Notícias de mercado
2008 - Fevereiro
InBev e Anheuser-Busch estudam fusão
A cervejaria belgo-brasileira InBev e a americana Anheuser-Busch, detentora da marca Budweiser, podem iniciar estudos para a fusão entre as duas empresas. Caso a negociação se concretize, a InBev aumentaria sua presença no mercado norte-americano. Já a Anheuser se associaria a uma empresa com forte participação nos mercados emergentes. As duas empresas não comentaram as especulações.
Fonte: Valor Econômico – 01/02/2008
SABMiller desbanca InBev da liderança
A cervejaria inglesa SABMiller desbancou a InBev (dona da AmBev) do posto de maior produtora mundial de cerveja, graças ao forte crescimento na China e à compra da holandesa Grolsch, segundo a empresa de pesquisas Plato Logic. A Heineken também subiu no ranking - saltou para o terceiro lugar, antes ocupado pela Anheuser-Busch (da Budweiser). Em associação com a Carlsberg, a Heineken comprou a Scottish & Newcastle. Os dados são provisórios e levam em conta a aprovação das aquisições. A chinesa Yanjing entrou para a lista das 10 maiores. A mexicana Femsa aparece em 10º.
Fonte: AE Agência Estado – 06/02/2008
Selo polêmico vai tampar a cerveja da Schincariol
O polêmico selo de proteção usado nas latinhas de cerveja vai chegar à quarta maior marca do mercado: a Nova Schin, principal rótulo da Schincariol. A cervejaria escolheu o Nordeste, onde tem presença mais forte do que no resto do país e chega a ter a liderança em algumas cidades, para iniciar a produção das latas com lacre. As vendas na região começam após o carnaval e a previsão é que entre o final do primeiro semestre e começo do segundo, o produto já esteja em todo o Brasil.
Até agora, apenas a Nobel, adquirida pela Schincariol no ano passado, e as marcas da cervejaria Petrópolis (Itaipava e Crystal e Lokal) tinham o selo de alumínio, mas com a adesão de Nova Schin o volume de latas com o invólucro praticamente dobra. E esquenta anda mais a disputa entre as cervejarias, já que o selo foi a grande polêmica do mercado nesse verão.
O Sindicerv (Sindicato das Indústrias de Cerveja), que tem como associados AmBev, Femsa e Cerpa, lançou, no final do ano passado, uma campanha de TV e mídia impressa, alertando os consumidores sobre supostos problemas de contaminação das latas cobertas com o lacre. O material veiculado baseia-se em estudo do Centro de Tecnologia da Embalagem (CETEA), da Unicamp, encomendado pela líder de mercado AmBev.
A Petrópolis entrou na Justiça e, depois de três dias, conseguiu uma liminar impedindo veiculação da campanha. A juíza da 34ª Vara Cível considerou haver dúvida sobre a exatidão científica da afirmação de que os selos contribuem para a contaminação do produto ou da embalagem por bactérias ou coliformes fecais. A campanha também foi considerada concorrência desleal. O Sindicerv recorreu ao Tribunal de Justiça, mas o desembargador manteve a liminar. "Usaram um laudo falho, que fere a livre concorrência", diz Jaime Luis Tronco, gerente jurídico da Petrópolis.
Na campanha, o Sindicerv alertava para o "efeito estufa" criado pelo alumínio, que facilitaria a contaminação da lata. A Petrópolis também contestou formalmente o CETEA sobre o estudo e recebeu a seguinte resposta: "O estudo não avaliou se o selo contribuía ou não para a proliferação de bactéria." O instituto respondeu, ainda, que o texto utilizado na campanha não estava no laudo feito pelo CETEA.
O Sindicerv diz ter feito a campanha para frear as iniciativas de projetos de lei que pudessem tornar o selo obrigatório. Segundo Marcos Mesquita, presidente da entidade, há uma lista de mais de 50 projetos e no Paraná, chegou a ser decretada uma lei, mas o sindicato conseguiu provar sua inconstitucionalidade. "O selo é uma solução ineficiente", afirma Mesquita. "Ele pode transferir a aparente idéia de que a lata está limpa e não é verdade. Mesmo com selo a lata tem que ser lavada." Já há um projeto de lei, aprovado no Senado, que propõe frase de advertência nas latas - com ou sem selo - para que elas sejam limpas antes do uso. "Isso já ajuda bastante", diz Mesquita.
Nos bastidores da discussão, está o racha que houve no Sindicerv em 2006, quando um grupo de mais de cinco cervejarias, entre elas Schincariol e Petrópolis, saiu do Sindicerv e foi para a Abrabe, associação que reúne também fabricantes das chamadas bebidas quente, de maior teor alcoólico. "O Sindicerv não é isento e essa campanha foi prova clara disso", diz Marcel Sacco, diretor de marketing da Schincariol.
