Notícias de mercado
2009 - Julho
AB Inbev venderá fábricas de latas nos EUA por US$ 577 milhões
A Anheuser-Busch InBev (ABInbev) anunciou hoje que fechou acordo para vender três fábricas de latas e uma de tampas da subsidiária Metal Container Corporation (MCC) para a empresa de embalagens Ball Corporation.
Os ativos, todos localizados nos EUA, serão vendidos por US$ 577 milhões, em dinheiro, o que equivale a 7,5 vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) das unidades em 2008. A expectativa é concluir o negócio até o fim deste ano, ou no primeiro trimestre de 2010.
Como parte do acordo, a AB Inbev firmará um contrato de longo prazo com a Ball para continuar comprando as latas e tampas, fabricas pelas quatro unidades. Os empregos também devem ser mantidos.
Segundo a ABInbev, as fábricas vendidas têm foco maior na produção de latas para bebidas não-alcoólicas. Elas estão localizadas nos estados americanos de Wisconsin, Ohio, Geórgia e Flórida.
Após a venda, a MMC permanecerá com sete unidades de fabricação de latas de cerveja, o que equivale a mais de 60% da capacidade atual da subsidiária. Não existe plano de vender os ativos restantes.
Em comunicado ao mercado, o executivo-chefe da ABInbev, o brasileiro Carlos Brito, disse que a venda faz parte do plano de desalavancagem da companhia, mas ressaltou que o acordo permite que a empresa fique com as fábricas mais relevantes para o negócio de cerveja.
Fonte: Valor Online - 01/07/2009
Exportações de cerveja belga caíram no último ano pela primeira vez desde 2000
Em 2008, a produção de cerveja na Bélgica caiu 3,8% e as exportações caíram pela primeira vez desde 2000 em 6,8% ou 716.000 hl.
Entretanto, Theo Vervolet, presidente dos Brasseurs Belges (Cervejeiros Belgas), assegurou que a situação não está tão mal como parece.
Para o Sr. Vervolet, os volumes não mostram a realidade. “Em 2007, os cervejeiros belgas exploraram um número de novos mercados, que levou a resultados a um impulso nos resultados. Se nós excluirmos este fenômeno, iremos observar que nossas exportações cresceram no ano passado,” disse ele.
“O relatado aumento de 24,7 % de importações de cerveja na Bélgica também está longe da realidade, nosso mercado é estável,” disse o Sr. Vervolet, adicionando que a Bélgica ainda continua como o país com a menos importação de cerveja no mundo.
De acordo com os dados da indústria, a Bélgica exportou 9,8 milhões de hl de cerveja (um pouco mais que a metade de sua produção total de cerveja) no último ano.
“Em 2007, a InBev exportou grandes volumes para os EUA através de um contrato com a Anheuser-Busch. No ultimo ano, a exportação da InBev para os EUA caiu ligeiramente como resultado da aquisição da Anheuser. Desde que AB InBev mantém 57% do mercado cervejeiro belga, o impacto sobre o total de exportação foi significante,” disse o presidente dos Cervejeiros Belgas (Brasseurs Belges).
As exportações para a França, Alemanha e Grã-Bretanha (somam cerca de 60% das exportações) diminuíram no ano passado (pela primeira vez) em uma média de 13%.
Fonte: BelgianShop WeekLetter 1387 - 03/07/2009
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
Mais mudanças na Schincariol
O processo de profissionalização da Schincariol, segunda maior cervejaria do país, naufragou de vez. Na sexta-feira a empresa demitiu Marcel Sacco, diretor da área de Marketing da empresa e um dos poucos remanescentes da tentativa de profissionalização iniciada em 2007.
Na época, a empresa era comandada por Fernando Terni, que foi demitido em dezembro do ano passado. Sacco é o oitavo executivo dispensado depois da saída de Terni.
Em seu lugar fica Adriano Schincariol, herdeiro do grupo e que já havia assumido a presidência da empresa. Além de Sacco e Terni deixaram a Schincariol os diretores de vendas, Fernando Salazar e Rudinei Kalil; o diretor financeiro, Alexandre Romualdo; o diretor de tecnologia, Álvaro Mello; o diretor de operações, Luiz Odone Braga Neto; e o diretor de recursos humanos, Marcos Cominato.
Do time formado por Terni apenas dois profissionais continuam na empresa. O diretor jurídico, Robin Castello; e o diretor estratégico, Johnny Wei.
Fonte: Portal Exame - Negócios, por Marcelo Onaga – 06/07/2009
Africa, Brasil e China apresentam as melhores vendas de cerveja
A África (o continente inteiro), Brasil e China apresentam os resultados mais positivos em vendas de cerveja até o momento. É relatado que o Brasil alcançou um aumento de 7% ou 8% para o ano. O mercado cervejeiro brasileiro tem crescido a uma taxa anual de 6%, de acordo com o último relatório do SINDICERV. A produção da China em maio aumentou em 22% comparado com o mesmo período do ano anterior. A China é o maior mercado mundial de cerveja em termos de produção e consumo – em torno de 33% maior que o número dois – os Estados Unidos.
Como o mercado econômico chinês continua a amadurecer, o crescimento geral de oportunidades de mercado para a cerveja cresce junto. Em contraste, as vendas de cerveja no Leste Europeu (Comunidade dos Estados Independentes e países do leste da Comunidade Européia) estão muito baixas, como nos países ocidentais da Comunidade Européia.
Por exemplo, as vendas alemãs de cerveja caíram em 7,4% em maio e em 4% nos primeiros cinco meses do ano. No mesmo período, as vendas de cerveja na França diminuíram 6,9% para 5,8 milhões de hl. As vendas de cerveja na Rússia caíram 7,4% no período relatado. A produção japonesa em maio caiu após dois meses bons em março/abril, mas está ainda 2% abaixo do nível do ano passado. Agora, como a economia global continua em recessão, o mercado cervejeiro, mesmo em países em desenvolvimento, deve desacelerar.
De acordo com os dados da pesquisa, o mercado cervejeiro do G8 cresceu 1,2% entre 2004 e 2007, para alcançar o valor de U$ 264,4 bilhões. Os países do G8 são: Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Inglaterra, Itália, Rússia e Japão.
Fonte: GlobalMalt Newsletter nº28 - 06/07/2009
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
Kohlberg Kravis Roberts revende 50% da cervejaria Oriental Brewery
O fundo de investimentos em participações em empresas (private equity) Kohlberg Kravis Roberts (KKR) revendeu metade das operações da cervejaria sul-coreana Oriental Brewery, apenas algumas semanas depois de tê-la comprado por US$ 1,8 bilhão, segundo fontes próximas à operação. O fundo acertou a venda de 50% da Oriental Brewery para a Affinity Equity Partner, outro fundo similar, mas com foco em operações no mercado asiático, em troca de pagamento de US$ 400 milhões.
A KKR adquiriu a cervejaria da Anheuser-Busch InBev em maio, seu primeiro acordo na Coréia do Sul, ao superar a concorrência de um comprador local estratégico e de outros fundos de private equity rivais. A transação foi a maior aquisição alavancada na Ásia em dois anos. O acordo da KKR com a Affinity deverá surpreender tanto os vendedores como os especialistas em fusões, que esperavam vê-la administrando a cervejaria por conta própria. Esse tipo de negócio, no entanto, conhecido como acordo de "clube", ou sindicalizado, é comum no setor de private equity, com as firmas buscando dividir os encargos financeiros e somar suas habilidades e redes de negócios.
A MBK Partners, outro fundo de investimentos em participações regional que concorreu pela Oriental Brewery, uniu-se a um consórcio do Goldman Sachs que deverá comprar a Universal Studios Japan por US$ 1,4 bilhão. Fontes próximas ao acordo disseram que a KKR tinha interesse em arregimentar a Affinity por seu histórico de sucesso na Coréia do Sul. A Affinity possui um escritório no país e fechou vários acordos exitosos com empresas sul-coreanas nos últimos anos. "Ter a Affinity envolvida como parceira nesse acordo facilitará as coisas para a KKR em termos de integrar a Oriental e de trabalho com os administradores" da empresa, disse uma das fontes.
A Oriental Brewery é dona de uma das duas licenças de cervejas no país e detém participação de 40% do mercado. A InBev comprou a Anheuser-Busch por US$ 52 bilhões no ano passado e decidiu vender suas operações secundárias na Coréia do Sul para pagar dívidas. A KKR surpreendeu os especialistas ao superar o Lotte Group, um poderoso conglomerado varejista da Coréia do Sul, considerado favorito para levar a cervejaria. O grupo de private equity, com sede nos Estados Unidos, conseguiu US$ 800 milhões graças às reservas de US$ 4 bilhões de seu fundo asiático, enquanto o vendedor estava tão ávido por desfazer-se das operações que forneceu financiamento de US$ 300 milhões, com termos atraentes. Um consórcio de bancos globais, formado por Standard Chartered, Nomura, HSBC e JPMorgan, está fornecendo US$ 750 milhões em financiamento bancário aos compradores. A Affinity também assumirá metade das dívidas e dos financiamentos pelo vendedor.
A Affinity vem sendo um comprador disciplinado nos últimos anos e economizou a maior parte de seu último fundo, de US$ 2,5 bilhões. A compra da Oriental Brewery deverá ser completada ainda neste mês.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 08/07/2009
IBGE: mudanças do IPI no semestre tiveram efeito neutro
As medidas relativas à alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) adotadas pelo governo federal no primeiro semestre deste ano tiveram efeito praticamente neutro na inflação do período medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Um levantamento apresentado pela coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, mostra que os efeitos da redução do tributo nos eletrodomésticos (fogões, geladeiras e lavadoras) e automóveis foram compensados, por outro lado, pela elevação das alíquotas sobre cigarros e bebidas. "Essas altas praticamente anularam os efeitos de queda do IPI na inflação, que acabaram não ultrapassando 0,03 pontos porcentuais”, explicou Eulina.
Nos seis primeiros meses de 2009, o recuo do IPI gerou uma queda nos preços de automóveis novos (-5,9%), usados (-4,29%) e eletrodomésticos (-4,29%). Eulina incluiu no grupo também os seguros de automóveis, que segundo ela acompanham a variação de preços dos automóveis e caíram 4,19% no período. Esses itens, juntos, contribuíram com uma variação negativa de -0,35 ponto porcentual (pp) do IPCA acumulado no semestre, de +2,57%.
Já em outro grupo de produtos, que inclui refrigerantes, cerveja, outras bebidas alcoólicas e cigarros, a alta do IPI em alguns desses itens, além de uma mudança de base de cálculo na cerveja e refrigerantes, contribuíram para elevar os preços desses itens no período entre janeiro e junho de 2009 e, juntos, contribuíram com 0,32 pp de alta para a inflação do período.
Fonte: AE Agência Estado, por Jacqueline Farid – 08/07/2009
SABMiller corta a meta para o crescimento de volume para a Europa
A SABMiller, a segunda maior cervejaria do mundo, cortou a sua previsão para o crescimento de vendas na Europa porque a recessão global pesa na demanda dos consumidores e o consumo em mercados da Rússia à Hungria desacelera. O macro contexto na Europa mudou, duração e extensão da recessão, pressão fiscal governamental, volatilidade maior custo de commodity dos impostos possuem impacto sobre as previsões dos cervejeiros.
As vendas de cerveja na Europa por volume deverão crescer 2% a 4% nos anos até 2013, menor que as expectativas consensuais de crescimento entre 4% a 6%, disseram os executivos da SABMiller em uma reunião com investidores em Londres. O consumo per capita na Europa Oriental está se atenuando, enquanto está declinando na Europa Ocidental, disseram. Ainda está sendo esperado crescimento na Comunidade Econômica Européia. O consumo per capita na CEE excede a média da Europa Ocidental, o consume per capita da Europa Ocidental está declinando, a média da Europa Ocidental está sendo desviada pela Espanha e Itália, que estão crescendo a partir de bases menores e a França.
