Notícias de mercado
2008 - Outubro
InBev prevê queda de lucro e anuncia emissão de ações
A cervejaria belgo-brasileira InBev informou hoje que espera uma leve contração em suas margens de lucro no terceiro trimestre deste ano, em parte devido à elevação dos custos. A companhia prevê queda nas vendas na Europa, na Rússia e na Ucrânia, mas disse que as vendas globais de cerveja vão aumentar puxadas principalmente pela América Latina. No Brasil, a AmBev é a fabricante de cerveja pertencente ao grupo.
A companhia prevê que as vendas de suas marcas próprias na Europa terão crescimento na faixa de um dígito porcentual, mas espera um declínio no volume total de vendas na região - incluindo os produtos de outras empresas que ela comercializa. "Isso pode ser atribuído à nossa estratégia de reduzir os volumes subcontratados de terceiros e os produtos comerciais", declarou a companhia.
A InBev prepara-se para a compra da gigante americana Anheuser-Busch por US$ 52 bilhões. A empresa disse que pretende iniciar uma emissão de ações com direito preferencial de subscrição, aberta de 16 a 30 de outubro, a fim de levantar US$ 9,8 bilhões para a compra da Anheuser.
A companhia, que divulga seus resultados em euros, fixou sua exposição à taxa de câmbio em US$ 1,54, reduzindo o número de ações que terá de emitir. O restante da fusão será financiado por US$ 45 bilhões em empréstimos. A InBev disse ter feito hedge (proteção) do juro anual sobre essa dívida a 3,875% ao ano, "mais os spreads aplicáveis" para o período entre 2009 e 2011. As informações são da Dow Jones.
Fonte: AE Agência Estado - Empresas & Negócios, por Hélio Barboza - 03/10/2008
Com aumento de custos, AmBev espera queda na margem de lucro
O crescimento das receitas na casa dos dois dígitos no terceiro trimestre não deverá representar forte elevação nos ganhos da AmBev.
A companhia informou nesta sexta-feira (3/10) que terá suas margens de lucro achatadas pelo aumento nos custos de produção, ocasionado principalmente pelo reajuste de mais de 40% nos preços de cevada e malte, e pelos grandes investimentos em marketing.
Apesar disso, corretoras como Unibanco, Fator e Link mantêm recomendação de compra para os papéis da companhia. Na avaliação do Unibanco, a solidez da empresa e a forte geração de caixa em tempos de crise justificam o investimento. A instituição estima valorização de 76,6% para os papéis, que têm preço-alvo de 181,50 reais.
A Lei Seca, que proibiu qualquer consumo de bebida alcoólica por motoristas, limitou a um dígito o potencial de crescimento no consumo de cervejas, o principal produto da AmBev, mas elevou em muito as vendas de refrigerantes.
Sem revelar valores, a AmBev informou que o segmento crescerá na faixa de dois dígitos, uma disparada em relação ao tímido aumento de 0,5% no primeiro semestre deste ano. A venda de refrigerantes, entretanto, representa apenas cerca de um quinto das receitas da AmBev no Brasil, o que restringe o impacto positivo nos resultados.
Para minimizar a queda nas vendas de cervejas, uma das alternativas encontradas pela AmBev foi reforçar seu portfólio de bebidas sem álcool. A empresa lançou em agosto seu chope sem álcool, que ganhou a marca Líber, a mesma da cerveja sem álcool comercializada em latas e garrafas long neck.
Fonte: Portal Exame – 03/10/2008
Selo de alumínio em lata de cerveja: crime?
O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro recebeu inquérito, conduzido pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública, que aponta crime na prática de empresas fabricantes de cervejas que utilizam selos de alumínio nas latas de seus produtos. De acordo com o inquérito, as empresas praticam crime ao divulgar que os tais selos protegem os consumidores contra contaminações.
Agora, as áreas cíveis e criminais do MP estão convocando os fabricantes das cervejas Itaipava, Nova Schin e Crystal a prestarem esclarecimentos.
O inquérito policial, baseado em laudos periciais dos Institutos Noel Nutels e Carlos Éboli, concluiu pela existência de indícios de crime, uma vez que o relatório afirma que os selos de alumínio não protegem o consumidor contra contaminações. Além disso, os selos podem propiciar, sob determinadas condições, o acúmulo de resíduos perniciosos para a saúde.
Além do MP, o delegado Marcos Cipriano de Oliveira Mello, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública. Ainda oficiou o Ministério da Agricultura responsável pela fiscalização dos rótulos e qualidade dos alimentos industrializados, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a Secretaria Estadual da Saúde do Rio e a Tutela Coletiva Estadual para que sejam tomadas as devidas providências legais.
Empresas e publicitários intimados
A partir do resultado do inquérito policial, o promotor público Rodrigo Terra, titular da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor, abriu duas investigações sobre a prática de utilização de selo por duas das principais cervejarias do Brasil: a Schincariol e a Petrópolis, fabricante das Cervejas Itaipava e Crystal.
O promotor criminal Alexandre Gusmão, por sua vez, instaurou um procedimento e intimou, além das cervejarias que se utilizam do selo, os publicitários responsáveis pelas campanhas que alardeavam as qualidades protetoras do selo. Neste sentido, o CONAR (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) também foi consultado a respeito de tais campanhas.
Laudo oficial e independente
Diante do laudo inicial do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, que concluía pela ineficácia do selo como elemento de proteção higiênica, o delegado Oliveira Mello instaurou inquérito policial e solicitou um laudo independente para o Laboratório Central Noel Nutels, da Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro.
A principal conclusão do laudo, assinado pelo diretor da área de Controle Sanitária e Ambiental da instituição (DCSA), Thiago Novotny, é que os selos de metal não protegem a lata de contaminação e ainda podem, em determinadas condições, criar um ambiente propício para o desenvolvimento de microorganismos. O laudo atesta ainda que os selos não são uniformes e são frágeis aos métodos usuais de armazenamento da bebida, rasgando facilmente ou sofrendo furos, imperceptíveis a olho nu, que permitem a entrada de microorganismos. "Além de permitir a entrada de líquidos, o selo danificado ou não uniforme, dificulta a evaporação mantendo as condições de umidade necessárias ao desenvolvimento de certos tipos de microorganismos", afirma o laudo.
Fonte: TNNEWS - 06/10/2008
Oktoberfest de Munique teve 6 milhões de visitantes
Apesar do tempo predominantemente frio e chuvoso, 6 milhões de pessoas visitaram a 175ª Oktoberfest de Munique durante os 16 dias do evento, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (06/10) pelos organizadores.
O número é inferior ao da festa de 2007, quando 6,2 milhões de visitantes compareceram à maior festa da cerveja do mundo. O consumo da bebida também registrou queda. Este ano foram bebidos 6,6 milhões de canecos de um litro, ante 6,9 milhões no ano anterior. A Oktoberfest de 2008 foi também mais curta: durou dois dias menos que a festa de 2007.
Fonte: Deutsche Welle Europa – 06/10/2008
Cerveja Primus aposta em mobile marketing
A marca de cerveja Primus está sendo pioneira ao lançar uma campanha de mobile marketing, desenvolvida pela pontomobi | interactive em parceria com a agência ID/TBWA, que dá uma solução aos que apreciam beber alguma coisa após um dia de trabalho.
No site de Primus (www.cervejaprimus.com.br), está disponível uma informação que possibilita o acesso ao wap site, por meio de um aparelho de celular. Ao acessá-lo, o consumidor encontra dicas sobre cerveja, lista de cidades com bares Primus, e pode ganhar um voucher para voltar de táxi para casa. Para receber o bônus, a pessoa deve acessar o wap site (wap.primus.com.br), pedir uma cerveja Primus e apresentar o código aos promotores que estarão nos bares participantes (disponíveis no site). A ação vai acontecer em São Paulo e Curitiba, por três semanas em cada uma das cidades, em diferentes épocas.
A campanha será divulgada nos bares participantes com table tents, displays e nas bolachas de chope. Flavia Biasotto, diretora de planejamento da pontomobi | interactive, agência de mobile marketing que detêm cerca de 70% do mercado, acredita que essa seja uma das melhores campanhas que inclui mobile marketing já feitas em relação à Lei Seca.
Fonte: O Debate - 07/10/2008
Kaiser lança lata temática para homenagear as festas alemãs em Santa Catarina
Para comemorar a temporada das festas alemãs de Santa Catarina, que reúnem as mais variadas tradições e levam para os estados visitantes de todo o Brasil, a FEMSA Cerveja Brasil desenvolveu uma lata temática da Kaiser alusiva ao período.
A exclusiva embalagem destaca a ilustração de pessoas em trajes típicos alemães e as cores da bandeira da Alemanha, bem como a arquitetura da região. A nova lata está sendo envasada na Unidade de Ponta Grossa e distribuída nas regiões de Chapecó, Florianópolis e Blumenau.
