Notícias de mercado
2008 - Maio
Como a Inbev conquistou o mundo
O mundo das cervejas esteve mais agitado que de costume em fevereiro - e não foi só por causa do carnaval brasileiro. A InBev, empresa resultante da fusão entre a belga Interbrew e a brasileira AmBev, tornou-se a cervejaria mais valiosa do planeta. Superou a americana Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser. O resultado de 2006 da Anheuser-Busch, divulgado no início do mês, decepcionou os analistas de mercado e fez baixar o valor de suas ações na Bolsa de Nova York. Com isso, a empresa caiu para o segundo lugar da lista, depois de décadas na liderança. Na primeira quinzena de fevereiro, a InBev passou a valer US$ 42 bilhões, 7,7% a mais que a concorrente (leia o quadro abaixo). Em agosto de 2004, quando a InBev foi criada, seu valor de mercado não chegava a um terço do da Anheuser-Busch. Os resultados de 2006 da InBev só deverão ser divulgados no dia 1O de março. Mas a expectativa dos analistas é que, ao contrário da rival americana, ela apresente números que reforcem ainda mais sua posição.
É a primeira vez na História que uma empresa brasileira se torna a mais valiosa de seu setor. Embora tenha sede na Bélgica, a gestão da InBev está nas mãos dos fundadores da AmBev. Outras empresas nacionais fazem sucesso lá fora, como a mineradora Vale do Rio Doce, a siderúrgica Gerdau e a construtora Odebrecht. Mas nenhuma delas é tão globalizada quanto a InBev. Em termos de volume de produção, a InBev já ocupava o posto de maior cervejaria do mundo. Ao assumir o primeiro lugar também por valor de mercado, só fica atrás de sua concorrente americana por faturamento. A dona da Budweiser vendeu US$ 15,7 bilhões em 2006, US$ 1,2 bilhão a mais que a InBev.
Segundo os analistas, não por muito tempo. Eles esperam que, com a divulgação do balanço, a InBev passe a concorrente também nesse quesito.
O que fez o jogo virar foi a estratégia de internacionalização seguida pela InBev, inspirada no modelo de negócios de sucesso criado pelos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles. Os três fundaram o banco Garantia, um dos mais inovadores do país, hoje controlado pelo Credit Suisse First Boston (CSFB). Eles foram protagonistas de alguns dos maiores negócios brasileiros nas últimas décadas, entre eles a compra da Brahma, em 1989. Dez anos depois, a Brahma comprou a Antarctica, dando origem à AmBev. Em mais cinco anos, fecharam negócio com a Interbrew. Foram compradas por US$ 11 bilhões - mas esse foi um dos raros casos em que o comprador entrega a gestão à empresa comprada. É fácil entender o porquê. A taxa média de crescimento da AmBev nos últimos anos foi de 20% ao ano. Ela tem a maior margem de lucro entre todas as cervejarias do mundo. Foi essa gestão eficiente que a Interbrew comprou.
Assim que houve a fusão, a AmBev enviou cerca de 30 de seus executivos para uma imersão na sede da Interbrew, em Leuven, uma cidadezinha próxima a Bruxelas. Na volta ao Brasil, um mês depois, a equipe tinha uma análise dos principais pontos de gestão da Interbrew. E recomendava ações para correção de rumo. Uma das primeiras medidas foi substituir a diretoria da Interbrew. Dos 14 executivos belgas que se reportavam ao presidente, o americano John Brock, restaram três.
Os outros 11 saíram para dar lugar a cinco brasileiros, três americanos e três europeus.
No ano passado, o executivo Carlos Brito tornou-se presidente da InBev. E aí se acentuou na empresa o estilo criado nos tempos do Garantia. O sistema de remuneração se tornou mais agressivo: passou a ganhar mais quem gerava mais resultados. Roupas informais substituíram os ternos. A mudança mais agressiva ocorreu no controle de custos. Contas de telefone celular passaram a ter limite de reembolso. Passagens aéreas, só em classe econômica.
E as diárias de hotel foram estipuladas em no máximo 100 euros. As mudanças foram recebidas com estranheza. Até a chegada dos brasileiros, a cervejaria belga vivia sob o controle de três dinastias aristocráticas. Diretores europeus se queixaram publicamente por ter de viajar na classe econômica e dividir o quarto de hotel com os colegas. E perderam privilégios.
Depois de marcar reuniões às 6 da tarde a que ninguém comparecia, Brito descobriu que seus subordinados europeus marcavam aulas de golfe nesse horário. Trocou-os por brasileiros. Ao todo, demitiu cem dos 400 funcionários da sede. Promoveu ao primeiro escalão executivo com menos de 35 anos - uma marca registrada da gestão ousada da AmBev. Passou a pagar os bônus em ações. Até então, os belgas recebiam os prêmios em dinheiro.
Esse estilo acentuou o choque cultural. A InBev enfrentou protestos por causa dos cortes de custos. Funcionários da fábrica da cerveja Hoedgaarden protestaram quando a empresa decidiu mudar a fábrica da cidade homônima. O que para a InBev era uma questão de produtividade, para os belgas era uma tradição. O fim do romantismo nos negócios deu resultado rapidamente. "Os executivos da AmBev ajudaram a tornar a empresa mais eficiente e a desenvolver novos mercados", afirma Stéphane Champagne, analista do banco canadense CI Investments. O balanço de 2005 da InBev mostrou um lucro 11% maior. Em volume, a venda de cerveja cresceu 5,5%. A economia de custos foi de 140 milhões de euros.
A liderança da InBev reacendeu a onda de especulações no mercado cervejeiro. Alguns operadores de Wall Street argumentam que ela fortalece a possibilidade de a InBev negociar uma fusão com a própria Anheuser-Busch. As duas empresas atuam em mercados complementares.
Enquanto a InBev é líder na América Latina, no Canadá e em alguns países da Europa, a Anheuser-Busch domina o mercado americano e tem forte participação no México. A combinação das duas traria a liderança nos Estados Unidos, no Brasil, na Alemanha e na China, os quatro principais mercados mundiais de cerveja em volume de consumo. Por esse lado, a fusão faria todo o sentido. Mas há obstáculos. O mercado de cervejas está estagnado. O consumo mundial da bebida aumentou somente 0,5% nos últimos cinco anos, segundo um relatório do banco de investimento suíço UBS. Para crescer, as cervejarias precisam expandir suas operações por diversos países e ter várias marcas para vender, sobretudo as consideradas premium, que têm margem de lucro maior. A InBev já adota essa fórmula. A Anheuser-Busch, não.
Depende quase exclusivamente do mercado americano e está muito atrelada a uma s só marca, e a Budweiser. Não teria, portanto, o perfil ideal para unir-se à InBev.
Mesmo assim, no ano passado, as duas empresas fecharam um acordo que deu à americana exclusividade na importação, distribuição e venda das marcas premium da InBev nos Estados Unidos. Também no ano passado, a InBev vendeu à Anheuser-Busch sua marca Rolling Rock. No Canadá, a Budweiser é fabricada e distribuída pela Labatt, subsidiária da InBev.
Nos últimos anos, executivos da Anheuser-Busch foram convidados para assistir ao Carnaval carioca no camarote da Brahma. Neste ano, o visitante ilustre foi August Busch IV, presidente e tataraneto do fundador da empresa americana. Em 2004, a AmBev utilizou a mesma estratégia para seduzir a Interbrew. Convidou executivos da cervejaria belga para visitar a Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Meses depois, saiu à fusão com os belgas. "Há cheiro de negócio no ar", afirma um consultor brasileiro especializado no ramo de bebidas.
Se soube aproveitar a globalização para tonar-se líder mundial, a InBev também sofre com ela, no mercado interno. Hoje, há concorrentes multinacionais que, pela primeira vez em anos, desafiam sua supremacia no Brasil. Sua participação no mercado, de 68% segundo dados da AC Nielsen, já foi de 75% há três anos.
O principal competidor da AmBev é a Femsa, cervejaria mexicana que entrou no Brasil no ano passado, depois de comprar a Kaiser. A empresa ocupa a terceira posição no mercado, atrás da Schincariol, mas é considerada pelos especialistas como a maior ameaça à hegemonia da AmBev. Por dois motivos. O primeiro é que a Femsa é uma empresa rica. Fatura US$ 10 bilhões em todo o mundo, quase tanto quanto a concorrente. Em segundo lugar, porque os mexicanos são conhecidos por ter uma estratégia agressiva nos mercados em que atuam - uma fama semelhante à que a AmBev tem no Brasil.
