Notícias de mercado
2009 - Fevereiro
Schincariol leva Cine à Justiça
O retorno da família ao comando da Schincariol, no final do ano passado, trouxe de volta uma antiga dívida à tona. Com a saída de Fernando Terri da presidência da Schincariol, cargo agora ocupado por Adriano Schincariol, a empresa decidiu retomar uma questão antiga com a produtora Cine, de um período fortemente marcado pela guerra na publicidade das fabricantes de cerveja.
Em 2003, a Cine havia produzido os filmes "Tartaruga" e "Velhinha" para a Schincariol. Mas a campanha (incluindo filmes que não foram ao ar) foi enviada posteriormente para a agência que atendia a Brahma, por um funcionário da própria produtora. "Já fiz filmes para o Gol e Corsa, produzo para Oi, Tim e Claro. Nunca tive problemas deste tipo", afirma o proprietário da produtora Cine, Raul Doria, que explica ser comum no mercado publicitário o envio de filmes e campanhas de sucesso veiculados na TV a outros parceiros, curiosos em rever detalhes da criação e produção publicitária. O problema neste caso, é que a campanha da Schincariol não tinha ido inteira para o ar.
A produtora foi condenada a pagar R$ 675 mil à fabricante de bebidas Schincariol por danos materiais e 30 salários mínimos (R$ 12.450,00) por danos morais, em primeira instância na 32ª Vara Cível de São Paulo, segundo o site Consultor Jurídico, por conduta ilícita e favorecimento do concorrente da fabricante de bebidas. A decisão pode ser contestada, mas Doria, da Cine, decidiu não entrar com recurso. Procurada pela reportagem de M & M Online, a Schincariol não se pronunciou sobre a ação.
Fonte: Meio & Mensagem - 02/02/2009
Barril impulsiona desempenho da Heineken
A cerveja Heineken nunca foi muito popular no Brasil. Mas desde o último verão isso vem mudando. A marca, distribuída no Brasil pela Femsa, encerrou 2008 com um crescimento de vendas em volume de 54% em relação ao ano anterior. Na comparação com os últimos dois anos, o aumento é de 113%. E boa parte dessa performance se deve a um único produto: o barril de cinco litros. Também chamado de "keg", o formato estreou no mercado timidamente no verão de 2007. "Trouxemos da Holanda para o Brasil um estoque que calculávamos durar três meses. Mas vendemos tudo em 15 dias", conta Riccardo Morici, diretor de marketing da cervejaria, que não divulga volumes comercializados. No ano seguinte, ou seja, no verão de 2008, a Femsa novamente importou o produto. "O sucesso foi novamente muito grande", diz o diretor da companhia, que resolveu incluir o "keg" no portfólio de produtos fixos. "O volume vendido agora é seis vezes maior que a primeira importação", conta o executivo.
Desenvolvido na Heineken da Holanda e fabricado em alumínio, o barril tem aproximadamente 30 cm de altura e 20 cm de diâmetro. Dentro dele há uma espécie de cilindro que permite que a cerveja que ele contém (a bebida é feita na Holanda e envasada lá) seja tirada sob pressão, como se fosse chope. Há outras opções importadas de barris de cerveja à venda, mas Morici afirma que o tipo de embalagem criado pela Heineken é único no Brasil.
A AmBev também concorre nesse segmento de mercado com o barril de chopp Brahma, que pode ter de 10 a 30 litros.
O barril da Femsa é vendido em supermercados, lojas de conveniência e também em alguns bares. Ele dura até 30 dias e deve ser colocado em uma geladeira por no mínimo dez horas antes de os cinco litros de cerveja - que rendem 20 copos - serem consumidos. É aí que fabricante ganha rentabilidade. Descontada a embalagem, o "keg" rende o mesmo que um pacote de latinhas, geralmente vendido com 15 unidades. Mas as latas saem por R$ 15 em média, enquanto o preço sugerido pela Femsa para o "keg" é de R$ 49. Em alguns casos, porém, chega a até R$ 90 (valor fixado a critério do comerciante). Essa variação de preço se justifica, segundo Morici, uma vez que o segredo do "keg" não está apenas no produto que ele oferece. "Ele cria um momento social quando alguém chega com ele na praia ou em uma festa. É um polarizador de atenções", diz. Dentro da companhia, segundo o executivo, as vendas do novo formato já estão se aproximando do volume de Heineken long neck - até agora o mais importante para a marca. No mercado, entretanto, as vendas totais de long neck são as menos expressivas: ficam com 2% de toda a cerveja vendida no país, segundo dados Nielsen. Mesmo assim , tanto a Femsa quanto a holandesa Heineken comemoram o sucesso de vendas do barril no Brasil e no exterior.
Em seu último relatório de resultados (o próximo deve sair neste mês), a Heineken divulgou que as vendas mundiais de cerveja por meio de "formatos inovadores" cresceu 80% em 2007. Em relação ao faturamento total da cervejaria no mundo (cerca de 139,2 milhões de hectolitros), o barril foi responsável por uma venda adicional de mais de 1,2 milhões de hectolitros, equivalente a um aumento de quase 1%. Nesse período, a companhia vendeu mais de 10 milhões de "kegs" no planeta. O Brasil, segundo Morici, foi um dos maiores mercados para o produto.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 02/02/2009
Supermercado puxa alta na venda de cerveja
Tradicionalmente, as vendas de cerveja no Brasil se concentram em bares e restaurantes, os chamados "pontos de dose", como dizem os especialistas do setor. Os supermercados ficam com apenas um terço do volume vendido. Por isso, nunca mereceram a mesma atenção que as cervejarias dão aos primeiros.
Mas, em 2008, o comportamento do consumidor chacoalhou essa ordem. Diferentemente do que vinha acontecendo há pelo menos cinco anos, o consumo nos bares e restaurantes ficou estável. Só houve elevação nos autos serviço, como são chamados os supermercados.
Segundo a Nielsen, no ano passado, o mercado total de cervejas cresceu 5%, de 6,9 bilhões de litros em 2007 para 7,2 bilhões de litros. As vendas em supermercados dispararam 10%. Em bares e restaurantes, a alta ficou em 1,6%. "Nossa previsão era crescer 8%", diz Paulo Solmucci Júnior, presidente da ABRASEL, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. "O verão foi curto, porque o Carnaval aconteceu no início de fevereiro. Aí, no fim de junho, veio a Lei Seca." Em julho, agosto e setembro, as vendas caíram 25% em volume e em outubro, 15%. "Nos meses seguintes, retomamos o movimento. Deu para empatar com 2007", acrescenta ele, lamentando os efeitos da regra que proibiu o consumo de praticamente qualquer quantidade de bebida alcoólica por condutores de veículos.
"A lei realmente empurrou o consumidor para dentro de casa", diz o diretor de marketing da Schincariol, Marcel Sacco. Segundo ele, as pessoas continuaram tomando cerveja, mas não a servida no bar. Passaram a preferir a do supermercado. Por isso, os comerciantes dos autos serviço comemoram.
"Nunca tivemos um aumento de vendas de cerveja tão expressivo", afirma o vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS), Martinho Moreira. "Em muitas lojas, o espaço da cerveja até aumentou. A indústria, que nunca deu bola para esse canal de venda, agora está investindo." A maior variedade de formatos em lata é um exemplo. Diferentemente dos "pontos de dose", que vendem tanto latas quanto a bebida em garrafas de 600 ml, os supermercados só vendem as latinhas (no máximo, também as long neck).
"Passamos a oferecer para os supermercados pacotes de 12, 18 e até 24 latas, além de termos variado o formato de 350 ml, para a versão mais comprida, de 473 ml", diz o executivo da Schincariol. “Mas esse não foi o único reflexo dessa migração do consumo.”
No supermercado o consumidor é mais racional. Ele prefere a marca que oferece a melhor relação-custo benefício. Nos bares, aceita o que lhe é oferecido", explica Martinho. Por isso, marcas como Itaipava e Crystal, da Petrópolis, e Nova Schin, da Schincariol, ganharam mercado, em detrimento de cervejas da AmBev, líder de vendas. A Schincariol, por exemplo, saltou de 11,1% para 13% e a Petrópolis, de 8,5% para 9,9%%, entre janeiro e novembro de 2008, segundo dados Nielsen. Sob os mesmos critérios, a Femsa caiu de 8,3% para 7,4% e a AmBev encolheu de 68,2% para 67,4%. "A AmBev é craque em conquistar exclusividade dos bares. Muitos só vendem as marcas da empresa. “Nos supermercados, ao contrário, todas as marcas estão na prateleira, lado a lado”, diz Martinho. Procurada pelo Valor, a AmBev não quis se pronunciar.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 02/02/2009
Produtos crescem, mas nem sempre a versão maior significa mais economia
Skol, Antarctica e Lacta lançaram versões maiores de cerveja, refrigerante e chocolate em 2008, a exemplo de outras marcas que vêm buscando se diferenciar com a promessa de uma relação custo / benefícios mais vantajosos para quem compra. É óbvio que as versões mega também estimulam o aumento do consumo.
Além de atrair pelo bolso, produtos em tamanhos gigantes dão mais exposição para as marcas. "Quando você cria uma nova embalagem, consegue mais um ponto de exposição. E, quando se trata de embalagens grandes, a exposição é maior ainda", diz Fábio Mestriner, coordenador do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM. "O aumento do consumo ou do desperdício depende do tipo de uso. Você talvez vá beber a cerveja maior até o fim. Mas a compra de um amaciante de dois litros não muda nada no seu hábito de consumo", diz Mestriner.
Já os fabricantes dizem que a onda tem duas razões: oferecer preço mais competitivo e satisfazer diferentes ocasiões de consumo.
"A relação preço por ml é boa, de 5% a 8% mais vantajosa", diz Carolina Faria, gerente da Skol, sobre o "litrão", lançado em julho no Sul e em setembro em São Paulo. Carolina explica que o produto foi pensado para momentos como festas e churrascos, em que o consumo aumenta.
A Antarctica também lançou um refrigerante gigante no ano passado, para o período de festas. Agora, o produto entrou para a linha permanente da marca.
Fonte: Nec Network - 02/02/2009
Cervejaria adota máquina para transformar restos de cerveja em etanol
Parece brincadeira de bebum, mas uma empresa americana decidiu usar o álcool da cerveja para produzir combustível para veículos. E já têm o apoio de uma das maiores cervejarias do país, que pretende transformar os mais de 6 milhões de litros de cerveja que vão para o lixo todos os anos em etanol para seus veículos.
A cervejaria Sierra Nevada pretende começar a produção no segundo trimestre deste ano, usando a máquina EFuel100 MicroFueler, do tamanho de um refrigerador, informou o site especializado em tecnologia News.com.
A máquina de US$ 10 mil pode se tornar um paradigma de produção caseira de combustível, utilizando uma mistura de água e açúcar fermentados. O etanol é então misturado com gasolina em um total de 10%.
A EFuel pretende ainda aumentar o percentual de etanol para 15% e retirar a água da composição final.
Fonte: Portal Terra - 03/02/2009
Cervejaria histórica fechará as portas em Londres
A paixão dos britânicos por cerveja não foi suficiente para salvar a fabricante Stag Brewery, em Mortlake, Londres.
A empresa deve fechar no próximo ano, com a demissão de cerca de 200 funcionários. A Stag, que pertence à Anheuser-Busch InBev, é a última das grandes cervejarias londrinas à beira do rio Tâmisa.
Segundo a empresa, a venda faz parte de um plano de reestruturação necessário por conta das condições adversas do mercado. A Stag tem suas origens na fusão de duas cervejarias menores em 1811.
A produção de cerveja no local, no entanto, teve início no século XV.
Fonte: G1 (Globo), *Com informações e fotos da AP – 04/02/2009
ABInBev venderá divisão sul-coreana
A Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo, está esperando ofertas de até US$ 2,5 bilhões pela compra de sua divisão da Coréia do Sul, disseram duas pessoas familiarizadas com o negócio.
A empresa contatou companhias como a sul-coreana Lotte Group, a japonesa Asahi Breweries Ltd. e a SABMiller Plc, disseram essas pessoas, que pediram para não ter seus nomes divulgados pelo fato de as negociações serem confidenciais. Fundos de participações, entre os quais o Affinity Equity Partners Ltd., o MBK Partners Ltd. e o Unitas Capital, também estão entre os potenciais compradores, disseram elas. As ofertas pela subsidiária, chamada Oriental Brewery e totalmente controlada pela Anheuser-Busch InBev, deverão variar entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões, disseram essas pessoas.
A venda da Oriental Brewery, uma das duas cervejarias nacionais sul-coreanas, ajudará a Anheuser-Busch InBev, sediada em Leuven, na Bélgica, a quitar US$ 45 bilhões em dívidas decorrentes da aquisição da Anheuser-Busch, no ano passado. A apresentação das primeiras ofertas pela compra da Oriental Brewery está prevista para a terceira semana deste mês, disseram as pessoas.