À medida que os mercados amadurecem, os cervejeiros apenas podem manter o crescimento das margens pelo aumento de preços, cortando os custos de produção, ou ganhado um share maior, disse a empresa. Alan Clark, diretor da SABMiller para a Europa, disse: “Por anos nós ultrapassamos nossas metas de volume de 4 a 6%, e no momento temos observado uma moderação no aumento do consumo.” E adicionou “quando mercados amadurecem, o foco deve ser no share. Se nós não ganharmos share neste ano, não remos atingir volumes nivelados”.
A Europa representa 18% dos volumes de cerveja da SABMiller e 22% de seus ganhos antes de juros, impostos e amortização.
A SABMiller reporta ganhos orgânicos de market share e lucratividade superior na Polônia, Rep. Tcheca e Romênia, ao longo do ano passado. A empresa tem o objetivo de fazer com que a produção seja mais eficiente na Polônia, Romênia e a Rep. Tcheca, enquanto corta custos com as operações da Grolsch. A cervejaria disse que planeja aumentar o valor de vendas na Rússia e mercados europeus maduros pela promoção agressiva de marcas Premium mais rentáveis incluindo Grolsch e Peroni, pela consolidação de posições principais significativas, e pelo aumento do foco no gerenciamento do faturamento. “O gerenciamento do faturamento é a chave no 1 de crescimento lucrativo em mercados maduros.“
Polônia: crescimento em canais e valor elevado
Rússia: continuidade do aumento do segmento premium
Rep. Tcheca: mistura de segmento de canal e marca
Romênia: expandindo ocasiões
As impressões geográficas permanecem um fator essencial para o acesso de crescimento futuro, disse a cervejaria. Mas a SABMiller também acredita em uma resposta de portifólio com marcas Premium globais e locais.
A estratégia da SABMiller para o crescimento:
Construir e fazer crescer posições em mercados cervejeiros atraentes
Maximizar potencial comercial através do portifólio do país
Fomentar o desenvolvimento de habilidades comerciais
Ter acesso a novos consumidores e ocasiões
Construir um portifólio diferenciado de cervejas premium
Fortalecer marcas centrais principais
Melhorar o gerenciamento do faturamento
Ganhar em canais prioritários
Gerenciar custos e desenvolver a produtividade
Gerenciamento para crescimento de valor em mercados maduros:
Vigorosa extração do valor máximo
Construção agressiva de marcas premium
Consolidação das posições principais significantes
Aumento do foco no gerenciamento do faturamento
Execução in-market altamente diferenciada
Melhor estrutura de custos na classe
Capacidade organizacional de classe mundial
Fonte: GlobalMalt Newsletter nº28 - 08/07/2009
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
Antarctica Sub Zero chega ao mercado na 2ª semana de julho
Produto estará em São Paulo e Minas Gerais a partir de hoje. Marca reconhecida pela tradição em fazer cerveja, Antarctica promete movimentar a categoria pilsen com o lançamento de Antarctica Sub Zero. O diferencial do lançamento é a combinação de um líquido especialmente elaborado para ser mais suave e refrescante com o seu moderno processo de fabricação, fruto da troca de conhecimento entre o Centro de Desenvolvimento Tecnológico da AmBev e outras áreas de referência da AB InBev.
Para ser produzida, Antarctica Sub Zero passa por um sistema de dupla filtragem a frio, realizada a uma temperatura de -2° Celsius. Durante o procedimento, a linha de produção fica coberta por uma fina camada de gelo e a cerveja chega quase a congelar. O líquido resultante tem como principais características o sabor e texturas suaves, o amargor menos marcante e refrescância acentuada.
"Verificamos, por meio de pesquisas realizadas mensalmente com mais de 2,5 mil consumidores de todo o Brasil, que refrescância e suavidade são as características mais valiosas de uma cerveja. A constatação, aliada ao fato de que Pilsen é o tipo de cerveja mais consumida no Brasil e no mundo, resultou no lançamento da Antarctica Sub Zero. Queremos oferecer aos apreciadores de cerveja uma experiência de consumo diferenciada nesta categoria", adianta Stella Brant, gerente de marketing de Antarctica.
Agregar tecnologia ao processo de fazer cerveja foi possível devido ao intercâmbio de informações entre a AmBev e a AB InBev.
A equipe de mestres-cervejeiros liderada por Luciano Horn, que assina o desenvolvimento do produto, passou cerca de um ano e meio trocando informações com equipes instaladas em diferentes partes do mundo. Horn visitou fábricas na Europa para conhecer melhor as tecnologias disponíveis e, depois de muito estudo, pesquisa de campo e testes foi possível chegar ao produto final: um líquido suave e muito refrescante.
“O desenvolvimento de Antarctica Sub Zero foi feito em duas etapas. Primeiro trabalhamos para achar a composição ideal dos principais ingredientes da cerveja, o malte e o lúpulo, que resultasse em um líquido suave e refrescante. Depois, focamos na implementação da tecnologia de dupla filtragem a -2ºC" revela Luciano Horn.
O mestre-cervejeiro explica que essa temperatura muito baixa auxilia na aglomeração das partículas formadas durante a fermentação e a dupla filtragem possibilita a retirada destas partículas. "A composição combinada à moderna tecnologia de produção resultam em um líquido com sabor e textura suaves, amargor menos acentuado e extremamente refrescante", completa ele.
"Neste ano, a AmBev está trabalhando com duas principais frentes: rentabilidade e inovação. Em 2008, as inovações no segmento mainstream estiveram focadas no desenvolvimento de embalagens e consideramos que é o momento de apresentar uma inovação de líquido para o consumidor de cervejas pilsen, a maior inovação da AmBev este ano", complementa Carlos Lisboa, diretor de marketing da AmBev.
Para Marcel Marcondes, gerente corporativo de marketing de Antarctica, o novo produto foi especialmente desenvolvido para estar inteiramente alinhado com o posicionamento da marca e para complementar o seu portfólio. "Antarctica tem em seu DNA o conceito de refrescância. O nome, a cor azul, os pingüins do logotipo, todas as referências da marca remetem à sensação de frescor. O conceito está até mesmo na origem da marca, que nasceu como uma fábrica de gelo. Portanto, Antarctica Sub Zero une a tradição cervejeira de Antarctica com os atributos de sabor que privilegiam esta percepção de refrescância", afirma Marcel.
O consumidor poderá encontrar Antarctica Sub Zero em bares e supermercados dos estados de São Paulo e Minas Gerais a partir de julho.
Campanha
A divulgação de Antarctica Sub Zero contará com filme e vinhetas para TV, mídia impressa e exterior, spots e peças desenvolvidas especialmente para a internet. Além disso, a marca promoverá ações promocionais como degustação, promoções em supermercados com a caneca e cooler proprietários, cervejela e canecas especialmente desenvolvidas para manter o líquido gelado, refrigerador e gôndola especial, entre outros. O material leva a assinatura da AlmapBBDO e o rótulo é assinado pela Narita Design.
Características Antarctica Sub Zero
- Cerveja tipo pilsen
- Duplamente filtrada a uma temperatura de -2ºC
- Líquido de cor dourada
- Lager (baixa fermentação)
- Sabor e textura suaves, amargor menos marcante e refrescância acentuada
- Teor alcoólico: 4,6%
- Servir bem gelada
Sobre as cervejas pilsen e Antarctica: A cerveja tipo pilsen é a mais popular do mundo e caracteriza-se por ser clara, de cor dourada, de baixa fermentação e com espuma duradoura. A Cia Antarctica Paulista foi fundada em 1885 e, em 1888, lança a cerveja Antarctica e em 1935 os famosos pingüins de Antarctica passaram a integrar o seu rótulo, acompanhados de uma estrela dourada. Em 1984 é constituído o Grupo Antarctica.
Para mais informações: AmBev - www.ambev.com.br
Fonte: Boletim da Alimentação nº 120 – 10/07/2009
Brahma lança garrafa de 300 ml retornável
Nova embalagem tem como foco consumo individual e será vendida exclusivamente em bares.
O produto chegou a Capital, interior de São Paulo e Londrina a partir da última semana de junho. Líder no estado de São Paulo com cerca de 30% de participação de mercado (dados Nielsen/maio de 2009), a Brahma está de olho em novas ocasiões de consumo e lança Brahma 300 ml retornável.
O novo produto será vendido com exclusividade em bares e tem como foco o consumo individual, oferecendo uma alternativa de embalagem de menor volume para os apreciadores de cerveja que preferem o consumo em garrafa. A embalagem oferece também um desembolso menor, chegando ao mercado com um preço sugerido médio de R$1,29, variando conforme a região. A marca lança a nova garrafa na capital e no interior do estado de São Paulo, e em Londrina, no Paraná.
O produto, com lançamento previsto para a última semana de junho, chega para reforçar o portfólio de Brahma, que vem investindo constantemente em novas embalagens que atendam a diferentes ocasiões de consumo. "A Brahma está sempre em constante evolução e busca entender os desejos dos seus consumidores. A garrafa de 300 ml chega para atender o consumo individual em bares e deixa o portfólio da marca mais completo. A nova embalagem é ideal para o consumidor que não quer abrir mão da qualidade de Brahma nos momentos de quebra de rotina, quando o brahmeiro quer relaxar e revigorar a energia", afirma Marcel Marcondes, diretor de marketing da Brahma.
Rentabilidade e inovação são as principais diretrizes de trabalho da AmBev para este ano. "Sempre estivemos comprometidos com a busca constante pela inovação, tanto que o ano de 2008 foi marcado pelo desenvolvimento de novas embalagens que vieram ao encontro das necessidades dos nossos consumidores oferecendo produtos para diversas ocasiões de consumo. O lançamento da Brahma 300 ml reforça este trabalho e mostra como estamos alinhados com os nossos consumidores", reforça Marcel.
Embalagens - Com design moderno, desenvolvido especialmente para a marca Brahma, a garrafa de 300 ml é retornável, o que representa menor impacto ambiental, já que o vidro é 100% reciclável e podem ser reutilizadas inúmeras vezes.
Sobre a Brahma
Quando o suíço Joseph Villiger começou a produzir em sua casa, no Rio de Janeiro, em 1888, uma cerveja similar ao gosto europeu para ser saboreada com os amigos não imaginava criar uma marca que viraria sinônimo de cerveja. Atualmente, Brahma é a segunda marca mais vendida no País, com mais de 18% de participação no mercado – segundo dados da A/C Nielsen de maio/09, e foi a primeira cerveja nacional a ser exportada, sendo a quinta marca mais consumida no mundo, presente em 18 países.
Características de Brahma
A Brahma Chopp é clara, brilhante, transparente e internacionalmente conhecida como uma cerveja de excelente qualidade. Com paladar clássico da baixa fermentação, tem sabor encorpado, aroma neutro, amargor menos acentuado e médio teor alcoólico (4,8%).
Para mais informações: Brahma - www.brahma.com.br e AmBev - www.ambev.com.br
Fonte: Boletim da Alimentação nº 120 – 10/07/2009
AmBev ganha mercado pelo segundo mês seguido
Dados divulgados pela Nielsen sobre o mercado de cerveja durante o mês de maio mostraram que a AmBev voltou a conquistar participação de mercado pela segunda vez consecutiva. Desta vez, a fatia da companhia cresceu 0,5 pontos percentual frente a abril, chegando a 68,3%.
Desde fevereiro, a AmBev não perde mercado para suas concorrentes e acumulou ganho de 1,3 pontos de lá para cá. No último mês, Schincariol e Femsa perderam, respectivamente, 0,2 e 0,4 pontos percentuais, enquanto que a Petrópolis ficou com sua participação apenas 0,1 pontos maiores.
Para os analistas da corretora Ativa, os números indicam que a companhia vem se mantendo bastante competitiva, apesar do cenário mais adverso no consumo brasileiro, além de que as demais cervejarias elevaram os preços de seus produtos no início de 2009.
Com isso, a equipe viu reforçada sua expectativa de que o segundo trimestre marque um período de resultados positivos apresentados pela AmBev, em resposta, principalmente, ao impulso trazido pelo aumento nos volumes de venda de cerveja.
