Notícias de mercado
2008 - Agosto
Venda de cerveja na Inglaterra cai aos níveis da Grande Depressão
A jarra de cerveja pode ser considerada um símbolo da Inglaterra, mas as vendas dessa bebida estão em seu nível mais baixo desde a Grande Depressão nos anos 1930, segundo cifras publicadas nesta segunda-feira.
A venda total de cerveja se reduziu 4,5% no segundo trimestre comparado com o mesmo período do ano anterior, mas mais espetacular foi à queda das vendas em bares e pubs, que chegou a -10,6%.
Os representantes do setor atribuíram essa queda ao aumento dos impostos. O Ministério da Fazenda anunciou em março um aumento de impostos de quatro pence (oito centavos de dólar) por jarra (pint) de cerveja e que os impostos sobre o álcool aumentarão nos próximos quatro anos 2% a mais que o IPC.
Fonte: AFP - 04/08/2008
Venda de cerveja sem álcool sobe 70%
Mesmo sem nunca ter gastado um real para divulgar sua Bavaria Sem Álcool, a Femsa Brasil registrou no mês passado um aumento de vendas de 69,5% da versão não-alcoólica da bebida. "Não foi preciso nenhum tipo de ação ou promoção para que isso acontecesse", disse Riccardo Morici, diretor de marketing da multinacional mexicana no Brasil.
Até mesmo cervejarias como a Petrópolis, resolveram ampliar o mix das não-alcoólicas. Isso por que está colocando no mercado a Itaipava Sem Álcool, com graduação alcoólica menor que 0,5%.
O segmento das cervejas sem álcool representava, antes da implementação da nova legislação sobre o uso de bebidas por motoristas, no final de junho, somente 0,75% do volume total do mercado cervejeiro no Brasil.
Ainda é cedo para dizer se o consumo da nova versão irá realmente vingar. Mas já há a expectativa no mercado de que esse percentual possa a chegar a 2% até o final do ano.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 05/08/2008
Cevada, milho, arroz, combustíveis e gás fazem custo da cerveja subir
A indústria brasileira de cervejas aperta o cinto. Desde as pequenas, como a Petrópolis, até as maiores, como a AmBev, todas estão de olho no aumento de custos que atinge o setor internacionalmente.
A maior pressão vem do campo: a cevada, matéria prima do malte, subiu 48% nos últimos 12 meses. Milho e arroz, que também fazem parte dos ingredientes da bebida (são 40% da parte sólida), subiram até 94%. Fora isso, conta também o aumento do gás industrial (40%), usado no engarrafamento, a alta dos combustíveis, com o diesel 10% mais caro, e também a lei de restrições à circulação de caminhões em São Paulo, que empurrou a distribuição para o período da noite. Tudo isso seria capaz de provocar um aumento na cerveja no varejo de mais de 10%, além dos 4,5% já registrados nos últimos 12 meses. Mas esse aumento tende a não ocorrer. "O mercado não está muito católico para aceitar um repasse de preços agora", diz o consultor especializado em bebidas, Adalberto Viviani.
A chamada Lei Seca, que apertou a fiscalização contra motoristas que bebem antes de dirigir, deixou o varejo apreensivo, com medo de queda nas vendas. Alguns bares falam em queda de até 30% no faturamento. Como são responsáveis por mais da metade das vendas de cerveja no país, não aceitam sequer discutir a possibilidade de um aumento. De fato, pode haver, sim, uma queda nas vendas, conforme aponta a Nielsen.
Em junho, último mês apurado pela empresa de pesquisas, foi vendido 560, 4 milhões de litros no país. O número é 11,15% melhor que os 504 milhões de litros de junho de 2007, mas 3,22% pior que os 579 milhões de maio passado. O aumento nos 12 meses, segundo análise da Nielsen, tem a ver ainda com o crescimento do mercado iniciado no ano passado, com o maior poder aquisitivo das classes mais pobres. Já os 3% de queda seriam reflexo dos primeiros 9 dias da nova legislação. De qualquer maneira, a indústria dá como certo que não há como repassar à alta. "E a tendência é continuar subindo", diz o especialista em cevada, Euclydes Minella, pesquisador da Embrapa Trigo de Passo Fundo (RS). Segundo ele, essa escalada é internacional.
"A área de plantio diminuiu em favor de outras culturas ligadas aos biocombustíveis", afirma.
No Brasil, que importa 30% da cevada utilizada pelas cervejarias, outros fatores também contribuíram: o aumento da produção nacional de cervejas, que pulou de 8,23 bilhões de litros em 2000 para 10,34 bilhões no ano passado, e também o maior número de maltarias. Antes eram duas, e agora são três, com a quarta já em construção. Por isso, as cervejarias procuram maneiras de cortar gastos.
A Femsa achou na Sol Shot, lançada há um ano, sua solução. A nova versão tem 250 ml, contra os 350 da lata e os 355 ml da garrafa "long neck". O preço caiu de R$ 1,69 para R$ 0,89. O sucesso foi grande. "Não podemos falar em número de vendas, mas alcançamos um resultado quatro vezes maior que o esperado", diz Riccardo Morici, diretor de marketing da Femsa Brasil. Tanto que a produção da Shot, antes restrita à fábrica de Araraquara (SP), foi estendida às plantas de Ponta Grossa, PR, e Feira de Santana (BA). Já a Petrópolis preferiu outra saída. "Adotamos a política de racionalizar nossos custos internos e valorizar o mix", diz Agostinho Gomes da Silva, diretor administrativo da cervejaria. Dentro da estratégia, a marca está lançando a Itaipava Sem Álcool e a cerveja Petra, com álcool, nas versões Pilsen Premium, bock e escura alemã.
Na distribuição, a empresa foi criativa: re-arrumou os engradados no caminhão e aumentou a capacidade das carretas em cerca de 20%, respeitando a legislação, segundo Silva. "São menos viagens, menos combustível, menos emissão de gás carbônico e menos gastos", diz ele.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia - 05/08/2008
Greene King
A Greene King, localizada em Bury St Edmunds, Suffolk, Inglaterra, é uma das mais tradicionais cervejarias da Europa, responsável pela produção das mais premiadas marcas em todo o mundo, dentre elas a Hen’s Tooth, que acaba de chegar ao Brasil por meio da Boxer do Brasil, importadora e distribuidora exclusiva das cervejas da Greene King no Brasil.
A Hen’s Tooth é uma Real Ale, este termo foi criado pela CAMRA (Campaign for Real Ale), para designar uma cerveja elaborada com ingredientes tradicionais, maturada com uma segunda fermentação no próprio barril de onde será servida e extraída sem o auxílio do CO2.
A cerveja usa maltes cristal e pale ale, e lúpulos Challenger e Goldings e o fermento original da Morland. Além disso, tem levedura ativa na garrafa, o que neutraliza a Ale durante toda sua vida. Apresentam aromas de malte, lúpulo e frutado (abacaxi). Paladar complexo, com boa presença de malte, seco, com amargor de lúpulo e teor alcoólico: 6,5%.
Fonte: Notícia Expressa - 07/08/2008
Skol litrão chegará primeiro a Campinas
A cidade de Campinas foi escolhida mais uma vez como praça de lançamento de um novo produto para o mercado. Desta vez, a escolha foi feita pela AmBev para a estréia da cerveja Skol em embalagem retornável em vidro e de um litro, que chega para atender a demanda de consumo doméstico e estará à venda no pequeno varejo.
Já apelidada de 'Skol Litrão', a cerveja será a primeira a ter este modelo de embalagem, que chega ao mercado nas próximas semanas, com preço sugerido de R$ 3,99 para a compra do produto com o casco e R$ 2,99 na recompra.
De acordo com a gerente de inovações da AmBev Carolina Faria, a Skol já é líder na região, com 28,6% de participação de mercado e passa a oferecer a novidade aos consumidores que costumam fazer festas em casa, reuniões com amigos e para o consumo próprio.
Além de Campinas, o lançamento está ocorrendo em outras praças do Interior, como Limeira, Araçatuba, Bauru, Franca, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. 'O início da comercialização começa por Campinas e outras localidades do Interior do Estado de São Paulo, com exclusividade, porque detectamos em pesquisas que nestas regiões, além do Sul do Brasil, temos uma penetração muito grande em domicílios. E era uma grande oportunidade de ganharmos mercado com esta nova embalagem, inédita no Brasil e de exclusividade da marca Skol', conta.
A produção já começou a ser feita na fábrica localizada em Jaguariúna, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), porém, a companhia não divulga dados de investimentos, volume de produção e expectativa de vendas, já que a AmBev é uma empresa de capital aberto. 'A fábrica ganhou uma nova linha de produção, pois não é só integrar a nova garrafa na linha já existente. É um novo tamanho, novo peso. E tudo precisou ser desenvolvido para esta nova linha', ressalta.
Fonte: Cosmo Online, por Vilma Gasques – 07/08/2008
Alta do IPI eleva preço da bebida em 5%
A Secretaria da Receita Federal (SRF) vai aumentar em cerca de 30% as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidentes sobre as chamadas bebidas quentes (vinhos, cachaças, uísques, vodcas, entre outras) a partir do mês de outubro, informou ontem o coordenador de Tributação sobre Produtos e Comércio Exterior da Receita Federal, Helder Silva. Segundo ele, a medida deve provocar aumento de 5% nos preços dessas bebidas. De acordo com o coordenador da Receita, o aumento no imposto se deve ao fato de que desde 2003 essa categoria de produtos não tinha o IPI reajustado.
O imposto é cobrado por meio de alíquotas específicas (tecnicamente chamadas de "ad rem"), com um valor em reais, como ocorre com a gasolina, e não em porcentual do valor do produto. Nesse sistema, o peso da tributação diminui ao longo do tempo, à medida que o preço é reajustado. Com o reajuste, segundo o técnico da Receita, o peso do IPI nos produtos finais deverá voltar ao nível em que estava em 2003. Para o auditor, a medida não deve ter muito impacto nos preços finais ao consumidor porque o reajuste apenas recompõe uma situação anterior. "Nós acreditamos que não haverá muito repasse ao consumidor", disse Helder Silva.
Em instrução normativa publicada ontem no Diário Oficial da União, a Receita Federal determinou que durante o mês de setembro os fabricantes de bebidas quentes façam um re-enquadramento de seus produtos nas faixas de tributação do IPI, já pelos valores reajustados. Hoje as bebidas quentes são tributadas em um sistema com faixas que vão de A a Z.