Porta vozes do Lotte Group e da Asahi Breweries preferiram não comentar o negócio, no que foram seguidos por funcionários do Affinity, do MBK Partners e do Unitas Capital. Marianne Amssoms, porta-voz da Anheuser-Busch InBev, e Nigel Fairbrass, porta-voz lotado em Londres da SABMiller, também optaram por não se manifestar. O Deutsche Bank e o JPMorgan Chase & Co. estão orientando a Anheuser-Busch InBev sobre a venda. Michael West, porta-voz do Deutsche Bank, optou por não se pronunciar, exemplo que foi seguido pela porta-voz do JPMorgan, Marie Cheung.
Fonte: Gazeta Mercantil – Indústria - Página C7 – 04/02/2009
Carnaval sem crise nas cervejarias
As principais cervejarias do país não reduziram investimentos no carnaval do Rio e outros estados e, pelo menos por enquanto, desconhecem a crise, mostra reportagem de Erica Ribeiro, na edição desta quinta-feira do Globo. Empresas como o Grupo Schincariol, inclusive, aumentaram a verba destinada ao evento esse ano e a AmBev não mexeu na verba para o carnaval 2009, mas está patrocinando novas ações.
O Grupo Schincariol está desembolsando R$ 50 milhões para ações no Rio, Salvador e Pernambuco. Dentro da verba está incluída a campanha publicitária que entra no ar no próximo domingo, com Ivete Sangalo.
A AmBev (Brahma, Antarctica e Skol), que domina o mercado brasileiro de cerveja, não informa quanto investe no carnaval. Mas fontes do setor garantem que os gastos ultrapassam R$ 100 milhões. A cervejaria Femsa, detentora da marca Sol, também investiu no carnaval do Rio e Salvador.
Fonte: O Globo - Economia – 05/02/2009
Não estranhe o sabor. É uma receita secular
Há mais no universo cervejeiro do que ales e lagers. Antes da descoberta das propriedades do fermento, cervejas “nasciam” com fermentação espontânea - feita pelas leveduras no ar. Esse estilo ainda existe na Bélgica e é chamado de lambic ou gueuze (no segundo caso, quando há mistura de lambics novas e velhas).
Entre os principais representantes da escola, está a Boon, que chega ao País em duas versões: Marriage Parfait e Kriek. A primeira é uma gueuze, e a segunda, lambic com adição de cerejas. Uma das notas mais marcantes das cervejas é a acidez/azedo, típicas da fermentação espontânea. Mas não estranhe: trata-se de uma receita de séculos.
A Boon será trazida pela Bier & Wein (www.buw.com.br), com preço a definir. Outra novidade da importadora vem da Alemanha: é a Erdinger Urweisse, que, ao contrário das outras versões, passa por só uma fermentação e possui aromas de banana e cravo mais destacados que o cítrico da versão original.
Fonte: Portal Estadão - Suplementos & Paladar Reportagens especiais x 10 top – 05/02/2009
Guerra no ramos das cervejeiras - Unicer e Central de Cervejas, sedentas de liderança
Não haverá, provavelmente, outro setor de atividade em que a palavra guerra seja tantas vezes pronunciada. Guerra de inovações, de patrocínios, de preços, de acusações e, agora, guerra de liderança.
Central de Cervejas e Unicer, donas das marcas Sagres e Super Bock, reclamam o primeiro lugar do mercado português. Afinal, quem é o líder? E, mais importante, para quê?
As campanhas de publicidade que chegaram às televisões nacionais na semana passada são o mais recente reflexo de um duelo que dura há décadas. O mote é exatamente o mesmo: agradecer a preferência dos consumidores em 2008. Do lado da Unicer, trabalhadores de diversas áreas juntam-se para brindar com os portugueses. Do lado da Central de Cervejas, é o próprio presidente executivo, Alberto da Ponte, que oferece "uma rodada a Portugal".
A verdade é que as duas cervejas são líderes, dependendo da perspectiva com que se olha para os números do mercado. A Super Bock ganhou no acumulado do ano, registrando uma quota de 45,1 por cento, contra 43,6 por cento da rival. E a Sagres ganhou no último bimestre analisado (Outubro e Novembro do ano passado), com uma quota de 45 por cento. Nesse período, a marca da Unicer ficou-se pelos 44,2 por cento.
Num comunicado enviado pela Central de Cervejas, a empresa refere que a Sagres "recuperou a liderança cerca de 20 anos depois", graças ao reforço de posição no canal não alimentar (hotéis, restaurantes e cafés, por exemplo) e na grande distribuição. Foi nesse contexto que avançou com a campanha de publicidade protagonizada pelo seu presidente e avaliada em três milhões de euros.
António Pires de Lima, presidente executivo da empresa nortenha, detida em 44 por cento pela cervejeira dinamarquesa Carlsberg, nunca negou que estava a perder terreno para a concorrência. Aliás, foi também por isso que avançou com uma reestruturação interna, logo quando entrou na Unicer, em Julho de 2006.
No total, a operação de emagrecimento, que culminou com o despedimento de 700 pessoas, custou 45 milhões de euros. "Caso contrário, teríamos dificuldade em manter rentabilidade face a um concorrente tão dinâmico", admite o gestor em entrevista.
Para medir forças com uma concorrência cada vez mais feroz, o gestor pôs em xeque os resultados financeiros. Os lucros da Unicer vão ficar-se pelos 20 milhões de euros em 2008, quando, um ano antes, chegavam aos 27,4 milhões de euros. O resultado "foi muito afetado pelos custos de reestruturação", explica. Em termos de negócio global, a empresa cresceu três por cento em valor, faturando agora de 472 milhões de euros.
A Central de Cervejas não apresenta resultados oficiais, por política interna do seu acionista - a holandesa Heineken. Os últimos dados conhecidos remetem para o primeiro semestre de 2007, quando anunciou vendas de 229,1 milhões de euros e um crescimento de 72 por cento em termos de "cash flow" operacional. Para Pires de Lima, o mistério em torno da situação financeira da sua concorrente explica os ganhos de quota de mercado.
"Os dados que temos da Central de Cervejas apontam para prejuízos em 2007 e 2006 de 40 milhões de euros e, de acordo com informações de casas de investimento, o 'cash flow' que a Heineken atribui a Portugal para 2008 e para 2009 é inferior a 50 milhões de euros. O da Unicer ronda 90 a 100 milhões de euros", afirma. É nestes resultados que sustenta a teoria de que a dona da Sagres anda "a comprar quota de mercado".
Visões diferentes
No entender do gestor, a empresa liderada por Alberto da Ponte tem feito "investimentos despropositados" em marketing, ações comerciais e redução de preços para angariar pontos de venda no canal não alimentar, o que se reflete na quota de mercado, uma vez que esses estabelecimentos, ao contrário do que acontece nos hipermercados, passam a vender apenas a marca Sagres.
A Central de Cervejas não se mostrou disponível para comentar estas acusações, nem para revelar dados financeiros, uma vez que se encontra impedida de prestar declarações porque a Heineken, enquanto empresa cotada está prestes a divulgar os resultados de 2008. No relatório e contas apresentado anualmente pela empresa ao Ministério da Justiça, verifica-se que gera prejuízos, pelo menos, desde 2006.
Em 2007, o resultado líquido assinalava perdas de 16,6 milhões de euros. No documento, a subsidiária da cervejeira holandesa explica que foram deduzidos 35 milhões de euros aos lucros, relativos a amortizações do valor de trepasse ("goodwill"), relacionadas ainda com a aquisição da empresa aos colombianos da Bavaria pelo consórcio português da VTR, no ano 2000. Se este montante não tivesse sido subtraído, a empresa, segundo o seu relatório e contas, daria lucros de 18,4 milhões de euros.
O argumento da Unicer é que a liderança serve de pouco, se não houver sustentabilidade. No entanto, também a empresa de Pires de Lima se envolve nesta guerra de quotas. "É um tema de motivação interna e de escala, mas é preciso saber como é que as posições são conquistadas", refere. No fundo, ser número um não serve para abrir mais portas na rede de distribuição, não ajuda na expansão internacional, nem sequer é suficiente para cair nas boas graças dos acionistas. Como o próprio ex-presidente da Compal descreve, trata-se de um discurso "esquizofrênico" e "egocêntrico".
Estratégias semelhantes
Com o abrandamento do mercado doméstico, o negócio não se faz crescendo, mas sim roubando espaço à concorrência. Em 2008, de acordo com a consultora AC Nielsen, beberam-se menos sete milhões de litros de cerveja em Portugal. E, deste consumo, cerca de cinco por cento já está nas mãos das marcas próprias da grande distribuição.
Unicer e Central de Cervejas, donas de praticamente 90 por cento do mercado, terão, certamente, outras preocupações que não apenas a liderança.
No entanto, têm-se dedicado intensamente a esta guerra. Uma das armas mais utilizadas foi a da inovação, numa altura em que o mercado ainda permitia esse luxo. Há dois anos, era de crescimento que se falava e não havia lugar para a palavra crise.
Só em 2006, a Unicer e a Central de Cervejas lançaram nove produtos novos. Alguns acabaram por revelar-se uma má aposta, como foi o caso da Sagres Chopp (que só esteve no mercado pouco mais do que um ano) e da Super Bock Twin (cujo nome teve de ser mudado para Sem Álcool).
O foco nas cervejas (e também nas águas, com as marcas Vitalis, da Unicer, e Luso, da Central de Cervejas) obrigou a decisões difíceis.
As grandes vítimas foram os ativos complementares. A empresa de Alberto da Ponte optou por vender o negócio dos sumos, protagonizado pela marca Joi, à Schweppes, e Pires de Lima está a fechar um acordo para gerir, em regime de sociedade, os cafés Bogani e já conseguiu encontrar investidores para explorar os seus projetos turísticos.
Nos últimos tempos, esta batalha tem tido contornos de causa-efeito, com estratégias pouco divergentes - da investida em Angola, onde ambas pretendem construir fábricas e produzir marcas locais, até a campanha de publicidade agora lançada. E criou, inclusivamente, um clima de conflito entre as duas empresas, com direito a acusações de parte a parte e a queixas sucessivas contra publicidade e patrocínios indevidos.
A Unicer diz-se "diferente" porque é uma empresa "nacional", que não tem a estrutura de uma multinacional por trás que possa dar mais fundo de maneio à operação; porque tem uma estratégia de "portfólio de marcas" de cerveja (Super Bock, Cristal e Carslberg); e porque tem uma política de resultados "transparente".
A Central de Cervejas, que já está em mãos estrangeiras desde que, em 2003, a escocesa Scottish & Newcastle entrou no capital, tendo passado para a Heineken no ano passado, está a roubar espaço à rival. Conquista que diz refletir uma "evolução sustentada", baseada numa forte estratégia de patrocínios e marketing.
O próximo ano não vai ser fácil para ambas e a entrada definitiva em Angola, uma saída para a quebra do mercado doméstico, ainda está a alguma distância. O mais natural é que esta guerra esteja para durar. Quem sabe, mais 20 anos.
Fonte: Público PT - Suplemento de Economia, por Raquel de Almeida Correia - 06/02/2009
Impacto dos impostos para bebidas
Assim que forem consumidos os estoques restantes de bebidas frias (cervejas, água e refrigerantes) nos estabelecimentos varejistas gaúchos, será possível sentir o impacto dos impostos para a categoria, implantado em 1º de janeiro. Conforme decisão da Receita Federal, o aumento médio repassado ao consumidor, decorrente da elevação de tributos como IPI, PIS e COFINS, chegará a 10%, dependendo da marca do produto – no caso do chope, por exemplo, pode chegar a 25%.
Como muitos empreendimentos trabalham com estoques para 30 ou 60 dias, o impacto das bebidas mais caras deve chegar ao caixa pelo menos no carnaval, quando novas aquisições já terão sido feitas e o consumo sobe cerca de 25%.
No entanto, conforme João Antonio Langoni Kle, vice-presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Porto Alegre (SindiPoa), negócios menores podem repassar a alta ainda mais cedo. "Empreendimentos de pequeno porte compram quinzenal ou até semanalmente, e serão obrigados a repassar os aumentos quando adquirirem as mercadorias por um preço mais alto", pondera.
O aumento será variável conforme marca e tipo de embalagem. Quanto maior e mais cara a bebida, maior também será sua alíquota. A justificativa para a elevação está na ausência de reajuste dos impostos do grupo desde 2002, no caso do IPI, e de 2004, no caso de PIS e COFINS.
Fonte: Jornal Correio de Notícias - 06/02/2009
Descubra como a cerveja, bebida milenar e extremamente popular, é produzida
A cerveja é objeto de desejo e até de inspiração para poetas boêmios. Mas como é produzida esta bebida milenar e extremamente popular? A resposta está bem perto, em Igrejinha, numa das 13 unidades da Schincariol no País. Mas o que é consumido em poucos minutos, em uma animada conversa de bar com os amigos, leva cerca de 20 dias para ficar pronto. Entretanto, bem antes de chegar ao consumidor, qual é o passo a passo da fabricação da cerveja? A receita é complexa. Para chegar ao produto final, são necessárias quatro matérias-primas: água, malte, lúpulo e fermento. A cerveja nasce dessa combinação e transformar isso em paixão nacional é uma arte. E aí é que entra a receita que vem sendo depurada há séculos e séculos.