Apesar dos dados vistos como positivos pela Ativa, as ações preferenciais da companhia (AMBV4), que mantêm maior liquidez, apresentavam queda de 0,63 às 12h02, cotadas a 127,70 reais. Ao mesmo tempo, o Ibovespa, principal índice de referência da bolsa brasileira, tinha alta de 0,11%.
Fonte: Portal Exame - Negócios – 12/07/2009
Mudança de marca é desafio para empresas
Com investimentos estimados em R$ 35 milhões em pouco mais de um ano, as 144 lojas da rede de supermercados Pão de Açúcar vão ficar de cara nova. A mudança mais evidente estará no símbolo chapado dos morros cariocas que há 60 anos está estilizado no logotipo da marca. Com formas tridimensionais e transparentes, o recurso passa também a ser explorado nas peças publicitárias. A nova identidade visual será anunciada esta semana.
A tarefa de mudar a assinatura de uma empresa pode parecer simples, mas não costuma ser bem assim. Envolvem estudos, pesquisas e mexe com a segurança dos envolvidos na tarefa de alterar um bem que, embora intangível, assume cada vez mais relevância no mundo dos negócios. "A transição de uma marca é estratégica porque esse processo pode resultar em perda de clientes", diz Rômulo Pinheiro, vice-presidente de Branding da agência de propaganda Africa.
"A marca não é resultado apenas de uma boa comunicação. Ela precisa colar no produto e serviço com valores que o consumidor perceba e com os quais se identifique. E isso leva tempo para se construir." Atualmente, no Brasil, há várias marcas na berlinda, em decorrência dos recentes processos de fusão e aquisição.
Algumas delas se sobrepõem e não justificam o custo de manutenção. Porém, nenhuns dos executivos que as administram arriscam mudanças sem antes preparar o cenário. O banco Itaú, que se uniu ao Unibanco, ainda não definiu como ficará sua marca, embora as apostas sejam claramente de que o Itaú vai predominar. No caso do Banco Real, hoje controlado pelo Santander, há, na avaliação de consultores, uma tendência de as características visuais do banco espanhol, onde domina a cor vermelha, do design e estilos predominarem. Foi assim, pelo menos, o que aconteceu em outros lugares onde banco comprou concorrentes. "Mas é difícil prever o que vai acontecer", considera Daniella Giavina-Bianchi, diretora da empresa Interbrand, especializada em cuidar de marcas. "Há inúmeros exemplos onde o comprado não necessariamente sucumbiu", diz.
Quando uma marca é desativada, jogam-se fora anos de trabalho e investimentos de construção de uma identidade, assim como do reconhecimento de uma relação já estabelecida com o consumidor.
Por isso mesmo, muita assinaturas institucionais buscam somar as conquistas feitas. Caso, por exemplo, da cervejaria belgo-brasileira InBev que, ao comprar a americana Anheuser-Busch, passou a assinar AB InBev e manteve a águia do grupo americano. Mas se os processos de fusão e aquisição provocam situações delicadas no processo de escolhas de marcas, de tempos em tempos os logotipos consolidados também se vêem na obrigação de se repaginarem para seguir atraentes aos olhos do público. É o caso da rede varejista Pão de Açúcar. "Havia um desgaste que envelhecia a marca", diz José Roberto Tambasco, vice-presidente executivo do Grupo Pão de Açúcar. "Precisávamos rejuvenescê-la, sem, entretanto causar rupturas para não afastar os nossos clientes mais antigos."
A marca Pão de Açúcar, que além de batizar o grupo segue também sendo o nome da rede de lojas que deu origem ao negócio, vale R$ 397 milhões pelos cálculos da empresa de branding MillwardBrown, que avaliou as marcas de 160 companhias brasileiras de capital aberto. A Pão de Açúcar ficou na 27º posição no ranking final. A nova forma, onde o verde predomina, foi resultado da escolha de pesquisas conduzidas pela empresa FutureBrand e a agência de publicidade interna do grupo, a PA Publicidade. Com ela, o Pão de Açúcar pretende dar leveza e movimento aos velhos morrinhos.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia – 13/07/2009
Cervejarias japonesas negociam megafusão
As japonesas Kirin Holdings e Suntory Holdings estão em negociações para uma possível fusão, que criaria uma concorrente para a maior cervejaria do mundo, a Anheuser-Bush InBev.
Juntas, as duas empresas formariam um grupo com vendas em alimentos e bebidas que somariam 3,8 trilhões de ienes (US$ 41 bilhões) em 2008. Desse total, 1,2 trilhões de ienes (US$ 12,9 bilhões) correspondem à venda de cerveja. A AB InBev, que gerencia um portfólio de 300 marcas, faturou US$ 22,5 bilhões em 2008.
A Kirin e a Suntory vêm registrando lucros nos últimos anos, apesar da fraqueza do mercado de bebidas doméstico, prejudicado pela diminuição populacional e pela retração econômica. Mas as duas companhias têm feito grandes esforços para aumentar presença no estrangeiro, com diversas aquisições fora do Japão.
Uma fonte próxima ao negócio informou que uma fusão enfrentaria diversos obstáculos regulatórios.
O grupo unido teria cerca de 50% do mercado japonês, deixando a Asahi Breweries, maior concorrente da Kirin, com uma participação de 37%. O jornal Nikkei informou que a Kirin e a Suntory deverão entrar em contato com a Comissão de Comércio Justo do Japão nesta semana, para explorar medidas que evitariam a violação da lei antimonopólio.
O analista Tomonobu Tsunoyama, da Tokai Tokyo Research Center, acredita que uma fusão seria positiva para as duas empresas e representaria uma "grande ameaça" para outros competidores do setor. A Kirin tem fatias de 46% e 48% nas australianas Lion Nathan e San Miguel Brewery, respectivamente, e quer aumentar sua presença na Ásia e Pacífico Sul. O grupo pretende gerar 30% de sua receita fora do Japão até 2015.
A Suntory, que atualmente engarrafa e distribui produtos da americana PepsiCo no Japão, já está presente na China e possui a maior fatia do mercado cervejeiro em Xangai e em áreas vizinhas. No início deste ano, a empresa pagou mais de 600 milhões (US$ 837 milhões) para comprar a Frucor, operações de bebidas da Danone na Austrália e na Nova Zelândia.
A fusão uniria duas companhias com mais de cem anos de história cada uma. O Nikkei informou ainda que ambas estudam formar inicialmente uma holding este ano, mas uma fonte próxima recusou-se a comentar esse aspecto.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia – 14/07/2009
Kirin confirma conversas para fusão
A cervejaria japonesa Kirin confirmou ontem estar em negociações iniciais de fusão com a concorrente Suntory, acordo que poderia desencadear mais combinações de empresas no setor de alimentos e bebidas do país. Caso se concretize, a fusão criará uma companhia com receita de 3,820 trilhões de ienes (US$ 41 bilhões) que poderia tornar-se um grupo internacional significativo, especialmente na Ásia.
Embora menor que gigantes mundiais como Nestlé ou Unilever, seria o primeiro grupo japonês no setor de alimentos e bebidas com escala para concorrer na esfera global com nomes de peso internacional como PepsiCo e Anheuser-Busch InBev.
A empresa combinada teria vendas anuais de cerveja, em volume, em torno a 56 milhões de hectolitros, de acordo com dados da Bloomberg, o que a tornaria a sexta maior cervejaria do mundo, atrás da americana Molson Coors e à frente da chinesa Tsingtao. As negociações mostram como as empresas japonesas reconhecem que sua sobrevivência dependerá de fortalecerem sua posição doméstica e ao mesmo tempo expandir-se no exterior. Tanto a Kirin quanto a Suntory são consideradas bem-sucedidas. Mas o setor japonês de cervejas e das outras bebidas que as duas produzem "não é um mercado que crescerá 10% ou 20% no futuro", segundo a Suntory. "Estamos dizendo há algum tempo que não podemos esperar um crescimento de primeira linha no mercado doméstico", corroborou a Kirin.
O problema enfrentado por fabricantes de bebidas e alimentos no Japão não é limitado apenas ao envelhecimento da população no país. As grandes redes varejistas, pressionadas pelo baixo consumo, usam seu poder de compra para derrubar os preços que pagam aos fornecedores.
Nesse cenário, as possíveis sinergias decorrentes de uma fusão entre Kirin e Suntory são bem atraentes, de acordo com analistas. A Suntory tem forte posicionamento em refrigerantes, segmento em que a Kirin enfrenta dificuldades. A Kirin, por sua vez, possui uma extensa rede de distribuição na região da Ásia-Pacífico, adquirida após seus investimentos na San Miguel Beer, das Filipinas, e na Lion Nathan, da Austrália.
A rede poderia ser usada para distribuir também a marca de alimentos saudáveis Brand´s, da Suntory. Uma fusão enfrentaria obstáculos consideráveis e tanto a Kirin quanto a Suntory disseram não saber ainda aonde as negociações poderão levá-las. O acordo levantaria questões sobre concorrência, já que elas teriam quase 50% do mercado de cervejas e produtos relacionados no Japão. Para analistas, a negociação já deve pressionar as rivais Asahi e Sapporo a reavaliarem suas estratégias.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 15/07/2009
Bebidas: segmento ignora crise e tem expansão
Em um momento de retração da produção industrial por conta da crise econômica, a indústria de bebidas mostra fôlego e conquista uma expansão de 5% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O número foi divulgado em recente matéria do jornal O Estado de S.Paulo, que destaca um verão ensolarado e consumidores com mais dinheiro no bolso como fatores de crescimento da indústria de bebidas. No mesmo período, a produção industrial total do Brasil teve queda de cerca de 15%.
Na reportagem, o economista da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo, explica que o bom desempenho vem sendo puxado especialmente por produtos como cerveja e refrigerante, que registram expansões mensais em torno de 10% em relação ao ano passado. Macedo atribui a expansão à manutenção de crescimento da renda, fator determinante para os resultados de bens de consumo não duráveis, como as bebidas.
Em entrevista ao jornal, o gerente de Relações com Investidores da AmBev, Michael Findlay, declara que os segmentos de cerveja e refrigerantes têm maior estabilidade do que outros ramos da indústria. O executivo aposta que o bom momento deve continuar, principalmente se não houver uma alta do desemprego no País.
Para Findlay, o aumento do salário mínimo, o clima favorável e o fato de o carnaval ter sido realizado duas semanas mais tarde do que no ano passado, prolongando as férias, foram determinantes para o bom desempenho do setor, mas o "fator renda" representou a principal influência positiva.
Na avaliação de Marco Simões, vice-presidente de Comunicações e Sustentabilidade da Coca-Cola, ouvido pela reportagem, o consumo de bebidas está muito ligado à renda das famílias. “Apesar da crise, a renda não sofreu uma queda tão expressiva, que mudasse o hábito de nossos clientes", justifica Simões, que também está bastante confiante na manutenção do crescimento do mercado de bebidas.
Fonte: Krones News nº 88 – 15/07/2009
AmBev ganha mercado pelo terceiro mês seguido
A AmBev, maior cervejaria da América Latina, elevou sua participação no mercado de cervejas no mês de junho em 0,6 pontos percentual, passando a dominar 68,9% do setor. Com essa marca, a companhia atingiu seu maior nível de participação dos últimos 12 meses, segundo dados divulgados pela Nielsen.
Esse foi o terceiro mês seguido em que a empresa aumentou expressivamente sua participação no mercado, de acordo com análise da corretora Fator. Foram também 0,6 pontos percentuais de ganho no mês de abril e 0,5 pontos percentuais em maio. "As altas deste ano devem ter um impacto positivo sobre o resultado consolidado da companhia no segundo trimestre de 2009", afirmou a corretora em relatório.
Ainda com base nos dados Nielsen, o mercado brasileiro de cervejas foi responsável por 56,4% dos lucros da empresa antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Lajida) em 2008 e 50,6% da receita líquida consolidada no período.