Em pouco mais de um ano no país, a Femsa já justificou essa reputação. Em agosto do ano passado, começou a reconstruir a imagem da Kaiser. Promoveu a ressurreição do "baixinho da Kaiser", personagem que fez sucesso na década de 90, e lançou, em outubro, uma versão brasileira da cerveja mexicana Sol, com uma campanha de R$ 250 milhões. Até agora, não houve a esperada explosão de vendas. Mas a Femsa já conseguiu subir de 6,9% de participação de mercado, logo que comprou a Kaiser, para 8,7%. No mercado brasileiro, de R$ 19 bilhões ao ano, esse 1,8 pontos porcentual significa R$ 342 milhões.
Há rumores de que a Femsa contratou o banco de investimentos Goldman Sachs para estudar novas aquisições no Brasil. O alvo seria a cervejaria Petrópolis, que produz a marca Itaipava e é a quarta colocada entre os fabricantes. Com a compra, a Femsa dobraria de tamanho e passaria à vice-liderança no Brasil. A empresa nega que esteja negociando com a Petrópolis. (Representantes da Petrópolis também negam que a empresa esteja à venda.) Mas admite que aquisições estão em seus planos.
Além de pela Femsa, a AmBev é ameaçada pela Schincariol. Antes do Carnaval, a Schin anunciou a contratação de Fernando Terni, executivo que já presidiu a Intelig e a Nokia, para comandar suas operações no Brasil. É o primeiro movimento rumo à profissionalização da empresa. Após a campanha do Experimenta! A Schin viu-se metida em escândalos de crimes de sonegação fiscal que levaram à prisão de seus controladores e executivos. Só agora está conseguindo sair das dificuldades. Para alguns analistas, a contratação de Terni é um indício de que vem mais concorrência por aí. A Schincariol estaria sendo profissionalizada para ser vendida à SAB Miller, a terceira maior cervejaria do mundo, dona da marca Miller e a maior engarrafadora mundial da Coca-Cola.
A SAB Miller diz apenas que está estudando oportunidades de negócio no Brasil e na América Latina. A Schincariol nega que esteja sendo vendida. Mas, nos corredores da empresa, comenta-se que o novo dono assumirá a cervejaria neste ano. É mais um peso pesado contra a hegemonia da AmBev.
Fonte: Revista Época - Economia & Negócios, por Eduardo Vieira – 05/05/2008
Novidades do Mercado
A importadora Bier & Wein traz com exclusividade ao país a linha de cervejas tchecas
1795. Originais da famosa cidade Budweis, na Bohemia - República Tcheca, a cerveja lager
premium é produzida pela cervejaria BMP (Budejovicky Mestansky Pivovar), a mais antiga cervejaria da região, fundada no centro histórico em 1795.
Apreciada por sua cor dourada, paladar redondo e balanceado amargor, a BMP produz e
prepara seu próprio malte, utilizando o famoso lúpulo de Saaz e água de fonte própria retirada de mais de 270 metros abaixo da terra. A 1795 possui 4,7% de teor alcoólico e tem o paladar encorpado, bem balanceado, com boa presença de lúpulo e toques vegetais.
A cidade de Budweis se tornou referência mundial em cervejas lagers, tradição que já
dura há mais de 700 anos. A 1795 é produzida sob os mais rigorosos processos, atingindo os mais elevados padrões estabelecidos pela "denominação de origem controlada" (DOC) determinados pela União Européia, exclusivamente para cervejas produzidas na cidade de Budweis.
Similar aos vinhos de denominação controlada, desde 2004 a União Européia decretou o uso do termo "Budĕ jovicke Pivo" ou "Budweiser Bier" como DOC, afirmando que a qualidade superior de sua cerveja está intimamente ligada à região onde é produzida.
Fonte: GPHR Newsletter semanal nº. 10 - 08/05/2008
Lucro da InBev cai 11%, para US$ 382 milhões, no primeiro trimestre
O lucro líquido da cervejaria belgo-brasileira InBev, líder mundial em termos de volume, caiu 11%, para US$ 382 milhões no primeiro trimestre deste ano. A empresa teve um início de ano difícil, especialmente no Brasil, com o aumento dos custos das matérias-primas.
Os analistas esperavam um resultado em torno de US$ 491 milhões e US$ 506 milhões. O excedente bruto de exploração registrou alta de 2,1%, a 982 milhões de euros, e o faturamento cresceu 4,8%, a 3, 198 bilhões de euros. No entanto, nos dois casos os analistas também esperavam números melhores.
A InBev, dona das marcas Stella Artois, Leffe, Beck's e Brahma, viu suas vendas totais praticamente paralisadas, com 59.038 milhões de hectolitros contra 59, 034 milhões do mesmo período em 2007 (um hectolitro é igual a cem litros).
O setor das cervejas retrocedeu 0,4% ao ano, a 48, 669 milhões de hectolitros. "Os resultados não fazem mais que refletir um nível mais frágil dos volumes no setor, principalmente no Brasil, e uma comparação desfavorável dos custos em relação ao primeiro trimestre do ano passado", informou a empresa em um comunicado.
No Brasil, as vendas de cerveja foram afetadas pelo carnaval ter acontecido muito cedo (início de fevereiro), o que encurtou o período de férias de verão, além da forte inflação (mais de 11%) no setor de alimentação, segundo a Inbev.
"A alta do custo das matérias-primas só pôde ser compensada de forma parcial por meio das melhoras contínuas realizadas na rede de abastecimento", diz o comunicado. Em um ano, a cevada é a matéria-prima cujo preço causou o maior impacto, segundo o diretor financeiro Felipe Dutra, que também mencionou à imprensa o milho e o arroz.
A Inbev já aumento seus preços em alguns países, como Brasil, Rússia e Alemanha, para compensar pelo menos em parte os custos crescentes. A Inbev foi criada em 2004 a partir da fusão entre a belga Interbrew e a brasileira AmBev. A empresa é a segunda maior cervejaria mundial em termos de faturamento, atrás apenas da americana Anheuser-Busch (AB).
Fonte: Folha Online - 08/05/2008
Schincariol compra cervejaria artesanal Eisenbahn
A segunda maior cervejaria do Brasil, a Schincariol, anunciou nesta quinta-feira a compra de 100% da catarinense Eisenbahn, especializada em cervejas premium artesanais. O valor do negócio não foi divulgado, mas a compra será feita com capital próprio da companhia.
O negócio envolve a fábrica e o bar temático da Eisenbahn, localizados em Blumenau (SC), além do centro de distribuição, em São Paulo. A estimativa de faturamento da cervejaria artesanal neste ano é de R$ 20 milhões. A Schincariol produz anualmente 4 bilhões de litros em todos seus produtos (que envolve cerveja, refrigerante, água e suco). A compra da empresa catarinense não deve mudar esse volume.
Além da Eisenbahn, a companhia possui a Devassa e a Baden Baden - adquiridas no ano passado - no segmento de cervejas premium. A Schincariol acredita ser líder desse segmento no País. A empresa planeja melhorar a distribuição da cervejaria catarinense, que hoje atende aos mercados do Sul e Sudeste brasileiro, além de Ceará, Goiás e Distrito Federal.
Ampliar as exportações também está entre os planos. Hoje, a Eisenbahn vende seus produtos nos Estados Unidos, Austrália e Uruguai. Os mercados da Inglaterra, Japão e Alemanha seriam os próximos no exterior a receber as cervejas. Juliano Mendes, da Eisenbahn, afirmou que a empresa decidiu pelo negócio com a Schincariol, pois foi um negócio atraente, já que a cervejaria vai manter os processos de produção e ganhar em distribuição.
"O crescimento (da Eisenbahn) foi acima da expectativa, o que comprova que o consumidor está procurando produtos especiais. Quando a gente começa a crescer, começa a entrar no radar de todas as empresas", disse.
O diretor de marketing da Schincariol, Marcel Sacco, disse que a companhia planeja ser uma das maiores empresas de bebidas do Brasil (hoje ocupa a terceira posição). "A visão estratégica é seguir nosso caminho para se transformar em uma das maiores empresas de bebidas do País".