Conforme o gerente industrial da fábrica de Igrejinha e mestre cervejeiro Valdomiro Francisco Zaia, a etapa inicial é a de maceração. Malte moído e água são misturados e aquecidos lentamente, até 76 graus centígrados. “Isso é feito para que ocorram reações enzimáticas de quebra de moléculas de açúcares, proteínas e outras substâncias”, revela. Em seguida, vem a etapa de clarificação, na qual o bagaço é separado do líquido – agora chamado de mosto. Ao mosto, é adicionado o lúpulo, extraído de uma planta trepadeira que confere o sabor amargo e o aroma característicos da bebida e um “tempero” que diferencia uma cerveja da outra e é mantido literalmente trancafiado em cofres.
Fervura
Na seqüência, ocorre o processo de fervura. “Esta etapa é muito importante para infusão do lúpulo, esterilização do mosto, precipitação de moléculas e volatilização de aromas indesejáveis e concentração do mosto”, enfatiza. O mosto é então resfriado à temperatura de fermentação (aproximadamente 12 graus centígrados para as cervejas Lagers e 20 graus centígrados para as Ales).
Após, o fermento é adicionado e começa o processo de fermentação, que dura, em média, de cinco a sete dias. É durante a fermentação que o açúcar do malte será transformado em álcool e gás carbônico pelo fermento. Então, resfria-se o tanque a zero grau e começa o processo de maturação. Ao término da maturação – que pode durar de sete a 30 dias ou mais, dependendo do estilo de cerveja – o líquido é filtrado e envasado em barris, no caso do chope, ou envasado em garrafas e latas e posteriormente pasteurizadas, no caso da cerveja. A etapa seguinte também é a mais saborosa: a degustação pelo consumidor que, sempre vale o lembrete, deve ocorrer de forma moderada.
A tradição do mestre cervejeiro
O paulista Valdomiro Francisco Zaia, 53 anos, tem um emprego invejado por muita gente, em que jamais será recriminado por beber em horário de trabalho. Ele é um representante da nobre tradição dos mestres cervejeiros. Mas diferentemente do que alguns possam imaginar, ele não passa o dia inteiro bebendo: a função demanda enorme responsabilidade, até porque é gerente industrial da unidade de Igrejinha. Profissão que não é atrapalhada nem pela Lei Seca, pois ingere pequenas quantidades diárias, rapidamente absorvidas pelo organismo. Formado pela Universidade Politécnica de Madrid, com mestrado em Cerveza e Malta, atuou durante 18 anos na Brahma/Skol e há 16 está no Grupo Schincariol.
Qual a reação das pessoas, principalmente fora do seu local de trabalho, quando você revela ser mestre cervejeiro?
Valdomiro Francisco Zaia - Sempre é muito gratificante, principalmente quando se fala em degustação de cerveja. No Brasil, realmente as pessoas admiram o mestre cervejeiro e demonstram curiosidade sobre a profissão, imaginando que bebemos cerveja o dia todo.
Quais são, mais precisamente, o papel e a importância do mestre cervejeiro?
Zaia - O mestre cervejeiro deve conhecer tecnicamente o processo da fabricação da cerveja, além de controlar todo o processo produtivo, desde a recepção de matérias-primas até o envase do produto final, garantindo a qualidade de todas as etapas do processo.
O que diferencia uma cerveja de outra?
Zaia - É a sua receita. Cada cerveja possui tipos de lúpulo, malte, fermento e processo fabril distintos.
Qual a melhor que você já tomou?
Zaia – A melhor cerveja que tomei e tomo é a Nova Schin. Das importadas que já provei, a que mais aprecio é a Heineken de Madrid. Várias indústrias estão investindo mais no malte para deixar a cerveja brasileira – que muitos acham “aguada” – mais com gosto das alemãs.
Qual a sua avaliação?
Zaia - Isso é um bom sinal de resgate das boas tradições cervejeiras alemãs. Paralelamente à elevação da qualidade do produto, vem também a elevação de preço, já que malte é mais caro que cereais não-maltados. O povo brasileiro ainda não tem o hábito de consumir e apreciar cerveja encorpada só de malte.
A cerveja brasileira está perto de figurar entre as melhores do mundo?
Zaia - Para o nosso clima, a cerveja brasileira já pode ser considerada a melhor do mundo. Além disso, temos no nosso portfólio de cervejas a Eisenbahn, a cerveja brasileira mais premiada internacionalmente, e a Baden Baden, que acabou de receber seu primeiro ouro no concurso European Beer Star Awards, na categoria Dry Stout.
Saiba Mais
Há cerca de 20 mil tipos de cervejas no mundo, conforme o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV), que representa 47 fábricas. Juntas, elas geram 150 mil postos de trabalho no País. O Brasil, onde são fabricados anualmente 10,34 bilhões de litros, é o quinto maior produtor do mundo.
A cerveja é milenar e, bem antes de difundir-se na região da atual Alemanha, por volta de 3.500 antes de Cristo, em aldeias da Mesopotâmia – atual Iraque – já era consumido um líquido alcoólico fermentado produzido a partir de cereais imersos em água.
Pesquisadores acreditam que os sumérios e os babilônios já produziam 20 tipos de cervejas. Mas foi no Egito que a bebida começou a ser feita em larga escala e teria sido distribuída aos trabalhadores que ergueram as pirâmides.
No século I d.C., a cerveja já era produzida na região da Alemanha e França, na Idade Média, passou a ser feita nos mosteiros, período em que os monges adicionaram o lúpulo, conferindo o sabor levemente amargo à bebida, diferentemente das antigas civilizações, que apenas adicionavam água ao malte e aromatizantes (como a camomila, a canela ou o gengibre) depois fermentavam a mistura.
Atualmente, as cervejas podem ser divididas em duas grandes famílias: Ale (cervejas de alta fermentação) e Lager (baixa fermentação, os mais populares no Brasil). As cervejas são classificadas pelo teor de álcool e extrato, pelo malte ou conforme o tipo de fermentação.
Fonte: Diário de Canoas - Notícias Geral - Curiosidades, por Adair Santos - 08/02/2009
Samba, folia e cerveja para afastar a crise
Antes mesmo de o Carnaval chegar os blocos já estão na avenida: pelo menos os publicitários. Além de a indústria da bebida investir em anúncios temáticos, a folia também serve para as empresas "estreitarem" relações - como se diz no jargão marqueteiro - com seus consumidores por meio de patrocínio a festas de Carnaval. E, segundo as companhias, a "crise" não é motivo para arrefecer os investimentos. O verão representa 30% da produção anual da indústria cervejeira, e os dois meses de pico de consumo são as festas de final de ano e as pagãs. O setor de bebidas é um dos que mais investem em publicidade no País.
Em 2007, foram R$ 843,3 milhões, segundo a publicação Agências e Anunciantes, do Grupo Meio & Mensagem. Para este Carnaval, enquanto algumas empresas "congelam" os valores investidos em relação a 2008 - tanto no patrocínio das festas ou na publicidade - outras aumentam até 25%.
Investimento reforçado Com a liderança no mercado carioca, a Antarctica está apoiando, neste ano, 33 blocos de rua e seis escolas de samba no Rio de Janeiro. Segundo Ricardo Azevedo, gerente de setor da Antarctica, o investimento aumentou 25% em 2009, "acompanhando o crescimento do Carnaval do Rio". A marca foi uma das poucas a elevar o valor empregado. Além do patrocínio, a cerveja também investiu quase 100% mais em mídia neste ano - em 2008 "estava tímido", segundo Azevedo. A empresa, no entanto, não revela os investimentos. Os anúncios, que já estão no ar, promovem o Carnaval de rua e incluem programetes que mostram o funcionamento de uma escola de samba. Os clientes da marca no estado também podem comprar latas com a embalagem alusiva à festa.
O Grupo Schincariol está presente nos dois maiores carnavais do Brasil: Rio de Janeiro e Salvador. A indústria está investindo valor semelhante ao de 2008: R$ 50 milhões, que incluem a presença nestes dois eventos, na transmissão do Carnaval carioca pela televisão e também em ações nas praias, durante o período. Este é o nono ano em que a marca investe na Bahia e o sexto no Rio.
"A cerveja Nova Schin nasceu com o conceito de alegria, jovialidade, de ser democrática. E isso tem a ver com o Carnaval", afirma Marcel Sacco, diretor de marketing do grupo. Ele lembra que o período é o de concentração de multidões e, portanto, de alto consumo. O investimento no Rio se justifica pela visibilidade nacional. Latas temáticas Além dos patrocínios, a indústria está com três latas temáticas - no ano passado foi apenas uma nacional: uma para a Bahia, outra para Pernambuco - onde patrocina a festa de Bezerros - e uma de abrangência nacional, ações nas principais praias do País e mídia (que começou ontem e vai até o fim do mês, incluindo TV, rádio, internet e externa).
A liderança em regiões também determina as ações da Brahma e Skol. Principal cerveja consumida em São Paulo, a Brahma patrocina pelo terceiro ano consecutivo o Carnaval da capital - já no Rio de Janeiro é o 19° ano com camarote. A forte presença no Nordeste faz com que a Skol patrocine os carnavais de Recife e Olinda, incluindo o Galo da Madrugada, além de 30 trios elétricos em Salvador. No Nordeste serão 14 milhões de latas temáticas, das quais 3 milhões destinadas à folia pernambucana e o restante para a baiana. Os investimentos das duas marcas continuam os mesmos do ano passado. "O Carnaval ajuda a gente a consolidar a liderança e é um momento importante de consumo. Ele nos aproxima do consumidor", diz Sandro Bassilli, diretor de eventos da AmBev. Em São Paulo, a marca está indiretamente presente por meio do Camarote Bar Brahma. "O plano de patrocínio já está fechado para os próximos três anos", diz Caire Aoas, diretor da BB House, organizadora do camarote. Aproveitando o "Ano da França no Brasil", a Pernod Ricard Brasil está com ações no Carnaval carioca. "É a primeira vez e isso ocorre por causa do Ano da França no Brasil", explica Bruno Correa, gerente do grupo do segmento de Luxo da Pernod Ricard Brasil.
Assim, a marca de champagne Moam Cordon Rouge patrocina a vinda do Mouling Rouge para o Brasil - o grupo de dança estará presente no desfile da Grande Rio e também se apresentará em um baile de máscara (Bal Masqué, no Hotel Sofitel, no Rio de Janeiro).
As ações de patrocínio são divididas com outras duas marcas do grupo: as vodcas Absolut e Orloff. Correa diz que o investimento é em imagem de marca e a escolha do Rio se deve à importância turística.
Força nordestina Já a marca Montilla, do mesmo grupo, patrocina pelo 16° ano seguido a folia em Pernambuco, investindo R$ 2,5 milhões. Entre as ações estão cantores como Elba Ramalho, Toni Garrido e Geraldinho em um trio elétrico.
Eric Sampers, gerente de grupo do segmento tradicional da Pernod Ricard Brasil, explica que, como a maior parte das vendas da marca ocorrem no Nordeste, as ações se concentram nesta região. "Conseguimos isso (o volume de vendas) por meio de uma aproximação com o consumidor de lá", diz. Além do Carnaval, a marca patrocina também as festas de São João. Sampers diz que, neste ano, a marca não patrocina o Carnaval de Olinda - apenas o Galo da Madrugada no Recife - mas que, apesar disso, o investimento é 15% superior porque aplicou um volume maior em mídia. Entre as ações estão campanhas nos principais três estados para a marca: Ceará, Pernambuco e Paraíba.
Fonte: Gazeta Mercantil – Indústria - Página C8 – 09/02/2009
Crise exige um CADE mais ágil, diz presidente
Arthur Badin, presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), arrancou risos dos 85 empresários e executivos que o ouviam ontem, em São Paulo, durante almoço promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil (CCFB), no qual era o convidado principal. "Agora que eu já terminei de falar, podemos abrir para perguntas, mas vou pegar a minha sobremesa primeiro", disse ele, de olho no doce que levava o sugestivo nome de "Escândalo de Chocolate". Não se sabe se a iguaria foi feita ou não com ingredientes da Garoto ou da Nestlé - que em 2002 anunciaram a compra da primeira pela segunda, em uma operação que ainda está sob análise do ponto de vista concorrencial -, mas o assunto desperta o apetite do novo presidente do CADE, que assumiu o cargo em novembro.
Para Badin, uma das principais vantagens da nova lei de defesa da concorrência, hoje no Senado, está na análise prévia de atos de concentração. "Assim não teremos casos em que a gema está tão misturada com a clara que fica impossível separar", diz ele, referindo-se ao trâmite atual, que relega ao CADE a missão de analisar a concentração depois do anúncio da fusão ou aquisição.
