Notícias de mercado
2008 - Dezembro
Pubs na Irlanda congelam preço da cerveja para resistir à crise
Se alguém na Europa tinha dúvidas de que a recessão será longa, uma decisão tomada no último domingo, 1º, na Irlanda comprovou que a situação é mais grave do que se imaginava. Os pubs do país entraram em um acordo inédito para congelar o preço da cerveja. A medida tem como objetivo garantir que a frequentação dos bares não sofra uma queda diante da mais grave recessão enfrentada pela Irlanda nos últimos 30 anos.
No país, a freqüência dos pubs e o consumo da cerveja estão entre os principais indicadores da saúde econômica do país. Desde outubro, cerca de dez pubs vem sendo fechado por semana. Em Dublin, a recessão não está gerando apenas desemprego no setor de construção ou acabando com a fama de dinamismo do "tigre celta". O número de pessoas freqüentando os bares desabou. O congelamento do preço da cerveja será válido por um ano e foi acordada entre 5,5 mil pubs.
"No que se refere às finanças, 2009 será um ano muito difícil", afirmou a associação de pubs da Irlanda. Por isso, a decisão de não permitir uma mudança no preço da cerveja vem como "reação a uma deterioração da situação econômica e da pressão sobre os gastos dos consumidores".
O temor é de que o ritmo de falência exploda em 2009. Uma estimativa aponta que um em cada oito pubs vai fechar suas portas até 2012. Isso significa a falência de 7,5 mil estabelecimentos. Há uma semana, o tradicional grupo Thomas Read declarou sua falência. O grupo possui 22 pubs apenas na capital da Irlanda e emprega cerca de 400 pessoas.
A Irlanda foi um dos primeiros países da Europa a entrar em recessão neste ano e até mesmo os brasileiros que foram trabalhar na construção civil nos últimos anos agora começam a voltar para casa.
Os sinais de recessão foram vistos ainda em vários países europeus. Na Espanha, dados oficiais mostraram que a compra de carros novos caiu em 49% no mês de novembro, a segunda pior queda da história do setor automotivo espanhol.
Fonte: O Estado de São Paulo – 01/12/2008
Kirin e Diageo
A Kirin Brewery, maior cervejaria do Japão, começará a importar e comercializar bebidas da britânica Diageo no ano que vem, segundo agências internacionais. A partir de junho de 2009 a empresa coloca no mercado oriental marcas como Guinness e Johnnie Walker. Até então, a Diageo vendia suas marcas no Japão por meio da Sapporo Breweries, companhia cujo contrato com a destilaria vence em maio do ano que vem.
Fonte: Valor Econômico – 01/12/2008
Skol faz sua estréia no 14º Parafolia
A Skol estará presente no Parafolia, principal carnaval fora de época da região norte, que acontece em Belém, no Parque de Exposições Entroncamento. Para celebrar o evento, a marca líder em Belém, com 32% de participação segundo dados de AC/Nielsen de outubro, vai levar agitação ao local com a Arena Skol, criou latas decoradas e terá camarote Vip.
O espaço Arena Skol terá a presença de Dj´s da cena local e nacional como os Dj´s Elison e Juninho, do Superpop, Alê Nanini e E-Thunder e Alfredo Abtibol, entre outros. Além de curtir as apresentações, o público poderá levar para casa uma lembrança do evento. Uma réplica de um trio elétrico e das atrações do Parafolia foi montada no espaço para que os foliões tirem fotos com os amigos. As imagens serão entregues na hora ou enviadas por e-mail. Haverá também a distribuição de seis mil bastões infláveis de Skol.
Como a diversão deve ser consciente, promotoras de Skol circularão pelo evento com roletas para eleger o Motorista da Rodada. O escolhido receberá brindes da marca. Para homenagear o evento, Skol produziu 600 mil latas decoradas que já estão nas ruas. As embalagens trazem a imagem de três foliões e a frase "Parafolia, a mistura redonda de Pará com Bahia". O produto pode ser encontrado em bares e estabelecimentos da cidade.
Com essas ações, a Skol reforça sua atuação em eventos locais, pois a marca busca estar sempre presente e ligada a ações modernas, divertidas e que traduzem suas principais características. O apoio ao Parafolia faz parte da plataforma Skol Folia e reforça os principais pilares da marca: inovação, irreverência e espírito jovem.
Fonte: Revista Publicidade – 01/12/2008
Cerveja Sol faz revista chegar congelada à casa do assinante
Entre hoje e amanhã, um mailing selecionado receberá a edição de dezembro da Revista Placar de um jeito absolutamente inovador e impactante: congelada A ação é uma iniciativa da cerveja SOL criada pela agência Fischer América.
Para viabilizar a idéia, que integra a nova campanha de verão da marca, foi montada uma operação especial neste último fim de semana. Ao sair da gráfica, as revistas foram embaladas com uma película plástica duplamente reforçada e depois enviadas para um galpão de manuseio, onde foram congeladas em um molde feito sob medida. Em seguida foram acondicionadas em uma caixa de isopor especial, fechada com uma cinta, para finalmente começar o processo de distribuição aos assinantes, em carros frigoríficos.
"Uma ação inusitada e criativa para uma cerveja totalmente inovadora. A ação foi especialmente pensada para amplificar o conceito Gelaaaaada que adotamos na comunicação da marca SOL. Tenho certeza de que os assinantes vão adorar a surpresa", comenta Cesar Tavares, gerente de Marketing da FEMSA Cerveja Brasil.
Ao abrir a embalagem o leitor será impactado pelo exemplar de dezembro da Placar com o anúncio da campanha de Sol, dentro de uma barra de gelo. Junto virá um texto com instruções explicando como descongelar a revista para leitura.
"É a primeira vez que uma revista chega às mãos do assinante dessa forma. É um uso dessa mídia absolutamente inédito, impactante e pertinente dentro do conceito da campanha. É a marca Sol inovando mais uma vez", diz Flávio Casarotti, VP de Criação da Fischer América e criador do bordão Gelaaaaaada, que marcou o bem-sucedido lançamento da Sol Shot e agora foi estendido para todo o portfólio da marca.
A criação é de Pedro Guerra, Kleyton Mourão e Evandro Soares, com direção de Flávio Casarotti e Pedro Cappeletti. A ação foi viabilizada com o apoio da Editora Abril.
Fonte: AdNews – 02/12/2008
Skol lança lata que "avisa quando está gelada"
Sempre à frente no lançamento de tendências, a Skol reafirma o seu pioneirismo em inovações e apresenta exclusivo produto ao mercado, a Skol Redondinha. Com um formato diferenciado, a nova embalagem é uma lata com 269 ml, para gelar mais rápido. O lançamento é a única versão em lata com a tecnologia termo sensível que avisa quando a cerveja está redonda para beber.