Para os analistas da corretora Fator, a liderança da cervejaria no mercado nacional deve-se às constantes inovações e lançamentos da companhia. Neste mês, a empresa colocou no mercado a cerveja Antarctica Sub Zero, a primeira voltada para o público de massa em muito tempo.
E as novas embalagens com pacotes de 18 latas de cerveja vendidos nos supermercados também tem contribuído para aumentar as vendas. “Tais inovações diferenciam os produtos Ambev dos demais concorrentes”, avalia a corretora Fator.
Concorrência
Além da AmBev, a Schincariol foi a única concorrente que aumentou sua participação no mercado de cerveja nacional, passando de 12,3% em maio deste ano para 12,5% em junho, mesmo patamar de abril de 2009. Já as companhias Petrópolis e Femsa perderam participação no mercado, em 0,3 pontos percentuais para 9,4% em junho, e 0,4 ponto percentual para 7,2% no período, respectivamente. Foi o menor patamar do ano para ambas as empresas.
Às 11h30, as ações preferenciais da AmBev (AMBV4, sem direito a voto) caiam 0,72%, para 130,84 reais.
Fonte: Portal Exame - Negócios - 16/07/2009
Participação de mercado da AmBev sobe para 68,9% em junho
A participação da AmBev no mercado brasileiro de cervejas voltou a subir em junho, atingindo 68,9%, segundo dados Nielsen, obtidos pela Agência Estado com fonte do setor. Em maio, a participação da fabricante havia sido de 68,3%. Esse é o terceiro mês consecutivo de ganho de market share nesse segmento da companhia, que alcançou a maior fatia no mercado de cervejas desde dezembro de 2006, quando esse porcentual ficou em 69,3%.
Após perda de 0,2 pontos porcentual em maio, a Schincariol também ganhou mercado no mês passado, retomando a participação de 12,5% do total registrada em abril.
Já a Femsa teve um recuo de 0,4 pontos porcentual na participação de mercado em junho, passando de 7,6%, em maio, para 7,2% no mês seguinte. A Petrópolis, por sua vez, registrou uma perda de 0,3 pontos porcentual, com a sua fatia no mercado de cervejas caindo de 9,7%, em maio, para 9,4% em junho.
Em declarações recentes, executivos da AmBev apontaram inovações promovidas pela empresa na área de embalagens como fator decisivo na recuperação de sua participação no mercado de cervejas, que apresentou recuo entre o final do ano passado e o início deste ano devido aos reajustes de preço promovidos no último trimestre de 2008. Entre as novas embalagens que ajudaram a alavancar as vendas da companhia, estão os pacotes com 18 latas de cerveja vendidos nos supermercados.
Fonte: AE Agência Estado – 16/07/2009
Vigilância Sanitária interdita setor da Ambev no MA
A Vigilância Sanitária do Maranhão interditou hoje o setor de engarrafamento de cervejas da fábrica da Ambev, em São Luís, após denúncias de presença de insetos nas bebidas. As denúncias foram constatadas durante uma inspeção do Ministério Público (MP) do Estado.
Segundo o MP, a ausência de limpeza e de segurança no setor foram alguns dos problemas encontrados. O Corpo de Bombeiros também participou da inspeção, constatando outras irregularidades. A vistoria, motivada por denúncias enviadas por consumidores ao Ministério Público, revelaram a presença de insetos em cervejas das marcas Skol e Brahma. A contaminação dos produtos foi confirmada depois de análise do Instituto de Criminalística do Maranhão (Icrim).
Dois inquéritos já foram instaurados pela Promotoria do Consumidor para apurar as irregularidades. A empresa só retomará as atividades normais depois que sanar todos os problemas apontados pelos órgãos. A promotora de Justiça Lítia Cavalcanti, titular da 15ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa dos Direitos do Consumidor, aguardará os relatórios oficiais da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros para tomar as medidas judiciais necessárias contra a Ambev, tanto na esfera cível quanto na criminal.
Segurança
Durante a vistoria, o Corpo de Bombeiros verificou a ausência de manutenção dos hidrantes e do sistema de para-raios e a inexistência de sinalização de emergência. Fios elétricos expostos também foram encontrados. O órgão ofereceu dois dias para a empresa apresentar um projeto de rede de segurança contra incêndios. Depois da aprovação, o Corpo de Bombeiros verificará se o plano foi executado. Caso contrário, também poderá interditar esse setor da fábrica. No setor de engarrafamento da Ambev, são produzidas as cervejas em garrafas de 600 ml das marcas Brahma, Antártica e Skol. Os produtos são distribuídos para todo o Maranhão e para os estados do Pará e do Amapá. A interdição não afetará a produção de chope nem de latas de cerveja, segundo o MP.
A resposta da empresa
Em nota, a Ambev informou que a Filial Equatorial recebeu na noite de quarta-feira o documento que solicita a interdição de apenas uma das três linhas de produção da fábrica. A empresa afirma que a licença sanitária e o alvará do Corpo de Bombeiros estão "absolutamente atualizados e em vigor" e reiterou que a operação atua sob os padrões internacionais de produção e que os produtos têm total garantia de qualidade.
Fonte: AE Agência Estado – 16/07/2009
Vigilância Sanitária libera linha da AmBev no Maranhão
A AmBev informou hoje, por meio de sua assessoria de imprensa, que a Superintendência da Vigilância Sanitária do Estado do Maranhão desinterditou hoje, após vistoria, a linha de engarrafamento da fábrica de São Luís, que estava paralisada esta semana. De acordo com a companhia, a linha está funcionando normalmente. Ao todo, a unidade possui três linhas de engarrafamento, além da área de produção. A Vigilância Sanitária havia interditado uma das três linhas de engarrafamento da AmBev em São Luís em resposta a denúncias de presença de insetos em cervejas fabricadas pela companhia.
Segundo o Ministério Público do Maranhão, que recebeu denúncias de consumidores, foram encontrados problemas de ausência de limpeza e segurança no setor de engarrafamento da unidade. O Corpo de Bombeiros também teria participado da inspeção. Por meio de nota encaminhada à imprensa, a AmBev esclarece "que os alvarás do Corpo de Bombeiros e de funcionamento da Vigilância Sanitária estão atualizados e em vigor. A companhia reitera que atua sob os padrões internacionais de produção e seus produtos têm total garantia de qualidade".
Fonte: AE Agência Estado – 17/07/2009
AmBev terá rede de ''bares conceito''
O Bar do Mestre, dedicado ao consumo da cerveja Bohemia, provavelmente na esquina da Avenida Estados Unidos com a Rua Augusta (lugar em São Paulo que já abrigou outros botecos), inaugura uma nova etapa de expansão no varejo da Companhia de Bebidas das Américas (AmBev).
Depois de em pouco mais de cinco anos se posicionar entre os maiores franqueadores do Brasil, com 730 pontos de venda do chope Brahma, a empresa estuda operar bares temáticos, levando para o comércio o seu estilo de gestão. A estratégia segue o modelo já adotado na área de logística da AmBev, em que mais de 50% da distribuição é própria, antes era terceirizada.
"Queremos trazer para o varejo ações que o varejo hoje não consegue entregar", explica Ariel Grunkraut, gerente de Marketing do segmento premium da AmBev que está à frente do projeto Bar do Mestre. Mas, apesar de não negar sua existência, ele resiste em revelar detalhes. Mais do que isso, tenta desconversar. "Talvez não tenha esse nome", diz, acrescentando que "pode ser que venha a operar no sistema de franquia".
A cautela no discurso é similar à mantida durante a implantação do sistema de franquias da AmBev, e visa a não perder a simpatia do canal de vendas para o extenso portfólio de produtos da companhia. "Nosso objetivo não é ganhar a margem de negociação do varejo, mas sim criar outras oportunidades de venda", insiste Grunkraut. Uma margem, por sinal, nada desprezível no caso das cervejas premium. Afinal, como ele mesmo reconhece, o valor atribuído gira entre 40% e 80% do valor de fábrica.
A invenção do "boteco conceito" surgiu em cima de uma prática comum no mundo fashion: as etiquetas de moda, que adoram o marketing dos espaços exclusivos para determinadas grifes, denominados de "loja conceito". No mercado cervejeiro, quem recorreu à tendência foi a holandesa Heineken, ao abrir um espaço em Paris onde oferece restaurante para "harmonização de pratos com cerveja", além de vender uma linha de produtos com sua grife e até mesmo Heineken "crua" (ou fresca) para ser consumida em 15 dias. A AmBev apenas segue o modelo da concorrente com a Bohemia.
"A loja conceito da Heineken é um sucesso de público e oferece até laptop com o logo da empresa", conta Paulo Macedo, diretor de Relações Exteriores da Femsa Mercosul, que distribui a marca no Brasil. A Heineken detém 17% de participação na Femsa, a cervejaria mexicana fabricante das marcas Kaiser e Sol. "A Heineken também mantém um museu em Amsterdã, que recebe a visita de 500 mil pessoas por ano, mais que o Museu Van Gogh", conta Macedo, que não vê nessas ações objetivo de lucro, mas de promoção da marca.
Consultores que prestam serviço para o mercado cervejeiro apontam as restrições à propaganda de bebidas como mais um incentivo à migração da indústria na direção do varejo. Há vários projetos no Congresso pedindo mais controle de comerciais de cervejas, em especial na televisão.
O avanço das reações contrárias às suas práticas de comunicação tem feito com que as empresas do setor aperfeiçoem outras ações promocionais nos pontos de venda e criem conexões com os consumidores. "Queremos estar cada vez mais próximos do varejo, tanto que promovemos o consumo de cerveja em eventos gastronômicos para estimular o consumo", conta Grunkraut, da AmBev.
Um exemplo prático desse tipo de iniciativa é a ação Boteco Bohemia, que existe há seis anos e leva mais de 10 mil pessoas por evento que realiza para comer os petiscos criados pelos botecos e participar da eleição dos melhores entre eles. A natural evolução desse evento, segundo a empresa, foi a montagem de ações como a do contêiner Bohemia, que patrocina eventos gastronômicos em vários pontos do País. Nele há um mestre cervejeiro que ensina como se produz cerveja.
Nessa linha evolutiva, a AmBev resolveu investir em um protótipo do que virá a ser o Bar do Mestre na temporada de inverno da cidade de Campos de Jordão, no interior de São Paulo. Para não chamar a atenção, foi batizado de Empório Bohemia. Mas parte do mobiliário, assim como os 20 produtos por lá comercializados (como baldes, aventais, copos, embalagens especiais, entre outros), são os que vão aparecer no futuro endereço em São Paulo.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia – 18/07/2009
Mercado de cerveja cresce mesmo no inverno e com crise
A crise econômica e as temperaturas mais baixas do inverno não afastaram o brasileiro do consumo de cerveja, cujo mercado cresceu quase 4% em maio deste ano em relação ao mês anterior.
Segundo dados da consultoria Nielsen, as vendas de cerveja em volume aumentaram 3,7% entre abril e maio (para 1,2 bilhões de litros). O faturamento teve alta ainda maior, de 9,1% no mesmo período, a R$ 5 bilhões.
No acumulado até maio deste ano, o volume de vendas cresceu 2,9% e o faturamento, 7,6% (para R$ 16 bilhões). Ainda que em ritmo um pouco menor que o do ano passado (no mesmo período de 2008, até maio, as vendas subiram 4,5% em volume e 9,4% em valores), o setor mostra resistência aos abalos da desaceleração da economia.
"Os dados são surpreendentes e o mercado de cerveja vai muito bem. Em períodos de crise, os consumidores deixam de tomar bebidas mais caras, como o vinho e whisky, mas continuam bebendo as mais baratas, como cerveja e chope", diz o analista da Planner Corretora, Pérsio Nogueira.
Para ele, o mercado de cerveja se beneficiou com a transferência de consumo para bebidas mais baratas e por não ser dependente de crédito - fortemente abalado desde o agravamento da crise internacional no final do ano passado.