Questionado se a compra da Garoto pela Nestlé é um desses casos indissociáveis, Badin responde que não.
"A operação só foi fechada porque havia um acordo de preservação da reversibilidade do negócio, portanto, ainda é possível separar clara e gema", disse, enquanto degustava a sua sobremesa.
Mês passado, dois desembargadores de Brasília votaram a favor do reenvio do processo ao CADE para que seja reapreciado. O julgamento, porém, está interrompido porque o juiz pediu vistas.
Em ano de crise, no entanto, o órgão de defesa da concorrência acredita que terá de se debruçar sobre setores que vão muito além das guloseimas.
Para Badin, o atual cenário econômico pode incentivar não só novas fusões e aquisições, como também práticas anticompetitivas, a exemplo de operações de cartel (quando empresas se juntam para impor preços ao consumidor ou fixar cotas de produção) e de truste (oligopólio). "Por isso esperamos que o Senado aprove em breve a nova lei (PL 3937/04, de autoria do deputado Ciro Gomes), que já recebeu a aprovação da Câmara dos Deputados", diz Badin.
Na Câmara, lembra o presidente do CADE, o projeto de lei ficou em plenário durante um ano. "Tomei posse em novembro passado e em dezembro a Câmara aprovou o PL", recorda. "Vou procurar sensibilizar os senadores para a urgência da aprovação nesse momento, que requer nova postura do governo em torno da defesa da concorrência". Badin acredita que, com a nova legislação, seja possível concluir 92% dos casos analisados pelo CADE em até 20 dias. Os mais complexos poderiam ser resolvidos em até 180 dias. Ele explica que a grande maioria dos casos analisados pelo CADE é simples, mas a resolução demora devido ao trâmite burocrático que envolve os três órgãos do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência - Secretaria de Direito Econômico (SDE), Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE) e o próprio CADE. Na nova estrutura, toda análise passa a ser feita pela superintendência geral do CADE. Embora precise da nova legislação para acompanhar com mais agilidade a economia, Badin avalia que a defesa da concorrência no Brasil vem se mostrando cada vez mais eficiente. "Em 2006, o CADE recolheu R$ 12 milhões em multas das empresas infratoras.
Em 2007 esse valor subiu para R$ 32 milhões e, no ano passado, foi a R$ 78 milhões", diz ele, que se esquiva, no entanto, de comentar uma das decisões mais controversas de toda a história do CADE: a aprovação, em 2000, da fusão que deu origem à AmBev, dona de marcas que somam cerca de 70% do mercado nacional de cervejas. "Não me sinto à vontade para falar de uma decisão da qual não tomei parte", diz.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 10/02/2009
Empresas investem em tecnologia contra o desperdício de água
Uma fábrica da AmBev investiu R$ 15 milhões para poder reaproveitar a água que é utilizada. Junto a outras medidas, a empresa economizou nove bilhões de litros nos últimos cinco anos. Em um prédio de outra empresa do Rio, a preocupação com o consumo de água começou na construção.
Na terceira reportagem da série que o Jornal Nacional apresenta, nesta semana, sobre a água, o repórter Paulo Renato Soares mostra empresas que investiram em tecnologia contra o desperdício.
Em uma linha de produção, ela é essencial. Um litro de cerveja ou de refrigerante tem cerca de 90% de água. Ingrediente nobre e também indispensável para fazer funcionar a indústria de bebidas.
A garrafa que chega da rua é lavada e esterilizada, é muita água. Mas o que você vê escorrer pelo chão, agora, não é mais desperdício.
Tubulações, reservatórios e bombas trazem de volta quase tudo o que vai pelo ralo. Com um investimento de R$ 15 milhões, uma fábrica da AmBev já reaproveita quase toda a água que utiliza.
Na pasteurização - processo que elimina microrganismos da cerveja - a água em altas temperaturas era jogada fora depois de usada.
Agora, com a instalação de tanques de resfriamento, dura até 30 dias. Tudo isso fez o consumo de água potável cair 22%, uma economia de 9 bilhões de litros nos últimos cinco anos. O que daria para abastecer uma cidade de 200 mil habitantes por um mês. E a empresa bateu uma marca. Em algumas unidades, em todo processo, são gastos 3,5 litros de água para produzir um litro de cerveja. Abaixo do índice mundial, de 3,75 litros.
Na fábrica do Rio de Janeiro, medidores digitais controlam o uso em cada etapa do processo. "Muitas vezes, algum deslize, algum problema no dia, pode comprometer a semana, um mês, então, a gente é bastante neurótico com esse tipo de controle, na verdade", afirmou Victor Genta, gerente de Meio Ambiente.
Em um prédio de outra empresa do Rio de Janeiro, a preocupação com o consumo de água começou ainda na construção. Com alto investimento e usando a tecnologia mais recente, tudo foi pensado para diminuir o impacto do forte calor carioca. E foi essa arquitetura inteligente que abriu caminho para uma grande economia.
A clarabóia controla a intensidade de luz dentro do edifício e os vidros da fachada receberam uma película que filtra os raios solares. Menos calor, menos uso da refrigeração e mais economia com o reaproveitamento da água da chuva.
O teto todo funciona como a boca de um funil. Calhas e ralos especiais recolhem cada gota que cai do céu. Nem aqueles pingos dos aparelhos de ar-condicionado são desperdiçados. No fim de um dia, só eles representam 3 mil litros. Tubulações levam a água para uma estação de tratamento no subsolo e depois para um reservatório, com capacidade para 225 mil litros. É essa água que abastece as descargas no banheiro e é usada em serviços de limpeza e jardinagem. Nas torneiras, sensores para controlar o gasto.
O investimento tornou a construção 10% mais cara do que um prédio convencional. Mas deu à Petrobras uma economia de 40% de água potável e um reconhecimento: foi o primeiro edifício do Rio de Janeiro a receber, ano passado, o selo do Conselho Norte-Americano de Prédios Verdes.
Responsabilidade que não fica só dentro dos limites das empresas preocupadas com meio ambiente. "Eu falo para Pedro, o meu filho, que a gente que economizar água, porque senão futuramente ele e os filhos dele é que vão perder com isso. A gente tem que ter a consciência de estar economizando agora para ter depois", disse Ariane Andrade, técnica de manutenção.
Na reportagem desta quinta, as iniciativas que deram certo no semiárido nordestino.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM964385-7823-EMPRESAS+INVESTEM+EM+TECNOLOGIA+CONTRA+O+DESPERDICIO+DE+AGUA,00.html
Fonte: G1 (Globo) – 11/02/2009
Skol lança latas temáticas para o carnaval pela F/Nazca
A maior folia do Brasil é o tema dos 12 modelos de latas que a F/Nazca criou para Skol. São 11 milhões de embalagens especiais com o slogan “A Mistura Redonda de Skol com o Carnaval”. A partir de 05 de fevereiro, Skol chega ao mercado nas doze novas versões.
As latas foram decoradas com a participação da marca nas principais cidades da folia.
Outra novidade é que as embalagens terão tinta termo sensível, que faz a seta mudar de transparente para azul, avisando o consumidor quando está gelada e redonda para beber.
Em Salvador, a Skol leva para a festa o Bloco Skol Folia, que mescla o swing nacional com o melhor da batida eletrônica internacional com os consagrados Djs David Guetta, Armin Van Burren e Pete Tong, além do badalado Camarote Skol.
Para apresentar as atrações inéditas e a presença da Skol nos principais blocos da Bahia, a marca lançou cinco latas decoradas na região. O estado da Bahia e os principais blocos, Chiclete com Banana, Asa de Águia, Jammil e Bloco do Harém, comandado por Alexandre Peixe, levam o nome as novas latas.
Já em Recife, que terá o Carnaval todo em amarelo e vermelho devido à ampla presença da Skol, ganha quatro novas versões da lata comemorativa. As cidades de Recife e Olinda, além do Galo da Madrugada, o maior bloco de rua que tem o patrocínio de Skol, estampam as embalagens.
A Skol também irá homenagear todo o brasileiro que irá curtir o Carnaval. Distribuído em todo o País, o latão com 473 ml será decorado com o tema da folia. Porto Alegre e Ouro Preto também estão entre as homenageadas e recebem latas com os nomes das cidades.
A criação é de Fabio Brigido, Michel Neuhaus, Marco Brito e Juliana Uchôa, com direção de criação de Fabio Fernandes, Eduardo Lima e Alexandre Soares.
Fonte: Revista Publicidad – 11/02/2009
Schincariol planeja investir R$ 1 bilhão em 2009
A cervejaria Schincariol planeja investir R$ 1 bilhão este ano em expansão, eventuais aquisições e propagandas, informou nesta tarde o diretor de marketing da empresa, Marcel Sacco. De acordo com ele, a quantia não mudou em relação à desembolsada no ano passado, apesar da crise financeira mundial e da perspectiva de uma possível redução de consumo de cerveja a partir do segundo semestre, na hipótese de haver mais desemprego no País.
Do investimento total programado para este ano, R$ 450 milhões serão destinados para ações de marketing, o mesmo volume de recursos aplicado em 2008 nessa área, incluindo a verba específica para o Carnaval, que somará R$ 50 milhões. Neste pacote estão os recursos para o camarote da Nova Schin, principal marca da cervejaria, na Marquês de Sapucaí - onde é a patrocinadora oficial, além dos carnavais de Pernambuco e Bahia.
No ano passado, a cervejaria investiu R$ 45 milhões para patrocinar os três eventos, estimou Sacco, que apresentou nesta tarde como será o camarote da Nova Schin no Carnaval do Rio em 2009. O evento foi realizado no hotel Copacabana Palace, zona sul do Rio.
"Essa crise de crédito e essa onda de pessimismo ainda não afetaram de verdade o consumo do dia a dia. Para nós, nem a cerveja nem os demais produtos tiveram algum impacto em função de crise", afirmou Sacco. O executivo avalia que só deverá haver alguma influência negativa no consumo de cerveja se houver um aumento do desemprego, com conseqüente redução da renda da população. De acordo com ele, a Schincariol registrou no ano passado crescimento de 20% tanto em receita quanto no volume de vendas da empresa no ano passado, em comparação com o ano anterior. A atual participação de mercado da cervejaria é de 13%, o que a coloca na segunda posição do ranking, atrás apenas da AmBev.
Já o crescimento do mercado de cervejas brasileiro foi de 5,5% no ano passado, disse Sacco, com um consumo total de cerca de 11 bilhões de litros. Este ano, o executivo diz que o mercado deve crescer menos do que na comparação de 2008 com 2007, mas não estimou uma porcentagem. Apesar disso, o diretor da Schincariol diz que a cervejaria não pensa em conceder férias coletivas e que não deverá reduzir a produção, de 4 bilhões de litros por ano incluindo todas as bebidas da empresa.
Fonte: Portal Exame – 11/02/2009
Molson Coors tem queda de 44% no lucro
A fabricante de bebidas Molson Coors Brewing divulgou ontem uma queda de 44% no lucro líquido do quarto trimestre, uma vez que os gastos menores por parte dos consumidores pressionaram os volumes na gigante das cervejas e as flutuações no câmbio prejudicaram os resultados. O lucro líquido da companhia caiu para US$ 96,8 milhões, ou US$ 0,44 por ação, no último trimestre, ante US$ 176,2 milhões, ou US$ 0,96, registrado no mesmo período um ano antes. O volume de cerveja vendido em todo o mundo caiu 4,2%.
Em uma entrevista para a Dow Jones Newswires, o principal-executivo da empresa, Peter Swinburn, disse que a companhia tem presenciado alguma estabilização dos volumes dos Estados Unidos em 2009. "Não estamos dizendo que somos à prova de recessão, somos resistentes à recessão", disse Swinburn. A indústria da cerveja é tradicionalmente vista como defensiva durante as recessões, mas os resultados da Molson Coors - juntamente com uma queda de volume da sócia na joint-venture americana, a SABMiller, segunda maior cervejaria o mundo, divulgada recentemente - levantou dúvidas quanto a com que profundidade a crise econômica global vai prejudicar a indústria da cerveja.
Fonte: Gazeta Mercantil – Indústria - Página C4 – 11/02/2009
Cervejaria japonesa cria cerveja de chocolate
A cervejaria japonesa Sapporo lançou em janeiro uma edição limitada de uma cerveja de chocolate.
Batizada de Chocolat Brewery, a cerveja é fabricada com malte torrado e cacau e tem sabor amargo de chocolate.
O kit com três latas de 350 ml custa cerca de US$ 16 (R$ 36).
Fonte: G1 (Globo) - Planeta Bizarro – 11/02/2009
Brahma comemora os 50 anos de Zeca Pagodinho
O cantor Zeca Pagodinho completa 50 anos no dia 4 de fevereiro e a Brahma preparou uma ação especial para brindar o aniversário do seu mais ilustre "brahmeiro". Foram produzidas 50 garrafas (600 ml) com rótulo comemorativo, que serão leiloadas no site Mercado Livre até 9 de fevereiro.
