Notícias de mercado
2007 - Agosto
Retificação
Na edição passada (Cervesia nº. 45, de julho 2007, na seção MERCADO), foi divulgada uma matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo, na coluna Mercado Aberto, no dia 14.07.07, com o título “Gelado”, onde se faz referência à venda da Cervejaria Premium para a Cervejaria Petrópolis. Segundo a Diretoria do Grupo Aralco, “tal afirmação, não condiz com a realidade, e portanto, temos o compromisso para com os nossos colaboradores, clientes, fornecedores, leitores e ao público em geral, de que se prevaleça a verdade e não os boatos disseminados pela concorrência.
Em algumas regiões que atuamos, a notícia causou apreensão entre os nossos colaboradores.
“Queremos esclarecer que o Grupo Aralco possui um arrojado plano de expansão no segmento de bebidas, não tendo nenhuma intenção de deixar o negócio nesse momento”.
Diretoria do Grupo ARALCO - 15.08.2007
Cerveja com sabor
Conhecida pelas cervejas Itaipava, Crystal e Petra, a Cervejaria Petrópolis inova com o lançamento da Crystal Fusion. A bebida é leve e adocicada, com 3,6% de teor alcoólico, sabores guaraná e limão, e está disponível em latas de 350 ml, com selo protetor. O objetivo da empresa é conquistar o público jovem, especialmente as mulheres, que, cada vez mais, apreciam a cerveja. A comunicação é colorida e vibrante, e traz o slogan “a mistura ideal”, com posicionamento voltado para essa fatia de público.
Fonte: Jornal da Hora – Empresas & Negócios
Nissan testa carro que detecta bebedeira de motorista
Os sensores do modelo da Nissan checam odores, suor e o nível de atenção do motorista, emitindo um alerta sonoro a partir do sistema de navegação e travando a ignição se o motorista bêbado insistir em dirigir. Os sensores de odores nos bancos do motorista e do passageiro identificam níveis de álcool enquanto um detector na alavanca do câmbio mede a transpiração da palma da mão do motorista quando ele liga o carro. Outras montadoras que testam sistemas de detecção incluem a sueca Volvo, que desenvolveu uma tecnologia na qual os motoristas precisam soprar uma unidade medidora instalada no cinto de segurança antes de darem partida no motor.
Mas o carro da Nissan inclui uma câmera que monitora o nível de atenção do motorista por meio de escaneamento de seus olhos. O sistema toca um sinal sonoro e emite uma voz em japonês ou inglês que manda o motorista encostar para dar um cochilo antes de prosseguir na viagem.
A tecnologia do carro ainda está em desenvolvimento, mas o diretor-geral Kazuhiro Doi afirma que a combinação de sistemas de detecção vai no final acabar mantendo um olho em quem está atrás do volante.
"Colocamos detectores de odor e um sensor de suor no câmbio, mas, por exemplo, se o sistema for contornado por um passageiro que aciona a alavanca em vez do motorista, temos o reconhecimento facial", disse Doi. Também para manter os motoristas na linha, os cintos de segurança do carro se apertam se folgas foram detectadas. Enquanto isso, outro sistema monitora se o carro está mantendo-se dentro da faixa de rodagem da rua.
A terceira maior montadora do Japão não tem um prazo específico para o lançamento do modelo, mas pretende usar toda a tecnologia para reduzir o número de vítimas em acidentes que envolvem seus veículos pela metade até 2015, em relação aos níveis de 1995.
Doi afirma que a Nissan ainda tem que definir exatamente o nível de incapacidade do motorista para que o sistema atue de maneira eficaz. "Se você bebe uma cerveja, o carro vai registrar então nós precisamos estudar qual o nível apropriado para que o sistema seja ativado."
