Notícias de mercado
2008 - Janeiro
Cerveja da Idade do Bronze na Irlanda
Dois arqueólogos irlandeses tentaram fazer cerveja da mesma forma que os seus ancestrais faziam 3 mil anos atrás, em uma tentativa de descobrir o objetivo de antigos amontoados de pedra comunitários.
Foi uma manhã áspera. De ressaca após uma noite em Galway, o arqueólogo Billy Quinn padecia de uma dor de cabeça enquanto tomava um substancial café-da-manhã irlandês, avaliando os mistérios do seu sítio arqueológico e pensando com um pouco de auto-interesse na antiga curiosidade da humanidade em relação às substâncias alternadoras da consciência. Foi então que a idéia surgiu: o seu sítio arqueológico era uma cervejaria.
O local, perfeitamente comum, era um monte de terra liso e coberto de grama, conhecido em gaélico como fulacht fiadh. Esses sítios possuem tipicamente uma depressão rodeada por um crescente elevado em forma de ferradura feito de pedras queimadas.
Até o momento, os arqueólogos já descobriram 4.500 dessas estruturas na Irlanda, e a cada ano novas são identificadas. A datação com carbono radioativo sugere que a maioria dos fulacht fiadh foi construída entre 1.500 e 500 a.C.
Esses montes de pedras são há muito tempo um enigma. Alguns especialistas argumentavam que eles serviam para cozinhar carne: pedras quentes teriam sido utilizadas para ferver água e preservar a carne. Outros afirmavam que se trata de saunas pré-históricas. Ou curtumes, forjas ou tinturarias. O único ponto com o qual todos concordavam é que nesses locais se aquecia água.
Quinn e o seu colega Declan Moore convenceram-se de que o site tinha um propósito mais relacionado à mitigação da sede: eram cervejarias. “Também é possível que o sítio possa ter sido multi-funcional - uma espécie de pia de cozinha da Idade do Bronze”.
Mas eles necessitavam de provas. A pesquisa era difícil, mas alguém teria que realizá-la: Quinn e Moore fizeram uma peregrinação até locais vinculados a antigas tradições ligadas à arte de fabricação de cerveja.
Eles trabalharam como aprendizes para cervejeiros amadores nas Ilhas Orkney. Na Bélgica e na Baviera aprenderam a fazer cerveja com pedras quentes. Em Barcelona participaram de uma conferência sobre fabricação de cerveja na pré-história, e identificaram as raízes da cultura da cerveja no Oriente Médio.
No início do verão passado, eles estavam prontos. Uma multidão reuniu-se no quintal de Quinn, em Cordarragh, na Irlanda. Os arqueólogos mataram um porco - fazer cerveja é algo que abre o apetite -, e fizeram uma fogueira para aquecer pedras. Perto dali eles cavaram uma vala e dentro dela colocaram um reservatório d'água, feito de madeira, de 350 litros. Duas horas depois, as pedras (e o porco) estavam muito quentes.
Os arqueólogos colocaram-nas com uma pá na água até que a temperatura desta chegou a 66°C. A seguir, eles adicionaram a cevada. Após 45 minutos mexendo o líquido e adicionando de vez em quando uma ou outra pedra quente, eles lançaram ervas doces na mistura.
"Para obtermos um sabor agradável, simplesmente olhamos em volta e pegamos tudo que parecia ser bom", diz Quinn, ao expor o seu método não muito científico. Os arbustos locais conhecidos como bayberry e meadowsweet foram alguns dos ingredientes utilizados na mistura. A seguir o líquido foi acondicionado em barris de plástico de 75 litros, adicionou-se um pouco de fermento e os pesquisadores da cerveja sentaram-se e aguardaram.
Três dias depois, os dois abriram os barris e descobriram uma "cerveja muito saborosa, espumante e com cor de cobre", conta Quinn. A fim de testar a cerveja, Quinn e Moore organizaram uma festa. Quinn conta que os convidados consideraram a experiência um sucesso: "As pessoas beberam aos litros”.
Atualmente, os arqueólogos se orgulham de serem chamados de "pico-cervejeiros", a designação para os cervejeiros que ficam no estágio intermediário entre a categoria dos que fabricam cerveja caseira e a dos que possuem micro-cervejarias.
Infelizmente, a sorte de iniciantes não se sustentou. Cada tentativa subseqüente resultou em uma bebida de pior qualidade. Quinn diz que a culpa não é dele, mas dos ingredientes encontrados no seu jardim, que desapareceram e perderam o sabor à medida que o verão terminava. "Na quarta tentativa a cerveja que obtivemos era apenas um caldo leitoso e insípido", conta Quinn.
Agora eles estão aguardando a primavera, quando o bayberry e o meadowsweet voltarão a florescer. Nesse ínterim, eles voltaram às suas atividades profissionais diárias. "Voltamos a desenterrar ossos", diz Quinn. "É algo bem maçante".
Fonte: Tradução UOL, por Angelina Franz - 02/01/2008
Heineken compra a cervejeira Syabar
A empresa holandesa cervejeira Heineken informou que expandiu seus negócios no mercado de rápido crescimento de Belarus, centro-oeste da Europa, por meio da compra da Syabar Brewing Company. A aquisição ajudará a compensar o lento crescimento do setor de cervejas nos mercados do oeste.