Quando a Schincariol comprou a Nobel, em junho de 2007, as latas da marca já tinham o selo. E, rapidamente, a nova dona percebeu que o invólucro fazia diferença. "Atestamos em pesquisas que é um atributo valorizado pelo consumidor", diz Sacco.
A empresa não revela, mas fará um investimento alto para selar as latinhas da Nova Schin. Calcula-se no mercado que cada máquina custe cerca de R$ 800 mil e sejam necessárias pelo menos duas em cada enchedora (equipamento para encher as latas de cerveja) para acompanhar a velocidade de produção. A Schincariol tem 13 fábricas.
Sacco diz que o custo será absorvido e que não será repassado ao consumidor. "Acreditamos que vamos ter um aumento das vendas", diz ele, acrescentando que a expansão a todo o portfólio da Schincariol é um caminho natural.
Fonte: Jornal Valor Econômico – 06/02/2008
A inglesa que é um tributo a Thomas Hardy
Contando a partir deste ano, sete Olimpíadas, seis Copas do Mundo e até seis presidentes da República - se as regras eleitorais não mudarem - terão passado antes que uma Thomas Hardy’s Ale tenha perdido sua validade. As cervejas inglesas, que começam a ser vendidas semana que vem no País, chegam com a fama de poderem ser estocadas por 25 anos - ou mais. E de se tornarem cada vez melhores com o tempo.
A vinda ao Brasil ocorre quando se completam 40 anos de fabricação do primeiro lote da Thomas Hardy’s Ale. O que não deixa de ser uma coincidência: ela começou a ser produzida em 1968, justamente em homenagem aos 40 anos da morte do escritor Thomas Hardy.
Cada garrafa traz o ano de produção e um número de série, além de um trecho do livro The Trumpet Major (1880), do autor, em que ele descreve uma cerveja. Em tradução livre: "Era da mais bela cor que o olho de um artista poderia desejar em uma cerveja; encorpada, mas viva como um vulcão; picante, porém sem agredir; luminosa como um pôr-do-sol de outono”.
A Thomas Hardy é uma barley wine, ou "vinho de cevada", denominação que recebem cervejas de alto teor alcoólico - tem 11,7%. A abertura da garrafa revela um líquido acobreado, brilhante, com muito pouca espuma. O aroma é frutado e o gosto, licoroso, com notas frutadas e de caramelo, com lúpulo muito presente nas versões novas - fica menos intenso com o tempo. Apesar do teor alcoólico, é equilibrada.
Fonte: O Estado de São Paulo – Suplementos & Paladar, por Roberto Fonseca – 07/02/2008
AMBEV conclui compra da argentina Quinsa
Depois de prorrogar por três vezes o prazo para os acionistas da argentina Quilmes Industrial (Quinsa) aderirem à oferta de compra de ações e aumentar o valor oferecido, a AmBev finalmente conseguiu ficar com praticamente 100% da companhia.
A AmBev, informou ontem em comunicado que "com a liquidação da oferta, que ocorrerá no dia 15 de fevereiro, a participação votante de AmBev na Quinsa será de 99,56% e a participação econômica de 99,26%."
Embora cerca de metade da geração de caixa da AmBev seja proveniente das vendas de cerveja no mercado brasileiro, a expansão na América do Sul é considerada estratégica. "Trata-se de um mercado em ascensão, com baixo consumo per capita e bom potencial de crescimento", afirma Renato Prado, analista da corretora Fator.
A Quinsa é a maior cervejaria da Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai e também detém participação no mercado chileno. Fabrica a cerveja Quilmes e, assim como a AmBev, engarrafa os produtos da Pepsi na Argentina.
A subsidiária argentina tem uma participação maior da operação de refrigerantes do que a AmBev - 40,6% nos nove primeiros de 2007, ante 27,9% no consolidado da AmBev no mesmo período. "Apesar da maior participação do segmento refrigerantes no volume consolidado da Quinsa (considerando a relação de preços entre cerveja e refrigerantes bastante similar), acreditamos que a operação agregará valor às operações da AmBev", afirmou último relatório da corretora Fator sobre a oferta de ações.
A AmBev comprou 36,09% de participação na Quinsa em 2002 e gradativamente foi aumentando a sua fatia na companhia até 91,18%. Depois, encontrou dificuldades para atrair os minoritários. No início de 2007, fez uma oferta de compra, mas as condições oferecidas na época não foram suficientes para conquistar todos os investidores. O valor em dólar da última oferta foi cerca de 20% maior do que o proposto no início de 2007. Antes dessa última oferta de compra, a AmBev detinha cerca de 97% do capital votante e 91% do capital total da Quinsa.
