Notícias de mercado
2007 - Outubro
Microcervejarias disputam espaço e preço na Oktoberfest
As cervejarias artesanais da região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, já com uma produção de cerca de 500 mil litros por mês, pela primeira vez entram como patrocinadoras de parte da maior festa da cerveja do país, a Oktoberfest, que vai de 4 a 21 de outubro, em Blumenau. Depois de dois anos como convidadas, as microcervejarias tiveram que disputar por meio de licitação os espaços de um dos três setores do evento para venda de chopes artesanais. A disputa, que rendeu cerca de R$ 300 mil de apoio para a festa, mostra o aumento da concorrência entre as microcervejarias e o crescimento do setor no Vale.
"Decidimos fazer um lance alto para pegar um bom lugar no pavilhão", diz Georg Nuber, da cervejaria Heimat, de Indaial, criada em 2005. Ele explica que depois de dois anos como convidado e com espaços pré-determinados, agora vai estar localizado em um ponto que considera o melhor, na saída do pavilhão 1 para o pavilhão 2, depois de investir R$ 38 mil na licitação. A expectativa é de dobrar as vendas de chope neste ano, chegando a 25 mil litros nos 18 dias de festa. Em 2006, havia vendido 12 mil. A Heimat estará juntamente com Eisenbahn, Zehn, Wunderbier, Das Bier (estará na área fora chamada de Biergarten) e Bierland, todas produzidas na região. Elas dividirão espaço com a AmBev, que pela marca Brahma é a grande patrocinadora do evento. Bento Linhares, dono da Wunderbier, cervejaria com capacidade de 20 mil litros, e que participa da festa pela primeira vez, diz que a concorrência para um espaço no pavilhão foi grande na licitação. Ele ofereceu R$ 39 mil para cada uma das duas áreas que terá no evento. "Mas tiveram ofertas que chegaram muito perto, em R$ 36 mil e R$ 38 mil". O preço mínimo era de R$ 25 mil. Desde que entraram na Oktoberfest, as pequenas empresas conseguiram uma repercussão maior para seus produtos e já têm outubro como o melhor mês do ano em vendas.
As mais antigas abriram bares anexos às fábricas, e não há dúvida sobre a grande vitrine que conseguiram ao entrar na festa, em 2005. Juliano Mendes, diretor de marketing da Eisenbahn, diz que a disputa em torno da Oktoberfest entre as artesanais demonstra não só uma concorrência maior, mas também uma consolidação do setor. Ele perdeu um dos pontos que tinha no ano passado justamente para a Wunderbier, que fez uma oferta de preço maior, levando a Eisenbahn a entrar em uma segunda rodada da licitação, dos pontos que não tiveram ofertas da primeira vez. "Algumas cervejarias foram com muita sede ao pote. A festa é uma operação complexa, e neste ano existe uma multa para quem deixar faltar chope durante o evento", disse Mendes, que também acredita que a forte concorrência está relacionada ao fato de poucas ainda engarrafarem a sua produção, ficando com um mercado limitado de vendas. Algumas, contudo, estão tentando expandir e chegar mais perto do movimento feito anteriormente pela Eisenbahn, a maior da região, com capacidade de 160 mil litros por mês, e que engarrafa seu produto desde 2003.
A Zehn, localizada em Brusque, iniciou o engarrafamento no fim de 2006, a Heimat pretende lançar cerveja até novembro deste ano, e a Wunderbier programa esse tipo de produção para 2008.
A idéia é, a partir das garrafas, chegar a mercados mais longínquos do que o chope no barril, que, por ser perecível, não pode consegue viajar longas distâncias. "Vamos disputar espaço boteco a boteco com as grandes", diz Nuber, que investiu R$ 380 mil no processo de engarrafamento. A disputa em torno da Oktoberfest também foi além das licitações e envolveu a AmBev. Esta e as artesanais chegaram a propor preços diferentes para o valor do chope da festa. As pequenas queriam R$ 4, enquanto a AmBev manteria o preço do ano anterior, a R$ 3,50. A organização do evento acabou fechando o preço a R$ 3,75 (400 ml), com as artesanais acusando a Brahma de ter pressionado o valor para baixo para prejudicá-las. A Brahma se defende. Segundo a gerente de eventos, Bianca Schen, a empresa "pensou no consumidor”. A festa em Blumenau pela primeira vez contará também com cervejas importadas da Alemanha e da Bélgica, trazidas pela AmBev, que ainda vai colocar o chope escuro Brahma Black. De acordo com o diretor-presidente do parque Vila Germânica, onde ocorre o evento, José Carlos Oechsler, a taxa de câmbio favoreceu a entrada de 9 variedades de cervejas importadas, entre elas, a Leffe Blonde, Belle-Vue Kriek, Spaten Muenchen e Franziskaner Weisbier, porque o preço que chega ao consumidor não é mais tão alto. As belgas serão vendidas a R$ 5, e as alemãs, a R$ 7 (500 ml). A Oktoberfest recebeu investimentos no total de R$ 4 milhões.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia
Santa Catarina se rende ao sabor no ponto de Sol Shot
Inovação é a palavra que permeia a cerveja no ponto Sol desde seu lançamento, em outubro do ano passado. A FEMSA Cerveja Brasil comemora o sucesso de vendas de Sol Shot, a primeira garrafa de vidro de cerveja de 250 ml do Brasil. A caçula da família registrou, em apenas cinco meses, um crescimento surpreendente: de março a julho deste ano as vendas quadruplicaram. Sol Shot foi lançado com a proposta de uma nova atitude no consumo da categoria. Isto comprova a preferência do consumidor catarinense por produtos de qualidade e inovadores, por produtos no ponto.
Fonte: Apoio Comunicação + Marketing, por Marta Bertelli
Sem reciclagem, Brasil descarta 4,7 bilhões de garrafas PET na natureza.
Utilizadas principalmente por indústrias de refrigerantes e sucos, as garrafas PET movimentam hoje um mercado que produz cerca de 9 bilhões de unidades anualmente só no Brasil, das quais 53% não são reaproveitadas. Com isso, cerca de 4,7 bilhões de unidades por ano são descartadas na natureza, contaminando rios, indo para lixões ou mesmo espalhadas por terrenos vazios. Entre 1995 e 2005, a produção de PET, o plástico politereftalato de etila, para a fabricação de garrafas subiu de 120 mil toneladas para cerca de 374 mil toneladas, alavancada principalmente pela indústria de refrigerante.
