Notícias de mercado
2007 - Março e Abril
Molson Coors vende participação na Kaiser à Femsa e sai do Brasil
Exatos cinco anos depois da sua chegada ao Brasil, a Molson Coors encerra, definitivamente, sua conturbada participação no mercado brasileiro de cervejas. Sem anúncio oficial ou alarde, a empresa canadense vendeu os 15% de participação que ainda detinha na Kaiser para a mexicana Femsa por US$ 16 milhões. Embora já tivesse recebido US$ 68 milhões da Femsa em janeiro do ano passado pela venda de 68% da Kaiser, o valor total que a Molson Coors recebeu é irrisório perto dos pesados investimentos que a cervejaria fez no Brasil. A canadense Molson - que na época ainda não havia feito a fusão com a americana Coors - comprou a Kaiser em março de 2002 por US$ 765 milhões, depois de ter adquirido a Bavária da AmBev por US$ 190 milhões. Na época, comprou uma participação de mercado de 15% de Kaiser - à frente de Antarctica e Schincariol - e de pouco mais de 3% de Bavária. Depois de sucessivas perdas, a empresa endureceu o discurso após a chegada da Coors - forte oponente da participação da cervejaria no Brasil. Em maio de 2005, chegou a dar baixa contábil no balanço e anunciou que não colocaria mais um centavo na operação brasileira - sinalizando que venderia o negócio. A venda para a Femsa foi fechada em 17 de janeiro de 2006 por US$ 68 milhões. A participação de mercado total da companhia, somando as marcas Kaiser e Bavaria, era de 9% na época e hoje é de 8,8%. A justificativa dada pela Molson Coors para a sua saída do Brasil - segundo o balanço da Femsa - é que o país "não é mais uma parte fundamental de sua estratégia de negócios". Em seu balanço, a Molson Coors, limita-se a dizer que vendeu as operações no Brasil por US$ 16 milhões e que reportou uma perda líquida de US$ 12,9 milhões "pelo aumento na compensação da proporção das garantias de indenização relacionadas ao negócio Kaiser, pelo qual a empresa é responsável". Trata-se da indenização de passivos contingenciais inerentes a esse tipo de negociação. Ainda de acordo com o balanço da Femsa, os atuais arranjos comerciais entre as duas cervejarias no México e Reino Unido não foram afetados pela decisão da cervejaria de deixar o mercado brasileiro. Desde 2004, a Femsa tem um contrato de longo prazo com a Molson Coors para ser distribuidora exclusiva da Coors Light no México. A saída da Molson aconteceu porque a Femsa precisava de um pesado aporte de capital. No quarto trimestre, a Femsa fez um aumento de capital no valor de US$ 200 milhões na operação brasileira e queria a participação dos sócios - Heineken e Molson Coors. Segundo o Valor apurou, a Molson Coors julgou complicado explicar aos acionistas um investimento na casa de US$ 30 milhões depois de todas as perdas que já teve no Brasil. Quando a Femsa comprou a Kaiser, a Molson ficou no negócio por dois motivos: a permanência de um membro no conselho que monitorasse as contingências tributárias e a intenção de testar Coors Light no Brasil. Mas preferiu sair definitivamente do negócio. A holandesa Heineken também não participou do aumento de capital e, por conta disso, teve sua participação, que era de 17%, diminuída. Nos balanços, não foi informado o tamanho atual dessa fatia da Heineken. "A acionista Heineken não participou neste aumento de capital. Entretanto, a empresa tem opção para elevar sua participação acionária na empresa até o patamar que possuía anteriormente, de 17%, nos próximos meses, sob os mesmos termos econômicos do aumento de capital", divulgou a Femsa no balanço.
A Heineken ainda está negociando com a Femsa como ficará a sua participação na operação brasileira. A situação da companhia, porém, é diferente da Molson. Além de ter a sua cerveja Heineken produzida e distribuída no mercado brasileiro, a cervejaria holandesa é responsável pela distribuição e venda da marca Sol, da Femsa, nos Estados Unidos. E as exportações de Sol para os EUA estão aumentando sensivelmente. Os US$ 200 milhões colocados pela Femsa na operação brasileira foram necessários em função dos fortes investimentos que a cervejaria tem feito com a marca Sol e também por conta dos débitos financeiros que assumiu ao comprar a Kaiser. Como pagou um valor baixo pela empresa (US$ 68 milhões) em algum momento, a Femsa teria que fazer um grande aporte para as contingências. "A injeção de capital representou o passo final na capitalização da empresa, fortalecendo significativamente seu balanço patrimonial e criando a base financeira para buscar os objetivos de negócios das operações brasileiras da Femsa", disse a empresa no balanço. Em conferência com analistas, o diretor de relação com investidores da Femsa, Juan Fonseca, disse nesta semana que pretende investir outros US$ 30 milhões na operação brasileira, mas não deu detalhes. Na tentativa de alavancar a marca Sol, a Femsa lançou em 01 de março embalagens long neck de 250 mililitros apenas nos supermercados. O principal atrativo do produto é o preço: entre R$ 0,75 e R$ 0,79, contra uma média de R$ 1,10 da long neck de 350 mililitros. A Femsa trabalha fortemente com embalagens menores no México. Lançada em outubro, Sol está com participação de mercado de 0,8%.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
AmBev cresce com futebol e Argentina
A Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) registrou um lucro líquido de R$ 2,8 bilhões em 2006, acréscimo de 81,5% em comparação a 2005. A receita líquida cresceu 10,2% e atingiu R$ 17,613 bilhões. O CEO da AmBev, Luiz Fernando Edmond, destacou como importantes para o desempenho da empresa no ano passado o aumento da participação na argentina Quinsa, os lançamentos de novos produtos e a Copa do Mundo da Alemanha. "A empresa viveu uma espécie de segundo verão durante os meses da Copa do Mundo", ressaltou Edmond. A geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), aumentou 18,1% e somou R$ 7,444 bilhões. O volume de vendas da operação de cerveja no Brasil cresceu 5,1%. O Ebitda dessas operações cresceu 20% e alcançou R$ 4,5 bilhões. A participação de mercado médio no ano da AmBev subiu de 68,3% em 2005 para 68,8% em 2006. A receita por hectolitro aumentou 6% e atingiu R$ 137,80, puxada pela alta de 19,7% e 38,3% no volume de vendas das marcas "premium" Bohemia e Original, respectivamente, cervejas de maior valor agregado, informou Edmond. "Aumentamos a distribuição das marcas, que ganharam a preferência do consumidor." No segmento de refrigerantes, não-alcoólicos e não-carbonatados (RefrigeNanc), o volume de vendas cresceu 9% em 2006. O Ebitda cresceu 17,4% e alcançou R$ 607,7 milhões.
A participação de mercado da AmBev no segmento ficou estável, em 17%. A receita líquida na América Latina Hispânica, que engloba a operação Hila (República Dominicana, Guatemala, Equador, Peru, Venezuela, Nicarágua, Equador) mais os países da operação Quinsa (Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai) subiu 32,8% e totalizou R$ 2,762 bilhões. A Quinsa contribuiu com R$ 2 bilhões para a receita consolidada da AmBev, 54,2% mais que no ano anterior. Em agosto do ano passado, a AmBev aumentou sua participação na Quinsa, dona da marca de cerveja Quilmes, de 56,72% para 91,18%. Nos países da Hila, o Ebitda foi negativo em R$ 63,9 milhões, reflexo da competição acirrada na região. "Acreditamos no aumento da rentabilidade para os próximos anos." As operações da Labatt, braço da AmBev na América do Norte, contribuíram com R$ 3,888 bilhões para a receita consolidada da AmBev. A receita líquida na América do Norte, onde a empresa é representada pela Labatt, caiu 2,2%. O CEO acredita que a concorrência no mercado de cerveja continue parecida a do segundo semestre de 2006, "com a Femsa mais ativa, a Petrópolis com uma performance boa e crescente e a Schincariol mais forte nas regiões Norte e Nordeste. "O mercado vem sendo muito competitivo nos últimos cincos anos, com uma grande quantidade de concorrentes e lançamentos." O executivo observou que nos últimos dois anos diminuiu a volatilidade dos índices de participação de mercado da AmBev. "O share caiu menos quando a empresa aumentou os preços. Esperamos em 2007 menos picos para cima ou para baixo." Sobre o aumento de 3% a 4% no preço das cervejas realizado pela empresa em janeiro deste ano, Edmond justificou dizendo que "há 14 meses a empresa não fazia reajuste". No segmento de refrigerantes, não-alcoólicos e não-carbonatados houve aumento de 3% 4% em 2006.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
InBev bate a Anheuser-Bush e já é a maior cervejaria do mundo
A cervejaria belgo-brasileira InBev já é a maior do mundo. O faturamento da companhia atingiu US$ 16,7 bilhões em 2006, de acordo com resultado divulgado ontem. Com isso, ela ultrapassa a gigante americana Anheuser-Busch, que teve vendas de US$ 15,7 bilhões no ano passado, e assume o primeiro lugar do ranking em receita. A InBev já era a maior do mundo em volume. O melhor resultado da cervejaria veio da América Latina, sobretudo do Brasil e da Argentina, onde houve aumento nas vendas de bebidas. O consumo dos brasileiros cresceu graças à Copa do Mundo e o grupo vendeu 5,1% mais cervejas que no ano anterior no País. Na Argentina, um mercado em franca recuperação de consumo, o que turbinou os resultados foi o fato de a companhia ter comprado a quase totalidade das ações na cervejaria Quinsa - ela tinha 56,7% em 2005 e passou a deter 91,1% no ano passado. Esse cenário de melhora nas vendas era esperado pelos analistas, mas eles foram surpreendidos pelo lucro histórico da companhia, especialmente nas Américas, onde os negócios são conduzidos pela brasileira AmBev. O lucro líquido na região foi de US$ 1,1 bilhão - 81,5% superior a 2005. No mundo, o lucro da InBev aumentou 50% em relação ao ano anterior. “Esperávamos um resultado bom, mas menor.
Eles fizeram um excelente planejamento tributário e conseguiram melhorar ainda mais a eficiência, que já era alta”, afirma o analista de bens de consumo da corretora Fator, Márcio Kawassaki. O modelo operacional adotado pelos administradores da companhia no Brasil, que é pautado por uma política de acentuado cortes de custos, uma enorme pressão de todos os funcionários por resultados e máximo aproveitamento das brechas fiscais e tributárias, de tão bem sucedido vem sendo exportado para as outras praças onde o grupo está presente. No Canadá, por exemplo, a cervejaria imprimiu rapidamente seu estilo agressivo e controverso. “Em 2005, a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) era de 36%. Em 2006, subiu para 38,6%. No último trimestre, já estava em 42%, o que é muito bom para um mercado maduro como o canadense”, diz Kawassaki. O diretor-geral para a América Latina, Luis Fernando Edmond, diz que ainda há mais espaço para aumentar a rentabilidade no Canadá. No resultado geral da InBev, o índice saiu de 28,6% para 31,9%. No Brasil, onde esse modelo particular de gestão foi criado, o Ebtida ainda cresce e hoje está em 47%, o maior dentro do grupo. O esforço em cortar gastos não é exclusivo da InBev. O presidente mundial da cervejaria, Carlos Brito, assim como seus pares da Carlsberg e da Heineken, estão empenhados em reduzir despesas para compensar o aumento dos preços de matérias-primas e commodities.
