Notícias de mercado
2009 - Maio
Femsa vende mais cerveja no Brasil
As vendas de cerveja da Fomento Econômico Mexicano (Femsa) no Brasil tiveram alta de 1,9% no primeiro trimestre, comparado ao mesmo trimestre do ano passado, divulgou na semana passada a companhia, que, além da divisão de cerveja, possui também a engarrafadora Coca-Cola Femsa e uma rede de lojas no país de origem. Dona das marcas Sol, Kaiser e Bavaria, a Femsa vendeu 2,5 milhões de hectolitros no País entre janeiro e março.
No México, as vendas de cerveja foram 3% menores no período, 5,8 milhões de hectolitros. A queda foi causada em parte pelo aumento de 6,2% no preço médio cobrado no país, destacou a empresa. No Brasil, a evolução no volume ocorreu mesmo com o aumento nos preços. Maior fabricante de bebidas da América Latina, a Femsa teve vendas totais de 43,2 bilhões de pesos mexicanos no trimestre, alta de 20% sobre mesmo período do ano passado.
Por outro lado, o lucro líquido teve queda de 39%, de 1,2 bilhões de pesos, no primeiro trimestre de 2008, para 782 milhões.
A queda no lucro, apontou a empresa, ocorreu principalmente por perdas cambiais relacionadas ao declínio das moedas nos países em que atua e à elevação dos preços de matérias-primas devido ao câmbio. A desvalorização de 29% da moeda mexicana ante o dólar desde agosto, encareceu matérias-primas como grãos e adoçantes.
Na divisão Mercosul da Coca-Cola Femsa, formada por Brasil e Argentina, o lucro líquido no primeiro trimestre aumentou 53,1%, em relação ao mesmo período de 2008. De acordo com a empresa, o que impulsionou a alta foi a consolidação da Coca-Cola Femsa Minas Gerias (Remil), responsável por 25% do crescimento registrado.
Fonte: Gazeta Mercantil – Indústria - Página C8 – 04/05/2009
ABInBev negocia empresa coreana
O fundo de investimentos americano KKR está na fase final da negociação com a maior cervejaria do planeta, a ABInbev, para comprar sua filial sul-coreana Oriental Brewery, por US$ 1,8 bilhão, segundo informou o site do Wall Street Journal. "A transação marca a reabertura do mercado de aquisições de empresas endividadas na Ásia", destacou o jornal americano.
A venda pode ser anunciada na quinta-feira, quando a ABInbev publicar seus resultados do primeiro trimestre, afirma o site que cita fontes ligadas à negociação.
Na semana passada, o Financial Times tinha citado o KKR como favorito para comprar a companhia sul-coreana e que o negócio era iminente.
Segundo o jornal britânico, com a operação a ABInbev conseguirá dinheiro novo para honrar as dívidas assumidas com a fusão, de US$ 52 bilhões, entre as cervejarias belgo-brasileira Inbev e a americana Anheuser-Busch, em novembro passado.
Fonte: Gazeta Mercantil – Indústria - Página C6 – 05/05/2009
Lucro da AmBev sobe 32% no trimestre para R$ 1,61 bi
A companhia de bebidas AmBev informou que registrou lucro líquido de R$ 1, 613 bilhão nos três primeiros meses deste ano, o que representa uma alta de 32,2% ante os ganhos apurados um ano antes, segundo o padrão contábil IFRS.
No período entre janeiro e março de 2009, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da companhia somou R$ 2,8 bilhões, com crescimento orgânico (sem considerar fusões e aquisições) de 27% ante o registrado no primeiro trimestre do ano passado. A receita líquida da companhia subiu 10,7% na mesma base de comparação, considerando-se o critério de crescimento orgânico, para R$ 5, 656 bilhões.
O volume de vendas de cerveja da AmBev no Brasil, principal negócio da companhia, cresceu 7,6% no primeiro trimestre de 2009, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, e somou 17,8 milhões de hectolitros. Segundo a empresa, o clima mais favorável no período, a ocorrência do Carnaval mais tarde este ano, além do aumento da renda disponível do consumidor pela primeira vez em seis trimestres, com a desaceleração da inflação de alimentos e o aumento do salário mínimo, favoreceram o consumo de cerveja no País no período.