Agora, o que tem despertado a preocupação de ambientalistas e autoridades ligadas ao setor é o interesse crescente de fabricantes de cerveja por esse tipo de embalagem. Duas pequenas empresas já usam o produto para comercializar chope em São Paulo, e uma terceira, em Recife, está testando resina plástica para embalagem de cerveja. Segundo a engenheira química Renata Vault, seriam necessários mais 4,5 bilhões de garrafas para atender à demanda das cervejarias.
Além do problema com o descarte das unidades na natureza, especialistas chamam a atenção para o fato de hoje não haver responsabilidade jurídica sobre a destinação do material por parte de quem fabrica ou consome PET. Diferentemente do que acontece com latas de alumínio, que pela reciclagem voltam a ser latinhas, PET não pode ser transformado novamente em garrafa.
"Além de ser foco de proliferação de insetos (quando deixada na natureza), o custo da PET também está no volume ocupado nos aterros e no transporte do lixo", diz o consultor ambiental Francisco Sertório. O diretor do Instituto Brasil Ambiente, Sabetai Calderoni, aponta as enchentes como o principal problema das garrafas plásticas descartadas. "Elas acabam invadindo piscinões e trazem prejuízo à sociedade."
Apesar de 53% da produção ainda não ser reaproveitada, especialistas também lembram que a própria reciclagem não é a melhor opção. "A reciclagem tem um custo muito alto para o ambiente", diz Renata Vault, que também é autora do livro Ciclo de Vida de Embalagens para Bebidas no Brasil. Para fazer a reciclagem do excedente atual, seriam necessários 224 milhões de quilowatts por hora de energia elétrica e 120 milhões de litros de água. "O ideal seria a redução do uso deste tipo de embalagem", afirma Renata. Sobre o baixo índice de reciclagem, a engenheira diz ser difícil dimensionar se é decorrente da falta de capacidade das recicladoras ou da dificuldade de coleta.
Desde 2002, uma liminar concedida em uma ação civil movida pelo procurador da República em Marília Jefferson Aparecido Dias condiciona a fabricação de cerveja em PET em todo o País a um Estudo do Impacto Ambiental (EIA) e a um Relatório de Impacto Ambiental (Rima). Antes de o Ministério da Agricultura autorizar o envasamento, o IBAMA precisa aprovar os estudos. "Só não entrei com uma ação contra os refrigerantes porque na época não era procurador", diz Dias.
Empresas, no entanto, já comercializam chope em PET sem ter os estudos. A Cervejaria Atlas produz cerca de 150 mil unidades mensais de chope artesanal em PET desde 1996. "A liminar não pode alcançar o passado", diz o sócio da Atlas, Maurício Baduy. Já a Belco, que também produz chope, diz que a empresa não fez o estudo porque a liminar é válida apenas para cerveja.
A Frevo, de Recife, está testando diferentes tipos de resina para produzir cerveja em PET. "Temos intenção de diminuir custos de logística e ganhar mercado, o que é muito difícil de ser feito por uma cervejaria independente", diz o diretor superintendente do grupo, Francisco Mota. Ele explica que o peso da embalagem PET equivale a um sétimo da de vidro.
A Ambev informou, por meio da assessoria, que a empresa tem tecnologia e estudo sobre impacto ambiental, mas só pensa em adotar a embalagem se as demais cervejarias usarem. Por nota, a Femsa, que comercializa a Kaiser, diz ser favorável ao desenvolvimento de tecnologias que garantam ao consumidor mais opção desde que elas mantenham a qualidade do produto e segurança ao consumidor e ao ambiente.
Fonte: O Estado de São Paulo
Consumidor do Norte é novo alvo das cervejarias
A AmBev está muito perto de decidir em que cidade da região Norte irá construir sua nova fábrica. Faltam definir os incentivos fiscais para bater o martelo e encerrar a disputa entre os estados. Será a segunda cervejaria da AmBev no Norte, que já tem trinta fábricas no país e pelo menos quatro em cada uma das outras regiões brasileiras. O fato é que a toda poderosa AmBev - e o mercado cervejeiro - está olhando atentamente para a região mais quente do país, que consome cerveja o ano inteiro. E, que apesar da menor renda, proporcionalmente, é a que mais cresce em vendas de cerveja. Até o ano retrasado, a Nielsen sequer auditava esse mercado, mas a pressão das cervejarias foi tanta, que a empresa contratou uma equipe especial para fazer o levantamento. Mas o critério usado pela Nielsen segue padrões de mercado e está longe do desenho geográfico do mapa brasileiro. A região "Norte" da Nielsen é formada por duas capitais autênticas - Belém e Manaus - além das nordestinas Teresina e São Luís. Ficam de fora Tocantins, Amapá, Roraima, Rondônia e Acre, onde o volume ainda é pequeno. A AmBev também faz uma leitura diferente da região. O seu "Norte" é formado por Pará, Maranhão, Amapá, Piauí, Amazonas e Ceará. O fato é que as vendas de cerveja na região Norte "expandida" avançam além de todas as outras porções do país.
"Quem quiser crescer no Brasil precisa estar no Norte de maneira agressiva", diz o consultor de bebidas, Adalberto Viviani. De janeiro a agosto deste ano, a região cresceu 18% em faturamento e 14% em volume de vendas, contra a média nacional de 11% em valor e 6,8% em volume. O vizinho Nordeste - segundo a base Nielsen - teve alta de 0,11% em volume, enquanto a Grande São Paulo, cresceu 11%. No ano passado, o crescimento também já tinha sido superior ao nacional - 15% de aumento nas vendas, contra 7% do Brasil. Mais de uma vez, o presidente da AmBev, Luis Fernando Edmond, disse que a companhia precisa aumentar sua capacidade de produção e o Norte brasileiro é justamente a região com menor presença fabril. No Nordeste, por exemplo, a empresa tem sete fábricas e no Sudeste, oito. Embora tenha três plantas em Manaus, apenas uma delas produz cervejas - as outras são de aroma, rolhas e uma terceira, na cidade de Maués, produz concentrado para refrigerantes. Atualmente, a região Norte é abastecida pelas fábricas do Nordeste e, eventualmente, Centro-Oeste. "O mercado do Norte está crescendo e o impacto do custo do frete é muito alto" disse Edmond na divulgação de resultados do segundo trimestre. "Precisamos de uma fábrica operando no verão de 2009", afirmou. Pela localidade das fábricas da AmBev na vizinhança, um dos candidatos mais fortes para receber a nova fábrica seria o Pará.
