nossa estratégia de aumentar nossa participação no segmento de marcas premium nos EUA."O presidente da InBev USA, Doug Corbett, afirmou que o compromisso da empresa com as marcas da Labatt e com a Brahma. "Essas são grandes marcas com muito potencial e esse acordo nos permite desenvolvê-las em seus próprios segmentos."
Fonte: Folha de São Paulo - Dinheiro
AmBev começa construção de fábrica de garrafas
A AmBev lançou nesta segunda-feira (04.12) o início da construção de uma fábrica de embalagens de vidro. Cerca de R$ 160 milhões serão investidos na nova unidade, localizada ao lado da fábrica de bebidas do Rio de Janeiro, a Nova Rio, em Campo Grande. A inauguração da fábrica, que terá 24 mil metros quadrados de área construída, está prevista para julho de 2007.
A nova unidade terá capacidade para produzir 100 mil toneladas de vidro por ano, aproximadamente 450 milhões de garrafas. Em três linhas, serão fabricadas garrafas long neck e garrafas de 635 ml. Quando entrar em operação, a fábrica vai gerar 150 empregos diretos. Antes disso, na fase de construção, serão contratados 400 pessoas. A Nova Rio abastece os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo e tem 2 mil funcionários. Detentora das marcas Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e Guaraná Antarctica, a AmBev emprega 23 mil funcionários. A Companhia está presente em 14 países das Américas e integra a maior plataforma de produção e comercialização de cervejas do mundo desde a aliança global firmada com a Interbrew, atual InBev, em 2004.
Fonte: Folha de São Paulo - Dinheiro
AmBev amplia em 60% produção em Santa Catarina
A AmBev vai investir R$ 112 milhões na ampliação da capacidade de sua fábrica de Lages (SC), unidade que abastece a região Sul e é considerada estratégica pela empresa. O aporte ampliará em mais de 60% a capacidade de produção. A conclusão das obras, que estão em andamento, está prevista para maio do próximo ano. Inaugurada em 1994, a fábrica - onde eram envasadas apenas cervejas long neck e de 600 ml -, passou, em novembro, a produzir também cerveja em lata, mudança que já faz parte do processo de ampliação. Hoje, ela tem 260 funcionários próprios e 130 terceirizados. Até a conclusão das obras, serão contratados mais 90 e criados cerca de 500 empregos indiretos, segundo o gerente fabril da unidade, Hudson de Oliveira. A capacidade atual da unidade é de 4,2 milhões de hectolitros por ano, volume que subirá para 6,8 milhões de hectolitros. Na fábrica catarinense são envasadas as marcas Brahma, Brahma Extra, Brahma Malzbier, Skol, Bohemia, Antarctica, Antarctica Malzbier e Polar, cerveja comercializada exclusivamente no Rio Grande do Sul e de grande tradição no mercado gaúcho. Segundo a empresa, as obras seguem um crescimento das vendas de suas cervejas na região Sul. A ampliação foi batizada de Projeto Pinhão, em alusão à semente da araucária, que foi a base da indústria madeireira que se desenvolveu na região. Nos municípios de Correia Pinto e Otacílio Costa, dois ex-distritos de Lages, ficam as fábricas catarinenses da Klabin, a maior fabricante de papel e celulose do país. A AmBev considera estratégica sua unidade, entre outros fatores, por sua localização. Em Lages fica o entroncamento das rodovias BR-116, que leva ao Rio Grande do Sul e ao Paraná, e BR-282, que se estende de Florianópolis à fronteira com a Argentina. A distância da cidade até Porto Alegre e Curitiba é praticamente a mesma, 360 quilômetros. O município fica ainda a cerca de 50 quilômetros da BR-470, rodovia que parte do Rio Grande do Sul, une o Meio-Oeste catarinense ao Vale do Itajaí e passa por municípios importantes no Estado, como Blumenau. Em Navegantes, onde termina a rodovia, fica um dos principais aeroportos de Santa Catarina. A fábrica é estratégica também para a cidade em que está localizada. Lages, com 168 mil habitantes, é o município mais importante da região serrana catarinense.
