Notícias de mercado
2007 - Julho
Consumidor brasileiro ganha o sabor da Kaiser Bock Safra 2007
Para o próximo inverno, a FEMSA Cerveja Brasil relança a cerveja sazonal mais tradicional do país: a Kaiser Bock. A cerveja, ideal para ser degustada durante a estação mais fria do ano, acaba de ganhar, além de lata e da garrafa 600 ml, embalagem long neck. A Bock 2007 será comercializada prioritariamente nas regiões Sul e Sudeste, áreas onde o inverno é notado de forma mais acentuada. “A exclusiva receita resulta em uma cerveja nobre, de sabor encorpado, aroma marcante e coloração avermelhada única. Durante o inverno, a Kaiser Bock é a cerveja ideal para os apreciadores de cervejas premium”, explica Riccardo Morici, Diretor de Marketing da FEMSA Cerveja Brasil. Lançada em 1993, a Kaiser Bock é produzida nas unidades fabris da FEMSA Cerveja Brasil localizadas nas cidades Gravataí (RS) e Jacareí (SP). Todo o processo de fabricação é acompanhado por mestres cervejeiros altamente qualificados, com os mais nobres e selecionados ingredientes.
O resultado é uma cerveja premium de sabor incomparável. Kaiser Bock demonstra mais uma vez a preocupação da cervejaria em atender às expectativas dos mais exigentes consumidores, que aguardam ansiosamente pela chegada do inverno para que seja possível degustar esta nobre cerveja.
A FEMSA Cerveza é a principal cervejaria do México e produz marcas de renome internacional como Tecate, Sol, Carta Blanca, Bohemia, XX Âmbar, XX Lager, Superior e Índio. Em 2006, a FEMSA adquiriu o controle das Cervejarias Kaiser Brasil, agora denominada FEMSA Cerveja Brasil. A cervejaria brasileira possui 8 fábricas localizadas em Jacareí (SP), Araraquara (SP), Gravataí (RS), Ponta Grossa (PR), Cuiabá (MT), Feira de Santana (BA), Pacatuba (CE) e Manaus (AM) com capacidade total de produção de 19 milhões de hectolitros. Com um dos portfólios mais completos do mercado, a FEMSA Cerveja Brasil fabrica Kaiser Pilsen, Kaiser Bock, Summer Draft, Gold, Bavaria Pilsen, Bavaria sem Álcool, Bavaria Premium, Heineken, Santa Cerva, Xingu e Sol, além de importar a mexicana Dos Equis. A empresa conta com a distribuição do Sistema Coca-Cola e foi a primeira do segmento no Brasil a estampar o número do atendimento ao consumidor nos rótulos de seus produtos. Atualmente, a FEMSA Cerveja Brasil gera cerca de 2100 empregos diretos e indiretos.
Fonte: Apoio Comunicação
Cerveja e chope quase dobram de preço nos bares desde 2001
A cerveja e o chope servidos em bares quase dobraram de preço desde 2001 no país. De acordo com apuração da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os goles das bebidas ficaram 91,02% mais caros, um aumento bem superior ao da inflação medida no período pelo Índice de Preço ao Consumidor (IPC), de 58,60%. O reajuste da cerveja e do chope efetivado pelos bares também ficou acima do aumento das entradas de cinemas (73,77%), das loterias oficiais (73,21%), e das mensalidades de academias de ginástica (64,73%). Na pesquisa da FGV, a cerveja e o chope só tiveram aumento menor do que o dos cigarros, que subiram 111,60% entre janeiro de 2001 e maio de 2007, e do cafezinho, hoje 109,43% mais caro, na mesma comparação.
Fonte: Portal Exame
Filial da AmBev investirá US$ 100 milhões na Argentina
A cervejaria Quinsa, controlada pela AmBev, investirá US$ 100 milhões para expandir seus negócios na Argentina ainda este ano, anunciaram nesta quinta-feira diretores da companhia, na inauguração de uma fábrica de bebidas gasosas. O investimento "é recorde" na centenária história da Quilmes, a marca da Quinsa, disse o presidente da empresa, João Castro Neves. Ele afirmou que a situação econômica da Argentina "continuará sendo boa" em 2008. "Isto nos permitirá novos investimentos", acrescentou.
Acompanhado por autoridades argentinas, o empresário inaugurou hoje uma fábrica de bebidas gasosas na cidade de Zárate, cerca de 230 quilômetros a nordeste de Buenos Aires.
"Para nós, é bom, porque é bom para o país e seu povo", comentou Neves sobre o investimento. Ele destacou, ainda, que a expansão dos negócios da Quilmes "demonstra a confiança" da AmBev no desenvolvimento econômico argentino. A Quilmes foi fundada no final do século 19 pelo empresário alemão Otto Bemberg. Em 2002, seus descendentes venderam as primeiras participações à AmBev, e hoje a marca lidera o mercado argentino de cerveja, além de ter forte presença no Paraguai, no Uruguai e na Bolívia.