A Schincariol detém participação de 12,1% no mercado de cerveja do País, atrás da gigante AmBev, que detém fatia de 67,8%. As cervejas premium possuem 2% do mercado brasileiro de cervejas.
Fonte: Reuters News - 08/05/2008
Justiça condiciona cerveja em PET à licença ambiental
O juiz federal Luiz Antonio Ribeiro Marins, da 2ª Vara Federal de Marília, no interior de São Paulo, determinou que a utilização de embalagem PET ou qualquer outro material plástico para cerveja e chope está condicionada a apresentação de licenciamento ambiental e adoção de medidas eficazes para evitar danos ambientais. Segundo a decisão, para obter registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os interessados deverão apresentar um estudo de impacto ambiental (Eia-Rima) aprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
A ação foi proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), em 2002, ao tomar conhecimento, pelos meios de comunicação, que a indústria brasileira estava prestes a iniciar o envasamento de cervejas em garrafas PET. Sem o devido licenciamento ambiental, o MPF argumentou que os vasilhames de PET acarretariam sérios prejuízos ao meio ambiente.
O juiz Luiz Antonio Marins entendeu que os riscos ambientais decorrentes do uso dessas embalagens podem mesmo causar um impacto nacional. Segundo ele, "a licença ambiental para empreendimentos e atividades consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente depende de prévio estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto sobre o meio ambiente".
Fonte: AE Agência Estado, por Paulo R. Zulino – 09/05/2008
Em 7 anos, quintuplica o valor investido em publicidade pela indústria da cerveja
Em sete anos, os fabricantes brasileiros de cerveja quintuplicaram seus investimentos em publicidade. As cifras saltaram de R$ 180,4 milhões em 2000 para R$ 961,7 milhões em 2007, de acordo com o Ibope.
Na quarta passada, o governo retirou o caráter de urgência de um projeto de lei em análise pela Câmara que proíbe a veiculação da propaganda de bebidas alcoólicas no rádio e na televisão entre as 6h e às 21h. O projeto deixou de ter urgência por causa do lobby dos fabricantes de cerveja, das agências de publicidade e das emissoras de TV.
No terceiro trimestre de 2007, as TVs receberam 81% das verbas publicitárias da indústria da cerveja. O resto foi dividido entre revistas, jornais, rádios, outdoors e cinemas.
A Abert (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) não soube informar qual é a participação da cerveja na publicidade total veiculada pelas emissoras.
Apesar do aumento dos investimentos, o consumo não se alterou ao longo dos anos. Segundo o Ibope, manteve-se estável em cerca de 40% o índice da população que bebeu cerveja em algum momento nos sete dias que antecederam as entrevistas feitas pelo instituto.
O aumento dos gastos se explica pela tentativa de uma marca de atrair os consumidores das concorrentes.
O Sindicato da Indústria de Cerveja afirmou que a briga se acirrou em 2003, com a chegada da Nova Schin ao mercado. Em 2000, as cervejas haviam sido a 25ª categoria que mais investiu em publicidade no país. Em 2007, já eram a 11ª.
Fonte: Folha de São Paulo - Cotidiano, por Ricardo Westin – 10/05/2008
Owens substitui cerveja por remédios
Quando assumiu a presidência da Owens-Illinois no Brasil, em fevereiro de 2007, Rodney Montenegro encontrou uma situação inusitada: o principal cliente da empresa, a Companhia de Bebidas das Américas (AmBev), que até então representava 8% das vendas, se preparava para iniciar a produção própria de garrafas de vidros. Mais de um ano depois, as vendas para a AmBev não alcançam 1% do total e vários esforços foram feitos para minimizar o impacto que a perda do principal cliente causou na operação brasileira da multinacional norte-americana. "Metade da nossa produção no Rio de Janeiro era destinada para a AmBev", informou Montenegro. Hoje não existem clientes dentro da empresa que são responsáveis por grande parte do faturamento, que fechou 2007 com crescimento de 5%, cerca de US$ 300 milhões.
"Não queremos outro cliente que represente tanto", afirmou Leandro Pignataro, gerente de marketing da empresa. "Mudamos o perfil da fábrica e aceleramos as inovações", completou Montenegro, sobre como enfrentou o problema. A fábrica da Owens que fornecia para a AmBev fica no Rio de Janeiro, mesmo estado onde o antigo cliente ergueu sua linha de produção. No ano passado a empresa trocou as linhas que eram responsáveis pelas garrafas de 600 mililitros marrons por outras transparentes.
Em 2007, o investimento da empresa, que incluiu essa adaptação, foi de US$ 15 milhões. A previsão é repetir esse investimento este ano. A idéia é atender as fábricas da região, com destaque para as indústrias farmacêuticas que estão instaladas no Rio de Janeiro, e outras fabricantes de produtos de consumo que estão localizadas nos estados próximos ao Rio, principalmente o Espírito Santo. "Desde que a AmBev anunciou a construção da fábrica fizemos um planejamento de melhoria de processos", disse Pignataro. "Nos adaptamos e o mercado está crescendo, mesmo sem a AmBev", disse.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria - Página C3 – 15/05/2008
Cerveja: segmento premium deve ter melhor desempenho da história
O segmento de cervejas premium, que se consolidou no Brasil há pouco mais de cinco anos, pode conquistar, este ano, o melhor desempenho de sua história. O Sindicato da Indústria da Cerveja (Sindicerv) estima que a participação de mercado das cervejas mais caras suba de 4,5% em 2007 para 5,5% em 2008. Hoje, as vendas das cervejas premium movimentam R$ 2 bilhões por ano.
O crescimento deste segmento foi destaque de recente matéria do jornal O Estado de S.Paulo. Executivos do setor projetam que a velocidade de crescimento do segmento premium será três vezes superior ao do mercado total este ano, ou 15% contra 5%.
O resultado seria reflexo de uma mudança no perfil de consumo do brasileiro, que está mais aberto a novas experiências por causa da melhoria da renda. “O setor de cervejas está rumando para a sua maturação. Com isso, acaba despertando no consumidor interesse por produtos mais sofisticados”, afirma o superintendente do Sindicerv, Marcos Mesquita, ao jornal O Estado de S.Paulo.
De acordo com Mesquita, apesar de representar 4,5% das vendas em volume, ou 400 milhões de litros, as cervejas premium contribuem com 8% do faturamento bruto do setor, de R$ 25 bilhões. “As cervejarias enxergaram o potencial de crescimento desse segmento”, acrescenta.
Mesquita diz ainda que o aumento das importações de cerveja é mais um sinal da mudança no perfil do consumo. Segundo ele, as compras de cervejas estrangeiras dobraram em 2007: US$ 7 milhões ante US$ 3,5 milhões em 2006.
Fonte: Krones News nº. 74 - 15/05/2008
SABMiller tem lucro de US$ 2,02 bi no ano fiscal
A SABMiller, terceira maior fabricante de cerveja do mundo, anunciou hoje um crescimento de 23% no lucro líquido do ano fiscal 2007/2008, encerrado no dia 31 de março, para US$ 2,02 bilhões, em comparação ao mesmo período do ano anterior. No ano fiscal 2006/2007, a companhia havia registrado um lucro líquido de US$ 1,64 bilhão.
Entre os fatores que contribuíram para o resultado estão o aumento das vendas nos Estados Unidos e no Leste Europeu, além da boa capacidade da empresa na gestão de sua política de preços, que enfrentou forte pressão com a alta da cevada, alumínio e vidro no mercado mundial.
Durante o recém-encerrado ano fiscal, a quantidade de cerveja vendida pela SABMiller enfrentou períodos de redução, devido principalmente à diminuição no consumo do produto na Colômbia, e pelo forte inverno na China - dois dos mercados que mais têm crescido para a empresa.
Fonte: Invest News - 19/05/2008
Sabor único dos Alpes suíço-austríacos chega ao Brasil
A ImportBeer, importadora e distribuidora de cervejas especiais, está trazendo ao Brasil a cerveja super premium Edelweiss Snowfresh. Produzida com grãos selecionados e de alta qualidade, e água proveniente de fonte própria dos Alpes suíços-austríacos, esta cerveja é enriquecida com aroma de ervas alpinas. A Edelweiss é uma cerveja não filtrada, com uma bela e natural cor âmbar.