A Heineken, quarta maior cervejeira do mundo - atrás da InBev, SABMiller e Anheuser-Busch, não divulgou os detalhes da transação. De acordo com o analista Theodoor Gilissen, a companhia holandesa pagará entre € 70 milhões e € 130 milhões. A aquisição da Syabar, que a Heineken estima ter vendido 600 mil hectolitros de cerveja em 2007, vem depois da compra da cervejeira sérvia Rodic Brewery no começo de dezembro e da tcheca Krusovice Brewery em junho. A ação é parte da estratégia da Heineken para obter uma posição líder no mercado e compensar o baixo crescimento no oeste Europeu e nos Estados Unidos.
A companhia holandesa afirmou que o mercado de cerveja de Belarus apresenta crescimento de dois dígitos e o negócio dará a Heineken à segunda posição no mercado do país, com uma participação de 13%.
A empresa, que pretende comprar a britânica Scottish & Newcastle junto com a Carlsberg, vende aproximadamente 132 milhões de hectolitros de cerveja mundialmente.
Fonte: Gazeta Mercantil - 02/01/2008
Biocombustíveis causam alta do preço da cerveja na China
A alta mundial do preço dos cereais, causada entre outros fatores pelo desenvolvimento dos biocombustíveis, está afetando também os preços da cerveja na China, informa reportagem desta quinta-feira do jornal "Xiamen Daily". Em cidades como Pequim, o preço de uma garrafa de 600 ml subiu nos últimos meses de 1,50 para 1,80 yuans (de US$ 0,20 para US$ 0,24), e os analistas do setor prevêem que o preço chegue neste ano a 2,50 yuans (US$ 0,34), informa o jornal.
Como 50% da cevada usada nas cervejas chinesas têm de ser importada, o preço da bebida acabou afetado pelas altas no mercado internacional.
Os analistas indicaram que durante muito tempo a produção de cerveja se manteve com uma margem de lucro muito baixa, devido à grande concorrência no país, que tem centenas de marcas da bebida. Os analistas indicam que os lucros no setor sejam de apenas US$ 680 milhões.
Fonte: Folha Online - 03/01/2008
Polêmica gelada
A Cervejaria Petrópolis, fabricante da Itaipava conseguiu liminar na Justiça contra a veiculação da campanha publicitária do Sindicerv (das indústrias de cerveja), que alerta para a proliferação de bactérias sob o selo de papel alumínio colocado nas latas. A Itaipava é a única cerveja que adota o selo. A Justiça prevê multa de R$ 500 mil, caso o anúncio seja veiculado. O Sindicerv já recorreu.
Fonte: Folha de São Paulo - Dinheiro - 03/01/2008
Selos das latas marcam guerra da cerveja 2008
A guerra das cervejas desse verão chegou aos selos de papel alumínio das latas de cerveja.
De um lado, está o Sindicerv (sindicato dos fabricantes). Do outro, a Petrópolis, dona da Itaipava, a que mais usa os selos e que não faz parte do Sindicerv.
Estudo pago pela AmBev, feito pelo CETEA (Centro de Tecnologia das Embalagens) e usado em campanha do Sindicerv concluiu que o selo não protege a lata e incentiva a proliferação de bactérias.
A Petrópolis conseguiu suspender a campanha na Justiça, que entendeu que a veiculação caracteriza concorrência desleal. "O que está em jogo são 50 projetos de lei em todo país que querem tornar obrigatório o selo", diz Marcos Mesquita, superintendente do Sindicerv.
Fonte: Folha de São Paulo – Dinheiro & Bebidas - 04/01/2008
AmBev encerra 2007 com a doação de 20 mil bafômetros
A AmBev, fabricante das cervejas Skol, Antarctica e Brahma, entre outras, doou 20 mil bafômetros a órgãos públicos ao longo do ano passado. O número representa praticamente a metade dos 41 mil aparelhos entregues pelo "Programa AmBev de Consumo Responsável" desde sua criação, em 2001.
Além da doação de bafômetros, a companhia realizou uma série de atividades com o objetivo de conscientizar os consumidores de cerveja. Entre elas está à distribuição de materiais educativos em camarotes de Salvador, a realização de blitzes educativas no Rio de Janeiro e a promoção de campanhas televisivas sobre bebida e direção.
"Estamos intensificando nossas ações no período de festas para reforçarmos que é um período para celebração, e não de abusos', destaca o gerente de responsabilidade social da AmBev, Luiz Eduardo Osório, em nota.
Fonte: Invest News – 04/01/2008
Bavaria Premium comemora os 130 anos com embalagem temática
Conhecida nacionalmente como uma das marcas mais tradicionais e antigas de cervejas do Brasil, a Bavaria Premium festeja os seus 130 anos de história. As embalagens long neck, garrafa 600 ml e latas ganharam um logo especialmente desenvolvido para a data.
Criada em 1877 e premiada internacionalmente desde 1893, a marca tem como características o paladar intenso, porém refrescante, com aroma marcante e sabor suave. Os ingredientes da Bavaria Premium são cuidadosamente selecionados, com maltes importados provenientes das melhores regiões produtoras do mundo. O blend inclui os famosos lúpulos aromáticos Hallertau, originários da região da Bavária, na Alemanha, conferindo ao produto um aroma fino e delicado.
