Notícias de mercado
2009 - Abril
Uma entrevista especial com coordenador da maior maltaria do Brasil: Frank Nohel.
No momento em que a Agromalte coloca em funcionamento as instalações de sua nova torre, construída para ampliar a produção, a Agromalte traz um perfil do coordenador da maltaria da Cooperativa Agrária Agroindustrial. Frank Nohel comenta dos profissionais com quem trabalha, conta um pouco de sua formação numa das escolas cervejeiras mais conceituadas do mundo, fala sobre ser professor no único curso de técnico cervejeiro do Brasil e afirma que fazer o que se gosta torna o dia-a-dia sempre gratificante.
AGROMALTE NEWS – Como coordenador da Agromalte, o senhor está à frente da maior maltaria do Brasil. Quando teve início seu trabalho na Agrária?
Frank Nohel – Primeiramente é uma responsabilidade muito grande estar à frente da equipe que faz girar a fábrica. Eu já estou nesse dia-a-dia desde 1991, quando iniciei meus trabalhos aqui na Agrária. Estou fazendo agora 18 anos de empresa.
AN – O senhor já começou na maltaria?
Frank Nohel – Sim, já iniciei meus trabalhos na mesma função que ocupo ainda hoje na Cooperativa Agrária, o de malteiro.
AN – Para exercer uma função como esta, é necessária uma capacitação bastante específica. O senhor, por sinal, possui formação na Alemanha. O que poderia dizer sobre esta experiência?
Frank Nohel – Minha formação é a de mestre cervejeiro. Sou formado pela faculdade de Weihenstephan, de Freising, cidade próxima à Munique na Alemanha. Lá, esta formação é de nível superior. Aqui no Brasil infelizmente não temos um curso superior específico para esta atividade, porém temos um curso muito bom de técnico cervejeiro em Vassouras (SENAI-RJ).
AN – Weihenstephan é também uma das escolas mais reconhecidas, mundialmente, no setor do malte.
Frank Nohel - Sim. Digamos, em cerveja e malte, sim, mundialmente é muito reconhecida e conceituada.
AN – Quais as outras atividades que são desenvolvidas em Weihenstephan? Além do curso, eles têm também algumas outras atividades ligadas a malte e cerveja?
Frank Nohel – Sim, a universidade possui laboratórios de pesquisa, específicas para o ramo. Na realidade, é diferente do que ocorre aqui no Brasil. As faculdades lá têm como atividade principal a pesquisa. O ensino, eu não diria que é secundário, mas não é a atividade principal. Os professores precisam publicar artigos de pesquisa. Essa é a função principal do professor.
AN – além de coordenar a maltaria, o senhor é um dos professores do único curso técnico cervejeiro que existe no Brasil, no SENAI de Vassouras, no Rio de Janeiro. Que disciplina ministra naquela instituição?
Frank Nohel – Ministro aulas de elaboração de malte cervejeiro. São 80 horas de aula, onde sempre tem a parte teórica e a parte prática. O SENAI possui um micro maltaria, onde os alunos têm a oportunidade de acompanhar uma malteação de cevada. Dessa forma o conhecimento gerado é muito mais claro e objetivo.
AN - Após vários anos neste setor, para o senhor, particularmente, é gratificante poder participar como um dos professores do SENAI?
Frank Nohel - É muito gratificante por dois aspectos: primeiro porque você tem contato com a nova geração de cervejeiros e acompanha a evolução do pensamento deles. Outro aspecto muito importante é que você tem de estar sempre atualizado. Os alunos cobram muito, são exigentes, e isso força você a manter-se sempre no mais recente nível de conhecimento que existe, para compartilhar informações e manter atento sempre a novas idéias e pensamentos.
AN - Por falar nisso: devido ao trabalho que desenvolve na Agromalte, o senhor tem bastante contato com os setores de malte e cervejaria em vários países. Isso também faz parte dessa atualização?
Frank Nohel – Com toda a certeza. Você precisa participar das feiras, estar presente nos congressos e sempre manter contato com outros profissionais da área. Tanto aqui no Brasil, quanto fora, com o atual nível de conhecimento de mercado que todos necessitam ter, isso é importantíssimo.
AN – Falando especificamente da Agromalte: como é o trabalho no dia-a-dia?
Frank Nohel – Eu diria que o trabalho do dia-a-dia é gratificante sempre que a gente gosta do que está fazendo. Isso é primordial e essencial. Parece lógico, mas é preciso gostar do que se faz, caso contrário, não existe motivação para trabalhar todos os dias. Eu, particularmente, aprecio muito ver a evolução da cevada no processo de malteação. É uma fase interessante da produção.
