Notícias de mercado
2008 - Setembro
Stella Artois terá novo visual a partir de setembro
A InBev irá relançar suas garrafas de Stella Artois com um novo visual em uma campanha para atrair novos consumidores para a marca.
A companhia de propriedade belga retrabalhou ambas as embalagens, primária e secundária, para ajudar os produtos a se destacar na prateleira. As novas embalagens chegarão aos supermercados do Reino Unido no me se outubro, antes de ser lançada em outros países.
O novo desenho destaca o símbolo da trompa de Leuven e a mensagem “Anno 1366” e incorpora uma mensagem nova - “Premium Lager Beer”. As garrafas de 330 ml e 250 ml são as melhores da classe em termos de peso de garrafa. Elas são, em média, 81% recicladas e 100% recicláveis.
Stella sofreu recentemente devido a conotações negativas associadas com cervejas lager mais encorpadas. Entretanto, uma recente pesquisa independente de consumidor feita pela consultoria de marca Synovate, mostrou que a freqüência com que os respondentes disseram que a Stella Artois é “de alta qualidade” melhorou 20% desde fevereiro de 2007.
O presidente da InBev no Reino Unido, Stuart Macfarlane, disse: “Esta atualização de desenho ajudará a construir o sucesso da Stella Artois”. “Esta mudança não terá nenhum impacto no gosto ou as características de produto da Stella Artois. Harmonizando o teor alcoólico, nós estamos proporcionando ao consumidor transparência e isto permitirá os consumidores desfrutar uma cerveja lager consistente em casa ou no bar.”
“Os compradores de cerveja se deparam com uma imensa escolha – deste modo uma grande embalagem é absolutamente crucial para sucesso no varejo. Este desenho ajudará a construir a marca, até mesmo reforçando sua atração para estabelecer bebedores e atraindo novos clientes", adicionou.
Fonte: Belgian Shop WeekLetter 1357 - 01/09/2008
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
A cerveja N'Ice Chouffe oferece um rico paladar maltado e aroma frutado
A cerveja estará disponível a partir de 1º de dezembro até o fim do estoque. O tamanho da garrafa é de 750 ml e os barris de 20 litros.
Descrição: Cerveja escura, forte, frutada, ligeiramente lupulada. Cerveja natural, refermentada na garrafa, não-filtrada, não-pasteurizada e sem aditivos.
Teor alcoólico: 10 % v/v
Extrato original: 20° Plato
Armazenamento: Armazene as garrafas verticalmente em um lugar frio, abrigado da luz. O depósito de fermento ou pode ser bebido ou deixado de lado de acordo com gosto.
Servir a: 8 a 12°C (garrafa)
A N'Ice Chouffe é elaborada a partir de água de fonte das Ardenas, cevada maltada, lúpulos, tomilho, baunilha, casca de laranja seca, açúcar escuro, lúpulos Golding e Saaz.
A Brasserie D'Achouffe é uma cervejaria belga localizada em Achouffe, Bélgica. Ela começou com dois cunhados, Pierre Gobron e Chris Bauweraerts, como um passatempo, produzindo sua primeira cerveja em 1982. Em 1984, Gobron decidiu elaborar cerveja em tempo integral, com Bauweraerts seguindo em 1988. Eles compraram a propriedade atual - situado em velhas casas de fazenda que datam do início de 1800 - e as converteu na cervejaria em 1986.
A partir de 2001 a cervejaria produziu 17.000 hectolitros de cerveja por ano, 66% exportados para o EUA, Canadá e Europa. La Chouffe foi pela primeira vez exportada para Quebec - Canadá em 1988, e logo se tornou a cerveja belga artesanal mais importada em Quebec. Os rótulos das cervejas La Chouffe retratam o gnomo barbudo distintivo do qual a cervejaria obtém o seu nome.
Fonte: Belgian Shop WeekLetter 1357 - 01/09/2008
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
A primeira cervejaria nova desde os anos 1970 a ser construída na República Tcheca
A companhia de construção e investimento tcheca Ross Holding anunciou planos para construir e operar uma nova cervejaria em Chotebor perto de Havlíckuv Brod.
A nova instalação deve trazer uma produção anual de 10 a 25 mil hectolitros. Será a primeira cervejaria construída do projeto básico desde o estabelecimento do Radegast nos anos 1970. Se tudo for de acordo com o planejado, a produção da nova marca de cerveja tcheca deverá começar no próximo verão.
Atualmente, há aproximadamente 50 cervejarias industriais e cerca de 70 microcervejarias na República Tcheca, que juntas produzem aproximadamente 20 milhões de hectolitros de cerveja por ano. Ao redor de 400 rótulos de cerveja estão disponíveis no mercado. Porém, Roman Stryk, o responsável pela companhia de investimento Ross Holding está seguro de que há um nicho de mercado para o novo fabricante.
“Nós queremos produzir quatro a cinco marcas de cerveja usando o método tcheco tradicional. Nós não queremos usar o método barato usado por grandes cervejarias que produzem a assim chamada Euro-beer. Nós queremos fazer cerveja tcheca. Nosso cervejeiro diz que é uma boa cerveja com um paladar encorpado.”
O projeto foi esboçado originalmente por um entusiasta de cerveja inglês chamado Ian Jeffrey, que teve que vender sua idéia devido a problemas de saúde. Porém, ele ainda está envolvido e atualmente está discutindo a possibilidade de vender a nova cerveja tcheca, em suas redes de varejo na Grã Bretanha.
“Nossa cervejaria tem uma capacidade de 10 a 25 mil hectolitros por ano, que ainda está na categoria de cervejarias menores. O investimento deve ser ao redor de 40 milhões de coroas. Nós queremos produzir cerveja especial e tradicional tcheca, que deve primeiramente atingir o mercado local. Mas nós também estamos tendo conversas com uma empresa inglesa, e também planejamos nos expandir eventualmente em mercados orientais.”
A construção da nova cervejaria em Chotebor deve começar em novembro e a nova cerveja tcheca pode estar disponível nas prateleiras de mercado ao redor de setembro do próximo ano. Porém, uma coisa que ainda precisa ser solucionada é o nome certo para a nova marca de cerveja.
Fonte: Belgian Shop WeekLetter 1357 - 01/09/2008
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
Para enterrar o passado, Schincariol faz integração on-line
"Operação Cevada", esquemas de sonegação fiscal, prisões e até assassinato. Tudo isso faz parte da história da Schincariol, a segunda maior cervejaria do país. Mas, amanhã, às 7 horas da manhã, a empresa inicia um novo processo global de trabalho que pretende por uma pá de cal sobre o passado.
Nesse dia, todas as operações da companhia, desde compras à distribuição, da gestão de estoques ao rastreamento de lotes, até mesmo e-mails e conversas por celular trocadas entre funcionários - tudo estará sob o comando do Renova, o programa que colocará 100% do que a Schincariol faz on-line, de maneira uniforme e transparente. "Antes, cada setor tinha seu programinha, seu jeito de funcionar e nada era integrado. Agora tudo vai funcionar em conjunto e uniformemente", diz Álvaro Mello, diretor de tecnologia da informação do Grupo Schincariol. Mais do que "conversa de nerd", como ele diz, o Renova é um marco para a empresa porque é estratégico. "É por meio desse novo sistema de tecnologia que vamos trabalhar de maneira totalmente padronizada."
O Renova reunirá informações que remontam a 1939, ano de fundação da empresa, incluindo 100% dos processos das 14 fábricas em todo país, a produção dos mais de 4 bilhões de litros de bebidas ao ano, dados sobre os 10.700 funcionários, os 255 distribuidores e os mais de 700 mil pontos de venda. De 2007 a até o final deste ano, a empresa terá completado R$ 1 bilhão em investimentos para se tornar mais moderna e transparente. Isso inclui a compra de ativos (fábricas e maquinário).
"Mas mais da metade desse investimento está sendo direcionado à profissionalização da gestão, que na prática começa agora, com a empresa toda funcionando sob o novo sistema", diz Mello. Essa nova mentalidade, batizada na empresa de "modelo mental", tem a meta de "deixar o passado para trás, por decisão dos meninos", diz o executivo. "Meninos" é o modo como a nova diretoria se refere a Adriano, Alexandre, José Augusto e Gilberto Schincariol Júnior - os quatro membros do conselho do grupo, todos com idades entre 26 e 34 anos.
Foram eles que, há pouco mais de três anos, tomaram a decisão de tirar a família do negócio. Adriano assumiu o comando da companhia em 2003, após o misterioso assassinato de seu pai José Nelson Schincariol. Em 2005, a Schincariol esteve nas manchetes dos jornais graças a um escândalo de sonegação que levou membros da família à prisão. Um suposto esquema de fraude fiscal na distribuição gerou a "Operação Cevada", da Polícia Federal, na qual foram presas 68 pessoas em 12 Estados.