Fonte: Portal Pe 360 Graus
Schincariol compra Devassa
O Grupo Schincariol, segunda maior cervejaria do País, anunciou ontem a compra da União das Devassas Cervejarias (UDC). A empresa assume as marcas da UDC, a unidade de produção e a estrutura de distribuição. O valor do negócio não foi divulgado. Os proprietários atuais da UDC, Marcelo do Rio e Cello Macedo, continuam como sócios e como gestores das franquias, que englobam três estabelecimentos próprios e 10 franqueados. Adriano Schincariol, membro do Conselho de Administração do Grupo Schincariol, destacou em comunicado que o acordo reforça a presença da empresa no Rio de Janeiro e no segmento premium. A aquisição marca a entrada da Schin no mercado de franquias de microcervejarias. O grupo garantiu que irá manter as marcas, a estratégia e as características das bebidas, como sabor e qualidade. No início de junho, a empresa arrematou Indústria de Bebidas de Igarassu (IBI), dona da marca Nobel. A unidade fica em Pernambuco, na cidade de mesmo nome, a 20 quilômetros de Recife, e tem capacidade de produção de 42 milhões de litros por ano. O valor do negócio não foi divulgado. Antes dessa operação a Schin já havia comprado no início do ano, em janeiro, a marca e a fábrica Baden Baden. O exemplo da compra da Igarassu, o valor da operação não foi revelado, mas a Baden é um negócio pequeno, com produção quase artesanal. A empresa faturou R$ 5,5 milhões no ano passado. Até junho, o volume de investimento da Schincariol na expansão da produção estava em R$ 165 milhões. O montante inclui a construção de uma fábrica no Ceará, que ficará pronta em setembro de 2007, com capacidade para 150 milhões litros por ano.
Fonte: O Estado de São Paulo - Economia & Negócios
Lúpulo, o "ouro verde" da Baviera
A região de Hallertau, na Baviera, tem a maior área de cultivo de lúpulo do mundo. Um centro de pesquisas local garante a liderança alemã no mercado mundial do produto, indispensável à fabricação da cerveja.
Uma espécie de parreiral gigante, de até sete metros de altura, cobre as colinas de verde na região de Hallertau, entre Ingolstadt e Munique, durante o verão europeu. Aqui cresce um produto agrícola em que a Alemanha é líder mundial: o lúpulo, também chamado de "ouro verde" da Baviera. "Temos no mundo uma área de 50 mil hectares (ha) cultivada com lúpulo: um terço na Alemanha, um terço no noroeste dos Estados Unidos e o restante em outros países", diz Bernhard Engelhard, diretor do Centro de Pesquisas do Lúpulo em Hüll, perto de Wolnzach.
Dos 19 mil ha plantados na Alemanha, 14.220 ha estão na região de Hallertau. Em meados de agosto, inicia-se a colheita. Segundo Engelhard, dois terços da safra são exportados para cerca de 130 países, sendo que os maiores importadores são os EUA, o Japão e a Rússia.
O plantio dessa trepadeira (Humulus lupulus), que foi eleita "planta medicinal de 2007" por pesquisadores da Universidade de Würzburg, é conhecido na região desde o século 8º. Vários fatores contribuíram para o surgimento na Baviera da maior área de cultivo do lúpulo do mundo.
"O lúpulo só cresce e floresce entre o 35º e o 55º de latitude Norte e Sul, pois nessa faixa os longos dias do verão preenchem as condições para o florescimento. Na Hallertau, o clima simplesmente é ideal e o solo também é apropriado", explica Fritz Ludwig Schmucker, diretor executivo da Sociedade para a Pesquisa do Lúpulo (GfH), em Hüll.
Pesquisa a serviço da cerveja
Também a pesquisa desempenha um papel importante, diz Engelhard. Em 1923, a peronospora (falsa ferrugem), uma espécie de fungo oriundo da Ásia, atacou as lavouras da região e a produtividade caiu de cerca de 750 kg/ha para 120 kg/ha. O lúpulo estava ameaçado de extinção na Alemanha.
"As cervejarias temiam não obter mais lúpulo suficiente. Por isso, criaram um instituto de pesquisa com a incumbência de desenvolver métodos para combater essa doença da maneira mais rápida e eficiente possível", lembra Engelhard.
Foi assim que nasceu em 1926 o Centro de Pesquisa do Lúpulo (CPL). No mesmo ano, foi instalada uma estação experimental que, inicialmente, instruiu os produtores a usar corretamente os inseticidas. "Até 1975, a cada duas semanas, o lúpulo era pulverizado com veneno. Através do desenvolvimento de espécies resistentes, foi possível reduzir isso a três aplicações de agrotóxicos por ano", conta Schmucker.
Alertas via SMS
Para restringir ao mínimo o uso de produtos químicos no combate às pragas, o CPL desenvolveu um sistema de alerta. Em sete pontos da Hallertau, o ar é aspirado diuturnamente e, todas as manhãs, analisado sobre a presença de esporos. Quando é ultrapassado um determinado limite, o centro envia uma alerta via fax ou SMS aos produtores, sugerindo, por exemplo: "Hoje, passar veneno contra peronospera".