Segundo Helder Silva, esse tipo de enquadramento leva em conta o critério de preço do produto final. Cada faixa tem uma alíquota de IPI, que varia, já com o reajuste de 30%, de R$ 0,14 por unidade (faixa A) até R$ 17,39 (na faixa Z). Por exemplo, os uísques de maior valor terão IPI de R$ 17,39. As cachaças terão tributação variando de R$ 0,34 para R$ 0,39. De acordo com Silva, os vinhos também são enquadrados nesse sistema, mas o imposto não pode superar 10% do valor do produto, pois isso teria impacto muito grande na cadeia produtiva do setor, formado por cooperativas de produção. A medida anunciada ontem não afeta as cervejas e os refrigerantes. Mas esses dois grupos também pagarão mais impostos a partir do início do ano que vem. A tributação será maior para os produtos mais caros, modelo semelhante ao das bebidas quentes.
Frase
Helder Silva Coordenador de Tributação sobre Produtos e Comércio Exterior da Receita Federal "Nós acreditamos que não haverá muito repasse ao consumidor"
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia - 08/08/2008
Lei seca gera crescimento de 20% a 30% na venda de cerveja sem álcool
Uma das saídas para driblar a lei seca, a cerveja sem álcool já caiu nas graças de muita gente que não abre mão de uma boa “gelada” para relaxar. A procura pelo produto em Salvador aumentou, no último mês, em torno de 20% a 30%. Porém o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), Luís Henrique do Amaral, faz uma ressalva: “Há uma certa sensação de que é algo momentâneo, não é algo que foi consolidado ainda como hábito”. Amaral ressaltou que este era um mercado bastante restrito e agora sofreu um incremento. Mas os desavisados que se cuidem – apesar da propaganda, apenas uma das marcas disponíveis no mercado brasileiro tem composição totalmente isenta de álcool.
O fato de a Liber ter esta característica faz com que a Ambev use o trunfo a seu favor em função da lei seca. “A Liber é hoje a opção para quem vai dirigir e não quer deixar de beber cerveja, já que surpreende os consumidores por preservar o aroma e o sabor de uma cerveja Pilsen com álcool”, propagandeia o gerente de marketing do segmento Premium da Ambev, Ariel Grunkraut. Dados da companhia indicam que, na primeira quinzena de julho, a venda da Liber cresceu 25%, comparada ao mesmo período do mês anterior, e 30% em relação aos primeiros 15 dias de julho de 2007. Já o consumo de Kronenbier subiu 10%. As vendas da Bavária sem álcool também aumentaram de forma significativa – 35% nos primeiros 15 dias de julho, na comparação com junho, e 41%, em relação ao mesmo período de 2007. Apenas a Schincariol informou que ainda não deu para sentir o impacto.
A fabricação da Liber baseia-se na produção de uma típica cerveja Pilsen, líder de preferência e mercado no país, com todos os seus processos completos. Depois de pronta, a Liber tem todo o álcool retirado por meio de equipamentos especiais, que formam a planta de desalcoolização – importada da Alemanha e exclusiva no Brasil. No mundo, apenas alguns países possuem tecnologia semelhante, como Espanha, Egito, Líbano, Alemanha, China e Bélgica.
“É exatamente neste processo que está à grande diferença entre a Liber e as cervejas ditas sem álcool existentes hoje no mercado. Estas mantêm teor alcoólico de até 0,5%, pois utilizam o processo de fermentação interrompida, que não garante ausência total de álcool”, explica o mestre cervejeiro Luis Roberto Craveiro de Sá. Segundo ele, o sabor e o aroma de cerveja são preservados porque o produto fermenta até o ponto ideal. Além disso, a Liber tem na composição todos os ingredientes de uma cerveja convencional: água, malte, carboidratos e lúpulo.
Nas demais cervejas sem álcool, mesmo que em doses homeopáticas, o produto está presente em uma proporção de até 0,5% do volume. Apesar da aparente propaganda enganosa, o uso da substância está respaldado pela Lei 2.314/97, do Ministério da Agricultura, que estabelece como bebida considerada não-alcoólica aquela com teor de até 0,5% em volume, a 20º Celsius. Como as distribuidoras não são obrigadas a destacar a informação preciosa em tempo de lei seca, muita gente tem aderido à cerveja sem álcool sem saber que, caso exagere na dose, também pode ser flagrado pelo bafômetro.
Foi justamente para evitar maiores problemas que o bar Caranguejo de Sergipe substituiu a venda da cerveja sem álcool Kronenbier pela concorrente do mesmo grupo, a Liber. “As outras marcas possuem álcool em pequena dosagem e, como a lei é seca, pode acabar acusando no bafômetro”, afirma o gerente do Caranguejo de Sergipe da Pituba, Jean Carlos Santos Bacelar. No bar Meu Chapa, o aumento da procura é visível para os funcionários. O consumo da bebida cresceu em mais de 100% após a lei seca. “Antes, a gente vendia de três a quatro caixas por semana. Hoje, esse número gira entre oito e dez caixas”, informou o garçom Eduardo Passos. Além da quantidade, ele percebe também mudanças no perfil do consumidor. Antes, a cerveja sem álcool era preferencial entre os mais velhos.
A professora de dança Ângela Castro, 36 anos, é uma das adeptas da bebida sem álcool. A cerveja nunca fez muito a sua cabeça, mas, para entrar no clima de descontração, acabava aderindo. Para ela, beber é uma forma de quebrar a resistência. Agora, com a proibição, já aderiu à bebida sem álcool e não vê muita diferença na substituição. “Tomei a Liber bem gelada, gostei do sabor, estava em um ambiente de botequim, então não fez diferença. Para mim, o que deixa as pessoas soltas não é só o teor alcoólico, é toda a movimentação cênica que acontece na mesa”, considera.
Enquanto Ângela vê a situação por esse ângulo, o administrador Marcelino Santana, 32 anos, literalmente tem dificuldades de engolir a cerveja sem álcool. “É ruim, tem um gosto diferente”, resume. Ele tomou a bebida pela primeira vez recentemente e repetiu a experiência uma única vez. Nas duas oportunidades, a marca consumida foi a Kronenbier. Porém ele só soube através da reportagem que o organismo não fica totalmente livre do álcool. “Não sabia que tinha. Mesmo assim, não exagerei. Tomei apenas duas”, informou.
Apesar de 0,5% de álcool parece nada, o terapeuta especialista em dependência química Carlos Alberto Leandro faz uma alerta: “Se contém teor alcoólico, vai alterar o estado de consciência da pessoa, mesmo que em proporções menores do que a cerveja comum”. Como o álcool age no sistema nervoso central, centro de elaboração dos cinco sentidos, o especialista explica que os efeitos se refletem diretamente na visão, audição, tato, olfato e paladar.
Curiosidades
O segmento das cervejas sem álcool representa, atualmente, 0,75% no volume total do mercado cervejeiro no país. E esta fatia concentra-se especificamente no Sul e Sudeste do país, que detêm 80% deste volume. Em mercados mais desenvolvidos, como a Espanha, este segmento já abocanha uma fatia de 6% do total.
O teor alcoólico de uma cerveja pode variar desde 0,5% nas chamadas cervejas sem álcool, até 14,9% de álcool por volume, na cerveja suíça Samichlaus. Mas na maioria das cervejas mundialmente consumidas, fica em torno de 5% e as americanas, de 4%.
A primeira cerveja com baixo teor alcoólico lançada no Brasil foi a Kronenbier, em 1991, pela Antarctica. Alguns anos depois, outras cervejarias, como Schincariol e Bavária, também desenvolveram produtos similares. A cerveja sem álcool tem um volume de produção estimado em cerca de 60 milhões de litros anuais no Brasil. Liber e Kronenbier concentram 60% das vendas do setor.
Fonte: Correio da Bahia – 08/08/2008
Cervejarias apresentam suas novidades
Após registrar um crescimento de 15% em vendas, a Serramalte, marca Premium da AmBev, ganha sua primeira campanha em mídia. Criada pela AlmapBBDO, a comunicação contempla anúncios em revistas, jornais e banners para Internet, além de material para PDV.
O slogan das peças é "Serramalte. Mais encorpada. Mais Cerveja" e reforça o sabor diferenciado do produto. Segundo Maria Fernanda Albuquerque, gerente de marketing da marca, as peças são sofisticadas e ganham tom bem humorado ao ressaltar a diferença do produto em relação às demais cervejas presentes no mercado. A campanha tem criação de Romero Cavalcanti e Danilo Boer, e a direção de criação é de Luiz Sanches e Roberto Pereira.
Sem ressaca
Com embalagem desenvolvida pela agência de design SPO + Pantani, trazendo a cor azul - tradicional das cervejas do segmento -, a cervejaria Petrópolis lança a Itaipava sem álcool. Em comunicado, a empresa ressalta como ponto positivo que a bebida tem somente 60 calorias. Outra aposta da indústria é o crescimento do mercado, também impulsionado pela Lei Seca. "O público alvo será jovens de classe A e B", garante o texto.
Segundo dados da Nielsen, a fatia das sem álcool ainda é ínfima, com apenas 0,7% do volume total do mercado. Parcela bem maior pode ser encontrada em países como França (8%), Espanha (9%) e Portugal (5%).
A conjunção de fatores como a Lei Seca e o período de inverno aqueceram o mercado de cervejas Premium e sem-álcool. Concorrente do novo produto da Petrópolis, a Líber, da AmBev, apresentou crescimento de 25% nas vendas, seguida da Kronenbier, também da AmBev, que vendeu 10% a mais. Os dados se referem ao mesmo período do ano passado.
Fonte: Meio & Mensagem - 08/08/2008
Skol lança, no Paraná, única embalagem de 1 litro retornável do Brasil
De olho no crescimento do consumo de cerveja em casa apresentado em algumas regiões brasileiras, a Skol coloca no mercado, a partir desta semana, a Skol Litrão, única embalagem de cerveja de 1 litro retornável do País. E o estado do Paraná foi um dos escolhidos para receber a novidade. “Skol é uma marca gregária, para dividir com amigos e nada melhor do que uma cerveja de 1 litro para ocasiões como churrascos e festas. Por isso decidimos atender a esta demanda oferecendo aos consumidores uma embalagem mais econômica de 1 litro retornável”, explica a gerente de inovações da Skol, Carolina Faria.