Os quatro primos, então, iniciaram o período de mudanças na empresa com a contratação, há dois anos, de um novo presidente, Fernando Terni, ex-CEO da Nokia no Brasil. No mercado comenta-se que, para topar o desafio, a cervejaria ofereceu a Terni um salário mensal de quase R$ 300 mil mais bônus e a participação numa eventual venda da Schincariol. As mesmas políticas teriam se estendido aos outros 20 novos diretores, todos vindos de grandes corporações. Desde que o time foi formado, é evidente o esforço da empresa para se tornar mais transparente: já foram divulgados dois balanços anuais (em 2006 e 2007) e, em no máximo três meses, três novos conselheiros independentes devem fazer parte do conselho de administração. Até a sede, em Itu (SP), foi totalmente remodelada e decorada: os móveis agora são novos e coloridos e até as paredes na sua maioria são de vidro, transparentes. Há quem diga que tanto investimento não compensa, uma vez que dificilmente algum dia a Schin empataria com a AmBev, líder com, mais da metade do mercado de cervejas.
No entanto, deixar a empresa arrumada a torna cada dia mais atraente para uma possível venda. A sul-africana SABMiller, terceira maior cervejaria do mundo, é a mais cotada. Na semana passada, os rumores de venda tomaram o mercado novamente. Os diretores da empresa, entretanto, negam qualquer negociação.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 02/09/2008
Skol lança campanha "Motorista da Rodada"
A Skol foi escolhida pela AmBev para a motorista da vez. A marca lança uma campanha para incentivar os consumidores a eleger o “motorista da rodada”. Criada pela F/Nazca, a campanha brinca com a figura do herói e transforma em estátuas gregas e quadros aqueles que deixam de beber para levar os amigos. “A estratégia tem início com filme de 30 segundos para televisão.
A Skol é a marca pioneira em publicidade de consumo responsável, quando lançou, em 2001, a primeira campanha sobre o tema.
Fonte: Paranashop – 02/09/2008
InBev vai vender empresa na Coréia
A cervejaria InBev planeja vender a sua unidade na Coréia do Sul, chamada Oriental Brewery. Com a venda, a companhia espera levantar cerca de US$ 2 bilhões para a compra da americana Anheuser-Busch. Deutsche Bank e o JPMorgan Chase vão preparar o leilão, que não deverá começar antes da conclusão da compra da Anheuser pela InBev.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia – 03/09/2008
Namoro reatado?
Depois da compra de diversas cervejarias no Brasil, entre elas a carioca Devassa e a paulista Baden Baden, a Schincariol continua produzindo novidades na busca por mais pontos no mercado.
A última é uma bebida mentolada, que, de acordo com a empresa, proporciona uma sensação de refrescancia parecida com a de beber uma cerveja depois de chupar uma bala de menta. O produto começará a ser vendido em setembro e terá a marca NS2, a mesma de uma mistura de cerveja com tequila e limão que não vingou no país.
Outra possível novidade, esta de grande relevância, é a volta do interesse do grupo SAB Miller, segunda maior cervejaria do mundo, na aquisição da Schincariol. Pessoas próximas à negociação afirmam que um grupo de executivos da SAB Miller chegará ao país neste mês para encontros com a cúpula da empresa. Oficialmente, a Schincariol nega as reuniões.
Fonte: Exame - Estratégia – 04/09/2008
Kaiser e Sol impulsionam o crescimento da Femsa Cerveja no Brasil
A Femsa Cerveja Brasil, que reporta seus rendimentos a Bolsa de Valores de Nova Iorque e do México, apresenta crescimento acelerado no Brasil, principalmente, pelas suas marcas: Sol e Kaiser.
Desde sua aquisição em 2006 pelo grupo Femsa, a cerveja Kaiser aponta aumento vertiginoso. No acumulado do ano, a marca cresceu quase o dobro do mercado de cerveja, ou seja, mais de 6% no volume de vendas, em comparação aos 3,8% de crescimento do setor.
Já a Sol, com menos de dois anos de mercado, também não para de crescer. A marca avançou sete vezes mais no volume de vendas, alcançando 26,9% no acumulado de 2008, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Fonte: Diário de Taubaté – 05/09/2008
Kaiser lança lata em homenagem Revolução Farroupilha.
Entre os dias 14 e 20 de setembro, os gaúchos comemoram a semana da Revolução Farroupilha, que completa 173 anos.
Para festejar a data, a FEMSA Cerveja Brasil desenvolveu uma lata temática exclusiva para a cerveja Kaiser, que chega ao mercado nesta semana e destaca a figura de um cavaleiro empunhando a bandeira rio-grandense.
“É uma honra poder compartilhar com os gaúchos as comemorações deste evento tão importante para a história nacional.”, comenta Riccardo Morici, diretor de marketing da FEMSA Cerveja Brasil. A nova embalagem de Kaiser poderá ser encontrada a partir do dia 03/09, em supermercados, bares e restaurantes de todo o estado.
Fonte: AdNews - 08/09/2008
Ambev é condenada a pagar R$ 75 mil por desrespeito a trabalhador
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região condenou a Companhia de Bebidas das Américas - Ambev - a indenizar um trabalhador por danos morais por causa de tratamento vexatório e humilhante no ambiente da empresa. De acordo com o relato do reclamante, quando os vendedores não conseguiam atingir as metas diárias, semanal ou mensal, eram obrigados a passar por “corredor polonês”, além de serem obrigados a "pagar apoio". Os vendedores eram ofendidos com palavras de baixo calão, alem de serem humilhados com frases do tipo “vocês são um bando de vagabundos” ou “tem mais é que se ralarem”, entre outras práticas.
Os desembargadores do TRT gaúcho acolheram o recurso do autor para acrescer à condenação 20 minutos diários, decorrentes dos intervalos insuficientemente concedidos, como horas extras, acrescidos do adicional de 50% para os dias trabalhados de segundas a sábados e de 100% para os dias trabalhados em domingos. Os magistrados também aumentaram a indenização por danos morais para R$ 75 mil.
O relator Ricardo Carvalho Fraga assinalou que a Ambev, por meio de seus "prepostos", concordava e determinava ao vendedor que não atingia as metas ter que "pagar prenda". A expressão é designada para humilhações como forçar o vendedor a entrar no corredor polonês, se vestir de mulher, colocar chapéu de burro ou calcinha. Era prática comum também proferir gritos de guerra, nos quais só existiam palavrões. De acordo com o relator, outras ações trabalhistas, em que a Ambev figura como ré, já revelaram essa conduta, "de dispensar aos vendedores tratamento vexatório e humilhante".
Humilhações variadas
A ação descreve em detalhes as práticas humilhantes colocadas em prática pela empresa. Uma forma específica de humilhação consistia na elaboração de um mapa das rotas de vendas, onde eram colocados alfinetes de diversas cores, como forma de avaliar o desempenho dos vendedores. Os alfinetes pretos representavam pontos de vendas sem atendimento, alfinetes azuis, representavam vendas ativas e assim por diante. "De tal modo, refere que o vendedor que possuísse em sua rota o maior número de alfinetes pretos era taxado de “ratão” destacou na decisão de primeira instância, juíza Tatyanna Barbosa Santos Kirchheim. "Além disto, o reclamante sustenta que era chamado por codinomes pejorativos, tais como “Negrão”, “Índio” ou “Mameluco”.
A Ambev negou os fatos relacionados ao pedido de dano moral. A empresa se defendeu afirmando que jamais incentivou ou permitiu qualquer forma de jogo que desmerecesse ou humilhasse seus empregados.
Mas a juíza Tatyanna Barbosa Santos Kirchheim não se convenceu com a contestação e os recursos apresentados pela empresa. "Os fatos em discussão apontam para a ocorrência de danos ao patrimônio moral do reclamante, sendo identificável a agressão a valores subjetivos do empregado, como pessoa humana", diz o acórdão do TRT gaúcho.
Apelidos
Na opinião de Tatyanna, ficou comprovada a "praxe alegada na petição inicial", que serviu de embasamento ao pedido de reparação por danos morais. Uma das testemunhas afirmou que o reclamante chegou a se vestir de mulher, inclusive com calcinha. Ele relatou também que o reclamante recebeu os apelidos de "Nei Matogrosso" e "Agostinho". O depoente também recebeu apelidos. Era chamado no ambiente da empresa de "Vera Verão" e "Cezar Bock", numa alusão à cerveja preta. O testemunho do colega do autor deixou claro que essas situações eram criadas pelo gerente e supervisor.