A participação de mercado da AmBev no segmento foi de 67% entre janeiro e março deste ano, 0,70 ponto porcentual abaixo do mesmo período do ano anterior. A perda de market share é atribuída pela companhia ao reajuste de preço implementado no início do verão.
No segmento de bebidas não alcoólicas e não carbonatadas, a fabricante obteve um aumento ainda mais significativo no volume vendido, da ordem de 12,6%, para 6,5 milhões de hectolitros.
O clima favorável, o aumento da renda disponível e o Carnaval também impulsionaram as vendas, segundo a companhia, que também obteve um ganho de participação de mercado de 0,40 pontos porcentual, para 17,4% nos três primeiros meses deste ano.
No consolidado, o volume comercializado pela AmBev no País, no primeiro trimestre de 2009, subiu 8,9% ante igual período de 2008.
ABInBev
Já a cervejaria Anheuser-Busch InBev (ABInBev), controladora da AmBev, registrou no primeiro trimestre de 2009 um aumento do lucro melhor do que o esperado, de 10%, mas alertou que os custos em elevação e os fortes resultados do ano passado vão dificultar a repetição do desempenho ao longo deste ano. O lucro ajustado do primeiro trimestre foi de US$ 783 milhões, incluindo itens extraordinários de US$ 716 milhões.
O lucro trimestral do ano passado é uma estimativa da companhia de qual teria sido o resultado se fossem incluídos os lucros da norte-americana Anheuser-Busch, que a belgo-brasileira InBev comprou em novembro de 2008.
O Ebitda ajustado por itens extraordinários da companhia foi de US$ 2,79 bilhões, acima dos US$ 2,53 bilhões de Ebitda ajustado do primeiro trimestre de 2008, com fortes vendas na América Latina e na Europa Central e do Leste. As vendas totalizaram US$ 8,2 bilhões, abaixo dos US$ 8,85 bilhões de um ano antes. O declínio se deveu principalmente à desvalorização do real ante o dólar, que teve um impacto de US$ 1 bilhão sobre as vendas. Excluindo esses efeitos, o faturamento aumentou 4,7%.
"No geral, a cerveja está confirmando ser um negócio muito resistente, mesmo numa recessão", disse o diretor financeiro da ABInBev, o brasileiro Felipe Dutra. Porém, os investidores não devem esperar um crescimento semelhante do Ebitda no restante do ano, disse a companhia. A cervejaria estima um crescimento porcentual nos custos unitários da cerveja vendida na faixa de "um dígito porcentual" pelo restante do ano. Entretanto, os resultados do ano passado foram razoavelmente fortes e a desaceleração econômica terá algum impacto. "O ambiente operacional continua desafiador", disse Dutra.
A fabricante das cervejas Budweiser, Stella Artois e de dezenas de outras marcas anunciou também que vai vender a cervejaria sul-coreana Oriental para o fundo que compra participações em empresas (private equity) Kohlberg Kravis Roberts, por US$ 1,8 bilhão, a fim de ajudar a pagar a dívida decorrente da compra da Anheuser-Busch pela InBev. O acordo concede à ABInBev o direito de recomprar a Oriental dentro de cinco anos sob "termos financeiros predeterminados", que não foram divulgados.
Fonte: Dow Jones – 07/05/2009
AB-Inbev na China
A Anheuser-Busch Inbev (AB-Inbev) fechou acordo para venda da sua fatia remanescente de 7% na cervejaria chinesa Tsingtao. As ações serão vendidas por um total de US$ 235 milhões para um investidor privado chinês, chamado Chen Fashu.
A expectativa é que a transação seja concluída em 27 de maio, segundo o Valor Online. Em janeiro, a AB Inbev vendeu participação de 19,9% na Tsingtao para a japonesa Asahi, por US$ 667 milhões.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 11/05/2009
Setubal, do Itaú, e Neves, da AmBev lideram ranking mundial
A Brendan Wood International (BWI), empresa canadense de consultoria estratégica, divulgou ontem a lista dos melhores presidentes de empresas (Chief Executive Officer, CEO, na sigla em inglês) do mundo. O prêmio, batizado de TopGun CEO, nomeia os melhores executivos de 32 setores da economia. Neste ano, dois brasileiros figuram na lista dos vencedores: Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, e João Neves, presidente da AmBev.