A cerveja Edelweiss nasceu no coração dos Alpes, na cervejaria Hofbraü Kaltenhausen, localizada na Áustria. É uma das mais antigas do país, fundada em 1475. São mais de 530 anos de tradição em produção de cerveja. A cerveja carrega o nome da flor de Edelweiss, encontrada somente nos Alpes, considerada símbolo de pureza e preciosidade. É uma planta de climas extremos, que nasce nas porções mais altas e frias das montanhas.
“A cerveja Edelweiss é uma weissbier diferenciada, que apresenta características de aroma e paladar bastante diferentes, provenientes da composição de ervas em sua fórmula”, declara Edu Passarelli, um dos mais experientes cervejólogos do Brasil.
Características:
Teor alcoólico: 5%
Garrafas de 330 ml
Temperatura ideal para consumo: aprox. 5 graus Celsius
Fonte: Ibeer - 21/05/2008
Grupo Schincariol compra a marca Cintra de cervejas da AmBev
O Grupo Schincariol anunciou, nesta quarta-feira (21/5), a compra da marca e a fórmula de cervejas Cintra por 39 milhões de reais. A marca pertencia desde novembro à AmBev, que a comprou por 10 milhões de dólares do antigo controlador da cervejaria, José Souza Cintra. Pelo acordo, a Schincariol também assume a rede de distribuição da Cintra e todo o material promocional, como as mesas e geladeiras com logotipos instaladas em bares.
Com a venda, a AmBev atende a uma recomendação dos órgãos brasileiros de regulação do mercado. Em janeiro deste ano, a Secretaria de Direito Econômico (SDE), vinculada ao Ministério da Justiça, aconselhou a companhia a vender a marca e a rede de distribuição da Cintra, a fim de evitar problemas com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). A idéia foi endossada pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE) do Ministério da Fazenda.
O negócio fechado com a Schincariol não abrange as duas fábricas que a AmBev adquiriu da Cintra no início de 2007 por outros 150 milhões de dólares. As plantas, instaladas em Piraí, no Rio de Janeiro, e em Mogi Mirim, em São Paulo, continuarão com a AmBev. Na época em que divulgou a compra, a AmBev afirmou que precisava das plantas para atender à expansão da produção programada para essas regiões.
Para atender a demanda, a Schincariol pretende fabricar a cerveja Cintra em sua unidade de Cachoeiro do Macacu, também no Rio de Janeiro. De acordo com Marcel Sacco, diretor de Marketing do grupo, não haverá necessidade de ampliar a capacidade produtiva da fábrica para absorver a produção da Cintra.
José Augusto Schincariol, membro do conselho de administração da Schincariol, nega que a empresa tenha pagado caro pela marca. Segundo ele, como a transação envolveu também a rede de distribuição, o valor não foi alto. “A marca custou 16,6 milhões de reais. O restante foi para os outros ativos”, disse em teleconferência com jornalistas, nesta quarta.
Galgando pontos
Para a Schincariol, a aquisição representa algumas vantagens. A primeira é o aumento de participação de mercado. Segundo Sacco, a Cintra agregará 0,8 pontos percentuais de market share nacional. Com isso, o grupo reforçará sua posição como vice-líder no ranking das maiores cervejarias do país, agora com uma fatia de 12,9%. No mercado fluminense, a mudança será ainda mais notável. Atualmente, o grupo possui 1,5% de participação no Rio de Janeiro, com a marca Nova Schin. A incorporação da Cintra catapultará essa fatia para 6,5%.
Outro ponto é a estratégia da Schincariol de diversificar seu portfólio de cervejas. “A Cintra vai concorrer com marcas mais populares, como a Glacial, que também é da Schincariol, e a Crystal [da Petrópolis]”, afirma Sacco. Esta é a quinta aquisição de uma cervejaria pelo grupo nos últimos 12 meses. Com o negócio, a companhia passa a deter oito marcas nesse mercado. No segmento premium, opera agora com as marcas Devassa, Baden Baden e Eisenbahn. No segmento médio, conta com a Primus, Nobel e Nova Schin. E, no mercado popular, atua com a Glacial e a Cintra.
Segundo José Augusto, do conselho de administração do grupo, no ano passado foram investidos 600 milhões de reais somente em aquisições, dentro de um orçamento geral de 1 bilhão de reais. Neste ano, a companhia possui outros 1 bilhão de reais para investir, mas não revela quanto será aplicado na compra de outras empresas. “Sempre estamos olhando as oportunidades de mercado”, diz. Ele também evitou comentar rumores de que o grupo estaria negociando a compra de outras marcas, como a Dado Bier.
Inicialmente, o grupo pretende reforçar a Cintra nos mercados em que ela já se destaca: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais. Numa fase posterior, a empresa pretende expandir as vendas para outros estados, sobretudo os do Norte e Nordeste, onde a Nova Schin tem uma posição de destaque.
Insistência
Esta não foi a primeira vez que a Cintra entrou no radar da Schincariol. A cervejaria permaneceu à venda por mais de dois anos, até ser vendida para a AmBev em 2007. Nesse período, recebeu propostas de praticamente todas as concorrentes. No início do ano passado, a Schincariol era apontada como uma forte candidata a comprá-la, após José de Souza Cintra recuar de um acordo praticamente selado com a cervejaria Petrópolis. Na ocasião, os analistas afirmaram que, se concretizada, a aquisição garantiria à Schincariol uma expansão mais agressiva no Rio de Janeiro, além de impedir que a Petrópolis ganhasse posições no ranking brasileiro de cervejas. De acordo com Sacco, a Petrópolis é a terceira maior do país, com 8,6% de market share nacional, à frente da mexicana Femsa, com 8,2%. A Schincariol é a segunda maior do país, com 12,9%, e a Ambev mantém-se num distante primeiro lugar, com 67,7%.
Antes vistas como um negócio secundário, as pequenas cervejarias passaram a ser disputadas pelas grandes companhias com a perspectiva de expansão da economia brasileira. A indústria cervejeira cresceu cerca de 5% ao ano no último biênio. Cada uma das pequenas empresas do setor não chega a deter 1% de participação de mercado. As grandes companhias, contudo, as cobiçam pela capacidade instalada de suas plantas, pela sua rede de distribuição, e pela qualidade de algumas marcas.
A Schincariol não revela quanta cerveja produz, nem a capacidade instalada para esse mercado. O grupo limita-se a informar que a capacidade produtiva total é de 4 bilhões de litros por ano, incluindo outros tipos de produtos, como sucos, refrigerantes e água. No ano passado, o grupo registrou receita bruta de 4,5 bilhões de reais, 20% maior que a de 2006.
Fonte: Portal Exame – 21/05/2008
Grupo Schincariol anuncia compra da cervejaria Cintra
O grupo Schincariol anunciou nesta quarta-feira a compra da cervejaria Cintra. Segundo a companhia, foram adquiridas as marcas e a fórmula das cervejas, além da rede de distribuição e os materiais de ponto de venda que pertenciam à Ambev. A Cintra registra vendas de 130 milhões de litros por ano.
A compra da Cintra amplia a participação do grupo Schincariol no segmento de bebidas e faz parte do conjunto de investimentos de R$ 1 bilhão previstos para 2008. "Vamos aumentar nosso market share no Rio de Janeiro em cinco pontos percentuais. Além disso, nossa fatia de mercado nacional passará de 12,1% para 12,9%", afirmou José Augusto Schincariol, membro do Conselho de Administração da empresa.
A aquisição, segundo a Schincariol, não inclui o parque fabril da Cintra. "Esse novo investimento está alinhado ao nosso objetivo estratégico de ter o portfólio adequado para atender todos os segmentos do mercado de cervejas, do popular ao mais sofisticado. Além disso, a aquisição da Cintra aumentará nossa participação no mercado e consolidará nossa posição como uma das maiores empresas de bebidas do país", disse.
De origem portuguesa, a Cintra iniciou as suas atividades no Brasil em 1997. Seu principal mercado no país é o Rio de Janeiro, onde detém 5% de market share. Além da venda para o mercado interno, a empresa exporta para outros países como Chile, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Estados Unidos.
A marca Cintra é mais uma de uma série de aquisições feitas pelo grupo Schincariol, iniciada em 2007, com a compra da Baden Baden, de Campos do Jordão (SP), e a marca e o negócio de franquias da Devassa (RJ). No último dia 8 de maio, a empresa anunciou a compra da Eisenbahn, cervejaria artesanal de Blumenau (SC).