AN – Naturalmente, uma equipe bem preparada é importante.
Frank Nohel – Posso dizer com muito orgulho que a equipe que trabalha na Agromalte é muito profissional, com muita experiência e que trabalha com muita dedicação. Eu viajo muito, como você mesmo havia dito. Mas as coisas continuam funcionando como se eu estivesse aqui. Então é sinal de que a equipe está muito bem preparada e comprometida. É mérito deles, logicamente.
AN – Para encerrar, uma abordagem da pessoa do Frank Nohel. O senhor é daqui do distrito de Entre Rios?
Frank Nohel – Não. Eu nasci em Guaporé no rio Grande do Sul (RS), pois meu pai trabalhava em uma maltaria em Guaporé (RS). Com oito anos, saí da cidade e morei em Porto Alegre, onde eu acabei ingressando na antiga Cervejaria Brahma, trabalhando lá por 17 anos. Após esses anos vim trabalhar na Agromalte que é meu segundo emprego, dentro da minha trajetória profissional.
Agromalte inaugurou produção em nova torre construída junto à ampliação da Maltaria
A Agromalte iniciou, no último final de semana, a primeira produção de malte no prédio de ampliação da indústria. De acordo com o coordenador da maltaria, Frank Nohel, no trabalho, que marcou o início de funcionamento das novas instalações (torre de malteação e estufa), foram utilizadas 260 toneladas de cevada. Com igual volume, estão previstas 20 produções em abril, outras 20 em maio e, a partir de junho, uma por dia. O coordenador lembrou que, com a ampliação, a produção se eleva de 140 mil t/ano para 220 mil t/ano e a maltaria passa a ser a maior do Brasil e a 10ª do mundo.
Fonte: Newsletter Agromalte 11ª Edição – Especial; Colaboração de Luciano Ducat – 07/04/2009
Indústria e varejo reagem para evitar que a classe média pare de comprar
O comportamento do brasileiro de classe média está mudando rapidamente, em resposta a um cenário que mescla crise econômica e endividamento. O consumidor está diminuindo a freqüência com que faz compras nos supermercados; e começou a trocar algumas das marcas que sempre compra pelas concorrentes mais em conta. Tudo isso para economizar. O próximo passo - caso seja preciso apertar ainda mais o cinto nas próximas semanas - é deixar de comprar certas categorias de produto.
Preocupados com essa possibilidade, a indústria de bens de consumo e também o varejo estão dando nó em pingo d'água: lançam embalagens tamanho família, versões diferentes do mesmo produto, aumentam a variedade de marcas próprias e até correm atrás do cliente na porta da casa dele. "Em 2008, o consumidor estava endividado quando o preço dos alimentos começou a subir, devido a alta das commodities no primeiro semestre. Aí veio a crise econômica, há seis meses, e os preços continuaram altos. A reação agora é compreensível, principalmente entre os membros da classe média, onde o medo de perder emprego é maior, já que é nessa fatia que o nível de emprego formal é mais concentrado", diz Ana Fioretti, diretora executiva da LatinPanel.
Segundo uma pesquisa recente do instituto, 89% dos consumidores da classe C (renda familiar entre R$ 1,1 mil e R$ 1,6 mil) estavam pagando alguma dívida em 2008. "Somando-se todos esses ingredientes, é compreensível que esse consumidor esteja com medo", diz o vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Martinho Paiva Moreira.
O problema é que essa parcela da população, segundo a Nielsen, representa 44% da população economicamente ativa do país. "Se ela chegar à terceira fase do processo de economia, ou seja, passar da troca de marcas para o corte de despesas, vai ser muito ruim", afirma Ricardo Alvarenga, analista de mercado na Nielsen.
É esse passo que indústria e varejo querem impedir que o consumidor dê. "Esse é um momento diferente da economia que exige respostas diferentes, para categorias diferentes de produto. Quem não fizer nada, vai perder consumo", diz Eduardo Ragasol, novo presidente da Nielsen Brasil. Produtos como filtro de papel, produtos de limpeza e absorventes são os que enfrentam, agora, concorrência mais acirrada. Esses itens são aqueles que têm mais marcas por mercadoria. "Existe opção para que o comprador escolha outra marca mais barata ou até outra categoria de produto similar, mais em conta", explica Alvarenga, da Nielsen. "Nessas categorias, a troca acontece rapidamente", acrescenta Ana.