Fonte: Portal Fator Brasil – 07/10/2008
Inbev anuncia mudanças no comando da empresa
O presidente da InBev, Carlos Brito, anunciou na tarde desta quarta-feira as mudanças no comando da empresa provocadas pela compra da cervejaria americana Anheuser-Busch, dona da Budweiser. O anúncio confirmará a dança das cadeiras antecipada em agosto por EXAME. Luiz Fernando Edmond, atual presidente da AmBev no Brasil, assumirá o comando da operação nos Estados Unidos. Para o lugar de Edmond chega João Castro Neves, atual diretor executivo da AmBev para o sul da América Latina, com base na Argentina.
Por sua vez, Neves será substituído por Bernardo Paiva, atual chefe das operações da companhia no Canadá. O cargo que hoje é ocupado por Paiva deverá ser extinto e suas funções serão acumuladas por Edmond. As mudanças só devem ocorrer no início de 2009.
Fonte: Portal Exame, por Marcelo Onaga – 08/10/2008
InBev confia em financiamento da oferta de compra da Anheuser-Busch
A cervejaria belgo-brasileira InBev, maior produtora mundial de cerveja, continua confiante no financiamento de sua oferta de compra, de US$ 52 bilhões, da concorrente americana Anheuser-Busch, apesar da atual crise financeira, anunciou o grupo. "Estamos confiantes no financiamento e estamos no caminho de concluir nossa transação até o fim do ano", declarou a porta-voz da InBev, Gwendoline Ornigg.
A empresa pediu empréstimos de US$ 45 bilhões em 19 bancos, segundo a porta-voz, que destacou que o financiamento foi feito a "um grupo diversificado de bancos sólidos". Depois de resistir à ofensiva da InBev, o conselho de administração da Anheuser-Busch, proprietária da Budweiser, terminou por aceitar em julho uma oferta de US$ 70 por ação, o que deixa a operação em US$ 52 bilhões.
A união dos dois grupos criará uma nova empresa chamada "Anheuser-Busch InBev", que terá um faturamento anual de US$ 36 bilhões e 460 milhões de hectolitros de vendas, com marcas de grande sucesso como Stella Artois, Beck's e Budweiser.
Fonte: Folha Online - Dinheiro da France Presse (Bruxelas) – 08/10/2008
Pro Teste reprova as cervejas sem álcool
Uma análise feita, no final de agosto, pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, Pro Teste, revelou a existência de irregularidades em todas as cinco marcas de cerveja sem álcool analisadas: Nova Schin, Kronenbier, Crystal, Bavaria e Liber. A informação é da assessora de imprensa da associação, Vera Ramos, ao afirmar que o resultado daqueles exames já foi encaminhado à ANVISA e ao Ministério da Agricultura.
“Os erros mais recorrentes foram falta de informação nos rótulos, em especial sobre o teor alcoólico de até 0,5%, mesmo com a denominação de cerveja sem álcool. Por isto defendemos a alteração da legislação e pedimos que a denominação sem álcool só venha a ser utilizado no produto que apresentar 0% de teor alcoólico, para que assim não induza o consumidor a beber algo errado”.
De acordo com a análise, nos rótulos da Nova Schin e Kronenbier, também falta à advertência de frases como "beba com moderação", já que apresentam, por menor que seja, teor alcoólico.
Pelo Decreto nº 2.314/97, as empresas que produzem as cervejas sem álcool devem inserir nos rótulos frases alertando ao consumo exagerado e sobre a proibição aos menores de 18 anos. O teste feito provou que apenas a Liber possui a informação correta em seu rótulo, pois ela é a única que não tem nenhuma porcentagem de álcool.
Segundo Vera, a informação correta nos rótulos das cervejas é realmente necessária, ainda mais agora com Lei Seca, já que não é permitido ingerir nenhuma quantidade de álcool antes de dirigir. Assim, quem pensa estar bebendo uma cerveja sem álcool, pode ser enganando, com o teor alcoólico de 0,5%, e descumprir a lei. “Por exemplo, quem beber 10 latinhas de cerveja "sem álcool" poderá ficar com 5% de teor alcoólico no sangue e ser autuado ao dirigir”.
Diferença até no preço do produto
A diferença da cerveja sem-álcool não está apenas no sabor, mas no preço também. Ou seja, a variação desse tipo de bebida, da mesma marca pode ser de até 39% quando não contém álcool. Isso ocorre devido ao alto índice de impostos cobrados aos fabricantes da bebida, que sai da fábrica pelo preço médio de R$ 0,60 por litro e chega ao consumidor por cerca de R$ 3 o recipiente com 350 mililitros, o que representa mais de 80% do valor total.
Os impostos representaram R$ 7,2 bilhões do faturamento bruto de R$ 17,2 bilhões, foram destinados ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), ao Programa de Integração Social (PIS) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS).
Fonte: Jornal Coletivo, por Kamila Farias – 09/10/2008
Oktoberfest começa hoje em Blumenau celebrando tradições alemãs
Tradicional festa que acontece todo ano em Blumenau (SC), a Oktoberfest é um evento original da cidade de Munique, na Alemanha. O festival, que aconteceu pela primeira vez em 1810, agradou tanto ao público que hoje acontece em diversos lugares do mundo. Neste ano, a Oktoberfest tem início hoje e segue com muita animação até o dia 26 de outubro.
A versão brasileira do evento foi criada em 1984, após duas grandes inundações que devastaram a região de Blumenau. O objetivo da festa era atrair turistas para o local e fortalecer a cultura alemã presente na região do vale do Itajaí.
A partir de 2005, estipulou-se que todas as atrações do evento deveriam estar de alguma forma, relacionadas a tradições germânicas, retratando o povo que chegou ao Brasil por volta de 1850. Um pouco da cultura pode ser conferida nos trajes típicos da época, que são usados pelo público durante a Oktoberfest. Outro destaque do evento são as bandas, que se apresentam durante toda a festa, trazendo canções em alemão.
Além de Blumenau, outras cidades de Santa Catarina se inspiraram na cultura alemã, e criaram suas próprias festas, também com o objetivo de valorizar as tradições. Entre elas, a Marejada, que acontece de hoje ao dia 19, na cidade de Itajaí, a Fenarreco, de hoje até o dia 19, em Brusque e a festa do Imigrante, de hoje até o dia 12, em Timbó.
Badalação
Considerada a maior festa alemã das Américas, a Oktoberfest de Blumenau reuniu, em seus 25 anos de existência, um público de mais de 16 milhões de pessoas.
O evento, que chega à sua 25ª edição em 2008, já nasceu fazendo sucesso: a primeira festa, realizada em 1984, reuniu 102 mil pessoas e chamou a atenção do país. Desde então, o evento atrai brasileiros de diversos Estados e até mesmo estrangeiros. Por causa disso, a cidade de Blumenau é o principal destino turístico da região Sul em outubro. Apesar de o evento ter o intuito de preservar a cultura germânica, muitos jovens são seduzidos pelos 18 dias ininterruptos de baladação. Muita gente bonita e milhares de litros de cerveja estão entre os principais atrativos. O copo com 400 ml de chope custa R$ 3,75. Já o tradicional concurso do chope de metro acontece diariamente, no setor 3, a partir das 22h.
Neste ano, quem for à Oktoberfest poderá apreciar o chope tipicamente alemão no Biergarten, um jardim dedicado especialmente à cerveja, construído do lado de fora dos pavilhões da festa. O local ocupa uma área de 1.600 metros quadrados. Além de trazer, é claro, vários tipos de cerveja, o jardim oferecerá lanches e pratos da culinária típica alemã como o Kassler, o Eisbein e o Marreco Recheado.
No espaço, os visitantes também poderão provar um chope artesanal, produzido pelas cervejarias do vale do Itajaí. O chope regional foi introduzido na festa pela primeira vez em 2005, conquistou o paladar dos turistas e passou a fazer parte do cardápio fixo da Oktoberfest. Mas a badalação não fica restrita aos pavilhões da festa. O público também costuma se concentrar na Tunga Choperia (Avenida 15 de novembro, 1.020), para ver os desfiles e paquerar.
Fonte: Folha Online - Turismo, por Camila Passos do Agora – 09/10/2008
AmBev prevê alta de 5% nas vendas no 3º trimestre
A fabricante de bebidas AmBev prevê um crescimento de um dígito porcentual no volume total de vendas do terceiro trimestre deste ano, na faixa intermediária, o que significaria uma expansão ao redor de 5%. A empresa brasileira divulgou estimativas do seu resultado no contexto da operação de emissão de ações da sua controladora InBev para financiar parte da aquisição da Anheuser-Busch.
Segundo a AmBev, o volume de cerveja no Brasil deverá apresentar crescimento de um dígito porcentual, na faixa inferior, enquanto em refrigerantes a expansão alcançará dois dígitos no período de julho a setembro. Na Argentina, os volumes de cerveja deverão crescer à frente da indústria por volta de dois dígitos.
