Notícias de mercado
2008 - Abril
Setor de cervejas é o grande alvo do governo
A cifra gasta por este setor com publicidade ultrapassa a marca dos R$ 900 milhões - sendo que a maior parte é aplicada na televisão. Em todo o país, são 22 milhões de consumidores da bebida.
Para o Ministério da Saúde, no entanto, as atenções têm que estar voltadas para a influência do álcool nas mortes nas estradas e seus prejuízos para os cofres públicos. Os números de uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostram que as mortes nas ruas e estradas decorrentes de álcool causam um prejuízo de mais de R$ 20 milhões por ano, levando em consideração despesas com seguro e a renda que a pessoas envolvidas no acidente deixarão de gerar, além do gasto do governo com tratamento médico.
O consumo de álcool, sustenta o ministério, é o principal problema de saúde pública. Os gastos do SUS com tratamento de dependentes de álcool em unidades extra-hospitalares chegaram a R$ 62 milhões nos últimos seis anos. No mesmo período, o governo gastou aproximadamente R$ 19,7 milhões em procedimentos hospitalares de internações relacionadas ao uso de álcool.
Segundo o ministério, morrem anualmente no país 17,5 mil pessoas decorrentes de acidentes de trânsito associados ao consumo de bebidas alcoólicas por motoristas e pedestres. Outro estudo do governo indica que pelo menos 150 mil brasileiros costumam dirigir após ingerir de quatro a cinco doses de bebida alcoólica.
"Por isso é que insisto que a medida é a fiscalização, a repressão do motorista, não dos comerciantes e do cidadão comum que não está no comando de um veículo e acaba privado de tomar sua cerveja", reforça o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP).
Fonte: Gazeta Mercantil – 03/04/2008
Movimento propaganda sem Bebida chega ao Congresso Nacional
Representantes do Movimento “Propaganda sem Bebida” entregaram nesta quarta-feira (2) ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, um abaixo-assinado com mais de 600 mil adesões pedindo a aprovação do Projeto de Lei 2733/08. A proposta reduz de 13 graus para 0,5 graus na escala Gay-Lussac o teor alcoólico para que uma bebida seja considerada alcoólica para efeitos legais. Com isto, a propaganda de produtos como cerveja e vinho teriam a veiculação proibida das 6h às 21h.
O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Dirceu Raposo de Mello, reafirmou que “a ANVISA não discute a proibição da propaganda e sim uma definição de limites, com o objetivo de promover a saúde da população”. Já o presidente da Câmara avaliou que o alcoolismo é uma tragédia, principalmente para as famílias, “mas que apenas a regulação da propaganda não resolve o problema”. Para ele, é preciso um debate democrático entre todos os segmentos envolvidos.
O médico psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP), advertiu que “a veiculação indiscriminada de propaganda de bebida alcoólica incentiva o consumo por parte dos adolescentes e dos jovens”. Lembrou ainda que, de acordo com dados oficiais, 70% das mortes violentas ocorridas no Brasil estão ligadas diretamente com o uso de bebida alcoólica.
O Movimento “Propaganda sem Bebida” existe desde 2004 e é coordenado pela UNIFESP e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Mais de 300 entidades, a maioria ligada às áreas de saúde, defesa do consumidor e proteção à criança e ao adolescente participam do movimento.
Fonte: Informações Ascom - Assessoria de Imprensa da ANVISA – 04/04/2008
Concorrentes levam AmBev à SDE por causa da nova garrafa de Skol
A Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE) protocolou ontem uma ação junto à Secretaria de Direito Econômico (SDE), vinculada ao Ministério da Justiça, solicitando a interrupção imediata da venda da garrafa de 630 mililitros da cerveja Skol pela AmBev.
A ABRABE, que reúne 10 cervejarias, entre elas Schincariol e Petrópolis, alega que a prática é anticompetitiva, uma vez que todo o mercado cervejeiro utiliza garrafas de 600 mililitros, o que facilita o sistema de envasamento, transporte e recolhimento dos cascos. Até hoje, uma fabricante podia usar o casco da outra para envasar o produto, só alterando o rótulo. Considerando que a AmBev, com todas as suas marcas, detém cerca de 70% do mercado, as demais fabricantes se sentiram prejudicadas. "O atual sistema beneficia toda a cadeia e estimula a concorrência local", diz Rosana Galvão, diretora da ABRABE. Isso porque, segundo ela, cada marca pode negociar uma promoção com o ponto-de-venda, que decide comprar mais ou menos determinado rótulo. "Caso o comerciante venha a ter mais garrafas personalizadas da Skol, que não poderão ser reutilizadas pelas demais marcas, ele se torna refém da Skol, comprando apenas os produtos dessa marca e é desestimulado a adquirir as cervejas dos outros competidores".
Na ação de marketing para apresentar a nova garrafa, a Skol anunciou aos comerciantes que eles irão oferecer 30 mililitros a mais de cerveja para o consumidor, sem aumento de preço. A AmBev minimiza a questão. "As garrafas são intercambiáveis sim e os argumentos dos nossos concorrentes caem facilmente, trata-se de um pleito risível", diz o porta-voz da líder de mercado, Alexandre Loures. Segundo ele, com a AmBev, os comerciantes poderão trocar as garrafas novas da Skol pelas antigas (se decidirem comprar outras marcas da companhia, como Antarctica e Brahma, por exemplo). E se o dono do estabelecimento quiser aumentar a compra de Skol? "Nós fixamos o período de 12 a 27 de março para a troca das garrafas antigas pelas novas e não vamos dar continuidade a essa troca depois disso, para respeitar o espaço dos concorrentes", afirma Loures. Como limite para troca de garrafa, segundo ele, a companhia adotou o volume médio de Skol comprado pelo estabelecimento nos últimos três meses - justamente o período de verão, quando a venda de cerveja atinge o pico.
Depois da SDE, o caso pode ir ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Na opinião de um advogado especialista em direito concorrencial, trata-se de um caso típico para o CADE, mas que corre o risco de se alongar. "Casos comerciais andam mais rapidamente na Justiça comum, onde é mais fácil conseguir uma liminar", diz ele. "A empresa tem todo o direito de criar uma embalagem própria, mas para um player que detém 70% da participação, essa é uma forma de congelar participação de mercado", diz outra fonte.