Desta forma, na avaliação da juíza, a "forma pela qual os exercentes dos cargos de chefia efetuavam as cobranças de produtividade e buscavam motivar os vendedores, valia-se de “brincadeiras” que não primaram pelo respeito ao trabalhador e pela salvaguarda dos direitos e garantias fundamentais básicos assegurados por nossa Carta Política".
A juíza analisou ainda o uso de apelidos pejorativos. "É desnecessário que se diga que o direito ao nome é um dos direitos da personalidade, previstos no Código Civil vigente, em especial no artigo 16, que assim estabelece: Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome", explicou. "Acrescido a isto, também por previsão contida no Código Civil, com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Assim, o respeito ao nome da pessoa é um dos aspectos decorrentes do preceito fundamental da proteção à dignidade da pessoa humana (artigo 1º, III, da Constituição Federal)."
Para o relator, o Código Civil autoriza o uso de pseudônimos exclusivamente para finalidade lícita, conforme previsto no artigo 19, concedendo a este a mesma proteção atribuída ao nome. "No entanto, no caso em exame, por evidente, os apelidos não eram utilizados no interesse dos “apelidados”, mas sim no interesse da chefia, que utilizava a prática para constranger emocionalmente os empregados, visando o atendimento do objetivo de vendas, para não serem alvo das “brincadeiras” constrangedoras".
Por isso, prosseguiu Fraga, "não há dúvida que o sistema motivacional adotado foi plenamente capaz de atingir direitos subjetivos do reclamante".
Quanto às “pseudo-brincadeiras” que foram relatadas, do tipo “corredor polonês” - concluiu a magistrada - dispensam maiores comentários, porque é certo que extrapolaram os limites de uma conduta patronal abonável. "O empregador, no exercício do seu poder de administrar o empreendimento, não pode se pautar pela insensibilidade, desprezando a condição de pessoa humana do sujeito empregado, fazendo com que este se sinta desprestigiado, anulado, agredido ou constrangido no ambiente de trabalho, como entendo que se verificou no caso em exame, considerando os fatos relatados pela testemunha antes referida.
“Os fatos referidos pela testemunha Cezar Silva, apontam conduta de desrespeito à intimidade dos trabalhadores vendedores, entre eles o reclamante, viabilizando o acolhimento do pedido de indenização por danos morais."
Cobrança
De acordo com o depoimento da testemunha indicada pelo reclamante, quando os vendedores “extraíam a crítica” e verificavam que os clientes estavam inadimplentes, faziam a cobrança para poder continuar vendendo para aquele cliente.
Diante disso, a Justiça Trabalhista gaúcha concluiu que a atividade de cobrança, no caso dos vendedores, não era uma atividade autônoma, ou seja, os vendedores não eram deslocados apenas para fazer cobranças, deixando de efetuar vendas nestes casos.
O que ocorria é que no momento em que o vendedor ia atender aos seus clientes, se estes estivessem em débito, deveria cobrar para poder continuar vendendo àquele cliente específico.
"A cobrança, pelo que resultou da prova colhida nos autos, era atividade assessória e não há prova de que tivesse sido imposto por meio de alteração contratual", diz a decisão. Outro ponto destacado pela decisão é o fato de que o procedimento sempre foi adotado na empresa. A prova em sentido contrário deveria ter sido feita pelo reclamante, conforme prevê o artigo 818 da CLT e não foi produzida. "Em sendo assim, entendo não haver fundamento jurídico para o deferimento de comissões por cobranças, porque o reclamante percebia parte fixa da remuneração, que já remunerava as atividades rotineiras para as quais foi contratado.”
Fonte: Expresso da Notícia - 08/09/2008
Paraná ameaça proibir comércio de cervejas long neck
Depois das sacolas plásticas de supermercados, o Ministério Público do Paraná e a Secretaria do Meio Ambiente do Estado estão de olho nas garrafas long neck, que podem até ser proibidas. Os vasilhames, assim como as sacolinhas, podem ser considerados "refugo industrial", ou seja, lixo, uma vez que não são reutilizadas, como acontece com os cascos de 600 ml. Por isso, em julho, distribuidoras de cervejas e fabricantes das embalagens de vidro ganharam prazo de 30 dias para apresentar a quantidade que produzem, taxa de reciclagem e formas de evitar que o lixo chegue aos aterros sanitários. Propostas chegaram a ser apresentadas, mas separadas e diferentes. O secretário do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, diz que considera positivo o fato de as empresas terem apresentado propostas, mesmo que separadas, e espera avanços no assunto.
Ele conta que, no caso das sacolas plásticas, hoje 50% dos supermercados que atuam no Paraná usam alternativas como as oxibiodegradáveis ou as de pano. Mas Laerty Dudas, coordenador de resíduos da Secretaria do Meio Ambiente, faz questão de uma proposta conjunta. "Se chegarmos à conclusão de que as cervejarias não terão plano para logística reversa, vamos proibir a embalagem", ameaça ele. A proibição também é uma hipótese provável para o coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Meio Ambiente, Saint Clair Onorato Santos.
Segundo ele, as empresas que não apresentarem propostas de recolhimento das long neck devem ser multadas. "Somos a favor da proibição de qualquer embalagem não sustentável." As long neck, geralmente com capacidade para 300 ml de cerveja, representam 5% do volume total do mercado. As latas ficam com 26% e o restante são as garrafas retornáveis, de 600 ml.
Para algumas cervejarias, entretanto, as long neck são mais representativas, como é o caso da Femsa, que tem fábrica em Ponta Grossa (PR). A empresa não divulgou qual é esse percentual, mas informou, em comunicado, que está disposta a realizar um trabalho conjunto com o Estado e "criar a solução ideal para a reciclagem da long neck".
A AmBev, uma das cervejarias que encaminhou à Secretaria e ao Ministério Público um plano de coleta dos resíduos, disse que está aguardando uma resposta dos órgãos. A companhia propõe que a Reciclagem Solidária, programa mantido pela companhia desde 2002, e em execução no Paraná desde 2007, seja intensificado.
A idéia é envolver cooperativas de catadores na coleta das long neck para reciclagem. Segundo a empresa, entre setembro de 2007 e junho de 2008, 2 mil toneladas de resíduos foram coletadas por meio do projeto em todo país. Em nota oficial, a Schincariol disse, se referindo à chance de a garrafa ser proibida, que "não se manifestará antes do anúncio efetivo da possível medida."
Fonte: Valor Econômico - Agronegócios – 10/09/2008
AmBev propõe uso de taxi
A mais nova ação de consumo responsável criada pela Ambev é o "Facilitômetro". Com a Lei Seca em vigor, a multinacional desenvolveu o serviço online que ajuda o consumidor dos bares de chope Brahma a encontrar estabelecimentos mais próximos e disponibiliza 10% de desconto em taxis.
O projeto visa incrementar a venda de chope Brahma nos locais e conscientizar a população sobre os riscos de beber e dirigir.
O mecanismo é simples de ser usado. Ao entrar no site Cidade do Chopp/Facilitômetro, o consumidor traça a rota, é informado sobre o valor do taxi com o desconto e confere o telefone da cooperativa disponibilizada. O taxista identifica o chamado por meio da central e entrega um voucher para preenchimento, que identifica o usuário como participante do programa. O pagamento com desconto é feito diretamente ao motorista. O serviço funciona de segunda a sextas-feiras, das 18h as 05h e de sábados e domingos, das 12h as 05h.
A cidade de São Paulo participa da promoção com 244 bares e a capital carioca com 282. Segundo Alexandre Loures, gerente de responsabilidade social corporativa e de comunicação da AmBev, a multinacional pretende expandir a iniciativa para as cidades de Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Vitória (ES), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF) até o final do ano. A central de taxi parceira na capital paulista é a Serv. Taxi. Na cidade carioca a Coopertam disponibiliza o serviço.
Para divulgar o projeto, as agências África e Player Comunicação Digital desenvolveram uma campanha online que entrou no ar nesta quinta-feira, 4. O anúncio do serviço acontece entre as 17hs e 20hs - momento em que as pessoas combinam o happy hour - pelos sites do Yahoo, Hotmail, ObaOba e Guia da Semana.
As ações são focadas para os mais de 500 bares denominados "formadores de opinião" pela Ambev. "Os estabelecimentos que vendem chope Brahma são considerados de elite, já que bares das classes C, D e E são pouco afetados pelo consumo do nosso chope", destaca Loures.