A AmBev faz parte do grupo belga-brasileiro InBev, o maior produtor de cerveja do mundo por volume e líder em vendas na América, Europa e Ásia.
Fonte: Folha Online - Dinheiro
Operadora chinesa oferece cerveja grátis para novos clientes
Em um movimento que levaria as operadoras brasileiras à bancarrota, a operadora China Unicom iniciou uma promoção inusitada para atrair novos clientes na cidade de Suqian: a empresa oferece um pacote com doze cervejas para novos assinantes de um pacote de serviços de 100 yuans.
Em resposta a isso, a China Mobile também está oferecendo uma promoção similar. O expediente de ofertas promocionais é muito comum na China, país onde as tarifas de celulares são controladas pelo governo. Promoções semelhantes já envolveram toalhas, óleo de cozinha e até guarda-chuvas.
Fonte: Portal Estadão
Consumo responsável de álcool é preocupação antiga, diz AmBev
"Estamos conversando com o governo, mas não podemos dizer que estejamos trabalhando juntos", disse ontem o diretor de relações corporativas da AmBev, Milton Seligman. A frase refere-se ao programa de consumo responsável de álcool, principal bandeira do Ministério da Saúde que, entre outras medidas, tenta limitar a publicidade de bebidas alcoólicas no rádio e na televisão. Segundo o executivo, as ações da companhia começaram bem antes de o governo trazer o problema ao debate. Em 2003, diz ele, a AmBev fez ações em mais de 450 mil pontos-de-venda conscientizando os varejistas da necessidade de se respeitar a lei que proíbe venda de bebidas à menores de idade. Seligman lembrou que ao longo de 2005 promoveu campanha de conscientização na Via Dutra - rodovia federal que liga São Paulo e Rio de Janeiro e é uma das mais movimentadas do país. "Doamos equipamentos como bafômetro e espalhamos outdoors ao longo de toda a estrada". Além de refrigerantes, a AmBev tem as principais marcas de cervejas comercializadas no Brasil - Skol, Brahma e Antarctica, entre outras. Ontem a companhia divulgou seu relatório de responsabilidade sócio-ambiental referente a 2006.
A empresa elevou a taxa de reaproveitamento de resíduos sólidos para 98,1% - contra 96,75% em 2005.
A quantidade de água usada para produzir um litro de cerveja passou de 5,62 litros para 4,3 litros, o que representa uma economia de 23,5% entre 2001 e 2006. Já na produção de refrigerantes, o índice da companhia é, segundo a própria empresa, o menor do mercado - 1,83 litros de água para cada litro de refrigerante produzido. Nos últimos seis anos a AmBev investiu R$ 324,8 milhões em políticas de gestão ambiental. Só em 2006 foram R$ 64,9 milhões. Seligman disse que nos últimos cinco anos a empresa conseguiu reduzir em 30% a emissão de gás carbônico na atmosfera. "Agora a AmBev é a primeira empresa do setor de bebidas a ter um projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo". O MDL é um conjunto de medidas de produção que respeitam o desenvolvimento sustentável e estão no âmbito do Protocolo de Kioto, que certifica esses processos. Com o MDL a AmBev se credencia para vender créditos de carbono com o aval da ONU. Beatriz Oliveira, gerente de meio ambiente da AmBev, diz que ao longo de 2007 a empresa investirá R$ 195 milhões entre ações de responsabilidade social, ambiental, campanhas de consumo responsável, treinamento e gestão. A política de gestão ambiental da companhia para toda a América Latina é desenvolvida no Brasil - das 51 fábricas que a empresa mantém no continente americano, 30 estão em território brasileiro e as demais estão espalhadas por 13 países incluindo Argentina, Chile e Canadá.
Fonte: Valor Econômico – Empresas - Tendências & Consumo
Vale até cerveja com chocolate
Durante décadas, as cervejas fabricadas no Brasil puderam ser divididas em basicamente dois tipos: clara e escura. O consumidor tinha de se dar por satisfeito com a mesmice exposta nas prateleiras dos supermercados, enquanto os fabricantes se dedicavam a reforçar as marcas de seus produtos e organizar um sistema de distribuição que conseguisse chegar aos botecos mais longínquos.
Naqueles tempos de pouca competição, pensar em produtos inovadores era desnecessário - para dizer o mínimo. Para os fabricantes, o melhor a fazer era investir em receitas seculares e já aprovadas pelos entusiastas da bebida. Nos últimos anos, porém, a fórmula começou a dar sinais de desgaste - e os produtores de cerveja foram obrigados a criar novidades que garantissem seu crescimento. Nos próximos dias, a AmBev, maior cervejaria do país, com faturamento de quase 11 bilhões de reais em 2006, vai colocar no mercado seu produto mais ousado em muitos anos: a Bohemia Swiss, uma inédita (pelo menos no Brasil) e um tanto quanto estranha combinação de cerveja com chocolate.