Com isso, o uso de agrotóxicos pôde ser reduzido ainda mais. "Em relação ao quilo de ácido alfa (extraído do lúpulo e usado na produção de cerveja), usa-se hoje apenas 4% do veneno que era usado há 30 anos contra a chamada falsa ferrugem. Isso é uma considerável contribuição à proteção do meio ambiente", diz Schmucker. O modelo de prognóstico desenvolvido em Hüll é usado também na viticultura e está sendo testado em outras culturas.
Pequenos agricultores
O sucesso da pesquisa do lúpulo é atestado também por um outro número. Em três décadas, de 1975 a 2005, a média de horas trabalhadas por hectare/ano caiu 70%, de 650 para 200 horas, em parte também pelo uso de máquinas desenvolvidas em Hüll.
Apesar disso, a cultura do lúpulo continua dando muito trabalho, como explica Bernhard Engelhard. "Na Alemanha, precisa-se de 2 mil mudas por hectare. No primeiro ano, elas em regra não produzem lúpulo. Isso significa que o produtor precisa financiar dois anos antes de ter um retorno."
O lúpulo é uma planta duradoura, que, à semelhança da videira, brota na primavera e cresce. "A mesma planta pode ser cultivada sem problemas por até 15 anos. Há exemplos de pés de lúpulo que chegaram a ter 70 anos de idade", diz Engelhard.
O plantio é feito principalmente por pequenos agricultores. O tamanho médio das propriedades rurais que cultivam lúpulo na região de Hallertau é de 11 hectares. "Os agricultores fecham contratos de três a cinco anos a preços fixos com as cervejarias e só plantam a espécie encomendada", explica Schmucker. A produção até 2010 já está quase completamente vendida.
Produto escasso
Por causa dos baixos preços pagos aos produtores, a área cultivada em todo o mundo foi reduzida nos últimos anos. Depois de uma safra relativamente fraca em 2006 e do ingresso da China como compradora no mercado mundial de lúpulo, o preço do ingrediente da cerveja triplicou no ano passado. "Agora, os agricultores novamente conseguem cobrir seus custos de produção", diz Engelhard.
Em Hüll, considera-se no mínimo estranho que as cervejarias usem isso como argumento para aumentar o preço da cerveja. "Os custos do lúpulo por hectolitro de cerveja caíram à metade nos últimos 15 anos e giram em torno de 0,25 cent por garrafa. O lúpulo é mais barato do que a etiqueta ou a tampa da garrafa. Seu preço dificilmente pode servir de argumento para o aumento do preço da cerveja", explica o produtor Anton Lutz.
Nicho de mercado
Embora seja comercializado no mercado mundial, o lúpulo é um produto de nicho. Segundo Lutz, são usados apenas cinco gramas de ácido alfa por hectolitro de cerveja, cuja produção mundial aumentou 6% para 1,7 bilhões de hectolitros no ano passado. Isso representa um aumento de 100 milhões de hectolitros em relação ao ano anterior, segundo um relatório do setor.
"O aumento da produção da cerveja acontece nos países em que não se deseja cerveja amarga – na China, no Brasil, ou melhor, na Ásia, na América do Sul e no Leste Europeu. Com as cervejas pils, tipicamente alemãs, não podemos obter grandes sucessos nessas regiões", diz Fritz Schmucker.
Para garantir o futuro e a competitividade internacional do lúpulo alemão, o CPL desenvolve novas espécies da planta. "Temos culturas que atendem às exigências do mercado em todo o mundo. Setenta por cento da área cultivada na Alemanha é de espécies que nós desenvolvemos. São espécies, por exemplo, aromáticas ou de alta concentração de ácido alfa", explica Engelhard.
Um orgulho especial dos cerca de 30 funcionários do Centro de Pesquisa do Lúpulo é a nova espécie Herkules. "Ela é resistente a doenças e tem uma produtividade superior a qualquer outra", diz Schmucker. "Em 1975, obtinha-se cerca de 50 kg de ácido alfa de um hectare de lúpulo. Com a nova espécie Herkules, são 400 kg por hectare. Não há nenhuma planta cultivada comparável que tenha tido um aumento de produtividade dessa ordem em tão pouco tempo", afirma.
Nova meta: lúpulo anão
O desenvolvimento de uma nova espécie de lúpulo demora de 15 a 18 anos. Parte-se de 100 mil a 150 mil mudas, que são pulverizadas com o fungo causador da verdadeira e da falsa ferrugem. Deste total, mil são levadas ao chamado "jardim-de-infância". Somente as que sobrevivem à infecção artificial continuam sendo testadas. "Nos 80 anos de história do CPL, só registramos 20 novas espécies", conta Schmucker.
