Notícias de mercado
2007 - Maio e Junho
AMBEV avalia construir fábrica no TO em 2008
Há 20 anos o alagoano Nelson Feliciano de Melo trabalha em botecos na cidade de São Paulo. Entendido do gosto do freguês, sabe detalhar o funcionamento do mercado de bebidas; que cerveja sai mais, qual o perfil do consumidor desta ou daquela marca. Sua experiência também detectou uma tendência: bebida saudável - leia-se sem adição de açúcar - é moda sim, inclusive entre os homens. Assim como seu Nelson, a Companhia de Bebidas das Américas AmBev percebeu que é preciso estar atenta a esta categoria que, ao lado das cervejas premium, está em sua rota de investimentos. De acordo com o presidente da AmBev no Brasil, Luiz Fernando Edmond, as 30 unidades produtivas existentes hoje, mais a compra das duas fábricas da Cintra, não serão suficientes para atender a demanda da AmBev por alcoólicos e não-alcoólicos no curto prazo, o que faz com que a gigante das bebidas pense em novas fábricas. "A próxima fábrica poderá ser construída na região Norte. Alguns mercados hoje são abastecidos a partir do Maranhão e queremos aumentar a produção local. O anúncio seria feito já no próximo ano", disse Edmond, com exclusividade à Gazeta Mercantil. Edmond deixa claro, porém, que esta é uma das áreas em estudo para nova fábrica e que o investimento estaria dentro dos R$ 5 bilhões anunciados recentemente, a serem gastos nos próximos cinco anos.
Portanto, a construção de uma nova fábrica estaria concentrada entre 2008 e 2009. "Demoramos cerca de 1,5 ano para construir uma unidade. Hoje, não estamos interessados em adquirir marca. Queremos capacidade produtiva." Segundo o presidente, há ainda planos de expansão das unidades existentes no momento. "Boa parte delas permite projetos deste tipo, ou seja, oferece a possibilidade de ampliar a área. Este será um exercício para 2008", garantiu o executivo da AmBev, que foi às ruas na última semana, no projeto "Gente que vende", visitando bares. Edmond reconhece que a produção de H2OH! Hoje não é suficiente para atender toda a demanda do mercado.
Falta produto. Desde seu lançamento, em setembro de 2006, a H2OH! Vem conquistando os consumidores e ampliando o seu market share a cada mês. Segundo a ACNielsen de março, a bebida tem 29,8% entre os refrigerantes sem açúcar na Grande São Paulo, o que reforça sua liderança frente à Coca-Cola, grande rival. "Tem que pedir dez pacotes para vir três. Está sempre faltando", reclama diretamente para o presidente da AmBev, Marilena Vale Vinhares, que comanda outro bar do centro de São Paulo. Líquido criado na Argentina (onde este mercado é claramente mais desenvolvido), a H2OH! Foi adaptada no Brasil. No início, apenas uma fábrica produzia a bebida - hoje são seis. Inclusive, a utilização das fábricas da Cintra para marcas da AmBev deverá começar em 60 dias justamente com a fabricação de não-alcoólicos. O investimento nas duas unidades nas cidades de Piraí (RJ) e Mogi Mirim (SP) foi de US$ 150 milhões. "A H2OH! foi uma surpresa excepcional. No mundo, os produtos com conceito de saudabilidade vendem bem. Até mesmo na Argentina este mercado é mais desenvolvido que no Brasil. Lá, por exemplo, atuam grandes players como Danone e Pepsico. As pessoas se sentem bem tomando uma bebida sem açúcar, seja para não engordar, seja para controlar o diabetes. Tivemos sorte de sair na frente neste segmento", comemorou Edmond, ao lembrar que empresas de menor porte já estão tentando "copiar" H2OH! A respeito da Cintra, o presidente da AmBev não quis adiantar maiores detalhes sobre a marca. "Até o fim de outubro os donos têm a opção de vender a marca e os ativos de distribuição para outra companhia. Se não conseguirem, temos a opção de efetivar a compra por um preço pré-estabelecido." A AmBev prepara algumas novidades para o mercado de não-alcoólicos. A Sukita, que nunca havia sido vendida em versão light/diet, ganha a Sukita Zero, que já está nos pontos-de-venda. O refrigerante terá campanha criada pela DM9DDB. "A Sukita Zero é um produto jovem, sem aquela imagem infantil que tinha."
Outra linha que terá novidades em 2008 é a de chás, que segundo Edmond "são uma tendência". "Teremos novidades nos sabores de Lipton", disse, referindo-se provavelmente à entrada da marca em chá verde pronto para consumo. Hoje, apenas a Mate Leão, com a marca Green Tea, e a Wow! Com a Feel Good, atuam neste mercado. Ainda em não-alcoólicos, a AmBev lembra que a PepsiCo, parceira local, tem no Brasil a maior engarrafadora fora dos Estados Unidos. Para concorrer com a Coca-Cola Zero, outro produto que também vem sendo bem aceito, existe a Pepsi Max. Trata-se, neste caso, de uma disputa mundial. "Vamos reforçar os investimentos no mercado de não-alcoólicos, o que significa que estaremos mais agressivos", destacou o presidente da AmBev.
Apesar do crescimento de não-alcoólicos, a participação da AmBev em refrigerantes fica abaixo da concorrência. A companhia detém cerca de 17% de market share, sendo que 7,3% ficam com o Guaraná Antarctica (versões regular e Zero). "Estamos encontrando grandes oportunidades com o Guaraná Antarctica Zero", afirmou Edmond, ao referir-se à substituição da versão diet. Todos estes planos e lançamentos, porém, não excluem a agressividade da AmBev em cervejas. A Brahma Extra acaba de ganhar versão garrafa de 600 ml, a Bohemia Confraria, cerveja do tipo abadia que há dois anos era trabalhada como série especial, entra definitivamente no portfólio da AmBev e a Bohemia Escura passa a ser vendida também na versão em lata. O retorno da Confraria deverá ocorrer em junho ou outubro, ainda não está acertado.
"O mercado de cerveja é bastante agitado no Brasil, mas o consumo local não é tão sofisticado", disse Edmond, referindo-se às cervejas premium, que não chegam a 6% de participação total no segmento. "Estamos trabalhando lançamentos para reeducar o consumidor. De 2001 para cá a participação das cervejas premium praticamente dobrou, mas ainda tem muito potencial." Outra novidade é que a AmBev está ampliando a importação de cervejas. Mais duas levas (com cerca de três marcas cada) chegam ao País ainda este ano, agora vindas da Europa. A primeira experiência ocorreu com o Uruguai. "Neste caso não queremos fazer volume e sim abrir o mercado para o consumidor brasileiro", arrematou Edmond.
Fonte: Gazeta Mercantil – Indústria
Nova tela leva futebol à lata de cerveja
Uma nova tecnologia que está sendo desenvolvida por um grupo internacional promete tornar realidade roupas que mudam de cor e latas de cerveja que trazem resultados da última rodada do campeonato de futebol. São os Oleds, sigla em inglês para "dispositivo emissor de luz orgânica". Os Oleds são feitos de uma fatiazinha de plástico flexível que usa a energia solar e é capaz de transmitir eletricidade. Com eles será possível gerar luz e inserir telas em praticamente qualquer superfície. A tampa do seu iogurte vai avisar se ele passou da data de validade. O pacote de bolacha vai trazer informações sobre a nutrição dos seus filhos. Esse tipo de tecnologia surgiu de uma descoberta feita há 15 anos (de que alguns tipos de plástico conseguem transformar luz em eletricidade e eletricidade em luz) e é uma realidade hoje. Treze grupos de nove universidades e duas empresas, liderados pela Universidade de Bath, no Reino Unido, pretendem gastar US$ 1,7 milhão em um projeto de três anos para melhorar o conceito dos Oleds.
Seu objetivo é tornar a tecnologia apta para a produção em massa. Ao todo, seis países (Reino Unido, Estados Unidos, China, Bélgica, Itália e Dinamarca) estão envolvidos.