Em seu último relatório, a AmBev disse que a Quinsa entregou bons resultados, mesmo com o impacto negativo da inflação nos custos, dos maiores salários e da crise energética. A cervejaria conseguiu aumentar a receita líquida por hectolitro em 9,1% na região, por conta de um reajuste de preços e maior participação do segmento premium no mix de marcas.
As operações na Quinsa contribuíram com R$ 212,3 milhões para o lajida (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da AmBev no terceiro trimestre de 2007, resultado de um crescimento orgânico de 3,3% no volume de cerveja e 13,3% em refrigerantes.
Fonte: Jornal Valor Econômico – 13/02/2008
Femsa volta a brigar pelo terceiro lugar
Depois de perder a terceira posição do ranking das cervejarias para a Petrópolis e ver sua participação de mercado cair durante quase todo o ano passado, a mexicana Femsa começou 2008 com motivos para comemorar. De acordo com dados da pesquisa realizada pela Nielsen, a Femsa subiu 0,6 pontos percentuais e chegou a 8,3%, contra 8,5% da Petrópolis. É a primeira vez desde abril de 2007 que a cervejaria mexicana ultrapassa a faixa de 8% de participação. Ironicamente, o bom resultado ocorre quatro meses depois de a Femsa romper o contrato com a Nielsen. A cervejaria reclamava dos métodos usados para medir os resultados do mercado, que favoreceriam a Ambev.
A maior parte do bom desempenho está ligado às vendas da Bavaria Pilsen, cerveja mais barata da companhia. O crescimento da Bavária foi de 0,4 pontos percentual, baseado principalmente em redução de preços e também pelo aumento das vendas de cerveja em supermercados que ocorre tradicionalmente no verão. Em janeiro, a Bavária chegou a 2,4% de participação. Kaiser, a principal marca da empresa, subiu 0,2 pontos percentuais, fechando o mês com participação de 4,7%. A Sol, maior investimento dos mexicanos no Brasil, continua patinando. Apesar dos mais de 200 milhões de reais gastos em promoção da marca desde seu lançamento, a Sol continua com apenas 0,7% do mercado.
A Petrópolis, rival direta da Femsa na briga pelo terceiro lugar, manteve-se com 8,5% de participação do mercado. Dona da marcas Itaipava e Crystal, a Petrópolis enfrenta problemas com capacidade de produção, o que limita seu crescimento. Já a líder Ambev e a vice-líder Schincariol perderam participação. A Ambev fechou o mês de janeiro com queda de 0,4 pontos percentual, mas ainda é dona de 68,2% do mercado. A Schincariol ficou com 11,1%, queda de 0,3 pontos.
Fonte: Portal Exame, por Marcelo Onaga – 14/02/2008
Cerveja sofisticada vira moda e garrafa chega a custar R$ 400 em SP
Sair com os amigos para bater um papo em um barzinho. Entrar no local, pedir o cardápio e ter de escolher entre seis ou sete marcas de cerveja nacional é algo que está ficando no passado das rodas dos adeptos de uma boa cervejinha em São Paulo.
O sotaque do “happy hour” já não é mais tão brasileiro, nem só inglês como no nome. A cada dia, vem ficando com mais cara belga, alemã, australiana, irlandesa, canadense, holandesa, francesa ou uruguaia. Uma infinidade de línguas que tornam alguns dos pedidos difíceis de serem pronunciados pelos clientes menos acostumados. É o caso da Westvleteren Trappist 8, cerveja belga feita em um mosteiro. A bebida é uma das 149 opções da carta de cervejas do bar Drake´s, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo.
Apesar da possível dificuldade em pronunciar o nome, quem pede a cerveja precisa ter bastante certeza do que vai beber. Afinal, cada garrafa de 750 ml sai por nada menos que R$ 179. Quem pensa que esta é cerveja mais cara do bar se engana. Para apreciar uma garrafa da Golden Carolus Easter, também belga de 750 ml, o "degustador" terá de desembolsar R$ 199,90, o que representa, R$ 0,27 por cada mililitro ingerido. “Já vendi dez garrafas dessas”, conta o australiano Greigor Lucas Caisley, chef e sócio do bar criado há 3 anos.
Caisley diz que logo quando abriu a casa, a carta de cervejas era mais modesta. “Eu me interessava mais em vinho. Fui me interessando (por cerveja) aos poucos. Um amigo me apresentou algumas. Provei e gostei. De um ano e meio para cá é que a carta do bar começou a ficar bem grande.” Segundo o australiano, desde que o bar recebeu reforço na variedade de cervejas, o movimento de clientes aumentou em cerca de 25%. “Elas representam hoje 20% do faturamento.”