"O brasileiro quer continuar fazendo o happy hour, mas mais barato. (...) E se recupera o emprego, então, vai comemorar com os amigos", diz o analista, que vê também o mercado de cerveja com desempenho e consumidores mais estáveis.
Liderança ainda maior - A AmBev - dona de marcas como Antarctica, Brahma, Skol e Bohemia - segue na liderança entre a preferência dos consumidores e a ampliou no mês passado, com participação de 68,9% em junho ante 68,3%.
A Schincariol também cresceu, ao passar de 12,3% em maio para 12,5% em junho. A cervejaria Petrópolis (dona da Itaipava), no entanto, encolheu (de 9,7% em maio para 9,4% em junho), assim como a Femsa (Kaiser), que passou de 7,6% em maio para 7,2% no mês passado.
Segundo Nogueira, em momentos de desaceleração da economia, a tendência é de as empresas menores encolherem ainda mais, à medida que reduzem investimentos em publicidade.
"Ambev e Schincariol ganharam mercado. Cerveja é mídia e tem de estar nela. Aquelas que têm melhor sistema de distribuição também se beneficiam. E as pequenas sofrem mais neste caso, porque naturalmente há migração, e os consumidores vão para as marcas líderes. Se a empresa não tem margem, sai da mídia e sai da cabeça dos consumidores", explica o analista da Planner.
Ainda conforme dados da Nielsen, o mercado de bebidas alcoólicas como um todo - que inclui cerveja e conhaque, entre outros - cresceu 2,7% no acumulado deste ano até maio, com vendas de R$ 20,6 bilhões.
Nem mesmo a lei seca e as blitze policiais conseguiram derrubar o consumo.
"Os consumidores estão conseguindo administrar, se revezando ao volante."
Não alcoólicas
Segundo dados da Nielsen, até maio deste ano, as vendas de bebidas não alcoólicas (água, refrigerante e suco) subiram 3,7% (contra 5,7% no mesmo período em 2008), com receita de R$ 14,4 bilhões.
No segmento de refrigerante, o desempenho não é muito diferente do de cerveja. No acumulado até maio, a expansão foi de 1,1% em volume e de 6,3% em valores. Um ano atrás, as vendas em volume tinham crescido 2,4% e em valores, 8,2%.
O mercado de água mineral, por sua vez, aumentou o volume vendido (2,4%), mas viu a receita cair (2,4%). No acumulado até maio no ano passado, o volume registrou expansão de 2,4% e a receita, de 8,2%.
Fonte: Folha Online - Dinheiro, por Deise de Oliveira – 18/07/2009
A produção mundial de cerveja aumentou em 1,6% para 1,82 bilhões de hl em 2008
Apesar dos bons resultados no início do ano, o número final do crescimento da produção de cerveja foi de meros 1,6% em 2008, de acordo com o Relatório Barth publicado em 15 de julho. Nos últimos cinco anos (2003 a 2007), o crescimento médio foi de 4,8 %.
A produção mundial de cerveja cresceu em uma média de 2,5 % por ano nos últimos 30 anos. Nos anos de 2004 a 2007, taxas de crescimento acima da média foram alcançadas: 4,9 %, 3,2%, 5,9% e 5,4% respectivamente. O ano de 2008 fechou com um aumento de 1,6%, ou 28.5 milhões de hl, para 1,82 bilhões de hl.
Comparando o ano de 2008 com 2007, dos 169 países no mundo que produzem cerveja, 83 registraram um aumento na produção e 26 países reportaram um nível de produção estável, enquanto que a produção caiu nos 60 países restantes.
A China não é apenas o maior produtor mundial de cerveja, mas também registrou o maior crescimento mundial em produção em 2008, com um aumento de 17,2 milhões de hl (para 410,3 milhões de hl). Ela foi seguida pelo Brasil, com 10,3 milhões de hl, agora na quarta posição mundial, entre as nações líderes em cerveja, atrás dos EUA e Rússia.
A Europa viu a sua produção cair em 5,7 milhões de hl, que foi principalmente a conseqüência do declínio na Inglaterra (-1,9 milhões de hl), Alemanha (-1,1 milhões de hl), Rússia e Espanha (cada -1,0 milhões de hl). O resultado para a América, com um aumento de 11,8 milhões de hl, é influenciado pelo Brasil (+10,3 milhões de hl), Peru (+1,6 milhões de hl), México (+1,3 milhões de hl) e Argentina (+1,0 milhões de hl), mas também pela Venezuela (-1,3 milhões de hl) e os EUA (-1,1 milhões de hl).
Na Ásia os resultados na China (+17,2 milhões de hl) e Índia (+1,0 milhões de hl) de um lado e o Japão (-1,7 milhões de hl) e Tailândia (-1,0 milhões de hl) do outro, produziram um número geral de crescimento de 15,7 milhões de hl.
Crescimento de 6,2 milhões de hl na África foi contabilizado primariamente pela Nigéria (+1,9 milhões de hl) e Angola (+1,4 milhões de hl).
Com os números trimestrais e previsões dos grupos cervejeiros para 2009, claramente apontando em uma direção, é provável que a crise econômica mundial que começou em 2008 irá ter um impacto negativo sobre o consumo de cerveja este ano, comunicaram os analistas da Barth.
Fonte: BelgianShop WeekLetter 1387 - 18/07/2009
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
Os cervejeiros serão capazes em pouco tempo de recuperar 50% dos custos com energia a partir de bagaço de malte e efluentes
Um cientista alemão, refletindo sobre o crescente problema de resíduos de cervejaria na Europa, desenvolveu um sistema para reciclar bagaço de malte e efluente para produzir energia que pode abastecer o processo de elaboração de cerveja.
Aparentemente, o bagaço de malte tem sido armazenado nas capitais cervejeiras da Europa. Fazendeiros, que por séculos tem usado o resíduo como ração para gado ou adubo, mas tem produzido menos carne e lutado com as crescentes restrições sobre o montante de resíduos que eles podem ter em suas próprias terras.
Com a queda de mercado para resíduos de cervejaria, “nós alcançamos uma situação em 2000 onde cervejarias tiverem mesmo que pagar para poder dispor de seus resíduos de malte," disse o cientista Wolfgang Bengel. "A fabricação de cerveja é intensiva em material de energia – você ferve material, usa água quente e vapor e então usa energia elétrica para resfriamento – assim se você recuperar mais de 50 por cento de seus próprios custos com energia do bagaço de malte é uma grande economia."
Bengel, o diretor técnico da empresa alemã de biomassa BMP Biomasse Projekt, baseou-se em sua experiência em produzir energia de resíduos de arroz e cana na China e Tailândia.
Ele também fez parceria com as empresas alemãs INNOVAS, que é especializada em plantas e biogás, e BISANZ, que trouxe know-how de engenharia, e a empresa eslovaca Adato, cuja expertise são plantas de aquecimento e cogeração de energia.
Juntos eles montaram uma planta de teste e idealizaram um sistema que permite as cervejarias a "tratar os seus fluxo de resíduos completo," transformá-lo em energia e fazê-lo de uma maneira que esteja de acordo com os padrões ambientais europeus.
O empreendimento está procurando agora por negócios de cervejarias que desejam colocar o processo para funcionar em seus locais e de outras empresas, tais como empresas de gerenciamento de resíduos, que iriam arcar com os custos de aquisição e instalação do equipamento e vender a energia de volta para uma cervejaria.
A reciclagem de resíduos de cervejaria não é nova: a Anheuser-Busch (agora parte da AB InBev) tem usado seus Sistemas de Recuperação de Bioenergia, que são chamados de BERS, por anos, para recolher nutrientes de água de efluente e transformá-los em energia. Os sistemas são usados em nove das doze cervejarias da empresa nos Estados Unidos e em suas cervejarias em Wuhan, China, suprindo até 15 porcento das necessidades locais de combustível.
Fonte: BelgianShop WeekLetter 1387 - 18/07/2009
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
Especialistas ainda vêem enorme potencial de crescimento para cerveja em mercados asiáticos
Em mercados populosos como a China e a Índia, assim como em mercados menores no sudoeste asiático, como Singapura, Tailândia e Vietnã, beber cerveja está se tornando cada vez mais popular pelo aumento do poder aquisitivo e populações relativamente jovens.
Apesar de taxas de crescimento de 12 - 15 % na China e Índia parecerem estar ultrapassadas, por causa da mudança da economia global, especialistas ainda vêem enorme potencial de crescimento para a cerveja na maioria dos mercados asiáticos. Assim não é surpresa que companhias cervejeiras internacionais, que estão enfrentando redução nas vendas em mercados maduros na Europa, Japão e Estados Unidos, tem aumentado as suas atividades de fusão e aquisição nos últimos meses.
Mais informações: http://tvnz.co.nz/business-news/asia-s-beverage-sector-bubbling-in-downturn-2854218
Fonte: GlobalMalt Newsletter nº30 – 19/07/2009
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
CADE estuda punir AmBev com multa recorde
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) pode aplicar hoje à Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) a maior multa a ser paga por uma empresa condenada por infrações contra a ordem econômica e livre concorrência. O valor deve ultrapassar a casa dos R$ 200 milhões. Isso porque o CADE vai decidir se o programa de fidelização da empresa de bebidas, o "Tô Contigo", produziu prejuízos aos concorrentes.
A aplicação de uma multa é dada como quase certa por fontes ligadas ao CADE, principalmente porque todos os pareceres sobre o caso são favoráveis à condenação.
A multa é entre 1% a 30% do faturamento da empresa no ano anterior a propositura da ação. Assim, se condenada no percentual mínimo, a empresa já desembolsaria o maior montante financeiro da história do CADE. Até hoje, quem lidera esse ranking é a Gerdau, multada em R$ 156 milhões em 2005 por formação de cartel na venda de aço. "Pode ser a maior condenação financeira, mas não o maior percentual aplicado pelo CADE", explica o especialista em direito concorrencial Mario Nogueira, sócio do Demarest e Almeida Advogados.
A primeira condenação por cartel aconteceu em 1999 com empresas acusadas de combinar o preço do aço, mas o maior percentual foi com o cartel de extração de areia, no Rio Grande do Sul, com 22,5%.
Segundo o processo administrativo, cujo conselheiro-relator é Fernando de Magalhães Furlan, foram solicitados os faturamentos da Ambev no Brasil em 2003, especificadamente de cervejas, bem como os valores dos impostos pagos naquele ano, discriminando também o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além do Imposto de Importação.
Entenda
O programa foi criado em 2003 para dar descontos aos bares que comprassem exclusivamente produtos da empresa. Destinado a revendedores, o programa concedia bônus aos varejistas em troca de prêmios por limitação de compras de marcas concorrentes. A ação contra a Ambev foi movida pela concorrente Primo Schincariol S/A, que acusa a multinacional de concentrar o mercado, ao promover programas de fidelização. Dentre os argumentos levantados pela Schin, há a acusação de que a Ambev estaria se utilizando do seu poder de mercado para impor a exclusividade de seus produtos e "dificultar a venda de cervejas concorrentes". "O objetivo para a imposição de tais barreiras seria o aumento de preços dos produtos após a redução da concorrência", afirma a Primo Schincariol em documento relatado à Secretaria de Direito Econômico (SDE) quando do início da ação, no ano de 2004.
A Schincariol chegou a juntar diversas reclamações de pontos de vendas sobre a conduta da Ambev, bem como compromissos assinados por comerciantes sobre as formas utilizadas pela multinacional para obter exclusividade nas vendas.
Numa delas, um comerciante de Uberaba, em Minas Gerais, chega a manifestar a vontade de trabalhar com outras marcas, mas estava "sendo pressionado pelo gerente, supervisor e vendedor da Ambev para não comercializar outras marcas de cerveja, havendo, inclusive, ameaça de perder material, preço ou suporte prometido pela representada".