Fruto de quase um ano de pesquisas a Skol Litrão chega para atender à demanda de um mercado promissor. Na América Latina, por exemplo, observa-se uma forte tendência de crescimento do consumo de cervejas em embalagem de 1 litro. Segundo estudo da Nielsen, na República Dominicana, por exemplo, esta embalagem já representa 33% do mercado de cerveja e na Guatemala 36%. “Temos bastante confiança no imenso potencial do produto”, completa Carolina.
A novidade chega ao pequeno varejo do estado do Paraná ao preço sugerido de R$ 3,99 na compra da cerveja com o vasilhame. Na recompra, o consumidor pagará apenas R$ 2,99, o que representa um custo por litro bem inferior às outras embalagens da marca.
Além do Estado do Paraná, também recebem a novidade cidades do interior de São Paulo, o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, e o sul de Minas e triangulo mineiro.
Inovações Skol
A Skol tem em seu DNA a inovação desde sua chegada ao mercado brasileiro. Para se ter uma idéia, em 1971 a marca trouxe a primeira cerveja em lata do país, em folha de flandres, e em 1989 surpreendeu o mercado com a primeira lata de alumínio.
Daí em diante a marca trouxe sucessivas novidades que tornaram o momento de tomar a cerveja cada vez mais especial para o consumidor.
1990: A marca lança a Skol Fest, em lata de 5 litros, hoje fora do mercado.
1993: Modernizou o mercado e trouxe duas novas embalagens para a Skol Pilsen: a long neck com tampa de rosca e a lata de 500 ml.
1996: A Skol lança a nova versão da embalagem long neck de 355 ml, dentro do padrão internacional para embalagens descartáveis.
1997: Irreverente, foi a primeira a adotar a “boca redondona” – abertura maior da lata.
2001: Lançou uma long neck especial para o verão, com roupa em sleeve.
2002: Em setembro de 2002, traz ao mercado uma nova embalagem para latas: o Cold Pack, desenvolvida para ir direto à geladeira. Em novembro, a marca lança a cerveja Skol Beats, também com inovação na embalagem. Seu formato sinuoso faz referência ao “S” de Skol, com o nome projetado em alto relevo.
2004: A marca lança a Skol Big Neck, de olho no consumo em casa. A nova garrafa dispensa de vez o abridor, pois tem tampa de rosca, apresenta boca redondona (prazer de beber na garrafa) e mais volume (500 ml – para acabar com o vai-e-vem até a geladeira).
2005: Atendendo aos pedidos dos consumidores, a Skol colocou no mercado, em outubro a long neck com a tampa abre fácil. Em dezembro, a marca colocou no mercado a Skol Geladona, uma lata de 473 ml que conserva a cerveja gelada por muito mais tempo, graças a uma tecnologia de isolante térmico inédita no País.
2006: Em junho a marca lança o pack Skol Redondaço (inédito no país e só produzido pelo Canadá em todo mundo) de 18 latas, uma embalagem prática para o brasileiro torcer com os amigos durante a Copa. Também em junho a Skol lança exclusivamente para o Rio de Janeiro, a Skol Redondamente Gelada, garrafa de 600 ml com rótulo termo sensível, decorado com ícones da cidade e que traz uma seta transparente que se torna azul à medida que a cerveja chega à temperatura ideal para consumo (a partir dos 4ºC)
2007: Embalagem econômica de 18 latas
Fonte: Paranashop - 08/08/2008
Regra da publicidade não traz diferenças por tipo de cerveja
Ainda que tenha teor alcoólico zero, o que depende da marca - algumas contêm um grau mínimo -, a cerveja sem álcool precisa respeitar as normas do CONAR (Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária), que regulam a propaganda do produto na mídia. Ou seja, os comerciais de cerveja sem álcool só podem ser inseridos em programação destinada a maiores de idade, não podem conter apelo ao público infantil e adolescente, não podem relacionar o consumo da bebida ao sucesso profissional ou pessoal e tampouco podem explorar o erotismo e a sensualidade, entre outras regras.
No caso de se tratar de cerveja com grau zero de álcool, o produto fica dispensado apenas da chamada cláusula de advertência - em geral, frases como "beba com moderação", o que não se aplica a produtos com teor residual de álcool.
As restrições são válidas mesmo que a marca da cerveja sem álcool não seja diretamente associada a uma marca de cerveja comum, informa a assessoria do CONAR.
O Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe expressamente a venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes. No que tange à cerveja sem álcool, no entanto, existe uma ausência de norma legal, já que não há, no texto, menção a esse tipo de produto, diz o advogado Paulo Gomes de Oliveira Filho, especializado em Direito da Comunicação.
A Folha questionou os ministérios da Justiça e da Saúde, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e o IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) sobre a existência de legislação que restrinja a comercialização da cerveja sem álcool para menores de 18 anos. Nenhum desses órgãos, porém, soube esclarecer se a venda do produto é proibida para menores de idade.
"Ocorre que nem todas as cervejas sem álcool são absolutamente livres da substância. Nesses casos, entendemos que essas marcas não podem ser vendidas para menores de idade. Quanto às cervejas sem nenhum teor de álcool, não há norma específica", diz Oliveira.
Fonte: Colaboração para a Folha de São Paulo – 10/08/2008
Lei Seca eleva venda de cerveja sem álcool
A Lei Seca vem impulsionando um produto até então relegado ao segundo plano nas estratégias de venda e marketing das grandes companhias de bebida: a cerveja sem álcool.
Somente no mês de julho, a AmBev aumentou em 66% as vendas da principal cerveja do segmento, a Liber, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. As vendas da Bavaria sem álcool, da Femsa, cresceram 69,5% no mesmo período.
Segundo as empresas, a tendência é que os números cresçam ainda mais. Atualmente, a participação desse segmento de cervejas - com teor alcoólico abaixo de 0,5% - no mercado brasileiro ainda é tímida, em torno de 0,75% do total, bem abaixo da média de países como Espanha, Estados Unidos e Alemanha, acima de 5%.
"Esse é um mercado com oportunidades muito interessantes de crescimento. A Liber é agora uma prioridade de nossas equipes de venda", diz Sérgio Eleutério, gerente de marketing da AmBev.
"O que mudou no segmento com a nova lei é que a cerveja sem álcool era um produto para quem, por motivos diversos, não tinha a opção de consumir a cerveja com álcool. Agora passa a ser uma alternativa para quem tem essa opção."
A importância estratégica do produto motivou a AmBev a incluir a Liber nas vinhetas de patrocínio do Campeonato Brasileiro de Futebol, assistido por milhões de espectadores.
Mais do que reforçar as vendas, o impulso do segmento de cervejas sem álcool com a lei seca também se reflete em uma verdadeira corrida pela criação de novos produtos. A cervejaria Petrópolis, que produz a cerveja Itaipava desde 1994, anunciou recentemente a criação da Itaipava sem álcool. Nos próximos dias, a AmBev também chega aos bares com o primeiro chope sem álcool produzido no país: o chope Liber.
A Femsa também pretende lançar em breve uma versão de chope Bavaria sem álcool. "O investimento no chope sem álcool é uma tendência natural do mercado cervejeiro e das cervejas sem álcool", diz a gerente de relações institucionais da Femsa, Renata Zveibel.
O objetivo é alcançar consumidores que gostam do produto e ainda não têm uma alternativa sem álcool.
Choperias e restaurantes (os maiores prejudicados pela nova lei) nas grandes capitais serão os alvos dos novos produtos.
No futuro, a tendência é que cervejas sem álcool saborificadas e de tipos diferentes (hoje existem apenas as do tipo pilsen no mercado local) sejam oferecidas aos consumidores.
"Em um primeiro momento, é preciso apresentar a própria cerveja sem álcool, um produto ainda desconhecido por grande parte dos consumidores brasileiros", explica Eleutério, da AmBev. A partir do momento em que se torna um produto estratégico, essa cerveja tende a melhorar em termos de qualidade e sabor, como ocorreu com os refrigerantes diet, diz.
A preparação das empresas de bebidas para a lei seca, segundo apurou a Folha, vem acontecendo há mais de um ano, desde as primeiras sinalizações sobre a nova lei. Como o impacto sobre as vendas dos produtos com álcool tende a ser negativo - as empresas afirmam que é prematuro estimar a dimensão, a saída foi buscar novas oportunidades. E o segmento de cerveja sem álcool surgiu como a melhor opção.
Segundo a Femsa, o efeito de queda nas vendas com a nova lei é ainda específico no segmento chope, que corresponde de 2% a 4% do total de vendas, dependendo da empresa. Ao mesmo tempo, as vendas de cervejas nos supermercados cresceram, como resultado da preferência pelo consumo da bebida em casa.
"Vale ressaltar que as empresas que contam com portfólios amplos de produtos, como a Femsa, têm a vantagem de não sofrer tanto com o impacto da lei, pois o consumidor migra de bebidas alcoólicas para não-alcoólicas que também são oferecidas por essas empresas", pondera Zveibel.
Quem também está de olho nessa mudança são as grandes redes varejistas. O Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, decidiu reposicionar as gôndolas e elevar a quantidade de todas as cervejas sem álcool ofertadas.
"A importância desse produto passou para outro patamar. Era um produto de nicho que, com a nova lei, passou a ser prioritário nas estratégias de venda", diz o gerente comercial da rede, Fábio Rodrigues.
Segundo ele, a queda no preço da cerveja sem álcool é uma conseqüência da mudança de escala. "Era um produto em média 50% mais caro que as similares do tipo pilsen. Hoje, essa diferença caiu para 25%."
Fonte: Colaboração para a Folha Online, por André Palhano – 10/08/2008
Schincariol sobe
O Grupo Schincariol foi à cervejaria que mais cresceu em julho, de acordo com dados Nielsen. A participação de mercado da empresa cresceu 0,5% em relação ao mês anterior, chegando a 13,6% do consumo nacional. A companhia, que não informa dados separados por produto, credita a boa performance à cerveja Nova Schin. A Ambev teve retração de 0,7%, ficando com 66,7% do mercado. A cervejaria Petrópolis e a Femsa cresceram cada uma 0,1%, com 9,2% e 7,7% de mercado, respectivamente. Julho foi o primeiro mês completo em que as empresas aturam sob a "Lei Seca", em vigor desde 20 de junho.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 12/08/2008
Cervejaria Petrópolis lança Itaipava Sem Álcool
Desde que foi lançada, em 1994, a cerveja Itaipava é um verdadeiro sucesso em todo país. Agora, o consumidor de Itaipava passa a ter mais uma opção: a Cervejaria Petrópolis acaba de lançar a Itaipava Sem Álcool. Com graduação alcoólica menor que 0,5%, este produto enquadra-se na categoria de cerveja sem álcool, determinada pelo Ministério da Agricultura. Para se ter uma idéia, uma cerveja Pilsen normal possui 4,5% de graduação alcoólica.