Fonte: Portal Adnews
FEMSA registra crescimento no primeiro trimestre
A FEMSA - Fomento Econômico Mexicano S.A., maior companhia de bebidas da América Latina e um dos cinco maiores conglomerados empresariais do México, anunciou, em Monterrey, os resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2007. A FEMSA Cerveja Brasil, representada em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul pela Vonpar (franqueada da Coca-Cola nestes estados), cresceu 14,4% em volume de vendas em relação ao mesmo período de 2006. No México, as vendas de cerveja cresceram 2,6% e o volume de exportação 5,8% em relação ao mesmo período.
No geral, todas as unidades do Grupo contribuíram com sólido crescimento, incrementando o negócio em 8,7%.
Fonte: Apoio Comunicação, por Adriana Laffin
AMBEV lucra R$ 645,9 mi, em queda de 1,5% sobre primeiro trimestre de 2006
A AmBev divulgou lucro líquido de R$ 645,9 milhões no primeiro trimestre deste ano, um número 1,5% inferior ao resultado registrado no mesmo período no ano passado. A empresa teve despesas operacionais de R$ 369,6 milhões, com a amortização do ágio de aquisições como a cervejaria canadense Labatt (R$ 282,4 milhões), o aumento de participação na mexicana Quinsa (R$ 58,3 milhões), entre outros. A receita líquida totalizou R$ 4, 655 bilhões, um incremento de 17,3% sobre o resultado para o primeiro trimestre do ano passado. O Ebitda (lucro antes de despesas financeiras, impostos e depreciações) foi de R$ 2, 031 bilhões, um aumento de 18,9% sobre os primeiros três meses de 2006.
O resultado foi puxado principalmente pelo incremento na unidade "Cerveja Brasil" - acréscimo de R$ 110 milhões - e da Quinsa (R$ 339,3 milhões). O resultado financeiro líquido (receitas financeiras menos despesas) foi negativo em R$ 296,2 milhões, antes resultado também negativo em R$ 170,4 milhões no início do ano passado. A AmBev registrou um volume de 16, 934 milhões de hectolitros de cerveja no primeiro trimestre, um avanço de 5,1% sobre a produção do primeiro trimestre do ano passado. No segmento refrigerante, foram 5, 877 milhões de hectolitros, um avanço de 9,9% sobre a produção no ínicio de 2006.
A receita por hectolitro (cerveja) foi de R$ 144,7, um crescimento de 5,1%. A empresa atribuiu o incremento ao aumento de preços em janeiro, o maior volume vendido por meio de distribuição direta, e o crescimento das marcas do tipo "premium" (mais caras). No segmento refrigerante, a receita por hectolitro atingiu R$ 86,30, um aumento de 5,3%, puxado pelo aumento de preços entre 2006 e 2007 e pela melhora no mix de produtos, explicou a empresa, no balanço.
Fonte: Folha de São Paulo - Dinheiro
INBEV registra resultados melhores que o previsto no início de 2007
A cervejaria belgo-brasileira InBev, número um mundial em termos de volume, anunciou em 10.05 resultados melhores que os previstos pelos analistas no primeiro trimestre de 2007, graças a um aumento de sua produção e a um rígido controle dos custos. De janeiro a março, o grupo, que produz as cervejas Stella Artois, Leffe, Beck's e Brahma, registrou um aumento de 68% no lucro líquido, a 280 milhões de euros (US$ 378 milhões). Por ação, o lucro chega a 0,46 euros para o período, contra 0,27 euros em comparação com o primeiro trimestre de 2006, afirmou a InBev em um comunicado. O grupo obteve ainda um aumento de 9% (3,05 bilhões de euros) no faturamento e um resultado bruto de exploração (EBITDA) de 962 milhões de euros, o que representa uma alta de 18%. "A InBev considera que os resultados do primeiro trimestre confirmam sua estratégia de garantir um controle de custos coerentes, consolidando ao mesmo tempo sua capacidade de desenvolver e aumentar os volumes e o faturamento", afirma o comunicado.
De fato, durante o primeiro trimestre do ano, o grupo com sede em Leuven (leste de Bruxelas) aumentou o número de litros de cerveja vendidos, produzindo 10,18 milhões de hectolitros, um crescimento de 6,7% em relação ao mesmo período em 2006. "Este primeiro trimestre confirma nosso compromisso de continuar crescendo e estabelecer nossas atividades sobre os seguintes princípios: aumentar os volumes além da tendência global da indústria, aumentar nossos produtos além dos volumes produzidos, manter nossos custos inferiores à inflação", comentou o presidente da InBev, o brasileiro Carlos Brito. A InBev nasceu em 2004 da fusão entre a belga Interbrew e a brasileira AmBev e é a segunda cervejaria do mundo em termos de faturamento, atrás da americana Anheuser-Busch (AB).
Fonte: Diário do Grande ABC - Economia
AMBEV recupera-se no mercado cervejas
A Companhia de Bebidas das Américas (AmBev), recuperou sua participação no mercado brasileiro de cervejas. O market share da empresa, que fabrica as marcas Skol, Brahma e Antarctica, subiu de 66,8%, no mês de março, para 67,2% em abril. O diretor-geral para a América Latina da AmBev, Luiz Fernando Edmond, disse, semana passada, durante teleconferência sobre o resultado financeiro do primeiro trimestre deste ano, que era esperada uma recuperação de mercado a partir do mês de abril, depois de a companhia perder market share após reajustar os preços entre 3% e 4% no começo do ano. "A concorrência demorou mais que a média histórica para posicionar os preços e estão reajustando abaixo do que esperávamos", disse Edmond. A AmBev havia perdido metade de share para a Cervejaria Petrópolis e metade para o Grupo Schincariol. A Schincariol, que comercializa a marca Nova Schin, recuou de 12,4% em março para 12,3% em abril. A Petrópolis, fabricante das marcas Itaipava e Crystal, roubou a terceira colocação da mexicana Femsa Cerveja Brasil, empresa do Grupo Femsa Fomento Econômico Mexicano, e agora soma 8,1% de share, mesmo patamar alcançado em março. A Petrópolis possui duas unidades industriais, uma instalada em Petrópolis (RJ) e outra em Boituva (SP). Já a Femsa, que produz as marcas Kaiser, Bavaria, Xingu e Sol, perdeu 0,5% de share, caindo de 8,5% no mês de março para 8% em abril. A Cintra, que produz a Cinta Pilsen e a Mulata (mistura de cerveja clara com escura) e que teve suas duas fábricas - localizadas em Piraí (RJ) e Mogi Mirim (SP) - compradas recentemente pela AmBev, por US$ 150 milhões, manteve 1,1% de market share nos dois últimos meses.
Fonte: Gazeta Mercantil - Comunicação
A Petrópolis vai dobrar de tamanho
A empresa mexicana Femsa, dona da Kaiser, chegou ao Brasil com grandes ambições. No início do ano, relançou a marca Sol com um poderoso investimento de marketing. Mas apesar de todo o esforço, o grande fenômeno do mercado cervejeiro dos últimos tempos vem do interior de São Paulo.