Em 2007, a empresa adquiriu também a pernambucana Nobel. "O conjunto de marcas formado ainda por Nova Schin, Primus e Glacial permite ao grupo seguir crescendo acima da média de mercado, ampliando sua participação", completa José Augusto.
O Grupo Schincariol é a segunda maior cervejaria do Brasil e está entre as 20 maiores no mundo. Tem 14 unidades industriais, registrou R$ 4,5 bilhões em vendas em 2007 e tem capacidade instalada de produção de 4 bilhões de litros por ano.
Fonte: Folha Online – 21/05/2008
Prepare o copo para duas novidades
Apreciadores de bons chopes artesanais têm duas novidades a serem degustadas na capital. No Bar Anhanguera (Rua Tito, 25, Vila Romana, 11 3368-2771), a Bamberg, de Votorantim, substituiu a variedade München, que era vendida no local, por uma Schwarzbier, ou "cerveja escura", com notas mais pronunciadas de malte torrado e chocolate. Ela tem a mesma graduação alcoólica da antecessora, 4,8%, e preço igual: R$ 4,40.
Na Pizzaria I Vitelloni (Rua Conde Sílvio Álvares Penteado, 31, Pinheiros, 3819-0725 e 3816-307), a Microcervejaria Nacional FT colocou uma lager (cerveja de baixa fermentação) dourada, batizada de Lolita. Com 5,6% de teor alcoólico, ela custa R$ 4,80. Para acompanhar o chope artesanal, o chef Hamilton Mellão criou uma massa feita com bagaço de cevada da primeira fermentação.
Fonte: O Estado de São Paulo - Suplementos & Paladar
Schin adere ao lacre na cerveja
A disputa em torno do uso de lacres de alumínio nas latas de cerveja ganha força com o anúncio de que o Grupo Schincariol vai utilizar o recurso em toda a sua linha de produção. As latas seladas em todas as marcas da empresa começam a chegar ao mercado nas próximas semanas.
Até aqui, a oferta praticamente se restringia aos rótulos Itaipava e Crystal, da Cervejaria Petrópolis, que, ao lançar o recurso fez disso um argumento de marketing. O lacre foi criado pela cervejaria de Walter Faria e ajudou a empresa a atingir 8,6% de participação de mercado. O argumento de marketing da Petrópolis se viu enfraquecido, porém, com a entrada de uma campanha publicitária - assinada pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja e Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes (Abir) - contestando o benefício proporcionado pelo lacre.
Por ordem judicial, a campanha de alerta à população, que alerta para o fato de o lacre de alumínio não ser garantia de higiene e recomendar que o consumidor limpe a lata antes de beber, está fora do ar desde o começo do ano. Aguarda julgamento do mérito. “Os juízes estão avaliando o conteúdo das pesquisas apresentadas nas defesas”, informa Marco Mesquita, superintendente do Sindicerv.
Há pesquisas para todos os gostos. Os advogados da Petrópolis, que entraram com o recurso na Justiça solicitando a retirada da peça de propaganda e ganharam a liminar favorável, se apóia em um estudo do laboratório de Biologia da Universidade de São Paulo (USP) que aponta vantagens de limpeza no uso do lacre. Já o Sindicerv e a Abir recorreram a estudos elaborados pelo Centro de Tecnologia da Embalagem (Cetea), uma entidade sem fins lucrativos e mantidos por empresas privadas, que questiona a eficiência do lacre para uso em determinadas situações.
Aumento de custo
Um dos estudos foi feito a pedido da gigante do setor, a Companhia de Bebidas AmBev, que é contrária ao uso do selo. Os executivos da empresa não encontram vantagens para o consumidor e para a empresa, apontam a desvantagem do aumento de custos na linha de produção.
Para usar o lacre de alumínio, as cervejarias têm de comprar máquinas seladoras, que têm um ritmo de produção inferior ao das engarrafadoras. Enquanto as primeiras selam entre 50 e 60 mil latas por hora, as outras engarrafam 140 mil latas.
Esse desencontro é um entrave, particularmente, para a líder do setor, que detém 67% de participação de mercado e tem de adquirir mais máquinas que as concorrentes.
O diretor de marketing da Schincariol, Marcel Sacco, não se assusta com a celeuma. “Resolvemos encampar a proposta porque o consumidor aprova o lacre e isso estimulou as vendas de quem já aderiu”. ”A respeito dos estudos em discussão na Justiça, Sacco diz que foram devidamente avaliados pela Schincariol. No último deles, realizado pelo Cetea em 2007 e a pedido da AmBev, a análise é de uma situação muito específica. “O laudo foi realizado após duas latas, uma com lacre e outra sem, terem sido mergulhadas em água suja e depois expostas ao calor do sol por mais de quatro horas”, explica ele. “Num cenário desses, é lógico que a lata com o selo está mais sujeita a formação de ambiente propício à proliferação de bactérias. Mas trata-se de uma situação hipotética.” Independentemente do desfecho para a campanha de esclarecimento à população - se será liberada pela Justiça para voltar a ser veiculada -, a Schincariol vai esquentar a briga ao se posicionar ao lado da Petrópolis. Algumas cervejarias pequenas, como a Colônia, do Paraná, também aderiram ao lacre.
Outros capítulos devem ocorrer nos próximos meses. Como informa o Sindicerv, que monitora o tema, existem mais de 50 projetos de lei nas Assembléias Legislativas de vários Estados, propondo a obrigatoriedade do uso do selo.
Números
50 projetos de lei estão nas Assembléias Legislativas de vários Estados, propondo a obrigatoriedade do uso do lacre nas latas de cerveja, segundo o Sindicerv 8,6% é participação da Cervejaria Petrópolis no mercado brasileiro da bebida, alcançada após o uso do lacre nas latinhas da Itaipava e da Crystal.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia – 25/05/2008
InBev estuda oferta pela Anheuser-Busch
A cervejaria americana Anheuser-Busch enfrenta um potencial ataque da belga InBev, a dona da AmBev, e de investidores ativistas, o que ameaça colocar um ícone de 150 anos dos Estados Unidos em mãos estrangeiras. Presidida pelo brasileiro Carlos Brito, a InBev avalia fazer uma oferta não negociada pela fabricante da Budweiser, disseram na sexta-feira fontes a par do planejamento da empresa. Na sexta-feira, as ações da Anheuser-Busch subiram 7,7%, para US$ 56,61, o que a deixou com um valor de mercado de US$ 40,4 bilhões. O volume de negócios foi de 11 vezes a média diária. A InBev ainda tem de tomar uma decisão final sobre fazer ou não uma oferta sem prévia negociação com a diretoria da Anheuser, uma abordagem que teria várias complicações, segundo as fontes. Mas agora pode ser a hora de atacar, considerando como o dólar mais fraco torna baratos os ativos americanos para empresas estrangeiras.
A InBev e a Anheuser são a segunda e a terceira maiores cervejarias do mundo, em volume, depois da britânica SABMiller. Juntas as duas têm 300 marcas nos cinco continentes, produzindo 380 milhões de hectolitros por ano. Ambas as empresas negaram-se a comentar um eventual negócio. O interesse da InBev pela Anheuser surge num momento em que o setor precisa cortar custos, por causa da alta de commodities como cevada, alumínio e vidro, o que torna mais importante obter economia de escala. Além disso, o plano da SABMiller de fundir suas operações americanas com a Coors Brewing, divisão da Molson Coors Brewing, também aumenta a pressão para que outras empresas se consolidem. A holandesa Heineken e a dinamarquesa Carslberg fecharam este ano um acordo para comprar a Scottish & Newcastle do Reino Unido.
A InBev, que além de Brahma e da Skol é dona das marcas Stella Artois e Beck´s, está ansiosa para aumentar sua presença nos EUA, por enquanto pequena. Os EUA são o mercado de cerveja mais lucrativo do mundo, ainda que o crescimento das vendas seja tépido. As empresas têm relativamente pouca sobreposição geográfica. A InBev tem forte presença em mercados emergentes, mas está exposta a alguns mercados de crescimento mais lento, como a Europa Ocidental. Numa união, a InBev e a Anheuser teriam uma posição mais forte na China - maior mercado de cerveja do mundo, em volume -, onde ambas têm se expandido. Mas a InBev também estaria se metendo com um potente símbolo da indústria e tradição americanas: a Budweiser. A cerveja é a segunda mais vendida do mundo, depois de sua versão light. A perspectiva de que a empresa caia em mãos estrangeiras poderia provocar uma chiadeira pública. Como a InBev tem uma participação de mercado muito pequena nos EUA, contudo, analistas do setor dizem que há poucas chances de que a transação desperte preocupações de autoridades americanas de defesa da concorrência.