Os nomes dos executivos indicados ao TopGun CEO foram definidos por um painel formado por 2.500 profissionais da área de investimento de 42 países, como gestores de recursos e investidores, responsáveis pela administração de um volume de capital superior a US$ 40 trilhões. O processo de indicação desses executivos foi realizado ao longo dos últimos seis meses, coordenado pela BWI. A lista final dos TopGun CEOs é resultado da combinação das escolhas dos maiores investidores globais e da seleção dos principais analistas da BWI.
Para ser escolhido como um TopGun CEO, o executivo deveria ter o maior número de indicações em seu setor de atuação, enquanto que a companhia em que trabalha deveria ter obtido uma nota pelo menos 10% maior que a obtida por seu concorrente no mesmo segmento no Índice de Confiança de Acionistas da BWI. O Índice de Confiança de Acionistas da Brendan Wood International é um relatório que reflete a confiança dos principais investidores institucionais e de analistas de grandes empresas ao redor do planeta.
O Índice classifica os CEOs em cada categoria com base no posicionamento da companhia, seu plano de negócios, crescimento, governança corporativa, liderança, visão, gestão e equipe. "Mais de 750 multinacionais foram avaliadas em um processo exaustivo", afirma Erik Hansen, presidente da BWI.
Fonte: DCI (Diário do Comércio Industrial) - Finanças – 12/05/2009
Ministério Público move ação contra Ambev por comercial com Ronaldo
O MPF (Ministério Público Federal) em São José dos Campos está movendo uma ação pública contra a Ambev e a África Publicidade com pedido de condenação por danos morais coletivos por conta do anúncio em que o jogador Ronaldo aparece como garoto-propaganda da Brahma.
O comercial feriria o Código de Auto-regulamentação Publicitária ao desrespeitar o princípio da responsabilidade social, induzindo as pessoas ao consumo de bebida alcoólica. Na ação, pede-se que a indenização seja fixada em valor "condizente com o milionário volume financeiro envolvido".
A segunda colocada no mercado de cervejas Schincariol havia encaminhado uma denúncia junto ao Conar (Conselho de Auto-regulamentação Publicitária), pedindo a suspensão do anúncio.
Segundo a concorrente, Ronaldo tem forte influência sobre o público infantil, o que deveria impedi-lo de aparecer em comercial de cerveja. Além disso, o vínculo do jogador de futebol, um esporte olímpico, a bebidas se encaixaria em um tipo de associação condenada pelo Conar.
Procurada pelo Portal Exame, a assessoria da AmBev afirmou que a companhia ainda não foi notificada sobre a ação que está sendo movida pelo MPF.
Regulamentação
O Código do Conselho de Auto-regulamentação Publicitária impõe que a publicidade de cerveja se estruture de maneira socialmente responsável com a finalidade de difundir a marca e a característica do produto, sem induzir o consumo da bebida.
"Não há nenhuma dúvida de que o comercial, através de sua mensagem, induz o consumidor a pensar, de forma consciente e inconsciente, que aquele produto está de alguma forma associado a um maior êxito profissional e induz no consumidor o pensamento de que aquele que é batalhador deve beber a cerveja anunciada", destacou Fernando Dias, procurador da República.
Segundo o autor da ação, a propaganda desrespeita também a determinação de que os anúncios de cerveja não contenham sugiram ou apresentem a ingestão do produto. "Oferecer um copo de cerveja diretamente ao consumidor que assiste ao comercial é, obviamente, sugerir a ingestão do produto o que, no caso, é muito mais grave, pois quem sugere é simplesmente o jogador Ronaldo, cuja imagem à população é altamente positiva", afirmou.