A cervejaria Petrópolis, dona da marca Itaipava, acaba de assumir a terceira colocação no ranking, ao deixar para trás a Femsa. Em um ano, a participação da Petrópolis subiu de 6% para 8,1%. Em 2004, a empresa respondia por apenas 3,6% das vendas. Cada ponto corresponde a R$ 100 milhões de faturamento. A Petrópolis pertence a Walter Faria, um empresário tão discreto quanto polêmico. Aos 52 anos, ele quer se tornar um cervejeiro dos grandes. Tem planos de dobrar a capacidade de produção e chegar a 12 milhões de hectolitros por ano até meados de 2008. Diz que falam mal dele porque sua empresa cresce rápido e incomoda os concorrentes. E provoca a AmBev, líder com 67,2% de mercado. 'A verdade é que se não existissem os pequenos no mercado, hoje o brasileiro estaria pagando R$ 5 por uma cerveja. Nascido em uma família pobre em Fernandópolis, em São Paulo, Faria começou a vida como mascate. Trabalhou anos com compra e venda de cereais junto com o irmão mais velho. Um de seus seis irmãos, com quem diz não conversar mais, está preso por tráfico de drogas. Outro foi assassinado. No final da década de 80, o empresário montou uma usina de beneficiamento de algodão e permaneceu no ramo até 1990, quando se tornou distribuidor da Schincariol. Pegou gosto pelo negócio e comprou a Petrópolis, no Rio de Janeiro, em 1998. No ano seguinte, comprou a Crystal, do interior de São Paulo. Faria faz questão de deixar transparecer a raiz caipira e a todo momento capricha no sotaque. 'Nosso produto é bão', diz ele. Por onde anda, Faria freqüenta botecos, sem se identificar, e paga rodadas de suas marcas de cerveja. É marketing. Assim como a invenção dos lacres protetores das latinhas de cerveja. A quem pergunta sobre as acusações de sonegação fiscal envolvendo distribuidoras das cervejas da Petrópolis, Faria diz que não é com ele. Garante que não é dono de distribuidoras e trabalha com 117 revendas independentes. Ao ser informado que o seu nome aparece no registro comercial da maior distribuidora da Petrópolis, a Praiamar, Faria diz que havia esquecido da sociedade, mas que já não é mais sócio da empresa. Faria deu a seguinte entrevista ao Estado: Qual a capacidade de produção da Petrópolis? Nossa capacidade é de cerca de 700 milhões de litros por ano. Chegamos ao limite. Para superar esse limite, só construindo fábricas ou ampliando as instalações. Vamos aumentar em 30% a fábrica de Boituva. Em Petrópolis, vamos triplicar a produção, mesmo com dificuldades para ampliar a fábrica. Vamos tirar uma parte do morro. Está tudo aprovado pelo IBAMA. Não vamos provocar problemas ambientais. Vamos ainda construir uma nova fábrica em Rondonópolis (MT).
A verdade é que não há oportunidade de compra de outra fábrica no Brasil. E nós temos marca. Queremos comprar outra empresa para aumentar a capacidade de produção. O sucesso desse negócio depende da distribuição. Como funciona a distribuição da Petrópolis? São parceiros. São 117 revendas e junto com elas vai uma equipe da fábrica vendendo. Se a equipe não acompanhar todo o processo, a gente corre o risco de chegar no boteco e tomar cerveja quente. Nosso ganho está na venda do bar e em garrafa. Latinha é só marketing e construção de marca. Lucro mesmo é no bar. Não gosto de sair em foto, porque eu visito bares e não me identifico. Peço uma Crystal e pago uma rodada para quem estiver no lugar. Em 2004 a Petrópolis tinha 3,6% do mercado. Em abril de 2007 chegou a 8,1%. A quê o senhor atribui esse crescimento? A concorrência diz que esse crescimento se deve à venda de cerveja com preços baixos graças à sonegação de impostos. Fazer um bom produto exige matéria-prima de primeira, boa água e equipamentos modernos. Temos tudo isso. Nossa água é da melhor qualidade.
Não é de rio, poluída, que precisa ser tratada para ser reaproveitada. A concorrência não vai admitir que a razão do nosso crescimento é a qualidade do nosso produto. Eles têm de falar alguma coisa contra a gente. Para expandirmos para outros Estados, sem o incentivo fiscal que eles têm, não sobrevivemos. Mas isso eles não falam. A AmBev tem incentivos em todos os Estados. Eles são fortes em jogadas tributárias. Eles estão certos! Mas nós estamos correndo atrás. Queremos os incentivos fiscais que eles têm. A distribuidora Praiamar está sob investigação do Ministério Público acusada de sonegação fiscal. No último ano, 35 caminhões de distribuidoras que servem à Petrópolis foram apreendidos transportando cerveja sem nota. O que o senhor tem a dizer sobre isso? Não é um problema só nosso. É de todos. A distribuidora pode sair com o caminhão sem nota fiscal. Da nossa fábrica não sai sem nota. A distribuidora não pode fazer isso. Mas faz. Pela distribuição, eu não posso falar.
E se aconteceu alguma irregularidade, acho que não acontece mais. Os concorrentes não dizem que levam vantagem com a cobrança do IPI. É o mesmo valor para todos e isso é injusto. A Bohemia (da AmBev), que é uma cerveja cara, recolhe o mesmo imposto que as cervejas mais baratas do mercado. É uma injustiça. Isso faz com que os pequenos paguem 30% mais impostos que os grandes. Estamos conversando com o governo e vamos conseguir mudar isso, porque não é justo. Por que a compra da Cintra não deu certo (a cervejaria chegou a ser negociada com a Petrópolis, mas foi comprada pela AmBev)? O negócio não saiu, segundo a Cintra, porque a Petrópolis queria fazer o pagamento por meio de uma empresa em paraíso fiscal. Por palavra, eu já tinha comprada a fábrica de Cintra umas duas vezes, antes de o documento ser assinado. Ficamos 15 dias lá dentro. O dono da Cintra voltou atrás. Mas há uma multa de US$ 25 milhões. A Cintra ficou dois anos à venda e mais de seis meses no Banco Espírito Santo à procura de comprador. Ninguém queria. Na hora que a Petrópolis comprou, ele pegou o contrato da Petrópolis e saiu negociando para pegar preço melhor. Na hora em que a AmBev viu, foi lá fazer uma proposta. Quem era offshore nessa história era a Cintra, que estava sendo vendida por uma empresa da Ilha da Madeira. A offshore Goldensan é da Cintra. Até poderíamos usar uma offshore da Petrópolis, mas não foi o caso. Essa história não é verdadeira. Tanto é assim que estamos com uma ação na Justiça. É uma história que ainda não foi decidida. Pode levar dois ou dez anos.
A AmBev quer a Cintra só para atrapalhar nosso crescimento. Eles têm capacidade de produção de sobra. Tanto que têm uma fábrica em Jacarepaguá, no Rio, que está fechada! O senhor chegou a ser preso na Operação Cevada (2005). Um diretor-comercial da sua empresa foi preso na Operação Cerol (em 2006, por denúncia de suborno para delegados federais). Que marcas essas experiências deixaram na companhia? Não fui denunciado. Não há nada contra mim. Não é bom passar quatro dias na cadeia. No plano de negócios, não atrapalhou nada. Eu sou evangélico praticante. Botei meus joelhos no chão e orei. Sobre esse diretor, devo dizer que ele não trabalha mais conosco. E, no período em que trabalhou, não temos nada a falar sobre ele. Sempre falam mal de mim. Na época em que mexia com algodão o pessoal também metia a boca. Não é diferente de hoje, que trabalho com o mercado cervejeiro. O problema é que onde eu entro para trabalhar eu cresço. Gero emprego. Não tenho tempo para ficar falando mal de ninguém. Eu trabalho.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
Cervejarias investem na ampliação da capacidade
Ampliar a capacidade produtiva é palavra de ordem no mercado de cervejas. Depois que a AmBev anunciou a compra das fábricas da carioca Cintra, a Petrópolis está negociando a compra da fábrica da Lokal Bier, em Teresópolis, e a Indústria Nacional de Bebidas (Inab), fabricante da Colônia, estuda a construção de duas novas unidades industriais - uma em Joinville (SC) e outra em Piripiri (PI). A Petrópolis tentou comprar a Cintra, mas a empresa foi vendida para a AmBev. Dona das marcas Itaipava e Crystal, a cervejaria acaba de assumir a terceira posição do segmento, com 8,1% de participação de mercado - à frente da mexicana Femsa, dona da Kaiser - está com a capacidade das suas fábricas (em Boituva e Petrópolis) esgotada. A Petrópolis não se pronuncia sobre o assunto. A fábrica da Lokal tem capacidade de produção de 10,8 milhões de garrafas de 600 mililitros por mês, mas pode ampliar para 24 milhões. A Lokal atua em bebidas quentes - é dona da marca Catuaba - mas teve dificuldades de se posicionar no competitivo mercado cervejeiro. Já a Inab, com sede em Toledo (PR), e que tem seu principal mercado consumidor na região Sul do país, pretende construir unidades de médio porte, próxima a centros consumidores que têm apresentado forte demanda, como o Nordeste, para reduzir seus custos de logística. Cada unidade deverá receber investimentos estimados entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões. De acordo com o diretor de marketing da Inab, Luiz Cláudio dos Santos, os planos no Piauí estão mais acelerados porque as negociações já estão adiantadas para obtenção de um financiamento do Banco do Nordeste. A expectativa é que a unidade já esteja pronta em 2008.