"Esperamos que a nossa participação de mercado também aumentasse graças ao nosso forte desempenho no país e ao nosso foco no segmento premium, além de iniciativas bem-sucedidas de marketing e de inovações", disse a AmBev. No Canadá, a companhia antevê alta de um dígito porcentual nos volumes comercializados de cerveja.
A receita deve apresentar um crescimento na faixa de dois dígitos, sendo que o faturamento por hectolitro deverá crescer um dígito porcentual. "Tal crescimento decorrerá do mix de vendas e iniciativas de gerenciamento de receitas", segundo a AmBev.
A AmBev informou também que espera que o custo por hectolitro no terceiro trimestre cresça acima do primeiro semestre, sobretudo devido ao aumento nos custos da subsidiária Quinsa, que tem sofrido pressões nos preços de matérias-primas (commodities).
"Os salários em Quinsa também aumentaram devido a maiores taxas de inflação. Esperamos também que o custo por produto vendido do Canadá seja mais alto do que as tendências do primeiro semestre."
Ainda conforme a AmBev, as tendências observadas nos primeiros seis meses do ano, como crescimento de receitas acima do aumento do volume e a contínua pressão de custos, se mantiveram no terceiro trimestre.
"Devido ao aumento nos custos no terceiro trimestre de 2008, esperamos uma contração de margem Ebitda no trimestre quanto comparado ao mesmo período de 2007", informou a empresa de bebidas.
Os dados da AmBev são baseados nos resultados reais para os meses de julho e agosto e na última estimativa da administração para o mês de setembro de 2008. "Assim, quando da divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2008, poderá haver diferenças significativas entre os resultados reais para setembro e as estimativas, sendo certo que as respectivas análises também poderão variar de forma relevante", ressalvou a AmBev.
Fonte: AE Agência Estado - Empresas & Negócios – 10/10/2008
Com lei seca, folião da Oktoberfest terá van para voltar para casa
Na primeira Oktoberfest após a entrada em vigor da lei seca, que regulamentou os níveis de tolerância de álcool para motoristas, a Prefeitura de Blumenau (SC) decidiu ampliar um sistema de carona para os participantes da festa do chope, que começou anteontem. Quem beber e não tiver condições de dirigir durante o evento agora conta com vans para voltar para casa ou para o hotel. Tudo de graça. Em outro serviço gratuito que já havia na festa desde 2005, voluntários assumem o volante de carros de foliões alcoolizados e os levam para casa.
O voluntário retorna ao local de partida de moto-táxi, que segue atrás na ida. Atuam espontaneamente como motoristas dos embriagados agentes de trânsito da cidade e integrantes do Serviço Municipal de Transporte. Também houve ampliação nos horários de ônibus.
A Prefeitura de Blumenau estima em 750 mil o número de participantes da atual edição da Oktoberfest, que termina no próximo dia 26. Segundo a organização, serão consumidos 400 mil litros de chope na festa.
A maioria do público é formada por turistas. Por conta disso, a Polícia Rodoviária Estadual promete ampliar a fiscalização nas estradas. Mais cinco bafômetros serão utilizados na região de Blumenau. Durante o mês da festa, outras sete cidades do interior de Santa Catarina também promovem festas típicas alemãs, em que a cerveja é a principal atração.
Segundo o Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Bares da região de Blumenau, o setor teve uma redução de movimento de cerca de 15% com a nova lei. A queda chegou a 30% logo após a entrada em vigor da norma, em junho, mas cessou devido a uma gradual diminuição da fiscalização, segundo o presidente da entidade, Emil Chartouni. "No início, houve fiscalização maior e um receio maior da população [em relação à lei]." Ele se diz contrário à "tolerância zero" para a bebida. Chartouni afirma, porém, que a procura de turistas pela cidade não diminuiu em razão da nova regulamentação e que o público da festa deste ano deve superar o da edição anterior - que foi de cerca de 700 mil.
Fonte: Folha Online - Cotidiano, por Felipe Bächtold da Agência Folha – 11/10/2008
Projeto no Congresso alivia rigor da "lei seca" para condutor
Menos de seis meses depois de aprovar penas mais rígidas para quem dirige sob o efeito de álcool, a Câmara agora discute projeto que acaba com a chamada "lei seca". Apresentado no recesso parlamentar pelo deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), o novo texto quase triplica o limite mínimo de álcool no sangue para que o motorista possa ser preso.
Atualmente, quem for pego dirigindo com seis decigramas de álcool por litro de sangue, o que corresponde a cerca de uma lata de cerveja ou duas taças de vinho, já pode ser detido. A nova proposta eleva o nível para dezesseis decigramas por litro de sangue. Além disso, o projeto aumenta o limite permitido de bebida para o recebimento de multas e apreensões dos carros. O texto passa de três para seis decigramas por litro de álcool no sangue o nível para que os motoristas recebam multas gravíssimas e de seis para 12 decigramas a possibilidade de apreensão do veículo.
O projeto está sendo analisado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara, onde deve acontecer audiência pública para debater o assunto quando acabar o segundo turno das eleições. O deputado Pompeo de Mattos vê excesso de dureza na "lei seca", o que, segundo ele, leva à injustiça.
Para o congressista, os bafômetros que passaram a ser instalados de "tocaia" perto de bares e restaurantes depois da aprovação da tolerância zero "apanha inocentes e culpados, tanto os temíveis beberrões, quanto os moderados bebedores de um chopinho de fim de tarde". "Não é aceitável que com a dureza da lei se queira inverter os costumes nacionais e transformar todos os cidadãos abstêmios, consumidores de sucos de frutas e refrigerantes", diz na justificativa do projeto.
No intuito de convencer seus colegas do exagero da lei atual, Pompeo de Mattos apresenta dado mostrando que na França a tolerância zero foi rejeitada pelos congressistas após estudos indicarem que acidentes mortais são originados por condutores com taxas de álcool muito elevada, entre 16 e 30 decigramas por litro de sangue.
O deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), coordenador da Frente Parlamentar pelo Trânsito Seguro e um dos responsáveis pela aprovação do projeto da "lei seca" na Câmara, classifica a idéia como "um aceno à irresponsabilidade".
"O meu colega [Pompeo de Mattos] tem que lembrar que não há uma regra única para todas as pessoas. Uma lata de cerveja para mim tem o efeito contrário para um jovem de 18 anos que não almoçou, por exemplo," disse. Na opinião dele, não há motivo para mudanças, que está dando certo, ter entrado em vigor.
Fonte: Folha Online – Cotidiano, por Maria Carla Cabral da Folha de São Paulo – 12/10/2008
InBev adia oferta de ações para compra da Anheuser
A cervejaria belgo-brasileira InBev informou que "a volatilidade sem precedentes" nos mercados de capitais obrigou a companhia a adiar seu plano de oferecer ações para financiar a compra da norte-americana Anheuser-Busch, uma transação avaliada em US$ 52 bilhões. A InBev disse esperar concluir a compra até o final deste ano.
Em vez de levantar capital, a companhia vai se apoiar num empréstimo-ponte, que vence em seis meses após a conclusão da aquisição, disse a InBev. "Estamos avançando com confiança e esperamos concluir a fusão das duas grandes companhias até o final do ano, para criar a maior cervejaria do mundo", disse o executivo-chefe da InBev, Carlos Brito, em comunicado.
A fabricante ainda tem o apoio de um consórcio de 19 bancos que concordaram em emprestar-lhe US$ 45 bilhões para a compra da Anheuser, disse a InBev. A companhia pretende levantar US$ 9,8 bilhões por meio de uma oferta de ações. Os maiores investidores institucionais da companhia confirmaram seu intenção de subscrever 1,2 bilhão de euros (US$ 1,6 bilhão) na oferta, quando ela for aberta novamente, disse a InBev.
Fonte: Dow Jones – 14/10/2008
Oktoberfest faz 25 anos de sucesso entre os jovens
Os moradores de Blumenau estão em festa desde a última quinta-feira, e vão continuar assim até o dia 26 de outubro. A festa se estende também a outras cidades que também pertencem ao vale do Itajaí.
O Jornal Hoje foi até a Vila Germânica, um ponto de encontro de famílias e jovens. A entrada da festa custa de R$ 5 a R$ 20, e lá dentro tem restaurantes com comidas típicas, chope, danças tradicionais alemãs e shows que vão até as cinco da manhã. O difícil é acordar no dia seguinte. Pelo menos, é assim na casa de Guilherme, de 25 anos. “Aqui é uma república, a gente mora em seis pessoas. Na época da Oktoberfest os amigos vêm chegando. “Desta vez veio um pessoal de Brasília e outros do Paraná”, conta.