Inicialmente, a AmBev começou a vender as garrafas de vidro retornável diferentes das tradicionais com a marca Bohemia em Porto Alegre, mas estendeu a ação para o Rio com a marca líder Skol. Em anúncios publicados mês passado em jornais do Rio, a AmBev anunciava a chegada de uma nova garrafa apenas para o mercado carioca e da marca Skol. Os pontos-de-vendas começaram a receber material de divulgação que informava que, após o período de troca, a empresa ainda dava um período de ajuste de mais uma semana, no qual o dono do bar poderia trocar garrafas novas de 630 ml em excesso por garrafas normais.
Depois disso, o engradado de Skol não poderá mais receber garrafas de 600 ml, apenas as do novo modelo. "Facilite a operação: a correta separação das garrafas é fundamental para que não ocorra devolução do pedido", avisava o anúncio.
Fonte: Valor Econômico – Empresas & Tecnologia – 04/04/2008
Grupo Chileno compra marcas de cervejas argentinas
A Companhia Industrial Cervejeira S.A (CICSA), do grupo chileno CCU, dedicada à produção, distribuição e comercialização de cervejas, comprou as marcas Palermo, Imperial e Bieckert, ampliando sua participação em 21% no mercado argentino.
A CICSA também adquiriu uma fábrica em Luján, na grande Buenos Aires, com capacidade para a produção de 2,7 milhões de hectolitros. Fontes envolvidas com a negociação disseram que o investimento total para a operação ultrapassou os US$ 100 milhões.
O negócio feito entre a CICSA e a ICSA foi assinado em 4 de outubro do ano passado e só agora aprovado pela Secretaria de Comércio Exterior e pela Comissão Nacional de Defesa da Concorrência.
A ICSA comprou as marcas e a fábrica de Luján da Brahma, depois que a Quilmes se fundiu com a AmBev e teve que vender parte de seus negócios. A CICSA é também proprietária das cervejas Schneider, Córdoba, Salta e Santa Fé, além de comercializar marcas mundiais como a Budweiser e Heineken.
Fonte: Agência ANSA – 04/04/2008
Outro lado
A AmBev informa que não produz as novas garrafas de 630 ml - são adquiridas hoje da empresa Saint-Gobain -, que não terá vantagens tributárias na nova fábrica de embalagens em Campo Grande, no Rio, e que "estranha" o fato de uma associação que representa o setor de refrigerantes, a AFREBRAS, recorrer à SDE contra mudanças nos vasilhames usados pelas cervejarias.
Segundo a AmBev, dados de 2007 da Nielsen mostram que somente 2,18% do volume de refrigerantes são embalados em garrafa 600 ml retornáveis (80% deste mercado é de embalagem PET), o que não justifica a preocupação com as novas garrafas.
Ainda segundo a empresa, o presidente da AFREBRAS, Fernando Rodrigues de Bairros, é dono de uma distribuidora de cervejas em litígio judicial com a AmBev - por esse motivo, a associação que ele representa teria "encampado" a disputa.
Bairros reconhece que é dono de uma revenda em disputa com a empresa, mas diz que "o vasilhame de cerveja é usado pelo setor de refrigerante. São 68 sócias que trabalham com essa garrafa, que representa 23% do faturamento desses fabricantes. Isso justifica recorrer à SDE".
A cervejaria informa que optou em fabricar as garrafas long neck para reduzir custos.
Fonte: Folha de São Paulo - Dinheiro – 04/04/2008
Aquecimento global aumentará o preço da cerveja, diz estudo
Áreas onde a cevada é plantada ficarão mais secas, reduzindo safra da matéria-prima. Análise feita por pesquisador da Nova Zelândia envolveu regiões produtoras na Oceania.
O preço da cerveja aumentará nas próximas décadas porque a mudança climática prejudicará a produção de cevada, ingrediente essencial dessa bebida, segundo um estudo de um cientista da Nova Zelândia.
Jim Salinger, especialista ambiental do Instituto de Água e Pesquisa Meteorológica neozelandês, assinala no relatório divulgado hoje que o aquecimento global destruirá grande parte dos cultivos do cereal na Oceania. As áreas secas da Austrália e Nova Zelândia receberão cada vez menos precipitação, levando à redução da área plantada de cevada.
Salinger, que centrou sua investigação na Oceania, disse que essa circunstância levará a uma redução drástica da produção de cerveja nos próximos 30 anos. "Nesse caso, os pubs terão de deixar de servir cerveja ou ela será muito mais cara", explicou o cientista, que especulou que a situação obrigará a indústria a buscar formas alternativas de obter a bebida. A cevada é um dos ingredientes principais da cerveja, junto com água e o lúpulo.
Fonte: G1 (Globo) - Notícias & Ciência – 08/04/2008
Participação da AmBev no mercado cai 1,1 pontos
A perda de cada ponto de participação no mercado cervejeiro é estimada em R$ 100 milhões. Pelos números do instituto Nielsen de março, a AmBev caiu 1,1 pontos porcentuais no mês.
Detém, agora, 67% de participação. A Schincariol cresceu 0,6 pontos, para 12,1%. A Petrópolis, que produz as marcas Itaipava e Crystal, ganhou 0,27 pontos (8,77%) e a Femsa, dona de Kaiser e Sol, aumentou 0,17 pontos (8,27%). A AmBev atribui a perda ao reajuste de preços não seguido pelos concorrentes.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia – 11/04/2008
Paulista vai ganhar fábrica de cerveja
A cerveja pernambucana Bossa Nova - que hoje é produzida na unidade da Frevo, no Ibura - terá uma fábrica própria no município de Paulista, no Grande Recife. Controlada pela Frevo Brasil, a Bossa Nova está há dois anos no mercado de cerveja pilsen, disputando espaço nos bares e nas gôndolas com outros rótulos nos Estados de Pernambuco, Bahia e Ceará.
A indústria vai receber investimento de R$ 34 milhões e gerar 230 empregos diretos. Nessa última quarta-feira (2), executivos da Bossa Nova e representantes da prefeitura do município bateram o martelo sobre a localização da unidade e visitaram a área.
O presidente da Frevo Brasil, Sidney Wanderley, diz que vai pleitear financiamento de R$ 22 milhões junto ao Banco do Nordeste (BNB) para construir a fábrica. “Até junho vamos entregar o projeto da unidade ao banco e temos perspectiva de iniciar a construção em setembro deste ano”, aposta. A previsão é que a fábrica seja inaugurada no final de 2009.
