Notícias de mercado
2009 - Janeiro
Latas perdem para PET com novo IPI
A recente mudança no regime tributário das bebidas frias - cervejas, refrigerantes, águas e outros - foi, segundo os fabricantes de latas de alumínio, mais uma oportunidade perdida pelo governo federal para incentivar o uso de embalagens de baixo impacto ambiental.
O diretor-executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (ABRALATAS), Renault de Freitas Castro, lamenta que a nova carga do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e das contribuições PIS e COFINS tenha sido reduzida em 0,21%, na média, para os refrigerantes vendidos em garrafas de plástico (PET). No caso da lata, o sentido foi oposto, com um salto médio de 33,7% no peso desses três tributos.
Castro revela que a ABRALATAS vem defendendo, desde 2004, uma desoneração tributária pelo fato de as latas de alumínio serem muito mais amigáveis ao ambiente que as garrafas plásticas. Ele afirma que mais de 96% das latas são recicladas no Brasil. No caso das garrafas plásticas, esse índice é pouco maior que 50%.
As últimas oportunidades ocorreram a partir de junho, quando o Congresso aprovou a mudança do regime que considerava apenas a quantidade de bebida para a tributação. Agora, o sistema é misto e também tem em sua base o preço praticado.
Depois da aprovação das Leis 11.727, de junho, e 11.827, de novembro, representantes dos fabricantes de bebidas e embalagens reuniram-se várias vezes no Ministério da Fazenda para negociar os valores e as respectivas faixas de tributação.
Apesar das várias oportunidades, Castro reconheceu que o esforço da ABRALATAS foi frustrado. Segundo sua versão, a Receita Federal chegava a reconhecer que havia espaço para estabelecer uma desoneração para as latas, mas não se empenhou neste ano porque a mudança no regime das bebidas frias foi muito complicada e envolveu diversas partes. “A redução da carga tributária das garrafas PET foi resultado do lobby dos pequenos fabricantes”, revela.
O presidente da ABRALATAS também informa que, na gestão da ministra do Meio Ambiente Marina Silva, foi elaborada uma lista de produtos ambientalmente amigáveis que poderiam ter redução da carga tributária, sob inspiração do Banco Mundial. As latas foram incluídas nessa proposta, mas Castro diz que o tema foi levado, em março de 2006, ao Ministério da Fazenda e não teve mais notícias.
As latas, segundo a associação dos fabricantes, têm 30% de participação no mercado de cervejas e 8% no segmento dos refrigerantes. Crown, Latapack-Ball e Rexam são as três empresas que integram a ABRALATAS. Apesar da crítica direcionada à redução da carga tributária das embalagens plásticas, Castro reconhece que a mudança no regime das bebidas frias é um avanço porque a tributação será mais justa ao também considerar o preço dos produtos.
A perspectiva do setor para 2009 é de forte desaceleração. O presidente da ABRALATAS diz que, em 2007, o faturamento foi de R$ 3 bilhões e representou crescimento de 13% sobre o resultado do ano anterior. Em 2008, o crescimento deverá ser de 10%, mas para 2009 não é esperado nada além da taxa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), algo que pode variar entre 2% e 4%.
As indústrias de latas de alumínio para bebidas estão em plena atividade e não deram férias coletivas aos seus empregados. A perspectiva para o emprego no ano que vem, segundo Castro, é a de manter os atuais postos de trabalho. Os investimentos de US$ 270 milhões programados para o biênio 2008/2009 também serão realizados, mas não há planejamento para o período 2009/2010.
As empresas do setor ampliarão em 18% a capacidade instalada no ano que vem. A Latapack-Ball mantém suas obras para a nova fábrica em Três Rios (RJ) e a Crown vai inaugurar uma planta em Laranjeiras (SE). Além das cervejas e refrigerantes, Castro relata que há grande potencial para o uso de latas de alumínio em vinhos, águas, sucos, chás e cachaças.
Fonte: Valor Online - 02/01/2009
ABInbev admite ter planos de fechar fábrica no Reino Unido
A gigante Anheuser-Busch InBev (ABInbev) revelou hoje ter planos de fechar uma fábrica no Reino Unido, com a possibilidade de cortar mão-de-obra local para ajudar na redução das despesas para fazer frente aos gastos previstos com a fusão que formou a companhia no ano passado.
Segundo um comunicado distribuído hoje pela subsidiária da ABInbev no Reino Unido, conversas formais já começaram e incluem uma proposta de fechar a cervejaria Stag, que fica ao sudoeste de Londres, no distrito de Mortlake. Uma "potencial redução no número de postos de trabalho" também está em discussão, de acordo com o documento.
A nova empresa está reduzindo custos desde a união das duas cervejarias, tendo anunciado corte de empregos nos Estados Unidos para gerar uma economia de US$ 1,5 bilhão por ano, além do fechamento de uma fábrica na Rússia por tempo indeterminado.
Pressões na indústria cervejeira do Reino Unido, que convive com altos custos de energia, cevada e lúpulo, cresceram em novembro, quando o governo elevou em cerca de 8% a tributação que incide sobre a produção de cerveja. "Isso também é uma resposta para as desafiadoras condições de mercado e os significativos custos resultantes da taxação recorde sobre a cerveja, que mostra que precisamos propor algumas mudanças agora", informou a ABInbev.
"As propostas para o Reino Unido estão sujeitas a uma consulta ampla com nossos funcionários e seus representantes", ponderou a cervejaria.
Fonte: Valor Online, *Com agências internacionais – 06/01/2009
ABInBev vende US$ 5 bilhões em bônus em três partes
A Anheuser-Busch InBev (ABInBev), a maior cervejaria do mundo, precificou US$ 5 bilhões em bônus da dívida em três partes (tranches) por meio de uma colocação privada via os coordenadores Bank of America Securities, Barclays Capital, Deutsche Bank e JPMorgan, segundo uma fonte ligada à transação.