O processo de redução alcoólica da Itaipava sem Álcool chama-se fermentação interrompida e controlada. O líquido a partir do qual é formada a cerveja chama-se mosto, que é uma combinação de malte, água e lúpulo. Durante o processo de fermentação, os açúcares do mosto são transformados em álcool e gás carbônico. Normalmente o processo é feito a uma temperatura de 12ºC. Na produção da Itaipava Sem Álcool, a temperatura é de 6ºC ou 7ºC. Isso faz com que a fermentação produza os aromas característicos de cerveja, mas com uma produção menor de álcool.
A Itaipava Sem Álcool é uma cerveja clara que preserva as mesmas qualidades já conhecidas na Pilsen, e tem mais um grande diferencial: cada lata de 350 ml da Itaipava sem Álcool possui apenas 60 calorias. Sua produção será concentrada na unidade de Petrópolis da Cervejaria Petrópolis.
A embalagem da Itaipava Sem Álcool foi desenvolvida pela agência de design SPO + Pantani, trazendo a cor azul – tradicional das cervejas sem álcool – predominante e detalhes diferenciados da assinatura, como as folhas de cevada que circundam toda a extremidade do rótulo, formando uma coroa, e as linhas onduladas na parte inferior, que garantem movimento ao conjunto.
A nova cerveja estará disponível em embalagem long neck (355 ml) e em lata (350 ml) e será distribuída em todos os estados do país, por meio das distribuidoras parceiras da Cervejaria Petrópolis, que totalizam 124 unidades.
O público da Itaipava sem Álcool é formado por jovens e adultos das classes A e B, que por algum motivo tenham restrição ao consumo de álcool. O mercado de cervejas sem álcool possui grande potencial de expansão no Brasil. De acordo com instituto Nielsen, sua venda representa apenas 0,7% do volume total de cervejas vendidas no país. Parcela bem maior pode ser encontrada em países como França (8%), Espanha (9%) e Portugal (5%).
Fonte: Imais9Prumo – 12/08/2008
Pioneirismo da cervejaria de Santa Catarina
Uma das mais tradicionais empresas de cerveja de Santa Catarina, a Alibras, de Chapecó, comemora em quase 25 anos de história, o mérito de ter sido a primeira cervejaria do Sul do país a envasar cerveja em lata e do pioneirismo na produção de refrigerantes em embalagem PET no sul do país. Seu parque fabril tem capacidade para produzir mensalmente seis milhões de litros de cerveja e oito milhões de litros de refrigerantes, sendo que as marcas mais tradicionais são a Cerveja Kilsen Pilsen e o Refrigerante Quipo.
Em entrevista exclusiva ao Noticenter, o diretor comercial da Alibras, José Américo Rebelatto explica as estratégias da empresa para se manter no mercado durante todos esses anos. Segundo Rebelatto fatores como inovação, agilidade e atualização são essenciais para o sucesso de um negócio. “O mercado está cada vez mais exigente, seja na questão de produtos diferenciados, novos sabores, novas embalagens, e para isso nossas pesquisas de avaliação de comportamento do consumidor para lançamentos de novos produtos são de fundamental importância para nos manter atualizados”, frisa.
“Para o próximo ano teremos vários lançamentos na linha de cervejas e novos sabores na linha de refrigerantes”, revela o diretor comercial.
Divulgação dos produtos através de material visual impresso, televisão, rádio e brindes personalizados como copos, camisetas, bonés e garrafas térmicas e luminosos são outras estratégias utilizadas pela Alibras para reforçar a imagem da empresa perante os clientes e consumidores finais. “Além disso, criamos as mais variadas campanhas de vendas e desenvolvemos eventos que divulgam a marca, por exemplo, do Free Chopp Kilsen”, conta.
Produtos
A Alibras produz cerveja, chope e refrigerante. A linha de cerveja e chope está dividida em duas marcas: Kilsen e Selki. Quanto a linha de refrigerantes a Alibras conta com duas marcas para a distribuição dos produtos: Quipo, que pode ser encontrado nos sabores guaraná, limão, laranja, uva, laranjinha, cola, cola citrus e framboesa, e Glutty, nos sabores guaraná, limão, laranja e cola.
Mercados
Com matriz em Chapecó, hoje os produtos da Alibras atendem todo o sul do país com mais de setenta distribuidores espalhados em pontos estratégicos e exporta para os países do Mercosul como Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia e para Hong Kong. “Estamos negociando com clientes da Europa e Ásia para expandir nossa atuação no mercado”, revela o diretor comercial.
A maioria dos produtos fabricados pela Alibras é da linha de refrigerantes. Esse segmento responde por cerca de 50% da fabricação total da empresa. Cerveja são 40% e outros produtos 10%. A Alibras possui capacidade para fabricar seis milhões de litros de cerveja e oito milhões de refrigerante por mês.
Investimentos em recursos humanos
Segundo Rebellato, a consolidação da Alibras no mercado e a boa atuação ao longo dos anos é fruto, não apenas da qualidade dos produtos, mas também da forte ligação que ela tem com cada colaborador. “Não basta que o funcionário ganhe bem. Nosso quadro de colaboradores, que gira em torno de 90 pessoas, tem que apresentar qualidade de vida junto com a Alibras”, destaca. “Temos um departamento de Recursos Humanos que desenvolve e oportuniza o bem estar dos funcionários e o crescimento profissional deles lado a lado com a empresa”, comenta. No setor ambiental a preocupação também é constante. “Tratamos todos os resíduos, até porque para participar de concorrências internacionais é imprescindível adotar essas iniciativas dentro das corporações”, esclarece.
Sem controle não existe qualidade. De acordo com o diretor comercial, a realização de testes e análises químicas, biológicas e degustativas para avaliar a qualidade dos produtos são constantes na empresa. Através deles é possível aferir com certeza a qualidade de cada item que está sendo vendido para o consumidor. Os testes vão desde a chegada da matéria-prima na empresa, passam pela transformação do produto e incluem o pós engarrafamento.
Combinação de materiais para a fabricação da cerveja
A cerveja é o produto obtido através da fermentação alcoólica do mosto de cereal maltado, geralmente malte de cevada, e conta com a adição de outras matérias prima como amiláceas e lúpulo. Em geral o teor alcoólico é baixo, variando de 3% a 6%. Os elementos usados na fabricação da cerveja Kilsen são a água, malte, lúpulo e maltose de milho.
“Utilizamos somente água de poço artesiano no preparo da cerveja. Isso é um fator muito importante a ser considerado, pois praticamente define o local de instalação da fábrica. Nossa água possui pH 6,9, ideal para cervejas claras”, define José Rebelatto.
Outro componente da bebida é a cevada malteada. Sua origem é da Maltaria Agraria de Guarapuava (PR) e de países como Argentina e Alemanha.
Também fazem parte da composição o lúpulo e a maltose. O primeiro é uma planta que necessita de muito frio e que tendo suas flores industrializadas, extrai-se a matéria prima chamada de lúpulo. “Este produto mantém o sabor amargo e o aroma da cerveja Kilsen”, destaca. O lúpulo usado vem da Alemanha e da Republica Tcheca.
Nada mais do que uma espécie de “mel” extraída do milho, a maltose, ao ser combinada com os açucares do malte na etapa de fermentação, contribui para a produção do álcool. O fornecedor desse produto é a Refinações de Milho Brasil.
Um pouco da história
No ano de 1984 os irmãos Rebelatto, Antonio, Lodovir, Valderico, Nei e José começaram a história na indústria de bebidas com a compra do maquinário existente na engarrafadora de aguardente e refrigerante na cidade de Chapecó. Já no primeiro ano de trabalho, as mudanças e estratégias de mercado fizeram com que a capacidade de produção instalada não suprisse o mercado. Diante desse êxito em curto espaço de tempo, a empresa esboçou um novo projeto, o de ampliação do seu parque de máquinas e novas instalações. Em 1988 foi inaugurada a nova fábrica, totalmente automatizada.
A partir deste mesmo ano com a constante ampliação de mercado a empresa canalizou a maioria de recursos na ampliação de sua linha de refrigerantes, se tornando em 1990 a pioneira na produção da linha Pet no sul do país. Com este novo produto a Rebelatto Ind Com de Bebidas Ltda., passou a atender os três estados da região do sul do Brasil e países vizinhos.
Com a evolução no mercado de bebidas e os investimentos em pesquisa para novos produtos, a empresa realizou um sonho antigo de muitos chapecoenses, o de produzir cerveja. Após cinco anos a Rebelatto mudou a razão social muda para Cervejaria Kilsen Ltda.
Em 2007 a Cervejaria Kilsen inovou outra vez, onde além de produzir várias marcas de cerveja e refrigerantes, ingressou no segmento de private label e na produção de novas linhas de produtos, como chás, sucos, águas e de energéticos. Com toda esta família de produtos a empresa passou a se chamar Alibras - Alimentos Brasileiros Ltda.
Processo de fabricação da cerveja
O processo de fabricação da cerveja Kilsen compreende cinco etapas: mosturação (preparo do mosto), fervura, fermentação, maturação, filtragem e pasteurização.
A mosturação envolve a mistura do malte moído com a água. Por este processo consegue-se obter a extração de 65% da parte sólida do grão. O líquido obtido nesta etapa é chamado de mosto. Na fervura, além do mosto são adicionados a alta maltose e o lúpulo. “Esta fervura também serve para esterilizar o mosto e a padronização do sabor da cerveja”, explica Rebelatto.
O próximo passo, a fermentação, corresponde a uma das mais importantes etapas da fabricação da cerveja. Rebelatto ressalta que devido a esse fato é necessário ter uma grande atenção com a procedência do fermento. “Aqui na Kilsen o fermento utilizado vem especialmente da Universidade de Weihenstephan, próximo a Munique na Alemanha”, conta.
O passo seguinte, que é a maturação, serve para a combinação de todos os componentes fenólicos. Já na filtração, eliminam-se os resíduos sólidos provenientes do malte ainda existentes na fermentação. “Esse processo também serve para retirar as células de leveduras que serviram para fazer a fermentação, conferindo brilho e qualidade ao produto”, salienta.