Grandes fusões transnacionais já se provaram de difícil execução ao longo dos anos, com empresas tendo dificuldades para integrar culturas e prioridades. Mas isso não impediu que acionistas ativistas comprassem ações da Anheuser-Busch nos últimos dias, segundo pessoas familiarizadas com a questão. Não está claro quem são esses investidores, ou qual o tamanho de suas participações. Mas eles podem ser cruciais em qualquer novela de aquisição, porque podem usar seus blocos de votos para pressionar por uma venda da empresa. A InBev e a Anheuser fizeram alguns negócios no passado.
A Anheuser comprou a marca Rolling Rock da InBev em 2006 e começou a importar cervejas européias feitas pela InBev para os EUA no ano passado. Há expectativas de uma oferta da InBev há bastante tempo. As duas empresas até tiveram discussões nos últimos 12 meses. Até agora, porém, o diretor-presidente da Anheuser, August A. Busch IV, reagiu friamente à abordagem, dizendo a distribuidores de cerveja em abril que a empresa iniciada por seu tataravô, Adolphus Busch, não seria comprada "enquanto eu estiver aqui", segundo pessoas a par da questão.
O pai de Busch, August Busch III, de 70 anos, também disse a funcionários que nunca concordaria em vender a empresa.
Não está claro que tipo de defesa a família Busch conseguiria erguer. A família possui menos de 4% das ações da Anheuser, segundo a corretora Stifel Nicolaus. O conselho da companhia ficou no passado ao lado da família em decisões importantes e pode não estar disposto a vendê-la contra a vontade dos Busch. As ações da cervejaria atingiram seu recorde na sexta-feira depois que o "Financial Times" noticiou uma possível oferta da InBev, estimada em US$ 46 bilhões.
As ações da Anheuser ficaram estagnadas por cinco anos, quando ela lutava para aumentar as vendas de suas cervejas de massa, como a Budweiser, que está há tempos em declínio. Busch assumiu a presidência executiva da Anheuser em dezembro de 2006. Desde então, enfrentou a especulação de que a empresa poderia ser alvo de aquisição de uma firma de "private equity" ou da InBev. Quando assumiu o comando, as ações da Anheuser eram negociadas em torno de US$ 48. Alguns analistas do setor dizem que uma maneira de a Anheuser tentar rechaçar a oferta da InBev seria comprar os 50% da mexicana Grupo Modelo que ela ainda não tem. A Modelo, dona da marca Corona, negou-se a comentar especulações sobre negócios na indústria cervejeira. A Anheuser teria provavelmente de pagar na faixa de US$ 10 bilhões pela Modelo. Uma transação dessas poderia deixar a Anheuser cara demais para a InBev.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 26/05/2008
Anheuser-Busch se defende da InBev
A família fundadora da cervejaria americana Anheuser-Busch, dona da Budweiser, deve fazer o possível para barrar a venda para a InBev. O presidente-executivo, August Busch IV, teme que os brasileiros assumam a companhia, assim como ocorreu na fusão com a belga Interbrew. Ele estaria cogitando até um leilão para oferecer também a sua empresa à concorrente SABMiller, a maior cervejaria do mundo, segundo o Estado apurou.
O membro do clã Busch, no cargo desde o fim de 2006, já admitiu à imprensa americana que não gosta da visão de curto prazo que caracteriza a nova gestão da InBev. Outra alternativa para impedir a aquisição seria comprar 50% do Grupo Modelo, do México - a Anheuser-Busch já é dona de metade da cervejaria. Isso tornaria a empresa mais cara para a InBev, de acordo com reportagens divulgadas ontem na imprensa internacional. Na quinta-feira passada, o blog Alphaville, do jornal inglês Financial Times, revelou que a InBev prepara uma oferta de US$ 46 bilhões pela Anheuser-Busch.
A compra da Modelo pode não ter relação direta com o ataque da InBev. As duas empresas já vinham conversando sobre o assunto, segundo fontes do mercado. Ter 100% das ações da cervejaria mexicana tornaria a Anheuser-Busch mais diversificada geograficamente, o que é um das reivindicações de analistas e investidores. Hoje, mais de 80% das vendas estão concentradas nos Estados Unidos, o que torna o risco pouco diluído. Um movimento nessa direção já foi feito no ano passado, com a compra de 27% da chinesa Tsingdao, a principal marca daquele país. No sábado, o presidente da AmBev para a América Latina, Luiz Fernando Edmond, admitiu ao jornal inglês The Observer que aquisições estão a caminho. “Nós geramos muito caixa e aquisições são uma oportunidade quando feitas com disciplina financeira”, afirmou Edmond. “Nós temos o dinheiro. Mas, se você paga muito, nunca vê o benefício.”
Fugir da oferta da InBev não será tão simples para os Busch. A primeira opção - de oferecer a empresa à SABMiller - deve enfrentar dificuldades de aprovação nos órgãos de defesa da concorrência dos EUA. Isso porque as duas cervejarias são a primeira e a segunda, maiores do mercado. Só a Anheuser-Busch tem 48,5% das vendas de cerveja do país, segundo relatório anual da empresa. O que pode jogar por terra o contra-ataque da Anheuser-Busch é a sua vulnerabilidade a ofertas hostis. A família detém 4% das ações e mantém a gestão por meio de um acordo acionário. Essa composição não é o único problema. Há alguns anos, a cervejaria abriu mão das chamadas poison pills, mecanismo criado na década de 80 para evitar que empresas fossem vítimas de ofertas do gênero. As poison pills permitem que os acionistas comprem novas ações com desconto e tornem uma aquisição mais cara. Sem elas, o caminho fica mais livre para a InBev.
O principal acionista da Anheuser-Busch hoje é a Berkshire Hathaway, holding controlada pelo investidor Warren Buffett. Com cerca de 5% das ações, Buffett não seria capaz de decidir o futuro da cervejaria, mas poderia influenciar os outros acionistas a deixar os brasileiros assumirem a gestão da empresa. O investidor, que conhece bem o estilo do brasileiro Jorge Paulo Lemann, um dos principais acionistas da InBev, não estaria satisfeito com os resultados da dona da Budweiser. Os brasileiros já vêm tentando quebrar a resistência da família Busch. No ano passado, August IV foi um dos convidados do camarote da Brahma para assistir ao desfile de Carnaval no Rio. Em 2004, a AmBev usou a mesma estratégia para seduzir a Interbrew. Pouco depois, veio a fusão.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia – 27/05/2008
Campanha britânica 'ensina a beber'
O governo britânico lançou nesta semana uma campanha de 6 milhões de libras (quase R$ 20 milhões) para informar os consumidores sobre os limites de álcool e quantas "unidades" estão contidas nas bebidas mais comuns.
Segundo uma pesquisa encomendada pelo Departamento de Saúde, para coincidir com o lançamento da campanha, três quartos dos consumidores entrevistados não sabem que um típico copo de vinho contém três unidades de álcool.
A pesquisa, que entrevistou 1.429 consumidores de álcool na Inglaterra, concluiu que mais de um terço não conhecia o limite diário recomendado - de duas a três unidades alcoólicas para mulheres e três a quatro para homens.
As autoridades temem que os consumidores não tenham percebido o aumento no tamanho dos copos e o fato de que algumas bebidas se tornaram mais fortes. Metade dos entrevistados consome álcool pelo menos duas ou três vezes por semana.
Confusão
Apesar de 82% terem respondido saber o que era uma unidade de álcool, 77% não sabiam quantas unidades há em um típico copo de vinho. Mais da metade (55%) acreditava que um copo de vinho representava duas unidades, quando na verdade corresponde a três; 58% não sabiam que um gin e tônica duplo corresponde a duas unidades e mais de um terço (35%) não sabia que um copo padrão de cerveja, um pint de 570 ml, vendido nos bares, contém mais de duas unidades, podendo chegar a três. Além das unidades alcoólicas de cada bebida, a campanha informa os efeitos do abuso de álcool sobre a saúde. Segundo a secretária para Saúde Pública, Dawn Primarolo, as pessoas não necessariamente sabem o quanto estão bebendo e o quanto isso pode afetar a saúde delas.