A primeira tranche, de US$ 1,25 bilhão em bônus com vencimento em 15 de janeiro de 2014, oferecia cupom (juro nominal) de 7,20%. O preço de emissão foi fixado em 99,97% do valor de face e o retorno para o investidor (yield) foi de 7, 207%. O prêmio (spread) ficou 5,50 pontos porcentuais acima dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) de vencimento comparável.
Na segunda tranche, foram vendidos US$ 2,5 bilhões em bônus com vencimento em 15 de janeiro de 2019, com cupom de 7,75%. O preço de emissão ficou em 99, 923% do valor de face e o retorno em 7, 761%. O prêmio foi de 5,25 pontos porcentuais sobre os Treasuries.
A terceira tranche, de US$ 1,25 bilhão com vencimento em 15 de janeiro de 2039, ofereceu cupom de 8,20%. O preço de emissão ficou em 99, 744% e o retorno foi de 8, 223%. O prêmio ficou em 5, 125 pontos porcentuais acima dos Treasuries. As informações são da Dow Jones.
Fonte: AE Agência Estado – 07/01/2009
Patronos da fermentada
Para muitos cervejeiros, sejam eles fabricantes, vendedores ou consumidores, o patrono de sua deliciosa bebida é Gambrinus, aparentemente corruptela do nome Jan Primus (Jan I), o conde de Flandres, hoje uma região dividida entre França, Bélgica e Holanda. Pelo fato de aceitar ser membro honorário de uma associação de cervejeiros e as pessoas que o convidaram se sentirem honradas com isso virou padroeiro da categoria. Alguns autores vão além. Consideram-no "pai" da cerveja. Apóiam-se em uma lenda do século 13, segundo a qual o diabo desafiou Gambrinus a fazer vinho sem uvas. Ele inventou a cerveja e venceu a aposta. Gordo e divertido, garante-se que viveu cerca de 300 anos. Antes de morrer, teria balbuciado com orgulho etílico: "Se houvesse bebido mais cerveja ao longo da existência, viveria muito mais." O gastrônomo e escritor catalão Néstor Luján, autor do livro Historia de la Gastronomia (Ediciones Folio, Barcelona, 1977), contesta o primado do conde Jan Primus, espalhado em Flandres e nos países germânicos. "É impossível aceitá-lo, pois o mundo antigo já conhecia a cerveja", diz. Outro argumento importante é o fato de não se ter certeza da existência do "pai" da bebida.
O gastrônomo e escritor catalão acrescentam que os céus oferecem patronos mais qualificados para a cerveja. Além de realmente terem passado por este mundo, contribuíram para seu aperfeiçoamento ou difusão. E, ao contrário de Gambrinus, ascenderam à glória dos altares. O primeiro citado por Luján é São Magnus, um beneditino medieval dedicado ao trabalho agrícola. Os pesquisadores o consideram um dos pioneiros no cultivo do lúpulo - a planta que confere à cerveja o aroma particular e o gosto amargo, contribuindo ao mesmo tempo para sua conservação. Viveu no antiqüíssimo mosteiro ou abadia de Saint Gall, na Suíça.
Documentos do século 10º revelam que eram produzidos ali três tipos de cerveja. Uma, muito fraca, destinava-se aos mendigos que chegavam pedindo ajuda ou aos peregrinos cumprindo promessas. Outra, mais alcoólica, servia para o consumo diário da abadia. A terceira, muito graduada e densa, era oferecida aos visitantes eclesiásticos ou à alta nobreza. Todo o religioso, homem ou mulher, consumia um volume expressivo de cerveja: entre dois e três litros por dia. Sedutora e higiênica, a bebida substituía a água quase sempre impura e, desse modo, prevenia doenças, dava prazer e alegria.
Obviamente, os mosteiros ou abadias da Idade Média também não inventaram a cerveja. Mas é inegável que mantiveram sua tradição, aperfeiçoando a arte, melhorando o aspecto, sabor e aroma. Enquanto puderam, mantiveram em segredo os avanços obtidos no processo de elaboração e detalhes importantes como a utilização do lúpulo. Dedicando-se ao cultivo dessa planta, São Magnus virou padroeiro dos cervejeiros alemães. Os franceses concederam a mesma distinção, por idêntico motivo, a São Arnolfo, o milagroso bispo de Metz. Contam seus devotos que, no escaldante verão de 642, durante uma procissão com suas relíquias, só um fiel teve a precaução de carregar uma jarra cheia de cerveja.
O calor e a caminhada demorada tornaram o cortejo sedento. De repente, começou a sair da jarra uma cerveja fresca e espumante, suficiente para mais de 200 pessoas.
São Magnus e Santo Arnolfo estão ligados à adição do lúpulo, mas quem deu a palavra sobre o poder antibacteriano da planta de origem européia, mostrando sua capacidade de aromatizar e conservar a cerveja, foi Santa Hildegard von Bingen.
Beneditina alemã, nascida na região do Reno, autora de livros sobre medicina, biologia, física, química, filosofia, além de obras espirituais inspiradas nas visões e êxtases que lhe incendiavam a alma desde criança, sustentou a tese esclarecedora em 1079.
Sempre que os católicos franceses relembram o milagre de Santo Arnolfo, os irlandeses contrapõem um elenco de prodígios semelhantes operados por Santa Brígida, padroeira de sua pátria, juntamente com São Patrício e São Columbus. Fundadora do mosteiro ou abadia de Cill-Dara, em Kildare, no século 5º, ela teria transformado inúmeras vezes água em cerveja. Certa ocasião, o vilarejo próximo enviou-lhe um barril repleto de leite para ser dado aos pobres. Ela mandou distribuí-lo e o líquido nunca esgotava. Quando todos se fartaram de leite, passou a sair cerveja do recipiente. Os devotos asseguram que o volume total equivaleu a 17 barris. Santa Brígida é relacionada a outros milagres parecidos. Antigamente, os irlandeses sempre brindavam em sua homenagem quando tomavam cerveja. Numa época de tisanas inócuas, só o céu conseguiria proteger o estômago e o fígado dos grandes bebedores.