Por fim vem a pasteurização, que consiste em um choque térmico para eliminar microorganismos danosos a cerveja e que serve para dar estabilidade biológica ao produto. “Depois de todos estes processos a cerveja já esta pronta para o envase”, finaliza o diretor comercial. “Para a fabricação de nossa cerveja utilizamos equipamentos de ultima geração, totalmente em aço inoxidável garantindo assim maior higiene e qualidade nos produtos que industrializamos”, diz. O teor alcoólico da cerveja é de 4,2 %.
Cerca de 70% da matéria-prima usada pela Kilsen é proveniente do mercado externo - 35% vêm da Alemanha e 35% da Tchecoslováquia. Os outros 30% são adquiridos aqui no Brasil.
Fonte: O Barriga Verde – 13/08/2008
Lucro líquido da AmBev cai 10,4% no 2º trimestre, para R$ 402,1 mi
A AmBev (Companhia de Bebidas das Américas) registrou um lucro líquido de R$ 402,1 milhões no segundo trimestre, 10,4% de recuo em relação ao registrado no mesmo trimestre de 2007. Segundo a empresa, a queda no lucro ocorreu devido a um aumento de despesas com contingências, às perdas de capital com o aumento de participação em subsidiárias e a maiores despesas com imposto de renda e contribuição social.
O Ebitda (lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa ficou em R$ 1, 978 bilhão no trimestre passado, um crescimento de 7,4%. O volume de cerveja no Brasil aumentou 3,8% no trimestre à medida que a indústria volta a crescer. A participação média de mercado da empresa no trimestre passado alcançou 67,3%, igual ao mesmo período do ano anterior.
No Brasil, a participação de mercado média no trimestre foi de 67,3% para cerveja e 17,4% para refrigerantes, não-alcoólicos e não-carbonatados. O custo dos produtos vendidos por hectolitro aumentou 3,3% no trimestre devido ao aumento das commodities como a cevada e o milho, parcialmente compensado por ganhos decorrentes de "hedges" (proteção) feitos para açúcar e valorização de moeda.
Fonte: Folha de São Paulo - Dinheiro - 14/08/2008
Pindoretama terá cervejaria
Depois da Kaiser (em Pacatuba), da Schincariol (em Horizonte) e da Antártica (em Aquiraz), agora é a vez da Cervejaria Premium enxergar o Ceará como boa oportunidade para a realização de negócios. A nova fábrica de três hectares da empresa, que será erguida no município de Pindoretama, contará com investimento da ordem de R$ 34 milhões e será responsável pela geração de 210 postos de trabalho diretos. As informações foram adiantadas, ontem, com exclusividade ao Diário do Nordeste, pelo presidente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Cede), Ivan Bezerra. Segundo ele, o protocolo de intenções para a implantação do empreendimento será assinado hoje, em reunião no Palácio Iracema, com representantes do Governo do Estado e do grupo industrial pernambucano João Santos (donos da cervejaria). Após esse momento de compromisso assumido entre os investidores e o governo estadual, a empresa disporá de até dois anos para executar o projeto e colocar a fábrica em funcionamento.
O volume da produção de cerveja a ser gerada pela nova indústria ainda não foi divulgado. De acordo com o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (ADECE), Antonio Balhmann, um projeto mais detalhado sobre o processo produtivo será apresentado pelo grupo empresarial logo após a assinatura do documento, que ocorrerá hoje.
Interiorização
Há seis meses, quando as discussões de atração do empreendimento para o Ceará tiveram início, a fábrica iria para o município de Aquiraz. Mas, como lá os incentivos fiscais seriam menores, apenas 61% de desconto no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o projeto foi deslocado para Pindoretama, onde eles terão benefício de 75% do tributo, diz Bezerra.
Além dos maiores benefícios de cunho fiscal, a maior distância de Fortaleza (critério da interiorização) e o valor do Produto Interno bruto (PIB) gerado por cada município também influenciaram na escolha da cidade que iria abrigar a cervejaria. Em Pindoretama, o PIB per capita (que corresponde à divisão da soma das riquezas produzidas pelo total da população), atingiu a marca de R$ 3.087 em 2004. No mesmo ano, o PIB per capita de Aquiraz alcançou R$ 5.732, segundo apontam dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE).
Para o presidente da ADECE, há um interesse forte do Governo em promover a interiorização. Fazemos um esforço muito grande para atrair investimentos em todos os setores e queremos intensificar isso no Interior, destaca Balhmann, informando que a vinda da cervejaria é apenas mais um, dentre os muitos investimentos que o Estado vem prospectando para ocorrer em breve.
Mercado
As cervejas do tipo Premium ainda respondem por uma tímida parcela (de cerca de 2%) do mercado de cervejas do Brasil que, em 2007, vendeu algo próximo a 7 milhões de litros.
Fonte: Jornal do Nordeste especial - Economia, por Livia Barreira – 14/08/2008
Nova fábrica de cerveja no Espírito Santo vai gerar 530 empregos
O grupo Coroa vai lançar, no verão de 2010, a primeira cerveja da marca. A cervejaria já está sendo construída em Domingos Martins, e o produto será feito com água das montanhas capixabas.
O principal mercado é o Espírito Santo, mas a nova cerveja também será vendida em Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro. Duas máquinas e dois inspetores eletrônicos de garrafa e caixa já chegaram da Alemanha para o beneficiamento do malte.
O investimento total, que inclui fábrica, proteção ambiental, capital de giro e inserção no mercado, são de R$ 97 milhões. O empreendimento vai gerar 530 empregos diretos, entre fábrica e rede de distribuição. Na primeira etapa, serão produzidas 200 mil caixas por mês.
De acordo com o superintendente da empresa, Ademar Bragatto, no início deste ano, o grupo conseguiu parte do financiamento junto ao Grupo Executivo para Recuperação Econômica do Estado do Espírito Santo (Geres) operacionalizado pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) e agora está negociando o restante do investimento com bancos privados.
Neste mês, o grupo Coroa completa 75 anos. A aposta da marca é renovação de embalagens e produtos, além de promoções para fidelizar o público. Entre as novidades, o guaraná Coroa Zero em lata e a água Campinho Lemon produto aromatizado no sabor limão ainda em fase de estudo.
Hoje, a Coroa possui 96 produtos no portfólio e responde por mais de 20% do mercado de bebidas do Estado ela já fabrica água mineral e refrigerante. A empresa mantém distribuidoras no Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com 60 mil pontos de venda ao todo.
Cronologia
A empresa foi fundada por Roberto Kautsky em 1933, produzindo bagaceira, vinagre, óleo etérico (derivado da laranja), aguardente de cana, conhaque de mel e jurubeba.
Só em 1950 começam as experiências com bebidas gasosas. O maquinário para produzir 1,8 mil garrafas foi importado de Hamburgo, na Alemanha. Em 1970, surge a Água Campinho, e a empresa passa também a fabricar refrigerantes de laranja e limão.
Em 1999, o guaraná Coroa passou a ser exportado para EUA, Canadá e Suécia. O produto tem destaque no site americano "The Beverage Network".
Há seis anos, a Coroa associou-se à família Bragatto para produzir cerveja.
Fonte: Gazeta Online, por Fernanda Zandonadi - 14/08/2008
Bebida considerada "paixão nacional” ganha novo sabores
Considerada paixão nacional, a cerveja tem ganhado novas formas e sabores, resultado da fabricação artesanal feita por pequenas empresas. Com isso, o apreciador tem descoberto as inúmeras variedades da bebida considerada "paixão nacional".
No programa "Boa Vida" desta semana, a repórter Marina Fuentes entrevista o empresário Evandro Amidani, proprietário de um bar, em São Paulo, especializado em cervejas Premium.
De olho neste mercado em crescimento, a Schincariol comprou recentemente à catarinense Eisenbahn. Além disso, outras microcervejarias com boa aceitação no mercado, como a paulista Baden Baden, a pernambucana Igarassu e a carioca Devassa, já haviam sido adquiridas pela empresa no ano passado.
Em seu estabelecimento, Amidani conta com 25 marcas diferentes, todas nacionais. "Ao abrir o bar, a idéia era oferecer um produto diferente". Apesar do crescimento da procura pelo tipo de produto, o empresário diz que o brasileiro ainda desconhece a quantidade de cervejas disponíveis e de boa qualidade existentes no mercado.
Para o consumidor que pouco conhece sobre as cervejas artesanais, Amidani aconselha a brincadeira da experimentação, ou seja, a saída em grupo aos bares que disponibilizam a bebida. Em vez de pedir um só tipo de cerveja, cada um faz o pedido diferente. Com isso, todos podem experimentar a sua bebida e a dos amigos.
Assista ao vídeo com a participação da jornalista clicando no link:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u430526.shtml
Fonte: Folha Online – 14/08/2008
Receita irá controlar produção de cervejas e refrigerantes no País
A Receita Federal do Brasil vai controlar a produção (garrafas e latas) de cervejas, refrigerantes e águas para inibir a sonegação fiscal. Até o fim de 2009, 130 empresas fabricantes desses produtos terão obrigatoriamente que instalar contadores de produção nos seus estabelecimentos industriais. A medida consta na Instrução Normativa assinada pela secretária Lina Maria Vieira, que traz a regulamentação do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (SICOBE). Além de contar a quantidade de produtos fabricados pelos estabelecimentos industriais, o SICOBE também fará a identificação do tipo de produto, embalagem e da sua marca comercial.
Segundo a Receita Federal, as bebidas serão marcadas pelo sistema, com códigos seguros que funcionarão como uma espécie de "assinatura" digital. Esses códigos possibilitarão aos fiscais o rastreamento individual de cada bebida produzida no País. Os códigos conterão informações sobre o fabricante, a marca comercial e a data de fabricação do produto. O sistema permitirá em tempo real, o controle de todo o processo produtivo de bebidas, mediante a utilização de equipamentos e aparelhos para registro, gravação e transmissão das informações à base de dados do Fisco.
A obrigatoriedade de instalação dos contadores de produção no setor de bebidas foi estabelecida pela Medida Provisória 436. Ela se adéqua à nova sistemática de tributação instituída pela Lei 11.727, que é baseada no tipo de embalagem, marca comercial e preço.
De acordo com a Receita, esses novos instrumentos possibilitarão um controle maior sobre a produção para combater a sonegação no segmento de fabricação de bebidas, eliminarem a concorrência desleal e proteger as empresas que cumprem regularmente suas obrigações tributárias.