"O tamanho dos copos aumentou e o teor alcoólico de muitos vinhos e cervejas também, então, não é surpresa que as pessoas estejam perdendo a conta do consumo de álcool."
Segundo a ministra, o objetivo da campanha é informar o número de unidades das bebidas sem fazer julgamentos, permitindo que os consumidores tomem suas próprias decisões.
Fonte: BBC Brasil – 27/05/2008
Rolha metálica finlandesa facilita a abertura de garrafas de cervejas ribeiropretanas
Tradicional no ramo cervejeiro, Ribeirão Preto voltou a produzir cerveja. A cidade paulista ganhou sua primeira fábrica, da Antarctica, em 1911. Chegou a possuir três grandes cervejarias, que acabaram fechando nos anos 90. Em 2004, a canadense Molson, então dona da Kaiser, engarrafou cervejas em solo ribeiropretano pela última vez, na antiga fábrica da Antarctica. Agora, a Cervejaria Colorado reaviva a tradição cervejeira de Ribeirão Preto. A empresa iniciou no fim de 2007 o processo de engarrafamento das cervejas Cauim, Appia e Índica, com sistemas inéditos no Brasil de envasamento e fechamento das garrafas de vidro âmbar de 600 mililitros, fornecidas pela Vidroporto.
A Colorado utiliza uma envasadora fabricada pela canadense Applied Bottling. É a primeira máquina desse fabricante no país. O equipamento tem capacidade para encher trinta garrafas por minuto com dupla pré-evacuação e nivelamento por gás inerte. A tecnologia de fechamento também é diferente das utilizadas pelas outras cervejarias brasileiras. Já bastante difundida na Europa e em alguns países da América Latina, o sistema é fornecido pela filandesa Finn Korkki. As rolhas metálicas possuem um anel periférico, que funciona como alavanca. Os rótulos auto-adesivos têm ícones que identificam as cervejas – cada uma com um toque de “brasilidade” em sua fórmula.
Fonte: Revista Embalagem Marca nº. 104 - Página 62, Abril de 2008 – disponível dia 27/05/2008
Governo proíbe Ambev de gravar nome em garrafas de cerveja
A SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça determinou nesta terça-feira a adoção de medida preventiva proibindo a Ambev de vender cerveja em garrafas de 630 ml com o nome da marca gravado. O padrão usado pelo mercado é garrafa de 600 ml.
A secretaria instaurou ainda processo administrativo contra a AmBev - responsável por marcas como Skol, Brahma e Antarctica - para investigar se houve infração à ordem econômica por parte da empresa decorrente da venda de cerveja em garrafas personalizadas.
De acordo com a secretaria, há "indícios suficientes à instauração" do processo e "iminência de dano irreparável ou de difícil reparação à concorrência no mercado de cerveja", por isso a adoção de medida preventiva.
O órgão deu dez dias para que a AmBev pare de envasar cerveja nas garrafas irregulares. A medida determina ainda que, em até três meses, a Ambev recolha os vasilhames e que, até que todas as garrafas sejam recolhidas, a empresa coloque à disposição dos concorrentes um número de fax para que eles possam solicitar a troca das garrafas por embalagens comuns.
Caso a Ambev desobedeça as determinações da SDE, será multada em R$ 100 mil por dia. Procurada, a Ambev ainda não retornou.
A investigação da SDE foi feita depois de denúncia da Kaiser e da Cervejaria Imperial, além da Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas) e Afebras (Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil. As concorrentes alegam que a garrafa personalizada dará vantagens à Ambev já que 70% das garrafas de cerveja e refrigerante em circulação pertencem à companhia. Como as garrafas são retornáveis, se o nome da Ambev for gravado na garrafa, as outras marcas não poderão usá-las.
Além de gravar em alto-relevo a marca Ambev na parte superior da garrafa e "Qualidade Ambev" na parte inferior, a empresa utiliza garrafas de 630 ml, acima do padrão de 600 ml usados por todas as marcas.
Outro lado
A Ambev contestou a nota da SDE e informou que vai recorrer da decisão. Segundo a empresa, a SDE reconhece que o uso de garrafas distintas é um direito de qualquer empresa e não se constitui em problema sob o ponto de vista do direito econômico. Entretanto, informa a Ambev, "ao contrário do que afirmam a SDE, as garrafas em questão (AmBev 630 ml e Sindicerv 600 ml) são absolutamente distintas, sendo que a única semelhança é a cor âmbar, que não poderia ser alterada sob risco de alteração de sabor do produto Skol."
A empresa também informou que é possível separar as garrafas na linha de produção por meio de inspetor eletrônico utilizado por toda a indústria e que "não há prova concreta sobre o alegado aumento desproporcional do custo de separação das garrafas de 630 ml."
"Mais do que discordar das conclusões da SDE, a AmBev ressalta que a nota técnica se funda em muitas especulações, distantes da realidade e sem qualquer comprovação. A nota técnica não traz, por exemplo, qualquer prova concreta sobre o alegado aumento desproporcional do custo de separação das garrafas de 630. Trata-se de omissões relevantes, em claro prejuízo legal à empresa, especialmente considerando a gravidade da medida preventiva proposta pela SDE", alegou.
Fonte: Folha Online, por Lorenna Rodrigues – 27/05/2008
Cerveja Unibroue LA FIN DU MONDE
A cerveja Unibroue LA FIN DU MONDE, distribuída no Brasil pela importadora Bier & Wein, ganhou a medalha de ouro no World Cup Beer 2008 na categoria 48 = estilo belga, tipo strong para ale.
A premiação realizada em San Diego, na Califórnia, contou com as presenças do diretor comercial e marketing da Bier & Wein, Marcelo Stein, do mestre cervejeiro da Unibroue, Jerry Vietz e ainda os diretores da Unibroue, Stephane Duval e Laurent Xavier Gilbert.
A cerveja LA FIN DU MONDE foi lançada em fevereiro de 1994 pela Unibroue após 18 meses de pesquisas. Com 9% de teor alcoólico, LA FIN DU MONDE é uma cerveja luxuosa, tipo strong pale ale, feita por tripla fermentação com uma espécie única de levedura. O sabor produzido é de uma sutileza inesperada. Com sua efervescência como a de um champanhe, tem uma sensação gustativa vigorosa que acentua sua personalidade forte. Ligeiramente ácida, com os sabores balanceados de temperos silvestres, maltes e lúpulos, podem substituir vinhos brancos ou tintos nas refeições e realçar o sabor da maioria dos pratos. Essa cerveja é feita em honra dos grandes exploradores que acreditaram terem alcançado o fim do mundo quando descobriram a América.
Fonte: GPHR Newsletter semanal nº 13 - 28/05/2008
InBev planeja fusão com SABMiller
Mal iniciaram as negociações para a compra da cervejaria americana Anheuser-Busch e a InBev já anuncia seu plano B. Se a negociação com a dona da Budweiser fracassar, a belgo-brasileira já comunicou que pretende adquirir outras companhias. De acordo com o blog Alphaville, do jornal inglês Financial Times, a InBev teria retomado as discussões sobre um possível acordo com a inglesa SABMiller.
Nesta nova negociação, a InBev teria feito uma oferta de 29,71 dólares por ação, o que valorizaria a SABMiller em 44,77 bilhões de dólares. Se houver a fusão com a cervejaria inglesa, a InBev será uma gigante do setor, com liderança em 35 países. Para os consultores da InBev, a fusão entre as duas cervejarias resultaria em um modelo perfeito de gestão. No entanto, a SABMiller disse que só se pronunciará a respeito após concluir suas operações de fusão das norte-americanas com as da Molson Coors Brewing.
Os rumores sobre as fusões entre as cervejarias estão acontecendo desde a última sexta-feira, quando o Financial Times publicou que a InBev trabalhava em uma oferta de fusão com a Anheuser-Busch. A operação foi avaliada em 46 bilhões de dólares. Para financiar a operação, a InBev está costurando um pacote de crédito de 50 bilhões de dólares, liderado pelo JP Morgan e Santander. Os executivos e banqueiros envolvidos na negociação afirmam que o acordo tem potencial para transformar o setor mundial de cervejas, colocando um fim à longa batalha pela consolidação desse mercado.