Além disso, a agência África criou uma campanha de internet, merchandising em televisão, mídia impressa e marketing direto, que convida o "brahmeiro" a entrar no site da marca e deixar uma mensagem de aniversário. O cartão com as mensagens escritas pelos "brahmeiros" será entregue ao cantor, em festa no dia 11 deste mês.
A verba arrecadada com a venda da Brahma Edição Limitada Zeca 50 Anos será doada à Escola de Música Mata Virgem. Fundada pelo cantor em Xerém, no Rio de Janeiro, a instituição ajuda na formação de novos músicos. As vendas desta série especial serão efetuadas exclusivamente no Mercado Livre.
Todas as 50 garrafas numeradas (01/50 a 50/50) e autografadas pelo cantor serão leiloadas, separadamente, a de número um, a de número 50 e quatro lotes de 12. Ao total, portanto, são seis oportunidades de lances da série mais exclusiva já feita pela Brahma.
Os "brahmeiros" cadastrados no site da marca começam a receber e-mail convidando para o leilão e também para deixar os parabéns a Zeca Pagodinho. As mensagens podem ser postadas até as 12 horas do dia 10. Até o dia 11, peças de jornal e merchandising na TV, com o apresentador Milton Neves, divulgam a campanha. A partir do dia 13 de fevereiro, quem entrar no site da Brahma poderá conferir como foi o momento da entrega do cartão.
Fonte: Revista Publicidad - 12/02/2009
Acusada de depreciar marca da AmBev, Schin é inocentada
A Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) acionou na Justiça a Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes S.A. e a Fisher América Comunicação Total (agência de publicidade) sob a acusação de publicidade depreciativa. O pedido, no entanto, foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que entendeu não existir alusão comparativa negativa à marca da AmBev, a cerveja Brahma, em propaganda da Schin.
Na ação inicial encaminhada à Justiça paulista, a AmBev pleiteava indenização por danos morais e materiais por conta de uma propaganda veiculada em jornais de grande circulação com "cunho comparativo entre as fabricantes de cervejas". Em primeira instância, na 27ª Vara Cível do Fórum João Mendes, a AmBev perdeu. Recorreu, mas perdeu novamente no tribunal.
No entendimento da Turma do TJ paulista, a propaganda da Schincariol "faz uma retrospectiva do que tem ocorrido entre as duas fabricantes de cerveja", relembrando o episódio envolvendo o cantor Zeca Pagodinho. Em 2004, a AmBev contratou o compositor, até então garoto-propaganda de sua concorrente Schincariol, para estrelar a nova campanha da Brahma. O relator do caso foi o desembargador Natan Zelinschi de Arruda "O conteúdo publicitário faz referência expressa ao ator simpático e carismático, além de mencionar expressamente 'Zeca Pagodinho' na parte direita superior da publicação em questão [no que se refere ao símbolo das duas empresas]. Assim, não vislumbra que o caso tivesse sido desviado para outra demanda, mas, ao contrário, o conteúdo publicitário que originou a demanda faz trocadilhos, bem como comparações, ou seja, destaca a propaganda competitiva, além de ressaltar a beligerância existente entre as cervejarias (...). A publicação se caracteriza pelas sutilezas existentes no mercado de publicidade mesmo porque os comerciais de cerveja têm cunho humorístico e, na maioria das vezes, abrangem interpretações dúbias", ressalta o acórdão.
Sem depreciação
Especialistas em propriedade intelectual ouvidos pelo DCI concordam. "Publicidade comparativa não denigre marca, não confunde o consumidor. Todo mundo sabe como iniciou a disputa entre as empresas envolvendo o Zeca Pagodinho. Ironia pode ser permitida, paródia também. Depreciação que é ilícita, e isso não ocorreu. Não pode induzir o consumidor à confusão, mas isso parece não ter ocorrido", afirma o advogado Alexandre Lyrio, do Castro, Barros, Sobral, Gomes, Advogados. No entendimento dele, na briga entre as cervejarias levada à Justiça há o elemento da subjetividade. "Existe uma alusão na cabeça do consumidor em relação a essa ou outra cerveja. É a livre concorrência, é válido. A decisão foi correta", aplaude.
De acordo com o advogado Rodrigo Azevedo, sócio do Silveiro Advogados, para regular esse tipo de discussão existe o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e a Lei de Propriedade Intelectual.
“Elas protegem contra a concorrência desleal, para que exista a proteção entre as marcas com o objetivo de evitar que alguma delas seja denegrida. Publicidade comparativa ainda é um tema polêmico porque não há regulamentação em lei, diferente do que acontece nos Estados Unidos, que aceita essas situações", comenta. O especialista aposta na competição saudável.
"A tendência no Brasil é ter cada vez mais liberalidade no tema. Isso é bom desde que existam dois elementos fundamentais: veracidade e objetividade. Com eles, é saudável para o mercado e para os consumidores", completa o especialista.
Estrangeira
Além de contestar semelhanças com a marca que produz na propaganda da cerveja Schin, a AmBev argumenta que a concorrente qualificou a Brahma como "cerveja estrangeira" e que essa informação também era uma forma de xenofobia. A Cervejaria Schin é integralmente brasileira, enquanto a produtora de cerveja Brahma teria a participação acionária de estrangeiros, por si só, em nada altera o patrimônio empresarial de nenhuma das empresas e, ainda assim, a referência sobre a Bélgica não implica o aspecto xenófobo alegado, já que é público e notório serem os chocolates belgas muito apreciados no Brasil", afirma o desembargador Natan Zelinschi de Arruda, em acórdão, que contou com a participação dos desembargadores José Carlos Ferreira Alves e Álvaro Passos. O relator da decisão afirma que a AmBev não tem direito a danos morais e materiais já que o "ataque odioso" mencionado pela empresa na ação movida contra a concorrente é uma "alegação inócua.
"O acórdão vai na linha de que houve disputa e não concorrência desleal que, para ser configurado, exige várias condutas, não apresentadas pela Schin", argumenta Alexandre Lyrio.
Da decisão, ainda cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Procuradas pela reportagem, ambas as empresas afirmaram que não comentam processos em andamento.
Fonte: DCI (Diário Comércio Indústrial) - Judiciário, por Marina Diana – 12/02/2009
Novos estilos e sabores
A cerveja faz parte da vida do brasileiro. Sob o sol dos trópicos, aprendemos a tomar a “loira gelada” para refrescar e descontrair ao fim do dia. Mas esta concepção tem mudado, o consumidor brasileiro passou a descobrir as cervejas gourmet, feitas artesanalmente, com ingredientes selecionados e em uma infindável gama de estilos, já tradicionais no Velho Mundo.
“O consumidor está cansando da cerveja comercial e procura alternativas nas cervejas especiais. Eu comparo com o que aconteceu com o vinho há alguns anos. É uma cultura que tem crescido e se refinado cada vez mais”, afirma Iron Mendes, membro da Associação de Cervejeiros Artesanais do Paraná (AcervA-Pr). Segundo ele, o mercado das cervejas gourmet tem crescido tanto no consumo quanto na produção. Estima-se que a produção nacional de cerveja gourmet represente 4,5% do total de 10,34 bilhões de litros anuais, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja.
Para um dos mais renomados especialistas em cervejas do Brasil, Edu Passarelli, o país está passando por profundas mudanças no modo de pensar a bebida. “O Brasil vive uma revolução gastronômica. Temos procura por bons cafés, queijos e azeites. A cerveja não ficou fora e a que domina o mercado é muito neutra para agradar paladares mais refinados”, diz.
Muito prazer, cerveja
O universo da cerveja se divide em famílias, dentro das quais se destacam diversos estilos, definidos pelos ingredientes utilizados e pelos processos de fabricação. A separação mais usual é feita em três famílias: as Lager, as Ale e as Lambic. A diferença fundamental é o grau de fermentação.
As Lagers (diz-se “láguers”) são cervejas de baixa fermentação, mais leves. São desta família a Pilsen (estilo mais consumido no Brasil), a Munich, a Oktoberfest, a Bock e a Rauchbier. “As Lagers variam mais na quantidade e qualidade de matéria-prima utilizada, como o lúpulo, mas não tem notas tão complexas”, diz Alexandre Willerding, da Cervejaria da Villa, casa em Curitiba especializada em cerveja gourmet, com mais de 80 rótulos no balcão.
As Ales (lê-se “êils”) são cervejas de alta fermentação, é uma família das grandes que inclui as cervejas de trigo, as Weiss, as Porter, as Pale Ale, as Stout e as Trapistas. “As Ales já trazem características destacadas na fermentação, como os toques frutados, condimentados. São bastante aromáticas”, diz Passarelli.
As Lambic (lê-se lambiquis) são cervejas belgas de fermentação espontânea. Algumas têm a adição de frutas, como a cereja (conhecidas por Kriek) e a framboesa (chamadas de Framboise). Diz a lenda que os porões onde a cerveja é armazenada para fermentar nunca são limpos, para manter uma quantidade boa de fermento natural no ar.
Como se serve
Para apreciar uma cerveja por completo, alguns fatores precisam ser observados. A temperatura ideal – nem sempre vale o nosso “estupidamente gelada” –, o modo de servir e o copo são fundamentais. A maioria das cervejarias produz também os copos adequados para cada estilo de sua linha.
O chef e especialista em cervejas do Carocha Bar, Luiz Fernando Pacheco, explica a regra básica. As Ales necessitam de copos mais abertos (às vezes, lembram taças de sorvete), como os usados para a degustação de Strong Golden Ale, Trapistas e Abadias, enquanto as Lagers podem ser servidas em copos mais simples, de boca estreita, as conhecidas tulipas. “As Ales têm notas mais complexas que só se apresentam quando a cerveja é servida na temperatura e copo ideais”, afirma.
Os canecos (também chamados de Steins) têm efeito decorativo, produzidos especialmente para cervejas festivas, como a Märzen, estilo alemão fabricado apenas para as Oktoberfest, tradicionais festas alemãs. Os populares pints ingleses – copos bojudos de 568 ml e com boca larga – são indicadas para Stouts e cervejas de malte torrado, ricas em espuma, como a irlandesa Guinness.
Sabor
A degustação começa ao abrir a garrafa e é dividida em várias etapas:
Auditiva
Pelo som que ela produz é possível perceber se ela é bastante carbonatada (se tem bastante gás carbônico) ou não.
Visual
Sua cor é classificada, variando entre tons de amarelo, dourado, âmbar e marrom. A espuma é observada quanto à densidade e persistência. No fundo do copo, pode haver sedimentos indicando não-filtragem.
Olfativa
Com o nariz todo dentro do copo, após um leve balanço, é possível sentir os aromas que a cerveja exala, variando entre notas como banana, herbáceo, condimentos, torrefação e defumado.
Gustativa
Na melhor parte da degustação a cerveja apresenta sabores que remetem a notas variadas, podendo ser torradas e café nas escuras; defumadas nas Rauchbiers; cravo nas Weiss; picante nas Ales e até madeira nas de guarda. O corpo (presença de álcool) e acidez dada pela fermentação também são sentidas. O retrogosto é avaliado pela persistência de sensações refrescantes ou secas no céu da boca.
Fonte: Cervejaria da Vila, por Alexandre Willerding (sócio)
A variedade de copos impressiona
Estreitos e curtos, ao estilo Kölsch (de alta fermentação) para degustação rápida e gelada, ou altos e abaulados, como os das cervejas de trigo. A parte côncava próxima à boca faz com que a cada virada do copo, o líquido e os sedimentos se misturem. “O ideal para servir a Weiss é primeiro colocar lentamente o líquido e ao final agitar a garrafa para misturar o corpo de fundo, já que não são filtradas”, comenta Juliana Stavnetchei, também do Carocha. Os copos para Weiss em geral são grandes, com meio litro, para que caiba todo conteúdo da garrafa.
Espuma
A espuma depende do modo como a cerveja é servida no copo. Juliana indica que o apreciador, se for consumir em casa, procure saber um pouco mais sobre o rótulo e o estilo da cerveja. Algumas, como as Porter, requerem que se faça espuma, sem inclinar o copo. Outras como a Guiness (que vem com um mecanismo dentro da lata, que libera nitrogênio quando aberta) devem ser colocadas delicadamente. Já a Dry Hoper Eisenbahn 5, edição comemorativa que virou série, requer o mínimo de espuma ou se torna muito amarga. “É interessante saber mais sobre a cerveja que você comprou, como é servida e o que acompanha bem”, diz.
Harmonização
Com as cervejas figurando nas cartas de restaurantes de alta gastronomia, a harmonização se torna um prazer à parte. Além de ser consumida sozinha, a cerveja acompanha pratos requintados e complexos.