A idéia é atender, com a fábrica de Piripiri além do próprio estado do Piauí, o Maranhão e o Ceará. Em Joinville, a empresa ainda está em fase de estudos, mas planeja com essa unidade reduzir custos de logística no atendimento de mercados como Curitiba, o litoral catarinense e o interior de São Paulo. Hoje, essas regiões são atendidas pela matriz instalada no oeste paranaense. Antiga Cervejaria Sul Brasileira, a empresa mudou o nome para Inab em 2005.
Criada em 1997 pelos empresários Saul Brandalise Jr, membro da família que era dona do frigorífico Perdigão, e por Jaime Gatto, atualmente ela tem quatro unidades de produção - Santa Maria (RS), Toledo (PR), Recife (PE) e Goiânia (GO). As duas últimas fábricas são mantidas com parceiros: a Frevo em Recife e a Imperial em Goiânia. Segundo Santos, nenhuma das parcerias será desfeita com os novos investimentos. Ele explica que o projeto da empresa é, até 2008, atender todo o país. Hoje, presente em 19 estados, ela está incluída entre as cervejarias de pequeno e médio porte, que respondem por cerca de 7% do mercado nacional, segundo dados da AC Nielsen. As conversas para a instalação da Inab em Santa Catarina iniciaram há cerca de três anos, mas o projeto estava parado até a última semana. Segundo Paulo Medeiros, diretor da secretaria da integração, a empresa está na fase de prospecção de terrenos de cerca de 100 mil metros quadrados. A idéia é construir uma fábrica com capacidade para cerca de 300 mil caixas por mês, praticamente metade da capacidade da matriz, em Toledo. Em Joinville, a empresa busca um pool de empresários interessados em investir na fábrica. A empresa, contudo, defende que é fundamental o incentivo fiscal para decidir pela instalação. Em Joinville, a prefeitura está oferecendo postergação de 80% do recolhimento de ISS e IPTU pelo prazo de cinco anos. Já secretaria da Fazenda catarinense informou que estuda incluí-la no Prodec, um programa pelo qual a cervejaria teria o prazo ampliado de 48 meses para pagamento do ICMS gerado no empreendimento.
Fonte: Valor Econômico – Empresas & Indústria
Venda de cervejas deve ultrapassar 10 bilhões de litros
O mercado de cerveja vai romper este ano no País a barreira dos 10 bilhões de litros. A retomada da rota de crescimento do setor, iniciada há dois anos, chega após quase dez anos de estagnação no patamar de 8,5 bilhões de litros e esquenta ainda mais a disputa no setor. Com a expansão das vendas, veio uma safra de bons resultados para a indústria. A líder AmBev, dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica, cresceu 5,1% em volume no primeiro trimestre. A Femsa, com as marcas Kaiser e Sol, triplicou suas vendas no mesmo período. E, embora não divulguem balanços, tanto a Schincariol quanto a Cervejaria Petrópolis (Crystal e Itaipava) também conquistaram mais consumidores. Todas ainda melhoraram a rentabilidade por causa da queda do dólar, que barateia matérias-primas importadas, em especial malte, lúpulo e alumínio para as embalagens. No primeiro trimestre, o mercado cresceu 6,7%. Mas quem mais ocupou espaço, ampliando sua presença e tirando o terceiro lugar do conglomerado mexicano Femsa, foi a Petrópolis, que passou a deter 8,1% de participação de mercado em abril, segundo a ACNielsen.
O avanço da Petrópolis, porém, acendeu o sinal de alerta na concorrência e abriu a discussão sobre o rápido crescimento da companhia que, há quatro anos, tinha metade da participação atual. Entre os executivos do mercado especula-se que a eficiência das vendas nesse negócio, assim como a possibilidade de sonegação fiscal (que permitiria trabalhar com preços menores), passam necessariamente pelo sistema de distribuição. A cerveja gelada na mesa do bar é essencial para a rentabilidade desse negócio, que movimenta R$ 24 bilhões ao ano, dos quais 35% são recolhidos em forma de impostos. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja (SINDICERV), 67% da venda da cerveja acontece em bares e restaurantes, em garrafas de 600 ml. As latas, garrafas long neck e barris de chope ficam com o restante. Para quem acompanha o setor, as margens das vendas em redes varejistas são muito estreitas. Na informalidade dos botecos é que estaria o lucro. 'Com a nota para apenas uma caixa de cerveja o distribuidor entrega quatro ou cinco no boteco da periferia das cidades ou Estados menos visados pela Receita Federal', diz um consultor, que prefere o anonimato. Todas as companhias garantem que, de suas fábricas, os caminhões saem com a documentação exigida.
Os arquivos policiais estão recheados de denúncias de sonegação na distribuição de cerveja. Também são comuns boletins de apreensão de caminhões de entrega sem as notas fiscais. Em Mato Grosso, o Ministério Público formalizou no final do ano passado um pedido de instauração de inquérito a partir da investigação de denúncias anônimas contra uma dezena de distribuidores por fraude fiscal. Todas as serviço da Petrópolis. 'A Secretaria da Fazenda do Estado deu uma busca e não confirmou qualquer irregularidade', diz a promotora que coordena a investigação, Ana Cristina Bardusco. 'As filias da distribuidora Praiamar, a principal denunciada, no Estado são todas novas e apresentaram a documentação exigida. A Praiamar, da qual o presidente da Petrópolis, Walter Faria, já foi sócio, hoje está registrada na Junta Comercial de São Paulo como pertencente à empresa uruguaia Cadnell Company S.A, junto com um sócio minoritário, Roberto Luis Lopes. Faria faz questão de assegurar que trabalha com 117 revendas, todas terceirizadas.
Mudanças na distribuição
A distribuição, considerada o coração do negócio da venda de cerveja, passa por mudanças. A terceirização, recurso mais usado pelas empresas até há pouco tempo, começou a perder espaço há quatro anos, quando a AmBev assumiu a administração de mais da metade de sua distribuição. Utiliza apenas serviços de freteiros externos. 'Nos grandes centros fazemos economia de escala e temos ganhos de produtividade com essa logística', diz o diretor de trade marketing da companhia, Michel Dimitrios. 'Mas ainda mantemos cerca de 200 revendas para nos atender no interior, porque essas empresas têm conhecimento de mercado local.
Na Femsa, a distribuição se dá por meio do sistema Coca-Cola - os mexicanos detêm uma parte da operação da Coca-Cola no Brasil. Mas há 16 outras empresas independentes que engarrafam e distribuem Coca. Os executivos na Femsa evitam falar com a imprensa. Nesse caso, limitam-se a informar que a Femsa Cerveja 'está se esforçando para oferecer um portfólio de produtos que represente as demandas do consumidor'. Os concorrentes interpretam essa declaração como uma admissão subliminar de que a empresa enfrenta problemas para fazer suas cervejas chegarem ao varejo. A questão essencial está em convencer as 16 outras empresas do Sistema Coca a se empenharem em entregar as marcas Kaiser e Sol, que representam apenas 5% do seu negócio. Para contornar a dificuldade, a Femsa estaria negociando a venda de cerca de 15% da Femsa Cerveja do Brasil aos engarrafadores de Coca-Cola. A empresa não confirma nem nega a informação. A Schincariol contratou um executivo para tentar profissionalizar sua distribuição - especialmente após o escândalo da Operação Cevada, que chegou a prender boa parte da cúpula da empresa por crime de sonegação. Procurada, a empresa preferiu não falar sobre o assunto.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
Cerveja para poucos
O brasileiro sofistica cada vez mais seus hábitos etílicos - e dessa vez não se está falando de vinho. A Falke Bier, pequena cervejaria de Ribeirão das Neves (MG) lançou em junho, durante a feira Brasil Brau, um dos mais importantes eventos cervejeios do país, a Monasterium, primeira cerveja "tripel" fabricada no país. Por tripel entende-se uma cerveja de fermentação tripla feita com três tipos de malte: cevada, trigo e aveia. Com produção restrita a 1.000 garrafas por mês, a Monasterium é para poucos. Vem em garrafas de champanhe de 750 ml e custa 60 reais a unidade.