"Os 130 anos de sucesso de Bavaria Premium deve-se à qualidade superior da cerveja, com ingredientes selecionados e uma das únicas puro malte. Ideal para todos os momentos, isso é a prova de que o produto é reconhecido por sua excelência em todos esses anos", afirma Riccardo Morici, diretor de marketing da FEMSA Cerveja Brasil.
Os consumidores de Bavaria Premium também serão presenteados. Em dezembro a marca deu início ao seu mais novo projeto: o circuito Bavaria Premium Stand Up Comedy, que irá percorrer bares da capital paulista levando humor e descontração. O objetivo é levar entretenimento e diversão, com conteúdo leve e inteligente (a programação pode ser encontrada no hotsite www.circuitobavariapremium.com.br).
Em fevereiro deste ano a marca também apresentou seu novo reposicionamento e colocou no ar a campanha publicitária "Teorias". A partir daí tiveram início uma série de ações, englobando campanha publicitária em mídia eletrônica, impressa, rádio, Internet, promoções, além de todo material de merchandising. O trabalho mais recente pode ser visto na programação da TV a cabo. São vinhetas integradas à programação da Warner, AXN, Fox e Telecine Premium. Pela primeira vez a Bavaria Premium investe nesse tipo de mídia, onde os filmes são construídos especialmente com textos e imagens que fazem alusão ao conteúdo da programação da emissora e ao conceito da Bavaria Premium. Misturam o que ambas têm de melhor e de incomum e desenvolvem um raciocínio que anuncia tanto a próxima atração do canal como o produto da marca.
Fonte: S2 Comunicação Integrada - 04/01/2008
Franquia fortalece AmBev no varejo
A AmBev resolveu levar o varejo para dentro de casa e controlar o mais de perto possível os pontos-de-vendas. Colocou sua agressividade típica na até então morna operação de franquias e acelerou o passo para fazer do chope Brahma uma marca onipresente. De sofisticados shoppings e complexos de cinema até rodoviárias, estações de trem, metrô, aeroportos, supermercados e na beira da praia, a ambição é colocar a marca onde houver gente. Muita gente. No fim de 2003, a empresa criou o conceito Brahma Express, lojas que oferecem tudo para quem quer montar uma festa em casa. Desde o chope, até copos, mesas e cadeiras. Todos com o logotipo da marca Brahma. A área era tocada de forma tímida até que em agosto de 2007 ganhou uma diretoria e equipes próprias. Sob o título de desenvolvimento de novos negócios, a área saltou de 25 operações em 2005 para 315 no fim do ano passado, em 19 estados brasileiros. Com a expansão de 2007, a AmBev já está entre as cinco maiores franqueadoras do Brasil, ao lado de nomes como McDonald's e Bob's. Nos carrinhos, o franqueado investe a partir de R$ 50 mil (US$ 28,4 mil), R$ 10 mil por carrinho (US$ 5,7 mil) (no mínimo cinco). Um quiosque exige investimento a partir de R$ 35 mil (US$ 19,9 mil) e nas lojas, o valor ultrapassa R$ 100 mil (US$ 56,8 mil). Todo equipamento e manutenção é feito pela AmBev, que chega a investir R$ 400 mil (US$ 227,2 mil) numa loja.
Líder de mercado, a AmBev está buscando aumentar sua rentabilidade - objetivo destacado em cada um de seus balanços. Apesar de estragar rápido, o chope é mais rentável que a cerveja. Além disso, está cada vez mais caro e difícil fechar contratos de exclusividade com os bares e restaurantes e, com a franquia, a AmBev tem o controle do negócio, pois participa da gestão e é dona de mais da metade do negócio - a seleção dos candidatos é rigorosa e os resultados são acompanhados de perto. Nos últimos três anos, as vendas de chope da companhia cresceram 22%, uma média de 7% ao ano, acima das vendas de cerveja, que vêm subindo ao redor de 5% ao ano. As franquias representam hoje entre 8% e 10% do negócio de chope. A partir deste ano, a empresa vai expandir a experiência para a marca Stella Artois e montar quiosques com o chope da marca belga.
Fonte: Valor Econômico - 04/01/2008
Heineken lança chopeira hi-tech
Os amantes de cerveja nos Estados Unidos poderão ter em casa uma opção hi-tech para consumir a bebida - o BeerTender, uma chopeira eletrônica lançada pela Heineken. A novidade é capaz de armazenar 5 litros de cerveja em temperatura ideal por até 30 dias e ainda alerta o dono quando a bebida está acabando.
O lançamento, que parece com um luxuoso barril preto, possui um display de LCD preto que permite controlar a temperatura. Uma empresa americana pretende começar a distribuir o produto em março deste ano. A chopeira pode custar cerca de US$ 400.
Fonte: Estadão Online – Tecnologia, por Associated Press – 09/01/2008
Newcastle rejeita oferta de US$ 15 bilhões
A Scottish & Newcastle, principal cervejaria da Inglaterra, rejeitou ontem uma oferta de compra de US$ 14,9 bilhões realizada pelas rivais, a também inglesa Carlsberg e a holandesa Heineken.