O processo mostra que a defesa da Ambev apresentou informações gerais sobre suas campanhas. Segundo a empresa, o programa "Tô Contigo" teria sido criado "para aumentar o nível de satisfação dos participantes e não como reação ao lançamento da cerveja Nova Schin, visto que foi anterior ao início da comercialização dessa marca". E cita, ainda, a inserção da concorrente no mercado: "A representante [Schin] é um player robusto no mercado, e não pode ser apresentada como 'fraco, prestes a ser aniquilado pela forte Ambev'".
Segundo o advogado Mario Nogueira, se condenada, a Ambev pode recorrer porque o CADE aceita um recurso administrativo para isso, mas "há poucas chances de vitória, já que se recorre às mesmas pessoas que julgaram o caso". "Eles exigem fato novo. No entanto, toda a decisão do CADE é sujeita ao judiciário. Isso pode parar na Justiça Federal", aposta.
O DCI entrou em contato com a Ambev que afirmou que não iria se pronunciar sobre o assunto.
Fonte: DCI (Diário do Comércio Industrial) – 22/07/2009
CADE propõe investigar diretores da Ambev em caso de multa milionária
O CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) determinou à SDE (Secretaria de Direito Econômico) que abra processo para apurar a responsabilidade de diretores da Ambev em prática concorrencial condenada nesta terça-feira pelo órgão.
O CADE condenou hoje a AmBev a pagar multa de R$ 352,6 milhões por oferecer programas de fidelidade a pontos de venda que exigiam exclusividade dos seus produtos ou inibiam a venda de cervejas de outras marcas.
"Há material suficiente para levar à investigação dos executivos da empresa", afirmou o relator do processo, Fernando Magalhães Furlan.
A SDE abrirá agora uma averiguação preliminar e, se ficar provado que os executivos tiveram participação direta na prática irregular eles poderão levar multa entre 10% e 50% da aplicada à empresa.
"Os executivos terem medo de serem apanhados pelas autoridades antitrustes é um fator importante para poder frear a conduta anticompetitiva", afirmou.
Justiça
A AmBev ainda poderá recorrer da condenação de hoje ao próprio CADE e à justiça. Para Furlan, o fato de a decisão de aplicar uma multa milionária à companhia - a maior da história do conselho - ter sido unânime dificulta sua contestação.
Além disso, há um entendimento no judiciário de que, em caso de recursos contra multas do CADE, as empresas têm que depositar o dinheiro em juízo antes de recorrerem.
A multa aplicada à AmBev corresponde a 2% do faturamento da empresa em 2003, ano anterior ao da instauração do processo.
Procurada pela reportagem, a Ambev ainda não se posicionou a respeito da decisão do CADE.
Fonte: Folha Online, em Brasília - Dinheiro, por Lorenna Rodrigues – 22/07/2009
CADE aplica multa recorde de R$ 352,7 mi contra AmBev
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) decidiu por unanimidade nesta quarta-feira aplicar multa recorde contra a cervejaria AmBev, condenando a empresa a pagar cerca de 352,7 milhões de reais, informou a assessoria de imprensa do órgão.
Os seis conselheiros do CADE seguiram o voto favorável à multa contra a AmBev do relator Fernando de Magalhães Furlan. A penalidade equivale a dois por cento do faturamento bruto da companhia em 2003.
A empresa foi multada por programa de fidelização de bares lançado no início dos anos 2000 e ainda pode recorrer da decisão no próprio CADE, segundo informou a assessoria. A queixa foi aberta pela rival Schincariol, que detém cerca de 12 por cento do mercado brasileiro de cerveja.
"É a maior multa já aplicada contra uma única empresa pelo CADE ou agências reguladoras no país", segundo afirmou um assessor da autarquia.
Às 16h30, as ações PN da AmBev acentuavam perdas do início da sessão, recuando 3,22 por cento, a 129,65 reais. No mesmo horário, o índice Ibovespa recuava 0,23 por cento.
AmBev e Schincariol não comentaram de imediato a decisão. A AmBev encerrou o primeiro trimestre com participação de 67 por cento no mercado brasileiro de cerveja.
Fonte: Reuters, por Alberto Alerigi Jr. - 22/07/2009
CADE rejeita acordo e pode multar AmBev por prejudicar concorrência
O CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) rejeitou nesta quarta-feira a assinatura de um TCC (Termo de Compromisso de Cessação de Prática) com a AmBev e julgará processo contra a empresa por infração à ordem econômica na fidelização de pontos de venda. O julgamento poderá resultar em multa milionária contra a AmBev, que produz as cervejas Skol, Brahma e Antarctica.
Reportagem da Folha desta quarta-feira informa que a empresa só vai se livrar da condenação se algum integrante do conselho pedir vistas ao processo (íntegra disponível para assinantes).
O acordo foi proposto pela própria empresa no início da noite de ontem. O relator do processo no CADE, Fernando de Magalhães Furlan, ressaltou a demora da AmBev em oferecer um acordo, já que o processo tramita no conselho desde 2006 e só na véspera do julgamento a companhia procurou o órgão oferecendo a assinatura do termo.
"Considero que a proposta apresentada deveria traduzir uma questão firme e indiscutível compromisso por parte da proponente com o deslide da questão. Infelizmente, não é esse o caso", afirmou.
O relator não deu detalhes do acordo, que é confidencial. Geralmente, nesse tipo de termo a empresa se compromete a não continuar com as práticas anticoncorrenciais levantadas no processo e paga uma multa para se livrar do julgamento.
Processo
O processo contra a AmBev foi aberto em 2004 depois de denúncia da concorrente Schincariol contra os programas "Tô Contigo" e "Festeja". A Schincariol acusava a Ambev de oferecer acordos de exclusividade, descontos e bonificações para que os pontos de venda comercializar as bebidas da empresa, prejudicando, assim, a venda das marcas concorrentes.
Segundo relatório da SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, responsável pela instrução do processo, há fortes indícios de que os programas prejudicam a concorrência, "dificultando o acesso de novas cervejarias ao mercado e criando dificuldade ao funcionamento dos concorrentes já estabelecidos por meio da exclusividade dos pontos de vendas".
A secretaria, assim como a Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico), do Ministério da Fazenda, e a procuradoria do CADE recomendaram ao conselho a condenação da AmBev. A multa pode chegar a 30% do faturamento da companhia.
Fonte: Valor Online, em Brasília - Dinheiro, por Lorenna Rodrigues – 22/07/2009
AmBev se diz surpresa com multa do CADE e estuda "medidas cabíveis"
A fabricante de bebidas AmBev disse, por meio de nota, que "recebeu com surpresa a decisão" do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) de multá-la em R$ 352,7 milhões, em um processo de investigação sobre concorrência desleal.
No comunicado divulgado na noite desta quarta-feira, a empresa não esclarece se vai recorrer da decisão, afirmando apenas que "aguarda o inteiro teor da decisão do CADE para avaliar as medidas cabíveis".
Ao explicar o motivo da "surpresa", a AmBev menciona que, ao investigar o caso, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça não teria recomendado aplicação de multa e apenas sugerido "alguns ajustes" ao programa de fidelização de revendedores "Tô Contigo". Segundo a AmBev, tais ajustes "se encontram substancialmente incorporados ao programa na sua configuração atual".
Além disso, a AmBev diz que "o programa 'Tô Contigo' não é baseado em exigência de exclusividade, e, mesmo que fosse, o programa alcança um número limitado de pontos de venda, não resultando em fechamento de mercado".
A empresa foi denunciada em 2004 pela concorrente Schincariol pela realização do programa de fidelização de revendedores. Pelo sistema, a empresa dava uma bonificação, como freezers e descontos nos produtos, aos revendedores que vendiam mais cervejas das marcas da AmBev, como Skol, Brahma e Antarctica.
Fonte: Valor Online - Economia & Negócios – 22/07/2009
AmBev contesta multa milionária; Schincariol aponta "vitória do setor"
A Ambev contestou nesta quarta-feira a decisão do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) de multar a empresa em R$ 352,6 milhões por concorrência desleal no mercado de cerveja.
O órgão entendeu que a AmBev, ao exigir exclusividade a seus produtos em pontos de venda, prejudicou outras marcas de cerveja e o consumidor. O valor da multa corresponde a 2% do faturamento bruto da empresa no ano de 2003, anterior à instauração do processo aberto após denúncia da Schincariol.
Em nota, a AmBev informou que "recebeu com surpresa a decisão do CADE". A empresa argumentou que os ajustes propostos pela SDE (Secretaria de Direito Econômico) do Ministério da Justiça, durante a fase de investigação, ao programa de fidelidade "Tô Contigo" foram incorporados. "Além disso, não houve por parte da SDE recomendação de multa", argumentou a empresa, que é proprietária das marcas Skol, Brahma e Antarctica, entre outras.
"A AmBev entende que o programa 'Tô Contigo' não é baseado em exigência de exclusividade, e, mesmo que fosse, o programa alcança um número limitado de pontos de venda, não resultando em fechamento de mercado", ponderou a AmBev.
A empresa de bebidas informou aguardar ter acesso ao "teor da decisão do CADE para avaliar as medidas cabíveis". A AmBev ainda poderá recorrer da condenação de hoje ao próprio CADE e à justiça.
Também em nota, o Grupo Schincariol afirmou que a condenação da AmBev por concorrência desleal é "vitória para todos os participantes do setor".
"A decisão ainda torna explícita a convicção de todos os conselheiros do CADE de que o poder econômico não pode se valer de sua condição para limitar a capacidade de decisão do consumidor e restringir o acesso ou crescimento legítimo de quaisquer companhias no mercado de bebidas", afirma a nota. Procurada, a AmBev ainda não se pronunciou.
Processo
O processo contra a AmBev foi aberto depois de denúncia da concorrente Schincariol contra os programas de fidelização de pontos de vendas 'Tô Contigo' e 'Festeja'. A Schincariol acusava a Ambev de oferecer a bares, mercearias e supermercados acordos de exclusividade, descontos e bonificações para que os pontos de venda comercializassem as bebidas da empresa, prejudicando, assim, a venda das marcas concorrentes.
Segundo a Schincariol, os programas da AmBev reduziram a participação de mercado das cervejas Nova Schin e Kaiser em 20% cada, elevando a participação da marcas da Ambev em 8,5%, tendo a Antarctica aumentado sua participação em 56,37%.
Para a SDE, há fortes indícios de que os programas prejudicam a concorrência, "dificultando o acesso de novas cervejarias ao mercado e criando dificuldade ao funcionamento dos concorrentes já estabelecidos por meio da exclusividade dos pontos de vendas".
Fonte: Folha Online - Dinheiro, em Brasilia, por Lorenna Rodrigues – 22/07/2009
AmBev descarta que programa de fidelização provoque danos à concorrência
Só após analisar teor da decisão do CADE, companhia irá avaliar possíveis medidas em relação à multa de R$ 352,7 milhões.
A AmBev descarta que o programa de fidelização de bares, "Tô Contigo", possa causar danos à corrência uma vez que o mesmo não é baseado em exigência de exclusividade, e, mesmo que fosse, alcança um número limitado de pontos de venda, não resultando em fechamento de mercado.
Nesta quarta-feira, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) determinou que a companhia pague multa de 352,7 milhões de reais por entender que o programa de fidelização de bares lançado no início dos anos 2000 cause danos à concorrência, conforme queixa aberta pela rival Schincariol. A decisão, no entanto, cabe recurso.
A companhia informou ainda, via comunicado à imprensa, que recebeu com surpresa a decisão do CADE uma vez que, durante a fase investigatória, a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça (SDE) concluiu que, para não gerar efeitos anticoncorrenciais, o programa "Tô Contigo" deveria sofrer alguns ajustes, os quais já se encontram substancialmente incorporados a ele em sua configuração atual. Além disso, não houve por parte da SDE recomendação de multa. Ainda segundo o comunicado, a AmBev aguarda o inteiro teor da decisão do CADE, o qual ainda não teve acesso, para avaliar as medidas cabíveis.