Fonte: Veja Online - Coluna Radar, por Lauro Jardim
FEMSA avalia como positivo primeiro ano no país
Um ano e quatro meses após comprar a Kaiser e entrar no concorrido e lucrativo mercado cervejeiro do País, a Femsa Fomento Econômico Mexicano, que através da Femsa Cerveja Brasil produz e comercializa as marcas Sol, Bavaria e Kaiser, entre outras, considera positivo os resultados alcançados até agora, período em que viu sua produção crescer 14,4% e atingir 2,3 milhões de hectolitros. O diretor de relações externas da Femsa Mercosul, Paulo Macedo, afirmou em entrevista a este jornal que, ao contrário do que alguns analistas do mercado afirmam, o desempenho de suas principais cervejas é considerado muito positivo pela companhia. "Compramos a Kaiser num momento crítico. A marca perdia market share e não tinha uma imagem muito boa", admitiu Macedo. "Hoje, está completamente estável e com uma imagem positiva", afirmou. Para o diretor, a Femsa não ocupa o quarto lugar no mercado, com 8% de participação, como indicam os dados divulgados pela ACNielsen. De acordo com os cálculos do executivo, todas as marcas da empresa no Brasil possuem 9,3% de participação. "A ACNielsen diminuiu a cobertura dos nossos pontos-de-venda de 74% para 50%.
Existe uma margem de erro muito grande nesse cálculo, afirmou o diretor. Outro motivo de otimismo é o crescimento de 14,4% que a empresa registrou na produção durante o primeiro ano de atuação no Brasil. "Como a produção do mercado de cervejas no Brasil cresceu 6,7% no último ano, crescemos duas vezes em relação ao mercado e ainda ganhamos participação", comemorou. De acordo com levantamento da ACNielsen, a cervejaria Schincariol, fabricante da Nova Schin, ocupou o segundo lugar do mercado em abril, com 12,3% de participação, enquanto a Petrópolis, das marcas Cristal e Itaipava, é a terceira, com 8,1% do mercado. Macedo afirmou também que o desempenho da Sol - marca lançada em outubro de 2006 com campanha estimada em cerca de R$ 300 milhões pelo mercado publicitário - é considerado positivo pela companhia. Mesmo se ainda não conquistou sequer um ponto de participação, a empresa avalia que a trajetória de vendas da Sol é ascendente. "É uma marca que saiu do zero e está crescendo todos os meses. Lançamos essa cerveja para disputar com a líder. Não é simples ganhar mercado nesse segmento", explicou o diretor.
Apesar de já ter sido acusada de realizar "compra de mercado"- expressão usada quando uma marca diminui consideravelmente os preços para elevar sua participação -, ele reiterou que a Femsa não tem a intenção de baixar os preços. "Não vamos fazer isso", afirmou Macedo. Segundo o executivo, analistas consideram o crescimento da Sol muito pequeno porque gostam de comparações: "O mercado estava totalmente preparado quando lançamos a Sol. As notícias sobre o lançamento já circulavam há meses quando a marca chegou ao mercado", desabafou Macedo.
A intenção da Femsa é que o novo rótulo tenha crescimento constante, mesmo que seja pequeno. "A Sol não veio para ter um forte crescimento e depois cair como aconteceu com outras marcas." Um dos maiores desafios para ampliar as vendas desse lançamento no Brasil é conquistar os pontos-de-vendas.
Macedo descreveu como "gradual" a batalha para convencer os comerciantes a revenderem a Sol. "A penetração é lenta. Estamos fazendo muito trabalho no plano de venda. É difícil convencer um comerciante a apostar em uma marca nova", disse. Macedo rebateu os rumores do mercado que dão como certa a negociação da empresa com os fabricantes de Coca-Cola para constituir uma sociedade entre as partes e estimular da Sol, como também de Kaiser e Bavaria. "As notícias têm até um raciocínio lógico, mas por enquanto são só especulações", afirmou, garantindo que nada do tipo será anunciado ainda nesse semestre. A idéia não é nova. Em novembro do ano passado, a Coca-Cola Company concluiu a implantação do modelo de negócio previsto desde a compra da Sucos Mais, em agosto de 2005, e transformou o seu sistema de fabricantes autorizados em sócios da empresa.
A Femsa, que também é engarrafadora de Coca-Cola no Brasil, teria o objetivo de negociar uma participação dos fabricantes de refrigerantes na empresa e assim comprometê-los com a venda de cervejas. Atualmente, a Femsa está em negociação com a holandesa Heineken para a renovação da licença de fabricação e comercialização da marca no Brasil. Apesar da indefinição nas negociações, as relações entre as duas empresas se encontram em um momento extremamente positivo.
No final de abril deste ano, as duas partes acertaram um acordo de importação e comercialização das marcas mexicanas nos Estados Unidos para os próximos dez anos. Macedo não adianta a situação da conversa, mas na opinião de analistas do setor ouvidos por este jornal, o bom relacionamento histórico entre as empresas deve contribuir para a conclusão do acerto em breve. Por conta do gigantismo da companhia, não raro se especulam sobre as reais estratégias de expansão da empresa no mercado brasileiro. Não faltam rumores em relação a aquisições, mas Macedo afasta qualquer possibilidade de compra. Segundo ele, a empresa não tem interesse em adquirir ativos no momento. "Ainda temos capacidade produtiva para crescer bastante no Brasil sem comprar ninguém", afirmou o executivo, que classificou os rumores de "especulações". Um analista, porém, considera natural que a Femsa demonstre interesse por ativos no Brasil nos próximos anos.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Novo diretor reforça ações de marketing da Schincariol
Em abril, Marcel Sacco assumiu a diretoria de marketing da Schincariol. Vindo da Cadbury Adams, líder de mercado em balas e confeitos, o executivo agora encara o desafio da vice-liderança em um mercado muito mais concorrido e "nervoso", como ele próprio define. Sob o comando do também recém-chegado Fernando Terni, ex-Nokia, Marcel Sacco é tão dinâmico quanto o novo mercado em que atua. Articulado, fala e raciocina rápido, mas já aprendeu que nesse setor a concorrência pode sair na frente em um piscar de olhos. Em sua primeira entrevista, ainda hesita em abrir as novas estratégias e, principalmente, em falar de números. O executivo entrou em uma empresa que se esforça para mudar. Depois de ter sua imagem abalada pela Operação Cevada - que levou à prisão 11 diretores da companhia, sob acusação de sonegação fiscal - a Schincariol passou por uma reestruturação comandada pela McKinsey, que culminou com a profissionalização da empresa e com a saída gradual de Adriano Schincariol para o Conselho de Administração. Até a sede da empresa em Itu perdeu a mobília antiga, escura e pesada para ganhar uma decoração moderna e clean. Exatamente como o novo escritório da companhia em São Paulo - onde Marcel trabalha - que abriga as áreas de marketing, inteligência de mercado e comercial. Os rótulos de Nova Schin, pela primeira vez desde que a marca foi lançada, também estão de cara nova. Embora ainda esteja tomando pé da empresa e do negócio, Marcel já começa a imprimir seu estilo - com forte influência da cultura de multinacional - no marketing da Schincariol. A empresa passará a comprar dados Nielsen de participação em todos os mercados em que atua, o que significa dizer que irá monitorar de perto o sobe-e-desce da companhia e da concorrência. No primeiro lançamento que acompanha de perto, o refrigerante Mini-Schin no sabor uva, Marcel prepara um grande barulho. A marca terá a maior campanha da sua história - inclusive com filme nacional em TV aberta e sorteio de prêmios. "É um produto importante pois constrói a marca com o consumidor do futuro", diz. O foco da Schincariol é ser reconhecida como uma empresa de bebidas, não apenas de cervejas. Mas o caminho é longo e não só Marcel, como Terni e toda a equipe terão um trabalho árduo pela frente. A participação nacional da Schincariol em refrigerantes é de 2,8%, segundo dados Nielsen.