Mas, em compensação, depois de anunciar em diferentes ocasiões que não tinha interesse na oferta, a empresa admitiu, pela primeira vez, que poderia conversar sobre a negociação, caso a oferta fosse mais vantajosa - abrindo assim possibilidade de o acordo ser efetivado. Esta foi a terceira oferta que Carlsberg e Heineken fizeram pela Scottish & Newcastle - que fabrica, entre outras cervejas, a Foster's, a Kronenbourg 1664 e a Newcastle Brown Ale. A oferta rejeitada ontem é de 780 centavos de libra esterlina por ação e a Scottish & Newcastle disse que só estaria "preparada para negociar com eles" diante de uma proposta a partir de 800 pences. Atualmente, cada ação da cervejeira vale cerca de 730 pences, e já subiu 26% desde outubro de 2007, quando Carlsberg e Heineken anunciaram que estavam em negociação para formar um consórcio para realizar esta aquisição. As ações da Scottish & Newcastle subiram 0,8% ontem. O mercado teme que as compradoras não tenham recursos suficientes para fazer uma oferta maior.
Fonte: Valor Econômico - 11/01/2008
Chopp Brahma Express abre unidade no RS
A Ambev criou em Porto Alegre (RS) a Chopp Brahma Express, uma loja de entrega de chope em domicílio. "A loja será um show room do Chopp Brahma. O objetivo é oferecer a comodidade com o serviço de entrega", enfatiza, em nota, o gerente de desenvolvimento de mercado da empresa, João Paulo Badaró.
A loja integra um projeto criado pela AmBev para inovar e investir em novos produtos com o conceito de loja, sempre sob a chancela do Chopp Brahma, líder do mercado brasileiro. Com dois anos de operação, a companhia encerrou 2007 com nove unidades localizadas na cidade de São Paulo, Rio de Janeiro, São Luiz, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Novo Hamburgo.
A unidade terá 253 m² e um show room para receber os consumidores que poderão, também, degustar o produto no local. Além dos produtos e cerca de 240 chopeiras, os clientes contarão com a consultoria para a montagem de bares e de festas, como a indicação da quantidade necessária de chope para o número de pessoas a serem convidadas e serviço de entrega na cidade. Estão disponíveis cinco tipos de chopeiras, com capacidade de 10 a 100 litros cada.
Na loja, o público também encontrará as cervejas alemãs Löwenbrau, Spaten, Franziskaner em três versões Hefe-Weissbier Hell, Hefe-Weissbier Dunkel e a Weissbier Kristallklar e as belgas Leffe, Belle-Vue e Hoegardeen trazidas para o Brasil pela Central de Importação da AmBev, além das cervejas long neck da Brahma.
Fonte: Gazeta Mercantil - 14/01/2008
SDE recomenda à AmBev venda da marca Cintra
Antes de concluir a compra dos ativos da Cintra, a AmBev terá de vender a um potencial concorrente todas as marcas e a rede de distribuição da empresa.
Essa é a recomendação que a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça e a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (SEAE) levaram ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).
A AmBev informou ontem, através de sua assessoria de imprensa, que irá se pronunciar somente quando houver um parecer final sobre o caso. Segundo medições da Nielsen em dezembro, a AmBev estava com 68,6% do mercado de cervejas.
A Schincariol ficou com 11,4%, seguida da Petrópolis (8,5%) e da Femsa (7,7%). Segundo o parecer da SEAE, a participação da Cintra é de 2%. O negócio, fechado em março de 2007, custou US$ 150 milhões e envolveu duas fábricas em Mogi Mirim (SP) e Piraí (RJ). De acordo com informações da SDE, o contrato previa a compra das fábricas da Cintra e uma opção de compra das marcas e da rede de distribuição se esses ativos não fossem vendidos a um terceiro. Essas marcas ficaram à venda por seis meses, mas não foram arrematadas por um terceiro e acabaram sendo adquiridas em novembro de 2007 por US$ 10 milhões. A AmBev justificou que precisava das instalações industriais da Cintra para aumentar sua produção de refrigerantes e cerveja. Pouco mais de um mês depois de assumir a Cintra, a AmBev começou a produzir o refrigerante H20H! Em Piraí (RJ). Em junho, teve início a produção de Brahma e em julho, de Antarctica. A unidade de Mogi Mirim (SP) produz as cervejas Brahma, Antarctica e Caracu.
Está em vigor um Acordo de Preservação da Reversibilidade da Operação (APRO) assinado no CADE. Nesse compromisso, a AmBev obrigou-se a manter a atuação comercial da Cintra separada de sua contabilidade. Investimento e produção das fábricas também têm de ser mantidos nos níveis praticados antes da aquisição. A compra da cervejaria foi contestada pela Associação dos Distribuidores da Cintra (ANDIC). Segundo a SDE, essa entidade alegou que a AmBev tem expressiva participação no mercado de cervejas e também tem histórico de "práticas anti-competitivas".
Apesar da pequena participação dos produtos da Cintra no mercado, as análises da SDE e da SEAE verificaram que a aquisição alterou as condições de competição na Região Sudeste porque eliminou um concorrente. O principal mercado da Cintra é o Rio de Janeiro, onde a marca concentra a sua distribuição e chega a ter cerca de 5% de participação. As secretarias ainda consideraram a posição dominante da AmBev para recomendar ao CADE a imposição dessas restrições.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 16/01/2008
AmBev lança lata de cerveja que muda de cor
AmBev vai lançar ainda neste mês uma lata de cerveja que muda de cor quando a bebida está gelada. A embalagem, que será para a marca Skol, foi desenvolvida pela Rexam, companhia de embalagens de origem britânica que tem nove fábricas e mais de 1 mil funcionários no Brasil.