Nesse processo, também são usados métodos da biotecnologia, como por exemplo, o diagnóstico genético para ajudar na seleção, análises genealógicas das plantas-tronco e experiências na área de transferência de genes. Uma meta para o futuro é criar um lúpulo anão, que possa ser cultivado em parreiras de três metros de alturas em vez dos atuais sete metros. "Com isso, se economizaria trabalho e se poderia aplicar os agrotóxicos de forma mais ecológica", explica Engelhard.
Além disso, os pesquisadores em Hüll tentam desenvolver um lúpulo de multiuso, cujos componentes correspondam às exigências das cervejarias, mas que também possa ser usado para fins alternativos, por exemplo, nas indústrias farmacêutica, alimentícia e de cosméticos.
"Nesse campo nós vemos um grande potencial", diz Schmucker. Diante da mudança climática, também estão sendo desenvolvidas espécies resistentes ao calor e à seca. Porque, com o aquecimento global, a sede mundial de cerveja não deve diminuir.
Fonte: Deutsche Welle, por Geraldo Hoffmann
Projeto de Lei veta garrafa PET para bebidas e alimentos
Está em análise na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 520/07, que proíbe o uso de garrafas PET e estimula o de embalagens recicláveis de vidro para alimentos e bebidas. De autoria do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), a proposta dá um prazo de seis anos para que as indústrias alimentícias se adaptem à nova legislação. O parlamentar argumenta que a produção e o consumo de garrafas PET é um dos mais graves problemas relacionados à gestão do lixo no Brasil, em especial nas áreas urbanas.
Segundo informações da Agência Câmara, o Brasil produz seis bilhões de garrafas desse tipo por ano que, conforme as estimativas demoram centenas de anos para se decompor, representando um grave problema ambiental. Outro problema é que o uso de garrafas PET para a embalagem de alimentos e bebidas vem crescendo no Brasil. As indústrias de cerveja, por exemplo, têm interesse em substituir as embalagens de alumínio e de vidro por plástico.
A proposta está tramitando conjuntamente com outros 68 projetos e será analisada pela comissão especial criada para avaliar as propostas. A maioria delas trata de acondicionamento, a coleta, o tratamento, o transporte e a destinação final de lixo doméstico e hospitalar. Depois de serem analisados pela comissão, os projetos serão votados pelo plenário.
Fonte: Portal Exame
Ministério lança campanha sobre risco de bebida alcoólica
Um dia após o presidente Lula ter elogiado na Jamaica a cachaça brasileira, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lançou no Rio uma campanha de prevenção de riscos no consumo de bebidas alcoólicas. Ela começará a ser divulgada hoje na TV em comerciais que, de início, parecem com os de cerveja, mas que acabam por alertar para o "lado da bebida alcoólica que a propaganda não mostra", terminando com o slogan “conheça os riscos, seja responsável”.
Na entrevista de lançamento, Temporão respondeu que não via contradição no discurso do presidente e na ação do ministério.
"Está muito na moda essa frase que diz que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Vender cachaça para exportação é importante para o país, mas nossa política não tem nenhum viés moralista nem está dizendo "parem de beber". A bebida é socialmente aceitável e pode ser motivo de alegria e prazer. O que estamos chamando atenção é para o consumo abusivo e precoce”.
O ministro voltou a dizer que até o fim do mês o governo enviará ao Congresso um pacote de medidas que incluirá a proibição de venda de bebidas alcoólicas em rodovias federais e a restrição da propaganda daquelas com mais de 0,5 graus Gay Lussac (caso das cervejas e de misturas "coolers" e "ices").
Hoje, a restrição acontece somente para bebidas com mais de 13 graus Gay Lussac, como cachaças, uísques e vodcas.
O superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Marcos Mesquita, disse que a entidade apóia qualquer campanha de conscientização sobre o consumo responsável e que esse movimento já tem partido das próprias empresas, mas disse ser contra a restrição de propaganda de cerveja por entender que isso não reduzirá o consumo.