Faturamento líquido e gelado
O faturamento de cervejas do Drake´s, que para Caisley é bastante expressivo, não é nem um dos maiores dos bares da nova moda. Pelo menos não em percentual. Instalado no primeiro sobrado construído na Avenida Angélica, uma bela casa de 100 anos restaurada na Zona Oeste de São Paulo, o Salommão tira mais da metade do seu lucro das fermentadas de cevada, trigo e aveia. “Hoje, 70% das bebidas vendidas no bar são cervejas e elas representam 70% do faturamento da casa”, conta Daniel Sampaio, um dos sócios do bar, ao lado das arquitetas Thelma Gasques e Vera Mattos.
Segundo Daniel, o local - criado em março de 2007 - já nasceu com a intenção de ser um boteco chique. A carta de cervejas começou com 12 rótulos importados e nove nacionais. Hoje conta com 22 importados e 22 nacionais. A cerveja mais cara da casa é Strong Suffolk, inglesa escura, que sai por R$ 21.
Padaria também tem cerveja por R$ 400
Mas nem só de bares sobrevive o reinado das cervejas sofisticadas. Na Zona Sul da capital, uma padaria também resolveu entrar no mercado da “preferência nacional”. Criada há pouco mais de dois anos, a Tortula tem cerca de 220 rótulos diferentes da bebida. “A gente sentiu que era uma oportunidade de sair do padrão empório, com uma grande adega de vinho. Resolvemos dar aos bebedores de cerveja a mesma opção que um apreciador de vinho tem hoje”, conta Manoel Antônio Paiva, um dos sócios do local.
Entre as centenas de garrafas distribuídas por meio das geladeiras e estantes, uma chama a atenção pelo tamanho e preço. A garrafa de 3 litros da Trippel Karmeliet Reserva 2006 custa R$ 399. E proporcionalmente, esta nem é a cerveja mais cara do lugar. A “Deus”, também belga e produzida em processo semelhante ao do champanhe Dom Pérignon, sai por R$ 240, só que a garrafa é de 750 ml. “E é uma cerveja que não pára na prateleira. Chega e vende. Teve um cliente aqui que sentou em uma dessas mesas bebeu quatro garrafas e ainda levou duas para casa”, conta Paiva. Por coincidência, no dia em que a reportagem do G1 foi até a padaria, a “Deus” estava em falta. “Nosso estoque acabou.”
Analogia com vinho
Veterano na venda de cervejas sofisticadas, o Frangó, na Zona Norte de São Paulo, atua na área muito antes da expressão “carta de cervejas” cair na boca do público. Desde 1987, a casa trabalha com uma diversidade hoje chega a 215 rótulos. A mais cara sai por R$ 181,20. Cássio Piccolo, na casa desde a abertura, acredita que está ocorrendo com a cerveja o mesmo que há alguns anos aconteceu com o vinho no Brasil.
“Antes as pessoas não conheciam vinho. O garçom chegava com uma garrafa, servia e as pessoas bebiam. Aí começou a aparecer confraria, sommelier. Hoje as pessoas conhecem vinho” conta Piccolo. Prova da tendência, o bar emprega atualmente um "beer sommelier" (especialista em degustação de cerveja) e realiza cerca de onze menus de degustação da bebida com seis rótulos distintos em cada menu.
Fonte: G1, por Patrícia Araújo - 18/02/2008
Duas boas novidades para apreciadores de bocks chegam ao mercado
A imagem do bode no rótulo de muitas cervejas bock não está lá por mero acaso. A denominação do estilo tem dois significados: um é ligado a sua cidade de origem, Einbeck, na Alemanha. Bock também é a palavra alemã que se usa para indicar o simpático caprino. A partir desta semana, apreciadores terão duas novidades que levam bock no nome: a Bockbier, da holandesa La Trappe, e a Vitus, Weizenbock (de trigo) da alemã Weihenstephaner.
Apesar de unidas pelo "bock", as cervejas têm diferenças: a da La Trappe é lager (de baixa fermentação), tradicional, e a alemã, uma ale (alta fermentação). A Bockbier - que traz o bode no rótulo - é castanho-escura, avermelhada. No aroma, notas suaves de malte torrado e frutas secas, além de caramelo. Se para o olfato ela podia ser mais chamativa, no paladar se destaca: com bom corpo, é "quente", graças aos 7% de teor alcoólico, com algo licoroso e malte marcante. A Bier & Wein (5643-8584), que importa a cerveja, estima que cada garrafa de 750 ml custará de R$ 45 a R$ 60.