Na república, o “esquenta” começa cedo, às 22h. “Aqui em casa a festa está só começando, vai acabar bem tarde. Vamos chegar ao pavilhão da Oktoberfest lá pela meia-noite, beber mais um pouco e curtir a festa”, diz Pierre, de 18 anos.
Na Vila Germânica, Rafael de, 24 anos tem seu pavilhão preferido: “No pavilhão um tem o chope artesanal, é o meu lugar! Além de ter show bom, músicas que eu curto, tem a cerveja artesanal”. É também o preferido da maioria dos que freqüentam a Oktoberfest: é o pavilhão mais cheio.
Segundo o secretário de Turismo de Blumenau, Norberto Mette, a maior parte do público da Oktoberfest é formada por jovens. “O jovem traz à festa a alegria necessária. Jovens de todo o Brasil contribuíram para que a Oktoberfest se tornasse uma festa de alegria”, diz.
A Oktoberfest gera mais de quatro mil empregos diretos em Blumenau, a maioria para jovens. Mesmo do lado de fora do pavilhão, tendas organizam shows dão prosseguimento à festa com mais comida e bebida típicas. “Sinceramente, o legal da Oktoberfest é ficar circulando”, diz Guilherme, o nosso anfitrião. A música alemã é que dão o tom nos pavilhões dois e três, os preferidos de Nuno, de 27 anos. “Uma vez por ano eu tenho que escutar musica alemã. Depois eu até enjôo, mas na época da Oktoberfest parece que é a melhor musica do mundo. É alegre, contagia o povo”, explica. Cada pavilhão tem um palco, onde 40 bandas se revezam durante os 18 dias de festa, com um repertório típico alemão. Está no contrato: 90% das músicas têm que ser no estilo germânico; não importa se 90% das pessoas que estão dançando não entendam nada de alemão.
Fonte: G1 (Globo), por Evaristo Costa - 15/10/2008
Nova cobrança de IPI sobre bebidas fica para janeiro
A Câmara dos Deputados aprovou hoje a Medida Provisória (MP) 436, que dispõe sobre a tributação de cerveja, refrigerante e água, conhecidas como bebidas frias. O texto principal foi aprovado na noite de ontem, mais ainda restavam três destaques feitos ao texto.
A MP adia para 1º de janeiro de 2009 as novas regras de tributação no setor, que prevêem que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) seja calculado de acordo com o preço final do produto, e não por meio de uma alíquota fixa por unidade vendida. O prazo anterior para as novas regras estava previsto para 1º de outubro deste ano.
As mudanças na tributação haviam sido estabelecidas pela MP 413, que foi aprovada no Congresso Nacional e sancionada em julho.
Além do adiamento do prazo, a MP 436 estabeleceu várias faixas de preço em que devem ser enquadradas as bebidas, sobre as quais será calculado o imposto.
Segundo informações da Agência Câmara, a diferença de valor entre o piso e o teto de cada faixa não deve ser superior a 5%.
De acordo com a Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (AFREBRAS), as novas regras atendem a uma reivindicação antiga dos pequenos fabricantes de refrigerantes, que, segundo ele, eram penalizados por praticarem preços mais baixos. No entanto, grandes fabricantes, como a AmBev, defendem que a cobrança do IPI era feita dessa forma desde 1989 para evitar sonegações ao longo do processo produtivo com a finalidade de reduzir a base de cálculo do imposto.
Fonte: AE Agência Estado - Empresas & Negócios, por Natalia Gómez - 15/10/2008
Mexicana contesta acordo entre Anheuser-Busch e InBev
A cervejaria mexicana Grupo Modelo entrou com uma notificação de arbitragem contra a Anheuser-Busch relacionada ao acordo de US$ 52 bilhões segundo o qual a empresa americana será vendida para a belgo-brasileira InBev. A Anheuser-Busch informou no início deste mês que havia recebido uma carta do advogado do Grupo Modelo dizendo que a companhia planejava fazer a notificação. A Anheuser tem uma participação não controladora de 50% no Grupo Modelo, que fabrica a Corona, cerveja mais importada nos Estados Unidos.
Ainda não está claro o que vai acontecer com a participação da Anheuser no grupo mexicano após a transação com a InBev. O Grupo Modelo afirmou que o acordo entre a InBev e a Anheuser-Busch vai violar cláusulas do acordo de investimento entre a Anheuser e o grupo mexicano.
O acordo de investimento, que é regido pela lei mexicana, proíbe a Anheuser de tomar atitudes que resultem em uma transferência de participações no grupo para uma cervejaria concorrente. Além disso, o acordo proíbe a empresa americana de usar livremente ou transferir qualquer ação do Grupo Modelo sem dar aos acionistas da companhia mexicana uma chance de comprar a empresa antes.
A Anheuser tem dito que as queixas do Grupo Modelo são infundadas e que irá contestá-las. A InBev, por sua vez, afirmou esta semana que a "volatilidade sem precedentes" nos mercados de capital forçaram a empresa a adiar a venda de ações para financiar a compra da cervejaria americana. As informações são da Dow Jones.
Fonte: AE Agência Estado - Empresas & Negócios, por Danielle Chaves - 16/10/2008
Passion Max, elaborada pela cervejaria Brasserie Bockor, é uma cerveja de fermentação espontânea com cerveja lambic e frutas exóticas mediterrâneas incluindo o maracujá
Seu aroma é verdadeiramente único: suave, arredondado, fresco e principalmente frutado. Quando você a coloca em um copo, não pode perder seu aroma exótico de fruta. Sua cor original de palha aparece tão logo você sirva esta cerveja em um copo - uma impressão refrescante encantadora. Esta cerveja frutada, fermentada espontaneamente, é especialmente apreciada pelos mais jovens.
Tipo: cerveja de fruta
Álcool: 3%
Temperatura recomendada para servir: 4 - 6°C
Conteúdo de garrafa: 25 cl
Conteúdo de barril: não disponível em barris
A Brasserie Bockor foi fundada em Bellegem, uma aldeia rural em Flandres Ocidental em maio de 1892.
Fonte: Belgian Shop WeekLetter 1362 - 16/10/2008
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
SM Comunicação Fullbrain produz PDV para Bavaria Clássica
A Bavaria, cerveja pilsen da FEMSA Cerveja Brasil, ganha nova comunicação em seus pontos-de-venda criada pela SM Comunicação Fullbrain, agência de marketing promocional. As peças ressaltam o novo conceito da bebida cujo reposicionamento explora as coisas boas da vida e os momentos clássicos. A comunicação das peças segue o slogan "Bavaria. De tão gostosa virou Clássica".
Nas novas embalagens, que continuam com as cores tradicionais da marca, o verde, vermelho e branco, a logomarca ganhou ainda mais relevância com o uso de uma faixa em tons de dourado. Bavaria Clássica chega com um visual mais jovem e com um destaque especial ao produto.
"Produzimos material que aumente a percepção e desperte interesse dos consumidores. Os PDVs vão ajudar na exposição da marca e complementar o desejo e a intenção de compra criada pela divulgação, que contará com um esforço de comunicação integrada que engloba diversas mídias", diz Marcio Franco, diretor de criação da SM Comunicação Fullbrain.
A agência SM Comunicação Fullbrain assina as peças inspiradas nas principais características da bebida. A criação ficou por conta de Jane Ciambeli, Márcio Franco e Marcelo Mojica, com atendimento de Daniela Rubini e Tatiani de Pádua.
A campanha já está sendo trabalhada em todo o País. Todas as cores e elementos gráficos usados nos materiais seguem a mesma identidade visual adotado pela marca. As embalagens de Bavaria Clássica poderão ser encontradas nacionalmente em supermercados, bares e restaurantes.
Fonte: AdNews - 16/10/2008
Após impasse, Justiça decide: espuma faz parte, sim, do chope
Discussão típica de boteco, a altura do colarinho do chope virou assunto de Justiça. A história começou depois que um bar de Blumenau (SC) foi multado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) por incluir o líquido e a espuma no volume total do chope cobrado no cardápio. Na visão do instituto, o estabelecimento deveria desconsiderar o colarinho. A empresa recorreu contra a sentença de 1º grau, que manteve a multa. Ontem o Tribunal Regional da 4ª Região decidiu, por unanimidade, que o Inmetro não tem razão.
"Há um desvio na interpretação efetuada pelo fiscal", afirma a desembargadora federal Maria Lúcia Luz Leiria, relatora do processo no tribunal. "A espuma faz, sim, parte da bebida. O colarinho é o chope em outro estado físico." A desembargadora, que afirma não ser cervejeira, explica que foi imparcial na decisão: "É só uma questão de lógica."
Essa foi a primeira vez que o tribunal dessa região teve um caso como esse. "Mas a discussão é antiga", diz Percival Maricato, diretor jurídico da Associação Brasileira dos Bares e Restaurantes (ABRASEL). "Em São Paulo, os bares costumam ter problemas com o PROCON pela mesma razão. Mas nem tudo é esperteza." Segundo ele, o colarinho é necessário para preservar algumas características do chope, como o aroma, a temperatura e a quantidade de gás.