"Não é uma cerveja para ser consumida a noite inteira ou durante um churrasco", afirma o gerente de desenvolvimento de cervejas da Ambev, Wilson Fornazier, chocólatra assumido e um dos idealizadores do produto. "É uma bebida para ser degustada no final da refeição, acompanhando sobremesas, por exemplo."
É impossível dizer hoje se a Swiss será um sucesso ou um fiasco. Aliás, esse é o mistério que ronda todo tipo de inovação. Mais importante que o produto, porém, é a máquina montada pela Ambev para garantir que a mente de seus profissionais não fique acomodada. Em março de 2004, a AmBev fez uma profunda reorganização em seu processo de inovação. Até então, cabia aos responsáveis por suas marcas - Skol, Brahma, Antarctica e outras - cuidar de qualquer modificação na linha já existente e pensar em novos produtos. Esse sistema acarretava diversos problemas. O primeiro deles era a redundância. Muitas vezes, projetos parecidos eram tocados em duas áreas diferentes da empresa - o que consumia um volume desnecessário de tempo e dinheiro. Outra situação comum era a morte prematura de uma boa idéia, que acabava caindo nas mãos dos executivos de uma marca que não precisava dela. "A criação de uma área de inovação nos permitiu muito mais agilidade sem dispersão, além de economizar tempo e recursos", afirma Carlos Lisboa, diretor de marketing da AmBev.
À frente dessa área nova está a paulista Vivian Jacobsohn Serebrinic, de 32 anos de idade. Desde o início de 2005, Vivian ocupa o cargo de gerente de marketing de inovações, coordenando o trabalho de quatro pessoas. A principal responsabilidade do time é gerar novas idéias que possam ser implementadas pela empresa e gerenciar todos os projetos em desenvolvimento (o valor investido em pesquisa não é revelado). "Hoje temos 21 projetos em análise, número três vezes maior que na época em que o processo era descentralizado", afirma Vivian. Desse total, apenas um terço deve, de fato, vingar. O restante vai ficar pelo "funil" que agora estrutura todo o processo. "Depois que foi estabelecido um fluxo, a gente não trabalha mais na base do devaneio, como acontecia antes", afirma o mestre-cervejeiro Gabriel Galembeck, gerente do centro de desenvolvimento tecnológico da AmBev, espécie de laboratório onde os novos produtos são testados.
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Distância entre uma idéia e um produto |
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O processo de inovação da Ambev envolve cinco etapas principais |
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1) Depois de receber uma sugestão, a área de inovação testa o conceito com consumidores e avalia se ele tem importância comercial |
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2) Se os consumidores aprovam o produto nos testes e a diretoria da empresa dá o primeiro sinal verde, é feito um plano de negócios detalhado, que envolve desde os custos para desenvolvimento do produto até a forma como será feito seu lançamento |
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3) Com base nesse plano de negócios são feitos os investimentos para começar a fabricar o novo produto (equipamentos, insumos etc.). É nessa fase também que são finalizados detalhes, como a embalagem do produto |
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4) A cerveja finalmente vai para o mercado (em média, apenas um em cada três projetos de inovação chega até esse estágio) |
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5) Durante seis meses, os envolvidos no processo de inovação acompanham o desempenho do lançamento. O resultado do produto tem impacto direto na remuneração variável desses executivos |
Para que os outros setores da empresa percebessem a importância da área de inovação e abraçassem de fato as novidades, em vez de concentrar-se apenas nos produtos que já são lucrativos, a Ambev decidiu formar uma equipe multidisciplinar que acompanha todos os projetos. Desse time participam dez pessoas de departamentos tão diferentes quanto jurídico, de logística e financeiro. O francês Nicolas Mahler, gerente de suprimentos para inovações, é um dos integrantes do grupo.
Contratado pela AmBev há dois anos, ele está há quatro meses quase inteiramente dedicado a trabalhar com inovações (o restante do tempo é investido na busca de materiais para as promoções da cervejaria).
Toda terça-feira, Mahler reúne-se com o restante da equipe para discutir o andamento dos planos.
Seu principal desafio é garantir que o processo de inovação não trave por falta de insumos. "Na prática, significa que eu preciso achar a solução para pedidos novos, para os quais normalmente não temos fornecedores", diz ele. Muitas vezes, isso implica buscar fornecedores que nada têm a ver com a indústria cervejeira. Um exemplo foi o lançamento da Bohemia Confraria, em 2005.