Diferentemente de outras bocks de trigo, a Vitus é dourado-escura, com 7,7%. No aroma e gosto, banana e notas frutadas. Trazida pela On Trade, deve custar de R$ 11 a R$ 15.
Fonte: O Estado de São Paulo - Suplementos, por Roberto Fonseca – 21/02/2008
Grupo Femsa fatura US$ 13,5 bilhões em 2007
A FEMSA Cerveja Brasil, empresa do Grupo FEMSA Fomento Econômico Mexicano S.A., apresentou resultado superior ao da indústria de cerveja no Brasil em 2007, com crescimento de volume de 9,6% ante avanço de 6,7% da indústria cervejeira. A expansão é o reflexo das inovações lançadas em 2007, bem como o amplo portfólio de produtos e plano de desenvolvimento estratégico da marca no País.
A Coca-Cola FEMSA Brasil obteve um expressivo crescimento 15,7% em sua receita em relação o ano de 2006, resultado de um aumento de 10,5% no seu volume, devido ao ótimo desempenho em todas as categorias de bebidas, em especial, na categoria sucos com Minute Maid Mais, em refrigerantes com Coca-Cola e Coca-Cola Zero, águas com Água Crystal e cervejas. As informações foram divulgados pela assessoria de imprensa.
Fonte: Gazeta Mercantil – 21/02/2008
AmBev lança cervejas importadas em Brasília
Com o objetivo de ampliar a oferta de cervejas especiais ao consumidor e aumentar a distribuição desses produtos, a central de importação da AmBev leva para Brasília as cervejas belgas Leffe Blonde, Leffe Brown e Hoegaarden, a alemã Franziskaner Hefe-Weissbier Hell e as uruguaias Patrícia e Nortenã. Os produtos, que chegam à capital federal este mês, serão comercializados na rede Pão de Açúcar.
“Expandir o portfólio de marcas premium faz parte da estratégia da AmBev de oferecer diversidade ao consumidor brasileiro, enriquecer a cultura cervejeira e proporcionar diferentes experiências de consumo. Hoje, a tendência é trazer produtos diferenciados, atendendo a uma demanda do próprio consumidor”, afirma Alexsandro B. X. Pinto, gerente de Novos Negócios da AmBev.
A AmBev assume vem trabalhando para o crescimento do segmento premium no Brasil desde o relançamento de Bohemia, em 2001, quando o nicho representava 2,5% do mercado total. Em dezembro de 2007, esse número chegou a 5,6%, mostrando que o mercado premium mais que dobrou no período.
Produzidas pela cervejaria Quinsa, no Uruguai, as marcas Patrícia e Norteña são cervejas do tipo pilsen e possuem sabores marcantes e surpreendentes. As marcas chegam em embalagens de 960 ml. Já a belga Hoegaarden é uma cerveja de trigo conhecida como White Beer, bastante refrescante e elaborada com uma receita exclusiva.
Fonte: Nec News - Redação Brasil – 26/02/2008
Bom preço estimula produção de cevada
A produção brasileira de cevada deve crescer 22% nesse ano a reboque dos bons preços das principais commodities no mercado externo. A cotação do cereal sofreu uma valorização de 15% nos últimos três meses. O preço da cevada cotada em Winnipeg (Canadá) passou de US$ 197 no dia 26/11/2007 para US$ 229 a tonelada, na semana passada, segundo informa a Bloomberg News. Já as cotações de trigo se valorizaram em 21% - de US$ 297 para US$ 380 a tonelada no período, em Chicago.
De acordo com o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) divulgado no início desse mês, o Brasil produziu 205 mil toneladas de cevada na safra 2006/07.
Para a safra em curso, a expectativa é de que sejam colhidas 263 mil toneladas. A área plantada passou de 90 para 98 mil hectares, um crescimento de 8,1% em relação à última safra. Ambos começam a ser colhidos em outubro e concorrem tanto em área plantada como em rentabilidade, com receita mais favorável ao trigo.
Para Élcio Bento, analista da Safras & Mercado, as dificuldades dos dois cereais são praticamente as mesmas. "A cevada tem um mercado muito específico fomentado pela indústria de maltes, destinado principalmente à fabricação de cerveja", diz.
Conforme informações do Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja (Sindicerv), só a demanda da indústria cervejeira é de 1,3 milhões de toneladas por ano para uma produção de 10,3 bilhões de litros de cerveja. Ou seja, como o Brasil não é auto-suficiente na produção desse tipo de grão é necessário buscar os mais de 1,1 milhões de toneladas em outros mercados. "Metade disso vem do Mercosul e a outra metade da Europa", explica Marcos Mesquita Coelho, superintendente do Sindicerv.