"É o mesmo que servir picanha sem gordura", diz o empresário Arnaldo Altman, um dos sócios dos bares Genial, Filial e Genésio, que ficam na Vila Madalena, zona oeste. "Você pode até não gostar de gordura, mas ela deixa a carne macia. Não dá para tirar. Nem muito menos descontar do preço." Nas casas de Altman, o chope é servido em copo de 320 ml, em que já estão incluídos dois dedos de colarinho. "Tem cliente que não gosta da espuma. O garçom avisa que não é o ideal, mas tira a bebida ao gosto do cliente." Com ou sem colarinho, o copo sai por R$ 4,30.
O concorrente Pirajá, em Pinheiros, colocou um aviso no cardápio: o chope da casa tem 230 ml, aparentemente menor, pois descontam a espuma do volume total registrado no cardápio. O cuidado evita reclamações e pendengas com clientes que podem se achar lesados na hora de pagar a conta.
Há sete anos, a AmBev criou a Real Academia do Chope, um programa com o objetivo de oferecer consultoria a 1,6 mil estabelecimentos em todo o Brasil. "A idéia inicial era ensinar aos estabelecimentos os critérios básicos de armazenamento, higiene e serviço para que o produto chegasse ao consumidor final inalterado", diz André Lima Verde, responsável pelo programa. "A forma de tirar o chope é muito importante." Para começar, segundo ele, o copo tem de estar gelado, de preferência resfriado no gelo ou num refrigerador regulado em -18°C. Ao abrir a torneira, o copo é obrigatoriamente inclinado em 45°. Quando o líquido estiver quase atingindo a borda, ele volta a ficar em pé. "É nesse ponto que recomendamos a entrada da espuma. Dois dedos de colarinho mantêm todas as qualidades da bebida por mais tempo na mesa do bar. E isso faz toda a diferença."
Fonte: Estadão de Hoje - Metrópole, por Valéria França – 17/10/2008
Kaiser cresce 21% em vendas em Blumenau
A Vonpar fabricante de Coca-Cola e distribuidora da FEMSA Cerveja Brasil em Santa Catarina, e que está anunciando o crescimento de 21% nas vendas da Kaiser nos últimos oito meses em Blumenau e cidades do Vale do Itajaí. Segundo a empresa, a marca aumentou sensivelmente a presença em bares e restaurantes da cidade e região. Para dar ainda mais incentivo ao crescimento, a companhia lançará a embalagem de 500 ml nestes mercados.
Fonte: Mundo do Marketing – 17/10/2008
Calendário Histórico - 1810: Primeira Oktoberfest
A primeira Oktoberfest de Munique, em 1810, nada tinha a ver com a multidão de turistas, enormes canecos de cerveja e o parque de diversões da atual festa na capital da Baviera. Naquela época, foi instituída uma corrida de cavalos para comemorar o casamento do príncipe herdeiro Ludwig, mais tarde rei Ludwig 1º, com a princesa Therese von Sachsen-Hildburghausen.
A festa, para a qual estavam convidados todos os moradores de Munique, aconteceu num parque longe do centro, batizado Theresienwiese, em homenagem à noiva. Lá, acontece a Oktoberfest ainda hoje, se bem que numa área maior e asfaltada. O encerramento e ao mesmo tempo ponto alto da festa foi a corrida de cavalos, com a presença da família real da Baviera. O enorme sucesso fez com que fosse marcada outra festa para outubro do ano seguinte, e assim começou a tradição.
Na segunda edição da festa popular, foi acrescentada uma exposição agrícola à prova hípica. A intenção era prestigiar o setor primário bávaro, o que explica a presença de produtos rurais e carroças ainda hoje no desfile de abertura da Oktoberfest.
Em 1818, foi instalado o primeiro carrossel (do que hoje virou um enorme parque de diversões) e as primeiras tendas de cervejarias. Hoje em dia, já não há mais corridas de cavalos na Oktoberfest. Muita coisa, entretanto, permaneceu e foi ampliada. Virou tradição que a maior festa da cerveja do mundo encerre no primeiro final de semana de outubro, sendo seu início marcado para exatos 16 dias antes.
Fonte: Deutsche Welle – 17/10/2008
Grupo FEMSA fecha parceria com Sport Club Corinthians Paulista
O Grupo FEMSA, Fomento Econômico Mexicano S.A., um dos cinco maiores conglomerados empresariais do México e maior empresa de bebidas da América Latina, acaba de fechar um contrato de parceria com o Sport Club Corinthians Paulista. A partir deste mês, a empresa será responsável pelo fornecimento de todo portfólio de bebidas do clube e dos Centros de Treinamento de Itaquera e Parque Ecológico do Tietê, em São Paulo, tornando-se a bebida oficial do time.
A FEMSA Cerveja Brasil e a Coca-Cola FEMSA Brasil, por meio do Grupo FEMSA, estará presente com toda a linha de refrigerantes, incluindo, o mais recente lançamento da empresa i9, Coca-Cola Tradicional, Light e Zero, os sabores da Schweppes e Aquarius Fresh, Cervejas Sol, Kaiser, Bavaria Clássica, Bavaria Premium, Bavaria sem Álcool, Summer, a importada Dos Equis, além das premiadas Gold, Heineken e a escura Xingu.
"Firmar uma parceria com um dos maiores e mais tradicionais clubes de futebol do País, reitera o plano da companhia em incentivar o esporte nacional", ressalta Paulo Macedo diretor de Relações Externas da FEMSA Mercosul. Nos últimos anos a FEMSA patrocinou os XV Jogos Pan-americanos Rio 2007 e a delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Pequim.
Com 98 anos recém-completados no início de setembro, o Sport Clube Corinthians Paulista é dono de uma das maiores torcidas do País. O time paulista foi campeão mundial pela FIFA em 2000, quatro vezes campeão brasileiro, duas vezes campeão da Copa do Brasil e entre outros títulos, é o maior vencedor de campeonatos paulista, 25 vezes, além de mais de 100 torneios, taças e troféus.
O acordo de preferência para comercialização dos produtos se estenderá até 31 de julho de 2011 e contará com ações de comunicação no clube, que inclui backdrop de coletiva personalizado e exploração dos espaços de merchandising, e ainda, imagem no banco de reservas e equipe técnica.
Fonte: S2 Comunicação Integrada - 20/10/2008
Brahma 120 anos e Bossa Nova 50 anos
A Ambev comemora os 120 anos da marca Brahma e o Brasil meio século da Bossa Nova. Bons motivos para lembrar um comercial da cervejaria veiculado em 1992 que emocionou o país e agitou os meios culturais, tendo como protagonista Tom Jobim e (o inusitado) também o poeta e compositor Vinicius de Moraes, falecido em 1980.
Veja em: www.almanaquedacomunicacao.com.br/blog e também no Portal do Almanaque rótulos antigos da Brahma: www.almanaquedacomunicacao.com.br
Fonte: Por Nelson Cadena – 20/10/2008
Entrada em vigor da Nota Fiscal Eletrônica exige adequação do setor de bebidas
A entrada em vigor, dia 1º de dezembro, da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para os fabricantes de bebidas alcoólicas e de refrigerantes, em substituição à atual nota fiscal impressa em formulário, vai exigir que o setor de bebidas atenda às exigências fiscais específicas para o trânsito de seus produtos.
A partir desta data, qualquer circulação de mercadorias do setor terá de ser acompanhada do Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (DANFE), um impresso que será a representação gráfica simplificada da NF-e, sob pena de apreensão pela fiscalização.
A Nota Fiscal Eletrônica exigirá, tanto de atacadistas e distribuidores quanto de varejistas, nos seus negócios com a indústria de bebidas, as inscrições Estaduais e no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) bem como a ausência de qualquer restrição de ordem fiscal.
A partir de 1º de abril de 2009 a exigência da NF-e será estendida a distribuidores, atacadistas ou importadores de bebidas alcoólicas e refrigerantes no fornecimento de suas mercadorias para seus clientes, no caso o varejo.
Com a NF-e haverá integração e compartilhamento de informações, com o objetivo de racionalizar e modernizar a administração tributária brasileira e reduzir custos e entraves burocráticos, facilitando o cumprimento das obrigações tributárias e o pagamento de impostos e contribuições.
A nova nota fiscal, uma determinação do Ministério da Fazenda, favorecerá o controle e a fiscalização por meio de intercâmbio de informações entre as administrações tributárias, visando também coibir fraudes.
Fonte: Insight – 21/10/2008
Venda de bebida alcoólica cresce mais do que alimentos
A venda de bebidas alcoólicas cresceu no acumulado deste ano (janeiro a agosto) enquanto a de alimentos básicos apresentou queda, segundo pesquisa realizada pela Nielsen. O preço, na contramão, caiu entre as alcoólicas e subiu nos alimentos.