Como o produto foi inspirado na receita de antigas cervejas medievais, o departamento de marketing queria que a bebida fosse acondicionada em uma garrafa de cerâmica que remetesse ao passado. O custo disso, porém, era altíssimo. O impasse foi resolvido quando Mahler descobriu um fornecedor que pintava vidros de perfume e o contratou para desenhar a garrafa de cerveja. "O custo foi bem menor, e a pintura faz com que a garrafa pareça mesmo de cerâmica", diz ele. Os produtos desenvolvidos no Brasil, aliás, começam a chamar a atenção de outras operações da belga Inbev, a controladora da AmBev. O Brahma Black, por exemplo, um chope escuro que leva nitrogênio em sua formulação e foi lançado aqui no final de 2006, deverá chegar ao Leste Europeu em breve.
Além de criar uma estrutura especial para inovação, a AmBev tem dois "mecanismos" para estimular seu pessoal a pensar em coisas novas. Um deles é que até o presidente da empresa, o carioca Luiz Fernando Edmond, monitora o trabalho da equipe. Periodicamente, ele se reúne com as áreas de inovação, técnica e de vendas para acompanhar o desenvolvimento dos projetos e cobrar resultados. O outro "argumento" - no mais legítimo estilo AmBev - é o bolso. Todos os envolvidos com o tema (inclusive as dez pessoas do grupo multidisciplinar e o próprio Edmond) têm metas a cumprir. Essas metas estão diretamente ligadas à sua remuneração variável. Menos inovação significa também bônus menores para todos os envolvidos. Para Vivian, por exemplo, isso significa que ela deve entregar exatamente o que foi prometido no projeto.
Ou seja: se algo der errado e a previsão de vendas de um novo produto não for atingida, seu bônus estará comprometido. Buscar produtos diferenciados e com margem de lucro mais alta é hoje fundamental para garantir a expansão da AmBev. Com participação de mercado de quase 68%, a cervejaria tem poucas chances de crescer organicamente. É no chamado segmento premium, que engloba as marcas Bohemia e Original, que estão as maiores oportunidades. Enquanto a média de crescimento da AmBev em 2006 foi de 5,1%, a linha Bohemia avançou quase 20%, e a Original, 38%.
Mesmo com essa expansão, o potencial ainda é imenso. No Brasil, esse segmento representa apenas 6,7% do mercado total de cervejas - na Argentina, esse índice alcança 15%. Para continuar ganhando terreno, a AmBev torce para que os consumidores continuem aprovando suas novidades - ainda que algumas delas sejam tão improváveis quanto uma cerveja com gostinho de chocolate.
Fonte: Portal Exame, por Cristiane Correa
Gelada
A Cervejaria Petrópolis está prestes a comprar a Premium, do grupo Aralco, detentor de três usinas de álcool e açúcar no interior de São Paulo. Inaugurada em 2005, em Frutal (Minas Gerais), a empresa custou R$ 68 milhões para ser construída. Tem como principal marca a cerveja Fass Pilsen, com graduação alcoólica de 4,8%, voltada para o público feminino. A cervejaria atua nos mercados do interior de São Paulo, de Minas Gerais, de Goiás e de Mato Grosso do Sul.
Fonte: Folha de São Paulo - Dinheiro
Limite à propaganda de cerveja sofre revés
A pretensão do governo de limitar a publicidade de bebidas alcoólicas no rádio e na televisão esbarrou em um obstáculo legal. A AGU (Advocacia Geral da União) elaborou um parecer no qual afirma que essa restrição só pode ser criada por lei ou por medida provisória. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) preparava uma resolução para estender a bebidas de baixo teor alcoólico a proibição de veiculação de anúncios publicitários entre as 6h e as 21h, já prevista em lei para bebidas com mais de 13 graus GL (Gay-Lussac).
Ela atingiria particularmente a propaganda de cervejas, cujo mercado fatura R$ 20 bilhões por ano. Hoje, não há limitações de horário para elas.
O primeiro passo para essa mudança foi a assinatura pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em maio último, de um decreto que, ao definir a política nacional sobre o álcool, classificou como alcoólica toda bebida com mais de 0,5 grau GL (Gay-Lussac).
No parecer recentemente enviado à ANVISA, em resposta a consulta feita pelo órgão, a AGU afirmou que a Constituição exige a aprovação de lei ou a edição de medida provisória para "restrições legais" à propaganda de bebida alcoólica, tabaco, agrotóxicos, medicamentos e terapias.
"A alteração do conceito de bebida alcoólica só pode ser por meio de lei ou medida provisória", disse ontem o consultor-geral da União, Ronaldo Jorge Vieira Júnior, responsável por elaborar o parecer.
Ele afirmou que o órgão apenas emitiu opinião técnica sobre o instrumento legal adequado para a adoção dessa mudança. "Não é nosso papel discutir o mérito da política pública de combate ao alcoolismo."
Na prática, segundo a AGU, o decreto do presidente Lula que definiu bebidas alcoólicas como as que têm mais de 0,5 grau de GL (Gay-Lussac) não tem efeito prático para a proibição da propaganda de cerveja em determinados horários.