A iniciativa faz parte do Programa AmBev de Consumo Responsável e engloba o guia de bares que servem chope Brahma denominado Cidade do Chopp. O site esta no ar desde outubro e mapeia mais de 650 estabelecimentos que servem a bebida em cerca de 70 cidades do Brasil. "A idéia do lançamento do Facilitômetro dentro da Cidade do Chopp é oferecer facilidade e alternativas na hora de marcar um lugar para tomar um chope com os amigos", conclui o gerente.
Fonte: Meio & Mensagem, por Andri Lucena - 10/09/2008
AmBev eleva fatia em Agosto e Schin perde
Três das quatro maiores empresas de cerveja e refrigerantes do país apresentaram crescimento de vendas no mês passado, segundo pesquisa da Nielsen. A AmBev elevou sua participação de 66,7% em julho para 67,3% em agosto.
No mês anterior, a companhia havia perdido terreno, com retração de 0,7% em relação a junho. Já o Grupo Schincariol, o que mais cresceu em julho, com participação de mercado com elevação de 0,5% em julho com relação ao mês anterior, desta vez retrocedeu.
A participação da empresa, segunda colocada em bebidas, caiu de 13,6% para 12,9%. As cervejarias Petrópolis e a Femsa (Fomento Econômico Mexicano SA) haviam crescido cada uma 0,1%, marcando 9,2% e 7,7% de participação em julho. Em agosto, a terceira colocada, a Cervejaria Petrópolis, continuou crescendo e chegou a 9,3%.
A Femsa, dona das marcas Kaiser e Sol, acompanhou, ficando com 7,8%. A AmBev, líder demercado, teve crescimento do volume vendido em julho deste ano da ordem de 4% com relação a julho de 2007, conforme a Nielsen. Julho e agosto foram dois primeiros meses completos em que as empresas atuam sob a Lei Seca, em vigor desde 20 de junho.
Conforme os números divulgados, não houve impacto nas vendas das companhias. A reportagem procurou executivos do Grupo Schincariol para comentar a queda apurada na pesquisa. Mas, segundo a assessoria de imprensa, todos estavam em treinamento.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 12/09/2008
Cerveja do homem primitivo tinha grãos, palha e era servida com canudo
Num jarro de cerâmica, homens bebem um líquido bege com grãos e palha flutuando. Um canudo feito de junco passa de um para o outro, até eles se sentirem embriagados. O ritual era comum tanto para o homem de 12 mil anos atrás como para nós. No centro da mesa, a cerveja.
A bebida que vemos hoje sendo servida gelada, com espuma e gosto amargo, mudou muito desde que foi "descoberta", há aproximadamente 10 mil anos. Naquela época, o homem havia acabado de abandonar o modo nômade e tinha passado a se fixar e a se envolver com a agricultura.
Ao cultivar grãos, ele percebeu que eles ficavam com gosto doce quando embebidos em água e que passavam por uma verdadeira transformação se ficassem assim por muitos dias.
A fermentação do açúcar por leveduras fazia o "mingau" de cereais virar uma substância efervescente e embriagante. Estava feita a cerveja.
Depois da descoberta, veio o aprimoramento da bebida. A adição de mel, frutas, ervas e temperos produzia cervejas dos mais variados sabores - eram pelo menos 17 tipos. As referências a elas eram variadas: "a celestial", "a boa e bela", "a produtora de alegria".
Em entrevista ao G1, por e-mail, o autor do livro "História do mundo em seis copos", Tom Standage, disse que a cerveja antiga era muito diferente da que temos hoje. "Era mais fraca de álcool, não tão efervescente e não continha o lúpulo, que tem um gosto amargo e só foi introduzida na cerveja há mil anos, pelos europeus." Ele afirmou que a cerveja antiga sem lúpulo, que ainda é produzida hoje em alguns lugares, tinha um sabor mais parecido com o de vinho.
Nutritiva
Segundo Standage, a cerveja se tornou muito importante para o homem primitivo, pois quando ele se sedentarizou em vilarejos e se tornou agricultor, seus suprimentos de água eram mais propensos a se tornarem poluídos, causando doenças. "A cerveja era uma bebida segura, pois a água era fervida. E também era uma fonte de nutrientes, uma parte importante da dieta em muitas partes do mundo. Até as crianças bebiam."
Social
Muitos dos rituais culturais associados à cerveja ainda existem nos dias de hoje. O fator social da bebida está presente desde os primórdios de seu surgimento. Para o homem primitivo, o canudo não era apenas usado para filtrar a palha e os outros fragmentos presentes na cerveja, mas sim porque permitia que muitas pessoas compartilhassem o mesmo líquido. Ainda hoje, escreve Standage, "partilhar uma bebida com alguém é um símbolo universal de hospitalidade e amizade".
Embriaguez
A capacidade de embriagar fez com que a cerveja fosse vista pelo homem do neolítico como um "presente dos deuses". Sumérios e egípcios usavam a bebida em cerimônias religiosas, funerais e rituais para a agricultura. "A prática de levantar um copo para desejar a alguém boa saúde, um casamento feliz, uma viagem tranqüila [...] é um eco moderno da antiga idéia de que o álcool tem o poder de invocar forças sobrenaturais."
Fonte: G1 (Globo), por Giovana Sanchez - 12/09/2008
Bares se adaptam aos efeitos da lei seca no mercado
Alguns donos de bares reclamam que o número de clientes caiu cerca de 30% com os efeitos da Lei Seca, que reduziu a zero a quantidade de bebida a ser ingerida por quem vai dirigir. Por isso, alguns criaram alternativas: passaram a oferecer opções de transporte para que o cliente possa voltar para casa em segurança depois de se divertir e beber com os amigos.
Uma empresa se especializou em entregar clientes de bares em casa. O serviço, oferecido na porta dos estabelecimentos, é especializado: tem motorista de terno e gravata. A empresa de “entrega” surgiu duas semanas depois que a lei seca começou a vigorar. “Nós desenvolvemos a idéia do serviço de ter um motorista personalizado e devidamente trajado”, comenta o dono do negócio, Guilherme Martins.
Convênios
Para que os clientes que beberam demais não acabem dirigindo embriagados, estacionamentos se associaram a taxistas, que oferecem descontos para quem deixa o carro e usa um motorista profissional para voltar para casa.
Alguns bares também alugam vans para levar os clientes - um serviço que é procurado especialmente aos sábados. “É uma facilidade tremenda que veio para ajudar a galera. Ninguém quer se privar do lazer”, diz o analista em tecnologia da informação, Alison Rafael.
Para não perder os clientes, os bares também investiram em novas bebidas. Além dos coquetéis de frutas, oferecem também cerveja e chope – tudo sem álcool.
Tanto a Ambev quanto a Femsa lançaram chopes sem álcool no mercado no fim de agosto. “O chope é gostoso, muito cremoso, bem gostoso mesmo e está muito gelado”, elogia o engenheiro metalúrgico Pedro Magalhães.
São novos hábitos para ficar sempre dentro da lei. “Eu deixei de sair de carro quando eu vou beber e não tenho quem possa dirigir para mim”, conta o técnico em informática Marcelo Copacci.
Punições
Quem não anda na linha, pode pagar mais que uma corrida de táxi. Nos últimos meses, o bafômetro não teve folga. Só na cidade de São Paulo, 4.728 pessoas passaram pelo teste entre 19 de junho e 24 de agosto. Ao todo, 136 foram presas em flagrante e 1.180 autuadas.
Além de ser preso, o motorista que for flagrado dirigindo bêbado paga uma multa de quase R$ 1 mil e tem a carteira de habilitação suspensa por 12 meses.
Fonte: G1 (Globo), *Com informações do Bom Dia Brasil – 12/09/2008
Paraná pode proibir circulação de "litrão"
“Um cacareco ambiental.” Foi como o secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, classificou as embalagens de vidro de um litro de cerveja, recém-lançadas por uma fabricante.
Ele salientou, ontem, que o Estado pode até proibir a comercialização do produto, caso a empresa não tome os devidos cuidados quanto ao retorno dos cascos. Já a cervejaria comentou a declaração do secretário, justificando o lançamento do produto e reforçando que a embalagem é, sim, retornável.
“A empresa não tem uma logística de recolhimento. É um produto feito para poluir”, afirmou o secretário. Para ele, são necessários espaços adequados, principalmente nos supermercados, que recebam as embalagens vazias. “Providência nenhuma foi tomada nesse sentido”, completou.
Para Rodrigues, a cervejaria desrespeita o direito do consumidor e faz propaganda enganosa. Segundo ele, as garrafas são vendidas como se fossem retornáveis, mas isso não acontece na prática, já que não há pontos de recebimento das garrafas nos supermercados.