A Receita já exigia os medidores de vazão, mas nem todas conseguiram instalá-los. Os pequenos fabricantes (até 30 milhões de litros por ano) alegaram que não tinham como bancar os custos de instalação dos equipamentos. Agora, elas terão o prazo até junho do ano que vem para instalar o medidor.
Impostos
Com a nova lei, o setor de bebidas pagará mais impostos a partir de 1º de janeiro de 2009.
A tributação será maior para os produtos mais caros. O objetivo da medida não é aumentar a carga tributária, mas resolver o problema da "regressividade tributária". Esse problema ocorre hoje porque é aplicada uma alíquota única de cada tributo sobre a quantidade de litros produzidos, sem considerar o preço do produto, o que penaliza os pequenos fabricantes. A nova regra tenta resolver o problema do ponto de vista fiscal e da concorrência, sem afrouxar a fiscalização.
Com a nova legislação, a tributação incidirá sobre o preço do produto. A alíquota vai variar dependendo do tipo de embalagem (lata, garrafa etc.) e do preço praticado no varejo. Para isso, a Receita contratará um instituto de pesquisa para fazer um levantamento do preço cobrado ao consumidor. Com base nesse estudo, serão criadas faixas de tributação dividas por valores do produto, de forma que a alíquota seja maior para os mais caros.
A partir do mês que vem, a Receita iniciará visitas técnicas junto aos primeiros 130 estabelecimentos fabricantes de cervejas. A partir de 2010, o processo de instalação terá continuidade nas demais empresas do setor. Ao todo o setor tem cerca de 300 fabricantes em todo País.
O SICOBE será instalado pela Casa da Moeda do Brasil. A instalação do sistema será efetuada sem qualquer custo para o fabricante de bebidas, que ficará responsável somente pelo ressarcimento à Casa da Moeda do Brasil pelos procedimentos de manutenção preventiva e corretiva do sistema. Esse custo poderá ser deduzido do PIS ou da COFINS devido pelas empresas.
Fonte: Portal RPC Gazeta do Povo - Economia – 14/08/2008
AmBev lança chope sem álcool neste mês
A AmBev sempre se esforçou para incentivar o consumo responsável de bebidas alcoólicas. A empresa já doou mais de 60 mil bafômetros para governos estaduais e municipais e patrocinou a elaboração de um guia que ensina pais a falar sobre o uso de álcool com seus filhos. Desde 2001, há programas de conscientização dos clientes sobre os riscos da bebida em todos os eventos patrocinados por suas marcas e as peças publicitárias da cervejaria costumam incluir mensagens mais enfáticas que o protocolar slogan “Se beber, não dirija”, exigido pelo governo. A empresa teria, então, ficado satisfeita porque finalmente o governo decidiu coibir a mistura de álcool e direção, com a Lei Seca e uma fiscalização bastante rigorosa?
Pela lógica do prêmio Nobel de Economia Milton Friedman (1912-2006), a resposta seria não. Um dos economistas mais influentes dos Estados Unidos no século passado, Friedman disse, há quase quatro décadas, que “a responsabilidade social das companhias é a de aumentar seus lucros”. E, no mercado, poucos acham que a AmBev não sentirá o baque da Lei Seca.
O banco Credit Suisse estima queda de até 6% nos volumes de cerveja vendidos pela AmBev e aposta que ela será mais prejudicada que suas concorrentes porque tem maior presença em bares e restaurantes. Os números divulgados pela Nielsen nesta semana indicam que essa é mesmo a tendência. De junho para julho, a participação de mercado da AmBev caiu 0,7 pontos percentuais, para 66,7%, - enquanto Schincariol, Petrópolis e Femsa avançaram.
Ao contrário dos donos de bares e restaurantes, não passa pela cabeça dos executivos da AmBev bombardear a nova legislação ou entrar com uma ação de direta inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal para tentar derrubar a Lei Seca. A reação da empresa começará a ganhar corpo nos próximos dias, quando será a lançado o primeiro chope totalmente sem álcool do Brasil. Com a marca Líber e pesados investimentos em marketing, o chope inicialmente estará presente em bares e restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro. As equipes de vendas da AmBev já rastrearam os estabelecimentos ideais para começar a oferecer o produto e seus funcionários têm recebido treinamento para tirar o chope sem álcool da forma adequada.
O chope será produzido em Jacareí, a 75 km de São Paulo, na mesma fábrica onde a cerveja Líber já é produzida em lata ou garrafa long neck. A marca é a única totalmente sem álcool do país. Suas concorrentes passam por um processo de fermentação bastante rápido, mas suficiente para que sobrem pequenas quantidades de álcool que podem ser percebidas pelo bafômetro com a ingestão da bebida em grandes quantidades.
Já a Líber é produzida como qualquer outra cerveja Pilsen, mas o álcool é totalmente retirado ao final do processo. A tecnologia para a “de alcoolização” foi importada da Interbrew após a fusão da cerveja belga com a AmBev.
Apesar de processo exclusivo de produção, desde o lançamento em 2004 a Líber nunca pôde ser considerada um sucesso de vendas. Todas as cervejas com baixíssimo teor alcoólico juntas possuem cerca de 0,75% do mercado brasileiro. As marcas da AmBev – Líber e Kronenbier– possuem juntas cerca de 60% desse minifúndio. Até agora a maior parte do público consumidor da Liber a escolhia por motivos religiosos, de saúde ou em locais onde o consumo já era proibido – como estádios de futebol de alguns estados. Executivos da AmBev acreditam, no entanto, que a Liber pode ir muito mais longe com a Lei Seca e se tornar uma boa opção para as pessoas que vão ao bar com amigos, não querem se sentir deslocados, mas também não podem beber porque vão dirigir para casa.
Até agora, os resultados foram animadores. As vendas da Liber cresceram 66% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado e incentivaram a AmBev a fazer um marketing mais agressivo do produto. A empresa comprou placas de propaganda em estádios de futebol e vinhetas publicitárias durante as transmissões de seis rodadas do Campeonato Brasileiro nos canais Globo e SporTV. A empresa não revela o investimento nem as metas de vendas da Liber.
O gerente de marketing da marca Sergio Eleutério, afirma, porém, que cervejas sem álcool já respondem por 6% das vendas em países como a Espanha – onde a Lei Seca é respeitada. Outros países também possuem um extenso portfólio de bebidas sem álcool, como cervejas de trigo, de diversos sabores e de outras cores. O sucesso da Liber vai determinar a continuidade dos investimentos da AmBev nesse filão. Há alguns meses, quase ninguém acreditava que a Lei Seca pudesse ser levada tão a sério por governos e cidadãos. Resta saber agora se a nova legislação também será suficiente para romper o hábito brasileiro de não-consumo de cervejas sem álcool.
Fonte: Portal Exame - Negócios – 15/082008
Cerveja Starobrno da República Tcheca desembarca no Brasil
A República Tcheca, conhecida mundialmente pelo alto padrão de fabricação de cervejas, produz uma Pilsen de nome Starobrno, que se destaca por apresentar boa presença de malte e lúpulo.
Em tempos medievais na República Tcheca, o direito de fabricar cerveja era concedido ao rei e era um privilégio. Ao contrário de muitos países, muitas cidades e até mesmo pequenos vilarejos tinham seu próprio processo de fermentação para a produção de cervejas especiais. Esta realidade possibilitou uma enorme variedade de sabores que podem ser encontrados na República Tcheca – ampla variedade de cores, conteúdo alcoólico e sabor.
A Importbeer, uma das principais importadoras de cervejas do Brasil, sempre atenta ao consumo no mercado internacional e através de diversas pesquisas e análises, traz ao Brasil esta Premium lager, exemplar legítimo do estilo pilsen, surgido na República Tcheca. A cervejaria Starobrno fica localizada na cidade de Brno e produz a cerveja desde o século IX.
Fabricada através de uma tecnologia tradicional Checa, o sortimento da cervejaria Starobrno oferece tipos especiais de cerveja, como Black Drak, Cerveny 'Drak e Barão Trenck, fabricado de acordo com uma fórmula especial. Todo o processo de produção é controlado através do sistema HACCP. A certificação da qualidade da República Checa - "Czech Made" foi concedido a Starobrno lager. Teor alcoólico 5,0%.
Fonte: Por Miriam Matos - 15/08/2008
Venda de chope é mais afetada pela Lei Seca
O chope - e não a cerveja - é a verdadeira vítima da Lei Seca, em vigor nacionalmente desde o dia 20 de junho. A bebida, vendida principalmente em bares - e bares com infra-estrutura para ter o chopeiras com serpentina - não é tão importante para o negócio das cervejarias. Representa apenas 3% das bebidas alcoólicas vendidas pelas grandes cervejarias do país, como AmBev, Femsa, Schincariol. "Mais de 70% das vendas de cerveja acontecem em bares e restaurantes e a maior parte desses estabelecimentos não são como os da Vila Madalena, em São Paulo", diz Paulo Macedo, diretor de relações externas do Mercosul da Femsa, referindo-se ao bairro que concentra estabelecimentos badalados na cidade. Para servir chope gelado e com pressão, o estabelecimento precisa investir cerca de R$ 20 mil no equipamento que dispensa a bebida. A cervejaria entrega apenas o líquido, em barris retornáveis. Se a opção for por franquias de choperias, como as da AmBev ou da Femsa, o investimento é maior: cerca de R$ 300 mil. "Como a maioria do consumo de cerveja acontece em bares pequenos, de vizinhança, a Lei Seca não interfere, porque o consumidor está perto de casa e volta a pé", explica Macedo. "Com o chope é diferente. O consumidor vai de automóvel aos bairros mais badalados, onde ficam os bares mais estruturados", afirma. Na Femsa, segundo Macedo, as vendas de chope caíram 30% depois que a nova legislação entrou em vigor, em relação ao mesmo período do ano passado. O percentual é semelhante ao divulgado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL). Segundo a entidade, os estabelecimentos menos prejudicados devem ter perdido 20% da receita até agora.