Fonte: Portal Estadão - Paladar & Reportagens especiais, por Dias Lopes - 08/01/2009
Executivos da AmBev não ganharão bônus este ano
Essa notícia é para quem ainda acha que a crise no Brasil não vai passar de marola. Famosa pelos bônus generosos que paga aos seus executivos todos os anos (há quem chegue a ganhar 18 salários extras), a AmBev deve anunciar ao seu pessoal nos próximos dias que ninguém vai receber bônus pelo resultado de 2008.
A razão? Aumento do preço das commodities (que teve impacto direto na rentabilidade), crescimento da concorrente Petrópolis (que ganhou quase um ponto percentual de participação de mercado em cima da AmBev no ano passado) e um certo atraso na chegada do verão (o consumo de cerveja cresce no calor, mas só nas últimas semanas os termômetros subiram para valer). A última vez em que a AmBev não distribuiu bônus aos executivos foi em 2003. O pessoal de bancos de investimento já perdeu os bônus este ano. Agora a AmBev. Na empresa em que você trabalha os bônus também foram cortados?
Fonte: Blog Portal Exame, por Cristiane Correa – 14/01/2009
Primeira Cerveja Ecológica é lançada no Japão
A cervejaria japonesa Sapporo Breweries irá lançar nas próximas semanas a primeira cerveja “eco-consciente”, que contém uma etiqueta indicando a quantidade de gás carbônico emitido na atmosfera durante o seu processo produtivo. A bebida entrará em comercialização experimental e será vendida em latas de 350 ml por 215 ienes (o equivalente a R$ 5,54).
Segundo a cervejaria, que é uma das maiores do país, a iniciativa inédita contribuirá para sensibilizar os consumidores com a temática ambiental e para auxiliar no controle da quantidade de dióxido de carbono (CO2) emitida na atmosfera.
A empresa, que diz ter calculado com precisão o volume de CO2 emitido desde a colheita da cevada até a distribuição do produto, baseou-se no Protocolo de Kyoto, assinado em 1997, que pede ao Japão a redução em 6% da taxa de emissão do poluente entre 2008 e 2012, em relação aos níveis medidos em 1990.
No entanto, em 2007 o país aumentou a emissão de gás carbônico em 8,7%, liberando 1,37 bilhões de toneladas do gás na atmosfera.
Fonte: Agência ANSA - 14/01/2009
Cervejaria AB-InBev já tem interessados na compra de seus ativos
Começam a se formar filas de interessados em comprar ativos de mais de US$ 7 bilhões que estão sendo preparados para ser vendidos como resultado da compra, por US$ 52 bilhões, da Anheuser-Busch pela InBev.
O Busch Entertainment, unidade de parques de diversão temáticos do grupo, dona da SeaWorld Orlando, deverá ser um dos primeiros, com um possível preço de US$ 4 bilhões. Entre os possíveis ofertantes está a Merlin Entertainments, grupo de parques temáticos controlado pelo Blackstone, que tem em entre suas operações o Madame Tussauds e a Legoland.
Outros interessados em potencial são o grupo de mídia Walt Disney, maior operador de parque de diversão do mundo, e a Universal Studios, que tem maior parte do capital em mãos da rede de TV e filmes NBC Universal. A Six Flags, que tem 20 parques temáticos nos Estados Unidos, México e Canadá, também poderia pedir documentos sobre a venda. O Candover, grupo britânico especializado em aquisições que controla a Parques Reunidos, empresa de entretenimento com sede em Madri e mais de 50 parques em 12 países, também poderia entrar na disputa.
Uma fonte próxima aos planos de venda do Busch Entertainment observou que a operação servirá de teste para o mercado de crédito e permitirá descobrir se os grupos de private equity conseguem levantar recursos suficientes para lançar ofertas pela empresa. Qualquer grupo de private equity provavelmente tentaria conseguir cerca de US$ 2 bilhões em dívidas para financiar o negócio, o que seria uma das maiores quantias levantadas para uma aquisição alavancada desde o agravamento da crise de crédito com a quebra do Lehman Brothers, em setembro.
Segundo a fonte, os ofertantes podem estar preocupados com a possibilidade de o dólar forte atrapalhar o desempenho da empresa, principalmente das operações em Orlando, como a SeaWorld, Discovery Cove, Adventure Island e Aquatica. Esses parques atraem uma grande proporção de visitantes da Europa, especialmente do Reino Unido, e um dólar muito valorizado em relação ao euro ou à libra esterlina poderia levar os turistas a pensar duas vezes antes de viajar para a Flórida neste ano.
A AB-InBev, maior fabricante mundial de cerveja, deixou claro no ano passado que venderia operações que não são consideradas fundamentais das duas cervejarias para pagar pela transação. A empresa assegurou financiamento de US$ 45 bilhões, incluindo empréstimo-ponte de US$ 7 bilhões para venda de "ativos não fundamentais de ambas as companhias".
O primeiro refinanciamento do empréstimo-ponte não vence antes de novembro, o que deixa a AB-InBev com tempo de sobra para testar o apetite dos compradores por vários de seus ativos. A empresa recém-criada também poderia optar pelo desmembramento do Busch Entertainment caso não obtivesse, por meio da venda direta, um preço que lhe interesse. Outra unidade que poderia ser vendida é a divisão de reciclagem da Anheuser-Busch, que, segundo analistas, poderia levantar até US$ 1,7 bilhão.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 15/01/2009
Com vendas estagnadas, cervejarias já revêem planos
Após quatro anos de crescimento significativo, as vendas de cerveja voltaram a estagnar no Brasil. A estimativa é que o mercado tenha fechado em 2008 com o mesmo patamar de 2007: 10,4 bilhões de litros. E as perspectivas para este ano não são muito melhores do que isso. O setor já tinha vivido situação semelhante entre 2000 e 2003, quando as vendas estacionaram em 8,4 bilhões de litros.
E essa parada de agora coloca mais pressão sobre as empresas, que vinham investindo muito em aumento de produção nos últimos anos.