No caso dos filtros de café, segundo a LatinPanel, a queda acumulada nas vendas em volume chega a 6% nos últimos 12 meses. "O consumidor troca o produto de papel pelo velho coador de pano, que dura mais", explica a diretora. A Kimberly-Clark, fabricante de absorventes femininos, também poderia estar perdendo receita como os fabricantes de filtro. No entanto, a empresa conseguiu se descolar do efeito da crise, com um novo produto. "Por mais de 20 anos o mercado de absorventes internos teve apenas duas marcas", conta Eduardo Aron, diretor de cuidados pessoais da multinacional. Há um ano, entretanto, a empresa lançou sua marca de absorventes internos, bem mais barata que o produto líder (R$ 4,16 contra R$ 5,50).
Segundo Alvarenga, da Nielsen, se não fosse a nova opção, a consumidora certamente voltaria em um momento de crise como o atual a comprar apenas o absorvente externo, que custa metade. "Conseguimos fazer o mercado se expandir, em vez de se retrair", comemora Aron. As vendas de absorventes subiram 10% em 2008, segundo a Nielsen, e continuam em alta neste ano. Outras categorias de produtos não tiveram a mesma sorte. Conforme o levantamento da LatinPanel, alguns produtos de limpeza tiveram queda de 4,9% em volume no primeiro trimestre deste ano. "Ninguém fica triste porque, para economizar, teve de trocar a marca líder de desinfetante sanitário por outra de preço mais baixo", diz Ana Fioretti.
Nesse time de produtos, só os fabricantes de marcas próprias têm o que comemorar. "Nosso faturamento cresceu 81% em março contra o mesmo mês do ano passado", diz Kazuo Matsui, diretor comercial da Autoshine, que fabrica produtos para limpeza automotiva que levam a marca de supermercados como Wal-Mart e Extra. "Os produtos de marca própria surgiram em uma crise", diz Neide Montesano, presidente da Abmapro, a Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização, se referindo ao período do pós-guerra, na França dos anos 50. "É natural que esse mercado cresça, tanto em vendas como em variedade em época de vacas magras", diz ela, que prevê faturamento este ano 15% maior sobre 2008. Mas nem sempre o consumidor troca de produtos tão facilmente.
Há categorias em que a concentração de fabricantes em relação ao volume vendido é enorme. Ou seja, menos de 20% das marcas ficam com 80% das vendas. É o caso de refrigerantes, cerveja, chocolates, e sabão em pó. Na hora da compra, dificilmente o consumidor troca de marca. Mas mesmo assim ele arruma uma maneira de economizar: dá um jeito do produto durar mais para que a próxima compra demore mais para acontecer.
A dona-de casa usa um pouco menos de sabão por vez, demora mais para renovar a tintura de cabelo, espreme mais o tubo de pasta de dente. Atento a esse tipo de comportamento, Augusto César Parada, presidente da Vonpar, franqueada da Coca-Cola e distribuidora da Femsa Cerveja Brasil no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, adotou uma estratégia que está dando certo: os "famosos leve 3 pague 2", em várias versões.
O produto mais vendido é um pacote de quatro garrafas de Coca-Cola de 2 litros e 250 ml cada. "Os 250 ml são de graça. Assim, no pacote, o consumidor leva grátis um litro a mais de refrigerante", afirma Parada. Ele explica que, com os pacotes, o consumidor leva mais para casa, a um preço unitário até 16% mais barato que o preço da unidade vendida separadamente. "Não vamos dar razão para que o consumidor deixe de escolher Coca-Cola", afirma. Essa estratégia, segundo o consultor de varejo Eugênio Foganholo, é uma das mais eficazes em momentos de crise como este. "Se o consumidor vai menos ao supermercado, assim ele acaba levando para casa o mesmo volume", explica.
Outra alternativa para a indústria, segundo ele, é dar mais atenção ao canal de venda. "A Nestlé faz isso muito bem, reforçando seu programa de venda porta a porta", explica. A companhia, além de aumentar o número de revendedoras que vão de casa em casa com produtos da marca, está aumentando a variedade de itens que são comercializados dessa maneira e expandindo essa ação em bairros de classe C. "Se o consumidor não vai ao supermercado, a Nestlé vai até ele", resume Foganholo.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 08/04/2009
Governo vai elevar o IPI de bebidas e cortar o de eletrodomésticos
O governo prepara a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado sobre as bebidas alcoólicas. O objetivo é elevar a arrecadação federal e assim criar espaço para uma nova rodada de "bondades": o corte na tributação sobre geladeiras, fogões e máquinas de lavar. A ordem é estimular esse segmento industrial, a exemplo do que foi feito com as montadoras, e assim combater o risco de queda no Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Analistas do mercado financeiro estimam que o PIB vai cair 0,19% em 2009, enquanto o Banco Central projeta um crescimento modesto: 1,2%.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva incumbiu o ministro da Fazenda, Guido Mantega, de encontrar uma fórmula que promova um alívio tributário para os produtos mais simples da chamada linha branca. Ao mesmo tempo, impôs um limitador: essa medida não pode derrubar a arrecadação do IPI a ponto de minguar ainda mais os repasses de verbas federais a Estados e municípios, por meio dos Fundos de Participação (FPE e FPM).