Fonte: Folha de São Paulo - Cotidiano & Saúde
AmBev lucra R$ 448,7 mi no trimestre; aquisições explicam queda de 7,2%
A fabricante de bebidas AmBev divulgou lucro de R$ 448,7 milhões no segundo trimestre deste ano, resultado 7,2% abaixo do registrado no mesmo período em 2006. No semestre, a líder do mercado brasileiro apurou ganhos de R$ 1, 094 bilhão, número 3,9% inferior ao lucro contabilizado na primeira metade de 2006. Segundo a empresa, o balanço do trimestre foi afetado pelos pagamentos dos ágios de suas aquisições recentes: a cervejaria canadense Labatt, a argentina Quinsa e a portuguesa Cintra. A receita líquida somou R$ 4, 525 bilhões no trimestre, num incremento de 12,1% sobre o mesmo período de 2006.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 1, 848 bilhão, um acréscimo de 16,5% na comparação com os resultados para o período de abril a junho do ano passado. A AmBev registrou aumento nas vendas tanto para unidade cerveja quanto para a unidade refrigerantes. No Brasil, que representa 66% do faturamento da AmBev, a fabricante vendeu 9,5% a mais de cerveja e 19,2% a mais de refrigerantes. No caso das bebidas alcoólicas, foram vendidos 15, 171 milhões de hectolitros, um salto de 4,6% sobre os números para o segundo trimestre de 2006. No caso dos refrigerantes, a AmBev registrou vendas de 5,399 milhões de hectolitros no trimestre, um acréscimo de 10,4% sobre o período de abril a junho do ano passado. A empresa também registrou crescimento na receita por hectolitro, que foi de R$ 144,5 no caso das cervejas (alta de 4,9%) e de R$ 87,4 (incremento de 6,6%) no caso dos refrigerantes.
Fonte: Folha de São Paulo - Dinheiro
Com medo de apagão, empresa testa biomassa
O impacto da crise energética nas operações da AmBev na Argentina não foi grande, mas a fabricante de bebidas teve de gerenciar estoques e buscar fontes alternativas de energia para evitar queda nas vendas. Aprendida a lição, a empresa começa agora a se preocupar com um possível "apagão" energético no Brasil.
"A Argentina está "adiantada" na crise energética e estamos preocupados em como se comportará o setor no Brasil em 2010 e 2011", afirma Luiz Fernando Edmond, presidente da AmBev para a América Latina.
"Estamos acompanhando as iniciativas do governo, mas, ao mesmo tempo, buscando fontes alternativas de energia para não correr riscos”.
A AmBev não é a única multinacional brasileira a prever possíveis problemas nessa área. Roger Agnelli, presidente da Companhia Vale do Rio Doce, afirmou recentemente que a empresa está buscando fontes de energia, já que não consegue suportar suas atividades na região Norte. A AmBev está queimando casca de cereais usados na fabricação de cerveja, de arroz e até sebo de boi como fonte de energia.
Fonte: Folha de São Paulo - Dinheiro
Fabricantes de lata ampliam investimentos
No 1º semestre deste ano, foram gastos US$ 25 milhões; mais US$ 60 milhões estão previstos para 2008. O forte crescimento do mercado de latas de alumínio para bebidas - de 13,3% no acumulado até junho, para 5,5 bilhões de unidades - está fazendo as empresas do setor investirem na ampliação da capacidade e na diversificação dos produtos. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), somente no primeiro semestre deste ano foram investidos cerca de US$ 50 milhões, dos quais US$ 25 milhões em aumento da capacidade instalada pelas três empresas que atuam no setor no País: Crown Embalagens, Latapack-Ball e Rexam. O maior investimento, de US$ 15 milhões, foi feito pela Crown em uma nova fábrica de tampas, em Manaus. Já a Rexam, que no ano passado também investiu em uma fábrica de tampas em Manaus (US$ 33 milhões) e ainda US$ 35 milhões em uma unidade de latas em Cuiabá, este ano aplicou mais US$ 5,3 milhões na readequação da unidade de Jacareí (SP) para uma linha flexível para a produção de latas de tamanhos variados, como de 8oz (250 ml) e 16oz (473 ml).
Os cerca de US$ 5 milhões restantes foram aplicados em outras linhas da Rexam e da Latapack-Ball. No segundo semestre deste ano já foram definidas expansões que somam pelo menos mais US$ 60 milhões. Ainda em 2007, a Crown começa a construção de sua segunda unidade no País, a ser instalada na região Nordeste, investimento que somará US$ 50 milhões. "É um investimento apenas para manter a nossa participação de mercado", ressaltou o presidente da Crown, Rinaldo Lopes. Em 2008, outros US$ 13 milhões devem ser aplicados, sendo US$ 5 bilhões pela Crown, na readequação da unidade de Cabreúva (SP), e US$ 8 milhões pela Latapack-Ball, na flexibilização de uma de suas linhas na fábrica de Jacareí (SP). Nos dois casos, as empresas estão de olho no mercado de latinhas de tamanhos diversos. "Há uma demanda reprimida principalmente para latinhas de 473 ml", disse o diretor comercial da Latapack-Ball, Jorge Bannitz. Segundo ele, a empresa está avaliando a construção de uma nova fábrica, investimento que deve ser aprovado em breve, mas informou que o início da operação ficará para o segundo semestre de 2009. "O mercado de latas de alumínio está aquecido no mundo todos os fabricantes de equipamentos não estão conseguindo atender a tanta demanda", justificou. Segundo estimativas da Abralatas, o mercado de latinhas deve crescer acima dos 15% neste ano, totalizando 12,3 bilhões de unidades vendidas.