A marca, líder do mercado nacional com 31%, segundo dados divulgados pela Nielsen em outubro, sempre busca trazer mais alternativas de formatos e de preços aos consumidores. O lançamento da Skol Redondinha chega para oferecer mais uma opção ao seu público em uma embalagem moderna e exclusiva.
Por ser menor do que a lata convencional, a lata de 269 ml gela mais rápido e, devido à tecnologia termo sensível que faz a seta mudar de transparente para azul, o consumidor poderá contar com a conveniência de saber exatamente quando sua cerveja está gelada e pronta para ser apreciada.
A Skol Redondinha é a novidade que representa mais uma ação pioneira da marca. “A Skol tem um histórico de inovações no mercado que representa um dos principais pilares de atuação da marca. Buscamos sempre antecipar tendências e trazer mais opções de formatos e facilidades ao consumidor. Prova disso, é o lançamento da Skol Redondinha que gela mais rápido e ainda avisa quando está redonda para beber. É mais conveniência em um formato inédito”, afirma Carolina Valle, gerente de inovações da Skol.
A Skol Redondinha poderá ser encontrada nos principais pontos de venda da cidade de São Paulo e do estado do Rio de Janeiro. O preço sugerido é de R$ 0,99 cada no pack com 15 latas. As latas foram produzidas pela Rexam e o design gráfico da lata e do pack foram feitos pela Narita Design.
A Skol possui uma tradição inovadora e os consumidores já esperam grandes novidades da marca. A Skol é a responsável por trazer importantes inovações principalmente em lata.
Em 1971, lançou a primeira cerveja em lata do país em folha de flandres e, em 1989, surpreendeu o mercado com a primeira lata de alumínio.
Também foi a Skol a pioneira no lançamento do latão, com 473 ml. Ano a ano, a marca oferece sucessivas novidades que tornam o momento de tomar a cerveja cada vez mais especial para o consumidor.
Em 2008, a marca lançou um exclusivo pack econômico com 24 latas e também a Skol Litrão, a primeira embalagem de 1 litro retornável do mercado.
Fonte: AdNews – 02/12/2008
Empresa japonesa produz cerveja com cevada cultivada no espaço
A empresa de bebidas Sapporo produziu no Japão a primeira cerveja produzida com cevada vinda do espaço. A bebida foi produzida com cevada cultivada durante cinco meses na ISS (Estação Espacial Internacional, em inglês) em 2006, mas não está à venda.
Os 100 litros do produto serão oferecidos a terráqueos como degustação, em uma cortesia da Academia de Ciências da Rússia, da Universidade de Okayama e a Sapporo.
"Não há cerveja como essa, porque ela tem 100% de cevada. Nossa marca que mais vende é a Black Label, que usa ingredientes adicionais como arroz, que essa não têm. É uma cerveja muito especial", afirma Junichi Ichikawa, da diretoria de estratégia da cervejaria.
O cosmonauta Boris Morukov, que passou 11 dias no espaço, afirma que a cevada é um dos itens produzidos na ISS, em um grupo que tem também trigo, alface e ervilhas.
Segundo ele, a estação também deve passar a produzir batatas, embora não para fabricar uma famosa bebida em seu país. "Eu acho que nós gostaríamos de cultivar batatas para alimentação, não para produzir vodca", diz Morukov.
Fonte: Folha Online - Ciência, da Reuters (Tóquio) – 02/12/2008
Incêndio atinge fábrica da Cervejaria Petrópolis no RJ
Um incêndio atingiu na manhã deste domingo 6 tanques que estão sendo construídos na fábrica da Cervejaria Petrópolis no bairro Pedro do Rio, em Petrópolis, na região serrana fluminense. Acionado às 10h30’, o Corpo de Bombeiros deslocou cerca de 20 homens para combater às chamas. O fogo foi apagado por volta do meio-dia.
Em nota, a cervejaria informou que nenhum funcionário ficou ferido. "A fábrica passa por um processo de ampliação de produção e o incêndio aconteceu justamente em uma dessas áreas, que ainda não está ativada. Os locais de produção e envase da cerveja Itaipava não foram afetados e a operação continua normalmente", traz o comunicado. As causas do incêndio ainda não foram apuradas.
Fonte: Portal Estadão - Cidades & Gerais, por Elvis Pereira – 07/12/2008
Governo e fabricantes tentam definir novos tributos
Representantes dos fabricantes de bebidas frias - cervejas, refrigerantes, águas e outros - reúnem-se nesta segunda-feira com o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, para tentar definir preços e alíquotas do novo sistema de cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e das contribuições PIS e COFINS.
Segundo uma fonte que já participou de dois encontros preparatórios entre governo e a indústria de bebidas, as negociações estão adiantadas, o que indica a possibilidade de ser publicado nesta semana o decreto que vai regulamentar as leis 11.727 e 11.827. Como o novo sistema incidirá sobre a quantidade ("ad rem"), mas terá base nos preços ("ad valorem"), a carga desses três tributos federais será aproximadamente 10% maior que a atual. Isso porque a última correção feita pela Receita nos preços da tabela do IPI foi em 2002.
Para as marcas de preços maiores, principalmente dos portfólios de AmBev e Coca-Cola, a elevação ficará próxima dos 15%. Para as cervejas vendidas em vasilhames de 600 ml, foram estabelecidas 18 faixas de preços, da mais barata, Zanni Pilsen, à mais cara, Therezópolis Gold. No caso dos refrigerantes vendidos em garrafas plásticas (PET) de dois litros, serão 25 faixas de preços, do mais barato, Rio Branco, ao mais caro, Dushy Fest.
De acordo com o novo sistema, a carga desses três tributos federais somados será, no caso das cervejas, de 29,4% sobre o preço de fábrica. Para os refrigerantes, ela será de 24,4%. Durante a tramitação das Medidas Provisórias (MP) 413 e 436, representantes da AmBev e da Coca-Cola procuraram convencer os parlamentares a manter o sistema atual, cuja carga recai apenas sobre a quantidade de bebida produzida.
As duas gigantes do setor foram contrárias à mudança alegando que a tributação "ad valorem" pura aliada aos medidores de vazão seria uma eficiente arma contra a sonegação fiscal. Por outro lado, os que defenderam as mudanças trazidas pelas conversões das MPs 413 e 436 - nas leis 11.727 e 11.827, respectivamente -, afirmavam que a tributação proporcional ao preço é mais justa. Nessa visão, quem cobra menos do consumidor paga menos imposto.
Fonte: Valor Econômico – 08/12/2008
Fernando Terni deixa a presidência da Schincariol
Pouco menos de dois anos depois de assumir a presidência da cervejaria Schincariol, o executivo Fernando Terni deixa a companhia. Terni será substituído por seu antecessor, Adriano Schincariol, principal acionista da empresa. A cervejaria não confirma oficialmente, mas o motivo da saída de Terni teria sido o descumprimento de metas acertadas no início de sua gestão.