A queda nas transferências desses dois fundos tem elevado as pressões políticas de governadores e prefeitos sobre o Palácio do Planalto. O FPE e o FPM são formados por parte da arrecadação do IPI e do Imposto de Renda. O governo federal vem sendo criticado por fazer "cortesia com o chapéu alheio", ao promover medidas de desoneração tributária com esses dois tributos. Anteontem, em viagem a Montes Claros (MG) onde participou de uma reunião da Sudene, Lula ouviu dos governadores Eduardo Campos (Pernambuco), Marcelo Déda (Sergipe), Wellington Dias (Piauí) e Jaques Wagner (Bahia) um pedido para não cortar mais esses dois impostos. Ele prometeu, então, que orientaria a equipe econômica a "achar um jeito" para que a desoneração da linha branca não prejudique Estados e municípios.
Em tempos de cobertor curto, uma solução é elevar a arrecadação do IPI de outras formas, como aumentar a tributação sobre bebidas. É possível também que haja uma segunda rodada de aumento da tributação sobre o fumo.
Os técnicos, porém, querem observar a arrecadação por mais algumas semanas antes de decidir. Outro caminho é cortar os tributos federais cobrados sobre a linha branca que não são repartidos com os Estados e municípios. É o caso, por exemplo, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e da contribuição ao Programa de Integração Social (PIS). O pedido dos governadores a Lula converteu-se em um obstáculo à ideia, aventada por integrantes do governo, de prorrogar até o final do ano o IPI reduzido das montadoras.
Questionado sobre o assunto, Guido Mantega reafirmou ontem que a medida vigora até o final de junho. A avaliação é que a atividade econômica deve recuperar-se a partir do segundo trimestre. A desoneração da linha branca foi encomendada por Lula depois que se avaliou, na equipe de governo, que o programa de substituição de geladeiras com concessão de subsídios para as famílias de baixa renda é de difícil implementação. O programa tinha como principal objetivo a economia de energia elétrica. Agora, para aquecer a economia, o plano é cortar tributos.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia – 08/04/2009
Versão escura da tradicional cerveja tcheca 1795 chega ao Brasil
1795 Dark chega para completar o portfólio da Bier & Wein Importadora, que já contava com a versão clara
Tradição é uma palavra que bem define a 1795, primeira cerveja Lager (baixa fermentação) produzida na cidade de Budweis na República Tcheca - país com o maior consumo per capta de cerveja no mundo. Até hoje utilizando a receita original e métodos antigos de fabricação, nos quais os tanques de fermentação permanecem abertos, a Budejovický Me tanský Pivovar é uma das poucas cervejarias tchecas a fabricar cerveja com essa técnica tradicional. Trazida com exclusividade ao Brasil pela Bier & Wein Importadora, chega agora na versão escura, para completar o portfólio ao lado da 1795 clara, importada desde abril de 2008.
A 1795 Dark é uma Premium Czech Lager (cerveja tcheca premium de baixa fermentação), de qualidade superior, apreciada por sua coloração marrom, aroma de toffee-caramelo e amargor bem balanceado. Premiada internacionalmente recebeu medalha de ouro e prata no Stockholm Beer and Whisky Festival em 2006 e 2007.
Budweis e a Denominação de Origem Controlada (DOC)
Referência mundial em Lagers, Budweis é cidade de origem de excelentes cervejas desse estilo há mais de 700 anos. Fabricada sob rigorosos e tradicionais processos, a cerveja 1795 Dark atinge os mais elevados padrões estabelecidos pela denominação de origem controlada (DOC) determinados pela União Européia, exclusivamente para cervejas produzidas na cidade de Budweis. Similar aos vinhos de denominação controlada, desde 2004 a União Européia decretou o uso do termo Budejovicke Pivo ou Budweiser Bier como DOC, afirmando que a qualidade superior de sua cerveja está intimamente ligada à região onde é produzida.