A InBev, criada em 2004 pela fusão da belga Interbrew com a brasileira AmBev, possui apenas uma fração do mercado americano, mas possui negócios maduros na Europa ocidental. A companhia ainda está presente em mercados de crescimento no leste europeu, Ásia e América Latina. Já a Anheuser domina o mercado nos Estados Unidos e possui uma participação na chinesa Tsingtao, mas a empresa tem enfrentado um abandono pelos americanos de cervejas locais, que estão preferindo mais vinho, destilados e cervejas estrangeiras.
No começo da manhã, as ações da SABMiller chegaram a disparar 7%. Às 13h, horário de Brasília, as ações da cervejaria estavam cotadas a 34,49 dólares, com queda de 1,46%. Já os papéis da Anheuser estavam cotados a 55,28 dólares, com queda de 2,59%. Enquanto isso, as ações da InBev tiveram alta de 2,68%, cotadas a 48,26 dólares.
Fonte: Portal Exame - 28/05/2008
SABMiller pode negociar com a InBev, diz 'FT'
A cervejaria britânica SABMiller indicou discretamente à InBev que aceitaria estudar de maneira formal uma eventual oferta de compra feita pela gigante belgo-brasileira, caso o valor da proposta chegue a pelo menos £ 15 por ação, o que colocaria o valor da empresa em £ 22,6 bilhões (US$ 44,6 bilhões). A informação é do blog FT Alphaville, do jornal britânico Financial Times. De acordo com o blog, A SABMiller disse a representantes da InBev que preferiria a chamada “fusão de iguais”, sob a estrutura das principais empresas britânicas, criando uma cervejaria gigante com a liderança do mercado em 35 países. A InBev busca liderar uma rodada final de consolidação mundial do setor de bebidas e, segundo fontes próximas à empresa, prefere uma oferta direta de compra, preservando seu status de companhia belga e mantendo o complexo acordo de acionistas entre os administradores brasileiros e a aristocrática família belga que fundou a empresa. Ainda de acordo com o FT, qualquer transação com a SABMiller seria considerada pela InBev como um “plano B” em relação à compra da americana Anheuser-Busch - uma oferta ainda não formalizada de cerca de US$ 46 bilhões.
De qualquer forma, a SABMiller teria dito à InBev que não pode se envolver em discussões significativas até concluir a formação de sua joint venture com a Molson Coors nos Estados Unidos. Juntamente com o “Projeto Alumínio”, como é chamado o plano de compra da Anheuser, os assessores da InBev, comandados pelas firmas Lazards e Sullivan & Cromwell, cunharam o termo “Projeto Bário”, o plano alternativo de compra da SABMiller. Embora a união entre a SABMiller e a InBev seja vista como uma combinação perfeita em termos de habilidade administrativa e zelo empresarial, as sinergias potenciais, calculadas em cerca de US$ 800 milhões por ano, são significativamente mais baixas do que o US$ 1,4 bilhão previsto na compra da Anheuser. Ontem, tanto a InBev quanto a SABMiller se recusaram a comentar as notícias. O mercado reagiu com um certo ceticismo à informação de uma possível negociação entre as duas empresas. A ação da SABMiller fechou ontem em queda de 1,22% na Bolsa de Londres, cotada a £ 12,93.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia - 29/05/2008
Um brasileiro na Budweiser
A oferta oficial de compra da Anheuser-Busch pela Inbev, maior cervejaria do mundo, é esperada para as próximas semanas. No mercado, a pergunta que se ouve não é mais se a Inbev vai ficar com a fabricante da Budweiser, mas sim quando. A Inbev, empresa resultante da fusão da belga Interbrew com a brasileira Ambev, já decidiu que recorrerá, inclusive, a uma oferta hostil para ficar com a cervejaria americana. De acordo com reportagem publicada pelo Financial Times, o valor do negócio beira os 50 bilhões de dólares.
A família Busch, que ainda comanda a cervejaria, é a única que se declara contrária ao negócio, mas detém apenas 5% das ações da companhia e dificilmente conseguirá evitar que o controle da empresa fique com a Inbev. O maior acionista hoje, com 6%, é Warren Buffett, bilionário americano que já teria se mostrado favorável ao negócio. Buffett é um dos melhores amigos do brasileiro Jorge Paulo Lemann, sócio da Inbev.
A aquisição da Anheuser também deve provocar profundas mudanças na Ambev. A exemplo do que ocorreu com Carlos Brito, que assumiu a presidência da Inbev depois de comandar a Ambev, o atual diretor-geral da cervejaria, Luiz Fernando Edmond, é cotado para assumir a presidência da Anheuser-Busch caso a compra se concretize. Edmond, de 42 anos, está no comando da Ambev desde. A empresa não comenta o assunto.
Fonte: Portal Exame, por Marcelo Onaga – 30/05/2008
Schincariol investe R$ 160 milhões em nova unidade de cerveja
O Grupo Schincariol inaugurou nesta sexta-feira, em Horizonte (CE), a 14ª unidade da empresa, com capacidade para produzir até 200 milhões de litros de cerveja por ano.
A empresa informou que, no início, a produção ficará concentrada nas garrafas de 600 ml da Nova Schin. A instalação, que custou R$ 160 milhões, faz parte do plano de investimento de mais de R$ 1 bilhão da empresa para este ano.
Segundo Gilberto Schincariol, do Conselho de Administração, a companhia pretende investir mais R$ 20 milhões nesta unidade do Nordeste e, em breve, passar a produzir, ainda, cervejas em lata e refrigerantes em garrafas pet.
"Pesquisas mostram que o consumo cresce de forma acelerada no Norte e Nordeste. Por isso, ter mais uma unidade fabril voltada para o atendimento destas regiões é reflexo do nosso esforço de crescimento", disse.
A Schincariol é a segunda cervejaria do país, com participação de 12,9% no mercado nacional. Em 2007, a empresa fechou com receita bruta de R$ 4,5 bilhões, alta de 24% sobre 2006, e lucro líquido de R$ 114,1 milhões. O grupo produz 4 bilhões de litros de bebidas no ano - incluindo cervejas, sucos, refrigerantes e águas - em 13 Estados.
Investimento
A empresa pretende investir mais de R$ 1 bilhão neste ano, incluindo a nova unidade e as recentes aquisições da Cintra (R$ 39 milhões) e da Eisenbahn (valor não informado).
A empresa também registra recente entrada no sistema de franquias (como bares temáticos) da Devassa, e, em breve, da Baden Baden - marcas adquiridas pela Schincariol no ano passado.
Aquisições
Nos últimos dois anos, a Schincariol adquiriu cinco marcas. No ano passado, além de Baden Baden e Devassa, a empresa também comprou a pernambucana Nobel.
Neste ano já foram duas (Cintra e Eisenbahn). E o presidente da empresa, Fernando Terni, informou que a empresa analisa "novas oportunidades", incluindo opções fora do ramo de bebidas, sem especificar as áreas.
Nordeste
A empresa informou que as regiões Norte e Nordeste representam 70% de suas vendas - incluindo cervejas, sucos, refrigerantes e águas - e que, na área de cervejas, possuem entre 35% e 45% do mercado.
Fonte: Folha Online em Horizonte - Dinheiro, por Karen Camacho – 30/05/2008
Inovação: Asymmetric Beer
A empresa italiana PET Engineering lançou uma exclusiva garrafa de cerveja. A garrafa é caracterizada por um desenho original, apresentando um fundo côncavo e de forma assimétrica, uma solução técnica altamente evoluída considerando os requisitos técnicos exigidos pelo tipo de produto, em primeiro lugar, a pressão interna. Para resolver o problema, a PET Engenharia, em colaboração com a Husky Injection Molding Systems, desenvolveu a pré-forma ad hoc capaz de assegurar tanto o desempenho mecânico ambos formando o fundo e a garrafa como um todo.
A pré-forma foi concebida para permitir a utilização dos principais materiais de barreira monocamada. Atenção especial foi dedicada à forma do fundo, projetado para fornecer um recipiente estável, mas também boa resistência à alta pressão interna. O recipiente combina design ergonômico, uma grande área para rótulo, a possibilidade de personalizar a garrafa e frasco com um padrão elevado e a exclusiva forma assimétrica.
Fonte: Brewing and Beverage Industry International nº2 - 2008
| < Anterior | Próximo > |
|---|