Algumas cervejarias têm investido em cervejas específicas para esse fim. A catalã Estrella Inedit, da cervejaria Damm, foi produzida em parceria com o renomado chef Ferran Adrià, especialmente para acompanhar pratos da alta gastronomia. A catarinense Eisenbahn também traz a Lust, uma cerveja produzida pelo método champenoise. Ambas tem apresentação em garrafas semelhantes às de champanhe, servidas em taças do tipo flauta ou para vinho branco.
A regra da harmonização, segundo o chef Gui Barán, professor do Espaço Gourmet, escola que dá cursos de gastronomia em Curitiba, é a mesma adotada para os vinhos: os sabores podem se complementar ou sobressair, para valorizar os aromas. “A cerveja é bem versátil, consegue acompanhar diferentes pratos”, comenta.
Ele explica que, quanto mais complexo o prato, mais complexa a cerveja que o acompanha. Pratos leves de verão, como o camarão, harmonizam com cervejas refrescantes, como Pilsen ou Weiss, ao passo que as Bock e as Trapistas – tradicionais cervejas belgas produzidas por monges há mais de cinco séculos – exigem pratos mais requintados.
Barán sugere três harmonizações: a primeira é bem brasileira, feijoada com a Colorado Demoiselle, uma porter adicionada de café. A Eisehbahn Kölsch, da família das Ales germânicas, acompanha camarão e fava de ervilha abraçadinhos. As sobremesas também podem ganhar o acompanhamento. “Algumas são excelentes para serem degustadas com doces”, diz o chef, que indica a belga Urthel Tripel com um abacaxi flambado com crema de aceto balsâmico.
Cerveja em casa
Para alguns, a paixão da cerveja vai além de tombar o copo rumo à boca. Trata-se de um complexo processo químico que exige muita paciência, critério e estudo: o home brewing, a arte de fazer cerveja em casa.
O químico Samuel Cavalcanti, recifense, há 18 anos em Curitiba, conta que a paixão por fazer cerveja surgiu como um hobby e já está quase virando profissão. Após compor uma biblioteca sobre o tema, ele montou uma microcervejaria, a Artesam. Alguns estilos saem em pequena escala, apenas para degustação, mas ele prepara a comercialização de uma exótica Brown Ale com pinhão. “Percebi que, como o pinhão é rico em açúcar, poderia usá-lo, torrando-o e extraindo seu flavor”, comenta.
Cavalcanti, que já viajou dos Estados Unidos à Mongólia provando cerveja, diz que a Angustifolia Brown Ale tem lançamento previsto para o meio do ano. “Existem alguns trâmites de documentação e registro que demoram a ficar prontos, mas creio que para o inverno já teremos a produção”, conta.
A montagem de uma microcervejaria para produção em larga escala pode sair caro, segundo Iron Mendes, membro da Associação dos Cervejeiros Artesanais do Paraná (AcervA-PR). Mas existem alternativas bem mais baratas e práticas, uma delas é um kit em pó da Muntons, pronto para fazer cerveja. São vários estilos da bebida, basta misturar o pó e o fermento com água em um garrafão de 20 litros e deixar em repouso de quatro a seis dias. O kit custa de R$ 62 a R$ 102, dependendo do estilo, e rende 23 litros.
Da terra
Do interior do Paraná para o topo. Foi assim com a De Bora Bier, cerveja artesanal produzida em Imbituva, nos Campos Gerais. Em 2008, a cervejaria recebeu o prêmio de melhor cerveja artesanal em um concurso em Minas Gerais, disputando com as bebidas de todo o país e até da Argentina. No fim do mesmo ano, foi finalista no concurso da cervejaria Eisenbahn.
O cervejeiro Edigyl Pupo, que é engenheiro agrônomo por formação, conta que começou a produzir cerveja por brincadeira, há um ano e meio. “Sempre gostei da bebida. O interesse em produzir começou quando conheci uma grande cervejaria, em Curitiba, aí, há dois anos, comecei a pesquisar por conta própria”, conta.
Hoje ele produz três estilos: India Pale Ale (A Poderosa, premiada em Minas Gerais), Pale Ale, Amber Ale e Robust Porter (finalista em Santa Catarina).
Fonte: Gazeta do Povo - Bom Gourmet especial, por Ricardo Ampudia - 12/02/2009
Corretora Link reduz preço-alvo das ações da AmBev
A corretora Link reduziu o preço-alvo da AmBev, maior cervejaria da América Latina, para 131 reais em 2009, o que representa uma baixa de 25% em relação aos 175 reais estimados no ano passado. Mesmo com o decréscimo, a corretora prevê um potencial de alta para as ações da companhia de 29%.
A previsão para o mercado brasileiro de cervejas, que representa cerca de 51% da receita da AmBev, é de crescimento de 1% em 2009 e de 1,8% para 2010, já que o consumo da bebida não sofrerá grandes abalos neste cenário de crise, pois é um produto de baixo valor.
Segundo a corretora Link, mesmo com a concorrência mais forte em função do novo regime de tributação para os fabricantes de bebidas, que penalizou mais as cervejas de maior valor agregado, a AmBev deve continuar aumentando suas vendas nos próximos anos, estimativa que suporta a recomendação de compra de seus papéis.
As ações preferenciais da AmBev (AMBV4) fecharam o pregão desta sexta-feira em baixa de 0,85%, para 99,70 reais.
Fonte: Portal Exame - Negócios – 13/02/2009
Cerveja Premium Therezópolis Gold lança versão short neck
Não há combinação melhor que um bom prato e uma boa bebida. Por isso a novidade da empresa para esse verão é o lançamento da versão short neck da cerveja (355 ml), que agrada ao paladar dos gourmets e harmoniza com vários tipos de culinária: nórdica, alemã, mediterrânea, tailandesa e indiana, entre outras.
Ao todo, a produção da cerveja, hoje a cargo do mestre cervejeiro Paulo Bartelmebs, alcança a marca de 50 mil caixas de seis unidades por mês, mais de 2 milhões de litros ao ano.
Uma cerveja é dita premium quando atende a uma série de fatores e critérios de preparação: tempo de maturação, ingredientes selecionados e/ou específicos e a forma de produção fazem parte deste conjunto de fatores que define uma cerveja como premium ou não.
E a Therezópolis Gold atende a todos os requisitos visando sempre à qualidade do produto.
Três tipos de lúpulo alemão, puro malte e água mineral das montanhas. Com esses ingredientes, a St. Gallen, instalada no município de Teresópolis, região serrana do Estado do Rio, produz, desde 2006, sua cerveja premium, a Therezópolis Gold. A base da receita da cerveja foi trazida da Dinamarca pelo casal Joseph e Caroline Claussen, na primeira metade do século XIX, aprimorada, em 1912, pelo neto deles, o mestre cervejeiro Alfredo Clauussen, e recuperada, décadas mais tarde pela St. Gallen.
O gerente de marketing da cervejaria, Marco Antonio Frederico destaca que a distribuição da Therezópolis Gold já se dá de forma nacional. Ela pode ser adquirida nos melhores pontos de venda, de Florianópolis a Salvador. Marco Antonio lamenta que hoje há uma banalização do mercado de cervejas Premium, alegando que muitas marcas estão sendo lançadas, mas nem todas têm a qualidade necessária apara atuar neste segmento.
Mas devido à fidelidade com os clientes, Marco Antonio se diz otimista para aumentar a fatia da empresa no mercado. “Nosso volume é conseqüência direta da qualidade e do posicionamento da marca e o lançamento da versão short neck da Therezópolis Gold ampliará nossa participação num segmento que vem crescendo desde 2005”, acrescenta.
O mercado Premium
Segundo dados do Sindicato da Indústria de Cerveja (Sindicerv), as vendas de cervejas premium movimentam no Brasil mais de R$ 2 bilhões por ano, representando aproximadamente 400 milhões de litros por ano. A entidade estima que, ao fim de 2008, o percentual tenha subido de 5% para 5,5%. A perspectiva de crescimento aumenta ainda mais para os próximos anos.
Fonte: Revista FC Santos, por Bruno Almeida – 13/02/2009
AmBev perde mercado pelo terceiro mês seguido
A AmBev, maior cervejaria da América Latina, perdeu 0,2 pontos de participação no mercado brasileiro de cerveja em janeiro. Agora a empresa é responsável por 67% das vendas do setor, segundo dados da Nielsen. De acordo com a corretora Ativa, o dado é “marginalmente negativo” porque, apesar da pequena variação, a AmBev acumula três meses seguidos de perda de mercado. No período, a empresa perdeu 0,8 pontos percentuais das vendas. A corretora lembra que essa perda é normal neste período, pois é a época em que a AmBev reajusta seus preços - movimento que é seguido pelas demais empresas com alguma defasagem.
As concorrentes Schincariol e Petrópolis também fecharam em queda de 0,2 pontos e passaram a deter 13% e 9,7% de participação de mercado, respectivamente. No sentido contrário, com um aumento de 0,6 pontos de participação, a Femsa chegou a 8,2%.
O ano de 2009 não parece promissor para o setor de cervejas. Com a crise, analistas têm previsto um aumento das vendas de cerca de 1%. Além disso, a AmBev deve ser prejudicada pelo novo sistema de cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que entrou em vigor em janeiro e acabou beneficiando as cervejarias menores.
Fonte: Portal Exame - Carreira – 16/02/2009
Cerveja St. Edmund’s chega ao Brasil para enriquecer portfólio da Boxer do Brasil
Chega ao Brasil a cerveja St. Edmund’s, produzida pela Greene King, maior cervejaria do Reino Unido, localizada em St. Edmund’s, Suffolk. A criação desta cerveja foi inspirada na história da Catedral da cidade. A cerveja foi a escolhida para casar o contemporâneo com o patrimônio tradicional.
A catedral de St. Edmund’s localizada em Suffolk na Inglaterra é um local repleto de história e tradição. Edmund, nomeado rei aos 15 anos em 855, morreu aos 29 anos, após confronto com vikings, onde terminou torturado e assassinado. Foi enterrado na abadia da catedral. Lendas dizem que Edmund se negou a recusar à fé católica e por isso foi morto como um mártir.
A catedral é hoje um local importante de turismo e peregrinação de fiéis do mundo todo. Com mais de mil anos de história fascinante, a catedral, as igrejas e os jardins da Abadia são um componente essencial em qualquer visita em Bury St. Edmund’s.
Sobre a cerveja:
Teor alcoólico: 4,2%
Tipo: Golden Ale
País origem: Inglaterra
Embalagem: garrafas de 500 ml
Mais informações através do site www.boxerdobrasil.com.br
Fonte: Notícia Expressa, por Miriam Matos - 17/02/2009
A AMBEV lançou um serviço que ajuda os adeptos da cerveja
O serviço localiza o bar mais próximo e ainda calcula a distância e o custo do táxi. Segue o site, entre e insira o local que deseja e aparecerão todos os bares que tem chopp Brahma:
http://www.cidadedochopp.com.br/facilitometro
Fonte: Colaboração de Heverton – 18/02/2009
Carlsberg triplica lucro trimestral
A Carlsberg, cervejeira que é acionista de referência da portuguesa Unicer, registou um resultado líquido de 124 milhões de coroas dinamarquesas (cerca de 16,7 milhões de euros) no quarto trimestre de 2008.
Os números publicados esta quarta-feira comparam com um ganho de 37 milhões de coroas obtidos um ano antes.
As vendas consolidadas aumentaram 34%, impulsionadas pela compra de ativos da Scottish & Newcastle, para somarem 14.500 milhões de coroas (cerca de 1.945 milhões de euros).
Fonte: Diário Digital - Empresa - 18/02/2009
Cervejaria Petrópolis adquire três novas linhas completas
A Krones do Brasil forneceu recentemente três novas linhas completas para envase de cerveja para a Cervejaria Petrópolis. As linhas são destinadas para cerveja do tipo pilsen e escura, em embalagens de lata e garrafas de vidro. As linhas foram instaladas nas unidades industriais de Rondonópolis (MT) e Petrópolis (RJ) da empresa.
A linha completa para latas iniciou a produção em novembro do ano passado na unidade de Petrópolis. O desempenho da linha é de 120.000 latas por hora. Uma das novidades adquiridas pela Cervejaria Petrópolis nesta linha é o Robobox, um sistema de formação de camadas por meio de robôs lineares que arranjam o pacote.
Esse sistema apresenta muita flexibilidade, tanto de velocidade quanto de tamanhos de pacotes e formações. É ideal para produções que demandem pacotes diferenciados. Além do tradicional pacote 4X3=12 latas, há opções como 3X2=6 latas, 3X6=18 latas e 4X6=24 latas. A linha é ainda equipada, como todas as linhas, com a rotuladora Taxomatic, para aplicação de selo higiênico, e pasteurizador Krones.
As duas linhas para garrafas de vidro têm desempenho de 62.000 garrafas por hora e foram instaladas no fim do ano passado nas unidades de Rondonópolis (MT) e Petrópolis (RJ).