A AmBev tem 17% e a Coca-Cola, 55,7%. Mas a fatia da Schincariol, que concorre principalmente com marcas regionais e de preço mais baixo, já é maior do que rótulos importantes, como Pepsi Twist (1%), Sukita (1,2%) e Sprite (2,4%). A área de não alcoólicos, que inclui água mineral, representava 16% das vendas da companhia em 2004 e 24% em 2006. A expectativa de crescimento para 2007 é entre 25% e 30%. Mas a tendência é que essa representatividade cresça com o aumento do portfólio. Marcel diz que a empresa está olhando vários mercados, como sucos prontos, chás, bebidas funcionais e água de coco e a aquisição é um dos caminhos considerados pela companhia. O executivo também está capitaneando o primeiro inverno da Baden Baden, microcervejaria adquirida pela Schincariol em janeiro deste ano, nas mãos da vice-líder do mercado de cervejas. Serão vários projetos em Campos do Jordão para aumentar a demanda. A cerveja continua sendo produzida artesanalmente em Campos, mas já ganhou uma equipe extra de cerca de 40 pessoas que trabalha exclusivamente com vendas e distribuição da marca. "A idéia é manter o DNA da marca e aumentar a presença no ponto-de-venda." A Schincariol nunca conseguiu ter uma marca premium de peso - daí a aquisição da Baden Baden. Com menos de três anos de vida, Primus já passou por uma reformulação e ainda não decolou. Agora, a empresa procura focar a marca em São Paulo e Curitiba. "Primus precisava de mais foco", reconhece Marcel. No ano passado, em cervejas, a Schincariol foi a empresa com maior queda de participação de mercado, de 12,2% para 11%, mas este ano se recuperou e voltou ao patamar de 12,5%.
Fonte: Valor Econômico – Empresas - Tendências & Consumo
Schincariol compra fábrica no Nordeste
O grupo Schincariol anunciou em 31.5 a compra da Indústria de Bebidas de Igarassu (IBI), dona da marca Nobel. A unidade fica em Pernambuco, na cidade de mesmo nome, a 20 quilômetros do Recife, e tem capacidade de produção de 42 milhões de litros/ano. O valor da transação não foi informado, mas fontes do mercado estimam que a construção de uma fábrica do porte da Nobel custaria US$ 30 milhões. Segundo Adriano Schincariol, conselheiro e ex-superintendente da empresa, os planos de crescimento no Nordeste devem ir além da compra da IBI. A empresa estuda ampliar suas fábricas na Bahia e em Pernambuco, além de considerar uma expansão da unidade recém-adquirida. Esses investimentos ainda estão sendo avaliados, diz Schincariol. Mas ele adianta que a produção da empresa, de 4,3 bilhões de litros (3,01 bilhões de cerveja), está próxima da capacidade máxima. Atualmente, a fabricante está investindo R$ 165 milhões na construção de uma fábrica no Ceará, que ficará pronta em setembro de 2007, com capacidade para 150 milhões litros por ano. A companhia também está considerando outras oportunidades de aquisições. “O mercado de cerveja está bem nervoso e estamos atentos.” O interesse da Schincariol inclui ativos de bebidas não-alcoólicas, como águas e refrigerantes. Hoje, o segmento de bebidas sem álcool representa quase 24% das vendas do grupo, o equivalente a 1,02 bilhões de litros ao ano. A Schincariol pretende expandir a marca de cerveja Nobel, concentrada em Pernambuco, para todo o Nordeste, começando provavelmente pela fábrica da Bahia e seguindo para outras unidades. Na semana que vem será iniciado o processo de integração da fábrica. A vantagem da marca, segundo Schincariol, é o preço 20% mais alto do que o da Nova Schin, carro-chefe da empresa. Mas especialistas acreditam que o principal trunfo da aquisição é a capacidade de produção da fábrica e não o rótulo Nobel, que é pouco conhecido.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
O mercado de refrigerantes e cervejas: o desafio da indústria perante os grandes players
Segundo dados da ABIR – Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não-Alcoólicas, o setor de refrigerantes apresentou, no 1º trimestre de 2007, crescimento em sua produção na ordem de 2,6%. Apenas no primeiro trimestre deste ano foram produzidos 3,7 bilhões, um número bastante expressivo se considerados os 13 bilhões de litros de refrigerante produzidos durante 2006. Além disso, o ano de 2006 foi marcado pelo investimento em ampliação da capacidade de produção e modernização das instalações, movimento aliado a melhores soluções de comercialização e logística pelos principais fabricantes. O setor cervejeiro teve nos últimos cinco anos investimentos na ordem de R$ 3 bilhões, com 10 novas plantas industriais entrando em operação, além de ampliações e modernizações em fábricas já existentes.
Essas indústrias atuam com políticas próprias de avaliação do mercado global, do market share de suas marcas e do desempenho de seus concorrentes. As inovações em embalagens e sabores foram os carros-chefes do crescimento do setor de bebidas – mercado que obteve o maior taxa de crescimento em 2006, 7,15% em relação ao ano anterior. Tendo em vista este crescimento e a importância da embalagem para o desempenho do setor, a ABRE apresentou, no dia 30 de maio, a palestra "O mercado de refrigerantes e cervejas: o desafio da indústria perante os grandes players", com o patrocínio das empresas Eastman, Fispal e Henkel. Na apresentação, o Sr. Geraldo Cardoso Guitti, diretor e proprietário da Convenção Refrigerantes e Cervejas falou sobre a importância da embalagem no marketing mix da empresa, a sua atuação nos diversos canais de distribuição, o processo de desenvolvimento e criação das embalagens, entre outros. Segundo o Sr. Guitti, hoje a embalagem é uma peça fundamental, pois pode despertar sensações no consumidor que o levarão a adquirir o produto. A empresa, que é responsável pela produção da Bitburger, a primeira cerveja alemã produzida no Brasil dentro dos padrões conforme a Lei de Pureza Alemã de 1516, tem como objetivo, dar mais ênfase à importância das embalagens no marketing mix, em função da valorização da marca, via design mais moderno e oferecer maior variedade de tipos de embalagens, proporcionando mais opções para o consumidor, possibilitando a entrada em novos canais de distribuição.
Fonte: Centro de Informações ABRE
Relação entre publicidade e consumo de cerveja
As cervejarias estão de cabelo em pé com a idéia do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, de limitar a publicidade no setor. Consideram a ação 'populista' e que certamente não vai diminuir o consumo de bebidas alcoólicas e, sim, deslocá-lo. E mostram, por meio de dados consolidados pelo mercado cervejeiro nacional, que não há relação entre investimentos em publicidade e o consumo de cerveja no Brasil.
Entre 2004 e 2005, por exemplo, o consumo da bebida subiu de 46,6 litros/habitante/ano para 49 litros/habitante/ano. No mesmo período, houve desaceleração nos gastos em mídia, de R$ 543 milhões para R$ 539 milhões. 'A publicidade no setor objetiva reforçar as marcas na disputa pelo consumidor já consolidado', diz alta fonte do setor. Já de 2005 para 2006, as cervejarias aumentaram seus investimentos com propaganda em quase 40% (de R$ 539 milhões para R$ 751 milhões) e o aumento no consumo não passou de 5,9%. Vale ressaltar que o consumo de vodca, que sofre rigorosas restrições quanto à veiculação na mídia, tem crescido cada vez mais: em 2004 foram 34,4 milhões de litros; em 2005, 35,6 milhões; em 2006 a marca foi de 39 milhões de litros, segundo a Nielsen. Diversos fatores concorrem para o aumento do consumo de cerveja. E o principal deles é o poder de compra da população. A mesma fonte destaca estudo econométrico da LCA, consultoria da qual fazia parte o atual presidente do BNDES, Luciano Coutinho, utilizado pela indústria para avaliação de cenários futuros.