A política de Brito está voltada também para mercados emergentes, como a América do Sul, onde a venda de cervejas cresce mais que a média mundial. O executivo considera entrar na Índia e está de olho em países como Rússia e China, onde a sua maior adversária, a americana Anheuser-Busch, já está presente. Outro ponto que mereceu destaque foi o crescimento das cervejas premium, pelo menos 15% mais caras que a média. No mercado interno brasileiro, as marcas Original e Bohemia cresceram, respectivamente, 31,6% e 22,3% no ano. O desempenho dessa categoria é celebrado por analistas porque eleva a rentabilidade da empresa. No exterior, esse raciocínio também mereceu atenção dos analistas financeiros. Para eles, marcas especiais da InBev, como Stella Artois e Beck’s, com vendas estagnadas na Europa e nos Estados Unidos, têm mostrado até agora boas perspectivas de crescimento em mercados emergentes.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
Schincariol adia decisão sobre a nova unidade
O Grupo Schincariol anunciou o adiamento do projeto de construção da fábrica de cerveja, refrigerante e água em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, por causa das recentes mudanças ocorridas na gestão administrativa da empresa. A pedra fundamental da unidade foi lançada em janeiro de 2005 e o início das operações estava previsto para o final de 2006, mas apenas as obras de terraplanagem foram concluídas. O investimento total atinge R$ 115 milhões. A empresa solicitou ao secretário Municipal de Indústria, Comércio, Turismo, Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Cristovam Lages Canela, um prazo improrrogável até dia 31 de março de 2007 para se posicionar com relação à decisão de realizar ou não o investimento. O terreno foi cedido pela prefeitura do município ao Grupo Schincariol. No mês passado, a empresa anunciou a contratação de Fernando Terni para ocupar o recém-criado cargo de presidente executivo da empresa, como parte do processo de reorganização de negócios iniciado em outubro de 2004 e que inclui a profissionalização de sua gestão. Adriano Schincariol, que ocupava o cargo de diretor-superintendente desde agosto de 2003, e os demais membros da família com funções executivas na empresa passam a atuar, juntamente com conselheiros profissionais, no Conselho de Administração do grupo. Terni, com passagens por ABB e Intelig, ocupava desde 2002 o cargo de presidente da Nokia Brasil. Segunda maior produtora de cervejas no Brasil, a Schin faturou R$ 3,65 bilhões em 2006, alta de 17,5% em relação ao ano anterior. A empresa possui nove fábricas no País e uma décima está sendo construída em Horizonte, no Ceará. O início das operações está previsto para o quatro trimestre de 2007.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Femsa coloca no mercado a SOL Shot
A Femsa Cerveja Brasil lançou SOL Shot, primeira cerveja em garrafa de vidro de 250 ml do País. O produto chega para ampliar a família de produtos SOL, cerveja pilsen da empresa, e oferecer ao consumidor brasileiro um produto com apelo cool e inovador. SOL Shot foi elaborada seguindo as escolhas do brasileiro, desde o nome e o líquido, até a embalagem e o slogan. Um dos grandes diferenciais do produto é o preço. A SOL Shot tem preço médio sugerido de R$ 0,75 e R$ 0,79 (auto-serviço). O lançamento do produto conta com peças de mídia impressa e materiais de ponto de venda.
Fonte: Mercado & Consumo
Cervejas uruguaias vêm brigar com vinho
O crescimento de 83% no valor das importações de cerveja em 2006 animou a Ambev a fazer uma nova investida no mercado brasileiro. As uruguaias Patricia, Pielsen e Nortenha desembarcam no próximo fim de semana em bares, restaurantes e lojas especializadas da capital paulista. As bebidas fazem parte do portfólio de importados da Ambev, que planeja uma série de lançamentos neste ano. O objetivo é aproveitar a conveniência de pertencer ao grupo InBev e trazer sabores diferentes para brigar com categorias como vinho e vodca, além de fazer frente a bebidas de apelo jovem, como Smirnoff Ice.
"O brasileiro tem vontade de experimentar novos sabores, especialmente de países em que o produto seja reconhecidamente bom", diz Gonzalo Grilo, gerente de marketing da central de importações da Ambev. A empresa avalia importar cervejas da Alemanha, Inglaterra, Bélgica, República Tcheca e Canadá, fabricadas pela InBev. Sabores de outras nacionalidades poderão ser oferecidos neste ano durante a Oktoberfest, em Blumenau (SC). Para um consultor do setor de bebidas, a AmBev está aproveitando produtos de padrão regular no exterior para posicioná-los como premium no Brasil. "Pode ser também uma tentativa de testar a embalagem de um litro no País, o que já foi feito antes pela Skol, sem sucesso". No caso das cervejas do Uruguai há o facilitador de serem importadas sem a alíquota de 20%, uma vez que o país faz parte do Mercosul. A meta é chegar neste ano a 100 mil pontos de venda nas principais capitais, mas a aceitação das marcas da uruguaia FNC vai ser provada primeiro em São Paulo. Sem informar qual a expectativa de vendas, Grilo acredita que há boas chances para as premium. "O mercado das cervejas tradicionais, como Brahma e Skol, aumentou 7,6% em 2006, enquanto que o premium subiu 11%", lembrou. O sucesso das importadas, que em 2006 foi puxado pelas alemãs, é limitado pelo preço: enquanto o litro da brasileira custa R$ 3,40, as uruguaias, de 960 mililitros, ficarão entre R$ 7,50 (no auto-serviço) e R$ 12 (geladas nas mesas). São apenas 4 milhões de litros de cerveja importada consumidos em média ao ano no Brasil, ou 0,05% do total. Mas Grilo garante que a AmBev trará versões menores, como a long neck, para atender diferentes bolsos.
Fonte: Valor Econômico – Empresas - Tendência & Consumo
Petrópolis investe R$ 120 milhões em nova fábrica
A Cervejaria Petrópolis, dona das marcas Itaipava e Crystal, vai investir R$ 120 milhões na construção de uma fábrica em Rondonópolis (MT), 210 quilômetros ao Sul da capital, Cuiabá. De acordo com a empresa, a fábrica, que criará cerca de 180 empregos diretos, terá capacidade para produzir 200 milhões de litros de cerveja por ano, volume que corresponde à fabricação de cerca de 55 mil litros da bebida por dia. O anúncio foi feito no final da semana passada pelo prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti, que exibiu um comunicado oficial da companhia informando que no prazo de 30 dias as obras devem ser iniciadas.
O início da produção está previsto para o começo do ano que vem. De acordo com a prefeitura do município, a nova unidade da cervejaria deve abastecer o mercado de 10 estados brasileiros, do Centro-Oeste e Norte do País, e a localização da cidade foi considerada um diferencial, por propiciar uma logística de recebimento de insumos - dada a proximidade da hidrovia Paraguai - Paraná - e a distribuição dos produtos, já que a fábrica ficará instalada no Distrito Industrial da cidade, nas proximidades da BR 163. Atualmente, a Petrópolis possui duas unidades industriais, uma instalada em Petrópolis (RJ) e outra em Boituva (SP), respectivamente com 200 mil m² e 540 mil m² de área total. Além da fábrica de cerveja, a Petrópolis planeja instalar, em uma segunda fase, uma unidade de refrigerante e de engarrafamento de água mineral, informou a prefeitura de Rondonópolis. As negociações entre a prefeitura de Rondonópolis e a Cervejaria Petrópolis para a construção da fábrica começaram no final de 2004. A confirmação do empreendimento na localidade demorou devido às negociações entre a cervejaria e o Estado do Mato Grosso sobre os incentivos fiscais que seriam concedidos à empresa.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Participação de AmBev e Femsa recua
Em fevereiro, auge do verão, as duas fabricantes nacionais de cerveja - Schincariol e Petrópolis - ganharam participação, enquanto AmBev e a mexicana Femsa viram sua fatia de mercado diminuir. O maior ganho de share veio da Schincariol, agora comandada por Fernando Terni, ex-Nokia. Em fase de reestruturação, a cervejaria de Itu ganhou 1,1 ponto percentual e alcançou 12,5%, embora ainda não tenha alcançado os 12,7% de janeiro do ano anterior. A Petrópolis, das marcas Itaipava e Crystal, saiu de 7% para 7,5%. A empresa não admite, mas está finalizando a compra da Cintra, do Rio de Janeiro. A Femsa perdeu 0,2 pontos percentuais e ficou com 8,5%. Quando comprou a Kaiser, a mexicana tinha 9%. A AmBev caiu de 68,7% para 67,2%. O reajuste de preços entre 3% e 4% feito em janeiro e o aumento das vendas nos supermercados em janeiro - a companhia é mais forte em bares - são apontados pela AmBev como responsáveis pela queda.
Fonte: Valor Econômico – Empresas - Tendências & Consumo
Cintra, na prateleira há dois anos, agora é disputada
A cervejaria Cintra está à venda há mais de dois anos. Praticamente, todas as empresas do mercado analisaram a companhia nesse período, sem muito interesse. Em poucos meses, porém, saiu da condição de empresa na prateleira para um ativo, até certo ponto, cobiçado. A venda para a Petrópolis, que chegou a ter parte de sua equipe dentro da Cintra, recuou e as duas empresas travam uma disputa jurídica. Nesse meio tempo - e até por conta disso o negócio com a Petrópolis não avançou - outras empresas entraram na disputa. A brasileira Schincariol é forte candidata e, nesse momento, está na mesa de negociações com o proprietário José de Souza Cintra. Outra empresa que também olha a Cintra é a portuguesa Sagres. Segundo uma fonte, a Schincariol voltou a se interessar pela Cintra por dois motivos: avançar no mercado carioca e, de quebra, impedir um avanço mais agressivo da Petrópolis no mercado nacional de cervejas. Inicialmente, a companhia tinha interesse apenas pela marca Cintra. Mas, agora, pretende fechar o negócio completo. A Schincariol, através de sua assessoria de imprensa, nega o interesse. Embora a Schincariol já tenha um parque fabril de porte, ao contrário da Petrópolis, a fábrica da Cintra em Piraí, no Rio de Janeiro, goza de grandes benefícios fiscais.
A Cintra tem também uma unidade fabril em Mogi Mirim. A fábrica da Schincariol em Cachoeiro de Macacu (RJ) é ociosa, mas se o negócio com a Cintra for fechado, a Schincariol transfere equipamentos e abre uma linha em Alagoinhas (BA), que opera acima de sua capacidade. O que está em jogo nesse negócio é o mercado carioca. Segundo dados Nielsen de fevereiro, a Cintra tem uma participação nacional de apenas 1,12%. Em janeiro último tinha 1,08% e em fevereiro de 2005, 1,26%. Mas na Grande Rio sua participação é de 5,9% e na área que abrange Espírito Santo, interior do Rio e Minas Gerais sua fatia é de 2,1%. Já na Grande São Paulo, a Cintra tem 0,14% e no interior paulista, 0,71%. A Schincariol, por sua vez, tem uma presença menor do que a própria Cintra na Grande Rio. Lá, a participação da cervejaria de Itu é de 1,4% e no interior do Rio, Minas e Espírito Santo, de 6,1%. A grande fortaleza da marca está no Nordeste, que fechou fevereiro com uma fatia de 35,4% na região. Em fase de reestruturação, comandada pela McKinsey, e profissionalização da gestão, a Schincariol comprou, no início ano, a microcervejaria Baden Baden para entrar no mercado premium.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
Schin investe para ampliar produção na Bahia
A Schincariol investirá US$ 30 milhões para ampliar em 25% a capacidade de produção de sua fábrica de Alagoinhas (BA), a 108 quilômetros de Salvador. Com o novo aporte, os investimentos da companhia no Nordeste sobem para cerca de R$ 200 milhões. A empresa está construindo, no Ceará sua décima planta. Com as obras em Alagoinhas, que devem ser concluídas já em outubro, passará de 50 milhões para 62,5 milhões de litros a capacidade de produção de cerveja e refrigerante da unidade. A unidade baiana, que completa dez anos em 2007, é a segunda maior da companhia. A maior fica em Itu (SP), terra natal da empresa. O plano de investimento da Schincariol foi apresentado na última quinta-feira ao governador da Bahia, Jaques Wagner, pelo diretor de relações institucionais da empresa, José Domingos Francischinelli. Por meio de sua assessoria de imprensa, a companhia confirmou o novo aporte. Atualmente, a fábrica tem 650 funcionários diretos, mas a obra deverá elevar esse número para 800 pessoas. Na reunião com o governador baiano, Francischinelli tratou, entre outros temas, da obtenção de incentivos fiscais para o investimento.