Fonte: Portal Exame - Tecnologia – 22/07/2009
Ação da AmBev cai com multa recorde do CADE
A multa de 352,7 milhões de reais aplicada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) à AmBev - além de ser a maior já aplicada pelo órgão antitruste – acabou sendo maior do que aquilo que estava sendo projeto pelo mercado. A decisão fez com que as ações da companhia AMBV4 (PN) apurassem queda de 3,32% no pregão desta quarta-feira, a terceira mais expressiva do IBovespa, atrás das preferenciais da NET (-4,61%) e da Duratex (-3,64%).
A empresa - que encerrou o primeiro trimestre com 67% de participação no mercado brasileiro de cervejas - foi multada por um programa de fidelização de bares lançado no início dos anos 2000 e ainda pode recorrer da decisão. A queixa foi aberta pela rival Schincariol, que detém cerca de 12% do mercado brasileiro de cerveja.
"É a maior multa já aplicada contra uma única empresa pelo CADE ou agências reguladoras no país", afirmou um assessor do CADE. A penalidade equivale a 2% do faturamento bruto da companhia em 2003. Projeções feitas pelo mercado eram de que a sanção seria equivalente a 1% do faturamento bruto, excluídos os impostos, do ano anterior à abertura do processo, no caso 2003, que foi de 8,648 bilhões de reais. Dessa forma, a multa chegaria a 86 milhões de reais, valor bem inferior ao determinado pelo órgão antitruste.
Recuperação à vista: Embora os efeitos de queda para as ações da AmBev devam persistir nos próximos dias, a Link Investimentos, a SLW e a Brascan irão manter a recomendação para os papéis da empresa. Na avaliação das corretoras, embora o montante da multa seja expressivo - 6% do lucro líquido projetado para a AmBev em 2009, segundo a Brascan - a companhia tem robustez operacional suficiente para absorver e diluir os efeitos da sanção caso ela seja paga.
"É claro que se trata de uma despesa adicional acima do previsto. De qualquer forma, o mercado já está se ajustando como demonstra essa queda nos papéis no dia de hoje. Mas, a performance das ações no médio e longo prazo irá depender do desempenho operacional da companhia, que tem demonstrado ser eficiente", afirma Denise Messer, analista da Brascan Corretora, que tem recomendação de "neutro" para os papéis.
Segundo o analista da Link Investimentos, Rafael Cintra, uma empresa que teve um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 2,6 bilhões no primeiro trimestre de 2009 possui condições suficientes para absorver um impacto financeiro da ordem de 350 milhões caso a multa se confirme. Além disso, segundo Cintra, a AmBev possui uma característica de empresa defensiva, ou seja, mais protegida diante de eventuais crises como as ocorridas no ano passado. Desde o início do ano até esta quarta-feira (considerado o impacto da queda de hoje), as ações da AmBev acumulam alta de 30,4%, contra valorização de 41,5% do Ibovespa, segundo o analista.
"Iremos manter a recomendação de compra. Isso porque essa queda momentânea é vantajosa para quem quer investir nesses papéis, uma vez que a expectativa é de recuperação", afirma Cintra.
A SLW avalia que parte do valor da penalidade poderá ser compensado justamente por meio de uma estratégia de marketing mais econômica que irá substituir o programa de fidelidade considerado irregular pelo CADE.
Fonte: Portal Exame - Negócios, por Giseli Cabrini – 22/07/2009
AmBev lança Antarctica Sub Zero
Lançamento da cerveja foi baseado numa pesquisa realizada pela empresa com 2 500 consumidores no Brasil.
A partir de julho, o mercado de cerveja de São Paulo e Minas Gerais vai contar com mais uma novidade. A AmBev lançará a cerveja Antarctica Sub Zero, da categoria pilsen - a mais popular do mundo, caracterizada por uma cor dourada, de baixa fermentação e com espuma duradoura. Há muito tempo a AmBev não criava uma nova cerveja voltada para o mercado de massa - os últimos lançamentos foram voltados para o consumidor de bebida premium.
Segundo a empresa, o diferencial do novo produto é a combinação de um líquido elaborado para ser mais suave e refrescante. A decisão para o lançamento da Antarctica Sub Zero foi baseada numa pesquisa realizada pela empresa com 2 500 consumidores no Brasil, que apontaram a refrescância e suavidade como as características mais importantes de uma cerveja.
Para ser produzida, Antarctica Sub Zero passa por um sistema de dupla filtragem a frio, realizada a uma temperatura de -2° C. Durante o procedimento, a linha de produção fica coberta por uma fina camada de gelo e a cerveja chega quase a congelar.
O gerente fabril Luciano Horn explica que a baixa temperatura auxilia na aglomeração das partículas formadas durante a fermentação e a dupla filtragem possibilita a retirada destas partículas. "A composição combinada à moderna tecnologia de produção resultam em um líquido com sabor e textura suaves, amargor menos acentuado e extremamente refrescante."
O foco da AmBev
O diretor de Marketing da AmBev, Carlos Lisboa, conta que a empresa está trabalhando em duas frentes principais: rentabilidade e inovação. "Em 2008, as inovações estiveram focadas no desenvolvimento de embalagens e consideramos que é o momento de apresentar uma inovação de líquido para o consumidor de cervejas pilsen, a maior inovação da AmBev neste ano", diz ele.
Para Marcel Marcondes, gerente corporativo de marketing de Antarctica, o novo produto foi especialmente desenvolvido para estar de acordo com o posicionamento da marca e para complementar o seu portfólio."Antarctica tem em seu DNA o conceito de refrescância. O nome, a cor azul, os pinguins do logotipo, todas as referências da marca remetem à sensação de frescor", afirma.
Às 10h48, os papéis preferenciais da AmBev (AMBV4) subiam 0,78%, negociados a 126,08 reais. No mesmo instante o Ibovespa subia 1,13%, aos 50.380 pontos.
Fonte: Portal Exame - Negócios – 24/07/2009
AmBev pode sofrer mais punições no valor de R$ 1 bi
Após ser condenada a pagar a maior multa da história do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), a AmBev corre o sério risco de sofrer três novas punições que, somadas, poderiam ultrapassar R$ 1 bilhão.
Fonte: Valor Economico - Empresas & Tecnologia – 24/07/2009
Capitalismo em Cuba atrai brasileiros
Prevendo o fim do embargo econômico, várias empresas já avaliam parcerias com estatais da ilha caribenha. A ilha de Fidel Castro despertou o interesse de empresas brasileiras. A aposta no fim do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos há 49 anos e a abertura gradual de Cuba ao capital estrangeiro têm levado representantes de diferentes setores da indústria nacional à ilha caribenha em busca de oportunidades de negócios.
Empresas dos setores de vidro, farmacêutico e mobiliário, entre outros, avaliam projetos de investimento em parceria com empresas cubanas de capital estatal. As negociações não são tão recentes, mas avançaram nas últimas semanas. No começo do mês, uma missão comercial com representantes de 12 empresas brasileiras, que já trocavam figurinha com o governo comunista, esteve em Cuba.
O laboratório EMS, maior empresa brasileira do setor farmacêutico, assinou carta de intenção com a Heber Biotec S/A com vistas a intercâmbio de produtos e projetos do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Cuba, referência hoje em termos de biotecnologia. A Heber Biotec é a representante exclusiva, em nível internacional, do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia cubano.
"Com a assinatura da carta de intenção, a EMS expande seu universo de atuação e seus investimentos tecnológicos", informa o diretor de Projetos da empresa, Leonardo Sanchez, que participou da missão.
Com uma população de 11 milhões de habitantes e uma economia com um crescimento médio anual de 5%, segundo dados oficiais, Cuba é considerada um mercado promissor por empresas de várias partes do mundo.
Por sua localização, a ilha pode se tornar uma plataforma de exportação de produtos da indústria brasileira para o Caribe e os Estados Unidos, principal mercado dos países caribenhos.
"O país vem se abrindo gradativamente a investimentos estrangeiros associados com empresas cubanas", diz Reginaldo Arcuri, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), entidade governamental que organizou a missão.
"Além disso, não cria problemas para remessas de dividendos e tem acordo de proteção de investimentos com outras nações", ressalta.
Em maio de 2008, a vice-ministra da Indústria Básica de Cuba, Daysi Sánchez, visitou a fábrica de vidro Santa Marina, localizada em Guarulhos, na Grande São Paulo. A expectativa dela era levar a empresa a operar em Cuba. Depois de quatro viagens de negócios ao país caribenho, a última delas com a missão empresarial, o diretor da Santa Marina, Carlos Eduardo Gianini, espera fechar um memorando de entendimento com o governo cubano ainda este ano.
"A ideia é montar uma empresa de beneficiamento de vidro plano para construção civil em parceria com uma estatal cubana", conta Gianini.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, que liderou a missão empresarial a Cuba, costuma contar que o seu colega cubano, o ministro Raul de La Nuez, numa de suas visitas ao País se apaixonou pelo guaraná. Tanto é que autoridades e empresários brasileiros que vão para Cuba, segundo Jorge, passaram a levar na bagagem caixas da bebida em lata. Como os cubanos também adoram cerveja brasileira, uma empresa brasileira estaria avaliando a possibilidade de montar um fábrica lá.
Coincidência ou não, a Schincariol, segunda maior cervejaria do País, fez parte da missão comandada por Miguel Jorge. Procurado, o Grupo Schincariol não confirma nem desmente o eventual interesse em investir em Cuba. Apenas informou que a visita teve o objetivo de conhecer as particularidades e oportunidades do mercado cubano. A análise dos dados ainda está em fase preliminar.
Desde o ano 2000, a Randon, fabricante de bens de capital, exporta equipamentos para transporte de cargas para Cuba. A empresa não tem planos de montar uma fábrica no país, mas está animada com a possibilidade de fechar mais contratos.
A aproximação entre a empresa e o governo cubano deve resultar no aumento de 50% nas exportações da indústria, que no ano passado embarcou US$ 3 milhões em mercadorias, informa o diretor Erino Tonon. Segundo o executivo, se a empresa exportasse US$ 3 milhões para cada país do tamanho de Cuba, estaria muito satisfeita.
Fonte: Estadão de hoje - Economia & Negócios, por Marcelo Rehder – 26/07/2009
Cerveja com teor alcoólico de 18,2% é lançada no Reino Unido
Uma cervejaria da Escócia, a BrewDog, lançou no mercado britânico uma cerveja com 18,2% de teor alcoólico, que alega ser a mais forte do Reino Unido.
A garrafa de cerveja Tokyo*, de 330 ml, tem seis unidades de álcool - duas vezes o limite médio diário recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para um homem adulto.
Segundo a OMS, homens não devem exceder a ingestão de 21 unidades por semana e as mulheres, 14 unidades. Cada unidade significa 10 g de álcool.
No Brasil, o teor alcoólico das cervejas mais famosas fica entre 3% e 5%. A Tokyo* usa em sua composição jasmim, cranberries (uma fruta do hemisfério norte), malte e lúpulo americano e então é fermentada com levedura de champanhe para aumentar o teor alcoólico.
A bebida está sendo vendida no Reino Unido por 9,99 libras (cerca de R$ 31) a garrafa. O lançamento da BrewDog foi criticada por instituições de combate ao alcoolismo, mas a cervejaria insistiu que a nova bebida vai ajudar a combater a cultura local de consumo rápido de grandes quantidades de bebida alcoólica.
"Cervejas produzidas em massa, industrializadas, são tão suaves e sem sabor que você fica inclinado a beber uma grande quantidade", afirmou o fundador da BrewDog, James Watt. "Estamos desafiando as pessoas a consumir menos bebidas alcoólicas e educando o paladar dos apreciadores com cervejas artesanais que possuem uma incrível profundidade de sabor, corpo e caráter." "As cervejas que fazemos na BrewDog, incluindo a Tokyo*, fornecem uma cura à cultura do consumo rápido de cerveja", acrescentou.
Engano
Uma ONG escocesa que combate o alcoolismo, a Alcohol Focus Scotland, afirmou que o argumento da cervejaria é um "engano" e que a alta porcentagem de álcool da Tokyo pode causar tantos danos quanto o excesso de bebidas.