A indústria terá capacidade instalada para produzir 70 milhões de litros de cerveja por ano, aumentando em mais de três vezes a produção atual que é de 20 milhões de litros. “Com a nova fábrica, nossa estimativa é conquistar 2% de participação de mercado”, adianta Wanderley. Hoje, a marca não aparece na sondagem realizada pelo instituto ACNielsen com as principais marcas de cerveja do País. Em Pernambuco, a Nova Schin lidera as vendas, com 32,33% de participação, seguida pela Antarctica, da Ambev, que tem 12,87% pela última medição realizada em março.
A fábrica, que será construída numa área de nove mil metros quadrados, vai produzir a Bossa Nova nas versões em garrafa de 600 ml, lata e long neck. “No primeiro ano de operação vamos fortalecer nossa presença nos mercados de Pernambuco, Bahia e Ceará, mas a partir do segundo ano nossa meta é atingir todos os Estados do Norte e Nordeste”, revela Wanderley.
Com dez anos de mercado, a Frevo ficou conhecida no Nordeste por seus refrigerantes, que chegaram a incomodar a líder do setor (Coca-Cola) e a tirar goles das gigantes. Em 2004, o empresário que foi durante muito tempo o principal distribuidor da Brahma no Estado, decidiu entrar no disputado mercado de cerveja. Na época, a empresa investiu R$ 30 milhões na empreitada. Utilizando recursos próprios, a estréia no setor custou a descapitalização da empresa, que enfrentou uma forte crise. Em 2006, a cervejaria lançou a Frevo Nova Fórmula e começou um processo de recuperação.
A crise contaminou também o segmento de refrigerantes, num momento em que a Coca-Cola Guararapes também lançava sua estratégia de oferecer produtos mais acessíveis ao bolso do consumidor e se aproximava do público conquistado pela Frevo. Wanderley conta que a empresa foi sondada pela Schincariol, quando a cervejaria paulista deu início ao seu plano de aquisição de pequenas marcas. Com a negativa da Frevo, a Schincariol acabou comprando a Nobel, que tinha sido inaugurada em Pernambuco há pouco mais de um ano, pelo Grupo Albano Franco.
A Ambev, que em Pernambuco perde a liderança para a Schincariol, está lançando no Recife a Brahma Fresh. Com sabor mais suave, a cerveja foi desenvolvida para o mercado do Nordeste e chega à capital pernambucana esta semana. A novidade já está presente em Salvador, Maceió e Aracaju.
A decisão da Frevo de apostar no rótulo Bossa Nova é uma tentativa de fortalecer o negócio de cerveja, contando com a empatia do público pela marca e com a juventude do rótulo. Diferente da Frevo, que sofreu alguma rejeição dos consumidores, a Bossa Nova tem o ar de boemia, isso sem falar no glamour do estilo musical que comemora este ano cinco décadas de história.
Fonte: Jornal do Comércio – 11/04/2008
Novas regras para propaganda de bebidas alcoólicas começam a valer hoje
Começa a valer nesta quinta-feira (10.4) as novas normas do CONAR (Conselho Nacional de Auto Regulamentação Publicitária) para a propaganda de bebidas alcoólicas. Entre as restrições estão ilustrações, áudios ou vídeos que sugiram a ingestão dos produtos.
Nas peças publicitárias deverão ser inseridas as advertências: "beba com moderação", "este produto é destinado a adultos" e "quem bebe menos se diverte mais", obedecendo aos seguintes critérios: no rádio, na TV, em vídeos pela internet em cinemas e teatros, ao final das mensagens publicitárias; em jornais, revistas, painéis e cartazes, deverão ser escritos na forma adotada. As embalagens e rótulos deverão reiterar que a venda e o consumo do produto são indicados apenas para maiores de 18 anos.
As exceções são a publicidades estáticas em estádios, sambódromos, ginásios e arenas desportivas, desde que apenas identifique o produto, o patrocínio a evento esportivo ou cultural e as "chamadas" de programação.
O CONAR também definiu que a publicidade não poderá ter "apelos e sensualidade e que modelos publicitários jamais serão tratados como objeto sexual". No momento, a aprovação do Projeto de Lei 2.730/08, que restringe a publicidade de bebidas alcoólicas das 6h às 21h, está em discussão no Congresso.
De acordo com o Movimento Propaganda Sem Bebida, liderado pela UNIAD (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas, da Universidade Federal de São Paulo EPM/UNIFESP) e pelo CREMESP (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), o álcool provoca 60% dos acidentes de trânsito no Brasil e está ligado ao abandono de crianças, aos homicídios, delinqüência, violência doméstica, abusos sexuais, acidentes e mortes prematuras.
No início do mês, o grupo entregou um abaixo-assinado com aproximadamente 600 mil adesões pela aprovação do Projeto de Lei 2733/08, que amplia a restrição de propaganda para bebidas de teor alcoólico entre 0,5 e 13 graus na escala Gay-Lussac (que inclui cervejas, vinhos, espumantes e os chamados ices) ao presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia. Segundo o movimento, o documento também será entregue ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
Para o superintendente do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), Marcos Mesquita, esse tema merecia maior esclarecimento, pois a questão é muito subjetiva. "Algumas pessoas entendem como um apelo ao erotismo mostrar adultos consumindo cerveja na praia em trajes de banho, mas isso não diverge em nada de uma situação cotidiana", afirmou.
Apesar disso, ele diz acreditar que todas as opiniões precisam ser levadas em consideração e que as indústrias devem cumprir fielmente as novas normas. "Ninguém que quer vender um produto utilizará uma linguagem que não seja conveniente para a maior parte do seu público. Ele [o produtor] sabe que pode gerar um resultado contrário, uma aversão a sua marca", avalia.
O representante do Sindicerv diz que acreditar que a restrição das propagandas acabará com todos os problemas causados pelo consumo de excessivo de bebidas alcoólicas é falso.
"Infelizmente os motivadores das pessoas que bebem de forma abusiva ou ilegal não têm absolutamente nada a ver com propagandas. Entender esses motivadores e trabalhar em cima deles é que realmente podem trazer algum resultado", diz.
O advogado Pedro Szajnferber de Franco Carneiro, do escritório Pompeu, Longo, Kignel & Cipullo Advogados e diretor da ASPI (Associação Paulista da Propriedade Intelectual), também rejeita a tese de que seja necessária uma lei que restrinja esse tipo de publicidade. "O Brasil é um país cujo furor legislativo é notório. O inconsciente geral tende a se acalmar na medida em que existam leis regulando todas as relações sociais.