A empresa, porém, não forneceu detalhes. O investimento ampliará o abastecimento em Alagoas e Sergipe e em parte de Pernambuco e Ceará. A empresa responde por 16,5% da produção nacional de cerveja, dominada pela AmBev, mas lidera as vendas na Bahia com fatia próxima de 40%. O reforço na unidade baiana amplia os investimentos da empresa no mercado nordestino, onde ficam quatro de suas dez fábricas. As obras da décima unidade, localizada em Horizonte (CE), foram lançadas no fim de 2006 e serão concluídas até dezembro. O investimento de R$ 135 milhões deverá gerar 160 empregos diretos. Na região, a empresa produz também em Recife e em Caxias (MA). Em solo baiano, as concorrentes Femsa e AmBev também têm fábricas. Em Feira de Santana, a 110 quilômetros de Salvador, a Femsa acaba de investir R$ 1,2 milhão para implantar a linha de produção da cerveja Summer, comercializada na versão long neck. Na unidade, a companhia já produzia Kaiser Pilsen, Bavaria Pilsen, Bavaria Premium, além dos chopes Kaiser, Bavaria e Xingu, envasados em barris de 30 e 50 litros.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Indústria
AmBev entra na disputa pela Cintra
Um peso-pesado entrou na disputa pela cervejaria carioca Cintra - empresa que está à venda há dois anos, mas que entrou na mira de grandes companhias nos últimos meses. Agora quem está negociando o ativo, muito perto de fechar a compra é a AmBev. Num primeiro momento, a operação não envolve a marca. Até porque a AmBev é líder de mercado e poderia enfrentar problemas com o Cade. Por isso, a aquisição está centrada nas duas fábricas da Cintra, em Piraí, no Rio de Janeiro, e Mogi Mirim, interior de São Paulo. Mas o desenho final da compra não está fechado. Caso a venda para a AmBev fique, de fato, restrita às fábricas, a Cintra venderia a marca separadamente. Entre os interessados estão a portuguesa Sagres e a brasileira Schincariol. O ativo é avaliado em cerca de US$ 150 milhões, incluindo os passivos tributários. Apenas a marca valeria aproximadamente US$ 10 milhões. Segundo fontes próximas às negociações, não se sabe de que forma a AmBev, líder do mercado de cervejas, deverá estruturar a compra. "Eles podem usar outro veículo, como uma empresa ligada ao grupo lá fora ou um fundo”, afirma uma fonte. A AmBev afirma que não comenta especulações de mercado. A venda da cervejaria Cintra pelo seu proprietário José de Souza Cintra transformou-se numa verdadeira novela no último mês. O negócio foi praticamente fechado com a Petrópolis, das marcas Itaipava e Crystal. Mas o dono da Cintra recuou e Walter Faria, dono da Petrópolis, foi à Justiça. Há cerca de vinte dias, também entraram na disputa a Sagres e a brasileira Schincariol - que entrou firme nas negociações. A AmBev tomou a dianteira do negócio na semana passada e, agora, é a principal candidata. A negociação está sendo conduzida diretamente por Souza Cintra. Nem mesmo o primeiro escalão da Cintra conhece os detalhes da operação - ao contrário do que aconteceu no primeiro negócio, com a Petrópolis.
"Ninguém mais consegue prever que direção o dono da empresa irá tomar”, avalia fonte próxima. "Esse acaba sendo seu trunfo para negociar." Mas porque a AmBev, líder de mercado com mais de 68% de participação levaria uma cervejaria relativamente pequena como a Cintra? Por uma questão defensiva - para impedir o avanço da Schincariol ou Petrópolis no mercado do Rio - e por ser um dos únicos ativos que ela ainda teria chance de entrar. Pelo tamanho e participação de mercado das duas outras cervejarias brasileiras, a Schincariol e Petrópolis - que não estão à venda oficialmente, mas são alvos de análises de multinacionais - não poderiam ser adquiridas pela AmBev. Além da cerveja, a Cintra tem uma linha de refrigerantes. Segundo dados Nielsen de fevereiro, a Cintra tem uma participação nacional de apenas 1,12%. Subiu um pouco em relação a janeiro (1,08%), mas caiu em relação a fevereiro do ano passado - quando tinha 1,26%. Na Grande Rio, porém, sua participação é de 5,9% e na área que abrange Espírito Santo, interior do Rio e Minas Gerais sua fatia é de 2,1%. Já no mercado paulista sua participação é muito pequena: 0,14% na Grande São Paulo e 0,71% no interior.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
AmBev assume o controle da Cervejaria Cintra por US$ 150 milhões
O grupo europeu Cintra, de origem portuguesa, finalmente bateu o martelo e decidiu quem leva seus ativos no Brasil. Após disputa acirrada de cerca de dois anos, a Cia de Bebidas das Américas (AmBev), que entrou na concorrência "recentemente", desbancou os concorrentes mais antigos e fechou ontem contrato de compra do controle da Goldensand Comércio e Serviços, controladora das Cervejarias Cintra Indústria e Comércio, por US$ 150 milhões, pagos à vista, depois da conclusão da operação, ainda sem prazo. A transação será submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O valor, entretanto, envolve apenas as duas fábricas da Cintra, localizadas em Piraí (RJ) e Mogi Mirim (SP), com capacidade de produção de 7 milhões de hectolitros por ano, sendo 4,2 milhões de cerveja e 2,8 milhões de refrigerante. Elas vão se somar às 30 unidades que a AmBev tem no Brasil, de um total de 50 nas Américas. Ficaram de fora do valor da transação as marcas e os ativos de distribuição. Conforme o acordo, a Cintra tem a opção de achar outros compradores para esses ativos até o próximo dia 28 de outubro. Passado esse prazo, a AmBev os leva por mais US$ 10 milhões. O diretor de relações corporativas da AmBev, Milton Seligman, disse que o interesse da companhia é ampliar a capacidade instalada e, por isso, esses negócios foram excluídos num primeiro momento. "As marcas não eram o ponto exatamente relevante, têm valor menor para nós. O vendedor acha, e também achamos, que pode conseguir um preço melhor por elas junto a outros concorrentes." Seligman mantém em sigilo o que a empresa pretende fazer com os ativos, se tiver de comprá-los. Fontes do mercado analisam que o grupo brasileiro Schincariol e a cervejaria portuguesa Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, dona da marca Sagres, estariam no páreo. Somente as marcas, avaliam as fontes, valeriam perto de R$ 50 milhões, bem acima do oferecido pela AmBev. Entretanto, os analistas acreditam que com a venda das fábricas as marcas perdem parte do valor e podem parar nas mãos da AmBev.
O analista do banco ABN Amro, Pedro Galdi, classificou a compra como estratégica para o fortalecimento dos negócios da AmBev. "A companhia tem um histórico fantástico de aquisições. Mas um dos objetivos dessa compra pode ter sido a tentativa de minimizar a agressividade da Femsa", afirmou o executivo. Outros analistas acreditam também que a estratégia seja mesmo a de tentar conter o avanço de outras cervejarias, principalmente no Rio de Janeiro, como a Petrópolis, que estava na disputa pelos ativos e tem avançado com as marcas Itaipava e Crystal. Com perto de 6,5% de participação no mercado nacional, a compra da Cintra elevaria a fatia da Cervejaria Petrópolis a mais de 7,7%, segundo dados de 2006 da ACNielsen. A AmBev lidera o mercado com 68,8%, Schin tem 12,1% e Femsa, 8,5%. Seligman, contudo, observou que a companhia está comprando apenas capacidade para comportar seu crescimento no País, de média de 6 milhões de hectolitros somente de cerveja nos últimos dois anos, e que outras cervejarias também estão investindo por causa da expansão do mercado. O executivo disse ainda que a AmBev precisa de capacidade extra também para atender a alta demanda pela H2OH, que já lidera o segmento, com 27% de participação. Até 28 de outubro ou enquanto o grupo português não encontrar compradores para o restante dos ativos, as marcas da Cintra (Cintra Pilsen e Mulata, no segmento de cerveja) continuam a ser produzidas e distribuídas normalmente, disse Seligman. Hoje, 50% da capacidade instalada de cerveja da Cintra está ociosa; já a de refrigerante é utilizada em apenas 100 mil hectolitros. "O que significa que vamos usar para as marcas da AmBev todo o restante de capacidade."
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Cerveja é a bebida mais popular do mundo
AC Nielsen, uma companhia que elabora análises internacionais de marketing, fez recentemente uma pesquisa que revelou que a bebida mais popular do mundo é a cerveja. A segunda e terceira bebidas mais favoritas no mundo não são surpresa. Em segundo lugar estão os refrigerantes e em terceiro o vinho.
O consumo de cerveja no mundo está aumentando. Uma das razões para o aumento é que agora está disponível em mercados de massa onde tinha sido previamente banida. Dois dos países com o maior aumento de vendas de cerveja são China e Rússia; ambos onde a cerveja estava previamente restrita.
No momento o maior produtor mundial de cerveja é a China, com os Estados Unidos em segundo lugar.
Fonte: Belgian Shop Newsletter
Traduzido e Adptado por Matthias R. Reinold
AmBev deve elevar produção no Rio
A AmBev pretende triplicar a capacidade de produção da fábrica que adquiriu da Cintra em Piraí (RJ) no mês passado, segundo informações do vice-governador e Secretário de Obras do Rio, Luiz Fernando de Souza. De acordo com o secretário, o número de funcionários na fábrica também será ampliado - hoje, são 320.
A primeira etapa de contratações deve incluir de 50 a 80 novos trabalhadores.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
Petrópolis tira mercado da AmBev
Os números de participação do mercado cervejeiro nacional exibem uma tendência de crescimento que se desenha já há um ano a favor da Cervejaria Petrópolis, dona da marcas Itaipava e Crystal, e uma perda proporcional, no mesmo período analisado, para a gigante AmBev, que lidera o setor com Skol, Brahma e Antarctica. A leitura dos dados apurados pelo instituto ACNielsen, de março de 2006 até março de 2007, indica que a Petrópolis teve, nos últimos 12 meses, alta de 2,1% em suas vendas, enquanto a AmBev enfrentou, nesse mesmo espaço de tempo, uma queda da mesma magnitude, ou seja, 2,1%. Esse porcentual representa, dentro do mercado de cervejas, um faturamento em torno de R$ 200 milhões no caixa das empresas. O cenário, para alguns analistas que monitoram o segmento cervejeiro, justifica a disposição com que a AmBev partiu para a compra da Cervejaria Cintra. A empresa sediada no Rio vinha sendo negociada com a Petrópolis. A AmBev já anunciou a compra, embora sua concretização dependa da definição de decisão da Justiça de São Paulo, que suspendeu a venda até julgamento de recurso impetrado pela Petrópolis. A AmBev alega que comprou a Cervejaria Cintra, que tem duas fábricas - uma no Rio e outra em São Paulo -, para ampliar sua capacidade de produção. É o argumento que usa para a aprovação da compra no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), que tenderia a impedir qualquer compra por parte da multinacional belgo-brasileira na tentativa de evitar concentração no setor.
A AmBev detém 66,8% de participação de mercado. A Cintra tem 1,2%.
Os outros concorrentes não mudaram suas posições pela projeção nos 12 meses de março a março. A Schincariol segue estável, com 12,4% de participação, permanecendo na segunda posição no ranking dos fabricantes de cerveja. A mexicana Femsa, que entrou com apetite no mercado nacional ao lançar a sua marca global Sol, mostra dificuldades em deslanchar - tem hoje 8,5% do mercado. Já a Petrópolis atingiu 8,1% no mês passado. A princípio, os analistas apostavam que a Femsa seria a mais equipada, entre as empresas do setor, para disputar com a AmBev. Mas a Petrópolis é quem está surpreendendo, pelo menos no momento. A perda de vendas pela AmBev, já sinalizada no começo do ano, era atribuída pela própria companhia ao ajuste dos preços da linha de produtos, adotado nessa época do ano. Segundo a empresa, o mercado demora a acompanhar, o que, sazonalmente, significava perda de participação. O fato de a Petrópolis seguir crescendo é visto internamente pelo pessoal da AmBev como decorrência da política de baixos preços praticada pela concorrente. 'Apesar de não ter uma única fábrica no Mato Grosso do Sul - e, portanto, ter de viajar 2 mil quilômetros -, crescem vendendo cerveja 30% mais barato do que os outros, o que é, no mínimo, estranho', diz uma fonte ligada à empresa. A AmBev possui duas fábricas na região.
