Notícias de mercado
2009 - Outubro
Desfile na Rua XV de Novembro, com mais de 100 atrações, promete encantar os visitantes
Os primeiros sinais de que a 26ª Oktoberfest vai começar foram vistos na tarde desta quarta-feira em Blumenau. Um desfile surpresa invadiu a Rua XV de Novembro no Centro da cidade. Mas os 18 dias de festa começam nesta quinta-feira.
Assim que fritz e fridas, com seus carros decorados, formarem a concentração do Desfile de Abertura na Alameda Rio Branco, no início da noite, o clima de festa tomará conta da população. Depois da parada na área central da cidade, é só aguardar a sangria do barril no Parque Vila Germânica, marcada para as 22h.
Desfile conta a história
O desfile desta quinta traz, além de Dr. Blumenau e os 17 imigrantes, a história da imigração em todo o Estado, iniciada em São Pedro de Alcântara. Carros e alegorias que vão ajudar a contar detalhes desse movimento migratório ainda vão receber os últimos retoques.
Para garantir rua cheia, serão mais de 100 atrações em cada um dos seis desfiles previstos. São 15 carros alegóricos e mais os representantes dos Clubes de Caça e Tiro, com trajes coloridos e danças típicas, grupos folclóricos e tradicionais bandas alemãs.
Se chover, a organização pode cancelar o desfile uma hora antes do horário da apresentação.
Preço da comida tem pouca variação
Nesta quarta, o Parque Vila Germânica divulgou os preços da alimentação. Há duas novidades para esta edição: um buffet de sopas e um café colonial, ambos oferecidos no Setor 1. A Oktoberfest deste ano terá 18 pontos de venda de alimentação. Os preços são praticamente os mesmos cobrados em 2008.
As diferenças estão no petisco alemão que antes variava de R$ 12 a R$ 25 e nesta edição a variação é de R$ 18 a R$ 28. A outra mudança foi na codorna recheada, em 2008 o prato custava R$ 8 e passou a custar R$ 10.
A maior variação ficou por conta dos pratos típicos, como eisbein e marreco recheado. O primeiro teve acréscimo de R$ 2, passando para R$ 20 e o segundo subiu de R$ 20 para R$ 23.
O copo de chope de 400 ml passou de R$ 3,75 no ano passado, para R$ 4. O refrigerante e a água subiram de R$ 2 para R$ 2,50. As cervejas importadas voltam a marcar presença neste ano.
No Biergarten, conhecido como Jardim da Cerveja, localizado na parte externa do Parque, serão vendidas cervejas da Alemanha, Bélgica e Argentina. Haverá seis tipos há disposição.
Confira o blog Esquenta Oktober à http://oktoberfestbnu.blogspot.com/2009/09/cidade-da-cerveja-no-setor-1.html
Fonte: Diário Catarinense - 01/10/2009
FEMSA realiza Degustação Técnica de Cervejas em homenagem à imprensa e a seu trabalho no município
Atendendo convite formalizado pela FEMSA do Brasil, a equipe do jornal Feira Hoje esteve participando na terça-feira (29) às 19:00 horas, juntamente com representantes de diversos segmentos da sociedade feirense da “Degustação Técnica de Cervejas”.
De acordo com seus organizadores este é um dos programas, que socializa a expertise técnica da empresa, e que opta por oferecer especialmente à imprensa no mês de setembro, em homenagem ao seu trabalho no município de Feira de Santana.
De acordo com Thais Prohmann organizadora do evento a “Degustação Técnica de Cervejas” pretende mostrar a um público leigo um pouco da técnica utilizada pelos mestres cervejeiros para degustar e testar o produto para o mercado, lembrando que antes de chegar ao consumidor à cerveja é testada em inúmeras fases e um destes testes é a degustação técnica feita pelo mestre cervejeiro (bem mais técnica que a demonstrada).
O objetivo do encontro foi fazer com que o público leigo entendesse a dificuldade em distinguir as diferenças sutis das cervejas.
O evento transcorreu de forma agradável e após ouvirem a rápida palestra do mestre cervejeiro Roberto Manzano que falou sobre a técnica da degustação. Logo após feita a explanação, os convidados participaram de um teste e no final foi oferecido um coquetel regado a muita cerveja. Houve brinde para o participante que obteve melhor pontuação no teste. Os demais foram agraciados com Kits fornecidos pela empresa cervejeira.