Desde que assumiu, Terni não conseguiu fazer a participação de mercado das cervejas das Schincariol crescer, mantendo-se sempre na segunda posição com cerca de 11% das vendas. Como principais legados, o executivo deixa a ampliação do portfólio com marcas de cerveja Premium como Baden Baden e Devassa e o avanço no mercado de bebidas não-alcoólicas como sucos e refrigerantes.
Além da volta de Adriano Schincariol ao comando da empresa, a saída de Terni também marca o retorno de Gilberto Schincariol ao dia-a-dia da companhia como vice-presidente de Operações.
Adriano e Gilberto são primos e estavam no conselho de administração desde a chegada de Terni. Agora, eles voltam às posições que ocupavam há dois anos. A saída do executivo representará de imediato, uma economia de aproximadamente 3 milhões de reais para a empresa por ano, valor referente ao salário de Terni. A empresa ainda estuda o corte de funcionários para fazer frente ao desaquecimento do mercado.
Para a presidência do conselho de administração foi contratado Fernando Mitri, ex-presidente da IBM no Brasil. Ao menos por enquanto, não haverá mudanças nas diretorias da empresa, a maioria delas ocupadas por profissionais trazidos por Terni. O executivo não anunciou seu novo destino profissional.
Fonte: Portal Exame, por Marcelo Onaga – 08/12/2008
ABInBev deve cortar 1,4 mil empregos ou 6% do total nos EUA
A Anheuser-Busch InBev anunciou nesta segunda-feira, 8, que sua unidade nos Estados Unidos planeja cortar 1,4 mil empregos no país nas divisões de cerveja, afetando aproximadamente 6% da força de trabalho total da companhia nos EUA. Os planos de cortes fazem parte das sinergias de, no mínimo, US$ 1,5 bilhão identificadas pela belgo-brasileira InBev quando anunciou a compra da norte-americana Anheuser-Busch, em julho.
De acordo com um comunicado da empresa, cerca de 75% das posições afetadas estão na sede corporativa da cervejaria norte-americana, em Saint Louis, enquanto outros cortes serão feitos no campo e em fábricas. Além disso, a empresa informou que mais de 250 vagas nos EUA que estão abertas no momento não serão preenchidas. Outras 415 vagas temporárias serão eliminadas.
A companhia observou que a maior parte dos cortes será feita até o fim deste ano e o restante em 2009. "Para manter nosso negócio forte e competitivo, este é um passo necessário, mas difícil, para a companhia", declarou David. A. Peacock, presidente da Anheuser-Busch. As demissões anunciadas hoje se somam aos mais de 1 mil empregados da Anheuser-Busch nos EUA que aceitaram o programa de demissão voluntária oferecido até 14 de novembro deste ano.
Fonte: Portal Estadão - Economia, por Danielle Chaves, da Agência Estado – 08/12/2008
ABInBev demite nos EUA e na Europa
A Anheuser-Busch InBev (ABInBev), fabricante de cerveja criada com a compra da Anheuser pela InBev, informou ontem que começará a colocar em prática o plano de corte de custos anunciado na ocasião da aquisição. Segundo a empresa, cerca de 1,4 mil funcionários nos Estados Unidos serão demitidos. Desse total, 75% deles estão baseados na sede da companhia, em St. Louis. Em comunicado, a empresa afirmou que esse número representa 6% da força de trabalho no país.
Além disso, a empresa afirmou que outras 250 vagas que estão abertas não serão preenchidas. Em comunicado, David A. Peacock, presidente da Anheuser-Busch, afirmou que essa decisão é difícil, mas necessária para a empresa se manter "forte e competitiva", declarou. Segundo o documento, os impactos das demissões serão contabilizados no próximo ano. Os gastos com as demissões serão de aproximadamente US$ 213 milhões. Os cortes anunciados ontem fazem parte de um plano de ganhos com sinergias estimado em US$ 1,5 bilhão com a união da InBev e da Anheuser até 2011. Segundo o comunicado, a empresa garantirá benefícios aos funcionários demitidos.
Reino Unido
A ABInBev também planeja reestruturar suas operações no Reino Unido para reduzir custos, o que também deve resultar em demissões, afirmou ontem um porta-voz da empresa.
"Ao mesmo tempo em que foram identificadas sinergias ao longo do processo de integração, nós também decidimos levar a cabo algumas reestruturações em certas áreas de operações", informou um porta-voz, em comunicado. A Anheuser e a InBev empregam juntas 2,83 mil pessoas no Reino Unido.
Fonte: Gazeta Mercantil - Caderno C Página 7 (Dow Jones Newswires) – 09/12/2008
Família Schincariol volta ao comando
A família Schincariol volta ao comando executivo da segunda maior fabricante de cerveja do país, após ter passado a gestão do negócio, há dois anos, ao executivo Fernando Terni. Adriano Schincariol é de novo o CEO do grupo e terá o primo Gilberto Schincariol Jr, na vice-presidência de Operações, o mesmo cargo que ocupava antes da profissionalização da empresa.
"O mercado está turbulento, a crise começa a aparecer e queremos estar mais próximos da operação", disse Adriano, ontem ao Valor. E quando a crise passar? "Não temos data para voltar ao conselho de administração", respondeu Adriano, que ontem, na sede do grupo, em Itu (SP), parecia estar cheio de vontade de voltar a operar um negócio que deve ultrapassar neste ano vendas de R$ 4,5 bilhões, com 10,5 mil empregados distribuídos em 14 fábricas.
Dirigindo uma BMW preta em meio aos galpões da fábrica de Itu, Adriano confirma que era ali mesmo que brincava com os primos "até os 13, 14 anos. Depois vinha também todos os dias, mas para trabalhar". Seus filhos, de quatro e seis anos, já visitam o lugar para irem se acostumando, diz ele, bem-humorado. Para quem imaginava que a contratação de Terni, em 2006, traria uma possível abertura de capital ou venda da empresa, Adriano diz que essas duas possibilidades estão fora de cogitação. "Toda hora tem gente que nos procura. Mas a gente não quer namorar com ninguém".
A Schincariol é "uma empresa de controle familiar com gestão profissionalizada". Seu irmão Alexandre e o primo José Augusto continuam no conselho, presidido por Fernando Mitri, ex-presidente da IBM e membro dos conselhos da Positivo Informática e da Rede Paranaense de Comunicação. Mitri diz que o ideal seria um conselho de cinco pessoas, mas a contratação de mais dois membros não estão nos planos de curto ou médio prazo da Schincariol.
A chegada de Terni, em 2006, ocorreu após um período turbulento na história da Schincariol. Adriano, com menos de 30 anos, assumiu o comando em 2003, após a morte inesperada de seu pai José Nelson. Dois anos depois, a empresa foi acusada de sonegar impostos, com abertura de processos judiciais contra sócios e funcionários. A linha de defesa da Schincariol é simples: as acusações não procedem. "Das 70 pessoas acusadas, 55 já estão fora do processo. Nós confiamos na Justiça e não vemos isso como um problema", diz o CEO do grupo. Terni, que antes da Schincariol havia trabalhado na fabricante de celulares Nokia, recebeu a reportagem do Valor ao lado de Adriano, José Augusto, Mitri e o diretor de relações institucionais Robin Castello.