Coelho diz que com o crescimento da área plantada de milho para a produção de biocombustíveis, a cevada e o trigo são os que mais perdem espaço devido ao plantio da safrinha. Para 2008, a expectativa é de que se repita o mesmo cenário do ano passado para a indústria, que foi excelente. Esperamos avançar os mesmos 7% do ano passado. "Mas as constantes altas das cotações das commodities podem atrapalhar um pouco mais esse avanço", pondera. Ele acredita que dificilmente se repetirá neste ano a queda acentuada do câmbio ocorrida no ano passado.
Já para John Landman, diretor comercial da Maltaria do Vale, uma das três maiores do país, "a produção de cevada no Brasil vem crescendo devido ao estímulo da indústria aos produtores", explica. Disse ainda que o incentivo fez o Estado de São Paulo atingir uma produção de 70 mil toneladas de cevada no ano passado, o que o gradua como o terceiro maior produtor do cereal. Os dois maiores produtores brasileiros são o Paraná e o Rio Grande do Sul.
Landman explica que a produção brasileira corresponde a cerca de 30% do total utilizado pela indústria nacional. O cereal é destinado especificamente à produção de malte para cerveja. "O processo consiste em deixar a cevada úmida para esperar a germinação por quatro dias. Após a germinação o malte verde passa para uma estufa e por um processo de secagem para depois ser colhido e levado à fábrica", detalha. Ele diz que além da cevada para malte existe a forrageira, "de qualidade inferior e destinada basicamente para produção de ração animal", conclui Landman.
Fonte: Gazeta Mercantil – 27/02/2008
InBev bate previsões de geração de caixa e triplica dividendo
A InBev, segunda maior cervejaria do mundo em volume, bateu as expectativas do mercado ao divulgar aumento de 16,5 por cento na geração de caixa em 2007 e ao propor aumento de mais de três vezes do dividendo.
A fabricante das cervejas Stella Artois, Beck's e Brahma anunciou que seu EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) foi de 4,99 bilhões de euros, contra média das previsões de 15 analistas ouvidos pela Reuters de 4,90 bilhões de euros.
A InBev, que desapontou investidores pela primeira vez em 10 trimestres no período de julho a setembro, disse que a forte demanda por cerveja no Brasil e a performance na Europa Oriental garantiram a solidez do resultado. As ações da InBev disparavam 8,3 por cento, a 57,33 euros.
A InBev - formada pela união da belga Interbrew e da brasileira AmBev - também anunciou que está adaptando sua política de dividendos e removendo o limite máximo de distribuição de 33 por cento do lucro aos acionistas. A empresa está propondo dividendo de 2,44 euros por ação, mais de três vezes o 0,72 euro do ano anterior. A cervejaria revelou ainda que planeja recomprar até 500 milhões de euros em ações.
A InBev reconheceu problemas na China, onde a companhia tem uma série de joint-ventures, e teve queda de 10,3 por cento no volume de vendas no Reino Unido. A empresa disse que vai tentar reverter as dificuldades nesses mercados.
A InBev disse estar comprometida em elevar sua margem obtida, mas não deu previsão. A empresa ressaltou que o forte crescimento no primeiro semestre de 2007 impõe desafios aos primeiros seis meses deste ano pela base de comparação, especialmente no atual trimestre.
Os rivais da InBev têm mencionado aumento nos custos entre 8,5 e 15 por cento este ano e que os preços subiriam entre 2 e 5 por cento se necessário. A InBev disse que vai tentar manter qualquer aumento no preço da cerveja abaixo do nível da inflação.
O presidente-executivo da InBev, o brasileiro Carlos Brito, disse em entrevista coletiva que a empresa poderia fazer uma grande aquisição se necessário, mas recusou-se a comentar especulações no mercado de uma possível aliança com a norte-americana Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser. "Estamos felizes com o nosso tamanho atual", disse ele.
Fonte: Estadão - Economia, por Phili da Reuters – 28/02/2008
AmBev lucra R$ 2,8 bilhões, quase o mesmo que em 2006
A cervejaria AmBev registrou lucro líquido de R$ 2,8 bilhões em 2007, o que representa um crescimento de apenas 0,36% em relação a 2006. A receita líquida aumentou 11,55% e chegou a R$ 19, 648 bilhões.
Mesmo tendo perdido um ponto porcentual de participação no mercado de cervejas no Brasil - onde cada ponto representa R$ 100 milhões em vendas por ano -, os resultados do balanço da AmBev agradaram os analistas financeiros.
''Os números do quarto trimestre da empresa mostram crescimento em dois dos mais principais mercados do segmento na América Latina, onde ela tem forte presença, que é o argentino e o brasileiro, o que indica uma perspectiva positiva'', diz um analista, que prefere não se identificar. O lucro por ação ficou em R$ 7,41, um valor 15,5% acima do obtido ano anterior.