Todavia, proibir por lei a veiculação da publicidade de bebidas alcoólicas constitui grave violação é liberdade de pensamento e expressão comercial garantidas em nossa Lei Maior. “Sob o pretexto de assegurar a saúde da população, é deixado de lado aspecto de fundo crucial na problemática das bebidas alcoólicas: sua facilidade de acesso por menores”.
Fonte: Portal do Consumidor – 11/04/2008
Convenção lança cerveja Bitburger no Brasil
Foi lançada oficialmente em fevereiro a cerveja Bitburger no Brasil. A marca da empresa alemã de mesmo nome chega às gôndolas brasileiras graças à parceria estabelecida com a Cervejaria Guitt's (Refrigerantes Convenção). A novidade foi apresentada durante evento em São Paulo (SP).
A cerveja Premium é uma das principais marcas alemãs. Considerada número um em gastronomia naquele país, a bebida é produzida pela mesma família, há sete gerações, desde 1817, e obedece à Lei de Pureza Alemã, que estabelece que ela seja isenta de qualquer aditivo que mude seu sabor.
“A Lei, datada de 1516, afirma que a cerveja deve ser produzida com água, malte e lúpulo, além de passar pelo processo de fermentação, isenta de quaisquer aditivos que modifiquem seu sabor”, explica Geraldo Guitti, presidente da cervejaria brasileira.
Depois de passar por quatro semanas de maturação, o que lhe confere um sabor diferenciado, a Bitburger chega a mais de um milhão de copos diariamente na Alemanha. O lançamento aqui no Brasil prevê o envase em garrafas long neck (350 ml). “A cerveja será distribuída por nós para todo o Brasil. Ela é também distribuída para toda a América do Sul por meio de outros parceiros da Bitburger”, completa Geraldo Guitti.
A parceria entre as empresas surgiu após um contato da própria Bitburger. O interesse da Guitt's foi quase que imediato. De olho no mercado de cervejas especiais, a produtora brasileira espera abocanhar uma fatia do setor bastante promissor. “Estamos em busca de uma importante fatia do segmento de cerveja Premium, a chamada cerveja especial, no Brasil. Esse mercado já chega a cerca de 3% do bolo e segue em expansão”, admite o presidente, que conclui: “Por meio da comercialização da Bitburger, a Convenção será uma forte concorrente dentro do mercado brasileiro de cervejas Premium”. A Bitburger é a primeira cerveja alemã a ser produzida no Brasil. No entanto, a marca já foi disseminada pelo restante do globo: a bebida é consumida em 60 países espalhados pelos cinco continentes.
“Somos a cerveja preferida na Alemanha. Os clientes nos conhecem como a cerveja da seleção alemã e nossa marca também é associada ao campeão de Fórmula 1 Michael Schumacher, que foi patrocinado por nós durante dois anos”, destaca Peter, presidente da Bitburger.
A Convenção foi fundada em 1951, na cidade de Itu (SP), e iniciou suas atividades como “Destilaria de Bebidas”, produzindo, envasando e distribuindo bebidas alcoólicas (destilados). Mais tarde, passou a envasar refrigerantes em garrafas de vidro de 600 ml. Construiu uma nova unidade na cidade do Rio de Janeiro em 1984. Em setembro de 1986, instalou-se também em Caieiras (SP), onde mais tarde expandiu suas instalações passando a produzir, envasar e distribuir refrigerantes em garrafas PET de 2 litros, 600 ml e 350 ml.
As duas unidades fabris contam com equipamentos de alta tecnologia, incluindo um laboratório de análises que faz a verificação dos produtos em todas as fases de produção. Já o nome “Convenção” teve como inspiração uma reunião no dia 18 de abril de 1873, denominada “Convenção de Itu”, onde se reuniram os paulistas partidários da derrubada da monarquia. Esse importante encontro, mais tarde, daria nome à atual Refrigerantes Convenção.
Fonte: Informativo Indústria de Bebidas nº 24 – 11/04/2008
Femsa prepara lojas de conveniência para vender sucos e cerveja no Brasil
Depois de muitas idas e vindas – o grupo está desde 2004 pesquisando o mercado brasileiro –, a Femsa vai finalmente fincar a bandeira Oxxo, de lojas de conveniência, no país. O negócio está inserido na estratégia de reforçar os canais de venda de bebidas do grupo mexicano e servir de plataforma para o desembarque em outros países da América Latina.
O diretor financeiro da companhia, Javier Astaburuaga, está à frente de um plano que coloca o Brasil como a prioridade máxima de investimento fora do México. As metas são ousadas, já que em dois anos a Oxxo deverá ter 500 lojas de conveniência, espalhadas pelas principais capitais das regiões Sul e Sudeste.
Os pontos-de-vendas não ficariam restritos a postos de combustíveis, mas também incluiriam lojas de rua. O número equivale a 10% de toda a rede do grupo no México. O desembolso no empreendimento alcançará US$ 500 milhões.
A chegada da Oxxo é também um atalho da Femsa para tentar inverter os resultados ainda pouco expressivos das vendas da Kaiser e da Sol, suas marcas de ponta no segmento de cervejas. Servirá ainda para ampliar os canais de venda dos sucos prontos, que ainda não têm a penetração de mercado projetada pelos mexicanos quando entraram nesse segmento no país.
O grupo Femsa pretende reduzir a dependência das vendas em relação aos balcões externos do grupo. Existe o risco de criar uma zona de estresse com esses mesmos balcões, que poderão ver na rede de lojas da Oxxo uma concorrência difícil de digerir, devido ao acesso privilegiado.
A empresa enviará ao Brasil um grupo de executivos este ano para fazer um levantamento dos primeiros pontos em São Paulo e Rio de Janeiro. Em uma segunda etapa, a rede será ampliada para outras regiões do país, seguindo a presença de mercado das bebidas do grupo. Não está descartado que sejam ofertadas associações aos investidores em lojas de menor rentabilidade, o que serviria para diluir o risco do empreendimento.
A Femsa planeja expandir a presença da Oxxo na América do Sul, a partir do Brasil, tão logo a operação no país se torne lucrativa.
Fonte: Cidade Biz – 15/04/2008
AmBev inaugura fábrica de vidros no Rio de Janeiro
Com investimento de R$ 160 milhões, a AmBev inaugurou ontem sua primeira fábrica de embalagem de vidro em Campo Grande, zona oeste do Rio. A unidade será responsável pela fabricação de garrafas de cerveja long neck, com capacidade para 1 milhão de unidades por dia. Estão sendo criados 300 empregos diretos.