Números: 66,8% é a participação da AmBev no mercado brasileiro de cervejas; 12,4% é a fatia de mercado da Schincariol; 8,5% é a participação da mexicana Femsa; 8,1% do mercado é a fatia da Petrópolis.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
Guerra das cervejas com novo ingrediente
A acirrada disputa entre os fabricantes de cerveja vai mudar de foco se o conjunto de restrições à propaganda do setor, proposto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), passar a vigorar. As novas medidas, que limitam as campanhas em televisão e rádio ao período das 20 horas às 8 horas, poderão até esvaziar a atual verba movimentada pelas companhias, estimadas em R$ 800 milhões por ano. Mas, segundo especialistas, não deverão reduzir o consumo.
A publicidade, segundo estudo sobre o consumo de cerveja apresentado no ano passado ao Congresso Nacional, não é responsável pelo aumento das vendas. Faz apenas com que o consumidor migre de uma marca para outra. Pelo estudo, o que faz o consumidor comprar mais cerveja é o aumento de renda. Se a indústria da publicidade for prejudicada, os maiores perdedores serão os protagonistas das campanhas, como Zeca Pagodinho (Brahma), Juliana Paes (Antarctica), Ivete Sangalo (Nova Schin) e o baixinho da Kaiser. Em média, esses famosos emprestam sua imagem às cervejas ao custo de R$ 2 milhões em contratos anuais. 'Mexer com a publicidade não vai resolver os problemas decorrentes do excesso de consumo de bebidas alcoólicas, mas tenderá a piorar a qualidade dos produtos', diz Marcos Mesquita, superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV). Seu raciocínio é baseado no que aconteceu com a indústria de cigarros. A proibição da propaganda, instituída em 2000, não reduziu o consumo. O mercado de cigarros no País cresceu 15,3% nos últimos sete anos. 'O pior é que as marcas mais baratas, àquelas que dependiam menos de publicidade, cresceram cerca de 31%. Já as demais caíram 13,3%', diz Mesquita. A indústria da cerveja, que fatura R$ 23,5 bilhões ao ano e deve vender 9,5 bilhões de litros em 2007, não aceitará passiva a mudança de regras. Através de suas entidades, caso do SINDICERV, vai recorrer à Justiça caso as alterações sejam implantadas.
O presidente da ANVISA, Dirceu Raposo, informou que a votação da proposta dentro da agência ocorrerá nas próximas semanas. Se aprovada, indústria, agências de propaganda e meios de comunicação terão 180 dias para se adaptar. A legislação atual impõe limitações aos anúncios de bebidas com teor de álcool superior a 13 graus. As novas medidas serão válidas para todos os produtos com teor superior a 0,5 graus, o que inclui as cervejas. Fora o horário restrito para veiculação, na mídia impressa e internet, os anúncios deverão vir acompanhados por frases de advertência que substituirão o atual 'Beba com moderação'. Há treze alertas elaborados pelo Ministério da Saúde que pretendem associar o consumo a acidentes de trânsito, má-formação de bebês, violência e abuso sexual. O empenho do Ministério em preparar legislação mais severa para limitar a propaganda de bebidas seria, segundo pessoas ligadas à indústria, a bandeira assumida pelo ministro José Gomes Temporão para ganhar visibilidade. No meio cervejeiro acredita-se que ele se inspira no modelo de combate às políticas de preços da indústria farmacêutica desencadeado pelo então ministro José Serra. Publicitários e empresários dizem que o setor tem auto-regulamentação que já impede excessos. 'A lógica do horário me parece burra', diz um dirigente de uma empresa, que preferiu não se identificar. 'Crianças não assistem a noticiário pela manhã. Já o programa de Serginho Groisman, que passa de madrugada, é assistido por adolescentes. Há controles mais eficientes para se restringir a propaganda de bebidas do que o simples rigor no horário.' Mais do que isso, alguns publicitários dizem que contornar as limitações legais para anunciar um produto deve se tornar agora um grande desafio.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
Consumo: cervejas premium caem no gosto dos brasileiros
O consumidor brasileiro está cada dia mais sofisticado. Mesmo na hora de apreciar e consumir uma cerveja, a busca por produtos de maior qualidade já á clara: apesar de custarem mais, as cervejas premium caíram definitivamente no gosto dos consumidores brasileiros. De acordo com o superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV), Marcos Mesquita, esse tipo de produto já representa entre 3,5% e 4% da oferta da bebida.
Além disso, refletindo o fato de apresentarem preços bastante superiores às mais populares, as cervejas de padrão mais elevado já respondem por algo em torno de 7% do faturamento das empresas, segundo Mesquita. A maior qualidade em termos de paladar, que fica clara quando as premium são comparadas com as demais, não é o único atrativo. De acordo com o especialista, alguns pontos, como a sofisticação da embalagem, podem também diferenciar as bebidas premium das demais. "No geral, a principal característica dessas cervejas é em relação à oferta, bem mais restrita que a das demais. Além disso, boa parte é fabricada com matérias-primas diferenciadas", esclarece Mesquita.
E quando se fala em preço, a diferença é grande. No caso de cervejas premium de séries especiais, uma simples garrafa de pouco mais de meio litro pode chegar a custar R$ 15 (Baden Celebration) ou até mesmo R$ 69 (Eisenbahn Lust). Entretanto, mostrando que mesmo dentro segmento premium existem as mais e menos exclusivas, o consumidor pode apreciar uma boa cerveja a preços mais atrativos. Existem versões muito mais em conta, como é o caso da Primus (R$ 1,10), da Bavaria Premium (R$ 1,20) e da Itaipava Premium (R$ 1,40).
Fonte: Info Money
AmBev fecha a operação de compra da Cintra
A Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) anunciou em 18 de abril o fechamento da operação de compra da totalidade das quotas da sociedade Goldensand - Comércio e Serviços, Sociedade Unipessoal (Goldensand), controladora da Cervejarias Cintra. A AmBev vai pagar US$ 150 milhões pelas duas fábricas da Cintra no País, em Piraí (RJ) e Mogi Mirim (SP). As unidades têm capacidade de produção de 420 milhões de litros de cerveja e 280 milhões de litros de refrigerante por ano. O negócio não inclui os ativos de distribuição e as marcas de cerveja pilsen Cintra e Mulata - uma mistura de cerveja clara e escura. A AmBev pretende utilizar integralmente a capacidade instalada das fábricas até o final de 2007, para ampliar sua produção de cervejas e refrigerantes. Em 2006 as vendas da AmBev cresceram 5,1% em cervejas e 9% em RefrigeNanc (refrigerantes, não-alcóolicos e não- carbonatados) no País. O ex-proprietário da Cintra, o empresário português José Sousa Cintra, tem até o dia 28 de outubro para tentar vender a marca para outra empresa. Caso não consiga, será da AmBev por US$ 10 milhões. Fontes do mercado consideram US$ 10 milhões um preço baixo para uma empresa com grande participação no mercado fluminense. A Cintra informa que está negociando com empresas brasileiras e estrangeiras e espera fechar o negócio até o fim do mês. Entre as interessadas estaria o grupo Schincariol, que tem ociosidade em sua fábrica instalada no Rio e poderia normalizar sua produção com a absorção da marca Cintra, que possui de 6% de market share no Rio. A Schincariol nega que tenha interesse na marca. A participação da Cintra no País atinge 1,2%, o que equivale a 100 milhões de litros por ano. A AmBev detém 66,8%. A portuguesa Sagres também estaria interessada no negócio, que é alvo de disputa na justiça por parte da Cervejaria Petrópolis, que havia assinado um contrato de compra que foi rescindido pela Cintra.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
InBev não será multada por fomação de cartel na Holanda
A InBev, que poderia ser multada em 84 milhões de euros por formação de cartel de preços no mercado holandês, foi poupada pela Comissão Européia por tê-lo denunciado e fornecido "informações decisivas" sobre o caso, de acordo com a comissária da concorrência da UE, Neelie Kroes. Dentro do processo, três cervejarias holandesas foram multadas em 273 milhões de euros (US$ 370,5 milhões). Segundo parecer da autoridade antitruste, a Heineken foi multada em 219,27 milhões de euros, a Royal Grolsch em 31,65 milhões de euros e a Bavaria em 22,85 milhões de euros. Sob a direção de Kroes, a autoridade antitruste tem enfrentado cartéis e determinado as maiores multas já anunciadas no continente. Em 2001, a UE multou diversas cervejarias em um total de 91 milhões de euros, com a descoberta de um cartel similar na Bélgica. A Danone recebeu uma multa de 44 milhões de euros, que posteriormente foi reduzida para 42,41 milhões de euros após a empresa entrar com recurso. A InBev, na ocasião, foi multada em 46,5 milhões de euros. No caso concluído em 18 de abril, a comissão observa que as cervejarias em questão comandaram um cartel entre 1996 e 1999. "O mais alto comando dessas companhias tinham conhecimento de que essa conduta era ilegal, mas a mantiveram e tentaram esconder os sinais de sua existência", afirmou Kroes. Depois da descoberta de um cartel no mercado belga de cervejas, a InBev - grupo formado pela fusão da belga Interbrew com a brasileira AmBev - acabou fornecendo informações sobre outros cartéis. O caso resultou em inspeções surpresa nos escritórios de cervejarias na França, Luxemburgo, Itália e Holanda em 2002.
A autoridade européia impôs multas nos casos da Franca e Luxemburgo, enquanto as investigações na Itália foram encerradas sem o anúncio formal de acusações. As informações são da Dow Jones.
Fonte: AE Agência Estado
Femsa amplia importação da cerveja Dos Equis Lager
Florianópolis poderá desfrutar do original sabor mexicano da cerveja Super Premium. A FEMSA Cerveja Brasil, empresa do Grupo FEMSA Fomento Econômico Mexicano S.A., maior empresa de bebidas da América Latina, está ampliando a importação da mexicana Dos Equis Lager para mais cinco cidades, além de São Paulo e Rio de Janeiro. A partir da próxima semana a mexicana Dos Equis Lager poderá ser encontrada também em Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba, Ribeirão Preto e Brasília. Com sabor suave e refrescante e graduação alcoólica de 4,5%, a cerveja chega na versão Long Neck 355 ml em pontos-de-venda selecionados.
"Inicialmente, focamos essa expansão para as praças onde o mercado super premium tem maior potencial. Em uma segunda etapa, ampliaremos a importação do produto para todo o Brasil", explica Riccardo Morici, diretor de marketing da Femsa.
Em processo de expansão, o mercado de cervejas premium vem crescendo consideravelmente nos últimos anos. Hoje representa 5% do market share de volume e 7% do market share de valor do mercado total de cervejas no país. Em 2000, essa participação era de 2,3%, segundo dados do Instituto ACNielsen.
"Embora o super premium seja um nicho focado em consumidores com alto poder aquisitivo, as perspectivas de crescimento são amplas. Estamos apostando nesse segmento", completa Morici. Com crescimento de 15% nos últimos cinco anos, a produção da cerveja exportada é feita em duas das seis fábricas no México: Tecate, em Baja California e Monterrey, em Nuevo León. Com sabor revigorante e refrescante, a cerveja é leve e possui um agradável sabor de malte. Esse resultado, muito bem equilibrado, deixa a Dos Equis muito mais agradável.
A Vonpar, franqueada da Coca-Cola e responsável pela distribuição de bebidas FEMSA Cerveja Brasil em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, já está fornecendo aos bares, restaurantes e supermercados de Florianópolis a cerveja Dos Equis Lager.