Fonte: Portal Exame - Negócios – 15/05/2009
Krones retoma parceria com a cervejaria AmBev
Após 12 anos, a Krones voltará a fornecer uma linha completa para a AmBev, negócio que marca a retomada da parceria da multinacional alemã com a maior cervejaria da América Latina. O ano de 2008 foi pautado por muitos projetos entre a Krones e a cervejaria que, por meio de uma aliança global com a belga InBev nos últimos anos, passou a estar presente em 14 países, segundo a empresa.
A aquisição da linha, que está em montagem, deve-se ao investimento da AmBev em uma nova fábrica no Brasil para aumento de sua produção. Destinada a garrafas de vidro, a linha será instalada na unidade de Sete Lagoas, em Minas Gerais.
A nova linha da Krones para a AmBev terá produção de cervejas em garrafas de 600 ml e 630 ml. Futuramente, a empresa projeta envasar também em embalagens de 970 ml. A linha tem performance de 60.000 garrafas por hora para os volumes de 600 ml e 630 ml e de 33.000 garrafas por hora para o volume de 970 ml.
Um dos destaques da linha é a enchedora Mecafill modelo VKPV 5.760-176-103, uma das maiores instaladas no Brasil. Ao contrário do sistema de enchimento mecânico tradicional, o processo de envase é feito por válvulas de enchimento comandadas por acionamento eletropneumático. Por meio de interface, programa todas as fases de enchimento, tanto para a troca de produto como da garrafa.
A linha ainda tem rotuladora (com kit incluso) Solomatic 1200-30, despaletizador de caixas Pressant Duplex 2NT-1136 e paletizador de caixas Pressant Duplex 2NT-1176. A desencaixotadora é uma Smartpac U 2900 T e a encaixotadora é uma Smartpac C 2900 T. A inspeção de nível, presença e posição de tampas e presença de rótulo será feita pelo inspetor Checkmat 752 FE-G (com rejeitor).
O inspetor de caixas cheias (com sensor) será de responsabilidade de um Checkmat 708 VK. A linha também tem transportadores Krones SynCo (garrafas), Krones MultiCo (pacotes) e Krones PalCo (paletes).
Fonte: N/Couto Comunicação - Krones News nº 86 – 15/05/2009
Grupo Krones assume 100% do capital da Kosme
A Krones, multinacional alemã líder mundial no desenvolvimento e fabricação de máquinas de alta velocidade e soluções completas para linhas de enchimento a grandes clientes do setor de bebidas e alimentos, tomou uma importante decisão em seus negócios para fortalecer as atuações no atendimento a pequenas e médias produções.
O assunto é uma das novidades para a 25ª edição da Fispal Tecnologia, maior evento da indústria de alimentos e bebidas da América Latina, entre os dias 16 e 19 de junho, no Anhembi, em São Paulo. O estande da Krones (49/50) está entre as ruas L/M.
A Kosme, empresa especializada no mercado de pequenas e médias produções, passou a ser controlada 100% pela Krones em janeiro deste ano. Desde 2003, a empresa, de origem italiana, já era controlada pela Krones, porém com 51% de seu capital. A Kosme oferece linhas de envase com velocidades mais baixas, de 3.000 a 20.000 garrafas por hora.
“Agora, com o controle total da Krones sobre a Kosme, toda a sua tradição e expertise em excelência de equipamentos e tecnologia avançada também estarão 100% presentes nas soluções para as empresas com pequenas e médias produções”, destaca Silvio Rotta, diretor comercial da Krones do Brasil. “Além de a Kosme fornecer soluções com a alta qualidade e a confiabilidade da marca Krones, os custos de investimento são atraentes e viáveis para os clientes com menores produções.” Silvio Rotta ressalta que haverá uma maior sinergia entre as duas empresas, com troca de experiências, tecnologias e processos, além de todo know-how de ambas em seus respectivos mercados. O portfólio de máquinas e equipamentos oferecido aos clientes aumentou, o que resultará em uma participação mais competitiva em novos mercados.
A Kosme também contará com toda a experiência da Krones na oferta de serviços e treinamentos. Na Krones do Brasil, os clientes já contam, inclusive, com um responsável apenas pelo atendimento de pedidos da Kosme no País e pela interface com as fábricas da Kosme na Itália e na Áustria.