Em volume, os brasileiros compraram 4,3% mais bebidas alcoólicas neste ano do que no ano passado. O preço, em média, caiu 0,5%. Já os alimentos da chamada mercearia salgada, que inclui itens da cesta básica, tiveram queda de 0,9% em volume vendido. Os preços, no entanto, subiram 8,6%, em média.
As bebidas, segundo o Filipe Aboláfio, coordenador de pesquisas especiais da Nielsen, foram às responsáveis por uma média positiva de venda no varejo, ainda que perto da estabilidade, de 0,3%, na comparação com 2007. "A estabilidade da economia, até então, impulsionou as marcas de baixo custo e os preços menores aqueceram as vendas.
Com o aumento da renda, o brasileiro também vem acrescentando itens em seu consumo", afirmou. Para os próximos meses, os preços e a demanda podem sofrer variações dependendo dos impactos da crise financeira global na economia real. Ainda não há previsões ou estimativas.
Para Aboláfio, os alimentos, embora tenham registrado altas expressivas, não apresentaram recuo proporcional no consumo por se tratar de itens básicos na mesa do brasileiro.
O consultor de varejo Marco Quintarelli, da Quintarelli Solutions, afirmou que o brasileiro tem alterado seus hábitos de consumo incluindo itens que antes considerava supérfluos. "Os consumidores também têm buscado itens mais práticos e alimentos semi-prontos", afirmou.
A pesquisa apura a venda dos itens em supermercados, lojas de conveniência, bares e restaurantes (no caso das bebidas) e padarias e armazéns (para os alimentos).
Baixo custo
Aboláfio afirmou ainda que, entre as bebidas alcoólicas que mais ampliaram participação de mercado, 74% são considerados "low cost", ou de baixo custo, o maior índice entre os segmentos analisados.
Para o coordenador da pesquisa, isso indica a preocupação das empresas em atender ao novo cliente. "Tem mais consumidores de classe C ou D entrando nesse mercado e puxando o crescimento do varejo", afirmou. Aboláfio ressaltou que isso já vem ocorrendo, e que neste ficou mais patente.
Não-alcoólicas
Além das alcoólicas, as bebidas não-alcoólicas, como refrigerantes, águas e sucos, também ajudaram a puxar as vendas no varejo. O segmento registrou alta de 2,8% em volume vendido de janeiro a agosto deste em relação ao mesmo período de 2007, enquanto os preços recuaram 1,4%, na mesma comparação.
Entre as não-alcoólicas, os destaques foram às bebidas à base de soja, que aumentaram o volume de vendas em 18,6%, as bebidas energéticas, com 18%, e os sucos prontos, com 3,2% de aumento em volume. Todos os produtos da cesta de não-alcoólicas tiveram recuo nos preços em relação a 2007. O preço da água mineral retraiu 7,6%, e o do suco concentrado 9,7%.
As bebidas alcoólicas são as que mais pesam em faturamento nas cestas totais, com 21,2%, seguidas pela mercearia doce (16,8%), bebidas não-alcoólicas (14,6%), higiene e beleza (12,9%) e mercearia salgada (11,3%).
Fonte: Folha Online – 23/10/2008
Nova Schin lança sua versão Zero
Aproveitando o sucesso da Lei Seca e a realização do GP Brasil de Fórmula 1, a Schin apresenta mais um produto para seu portfólio: a Nova Schin Zero. A cerveja, primeira do grupo com teor alcoólico de 0,0% em sua formulação, será lançada no dia da realização do Grande Prêmio, no domingo, 2.
Segundo a empresa, o processo de dês-alcoolização é feito por meio de um "sofisticado equipamento importado da Alemanha e a cerveja resultante, isenta de álcool, preserva as suas características, mantendo o sabor e a qualidade". O produto será oferecido em garrafas de 600 ml, long neck, de 355 ml e em lata, com 350 ml, no País todo.
Marcel Sacco, diretor de marketing do Grupo Schincariol, afirma que "o Grupo Schincariol possui um dos mais completos portfólios de bebidas do País. É pensando sempre em atender os diferentes consumidores que lançamos uma opção de cerveja zero álcool para quem não abre mão de sabor e qualidade, a Nova Schin Zero".
Mídia
A Y&R assina a campanha de divulgação. O primeiro anúncio, que já entrou em veiculação, mostra o capacete de um piloto cheio de latas de Nova Schin, com o novo produto em destaque. A criação é de Axel Levay e Rodrigo Bergel, com direção de criação de Tomas Lorente e Cássio Zanatta.
Fonte: Meio & Mensagem - 27/10/2008
InBev pode rever acordo, dizem analistas
À medida que se aproxima a data de conclusão da compra da Anheuser-Busch (AB) pela InBev, alguns investidores temem ver as empresas forçadas a renegociar ou até adiar o acordo que criaria a maior cervejaria do mundo. O desmoronamento do setor bancário e a volatilidade nos mercados já levaram a cervejaria belga a adiar a emissão de ações de US$ 9,8 bilhões que planejara para financiar parte do acordo, que totaliza US$ 52 bilhões. Mais mudanças podem surgir, segundo analistas.
Entre as possibilidades, em vez das atuais condições de pagamento em dinheiro, a InBev poderia oferecer uma maior parte em ações em troca dos papéis da Anheuser-Busch. Também poderia tentar convencer a parceira a aceitar um preço mais baixo, uma vez que os mercados acionários fizeram desaparecer trilhões de dólares em valor de ativos mundiais. “Se for considerado o volume de dinheiro que eles estão levantando e as incertezas no mercado de crédito [...] acredito que o senso comum dirá que há motivos para ter certa preocupação”, observou o analista Jack Russo, da Edward Jones. “(O acordo) Poderia ser adiado? Poderia ser reestruturado? Estas são possibilidades”, disse Russo, que espera a concretização do acordo próximo à votação do dia 12 de novembro dos acionistas da Anheuser-Busch.
Nesta semana, uma porta-voz da InBev reiterou que o acordo continua encaminhado para ser concluído até o fim do ano. As ações da Anheuser, contudo, continuam bem abaixo do preço acertado na negociação, de US$ 70, mostrando que pelo menos alguns investidores revelam-se céticos. As ações da Anheuser valem agora entre US$ 58 e US$ 60, segundo o consultor Tom Pirko, especializado em cervejarias. Pirko diz que a InBev poderia beneficiar-se com a volta à mesa de negociações. “Levando em conta o desmoronamento financeiro, é uma situação realmente séria”, afirmou. “Interessa-lhes muitíssimo tentar renegociar.” A InBev planejava contrair empréstimos de US$ 45 bilhões para financiar a aquisição, juntamente com outros tipos de dívidas.
As instituições de crédito assinaram a primeira rodada de financiamento em agosto, mas uma segunda rodada, para sindicalização do empréstimo, prosseguiu com lentidão muito maior nas últimas semanas, em função da crise financeira, segundo fontes entrevistadas pela Reuters. Outros analistas concordam que a oferta atual da InBev confere um valor alto demais para a cervejaria fabricante da Budweiser, especialmente quando os consumidores mundiais mostram-se menos inclinados a abrir uma cerveja. “Realmente penso que [o acordo] seguirá em frente, mas estou precavido para o caso contrário”, disse a analista Ann Gilpin, da Morningstar. “Se os bancos não estão emprestando, não estão emprestando. E se a InBev não consegue o empréstimo, não consegue o acordo.” Na sexta-feira, as ações da Anheuser fecharam negociadas a US$ 56,93, 18,7% a menos que o valor acordado, diferença maior do que Russo, da Edward Jones, esperava.
Por outro lado, os papéis estão mais de 10% acima do que estava em maio, antes de o rumor de fusão começar a impulsionar as cotações. O acordo foi acertado em julho. Por isso, nem todos estão pessimistas. “O mercado está mais confiante de que o acordo prosseguirá do que o contrário”, disse o analista Andy Baker, da Jefferies. Para ele, se os investidores vissem o negócio como algo fadado ao fracasso, as ações teriam caído mais. Caso não houvesse um acordo pendente, as ações da Anheuser estariam cotadas a cerca de US$ 35, acredita o analista Mark Swartzberg, da Stifel Nicolaus.
Fonte: Valor Econômico - Empresas – 27/10/2008
Lucro da Femsa cai 24% no 3º trimestre a US$ 191,4 mi
A companhia mexicana de bebidas Femsa, fabricante das marcas de cerveja Kaiser e Sol, anunciaram hoje queda no lucro líquido do terceiro trimestre deste ano. O resultado foi atribuído a perdas com o câmbio, condições desfavoráveis do mercado e redução dos gastos dos consumidores em meio à crise financeira global. Segundo a empresa, esses fatores anularam os efeitos positivos do aumento das vendas e do crescimento do lucro operacional.