Fonte: Apoio Comunicação + Marketing
Molson Coors vende participação na Kaiser à Femsa e sai do Brasil
Exatos cinco anos depois da sua chegada ao Brasil, a Molson Coors encerra, definitivamente, sua conturbada participação no mercado brasileiro de cervejas. Sem anúncio oficial ou alarde, a empresa canadense vendeu os 15% de participação que ainda detinha na Kaiser para a mexicana Femsa por US$ 16 milhões. Embora já tivesse recebido US$ 68 milhões da Femsa em janeiro do ano passado pela venda de 68% da Kaiser, o valor total que a Molson Coors recebeu é irrisório perto dos pesados investimentos que a cervejaria fez no Brasil. A canadense Molson - que na época ainda não havia feito a fusão com a americana Coors - comprou a Kaiser em março de 2002 por US$ 765 milhões, depois de ter adquirido a Bavária da AmBev por US$ 190 milhões. Na época, comprou uma participação de mercado de 15% de Kaiser - à frente de Antarctica e Schincariol - e de pouco mais de 3% de Bavária. Depois de sucessivas perdas, a empresa endureceu o discurso após a chegada da Coors - forte oponente da participação da cervejaria no Brasil. Em maio de 2005, chegou a dar baixa contábil no balanço e anunciou que não colocaria mais um centavo na operação brasileira - sinalizando que venderia o negócio. A venda para a Femsa foi fechada em 17 de janeiro de 2006 por US$ 68 milhões.
A participação de mercado total da companhia, somando as marcas Kaiser e Bavaria, era de 9% na época e hoje é de 8,8%. A justificativa dada pela Molson Coors para a sua saída do Brasil - segundo o balanço da Femsa - é que o país "não é mais uma parte fundamental de sua estratégia de negócios". Em seu balanço, a Molson Coors, limita-se a dizer que vendeu as operações no Brasil por US$ 16 milhões e que reportou uma perda líquida de US$ 12,9 milhões "pelo aumento na compensação da proporção das garantias de indenização relacionadas ao negócio Kaiser, pelo qual a empresa é responsável". Trata-se da indenização de passivos contingenciais inerentes a esse tipo de negociação. Ainda de acordo com o balanço da Femsa, os atuais arranjos comerciais entre as duas cervejarias no México e Reino Unido não foram afetados pela decisão da cervejaria de deixar o mercado brasileiro. Desde 2004, a Femsa tem um contrato de longo prazo com a Molson Coors para ser distribuidora exclusiva da Coors Light no México. A saída da Molson aconteceu porque a Femsa precisava de um pesado aporte de capital. No quarto trimestre, a Femsa fez um aumento de capital no valor de US$ 200 milhões na operação brasileira e queria a participação dos sócios - Heineken e Molson Coors. Segundo o Valor apurou, a Molson Coors julgou complicado explicar aos acionistas um investimento na casa de US$ 30 milhões depois de todas as perdas que já teve no Brasil. Quando a Femsa comprou a Kaiser, a Molson ficou no negócio por dois motivos: a permanência de um membro no conselho que monitorasse as contingências tributárias e a intenção de testar Coors Light no Brasil. Mas preferiu sair definitivamente do negócio. A holandesa Heineken também não participou do aumento de capital e, por conta disso, teve sua participação, que era de 17%, diminuída. Nos balanços, não foi informado o tamanho atual dessa fatia da Heineken. "A acionista Heineken não participou neste aumento de capital. Entretanto, a empresa tem opção para elevar sua participação acionária na empresa até o patamar que possuía anteriormente, de 17%, nos próximos meses, sob os mesmos termos econômicos do aumento de capital", divulgou a Femsa no balanço.
A Heineken ainda está negociando com a Femsa como ficará a sua participação na operação brasileira. A situação da companhia, porém, é diferente da Molson. Além de ter a sua cerveja Heineken produzida e distribuída no mercado brasileiro, a cervejaria holandesa é responsável pela distribuição e venda da marca Sol, da Femsa, nos Estados Unidos. E as exportações de Sol para os EUA estão aumentando sensivelmente. Os US$ 200 milhões colocados pela Femsa na operação brasileira foram necessários em função dos fortes investimentos que a cervejaria tem feito com a marca Sol e também por conta dos débitos financeiros que assumiu ao comprar a Kaiser. Como pagou um valor baixo pela empresa (US$ 68 milhões) em algum momento, a Femsa teria que fazer um grande aporte para as contingências. "A injeção de capital representou o passo final na capitalização da empresa, fortalecendo significativamente seu balanço patrimonial e criando a base financeira para buscar os objetivos de negócios das operações brasileiras da Femsa", disse a empresa no balanço. Em conferência com analistas, o diretor de relação com investidores da Femsa, Juan Fonseca, disse nesta semana que pretende investir outros US$ 30 milhões na operação brasileira, mas não deu detalhes. Na tentativa de alavancar a marca Sol, a Femsa lançou em 01 de março embalagens long neck de 250 mililitros apenas nos supermercados. O principal atrativo do produto é o preço: entre R$ 0,75 e R$ 0,79, contra uma média de R$ 1,10 da long neck de 350 mililitros. A Femsa trabalha fortemente com embalagens menores no México. Lançada em outubro, Sol está com participação de mercado de 0,8%.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
AmBev cresce com futebol e Argentina
A Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) registrou um lucro líquido de R$ 2,8 bilhões em 2006, acréscimo de 81,5% em comparação a 2005. A receita líquida cresceu 10,2% e atingiu R$ 17,613 bilhões. O CEO da AmBev, Luiz Fernando Edmond, destacou como importantes para o desempenho da empresa no ano passado o aumento da participação na argentina Quinsa, os lançamentos de novos produtos e a Copa do Mundo da Alemanha. "A empresa viveu uma espécie de segundo verão durante os meses da Copa do Mundo", ressaltou Edmond. A geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), aumentou 18,1% e somou R$ 7,444 bilhões. O volume de vendas da operação de cerveja no Brasil cresceu 5,1%. O Ebitda dessas operações cresceu 20% e alcançou R$ 4,5 bilhões. A participação de mercado médio no ano da AmBev subiu de 68,3% em 2005 para 68,8% em 2006. A receita por hectolitro aumentou 6% e atingiu R$ 137,80, puxada pela alta de 19,7% e 38,3% no volume de vendas das marcas "premium" Bohemia e Original, respectivamente, cervejas de maior valor agregado, informou Edmond. "Aumentamos a distribuição das marcas, que ganharam a preferência do consumidor." No segmento de refrigerantes, não-alcoólicos e não-carbonatados (RefrigeNanc), o volume de vendas cresceu 9% em 2006. O Ebitda cresceu 17,4% e alcançou R$ 607,7 milhões.
A participação de mercado da AmBev no segmento ficou estável, em 17%. A receita líquida na América Latina Hispânica, que engloba a operação Hila (República Dominicana, Guatemala, Equador, Peru, Venezuela, Nicarágua, Equador) mais os países da operação Quinsa (Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai) subiu 32,8% e totalizou R$ 2,762 bilhões. A Quinsa contribuiu com R$ 2 bilhões para a receita consolidada da AmBev, 54,2% mais que no ano anterior. Em agosto do ano passado, a AmBev aumentou sua participação na Quinsa, dona da marca de cerveja Quilmes, de 56,72% para 91,18%. Nos países da Hila, o Ebitda foi negativo em R$ 63,9 milhões, reflexo da competição acirrada na região. "Acreditamos no aumento da rentabilidade para os próximos anos." As operações da Labatt, braço da AmBev na América do Norte, contribuíram com R$ 3,888 bilhões para a receita consolidada da AmBev. A receita líquida na América do Norte, onde a empresa é representada pela Labatt, caiu 2,2%. O CEO acredita que a concorrência no mercado de cerveja continue parecida a do segundo semestre de 2006, "com a Femsa mais ativa, a Petrópolis com uma performance boa e crescente e a Schincariol mais forte nas regiões Norte e Nordeste. "O mercado vem sendo muito competitivo nos últimos cincos anos, com uma grande quantidade de concorrentes e lançamentos." O executivo observou que nos últimos dois anos diminuiu a volatilidade dos índices de participação de mercado da AmBev. "O share caiu menos quando a empresa aumentou os preços. Esperamos em 2007 menos picos para cima ou para baixo." Sobre o aumento de 3% a 4% no preço das cervejas realizado pela empresa em janeiro deste ano, Edmond justificou dizendo que "há 14 meses a empresa não fazia reajuste". No segmento de refrigerantes, não-alcoólicos e não-carbonatados houve aumento de 3% 4% em 2006.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
InBev bate a Anheuser-Bush e já é a maior cervejaria do mundo
A cervejaria belgo-brasileira InBev já é a maior do mundo. O faturamento da companhia atingiu US$ 16,7 bilhões em 2006, de acordo com resultado divulgado ontem. Com isso, ela ultrapassa a gigante americana Anheuser-Busch, que teve vendas de US$ 15,7 bilhões no ano passado, e assume o primeiro lugar do ranking em receita. A InBev já era a maior do mundo em volume. O melhor resultado da cervejaria veio da América Latina, sobretudo do Brasil e da Argentina, onde houve aumento nas vendas de bebidas. O consumo dos brasileiros cresceu graças à Copa do Mundo e o grupo vendeu 5,1% mais cervejas que no ano anterior no País. Na Argentina, um mercado em franca recuperação de consumo, o que turbinou os resultados foi o fato de a companhia ter comprado a quase totalidade das ações na cervejaria Quinsa - ela tinha 56,7% em 2005 e passou a deter 91,1% no ano passado. Esse cenário de melhora nas vendas era esperado pelos analistas, mas eles foram surpreendidos pelo lucro histórico da companhia, especialmente nas Américas, onde os negócios são conduzidos pela brasileira AmBev. O lucro líquido na região foi de US$ 1,1 bilhão - 81,5% superior a 2005. No mundo, o lucro da InBev aumentou 50% em relação ao ano anterior. “Esperávamos um resultado bom, mas menor.
Eles fizeram um excelente planejamento tributário e conseguiram melhorar ainda mais a eficiência, que já era alta”, afirma o analista de bens de consumo da corretora Fator, Márcio Kawassaki. O modelo operacional adotado pelos administradores da companhia no Brasil, que é pautado por uma política de acentuado cortes de custos, uma enorme pressão de todos os funcionários por resultados e máximo aproveitamento das brechas fiscais e tributárias, de tão bem sucedido vem sendo exportado para as outras praças onde o grupo está presente. No Canadá, por exemplo, a cervejaria imprimiu rapidamente seu estilo agressivo e controverso. “Em 2005, a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) era de 36%. Em 2006, subiu para 38,6%. No último trimestre, já estava em 42%, o que é muito bom para um mercado maduro como o canadense”, diz Kawassaki. O diretor-geral para a América Latina, Luis Fernando Edmond, diz que ainda há mais espaço para aumentar a rentabilidade no Canadá. No resultado geral da InBev, o índice saiu de 28,6% para 31,9%. No Brasil, onde esse modelo particular de gestão foi criado, o Ebtida ainda cresce e hoje está em 47%, o maior dentro do grupo. O esforço em cortar gastos não é exclusivo da InBev. O presidente mundial da cervejaria, Carlos Brito, assim como seus pares da Carlsberg e da Heineken, estão empenhados em reduzir despesas para compensar o aumento dos preços de matérias-primas e commodities.