As fabricantes ainda não admitem abertamente a estagnação das vendas. Mas reconhecem que o ano passado não foi exatamente o que esperavam. "Se comparado aos últimos cinco anos, quando o setor apresentou crescimento médio na casa dos dois dígitos, houve uma clara desaceleração em 2008", diz Paulo Macedo, diretor de relações externas do Mercosul da Femsa, dona das marcas Sol e Kaiser.
Os reflexos do resultado ruim, porém, já chegaram. Na AmBev, líder na venda de cervejas no País - com 67,4% do mercado -, por exemplo, os executivos não vão receber os bônus referentes a 2008, já que o resultado ficou aquém do esperado.
O grupo também decidiu engavetar o plano de abrir uma nova fábrica no Nordeste - mas ainda mantém, pelo menos por enquanto, o projeto de uma nova unidade em Sete Lagoas (MG). "Ainda não tenho notícias de cortes entre as empresas com que conversei nas últimas semanas", diz Enio Rodrigues, superintendente do Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja (SINDICERV). "Algumas dizem que vão persistir nos seus planos, como estratégia para ganhar mercado com uma política de preços baixos. No geral, todas aguardam os resultados de janeiro e fevereiro para tomar decisões mais efetivas." Na AmBev, porém, executivos dizem que "se houver retração, a empresa será ágil em desativar o que for preciso".
Para dar conta de uma demanda que aumentou 2 bilhões de litros por ano em um período de apenas três anos, as fabricantes de cerveja fizeram grandes investimentos. A AmBev acabou comprando em 2007, por R$ 150 milhões, a fábrica da Cintra. No ano passado, também abriu uma fábrica de embalagens de vidro e uma maltaria. A Schincariol anunciou no início de 2008 investimentos de R$ 1 bilhão no ano, e inaugurou uma fábrica no Ceará.
A Femsa, dona das marcas Sol e Kaiser, elevou em 20% sua capacidade de produção nos últimos anos, e ainda tem projetos de ampliar a fábrica de Manaus e de fazer com que a engarrafadora de refrigerantes Remil, em Minas, passe a fabricar cerveja. A Cervejaria Petrópolis acaba de inaugurar uma fábrica em Rondonópolis, além de estar no meio da ampliação da sua unidade no Rio. Com todos esses investimentos, a capacidade de produção das empresas está muito acima do que o mercado efetivamente consome hoje.
E ainda não se sabe o impacto que isso terá para as finanças das companhias. "Se a renda da população cair, o mercado vai encolher o que será um baque a mais depois da entrada em vigor da Lei Seca e do clima ruim que as empresas vêm enfrentando neste verão", diz o consultor Matthias Reinold.
A esse quadro soma-se ainda a questão tributária. Em 1º de janeiro, entrou em vigor o novo modelo de cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de cervejas, águas e refrigerantes. A nova fórmula de cálculo do imposto provoca aumento da tributação do setor de até 15%. Entre as maiores cervejarias, a AmBev será impactada pela alíquota máxima.
Nas concorrentes, o impacto será menor. Mas, se o custo maior do imposto chegar aos preços finais, haverá mais um desestímulo ao aumento do consumo.
Números
10,4 bilhões de litros foi o tamanho do mercado de cervejas no Brasil em 2007. No ano passado, as projeções são de que esse número se repita após quatro anos de expansão 8,4 bilhões foi o número das vendas anuais entre 2000 e 2003, últimos grandes período de estagnação vivido pelas empresas.
Fonte: O Estadão de hoje - Economia & Negócios, por Marili Ribeiro – 16/01/2009
Venda da SABMiller cai e Carlsberg vai demitir
A indústria mundial da cerveja sofreu outro golpe ontem, depois que a SABMiller anunciou uma queda nas vendas físicas de cerveja lager e a Carlsberg informou planos de reestruturação que incluem a demissão de 274 funcionários nos países nórdicos. "A demanda do consumidor foi afetada pela recessão econômica mundial e continua se enfraquecendo em muitos dos mercados do grupo", disse a SABMiller em um comunicado.
As notícias surgem depois de quatro semanas difíceis, em que surgiram vários sinais de contração do setor. No começo de dezembro, a Heineken, controladora da Scottish & Newcastle (S&N), anunciou que iria fechar a cervejaria Beamish Crawford em Cork, resultando em 120 demissões. Na semana passada, a InBev anunciou que vai fechar a fábrica da Budweiser em Mortlake, a oeste de Londres, como resultado "das condições de mercado difíceis" e de sua fusão com a Anheuser-Busch. No terceiro trimestre fiscal, encerrado em dezembro, as vendas orgânicas de cerveja lager pela SABMiller - sem considerar aquisições - caíram 1% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Regionalmente, a queda no trimestre foi de 1% na Europa e de 2,3% na América do Norte. As vendas do principal produto da companhia, a cerveja Miller Lite, caíram 7,5% na América do Norte. Na Rússia, os volumes caíram 20% por causa do "desabastecimento dos estoques dos atacadistas" e dos efeitos de uma "grande desaceleração econômica".
No entanto, na Romênia, o volume cresceu 11%, mas mesmo assim esse mercado foi classificado pela companhia como em desaceleração.
O cenário nos países em desenvolvimento foi melhor. As vendas orgânicas das cervejas lager pela SABMiller aumentaram 2% na África e Ásia e 2% na América Latina, com Peru e Equador registrando aumentos de 14% a 15%, respectivamente.
A queda das vendas da SABMiller ocorre ao mesmo tempo em que a Carlsberg anuncia um plano de reestruturação de suas operações na Dinamarca, Noruega e Estados bálticos. Na Dinamarca, a companhia espera "enxugar sua organização" e está no momento tentando reduzir a força de trabalho em 150 funcionários. Na Noruega, a cervejaria disse que decidiu sobre "uma série de iniciativas que envolvem custos significativos e redução da força de trabalho, além de maneiras novas e mais eficientes de trabalho".
Nos países bálticos, a Carlsberg está se concentrando nas "eficiências comerciais e gerenciamento de valor".