Em 2006 foram vendidos 10,7 bilhões de latinhas, volume cerca de 10% superior antes igual período de 2005. "Somente no primeiro semestre crescemos 13% e como ainda é inverno a previsão é de fecharmos o ano com um crescimento maior", disse diretor-executivo da Abralatas, Renault de Freitas Castro. O executivo disse que o crescimento foi puxado pela indústria de bebidas, que tem registrado alta da demanda interna devido ao aumento da renda e de crédito, que liberou mais recursos para o consumo. "Além disso, temos visto novos usos para as latinhas, como para bebidas não carbonatadas." Bannitz acrescentou que a valorização do real em relação ao dólar fez a latinha ficar mais competitiva. "Cerca de 80% dos nossos custos são com matéria-prima, inteiramente cotada em dólares, por isso, especialmente para as embalagens menores, a lata ganhou muita competitividade." Para Lopes, o mercado deve manter um crescimento de entre 8% e 10% nos próximos anos. "Nos Estados Unidos, a penetração das latas no mercado é de 45% a 50%; no Brasil as latas respondem por apenas 8% do mercado de refrigerantes e 28% do de cervejas, por isso há muito espaço para crescer", completou.
Reciclagem
O forte aumento do volume de latinhas vendidas não tem sido acompanhado pela evolução do volume coletado para reciclagem. Em 2006, enquanto foram consumidas 147,4 mil de toneladas de latas de alumínio, alta de 11,2% frente igual período do ano anterior, foram coletadas 139,1 mil toneladas de sucata de latas, 9% superior ante 2005. Com isso, a taxa de reciclagem caiu para 94,4% do total de latas de alumínio para bebidas comercializadas no País, informaram ontem a Abralatas e a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL). Segundo José Roberto Giosa, coordenador da comissão de reciclagem da Abal, a queda ocorreu principalmente devido à disseminação de novos usos para a sucata de alumínio, como talheres, lanças para grades e até teclados de telefone. "Existem muitos fabricantes informais de produtos feitos a partir da sucata de alumínio e não temos como comprovar o quanto eles reciclam, mas estimamos que respondam por cerca de 2 pontos percentuais do total de latinhas." Mesmo com a queda da taxa, o Brasil continua, pelo 5 ano consecutivo, líder na reciclagem de latas de bebidas, acima do Japão, que recicla 90,9%.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Bionade: a Coca-Cola do século 21?
Produzido em uma pequena cervejaria familiar, o primeiro refrigerante orgânico tornou-se cult na Alemanha. O aumento de vendas é enorme e agora a empresa quer se expandir internacionalmente.
No restaurante do trem-bala, no refeitório da universidade ou no boteco da esquina. Quase sempre você encontra a Bionade. Um refrigerante orgânico, que nos últimos anos se tornou uma das bebidas mais cults da Alemanha. No sortimento, há quatro sabores incomuns e o processo de fabricação é especial.
Como a produção da cerveja
Segundo seu fabricante, a Bionade é o primeiro e único refrigerante do mundo produzido puramente de forma biológica. O nome é composto do prefixo bio, com o qual os alemães denominam seus produtos orgânicos, e do final da palavra limonade, que quer dizer refrigerante.
Ao contrário dos refrigerantes, aos quais se acrescenta gás carbônico, a Bionade é fermentada. Como na produção da cerveja, este refrigerante é fermentado com matérias-primas naturais.
Enquanto o açúcar se altera em álcool durante a fabricação de cerveja, na produção da Bionade ele se transforma em ácido glucônico. A Bionade é fabricada por uma empresa familiar jovem, que foi fundada em 1995 com a criação do refrigerante, que se encontra à venda nos sabores: sabugueiro, ervas, lichia e gengibre-laranja.