1795 Dark
Estilo: Lager escura (baixa fermentação) 4,5% de teor alcoólico.
Cor: marrom
Aroma: malte tostado, caramelo, notas de mel e sutil lúpulo
Paladar: fresco, médio corpo, amargor balanceado, com final agradavelmente picante e seco.
Embalagem: garrafa de 500 ml.
Fonte: GPHR Newsletter semanal nº 50, por Camila Azevedo da Bier & Wein Importadora - 10/04/2009
IPI maior afeta ações da AmBev e da Souza Cruz
As ações da Ambev e da Souza Cruz, papéis listados entre os preferidos do mercado pela segurança de valorização e distribuição farta de dividendos, têm sofrido com as decisões do governo de elevar a tributação sobre seus produtos.
Na semana passada, os papéis preferenciais da Ambev tiveram queda de quase 3%. A Souza Cruz recuou 2% na BM&F Bovespa.
Para Denise Messer, analista da Brascan Corretora, a Ambev pode ser prejudicada caso o aumento do IPI seja confirmado. "Mesmo que tente repassar o tributo no preço, o consumidor pode migrar para cervejas mais baratas."
Sobre a Souza Cruz recaiu ainda a aprovação na Assembléia paulista do projeto do governador José Serra que proíbe o fumo em espaços fechados, sejam privados ou públicos. Mas ela pode compensar o impacto com mais produtividade e redução de custo, pondera Maria Cristina Costa, analista da Lopes Filho.
Fonte: Gazeta Mercantil - B1 - 1ª página, por Maria Luíza Filgueiras -13/04/2009
Brahma responde na Justiça por descumprir contrato com a Skol
A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, por unanimidade, o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE) que decidiu pela legitimidade passiva da Cervejaria Brahma em ação indenizatória por contrato de exclusividade não cumprido pela Cervejaria Skol Caracu S.A.
Segundo informações do STJ, a Via Atlântica Distribuidora de Bebidas Ltda. ajuizou ação de indenização por danos morais, materiais e lucros cessantes contra a Companhia Cervejaria Brahma filial nordeste, pedindo o ressarcimento de todas as despesas operacionais - abertura de empresa, aluguel de imóveis e compra de móveis e utensílios - realizadas para atuar como distribuidora exclusiva da cerveja Skol nos municípios de Cabo de Santo Agostinho e Vitória de Santo Antão.
O acordo acertado com representantes da Brahma, marca com a qual a distribuidora mantinha relação comercial desde 1994, não foi cumprido pela Skol, que se recusou a fornecer os produtos que seriam distribuídos e revendidos nos dois municípios. A distribuidora recorreu à Justiça, mas o processo foi extinto sem análise do mérito por ilegitimidade passiva da Cervejaria Brahma. Para o juízo de 1º grau, a Cervejaria Skol Caracu S.A. é que deveria figurar no pólo passivo da demanda.
A distribuidora apelou e o Tribunal de Justiça de Pernambuco reformou a sentença de primeiro grau, sustentando que ambas as empresas fazem parte do mesmo grupo econômico responsável pela distribuição e revenda da marca Skol no estado. Posteriormente, o TJPE também condenou a empresa ao pagamento de multa de 1% sobre o valor da causa em embargos de declaração considerados como protelatórios.
No recurso especial ajuizado no STJ, a Brahma reiterou sua tese de ilegitimidade passiva, sustentando que o fato de pertencer ao mesmo grupo econômico, por si só, não tem o condão de concluir por sua legitimidade, visto que ambas são pessoas jurídicas distintas e autônomas. A empresa também questionou a multa aplicada pelo Tribunal de Justiça.
Acompanhando o voto do relator, ministro Massami Uyeda, a Turma concluiu que a legitimidade passiva da Brahma foi decidida com base em minuciosa análise de provas documentais, testemunhais e periciais e que rever tal entendimento demandaria o reexame das provas contidas nos autos, o que é vedado pela súmula 7 do STJ. Assim, a Turma deu parcial provimento ao recurso apenas para afastar a multa protelatória aplicada em embargos de declaração.
O Superior Tribunal de Justiça decidiu que a Cervejaria Brahma pagará indenização por danos morais por contrato de exclusividade não cumprido pela Cervejaria Skol Caracu S.A.
Fonte: DCI (Diário Comércio Industrial) - Judiciário – 14/04/2009
Cerveja em março
Em março, a AmBev manteve estável sua participação no mercado brasileiro de cervejas, com uma fatia de 67,2%, de acordo com dados da Nielsen, citados pelo banco Fator.