O lucro líquido, incluindo participações minoritárias, caiu 24%, para 2,56 bilhões de pesos mexicanos (US$ 191,4 milhões), enquanto o lucro líquido majoritário diminuiu 16%, para 2,02 bilhões de pesos (US$ 151 milhões). O lucro operacional, no entanto, subiu 8,6%, para 5,68 bilhões de pesos mexicanos (US$ 424,8 milhões).
As vendas da fabricante no período entre julho e setembro de 2008 aumentaram 11%, a 41,72 bilhões de pesos mexicanos (US$ 3,12 bilhões), com o crescimento na unidade de bebidas não alcoólicas Coca-Cola Femsa e na rede de lojas de conveniência Oxxo compensando o fraco desempenho da unidade de cervejas da companhia. O volume de cervejas vendido pela Femsa no México caiu 1,9%, para 6,8 milhões de hectolitros, enquanto no Brasil o volume aumentou 8%, para 2,4 milhões de hectolitros. A exportação de cerveja cresceu 10%, para 948,8 mil hectolitros, e a receita da unidade de cervejas da companhia subiu 5,7%, com preços altos no México e no Brasil, mas baixos para exportação. semana passada, a Coca-Cola Femsa divulgou lucro de 1,25 bilhões de pesos mexicanos (US$ 93,5 milhões) e vendas de 19,77 bilhões de pesos (US$ 1,47 bilhões), o que representou crescimento em relação ao terceiro trimestre de 2007. As informações são da Dow Jones.
Fonte: AE Agência Estado – 28/10/2008
Grupo Schin admite que selo em cerveja não é seguro
O Grupo Schin, fabricante da cerveja Nova Schin e Nobel, admitiu, em depoimento realizado na Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública, na última terça-feira (21/10), que o selo de alumínio nas latas das marcas que fabrica "não oferece 100% de proteção – tanto é que a empresa recomenda, em seu site, que as latas sejam lavadas antes do consumo".
A afirmação partiu da diretora de marketing de cervejas do Grupo, Ana Cristina Bezerra Coutinho, e integra o inquérito penal, aberto pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para investigar indícios de crime contra a saúde pública. Outro inquérito – este civil – corre paralelamente no MP-RJ, apurando prática de propaganda enganosa. Ambos os inquéritos estão ouvindo empresários e profissionais de marketing da Cervejaria Petrópolis, fabricante das marcas Itaipava e Crystal, além do Grupo Schin, que utilizam o selo.
De acordo com as declarações de Ana Cristina na delegacia, "o selo de alumínio, na verdade, trata-se de uma proteção adicional oferecida a consumidores e que em nenhum momento, nas publicidades já divulgadas, o grupo afirmou que o selo seria totalmente seguro". Ela explicou ainda que, em maio de 2007, o Grupo Schin comprou a marca Nobel cuja lata já vinha com este selo. Por isso, resolveu mantê-lo e usá-lo em outras marcas. De fato, o site da cerveja Nobel na internet afirma que, "mesmo com o lacre de proteção, é importante que (...) lave muito bem a latinha e evite deixá-la imersa em água".
Petrópolis também nega proteção
A Cervejaria Petrópolis – que também está sendo investigada pela Polícia Federal, por envolvimento com o empresário Marcos Valério – foi intimada a prestar esclarecimentos sobre a finalidade dos selos nas latas das cervejas Itaipava e Crystal pelo Ministério da Agricultura e pela Delegacia de Repressão a Crimes contra a Saúde Pública, onde seus publicitários devem depor até 31/10. Segundo o chefe da Divisão Técnica do Setor de Bebidas do Ministério da Agricultura - RJ, Celso Merola, a cervejaria afirma que não menciona o selo como "argumento de proteção" – fato de poderia incorrer na cassação do registro do selo, feito no Ministério da Agricultura somente como contra-rótulo.
No intuito de oferecer mais subsídios para o inquérito penal em curso no MP-RJ, o Ministério da Agricultura encaminhou o processo de 56 páginas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). De acordo com Graciane Gonçalves Magalhães de Castro, coordenadora geral do departamento de Vinhos e Bebidas do Ministério da Agricultura, em Brasília, "ao analisar a documentação encaminhada pela Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Rio de Janeiro, o entendimento técnico é de que o selo compõe a rotulagem do produto, que é fiscalizada por este órgão".
Enquanto a ANVISA não chega a um parecer sobre a suposta contribuição do uso do selo na manutenção da qualidade do produto, recomenda que, com lacre ou não, a lata deve ser lavada antes do consumo.
Fonte: Yahoo - Notícias - 29/10/2008
Propaganda de cerveja na mira do MP
Uma ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Federal de São José dos Campos (SP) cobra das cervejarias AmBev, Schincariol e Femsa indenização de R$ 2,8 bilhões por danos causados pelo aumento do consumo de cerveja e chope no país, especialmente entre os jovens.
Na ação proposta à Justiça Federal, o procurador da República Fernando Lacerda Dias argumenta que os investimentos maciços em publicidade têm efeitos danosos à sociedade e um deles é a alta no consumo de bebida alcoólica por pessoas cada vez mais jovens. A ação inclui pesquisas e textos científicos sobre o assunto. Durante um ano, o promotor comandou um inquérito civil público para apurar dados que correlacionam o investimento publicitário ao efeito social.
Em 2007, diz o MP, o investimento das três cervejarias alcançou quase R$ 1 bilhão. Para cada real aplicado em propaganda, um real seria destinado ao tratamento de saúde provocado pelo consumo da bebida. Procuradas, Schin e Femsa informaram que não foram notificadas e não iriam se pronunciar. A AmBev não quis se manifestar.
Fonte: Valor Econômico - Empresas – 29/10/2008
Procuradoria pede R$ 2,75 bi de indenização a cervejarias
O Ministério Público Federal em São José dos Campos (97 km de SP) entrou ontem com uma ação na Justiça exigindo que as cervejarias AmBev, Schincariol e Femsa paguem uma indenização de R$ 2,75 bilhões por danos causados à população em razão do consumo de álcool gerado pela "publicidade excessiva". "Ainda que o álcool seja uma droga lícita, a publicidade do produto incrementa o risco de dano individual e social. Postulamos a indenização não pelo consumo, mas pelo aumento dos danos causados pelo investimento em publicidade", disse o procurador da República Fernando Dias.
Na ação, o MPF apontou que as cervejarias gastaram cerca de R$ 500 milhões com publicidade em 2005. Em 2007, o valor subiu para R$ 961 milhões.
No entendimento do procurador, as ações de publicidade das empresas "refletem diretamente no aumento e na precocidade do consumo do álcool". Para chegar ao valor da indenização, o procurador disse ter levado em conta gastos do governo federal no SUS (Sistema Único de Saúde) e no sistema previdenciário em razão de doenças ou lesões relacionadas ao consumo de álcool.
Segundo ele, o SUS gastou, entre 2002 e 2006, aproximadamente R$ 37 milhões com tratamento de dependentes de álcool e outras drogas em unidades extra-hospitalares e R$ 4,3 milhões em internações relacionadas ao uso dessas substâncias no mesmo período.
Caso a Justiça Federal determine o pagamento da indenização pelas empresas, o valor será destinado ao FUNAD (Fundo Nacional Antidrogas), ao SUS e ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
O procurador citou ainda na ação reportagem publicada em maio de 2007 pela Folha que mostrou que a indústria de cervejas no país teve um lucro de mais de R$ 20 bilhões e gastou cerca de R$ 700 milhões em publicidade em 2006.
Além da indenização, o MPF pediu que as empresas destinem verbas para trabalhos de tratamento e prevenção ao álcool como contrapartida."Para cada real investido em publicidade, as cervejarias investiriam R$ 1 em tratamento e prevenção para o uso de álcool. Creio que, com isso, haverá um resfriamento do investimento em publicidade", disse Dias. Procurados, o Grupo Schincariol e a Femsa Cerveja Brasil, que fabrica a Kaiser, informaram que ainda não foram notificados. A Schincariol disse que só vai se manifestar sobre a questão após tomar conhecimento do teor da ação.
A AmBev, que, segundo o MPF, terá de desembolsar a maior quantia (R$ 2 bilhões), diz que não comenta casos relacionados a ações judiciais.
Fonte: Agência Folha, por José Eduardo Rondon e Matheus Pichonelli – 29/10/2008
''Consumidor é bem informado''
Os publicitários admitem que a propaganda influencia, sim, o consumidor. Caso contrário, as empresas não gastariam milhões por ano com anúncios. "Hoje um dos grandes anunciantes são os varejistas, que conseguem perceber o retorno positivo no caixa praticamente no dia seguinte ao da propaganda ir ao ar", diz Beth Furtado, diretora de Planejamento da QG Propaganda e autora do livro Desejos Contemporâneos.