A unidade austríaca da Kosme é responsável pela tecnologia e produção de sopradoras de até seis cavidades e coordenação de linhas completas para envasamento em PET. Na Itália são produzidos diversos modelos de enchedoras, rotuladoras, além de paletizadoras, despaletizadoras, encaixotadoras, desencaixotadoras e embaladoras. No Brasil, a Krones mantém a produção de transportadores, rotuladora hot melt e alguns modelos de kits de rotuladoras.
Assim como ocorre com a Krones, um forte mercado para a Kosme é o de bebidas, com destaque para vinícolas e bebidas quentes, além de cervejarias e indústrias de refrigerante de pequenas e médias produções. Outros setores importantes são os de alimentos, cosméticos, farmacêutico e de higiene e limpeza.
“O mercado cervejeiro no Brasil, por exemplo, é conhecido pela atuação de grandes empresas, mas empreendimentos regionais têm surgido de forma mais consistente nos últimos anos, com uma preocupação cada vez maior com a qualidade de seus produtos, eficiência e produtividade, e não somente com os custos”, explica Silvio Rotta. As empresas de menor porte também querem investir em alta tecnologia para alcançar um consumidor exigente.
Fonte: N/Couto Comunicação - Krones News nº 86 – 15/05/2009
Consumo de cerveja sobressai na crise
A cerveja está tirando consumidores de outros tipos de bebidas alcoólicas nos Estados Unidos por causa da recessão, e o vinho nacional do país está avançando sobre a fatia de mercado dos importados, segundo duas pesquisas realizadas com consumidores e a maior cervejaria do mundo.
"Às vezes se pensa que as bebidas alcoólicas não são afetadas pela recessão, mas temos tido evidências significativas de mudanças nos hábitos de compra e relativo ao acompanhamento das refeições", disse Danny Brager, vice presidente da Nielsen, que pesquisou 5.000 consumidores de bebidas alcoólicas nos EUA.
As pessoas compram pacotes maiores de bebidas nacionais e estão menos "inclinadas a experimentar" novos produtos, disse ele em um comunicado à imprensa divulgado na semana passada. O gráfico do dia compara os preços da cerveja e do vinho norte-americano nos EUA de janeiro de 2008 a março de 2009, com base em índices de consumidor do Departamento de Estatística do Departamento do Trabalho dos EUA. "Estamos sem dúvida vendo que alguns consumidores estão mudando para a categoria das cervejas, o que é bom para nós, e, dentro disso, substituindo as importadas e especiais pelas mais comuns", disse Carlos Brito, principal executivo da Anheuser-Busch InBev , fabricante da Budweiser.
As margens de lucro vão "expandir" em um "ambiente de preços saudável nos EUA", disse ele, sem falar sobre os preços das commodities.
Fonte: Gazeta Mercantil - Empresas & Negócios - Página C1 – 19/05/2009
AmBev investe R$ 22 milhões em centro de distribuição no Sul
Após 22 milhões de reais investidos, a AmBev inaugurou o CDD (Centro de Distribuição Direta) de Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre. A instalação recém-inaugurada possui capacidade para armazenar e distribuir 1,7 milhões de hectolitros de bebidas por ano.
O novo centro substitui o de Porto Alegre, graças ao aumento anual médio de 7% na demanda desde 2005. O espaço ficará responsável pelo abastecimento da região metropolitana de Porto Alegre e de todo o sul do Rio Grande do Sul. Os 300 funcionários do CDD de Porto Alegre foram mantidos.
Para 2010, a AmBev prevê a inauguração de uma nova maltaria na cidade de Passo Fundo, mas a quantia destinada a tal projeto será quase dez vezes maior, chegando a 213 milhões de reais.
O ponto que marca o diferencial maior do CDD recém-inaugurado é a utilização de águas pluviais capitadas para serviços de manutenção diária, racionalizando recursos naturais.
Segundo nota oficial, o projeto também reduz gastos com a limpeza de áreas externas e a lavagem de caminhões e carretas, por exemplo. "A economia mínima prevista a cada ano é de $ 35 mil reais, mas o valor pode chegar a 52 mil reais considerando a lavagem de toda a frota de caminhões de entrega e carretas", prevê a empresa.