De acordo com o trabalho, a publicidade é o fator menos preponderante entre os quatro que determinam o aumento do mercado cervejeiro no País. O estudo, elaborado em março deste ano, indica: Para cada 1% do aumento da renda familiar aumentará 0,6% o mercado consumidor; para cada 1% de aumento ou diminuição no preço do produto haverá uma variação de 0,69%, para mais ou para menos, neste mesmo mercado; para cada 1 grau Celsius de aumento médio de temperatura haverá aumento de 0,28% no mercado; e, para cada 1% de aumento no investimento em publicidade, o aumento será de 0,03%.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
INAB negocia a compra da marca Cintra
Fabricante da cerveja Colônia planeja crescer no SE e está na mira das maiores. Com o objetivo de ampliar participação na região Sudeste, a Indústria Nacional de Bebidas (Inab) está negociando a compra da marca Cintra, que tinha 5,6% do mercado do Rio quando teve suas duas fábricas compradas pela Companhia de Bebidas das Américas (AmBev), em março deste ano. Em entrevista exclusiva a este jornal, Luiz Cláudio dos Santos, diretor de marketing da INAB, fabricante da marca Colônia, não revelou detalhes da negociação, mas afirmou que ampliar o portifólio de produtos da empresa é prioridade. "Estamos com uma operação que deve crescer 15% este ano enquanto o mercado deve ficar com crescimento de 5%", disse, otimista. Além disso, os 120 distribuidores, entre próprios e terceirizados, a presença em 19 estados, as quatro unidades fabris (duas em parcerias), além dos dois projetos de novas unidades industriais, transformaram a Inab em um ativo cobiçado. A consolidação do setor cervejeiro do Brasil colocou as pequenas e médias fabricantes - que respondem por cerca de 7% do mercado - em posição de destaque.
A recente disputa entre Petrópolis, Schincariol e AmBev pela aquisição da Cintra, que possuía duas unidades fabris no Rio, é a prova disso. A AmBev comprou a fábrica carioca, mas as que não levaram continuam se movimentando. "Atualmente estamos conversando com grupos nacionais e internacionais", revelou Santos. "O mercado de cerveja no Brasil tem grande potencial. Vários grupos vêm de fora. As empresas vão se juntar para ficar mais forte. Não descartamos qualquer possibilidade", contou o executivo. Apesar de não revelar quem seriam os interessados, analistas ouvidos por este jornal descartam que a AmBev - líder de mercado com 67,3% de participação - esteja se movimentando nesse sentido. "Seria muito difícil para eles conseguirem que o Cade aprove mais uma aquisição", revelou uma fonte do setor. No entanto, esse mesmo analista garante que quem quiser crescer nesse mercado vai ter que mexer nos cofres. A boa rede de distribuição e a aposta na segmentação de produtos - a empresa lançou, por exemplo, uma cerveja com baixa caloria, além de uma versão voltada para o público feminino - são pontos fortes da Inab no mercado, segundo o consultor Christian Majczak, da Go4! Consultoria, de Curitiba. "Sem dúvida esses dois fatores são atrativos para uma eventual aquisição por parte de companhias que queiram uma presença maior no mercado, como a Femsa, por exemplo, disse. Segundo o executivo, o fato de atuar também no segmento de sucos –- além de chás e refrigerantes, com menor presença - também é um ponto relevante a favor da Inab e deve favorecer sinergias na área de distribuição. O diretor de marketing da Inab não parece se preocupar com o assédio. "Eu vejo isso como uma possibilidade futura. Hoje estamos fazendo um trabalho muito focado no mercado". Segundo ele, a empresa tem planos de figurar entre as maiores de bebidas do Brasil. Foi por isso que, em 2005, a antiga Cervejaria Sul Brasileira passou a ser chamada de Indústria Nacional de Bebidas. "Nós estamos investindo forte em estruturação, treinamento e marketing.
“Tivemos uma forte valorização da marca Colônia nos últimos anos enquanto cuidávamos das unidades e ampliávamos o mix de produtos”, disse. Segundo ele, o foco atual da empresa é a estruturação das vendas e a prospecção de novos distribuidores. Além disso, Santos disse que estão em planejamento duas novas unidades de fabricação: uma no Piauí, na cidade Piripiri, e outra em Joinville, em Santa Catarina. A carta consulta do projeto do Piauí já foi aprovada e a intenção da empresa é iniciar a produção em abril de 2008. As negociações da unidade em Joinville estão menos adiantadas. Segundo Santos, a Inab ainda negocia com o governo benefícios fiscais que compensarão a construção da unidade. A intenção da Inab é ter fábricas não muito grandes e próximas a grandes centros, o que facilita a distribuição dos produtos. "O alto custo logístico ainda nos impossibilita de disputar mercados muito distantes", afirmou o diretor. Atualmente, a empresa possui duas plantas próprias, uma em Toledo, no Paraná, e outra em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A cervejaria tem ainda parceria com a Frevo, de Recife, e com a Imperial, de Goiânia.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
As vendas de cerveja na Bulgária aumentam 18,4 % nos 5 meses de 2007
As vendas de cerveja na Bulgária alcançaram 1,959 milhão de hectolitros de janeiro a maio de 2007, de acordo com as estatísticas da União dos Fabricantes de Cerveja da Bulgária (UBB). Estes níveis representam um aumento de 18,4 por cento em comparação com os dados para o mesmo período de 2006, quando as vendas totalizaram 1,655 milhão de hectolitros. O crescimento do consumo da cerveja reduziu-se no fim do período. Os fabricantes de cerveja búlgaros venderam 592.934 hectolitros em maio 2007, 10,71% menos do que em maio de 2006.
Fonte: Belgian Shop Newsletter 1314 - 18/06/2007
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
Bélgica exporta mais do que seu consumo doméstico
Os fabricantes de cerveja belgas venderam mais cerveja para o exterior, do que foi consumido no país no ano passado, de acordo com os dados publicados pela Federação dos Fabricantes de Cerveja belgas. Foi a primeira vez em que as exportações belgas de cerveja ultrapassaram o consumo doméstico.
Em 2006, a produção belga de cerveja cresceu 6% enquanto que o consumo doméstico caiu para abaixo de 90 litros por pessoa. Em conseqüência, as exportações belgas de cerveja cresceram 15%, e representaram 55% da produção do país.
A queda no consumo doméstico de cerveja foi atribuída a leis sobre bebidas mais restritivas e à crescente popularidade de outras bebidas. Em conseqüência, mais e mais fabricantes de cerveja belgas estão começando a concentrar em mercados estrangeiros.
Entretanto, Theo Vervloet da Federação dos fabricantes de cerveja belgas, diz que a exportação de cerveja requer novos investimentos - as cervejas têm que ser embaladas para viajar por via marítima, e o gosto deve permanecer inalterado independente do clima dos países de destino.
A indústria cervejeira belga é o 6º setor maior setor no segmento de alimentos do país e também um grande empregador.
Fonte: Belgian Shop Newsletter 1314 - 18/06/2007
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
Segmento premium com novidades
Seguindo a estratégia de aumentar sua participação no segmento de cervejas premium, a AmBev apresenta três marcas de cervejas alemãs ao consumidor brasileiro: Spaten, Löwenbräu e a Franziskaner Weissbier, com seus três tipos clássicos: Hefe-Weissbier Hell, Hefe-Weissbier Dunkel e Weissbier. As bebidas chegam pelo núcleo de novos negócios da companhia, que tem como objetivo desenvolver esse segmento no Brasil. Em março, a AmBev deu início ao projeto com a importação de três marcas uruguaias: Norteña, Patrícia e Pielsen (produzidas pela cervejaria Quinsa). "Os resultados das uruguaias surpreenderam muito", afirma o gerente de novos negócios da AmBev, Alexsandro Pinto. O executivo, conta que no primeiro mês no mercado, as vendas ficaram 50% acima da expectativa. "Com o lançamento das alemãs, a expectativa é ainda mais positiva", diz. O gerente afirma que essa expectativa está baseada no fato de o brasileiro considerar a Alemanha o país da cerveja, além disso, são marcas com mais de 600 anos de história. "Para os apreciadores de cerveja trata-se de uma oportunidade para ter contato com líquidos completamente diferentes dos que conhecemos por aqui", diz Pinto. "O objetivo é fazer da cerveja uma bebida que passe a ser degustada.
Que o consumidor perceba a diferença, e aprecie seu sabor, combine a bebida com determinados pratos", completa. As três marcas remontam aos anos 1.300 e são produzidas na região de Munique, conhecida pela tradição cervejeira. A Spaten é feita pela fábrica mais antiga da Alemanha, sua fundação data de 1397. Trata-se de uma cerveja tipo münchen helles, segundo a AmBev, uma bebida leve e de aroma fresco. Seu teor alcoólico é de 5,2%. A Löwenbräu Original é uma típica cerveja de Munique, do tipo lager com coloração amarelo claro e delicadamente amarga. Combina com aperitivos, frituras e carnes vermelhas. A Franziskaner se distingue por deixar uma sensação refrescante. Pelo fato de conter menos lúpulo, quando comparada com a maioria das Pilsen, as cervejas do tipo weiss proporcionam uma sensação gustativa mais suave e frutada. O processo de filtragem permite a presença de fermento após o envase o que, além de dar uma aparência turva à cerveja, promove a refermentação na própria garrafa em um processo similar ao das champanhes.
