Notícias de mercado
2007 - Janeiro e Fevereiro
Femsa planeja reajuste de preço
A cervejaria e engarrafadora mexicana Femsa anunciou que elevará os preços da cerveja de acordo com a inflação esperada para este ano. A empresa sediada em Monterrey informou que os aumentos variarão de região a região e conforme os recipientes usados, mas a média deverá acompanhar a inflação. Os aumentos serão implementados ao longo de um período de seis semanas, contados a partir de 1º de janeiro. A companhia não especificou a taxa de inflação que está adotando.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Heineken mostra potencial
A Heineken, cerveja fabricada no Brasil pela Femsa, lança sua primeira campanha publicitária criada pela Fischer América, que tem como objetivo aquecer as vendas na estação mais rentável para o segmento cervejeiro. Os anúncios buscam destacar o desempenho de vendas da cerveja no mundo todo, que está presente em mais de 170 países. São vários anúncios em página simples. Cada um deles traz uma garrafa gelada de Heineken e frases como "Estar no mundo todo tem suas vantagens: 24 happy hours por dia" e "A noite é uma festa. E seu nome está na lista". A campanha já é veiculada.
Fonte: Gazeta Mercantil - Comunicação
A produção russa de cerveja pode crescer até 100 milhões de hectolitros até 2009
A produção de cerveja na Rússia pode crescer até 100 milhões de hl por 2009, de acordo com a previsão para 2007-2010 do Ministério do Desenvolvimento Econômico e do Comércio. A previsão diz que a produção da cerveja pode crescer até 95 milhões de hl em 2006 comparados a 91 milhões de hl em 2005.
A produção pode crescer até 98 milhões de hl em 2007, 99 milhões de hl em 2008 e 100 milhões de hl em 2010. As importações da cerveja aumentarão de 2,5 milhões de hl em 2005 para 2,8 milhões de hl em 2009, diz o ministério.
Fonte: E-mail.com
Skol concentra ações no Rio e em Salvador
A AmBev vai concentrar em Salvador e no Rio de Janeiro as ações relacionadas ao carnaval da Skol, marca líder do mercado de cerveja no país. Em nenhuma das praças, entretanto, a Skol deverá figurar entre as patrocinadoras da festa oficial - no Rio, com a presença no sambódromo e, em Salvador, no circuito do carnaval de rua, que tem cotas negociadas pela prefeitura. Na capital baiana, que receberá os maiores investimentos da marca no carnaval deste ano, o investimento será 15% maior que o feito na festa do ano passado - o volume dos aportes não foi revelado. Ao todo, entre iniciativas realizadas no período pré-carnaval e as feitas ao longo da festa, serão 30 ações. Elas incluem patrocínios a três dos maiores blocos do carnaval da cidade, a três festivais e cinco camarotes, além do bloco próprio, que desfilará todos os dias. Segundo o gerente nacional de eventos da Skol, Leonardo Byrro, um dos objetivos é sedimentar a liderança de mercado da marca em Salvador. No ano passado, a Skol direcionou à Copa do Mundo parte dos investimentos. Em um ano, informa Byrro, a fatia de mercado cresceu seis pontos percentuais, de 41% para 47,5%. Outra forma de apuração do resultado dos investimentos é a mensuração de quanto os eventos geraram em mídia espontânea, termo utilizado para designar quantas vezes o tema foi mencionado pelos veículos de comunicação. "O aumento da participação de mercado também é importante, mas nem sempre é imediato. Esse dado é calculado ao longo dos três meses subseqüentes", disse. Na Bahia, a liderança do mercado de cervejas permanece com a Nova Schin, patrocinadora oficial do carnaval de Salvador em 2006.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
O consumo mundial de cerveja cresceu em 2,9% em 2005 e a previsão é de 3% em 2006
As vendas de cerveja no mundo aumentaram ao redor de 2,9% em 2005, de acordo com o Plato Logic’s World Beer Report. O consumo de cerveja na Europa Ocidental registrou um crescimento de 6,3% em 2005.
O mercado de cerveja Europeu Ocidental, que representa 19% das vendas no mundo, encolheu em 2005 e a previsão é de cair até 16% das vendas globais de cerveja até 2011, de acordo com o relatório da Canadean.
Similarmente o mercado norte-americano, que representa 16% das vendas totais de cerveja, observou uma queda e para 2011 se espera cair até 13% das vendas.
Em 2006 estão preditos outros 3% de aumento no consumo mundial de cerveja. Espera-se que em 2015, 2 bilhões de hl de cerveja sejam consumidos no mundo. Mais de 67% da cerveja é vendida para o consumo em casa.
Fonte: Belgian Shop Newsletter
Traduzido e Adptado por Matthias R. Reinold
Ambev volta à fatia de 69,3% e reforça seu posto de líder
O ano de 2006 terminou com o reforço da liderança da AmBev no mercado de cervejas. Dados AC Nielsen de dezembro mostram que a cervejaria ganhou meio ponto percentual de participação no mercado e chegou a 69,3%, exatamente o mesmo número registrado em dezembro de 2005.
A Femsa Cerveja, que há um ano comprou a Kaiser, passou de 8,5% para 8,6%. A marca Sol, lançada pela companhia em setembro, está com uma fatia de 0,9%. A estratégia da Femsa foi posicionar a marca Sol no mesmo patamar de preço da líder Skol, da AmBev. A Kaiser, ancorada pela comentada campanha do Baixinho, está com 4,9%, mesma fatia desde outubro. Em dezembro do ano passado, a cervejaria, ainda sob o comando da Molson Coors, tinha 8,7%. A Schincariol foi a cervejaria que mais perdeu participação.
Tanto em dezembro, quanto durante 2006. No último mês do ano, a queda foi de meio ponto. A marca passou de 11,5% para 11%. Em dezembro do ano passado, a Schincariol tinha 12,2%. Embora tenha recuado 0,1% em dezembro, a cervejaria Petrópolis, das marcas Itaipava e Crystal, foi quem mais ganhou no ano - a alta foi de 1,4%. A Petrópolis fechou 2006 com 6,7% e havia terminado 2005 com 5,3%. Entre as marcas da AmBev, Skol passou para 32,2% (alta de 0,3%), Brahma, 19,2% (menos 0,1%) e Antarctica, 12,6% (mais 0,1%).