Parecia cansado e ontem planejava tirar férias ao lado da família. Ouviu elogios de Adriano, que considerou seu trabalho "excelente", e disse que não se arrependia de "absolutamente nada". Estruturar a equipe de gestão, instalar o sistema de software que integrou todas as áreas do grupo e comprar as cervejarias Baden-Baden, Devassa e Nobel foram os pontos altos, segundo Terni. "Estou um pouco triste de não estar com eles no próximo ano, que será um ano difícil".
O lucro neste ano, assim como em 2007, sofrerá impacto das aquisições, da ampliação do sistema SAP e outros gastos. O investimento deve chegar a R$ 1 bilhão neste ano e incluiu assumir uma fatia maior da malha de distribuição. Há dois anos, 25% dessa estrutura estava nas mãos da Schincariol. Essa fatia hoje é de 30%. "Estávamos com problemas em algumas pontas da distribuição e para aumentar a rede própria tivemos que comprar caminhões e contratar motoristas e vendedores", explica Adriano. O lucro líquido em 2007 foi de R$ 114,1 milhões - 25% menor do que o de 2006.
A crise financeira mundial, que secou o crédito para empresas no país, não preocupa Adriano. "Nosso endividamento é inferior a uma geração de caixa anual. Temos apenas a dívida junto ao BNDES, para construir fábricas. Não precisamos de banco para operar". Mas ele está preocupado, sim, com "a ponta do consumo". Se o consumidor começar a reduzir suas compras de cerveja, refrigerante, sucos e água - setores em que a empresa atua -, o cenário ficará mais difícil.
Já existe pressão do lado dos custos, em especial das matérias-primas, como lúpulo e malte. Cerca de 70% dos insumos, lembrou Terni, têm seus preços dolarizados. A empresa mantém a estratégia de fortalecer-se no Norte e Nordeste, onde há duas concorrentes: AmBev, que tem quase 70% do mercado, e a Femsa, com 7,4%. A fatia da Schincariol em outubro é de 12,9%, considerando-se cerveja, água, refrigerante e sucos. As vendas de sucos de frutas, diz Adriano, vêm crescendo, mas o mercado de água, que parecia promissor, encolheu neste ano.
O consumidor migrou da água com gás para o refrigerante com menos gás - um produto que a Schincariol não tem no portfólio. A volta de Adriano ao comando do grupo também mudou a holding, que faz a gestão financeira do negócio.
Seu presidente será Zenilton Rodrigues de Mello, que já passou por multinacionais e empresas familiares como Garoto (comprada pela Nestlé), Vicunha, Abril e ETH/Odebrecht.
Para o consultor de sucessão familiar Édio de Almeida Passos, da Bernhoeft, "a família (Schincariol) não vai encontrar a mesma empresa que deixou. Como eles vão lidar com isso é o atual desafio".
Em sua opinião, “a melhor saída nesse caso, e que acontece com muita freqüência no setor de bebidas, é a administração híbrida: parte com a família, parte com profissionais."
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 09/12/2008
AmBev entra no Big Brother Brasil 9
A Rede Globo confirmou a comercialização das cinco cotas de patrocínio para a nona edição do Big Brother Brasil, principal aposta de audiência do período de verão da emissora.
Pela primeira vez, a Ambev colocará a sua marca na atração. A multinacional entrou no lugar da empresa de produtos de limpeza Assolan e será uma das grandes apoiadoras do programa, que estréia no dia 13 do mês de janeiro.
Os quatro outros anunciantes são os mesmos fiéis patrocinadores das últimas edições do BBB. Fiat, Johnson & Johnson, Niely e HSBC continuarão estampando as suas marcas pela mansão, que abrigará a nova leva de confinados que disputarão alguns segundos de fama e o milionário prêmio do programa.
Cada um das cotas foi comercializado pelo valor médio de RS 11 milhões. A receita total da emissora, entretanto, deve superar - e muito - esse montante, uma vez que, além dos patrocinadores masters, a Globo também abre espaços para ações de merchandising e anúncios de oportunidade.
Na oitava edição do BBB, que terminou em março de 2008, a emissora bateu um recorde de anúncios, ultrapassando a casa das mil inserções antes mesmo do último paredão do programa. Até o momento, a Globo não forneceu informações a respeito de como esses espaços serão comercializados e inseridos na nova temporada do reality-show.
Fonte: Meio & Mensagem, por Bárbara Sacchitiello – 09/12/2008
Após dispensas, desafio da ABInBev é cortar gastos gerais
As demissões nos Estados Unidos anunciadas na última segunda-feira pela maior cervejaria do mundo, a Anheuser-Busch InBev (ABInBev), mostram que a companhia está se movendo rapidamente para cumprir seus objetivos de corte de custos com a fusão.
Mas os analistas dizem que a próxima fase - cortar gastos gerais e administrativos e tentar conseguir preços mais baixos dos fornecedores - vai ser mais difícil. Os executivos da ABInBev, que vieram da InBev, têm um forte antecedente no que tange os cortes de custos por meio de seu programa de "orçamento com base zero" que pede que os gerentes justifiquem custos todo ano.
Embora a gerência da InBev tenha dito que esperava vender mais Budweiser fora dos EUA como resultado de uma fusão de US$ 52 bilhões entre a Anheuser e a InBev, o corte de custos permanece a lógica financeira essencial por trás do negócio. A ABInBev disse que pode economizar US$ 1,5 bilhão em custos anuais até o final de 2011.
As demissões anunciadas na segunda-feira vão afetar 1,4 mil empregos, com 75% dos cortes direcionados à sede da Anheuser, em St. Louis, Missouri. "A sede é o local lógico para se começar", disse Kris Kippers, analista da Petercam. "Daqui por diante, a maior economia virá da maneira com a qual a InBev abordará os custos, questionando se cada custo é necessário" disse Andrew Holland, analista da Dresdner Kleinwort em Londres.
A gerência, liderada pelo principal executivo Carlos Brito, é bem conhecida pelo controle de gastos, ultrapassando as expectativas quanto à economia resultante da fusão que formou a InBev em 2004.
A política de viagens da empresa, por exemplo, exige que os empregados, com exceção dos executivos, viagem na classe econômica em vôos com menos de seis horas de duração. Os objetivos dos cortes de gastos devem ser alcançados facilmente, disse Rob Mann, analista da Collins Stewart. "Eles vão conseguir os US$ 1,5 bilhões sem qualquer problema", disse.
O tamanho da companhia combinada deve torná-la um negociador formidável junto aos fornecedores, que vão desde distribuidores de cevada até fabricantes de tampas de garrafa, afirmou o analista. "Fornecedores estão em uma situação meio difícil", disse. "A ABInBev tem muito poder agora, certamente mais poder que outra cervejaria".