Está também tentando demitir 124 funcionários além das 80 demissões já anunciadas em novembro. "Com essas iniciativas, damos continuidade ao que já estávamos fazendo em várias operações como França, Reino Unido e Itália", disse Jorgen Buhl Rasmussen, presidente-executivo da Carlsberg.
"As mudanças são motivadas por acontecimentos de mercado específicos, que variam muito de país para país, mas no geral estamos nos esforçando para acelerar de maneira preventiva nossos esforços de eficiência, enquanto tentamos prever o desenvolvimento dos mercados onde enfrentamos mais dificuldades e riscos."
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 16/01/2009
Bavaria sem Álcool em nova embalagem
A cerveja Bavaria sem Álcool chega ao mercado totalmente repaginada. A bebida ganhou novo visual, mas mantém seus ícones tradicionais como logo, cores e brasão. A embalagem e os rótulos foram desenvolvidos pela empresa Cornerstone.
Fonte: Embalagem Marca - 16/01/2009
Kirin negocia fatia maior em cervejaria filipina
A Kirin Holdings, uma das maiores produtoras japonesas de cerveja e outras bebidas, ganhou direitos de negociação exclusiva para comprar uma participação de até 43,25% na San Miguel Brewery, um acordo que poderia envolver mais de US$ 1 bilhão.
A transação chega na seqüência de aquisições de empresas no valor de 440 bilhões de ienes (US$ 4,9 bilhões) promovidas pela Kirin, segunda maior fabricante de cerveja do Japão, atrás apenas da Asahi.
O grupo comprou, em 2007, a National Foods, da Austrália, por 220 bilhões de ienes e, mais recentemente, a Dairy Farmers, também australiana, por 56 bilhões de ienes, mostrando apetite inabalado por aquisições, especialmente, no exterior.
No Japão, adquiriu participação de 50,1% na Kyowa Hakko, dos setores de alimentos e químico, por 170 bilhões de ienes. A Kirin, atualmente dona de 20% da San Miguel Corp, controladora da San Miguel Brewery, anunciou que pretende comprar o quanto conseguir da maior cervejaria filipina. A San Miguel sustenta que pretende manter participação majoritária em sua cervejaria.
As negociações ocorrem em meio aos planos da San Miguel para adquirir participações em duas das maiores empresas de energia das Filipinas - Manila Electric e a refinaria Petron - dentro de sua mudança estratégica de operações. O grupo pretende expandir-se além do setor de alimentos e bebidas em direção à indústria pesada, incluindo as áreas de mineração, energia e infra-estrutura. A San Miguel Brewery, com participação de 95% no mercado de cerveja filipino - listou 5% de suas ações em uma oferta pública inicial no ano passado.
A cervejaria é a maior subsidiária do grupo, tendo respondido por 35% das vendas totais em 2007. Edgar Bancod, diretor de análise da corretora ATR Kim Eng Securities, em Manila, observou ontem que o acordo com a Kirin, somado aos esforços para expandir-se ao setor de energia, poderiam tornar o grupo uma empresa muito mais diversificada.
O mercado japonês de alimentos e bebidas vem encolhendo. As vendas de cerveja estão em queda desde 1994 e em 2008 caíram para 482,68 milhões de caixas, menor número desde que os registros passaram a estar disponíveis, em 1992.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 20/01/2009
Fabricantes globais de cerveja começam a reduzir produção e demitir
A companhia afirmou que decidiu tomar "uma série de iniciativas" na Noruega com o objetivo de reduzir custos e aumentar a eficiência, em resposta a uma esperada queda do volume de vendas por causa dos impostos mais elevados e das incertezas econômicas.
Além dos cortes, a empresa anunciou uma reestruturação em sua diretoria. A companhia nomeou Khalil Younes, ex-executivo da Coca-Cola, para o cargo de vice-presidente sênior do departamento de inovação, vendas e marketing. Nils Ostbirk, que vem da LOréal, foi escolhido vice-presidente sênior para a Europa Ocidental. Younes e Ostbirk substituirão Jan Hillesland e Alex Myers, respectivamente.
A cervejaria britânica SABMiller, segunda maior do mundo, por sua vez, reduziu a produção de bebidas no trimestre encerrado em dezembro por causa da queda na demanda, mas disse que os cortes de custos e os aumentos de preços praticados no período permitiram que a companhia atingisse suas metas financeiras.
A companhia britânica disse que o volume total de lager (cerveja leve) produzida cresceu 1% nos três meses encerrados em 31 de dezembro, por conta de aquisições de outras empresas. Mas o volume orgânico, que exclui os efeitos das aquisições, caiu 1%, comparado a um aumento de 1% no trimestre anterior. O resultado ficou abaixo do esperado por analistas. "A demanda tem sido afetada pela crise global e continua a enfraquecer em muitos dos mercados da empresa", disse a SABMiller em um comunicado.
Em novembro, a companhia informou que iria reduzir investimentos por causa da queda na demanda e pressão dos custos. O consumo caiu tanto nos mercados desenvolvidos, como EUA e Europa, quanto nos emergentes.
Fonte: Ultimo Segundo - 21/01/2009
Deputado mexicano quer proibir venda de cerveja gelada
Depois de um prefeito proibir ‘beijos apaixonados’ em vias públicas, o México também vê outros projetos de leis que já estão dando o que falar.
Em Sonora, o Congresso discute uma medida para que se proíba a venda de cerveja fria ou gelada em lojas de conveniência de postos de gasolina.
A iniciativa foi do deputado Mônico Castillo, do Partido do Trabalho, que defende a causa para que se reduza o número de acidentes automobilísticos na região. Ele quer ainda que as bebidas alcoólicas só sejam vendidas entre 14h e 21h.
Segundo a Segurança Pública Municipal, aconteceram 628 acidentes de carro, em 2007, e 573, em 2008, com motoristas que haviam consumido algum tipo de bebida alcoólica. “Nestas lojas, é possível comprar bebidas alcoólicas das 8h até a meia-noite. E as pessoas podem consumir imediatamente”, afirmou o deputado. Castillo disse ainda que os bares e restaurantes acabam sendo um mau exemplo para as crianças que voltam da escola. Ele afirmou ainda que a sua lei reforçaria uma nova que aumentou a multa para quem dirige bêbado para 25 mil pesos (pouco mais de R$ 4 mil).