Em relação a março de 2008, AmBev obteve ganho de 0,2 pontos percentual. A Petrópolis foi a única cervejaria a apresentar ganho, de 9,6% em fevereiro para 9,9% em março.
A Schincariol perdeu 0,4 pontos, ficando com 13. A Femsa manteve a sua participação em 7,9% no mês.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 16/04/2009
Cervejas especiais elevam vendas da Schincariol
O crescimento do mercado de cervejas especiais já levou cervejarias a entrar no segmento. A Schincariol a adquirir, em 2008, três grandes nomes entre as especiais: Baden Baden, de Campos de Jordão (SP); Eisenbahn, de Santa Catarina, e Devassa, do Rio de Janeiro. E o motivo está nos números deste segmento.
Enquanto o mercado de cervejas como um todo cresceu 5% no último ano, as bebidas especiais registram um percentual três vezes maior. No entanto, o diretor de marketing da Schincariol, Marcel Sacco, afirma que ainda há muita confusão sobre este segmento e aquelas tradicionais cervejas chamadas "premium" pela indústria tradicional. "As especiais seguem outras regras de elaboração e escolha dos ingredientes, muito diferente da elaboração da cerveja em escala", diz.
Segundo o executivo, mesmo sendo um mercado bem menor, ele é muito promissor por causa das margens. Além disso, o executivo avalia que, sendo um mercado de nicho, não deve sofrer tanta oscilação, principalmente se a renda continuar se mantendo. Para manter a pureza e a individualidade das empresas adquiridas, a Schincariol mantém as operações independentes. "O grupo contribui na ampliação da distribuição", explica. As três marcas hoje já chegam a Belo Horizonte, Porto Alegre e outras grandes capitais do Nordeste.
A manutenção do trabalho diferenciado das cervejarias, independente do Grupo Schincariol, deu bons resultados. Juntas, as três marcas já somam 12 medalhas no Australian International Beer Awards 2009, um dos grandes prêmios do setor de cervejaria, segundo a beer sommelier Cilene Saorin.
De acordo com Sacco, a empresa ganhou, individualmente, o mesmo número de medalhas que todas as cervejarias da América do Sul juntas, concorrendo em pé de igualdade, com grandes e tradicionais marcas do mundo inteiro. "Isso demonstra lá fora que o Brasil sabe fazer mais do que a ‘loura gelada do dia-a-dia’" O executivo admite que esse reconhecimento, de alguma maneira, mostra que a empresa, conhecida inicialmente por fazer produtos populares, agora também oferece produtos premium. "Hoje detemos as três marcas líderes desse mercado de cervejas especiais e conquistamos o reconhecimento", diz.
O trabalho diferenciado com as marcas chega até o varejo, onde o Grupo Schincariol mantém franquia de bares, sendo quatro lojas no aeroporto de Cumbica, em São Paulo, com as marcas Devassa e Eisenbahn; uma loja também da Devassa no bairro dos Jardins, também na capital paulista, e 15 lojas da marca carioca no Rio de Janeiro. "As franquias são canais excelentes, tanto em volume de vendas como em retorno de imagem", explica Sacco. Além disso, o grupo ainda registra um crescimento de 20% das vendas através dos supermercados, o que antes não chegava a representar 14%. "Claro que o preço é diferenciado, mas estas não são cervejas para se tomar em quantidade e sim para degustação", explica o diretor. Novos negócios Mesmo se definindo com uma cervejaria na essência, o Schincariol está trabalhando para entrar em novos segmentos.
Atualmente, o mix de produtos é dividido entre 75% de cervejas e 25% não-alcóolicos. Os números vêm mudando nos últimos dois anos, quando a relação era de 82% para 18%. "As chamadas bebidas saudáveis ganham espaço em todo o mundo e no Brasil não será diferente. Por isso, queremos ter um portfólio completo e a estratégia é chegar até o final do ano com uma divisão de 70% para cerveja e 30% não alcoólicos", acrescenta. A Schincariol tem capacidade para produzir 4 bilhões de litros por ano e projeta um faturamento de R$ 5 bilhões para este ano.
Fonte: Gazeta Mercantil - Empresas & Negócios - Página C1 – 22/04/2009
Cerveja Cerpa na lata
As vantagens proporcionadas pela lata de alumínio, como a sua praticidade, fizeram a Cerpa optar por retornar a envasar sua tradicional cerveja nesta embalagem. A Rexam, maior fabricante mundial de latas para bebidas, é quem está responsável pela produção das embalagens, através de sua unidade de Cuiabá.