A política de Brito está voltada também para mercados emergentes, como a América do Sul, onde a venda de cervejas cresce mais que a média mundial. O executivo considera entrar na Índia e está de olho em países como Rússia e China, onde a sua maior adversária, a americana Anheuser-Busch, já está presente. Outro ponto que mereceu destaque foi o crescimento das cervejas premium, pelo menos 15% mais caras que a média. No mercado interno brasileiro, as marcas Original e Bohemia cresceram, respectivamente, 31,6% e 22,3% no ano. O desempenho dessa categoria é celebrado por analistas porque eleva a rentabilidade da empresa. No exterior, esse raciocínio também mereceu atenção dos analistas financeiros. Para eles, marcas especiais da InBev, como Stella Artois e Beck’s, com vendas estagnadas na Europa e nos Estados Unidos, têm mostrado até agora boas perspectivas de crescimento em mercados emergentes.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
Schincariol adia decisão sobre a nova unidade
O Grupo Schincariol anunciou o adiamento do projeto de construção da fábrica de cerveja, refrigerante e água em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, por causa das recentes mudanças ocorridas na gestão administrativa da empresa. A pedra fundamental da unidade foi lançada em janeiro de 2005 e o início das operações estava previsto para o final de 2006, mas apenas as obras de terraplanagem foram concluídas. O investimento total atinge R$ 115 milhões. A empresa solicitou ao secretário Municipal de Indústria, Comércio, Turismo, Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Cristovam Lages Canela, um prazo improrrogável até dia 31 de março de 2007 para se posicionar com relação à decisão de realizar ou não o investimento. O terreno foi cedido pela prefeitura do município ao Grupo Schincariol. No mês passado, a empresa anunciou a contratação de Fernando Terni para ocupar o recém-criado cargo de presidente executivo da empresa, como parte do processo de reorganização de negócios iniciado em outubro de 2004 e que inclui a profissionalização de sua gestão. Adriano Schincariol, que ocupava o cargo de diretor-superintendente desde agosto de 2003, e os demais membros da família com funções executivas na empresa passam a atuar, juntamente com conselheiros profissionais, no Conselho de Administração do grupo. Terni, com passagens por ABB e Intelig, ocupava desde 2002 o cargo de presidente da Nokia Brasil. Segunda maior produtora de cervejas no Brasil, a Schin faturou R$ 3,65 bilhões em 2006, alta de 17,5% em relação ao ano anterior. A empresa possui nove fábricas no País e uma décima está sendo construída em Horizonte, no Ceará. O início das operações está previsto para o quatro trimestre de 2007.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Femsa coloca no mercado a SOL Shot
A Femsa Cerveja Brasil lançou SOL Shot, primeira cerveja em garrafa de vidro de 250 ml do País. O produto chega para ampliar a família de produtos SOL, cerveja pilsen da empresa, e oferecer ao consumidor brasileiro um produto com apelo cool e inovador. SOL Shot foi elaborada seguindo as escolhas do brasileiro, desde o nome e o líquido, até a embalagem e o slogan. Um dos grandes diferenciais do produto é o preço. A SOL Shot tem preço médio sugerido de R$ 0,75 e R$ 0,79 (auto-serviço). O lançamento do produto conta com peças de mídia impressa e materiais de ponto de venda.
Fonte: Mercado & Consumo
Cervejas uruguaias vêm brigar com vinho
O crescimento de 83% no valor das importações de cerveja em 2006 animou a Ambev a fazer uma nova investida no mercado brasileiro. As uruguaias Patricia, Pielsen e Nortenha desembarcam no próximo fim de semana em bares, restaurantes e lojas especializadas da capital paulista. As bebidas fazem parte do portfólio de importados da Ambev, que planeja uma série de lançamentos neste ano. O objetivo é aproveitar a conveniência de pertencer ao grupo InBev e trazer sabores diferentes para brigar com categorias como vinho e vodca, além de fazer frente a bebidas de apelo jovem, como Smirnoff Ice.
"O brasileiro tem vontade de experimentar novos sabores, especialmente de países em que o produto seja reconhecidamente bom", diz Gonzalo Grilo, gerente de marketing da central de importações da Ambev. A empresa avalia importar cervejas da Alemanha, Inglaterra, Bélgica, República Tcheca e Canadá, fabricadas pela InBev. Sabores de outras nacionalidades poderão ser oferecidos neste ano durante a Oktoberfest, em Blumenau (SC). Para um consultor do setor de bebidas, a AmBev está aproveitando produtos de padrão regular no exterior para posicioná-los como premium no Brasil. "Pode ser também uma tentativa de testar a embalagem de um litro no País, o que já foi feito antes pela Skol, sem sucesso". No caso das cervejas do Uruguai há o facilitador de serem importadas sem a alíquota de 20%, uma vez que o país faz parte do Mercosul. A meta é chegar neste ano a 100 mil pontos de venda nas principais capitais, mas a aceitação das marcas da uruguaia FNC vai ser provada primeiro em São Paulo. Sem informar qual a expectativa de vendas, Grilo acredita que há boas chances para as premium. "O mercado das cervejas tradicionais, como Brahma e Skol, aumentou 7,6% em 2006, enquanto que o premium subiu 11%", lembrou. O sucesso das importadas, que em 2006 foi puxado pelas alemãs, é limitado pelo preço: enquanto o litro da brasileira custa R$ 3,40, as uruguaias, de 960 mililitros, ficarão entre R$ 7,50 (no auto-serviço) e R$ 12 (geladas nas mesas). São apenas 4 milhões de litros de cerveja importada consumidos em média ao ano no Brasil, ou 0,05% do total. Mas Grilo garante que a AmBev trará versões menores, como a long neck, para atender diferentes bolsos.
Fonte: Valor Econômico – Empresas - Tendência & Consumo
Petrópolis investe R$ 120 milhões em nova fábrica
A Cervejaria Petrópolis, dona das marcas Itaipava e Crystal, vai investir R$ 120 milhões na construção de uma fábrica em Rondonópolis (MT), 210 quilômetros ao Sul da capital, Cuiabá. De acordo com a empresa, a fábrica, que criará cerca de 180 empregos diretos, terá capacidade para produzir 200 milhões de litros de cerveja por ano, volume que corresponde à fabricação de cerca de 55 mil litros da bebida por dia. O anúncio foi feito no final da semana passada pelo prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti, que exibiu um comunicado oficial da companhia informando que no prazo de 30 dias as obras devem ser iniciadas. O início da produção está previsto para o começo do ano que vem. De acordo com a prefeitura do município, a nova unidade da cervejaria deve abastecer o mercado de 10 estados brasileiros, do Centro-Oeste e Norte do País, e a localização da cidade foi considerada um diferencial, por propiciar uma logística de recebimento de insumos - dada a proximidade da hidrovia Paraguai - Paraná - e a distribuição dos produtos, já que a fábrica ficará instalada no Distrito Industrial da cidade, nas proximidades da BR 163. Atualmente, a Petrópolis possui duas unidades industriais, uma instalada em Petrópolis (RJ) e outra em Boituva (SP), respectivamente com 200 mil m² e 540 mil m² de área total. Além da fábrica de cerveja, a Petrópolis planeja instalar, em uma segunda fase, uma unidade de refrigerante e de engarrafamento de água mineral, informou a prefeitura de Rondonópolis. As negociações entre a prefeitura de Rondonópolis e a Cervejaria Petrópolis para a construção da fábrica começaram no final de 2004. A confirmação do empreendimento na localidade demorou devido às negociações entre a cervejaria e o Estado do Mato Grosso sobre os incentivos fiscais que seriam concedidos à empresa.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Participação de AmBev e Femsa recua
Em fevereiro, auge do verão, as duas fabricantes nacionais de cerveja - Schincariol e Petrópolis - ganharam participação, enquanto AmBev e a mexicana Femsa viram sua fatia de mercado diminuir. O maior ganho de share veio da Schincariol, agora comandada por Fernando Terni, ex-Nokia. Em fase de reestruturação, a cervejaria de Itu ganhou 1,1 ponto percentual e alcançou 12,5%, embora ainda não tenha alcançado os 12,7% de janeiro do ano anterior. A Petrópolis, das marcas Itaipava e Crystal, saiu de 7% para 7,5%. A empresa não admite, mas está finalizando a compra da Cintra, do Rio de Janeiro. A Femsa perdeu 0,2 pontos percentuais e ficou com 8,5%. Quando comprou a Kaiser, a mexicana tinha 9%. A AmBev caiu de 68,7% para 67,2%. O reajuste de preços entre 3% e 4% feito em janeiro e o aumento das vendas nos supermercados em janeiro - a companhia é mais forte em bares - são apontados pela AmBev como responsáveis pela queda.
Fonte: Valor Econômico – Empresas - Tendências & Consumo
Cintra, na prateleira há dois anos, agora é disputada
A cervejaria Cintra está à venda há mais de dois anos. Praticamente, todas as empresas do mercado analisaram a companhia nesse período, sem muito interesse. Em poucos meses, porém, saiu da condição de empresa na prateleira para um ativo, até certo ponto, cobiçado. A venda para a Petrópolis, que chegou a ter parte de sua equipe dentro da Cintra, recuou e as duas empresas travam uma disputa jurídica. Nesse meio tempo - e até por conta disso o negócio com a Petrópolis não avançou - outras empresas entraram na disputa. A brasileira Schincariol é forte candidata e, nesse momento, está na mesa de negociações com o proprietário José de Souza Cintra. Outra empresa que também olha a Cintra é a portuguesa Sagres. Segundo uma fonte, a Schincariol voltou a se interessar pela Cintra por dois motivos: avançar no mercado carioca e, de quebra, impedir um avanço mais agressivo da Petrópolis no mercado nacional de cervejas. Inicialmente, a companhia tinha interesse apenas pela marca Cintra. Mas, agora, pretende fechar o negócio completo. A Schincariol, através de sua assessoria de imprensa, nega o interesse. Embora a Schincariol já tenha um parque fabril de porte, ao contrário da Petrópolis, a fábrica da Cintra em Piraí, no Rio de Janeiro, goza de grandes benefícios fiscais.
A Cintra tem também uma unidade fabril em Mogi Mirim. A fábrica da Schincariol em Cachoeiro de Macacu (RJ) é ociosa, mas se o negócio com a Cintra for fechado, a Schincariol transfere equipamentos e abre uma linha em Alagoinhas (BA), que opera acima de sua capacidade. O que está em jogo nesse negócio é o mercado carioca. Segundo dados Nielsen de fevereiro, a Cintra tem uma participação nacional de apenas 1,12%. Em janeiro último tinha 1,08% e em fevereiro de 2005, 1,26%. Mas na Grande Rio sua participação é de 5,9% e na área que abrange Espírito Santo, interior do Rio e Minas Gerais sua fatia é de 2,1%. Já na Grande São Paulo, a Cintra tem 0,14% e no interior paulista, 0,71%. A Schincariol, por sua vez, tem uma presença menor do que a própria Cintra na Grande Rio. Lá, a participação da cervejaria de Itu é de 1,4% e no interior do Rio, Minas e Espírito Santo, de 6,1%. A grande fortaleza da marca está no Nordeste, que fechou fevereiro com uma fatia de 35,4% na região. Em fase de reestruturação, comandada pela McKinsey, e profissionalização da gestão, a Schincariol comprou, no início ano, a microcervejaria Baden Baden para entrar no mercado premium.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
Schin investe para ampliar produção na Bahia
A Schincariol investirá US$ 30 milhões para ampliar em 25% a capacidade de produção de sua fábrica de Alagoinhas (BA), a 108 quilômetros de Salvador. Com o novo aporte, os investimentos da companhia no Nordeste sobem para cerca de R$ 200 milhões. A empresa está construindo, no Ceará sua décima planta. Com as obras em Alagoinhas, que devem ser concluídas já em outubro, passará de 50 milhões para 62,5 milhões de litros a capacidade de produção de cerveja e refrigerante da unidade. A unidade baiana, que completa dez anos em 2007, é a segunda maior da companhia. A maior fica em Itu (SP), terra natal da empresa. O plano de investimento da Schincariol foi apresentado na última quinta-feira ao governador da Bahia, Jaques Wagner, pelo diretor de relações institucionais da empresa, José Domingos Francischinelli. Por meio de sua assessoria de imprensa, a companhia confirmou o novo aporte. Atualmente, a fábrica tem 650 funcionários diretos, mas a obra deverá elevar esse número para 800 pessoas. Na reunião com o governador baiano, Francischinelli tratou, entre outros temas, da obtenção de incentivos fiscais para o investimento.