Em dezembro de 2008, na Cidade do México, já havia sido proibida a venda de bebidas alcoólicas depois das 2h30 da manhã. E todos estabelecimentos devem fechar até as 3h. No caso das lojas de conveniência, a venda tem que acabar até a meia-noite.
Minissaias e beijos
Já em Guanajuato, além do beijo, uma pessoa pode ser presa se gritar ‘gay’ no meio da rua ou mesmo levar uma multa de 560 pesos (pouco menos de R$ 100). Esta medida, porém, não foi publicada no Diário Oficial e, portanto, não entrará em vigor.
Na Universidade Autônoma de Sinaloa, o reitor Héctor Melesio Cuen Ojeda chegou a cogitar a proibição do uso de minissaias para reduzir a escalada da violência na região.
Para ele, segundo publica o jornal mexicano ‘El Universal’, as saias são um convite para que as estudantes sejam agredidas ou molestadas não apenas na universidade, mas também nas ruas. Em 2008, um padre, também no México, recomendou que as mulheres não usassem minissaias ou biquínis para não “provocar” o assédio.
Fonte: G1 (Globo) - Mundo & México - 22/01/2009
IBGE: alimentos subiram 0,72% no IPCA-15 de janeiro
A alta de 0,40% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de janeiro foi pressionada pela aceleração de preços nos produtos alimentícios e também nos não alimentícios. Os alimentos subiram 0,72% em janeiro, ante 0,34% em dezembro, pressionados pelos produtos in natura, cuja safra depende do clima. Os destaques de alta ficaram com as frutas (2,41%), batata inglesa (11,87%), cervejas (2,11%) e refrigerantes (2%).
Nos itens agrupados na categoria não alimentícios, houve alta de 0,31% em janeiro, ante 0,29% em dezembro. Além da tarifa dos ônibus urbanos (2,35%, maior impacto na taxa), subiram também as tarifas dos ônibus intermunicipais (3,24%) e interestaduais (2,31%).
Segundo o IBGE, apesar da alta nos transportes públicos, o grupo transporte apresentou pequena queda em janeiro (de estabilidade em dezembro para - 0,01% no primeiro mês do ano), "evidenciando os preços mais baixos tanto dos automóveis novos (-5,08%) quanto dos usados (-3,77%)".
A taxa do grupo habitação também ficou mais alta (de 0,32% de dezembro para 0,50% em janeiro), pressionada pelos aluguéis (de 0,56% para 1,01%) e condomínios (de -0,08% para 1,09%), assim como pelos artigos de vestuário (de 0,78% em dezembro para 0,84%).
Fonte: AE Agência Estado - 23/01/2009
Asahi compra da ABInBev 19,99% na Tsingtao
A Asahi Breweries comprará da Anheuser-Busch InBev uma participação de 19,99% na Tsingtao, maior cervejaria da China, por US$ 666,5 milhões, em mais uma aquisição de uma empresa japonesa de bebidas para expandir-se no exterior. O acordo amplifica a relação antiga as duas cervejarias asiáticas, que desde 1997 possuem empreendimento conjunto na China.
Dona da marca mais vendida no Japão, a Asahi acompanha rapidamente os passos da Kirin, segunda maior cervejaria do país, que na segunda-feira ganhou direitos exclusivos de negociação para comprar participação de 43,25% na San Miguel Brewery, das Filipinas. A transação traz à luz as ambições das empresas de alimentos e bebidas japonesas no exterior. O mercado de cerveja no Japão retraiu-se nos últimos 12 anos, após chegar a seu pico em 1996. As companhias do setor promoveram 16 aquisições no exterior no ano passado, no valor de US$ 6,8 bilhões, segundo a Dealogic.
A Asahi, com investimentos na China desde 1993, pretende elevar as vendas externas de 55,4 bilhões de ienes (US$ 625 milhões), em 2008, para 70 bilhões de ienes, neste ano. A ABInBev, que está vendendo a participação de 20%, de um total de 27% que detém na Tsingtao, informou não ter "planos atualmente" para desfazer-se dos 7% restantes.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 26/01/2009
Bares/Pubs registram queda recorde nas vendas de cerveja no Reino Unido
Os aumentos dos impostos sobre o álcool e a crise econômica derrubaram as vendas de cerveja no Reino Unido no quarto trimestre de 2008 a um nível jamais visto neste período do ano, informou nesta terça-feira a BBPA (Associação Britânica de Bares e Pubs, na sigla em inglês).
Segundo as estatísticas mais recentes da British Beer and Pub Association (BBPA), as vendas totais de cerveja caíram 8,3% no trimestre em relação ao mesmo período de 2007, o que representa 2,2 milhões de "pints" (pronuncia-se "páint", medida com 473 ml) consumidas a menos a cada dia, ou melhor, de jarras consumidas a menos a cada dia. Esta é a baixa mais forte já registrada para este período do ano desde que a associação começou a publicar estas estatísticas trimestrais, em 1997.
Em 10 anos, as vendas de cerveja recuaram 30%, acrescentou a BBPA.
Por canais de distribuição, as vendas nos pubs e outros estabelecimentos sob licença despencaram 9,9% no trimestre, confirmando a crise nos pubs, que estão fechando suas portas um após o outro no Reino Unido, a um ritmo de seis por dia.
As vendas nos supermercados e outros comércios, em contrapartida, resistiram melhor, recuando 6,5%. No acumulado do ano, as vendas de todos os setores recuaram 5,5% em 2008, com uma queda de 9,3% para os pubs e um recuo de 0,2% apenas nas lojas.
Estes dados confirmam que os britânicos estão preferindo comprar cerveja nos supermercados a consumi-la em pubs, onde a bebida custa mais caro. "Os dados destacam as pressões econômicas extremas ás quais os setor da cerveja e dos pubs vem enfrentando", comentou Rob Hayward, presidente da associação. "Não estamos pedindo presentes fiscais, diferentemente dos outros setores. Queremos apenas que nosso fardo fiscal não aumente", acrescentou.