As novas latas da cerveja Cerpa cotam com dois rótulos, o da Cerpa Pilsen e o da Cerpa Gold. Ambos estão disponíveis inicialmente no mercado da região Norte, principalmente no Pará, sua terra natal.
Fonte: Revista Eletronica Indústria de Bebidas, ano 1 nº10 – 22/04/2009
FEMSA Cerveja Brasil premia os melhores chopes do país
Um chope bem tirado, com grau de cremosidade adequado e colarinho ideal são alguns dos quesitos avaliados para a eleição dos melhores chopees pela FEMSA Cerveja Brasil, nos principais bares, restaurantes e choperias do Brasil. O programa Clube apreciadores do chope também leva em consideração, durante o processo de avaliação, as instalações, estocagem, a presença das marcas de chope, além de outros procedimentos essenciais, assegurando a melhor qualidade do chope para o consumidor final.
O concurso já é realizado pela FEMSA e grupos franqueados há cerca de 10 anos em todo o país. O programa tem como principal objetivo estabelecer um relacionamento mais próximo com nossos parceiros que trabalham com chope, valorizando e reconhecendo seus esforços, para que se tornem referência tanto para os consumidores como para os demais estabelecimentos”, explica Eduardo Gomes, gerente Nacional de chope da FEMSA Cerveja Brasil.
Os clientes selecionados receberão um kit de boas vindas do Clube apreciadores do chope, contendo dicas, informações e conteúdo essenciais para que possam servir sempre um chope com excelência aos consumidores.
O programa consiste em um treinamento inicial para a equipe de cada parceiro participante, onde serão dadas orientações gerais e específicas sobre chope e as melhores práticas de trabalho e segurança. Após o treinamento, serão realizadas duas avaliações durante o ano, em cada estabelecimento. Os clientes que alcançarem as maiores médias concorrerão às premiações de reconhecimento, em âmbito Regional e Nacional.
Na premiação Regional, os participantes de cada grupo franqueado concorrerão entre si, destacando-se entre os melhores estabelecimentos de sua região. Serão premiados considerando o atingimento de uma nota mínima no conjunto de quesitos avaliados.
Os destaques de cada região participarão da premiação Nacional, reunindo os melhores do Brasil em 2009. Estes clientes receberão seu devido reconhecimento, durante a Convenção Nacional de Vendas da FEMSA Cerveja Brasil.
A FEMSA Cerveza é a principal cervejaria do México e produz marcas de renome internacional como Tecate, Sol, Carta Blanca, Bohemia, DosEquis, Superior e Índio. Em 2006, a FEMSA adquiriu o controle das Cervejarias Kaiser Brasil, agora denominada FEMSA Cerveja Brasil. A cervejaria brasileira possui 8 fábricas localizadas em Jacarei (SP), Araraquara (SP), Gravataí (RS), Ponta Grossa (PR), Cuiabá (MT), Feira de Santana (BA), Pacatuba (CE) e Manaus (AM) comcapacidade total de produção de 19 milhões de hectolitros.
Com um dos portfólios mais completos do mercado, a FEMSA cerveja Brasil fabrica Kaiser Pilsen, Summer Draft, Gold, Bavaria Clássica, Bavaria sem álcool, Bavaria Premium, Heineken, Santa Cerva, Xingu, Chope SOL sem álcool e SOL, além de importar a mexicana Dos Equis. A empresa conta com a distribuição do Sistema Coca-Cola e foi a primeira do segmento no Brasil a estampar o número do atendimento ao consumidor nos rótulos de seus produtos. Atualmente, a FEMSA Cerveja Brasil gera de 2100 empregos diretos e indiretos.
Fonte: Revista Eletronica Indústria de Bebidas, ano 1 nº10 – 22/04/2009
Schincariol quer tirar Ronaldo da tela
O fenômeno Ronaldo está no foco da eterna guerra das cervejarias pela atenção do consumidor. Protagonista do atual comercial da Brahma, marca da líder do setor, a AmBev, o jogador é alvo de uma denúncia por parte da segunda colocada no mercado, a Cervejaria Schincariol. A denúncia foi encaminhada ao Conselho de Auto-regulamentação Publicitária (CONAR) e pede a suspensão do anúncio. A Schincariol entrou com uma representação, por meio de seus advogados, apontando três aspectos que julga irregulares na propaganda em relação ao código de ética adotado pelo CONAR para regular a propaganda no segmento de bebidas. A briga das cervejarias no CONAR já se tornou fato até corriqueiro, e volta à tona sempre que uma nova campanha entra em cartaz - em especial quando consegue atrair holofotes, como nesse caso.