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
Schincariol compra a Baden Baden
O fundador da microcervejaria Baden Baden, José Vasconcelos, o Vasco, sempre relutou em vender seu negócio. Ele achava que já tinha tudo o que precisava. No caso, uma bicicleta e um veleiro. Nos últimos meses, no entanto, episódios recorrentes de pressão alta fizeram Vasco mudar de idéia e atender Ademir Gouveia, um negociador que representa a Lehman Brothers no Brasil. Ontem, 17 de janeiro, cerca de 30 dias depois dessa primeira conversa, o empresário vendia a marca e a fábrica Baden Baden para a Schincariol, o segundo maior grupo cervejeiro do País. “Nós já havíamos sido procurados por outros investidores, mas eu nunca cogitei vender. O problema é que meus outros três sócios saíram do negócio em 2006 e a cervejaria precisava de capital intensivo para continuar crescendo”, conta Vasco, que começou a fabricar cerveja há sete anos em Campos do Jordão, interior de São Paulo. O valor da operação não foi divulgado, mas a Baden é um negócio pequeno, com produção quase artesanal.
A empresa faturou R$ 5,5 milhões em 2006, segundo Vasco. Na realidade, com a aquisição, a Schincariol está comprando um passaporte para entrar no promissor mercado de cervejas premium no Brasil, que custam pelo menos 15% a mais que a média das cervejas. Mais: a compra acontece num momento em que surgem rumores de que a Schincariol estaria sendo vendida. No mercado, há quem acredite que a companhia possa estar engordando seu portfólio para depois passar o negócio adiante. Esse mercado movimenta R$ 1,4 bilhão por ano e representa 7,6% das vendas (em faturamento) de cerveja no Brasil. Essa é a categoria que mais cresce hoje - de 2001 para cá, a participação nas vendas totais da bebida mais que dobrou, segundo fabricantes. “O grupo vinha aumentando o valor agregado de suas cervejas desde o lançamento da Nova Schin. Agora, com a Baden, o patamar subiu bastante”, diz Adriano Schincariol, presidente da companhia. “A concorrência não tem cervejas do nível da Baden.” O preço da cerveja no mercado varia entre R$ 8 e R$ 16. Essa é a primeira aquisição na história da Schincariol. E, segundo Adriano, será a primeira de uma série. “Estamos preparados para fazer mais. Com a ajuda da McKinsey, que está aqui desde janeiro de 2005, estamos formando uma equipe para trabalhar nisso”, afirma Adriano. “O grupo tem boa saúde financeira.”
A Schincariol vem perdendo participação nas vendas de cerveja desde o ano passado. Há um ano, ela tinha 12,7% do mercado. Em dezembro, esse porcentual havia caído para 11%, segundo dados da ACNielsen.
Para Adriano, apesar da queda na participação, a empresa teve um bom ano. A Schincariol deve fechar 2006 com faturamento de R$ 3,7 bilhões, 18% mais que no ano anterior. “O mercado ficou mais agressivo depois que Femsa comprou a Kaiser, mas nós não estamos olhando apenas o market share coletado pela Nielsen”, diz Adriano. “A gente não está só preocupado com o mercado de cervejas. Nós somos uma empresa de bebidas.” O grupo tem demonstrado ao mercado ter poder de fogo para brigar com a AmBev e a Femsa. Recentemente, anunciou investimentos de R$ 135 milhões na construção de uma nova fábrica de cervejas na cidade de Horizonte, no Ceará, prevista para ser inaugurada este ano. A empresa também planeja construir uma pequena fábrica para produção de Baden Baden em Campos de Jordão. “Eles podem aumentar em até dez vezes a produção sem comprometer a qualidade da cerveja”, diz Vasco. “Se vão fazer mais que isso, só o tempo dirá.”
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia
SABMiller investe na América do Sul
A sul-africana SABMiller vai investir cerca de US$ 1,8 bilhão na operação da América do Sul nos próximos cinco anos e prevê que o mercado de cerveja cresça de 6% a 8% por ano na região neste período.
Segunda maior cervejaria do mundo, a empresa opera em quatro países na região - Colômbia, Peru, Equador e Panamá - e informou que 45% do investimento irão para expansão da capacidade de produção de cerveja. Esse número inclui os já anunciados US$ 175 milhões para construir uma nova cervejaria em Cali, terceira maior cidade da Colômbia, e US$ 102 milhões para ampliar cervejarias localizadas em Ate e Motupe, no Peru. O investimento será realizado devido a volumes de vendas acima do esperado e significativo potencial de crescimento na região, informou a empresa. A SABMiller anunciou que o volume de vendas de cerveja subiu 12% nos quatro países no terceiro trimestre fiscal (outubro a dezembro) e 11% nos nove meses encerrados em dezembro de 2006, impulsionado por forte crescimento econômico nos quatro países. "Estamos bastante satisfeitos com o crescimento, mas definimos uma meta anual mais cautelosa de 6% a 8% nos próximos cinco anos, à medida que o crescimento econômico na área pode cair um pouco", observou o presidente-executivo da SABMiller na América do Sul, Barry Smith. Dona das marcas Miller, Castle, Pilsner Urquell e Peroni, a empresa entrou na América do Sul em outubro de 2005 com a compra do grupo Bavaria, da Colômbia, por US$ 7,8 bilhões. No Brasil, onde a marca Miller é representada pela Companhia de Bebidas das Américas (AmBev), a SABMiller já manifestou o desejo de investir por meio de tentativa de compra da Kaiser, em disputa perdida para a canadense Molson em 1998, e no interesse na compra da brasileira Schincariol e na filial brasileira da cervejaria Cintra, de Portugal.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Cerveja tem maior consumo em 10 anos
Se existe um setor do país que não conheceu crise em 2006 nem reclamou de juros ou câmbio desvalorizado esta é a indústria cervejeira. O segmento comemora o melhor resultado em uma década, com crescimento no faturamento em torno de 10% no ano passado. O SINDICERV (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) acredita que o número final ficará na casa dos R$ 21 bilhões em vendas de uma das bebidas mais apreciadas no país. Apenas em produção, houve incremento de 8,5%, chegando aos 9,8 bilhões de litros, o que reforçou o Brasil na quarta posição no ranking dos maiores produtores mundiais. O país só é superado pela China (29 bilhões de litros), Estados Unidos (24 bilhões de litros) e Alemanha (11 bilhões de litros), mas ultrapassou a Rússia, que produz 9,4 bilhões de litros. O brasileiro também aumentou o consumo da bebida em pelo menos três litros por pessoa, em média, no ano. Em 2005, o consumo per capita era de 49 litros anuais e no último ano foi para 52,5 litros.
No entanto, neste quesito o país perde feio até para os vizinhos da América Latina. O consumo per capita de cerveja na Venezuela, por exemplo, é de 70 litros por ano. Quem encabeça a lista dos maiores apreciadores da bebida fermentada são os tchecos, com 170 litros anuais. No país, a cerveja é vista como complemento alimentar até de crianças, o que faz o consumo ser bem maior do que no restante do mundo. Na seqüência, vêm os irlandeses, com 150 litros por pessoa no ano, e os alemães, com 130 litros anuais por cidadão.