Fonte: Jornal Feira de Hoje - Especial – 01/10/2009
O babaçu que virou cerveja
Com materiais como o coco do Nordeste ou a casca de arroz, a AmBev reduz emissões em 27%
O programa da AmBev para reduzir emissões de gases do efeito estufa espelha o perfil que deu fama à empresa no mundo dos negócios: é agressivo. A companhia introduziu o uso de biomassa na geração de energia para sua linha de produção. Atualmente, 29% da energia gasta na produção de bebidas vem da queima de materiais como casca de arroz, casca de coco de babaçu ou galhos cortados em processos de poda. A queima da matéria orgânica produz, sim, gás carbônico – mas, em contrapartida, é preciso plantar para fornecer a biomassa, e o processo absorve gás da atmosfera.
Das 33 fábricas que produzem bebidas no Brasil, oito já têm usinas de biomassa. A mudança de matriz energética exigiu um investimento de R$ 24 milhões nos últimos dois anos. O resultado foi uma redução de 27% nas emissões nos últimos cinco anos.
Para ser eficaz, a iniciativa obriga a AmBev a adotar outro mantra da sustentabilidade: consumir produtos locais. Em cada fábrica, as usinas de biomassa têm de se adaptar aos recursos disponíveis nas redondezas. “No Rio Grande do Sul usamos casca de arroz”, afirma Beatriz Oliveira, gerente corporativa de meio ambiente da AmBev. “No Piauí, casca de coco de babaçu. Se a matéria-prima não for local, o transporte anula a redução de gases.”
O gasto vale a pena: ignorar o problema pode sair mais caro. O aquecimento global pode alterar a oferta de água, malte e lúpulo. Além disso, o uso contínuo da nova matriz compensa, pois a energia é mais barata.
Fonte: Revista Época - Sociedade, por Salvador Nogueira – 01/10/2009
O vinho que se cuide
Tremoço e amendoim não dão mais conta. O boom da cerveja exige harmonizações mais ousadas. Bares e restaurantes já se movimentam. E aí vão dicas para você mesmo tentar combinações. Erre à vontade. Quando acertar, a cerveja e o prato agradecerão
Já foi o tempo em que os "parceiros ideais" para a cerveja eram o amendoim e o bolinho de bacalhau, entre outras especialidades da "baixa gastronomia" de boteco. Além de um admirável mundo novo de estilos, aromas e sabores, o boom da cerveja no Brasil trouxe uma curiosidade crescente sobre como levar a bebida para a mesa, harmonizando-a com pratos.
O primeiro passo foi dado pelas microcervejarias que investiram em receitas diferentes, com as harmonizações entre a nobre bebida fermentadas e os queijos ganhando destaque. Agora, cada vez mais bares e restaurantes apostam em cardápios didáticos, que apontam sugestões de combinação.
Arriscar harmonizações por conta própria, em casa, é uma boa brincadeira. Para ajudar você a acertar na escolha, o mestre cervejeiro norte-americano Garrett Oliver indicou uma "cervejoteca básica" e pratos para acompanhar.
A primeira regra é buscar cervejas e pratos de "força equivalente". Nada de tomar uma barley wine - envelhecida, densa e alcoólica - com uma salada. Nem abrir uma cerveja de trigo com um pesado ensopado de carne. A tática do Davi contra Golias não funciona tão bem no mundo fermentado. A partir daí, deve-se trabalhar com as interações: amargor, álcool, carbonatação e maltes torrados fazem bons contrapontos a pratos gordurosos e adocicados. Da mesma forma, receitas mais maltadas e adocicadas atenuam o apimentado ou o ácido de uma refeição.
Já uma cerveja com muito lúpulo e amargor acentua o picante. Segundo Oliver, há contrastes que funcionam, como a fruit beer, ácida, para balancear o bolo de chocolate.
A regra mais importante, porém, é arriscar. Nem todas as combinações darão certo, mas você pode se surpreender.
"Há mais de 120 estilos de cerveja. Todo prato tem seu par. Sabe o que não vai bem? Fechar a cabeça e não experimentar", diz a beer sommelier brasileira Cilene Saorin.