O secretário também lembrou que, em reunião com fabricantes de cerveja, no mês passado, a mesma cervejaria já tinha sido questionada sobre a embalagem. A reunião tinha o objetivo de discutir um plano de ação para aumentar a reciclagem das garrafas long neck. “Na ocasião segundo ele, o fabricante garantiu que iria tomar providências sobre os pontos de recebimento, e chegaram a comunicar os supermercados, mas até agora nada aconteceu”, informou.
Questionado sobre que ações o Estado poderá tomar sobre o assunto, Rodrigues respondeu que o caminho é exigir da empresa um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) em relação ao produto. “Trataremos da mesma forma como estamos tratando as long necks”, informou. “Senão, há outros caminhos, como algumas prefeituras já fizeram: proibir o produto.”
A cervejaria, em comunicado oficial, reforçou que a embalagem denominada “Litrão” é a única de um litro retornável do mercado e que, fruto de cerca de um ano de pesquisas, foi lançada em diversas praças.
Ressaltou, ainda, que toda a comunicação do produto reforça que a embalagem é retornável. E, por fim, justificou que a embalagem foi lançada “a partir do crescimento do consumo de cerveja em casa apresentado em algumas regiões brasileiras, inclusive o Paraná”.
Fonte: Paraná Online, por Helio Miguel – 13/09/2008
Bebidas: maior controle da Receita Federal sobre produção e venda
As indústrias de cerveja, refrigerantes e engarrafadores de água mineral passam a ter um maior controle da Receita Federal. O tema foi matéria da Agência Brasil, de Brasília, no final de agosto. Segundo a reportagem, a secretária da Receita Federal do Brasil, Lina Maria Veira, assinou, no dia 14 do mês passado, a Instrução Normativa RFB nº 869, que trata da instalação de equipamentos contadores de produção nesses estabelecimentos até o final de 2009. Atualmente, já existe o controle de vazão para esses produtos.
De acordo com informações divulgadas pela Receita Federal, o Sistema de Controle de Produção de Bebidas (SICOBE) será instalado pela Casa da Moeda do Brasil, sob supervisão e acompanhamento da Receita Federal do Brasil. O sistema irá ainda identificar a embalagem como a marca e o tipo do produto, reduzindo a sonegação e a concorrência desleal.
Cada embalagem receberá um código que o identificará digitalmente e permitirá o rastreamento da Receita desde o local da produção das bebidas até o destino final em todo o Brasil. A “assinatura digital” permitirá à fiscalização conhecer o fabricante, a marca e a data de produção de cada item.
A matéria também destaca que a Receita Federal vai poder monitorar também, em tempo real, a produção em cada unidade fabril, com a recepção de informações em seus computadores. As visitas técnicas para agilizar a instalação do SICOBE estavam programadas para começar já neste mês de setembro e deverão ser concluídas em 2009. A partir de 2010, o sistema irá fiscalizar as demais empresas de bebidas.
A Receita garante que o SICOBE não trará nenhum custo para o fabricante que, por isso mesmo, não poderá reajustar preços por causa da medida. A única obrigação das empresas é pagar à Casa da Moeda pela manutenção do sistema. Mesmo assim os custos poderão ser deduzidos do PIS ou da COFINS devido no período de apuração. De acordo com a Receita, nos últimos três anos, o montante de autuações no setor, em relação aos tributos federais, chegou a R$ 4 bilhões.
Fonte: Krones News nº 78 – 15/09/2008
De olho no mercado de bebidas, Citi elogia condição financeira de AmBev e Femsa
O Citigroup destacou o bom posicionamento da AmBev (AMBV4, AMBV3) no mercado latino-americano de bebidas em relatório divulgado nesta terça-feira (16). A análise também aborda a Femsa, outra gigante do setor de bebidas. Na visão do banco, as duas empresas parecem estar com uma situação financeira relativamente confortável, com volume de reservas suficiente para amortecer variações no mercado de crédito nos próximos meses.
AmBev
Os recursos disponíveis à AmBev permitem uma capacidade de pagamento de 4,6 vezes e 3,9 vezes superior às obrigações de débitos em 2008 e 2009, respectivamente, de acordo com estimativas realizadas pelo banco de investimento.
Os analistas sugerem que os investidores prestem atenção no horizonte positivo da empresa, sobretudo nas sólidas perspectivas operacionais no mercado brasileiro. Os papéis da AmBev estão na carteira top picks do Citi do mês de setembro.
Femsa
Na América Latina, também se destacam os papéis da Femsa, os preferidos do Citi no mercado mexicano. A instituição financeira elogia as condições do caixa, com estimativas favoráveis em relação aos débitos projetados.
Porém, os analistas sugerem atenção em relação ao peso que o mercado norte-americano exerce na performance da empresa, podendo prejudicá-la no caso de um agravamento da atual fraqueza no quadro econômico.
Fonte: Yahoo - Notícias – 16/09/2008
AmBev apresenta à Secretaria do Meio Ambiente, mudanças para a “Skol Litrão”
Representantes da Ambev, indústria que recentemente lançou a embalagem de cerveja “Skol Litrão”, apresentaram nesta terça-feira (16) à Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos as ações que serão desenvolvidas para orientar os consumidores que a nova garrafa é retornável. Entre elas, a mudanças no rótulo e na campanha de divulgação - dando destaque para a palavra “retornável” - e o treinamento de 180 promotoras que estarão nos principais pontos de venda no Paraná informando que as garrafas não são descartáveis.
A iniciativa da indústria só aconteceu depois do secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, classificar a nova embalagem como “cacareco” ambiental e alertar a sociedade sobre os prejuízos que poderia trazer à natureza.
Segundo o secretário, o produto vinha sendo oferecido nos pontos de venda como embalagem descartável. “O rótulo da cerveja não esclarecia se a embalagem era retornável ou não. Os consumidores ficaram confusos com relação à correta destinação da embalagem da cerveja”, comentou Rasca. “Com estas mudanças e o início da troca das embalagens em mais de 20 redes de supermercados esta garrafa passa ser realmente retornável”, acrescentou.
A inclusão dos grandes geradores de resíduos nos processos de coleta e reciclagem dos produtos que disponibilizam no mercado – como determina a Lei Federal 6.938/81, que aborda, entre outros temas, a responsabilidade solidária na destinação final dos resíduos sólidos, e a Lei Estadual 12.493/99, que dispõe sobre a destinação final dos resíduos no Paraná – é uma ação do programa Desperdício Zero, desenvolvido pela Secretaria do Meio Ambiente.
Para o coordenador do programa, Laerty Dudas, a negociação feita com a Ambev deve servir de exemplo a outras empresas, para que adotem a política ambiental aliada às ações de venda. “As ações comerciais e de marketing das grandes empresas têm que estar alinhadas com as corretas políticas ambientais, inclusive em relação à preocupação com a destinação final dos resíduos, que no caso são as embalagens, para que todos ganhem com a preservação do meio ambiente”, concluiu.
Fonte: AEN – Governo do Paraná – 16/09/2008
Financiamento da InBev preocupa os investidores
As ações da Anheuser-Busch, fabricante da cerveja Budweiser que em julho concordou em ser adquirida pela InBev, têm sido negociadas bem abaixo de seu preço de venda de US$ 70 por ação, à medida que os investidores se acautelam sobre o acordo, em meio à turbulência nos mercados financeiro e de crédito.
Um investidor da InBev disse que os turbulentos mercados de crédito parecem estar provocando preocupação sobre o financiamento para o negócio, embora não existam indicações que tais temores sejam justificados.
Uma porta-voz da InBev disse que a companhia continua desejando o acordo. "Finalizamos a fase de sindicância básica sobre o comprometimento de financiamento com um grupo bastante diversificado de importantes bancos", revelou ela. Parte do temor dos investidores parece estar ligado ao tamanho da transação para a compra da fabricante da Budweiser.
A InBev em julho informou que o negócio seria financiado com US$ 45 bilhões em dívidas, incluindo um financiamento-ponte de US$ 7 bilhões para desmembramentos de ativos não básicos de ambas companhias.
Nessa época, a InBev disse que recebera total comprometimento de financiamento com facilidade de crédito por parte de um grupo de instituições financeiras que incluía o Banco Santander, Bank of Tokyo-Mitsubishi, Barclays Capital, BNP Paribas, Deutsche Bank, Fortis, ING Bank, JPMorgan, Mizuho Corporate Bank e Royal Bank of Scotland.
"As pessoas estão preocupadas com o tamanho do financiamento já que é enorme, e existem problemas no mercado", disse um mediador, que pediu anonimato. Entretanto revelou que, após conversas com banqueiros e outros, acredita que o financiamento para a aquisição ainda está valendo, e que o negócio deverá se realizar.