Uma bebida para crianças e jovens
Já nos anos 80, o criador da Bionade, Dieter Leipold, teve a idéia de desenvolver um refrigerante para crianças e jovens como alternativa à Coca-Cola e outras bebidas semelhantes.
O cervejeiro experimentou oito anos para poder produzir uma bebida a partir de microorganismos. Em 1996, a Bionade foi criada e engarrafada na própria cervejaria. Com a invenção da Bionade, Leipold não só criou uma bebida cult como também salvou a sua empresa da falência.
Hoje o grupo de consumidores da Bionade não é mais limitado. "Não fixamos mais o grupo de consumidores porque achamos que a Bionade é interessante para todo mundo. O grupo-alvo vai das crianças aos idosos, passando pelos adultos", explica Wolfgang Blum, um dos sócios da Bionade International à DW-World. DE.
Um aumento de vendas enorme
Depois de alguns problemas iniciais na comercialização do refrigerante, a Bionade viveu um verdadeiro milagre econômico. Nos últimos anos, a empresa teve um grande aumento de vendas: de dois milhões de garrafas em 2003, a quantia aumentou dez vezes até o ano de 2005. Depois de uma venda de 70 milhões de garrafas de Bionade em 2006, Wolfgang Blum observa: "Nos últimos três anos a venda subiu mais de 300%. Neste ano queremos continuar assim”.
Só em julho último, a empresa engarrafou aproximadamente 20 milhões de garrafas na cervejaria da família.
Conquista do mercado internacional
A partir deste ano, a empresa também começou a vender o refrigerante alemão em outros países europeus. Assim se pode matar a sede com a Bionade, por exemplo, na Itália, na França e na Irlanda, bem como na Bélgica, na Holanda, em Luxemburgo e nos países escandinavos.
"A Bionade está se preparando concretamente para vender o refrigerante a partir do ano de 2008 também fora da Europa", diz Wolfgang Blum. Diante da queda do consumo da cerveja na Alemanha, as grandes cervejarias também estão buscando alternativas. Com isso a empresa de médio porte vai ter que contar com a concorrência de imitações. A maior cervejaria do mundo, a Inbev, já está planejando entrar no comércio de refrigerantes na Alemanha. No Brasil, a empresa vende bebidas à base de guaraná e, portanto já tem experiência com a venda de bebidas não alcoólicas. Além disso, os grandes produtores de bebidas como a Coca-Cola são vistos como possíveis concorrentes para a empresa alemã.
A Bionade já está se preparando para enfrentar a concorrência e colocou à venda no ano de 2006 o primeiro refrigerante orgânico para esportistas – a Bionade Forte.
Fonte: Deutsche Welle, por Juliana Brück
FEMSA Cerveja Brasil cresce em Blumenau e alcança 20,6% de participação de mercado
A FEMSA Cerveja Brasil, fabricantes das cervejas Kaiser, Sol e Bavaria, entre outras marcas, comemoram o crescimento no volume de vendas em Blumenau, área de atuação da Vonpar, responsável pela venda e distribuição de todo o portfólio da cervejaria. Segundo leitura do Instituto ACNielsen, a FEMSA Cerveja Brasil cresceu, no mês de julho de 2007, 1,8 ponto percentual em relação ao mês anterior, fechando o período com 20,6% de participação de mercado. O aumento no volume é uma constante para a FEMSA Cerveja Brasil que, em parceria com a Vonpar, investe na exposição diferenciada de todo o portfólio nos pontos-de-vendas.
Fonte: Apoio Comunicação, por Adriana Laffin
Femsa ganha espaço no mercado cearense
A Norsa/Coca-Cola, responsável pela venda e distribuição de todo o portfólio da cervejaria Femsa nos Estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia, aumentou o volume de vendas das cervejas Kaiser, Sol e Bavaria em Fortaleza (CE). Segundo números da ACNielsen, as cervejas da empresa venderam 10% mais em julho em relação ao mesmo período de 2006, fechando o mês com 10,8% de participação de mercado.
Fonte: Mercado & Consumo
Heineken recupera fatia de 17% na Femsa
A cervejaria holandesa Heineken decidiu reassumir a posição societária de 17% que tinha na Femsa Cerveja do Brasil. No fim do ano passado, a Femsa Cerveja fez um aumento de capital no valor de US$ 200 milhões na operação brasileira, mas a Heineken - sócia da empresa - não aderiu e, por conta disso, teve sua participação diluída. A Heineken estava para tomar a decisão de continuar ou sair definitivamente do negócio desde dezembro de 2006.