A AmBev foi responsável neste ano por 27% da arrecadação do município, que teve em 2006 orçamentos de R$ 164 milhões. Ainda que o orçamento de 2007 preveja arrecadação de R$ 180 milhões, o peso da AmBev deverá superar os 30%, segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Joaquim Goulart Júnior. "Mas, como já temos acertados alguns projetos de grandes empresas que também vão se instalar na cidade a partir do ano que vem esse percentual deverá se diluir com o tempo", afirma. No ano passado, a fábrica gerou quase R$ 80 milhões em ICMS.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
Cerveja em PET é alvo de polêmica no Brasil
A garrafa de cerveja suada, de tão gelada, na mesa do bar ou a latinha tinindo, difícil ao toque, são cenas bem brasileiras. Por aqui, se bebe cerveja muito gelada, em lata ou garrafa de vidro. Mas uma nova versão - a cerveja embalada em PET - chega discretamente às prateleiras e, antes de ser produzida em larga escala, já é alvo de muita polêmica e discussão. A cerveja em PET já é usada na Europa - no Leste Europeu representa 50% das vendas - na Austrália e nos EUA. A Miller envasa cerveja em garrafa plástica desde 1998 e outras grandes cervejarias, como Heineken, Carlsberg e InBev também vendem a bebida nesse tipo de embalagem. Só na Rússia, a InBev vende três marcas em PET: BagBier, Rifey e Permskoye Gubernskoye. No Brasil, por enquanto, apenas duas pequenas cervejarias do interior paulista se aventuraram nessa seara: a Atlas e a Belco. Mas ambas dependem de liminares para vender os produtos. O procurador da República, Jefferson Aparecido Dias, entrou com ação civil pública para condicionar o envasamento da cerveja em PET a um estudo de impacto ambiental (EIA) que preveja medidas para recuperação da embalagem após o uso. As empresas obtiveram liminares, pois seus produtos são anteriores à ação. "Se houver uma substituição da lata pelo PET haverá uma sobrecarga ambiental muito grande", defende Dias. "As empresas não estão preocupadas com o destino final desse tipo de produto." A proposta é que as empresas invistam em fundos de recolhimento ou se responsabilizem pelo processo. Embora seja reciclável, o PET tem um índice de aproveitamento baixo se comparado com a latinha de alumínio.
O volume da garrafa - que dificulta o transporte - e o baixo preço não despertam os interesses dos catadores. Enquanto um quilo de PET (cerca de 20 garrafas) é vendido entre R$ 0,50 e R$ 0,70, segundo a ONG Recicloteca, um quilo de alumínio (60 latinhas) custa cerca de R$ 2,50. Estima-se que cerca de 40% na produção de PET seja reciclada, e 50% desse total seja usado na mistura de fibras têxteis - já que o reaproveitamento na própria indústria de bebidas é proibido. "Enquanto a indústria de alumínio incentiva e reaproveita 100% do alumínio, o PET não é bem aceito pelos catadores e pela própria indústria de reciclagem", diz Vera Chevalier, diretora da Recicloteca. Embora a InBev tenha uma das mais modernas tecnologias para envase de cerveja em PET fora do Brasil, a sua principal subsidiária, a AmBev, é contra a adoção da embalagem no país. Além da questão ambiental, enfatizada pela empresa, há o temor de repetir nas cervejas o que aconteceu com o setor de refrigerantes, que teve de enfrentar o crescimento das "tubaínas". O PET foi um divisor de águas no mercado de refrigerantes e democratizou o setor, abrindo espaço para inúmeras pequenas marcas. O processo de envase é mais barato