Nesta sessão, as ações preferenciais da companhia (AMBV4), que mantém maior liquidez, apresentavam uma alta de 2,15% às 15h57, cotadas a 127,90 reais. Ao mesmo tempo, o Ibovespa, principal índice de referência da bolsa brasileira, subia 0,92%.
Fonte: Portal Exame - Negócios – 19/05/2009
AmBev investirá R$ 240 mi em nova fábrica em Minas
Diante do crescimento das vendas de bebidas no Brasil, a AmBev anunciou hoje que irá iniciar no próximo mês a produção de uma nova fábrica de cerveja em Sete Lagoas, na região central de Minas Gerais.
Até o final do ano serão investidos R$ 240 milhões em duas linhas de produção de garrafas e latas de cerveja, totalizando 4 milhões de hectolitros (um hectolitro equivale a 100 litros) por ano.
O presidente da AmBev, Victório de Marchi, observou que a evolução positiva das vendas da empresa no primeiro trimestre assegurou o início da produção da planta, batizada de "Nova Minas". "As indústrias produtoras de bens de consumo, felizmente, até agora estão num ritmo normalizado. O nosso setor no primeiro trimestre até teve um crescimento em relação ao ano passado", afirmou. Nos três primeiros meses do ano, o volume de vendas de cerveja da AmBev no Brasil cresceu 7,6% na comparação com o mesmo período de 2008, conforme balanço financeiro divulgado no início do mês.
Ao todo, a empresa comercializou no País 17,8 milhões de hectolitros. O principal negócio da companhia - que detém mais de 60% do mercado nacional de cervejas - puxou o resultado positivo no primeiro trimestre. A AmBev registrou lucro líquido de R$ 1, 613 bilhão nos três primeiros meses de 2009, um crescimento de 32,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Marchi destacou que a crise internacional e a entrada em vigor das novas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bebidas obrigaram a empresa a um processo de corte de custos nas operações brasileiras. "Nós assumimos parte desse ônus (aumento do IPI) compensando isso com outras reduções de custo. Nós praticamente não ajustamos os nossos preços. Isso fez com que a nossa arrecadação tivesse um aumento nesse trimestre, em relação ao primeiro trimestre anterior, em torno de 30%". A nova fábrica em Minas - a terceira unidade - fará com que o Estado torne-se auto-suficiente na produção de cerveja.
Atualmente, o abastecimento do mercado mineiro é reforçado com produtos de unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. De início, serão gerados 310 empregos diretos na planta de Sete Lagoas. A previsão até 2013 é que sejam investidos mais R$ 110 milhões na ampliação da fábrica. Segundo o presidente da AmBev, a unidade tem capacidade para produzir até 10 milhões de hectolitros ao ano. Em 2008, a empresa atingiu volume de vendas de 142,9 milhões de hectolitros de bebidas e receita líquida de R$ 19,6 bilhões.
Fonte: Portal Exame - Notícias - 19/05/2009
AmBev inaugura fábrica e já prepara expansão
A Companhia de Bebidas das Américas (AmBev), detentora das marcas de cerveja Brahma, Antarctica e Skol, informou ontem ao governador Aécio Neves que dentro de 30 dias vai inaugurar a fábrica na cidade de Sete Lagoas, a 70 quilômetros ao norte da capital mineira. Segundo o co-presidente do Conselho de Administração da empresa, Victório de Marchi, foram investidos R$260 milhões na unidade industrial, que vai produzir 4 milhões de hectolitros da bebida por ano. Durante a audiência no Palácio da Liberdade o dirigente informou que a partir do próximo ano, serão investidos mais R$110 milhões em obras de ampliação que se estenderão por 36 meses. "A crise financeira internacional atingiu apenas alguns setores aqui no Brasil. O setor de bebidas não foi alcançado e caso persista o crescimento da demanda apresentado no primeiro trimestre, abriremos novas unidades", disse.