Após o processo instaurado na última segunda-feira, há um trâmite natural antes do julgamento da denúncia, que pode levar entre 20 a 30 dias até os conselheiros se reunirem e avaliarem se é o caso de acolher o pedido contra a veiculação do anúncio.
A agência África, que criou a peça, já fez ajustes. No comercial que está no ar agora, Ronaldo não aparece mais com o copo de cerveja na mão. Também deixou de dizer que era "um brahmeiro" - a expressão foi trocada por "um guerreiro". A Schincariol argumenta, na denúncia, que o jogador tem forte influência sobre o público infantil. Por isso, não deveria aparecer em comercial de cerveja. Considera ainda que, por ser um jogador de futebol - um esporte olímpico -, estaria impedido de vincular sua imagem a bebidas, já que o CONAR condena esse tipo de associação. E acha também que há, no comercial, um apelo que induz o consumidor a atrelar o êxito de Ronaldo ao fato de ele ser "um brahmeiro". O comercial faz parte de uma série da qual já participaram o cantor Zeca Pagodinho, o músico Carlinhos Brown e o gari Renato Sorriso, símbolo do carnaval carioca. O comercial, apesar da polêmica, faz sucesso e recebe apoio do público, segundo o diretor de marketing da AmBev, Carlos Lisboa. "Nas pesquisas internas de avaliação do efeito desse filme, ele foi muito bem, porque gera uma empatia com o público, que aprecia os que lutam para superar dificuldades. É essa a mensagem que queremos colar ao apelo de ser um 'brahmeiro'".
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo - 23/04/2009
Receita da Heineken
A cervejaria holandesa Heineken registrou no primeiro trimestre receita total de 3 bilhões de Euros, alta de 24% em relação ao mesmo trimestre de 2008, com a aquisição da Scottish & Newcastle, que acrescentou à companhia marcas como John Smith´s e Kronenbourg, segundo a Bloomberg.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 23/04/2009
Cinco diretores deixaram a Schincariol neste ano
Em quatro meses, a fabricante de bebidas praticamente desfez o quadro de diretores que levou dois anos para montar com a ajuda de headhunters
A saída do executivo Fernando Terni da presidência da fabricante de bebidas Schincariol, substituído em dezembro pelo seu antecessor Adriano Schincariol, mostrou-se apenas o primeiro movimento de uma reação em cadeia. Neste ano, outros cinco diretores deixaram a empresa.
A baixa mais recente é a de Marcos Cominato, ex-diretor de recursos humanos da Schincariol, que assumiu nesta semana o mesmo posto na fabricante de eletrônicos LG para a América Latina. Os demais são Álvaro Mello, ex-diretor de tecnologia, Alexandre Romualdo, ex-diretor financeiro, Rudinei Kalil, ex-diretor de vendas para a região Norte, e Fernando Salazar, ex-diretor de vendas para a região sul.
O resultado é que, entre janeiro e abril deste ano, a Schincariol praticamente desfez o quadro de diretores que levou dois anos para montar com a ajuda da empresa de headhunting Egon Zehnder. Nesse período, a companhia contratou pelo menos oito diretores de companhias como Unilever e Telefônica. Hoje restam na função apenas três dos novos contratados - o diretor de marketing Marcel Sacco, ex-Cadbury, o diretor de estratégia Johnny Wei, ex-Nestlé, e o diretor jurídico Robin Castelo.
Gino Di Domenico, diretor de operações, tornou-se subordinado de Gilberto Schincariol, vice-presidente de operações da empresa. Assim como o primo Adriano Schincariol, Gilberto retornou ao cargo que ocupava antes da contratação de executivos de mercado para posições-chave na companhia. Em quase todos os casos, os executivos que saíram foram substituídos com promoções internas.
A cervejaria não confirma oficialmente, mas as saídas se devem em boa parte a uma medida de corte de custos. De acordo com o balanço publicado ontem, 23 de abril, a Schincariol registrou prejuízo de 132 milhões de reais em 2008 - embora as vendas tenham crescido 7,4% e chegado a cerca de 5 bilhões de reais e a participação de mercado de cervejas tenha passado de 11% para 13,2% no período.
Na época do afastamento de Terni, após dois anos no cargo, Adriano Schincariol enviou um comunicado dizendo: “A economia e o mercado enfrentam um momento de grande volatilidade. Por isso resolvemos estar mais próximos do dia-a-dia do negócio.”
Fonte: Portal Exame - Negócios, por Cristiane Mano – 24/04/2009
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