Para o SINDICERV, alguns fatores foram importantes para o crescimento do setor em 2006, como a Copa do Mundo e o aumento da renda do trabalhador. “Nosso consumidor está na classe C e D (maiores beneficiados pelo aumento do salário mínimo) – e com freqüência de consumo maior do que a média. O ano em si foi proveitoso, pois tivemos um excelente verão, sem muita chuva, já que o brasileiro toma cerveja fora de casa e em grupo. E o calendário foi muito bom, com feriados prolongados, temperaturas agradáveis, dinheiro no bolso e boa oferta de produtos”, afirma Marcos Mesquita, superintendente da entidade. Na questão dos preços, o consumidor pode ficar contente. Segundo Mesquita, o aumento no valor da cerveja foi de apenas 2,5% em relação ao ano retrasado, abaixo da inflação. A estabilidade do dólar ajudou, uma vez que os preços do malte e da cevada – importados – não tiveram grandes oscilações. A aposta em 2006 foi tanta que houve pelo menos cinco grandes lançamentos da indústria em produtos de linha, além dos sazonais. A Femsa assumiu a Kaiser em 2006 e trouxe ao país a marca mexicana Sol. Já a Ambev lançou a Skol Lemon, Puerto del Sol e o Chopp Brahma Black. A maior parte das indústrias continua investindo pesado na cerveja pilsen, que têm a preferência de 95% dos consumidores. Outra característica do brasileiro é a preferência pela bebida em garrafas de 600 ml, que corresponde a 66% de tudo que é consumido, contra 28% em latas de alumínio e 3% em garrafas long neck. No entanto, as empresas nacionais voltaram os olhos para um outro mercado no segmento: as cervejas premium. Em 2000, as bebidas de maior valor agregado representavam 2,3% do mercado. Já em 2006, passaram para 5,3%. Um exemplo é o Grupo Schincariol, que adquiriu na última semana a Cervejaria Baden Baden, de Campos do Jordão (SP). O objetivo é aumentar a participação no mercado como um todo, mas privilegiar a conquista de um novo produto em seu portfólio e ganhar espaço nas vendas da categoria de bebidas com alto valor agregado, já que a microcervejaria do interior paulista se dedicava inteiramente à produção de cervejas de alta fermentação.
Fonte: Diário do Grande ABC - Economia
Skol e Sol, duas marcas em busca do público jovem
No começo, quando a marca Sol (Femsa Cerveja Brasil) versão "mainstream" foi lançada no País, em 2006, deu até confusão com a líder de mercado, a Skol (AmBev), por causa de rótulos similares. Agora, os dois produtos parecem conviver de forma um pouco mais harmoniosa neste segmento, mas voltadas para um mesmo alvo, o público jovem. A Skol é um dos famosos cases de marketing que se tem por aqui. Uma imagem trabalhada com sucesso pelo premiado publicitário Fabio Fernandes, presidente e comandante criativo da F/Nazca S&S. A agência detém a conta há dez anos e durante todo este tempo teve na inovação uma das principais receitas de crescimento da Skol em termos de imagem - e que se refletiu em vendas. Em dezembro de 1996, a Skol detinha 19,7 pontos de market share e era a terceira colocada no ranking nacional. Hoje, é a líder em vendas no Brasil, com mais de 30 pontos, e a terceira no mundo. A atual campanha de verão, que acaba de ganhar um novo filme neste fim de semana, é um exemplo da tal busca pela originalidade, tão defendida por Fabio Fernandes - e tão aceita pelo anunciante Skol, o que é primordial. Uma campanha com uma série de características - ainda - pouco usuais na propaganda, pelo menos no Brasil. "Uma marca como esta precisa de ousadia", defende a gerente de comunicação de Skol, Mariana Amazonas. "E você, o que vai contar?" é a pergunta que aparece nos comerciais, seguida pela assinatura "O Verão é Agora. Ta Redondo? Yeah Yeah".
Os comerciais mostram filmagens caseiras, de pessoas comuns. Tem o "jeitão" do público jovem, o principal alvo da Skol e alvo declarado dos últimos anos. Somado a tudo isso, vale lembrar, ainda existe o slogan que busca mostrar um posicionamento bastante definido para a marca: "a cerveja que desce redondo".
Informa a AmBev que o site www.oquevocevaicontar.com.br tem recebido cerca de 55 histórias por semana. Pessoas mostrando o que é viver um verão inesquecível. Em dezembro, após a estréia da campanha, foram 400 mil visitantes únicos. Num pico registrado em 1º de dezembro, uma sexta-feira, somente neste dia, o site teve 194 mil acessos. Afirma a AmBev que nenhuma outra marca de consumo no País atingiu este número. O filme "Fantasy", que estreou sábado, mostra performances de uma trupe de surfistas "animais". A cerveja Sol, por sua vez, é trabalhada pela agência Fischer América, que também se tornou uma especialista em propaganda de cerveja, pelos cases que ajudou a construir com Brahma (AmBev) e Nova Schin (Grupo Schincariol). Lembrando que a Femsa elegeu a Sol para ser a sua principal marca no País, depois de constantes tentativas para reerguer as vendas de Kaiser - o que ainda se mantém. Em junho de 2006, quando a Femsa comprou a Cervejarias Kaiser, esta detinha 7,9% de participação. Em dezembro de 2006, o share da companhia foi de 8,6% (AC Nielsen). Os dados de Sol ainda não são revelados, mas fica claro que a marca quer mesmo enfrentar a líder Skol. Também no sábado, a Sol apresentou novo filme de verão, desta vez com o ator Henri Castelli.