Nestas linhas de vidro, os paletizadores são robôs Modulpal de três eixos, que permitem uma grande produtividade. O inspetor é um modelo Toptronic, que apresenta uma inspeção adicional de contorno de frascos, permitindo a expulsão dos frascos estranhos à produção.
Um aspecto interessante é que a bomba de vácuo dessas linhas é uma bomba ecológica, que quase elimina a necessidade de água de reposição na bomba por conta de um sistema de resfriamento da água de recirculação.
Fonte: Krones News nº 83 – 18/02/2009
Alimentos e bebidas: expansão em 2009, mas em ritmo menor
Em entrevista à jornalista Margaret Hayasaki, da revista Pack, em sua edição de janeiro, Denis Ribeiro, diretor econômico da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) afirma que, apesar da crise econômica mundial, os segmentos de alimentos e bebidas no País devem registrar crescimento neste ano, embora em um ritmo menor do que em 2008.
Ribeiro lembra que o setor de bebidas e alimentos é o segundo mais importante para a economia brasileira, representando 9% de seu PIB, atrás apenas do segmente petroquímico. As indústrias de alimentos e bebidas consomem também 70% das embalagens produzidas no País.
O executivo da ABIA revela que, em 2008, a previsão de faturamento do setor é de R$ 270 bilhões, desempenho superior ao registrado em 2007, de R$ 231 bilhões, um crescimento aproximado de 13% a 14%. Os números do ano passado só não foram melhores por que a crise econômica prejudicou a performance da indústria no último trimestre.
Para 2009, Ribeiro acredita que a produção física da indústria de alimentos deverá crescer de 3,5% a 4%. Ou seja, o crescimento continua, mas com um fôlego menor do que 2008. “É um segmento que tende a sofrer menos com a crise porque estamos falando de bens de consumo imediato e, por mais que as pessoas tenham dificuldade financeira, elas não vão deixar de consumir”, afirmou Ribeiro à Pack. “Mas não podemos esquecer que essa indústria trabalha com matéria-prima da agricultura, uma atividade de risco que depende do clima, do tempo certo de plantio e de colheita. Além disso, há de se considerar as condições nacionais e internacionais”.
Fonte: Krones News nº 83 – 18/02/2009
Confira as melhores cervejas do Brasil na opinião de especialistas
A edição de fevereiro da revista Prazeres da Mesa chega às bancas nessa semana com um ranking das melhores cervejas disponíveis no mercado nacional.
Pelo terceiro ano seguido, especialistas e amantes do assunto escolheram os 50 rótulos que mais agradaram o paladar e indicaram também endereços de bares e restaurantes que oferecem opções variadas servidas em temperatura ideal.
Um time especializado escolheu a Demoiselle, produzida pela Colorado, como a melhor pedida de 2008. Esse foi o segundo ano que a cervejaria de Ribeirão Preto faturou o prêmio – em 2007 a escolhida foi a Indica, que nesta edição ficou com a quinta colocação.
Júri
Entre os jurados que participaram desse “árduo trabalho” de seleção, estão os nomes de Miguel Icassatti, jornalista da revista Veja; César Adames, consultor de charutos e colunista de PRAZERES DA MESA; Marcelo Moss, empresário e beer sommelier; Edu Passarelli, especialista em cervejas e sócio do Melograno; Greigor Caisley, do Drake’s Bar; Roberto Fonseca, do jornal O Estado de São Paulo; Sady Homrich, consultor cervejeiro e baterista do Nenhum de Nós; Cassio Piccolo e Norberto D’Oliveira, do bar Frangó; José Augusto Silveira Jr, cervejeiro caseiro, da Acerva (Associações dos Cervejeiros Artesanais) de Minas Gerais; Ricardo Castilho e André Clemente, de Prazeres da Mesa.
Confira as 50 melhores. As características de cada rótulo e as demais sugestões podem ser conferidas na revista ou através do site www.prazeresdamesa.com.br
Fonte: O Barriga Verde Online - 18/02/2009
Heineken registra queda de 87% nos benefícios de 2008
A cervejeira Heineken NV registrou uma queda de 87% nos lucros brutos durante todo o ano de 2008, sobretudo devido à desvalorização de ativos e a uma quebra no mercado no Reino Unido.
O lucro bruto foi de 209 milhões de euros, comparados com 807 milhões de euros em 2007. As vendas subiram 27%, para 14,3 mil milhões de euros, impulsionadas pela compra por 10,2 mil milhões de euros da Scottish & Newcastle, que a tornou a maior cervejeira do Reino Unido. "O desempenho no Reino Unido ficou abaixo das expectativas, com a recessão a juntar-se a aumentos de impostos sem precedentes, à proibição do fumo e à descida da libra, tornando o mercado excepcionalmente difícil", afirmou o chefe executivo da companhia, Jean François van Boxmeer.
"O nosso negócio é robusto, mas não imune aos desafios colocados pela desaceleração econômica global", concluiu. A companhia não anuncia ganhos trimestrais.
Fonte: OJE - Negócios - 18/02/2009
Lucro da Heineken cai e da Carlsberg sobe após aquisição da S&N
Heineken e Carlsberg anunciaram ontem que seus resultados foram afetados de formas totalmente opostas pela aquisição conjunta da cervejaria britânica Scottish & Newcastle (S&N) em 2008. Ambas alertaram, no entanto, que terão de promover mais cortes de custos para enfrentar a recessão econômica, que vem afastando as pessoas dos pubs.
A Heineken viu o lucro líquido despencar em 2008, prejudicado por custos de financiamento, enquanto o da rival dinamarquesa avançou desde que as duas pagaram 7,8 bilhões de libras esterlinas (US$ 11 bilhões) pela cervejaria do Reino Unido. A Heineken ficou basicamente com as operações da S&N na Grã-Bretanha, enquanto a Carlsberg levou os ativos na Rússia e França.
Ontem, no entanto, a Heineken insistiu que não se arrepende de ter adquirido as atividades da S&N em países da Europa Ocidental, mais saturados. A cervejaria holandesa anunciou queda de 74% no lucro líquido em 2008, para 209 milhões de euros, o que representa 0,43 euros por ação, e aumento de 27% na receita, para 14,3 bilhões de euros. "Não há motivos para arrependimento. A S&N deu-nos acesso a bons mercados de cerveja, onde temos posições de liderança, sendo a número um ou número dois", afirmou o executivo-chefe da Heineken, Jean-François van Boxmeer. "Seres humanos e marcas de cerveja sobrevivem a recessões." Em contraste, as vendas e lucros da Carlsberg dispararam no ano passado. Os números foram impulsionados pela aquisição da participação da S&N na Baltic Beverage Holdings (BBH), maior cervejaria da Rússia, na qual a Carlsberg já era parceira.
O lucro líquido da empresa dinamarquesa mais do que triplicou no quarto trimestre, para 124 milhões de coroas dinamarquesas, enquanto as vendas cresceram mais de 30%, somando 14,5 bilhões de coroas (US$ 2,4 bilhões). A cervejaria anunciou que reduzirá os dividendos para 3,75 coroas e elevou a meta de lucro líquido neste ano para mais de 3,5 bilhões de coroas. A expectativa é de estabilidade nas vendas. A receita e lucro operacional da empresa no Leste Europeu quase dobraram em 2008, depois de a Carlsberg assumir controle integral da BBH, mesmo com o declínio da demanda na Rússia e a desvalorização do rublo russo. O executivo-chefe da companhia, Jorgen Buhl Rasmussen, disse que o forte declínio no crescimento econômico do Leste Europeu representa um desafio de curto prazo para a Carlsberg, mas que continua confiante na capacidade da BBH para continuar ampliando sua participação de mercado.
A Heineken, terceira maior fabricante de cerveja na Rússia, mostrou-se um pouco mais pessimista, assumindo encargos por fundo de comércio de 275 milhões de euros em suas operações na região. O forte declínio no seu lucro líquido mascarou o sólido desempenho anterior à aquisição. Os custos de financiamento para adquirir a S&N, que a tornaram a maior cervejaria do Reino Unido, superaram os ganhos com os novos negócios. A Heineken anunciou também novo programa de redução de custos para encolher o endividamento líquido de 8,9 bilhões de euros.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 19/02/2009
Baltika aumenta lucros em 11%
A Baltika, uma líder cervejeira russa, disse na quinta-feira que seu lucro líquido, calculado pelo Internacional Financial Reporting Standards, subiu 11%, em relação ao ano anterior, em 2008, para 15,5 bilhões rublos ($ 426 milhões).
A empresa, que possui 11 fábricas em toda a Rússia, declarou que suas vendas aumentaram 17% no período para 92,5 bilhões de rublos ($ 2,6 bilhões), o lucro bruto cresceu 11,5% para 45,8 bilhões de rublos ($ 1,26 bilhões) e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) subiu 15,5% para 27 mil milhões de rublos ($ 741 milhões).
A Baltika representa 37% do mercado cervejeiro nacional russo, com a participação da companhia de controle realizada pela Carlsberg.
Fonte: Pravda - Negócios, por Konstantin Karpov - 19/02/2009
Chuva diminui consumo de cerveja em janeiro
Ninguém espera mais pelo carnaval que a indústria de cerveja. Depois do verão mais chuvoso dos últimos 12 anos na região Sudeste, a expectativa é recuperar o volume de vendas agora, durante a festa de Momo, de preferência com sol e calor.
No mês passado, segundo a Nielsen, foram vendidos 752 milhões de litros da bebida no país, em bares, restaurantes e supermercados. Ou seja, 14, 179 milhões de litros - ou 1,8% - a menos que em janeiro do ano passado, mês que também foi chuvoso, embora não tanto. Para piorar o verão do consumidor, todas as cervejarias do país reajustaram seus preços entre dezembro e janeiro, resultando em uma alta de 6% no valor pago no caixa.
"Chuva e cerveja não combinam", diz o consultor Adalberto Viviani, especialista nesse mercado. "Tanto é que no Nordeste, onde fez sol o tempo todo e também houve aumento de preço na mesma proporção (que nas outras regiões), as vendas não se alteraram", afirma, com base em dados das próprias cervejarias. O problema é que o consumo nos Estados nordestinos representa só 17% das vendas em volume da indústria.
O Sul e o Sudeste - onde as chuvas predominaram -, concentram 76% do mercado, segundo dados Nielsen. A preocupação com o clima se justifica porque, tradicionalmente, é em janeiro e em fevereiro que a indústria vende mais. O bimestre é responsável por quase 20% do volume consumido no ano todo, segundo dados Nielsen. O terceiro mês mais forte é dezembro, que também foi molhado. "Por isso acreditamos que o volume no último trimestre de 2008 caiu 2,2% na comparação com o mesmo período de 2007”, disse o analista Marcel Moraes, do Credit Suisse, em uma análise sobre a AmBev, a líder, com 67% do mercado.
Nos bares, onde são vendidos dois terços da cerveja consumida no país, janeiro foi um mês para se esquecer. "Quando chove assim a venda chega a cair 50%", diz Paulo Solmucci Júnior, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. No Sudeste, só houve aumento nos bares de shopping, em que o volume cresceu até 25%. Mas esses estabelecimentos são menos de 2% do total.
Nos supermercados, não foi diferente. Houve queda de 4% nas vendas, segundo a Associação Paulista de Supermercados. "Mas o motivo foi o preço mais alto", diz Martinho Paiva Moreira, vice-presidente da entidade. "A chuva não influencia de imediato. O preço sim. “O clima interfere nas compras futuras, que vão demorar mais para acontecer, uma vez que o consumidor, por causa da temperatura mais amena, leva mais tempo para tomar o estoque que comprou", diz Martinho.
Para as cervejarias, entretanto, nem tudo foi tão amargo. O faturamento de janeiro passou de R$ 2,8 bilhões (no mesmo mês de 2008) para R$ 2,9 bilhões, registrando alta de 2,2%, segundo a Nielsen. Além do aumento nos preços, a aposta em produtos especiais trouxe mais dinheiro. "São cervejas que custam R$ 10, R$ 15", diz Viviane. Segundo ele, a indústria quer que o consumidor que tomava uísque, nos bares, migre para essas "cervejas vip", uma vez que o dólar encareceu a bebida importada. "Assim, elas aumentam a rentabilidade sem precisar produzir mais volume", diz o consultor.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 20/02/2009
AB Inbev vende distribuidora norte-americana Labatt
A Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, informou nesta segunda-feira ter chegado a um acordo para a venda da InBev USA, a distribuidora norte-americana da cerveja canadense Labatt, a uma afiliada da empresa de private equity KPS Capital Partners.
A venda é um requisito imposto pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos para abrir caminho para a compra pela Inbev da rival norte-americana Anheuser-Busch, completada em novembro por 52 bilhões de dólares. Não foi revelado nenhum detalhe financeiro do acordo anunciado nesta segunda-feira.
A KPS Capital Partners é uma empresa de private equity com capital de mais de 1,8 bilhão de dólares, segundo informou a AB InBev em comunicado.