Segundo o presidente da AmBev Luiz Fernando Edmond, o lucro ficou praticamente estável em comparação a 2006 porque a empresa teve gastos extraordinários com as compras realizadas ao longo do ano: a cervejaria Cintra, no Brasil; a Lakeport, no Canadá; e o aumento para 100% de participação na Quinsa da Argentina.
''Houve evolução satisfatória tanto das vendas de cervejas, quanto das de refrigerantes, e com isso a receita líquida cresceu 10,4%, para R$ 19,6 bilhões no ano'', destaca ele. O volume de vendas no ano foi 5,8% maior do que no ano anterior. A empresa está presente em 14 países nas Américas e é controlada pela maior cervejaria do mundo, a belga InBev.
O pior desempenho da companhia, presente nas três Américas, foi na região da Venezuela. No Canadá, onde a estagnação do mercado local e a acirrada concorrência não permitem os crescimentos a que a companhia está habituada ao sul do Equador, a AmBev registrou um crescimento de 6,4% em relação ao ano anterior.
As melhores perspectivas para a companhia em 2008, diz Edmond, estão na América Latina. Há programação de fortes investimentos na região, com novas fábricas previstas para Argentina, Bolívia e Brasil.
No Brasil, onde o crescimento das vendas de cerveja foi de 5,5% e de refrigerantes de 10,6% em 2007 quando comparado ao ano anterior, à companhia aposta em manutenção do ritmo de crescimento. Por isso mesmo, Edmond vê possibilidades de uma nova fábrica, ou ampliação de instalações de unidades já existentes, no Sudeste do País, sem que seja descartado o plano de uma nova planta no Norte.
''Como o crescimento do mercado no Sul/Sudeste se acelerou mais rapidamente do que projetamos e o do Norte desacelerou, estamos nos voltando para esses mercados em expansão'', explicou Edmond, citando o adiamento da nova fábrica no Pará, que havia sido anunciada na apresentação dos resultados do terceiro trimestre de 2007.
A perda de um ponto percentual de mercado em cervejas - de 68,8% em 2006 para 67,8% em 2007 - foi atribuída pela empresa à demora dos concorrentes em reajustar o preço da bebida. Normalmente, quem puxa o setor cervejeiro com reajustes no começo do ano - em torno de 4,5% em 2007 - é a AmBev.
Em contrapartida, no segmento de cervejas premium - em que as marcas comercializadas têm preço médio 20% acima das outras -, a AmBev apresentou aumento de 16% nas vendas, enquanto as dos concorrentes cresceram em média 7%. Segundo Edmond, a AmBev aproveitou o crescimento da economia e trouxe mais cervejas importadas da Bélgica.
Fonte: AE Agência Estado – 29/02/2008
Mercado de cerveja preocupa-se com garrafa diferente da AmBev
Antes mesmo de inaugurar oficialmente a sua fábrica de vidros no Rio de Janeiro, prevista para 29 de março, a nova planta da AmBev já causa alvoroço no mercado. Circulam informações e até fotos de uma nova garrafa de 600 ml que estaria sendo vendida ainda em pequena escala pela cervejaria líder de mercado em algumas cidades do Rio e nos três Estados do Sul do país.
O parque fabril de garrafas de vidro retornáveis de cerveja de 600 ml é comum no Brasil, o que significa dizer que todas as empresas utilizam um único modelo, de cor âmbar. A concorrência está preocupada com a adoção de uma nova embalagem pela AmBev e já estuda medidas jurídicas contra a empresa. Segundo o Valor apurou, as empresas ainda estão avaliando o caso para encontrar o melhor caminho legal a ser adotado. É provável que recorram primeiro ao CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), mas não descartam uma ação cível, alegando que a nova garrafa seria um limitante à concorrência e abuso do poder econômico.
A nova garrafa tem alguns recortes diferenciados, corpo e gargalo mais afunilado com a palavra AmBev escrita em alto relevo, e desenho de um abridor de abridor de garrafas. Na parte inferior, também em alto relevo, está escrito "qualidade AmBev". Já teriam sido encontradas no mercado garrafas com o rótulo de Bohemia - em maior volume - e Skol. Segundo fontes da indústria cervejeira, as garrafas foram produzidas pela Owens Illinois, uma das maiores do setor e que fornece para praticamente todas as empresas.
Portanto, ainda não está sendo produzida na nova fábrica. A AmBev informou, através de sua assessoria de imprensa, que a nova fábrica terá produção apenas de garrafas long neck. A empresa confirma a produção de uma garrafa com o nome AmBev em alto relevo, mas diz que é vendida apenas em Porto Alegre e com o rótulo de Bohemia- sem previsão de extensão para as demais praças.