De acordo com o diretor comercial da Rexam, Renato Estevão, uma parte do rótulo da latinha é impressa com uma tinta especial, originalmente branca, que fica azul quando a cerveja atinge a temperatura ideal para consumo. A tinta especial estará em uma seta impressa no centro da logomarca da Skol.
Fonte: Invest News – 16/01/2008
Krones inaugura primeira cervejaria a energia solar do mundo
Preocupada com a sustentabilidade dos negócios de seus clientes, a Krones anuncia a entrada em funcionamento, no início deste ano de 2008, da primeira cervejaria no mundo a utilizar energia solar para a geração de energia térmica destinada aos processos de produção de cerveja. A solução foi proporcionada à cervejaria alemã Hofmühl.
Na primeira fase do projeto, foi construída uma planta termosolar com uma superfície coletora de 1.000 metros quadrados, que, posteriormente, será ampliada a 3.000 metros quadrados. A energia alternativa substituirá cerca de 60% do óleo combustível que, até então, era utilizado para a geração de calor.
A Krones ficou responsável por toda a parte de engenharia, pelo comando do processo e pelos coletores. O projeto contou com apoio do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção à Natureza e Segurança dos Reatores. Com um campo de coletores de 1.000 metros quadrados, poderão se obter, na planta, cerca de 500.000 kWh de energia térmica por ano. Isso significa uma economia anual de mais de 55.000 litros de combustível. Com a energia solar, a emissão de gás carbônico pela Hofmühl será reduzida em, aproximadamente, 150 toneladas/ano.
A alta eficiência da planta termosolar da Krones resulta em modernos coletores tubulares de vácuo CPC, os quais aquecem a água do processo diretamente, a uma temperatura mínima de 130°C. Estes coletores alcançam o dobro do rendimento óptico dos coletores convencionais utilizados em residências.
Um segundo componente importante da solução da Krones é contar com plantas de baixo impacto em relação à utilização dos recursos naturais, como as inovações para a sala de cocção ShakesBeer, Pegasus, Stromboli, Merlin e VarioTherm (sistema de calefação para as lavadoras Krones). A otimização da energia permite uma gestão rentável e tecnologicamente inteligente de uma cervejaria.
A cervejaria aproveita a energia solar para o processo de maceração e de cocção do mosto, assim como para o abastecimento de água quente da lavadora de garrafas. Há ainda potencial para aplicação na produção de água para as caldeiras, calefação de prédios, limpeza CIP, no pasteurizador flash e também em lavadoras de caixas. Os respectivos pontos de utilização são integrados por meio de módulos em cascata no circuito da água na planta termosolar.
Após o investimento inicial, este tipo de planta permite manter os custos de energia em nível constante e, assim, com precisão de cálculos, um benefício de longo prazo. Podem-se ainda agregar outras vantagens, como ajudas econômicas do Estado, menores custos de proteção ao meio ambiente e criação de uma imagem muito positiva pelo consumidor, importante na decisão de compra de um produto.
Fonte: Krones News nº. 70 – 16/01/2008
Projeto sobre publicidade vai enfrentar "fila"
O presidente Lula garantiu ontem uma vitória ao lobby contrário a restrições à propaganda de cervejas ao decidir encaminhar ao Congresso sob forma de projeto de lei a proposta que consideram bebidas alcoólicas aquelas com mais de 0,5% de álcool.
O projeto será o 143º de uma fila de propostas sobre o tema que se arrasta na Câmara há mais de uma década e tem chances quase nulas de aprovação. O deputado Sandes Júnior (PP-GO), último relator da matéria, confirma: "A cerveja é um dos principais anunciantes do país, é muito difícil isso passar".
Atualmente, a lei proíbe a veiculação no rádio e na televisão das 6h às 21h de propaganda de bebidas com mais de 13 graus de teor alcoólico. Ou seja, cerveja não é considerada bebida alcoólica para efeito de publicidade.
A regra foi criticada por um grupo de trabalho criado por Lula em 2003. O aumento de consumo de álcool -sobretudo entre jovens e associados a acidentes de trânsito- foi tratado como problema de saúde pública.
No ano passado, como resultado do trabalho, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) fechou o texto de uma resolução que proibia a veiculação de propaganda durante o dia também de cervejas, além de impor a circulação de frases de advertência na publicidade. Em maio, Lula assinou decreto classificando como alcoólicas bebidas com mais de 0,5% de álcool.
Mas a indústria de cervejas, que fatura mais de R$ 20 bilhões no país, se opôs à mudança e associou-se a representantes do mercado publicitário. Por mais de seis meses, acumularam-se recuos dentro do governo até Lula optar, agora, pelo caminho de menos conflito.
Fonte: Folha de São Paulo – Cotidiano – 22/01/2008
Para finalizar, um indispensável brinde com cerveja
Servida em copos que evidencia o tamanho da paixão nacional, a cerveja é praticamente um patrimônio na Alemanha. Em Munique, esse fascínio é ainda maior. Só lá são seis grandes fábricas que, juntas, são responsáveis pela terceira maior produção mundial: 600 milhões de litros por ano. Prepare o caneco e veja onde provar o produto mais típico do país.
Uma das cervejarias mais famosas de Munique é a Hofbräuhaus, de 1589, localizada no centro antigo. Além de poder saborear a bebida, no local há shows de danças típicas. A cervejaria é bem turística e, mesmo com capacidade para receber 3 mil pessoas, é preciso fazer reserva.