As ações da Anheuser recentemente caíram US$ 0,10 ou 0,2%, para US$ 66,10, a grosso modo 6% abaixo do preço do acordo de US$ 70 por ação à vista. Os papéis recuaram cerca de 4% ontem, antes de se recuperar. Uma porta-voz da Anheuser-Busch não quis comentar o assunto.
"Quase todos os spreads em acordos de fusão com arbitragem aumentaram", disse outro negociador. "Se analisarmos todos os detalhes, existe uma grande dose de preocupação no mercado."
Apesar dos temores no mercado, alguns investidores da Anheuser continuam esperançosos sobre as perspectivas do acordo, e esperam que as ações se aproximem aos poucos do preço da transação.
"Suspeito que o spread voltará a se estreitar", disse Don Yacktman, presidente da Yacktman Asset Management, que detém ações da Anheuser.
Alguns analistas de mercado disseram que parte da volatilidade nos papéis da Anheuser-Busch pode também ser resultado do lucro em um mercado turbulento, à medida que os investidores procuram vender ações líquidas para captar recursos.
A porta voz da InBev afirmou que a empresa pretende concluir o negócio , que totaliza US$ 52 bilhões, até o final de 2008.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria, página C2 (Dow Jones Newswires e Bloomberg News) - 17/09/2008
Conselho aprova compra da Anheuser-Busch pela InBev
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou ontem a compra de Anheuser-Busch pela InBev e a formação do consórcio Madeira Energia, que será responsável pela construção da Usina Hidroelétrica Santo Antonio, no rio Madeira, em Rondônia.
No caso da união no setor de bebidas, o conselheiro Vinicius Carvalho, relator do processo sobre o ato de concentração, concluiu, em seu parecer, que a compra "não acarreta efeitos anti-competitivos nem possibilita o exercício do poder de mercado". Carvalho ressaltou que os pareceres técnicos da Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, da Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE), do Ministério da Fazenda, e da Procuradoria do CADE confirmam que não há qualquer obstáculo de natureza concorrencial à aprovação da operação.
A InBev, presidida pelo brasileiro Carlos Brito, comprou a Anheuser-Busch em julho deste ano, por cerca de US$ 52 bilhões. A participação de Anheuser-Busch no mercado brasileiro de cerveja é de 0,0123%, e a da InBev é de 67,79%, enquanto a soma da participação das demais é de 32,19%.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou a aquisição da Anheuser-Busch, dos Estados Unidos, fabricante da Budweiser, pela cervejaria belgo-brasileira InBev.
Fonte: DCI (Diário Comércio Indústrial) – 18/09/2008
Bavaria reposiciona marca e resgata os momentos "Clássicos" da vida
A Bavaria, cerveja pilsen da FEMSA Cerveja Brasil, apresenta para o segundo semestre sua nova estratégia de marketing para o mercado nacional. Para isso, a empresa realizou uma série de pesquisas nas principais capitais brasileiras. O objetivo era detectar entre os entrevistados, homens e mulheres, as coisas boas da vida, os momentos clássicos. Com o trabalho finalizado, foi criado o novo conceito de comunicação para a marca, que a partir de setembro, terá como slogan "Bavaria, de tão gostosa virou Clássica".
Para acompanhar a proposta, que agora traz Clássica junto a logomarca, a empresa preparou uma ação de marketing integrada, que engloba campanha publicitária, desenvolvida pela agência Talent, que contará com spots para rádio, anúncios em mídia impressa, ações promocionais em todo o Brasil e materiais para ponto-de-venda.
Nas novas embalagens, que continuam com as cores tradicionais da marca, o verde, vermelho e branco, a logomarca ganhou ainda mais relevância com o uso de uma faixa em tons de dourado. Bavaria Clássica chega com um visual mais jovem e com um destaque especial ao produto.
"A nova comunicação resgata os momentos clássicos da vida do consumidor brasileiro, como o churrasco na casa dos amigos, o futebolzinho de domingo, uma boa música, entre tantos outros. São situações que fazem parte de nossas vidas e, de tão boas, tornam-se clássicas, assim como a Bavaria Clássica", diz Riccardo Morici, diretor de Marketing da FEMSA Cerveja Brasil. "Com este conjunto de ações e iniciativas inovadoras, a marca está preparada para crescer com rentabilidade e conquistar ainda mais admiradores", finaliza Morici.
Os consumidores poderão encontrar Bavaria Clássica em todo o Brasil, a partir de setembro, em supermercados, bares e restaurantes.
Fonte: Revista Fator - 18/09/2008
Consumo de álcool em queda no Japão
Mudanças nos hábitos dos jovens estão diminuindo o consumo de álcool no Japão e trazendo novos desafios, em especial para as cervejarias.
O Japão possui uma longa tradição com o álcool, tornando parte do modelo corporativo adotado no país, no qual beber com o chefe em reuniões era praticamente necessário para ascender na carreira. Este fenômeno, e a tradição de aliviar o estresse em bares e karaokês após o expediente, dobraram o número de consumidores de álcool nos últimos 30 anos. Uma pesquisa realizada no ano passado pelo Ministério da Saúde revelou que 2% da população do arquipélago têm problemas com alcoolismo.
Nos últimos anos, no entanto, o consumo alcoólico tem caído gradualmente no Japão. Em 2006, o país consumia 9,4 milhões de quilolitros de álcool, em comparação com o valor máximo registrado, de 1999, que foi de 10,2 milhões de quilolitros.
Um dos setores mais afetados é o das cervejarias. O Japão é o sexto maior consumidor de cerveja do mundo, mas as vendas caíram 5% este ano, e o consumo hoje é 10% menor que o máximo registrado, em 1994. Isso está forçando as empresas a se adaptar à nova realidade.
Saúde
“A cerveja está sendo substituída por bebidas mais leves e consideradas mais saudáveis”, disse Tokushi Yamasaki, analista do instituto de pesquisa Daiwa. “Os japoneses não bebem mais tanto quanto alguns anos atrás.”
“Beber no Japão era sinônimo de confraternizar com os colegas, mas a estagnação da economia mudou a estrutura corporativa e não requer mais que os trabalhadores bebam tanto juntos”, disse Ron Carr, professor da Universidade de Temple.
A falta de interesse dos jovens na bebida é outro motivo para a queda do consumo. Os japoneses mais novos preferem gastar o dinheiro em bens que são mais valorizados em seu meio social, como roupas de grife. Muitos também consideram a cerveja uma bebida pouco saudável, o que vai contra a valorização de um estilo de vida com boa saúde em voga entre os mais novos.
Adaptação
As principais cervejarias do país, Asahi, Kirin, Suntory e Sapporo estão buscando novas maneiras de seduzir os clientes com cervejas “alternativas”. “O sabor é uma das principais considerações quando os jovens escolhem a cerveja. Eles também procuram evidências científicas, como zero calorias, ou baixo teor alcoólico”, disse Toru Yamazaki, diretor senior de marketing da Kirin, que detém 36,7% do mercado de cerveja no Japão.
Fonte: Jornal Tudo Bem, por Guilherme Solari – 19/09/2008
InBev fará aumento de capital de US$ 9,8 bi
A cervejaria belgo-brasileira InBev informou que planeja fazer um aumento de capital de US$ 9,8 bilhões para a compra da americana Anheuser-Busch antes de fechar a transação, de mais de US$ 50 bilhões, o que deve acontecer no fim deste ano.
A decisão de levantar capital o negócio é uma mudança em relação ao plano anterior da empresa de contrair um empréstimo-ponte para completar a aquisição. A InBev fará uma reunião na segunda-feira para que os acionistas votem sobre a fusão. Os maiores acionistas já afirmaram que vão votar a favor do acordo.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia – 26/09/2008
Aviso para lavar lata de cerveja pode ser incluído em selo de proteção
O Ministério Público Estadual do Rio quer que cervejas que utilizam selo de proteção nas latas mostrem um aviso de que o produto precisa ser higienizado antes de ser consumido.
A Promotoria vai propor às empresas Schincariol e Petrópolis que assinem um termo de ajustamento de conduta (TAC). Laudos apontaram que os selos não oferecem proteção contra possíveis contaminações de microorganismos.
A suspeita surgiu a partir de um estudo encomendado pelo Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) no ano passado. Segundo a entidade, o laudo comprovou que o lacre não protege contra contaminações.
O sindicato informou que um laudo encomendado pelas cervejarias mostrou outro resultado, comprovando a eficiência do selo.
O caso foi levado à Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública do Rio, que pediu a elaboração de uma nova avaliação por um laboratório independente. O novo laudo, de acordo com o Sindicerv, comprovou que o invólucro nas latas não oferece proteção.