Mas qual seria o problema de se produzir uma garrafa diferenciada? Os concorrentes alegam que teriam um grande prejuízo. A fatia da AmBev no mercado é superior a 68% e, dizem, aos poucos as garrafas próprias da AmBev dominariam. Estas não poderiam ser reutilizadas pela concorrência, que teria de usar garrafas virgens - mais caras. Hoje, as empresas recolhem os engradados, lavam e trocam o rótulo. A vida útil de uma garrafa retornável é de cerca de um ano ou de 15 a 25 lavagens. As garrafas de 600 ml de cerveja respondem por cerca de 70% do mercado total. Vendidas nos bares e restaurantes, são as mais rentáveis do setor. As embalagens long neck e lata são vendidas nos supermercados com margens muito menores. "Se fizer em grande escala, a AmBev irá fechar o canal mais rentável para a concorrência", diz uma fonte.
A AmBev investiu R$ 160 milhões (e recebeu US$ 5 milhões em incentivos) na fábrica de vidros do Rio de Janeiro, onde irá produzir 100 mil toneladas de vidro por ano - equivalente a 450 milhões de garrafas ou 60% da demanda da AmBev no Sudeste do país. A adoção de um parque comum de embalagens de cervejas foi definida em maio de 2001, através da assinatura de um termo de ajustamento de conduta com o Sindicerv (que certifica as garrafas) e contou com participação do Ministério Público. A decisão foi tomada porque a indústria de cachaça começou a usar uma embalagem praticamente igual, mas mais fina. A Companhia Müller de Bebidas, líder de mercado com a Pinga 51, também fez uma embalagem especial e foi contestada na Justiça, mas conseguiu liminar que permite o uso das garrafas.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 29/02/2008
Capacidade será ampliada no Sudeste
Após observar o movimento do mercado nacional de cervejas nos últimos quatro meses do ano passado, a diretoria da AmBev acabou adiando o anúncio de sua nova fábrica no Norte do país, que estava marcado para ocorrer no fim de 2007.
No seu lugar, deve ser anunciado em dois ou três meses um aumento de capacidade no Sudeste, com boas chances para a construção de uma nova fábrica em Minas Gerais ou São Paulo, com favoritismo para os mineiros.
No entanto, o aumento de capacidade também poderá ocorrer mediante ampliação da unidade de Piraí (RJ), comprada da Cintra. O presidente da AmBev, Luiz Fernando Edmond, disse ontem (28.02) que a probabilidade de construir uma fábrica é de 51%, contra 49% para a ampliação da unidade do Rio. Durante apresentação dos resultados de 2007 da companhia, Edmond explicou que a mudança de planos foi motivada pelo crescimento menor observado no mercado da região Norte nos quatro últimos meses de 2007.
Nesse mesmo período, segundo ele, a empresa percebeu uma expansão importante no Sudeste, o que acabou levando à decisão de antecipar o investimento para a região. Com isso, acabou ficando para o fim do segundo semestre deste ano o anúncio da fábrica do Norte.
Edmond, no entanto, fez questão de afastar qualquer possibilidade de a empresa desistir do empreendimento. "Já estamos comprando os equipamentos e vamos necessitar de mais capacidade na região", disse o executivo, que preferiu não revelar quanto irá custar a nova planta.
Ele informou apenas que a AmBev investirá cerca de US$ 1 bilhão por ano nos próximos quatro anos, e que os valores referentes à fábrica do Norte e à expansão do Sudeste estão inclusos nesse montante.
A AmBev encerrou o quarto trimestre de 2007 com lucro líquido de R$ 1, 132 bilhão, o que representa uma queda de 4,1% em relação ao mesmo período do exercício anterior. A amortização dos ágios referentes às aquisições das estrangeiras Labatt, Quinsa e Lakeport foi a grande responsável pelo recuo nos ganhos, além das perdas que a companhia amargou com a valorização do real sobre o dólar. Entre outubro e dezembro, a AmBev vendeu 44, 055 milhões de hectolitros de bebidas, volume 8,9% superior ao registrado em igual intervalo de 2006. As vendas de cerveja no Brasil avançaram 7,9%, para 21, 828 milhões de hectolitros. No segmento de refrigerantes, bebidas não-alcoólicas e não-carbonatadas, houve expansão de 17,1%, para 7, 817 milhões de hectolitros. As ações da AmBev subiram ontem 2,66% na Bovespa. A alta foi a quinta maior entre as 64 ações que compõem Ibovespa.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 29/02/2008
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