"O decreto é uma sinalização clara de que a política pública do governo tem esse objetivo [de alterar o horário da propaganda], mas ele não tem o poder legal de alterar isso."
A ANVISA informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que aguarda o governo e o Congresso definirem o caminho legal para solucionar a questão. O órgão não é obrigado a seguir a orientação da AGU, mas enfrentará problemas judiciais se contrariá-lo.
O superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Marcos Mesquita, disse que a entidade recorrerá à Justiça contra eventual tentativa do governo de restringir, por resolução, os horários de propaganda de bebidas de baixo teor alcoólico.
"Temos o interesse de discutir na Justiça qualquer alteração nas regras que não seja feita pelo Congresso", disse. Para ele, tanto a lei quanto a medida provisória envolvem debate parlamentar.
Fonte: Folha de São Paulo – Cotidiano
O alvo está errado
A indústria cervejeira brasileira apóia a discussão legítima para prevenção do consumo nocivo do álcool, especialmente entre os jovens. Tanto que as empresas filiadas ao Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) há anos vêm adotando campanhas de conscientização no sentido de alertar para o perigo da mistura "bebida e direção" e para que a legislação atual, que proíbe a venda de bebidas para menores seja efetivamente cumprida. É louvável que o tema tenha sido colocado em discussão pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pelo Ministério de Saúde. Acreditamos, no entanto, que se trata de um equívoco eleger anúncios publicitários de cerveja como solução desse problema complexo.
A discussão na mídia adquiriu o peso de uma cruzada, e os argumentos colocados se assemelham muito mais aos dos fanáticos religiosos do que daqueles que privilegiam a razão. Acabar com os distúrbios do álcool não é anseio exclusivo do governo e de seus agentes. É algo que permeia toda a sociedade, inclusive a própria indústria do setor. Nenhuma empresa quer seu consumidor doente, incapacitado para o trabalho, desagregado da família. Cabe ressaltar, inclusive, que o Sindicerv apóia oficialmente a política nacional do álcool instituída neste ano pelo presidente Lula.
Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra fizeram investimentos vultosos em publicidade nos últimos anos, mas tiveram queda no consumo. Vale lembrar também estudo econométrico, de 2007, da LCA Consultores, em que a publicidade é citada como fator menos preponderante entre os quatro principais que determinam o aumento do mercado cervejeiro no país. Para cada 1% do crescimento da renda familiar, aumentará 0,6% o mercado consumidor. Por outro lado, para cada 1% de aumento no investimento em publicidade, o crescimento do mercado é de apenas 0,03%. Ainda entre os mais influentes que a propaganda, segundo a LCA, estão o clima e o preço da bebida.
Pode-se questionar então a função da publicidade. Para que serve? A indústria cervejeira quer ter a liberdade de apresentar as qualidades do seu produto, garantida pela Constituição Federal, em um mercado de livre concorrência, altamente competitivo. Além de desprezar o rico cabedal de informações técnicas, o governo fundamenta sua tese em um erro: o de que 61% das vítimas de acidentes estariam "alcoolizadas". O dado, atribuído à Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), de 2006, na realidade é de uma pesquisa realizada em 1997 pela Abdetran (Associação Brasileira de Departamentos de Trânsito).
Não bastasse a inconsistência da fonte, a informação está incorreta. O percentual de pessoas que tinham uma quantidade de álcool no sangue acima do permitido pelo Código Nacional de Trânsito era na verdade bem menor, de 27,2%.
Um outro estudo, Comparative Analysis of Alcohol Control Policies in 30 Countries, conduzido por pesquisadores da New York Medical College (EUA) e da Universidade de Milão (Itália), analisou as políticas públicas de restrição e controle do álcool, adotadas pelos 30 países mais ricos do mundo. Conclusão: o uso ostensivo de bafômetros nas ruas e estradas e o controle da venda a menores de idade alcançaram o nível máximo de efetividade no combate ao uso abusivo, segundo os cientistas. Ganham de outras medidas, como restrição do horário de venda de álcool, considerada somente "mediana", e restrição à publicidade, tida como de "baixa efetividade" pelos pesquisadores.
Além disso, o governo brasileiro pouco ou nada faz em relação à produção e ao consumo de bebidas ilegais no país. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil ocupa apenas posição de número 105 no ranking dos maiores consumidores de álcool legalizado no mundo (considerada aí a concentração de álcool nas bebidas), com uma média de 5,32 litros por pessoa/ano.
Quando se adicionam a essa conta os destilados de produção clandestina, o índice sobre para quase nove litros por pessoa. Quer dizer, um aumento de quase 70%, turbinado por bebidas ilegais, sem controle de qualidade, sem recolhimento de impostos. Diante desses dados, é inevitável questionar a efetividade da proibição.