A associação CAMRA (Campaign for Real Ale), que defende as cervejas inglesas tradicionais, também reivindicaram um congelamento das taxas. "A queda das vendas de cerveja nos pubs significa que inúmeros estabelecimentos bem administrados desapareçam. Os pubs independentes e bem administrados precisam de uma ajuda urgente do governo e um congelamento das taxas no próximo orçamento seria um primeiro passo", declarou seu diretor Mike Benner.
Fonte: France Presse – 27/01/2009
Cervejaria lança comercial de um segundo
A marca de cerveja Miller High Life lançou uma série de comerciais com duração de apenas um segundo. Disponíveis em um hotsite da empresa, as peças têm a intenção de provocar a rival Anheuser-Busch.
A companhia esclarece que pretende mandar uma mensagem curta e direta ao ponto aos seus consumidores.
Antes da exibição do filme no site, a marca exibe um aviso criticando o investimento de US$ 3 milhões em um comercial de 30 segundos, fazendo uma clara alusão aos valores negociados nos intervalos do Super Bowl, no próximo dia 1º de fevereiro.
Os anúncios foram criados pela Saatchi&Saatchi e serão exibidos pela NBC.
Eles farão a apresentação do mascote da marca, o entregador vivido pelo ator Windell Middlebrooks. Ele aparece em situações bem-humoradas nos vídeos.
Segundo o gerente de marcas Kevin Oglesby, assim como os seus consumidores, a High Life quer fazer escolhas mais inteligentes e um segundo pode ser muito tempo para lembrá-los de que o produto é o senso-comum em uma garrafa.
Fonte: Adnews - 27/01/2009
Erdinger inova e surpreende os amantes de cerveja de trigo com a nova versão Urweisse
A cervejaria Erdinger inova e mais uma vez surpreende os amantes de cerveja de trigo, lançando uma versão de personalidade e com toda tipicidade de uma clássica cerveja de trigo bávara. A especialidade acaba de chegar ao Brasil, trazida pela Bier & Wein Importadora. Erdinger Urweisse é uma cerveja de alta fermentação, com 5,2% de teor alcoólico e 12,6º Plato de extrato primitivo, com notas ricas de cravo e banana, produzida com a receita original da cervejaria, datada de sua fundação em 1886.
Enquanto a Erdinger Tradicional é feita com uma exclusiva fermentação híbrida¹ e conquista os mais diversos tipos de apreciadores de cerveja – sendo hoje a cerveja de trigo mais consumida e conhecida do mundo - a Erdinger Urweisse é direcionada aos amantes de cervejas de trigo, que buscam a tipicidade deste estilo. Trata-se de uma versão que certamente vem para surpreender. Além do sabor típico e de seguir os rígidos padrões de qualidade e pureza, a Urweisse também traz em sua embalagem referências de tradição: garrafa modelo “Euroflasche” de 500 ml, rótulo antigo e copo que lembra aqueles produzidos artesanalmente, soprados um a um.
Afinal, qual a diferença?
Este lançamento, não somente complementa o portfólio da cervejaria - que já era o maior em cervejas de trigo - mas também deixa clara a proposta de cada uma de suas versões. A Erdinger Tradicional se destaca e se distingue das demais cervejas de trigo do mercado por ser a única com exclusiva refermentação na garrafa utilizando leveduras de baixa (tipo Lager). Este processo incomum em cervejas de trigo confere um paladar único, extremamente equilibrado e com alto drinkability². Já a Erdinger Urweisse, produzida apenas com o processo de alta fermentação nos tanques (não é refermentada na garrafa), mantém as características típicas de uma cerveja Weiss, com aroma e paladar complexos, rico em notas frutadas.
“Com a Urweisse, além de ampliarmos nosso portfólio para um mercado ávido por novidades, reafirmamos nossa posição e competência como especialistas em cervejas de trigo”, afirma Werner Brombach, proprietário da cervejaria.
A casa das cervejas de trigo
A Baviera sempre foi a “casa” das cervejas de trigo. Detém 90% do mercado mundial deste estilo e produz em torno de 1.000 tipos de cervejas de trigo. Nesse mercado, a Erdinger tece sua grande influência: disseminou o conhecimento e consumo deste estilo não apenas para outras regiões da Alemanha, como no mundo a fora e ainda produz exclusivamente cervejas de trigo, que por sua refrescância e corpo, conquistam a cada dia mais e mais apreciadores.
(1): A Erdinger Tradicional (disponível nas versões Clara, Dunkel, Pikantus, Sport, Oktoberfest ou Schneeweisse) é a única linha de cerveja de trigo disponível atualmente no mercado brasileiro que utiliza duas fermentações distintas, sendo a primeira fermentação alta (nos tanques) e a segunda, baixa (refermentação na garrafa). Este processo confere à marca Erdinger um paladar único, extremamente equilibrado e excelente “drinkability”.
(2): Drinkability = capacidade de beber em grandes quantidades. Ou seja, uma cerveja de fácil consumo e que não satura o paladar.
Fonte: B&W Comunicação, por Camila Azevedo - 28/01/2009
Uma ale para se 'envelhecer' junto
Envelhecer com qualidade não é privilégio restrito a vinhos. Cada vez mais, há cervejas feitas não só com objetivo de resistir ao passar dos anos, mas também de adquirir novos aromas e sabores na guarda. Claro que não falamos da tradicional pilsen - que, aliás, deve ser consumida o quanto antes ao chegar nas prateleiras ou chopeiras. Mas de variedades como a Fuller’s Vintage Ale, cuja edição de 2008 chega ao Brasil.
A cervejaria inglesa começou a produzir a Vintage em 1997, e a cada ano faz algumas modificações na receita, como nos tipos de malte e lúpulo utilizados. Elas são refermentadas na garrafa - é adicionada certa quantidade de levedura -, o que faz com que a bebida siga se desenvolvendo.