Outro lado
Em nota, a Cervejaria Petrópolis diz que o inquérito é resultado de uma manobra comercial "para desequilibrar a concorrência".
Segundo a empresa, em dezembro de 2007, o Sindicerv já havia lançado uma campanha contra o selo que foi considerado pela Justiça "uma ação comercial que fere os princípios éticos e de respeito à concorrência e não uma campanha em prol da saúde pública, como as peças publicitárias se faziam entender."
"A Cervejaria Petrópolis estranha o fato que aproximadamente um ano depois e novamente próximo do verão o Sindicerv venha se valer dos mesmos argumentos para tentar promover uma falsa noção de que o selo protetor atenta contra a saúde pública.", diz a nota.
Já o Grupo Schincariol informou que ainda não foi oficialmente notificado e que só iria se manifestar após conhecer o teor completo da ação.
Fonte: Colaboração para a Folha Online – 26/09/2008
FEMSA Cerveja Brasil lança lata de 500 ml para SOL, Kaiser e Bavaria
A FEMSA Cerveja Brasil amplia seu portfólio, lançando este mês o Latão de 500 ml. No mercado já há latas de 473 ml. A lata de 500 ml estará disponível para as marcas SOL, Kaiser e Bavaria Clássica.
"Este lançamento é mais uma alternativa para atender às necessidades do consumidor que preza não só pela qualidade do produto, mas também pelo diferencial que lhe proporciona", explica Riccardo Morici, diretor de Marketing da FEMSA Cerveja Brasil.
O lançamento das embalagens Mega Lata SOL 500 ml, Super Lata Kaiser e Lata Gigante Bavaria Clássica contará com materiais de ponto-de-venda desenvolvidos especialmente para comunicar o consumo do produto em ocasiões como festas, churrascos e reuniões com os amigos. "Nosso objetivo é ressaltar o diferencial das novas embalagens, com uma relação de custo benefício muito melhor que a dos nossos concorrentes", finaliza Morici.
As novas embalagens de meio litro chegam ao mercado ainda este mês e poderão ser encontradas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.
Fonte: Revista Publicidad - 26/09/2008
Cerveja chinesa Snow é a mais vendida do mundo
Com exceção dos analistas de mercado, quase ninguém fora das fronteiras da China ouviu falar da cerveja chinesa Snow, mas a bebida vai fechar o ano como a marca mais vendida em todo o mundo, à frente da Bud Light, produzida pela Anheuser-Busch. A ascensão da Snow, cujas vendas cresceram 69% no ano passado, é a mais clara evidência de que a performance na China será cada vez mais importante para os resultados mundiais das grandes fabricantes de cerveja.
Os dados são da consultoria internacional especializada no segmento de bebidas Canadean, com sede em Londres. A Snow deixou para trás as marcas Budweiser, também produzida pela Anheuser-Busch, a brasileira Skol e a mexicana Corona. Em 2006, suas vendas tinham crescido 93%, de acordo com Sam Gao, gerente de pesquisas da consultoria Canadean na China.
Fabricada pela joint venture entre a estatal China Resources e a SABMiller, com sede em Londres, a Snow aparecia em quarto lugar no ranking mundial em 2006 e, no começo da década, suas vendas não chegavam a 5 milhões de hectolitros por ano.
Com origem na África do Sul e sede em Londres, a empresa assumiu temporariamente o posto de maior cervejaria do mundo depois da compra da Royal Grolsch, em 2007. Mas o lugar será retomado pela InBev depois da aquisição da Anheuser-Busch. Se a fusão com a Anheuser-Busch for aprovada pelo governo chinês, a SABMiller passará a ser a principal concorrente estrangeira da InBev dentro e fora da China.
Fonte: AE Agência Estado – 28/09/2008
Acionistas da InBev aprovam aquisição da Anheuser-Busch
Os acionistas da InBev aprovaram nesta segunda-feira (29), em assembléia geral extraordinária, a aquisição de todas as ações da Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, por um valor de US$ 70 por papel, numa transação que chega a US$ 52 bilhões. Os acionistas aprovaram também uma autorização para que a direção da empresa tome as medidas necessárias para realizar um aumento de capital de US$ 9,8 bilhões, numa transação relacionada com o financiamento da aquisição.
A assembléia decidiu ainda pela mudança do nome da empresa combinada, que passará a ser Anheuser-Busch InBev, e pela indicação de August A. Busch IV como conselheiro da empresa.
Estas duas últimas medidas só serão implementadas após a conclusão final da transação, prevista para o final deste ano.
Aprovações
Além de ainda depender de aprovações por parte de órgão governamentais, a transação precisa ser referendada pelos acionistas da Anheuser-Busch. A assembléia não foi marcada, mas já foi definido que terão direito a voto os acionistas com posição em custódia no próximo dia 3 de outubro.
A InBev comprou a Anheuser-Busch em julho deste ano, por cerca de US$ 52 bilhões. A participação de Anheuser-Busch no mercado brasileiro de cerveja é de 0,01% e a da InBev é de 67,79%, enquanto a soma da participação das demais é de 32,19%.
Fonte: G1 (Globo), *Com informações do Valor Online – 29/09/2008
Brasil ganha cerveja orgânica que apresenta o conceito 'over ice'
A cerveja é classificada como Golden Ale e pertence à Fuller’s, uma das mais antigas e importantes cervejarias do Reino Unido.
A cerveja orgânica Honey Dew é produzida com lúpulo selvagem e cevada cultivada em fazendas orgânicas que não usam pesticidas químicos ou fertilizantes. Com 5% de teor alcoólico, a composição do mel orgânico fino com maltes e lúpulos ingleses, torna esta cerveja maravilhosamente balanceada. Possui leve toque de doçura, apresenta cor dourada e deixa sensação de refrescância no paladar, devido ao orvalho do mel.
A Honey Dew harmoniza com vários tipos de pratos tais como peixes, frutos do mar e até mesmo Spaghetti à Carbonara. A cerveja Honey Dew deve ser degustada com gelo e um pedaço de limão. O limão aumenta o sabor natural da cerveja criando assim uma bebida indicada para o Verão. E esta disponível em garrafas de 500 ml custará em média R$ 22,00.
Mais informações através do site www.boxerdobrasil.com.br
Fonte: Notícia Expressa – 30/09/2008
Cores e sabores
“Mulher, você vai gostar
Tô levando uns amigos pra conversar
Eles vão com uma fome que nem me contem
Eles vão com uma sede de anteontem
Salta cerveja estupidamente gelada prum batalhão
E vamos botar água no feijão”
(Feijoada Completa de Chico Buarque - 1977)
O cancioneiro popular é sempre preciso ao expor a realidade do povo, e nas palavras singelamente poéticas do mestre Chico Buarque está escancarada a preferência nacional: cerveja estupidamente gelada. “Loira gelada”, como a maioria de nós a conhece.
A cerveja mais consumida e apreciada no Brasil é a do tipo Pilsen (Lager), de baixa fermentação, mais leve, fresca e menos frutada, gelada a ponto de se opor às nossas inclementes temperaturas de verão. Mas essa preferência nacional infelizmente deixa de fora um mundo mais variado do que as partes do porco na feijoada de Chico Buarque. Gelar excessivamente a cerveja faz o mesmo com nossas papilas gustativas: gela nosso paladar e exclui variadas nuances que seriam interessantes de conhecer.
Tão complexa como a seara dos vinhos, o universo das cervejas tem cores, sabores e teores alcoólicos que a simples divisão Ale (de alta fermentação) e Lager (de baixa fermentação) não é capaz de contar. O Brasil conhece algumas delas e as produz em escala industrial, como a escura e doce Malzbier e a versão mais encorpada e amarga do inverno, a Bock. Mas ainda assim, quem no Brasil realmente é capaz de se aproximar da miríade de versões que as cervejas podem ter são as microcervejarias, dedicadas a fazer versões artesanais em pequena escala.
Verdade seja dita, algumas dessas pequenas empresas desfrutaram de tamanho sucesso no mercado que acabaram por ser anexadas a grandes corporações cervejeiras. Ainda assim, é delas o mérito de ter trazido aos balcões de bares e às mesas de restaurantes algumas das combinações entre água, cereais, malte e lúpulo mais interessantes que existem no Brasil no momento. Isso sem contar com a enorme variedade das estrangeiras, disponíveis na maior parte dos supermercados.
A estatística não é oficial, mas acredita- se que nosso País de loiras geladas já tenha ao menos 60 microcervejarias que colocam no copo dos brasileiros líquidos muito diferentes daqueles que a grande maioria das pessoas pede somente pela marca de preferência, sem dar atenção ao estilo. Isso não quer dizer que a nossa Pilsen industrializada seja ruim, mas é verdade que ela está longe de representar fielmente o colorido quadro da cervejaria mundial.