e exige baixos investimentos nas linhas. "É uma tecnologia que reduz custos e como as margens são muito importantes para a indústria, no futuro, a multiplicação dessas embalagens é um risco", afirma Milton Seligman, diretor de assuntos corporativos da AmBev. Segundo Seligman, se a produção for liberada, todo mundo vai entrar - inclusive a AmBev que já detém a tecnologia lá fora - porque o mercado é muito sensível a preço. "Seria uma dano para a categoria e para o meio ambiente", completa. Diante da polêmica, cabe a dúvida em relação à indústria de refrigerantes, que já produz anualmente 4 bilhões de garrafas em PET. A questão ambiental também não vale para o refrigerante? A resposta é que, se o PET chegar ao setor cervejeiro com a mesma velocidade com que abarcou nos refrigerantes, o problema ambiental será de proporções incontroláveis. A indústria de refrigerantes produz 9 bilhões de litros ao ano e a de cervejas 8,5 bilhões de litros. "O problema triplicaria", diz Vera, da Recicloteca. De acordo com Seligman, da AmBev, o cenário já está instalado nos refrigerantes e, a não ser que haja uma regulamentação proibindo o uso, fica difícil voltar atrás. É importante considerar, no entanto, que dificilmente haveria uma migração massiva para PET, a exemplo de países onde o produto já foi lançado. "As empresas teriam que transpor uma barreira cultural, muito forte no Brasil, e a natural percepção do consumidor de perda de qualidade", diz uma fonte da indústria. As pequenas que já se aventuraram no lançamento da cerveja em PET resolveram apostar no diferencial - apesar do custo jurídico. "É muito difícil disputar esse mercado e resolvemos apostar em algo que ninguém faz", afirma Rene Andreasi, diretor técnico da Belco.
A empresa começou a desenvolver o produto há três anos. Começou a vender a embalagem de 1,5 litros no final do ano passado e agora testa a de 350 mililitros. As vendas estão concentradas em supermercados do interior de São Paulo, mas não está em nenhuma grande rede. A garrafa de 1,5 litros é vendida entre R$ 3,80 e R$ 4,00. A Atlas, localizada em Vinhedo, começou a produção em PET em 1996. Por conta da ação civil pública ficou 60 dias parada até obter liminar para funcionamento. "Somos pequenos, temos que trabalhar com nichos", afirma Maurício Baduy, sócio da cervejaria. A Atlas faz embalagens de 1 litro na cor âmbar (como as estrangeiras), vendidas entre R$ 2,80 e R$ 3,00.
As maiores empresas, como a mexicana Femsa - dona da Kaiser no Brasil - já olham para esse mercado, mas esperam o desenvolvimento de uma embalagem mais apropriada, que permita uma vida útil maior do produto.
A cerveja envasada em PET é, na verdade, chope, porque a embalagem não permite a pasteurização. Por ser muito porosa, permite a entrada de oxigênio e a saída de gás carbônico.
A cerveja da Atlas dura 45 dias e precisa ser mantida sob refrigeração e da Belco pode ficar nas prateleiras por até 90 dias.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
AmBev ganha mercado
A AmBev fechou novembro com alta de 0,2% de participação de mercado, saltando de 68,6%, em outubro, para 68,8% no mês passado, segundo o instituto ACNielsen. O crescimento é reflexo do desempenho das três principais marcas da empresa. A Skol se manteve na primeira posição com 31,9% de market share. A Brahma, por sua vez, subiu 0,1 pontos percentuais e alcançou os 19,3%. Já a Antarctica foi a marca que mais cresceu, saltando de 12,3% para 12,5%.