Nos salões desses lugares é comum deparar-se com diversas ''figuras''. O hábito de tomar pelo menos um copo ao dia é unânime. Um fato curioso: na Alemanha, a cerveja é considerada um alimento altamente nutritivo. Por isso, a bebida é liberada para crianças a partir dos 12 anos. Os moradores de Munique consomem cerca de 280 litros de cerveja por ano, 130 litros acima da média nacional.
Na Augustiner-Bräu é onde está a mais tradicional cerveja de Munique. Criada em 1328, é a mais antiga da cidade e vive lotada. Mas não é preciso visitá-la para provar seu produto. A Augustiner-Bräu é vendida em quase todos os bares por lá. O segredo do sucesso é seguir a Lei de Pureza da Baviera, de 1516, que determina que a cerveja seja feita exclusivamente com água, cevada, lúpulo e lêvedo - não há conservantes.
Para provar outra iguaria vá à Isarbräeu, que fabrica a weissbier, feita de trigo. O líquido é mais grosso e alaranjado. É uma bebida para quem curte um gosto mais forte e é mais resistente ao álcool. Embora ela seja consumida aos baldes pelos moradores, é difícil um estrangeiro ingerir mais de um caneco. Serve como acompanhamento de pratos mais pesados.
Se você estiver por Munique no verão não deixe de curtir outro hit entre os cervejeiros: os biergartens, ou jardins da cerveja. Quando o sol ganha o céu da cidade, 29 deles, com capacidade para até 180 mil pessoas, surgem por parques, praças e onde mais houver espaço para mesas e cadeiras.
Os turistas que se apaixonarem pela bebida da Baviera também têm uma opção um pouco inusitada para conhecer mais sobre a história da cerveja na região: um tour de bicicleta pelas cervejarias e por outros pontos que remetem à bebida. O passeio dura três horas e termina, é claro, com muitos brindes.
Fonte: O Estado de São Paulo, por Natália Zonta – 22/01/2008
Sapporo encolhe no Japão e cresce nos EUA
O modesto escritório da importadora da cerveja japonesa Sapporo no coração de São Paulo contrasta com o glamour dos restaurantes que vendem a marca no Brasil, como o Shintori, e, principalmente, com as badaladíssimas festas regadas à cerveja oriental em Miami e Las Vegas.
O volume de vendas da cerveja no Brasil é igualmente modesto para a multinacional japonesa com faturamento mundial de US$ 3,8 bilhões, mas o crescimento de 60% das vendas em apenas um ano chamou a atenção da matriz. Para entender melhor o potencial do país, Mikio Masawaki e Fumio Kigure, presidente e diretor de marketing da Sapporo dos Estados Unidos vieram ao Brasil.
As vendas da Sapporo patinam no Japão há três anos seguido - a queda em 2007 foi de 3,6% - e a importância de mercados como os Estados Unidos e a América do Sul, onde o produto é vendido como super premium, cresce. Nos EUA, as vendas aumentaram 7% no ano passado "Existem ótimas oportunidades de expansão no Brasil", afirma Masawaki, que parte para a Argentina, onde deve fechar um novo contrato de distribuição. No ano passado, foram importadas 60 mil unidades - a cerveja vendida aqui vem da fábrica da Sapporo no Canadá. Para 2008, a estimativa é aumentar esse volume em pelo menos 25%. Uma empresa desse porte no mundo ainda esbarra, por incrível que pareça nas dificuldades de investimento do distribuidor local, a Tradbras. Com um espaço pequeno para armazenagem, a empresa está perto do limite físico, apesar do potencial do mercado. "Mas vamos investir em um novo depósito", diz Carlos Sato, diretor financeiro da Tradbras.
Por enquanto, a Tradbras aproveita o canal que tem com os restaurantes e comércio japonês - a empresa também importa sakê e algas - para vender a cerveja. O Japão é um país sem tradição na bebida, mas a excentricidade, nesse caso, é aliada. "Este ano, a idéia é expandir para o mercado não oriental, o que mais cresce", completa William Ishiy, sócio. O Pão de Açúcar é o maior cliente da empresa e responde por 70% das vendas. A liderança do mercado no Japão é dividida entre Asahi, dona de 37,9% de share, e a Kirin, com 37,8% - marca japonesa mais importante no Brasil. A Sapporo está na terceira posição, com 12,5%. A Suntory é a quarta, com 11%. Na contramão do mercado, as cervejarias japonesas têm resistido à tendência de consolidação. Apostam, sim, na diversificação. A Sapporo atua em refrigerantes, restaurantes e na área imobiliária, o que atraiu o fundo de hedge americano Steel Partners, que adquiriu 17,5% do negócio, mas pretende aumentar sua participação e assumir o controle. Os japoneses resistem e criaram um mecanismo de proteção para evitar a compra hostil. Já se especulou que o fundo queria vender a operação de cerveja, mas a sua última recomendação foi justamente focar nessa área.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 22/01/2008
Heineken e Carlsberg compram a S&N
As cervejarias Carlsberg e Heineken anunciaram ontem a aquisição, por £ 7,8 bilhões (US$ 15,3 bilhões) em dinheiro, da Scottish & Newcastle (S&N), a maior fabricante de cervejas da Grã-Bretanha e a sexta maior do mundo. A dinamarquesa Carlsberg e a holandesa Heineken vão separar os ativos da cervejeira britânica, o que lhes permitirá aumentar sua presença na Rússia e nos outros países do leste europeu. Pelo acordo anunciado ontem, a Carlsberg ficará com os 50% de participação da S&N na cervejeira BBH, que atende aos mercados da antiga União Soviética - os outros 50% já eram da própria Carlsberg.