De acordo com o diretor de relações corporativas da AmBev, Milton Seligman, a nova fábrica vai atender cerca de 50% da necessidade de vidro da AmBev. O governo do Rio concedeu incentivo fiscal correspondente a 5% do investimento total, em parcelamento do ICMS, para a construção da fábrica.
"Na indústria de bebidas tem investimentos acontecendo. Tem uma carteira grande, que o Julio Bueno (secretário estadual de Desenvolvimento do Rio) pode informar melhor, mas que graças a Deus está vindo para o Rio. E tem algumas boas brigas internacionais", afirmou o governador do Rio, Sérgio Cabral, presente no evento.
Seligman afirmou que o investimento realizado pela AmBev na fábrica de vidros é 100% de capital próprio, lembrando que essa unidade faz parte da estratégia da companhia de partir para a produção própria em itens estratégicos para a empresa, como foi feito com o malte e concentrados de refrigerantes. "Não é nossa primeira experiência de verticalização e nem vamos parar por aqui", disse Seligman, sem revelar qual seria a próxima área em que a AmBev pretende partir para a produção própria.
No início deste mês, duas associações de do setor de bebidas (ABRABE e AFEBRAS) pediram à Secretaria de Direito Econômico uma investigação sobre um suposto abuso de concorrência da AmBev. O motivo é a garrafa de cerveja de 630 ml com o logotipo da companhia estampado no vidro.
As associações alegaram que todas as fabricantes usam as garrafas de 600 ml, que são intercambiáveis. A AmBev informa que essa garrafa com sua logomarca só será usada no Rio, nas garrafas da Skol. "É argumento de quem perdeu mercado e está chateado", afirma Seligman. Também participaram da inauguração o co-presidente do conselho de administração da AmBev, Victorio de Marchi, e o presidente da empresa Luiz Fernando Edmond.
Fonte: Portal Estadão de Hoje, por Alberto Komatsu – 17/04/2008
Duas novidades vindas da Irlanda
Até agora solitária representante irlandesa no mercado brasileiro, a Guinness vai ganhar a companhia de duas conterrâneas nos próximos dias. A Diageo, que já produz e importa a stout que virou referência do estilo no mundo, trará também a lager Harp e a irish red ale Kilkenny, que compõem o "clã" da empresa.
A Harp, com 5% de teor alcoólico, é uma cerveja de baixa fermentação, com notas adocicadas e de lúpulo no aroma e no sabor. Ela é uma das cervejas usadas para produzir o drinque black and tan - em alguns casos chamada de half and half, ou meio a meio -, onde é servida no mesmo copo que uma stout, como a Guinness, ou uma porter. Por causa da diferença de densidade entre as bebidas, elas não se misturam.
Outra versão conhecida da combinação é feita com a pale ale inglesa Bass, variedade não disponível no Brasil. Para preparar o black and tan com sucesso, porém, é necessário usar uma colher especial - com encaixe para a borda do copo -, para que a stout (que vai por cima) seja adicionada com suavidade.
A Kilkenny é uma ale (cerveja de alta fermentação), avermelhada, com 4,3% de teor alcoólico, aroma adocicado e de malte, gosto inicial adocicado, com notas de malte torrado, e final seco. A Harp tem valor médio previsto para R$ 5,00. A Kilkenny deve ficar em torno de R$ 5,50. Elas serão vendidas em garrafa de 330 ml.
Trio holandês
Outras novidades devem chegar a partir de maio. A importadora Uniland confirmou que estão trazendo as holandesas da Christoffel, em três versões, todas de baixa fermentação: Blonde (dourada, com 6% de teor alcoólico e boa presença de lúpulo), Robertus (avermelhada e com os mesmos 6% de teor alcoólico) e a Bock (a mais forte do trio, com 7,8% de teor alcoólico, castanho-avermelhada). Elas devem ser vendidas em garrafas de 330 ml com rolha de porcelana e, também, em sifões de 2 litros de porcelana.
Fonte: O Estado de São Paulo – Suplementos & Paladar, por Roberto Fonseca – 17/04/2008
Femsa: garrafas da AmBev podem prejudicar consumidor
A Femsa considera que as novas garrafas da AmBev lançadas no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul geram um problema concorrencial no mercado de cervejas brasileiro, pois provoca um rompimento no sistema de intercâmbio de embalagens adotado pela indústria cervejeira há décadas. A informação é da advogada Jianni Nunes Araújo, do escritório Franceschini e Miranda Advogados, que apresentou, em nome da Femsa, uma representação na Secretaria de Direito Econômico (SDE) contra a AmBev, na quarta-feira.
Segundo a advogada, as novas garrafas da AmBev trazem em vez da palavra "cerveja" em relevo no vidro para identificar o produto contido no recipiente, o nome da marca AmBev. De acordo com ela, essa prática impede que as garrafas sejam usadas indistintamente pelos fabricantes, distribuidores, revendedores e até pelos próprios consumidores. "Esse sistema criará um custo para o consumidor, que será obrigado a pagar o casco se quiser, ao devolver uma garrafa da AmBev, experimentar uma cerveja da Femsa. Trata-se de uma prática anticompetitiva", disse.
Jianni lembra que a AmBev é líder no mercado de cervejas, com aproximadamente 70% de participação e que, devido ao seu tamanho, a fabricação de garrafas diferenciadas impede a entrada de novos agentes no mercado e inviabiliza o negócio das indústrias já atuantes. O sistema de intercâmbio de garrafas é considerado eficiente pela Femsa, pois possibilita um baixo custo e condições de igualdade aos fabricantes.
Procurada, a AmBev informou, por meio de sua assessoria de imprensa que por enquanto não vai se pronunciar a respeito do caso, pois ainda analisa a representação apresentada pela Femsa à SDE.
Fonte: Portal Exame, por Tatiana Freitas – 18/04/2008
644 Cervejarias participaram da Copa do Mundo de Cerveja 2008 em busca do reconhecimento internacional
Cervejeiros de cinco continentes ganharam prêmios de uma elite internacional de juízes esta semana na Copa do Mundo de Cervejas 2008, realizada pela Associação de Cervejeiros.
A sétima edição da competição bi-anual anunciou que os prêmios foram para empresas cervejeiras de 21 países, da Austrália e Itália ao Japão e Bolívia.