Fonte: Gazeta Mercantil - Comunicação
Cervejaria Cintra investe para disputar espaço com grandes
A Cervejaria Cintra, de origem portuguesa, pretende entrar na briga com as gigantes do setor - AmBev, Schincariol e Femsa . O novo plano estratégico da empresa, iniciado neste mês e válido até 2011, prevê ampliar a rede de distribuição e investir para aumentar a capacidade de produção. "Precisávamos definir qual seria o posicionamento da Cintra no Brasil: ou ser uma empresa de peso ou de nicho. Decidimos então que não iríamos baixar o preço para disputar com as pequenas e sim ser um ‘player’ e disputar mercado com as grandes", disse o diretor comercial e de marketing da Cintra, Sergio Sampaio. O objetivo da empresa, que produz a Cintra Pilsen e a Mulata (mistura de cerveja clara com escura), é aumentar seu market share dos atuais 1,3% para 5% até 2010. Segundo o executivo, a estratégia da empresa, que atualmente concorre com as marcas Nova Schin, da Schincariol, e Itaipava, da Cervejaria Petrópolis, é "roubar mercado" das grandes no segmento de cerveja ‘mainstrem’, de marcas como Skol, Brahma e Sol, e também de alto preço, das cervejas ‘premium’. Sampaio informou que a Cintra vai entrar no mercado premium com o lançamento de cervejas mais elaboradas ainda neste ano. "O mercado de cerveja é de substituição e não de incremento, o consumidor deixa de beber uma marca para beber outra. Queremos ser uma opção à líder do mercado", disse. Para ampliar as vendas, a Cintra, no Brasil em 1997, vai aumentar sua rede de distribuição para outras regiões do País. Atualmente a empresa distribui a cerveja nos estados do Rio, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e parte de Minas e Espírito Santo. As vendas serão ampliadas para as regiões Nordeste e Sul durante este ano. "Distribuição é uma condição ‘sine qua non’ para o sucesso de uma cerveja", disse Sampaio. Atualmente a marca atinge 100 mil pontos de venda. O objetivo é alcançar 140 mil pontos de venda até fevereiro de 2008. O market share da Cintra atinge 1,3%, segundo dados da AC Nielsen de fevereiro de 2007. No Rio alcança 6,7%. A meta é crescer 0,8% até julho de 2008 e atingir 2,5% até o final de 2008. Em 2010 a meta é obter 5% de share. Cada ponto percentual equivale a cerca de R$ 100 milhões. Para suprir esse crescimento, a empresa vai investir R$ 8 milhões em duas novas linhas de produção em 2008, uma em cada fábrica - Mogi Mirim, no interior de São Paulo, e outra em Piraí, no Rio de Janeiro. A capacidade de produção da empresa, que comprará novos tanques, vai aumentar 35% e passar de 420 milhões de litros de cerveja por ano para cerca de 567 milhões de litros.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
AmBev compra cervejaria canadense por US$ 170 milhões
A AmBev, que integra o maior grupo cervejeiro mundial por volume de vendas, o belga InBev, anunciou ontem um acordo para aquisição da cervejaria canadense Lakeport Brewing, da província de Ontário. A compra, se aceita pelos acionistas e confirmada pelos órgãos oficiais, custará US$ 170,8 milhões (cerca de R$ 360 milhões) à Labatt, que é a subsidiária canadense da AmBev. A Lakeport é uma pequena cervejaria de Ontário, maior mercado do Canadá, responsável por 34% das vendas no País. Ela produz nove marcas próprias, entre as quais a Lakeport Honey Lager e a Lakeport Pilsener, que disputam o mercado popular.
Ou seja: o de cervejas de menor preço e de descontos, um segmento no qual a AmBev/Labatt tinha pouca expressão. “A compra vai melhorar a composição do portfólio da empresa, que tinha uma marca nesse segmento”, admite um representante da empresa. A Labatt acertou no contrato uma oferta de 28 dólares canadenses (R$ 50,5) por cota de ações da Lakeport, como informa em comunicado oficial. O valor representa um prêmio de 36% sobre o fechamento das ações da Lakeport na última quarta-feira. Essa é uma aquisição pequena para o porte da AmBev, mas, segundo analistas, tem um sentido estratégico para a companhia. “O segmento de cervejas de desconto cresce mais que a média do mercado canadense atualmente. Há uma tendência de migração dos consumidores para cervejas de baixo preço no País”, afirma a analista de bebidas do Unibanco, Fanny Oreng. “Essa é uma marca de preço, com nome. E, ao contrário do que acontece na Labatt, as vendas da Lakeport estão crescendo.” Na visão de Fanny, essa aquisição abriu um caminho para outras compras no país.
Para manter a atual taxa anual média de crescimento, de 33,2%, a AmBev traça sua expansão através de aquisições, típica de todo o setor cervejeiro mundial. Nascida em 1999, quando a Cervejaria Brahma comprou a centenária Antarctica, a AmBev detém hoje no Brasil cerca de 70% do mercado brasileiro. Em 2002, a companhia adquiriu o grupo Quilmes, com grande participação em mercados latino-americanos, como Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia - países onde já domina cerca de 80% das vendas, além de pequena presença no Chile. Foi em agosto de 2004, então já a maior cervejaria da América Latina, que a AmBev fundiu-se com o grupo belga Interbrew, na ocasião a terceira maior cervejaria do mundo, formando a InBev. Nessa negociação, veio a aquisição da Labatt, dona de mais de 60 marcas e que teve um valor estimado na época da compra em US$ 6 bilhões.
No Canadá, atualmente a empresa disputa ombro a ombro os consumidores de cerveja com o grupo Molson Coors. Cada uma das empresas tem cerca de 40% de participação. Para seguir alimentando seu apetite expansionista, a AmBev começa a desenhar uma política de aquisição de microcervejarias. Há dezenas delas por lá, muito em função da política regulatória que domina o segmento de bebidas no Canadá, onde o governo sugere até um preço máximo da cerveja (em torno de US$ 5) e desenvolve uma política de desestímulo o consumo. “Trata-se de um mercado maduro que há dez anos não cresce”, diz um empresário que acompanha o setor e prefere o anonimato.
“Para continuar a crescer em volume e ratear custos, que é a ambição das megacervejarias, só resta mesmo o caminho da compra de pequenos empreendimentos”.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
Cervejaria japonesa lança cerveja com leite
Cerveja elaborada com leite de vaca está alcançando as prateleiras da cidade japonesa de Nakashibetsu, na ilha de Hokkaido. Uma cervejaria de Nakashibetsu lançou a produção da cerveja incomum de acordo com uma sugestão de um fazendeiro local que estava procurando meios de disponibilizar o excedente do seu leite para um bom uso.
A tecnologia de produção para a "bilk" (o nome combina as palavras inglesas "beer" e "milk") não difere muito da utilizada na elaboração de cervejas convencionais. A única dificuldade é que, ao contrário da água, o leite deve ser aquecido utilizando ar quente ao invés de chama direta, devido à baixa temperatura de fervura. Exceção para o leite a nova bebida contém os mesmos ingredientes como a cerveja lager ou ale, e sua aparência é igual à de uma cerveja normal filtrada, após a maturação. Mas, como os fabricantes dizem, tem o paladar frutado e um aftertaste distinto.