Entre as cervejas do tipo Ale – em que as leveduras ficam boiando sobre o líquido –, muito populares na Inglaterra, estão as mais encorpadas e vigorosas, com marcante frutado, embora possam variar muito em estilo (doces ou amargas, claras ou escuras) como as Blond Ale, Pale Ale, Brown Ale, Bitter, as Porters e as Stouts (cervejas pretas fortes com creme muito denso), entre outras. Todas elas já encontradas no Brasil em mais de uma marca, que permite constatar as variações de álcool, cor e sabor.
As cervejas do tipo Lager – que, em geral, têm um aroma mais floral e sabor final mais seco e fresco – formam um grupo bastante grande em que estão as nossas populares Pilsen, variando de sabor e peso mesmo entre as industrializadas; as Bock, bastante maltadas e um pouco mais alcoólicas; as Eisbock, uma bock extra-forte; e as Münchner, nome das cervejas da cidade de Munique, fortemente maltadas; entre outras.
Apesar de não terem uma classe definida com exatidão, existem algumas cervejas que estão entre as mais interessantes produzidas no mundo, com forte presença belga, como a cerveja de trigo, não filtrada, muito saborosa e por vezes leve (a versão holandesa mais conhecida leva casca de laranja e especiarias), a cerveja feita como o Champagne, em que a fermentação ocorre dentro da garrafa e tem alto teor de álcool e mais gás do que a maioria, além da classe conhecida como “cervejas trapistas”, preparadas somente em seis mosteiros belgas, um na Alemanha e um nos Países Baixos.
Essa ordem religiosa (que formou em 1997 a International Trappiste Association para regular a produção de suas cervejas) produz bebidas de alta fermentação, do tipo Ale ricas e complexas, com a quantidade de malte indicada pelas expressões dubbel, trippel e quadruppel, que significa dupla, tripla e quádrupla, respectivamente.
Para completar esse quadro tão diverso da nossa cerveja de cada dia, existem ainda cervejas apimentadas, aromatizadas com frutas, sem álcool, adoçadas com mel ou açúcar, com gengibre e até mesmo uma escura, do tipo Stout, que leva ostras em sua composição. Nesse mundo tão diverso, com mais de 30 mil estilos catalogados, vale a pena se arriscar e provar marcas, países e sabores distintos.
Um copo para cada estilo
Muito mais que marketing, a existência de variados tipos de copos valoriza o líquido que vamos beber. Para as Lagers (como a nossa popular Pilsen) é ideal que sejam servidas em copos altos, em formato de cone ou flauta com pé, para que o gás e o creme, ou espuma, tenham espaço para crescer e mostrar seu caráter. O creme tem muita importância para as cervejas, ele protege o líquido e conserva alguns dos aromas da bebida, evitando também o contato excessivamente rápido com o ar, que causa a oxidação.
Na Bélgica, onde cerveja é assunto “pra lá” de sério, todas as marcas têm seus copos específicos para cada estilo de bebida, tornando praticamente impossível falar de todos. Mas existem copos que são encontrados quase que no mundo inteiro e são capazes de realçar sua bebida. A caneca, pesada e larga, é perfeita para algumas das Pilsens e para as Ales não muito fortes. Ela permite bastante oxigenação e pode ser bem utilizada para o chope. O copo para as cervejas de trigo é alongado, grande, alto e com a parte de cima mais volumosa que a de baixo, permitindo a cerveja se misturar com elegância. Os populares copos cilíndricos são ideais para os líquidos mais delicados e claros.
Atualmente, no Brasil, estão se popularizando os copos que parecem uma versão mais robusta dos copos de conhaque, com um pé baixo. Eles são perfeitos para cervejas fortes (como algumas Ales e Porters) e encorpadas e para aquelas que produzem bastante creme. O copo americano baixo, ícone exemplar do boteco brasileiro, tem uma só vantagem: como sua capacidade é pouca, permite que se beba rápido e o líquido não esquente.
Fonte: Revista Adega, edição 35, por Sílvia Mascella Rosa – 09/2008
Bom cenário para crescer
O cenário parece cada vez mais propício para o consumo de cerveja no Brasil. Além da estabilidade da economia, da diminuição do desemprego e da baixa do dólar, fatores esses que ajudaram no crescimento do mercado no último ano, o forte calor em pleno inverno tende a impulsionar ainda mais as vendas.
A região Sudeste, por exemplo, tem sofrido com as altas temperaturas e a baixa umidade do ar. No dia 12 de agosto, a cidade de São Paulo teve o dia mais quente do inverno. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), os termômetros do Mirante de Santana registraram 28,8ºC.
Nem mesmo a chamada 'Lei Seca', que aperta o cerco aos motoristas que consomem bebidas alcoólicas antes de dirigir, diminui esse bom momento.
A verdade é que a incidência da resolução tem sido amenizada.
As vendas de cerveja nos supermercados, por exemplo, registraram elevação. "As entregas da bebida registraram alta, o chamado delivery", explica João Gollo, assistente de gerência do Sindicerv (Sindicato da Indústria da Cerveja).
Além disso, alguns estabelecimentos não são afetados pela lei. "Os bares de periferia não serão afetados. Os clientes desses estabelecimentos não costumam voltar para casa de carro, pois moram próximo", completa o representante do Sindicerv.
No último ano, de acordo com dados do Sindicerv, o setor cervejeiro registrou considerável alta de 7%. Essa foi a quarta elevação consecutiva no volume total de produção da bebida, que chegou ao histórico e impressionante número de 10 bilhões de litros.
O segmento começou uma espécie de recuperação no ano de 2004. Nos anos anteriores àquele, foram duas quedas seguidas nas vendas.
No entanto, com o favorável cenário econômico nacional e internacional, os resultados positivos se tornaram uma rotina. A alta no consumo per capita é outra razão desse bom momento que atravessa o mercado. Esse índice, apesar de considerado ainda baixo, tem crescido e já passa dos 51 litros anuais. Diante desses dados, as projeções para esse ano são boas.
No entanto, a obtenção de mais uma alta considerável nas vendas da bebida em 2008 fica atrelada aos preços dos insumos, considerados commodities internacionais.
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Volume de cerveja no Brasil / Série Histórica (bilhões de litros) |
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Ano |
Volume |
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1997 |
8,1 |
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1998 |
8,1 |
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1999 |
7,8 |
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2000 |
8,2 |
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2001 |
8,45 |
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2002 |
8,41 |
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2003 |
8,22 |
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2004 |
8,5 |
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2005 |
8,96 |
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2006 |
9,5 |
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2007 |
10,34 |
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Fonte: Sindicerv |
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Investimentos
Para suprir a demanda, as cervejarias têm procurado ampliar suas fábricas e, quando necessário, construir novas unidades.
Caso da AmBev, que inaugurou em abril a primeira fábrica de embalagens de vidro da companhia, a AmBev Vidros Rio, em Campo Grande, zona Oeste do Rio de Janeiro.
A planta teve investimentos de R$ 160 milhões.
De acordo com Milton Seligman, diretor de relações corporativas da AmBev, a construção da fábrica foi feita com recursos próprios e deverá atender a 50% das necessidades de embalagens de vidro da empresa.
A produção de garrafas será voltada para os modelos long neck. A capacidade será de produzir 1 milhão de garrafas long neck por dia. Seligman explicou que a fabricação de garrafas long neck atende a uma necessidade da empresa pelo fato de existirem poucos fornecedores de vidro.
A unidade deverá suprir 60% da necessidade total da AmBev de garrafas âmbar e mais de 80% da demanda das regiões sul, sudeste e centro-oeste do País.
Já a Cervejaria Petrópolis inaugurou sua fábrica de Rondonópolis (MT) no começo de julho.
A unidade que ocupa 411 mil metros quadrados de área no Distrito Industrial Augusto Bortoli Razia gera 200 empregos diretos e começou a operar com a produção média de 62 mil garrafas por hora.
O que garante a distribuição de 50 carretas de cerveja por dia e cem milhões de litros ao ano. A escolha de Rondonópolis para sediar a cervejaria foi baseada no fato da cidade ter uma localização estratégica e a previsão se consolidar como principal pólo industrial de Mato Grosso.
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Maiores cervejarias do Brasil (participação de mercado em 12/2007) |
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AmBev |
68,6% |
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Schincariol |
11,4% |
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Petrópolis |
8,5% |
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Femsa |
7,7% |
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Fonte: ACNielsen |
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Fonte: Revista Indústria de Bebidas nº29 – 30/09/2008
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