Fonte: Portal Estadão - 23/02/2009
Carlsberg lança cerveja especial de 344 dólares
A Carlsberg, a quarta cervejaria do planeta em volume, anunciou nesta quarta-feira o lançamento da segunda edição de uma cerveja da reserva especial, que será vendida pela "bagatela" de 344 dólares.
Com garrafa decorada com litografias do artista Marco Evaristti, a edição será limitada a 600 unidades, de 375 mililitros, sob o nome de "Jacobsen Vintage No. 2. 2009".
A produção da cerveja especial é realizada sob o mais rigoroso segredo, mas Morten Ibsen, responsável por sua fabricação, deu algumas dicas: "fermenta por 100 dias e é do tipo Baltic Porter, que pode envelhecer durante 50 anos, com data limite para consumo em 2059".
A cerveja especial tem graduação alcoólica de 8,7% e apresenta aromas de "cevada, baunilha e cacau" que lhe dão "um caráter muito particular", segundo Ibsen. "É adequada para se beber comendo ostras, mariscos, presunto e queijos fortes, assim como chocolates finos", revelou.
Fonte: Da France Presse – 25/02/2009
Cerveja envelhecida chega ao Brasil
A Boxer do Brasil, umas das mais importantes importadoras de cervejas premium do país traz com exclusividade a cerveja Vintage Ale 2008, produzida pela Fuller’s, cervejaria inglesa de tradição do Reino Unido.
As Vintage Ale são edições anuais de receitas especiais que existem desde 1997. Quem decide quais ingredientes irão entrar em cada edição é o mestre-cervejeiro John Keeling.
A cada ano são combinados os melhores maltes e lúpulo da safra além da adição de levedura na garrafa, processo conhecido como bottle-conditionning, ou seja, o fermento continua agindo fazendo com que a cerveja desenvolva novos aromas e sabores. O alto nível de álcool e a generosa adição de lúpulos também colaboram para a longa duração.
As garrafas são numeradas e só possuem data de validade porque a cervejaria é obrigada a colocar. Várias experiências comprovaram e comprovam ao longo dos anos, que mesmo sendo abertas após a validade, apresentam uma fantástica evolução. Por isso é como o vinho, melhor com o tempo.
Possui um tom castanho avermelhado, quando cai no copo forma uma espuma cremosa e moderada, que não tem grande continuidade, mas, sobretudo solta notas aromáticas de passas e algum malte torrado. Na boca, o líquido cremoso, inunda as papilas suavemente, mas com densos sabores a maltes e frutas secas. Preço médio: R$ 59,00
Saiba mais através do site www.boxerdobrasil.com.br
Fonte: Notícia Expressa - 25/02/2009
Chuva e lei seca fazem cerveja sobrar em Salvador
As cervejarias, grandes investidoras do carnaval de Salvador junto a instituições bancárias e empresas de telefonia, ainda falam em números de consumo iguais aos da folia do ano passado - cerca de 10 milhões de litros, ou cinco por folião ao longo dos seis dias de festa. Mas todos os indicadores, de ambulantes que vendem menos à queda no volume de lixo recolhido, apontam para forte retração do consumo da bebida neste ano nos circuitos da festa.
“Até agora (madrugada de terça-feira), vendi metade do que vendi no ano passado”, reclamava o ambulante Alexsandro Conceição. “Parece que o pessoal da fiscalização está pegando pesado com quem dirige.” A impressão do ambulante, que trabalha há três anos nas principais festas de verão da cidade, é correta. Apenas até domingo, a Transalvador, órgão que regula o trânsito na capital baiana, havia feito mil abordagens a motoristas nas vias de acesso aos circuitos.
Desses, 238 foram multados, 137 tiveram habilitação apreendida e 17 vão responder a processo criminal por apresentarem alta concentração de álcool no sangue. O órgão instalou 47 barreiras nos arredores dos locais de maior concentração de foliões. Os atendimentos em hospitais e unidades de emergência também sofreram redução.
A chuva também pode explicar a queda de consumo de cerveja na folia baiana. Nos anos anteriores, marcados por um carnaval ensolarado, este ano apenas a quinta-feira e a terça-feira foram de sol aberto e muito calor. Nos outros dias, garoou e choveu em boa parte dos desfiles, deixando o clima mais ameno. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: AE Agência Estado - 25/02/2009
Projeto que cria tributo sobre bebidas alcoólicas aguarda votação na CAE
O projeto de lei que institui uma nova Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), a ser cobrada sobre a importação e a comercialização de bebidas alcoólicas, aguarda votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A proposição determina que a arrecadação do tributo financiará ações de controle do alcoolismo e de combate ao consumo excessivo da substância. Além disso, o autor da matéria, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), argumenta que a medida desestimulará o consumo dessas bebidas ao encarecer o produto.
Essa proposta (PLS 520/07) contém 13 artigos. No primeiro, define-se que serão consideradas bebidas alcoólicas aquelas com teor alcoólico entre meio grau Gay-Lussac e 54 graus Gay-Lussac. No segundo, atribui-se ao Tribunal de Contas da União (TCU) a responsabilidade pela fiscalização do uso dos recursos arrecadados - o órgão teria que elaborar um parecer anual a ser encaminhado ao Congresso Nacional e à Presidência da República.
O texto estabelece alíquotas progressivas para a nova contribuição, que aumentam conforme a gradação alcoólica do produto: 4º para teor alcoólico entre meio grau Gay-Lussac até 15 graus; 8% para teor alcoólico acima de 15 e até 30 graus; e 16% para teor acima de 30 e até 54 graus. A base de cálculo será o preço de venda no varejo (nas operações de comercialização) ou o valor aduaneiro da bebida (no caso das importações).
Isenção para exportações
A iniciativa de Garibaldi poupa as exportações brasileiras do pagamento do tributo. Em um de seus artigos, determina a não-incidência da contribuição sobre as receitas provenientes de vendas para o exterior. Em outro, isenta a receita decorrente da venda de bebidas alcoólicas para empresas comerciais exportadoras.
O projeto já recebeu voto favorável de seu relator na CAE, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que sugeriu algumas alterações por meio de três emendas. A matéria será votada nessa comissão em decisão terminativa.
Em uma das emendas, Crivella propõe a mudança da sigla do tributo: em vez de Cide-Álcool, conforme estabelece o texto original, ele sugere Cide-Bebidas Alcoólicas. O relator afirma que a sigla inicial pode ser confundida com a Cide-Combustíveis - que se refere à contribuição que incide, inclusive, sobre o álcool etílico.
As outras duas emendas visam incluir o tratamento de casos de dependência química de substâncias lícitas e ilícitas (ou seja, não se restringindo a bebidas alcoólicas) entre as ações financiadas com a arrecadação da nova contribuição.
Em seu relatório, Crivella alerta para o risco de que essa arrecadação - mesmo com a destinação fixada pela proposição e a fiscalização do TCU - seja contingenciada pelo governo federal, "a exemplo do que vem ocorrendo, seguidamente, com vários outros tributos, sobretudo os exigidos sob a forma de taxas" (o contingenciamento consiste no bloqueio de determinadas despesas previstas no Orçamento da União).
Fonte: Agência Senado, por Ricardo Koiti Koshimizu (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado) - 26/02/2009
AmBev fecha fábrica em São Paulo
A fabricante de bebidas AmBev anunciou o fechamento de sua fábrica em Mogi Mirim (SP), responsável pela produção anual de 40 milhões de litros de cerveja. A decisão provocou a demissão de 146 empregados. Outros 20 funcionários foram transferidos para as fábricas de Jacareí, Guarulhos e Jaguariúna, todas em São Paulo.
A empresa diz que o fechamento da unidade é decorrência de um processo de corte de custos, que se acentuou em janeiro, com a entrada em vigor das novas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bebidas. O aumento do IPI chegou a 15% para algumas marcas da AmBev - a empresa foi a fabricante mais penalizada com a mudança na tributação. Com as novas alíquotas, a AmBev teve de reajustar preços, a fim de não perder rentabilidade.
Há duas semanas, um dos sócios da AmBev, o empresário Marcel Telles, chegou a visitar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se queixar da excessiva carga de impostos.
A AmBev afirma que a decisão de fechar a fábrica não tem relação direta com queda de demanda ou perda de participação de mercado. Os últimos dados disponíveis, coletados pelo instituto de pesquisas Nielsen, mostram que a empresa detinha em janeiro 67% do mercado total de cervejas no País, contra 68,2% em janeiro do ano passado e 68,7%, no mesmo mês de 2007.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia - 27/02/2009
“Litrão” de cerveja atrai investimento da indústria
Até pouco tempo, cerveja em litro, no Brasil, era coisa de argentino. No país vizinho, as garrafas de vidro com 1000 ml ou perto disso (970 ml ou 960 ml), têm mais da metade do mercado. Por aqui, onde os vasilhames de 600 ml ficam com 68% das vendas e as latinhas com 28%, os "litrões" começaram a se tornar conhecidos só em 2007, quando a AmBev iniciou a importação de marcas uruguaias, como Norteña, Patrícia e Pielsen. Naquele ano, foram vendidas, segundo a Nielsen, 3 milhões de garrafas - quase nada em comparação aos quase 10 bilhões de litros de cerveja consumidos ao ano no país. Mas, em 2008, a embalagem começou a cair no gosto do consumidor. Marcas como a argentina Quilmes e a belga Stella Artois (as duas da AmBev) foram chegando e, no fim do ano, animada com o crescimento das vendas, a empresa lançou a versão litro de Skol e Brahma.
Resultado
2008 fechou com 12,7 milhões de "litrões" vendidos - alta de 315% sobre 2007. Ainda assim, esse mercado não chega a 0,2% do total. Mas é uma das maiores apostas do setor, já que a embalagem é econômica, tanto para o consumidor, quanto para a indústria. Para quem compra, um litro de Skol custa R$ 2,50, sem casco (com ele, sai por R$ 3,20). Cada 100 ml sai por R$ 0,25. Como a lata de 350 ml custa em média R$ 1, os mesmos 100 ml acabam custando R$ 0,28. Parece pouco, mas para quem não gostou do aumento médio de 10% da cerveja no ano passado, qualquer centavo faz diferença.
Para as cervejarias, a conta é simples. "Elas gastam um rótulo só, uma tampinha só para 50% mais líquido", diz o consultor Adalberto Viviani, da consultoria Concept, especializada em bebidas. "Além disso, o transporte também fica mais econômico", acrescenta. Essa redução de custos é tão atraente que outras empresas, como Femsa e Petrópolis, já estariam preparando lançamentos com a garrafona, segundo informações do mercado, embora nenhuma delas confirme esses planos.
A AmBev, porém, garante que lançará mais marcas nesse formato este ano. Para o gerente de compras de cervejas do Grupo Pão de Açúcar, Fabio Rodrigues, essa é uma boa notícia, uma vez que nos supermercados da rede o volume de vendas do vasilhame de 1000 ml dobrou nos últimos dois anos e a expectativa é que continue crescendo assim em 2009. "Quanto mais volume, melhor", diz ele. "Um litro de Norteña custava R$ 9 há três anos. Hoje, como há mais escala, o preço caiu para R$ 7", afirma. Mas quem gosta de cerveja pode ficar em dúvida se o líquido não esquenta em uma embalagem tão grande.
Segundo a AmBev, isso não é empecilho para expansão do formato. O "litrão", diz, é voltado para o consumo doméstico em grupos, como famílias e reuniões de amigos. Servida para mais gente, a cerveja não teria tempo de esquentar.
Por isso, o canal de vendas prioritário do formato não são bares e restaurantes, mas padarias e pequenos supermercados, onde boa parte das famílias costumam fazer suas compras. Além disso, por enquanto, só esse tipo de varejo aceita retornar o vasilhame. Grandes redes, como o Pão de Açúcar, só vendem a bebida com casco. Ou seja, não recolhem a garrafa.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 27/02/2009
Femsa vende 3,5% menos no trimestre
A Femsa, uma das maiores engarrafadores de Coca-Cola do mundo e também uma das mais importantes cervejarias da América Latina, anunciou ontem que teve um lucro líquido 78% menor no último trimestre do ano passado, por causa da desvalorização das moedas latino-americanas. O total caiu para 586 milhões de pesos (US$ 39 milhões), de 2,65 bilhões (US$ 178 milhões) registrados no mesmo período de 2007. Considerando a venda de cervejas, o volume comercializado no Brasil caiu 3,5% no trimestre, segundo a empresa, devido às más condições climáticas, uma vez que, nesse mercado, quanto mais chove, menos se vende. No ano como um todo, entretanto, o volume de vendas de cervejas cresceu 3,9%.
Segundo a empresa mexicana, esse foi o segundo ano consecutivo de crescimento de vendas no país. Na área de cervejas, as vendas mundiais da Femsa no ano cresceram 7,1%, chegando a 42, 385 bilhões de pesos (US$ 2,8 bilhões). O Brasil representa 15,8% desse total. Há um ano, entretanto, essa participação era de 16,2%.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 27/02/2009
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