Fonte: Belgian Shop Newsletter
Traduzido e Adptado por Matthias R. Reinold
Imperial aposta em fórmula alemã e água de Petrópolis
Uma estreita estrada poderia estar no interior da Baviera, na Alemanha, mas estende-se pelo Vale da Boa Esperança, em Itaipava, distrito de Petrópolis. Leva o visitante até um prédio verde de dois andares onde funciona a microcervejaria Imperial Premium Bier, fabricante do chope e da cerveja das marcas Cidade Imperial. Ali enquanto o "Braumeister" (mestre cervejeiro) alemão Frank Schmieder orienta empregados sobre a rotulagem das garrafas na linha de produção, o seu colega, Rafael Farinha Neto, fala sobre a Lei da Pureza alemã, segundo a qual a cerveja deve ser fabricada apenas com água, malte, lúpulo e fermento. Farinha Neto conta que a água usada para produzir o chope e a cerveja da Imperial é captada de lençóis freáticos, por um poço artesiano, a cerca de 300 metros de profundidade. A água é um dos elementos que ajudam a compor o marketing do chope e da cerveja Cidade Imperial. Também contribuem para formar a imagem de produto especial o processo de produção, sem o uso de cereais não maltados, e a tradição de Petrópolis como centro cervejeiro. Nesta cidade serrana, em 1853, foi fundada a Cia.
Cervejaria Bohemia, onde Farinha Neto trabalhou. "Vejo estes elementos como uma combinação virtuosa", afirma o economista Francisco de Orleans e Bragança, de 51 anos. Ele é sócio e diretor da Imperial Premium Bier. O executivo, diretor de "A Tribuna de Petrópolis", um dos principais jornais da cidade, é bisneto da princesa Isabel, filha de Dom Pedro II. Em 2007, Francisco e sua mulher, Rita de Cássia Pires, que responde pela área comercial da cervejaria, comemoram dez anos do início do negócio. A arrancada foi com uma produção modesta de chope, de apenas 7 mil litros por mês, em 1997. Com o tempo, o produto conquistou consumidores no mercado do Rio, entre os quais churrascarias, pizzarias e serviços de bufês. A estratégia da Imperial, neste décimo aniversário, estará focada em investimentos em marketing, propaganda e vendas. A empresa está contratando um gerente comercial para cuidar com exclusividade do negócio da cerveja (garrafas long neck de 355 mililitros) e vai definir a melhor forma de distribuir o produto no mercado carioca. Há duas possibilidades: montar uma rede de distribuição própria ou terceirizar o serviço. A primeira experiência de contratar uma empresa para fazer a distribuição da cerveja, em 2006, não deu certo. "O erro foi termos procurado uma empresa que vendia água para distribuir a cerveja", reconhece Orleans e Bragança. Rita diz que o foco da Imperial recai sobre o público que sabe degustar cerveja com um preço bom no segmento premium. Os clientes da fábrica incluem delicatessens e restaurantes voltados para público de maior renda. A empresa vende a cerveja ao varejo por R$ 2,10 a garrafa. A Imperial começou a produzir cerveja, produto que se diferencia do chope por ser engarrafado e passar por pasteurização, em maio do ano passado. Para iniciar a operação, a empresa investiu 700 mil euros em uma máquina engarrafadora produzida pela alemã Krones, que financiou 40% do equipamento. A fábrica recebeu ainda, desde o início de sua operação, R$ 1,2 milhão em tanques de aço inox e equipamentos (tubulações) para produção de chope e cerveja. Os primeiros tanques foram projetados por uma empresa do Canadá e construídos por um representante dessa companhia em São José dos Campos, no Estado de São Paulo. No total, a unidade tem capacidade de produzir 200 mil litros por mês, mas hoje opera com 60 mil litros/mês, dos quais cerca de 90% referem-se à produção de chope. "Não montamos o negócio com o propósito de vender”, diz o empresário, referindo-se ao movimento de aquisições de pequenas cervejarias por grandes companhias, como a recente compra da Baden Baden pela Schincariol. A máquina de engarrafamento tem capacidade de envasar 3,5 mil garrafas por hora. É um volume pequeno se comparado aos grandes produtores de cerveja, o que nem sempre interessa aos fabricantes de equipamentos. "Mas eu tinha lido em revistas especializadas, nos Estados Unidos, que é possível ter automação em engarrafamento de pequena escala", diz Orleans e Bragança.
Segundo ele, o engarrafamento foi um passo necessário para a Imperial fazer frente ao risco de perder clientes no segmento de chope. A produção de chope da Imperial conseguiu a fidelidade de redes de restaurantes como a Joe & Leo's, no Rio, e conquistou clientes não atendidos por grandes fabricantes. O problema, segundo Orleans e Bragança, é que, a partir do instante em que o bar ou restaurante vende dois ou três mil litros de chope por mês, passa a ser assediado por grandes produtores com quem as microcervejarias não conseguem concorrer.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
Coroa entra no mercado de cerveja
Grupo inicia em abril obras da cervejaria, que demandará investimento de R$ 85 milhões. O grupo Coroa, fabricante capixaba de refrigerantes, sucos e água, vai investir R$ 85 milhões na construção de uma cervejaria na cidade de Domingos Martins, região serrana do Espírito Santo (ES). Trata-se da primeira cervejaria do grupo, que ingressará nessa área com a unidade, e também do estado, de acordo com o diretor superintendente do grupo Coroa, Ademar Bragatto. "O Espírito Santo é um dos únicos estados no Brasil que não possui uma fábrica de cerveja", disse o executivo. As obras estão previstas para começar em abril deste ano e a fábrica deve começar a operar no final de 2008, após 18 meses.
Parte dos recursos virá do Fundo de Recuperação Econômica do Estado do Espírito Santo (Funres), administrado pelo Grupo Executivo para Recuperação Econômica do Estado do Espírito Santo (Geres) e operacionalizado pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes). Fundado em 1933 pela família Kautsky, o grupo Coroa associou-se em 2002 com a família Bragatto, quando ganhou fôlego para investir na construção da cervejaria, além de lançar novos sabores e linhas de refrigerantes, embalagem em versão lata, e ingressar no mercado de sucos naturais. A empresa - cujo carro-chefe é o Guaraná Coroa, que possui 28% de participação no mercado regional e é exportado para Estados Unidos, Canadá e Suécia - prevê que a cervejaria gere um faturamento bruto de R$ 80 milhões anuais em uma primeira fase. O grupo Coroa faturou R$ 33 milhões em 2006 e prevê um crescimento de 10% para este ano. A produção inicial será de 200 mil caixas de cerveja por mês. Em uma segunda etapa, alcançará 350 mil caixas mensais.