“Cervejeiros de todo o mundo participam de forma a ganhar o reconhecimento pela sua criatividade e capacidade cervejeira”, disse Charlie Papazian, presidente da Associação de Cervejeiros dos Estados Unidos. “Para um cervejeiro, ganhar o prêmio ouro na Copa do Mundo de Cervejas lhe permite dizer que a cerveja vencedora representa o melhor daquele estilo de cerveja no mundo”.
Este ano, 644 cervejarias de 58 países e 45 dos Estados Unidos concorreram a prêmios com 2.864 cervejas em 91 categorias de estilo de cerveja. As três melhores cervejas de cada categoria ganharam prêmios: ouro, prata e bronze.
Além disso, a competição confere os prêmios “Cervejaria Campeã” e “Cervejeiro Campeão”, a cada das cinco categorias de cervejaria baseado nos prêmios ganhos pro cada cervejaria.
Cervejeiros dos Estados Unidos ganharam 185 dos 268 prêmios de categoria de estilo e quatro dos cinco prêmios “Campeão Cervejaria/Cervejeiro”.
Juízes de 21 países participaram na competição deste ano, trabalhando em equipes para conduzir as degustações às cegas das cervejas e determinar os prêmios. Convocados a partir das fileiras dos profissionais cervejeiros e especialistas da indústria cervejeira, 129 juízes internacionais vieram principalmente de cervejarias internacionais, com 64 por cento de fora dos Estados Unidos.
Cervejarias brasileiras também estavam presentes neste evento e na Categoria 29 – Estilo Alemão Schwarzbier, a Eisenbahn Dunkel levou o Bronze.
Fonte: Beertown.org
Traduzido e Adaptado por Graziella Fim Chagas
Brasileiros consomem cada vez mais cervejas premium
As cervejarias estão desenvolvendo estratégias para fazer com que o segmento premium, que se consolidou no País há pouco mais de cinco anos, conquiste este ano o melhor desempenho de sua história. O Sindicato da Indústria da Cerveja (Sindicerv) estima que a participação de mercado das cervejas mais caras suba de 4,5% no ano passado para 5,5% em 2008. Hoje, as vendas das cervejas premium movimentam R$ 2 bilhões por ano.
Executivos do setor, por sua vez, estimam que a velocidade de crescimento do segmento premium será três vezes superior ao do mercado total este ano, ou 15% contra 5%. Esse resultado seria reflexo de uma mudança no perfil de consumo do brasileiro, que está mais aberto a novas experiências por causa da melhoria da renda.
“O setor de cervejas está rumando para a sua maturação. Com isso, acaba despertando no consumidor interesse por produtos mais sofisticados”, afirma o superintendente do Sindicerv, Marcos Mesquita.
Segundo ele, apesar de representar 4,5% das vendas em volume, ou 400 milhões de litros, as cervejas premium contribuem com 8% do faturamento bruto do setor, de R$ 25 bilhões. “As cervejarias enxergaram o potencial de crescimento desse segmento”, acrescenta.
Microcervejarias
As microcervejarias também estão atentas ao mercado premium. A Colorado, de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, investiu R$ 1 milhão há seis meses numa linha de produção de cervejas em garrafas. Outro R$ 1 milhão foi desembolsado em campanhas de marketing, como o patrocínio da feira náutica Rio Boat Show, realizada semana passada, onde a Colorado foi a cerveja oficial do evento. Há 12 anos no mercado, a empresa vendia apenas chope.
O presidente da cervejaria, Marcelo Carneiro da Rocha, diz que vai lançar este ano uma cerveja com café em sua elaboração. A empresa tem três variedades: pilsen com mandioca, Weissbier (trigo) com mel e o tipo Pale Ale (alta fermentação) com rapadura. Segundo o executivo, o diferencial da empresa nesse concorrido mercado é associar a cerveja com produtos regionais brasileiros. “É difícil quebrar o quase monopólio das grandes”, diz.
A AmBev, cuja marca Bohemia representa 40% do segmento premium, deve manter este ano a estratégia de 2007, quando foram importadas seis marcas, sendo três da Bélgica e três da Alemanha. A empresa tem 20 rótulos diferentes de cervejas mais sofisticadas. O gerente do segmento premium da AmBev, Ariel Grunkraut, diz que esse mercado ganhou força na AmBev há quatro anos.
“Vamos identificar a necessidade do consumidor. Como somos líderes, nosso desafio é aumentar o tamanho desse mercado”, afirma Grunkraut. A AmBev não vai usar garrafas grafadas com logomarca nas cervejas premium - a nova garrafa restringe-se à marca Skol, no Rio, com volume de 630 mililitros. Essa embalagem levou a Associação Brasileira de Bebidas e a Associação dos Fabricantes de Refrigerantes a alegarem abuso de concorrência junto à Secretaria de Direito Econômico (SDE), já que todas as fabricantes de cerveja usam as garrafas retornáveis.
Importação e compras
Mesquita, do Sindicerv, diz que o aumento das importações de cerveja é mais um sinal da mudança no perfil do consumo. Segundo ele, as compras de cervejas estrangeiras dobraram em 2007: US$ 7 milhões ante US$ 3,5 milhões em 2006.
A Schincariol estreou no segmento premium ano passado, com a aquisição de três cervejarias: a Baden Baden, de Campos do Jordão, a Devassa, do Rio, e a Nobel, de Pernambuco. O diretor de marketing da empresa, Marcel Sacco, diz que o foco este ano será ampliar a presença dessas marcas. O executivo não descarta novas compras. “Estamos atentos a oportunidades de crescimento orgânico ou de aquisições”, afirma.
“O mercado brasileiro de cervejas é pouco diferenciado. É natural que o segmento premium venha se sofisticando”, afirma o diretor de marketing da Femsa, Riccardo Morici. A empresa, que comprou a Kaiser há dois anos, tem as marcas Heineken, Gold, Sol e Bavaria premium como carros-chefe no mercado mais sofisticado. Há um ano, a cervejaria passou a importar a mexicana Dos Equis (XX) para aumentar presença no mercado premium.
Fonte: O Estado de São Paulo – Economia & Negócios, por Alberto Komatsu – 19/04/2008
Femsa resgata caso no Peru para acusar AmBev
A mexicana Femsa, que ao lado das brasileiras Schincariol e Petrópolis, integra o grupo de grandes concorrentes da AmBev, está bem preocupada com a nova garrafa de 630 ml que embala a Skol, a marca mais vendida pela líder do mercado nacional de cervejas. A AmBev, na visão da Femsa, fecha o mercado às demais cervejaria e aplica uma estratégia que ela mesma condenou no Peru. "Será um custo sem volta", diz Gianni Nunes Araújo, advogada do escritório Franceschini e Miranda, que acompanha a mais nova ação da Femsa contra a AmBev, deste vez no âmbito da Secretaria de Direito Econômico (SDE).