Há outras demissões nas produções, com o Reino Unido sendo o principal alvo. A Anheuser e a InBev, cada uma, tinham equipes de vendas e de marketing em território britânico e provavelmente haverá cortes nessa área, dizem analistas. A Anheuser também tem uma cervejaria que pode ser fechada no bairro de Mortlake, em Londres, dizem os analistas. "É um excelente lugar no Tâmisa", disse Holland, que recomenda a manutenção das ações.
Fonte: Gazeta Mercantil – Indústria - Página C7 – 10/12/2008
Legislações fecham o cerco contra consumo de álcool
Depois da polêmica levantada pela lei federal 11.705/08, a chamada "lei seca", que proíbe a ingestão de qualquer quantidade de álcool antes de dirigir, as medidas de restrição ao consumo de bebidas alcoólicas voltam à ordem do dia.
Na semana passada, foi aprovado em primeira discussão projeto de lei municipal que propõe limitar o horário de funcionamento de bares e, na Assembléia Legislativa, foi apresentado projeto de lei estadual que pede a proibição da venda de bebidas em logradouros públicos no Ceará.
Na balança, de um lado, a segurança e a ordem pública, do outro, a liberdade individual e os costumes da boemia.
A ofensiva contra o consumo excessivo de bebidas alcoólicas ocorre pouco mais de uma década depois do combate travado contra o cigarro. Desde 1996, o Brasil instituiu uma série de restrições ao fumo e à propaganda do produto. Passou a ser proibido fumar em ambientes fechados coletivos e foi eliminada a publicidade em rádio e TV. Por fim, os fabricantes passaram a ser obrigados a veiculares textos e imagens advertindo para os malefícios do fumo.
Para o sociólogo Luiz Fábio Paiva, pesquisador que estuda a questão da violência, é normal que haja conflito na busca de equilíbrio entre os interesses individuais e coletivos. Ele defende que decisões que limitam liberdades pessoais devem ser tomadas da forma mais coletiva possível, para que não se crie um clima desfavorável à aceitação e ao cumprimento dessas leis.
No caso de Fortaleza, o sociólogo disse considerar que há, ainda, uma grande carência de opções de lazer, o que contribuiria para o fortalecimento do hábito de freqüentar bares e restaurantes. Para ele, além de ter faltado discussão antes de o projeto que limita o horário de funcionamento de bares ir a votação, falta, também e principalmente, discussão sobre a ampliação do acesso à cultura e a meios diversificados de lazer.
Educação
Freqüentadores de bares entrevistados pelo O POVO se dividem quanto à proposta de restringir o horário de funcionamento de bares. A maioria aponta para a educação como fator que precisa ser priorizado, com ou sem medidas impositivas. Apesar de se dizer a favor do projeto, a professora Ângela Stela Carneiro afirmou que a principal medida necessária para a redução da violência é a conscientização. "O problema da bebida não é (um bar) fechar uma ou duas horas", disse.
Já o empresário Flávio Andrade avalia que o combate à violência está sendo feito "de trás para a frente". Em relação a casos de agressões com armas brancas ou de fogo, ele questionou: "O problema é da bebida, não é que o cara está armado?” E ironizou: "Daqui a pouco, vai ter toque de recolher".
Presidente da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), que lida com uma das áreas consideradas mais afetadas pelos excessos relativos ao álcool, Flávio Patrício disse considerar que há uma crescente demanda social pela restrição do consumo de bebidas.
"Não há perda individual, porque ninguém está proibindo de consumir bebida alcoólica. Não há nenhum cerceamento da liberdade", opinou.
E complementou: "Qualquer ação do poder público que traga um resultado de segurança maior é legítima".
"Lei Seca"
A expressão "lei seca" - comumente utilizada para se referir a legislações que estabelecem alguma restrição à venda ou ao consumo de bebida alcoólica - remete a leis que tentaram banir por completo as bebidas alcoólicas.
- O caso mais famoso de lei seca é o dos Estados Unidos, onde, de 1920 a 1933, uma emenda à constituição do país tornava ilegal a produção e o comércio de bebidas com mais de 0,5% de teor alcoólico. O consumo, contudo, não era considerado crime.
- Lá, a proibição foi burlada por organizações criminosas que abasteceram o consumo através do contrabando.
- Na Brasil, a lei 11.705 ganhou esse "apelido" devido ao maior rigor da punição de motoristas que forem flagrados à direção alcoolizados.
- Até junho deste ano, um motorista só era punido caso fosse detectada concentração de álcool superior a seis decigramas por litro de sangue. A partir da nova lei, qualquer concentração rende punição ao motorista.
E mais
A lei federal 9.294/96, que regulamenta o uso e a propaganda de bebidas alcoólicas, só são consideradas bebidas alcoólicas aquelas com concentração de álcool superior a 13%. Ela estabelece que essas bebidas só podem ter propagandas veiculadas em rádio e TV no horário de 21 às 6 horas.
- No primeiro dia do Carnaval de 2007, o juiz Jorge Luís Barreto, da 2ª Vara Federal no Ceará, emitiu liminar proibindo qualquer propaganda de cerveja de ser exibida no rádio ou na TV sem a advertência: "O consumo de bebidas alcoólicas provoca dependência química e psicológica". A liminar, que era válida para todo o Brasil, foi derrubada em menos de 24 horas.
Fonte: O Povo, por Gabriel Bomfim da Redação – 10/12/2008
ABInBev fecha unidade na Rússia
A Anheuser-Busch InBev, cervejaria formada no mês passado em uma aquisição que custou US$ 52 bilhões, vai fechar uma cervejaria russa por um período indefinido a fim de cortar custos à medida que o crescimento local diminui. A produção da fábrica de Pushkin vai parar a partir de 15 de dezembro, disse na sexta-feira Lysenko, porta-voz da unidade.
A empresa - fabricante das marcas Stella Artois e Budweiser, entre outras - vai aumentar a produção em outras fábricas para compensar, disse ele. “Logo que a situação econômica se tornar favorável, vamos considerar a retomada da produção" em Pushkin, disse Lysenko. "Estamos otimizando a atividade de produção e a redução de custos".
A InBev, que comprou a Aheuser-Busch no mês passado, informou que as vendas na Rússia estavam enfraquecendo em outubro à medida que o clima frio e o tumulto nos mercados financeiros afetaram a demanda em um dos mercados da companhia que mais crescem. Os fabricantes de cerveja da Europa ocidental adquiriram as cervejarias russas recentemente para estimular o crescimento doméstico à medida que os mercados locais estagnavam ou encolhiam.
Uma "ligeira contração" nas margens de lucro do primeiro semestre continuou no terceiro trimestre, e o custo das vendas por hectolitro será maior que o esperado depois que os preços das commodities subiram, avaliou a InBev em outubro. Ela é a segunda maior cervejaria russa depois da Carlsberg, da Dinamarca.