A capacidade de produção pode alcançar 950 mil hectolitros por ano, o equivalente a 6,5 milhões de caixas. "O projeto foi estruturado de maneira flexível, para que a produção cresça em pequenos saltos, com adição de novas unidades de acordo com a resposta do mercado", disse Bragatto. Serão gerados 530 empregos diretos, dos quais 180 no parque fabril e 350 nas atividades desenvolvidas fora da indústria. A unidade fabricará cervejas pilsen clara e escura, bock, premium, cerveja de trigo e chope claro e escuro. A Coroa - que entrou no segmento de sucos prontos em janeiro deste ano com a marca La Fruit - produzirá também cerveja para eventos, com rótulos diferenciados, podendo ter o teor alcoólico reduzido. "O segmento de bebidas com valor agregado está em franca expansão no Brasil e a Coroa pretende conquistar esse espaço, ampliando seu público e sua participação no mercado", disse. O principal mercado será o Espírito Santo, mas a cerveja será vendida também em Minas Gerais, Bahia e Rio, podendo chegar a São Paulo, Brasília e Salvador.
"Em um segundo momento, pretendemos exportar para o mercado internacional de cervejas especiais", informou Bragatto. A bebida será produzida com água das fontes de água mineral de Domingos Martins, que a Coroa já usa para fabricar a Água Campinho, refrigerantes e sucos. "Domingos Martins é a principal cidade turística da região serrana capixaba, esse é um outro atrativo da construção da cervejaria, o apelo turístico, além da descentralização do desenvolvimento econômico, por ficar fora da região metropolitana da Grande Vitória", destacou Bragatto.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Cervejaria Teresópolis projeta dobrar capacidade até 2010
O plano é passar de 10,8 milhões de garrafas de 600 mililitros por mês para 24 milhões. Com apenas quatro anos de vida, a carioca Cervejaria Teresópolis já planeja mais que dobrar sua capacidade de produção. A empresa pretende ainda ampliar as vendas via distribuição direta, prática iniciada em 2006, e lançar marcas, disse o gerente de marketing da Teresópolis, Marco Antônio Frederico. A capacidade atual atinge 10,8 milhões de garrafas de 600 mililitros/mês. A meta é chegar a 24 milhões de garrafas/mês em 2010. O aporte está em estudo e será preciso a compra de tanques e a construção de linhas de produção. A companhia aposta no potencial de crescimento do segmento premium, que responde por apenas 5% do mercado brasileiro de cervejas,enquanto nos Estados Unidos fica com 26% e na Argentina, 12%. "As velhas cervejas baratas estão sumindo do mercado, com o recente acesso à cerveja premium, que antes não tinha. O público está mais exigente", observou Frederico. A empresa pretende lançar novas marcas premium ainda este ano. Neste mês, a Teresópolis apresenta a nova embalagem long neck da Black Princess e inicia a distribuição de seus produtos na região Nordeste, reflexo da estratégia de focar na distribuição direta dos produtos. Atualmente, as marcas são encontradas no Rio, Minas, São Paulo e Espírito Santo. A fábrica, na região serrana do Rio, foi erguida com aporte de R$ 80 milhões e equipamentos importados da Alemanha, Suíça e Bélgica. "A idéia era construir uma cervejaria com tecnologia industrial, de ponta, mas quase artesanal, com o cuidado do mestre-cervejeiro." A primeira marca da Teresópolis é a Pilsen Lokal Bier, que atua no mesmo nicho de Skol, Brahma e Sol. Em 2006, lançou a Therezópolis Gold Premium, produzida com receita dinamarquesa de 1912, do mestre cervejeiro Alfredo Claussen. "É feita com água da serra, maltes importados e três tipos de lúpulos - um amargo e dois aromáticos", disse Frederico, informando que a Gold concorre com marcas como Stella Artois, Bohemia Weiss e Cerpa. Também em 2006 a empresa relançou a Black Princess Premium, com fórmula de 1882 e que era consumida no Império e no começo da República. "Dom Pedro II inaugurou em 1882 a fábrica da Cervejaria Princesa, que produzia a marca", disse Frederico, ressaltando que a Princess, há 15 anos fora de produção, foi a cerveja preta mais consumida no Rio entre 1940 e 1980.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Petrópolis, dona da Itaipava, negocia aquisição da Cintra
A cervejaria Petrópolis, das marcas Itaipava e Crystal, está negociando a compra da Cintra, marca com importante presença no Rio de Janeiro. Com a aquisição, a Petrópolis se consolida entre as quatro maiores do mercado e chega mais perto da Femsa Cerveja, dona da Kaiser. A Petrópolis foi a cervejaria que mais ganhou participação de mercado em 2006.
A empresa fechou o ano com 6,7% e havia terminado 2005 com 5,3%, segundo dados Nielsen. Já a Cintra fez o movimento contrário. Em 2005, tinha 1,5% e encerrou o ano passado com 1,1%. Ainda assim, a soma das duas marcas dá à Petrópolis uma participação nacional do mercado de cervejas de 7,8%. A Femsa Cerveja tem 8,6%. Embora a presença nacional da Cintra seja pequena, sua fatia no Rio de Janeiro é de 5,6%, mais do que Schincariol (2,8%) e Femsa (2,5%) juntas.