O tamanho padrão no mercado é de 600 ml, o que facilita o processo de troca entre varejistas e a indústria. A Femsa chama de "paradoxal" o fato de a Ambev ter contestado, há alguns anos, a mesma prática de alteração nos padrões de garrafas em outro país - o Peru - e agora utilizar este artifício no Brasil. No Peru, a líder do mercado brasileiro ingressou na Comisión de Libre Competencia (o CADE local) contra o grupo Backus, que usava garrafas diferentes. Na ocasião, a Ambev argumentou que se ficasse de fora do sistema padrão de vasilhames teria problemas para entrar no mercado e pediu o direito de comprar as mesmas garrafas.
Questionada por este jornal, a AmBev informou que, no Peru, "requereu o direito de participar do intercâmbio de garrafas comuns, da mesma forma como ocorre aqui no Brasil, onde todas as cervejarias podem usar as garrafas do Sindicerv." No mercado peruano, "a Backus transferiu para si o registro da garrafa comum. Para efeito de comparação, é como se a AmBev registrasse como sua a garrafa comum Sindicerv usada por todo o mercado. Apesar disso, a autoridade competente do Peru deu ganho de causa a Backus", declarou a AmBev, em nota ao Valor. A Femsa é dona da Kaiser, que foi a principal rival da Ambev durante o processo de aprovação desta companhia pelos órgãos antitruste brasileiros, entre julho de 1999 e abril de 2000. Na época, a Kaiser argumentou que seria difícil sobreviver competindo contra uma empresa que controlaria as três principais marcas de cerveja (Brahma, Antarctica e Skol).
A solução dada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) foi determinar a venda da Bavária - então marca ascendente da Ambev - para um concorrente com menos de 10% do mercado, o que excluiu a possibilidade de a Kaiser ser esta compradora. A Bavária foi adquirida pela canadense Molson. Em seguida, a Molson comprou a Kaiser e, depois, em 2006, vendeu-a para a Femsa. Agora, a Kaiser voltou a contestar o "poder da Ambev" junto aos órgãos antitruste do governo por causa da nova garrafa da companhia, com 30 ml a mais. O receio é que a líder do mercado, com mais de 70% de participação nas vendas de cerveja, amplie a utilização dessas garrafas para todas as suas marcas em todos os Estados.
A garrafa com 630 ml foi inaugurada em fevereiro passado apenas para a Bohemia e restrita a Porto Alegre. Na ocasião, a Ambev informou que não havia qualquer previsão de levar a nova garrafa a outros Estados. Mas, em março, surgiram os anúncios da companhia no Rio de Janeiro sobre a nova garrafa da Skol também de 630 ml. A Femsa avaliou que a nova garrafa da Skol era um risco para a concorrência. Primeiro, por ser uma marca forte no Rio. E, depois, pelo fato de ser o segundo caso de uso de garrafas de 630 ml. A Femsa pediu à SDE, na última quinta-feira, que determine a retirada imediata das garrafas de 630 ml que já estão em circulação e que a Ambev se abstenha de introduzir novas garrafas fora do padrão de 600 ml. Na petição enviada à SDE, a Femsa conta que o padrão para as garrafas de cerveja foi determinado em 2001 num Termo de Ajustamento de Conduta assinado pelas companhias e pelo Sindicato da Indústria da Cerveja (Sindicerv) junto ao Ministério Público.
A garrafa era mais reforçada no casco para suportar maior pressão, vinha com um grafado escrito "cerveja" e tinha 600 ml. O objetivo do acordo era padronizar as garrafas, para a indústria e a cadeia de distribuição. A Femsa diz que a ruptura deste acordo pela Ambev poderá fechar o mercado, pois aumentará os custos dos pontos de venda. Os donos de bares deverão continuar aceitando as garrafas padrão num primeiro momento, mas terão de separá-las das garrafas de 630 ml. Essa separação cria um custo extra para os bares. Num segundo momento, os custos podem ser transferidos às demais cervejarias, já que os bares poderão simplesmente se recusar a receber as garrafas de 600 ml. "Se a Ambev resolver seguir com essas garrafas estendendo para outras marcas será desastroso, pois teremos o fechamento do mercado", diz Gianni. Além da Femsa, a Associação dos Fabricantes de Refrigerantes (AFEBRAS), entidade que representa produtores de cerveja do Rio Grande do Sul, também entrou na SDE contra as novas garrafas da Ambev. A Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE) ingressou com a primeira petição no caso, há três semanas. A advogada da entidade, Paula Forgioni, comparou a discussão atual à primeira condenação da história do CADE. Nos anos 70, o órgão antitruste condenou uma cervejaria do Rio Grande do Sul que simplesmente destruía as garrafas e as caixas da rival com o objetivo de tirá-la do mercado.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 23/04/2008
Cerveja no Cerrado
Mais uma fábrica na região Centro-Oeste, onde as vendas crescem e a empresa tem apenas uma planta, está nos planos da cervejaria Schincariol. Ao anunciar os resultados do ano passado, com receita de R$ 4,5 bilhões, 24% maior ante 2006, a empresa informou que dispõe de R$ 1 bilhão para investir este ano em aquisições, modernização e novas unidades. Fechou 2007 com 4 bilhões de litros vendidos de todos os produtos.
Fonte: Estadão de Hoje – 24/04/2008
Schincariol prevê custo maior e preço da cerveja pode subir
Má notícia para quem gosta de tomar cerveja: o preço da bebida pode aumentar este ano. É o que prevê os executivos do Grupo Schincariol, fabricante de cervejas, sucos, refrigerantes e água mineral. "Teremos aumento no preço de commodities, como o alumínio usado para a latinha e a energia elétrica, além de uma maior pressão de custos de matérias primas, como o açúcar, o lúpulo e o malte", diz Vander Pacheco, diretor financeiro da companhia.