O grande entrave da região é a logística, um problema bastante sério, já que distribuição é a alma do negócio cervejeiro. O ciclo médio de entrega do produto na região é de três dias, contra apenas um ou até menos do que isso no restante do país. "A logística complexa ainda é o impedimento para que a região cresça de forma mais vigorosa", afirma Marcos Mesquita, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv). "Pelo menos 15% do preço final da cerveja é distribuição e lá é certamente mais do que isso." Por conta do custo do frete, muitas vezes, a cerveja lá acaba sendo mais cara. "Há um impacto maior na nossa margem do que no preço, mas às vezes não tem jeito e o produto acaba ficando entre 5% e 7% mais caro", afirma Marcel Sacco, diretor de marketing da Schincariol, dona de uma fábrica no Pará. Além do barco - que depende da cheia dos rios - a qualidade das estradas é ruim. Um caminhão que perca a chegada de uma barca pode significar mais sete dias sem produto. Para complicar ainda mais essa equação, a maioria dos pontos de venda são pequenos, com baixo capital de giro e pouco espaço para estoque, o que exige um reabastecimento mais freqüente. "Temos problemas muito diferentes aqui para administrar", afirma Alexandre da Silveira, diretor regional da AmBev, que coordena 80 mil pontos-de-venda.
Por outro lado, faz muito calor o ano inteiro e as empresas não enfrentam a forte sazonalidade que existe abaixo do Nordeste - o que é muito positivo para equilibrar melhor o fluxo de caixa das companhias. Mas as peculiaridades não terminam aí. A disputa entre as marcas é diferente do resto do país, com a Schincariol brigando mais de perto com as marcas da AmBev, que está na liderança, segundo dados Nielsen.
A Kaiser tem uma participação mais alta do que a média nacional em Teresina e Manaus, mas tem presença pequena nas demais capitais. As marcas Itaipava e Crystal, da Petrópolis, que já ultrapassaram a Femsa nacionalmente, não estão na região. A Cerpa, única marca local que concorre com os grandes, enfrenta problemas financeiros, segundo fontes do mercado, e só tem posição de destaque no seu estado de origem, o Pará. A Femsa tem uma unidade em Manaus que abastece toda a região. Há dois anos, a Schincariol construiu uma fábrica em Benevides, no Pará, para atender exclusivamente a região. Em 2006, as regiões Norte e Nordeste responderam juntos, por mais de 50% do faturamento da companhia. "A Nielsen nos dá uma participação de 11% na região, mas pelos nossos números internos, sabemos que é muito maior", diz Marcel, sem revelar, no entanto, a fatia que a empresa estima ter. No Nordeste, onde possui três fábricas, a empresa é líder com 35,5% de participação. A Schin, que já patrocina o Galo da Madrugada, o carnaval da Bahia, o carnaval do Rio e a Fórmula I, fechou este ano, o patrocínio do Círio de Nazaré, em Belém, com as marcas de água e refrigerantes.
Fonte: Valor Econômico – Empresas - Tendências & Consumo
Novo recorde na Oktoberfest de Munique
Mesmo que neste ano a festa tenha atraído cerca de 6,2 milhões de pessoas, quase 300 mil menos do que no ano passado, jamais se bebeu tanto em uma Oktoberfest como nesta edição, que se encerrou no dia 7 de outubro. Durante os 16 dias de festa foram vendidos 6,7 milhões de canecos de cerveja, que em Munique são de um litro e custam 7,90 euros.
Somente no ano passado foi superado o volume total de consumo, com 6,9 milhões de litros vendidos, "mas não se pode comparar, pois a última festa durou dois dias a mais do que o normal", disse Gabriele Weishaeupl, presidente do comitê organizador.
Foram saboreados 104 bois, dois a mais do que no ano passado. No total, a venda de comida aumentou 10%, afirmam os organizadores. Eles também destacam que nenhum problema maior foi registrado, salvo algumas brigas por efeito do álcool.
A polícia disse ter atendido mais chamadas nesta Oktoberfest do que em outros anos, mas – segundo dados policiais – a violência diminuiu. Peter Lang, responsável pela Cruz Vermelha bávara, comunicou que 565 pessoas precisaram de assistência médica durante a festa por terem exagerado na bebida.
Fonte: Deutsche Welle
Femsa investe em lojas de entrega de chopp em casa
Em mais um passo para tentar deslanchar sua marca Sol no mercado nacional, a Femsa Cerveja Brasil - empresa que produz as marcas Kaiser, Sol, Bavaria, entre outras - lançou a rede de lojas Chopp Sol Delivery. A cervejaria será parceira de empresários que queiram investir em lojas que oferecem serviços de entrega de bebidas e equipamentos para eventos. Além disso, as lojas deverão atender os consumidores com todos os produtos do portfólio da Femsa e da Coca-Cola. A iniciativa é resultado de seis meses de planejamento e da parceria com os 17 fabricantes autorizados de Coca-Cola. As novas lojas serão diferentes da rede de franquias OXXO, que a empresa administra no México, pois o sistema de concessões previsto para o País exclui a necessidade do pagamento de taxas mensais. Segundo o diretor nacional de vendas da Femsa no Brasil, Jorge Kowalski, será necessários investimentos de R$ 300 mil em cada loja.
A Femsa e os fabricantes autorizados da Coca-Cola arcarão com R$ 100 mil cada e o "concessionário" terá que desembolsar os outros R$ 100 mil. Todos os concessionários comercializarão os produtos das duas empresas com exclusividade. A meta é terminar este ano com 10 lojas. Cada uma delas deverá comercializar 10 mil litros de chopp por mês. "Desde que compramos a Kaiser detectamos que existe uma demanda importante de chopp, que era atendido de maneira informal. Nós aproveitamos essa necessidade para fazer um serviço padrão uniforme", afirmou Kowalski. De acordo com o executivo, a meta é inaugurar outras 15 lojas no próximo ano. A Femsa inaugurou a primeira Chopp Sol Delivery em São Paulo, no último sábado. Para o próximo mês estão previstas as inaugurações de uma unidade no Rio de Janeiro e outra em Alphaville, na grande São Paulo. Além disso, já está confirmada a entrada do modelo em Belo Horizonte.