Mais do que isso, é necessário provocar uma reflexão sobre a postura do governo brasileiro no que se refere à implantação de políticas públicas eficientes e medidas de fiscalização que contribuam para o combate ao uso nocivo do álcool.
Fonte: Folha de São Paulo – Opinião, por Marcos Mesquita Coelho (Administrador; Advogado; Superintendente do SINDICERV)
AmBev ataca com a Puerto del Mar
Sem muito alarde, partindo direto para uma campanha de TV, a líder AmBev começou a comunicar o lançamento de uma nova cerveja. Batizada de Puerto del Mar, a marca foi desenvolvida para ocupar o lugar deixado pela Puerto del Sol, produto que teve sua venda suspensa por conta de uma ação movida pela concorrente Femsa, dona da Sol. Em novembro do ano passado, a Justiça de São Paulo decidiu que a AmBev teria que retirar a Puerto del Sol do mercado, assim como toda a comunicação da marca. O produto foi lançado no final de maio do ano passado e teria sido um contra-ataque antecipado ao relançamento de Sol pela mexicana Femsa. A AmBev chegou a veicular um anúncio de despedida da Puerto del Sol. O imbróglio, no entanto, continua. Pela determinação judicial, a AmBev teria que pagar R$ 500 mil por dia, caso o produto continuasse nas gôndolas.
A Femsa reuniu notas fiscais de venda da cerveja posteriores à data da publicação da decisão e a multa já estaria próxima de R$ 50 milhões. A AmBev recorreu da multa e entrou com agravo, alegando que está cumprindo a liminar e que não tem controle sobre o ponto-de-venda. O agravo foi acolhido pelo juiz e a multa está suspensa, mas o processo continua correndo. Na semana passada, a Femsa apresentou sua contra argumentação ao agravo, dizendo que a companhia tem, sim, controle sobre o varejo. Puerto del Mar chega ao mercado com o mesmo líquido de Puerto del Sol, mais leve que a cerveja pilsen tradicional, e focado no público feminino. O filme, feito pela F/Nazca, é feito basicamente por mulheres e o slogan escolhido foi: "Puerto del Mar: cerveja para mulheres decididas". A cerveja foi lançada em lata nas principais cidades brasileiras e em garrafas de cor âmbar de 600 mililitros no Sul e Sudeste. A disputa pode não ter terminado. O departamento jurídico da Femsa ainda estuda se irá entrar com ação também contra a Puerto del Mar. Uma outra ação ainda corre na Justiça. Em novembro, a AmBev entrou cm pedido de liminar para retirada da Sol do mercado, alegando que as embalagens das latas e garrafas da Sol são similares às da Skol. O juízo de primeira instância da Justiça paulista negou o pedido de liminar, mas a ação segue.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
FEMSA Cerveja Brasil mantém ritmo de crescimento durante a aixasazonalidade nos meses de inverno
A sazonalidade de inverno é um dos fatores mais marcantes do mercado cervejeiro. Enquanto o verão representa cerca de 40% das vendas totais do ano, apenas a metade deste volume é concentrada nos três meses de inverno. Mesmo neste cenário, a FEMSA Cerveja Brasil, distribuída em Santa Catarina pela Vonpar, mantém a estabilidade no volume de vendas em junho em relação ao mês anterior e ao mesmo período do ano passado. Em 2007, a FEMSA Cerveja Brasil mantém o crescimento médio de 11,7% no volume de vendas, índice superior à média do mercado nacional de cerveja que, segundo números do Instituto ACNielsen, foi de 8,4%.
A FEMSA Cerveja Brasil continua investindo no melhoramento do seu portfólio e, neste mês, lançou a safra 2007 de Kaiser Bock, marca líder do segmento Bock e única cerveja exclusivamente preparada para o inverno.
Fonte: Apoio Comunicação
Belgas e alemãs fazem a festa nos bares
Os números de importação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior confirmam o que o espaço aberto em gôndolas nas redes varejistas, além da maior oferta em botecos e restaurantes descolados, já vinha indicando: cresce o consumo de cervejas importadas no Brasil. Nos últimos cinco anos, os gastos com importação mais que dobraram. Pularam de U$$ 1, 763 milhão para US$ 3,744 milhões. A descoberta de outros sabores além da consagrada “pilsen leve”, que domina o mercado de quase 10 bilhões de litros bebidos por ano no País, começa a crescer. A participação das chamadas cervejas especiais, categoria que abriga as importadas, é de cerca de 7% desse total. Mas traça trajetória ascendente. E rápida, avaliam analistas do setor. Nem mesmo os preços, entre R$ 6,00 e R$ 40,00, são impedimento. Embora principiantes nesse cenário de farta oferta de rótulos, os consumidores brasileiros já demonstram sofisticação no apetite. As cervejas alemãs e belgas, consideradas as melhores em sabor e qualidade, lideram a preferência de quem migrou para as importadas nos últimos dois anos, em detrimento das mexicanas. Há cinco anos, era o contrário, por conta da onda das embalagens long neck atreladas a um pedaço de limão na borda, consumida à farta pelos jovens.