O ano começou "atípico" para o mercado cervejeiro. "Como o Carnaval aconteceu antes, o verão este ano teve praticamente só 30 dias, quando normalmente tem 45, e isso tem um impacto nas vendas." A sorte é que o verão também foi mais curto para os concorrentes, como a rival e líder de mercado AmBev. Na terça-feira, o banco Morgan Stanley divulgou que os resultados de vendas do primeiro trimestre da AmBev devem ficar abaixo do esperado devido a vendas menores, em volume. Mas, mesmo com esse cenário negativo, a Schincariol aposta em vendas maiores em 2008, graças ao investimento de R$ 1 bilhão que a empresa destinou até dezembro para promoções, ações de mercado, aumento do portfólio de marcas e produtos, e melhoria da rede de distribuição.
A cervejaria, que inaugura no mês que vem sua 13ª fábrica no país, na cidade cearense de Horizonte, não descarta a hipótese de novas aquisições e da abertura de uma 14ª planta, desta vez na região Centro-Oeste. "Temos capacidade instalada para produzir anualmente 4 bilhões de litros de bebidas, incluindo cervejas, água, refrigerantes e sucos. Mas uma nova fábrica no Centro-Oeste teria um impacto grande na diminuição de gastos com logística e distribuição", diz Fernando Terni, presidente executivo da Schincariol.
A empresa faz mistério sobre que estratégia adotará contra a decisão da AmBev de usar uma garrafa maior para a Skol, diferentes das tradicionais, utilizadas por todos os fabricantes. A mudança poderia provocar o rompimento do sistema de intercâmbio de embalagens adotado pelo setor e prejudicar marcas menores.
"Não vamos nos pronunciar sobre essa questão, uma vez que o pedido de investigação feito pela ABRABE (Associação Brasileira de Bebidas) à SDE (Secretaria de Direito Econômico) inclui a Schincariol como participante da entidade de classe", diz Robin Castello, diretor jurídico e de relações institucionais da companhia. Sobre a possibilidade de a Schincariol também usar uma embalagem diferenciada para suas cervejas, Castello disse que a empresa precisa "ter mecanismos de defesa imediatos" e que se for necessário, o grupo "dará uma resposta pertinente" à concorrência.
O grupo divulgou ontem que teve em 2007 receita bruta de R$ 4,5 bilhões, resultado 24,5% superior ao de 2006.
A receita líquida cresceu 30,4% para R$ 2,6 bilhões. O lajida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e o lucro líquido encolheram (ver tabela acima). A queda, segundo a empresa, deve-se a investimentos em aquisições feitos em 2007 (a cervejaria Nobel, da Baden Baden, da marca Devassa e de 20 revendas). "Todas essas aquisições geram despesas administrativas que no ano passado cresceram bastante", disse Pacheco.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 24/04/2008
Lucro da Femsa cresce 16,5% e bate US$ 194 milhões no trimestre
O Grupo Femsa (Fomento Econômico Mexicano S/A) --que no Brasil controla a Femsa Cerveja Brasil, responsável pela distribuição e venda das cervejas Kaiser e Sol-- reportou um lucro líquido de 2,04 bilhões de pesos (US$ 194 milhões) no primeiro trimestre de 2008, número 16,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Entre janeiro e março, as receitas do grupo subiram 8,4% totalizando 36,18 bilhões de pesos (US$ 3,45 bilhões), indicou a Femsa em seu balanço financeiro entregue à Bolsa Mexicana de Valores.
A Femsa explicou que nos primeiros três meses deste ano, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ficou em 6,13 bilhões de pesos (US$ 584 milhões), o que representou um aumento de 15,6%.
O presidente e diretor-geral da companhia, José Antonio Fernández, explicou que os resultados no primeiro trimestre "são exemplo da força da plataforma continental integrada de bebidas."
"Iniciamos 2008 com fortes resultados no primeiro trimestre e a convicção de que novamente enfrentaremos de forma bem-sucedida o que parece ser outro ano de grandes desafios", declarou Fernández.
O grupo, fundado em 1890, é atualmente a segunda maior fabricante de cerveja do México e a maior engarrafadora da marca Coca-Cola da América Latina. No primeiro trimestre deste ano, o grupo investiu 1,97 bilhões de pesos (US$ 187 milhões), valor 3,5% superior aos investimentos realizados no mesmo intervalo de 2007.
Esse montante destinou-se, principalmente, aos ativos fixos para aumentar a capacidade produtiva do grupo.
No fechamento de março passado, a dívida líquida da Femsa ficou em 40, 537 bilhões de pesos (US$ 3, 833 bilhões). Atualmente, a Femsa possui ativos da ordem de 167,34 bilhões de pesos (US$ 15,94 bilhões), entre os quais estão um total de 5.636 unidades da OXXO, sua marca de lojas de conveniência com serviço 24 horas.
Fonte: Folha Online da EFE, na Cidade do México – 28/04/2008
Inbev diz que 2008 será mais difícil que os três últimos anos
O presidente-executivo da InBev afirmou nesta terça-feira que 2008 será um ano mais difícil para a empresa que os três últimos. Carlos Brito também disse que uma base de comparação forte em 2007 apresenta desafios para os resultados do primeiro semestre deste ano, especialmente em termos de volume e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Brito fez os comentários durante reunião anual com acionistas. A Inbev é a segunda maior produtora de cerveja do mundo por volume.
Preços
Carlos Brito também informou que a empresa pode aumentar preços em 2008 quando apresentar resultados de primeiro trimestre, em 8 de maio. "Na linha top nós vemos uma oportunidade em termos de preços. Uma oportunidade em diferentes mercados de aumento de preços, mas vamos esperar até a próxima semana, quando nós entregaremos nossos resultados, para discutirmos isso em mais detalhe", disse ele a jornalistas. Ele acrescentou que tais decisões serão tomadas em base regional, de mercado a mercado.
Fonte: Reuters – 29/04/2008
Cervejaria Premium
A Cervejaria Premium é uma das mais modernas fábricas de cerveja do Brasil, e produz a cerveja Bauhaus Premium Lager Bier. De corpo e aroma mais intenso, e, elaborada de acordo com os costumes das melhores cervejas alemãs com água cristalina, maltes selecionados e tradicionais lúpulos.
Bauhaus Lager Bier
É uma receita alemã, composta de água puríssima, 100% de malte de cevada e lúpulo da Baviera. Sua definição é uma cerveja extra puro malte Premium extra (uma pilsen mais encorpada), com teor alcoólico de 5,1% vol. e com baixa fermentação (tipo lager). Suas embalagens são em garrafas de 600 ml e latas de 350 ml.
Site: www.bauhausbier.com.br
Fonte: CERVESIA
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