A Anheuser-Busch vai oferecer empregos em outras fábricas russas para alguns dos 250 trabalhadores de Pushkin, de acordo com um comunicado.
Fonte: Gazeta Mercantil - Caderno C - Página 5 (Bloomberg News) – 15/12/2008
Cerveja: empresas apresentam lançamentos em produtos e embalagens
Com a chegada do fim do ano e os dias quentes de verão, surgem no mercado as novidades das cervejarias em produtos e embalagens. Alguns lançamentos foram apresentados em matéria da edição de novembro da revista EmbalagemMarca.
A reportagem destaca a iniciativa da AmBev de celebrar os 120 anos da cerveja Brahma com uma edição de latinhas comemorativas, em alusão a rótulos históricos. Há, por exemplo, o primeiro da marca, de 1888, com o desenho de uma mulher envolta em ramos de lúpulo e cevada. São 11 latas com rótulos históricos. Uma outra lata é estampada com um rótulo comemorativo aos 120 anos da marca, também presente na garrafa de 600 ml.
A AmBev também começou a levar ao mercado de São Paulo alguns produtos já conhecidos em outros Estados, como Rio de Janeiro e Minas Gerais. São os casos da garrafa de Skol de 1 litro e o multipack de 24 latas da Brahma e da Skol.
A Cervejaria Petrópolis, por sua vez, decidiu ampliar a família de sua cerveja premium Petra, originalmente criada apenas na versão escura. Os novos produtos são a Petra Schwarzbier (cerveja escura de baixa fermentação), a Petra Bock (tipo bock avermelhada), e Petra Aurum (pilsen). As cervejas chegam ao mercado em garrafa de vidro não-retornável de 500 ml, com o formato de tradicionais cervejas alemãs, uma novidade para as marcas da Petrópolis.
De olho na lei seca, cervejarias também apostam em versões da bebida sem álcool ou com teor alcoólico inferior a 0,5%. Apesar de o consumo desta cerveja ser ainda pequeno no Brasil – dado do Instituto Nielsen mostram que as vendas da bebida sem álcool representam apenas 0,7% do consumo total de cerveja no País –, o segmento tende a se expandir.
A Cervejaria Petrópolis lançou a Itaipava Sem Álcool em garrafas long neck e latinhas, com os tradicionais selos higiênicos adotados pela empresa.
O Grupo Schincariol apresentou ao mercado a Nova Schin Zero, sua versão sem álcool. Embora seja vendida em latas e garrafas long neck, a Nova Schin Zero também á apresentada em garrafa de vidro de 600 ml, uma novidade no Brasil para o segmento de cervejas sem álcool.
Fonte: Krones News nº 81 – 15/12/2008
Campanha contra o álcool aposta em imagens contundentes
Uma nova campanha lançada na Alemanha para alertar contra os efeitos negativos do consumo de álcool aposta no uso de imagens de jovens em situações constrangedoras, provocadas pelo excesso da bebida.
Um dos exemplos é a imagem de um rapaz coberto pelo próprio vômito após uma noitada, outro com as calças molhadas de urina e um torcedor adolescente de futebol apanhando de bêbados.
As imagens estão estampadas em 1,5 milhão de porta-copos e também podem ser vistas em vídeos na internet, em sites visitados geralmente pelo público jovem.
Com o slogan "Don't drink too much – Stay Gold" (Não beba demais – Fique limpo), a campanha foi iniciada pela polícia, preocupada com estatísticas que indicavam um aumento alarmante do "binge drinking", fenômeno cada vez mais comum entre jovens europeus, que significa beber muito num curto período de tempo.
Álcool leva à violência
Segundo Sabine Bätzing, encarregada alemã para o combate às drogas, quase 20 mil jovens alemães acabam no hospital por excesso de álcool a cada ano. Um dos vídeos da campanha aborda o caso de um jovem que perdeu a consciência após abusar da bebida e acabou morrendo, depois que os paramédicos foram incapazes de ressucitá-lo.
Um dos objetivos é relacionar o consumo excessivo do álcool à violência. Três em cada dez crimes violentos solucionados na Alemanha são cometidos sob a influência do álcool, de acordo com a polícia alemã. E a porcentagem de infratores juvenis envolvidos subiu de 38,5% em 2006 para 39,3% em 2007.
Não só criminosos alcoolizados são alvo da campanha, mas também as vítimas. Uma foto em um porta-copo mostra uma garota minimamente vestida no banco de um parque, cercada por garrafas dos dois lados. O que não está claro é se ela está apenas alcoolizada ou se foi vítima de estupro durante o torpor alcoólico.
"Binge drinking" cada vez mais popular
"A tendência ao consumo excessivo entre jovens continua inalterada", conta Bätzing. "Um em cada cinco jovens bebe cinco ou mais copos de álcool pela menos uma vez por mês. E a violência geralmente acompanha a bebedeira."
Em uma pesquisa recente feita entre jovens, 26% dos entrevistados admitiu participar de sessões de "binge drinking" no mês anterior, misturando cerveja, vinho e destilados em grande quantidade.
"Eu mesmo aprecio um copo de vinho ocasionalmente", disse o político conservador Jörg Schönbohm, um dos que apóiam a campanha. "Mas a questão é o limite."
Os vídeos e porta-copos procuram mostrar os dois lados da mesma moeda. Enquanto um lado mostra uma festa onde jovens se divertem com uma quantidade moderada de álcool, o outro mostra cenas repulsivas de como a embriaguez pode acabar.
"Pode ser que adultos achem a campanha forte demais", avalia Bätzing. "Mas ela é dirigida aos jovens e testes mostraram que eles reagem bem a ações drásticas como essa."
Atletas famosos ajudam
Especialistas britânicos, no entanto, alertam que o tiro pode sair pela culatra. Um estudo publicado no começo do ano concluiu que campanhas contra o álcool mostrando jovens bêbados em público ou sendo ajudados poderiam ser interpretadas de forma distorcida. "A inebriação extrema freqüentemente é vista como fonte de auto-estima ou afirmação social entre os jovens", conclui a pesquisa de três universidades inglesas.
Para lidar com o problema, a admisitração regional do bairro central de Mitte, em Berlim, planeja proibir o consumo de álcool em praças públicas, tais como a Alexanderplatz, um ponto de encontro comum entre jovens e adolescentes.
Já a polícia prefere apostar na mensagem de que beber não é cool, convidando estrelas do mundo dos esportes para serem embaixadores da campanha. Entre elas, estão a campeã olímpica de pentatlo moderno em Pequim, Lena Schöneborn (22), e o jogador de futebol Vedad Ibisevic, artilheiro da Bundesliga desta temporada.
"Você tem personlidade própria e é forte o bastante" é a mensagem. "Não precisa beber para que te ouçam".