"Estamos em negociação com algumas cidades do interior de São Paulo também", acrescentou Kowalski. Mercado: Em agosto, pelo terceiro mês consecutivo, a Femsa ocupou o quarto lugar em market share entre as maiores cervejarias do Brasil, segundo dados da AC Nielsen. A cervejaria mexicana manteve os mesmos 7,6% de participação no mercado, que é liderado pela Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) - das marcas Skol, Brahma e Antarctica, entre outras - com 67,7% de participação em agosto. A Schincariol, da marca NovaSchin, e a Petrópolis, das marcas Itaipava e Crystal, ocupam a segunda e terceira posições, com 12,3% e 8,3% respectivamente.
Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria
Fusão cria segunda maior cervejaria dos Estados Unidos
As cervejarias SABMiller e Molson Coors Brewing anunciaram ontem a fusão de suas operações nos Estados Unidos. A joint venture, que se chamará MillerCoors, terá vendas anuais de US$ 6,6 bilhões e será a segunda maior empresa de cervejas dos EUA, atrás apenas da Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser. A transação junta a segunda maior cervejaria do mercado americano, a SABMiller, detentora de marcas como Miller Lite, Miller Genuine Draft e Milwaukee's Best, à terceira maior, a Molson Coors, que fabrica as cervejas Coors Light, Molson Canadian e Molson Dry. Segundo Bonnie Herzog, analista do Citigroup, o negócio será positivo para a Molson Coors e poderá acelerar uma eventual junção da Anheuser-Busch com a maior cervejaria do mundo, a belgo-brasileira InBev. Mas converterá o mercado de cerveja americano em um duopólio.
A transação, por isso mesmo, ainda está sujeita à aprovação das autoridades de concorrência americanas. Estamos confiantes na liberação. Acreditamos que essa é uma transação pró-concorrência', disse o diretor-presidente da Molson Coors, Leo Kiely, que se tornará o diretor-presidente da joint venture. O diretor-presidente da SABMiller, Graham Mackay, disse que a nova empresa terá uma parcela de cerca de 30% do mercado americano, somando-se a parcela de 19% da SABMiller com a de 11% da Molson Coors, enquanto a Anheuser-Busch tem 50% do mercado. Segundo Mackay, as sinergias de US$ 500 milhões decorrentes da transação virão de economias principalmente com distribuição e vendas, mas não serão fechadas nenhuma das oito fábricas das empresas nos EUA - seis da SABMiller e duas da Molson Coors.
As empresas, que vêm mantendo conversações há cerca de um ano, disseram que a expectativa é que o acordo definitivo para a transação esteja concluído no final do ano, enquanto os analistas acrescentaram que a aprovação do órgão de concorrência deve vir de seis a nove meses após essa data. Segundo analistas há uma grande probabilidade de que a transação realmente se concretize, já que, do ponto de vista da regulação, já foi estabelecido um precedente com a Reynolds American. Em 2004, a Reynolds American comprou de uma só vez a segunda e a terceira maiores fabricantes de cigarro dos Estados Unidos para competir com a Altria, fabricante do Marlboro.
Pelo acordo anunciado ontem, a SABMiller ficará com 58% da joint venture, enquanto a Molson Coors ficará com os 42% restantes. Apesar disso, os direitos de voto foram divididos meio a meio entre os dois grupos. A SABMiller, com sede em Londres, é a segunda maior cervejaria do mundo em volume de vendas. O grupo foi formado em 2002, a partir da compra da Miller pela SAB, mas tem tido dificuldades para progredir nos Estados Unidos na sua luta contra a Anheuser-Busch, principalmente nas suas tentativas de empurrar os preços para cima. Sua participação no mercado caiu para menos de 20%. A Molson, do Canadá, juntou-se ao grupo americano Coors em 2005 e, a despeito do sucesso da Coors Light, tem lutado também para aumentar sua parcela de mercado. Suas outras grandes operações, no Canadá e na Grã-Bretanha, não serão afetadas pela transação nos Estados Unidos.
US$ 6,6 bilhões é a receita combinada da SABMiller e Molson Coors nos EUA; US$ 500 milhões será a economia conseguida pelas empresas com ganhos na distribuição e vendas; 30% do mercado americano terá a MillerCoors, empresa formada a partir da junção das duas operações; 50% do mercado americano tem a líder Anheuser-Busch.
Fonte: O Estado de São Paulo – Economia & Negócios
Os planos de Schincariol e Femsa para recuperar vendas
As vice-líderes do segmento de cerveja estão se movimentando para contra-atacar a AmBev e recuperar sua participação de mercado. Nos últimos meses, Femsa e Schincariol perderam fatias, enquanto a AmBev está recuperando lentamente a forte perda que sofreu em março. A Schincariol vive um momento difícil. Na última leitura Nielsen, foi a que mais perdeu participação: saindo de 12,6% para 12,3%. Em agosto do ano passado, tinha 12,2%. Acaba de trocar de agência de propaganda - a Famiglia perdeu o posto para a Y&R - e na semana passada fontes do mercado comentavam sobre suposto pedido de demissão do presidente Fernando Terni, que teria sido recusada pela família. Adriano Schincariol, em entrevista ao Valor, negou a informação. "Fernando Terni está cheio de desafios aqui", disse. Segundo o empresário, Terni ainda está estruturando a nova equipe. "Temos mais de 100 vagas em aberto e é ele quem está estruturando isso e vários outros projetos". Terni assumiu em fevereiro deste ano e até agora não apareceu como porta-voz da empresa. Adriano Schincariol diz, no entanto, que já acabou o período de transição no qual acompanharia Terni no dia-a-dia da companhia e que, desde julho, passou integralmente ao conselho de administração.