Fonte: Gazeta Mercantil - Comunicação
No mundo, a briga da Brahma é com a holandesa Heineken
O ambicioso projeto da AmBev de transformar a Brahma em uma marca internacional e traduzir a ginga brasileira para povos tão distintos quanto russos, belgas e chineses começa a dar os primeiros passos. Lançada no exterior em abril de 2005, a marca ganhou uma posição e, no mesmo ano, conseguiu ficar entre as cinco mais vendidas do mundo. Na quinta posição no ranking, passou a holandesa Heineken, distribuída no Brasil pela concorrente mexicana Femsa, mas a disputa é acirrada e as duas estão praticamente empatadas com participações de mercado na casa de 1,6%. Os dados, referentes a 2005, são do Impact Annual Report 2006, realizado pelo Impact Databank Review and Forecast, instituto de pesquisa americano bastante consultado pelo mercado cervejeiro. Pelos dados da Impact, nos anos de 2001, 2002 e 2003, a Brahma ocupava a nona posição no mundo. Em 2004 saltou para a sexta posição e, no ano passado, para a quinta. Com isso, a fatia da Brahma saiu de 1,4% para 1,6% - com vendas de cerca de 23 milhões de hectolitros no mercado global, incluindo-se o Brasil. A cerveja mais vendida do mundo é a Bud Light, fabricada pela americana Budweiser, com um volume de cerca de 45 milhões de hectolitros e 3% do mercado mundial. Em seguida vem a Budweiser (2,7%), Skol (2,2%), também da AmBev, e Corona (1,9%), da mexicana Modelo. A Skol aparece na listagem não por conta do volume de vendas mundiais, mas por ser a líder no Brasil, um consumidor de proporções expressivas. Com uma fatia de 32,3% de janeiro a outubro de 2006, tem vendas de cerca de 33 milhões de hectolitros no país. A marca Brahma foi lançada fora do Brasil e América Latina como cerveja premium, em garrafa long neck transparente, em abril do ano passado. Começou sendo vendida em nove países e agora está em 31. "Estamos aprendendo a cultura cervejeira de cada região e de cada país", afirma Alexandre Macedo, gerente de marketing da Brahma no Brasil. A Rússia já é o segundo maior mercado de Brahma, depois do Brasil, segundo Macedo. Lá a cerveja está na terceira posição entre as marcas premium, atrás da Miller e Tuborg. A escolha da Brahma como marca internacional é estratégica para a AmBev e significa um passo importante para incrementar seu volume de vendas. A Brahma foi líder de mercado até 1998, quando foi ultrapassada pela Skol. Desde 2003, a fatia da Brahma no território nacional caiu abaixo dos 20% e tem se mantido na casa dos 19%. Com uma marca forte de chope, Brahma tem em São Paulo o seu principal mercado: 31,3% de participação. No Rio, 16%. A empresa, agora, aposta todas as suas fichas na colocação da marca fora do Brasil. Inclusive o marketing feito aqui acaba de mudar para ressaltar o processo de internacionalização também para os brasileiros.
Desde a semana passada, a Brahma - agenciada pela Africa, de Nizan Guanaes - mudou de slogan. De "Olé" para "Brahma Todo Mundo Ama". Estrelada por Zeca Pagodinho, ressalta o desempenho da marca nos 30 países onde é vendida. Em novembro, a África já havia criado um filme para apresentar a Brahma aos consumidores brasileiros como uma marca vendida em vários países. O camarote da marca no Carnaval do Rio em 2007 terá o número de convidados reduzido de 1,5 mil para 800. "Mas, por conta do novo formato, mais VIP, o investimento será mantido", diz Macedo. Além do impulso na imagem da marca no Brasil, a Brahma internacional também engorda os cofres da InBev. Toda a geração de caixa vai para a InBev, que paga royalties à AmBev. Na América Latina, onde está desde 1994, a Brahma não é premium e está na categoria pilsen, como no Brasil. Nos bastidores já se fala que a AmBev está colocando a Skol para brigar com Sol, da Femsa, e que Brahma - justamente pelo posicionamento internacional - ficou com preço ligeiramente mais alto, principalmente em São Paulo e na embalagem em lata. Segundo dados da AC Nielsen, em novembro de 2006 o preço médio de Brahma por litro em todas as embalagens e canais foi de R$ 3,80, exatamente o mesmo de Skol. Em novembro do ano passado, o preço médio de Brahma era de R$ 3,58 e de Skol, um pouco mais alto: R$ 3,61.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
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