Fonte: Deutsche Welle – 15/12/2008
AmBev será investigada por possíveis práticas anticompetitivas
A AmBev passará por investigação da Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça por possíveis práticas anticompetitivas, como acordos de exclusividade com varejistas. Foram abertos nesta semana dois processos administrativos contra a empresa, com base em representação feita pela cervejaria Kaiser.
Além dos alegados acordos de exclusividade, que dificultariam a competição com rivais nos pontos de venda, a investigação a ser feita por meio do Departamento de Proteção e Defesa Econômica (DPDE) do SDE também avaliará a política de refrigeração adotada pela empresa nos bares e restaurantes.
O objetivo é averiguar até que ponto a competição do setor fica prejudicada pela adoção de refrigeradores de marcas da AmBev que só podem refrigerar os produtos da gigante, que detém participação de mercado próxima de 70%. A SDE parte do princípio de que o volume de compras exigido dos varejistas é variável, o que prejudicaria também a livre concorrência.
Jorge Fagundes, utilizando-se de dados de pesquisa realizada pelo Instituto IBOPE sobre a política de refrigeração da AmBev, conclui que "ao manipular o volume exigido, os revendedores da AmBev bloqueiam estrategicamente a entrada de concorrentes no estabelecimento, tanto quanto necessário para garantir a presença exclusiva ou com no máximo um concorrente no ponto de venda, distorcendo assim a decisão final do consumidor em seu favor".
Práticas utilizadas pela empresa quando do lançamento da Sol no Brasil pela Kaiser também serão investigadas. Segundo a representação da concorrente, a AmBev lançou a "Puerto Del Sol" e "Puerto Del Mar" na mesma época da introdução da Sol no mercado brasileiro. Ambos os produtos possuíam elementos distintivos de marca e de publicidade bastante semelhantes aos da Sol, já presente em outros países.
"A investigação busca averiguar se essas marcas foram lançadas no mercado com o intuito de confundir o consumidor e de prejudicar a entrada de um concorrente da AmBev no mercado, em possível prejuízo à concorrência e ao consumidor".
A AmBev domina 70% do mercado nacional de cervejas, com as marcas Skol, Brahma e Antarctica, além de Bohemia e Original.
Fonte: G1 (Globo) - Economia & Negócios, por Valor Online - 17/12/2008
Ministério da Justiça abre dois processos contra a AmBev
O Ministério da Justiça instaurou, ontem, dois processos administrativos contra a AmBev. No primeiro caso, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) investiga a “política de refrigeração” da companhia - acordos pelos quais a AmBev fornece freezers para varejistas que devem ser utilizados apenas para a venda de produtos de suas marcas.
No segundo processo, as autoridades antitrustes estão verificando se o lançamento das marcas Puerto Del Sol e Puerto Del Mar foi realizado de modo a prejudicar a concorrência imposta pela marca Sol, de propriedade da mexicana Femsa.
Os processos revelam que a Secretaria de Direito Econômico (SDE) está preocupada com o poder de mercado da AmBev em pelo menos duas frentes: nos pontos de venda e na disputa de mercado com marcas rivais.
Ao informar sobre a abertura dos processos, o Ministério da Justiça destacou que a AmBev é detentora das principais marcas no Brasil, como a Skol, a Brahma e a Antarctica, além de marcas fortes, como Bohemia e Original.
“A empresa detém, em média, 70% do mercado nacional”, diz a nota do Ministério.
A Secretaria de Direito Econômico (SDE) verificou que 30% dos pontos de venda comercializam exclusivamente marcas da AmBev, após receber os freezers da companhia. Esse percentual foi obtido em uma pesquisa realizada pelo Ibope com 386 pontos de venda.
De acordo com o Ibope, há contratos de exclusividade de vendas em 22% dos pontos de venda entrevistados, sendo que, desse total, 63% dos contratos haviam sido assinados há menos de dois anos.
Essa exclusividade estaria crescendo em pontos de venda que comercializam um grande volume de cerveja, com compras acima de 66 caixas por mês.
A Secretaria de Direito Econômico (SDE) destacou que as marcas da AmBev são as de “melhor percepção e colocação no mercado, com alta fidelização pelo consumidor” e que a companhia está crescendo em pontos de vendas estratégicos, seja pelo tamanho ou por serem os mais próximos dos consumidores.
No outro processo, a SDE vai investigar o lançamento de marcas pela AmBev após a introdução da Sol no mercado brasileiro pela Femsa. Os técnicos da SDE verificaram que as marcas Puerto Del Sol e Puerto Del Mar são muito semelhantes à nova marca da cervejaria mexicana e foram lançadas em preços menores do que o da Sol.
“Há fortes indícios nos autos a apontar que as marcas Puerto Del Sol e Puerto Del Mar visaram confundir o consumidor sobre a origem e a qualidade do produto entrante, isto é, a cerveja Sol”, diz a nota técnica da Secretaria de Direito Econômico. A Secretaria também notou semelhanças nas campanhas para o lançamento das marcas da Femsa e da AmBev.
Segundo o relatório da SDE, a cerveja Sol foi anunciada como uma cerveja nem forte, nem fraca, mas “no ponto”. Em seguida, vinha um bordão com os gritos: “é ponto, é ponto, é ponto”.
“Logo após a veiculação dessa campanha na televisão, a AmBev, parodiando a Femsa, lançou a campanha da cerveja Puerto Del Mar destinada ao público feminino em que as situações positivas eram seguidas do bordão é ‘puerto, é puerto, é puerto´”, informou a secretaria. Ambos os processos foram abertos após pedidos feitos pela Femsa.
A Ambev terá 15 dias para apresentar defesa formal à Secretaria quanto às alegações feitas nos dois processos.
Procurada pela reportagem do Valor, a AmBev informou que não faria comentários, pois não havia sido notificada oficialmente.
Fonte: G1 (Globo) - Economia & Negócios, por Valor Online e Juliano Basile - 18/12/2008
Consumidor paga mais caro pelas bebidas neste ano
Beber, seja suco ou cerveja, ficou bem mais caro este ano. Todas as categorias de bebidas - com exceção de águas minerais e isotônicas - tiveram aumento acima da inflação este ano, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) de janeiro até o final do mês passado.
Enquanto a inflação do período ficou em 5,99%, vinhos e chope subiram 15,80% e 12,42% respectivamente. Uísque e vodca ficaram 12,23% e 11,46% mais caros. Os sucos de fruta tiveram alta de 8,81% e as cervejas, de 6,19%. Já os refrigerantes estão custando em média 6,56% a mais. E, segundo executivos ouvidos pelo Valor, tanto em dezembro quanto nos primeiros meses de 2009, os preços podem continuar subindo. "Antes de fevereiro teremos de aumentar os produtos em mais 6%", diz Luís Eduardo Figueiredo, diretor comercial da Sucos Jandaia.