"Saí da área operacional, quem toca o dia-a-dia é ele", diz, enfatizando a todo o momento que dá carta branca não só a Terni, como também a Marcel Sacco, diretor de marketing. Quando perguntado sobre novas aquisições na área cervejeira, Adriano diz: "Isso é com o Marcel, ele que nos diz que marca deveríamos olhar". Este ano a Schincariol comprou a Baden-Baden (antes da chegada de Sacco) e a Devassa, para entrar no segmento premium. Com a compra da Devassa, que já opera no sistema de franquias, a Schincariol passou a estudar de perto as oportunidades desse mercado. O objetivo desse tipo de iniciativa é através do ponto-de-venda, se aproximar do consumidor. A Femsa decidiu partir para um modelo parecido. A empresa anunciou ontem um novo negócio, no qual divide com concessionários e distribuidores Coca-Cola o custo de abertura de pontos-de-vendas - que vendem chope das marcas da companhia, todo o portfólio de bebidas da Coca-Cola e presta serviços, como o aluguel de mesas, cadeiras, copos, chopeiras e tulipas. O investimento é de cerca de R$ 300 mil, sendo que cada um responde por um terço do valor. A meta é abrir 10 novos pontos-de-vendas até o final deste ano e outros 15 no próximo ano.
A venda estimada é de 8 mil a 15 mil litros de chope ao mês por loja. O ponto-de-venda funciona como um show room, com forte exposição da marca Sol, embora todos os produtos sejam vendidos ali, inclusive latinhas e long-neck. Apesar da venda dos produtos carro-chefe dos supermercados, Jorge Kowalski, diretor de vendas da Femsa Cerveja, diz que o objetivo não é concorrer com os clientes varejistas. O preço garante ele, não será menor que o dos supermercados. "Nosso objetivo é aproximar o consumidor das marcas e não concorrer com o cliente", diz. Em 2005, a AmBev fez um projeto parecido, mas teve problemas com o parceiro. Trocou de fornecedor e hoje, tem o chamado Chopp Delivery, com a marca Brahma.
Fonte: Valor Econômico – Empresas - Tendências & Consumo
AmBev estuda a Cerpa para crescer na região Norte
Os planos da AmBev para entrar no norte do país incluem a análise da Cerpa, cervejaria instalada em Belém do Pará. Segundo apurou o Valor, a Cerpa enfrenta dificuldades financeiras e a aquisição da cervejaria seria uma saída para a AmBev resolver rapidamente o problema de falta de capacidade produtiva que enfrenta desde o ano passado. Os benefícios fiscais que a Cerpa tem são um atrativo adicional. A compra seria feita nos moldes da aquisição da Cintra, empresa adquirida pela Ambev em março deste ano para suprir a demanda por produção. A marca Cintra não foi incluída na negociação - a Cintra tinha opção de venda - mas o prazo expira no próximo dia 28 e é praticamente certo que acabe nas mãos da própria AmBev, que pagará US$ 10 milhões pelo ativo.
Procurada, a Cerpa negou a informação e a AmBev disse que "não há negociação em curso." A Cerpa tem uma fábrica moderna em Belém, mas usa menos da metade da capacidade de produção. Um de seus principais produtos é a Cerpinha, produto da categoria super Premium. Em Belém, a Cerpa, que já concorreu de perto com as marcas da AmBev, tem hoje uma participação de mercado de 4,9%, atrás de Skol, Antarctica, Nova Schin e Kaiser. Cerpa também atua em águas e refrigerantes. A AmBev anunciou no início deste ano o interesse em construir uma nova planta na região Norte - a que mais cresce no Brasil em vendas de cerveja, segundo dados Nielsen. De janeiro a agosto, a região cresceu 14% em volume de vendas, contra a média nacional de 6,8%. Considerando-se a localização das fábricas da AmBev no Norte e Nordeste, o Pará é um dos Estados mais bem localizados em termos de logística e escoamento da produção. AmBev tem fábricas em Manaus, Teresina e São Luis. Com mais de 67% do mercado cervejeiro, além do portfólio de refrigerantes, a AmBev já sinalizou algumas vezes que precisa ampliar a produção. No final de 2006, por pouco, não faltou produto das suas marcas nas prateleiras.
Fonte: Valor Econômico – Empresas - Tendências & Consumo
AmBev amplia liderança no mercado de cervejas em setembro
A AmBev encerrou o mês de setembro deste ano com participação de 68% no mercado brasileiro de cervejas, o que representa um crescimento de 0,4 pontos percentual em relação a agosto. Segunda colocada, a Schincariol mostrou perda de 0,4 pontos percentual em sua fatia, que ficou em 11,9%. Estável em relação a agosto, a mexicana Femsa ficou em terceiro lugar, com participação de 7,6% do mercado brasileiro.
Os dados são da consultoria ACNielsen.
Fonte: Valor Online
Novidades da Bélgica chegam ao mercado
Depois do lançamento na Oktoberfest de Blumenau, as cervejas belgas importadas pela Ambev devem chegar ao mercado na semana que vem. A Leffe, cerveja tipo abadia - nas versões Blonde (6,6% de teor alcoólico), Brown (6,5%) e Radieuse (8,2%) -, a Belle Vue, uma lambic (5,1%) e a Hoegaarden (4,9%), que não chegou a tempo para a Oktoberfest, devem custar em torno de R$ 6,00.
A AmBev ainda lançou durante a festa um chope batizado Brahma Red - produzido apenas por ocasião do evento.
Fonte: O Estado de São Paulo
Cervejarias do Japão entram na área farmacêutica
Enquanto as cervejarias dos Estados Unidos e da Europa compram concorrentes para continuar competitivas, algumas empresas japonesas do setor resolveram adotar uma estratégia diferente: expandir os negócios para uma série de outras áreas, entre elas a farmacêutica.
A mais recente investida de uma cervejaria japonesa ocorreu na sexta-feira, quando a Kirin Holdings Co., a empresa do setor cervejeiro japonês com maior valor de mercado, informou que estava discutindo a compra de uma participação na Kyowa Hakko Kogyo Co., uma farmacêutica de médio porte. A transação pode atribuir à Kyowa Hakko, que produz remédios para alergia e terapias contra o câncer, um valor de mais de US$ 5 bilhões, dizem especialistas em fusões e aquisições.