A marca Franziskaner apresentará três tipos de cerveja no Brasil: A Hefe-Weissbier Hell, a Hefe-Weissbier Dunkel e a Weissbier Kristallklar. Inicialmente, somente os paulistanos vão conhecer as novas cervejas alemãs. "Trata-se de um processo muito bem calculado. Estamos primeiro consolidando esse conceito Premium em São Paulo para depois ampliar a distribuição para o restante do País", revela o executivo. Isso foi observado no lançamento das uruguaias, que chegam somente este mês em algumas redes de supermercados no Rio de Janeiro. O executivo promete mais novidades até o final do ano, "temos mais de 100 marcas de cervejas premium no portfólio mundial da companhia, só trouxemos três para o Brasil até agora", finaliza o gerente.
Fonte: Gazeta Mercantil - Comunicação
AmBev começa a produzir cerveja na fábrica da Cintra
A AmBev começou ontem (20.06.2007) a produzir cerveja na fábrica de Piraí (RJ), adquirida da Cintra no final de março. A produção começou com a marca Brahma, e será estendida para a Antarctica na próxima segunda-feira, ambas na embalagem de garrafa 600 ml. A produção da cerveja em lata terá início no mês que vem; segundo informou a empresa por meio de sua assessoria de imprensa. A meta inicial é produzir 12 mil hectolitros destas marcas por mês na unidade, que abastecerá os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A unidade de Mogi Mirim (SP), que também foi adquirida da Cintra, ainda está passando por um processo de adaptação de qualidade antes de iniciar a produção. Juntas, as duas unidades vão agregar uma capacidade produtiva de 4,2 milhões de hectolitros de cerveja e 2,8 milhões de hectolitros de refrigerantes por ano à companhia. Hoje a AmBev produz anualmente 120 milhões de hectolitros de bebidas. Em 30 de maio, a AmBev iniciou a produção de H2OH! Em embalagens de 1,5 litros na unidade de Piraí. A meta é atingir uma produção mensal de 90 a 100 mil hectolitros do produto. Ao adquirir as fábricas, a empresa justificou a necessidade de maior capacidade produtiva porque o mercado tem crescido de forma acelerada. No ano passado, as vendas de cerveja no País cresceram 5,1%. O sucesso acima do esperado da H2OH! Também foi apontado como uma justificativa pela empresa.
Fonte: Portal Exame
Kaiser, Sol e Bavaria registram crescimento no Nordeste
A Norsa, responsável pela venda e distribuição das cervejas fabricadas pela Femsa Cerveja Brasil, com as marcas Kaiser, Sol e Bavaria, entre outras, nos Estados do Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte e Piauí, vem apresentando crescimento em suas vendas em Teresina (PI). Segundo a ACNielsen, as vendas das cervejas da companhia cresceram 8,7 pontos percentuais em maio na comparação anual, fechando o mês com 17,5% de participação de mercado.
Fonte: Mercado & Consumo
Heineken estende parceria com Femsa no Brasil até 2017
A holandesa Heineken International anunciou hoje a extensão de sua parceria comercial no Brasil com a Femsa por mais 10 anos. Com isso, a fabricante mexicana de bebidas, que no País controla a Kaiser, mantém o contrato de exclusividade para produção, distribuição, comercialização e venda da cerveja Heineken no Brasil. A extensão desse acordo pretende capitalizar o potencial do segmento premium do mercado brasileiro de cerveja, um dos maiores do mundo, bem como a forte capacidade de distribuição do grupo mexicano e a sólida performance da marca Heineken alcançada pela Femsa nos últimos tempos.
Fonte: Dow Jones
Cervejarias artesanais aumentam a produção
As cervejarias artesanais, ou super premium, brasileiras estão se organizando para conquistar espaço maior no mercado nacional. Empresas como Eisenbahn, Devassa, Colorado e Baden Baden, do grupo Schincariol, projetam crescimento de até 50% para 2007, investem no aumento da capacidade das fábricas e da distribuição, ao mesmo tempo em que se unem para difundir a cultura cervejeira e conquistar novos consumidores. "Nos Estados Unidos, as fabricantes artesanais possuem 4% do mercado e crescem 12% ao ano, em média. Queremos trazer isso para o Brasil. Percebemos que o brasileiro cada vez mais busca produtos especiais", explicou Juliano Mendes, diretor de marketing e vendas da Eisenbahn, que deve crescer 25% em 2007, alcançando faturamento de R$ 11 milhões, e está presente em casas especiais do País inteiro. No Brasil as vendas estão abaixo de 1% do total. A unidade de Blumenau (SC) não conseguia atender a demanda durante os meses de outubro e novembro, quando acontecem as festas regionais e aumenta o consumo na região.
Por isso, Mendes disse que investiu R$ 500 mil na ampliação da capacidade da fábrica, que produzia 220 mil litros e passará a produzir 400 mil litros mensalmente a partir de agosto. Segundo o executivo, as fabricantes americanas estão no mercado há 25 anos e o costume de consumir cervejas artesanais no Brasil ainda está no início. "O nicho está se consolidando. Esse filão do mercado tem tudo para dar certo. É cada vez maior o interesse dos consumidores brasileiros por produtos especiais. Foi assim com o vinho, o café, a cachaça, os charutos, por exemplo, concordou Cello Macedo, sócio da cervejaria Devassa, do Rio de Janeiro, que produz 1,2 milhões de litros por ano e espera faturar até 45% a mais este ano. Em 2006, excluindo os bares da rede, a cervejaria Devassa faturou R$ 6 milhões. "O primeiro semestre já mostrou o caminho do crescimento para nós. “Está muito bom e estamos com vários projetos”, disse. Ele afirmou que a saída para deslanchar na área é unir todas as cervejarias para despertar os consumidores. "Temos que chamar a atenção para esse segmento de cervejas e criar esse interesse", disse. Marcel Sacco, diretor de marketing do grupo Schincariol, que adquiriu a artesanal Baden Baden em janeiro último, contou que a empresa pretende manter todo o processo de fabricação original e também aposta no interesse dos consumidores por produtos especiais. "O trabalho com as cervejas artesanais tem que ser baseado na diferenciação e na qualidade. Estamos desenvolvendo ações com a Baden Baden semelhantes as degustações de vinhos", disse. Segundo Sacco, a intenção é ampliar em até 40% a distribuição das sete marcas da Baden Baden no mercado. "Nós contratamos uma equipe que tem a função de ampliar a distribuição.
“Porém, apesar de querer ampliar o número de pontos-de-venda, ainda será uma distribuição seletiva, em virtude do posicionamento e do preço.” Uma das estratégias para ampliar as vendas é a aposta em cervejas sazonais. A Baden Baden, por exemplo, acaba de lançar 15 mil unidades da Celebration Inverno, que tem teor alcoólico de 14 graus e também lança cervejas especiais de verão. Outra que investe na sazonalidade de rótulos é a Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto (SP). Marcelo Carneiro da Rocha, proprietário da empresa, contou que apostar em edições especiais tem sido um diferencial que dá resultados. "Temos muita flexibilidade para lançar novos sabores. “Trabalhar com cervejas sazonais é uma saída para impulsionar as vendas", afirmou. A partir de agosto, a Colorado começará a engarrafar suas cervejas que até então eram vendidas somente em barris de chope. "Se eu conseguir engarrafar e vender a quantidade que espero vamos dobrar o faturamento", disse o executivo, que faturou R$ 200 mil em 2006 e produz 30 mil litros mensalmente. Os planos de Carneiro incluem iniciar as vendas na cidade de São Paulo em até três meses e estar no Brasil inteiro até o fim do ano. O executivo tem um programa na internet para difundir o hábito de consumir cervejas especiais.
Fonte: Gazeta Mercantil – Indústria
| < Anterior | Próximo > |
|---|