A empresa, porém, não forneceu detalhes. O investimento ampliará o abastecimento em Alagoas e Sergipe e em parte de Pernambuco e Ceará. A empresa responde por 16,5% da produção nacional de cerveja, dominada pela AmBev, mas lidera as vendas na Bahia com fatia próxima de 40%. O reforço na unidade baiana amplia os investimentos da empresa no mercado nordestino, onde ficam quatro de suas dez fábricas. As obras da décima unidade, localizada em Horizonte (CE), foram lançadas no fim de 2006 e serão concluídas até dezembro. O investimento de R$ 135 milhões deverá gerar 160 empregos diretos. Na região, a empresa produz também em Recife e em Caxias (MA). Em solo baiano, as concorrentes Femsa e AmBev também têm fábricas. Em Feira de Santana, a 110 quilômetros de Salvador, a Femsa acaba de investir R$ 1,2 milhão para implantar a linha de produção da cerveja Summer, comercializada na versão long neck. Na unidade, a companhia já produzia Kaiser Pilsen, Bavaria Pilsen, Bavaria Premium, além dos chopes Kaiser, Bavaria e Xingu, envasados em barris de 30 e 50 litros.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Indústria
AmBev entra na disputa pela Cintra
Um peso-pesado entrou na disputa pela cervejaria carioca Cintra - empresa que está à venda há dois anos, mas que entrou na mira de grandes companhias nos últimos meses. Agora quem está negociando o ativo, muito perto de fechar a compra é a AmBev. Num primeiro momento, a operação não envolve a marca. Até porque a AmBev é líder de mercado e poderia enfrentar problemas com o Cade. Por isso, a aquisição está centrada nas duas fábricas da Cintra, em Piraí, no Rio de Janeiro, e Mogi Mirim, interior de São Paulo. Mas o desenho final da compra não está fechado. Caso a venda para a AmBev fique, de fato, restrita às fábricas, a Cintra venderia a marca separadamente. Entre os interessados estão a portuguesa Sagres e a brasileira Schincariol. O ativo é avaliado em cerca de US$ 150 milhões, incluindo os passivos tributários. Apenas a marca valeria aproximadamente US$ 10 milhões. Segundo fontes próximas às negociações, não se sabe de que forma a AmBev, líder do mercado de cervejas, deverá estruturar a compra. "Eles podem usar outro veículo, como uma empresa ligada ao grupo lá fora ou um fundo”, afirma uma fonte. A AmBev afirma que não comenta especulações de mercado. A venda da cervejaria Cintra pelo seu proprietário José de Souza Cintra transformou-se numa verdadeira novela no último mês. O negócio foi praticamente fechado com a Petrópolis, das marcas Itaipava e Crystal. Mas o dono da Cintra recuou e Walter Faria, dono da Petrópolis, foi à Justiça. Há cerca de vinte dias, também entraram na disputa a Sagres e a brasileira Schincariol - que entrou firme nas negociações. A AmBev tomou a dianteira do negócio na semana passada e, agora, é a principal candidata. A negociação está sendo conduzida diretamente por Souza Cintra. Nem mesmo o primeiro escalão da Cintra conhece os detalhes da operação - ao contrário do que aconteceu no primeiro negócio, com a Petrópolis.
"Ninguém mais consegue prever que direção o dono da empresa irá tomar”, avalia fonte próxima. "Esse acaba sendo seu trunfo para negociar." Mas porque a AmBev, líder de mercado com mais de 68% de participação levaria uma cervejaria relativamente pequena como a Cintra? Por uma questão defensiva - para impedir o avanço da Schincariol ou Petrópolis no mercado do Rio - e por ser um dos únicos ativos que ela ainda teria chance de entrar. Pelo tamanho e participação de mercado das duas outras cervejarias brasileiras, a Schincariol e Petrópolis - que não estão à venda oficialmente, mas são alvos de análises de multinacionais - não poderiam ser adquiridas pela AmBev. Além da cerveja, a Cintra tem uma linha de refrigerantes. Segundo dados Nielsen de fevereiro, a Cintra tem uma participação nacional de apenas 1,12%. Subiu um pouco em relação a janeiro (1,08%), mas caiu em relação a fevereiro do ano passado - quando tinha 1,26%. Na Grande Rio, porém, sua participação é de 5,9% e na área que abrange Espírito Santo, interior do Rio e Minas Gerais sua fatia é de 2,1%. Já no mercado paulista sua participação é muito pequena: 0,14% na Grande São Paulo e 0,71% no interior.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
AmBev assume o controle da Cervejaria Cintra por US$ 150 milhões
O grupo europeu Cintra, de origem portuguesa, finalmente bateu o martelo e decidiu quem leva seus ativos no Brasil. Após disputa acirrada de cerca de dois anos, a Cia de Bebidas das Américas (AmBev), que entrou na concorrência "recentemente", desbancou os concorrentes mais antigos e fechou ontem contrato de compra do controle da Goldensand Comércio e Serviços, controladora das Cervejarias Cintra Indústria e Comércio, por US$ 150 milhões, pagos à vista, depois da conclusão da operação, ainda sem prazo. A transação será submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O valor, entretanto, envolve apenas as duas fábricas da Cintra, localizadas em Piraí (RJ) e Mogi Mirim (SP), com capacidade de produção de 7 milhões de hectolitros por ano, sendo 4,2 milhões de cerveja e 2,8 milhões de refrigerante. Elas vão se somar às 30 unidades que a AmBev tem no Brasil, de um total de 50 nas Américas. Ficaram de fora do valor da transação as marcas e os ativos de distribuição. Conforme o acordo, a Cintra tem a opção de achar outros compradores para esses ativos até o próximo dia 28 de outubro. Passado esse prazo, a AmBev os leva por mais US$ 10 milhões. O diretor de relações corporativas da AmBev, Milton Seligman, disse que o interesse da companhia é ampliar a capacidade instalada e, por isso, esses negócios foram excluídos num primeiro momento. "As marcas não eram o ponto exatamente relevante, têm valor menor para nós. O vendedor acha, e também achamos, que pode conseguir um preço melhor por elas junto a outros concorrentes." Seligman mantém em sigilo o que a empresa pretende fazer com os ativos, se tiver de comprá-los. Fontes do mercado analisam que o grupo brasileiro Schincariol e a cervejaria portuguesa Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, dona da marca Sagres, estariam no páreo. Somente as marcas, avaliam as fontes, valeriam perto de R$ 50 milhões, bem acima do oferecido pela AmBev. Entretanto, os analistas acreditam que com a venda das fábricas as marcas perdem parte do valor e podem parar nas mãos da AmBev.
O analista do banco ABN Amro, Pedro Galdi, classificou a compra como estratégica para o fortalecimento dos negócios da AmBev. "A companhia tem um histórico fantástico de aquisições. Mas um dos objetivos dessa compra pode ter sido a tentativa de minimizar a agressividade da Femsa", afirmou o executivo. Outros analistas acreditam também que a estratégia seja mesmo a de tentar conter o avanço de outras cervejarias, principalmente no Rio de Janeiro, como a Petrópolis, que estava na disputa pelos ativos e tem avançado com as marcas Itaipava e Crystal. Com perto de 6,5% de participação no mercado nacional, a compra da Cintra elevaria a fatia da Cervejaria Petrópolis a mais de 7,7%, segundo dados de 2006 da ACNielsen. A AmBev lidera o mercado com 68,8%, Schin tem 12,1% e Femsa, 8,5%. Seligman, contudo, observou que a companhia está comprando apenas capacidade para comportar seu crescimento no País, de média de 6 milhões de hectolitros somente de cerveja nos últimos dois anos, e que outras cervejarias também estão investindo por causa da expansão do mercado. O executivo disse ainda que a AmBev precisa de capacidade extra também para atender a alta demanda pela H2OH, que já lidera o segmento, com 27% de participação. Até 28 de outubro ou enquanto o grupo português não encontrar compradores para o restante dos ativos, as marcas da Cintra (Cintra Pilsen e Mulata, no segmento de cerveja) continuam a ser produzidas e distribuídas normalmente, disse Seligman. Hoje, 50% da capacidade instalada de cerveja da Cintra está ociosa; já a de refrigerante é utilizada em apenas 100 mil hectolitros. "O que significa que vamos usar para as marcas da AmBev todo o restante de capacidade."
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Cerveja é a bebida mais popular do mundo
AC Nielsen, uma companhia que elabora análises internacionais de marketing, fez recentemente uma pesquisa que revelou que a bebida mais popular do mundo é a cerveja. A segunda e terceira bebidas mais favoritas no mundo não são surpresa. Em segundo lugar estão os refrigerantes e em terceiro o vinho.
O consumo de cerveja no mundo está aumentando. Uma das razões para o aumento é que agora está disponível em mercados de massa onde tinha sido previamente banida. Dois dos países com o maior aumento de vendas de cerveja são China e Rússia; ambos onde a cerveja estava previamente restrita.
No momento o maior produtor mundial de cerveja é a China, com os Estados Unidos em segundo lugar.
Fonte: Belgian Shop Newsletter
Traduzido e Adptado por Matthias R. Reinold
AmBev deve elevar produção no Rio
A AmBev pretende triplicar a capacidade de produção da fábrica que adquiriu da Cintra em Piraí (RJ) no mês passado, segundo informações do vice-governador e Secretário de Obras do Rio, Luiz Fernando de Souza. De acordo com o secretário, o número de funcionários na fábrica também será ampliado - hoje, são 320.
A primeira etapa de contratações deve incluir de 50 a 80 novos trabalhadores.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
Petrópolis tira mercado da AmBev
Os números de participação do mercado cervejeiro nacional exibem uma tendência de crescimento que se desenha já há um ano a favor da Cervejaria Petrópolis, dona da marcas Itaipava e Crystal, e uma perda proporcional, no mesmo período analisado, para a gigante AmBev, que lidera o setor com Skol, Brahma e Antarctica. A leitura dos dados apurados pelo instituto ACNielsen, de março de 2006 até março de 2007, indica que a Petrópolis teve, nos últimos 12 meses, alta de 2,1% em suas vendas, enquanto a AmBev enfrentou, nesse mesmo espaço de tempo, uma queda da mesma magnitude, ou seja, 2,1%. Esse porcentual representa, dentro do mercado de cervejas, um faturamento em torno de R$ 200 milhões no caixa das empresas. O cenário, para alguns analistas que monitoram o segmento cervejeiro, justifica a disposição com que a AmBev partiu para a compra da Cervejaria Cintra. A empresa sediada no Rio vinha sendo negociada com a Petrópolis. A AmBev já anunciou a compra, embora sua concretização dependa da definição de decisão da Justiça de São Paulo, que suspendeu a venda até julgamento de recurso impetrado pela Petrópolis. A AmBev alega que comprou a Cervejaria Cintra, que tem duas fábricas - uma no Rio e outra em São Paulo -, para ampliar sua capacidade de produção. É o argumento que usa para a aprovação da compra no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), que tenderia a impedir qualquer compra por parte da multinacional belgo-brasileira na tentativa de evitar concentração no setor.
A AmBev detém 66,8% de participação de mercado. A Cintra tem 1,2%.
Os outros concorrentes não mudaram suas posições pela projeção nos 12 meses de março a março. A Schincariol segue estável, com 12,4% de participação, permanecendo na segunda posição no ranking dos fabricantes de cerveja. A mexicana Femsa, que entrou com apetite no mercado nacional ao lançar a sua marca global Sol, mostra dificuldades em deslanchar - tem hoje 8,5% do mercado. Já a Petrópolis atingiu 8,1% no mês passado. A princípio, os analistas apostavam que a Femsa seria a mais equipada, entre as empresas do setor, para disputar com a AmBev. Mas a Petrópolis é quem está surpreendendo, pelo menos no momento. A perda de vendas pela AmBev, já sinalizada no começo do ano, era atribuída pela própria companhia ao ajuste dos preços da linha de produtos, adotado nessa época do ano. Segundo a empresa, o mercado demora a acompanhar, o que, sazonalmente, significava perda de participação. O fato de a Petrópolis seguir crescendo é visto internamente pelo pessoal da AmBev como decorrência da política de baixos preços praticada pela concorrente. 'Apesar de não ter uma única fábrica no Mato Grosso do Sul - e, portanto, ter de viajar 2 mil quilômetros -, crescem vendendo cerveja 30% mais barato do que os outros, o que é, no mínimo, estranho', diz uma fonte ligada à empresa. A AmBev possui duas fábricas na região.