A Petrópolis tem 14% do mercado carioca - é a segunda cervejaria depois da AmBev. Com a compra da Cintra, engorda para mais de 20% sua participação no Rio. No Espírito Santo, a Cintra tem 4,6%. Mais do que ganhar mercado, a venda é estratégica por conta do aumento da capacidade produtiva. A Petrópolis não está conseguindo atender a demanda nas suas duas fábricas: Boituva, no interior de São Paulo, e Petrópolis, no Rio. E o principal ativo da Cintra é justamente a área fabril. A planta de Piraí, no Rio de Janeiro, é moderna e bem equipada - com incentivos fiscais importantes, ressalta uma fonte. A segunda fábrica, em Mogi Mirim, também ajudaria a Petrópolis a complementar a sua produção para o Estado de São Paulo. As empresas negam a informação. Mas, ontem, fontes do mercado próximas ao negócio diziam que profissionais da Petrópolis já estariam trabalhando dentro da Cintra. Com ativo avaliado em cerca de US$ 180 milhões, Cintra está à venda há algum tempo. Empresas como Schincariol e Femsa chegaram a estudar o negócio. Seu proprietário, José de Souza Cintra, tem uma cervejaria em Portugal - aberta em 2002, depois da Cintra brasileira - além de negócios na área imobiliária. No Brasil, além da marca de cerveja Cintra (nas versões pilsen e escura), também fabrica refrigerantes, área em que a Petrópolis não atua. Distribuidores da Cintra, no Rio, seriam um foco de resistência à venda já que a Petrópolis opera com distribuição própria na região. A Petrópolis pertence a Walter Faria, um ex-distribuidor da Schincariol. Em 1998, Faria comprou duas microcervejarias com problemas, a Crystal, de Boituva, interior paulista e a Petrópolis, no Rio. Hoje, as marcas estão em todo o país, principalmente em São Paulo, Rio, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais. Faria soube construir uma marca forte. Sem propaganda no início, o boca-a-boca foi fundamental para crescer. A água de Petrópolis, que seria usada na fabricação, foi a grande "garota-propaganda" do produto - embora a maior parte da produção esteja em Boituva. Com isso, construiu imagem de um produto de prestígio, mas com preço extremamente competitivo. A Crystal é a marca de combate da Petrópolis, mais barata do que a Itaipava. A distribuição, segundo fontes do mercado, é o ponto forte da Petrópolis, que está concentrada, principalmente, nos supermercados. Nesse canal, a margem é menor do que nos bares.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
Cai participação da AmBev no mercado
A AmBev registrou em janeiro perda de 0,6 pontos porcentual de participação no disputado mercado cervejeiro, em que ela detém a liderança. Em dezembro, a empresa tinha 69,3% de participação e, em janeiro, 68,7%, na soma de todas as suas marcas (Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia, entre outras), segundo medição da AC Nielsen. As marcas Antarctica e Brahma foram as que mais perderam (0,9 pontos porcentuais cada uma). A queda da AmBev só não foi maior porque a Skol ganhou um ponto porcentual. A perda de mercado foi motivada, de acordo com fontes próximas à companhia, pelo aumento de 4% nos preços (na média de todas as cervejas) adotados no começo de janeiro e pela maior importância das vendas nos supermercados no mês de férias. Isso teria acontecido também nos dois anos anteriores. Além disso, houve uma redução do canal de vendas “bar” na pesquisa da Nielsen, o que teria afetado o resultado. No mesmo período, a vice-líder do segmento, a Schincariol, ganhou 0,4 pontos porcentuais, passando de 11% para 11,4% do mercado. Apesar da recuperação, a fatia ainda está abaixo da averiguada em novembro do ano passado, quando a empresa tinha 12,1% do mercado. A terceira colocada, Femsa, também considerando todas as suas marcas, passou de 8,6% para 8,7%. A recém-lançada cerveja Sol, que pertence à fabricante mexicana, perdeu quase 0,1 ponto: sua participação caiu de 0,9% para 0,8%, enquanto a Kaiser cresceu de 4,9% para 5,1%. No resultado geral, este é o sétimo mês consecutivo em que a empresa - que completou um ano de atuação no Brasil - mantém ou aumenta sua participação de mercado. A Petrópolis, que segundo se comenta no mercado estaria negociando a compra da cervejaria Cintra, também avançou. A empresa cresceu, aumentando sua participação de 6,7% para 7% do mercado.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
Anheuser-Bush está cada vez mais próxima da InBev
Ele passou despercebido no meio de tantos vips globais no camarote da Brahma do Carnaval do ano passado. Mas a presença de August-Busch IV no Brasil teve um grande significado. Marcou, definitivamente, que as relações hostis entre a família que hoje controla a Anheuser-Busch (AB) e o grupo que dá as cartas na InBev - capitaneado pelo trio Marcel Hermann Telles, Carlos Alberto Sicupira e Jorge Paulo Lemann- eram coisa do passado. A prova de que a relação entre os dois grupos vai muito bem não é visível só na folia. No ano passado, a AB fechou um acordo com a InBev que dá à americana exclusividade de importação, distribuição e venda de marcas premium nos Estados Unidos. O negócio foi fechado em novembro, mas começou na prática no último dia 1º. Também no ano passado, a InBev vendeu à AB por US$ 82 milhões sua cerveja americana Rolling Rock. As parcerias entre as duas não param por aí: no Canadá, o maior mercado para marcas da Anheuser-Busch depois dos EUA, a Budweiser (marca líder da AB) é fabricada e distribuída pela Labatt, subsidiária da AmBev, controlada pela InBev. Criada em 1850, a Anheuser-Busch vive um momento de transformação. A empresa, que é controlada pela família Busch (que tem cerca de 5% das ações e é também dona dos parques temáticos Busch Gardens), tomou no ano passado uma série de medidas para recuperar a cotação de suas ações, que vinham em franco declínio. Além do acordo com a InBev, que ampliou a capacidade de competição da AB, fez parceria com as marcas de cerveja Grolsch, Kirin e Tiger e passou a distribuir bebidas energéticas da Hansen Natural, inclusive a marca Monster, na tentativa de surfar na onda da geração saúde. Também cortou custos, obtendo uma redução de US$ 100 milhões no ano. Fora da área operacional, adotou um programa de recompra de ações e fez mudanças estratégicas. August-Busch IV, de 43 anos, tataraneto do fundador, assumiu o cargo de presidente e executivo-chefe da companhia.