A fábrica já iniciou o recrutamento de seus 360 empregados que irão trabalhar na produção de bebidas e as vagas, que serão acrescidas de cerca de 1.200 empregos indiretos, aparecem em um momento importante, pois a cidade viu sua indústria de ferro gusa praticamente desaparecer com o fim das exportações brasileiras de produtos siderúrgicos. Mas os empregos quase foram transferidos para outro município, pois as obras da fábrica chegaram a ser embargadas por ambientalistas inconformados com o abate de pequizeiros existentes na área e que foram derrubados para dar lugar aos galpões da AmBev. Essa árvore produz o pequi, que é um fruto de cheiro e sabor repugnantes para muitos, mas que é igualmente apreciado pelos moradores do norte de Minas por conta de seus supostos sabores medicinais.
Os deputados da região conseguiram a aprovação de uma lei estadual que considera a árvore como patrimônio cultural dos mineiros e, por conta disso, o seu abate foi proibido. As obras somente prosseguiram em decorrência de nova lei estadual que determina o plantio de 25 árvores por conta de cada um dos 136 pequizeiros abatidos. A empresa cumpriu a exigência.
A AmBev possui outras duas fábricas em Minas, em Juatuba e Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Há uma terceira unidade, desativada, em Pirapora, no noroeste de Minas, construída, há três décadas, se beneficiando de incentivos fiscais. Segundo De Marchi, a unidade se encontra muito distante dos centros consumidores e não há planos para reativação.
Fonte: Gazeta Mercantil – Indústria - Página C3 – 20/05/2009
Na crise, embalagem "tamanho família" ganha importância
Do refrigerante de mais de 3 litros ao antisséptico bucal de 900 ml, está cada vez mais comum encontrar produtos em versões maiores que as usuais nos supermercados. Com a crise econômica à espreita da indústria de bens de consumo não-duráveis, o número de embalagens "tamanho família" cresceu. A meta é evitar que o consumidor que pretende economizar mude das marcas líderes para as mais baratas. E, em diversos casos, a estratégia tem surtido efeito.
Segundo um estudo feito pela Nielsen, no primeiro trimestre deste ano, os pacotes de cerveja em lata com 18 unidades (seis a mais que o regular) tiveram 33% de aumento nas vendas. Os pacotes com 15 latas venderam 9% a mais e os com 24 unidades, 15% além. Já os regulares, com 12 latas, permaneceram estáveis. Não por acaso, a AmBev vem lançando uma série de embalagens econômicas. A primeira experiência aconteceu com a Skol Litrão, na garrafa de vidro, lançada em julho. A recepção foi boa e a companhia ampliou a linha em dezembro, com a Brahma em litro. Em março, veio a Antarctica de 1 litro, por enquanto restrita ao varejo do Rio de Janeiro. Nos refrigerantes, a companhia colocou no mercado as versões Guaraná Antarctica e Pepsi em garrafas de 3,3 litros.
"Há algum tempo as embalagens econômicas vem ocupando espaço", diz Martinho Paiva Moreira, vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas). "Mas com a crise, os consumidores querem gastar menos e os 'tamanho família' estão ganhando mais destaque", acrescenta. De fato, as novas versões são uma das respostas da indústria à mudança recente de comportamento do consumidor.
A Danone, por exemplo, está ampliando a oferta de iogurtes em potes de 900 ml e também em bandejas com oito unidades. "Antes eram no máximo quatro", diz Leonardo Lima, gerente de marketing da Danone. Boa parte dos consumidores, segundo ele, têm ido menos vezes ao supermercado. "As embalagens 'tamanho família' funcionam bem para quem está fazendo compras mais espaçadas", afirma.
Para indústria, a estratégia é positiva porque assim evita-se queda no volume de vendas. Além disso, há o estímulo ao maior consumo do produto. Com um pote de 900 ml na geladeira, a pessoa precisa consumir o iogurte antes que estrague - o que geralmente acontece em menos de uma semana. "Assim, vencemos um desafio que é aumentar o consumo habitual de iogurtes. Muita gente ainda acha que só deve tomar Activia, por exemplo, quando está com problema de intestinal", afirma Lima. Mas nem só de alimentos e bebidas vivem as embalagens tamanho família.