A opção de manter-se no negócio significa uma injeção de capital na Femsa, mas o valor não foi divulgado. Se seguir a proporção no aumento de capital, o desembolso da cervejaria holandesa ser próximo de US$ 35 milhões. Segundo o Valor apurou, a manutenção da sociedade vai além dos negócios no Brasil. Em 26 de abril, Femsa e Heineken já haviam estendido acordo para importação e venda das marcas da cervejaria mexicana nos Estados Unidos por mais dez anos - o que já sinalizava um possível acerto no Brasil, mas que acabou demorando mais do que o previsto para se concretizar. A Heineken anunciou ontem que as marcas da Femsa cresceram 13% no primeiro semestre nos Estados Unidos, impulsionadas pela boa performance das marcas Dos Equis e Tecate e pela introdução de Tecate Light em mercados seletivos.
No ano passado, o portfólio de marcas da Femsa representou 25% do volume total de vendas de Heineken nos Estados Unidos. No Brasil, a Femsa tem licença para produzir a cerveja Heineken na fábrica de Jacareí (SP) e comercializar a marca. A cerveja está no rol dos produtos Premium, o mercado que cresce com maior velocidade no Brasil, apesar de ainda ter uma pequena participação nas vendas totais. Nesse período em que a Heineken estava para decidir se mantinha sua posição acionária ou não, a Femsa reforçou o marketing da marca, com ações no ponto-de-venda, como a escolha de embaixadores que reforçam o posicionamento do produto em bares e restaurantes. A Heineken anunciou ontem aumento de vendas globais de 35% no primeiro semestre do ano, em relação ao mesmo período de 2006. A cerveja Heineken é vendida em 65 países e está no Brasil, como acionista da antiga Kaiser, desde 1983, um ano após a criação da cervejaria pelos engarrafadores Coca-Cola. Toda a idealização técnica da Kaiser - de maquinários a tecnologia - foi feita em parceria com a empresa holandesa. A cerveja que leva o nome da companhia, porém, só começou a ser vendida no Brasil a partir de 1990.
Fonte: Valor Econômico - Empresas - Tendências & Tecnologia
AmBev iniciará produção de cerveja em Mogi Mirim
A Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) deve iniciar até o final da próxima semana a produção de cerveja, com a marca Antarctica, na antiga fábrica da Cintra, em Mogi Mirim (SP). Com o início da produção, a companhia completa a produção de cervejas nas fábricas compradas da Cintra. A unidade de Piraí, no Rio já está fabricando Brahma. Segundo Luiz Fernando Edmond, presidente da AmBev, apesar do prazo para a venda da marca Cintra estar se esgotando, o limite é o fim de outubro, a companhia trabalha com a hipótese de que a marca será vendida. "Não temos a intenção de manter a marca", disse sem citar planos caso seja obrigado a acrescentá-la ao portfólio da companhia. O presidente afirmou que está em fase de conclusão o estudo de viabilidade para a instalação da fábrica na região norte do País - que possui 100 itens como logística, incentivos fiscais, mão de obra, entre outros. "Precisamos da decisão sobre a fábrica até o final do ano que vem." Mas reiterou que ainda não foi decidido se será uma nova unidade ou expansão de uma existente.
Caso opte pela última alternativa, Edmond afirmou que o aumento de capacidade provavelmente será nas unidades do Maranhão, do Ceará ou do Piauí. Segundo o executivo, o início mais rápido das operações é um ponto a favor da expansão, mas as vantagens logísticas pesam favoravelmente na direção da construção de uma nova fábrica. Essa unidade produzirá apenas cervejas inicialmente. Edmond ressaltou que a AmBev continuará apostando no lançamento de rótulos importados da sua controladora InBev no Brasil. Depois das marcas uruguaias e alemãs, que já chegaram ao País, o executivo adiantou que devem ser lançados até cinco rótulos diferentes até outubro. Ele não revelou os países de origem das cervejas, mas garantiu que serão européias. O empenho da empresa em trazer novas marcas ao País é reflexo do crescimento das marcas Premium. Em 2001, o segmento representava 2,5% do mercado de cervejas no Brasil, segundo a ACNielsen. Em abril chegou a 6,8%. A companhia realizou ontem a segunda edição do Gente do Bem, que visa promover o consumo responsável de bebidas entre os funcionários. “É importante que as empresas realizem ações que tratem do consumo responsável, mas o governo precisa fazer sua parte", disse Milton Seligman, diretor de responsabilidade corporativa.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
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