O consumo de cerveja, entretanto, continuou igual. "Nenhuma de nossas marcas foi afetada", afirma Riccardo Moriti, diretor de marketing da Femsa. "Até tivemos crescimento de vendas para a marca Sol", declara. Na AmBev, que de suas 30 fábricas, nove produzem chope, a opinião é a mesma. Em teleconferência com analistas na semana passada, Luiz Fernando Edmond, diretor-geral para América Latina da companhia, disse que a Lei Seca não atinge o consumo de cervejas. Mas sim o das marcas mais "Premium", vendidas em bares mais chiques. "A nova lei não é tão relevante para as nossas vendas", afirmou. Mesmo assim, a AmBev já achou uma maneira de não perder dinheiro com seu chope. Está lançando no Rio de Janeiro e em São Paulo dentro de alguns dias o chope Liber, marca da cerveja sem álcool da companhia, que teve alta de 66% no volume de vendas desde a chegada da nova legislação. Enquanto isso s empresa fabricantes de equipamentos para choperias também se adaptam aos novos tempos. "Nossas vendas para bares continuam iguais, mas as de máquinas de chope caseiras cresceram 20% em julho, em relação ao mesmo mês do ano passado", afirma Fernando Dib, diretor comercial da Chopeiras Ribeirão Memo, fabricante dos dois tipos de equipamento. "Agora instalo duas chopeiras residenciais a cada três dias. Antes não passavam de duas por semana", afirma. O novo sonho de consumo dos amantes de chope sai caro: de R$ 800, o modelo resfriado a gelo, a até R$ 7 mil - versões mais sofisticadas com torneira tipo "torre naja".
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 18/08/2008
Setor de bebidas aprova instalação de contadores de produção nas fábricas
As empresas do setor de bebidas frias - cervejas, refrigerantes e águas - receberam bem a instrução normativa 869, da Receita Federal. A norma prevê, até dezembro de 2009, a instalação de contadores de produção em suas fábricas. Esses sistemas, mais sofisticados que os atuais medidores de vazão, e vão identificar marcas, embalagens e preços de todos os itens fabricados, definindo, dessa maneira, a base para a cobrança de impostos e contribuições.
O diretor de Tributos da AmBev, Ricardo Melo, elogiou a medida e ressaltou que os contadores de produção serão indispensáveis no cenário atual de mudanças no regime de cobrança de impostos e contribuições federais sobre a produção de cervejas, refrigerantes e águas. Na visão de Melo, o contador de produção é uma das duas correções da recente lei 11.727 previstas na medida provisória (MP) 436. A outra é a possibilidade de os tributos serem cobrados sobre um preço mínimo arbitrado pela autoridade. A lei 11.727, de 23 de junho de 2008, mudou a base de cálculo das contribuições PIS e COFINS e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) das bebidas frias. Antes, esses tributos eram cobrados sobre o volume produzido. Com a lei, o preço praticado no varejo também será considerado a partir de janeiro de 2009. Dois dias depois de sancionar a lei, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a medida provisória 436, prevendo os contadores de produção e estabelecendo um limite de até quatro faixas de preços para a base de cálculo dos tributos. O regime anterior à lei 11.727, segundo o diretor da AmBev, era mais eficiente no combate à sonegação. Ele citou que, nos últimos cinco anos, a arrecadação teve crescimento nominal de 57% e, no mesmo período, as vendas aumentaram 16%. "A mudança prevista na lei 11.727 foi ruim, porque desmontou o sistema anti-sonegação e ainda tornou mais complexas as normas. A sonegação no mercado de cervejas diminuiu, mas não acabou", alertou Melo.
Fernando Rodrigues de Barros, presidente da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (AFREBRÁS), também aprovou a norma que estabelece os contadores de produção. Ele diz que, durante a negociação para a aprovação do projeto de conversão da medida provisória 413 (lei 11.727), a entidade já tinha concordado com a medida que aperfeiçoa os medidores de vazão. "O problema seria cobrar das empresas pequenas o valor do equipamento, perto dos R$ 600 mil", ponderou o executivo. O modelo dos contadores de produção já funciona desde o ano passado nas indústrias de cigarros. No caso das bebidas, as empresas do segmento pagarão pela manutenção dos equipamentos, mas esses valores serão compensados no recolhimento das contribuições PIS e COFINS. A responsabilidade pela instalação e pela manutenção dos contadores é da Casa da Moeda. O aperfeiçoamento do controle em tempo real da Receita Federal sobre os contribuintes desses setores terá, além dos contadores de produção, medidores de vazão e, a partir de dezembro, a obrigatoriedade da nota fiscal eletrônica.
Fonte: Valor Econômico – 18/08/2008
FEMSA ganha da Ambev na corrida pelo chopp sem álcool
A Femsa, cervejaria mexicana dona das marcas Sol e Kaiser no Brasil, vai chegar na frente da arqui-rival Ambev na briga pelo lançamento de um chopp sem álcool. Depois que a lei seca entrou em vigor, em julho, todas as cervejarias correram para desenvolver um chopp com teor alcoólico zero. A Ambev, dona da Brahma, da Skol e da Antarctica, vinha anunciando o produto, mas não o colocou no mercado.
A Femsa promete lançar o chopp Sol sem álcool na próxima sexta-feira, dia 22, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre. A empresa, contudo, amarga o quarto lugar no ranking das cervejarias com menos de 8% do mercado, de acordo com dados do instituto de pesquisas Nielsen.
Fonte: Portal Exame, por Marcelo Onaga – 20, 21/08/2008
Fábrica em Ponta Grossa fará chope sem álcool
De olho em um mercado em crescimento - principalmente em função da lei seca, que ampliou a penalização para motorista flagrado com excesso de álcool no organismo - a Femsa (que possui, entre outras marcas de cerveja, a Kaiser e a Bavaria) está lançando hoje o primeiro chope sem álcool. Inicialmente apenas algumas casas selecionadas de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte vão receber o produto.
Toda a produção de chope sem álcool para atender os mercados iniciais vai sair da fábrica de Ponta Grossa. “Inicialmente é uma produção pequena”, disse o diretor de Marketing da Femsa, Riccardo Morici.
O chope, da marca Sol, “tem potencial de crescimento”, disse Morici, vinculando o produto ao crescimento da cerveja Bavaria sem álcool, que apenas em julho passado (comparado a julho de 2007) registrou crescimento nas vendas de 69%. “Em agosto, em apenas 15 dias, comparado a agosto do ano passado, as vendas mais que duplicaram, cresceram 110%”, disse Morici.
O executivo não forneceu números - nem de investimentos para a produção do chope nem quantidade produzida -, mas ressaltou a possibilidade de crescimento de participação do produto no mercado.
O chope representa 2% dos cerca de 105 milhões de hectolitros (10,5 bilhões de litros) de cervejas consumidos no Brasil e 3% do faturamento do setor (o chope é mais caro que a cerveja), enquanto a cerveja sem álcool é responsável por 0,8% do mercado total. “O consumo da cerveja sem álcool vem crescendo em vários países do mundo, e no Brasil não deverá ser diferente”, disse ele.
Queda
Morici preferiu não avaliar possíveis mudanças no perfil do consumidor brasileiro em função da lei seca. “Ainda é cedo”, disse.
Reconheceu, porém, que em alguns pontos de venda (principalmente choperias e bares) o consumo caiu consideravelmente. “Em alguns casos chegou a 40%”, acentuou. Por outro lado, em supermercados houve ligeiro acréscimo nas vendas, o que acabou amenizando as perdas.
Fonte: Paraná Online – 22/08/2008
InBev concluirá fusão em 2008, diz executivo
O presidente mundial da InBev, Carlos Brito, detalhou ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva planos de expansão da empresa a partir da fusão com a americana Anheuser-Busch, que produz a cerveja Budweiser. Segundo Brito, o processo de fusão que tramita nos EUA deverá ser concluído até o fim deste ano. Ele disse crer que a união das cervejarias não enfrentará problemas legais porque ocorre de forma amigável e bem negociada.
"Estamos otimistas porque achamos que [a fusão] é um passo natural. O processo está sendo analisado pelos órgãos antitruste americanos, e, na nossa previsão, até o fim do ano estará tudo ok", disse Brito. Segundo o executivo, a união das cervejarias proporcionará ganhos de escala em negociação com fornecedores e permitirá a expansão da marca Budweiser. O valor da operação é de US$ 52 bilhões, pagos à vista pela InBev pela Anheuser-Busch.
A união das duas empresas resultará na terceira maior companhia de bens de consumo do mundo, atrás apenas da Procter & Gamble e da Nestlé.
Brito negou que a lei brasileira que proíbe o consumo de bebidas para quem dirige esteja prejudicando os negócios da empresa. Questionado se a legislação vai levar à abertura do mercado para chope sem álcool e bebidas similares, disse que a InBev sempre apoiou medidas de consumo responsável. "Sem dúvida [que a lei abre mercado para o chope sem álcool]. A lei promove o consumo responsável, há cinco anos doamos bafômetros para a polícia rodoviária", afirmou, contabilizando que no período foram distribuídos 60 mil aparelhos.
Competição
Brito elogiou a gestão do presidente Lula para o setor. Segundo ele, o atual governo tornou a competição entre as empresas "muito mais equilibrada", reduziu a informalidade e melhorou o ambiente de negócios. Afirmou ainda que, dos R$ 5 bilhões em investimentos programados em 2007 pela InBev, cerca de R$ 1,5 bilhão já foi aplicado e que os demais R$ 3,5 bilhões serão investidos no prazo estabelecido pela empresa, até 2012. Questionado se está prospectando negócios na América Latina, Brito desconversou: "Quando isso ocorrer, vocês saberão".
Fonte: Folha Online - Dinheiro – 24/08/2008
AmBev investiu R$ 1,5 bi no Brasil neste ano
A cervejaria AmBev divulgou que investiu R$ 1,5 bilhão no Brasil entre março e julho deste ano e pretende investir outros R$ 3,5 bilhões até 2011. Hoje, o co - presidente de administração da AmBev Carlos Brito, o membro do conselho da companhia Victorio Carlos De Marcha, o diretor de Relações Corporativas Milton Seligman, se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar o balanço de investimentos da empresa no Brasil.
A AmBev já havia anunciado o plano de investir R$ 5 bilhões em cinco anos no Brasil, entre 2007 e 2011. Entre os investimentos previstos estão à construção de uma nova maltaria no Rio Grande do Sul e de uma nova fábrica.
Fonte: Portal Exame – 25/08/2008
Sol inova mais uma vez e lança o primeiro chopp sem álcool do Brasil
Os consumidores de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte terão o privilégio de saborear em primeira mão a mais recente inovação da marca SOL, o primeiro Chopp SOL sem Álcool do País. O produto, inédito no Brasil, estará disponível na sexta-feira, dia 29 de agosto de 2008.