Ele explica que várias frutas tiveram safra abaixo do esperado, como é o caso do caju - sabor que corresponde a 75% do mercado de concentrados. "A produção de caju este ano está até 40% abaixo do esperado. Além disso, os custos logísticos subiram entre 12% e 15% e o custo de transporte representa de 8% a 10% do preço final do produto", explica.
As cervejas, por sua vez, estão aumentando ainda mais de preço esta semana. A AmBev, que tem 67% do mercado, anunciou reajuste para os supermercados de 5,4%. "Quando a AmBev sobe, depois as outras marcas acabam aumentando preços também", diz Emílio Bueno, presidente da Rede Econ, com mais de 30 lojas em São Paulo.
A Femsa, dona das marcas Sol e Kaiser, informa que não tem reajustes planejados. "Houve sim uma mudança de custos neste ano. Mas o preço das matérias primas caiu na mesma proporção em que o dólar subiu, compensando um pelo outro", diz Paulo Macedo, diretor de relações externas Mercosul da companhia. "O aumento que houve no mercado este ano foi mais preventivo. A indústria está tentando se prevenir no caso de uma alta dos insumos que não houve até agora", afirma.
A Femsa, segundo ele, aplicou um aumento diluído durante o ano para repassar "apenas a inflação do ano passado", que ficou em 4,38% segundo a FIPE. Em 2009, entretanto, as cervejarias deverão importar mais malte que o normal, devido à má qualidade da safra de cevada, de acordo com Euclydes Minella, pesquisador e especialista em cevada da Embrapa Trigo, de Passo Fundo (RS). "Elas terão que aumentar seu gasto em dólar", diz.
Mesmo assim, Macedo, da Femsa, diz que o reajuste da cerveja não se justifica. "A indústria faz contratos de compra de um ano, dois anos e de até cinco anos. Variações cambiais não têm reflexo imediato nos custos como muitos pensam."
No caso de bebidas mais finas, como vinhos e destilados, o aumento tem, sim, a ver com o dólar pois boa parte desses produtos é importada. Alguns fabricantes, como a britânica Diageo, líder global no segmento de bebidas alcoólicas premium, tentam trabalhar com uma cotação menor da moeda americana que a praticada pelo mercado.
A companhia divulgou esta semana que está trabalhando com o dólar a R$ 1,80, em uma tentativa de não assustar os consumidores neste final de ano.
Já a tradicional cachaça, que ficou 14,01% mais cara para o consumidor, sofreu impacto do novo regime tributário adotado no estado de São Paulo, segundo Cesar Rosa, presidente da Tatuzinho e também presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC). "Já era previsto que o produto iria subir com a substituição tributária. É reflexo da sonegação que existia."
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 18/12/2008
Saxões e bávaros lideram consumo de álcool na Alemanha
O consumo de bebidas alcoólicas como champanhe é comum no final do ano.
Os saxões e os bávaros são os que mais consomem álcool na Alemanha, segundo uma pesquisa feita pelo instituto Infas, a pedido da União Nacional das Associações Alemãs de Farmacêuticos (ABDA).
Segundo o levantamento, que ouviu 3.370 pessoas com mais de 16 anos, 15% dos saxões e 11% dos bávaros ingerem bebidas alcoólicas todos os dias. Em toda a Alemanha, a média é de 7% da população, afirma a pesquisa. Outros 23% consomem álcool duas ou mais vezes por semana. Já 41% dos entrevistados afirmaram que jamais bebem álcool.
Homens bebem mais
A pesquisa mostrou ainda que o consumo de álcool depende da idade e do sexo. Entre os homens, 12% afirmaram beber todos os dias, enquanto apenas 3% das mulheres consumiam diariamente bebidas alcoólicas.
Mais da metade das mulheres ouvidas (55%) disseram nunca beber ou beber raramente, e 27% dos homens se declararam abstinentes.
Segundo a presidente da Câmara Nacional de Farmacêuticos, Magdalene Linz, pessoas saudáveis têm uma boa resistência a doses pequenas de álcool, mas o consumo diário deve ser evitado. "Quem toma medicamentos também deve consultar um farmacêutico sobre possíveis efeitos colaterais", afirmou.
Para os homens, o limite de consumo diário é de 20 gramas de álcool; para as mulheres, de 10 gramas. Um copo de 100 mililitros de espumante contém cerca de 9 gramas e um meio litro de cerveja, cerca de 18 gramas de álcool.
Famílias e idosos
Pessoas mais velhas bebem mais do que os jovens, diz o levantamento. Na média nacional, 12% dos aposentados disseram beber todos os dias vinho ou cerveja. Entre as pessoas de até 29 anos, 2% têm o mesmo hábito.
O álcool é menos consumido em famílias com crianças pequenas. Bebidas alcoólicas fazem parte do cotidiano de apenas uma em cada cem residências onde vivem crianças na Alemanha.
Fonte: Deutsche Welle, Alemanha e Agências (as) – 30/12/2008
O consumo de bebidas bate recorde
O brasileiro consumiu mais bebidas em 2007 e isso explica, em parte, o novo recorde de venda de latas. Enquanto o mercado de cervejas cresceu cerca de 6,5% em relação ao ano anterior, o aumento na área de bebidas não-alcoólicas (refrigerantes, sucos, chás e outros) chegou a 5,1%.
Este desempenho está relacionado ao aumento de renda da população, ao aumento do crédito e à estabilidade do preço das bebidas. Em 2007 foram consumidos 13,6 bilhões de litros de refrigerantes no país, um aumento de 4,9% sobre o ano anterior. A lata manteve a sua participação entre as embalagens, em torno de 8% do mercado.
A difusão do conceito “zero calorias” no final de 2006 mostrou-se positiva. A nova linha, bastante procurada pelos consumidores que buscam produtos mais saudáveis, se fortaleceu e tomou o espaço dos produtos diet e light. A Região Nordeste foi a que apresentou crescimento mais expressivo: cerca de 9%. Isto já foi percebido pela indústria, que direciona seus investimentos para os estados da região. No segmento “chás”, o crescimento estimado em 2007 foi de 8,8%, com consumo de 75 milhões de litros.
O segmento “energético” foi o que mais cresceu, proporcionalmente. As vendas estimadas em 2007 foram 35,7% maiores que o ano anterior, com o consumo de 18 milhões de litros. Também foi significativo o aumento das vendas de sucos (15%), atingindo 500 milhões de litros. Nesses segmentos, a participação da lata de alumínio praticamente dobrou, chegando perto de 5,5%. Em relação às cervejas, o consumo nacional chegou a 10,3 bilhões de litros ou quase 55 litros per capita/ano.
É como se cada um dos 184 milhões de brasileiros consumisse um litro de cerveja por semana. Apesar dos bons resultados nos últimos anos, a valorização de insumos tende a impactar o crescimento do setor, o que vale principalmente para os importados, cotados em dólares.
Fonte: Revista da Lata, Desempenho do setor no Brasil, edição 2008
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