A melhora do apetite nacional, em especial do consumidor de maior poder aquisitivo e mais velho, desperta a cobiça entre os envolvidos com o negócio da cerveja. A importação, até o ano passado dominada por pequenas empresas, ganha agora a concorrência da gigante AmBev, dona de quase 70% do mercado convencional. E sua chegada causa desconforto. Suas práticas, tidas como pouco ortodoxas, são o que mais assusta os concorrentes. “A entrada deles vai ampliar o mercado, indiscutivelmente, mas é uma ameaça por conta do poder econômico que eles impõem nas negociações com os varejistas”, diz Marcelo Stein, diretor da Bier & Wein Importadora. Há dez anos sua empresa começou a trazer cervejas da Alemanha, entre as quais duas marcas que conquistaram o paladar mais refinado por aqui: a Franziskaner, cerveja de trigo de alta fermentação, e a Löwenbräu, tipo lager e baixa fermentação, mais próxima da pilsens mais conhecidas por aqui. Porém, as duas cervejas pertencem ao portfólio da InBev, a multinacional belga dona da AmBev. E, desde o ano passado, quando a filial brasileira criou uma Central de Importação, passaram a ser importadas pela própria AmBev. “Fomos comunicados, por e-mail, em fevereiro, que não representaríamos mais essas marcas a partir de abril”, conta Stein. “O pior, entretanto, é que ficamos impedidos de vender outros rótulos de nosso portfólio nas chamadas ‘casas AmBev’, àquelas que, por contrato, ficam obrigadas a trabalhar somente com a linha de produtos deles.
A Bier & Wein ficou com a vantagem de comercializar a Erdinger, líder de vendas do mercado, segundo Alexandre Carlos de Campos, dono da distribuidora Imigrantes Bebidas, uma empresa que, há quatro anos, vendia cinco marcas de cerveja em meio a uma carteira com mais de 3 mil produtos. Hoje orgulha-se de oferecer 45 rótulos para pronta entrega. “A cerveja Erdinger, com graduação alcoólica de 5,3%, é feita a partir de trigo e cevada, diferentemente das variações de pilsens, que utilizam apenas malte, mas, mesmo assim, caiu no gosto do brasileiro e já soma metade das vendas”, diz Campos. “A segunda mais procurada é Paulaner e suas variações, entre elas a surgida em 1643 entre os monges alemães. Outro sucesso é a uruguaia Norteña.” Essa última vinha para o Brasil por mãos da importadora Multicarnes, que também perdeu a operação para a AmBev. Como dona da marca no Uruguai, a companhia passou a distribuí-la no Brasil. Em breve, ampliará seu portfólio trazendo uma leva de cervejas belgas do portfólio da InBev. A maior preocupação com a entrada dos grandes no jogo, para o atacadista Xavier Depuydt, belga radicado no Rio de Janeiro, é a perda da qualidade do que se traz de fora. “Há muita cerveja sem procedência, que não vale o investimento”, diz ele. “Importar quantidade seria deseducar um público que começa a degustar os bons produtos.” Depuydt vende 150 marcas belgas, entre elas preciosidades como a Duval, que tem alta fermentação, teor alcoólico de 8,5% e sabor frutado.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
Grupo FEMSA lança coleção sobre desenvolvimento sustentável
Fomentar uma nova atitude e conscientizar consumidores e colaboradores para um mundo melhor. Baseado neste conceito, o Grupo FEMSA lança a coleção "FEMSA Desenvolvimento Sustentável", programa que consolida as ações da companhia direcionadas a proteção do meio ambiente e ao desenvolvimento da comunidade.
A coleção de 10 volumes organizada em cartilhas busca conscientizar a sociedade sobre temas sociais, de meio ambiente, cultura e saúde, por meio de uma linguagem simples e objetiva.
Os primeiros dois volumes trazem como tema "O uso responsável da água" e "Consumo responsável de álcool". Com abrangência nacional e distribuição gratuita, os 200 mil primeiros exemplares que compõem a coleção serão entregues espontaneamente pelo Serviço de Atendimento ao Cliente - SAC da FEMSA Cerveja Brasil, analisando a sua adequação às necessidades dos consumidores, ou em situações específicas nos programas de visitas das unidades fabris e em eventos corporativos.
"As cervejarias têm grande responsabilidade social e ética. Como parte de sua consciência empresarial, a FEMSA adota posturas equilibradas, principalmente quanto ao consumo nocivo de álcool", destaca Paulo Macedo, diretor de Relações Externas da FEMSA Mercosul.