Um porta-voz da Kirin confirma que a empresa estava em negociações com a Kyowa Hakko, mas não comenta se as conversas continuam em pé ou qual o tamanho da fatia que a empresa poderia assumir. A Kyowa Hakko informa que sempre avalia potenciais alianças, mas que nada concreto havia sido decidido. Pode parecer inusitado para uma cervejaria estar interessada em adquirir uma farmacêutica. Mas a Kirin já tem uma operação farmacêutica considerável, que gera 10% de seu lucro operacional, e acredita que esta será uma área de crescimento.
A mais recente iniciativa da Kirin ressalta uma diferença fundamental na forma com que as cervejarias japonesas vêem seu futuro em relação às empresas ocidentais do setor. Como a compra de uma empresa da mesma área costuma exigir demissões e fechamentos de fábricas, os japoneses tendem a evitar fusões. Isso tem estimulado as quatro grandes cervejarias do país a diversificar em segmentos bem distantes, de comida para bebês a flores.
Analistas alertam que as recompensas dessa estratégia podem demorar a chegar porque a aprovação de novas drogas pode exigir anos. Eles dizem que a consolidação seria mais útil à indústria.
"Os farmacêuticos representam um grande sonho no longo prazo", diz Naomi Takagi, analista do J.P. Morgan Chase & Co., em Tóquio. Takagi diz que as cervejarias japonesas teriam um retorno melhor se fossem mais agressivas no investimento em empresas estrangeiras do setor.
As cervejarias japonesas têm algumas participações em empresas estrangeiras, mas os negócios foram todos relativamente pequenos. Segundo elas, os esforços para diversificar em geral aproveitam à força de suas operações de cerveja. Por exemplo, a Asahi Breweries Ltd., a segunda maior do país, produz remédios para digestão desde antes da Segunda Guerra Mundial porque não quer desperdiçar os restos de levedura de sua produção de cerveja.
A diversificação pode ser arriscada. Quando bem executada, uma linha de negócios diversificada pode proteger uma empresa das fases ruins em suas outras operações. Mas as empresas também podem entrar em áreas nas quais têm pouca experiência e dificuldade de administrar, o que desvia a atenção das operações principais.
Para as cervejarias japonesas, que vêm diversificando há várias décadas, os resultados são variados. A receita está estagnada nas três grandes cervejarias que são negociadas em bolsa. Mas a Asahi Breweries e a Kirin têm conseguido aumentar os lucros líquidos em parte por causa de seus negócios diferentes. A Sapporo Holdings Ltd., os viu declinar.
As cervejarias ao redor do mundo têm enfrentado menor crescimento. A popularidade das microcervejarias e dos vinhos roubou parte do grande crescimento que as grandes cervejarias costumavam desfrutar. Estas empresas também enfrentam custos mais altos, do cereal que é à base da cerveja ao alumínio que é utilizado em suas latas.
A nova dinâmica do setor levou as cervejarias ocidentais a se fundirem, criando empresas maiores, para obter economias de escala. Ao se unirem, elas podem cortar despesas administrativas e ganhar poder de barganha com os fornecedores.
Este mês, a britânica SABMiller PLC e a canadense-americana Molson Coors Brewing Co., informaram que fundirão suas operações nos EUA para reduzir custos. Na semana passada, a holandesa Heineken NV e a dinamarquesa Carlsberg AS informaram que haviam formado um consórcio para fazer uma oferta pela britânica Scottish & Newcastle PLC (S&N).
As cervejarias japonesas têm resistido à tendência de consolidação, apesar de enfrentarem uma deterioração ainda maior de seus negócios. As vendas de cerveja no Japão caíram por dez anos consecutivos e estão agora na metade do volume de 1996, segundo a Associação de Cervejarias do Japão. Este ano, a Sapporo se viu sob ataque porque havia diversificado tanto que sua divisão imobiliária estava se saindo melhor que à operação de cerveja. Isso atraiu um fundo de hedge americano, o Steel Partners Ltd., que adquiriu uma grande participação e queria assumir o controle da empresa. Muitos investidores especularam que o fundo queria vender as operações de cerveja a uma das outras empresas do setor. A Sapporo reagiu e venceu. (Colaborou Miho Inada)
Fonte: Valor Econômico, por Andrew Morse
Marca Cintra termina nas mãos da AmBev
No próximo domingo, 28/10, vence o prazo de seis meses para a venda da marca de cerveja Cintra. O empresário português José de Souza Cintra vendeu, inicialmente, duas fábricas para a AmBev por US$ 150 milhões no dia 28 de março - mas a negociação previa aquisição posterior da marca e da distribuição, caso não fossem vendidas a um terceiro. Segundo o Valor apurou, a partir de segunda-feira a AmBev assumirá os ativos por US$ 10 milhões, como previsto em contrato. Desde o início, a AmBev enfatizou que o objetivo da compra era ampliar a sua capacidade produtiva - e nunca demonstrou grande interesse pela marca.
Na divulgação da compra, o diretor de assuntos corporativos da AmBev, Milton Seligman afirmou que a opção de venda da marca fazia parte do contrato porque tanto a AmBev, quanto Souza Cintra acreditavam que outras empresas teriam mais interesse na marca. "Acredito que o valor de venda seja maior do que US$ 10 milhões", disse. Segundo fontes do mercado, havia outras empresas interessadas na marca - como a Schincariol - mas a divulgação do valor pago pela AmBev teria afastado os possíveis compradores.
O ativo era avaliado no mercado por um valor superior ao previsto no contrato. "Ninguém estava disposto a pagar mais do que a AmBev pagaria", diz uma fonte. Por isso, circulam rumores no mercado que Souza Cintra teria exigido da AmBev um valor maior pela marca e distribuição devido a possível desvalorização desses ativos. A AmBev só se pronunciará sobre a marca na semana que vem. Procurado, Souza Cintra não retornou as ligações. Nesses seis meses, toda a operação da Cintra ficou sob responsabilidade da AmBev, inclusive a política de marketing e preços. Logo no início, a empresa fez algumas demissões estratégicas, como o diretor-geral e diretor de vendas, além de gerentes. Mas informa ter contratado 200 novos funcionários e feito um investimento de R$ 7,5 milhões na fábrica de Mogi-Mirim (SP). Hoje, boa parte da equipe é da AmBev. Durante a gestão AmBev, a participação de mercado da Cintra teve um leve recuo.