“Apesar de sermos obrigados a colocar 2011 como data de validade, esta cerveja só melhora com o tempo”, explica John Keeling, mestre-cervejeiro da Fuller’s, no rótulo da Vintage Ale. Com 8,5% de álcool, a cerveja produzida pela Fuller’s em 2008 tem cor âmbar e é translúcida, com espuma bege-clara de boa formação.
Destacam-se em seu aroma notas de álcool, cítricas e frutadas, além de toffee (ou bala de leite). Ela ainda possui corpo denso, amargor destacado e potência alcoólica bastante perceptível - poderia até ser ligeiramente menor -, além de notas de lúpulo e de frutas secas. As garrafas da Fuller’s Vintage Ale recebem um número de série.
A edição de 2008 teve 145 mil exemplares produzidos. Elas são importadas pela Boxer (11 3361-3233, www.boxernet.net). Apesar do preço, vale o “esforço” de comprar duas e deixar uma na adega para conferir o resultado daqui a alguns anos. Ou, projeto mais ambicioso ainda, adquirir exemplares de diferentes anos para uma “degustação vertical”.
Fonte: Portal Estadão - Suplementos & Paladar Reportagens especiais, por Roberto Fonseca do Estado de SP – 29/01/2009
Venda de produto prático foi a que mais cresceu em 2008
O brasileiro de maior renda trocou a batata in natura pelo produto congelado, já descascado e picado. O volume vendido da batata pronta para fritar cresceu 25,3% em 2008. O dado, divulgado ontem pela Nielsen, reflete o comportamento do consumidor nos supermercados em 2008. Dentre os produtos que apresentaram maior alta nas vendas, em quantidade, estão, além da batatinha congelada, as bebidas energéticas (alta de 29,8%), o antisséptico bucal (26%), repelentes contra insetos (25,8%) e bebidas a base de soja (25,3%), entre outros. "Isso mostra que o consumidor, com mais renda, procurou artigos que trouxessem mais conforto, praticidade e apelo à saúde", explica João Carlos Lazzarini, diretor de atendimento da Nielsen.
Outro dado da pesquisa mostra queda no consumo de arroz (-5,9%) e alta no de cervejas (10%). "O brasileiro comprou mais cerveja no supermercado para consumir em casa devido à lei seca", diz o especialista. O arroz, segundo ele, vendeu menos devido à alta provocada pelo encarecimento das comodities no início do ano. Durante todo ano, segundo ele, as vendas nos supermercados se mantiveram em alta - até outubro, quando houve uma “leve queda”, provocado pelo agravamento da crise. "Em dezembro o ritmo de consumo foi retomado. Até agora, se houve algum reflexo da crise no comportamento do consumidor, ele é ainda muito inicial."
Caso haja realmente algum impacto da crise no mercado, segundo Lazzarini, ele deve se pronunciar em março, após o fechamento dos resultados de 2008 pelas maiores empresas do setor de bens de consumo.
Em um primeiro momento, segundo ele, o consumidor continuaria comprando os mesmos itens. "Mas iria mais vezes ao supermercado para comprar menores quantidades. Em vez de três pacotes de batatas congeladas, levaria apenas dois", explica. Em um segundo momento, ocorreria a troca de marcas, com migração das mais caras para as mais baratas. Só depois o consumidor deixaria de comprar os produtos que experimentou em 2008.
A dona de casa, por exemplo, voltaria para a batata in natura. Nessa situação, os primeiros itens a sofrer essa troca seriam os de limpeza da casa. Já os de cuidado pessoal seriam os últimos. O consumidor, caso isso se concretize, preferirá deixar o limpa - limo de lado e voltar à água sanitária para continuar usando um bom desodorante.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 29/01/2009
Empresa é condenada a pagar R$ 675 mil à cervejaria
A Cine Cinematográfica Ltda. terá de pagar R$ 675 mil de indenização por danos materiais à Cervejaria Schincariol. A empresa, que atua com comerciais, ainda terá que desembolsar o equivalente 30 salários mínimos, a título de indenização por danos morais, à fabricante de cerveja. A condenação por quebra de sigilo contratual foi confirmada pela 24ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo. Cabe recurso.
A produtora de cinema foi acusada de repassar à Ambev, principal concorrente da Schincariol, o filme publicitário de uma das campanhas da cerveja Nova Schin. A peça publicitária, com o título “Velhinha”, mostrava uma vovó falando que, no seu tempo, a propaganda de cerveja só valorizava traseiros femininos.
A Schincariol acusa a produtora de violação de segredo profissional e diz que a empresa entregou o conteúdo do filme para a concorrente antes da veiculação da propaganda na mídia.
Em primeira instância, a juíza Maria Lúcia Ribeiro de Castro Pizotti, da 32ª Vara Cível da Capital paulista, aceitou a tese da empresa de cerveja. A juíza entendeu que houve quebra de contrato por parte da produtora de cinema que não manteve o sigilo do filme publicitário. Maria Pizotti mandou a empresa arcar com os danos materiais e morais.
A produtora contestou, argumentando que não houve quebra de sigilo e que sua atitude é prática normal no mercado publicitário. Pediu a anulação da sentença ou a redução da indenização. Reclamou também a diminuição dos honorários de advogados para 10% do valor da causa. Só saiu vencedora nesse último pleito.
Os desembargadores entenderam que com a divulgação antecipada do comercial ficou patente a quebra do contrato. “Incontroverso que a apelante realmente entregou a fita contendo o material publicitário à concorrente da apelada, antes mesmo que referido material fosse divulgado”, disse a relatora do recurso, desembargadora Maria Goretti Beker Prado.
Para a turma julgadora, a divulgação antecipada configurou conduta ilícita, que requer o dever de indenizar. O valor estabelecido como dano material equivale ao que foi pago pela Schin para a produção do chamado teste cego.
Em relação ao dano moral, a turma julgadora entendeu ser ele presumível pelo fato de que a divulgação não autorizada do filme favoreceu a empresa concorrente.
Fonte: Conjur, por Fernando Porfírio - 30/01/2009
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