As cartilhas procuram, além de informar sobre questões relevantes para o desenvolvimento sustentável, incentivar a prática de pequenas ações capazes de melhorar a vida do indivíduo e da comunidade no meio que está inserido. O primeiro fascículo da série com o tema "Uso responsável da água", fala sobre a importância da água para o ser humano, os problemas desencadeados com uma possível escassez decorrente do desperdício e a importância da preservação e reutilização da água.
A cartilha sobre consumo responsável de álcool começa com uma verdadeira aula sobre cerveja. História, propriedades da bebida, teor alcoólico, para partir então para uma abordagem de conscientização sobre os efeitos do consumo abusivo do álcool e quais as ações que o Grupo FEMSA já desenvolve com a FEMSA Cerveja Brasil e Coca-Cola FEMSA.
Fonte: Apoio Comunicação
Cerveja japonesa para crianças
Uma empresa japonesa chamada Sangaria está produzindo uma imitação de cerveja para crianças. Produtos como 'Kodomo no nomimono' vem em latas, garrafas e mesmo em six packs. Parece como cerveja, tem gosto de suco de maçã e forma espuma no copo como na bebida real.
O portifólio foi expandido para incluir uma imitação de champagne, vinho e coquetéis. A cultura de bebida japonesa é famosa e esses produtos permitem que as crianças tomem parte nas comemorações familiares. Eles são vendidos mesmo em restaurantes.
Na Inglaterra, um porta voz da instituição de caridade para tratamento de álcool Addaction disse: "Fazer o marketing de imitação de álcool para as crianças para fazê-las sentir que estão “crescidas”, pode encorajá-las a experimentar com álcool em uma idade precoce".
Fonte: Belgian Shop Newsletter 1314
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
Aumentos do preço do metal, desaparecem os barris de cerveja
Com os preços do metal aumentando, fabricantes de cerveja dizem esperar perder centenas de milhares de barris keg e milhões de dólares esse ano, quando esses reservatórios de cerveja em aço inox são roubados e vendidos para sucata.
A indústria cervejeira está se unindo à indústria de reciclagem de sucata de metal para fazer com que os compradores de metal não aceitem os barris keg, ao menos que sejam vendidos pelas cervejarias que os possuem. Eles também estão solicitando legislação que poderia requerer que os recicladores de sucata de metal peçam a identificação e prova de que os pretensos vendedores são realmente os proprietários.
O principal grupo comercial da indústria cervejeira, o Beer Institute, detectou o problema nos últimos anos, quando observou mais cervejeiros comunicando barris perdidos, resultando em perdas em escala industrial de até US$ 50 milhões por ano, disse Jeff Becker, presidente do Beer Institute.
"Realmente chamou a atenção das pessoas, porque há fluxo significante de nossos barris que nunca veremos novamente," disse Becker. "Sabemos que alguns são muito inocentes, mas alguns não."
O problema de roubo é duplo, ele disse. Alguns de nossos clientes, compradores comuns de barris keg, optam por antecipar seus depósitos, que podem algumas vezes variar de US$ 10 a US$ 30, porque eles podem cobrir essa despesa, e então um pouco, se eles vendem para sucateiros. Ele não poderia dizer quanto os kegs poderiam render, porque os preços variam de local para local. Mas pelos preços de comércio de metais no ano passado, um keg poderia trazer de US$ 15 a US$ 55 ou mais em ferros-velhos.
Mas ele disse que os ladrões sabem que os preços do metal estão subindo e estão à espreita de kegs. Eles com freqüência acham kegs vazios – em ruas e em qualquer lugar em que restaurantes, bares ou distribuidores podem armazená-los – e os vendem para os ferros-velhos.
Enquanto que apenas 12% da cerveja nacional é vendida em barris keg todo ano, custa aos cervejeiros em torno de US$ 150 para repor cada keg, de modo que os ladrões tem um grande efeito.
Nos últimos anos, as cervejarias perderam coletivamente em torno de 300.000 kegs por ano, disse Becker, de um estimado de 10,7 milhões em circulação.
Fonte: Belgian Shop Newsletter 1314
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
China - protesto de fazendeiros fecha cervejaria
Em novo protesto na zona rural chinesa, fazendeiros fecharam ontem uma fábrica de cerveja para reclamar da poluição e da desigualdade econômica. Segundo o Centro de Informação para Direitos Humanos e Democracia, de Hong Kong, a polícia dispersou 5.000 manifestantes e prendeu sete. Ficaram feridas 20 pessoas. Segundo uma moradora que se identificou pelo sobrenome Huang, o portão da fábrica e uma rodovia foram bloqueados, pois "eles não nos escutavam".
A população ainda reclama da venda de 49% das ações da fábrica à cervejaria SABMiller, segunda maior do mundo. "Eles não dividiram o dinheiro com os fazendeiros. Não é justo", disse Huang.
Fonte: Folha de São Paulo - Mundo
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