Nacionalmente, segundo dados Nielsen, passou de 1,1% em março para 0,9% em setembro. Na região do Rio de Janeiro - onde a marca tinha maior presença - em volume, a participação caiu de 5,7% em março para 5,1% em setembro. Em valor, no período, caiu de 4,6% para 4%, o que indica redução de preços. A AmBev chegou a assinar um Apro (Acordo de Preservação da Reversibilidade da Operação) com o Cade comprometendo-se a manter a produção e vendas da Cintra e o mesmo investimento em marketing dos 12 meses anteriores à compra.
O objetivo foi preservar a atividade da Cintra até que o Cade decida sobre a compra. Pouco mais de um mês depois de assumir a Cintra, a AmBev já começou a produzir o refrigerante H20H! em Piraí (RJ). Em junho, teve início a produção de Brahma e em julho, de Antarctica. A unidade de Mogi Mirim (SP) produz hoje as cervejas Brahma, Antarctica e Caracu. Fontes do mercado acreditam que a AmBev usará a Cintra como marca de combate. Geralmente, quem assume esse papel é Antarctica, mas há um patamar mínimo que uma marca com o suporte de comunicação como essa consegue suportar. A Cintra possui 50 distribuidores exclusivos - que devem passar à AmBev. Muitos dos contratos são recentes e vencem entre 2009 e 2011. Antes de fechar com a AmBev, José de Souza Cintra estava negociando a venda da companhia para a Petrópolis e chegou a assinar uma oferta vinculativa de aquisição - com multa de US$ 25 milhões em caso de desistência. A cervejaria Petrópolis move um processo, que está sendo julgado pela Câmara de Arbitragem Brasil-Canadá, para impedir a venda da Cintra para a AmBev.
Fonte: Valor Econômico – Empresas - Tendências & Consumo
Cervejaria Scottish & Newcastle rejeita oferta da Heineken e Carlsberg
A Scottish & Newcastle (S&N), a maior cervejaria britânica, rejeitou as aproximações de compra de seus concorrentes Heineken e Carlsberg no valor de 6,8 bilhões de libras (cerca de 9,7 bilhões de euros), que qualificou de "irrisórias".
O presidente da S&N, Brian Stewart, acusou essas duas companhias de tentar comprar sua empresa, com sede em Edimburgo, "a preço de saldo", com uma proposta de 7,20 libras por ação, inferior ao valor atual de seus títulos na bolsa, informou hoje (26/10) a imprensa britânica.
"Esta oferta não solicitada e irrisória é um esforço para obter a carteira de investimentos única da S&N a um preço de saldo", disse Stewart, que afirmou que sua empresa continuará "adotando todas as ações" para "maximizar o valor dos acionistas".
Segundo o jornal britânico "The Times", caso prospere a oferta, a S&N poderia ser dividida, de modo que a dinamarquesa Carlsberg ficaria com a Baltic Beverages Holding (BBH), assim como com suas operações na França, na Grécia e na China. A holandesa Heineken passaria a controlar as vendas no Reino Unido, Irlanda, Portugal, Finlândia, Bélgica, EUA e Índia.
Fonte: Agência EFE
Governo conclui projeto que proíbe venda de bebida em estradas federais
O governo vai enviar ao Congresso na próxima semana um projeto de lei que é a espinha dorsal da Política Nacional sobre Álcool. Pela proposta, que deverá tramitar em regime de urgência, passa a ser considerada bebida alcoólica toda aquela que tiver mais de 0,5° Gay-Lussac - o que inclui cervejas, tônicos e energéticos. O projeto de lei também proíbe a venda desse tipo de produto ao longo das rodovias federais. A decisão foi tomada nesta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto do projeto já foi assinado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Félix.
"Essa medida tem uma ampla aceitação. E o Congresso certamente irá atender aos interesses de toda a população", afirmou o ministro da Saúde.
Hoje, vários projetos sobre o assunto tramitam no Senado e na Câmara. A discussão, no entanto, não avança, principalmente por causa da pressão exercida pela indústria do álcool. Temporão, porém, está convencido de que a trajetória desse projeto será diferente. "Ela não irá demorar. Há grande apelo popular.” Além dele e do general Félix, o projeto será assinado pelos ministros de Cidades, Educação, Transportes e Justiça, que integram o Conselho Nacional Antidrogas. A medida é debatida desde 2003, quando o governo começou a estudar uma política nacional para reduzir o abuso de álcool no País. Com o lançamento da política nacional, há cinco meses, o governo fez um longo debate para definir qual seria a melhor forma de alterar a classificação de bebidas. Uma medida provisória sobre o tema chegou a ser feita e até assinada por alguns ministérios. Mas o formato não vingou. "O projeto de lei abre espaço para debate público, audiências", afirmou Temporão. O formato também atende a um apelo feito pelo presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Somente depois da lei com a nova classificação deverá ser proposta uma nova regra para a regulamentação de bebidas - esta sim, apontada por especialistas como questão crucial no combate ao abuso de álcool.
Pela resolução, já pronta na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), propagandas seriam permitidas somente depois das 21 horas. Se editada agora, a regra valeria apenas para bebidas com mais de 13° Gay-Lussac - o que deixaria de fora os energéticos e cervejas. Atualmente, para fins legais, é considerada bebida a substância que apresentar mais de 13° Gay-Lussac.
Desde que assumiu o ministério, Temporão dedica parte de seus discursos para alertar sobre os riscos provocados pelo consumo excessivo de álcool.
Nessa tarefa, chegou até mesmo a travar uma discussão pública com o músico Zeca Pagodinho, que é garoto-propaganda de uma marca de cerveja. "Quando reduzirmos o consumo excessivo, a associação entre álcool e direção, certamente teremos uma diminuição drástica das internações e mortes provocadas por violência e acidentes de trânsito", acredita Temporão.
Em uma visita feita a Unidades de Terapia Intensiva de hospitais na região Sul do País, o ministro constatou que quase três quartos das vagas eram ocupados por pessoas vítimas de agressões por revólver e acidentes. "Todos ganharão com a redução do abuso. A saúde terá menos gastos, vidas serão poupadas", completou Temporão.
O impacto na saúde pública é evidente. O SUS gastou entre 2002 e junho de 2006 R$ 36,8 milhões para tratamento de dependentes de álcool e outras drogas. Além disso, outros R$ 4,3 milhões foram gastos com procedimentos hospitalares e internações relacionadas ao abuso de álcool.