Além disso, o grupo dinamarquês ficará com os ativos da S&N na França, Grécia, China e Vietnã. A Heineken, por sua vez, ficará com os negócios da S&N na Grã-Bretanha e operações em outros mercados europeus, como Bélgica, Portugal e Irlanda. Também ficará com os negócios da empresa nos Estados Unidos e na Índia. Carlsberg e Heineken vão pagar 800 pence por ação da S&N. Esse valor representa um prêmio de 50,7% em relação ao fechamento da ação da cervejeira britânica em 28 de março, de 531 pence - um dia antes do surgimento das primeiras especulações sobre uma possível oferta pela empresa.
Esse prêmio diminui para 25,7% se for levado em conta o preço de fechamento das ações da S&N em 16 de outubro, de 637 pence - pregão que precedeu a confirmação da Carlsberg e da Heineken de que estavam em discussões sobre a formação de um consórcio para lançar uma oferta pelo grupo britânico. Segundo analistas, o acordo, que era amplamente esperado, trará benefícios para os dois compradores. Além disso, pressionará grupos rivais, como Molson Coors e Foster’s, a melhorarem seu desempenho e buscarem acordos similares.
A compra da Scottish & Newcastle chega a um momento em que as empresas do setor enfrentam o desafio de reduzir custos, por causa da alta nos preços dos cereais e das latas de alumínio. “Por causa dos ganhos estratégicos, vemos o acordo como muito positivo, principalmente para a Carlsberg”, disse Matthew Webb, analista do Cazenove.
Segundo ele, no médio prazo, o acordo também será positivo para a receita da Heineken. S&N e Carlsberg devem revelar em breve seus planos para a BBH no período 2008-2010 - o destino dessa aliança foi um dos pontos mais difíceis na longa negociação entre as empresas.
“Com apenas um passo criamos a cervejeira de maior crescimento do mundo”, disse, em comunicado, o presidente-executivo da Carlsberg, Jorgen Buhl Rasmussen. “Temos agora o controle do nosso destino na Rússia e em outros territórios da BBH.” As previsões de economia com as aquisições informadas pelas duas empresas foram maiores que o esperado. A Heineken espera ganhar £ 120 milhões por ano com as sinergias a partir do quarto ano do negócio, enquanto a Carlsberg prevê ganhos de £ 126 milhões por ano a partir do terceiro ano. O acordo precisa ainda ser aprovado pela Comissão Européia (órgão executivo da União Européia) e por outras entidades que regulam a concorrência entre empresas.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia – 28/01/2008
Consumo de bebidas em lata cresceu 13,5% em 2007
O consumo de bebidas em lata no País registrou crescimento de 13,5% em 2007, índice superior à estimativa de crescimento de outras embalagens e mais de duas vezes a média da economia brasileira. As vendas alcançaram 12,2 bilhões de unidades, elevando o consumo per capita para 64 latinhas anuais, conforme divulgação da Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade). Nos últimos dois anos, o crescimento acumulado do setor foi de 25%, impulsionado pelo aumento da renda e do crédito e, principalmente, pela melhor distribuição de renda.
Segundo a Abralatas, um dos fatores responsável pelo crescimento das vendas foi à preocupação com o aquecimento global e com práticas de sustentabilidade. Estudos garantem que a lata de alumínio é a embalagem de menor impacto ambiental, não só pelo elevado índice de reciclagem (cerca de 95%) mas considerando todo o ciclo de vida das embalagens.
Fonte: Invest News – 28/01/2008
Inbev pode ser chave para novas fusões entre cervejarias
A InBev, maior cervejaria do mundo, deve ter papel decisivo para qualquer nova grande fusão ou aquisição na indústria de cerveja, com ligações à Anheuser-Busch e SABMiller sugeridas com freqüência depois que a Scottish & Newcastle (S&N) sucumbiu a uma aquisição.
A InBev cresceu rapidamente com a compra da brasileira AmBev em 2004 e analistas acreditam que a companhia seja central em um potencial meganegócio, depois que a S&N concordou em ser repartida por Carlsberg e Heineken na semana passada.
Todas as três maiores cervejarias do mundo - InBev, SABMiller e Anheuser-Busch - estão sofrendo com a alta dos custos de matérias-primas como cevada e latas de alumínio, e poderiam analisar uma união para ganhar economia de escala e ampliar as vendas de cervejas com alta rentabilidade como Stella Artois, Peroni e Budweiser, afirmam analistas. Mas com a maioria das dez maiores cervejarias do mundo controladas por famílias ou grupos de acionistas, acordos são imprevisíveis.
Analistas dizem que a norte-americana Anheuser, dona da cerveja Budweiser, ficará sob pressão se as duas maiores concorrentes nos Estados Unidos - SABMiller e MolsonCoors - caminharem para uma joint-venture. Em um cenário como esse, a Anheuser poderia buscar uma aliança com a InBev.
Especialistas afirmam que um acordo entre InBev e SABMiller, que reuniria as duas maiores cervejarias do mundo, é mais difícil de ocorrer, mas uma iniciativa como essa não pode ser descartada, já que ambas são resultado de fusões e têm crescido rapidamente na última década.