Mas, com base nisso, é possível dizer que a publicidade é responsável pelo ingresso de novos consumidores no mercado, principalmente os jovens?
No material apresentado na ação de indenização do Ministério Público Federal contra as cervejarias, há uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), com garotos de 12 e 13 anos de São Bernardo do Campo. Segundo o levantamento, a maioria dos adolescentes presta atenção nos comerciais e muitos se identificam com eles. Também acreditam ser verdade o que diz a publicidade.
Um dos objetivos da propaganda é prender a atenção do consumidor. "Celebridades como a cantora Ivete Sangalo, a modelo Gisele Bündchen e o compositor Zeca Pagodinho causam mais empatia", diz Luiz Fernando Vieira, sócio da África, agência de publicidade. Em setembro de 2008, a empresa levou ao ar uma publicidade com Ivete Sangalo que comparava as qualidades de um determinado aparelho de TV às de outros fabricantes. No mesmo fim de semana, o supermercado Carrefour vendeu mais televisores do que em todo o mês de agosto. "No caso de cervejas, a estratégia é outra. A idéia é fixar marcas."
O sucesso de uma propaganda, segundo Fernando Serson, professor de Marketing da Fundação Getúlio Vargas, está sujeito a variáveis. "O hábito do consumidor é fundamental. A Philip Morris já tentou vender mais sorvete no inverno e não conseguiu, mesmo com uma publicidade agressiva. O brasileiro não tem esse costume."
Compositor e cantor, Toninho Laz, de 39 anos, só toma água, mesmo quando vai com os amigos a um boteco. "Estou na segunda garrafa de água", diz, sentado ao lado de três bebedores de cerveja, entre eles o aposentado Eduardo Valle de Almeida, de 71 anos. "Presto muita atenção nas propagandas, mas sei do que gosto. Só troco de marca quando não tem a minha preferida."
Já a empresária Fátima Pacheco, de 42 anos, afirma que já experimentou novos tipos de cerveja influenciada pela mídia. "Fiquei curiosa com o que vi na televisão. Eu sempre gostei de cerveja. Mas o que me faz beber mais é estar numa roda de amigos e com tempo de sobra para conversar."
"O consumidor não é ingênuo nem desinformado. Ele compara as informações que recebe de todas as mídias", diz Beth. "Não dá para culpar a publicidade pelo vício. Não dá para esquecer que existe muito adolescente que se droga. E não há propaganda para isso."
Fonte: Estadão de Hoje, por Valéria França – 29/10/2008
Para especialistas, ação já é vitoriosa
Mesmo que a Justiça Federal não aceite a ação contra as três principais cervejarias brasileiras e a indenização de R$ 2,7 bilhões nunca saia do papel, especialistas consultados pelo Estado consideram que o pedido do MPF pode servir como um divisor de águas na discussão sobre a regulação do setor. "Colocar em números e em cifrões o prejuízo causado à sociedade é uma maneira mais do que eficaz de cobrar a indústria da cerveja", diz a psicóloga Ilana Pinsky, coordenadora do ambulatório de adolescentes da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da UNIFESP. "Hoje, as cervejarias acham que podem fazer de tudo. É como aquele sujeito que entra na sua casa e já vai abrindo a geladeira. Essa ação civil pública pode ajudar a mudar esse quadro."
Segundo dados da UNIFESP utilizados pelo procurador da República Fernando Lacerda Dias, o álcool é responsável por até 10% de todos os casos de adoecimento e morte no País, provoca 60% dos acidentes de trânsito e é detectado em 70% dos laudos cadavéricos de mortes violentas. Além disso, 65% dos estudantes de 1º e 2º graus já experimentaram alguma bebida alcoólica - e a metade deles começa a beber entre 10 e 12 anos. "As cervejarias adoram falar quantas pessoas empregam, quantos impostos pagam, mas nunca olham para os prejuízos que trazem", diz Ilana Pinsky. "E ainda querem opinar e dar palpite sobre questões de saúde pública, se meter em discussões no Congresso, fazer lobby. É como uma raposa querer cuidar do galinheiro. Simplesmente não pode, são interesses bem diferentes."
A implementação da lei seca, em 20 de junho deste ano, é considerada pelos especialistas como o primeiro passo para que os interesses econômicos das cervejarias não se misturem com os interesses públicos do País - somente com a redução dos acidentes nos três primeiros meses da nova lei, os hospitais estaduais da Grande São Paulo economizaram cerca de R$ 11 milhões com o atendimento de vítimas. Para o presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP), Henrique Gonçalves, a ação do MPF pode agora ser importante para retomar a discussão sobre a restrição à publicidade de cerveja. "Independentemente de uma indenização milionária, é preciso ter uma legislação eficiente para proteger a sociedade", diz. "Não queremos fechar as empresas, apenas ter regras sérias." Hoje, a propaganda de bebidas alcoólicas é regulada pela Lei 9.294, de 1996, que exclui cervejas e vinhos. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, chegou a propor neste ano a inclusão das cervejas na restrição de horário de veiculação, alegando que se trata de questão de saúde pública.
Fonte: Estadão de Hoje, por Rodrigo Brancatelli – 29/10/2008
Britânicos diminuem consumo de álcool
Um dos maiores símbolos da Grã-Bretanha, os pubs vêm registrando quedas constantes no faturamento. E a crise mundial pode agravar essa situação.
A Associação Britânica de Cervejarias e Pubs afirma que no primeiro semestre de 2008 cinco estabelecimentos fecharam as portas por dia. Em julho, as vendas de pints, os copos padrão no país, atingiram o nível mais baixo desde a Grande Depressão de 1930.
Com a crise financeira mundial, os últimos dados da associação indicam que agora os britânicos estão bebendo quase dois milhões de pints a menos por dia, uma queda de oito por cento em comparação com o ano anterior. Ao todo, os britânicos já cortaram em mais de 7% os gastos com bebidas.
Fonte: BBC Brasil – 30/10/2008
Mexicana que fabrica Sol e Kaiser registra perdas
A mexicana Femsa, fabricante das marcas de cerveja Kaiser e Sol, anunciaram uma queda de 24% em seu lucro líquido do terceiro trimestre deste ano. O mau resultado foi atribuído a perdas com câmbio, condições desfavoráveis do mercado e redução dos gastos dos consumidores em meio à crise financeira global - fatores que anularam os efeitos positivos do aumento das vendas e do crescimento do lucro operacional.
O lucro líquido, incluindo participações minoritárias, caiu 24%, para US$ 191,4 milhões, enquanto o lucro líquido majoritário diminuiu 16%, para 2US$ 151 milhões. Entretanto, o lucro operacional subiu 8,6%, para US$ 424,8 milhões.
As vendas da companhia de bebidas no período entre julho e setembro de 2008 aumentaram 11%, US$ 3,12 bilhões, impulsionadas pelo crescimento na unidade de bebidas não-alcoólicas Coca-Cola Femsa e pela rede de lojas de conveniência Oxxo, que compensou o fraco desempenho da unidade de cervejas da companhia.
No México, o volume de cerveja vendido pela Femsa caiu 1,9%, enquanto no Brasil, as vendas aumentaram em 8%. A exportação de cerveja cresceu 10%, e a receita da unidade de cervejas da companhia subiu 5,7%, com preços altos no México e no Brasil, mas baixos para exportação.
Fonte: Monitor Mercantil – 31/10/2008
Publicidade motiva ação de MPF contra cervejarias
As grandes cervejarias terão mais uma batalha jurídica pela frente. Agora, o Ministério Público Federal de São José dos Campos, interior de São Paulo, distribuiu comunicado à imprensa informando que ajuizou uma ação civil pública contra Ambev, Femsa e Schincariol. A ação, proposta na Justiça Federal da cidade do Vale do Paraíba paulista, mas que possui validade para todo o País, contém um pedido de indenização pelo "aumento dos danos causados pelo consumo de cerveja e chopp". O valor da indenização chega a R$ 2,75 bilhões.
O responsável pela ação, Fernando Lacerda Dias, procurador da República, afirma que as três empresas "respondem por 90% do mercado cervejeiro nacional e investem maciçamente em publicidade (quase 1 bilhão de reais só em 2007), para aumentar a venda de seus produtos e, conseqüentemente, seus lucros".
A ação é baseada em mais de um ano de apurações realizadas pelo MPF por meio de inquérito civil público, além de pesquisas e textos científicos nacionais e estrangeiros. "A ação vem complementar os esforços do MPF em reduzir/minimizar os efeitos maléficos produzidos pelo consumo de bebidas alcoólicas", disse Dias. "Essas ações agressivas de publicidade refletem diretamente no aumento do consumo de álcool pela sociedade e na precocidade do consumo. Os jovens começam a beber cada vez mais e mais cedo", finaliza o procurador.
Fonte: Meio & Mensagem - 31/10/2008
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