As medidas também serão importantes para reduzir o aumento do consumo entre a população mais jovem - outra grande preocupação do governo e de especialistas.
Levantamento feito pela Secretaria Nacional Antidrogas mostra que a idade em que as pessoas começam a beber está caindo e a quantidade consumida, aumentando de forma expressiva. Segundo a pesquisa, um terço dos brasileiros de 14 a 17 anos já bebeu alguma vez na vida. Desse grupo, 16% já consumiram bebidas alcoólicas em excesso - ou seja, cinco doses ou mais ao longo de um dia.
Fonte: O Estado de São Paulo
AmBev adia decisão sobre marca
A AmBev prorrogou para o dia 5 de novembro o prazo para assumir a marca e a distribuição da cerveja Cintra. Inicialmente, a data estipulada para que a empresa ficasse com os ativos era 28 de outubro - seis meses após o anúncio da compra das fábricas. Segundo a AmBev informou através da sua assessoria de imprensa, o prazo foi ampliado para que a empresa possa providenciar a documentação necessária para a transferência dos ativos - o que soou estranho para o mercado, uma vez que a AmBev teve tempo hábil para isso. Segundo fontes do setor, seria estratégia das partes para ganhar tempo. Haveria um imbróglio na negociação, porque José de Souza Cintra teria pedido à AmBev um valor superior aos US$ 10 milhões estipulados em contrato. A AmBev nunca teve grande interesse em ficar com a marca e, sobretudo, com a distribuição. Pelo contrato, a AmBev incorporaria os ativos caso Souza Cintra não os vendesse para um terceiro.
Fonte: Valor Econômico – Empresas - Tendências & Consumo
Heineken lança embalagem de 600 ml descartável no auto-serviço
A cerveja Heineken, produzida no país pela FEMSA Cerveja Brasil e reconhecida em mais de 170 países pelo inconfundível verde de suas embalagens, lançou nacionalmente as embalagens descartáveis de 600 mililitros no auto-serviço.
A Heineken 600 ml é a novidade em cerveja para dividir com os amigos. "O visual diferenciado da garrafa foi desenvolvido especialmente para agradar a preferência dos brasileiros pela cerveja", explica o gerente da marca no Brasil, Herbert Gris.
Para divulgar o novo produto, a Power Comunicação Promocional desenvolveu réplicas de bares em pontos-de-vendas, com foco em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, para consumidores conhecerem o lançamento. Nos locais estratégicos, a agência desenvolveu o Bar Premium, com ambiente caracterizado, promotores uniformizados, exposição de produtos e transmissão dos gols da copa da UEFA. Em um segundo formato, o bar funcionará como balcão de degustação e gôndola. A Heineken também premiará os consumidores que comprarem quatro garrafas, com copo exclusivo da marca. A promoção acontece durante todos os fins de semana, de outubro a novembro.
Produzida há 17 anos no Brasil, a cerveja consolidou-se como marca para aqueles que buscam qualidade, sabor, inovação e, principalmente, estilo.
Fonte: Apoio Comunicação + Marketing, por Marta Bertelli
O consumo de cerveja na Venezuela é o mais alto da região
O consumo per capita de cerveja na Venezuela é o mais alto da América Latina (região medida com exceção do Brasil): 90 litros anuais por pessoa, estimados no final de 2007.
A medição é um dado que a Cervejaria Brahma utiliza, a qual insiste que o país é seu mercado mais importante dentro da região de acordo com o comentado por seu gerente de Mercado, José Luis González. Tanto é assim, que a corporação AmBev, a empresa matriz da casa Brahma, está trazendo para a Venezuela a direção regional (o cérebro latino-americano) das operações da cervejaria.
No ano passado, o consumo per capita no território nacional era de 80 litros anuais. Já não há muito espaço para onde se pode estender, diz González.
Estima-se que ao ano se consome no país mais de 2,5 bilhões de litros desta bebida alcoólica, sendo que o nicho de maior consumo é o de produtos light, com 40% de participação do total.
Esta preferência faz com que o mercado venezuelano tenha padrões similares ao norte-americano.
A cerveja light possui 4% de álcool, menos do que a Pilsen (que é a preferida no restante da América Latina, com até 90% do consumo), que possui 5%. A terceira variante que se encontra nestes locais, a cerveja Ice, tem um valor intermediário de 4,5%.
E nesse segmento light, a Brahma vê a sua força. A marca se orgulha de apresentar 51% de participação que tem no nicho, na região da capital. È uma liderança que se reflete com 43% na região nordeste da Venezuela, que inclui os pontos de Puerto La Cruz e Barcelona. Cumaná, por outro lado, possui 49% de participação entre as lights, e Maracay, 39%.
Este é o terceiro ano consecutivo em que a marca consegue manter um rendimento positivo na preferência entre consumidores, o qual, de acordo com o gerente de marketing da empresa, é em parte uma conseqüência de uma agressiva estratégia de vendas e distribuição.
Seu produto estrela, Brahma Light, é uma cerveja elaborada na fábrica da AmBev Venezuela instalada em Barquisimeto, lançada em 2001. González explicou que a AmBev executa anualmente um Programa de Qualidade Sensorial mediante o qual são avaliadas as principais marcas de cerveja que a multinacional elabora em 28 fábricas localizadas no Brasil, Equador, Guatemala, Peru, República Dominicana, Chile e Venezuela. "Em 2006, a Brahma Light foi reconhecida como a primeira entre as marcas avaliadas da AmBev, depois de aplicar numerosas provas em que participaram mestres cervejeiros e peritos em degustação, que certificam que os venezuelanos estão consumindo uma das melhores cervejas que a empresa elabora na América Latina".
Como parte da estratégia de divulgação da imagem da Brahma Light, a AmBev está executando uma nova campanha com um conceito que tem como imagem a modelo Jessika Grau, cujo slogan é: "Tiveste que passar por outras, para descobrir a melhor".
Segundo estudos das empresas de pesquisa Consultores 21 e IPSOS, as campanhas publicitárias e as promoções da Brahma se posicionam como as mais recordadas e melhor avaliadas dentro do segmento.
Fonte: El Universal - Cámara de la Indústria Cervecera Argentina, por Eduardo Camel Anderson
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