"O lançamento segue a plataforma de inovação da marca SOL e oferece aos consumidores brasileiros um produto diferenciado para sua diversão no bar. Adicionalmente, permite aos motoristas se deliciarem com um chopp sem álcool" explica Riccardo Morici, diretor de Marketing da FEMSA Cerveja Brasil. Desde o lançamento, em outubro de 2006, a cerveja SOL prima por atender às necessidades e superar as expectativas do consumidor com produtos inovadores. A fórmula foi desenvolvida para manter a cremosidade e o aroma do Chopp Sol, só que agora na versão sem álcool. A marca foi à primeira cerveja brasileira a oferecer aos consumidores uma embalagem térmica descartável, a Ice Box, e lançar a Sol Shot, na inédita embalagem de vidro de 250 ml. Também trouxe ao mercado o novo modelo de negócio Chopp Sol Delivery, conceito de "chopp em casa" com atendimento domiciliar personalizado. Mantendo a característica que fez da marca ser conhecida pela inovação, a marca apresenta o Chopp SOL sem Álcool.
Para a primeira etapa de lançamento do produto, a FEMSA Cerveja Brasil conta com a distribuição e comercialização pela Coca-Cola FEMSA Brasil, Spaipa, Refrescos Andina e Vonpar e campanha publicitária criada pela Fischer América.
Fonte: FEMSA cerveja Brasil - 27/8/2008
Schincariol aposta em franquias com a marca Devassa e Eisenbahn
Depois de adquirir a cervejaria carioca Devassa, em 2007, o Grupo Schincariol resolveu ampliar o negócio investindo no modelo de franquias dos bares que consagraram a marca. Os planos prevêem a expansão dos 10 estabelecimentos existentes hoje, sendo nove no Rio de Janeiro e um em São Paulo, para 22 até o final deste ano. Das 12 novas, seis já estão sendo inauguradas nos próximos meses em parceria com o Grupo de Soluções em Alimentação (GRSA), que colocará em funcionamento até outubro as franquias das cervejarias com as marcas Eisenbahn e Devassa no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP). Para administrar o novo negócio - que está incluído no investimento total do Grupo Schincariol para o ano previsto em R$ 1 bilhão - foi criada a empresa Sonar Serviços e Franquias.
Apesar da Lei Seca, que só em São Paulo já reduziu em 40% o movimento de bares e restaurantes, segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), a companhia decidiu por em prática o projeto. José Augusto Schincariol, do conselho de administração e Francisco Duarte, diretor de franquias, não acreditam que a decisão atrapalhe os negócios. "Somos a favor da Lei Seca e já oferecemos descontos de 20% para quem vem de taxi", diz o Duarte, sem informar o quanto isso vai pesar nos custos da empresa. O otimismo é tanto que a empresa planeja chegar a 100 lojas até 2012. Isso porque, segundo ele, o segmento de cervejas especiais é um dos que mais cresce hoje no Brasil, já representando quase 5% do mercado. Porém, com a nova lei, a venda destas cervejas por outros canais, como supermercados e lojas especializadas cresceu cerca de 150%, segundo informou o gerente do segmento de cervejas especiais do grupo, Juliano Mendes. "O que estamos notando é que o brasileiro não está deixando de beber, ele está bebendo ou perto ou dentro de casa", explica o executivo.
De acordo com o diretor jurídico da ABRASEL, Percival Maricato, bares que se enquadram na categoria de turísticos, foram os que mais perderam público com a nova lei. "Nossa única esperança para evitar uma quebradeira no setor é o julgamento da ADIN (Ação Declaratória de Inconstitucionalidade, impetrada pela ABRASEL no Supremo Tribunal Federal contra a Lei Seca e que está para ser julgada)", diz.
No projeto da Schincariol, algumas lojas serão próprias e custarão cerca de R$ 1,5 milhão. Mas quem se interessar pela franquia terá de pagar, como investimento inicial, R$ 700 mil, fora o ponto, mais R$ 75 mil de taxa de franquia, 5% de royalties em cima do faturamento bruto, 1% do faturamento bruto mensal a título de fundo de propaganda e marketing. O retorno estimado é de 30 meses, segundo o diretor de franquias Francisco Duarte. Há a opção de lancherias com investimentos menores, em torno de R$ 400 mil.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria - Página C9 – 27/08/2008
Com Lei Seca, quem ingerir várias latas de cerveja sem álcool pode ter problemas
De acordo com a Pro Teste - Associação de Consumidores, quem ingere várias latinhas de cerveja sem álcool pode acabar com problemas, por conta da Lei Seca. O motivo, segundo a entidade, é a permissão, pela legislação brasileira, de até 0,5% de álcool neste tipo de bebida.
Para não induzir o consumidor ao erro, a Associação defende a alteração da legislação, para que só possa ter essa denominação à cerveja que realmente apresentar zero por cento de teor alcoólico. Além disso, a entidade notificou a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Ministério da Agricultura para autuação da empresa fabricante da cerveja "sem álcool" Nova Schin, por não indicar nos seus rótulos mensagens de que é proibida a comercialização para menores de 18 anos e pela falta de advertência com frases como "beba com moderação". A fabricante da cerveja Kronenbier também foi notificada pela falta de advertência sobre o consumo exagerado.
Pesquisa
Há dois anos, a Pro teste testou algumas marcas de cervejas sem álcool e constatou que apenas a marca Líber realmente não tinha nada de álcool. As demais estavam dentro do teor de até 0,5%, conforme tabela a seguir:
|
Cervejas sem álcool |
|||
|
Marca |
Teor alcoólico (%) |
Advertência 18 anos |
Advertência consumo exagerado |
|
Nova Schin |
0,5 |
não |
Não |
|
Kronenbier |
0,5 |
Sim |
Não |
|
Crystal |
0,5 |
Sim |
Sim |
|
Bavaria |
0,5 |
Sim |
Sim |
|
Liber |
zero |
Sim |
Não |
Fonte: ProTeste - MSN - Dinheiro - 27/08/2008
Heineken eleva preço no semestre e prevê mais reajustes
A Heineken conseguiu repassar aos consumidores o aumento de custos da empresa em todos os mercados, com exceção dos Estados Unidos, no primeiro semestre de 2008. A companhia elevou os preços na Europa em 4% e destacou que haverá outros aumentos em todos os países em que a marca está presente. Nos EUA, contudo, a empresa holandesa, por ter pouca participação, precisa prestar mais atenção ao que os rivais fazem, antes de repassar custos aos consumidores. A cervejaria holandesa apresentou crescimento no lucro líquido no período e previu aumento de pelo menos 5% para todo este ano. A previsão, contudo, é bastante inferior ao crescimento de 23% verificado em 2007 e reflete o enfraquecimento das economias mundiais e o aumento de custo na produção e engarrafamento de cervejas provocado pela alta dos preços do petróleo.
Alguns analistas sugeriram que a projeção dá espaço para a Heineken superar as previsões. A cervejaria ressaltou que a estimativa é realista. “Não acredito que seremos os únicos a enfrentar desaceleração econômica”, afirmou o executivo-chefe da cervejaria, Jean-François van Boxmeer. “Certamente há uma mudança no ritmo de crescimento, mas o que gostaríamos de ressaltar é que ainda teremos crescimento.”
O lucro líquido no primeiro semestre aumentou para € 407 milhões, o que representa € 0,83 por ação, em comparação aos € 302 milhões, ou € 0,62 por papel, obtidos na primeira metade de 2007. Excluindo itens extraordinários o lucro líquido caiu 1,5%, para € 540 milhões. Parte do declínio foi provocada por custos financeiros relativos às dívidas de € 6,7 bilhões assumidas com a aquisição, em maio, das operações da Scottish & Newcastle na Europa Ocidental, que a tornou a maior cervejaria do Reino Unido em volume de produção. A Heineken destacou que o crescimento orgânico, que inclui apenas suas próprias operações, do primeiro semestre foi de 5,3%. A empresa registrou aumento de 5,4% no volume de vendas de cerveja, excluindo as operações da Scottish & Newcastle. Incluindo-as, o crescimento foi de 15%. A Heineken atribuiu a culpa pelo declínio no volume de vendas na Europa Ocidental à desaceleração econômica mundial e ao veto ao fumo em pubs e cafés. A queda foi compensada em parte pelo avanço no volume de vendas na África e Oriente Médio. O custo de produção por hectolitro de cerveja aumentou 15% no primeiro semestre, reflexo da alta do petróleo e outras commodities. A cervejaria prevê que os custos continuarão no mesmo nível pelo resto do ano, antes de começarem a cair em 2009.
A InBev, sua maior rival, informou que prevê desaceleração no custo no quarto trimestre. As ações da Heineken, que perderam 30% do valor nos últimos 12 meses, fecharam em alta de 1,76%, ontem.
Fonte: Valor Econômico - Tendência & Consumo – 28/08/2008
Disputa entre AmBev e Femsa ganha novos capítulos
A acirrada disputa por participação de mercado entre as mega cervejarias ganham mais um capítulo na Justiça. A belgo-brasileira AmBev obteve vitória em mais uma etapa na queixa-crime que move contra a mexicana Femsa, em processo que alega concorrência desleal pela similaridade dos rótulos das cervejas Skol, a sua marca líder, em relação à Sol, da concorrente.
A ação corre desde o lançamento da marca no final de 2006 e acaba de obter laudo assinado pelos peritos Lucia Maria Scartezzini Guimarães e Miguel Tadeu Campos Morata, nomeados pela Justiça, que confirma a semelhança gráfica e visual, tanto na forma como na cor da embalagem, entre as marcas. Com isso, como explica o advogado da companhia, Claudio Pimentel, fica configurado que "há um crime de concorrência na modalidade de desvio de clientela".
A próxima etapa será ouvir os réus arrolados no processo. São eles: o presidente da Femsa, Miguel Angel Peirano, e o gerente de marketing da marca Sol à época do lançamento da cerveja no Brasil, Leonardo Lima - profissional que não faz mais parte do quadro de funcionários da companhia.
Fonte: Portal Exame – 28/08/2008
Bier & Wein traz para o Brasil a cerveja 1795
A Cerveja 1795 é produzida pela cervejaria BMP (Budejovicky Mestansky Pivovar) a mais antiga cervejaria da cidade de Budweis, na Bohemia – República Tcheca.
Esta cerveja é fabricada sob rigorosos e tradicionais processos, com malte próprio e lúpulo de Saaz. É uma cerveja do tipo premium lager dourada e muito apreciada por sua cor dourada, paladar redondo e balanceado amargor.
Fonte: Bier & Wein Importadora (http://www.buw.com.br) por Graziella Fim Chagas Reinold
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