Ambas as alternativas significariam pouca sobreposição de negócios e deveriam enfrentar poucos obstáculos regulatórios. Ao mesmo tempo, haveria pouca sinergia a ser capturada, reduzindo o apelo financeiro de uma união.
"Uma ligação entre a InBev e a Anheuser é uma opção realista à medida que aumenta a pressão sobre a cervejaria dos EUA vinda de SABMiller e MolsonCoors", disse um analista do setor.
Um vácuo de dois anos sem grandes fusões e aquisições envolvendo cervejarias terminou no final de outubro, primeiro com a SABMiller anunciando uma planejada joint-venture com a MolsonCoors nos EUA. Então a Carlsberg e a Heineken se uniram para comprar a S&N.
Analistas afirmam que a Anheuser - com seus principais mercados nos EUA, México e China - precisa diversificar sua base geográfica de lucro, mas alguns questionam se esses países maduros seriam interessantes para a InBev, que tem dois terços do lucro em mercados emergentes.
Há quase um ano surgiram notícias na imprensa brasileira de uma união InBev-Anheuser para dar presença global ao grupo, devido aos ativos complementares.
Alguns destacaram que embora a família Busch controle apenas cerca de 4 por cento das ações da Anheuser, ela ainda detém uma tremenda influência na companhia. E a InBev teria que chegar a um acordo de consenso com os controladores da Anheuser, já que o setor não tem tradição de ofertas hostis.
Outros notaram que a Anheuser já distribui as cervejas européias da InBev nos Estados Unidos e a canadense Labatt, unidade da AmBev, tem licença para a cerveja Bud Light no Canadá. Assim, haveria poucos ganhos com uma fusão completa entre elas.
Um possível acordo InBev-SABMiller é mais intrigante, por combinar escala regional e reduzir a competição.
Essa união hipotética daria à empresa combinada o controle virtual da América do Sul, além de expressiva fatia nos mercados da Rússia e da China.
Mas novamente a transação seria complicada do ponto de vista societário. A InBev é controlada por famílias belgas e por brasileiros, com 35 por cento de suas ações em circulação no mercado.
A SABMiller, por sua vez, ainda é controlada em 28,6 por cento pela Altria e em 15 por cento pela família San Domingo.
Fonte: Reuters – 29/01/2008
Carlsberg lança cerveja para concorrer com vinho
A Carlsberg, maior cervejaria escandinava, venderá uma cerveja por US$ 400 dólares (273 euros) para concorrer com os vinhos de luxo.
"Estamos tentado elevar a bebida ao lugar que ela merece", disse o criador do produto, Jens Eiken. Segundo ele, o preço da cerveja é barato, levando em conta o tempo de produção da bebida.
A cerveja, que custa 357 vezes mais do que a principal marca da Carslberg, a Pilsner, contém ameixa, caramelo, baunilha e carvalho.
A Carlsberg, que vende mais de 150 marcas diferentes de cerveja em todo o mundo, não tem ainda planos de exportação para este lançamento. Algumas das garrafas estarão à venda na próxima semana no site da empresa. O novo produto da Carlsberg se tornou a cerveja mais cara do mundo, tomando o posto da Utopia, da Boston Beer Co., que custa US$ 100 dólares a garrafa.
Fonte: Gazeta Mercantil – 31/01/2008
Bebidas em alta: setor vive momento de euforia e projeta dias melhores ainda para 2008
A previsão de crescimento para 2007 gira em torno de 6% - um pouco mais para o mercado de cervejas – sobre uma base de comparação alta, já que o desempenho do ano passado também foi muito bom. Os números mostram um crescimento mais uma vez acima da média nacional, o que faz a indústria colocar nas ruas seus planos de investimentos, buscando ampliar a capacidade de produção nacional. “Se tudo se comportar normalmente, 2008 será o ano de consolidação do crescimento, o que demandará fortes investimentos na capacidade de produção”, comemora Paulo Mozart, da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não-Alcoólicas (ABIR). O dólar baixo, entretanto, contribuiu para o aumento da importação, especialmente de cervejas.
Para Marcos Mesquita, do Sindicato Nacional da Indústria de Cervejas, a principal causa do crescimento do volume importado nos últimos quatro anos é o baixo nível de oferta de cervejas Premium e super Premium. “Isto mostra que há um mercado carente e que a indústria nacional tem espaço para agregar valor ao seu produto”. Enquanto na área de cerveja o ano foi marcado por muita movimentação (aquisições), no setor de bebidas não-alcoólicas, o destaque ficou com a chamada “Linha Saúde”. Cervejas Com um crescimento de 7% no primeiro semestre de 2007 sobre o mesmo período de 2006, a indústria de cervejas estima um aumento próximo a 6% no ano. Isto significa uma produção nacional superior a 10 bilhões de litros, o que mantêm o Brasil entre os 5 principais produtores do mundo. O segmento mais robusto na área de bebidas não-alcoólicas são os refrigerantes. Até outubro, a produção anual era de 11,3 bilhões de litros, um aumento de 5,4% sobre o mesmo período de 2006.
A estimativa do setor é que a produção fique entre 5,5% e 6% no final do ano, o que representaria um volume superior a 13,7 bilhões de litros.
Fonte: Boletim Informativo da ABRALATAS – Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade, nº 16
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