As mudanças já surtiram efeitos, ainda que tímidos. As vendas líquidas no ano passado subiram 4,5%, com crescimento inclusive no mercado doméstico americano, de 1,2%. Na tentativa de se manter na liderança, a Anheuser-Busch decidiu ainda procurar ajuda externa. Está em fase de contratação de um banco de investimentos para assessorá-la em uma estratégia de proteção. Não quer ficar vulnerável a um ataque (uma tomada hostil em bolsa, por exemplo), ao mesmo tempo em que pretende gerar mais valor ao acionista para que seu valor de mercado se recupere. "Busch IV é um sujeito interiorano, com pouca exposição mundial, que tem prestado bastante atenção no que os bancos apresentam", diz um consultor com acesso à AB. Mesmo antes de fechar a contratação de um assessor financeiro, a cervejeira adotou uma medida preventiva: aprovou um aumento de seu endividamento, de forma a tornar a empresa menos apetitosa a um "takeover" (tomada) hostil, que está em voga principalmente no negócio das siderúrgicas. Para o consultor, o fato de a InBev ter hoje um valor de mercado muito próximo ao da Anheuser-Busch (US$ 40,7 bilhões e US$ 38,7 bilhões, respectivamente) torna uma tomada hostil mais difícil. "Seria como a CSN engolir a Corus. Não é impossível, mas exige uma alavancagem, um endividamento muito grande, com impacto em classificação de risco e no custo de captação", diz. Por isso, ele crê que o melhor é buscar uma transição amigável e, para a InBev, pode ser melhor ganhar tempo, já que seu crescimento tem sido muito maior do que o da concorrente. Um banqueiro de investimentos, que preferiu não se identificar, disse que uma fusão entre a AB e a InBev é algo que tem "grandes chances de acontecer um dia". "Só não sei se isso é para já porque há um entrave nisso tudo: o pessoal da InBev gosta de ter o controle, como pudemos observar na fusão entre AmBev e Interbrew." Na época do acordo entre a belga e a brasileira, segundo ele, todos interpretaram que a européia havia comprado a AmBev. "Mas basta ver o que aconteceu. Hoje, quem dá as cartas são os brasileiros", diz. A InBev não está sozinha no jogo pela AnheuserBusch. Além dela, segundo apurou o Valor, estão interessadas na AB a sul-africana SAB Miller, com quem a Anheuser-Busch tem uma boa relação de longa data, e a Diageo, fabricante, entre outros, do uísque Johnny Walker e da vodca Smirnoff - destilados que vêm ganhando espaço no mercado norte-americano. Para a InBev, além do domínio no mercado americano, uma fusão com a Anheuser-Busch permitiria que a empresa avançasse sobre o promissor mercado mexicano. Naquele país, a AB detém cerca de 50% da Modelo, fabricante da Corona, a cerveja número um do México. A Modelo tem 56% do mercado de cervejas do país, em uma disputa acirrada com a Femsa, que em janeiro de 2006 adquiriu a Kaiser no Brasil. No ano passado, o brasileiro Carlos Brito, presidente-executivo da InBev, disse a um pequeno grupo de repórteres que estava de olho em oportunidades no México, na Colômbia e na Índia. "Não subestimaria esse pessoal. O Marcel (Telles, um dos sócios principais) sempre disse que 50 euros era um número mágico para a ação da InBev, no tocante a possibilidades de novos negócios", diz um amigo próximo a ele. A ação superou a barreira dos 50 euros na semana passada e não baixou desse patamar desde então. A experiência que Lemann, Sicupira e Telles e sua equipe estão adquirindo no exterior deve ser replicada a médio prazo em outro investimento do grupo: Lojas Americanas. Depois de se fundir com Submarino e adquirir a Blockbuster, a empresa deve partir para o exterior. Se conseguirem repetir a performance da InBev, não se deve descartar, no futuro, uma oferta por uma Amazon ou outro ícone americano de varejo. Foi-se o tempo em que empresas de mercados emergentes eram apenas caça para grupos de países desenvolvidos.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
Femsa, agora, investe em Bavaria
Depois da ofensiva realizada para Sol e Kaiser neste verão, a Femsa Cerveja Brasil reforça agora a estratégia de comunicação da marca Bavaria, que no ano passado fechou com participação de mercado de 2% em volume, segundo dados da companhia. A partir de 23.2, a empresa começa a veicular uma campanha publicitária para a versão premium de Bavaria. Trata-se da primeira grande ação criada pela Talent, que conquistou a conta da cerveja em junho do ano passado. O gerente de marketing da Bavaria, Cesar Tavares, explica que a campanha é uma evolução do posicionamento adotado no fim de 2005, quando a marca passou a ser associada a uma estratégia de preço mais acessível. A proposta, agora, é mostrar que a cerveja, apesar de estar no segmento premium, pode ser tomada no dia a dia. Hoje, a Femsa atua na categoria premium com as marcas Xingu, Gold, Heineken, além de Bavaria. Esse setor, aliás, é responsável por 5% do volume total do mercado de cervejas no País. Em valor, o montante sobe para 7%, segundo o diretor de marketing da Femsa Cerveja Brasil, Riccardo Morici. Para o executivo, a tendência é de crescimento. "Há um nível de exigência do consumidor que obriga o mercado a trazer outras soluções além da cerveja pilsen", avalia o executivo.
O diretor de criação da Talent, João Livi, afirma que a comunicação de Bavaria Premium pretende unir a cerveja à suavidade. "Normalmente, não se percebe a suavidade. Nesta categoria, existe a conotação de um produto mais intenso, portanto para ser tomado de vez em quando. Até então, premium e suave não se encontravam", diz o criativo. O tom bem-humorado norteia a campanha, cujo filme de 30 segundos remete à idéia de "telefone sem fio". "Trata-se de um humor que não é popular, é mais refinado e foge do adotado pelas propagandas de cervejas no Brasil", comenta João Livi. Pesquisas realizadas pela Femsa identificaram como alvo os consumidores com idades entre 25 e 45 anos, das classes A, B e C. "Eles têm como necessidade a comemoração. São antenados e se preocupam com marcas e status", diz Tavares, ao comentar o perfil do público de Bavaria Premium. Segundo o executivo, a campanha trará reflexos para todas as variáveis da cerveja. A empresa não revela investimentos, mas Morici explica que os recursos têm aumentado. "Sol e Kaiser recebem suporte de comunicação maior, mas Bavaria Premium também está recebendo um aporte importante", diz o diretor, ao acrescentar que a companhia ampliou seus investimentos para toda a divisão de cervejas.
Segundo Morici, o valor depende do target e da concorrência. O segmento mainstream, por exemplo, recebe mais recursos. Desde que começou seu reposicionamento, em 2005, a Bavaria aumentou sua participação de 1,6% para 2%, de acordo com executivos da Femsa. Hoje, o produto é vendido por um preço entre 15% e 20% inferior ao praticado há dois anos. Em supermercados, por exemplo, o valor de Bavaria Premium, em lata, varia entre R$ 1,05 e R$ 1,09.
Fonte: Gazeta Mercantil - Comunicação
AmBev amplia prazo para fechar capital da Quinsa
A Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) anunciou em 27.2 a prorrogação do prazo para a operação que visa a fechar o capital da sua subsidiária Quilmes Industrial Société Anonyme (Quinsa) - empresa argentina negociada nas bolsas de valores de Nova York e de Luxemburgo. A operação de oferta pública para a aquisição de ações da Quinsa está sendo realizada pela Beverage Associates Holding Ltd (BAH), uma sociedade constituída segundo as leis das Bahamas e subsidiária da AmBev. O prazo foi prorrogado para 16 de março para dar aos acionistas da Quinsa, antes de tomarem a decisão de venda, a oportunidade de analisar os resultados anuais de 2006 da empresa, que serão divulgados esta semana, informou a AmBev. O preço de compra da oferta é de US$ 3,35 por ação para até 6,87 milhões de papéis da Classe A e US$ 33,53 por ação para 8,72 milhões da Classe B. Também estão incluídos na operação os recibos de ações (ADS), cujo preço foi fixado em US$ 67,07 por ADS. A compra será paga em dinheiro, deduzidos quaisquer valores retidos de acordo com legislação tributária, e sem juros. O preço corresponde ao mesmo valor por ação que a AmBev pagou à Beverage Associates Corp (BAC) pela aquisição do controle da Quinsa, em agosto do ano passado.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
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