Números: 66,8% é a participação da AmBev no mercado brasileiro de cervejas; 12,4% é a fatia de mercado da Schincariol; 8,5% é a participação da mexicana Femsa; 8,1% do mercado é a fatia da Petrópolis.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
Guerra das cervejas com novo ingrediente
A acirrada disputa entre os fabricantes de cerveja vai mudar de foco se o conjunto de restrições à propaganda do setor, proposto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), passar a vigorar. As novas medidas, que limitam as campanhas em televisão e rádio ao período das 20 horas às 8 horas, poderão até esvaziar a atual verba movimentada pelas companhias, estimadas em R$ 800 milhões por ano. Mas, segundo especialistas, não deverão reduzir o consumo.
A publicidade, segundo estudo sobre o consumo de cerveja apresentado no ano passado ao Congresso Nacional, não é responsável pelo aumento das vendas. Faz apenas com que o consumidor migre de uma marca para outra. Pelo estudo, o que faz o consumidor comprar mais cerveja é o aumento de renda. Se a indústria da publicidade for prejudicada, os maiores perdedores serão os protagonistas das campanhas, como Zeca Pagodinho (Brahma), Juliana Paes (Antarctica), Ivete Sangalo (Nova Schin) e o baixinho da Kaiser. Em média, esses famosos emprestam sua imagem às cervejas ao custo de R$ 2 milhões em contratos anuais. 'Mexer com a publicidade não vai resolver os problemas decorrentes do excesso de consumo de bebidas alcoólicas, mas tenderá a piorar a qualidade dos produtos', diz Marcos Mesquita, superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV). Seu raciocínio é baseado no que aconteceu com a indústria de cigarros. A proibição da propaganda, instituída em 2000, não reduziu o consumo. O mercado de cigarros no País cresceu 15,3% nos últimos sete anos. 'O pior é que as marcas mais baratas, àquelas que dependiam menos de publicidade, cresceram cerca de 31%. Já as demais caíram 13,3%', diz Mesquita. A indústria da cerveja, que fatura R$ 23,5 bilhões ao ano e deve vender 9,5 bilhões de litros em 2007, não aceitará passiva a mudança de regras. Através de suas entidades, caso do SINDICERV, vai recorrer à Justiça caso as alterações sejam implantadas.
O presidente da ANVISA, Dirceu Raposo, informou que a votação da proposta dentro da agência ocorrerá nas próximas semanas. Se aprovada, indústria, agências de propaganda e meios de comunicação terão 180 dias para se adaptar. A legislação atual impõe limitações aos anúncios de bebidas com teor de álcool superior a 13 graus. As novas medidas serão válidas para todos os produtos com teor superior a 0,5 graus, o que inclui as cervejas. Fora o horário restrito para veiculação, na mídia impressa e internet, os anúncios deverão vir acompanhados por frases de advertência que substituirão o atual 'Beba com moderação'. Há treze alertas elaborados pelo Ministério da Saúde que pretendem associar o consumo a acidentes de trânsito, má-formação de bebês, violência e abuso sexual. O empenho do Ministério em preparar legislação mais severa para limitar a propaganda de bebidas seria, segundo pessoas ligadas à indústria, a bandeira assumida pelo ministro José Gomes Temporão para ganhar visibilidade. No meio cervejeiro acredita-se que ele se inspira no modelo de combate às políticas de preços da indústria farmacêutica desencadeado pelo então ministro José Serra. Publicitários e empresários dizem que o setor tem auto-regulamentação que já impede excessos. 'A lógica do horário me parece burra', diz um dirigente de uma empresa, que preferiu não se identificar. 'Crianças não assistem a noticiário pela manhã. Já o programa de Serginho Groisman, que passa de madrugada, é assistido por adolescentes. Há controles mais eficientes para se restringir a propaganda de bebidas do que o simples rigor no horário.' Mais do que isso, alguns publicitários dizem que contornar as limitações legais para anunciar um produto deve se tornar agora um grande desafio.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
Consumo: cervejas premium caem no gosto dos brasileiros
O consumidor brasileiro está cada dia mais sofisticado. Mesmo na hora de apreciar e consumir uma cerveja, a busca por produtos de maior qualidade já á clara: apesar de custarem mais, as cervejas premium caíram definitivamente no gosto dos consumidores brasileiros. De acordo com o superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV), Marcos Mesquita, esse tipo de produto já representa entre 3,5% e 4% da oferta da bebida.
Além disso, refletindo o fato de apresentarem preços bastante superiores às mais populares, as cervejas de padrão mais elevado já respondem por algo em torno de 7% do faturamento das empresas, segundo Mesquita. A maior qualidade em termos de paladar, que fica clara quando as premium são comparadas com as demais, não é o único atrativo. De acordo com o especialista, alguns pontos, como a sofisticação da embalagem, podem também diferenciar as bebidas premium das demais. "No geral, a principal característica dessas cervejas é em relação à oferta, bem mais restrita que a das demais. Além disso, boa parte é fabricada com matérias-primas diferenciadas", esclarece Mesquita.
E quando se fala em preço, a diferença é grande. No caso de cervejas premium de séries especiais, uma simples garrafa de pouco mais de meio litro pode chegar a custar R$ 15 (Baden Celebration) ou até mesmo R$ 69 (Eisenbahn Lust). Entretanto, mostrando que mesmo dentro segmento premium existem as mais e menos exclusivas, o consumidor pode apreciar uma boa cerveja a preços mais atrativos. Existem versões muito mais em conta, como é o caso da Primus (R$ 1,10), da Bavaria Premium (R$ 1,20) e da Itaipava Premium (R$ 1,40).
Fonte: Info Money
AmBev fecha a operação de compra da Cintra
A Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) anunciou em 18 de abril o fechamento da operação de compra da totalidade das quotas da sociedade Goldensand - Comércio e Serviços, Sociedade Unipessoal (Goldensand), controladora da Cervejarias Cintra. A AmBev vai pagar US$ 150 milhões pelas duas fábricas da Cintra no País, em Piraí (RJ) e Mogi Mirim (SP). As unidades têm capacidade de produção de 420 milhões de litros de cerveja e 280 milhões de litros de refrigerante por ano. O negócio não inclui os ativos de distribuição e as marcas de cerveja pilsen Cintra e Mulata - uma mistura de cerveja clara e escura. A AmBev pretende utilizar integralmente a capacidade instalada das fábricas até o final de 2007, para ampliar sua produção de cervejas e refrigerantes. Em 2006 as vendas da AmBev cresceram 5,1% em cervejas e 9% em RefrigeNanc (refrigerantes, não-alcóolicos e não- carbonatados) no País. O ex-proprietário da Cintra, o empresário português José Sousa Cintra, tem até o dia 28 de outubro para tentar vender a marca para outra empresa. Caso não consiga, será da AmBev por US$ 10 milhões. Fontes do mercado consideram US$ 10 milhões um preço baixo para uma empresa com grande participação no mercado fluminense. A Cintra informa que está negociando com empresas brasileiras e estrangeiras e espera fechar o negócio até o fim do mês. Entre as interessadas estaria o grupo Schincariol, que tem ociosidade em sua fábrica instalada no Rio e poderia normalizar sua produção com a absorção da marca Cintra, que possui de 6% de market share no Rio. A Schincariol nega que tenha interesse na marca. A participação da Cintra no País atinge 1,2%, o que equivale a 100 milhões de litros por ano. A AmBev detém 66,8%. A portuguesa Sagres também estaria interessada no negócio, que é alvo de disputa na justiça por parte da Cervejaria Petrópolis, que havia assinado um contrato de compra que foi rescindido pela Cintra.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
InBev não será multada por fomação de cartel na Holanda
A InBev, que poderia ser multada em 84 milhões de euros por formação de cartel de preços no mercado holandês, foi poupada pela Comissão Européia por tê-lo denunciado e fornecido "informações decisivas" sobre o caso, de acordo com a comissária da concorrência da UE, Neelie Kroes. Dentro do processo, três cervejarias holandesas foram multadas em 273 milhões de euros (US$ 370,5 milhões). Segundo parecer da autoridade antitruste, a Heineken foi multada em 219,27 milhões de euros, a Royal Grolsch em 31,65 milhões de euros e a Bavaria em 22,85 milhões de euros. Sob a direção de Kroes, a autoridade antitruste tem enfrentado cartéis e determinado as maiores multas já anunciadas no continente. Em 2001, a UE multou diversas cervejarias em um total de 91 milhões de euros, com a descoberta de um cartel similar na Bélgica. A Danone recebeu uma multa de 44 milhões de euros, que posteriormente foi reduzida para 42,41 milhões de euros após a empresa entrar com recurso. A InBev, na ocasião, foi multada em 46,5 milhões de euros. No caso concluído em 18 de abril, a comissão observa que as cervejarias em questão comandaram um cartel entre 1996 e 1999. "O mais alto comando dessas companhias tinham conhecimento de que essa conduta era ilegal, mas a mantiveram e tentaram esconder os sinais de sua existência", afirmou Kroes. Depois da descoberta de um cartel no mercado belga de cervejas, a InBev - grupo formado pela fusão da belga Interbrew com a brasileira AmBev - acabou fornecendo informações sobre outros cartéis. O caso resultou em inspeções surpresa nos escritórios de cervejarias na França, Luxemburgo, Itália e Holanda em 2002.
A autoridade européia impôs multas nos casos da Franca e Luxemburgo, enquanto as investigações na Itália foram encerradas sem o anúncio formal de acusações. As informações são da Dow Jones.
Fonte: AE Agência Estado
Femsa amplia importação da cerveja Dos Equis Lager
Florianópolis poderá desfrutar do original sabor mexicano da cerveja Super Premium. A FEMSA Cerveja Brasil, empresa do Grupo FEMSA Fomento Econômico Mexicano S.A., maior empresa de bebidas da América Latina, está ampliando a importação da mexicana Dos Equis Lager para mais cinco cidades, além de São Paulo e Rio de Janeiro. A partir da próxima semana a mexicana Dos Equis Lager poderá ser encontrada também em Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba, Ribeirão Preto e Brasília. Com sabor suave e refrescante e graduação alcoólica de 4,5%, a cerveja chega na versão Long Neck 355 ml em pontos-de-venda selecionados.
"Inicialmente, focamos essa expansão para as praças onde o mercado super premium tem maior potencial. Em uma segunda etapa, ampliaremos a importação do produto para todo o Brasil", explica Riccardo Morici, diretor de marketing da Femsa.
Em processo de expansão, o mercado de cervejas premium vem crescendo consideravelmente nos últimos anos. Hoje representa 5% do market share de volume e 7% do market share de valor do mercado total de cervejas no país. Em 2000, essa participação era de 2,3%, segundo dados do Instituto ACNielsen.
"Embora o super premium seja um nicho focado em consumidores com alto poder aquisitivo, as perspectivas de crescimento são amplas. Estamos apostando nesse segmento", completa Morici. Com crescimento de 15% nos últimos cinco anos, a produção da cerveja exportada é feita em duas das seis fábricas no México: Tecate, em Baja California e Monterrey, em Nuevo León. Com sabor revigorante e refrescante, a cerveja é leve e possui um agradável sabor de malte. Esse resultado, muito bem equilibrado, deixa a Dos Equis muito mais agradável.
A Vonpar, franqueada da Coca-Cola e responsável pela distribuição de bebidas FEMSA Cerveja Brasil em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, já está fornecendo aos bares, restaurantes e supermercados de Florianópolis a cerveja Dos Equis Lager.
Fonte: Apoio Comunicação + Marketing
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