"Esta companhia está completamente enganada se pensa que uma cerveja com 18,2% de álcool por volume vai ajudar a resolver os problemas da Escócia com bebidas alcoólicas", afirmou o diretor executivo da organização, Jack Law. "É absolutamente irresponsável lançar uma cerveja tão forte em um momento em que a Escócia enfrenta níveis sem precedentes de problemas de saúde e sociais relacionados ao álcool." "Apenas uma garrafa desta cerveja contém seis unidades de álcool, duas vezes o limite diário recomendado", acrescentou.
"A idéia do consumo rápido de bebidas alcoólicas se resume a ficar bêbado rápido, então, esta cerveja vai ajudar as pessoas?", questionou uma porta-voz da ONG britânica de combate aos problemas do fígado British Liver Trust.
Fonte: BBC Brasil – 28/07/2009
Com vendas fracas, cervejarias dos EUA inovam nas embalagens
A MillerCoors começou a vender nos Estados Unidos, em caráter de teste, um barril de chope de US$ 20 para que as pessoas bebam em casa, como parte de uma série de inovações de embalagens usadas pelas gigantes mundiais da cerveja para ganhar fatias de um mercado já lotado e em lenta expansão.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 29/07/2009
Femsa registra queda de 8,4% no mercado brasileiro
A cervejaria Femsa (Fomento Económico Mexicano), dona no Brasil da marca Kaiser, teve mundialmente um crescimento de 6,7% em seu lucro líquido durante o segundo trimestre de 2009, em relação ao mesmo período de 2008, somando US$ 55,35 milhões (730 milhões de pesos mexicanos). De abril a junho, o faturamento bruto avançou 6,7%. No Brasil, entretanto, o resultado não foi muito animador.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 29/07/2009
Cerveja da belgo-brasileira ABInBev gera polêmica na Casa Branca
Após se deixar fotografar bebendo uma Bud Light, Obama é criticado por ter escolhido uma marca de cerveja que não é mais considerada americana dentro dos EUA.
A decisão do presidente americano, Barack Obama, de se deixar fotografar em um encontro na Casa Branca bebendo uma cerveja Bud Light gerou uma reação negativa da opinião pública. Apesar de ser uma marca criada nos Estados Unidos e também ser a cerveja mais vendida do país, a escolha gerou críticas porque sua fabricante, a Anheuser-Busch, foi vendida para a cervejaria belgo-brasileira InBev em 2008.
"O problema é que a Budweiser e a Bud Light, as cervejas mais vendidas dos EUA, não pertencem mais a uma companhia americana", disse à agência de notícias Bloomberg o especialista em marketing Al Ries, dono da agência Ries & Ries. Como um porta-voz da Casa Branca já havia adiantado pela manhã que Obama escolheria a Bud Light nesta tarde, o deputado por Massachusetts Richard Neal chegou a enviar uma carta ao presidente em que sugeriu que ele tomasse uma cerveja genuinamente americana.
O encontro aconteceu na Casa Branca e reuniu o presidente Obama, o vice-presidente Joseph Biden, o professor Henry Louis Gates e o sargento James Crowley. Obama convidou Gates e Crowley para uma conversa no jardim da Casa Branca após os dois terem protagonizado uma grande polêmica sobre racismo nos EUA nos últimos dias. Em 16 de julho, Crowley prendeu Gates por engano quando ele tentava entrar em sua própria casa. Como Gates é negro, surgiram as acusações de racismo.
No último dia 22, Obama afirmou que a polícia agiu de uma "forma estúpida" ao prender Gates. O sargento, no entanto, havia alegado que o professor reagiu à prisão e incentivou a desordem durante o episódio - acusações que foram retiradas posteriormente. De qualquer forma, a polícia local passou a cobrar de Obama desculpas pelas críticas.
Dois dias depois, Obama apresentou o convite a Gates e Crowley. Durante o encontro, o sargento Crowley bebeu uma cerveja Blue Moon, fabricada pela americana Molson Coors. O professor Gates pediu uma Samuel Adams Light, de uma cervejaria de Massachusetts. Já o vice-presidente bebeu uma cerveja sem álcool da marca Buckler.
"Vocês que escolheram"
Segundo especialistas em marketing ouvidos pela Bloomberg, a escolha de Obama foi orientada pela popularidade da cerveja. "Ele está tentando mandar a mensagem de que ele é um americano médio", disse Matt Mackowiak, um estrategista do Partido Republicano. "Marcas líderes tendem a ser uma escolha mais segura para um político porque o que ele está dizendo é: 'Vocês escolheram essa cerveja, não fui eu. Eu só estou refletindo o que vocês pensam'", afirmou o especialista em marketing Al Ries.
O presidente da Anheuser-Busch, Dave Peacock, afirmou ter ficado "orgulhoso" com a escolha do presidente. Já Julian Green, da MillerCoors, uma das maiores concorrentes da Anheuser-Busch no mercado americano, disse que a empresa teria preferido que Obama tivesse bebido uma Miller Lite. "Apesar da escolha, é uma boa notícia para nossa indústria que uma cerveja tenha sido bebida num momento como esse", afirmou Green.
A Bud Light tem cerca de 22% do mercado americano de cervejas, apesar de ter perdido mercado nos últimos meses, assim como a Miller Lite. Para Al Ries, a cobertura da escolha de Obama pela Bud Light poderá favorecer as vendas da marca em relação a suas principais concorrentes nos próximos dias.
O que nos une é mais forte
Após o encontro, Obama divulgou uma nota em que dizia ser grato por ter se juntado com Gates e Crowley para uma conversa amigável. "Mesmo antes de nos sentarmos para tomar a cerveja, eu aprendi que os dois cavalheiros terem passado algum tempo juntos ouvindo um ao outro será um legado para eles. Eu sempre acreditei que o que nos une é mais forte daquilo que nos separa", disse o presidente.
Fonte: Portal Exame - Negócios – 30/07/2009
Venda de cerveja na Alemanha atinge menor nível em 18 anos
As vendas de cerveja na Alemanha caíram 4,5% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período no ano passado. Com a queda, as vendas do primeiro semestre atingiram o nível mais baixo dos últimos 18 anos, desde que as estatísticas do setor começaram a ser compiladas, em 1991.
O Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha (Destatis) informou que as cervejarias do país venderam 4,9 bilhões de litros nos primeiros seis meses deste ano. Esse volume representa um declínio de 230 milhões de litros em relação ao primeiro semestre de 2008.
Segundo o Destatis, o aumento dos preços da cerveja e a proibição do fumo em restaurantes e bares tiveram um impacto negativo nas vendas de cerveja.
Especialistas também creditam o declínio a outros fatores, como uma maior preocupação com questões de saúde e até o mau tempo, que tem reduzido o número de festas ao ar livre no país.
Fonte: BBC Brasil - 30/07/2009
No ‘meio do mundo’, nada de meio termo
O nome Meantime, que também pode significar "entretanto" em português, deve ser levado ao pé da letra, como "meio do tempo", no caso da cervejaria inglesa. Localizada em Greenwich, junto ao meridiano homônimo – ou, como especifica a própria, a 0°2’12’’ leste da divisão da Terra –, ela tem nove anos de vida e produções mais "ousadas", que fogem do "lugar comum" de estilos ingleses. Cinco delas estão chegando ao mercado brasileiro.
A Coffee Porter leva café na fórmula. Com 6% de teor alcoólico e cor castanha, tem aroma de café, lúpulo e notas de chocolate adocicadas.
O café e o chocolate também aparecem no sabor, com malte torrado moderado. Uma boa cerveja, mas há inevitável comparação com a cerveja brasileira Colorado Demoiselle, também uma porter com café na receita.
No duelo copo a copo, a conclusão é que a Colorado parece levar vantagem pelo café, mais intenso e persistente que o da rival inglesa, e pelo corpo um pouco mais denso – tem 7% de álcool. A Meantime, por outro lado, tem aroma mais complexo. Na dúvida, prove as duas.
A Chocolate também é uma porter, mas com 6,5%. Um pouco mais escura que a Coffee, tem aroma de chocolate amargo e lúpulo; após algum tempo no copo, surgem notas de tostado e leve licorosidade; no sabor, chocolate e uma nota de álcool.
Sabores - Café e chocolate são os ingredientes das cervejas Meantime
O quinteto inclui ainda a Raspberry – cerveja com trigo e framboesa, que confere acidez ao sabor –, e, dois estilos mais tradicionais, a London Stout e a London Pale Ale. Também são vendidas no Brasil a Meantime India Pale Ale, possivelmente a mais interessante representante do estilo por estas bandas, e a London Porter. Elas são importadas pela Brazil Ways (www.brazilways.com.br) e seu preço deve variar de R$ 20 (garrafa de 330 ml) a R$ 40 (750 ml).
Fonte: O Estado de São Paulo - Suplementos - Paladar, por Roberto Fonseca – 30/07/2009
Consumo de cerveja cresce entre as mulheres
Ao longo das últimas décadas, as mulheres vêm conquistando cada vez mais espaço em tarefas e costumes tidos, até então, como tipicamente masculinos. Todos concordam que a cerveja é a bebida preferida pelos brasileiros. De acordo com o Sindicato Nacional das Indústrias de Cerveja (Sindicerv), o país está entre os quatro maiores fabricantes do líquido no mundo, com volume anual de 10,34 bilhões de litros. O que talvez seja surpresa para algumas pessoas é que a cerveja é unanimidade também entre as mulheres.
A LatinPanel, uma das maiores empresas de pesquisa de consumo da América Latina, acaba de divulgar um estudo, realizado entre os meses de abril e maio deste ano, que comprova o crescimento das mulheres como consumidoras de cerveja. Quase metade das entrevistadas – 41,6% – disse preferir a bebida, resultado seis pontos percentuais maiores que o da pesquisa realizada no mesmo período do ano passado.
Enquanto os homens consumiram 24.819.590 hectolitros de cerveja entre abril e maio de 2009, as mulheres foram responsáveis pelo consumo de mais da metade desse volume – 13.498.179 hectolitros. O levantamento mostra que as localidades que mais contribuem com o crescimento do consumo de cerveja entre as mulheres são as regiões da Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro, Norte e Nordeste. Independente financeiramente, a mulher moderna se sente mais à vontade para satisfazer seus anseios pessoais sem depender dos homens.
Hoje em dia, é comum ver mulheres reunidas em bares e até mesmo em casa para bater um bom papo e beber tranqüilamente sua cerveja gelada, exatamente como o público masculino faz há tantos anos. Quando o assunto é a idade das consumidoras, a pesquisa mostra que a cerveja é a bebida preferida de 29% das mulheres entre 30 e 39 anos. Em segundo lugar ficam as consumidoras com idade entre 40 e 49 anos, responsáveis por 24% do volume de cerveja consumido no Brasil. “As mulheres com mais de 30 anos sabem o que querem e já se habituaram à tradição da cerveja. As mais jovens, por outro lado, costumam optar por bebidas que estejam na moda no momento”, explica Fátima de Cássia Merlin, diretora de Varejo e Consumer Insight da LatinPanel.
O estudo também analisou a preferência das mulheres quanto às embalagens de cerveja. Segundo a pesquisa, 61% delas gostam mais dos recipientes de vidro, sendo que 57% preferem as garrafas de 600 ml e 37% optam pelas embalagens menores, de até 354 ml. Outra curiosidade revelada pela pesquisa é a preferência das mulheres pelas cervejas premium.
Segundo a LatinPanel, elas gastam 6% mais que os homens com essas bebidas especiais. Do total de mulheres que consomem cerveja, 39% pertencem à classe C, que comporta famílias com renda entre R$ 1.115,00 e R$ 4.807,00. O percentual é bastante relevante, principalmente se comparado ao índice de homens da classe C consumidores de cerveja: 42%. Nas classes A e B o consumo da bebida entre as mulheres é 30%, mesmo índice das classes D e E.
Fonte: Confenar, n°. 29, junho/julho de 2009
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