O segmento de produtos de limpeza é um dos que mais concentram esse tipo de formato. A Química Amparo, dona da marca Ypê, lançou recentemente seu detergente no garrafão de 5 litros, assim como o amaciante de roupas e o sabão em pó no pacote de 5 quilos. "Desde o começo do ano, muitos varejistas têm pedido esse tipo de produto. Houve embalagem em 'tamanho família' que desenvolvemos a pedido do supermercadista", conta o diretor-geral da empresa, Waldir Beira Júnior.
A Reckitt Benckiser também aderiu à onda da embalagem econômica. Há menos de um mês lançou o alvejante Vanish Líquido em frasco de 3 litros. Enquanto a embalagem tradicional, de 500 ml custa em média R$ 5, a nova sai por cerca de R$ 19.
Para o consumidor, com o frasco maior, cada 500 ml do produto custaria R$ 3,16, com 36% de economia. Para a indústria, a vantagem, entretanto, é bem maior. "O consumidor vêm trocando produtos de limpeza de marcas tradicionais pelos mais baratos para gastar menos", explica Ricardo Alvarenga, analista de mercado da Nielsen. A embalagem maior é uma maneira de evitar que o consumidor faça essa migração.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 25/05/2009
Consumo de bebidas: previsão de ano bom
De acordo com uma pesquisa da LatinPanel, os gastos com alimentos e bebidas cresceram 14% em 2008, representando 21% dos gastos totais dentro do lar. Todos os grupos de produtos pesquisados registraram resultados positivos no segundo semestre do ano passado, só a cesta de bebidas registrou um avanço de 17% em volume consumido.
A expectativa do segmento de bebidas é ainda mais positiva para 2009. Um dos principais fatores desse otimismo é o grande número de feriados em dias úteis do ano, o maior da última década. Serão 11 feriados nacionais, 10 deles caindo em dias úteis.
Apesar de associados a prejuízos à economia, os feriados aquecem setores específicos, como o segmento de bebidas. Com mais tempo de folga, os brasileiros deverão viajar mais, comer fora com maior freqüência e consumir muito mais bebidas em 2009, tanto em casa, quanto em estabelecimentos comerciais.
O segmento de bebidas apresenta, há alguns anos, expressivo crescimento nas vendas. De acordo com um estudo do professor emérito da Faculdade de Economia e Administração da USP de Ribeirão Preto, Luiz Guilherme Scorzafane, mundialmente, este mercado cresceu 39% no período de 1990 a 2006, fator provocado principalmente pelo crescimento na produção dos países em desenvolvimento. O surgimento de produtos, até então inéditos no país, como energéticos e cervejas especiais (premium), e a criação de novos hábitos de consumo contribuíram para impulsionar essa expansão. Quanto ao consumo dos brasileiros em 2008, o volume de compras aumentou 2% em relação a 2007, enquanto o preço médio subiu 8% em comparação com o mesmo período.
Os números refletem o aumento de preços ao consumidor na composição da cesta de compras. No segmento de bebidas não-alcoólicas, incluindo cerveja, o volume de vendas cresceu 3%, ficando atrás apenas de higiene & beleza. Os gastos com bebidas chegam a 2% dos gastos totais dos lares brasileiros. Devido a aprovação da Lei Seca, o consumo de bebidas dentro de casa cresceu acima da inflação em 2008. As bebidas alcoólicas tiveram um aumento de 9% nas vendas do ano passado, enquanto a categoria de bebidas não-alcoólicas (acrescida de cerveja e chope) teve um aumento de 11%. No quarto trimestre do ano passado, o comércio se recuperou dos números ruins do trimestre anterior.
O setor de bebidas cresceu 17%. Se comparados o quarto trimestre de 2008 com o mesmo período de 2007, o segmento teve um aumento de 9%, mesmo sem o efeito sazonal. A previsão da LatinPanel para 2009 é de que a economia nos países ricos cresça menos. “O Brasil deve ser destaque neste ano, crescendo acima dos países desenvolvidos. Para que a situação melhore ainda mais, dependemos do desempenho de três pilares: nível de emprego, redução das taxas de juros e reestruturação dos gastos públicos”, diz Fátima, diretora da LatinPanel.
Fonte: Confenar, nº 5 - abril/maio de 2009
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