CERVEJAS DE TRIGO | Estilo alemão ou belga
Elas são leves, carbonatadas, refrescantes e bastante versáteis
Vão bem com pratos leves como saladas, sushis, algumas especialidades da cozinha asiática e receitas apimentadas
Não se dão bem com sobremesas feitas com chocolate
Prove as importadas disponíveis no Brasil, como a Schneider Weisse, Weihenstephaner, Franziskaner e Licher, além das conhecidas Erdinger e Paulaner. Entre as de estilo belga, Hoegaarden, Estrella Damm Inedit e La Trappe Wit
Prove as nacionais Bamberg Weiss, Eisenbahn Weizenbier, Baden Baden
AMBER LAGER | Estilo vienna/märzen (ou oktoberfestbier)
Elas têm sabores de caramelo, pão e malte equilibrados com o amargor moderado
Vão bem com a maioria dos pratos, são perfeitas com hambúrgueres, filés, pizzas e comidas grelhadas
Não se dão bem com queijos azuis, como o roquefort e o gorgonzola
Prove as importadas disponíveis no Brasil, entre elas, a holandesa Christoffel Robertus (vienna) e cervejas de Oktoberfest, como as alemãs da Spaten, Erdinger, Paulaner e Lowenbräu, que costumam aportar no País nesta época do ano
Prove a nacional Eisenbahn 5, que leva uma carga extra de lúpulo
ALE OU LAGER ESCURA | Com alguma doçura
Elas têm sabores de caramelo e tostados
Vão bem com filés, costeletas, presunto, salsichas e churrasco. Também surpreendem quando harmonizadas com pratos da cozinha mexicana, que geralmente inclui feijões e sabores defumados
Não vão bem com queijo gorgonzola (caso das brown ales) nem com peixes (bock)
Prove as importadas disponíveis no Brasil, como a holandesa Christoffel Bok, as alemãs Weihenstephaner Tradition Dunkel e Köstritzer, Pfungstadter 1831 e Warsteiner Dunkel
Prove as nacionais Eisenbahn Dunkel, Baden Baden Bock, Bamberg Schwarzbier, Falke Bier Dunkel, Dado Bier Royal Black, Kaiser Bock, Bohemia Escura.
PALE ALE ESTILO AMERICANO | Ou india pale ale (IPA)
Elas são aromáticas, com notas cítricas, agudas, lupuladas
Vão bem com pratos apimentados que tenham elementos cítricos. Funcionam com comida mexicana, tailandesa e vietnamita
Não se dão bem com sobremesas
Prove as importadas disponíveis no Brasil, como as inglesas Meantime IPA, Urthel Hop-it, Greene King IPA, Fuller’s Lodon Pride ou IPA
Prove as nacionais Colorado Índica, Falke Bier Estrada Real, Eisenbahn Pale Ale e Backer Pale Ale
CERVEJAS DE FRUTAS | De preferência belgas
Elas têm sabores como o de framboesa e o de kriek (um tipo de cereja mais azedo), que são adicionadas à cerveja durante a fase de fermentação
Vão bem com aperitivos e sobremesas, especialmente as que levam chocolate, ou cheesecake e sorvetes
Não vão bem com sushi
Prove as importadas disponíveis no Brasil, como a Boon Kriek, Liefmans Kriek ou Frambozenbier, St. Louis Premium Framboise ou Premium Kriek
Infelizmente, não há cervejas do estilo produzidas no País em escala comercial. Quando muito, pode-se esbarrar com alguma boa produção caseira do gênero.
PILSENS GENUÍNAS | Estilo alemão ou checo
Elas são secas, agudas, afiadas e aromáticas. Seus sabores diretos as tornam versáteis e o amargor agudo confere a estas cervejas poder cortante, além de refrescar
Vão bem com pratos apimentados e a base de frutos do mar robustos
Não se dão bem com sobremesas
Prove as importadas disponíveis no Brasil, como a holandesa Christoffel Blond, a escocesa Harviestoun Schiehallion, a alemã Krombacher e as checas 1795 e Czechvar
Prove as nacionais Wäls Pilsen, Bamberg Pilsen.
STOUT | Com notas de café e chocolate
Elas são densas, têm notas de malte torrado e, em alguns casos, de chocolate
Vão bem com feijoada, carnes de churrasco, costeleta de porco grelhada e sobremesas de chocolate, tortas e sorvetes
Não vão bem com pescado, queijos frescos e pratos da cozinha tailandesa
Prove as importadas disponíveis no Brasil, como a australiana Coopers Best Extra Stout e as inglesas Meantime London Stout e Marston’s Oyster Stout, além da Guinness Draught ou da menos conhecida (e melhor) Guinness Special Export. Por proximidade de estilo, há a Fuller’s London Porter e a Meantime London Porter
Prove as nacionais Baden Baden Stout, Mistura Clássica Stout e Colorado Demoiselle (ambas apresentam café na receita), Schmitt La Brunette
AMORES MAIS QUE POSSÍVEIS
Ao contrário dos vinhos, que são difíceis de harmonizar com ovo, a weissbier e a witbier têm total sintonia com o ingrediente "A witbier tem elementos cítricos e condimentados que complementam o sabor de uma omelete, de um ovo mole e até de um ovo frito", diz a beer sommelier Cilene Saorin.
A melhor cerveja para tomar no churrasco não é a pilsen "Ao comer um churrasco, o prazer será maior com uma dunkel ou uma schwarzbier. Elas têm notas tostadas como as da carne assada sobre a brasa"
Os clássicos ostras com stout "A maresia da ostra com os tons tostados da stout. É bem inusitado, um casamento por complementação. Este é um clássico irlandês."
ATÉ NO PIEMONTE
No encontro Cheese 2009, promovido pelo Slow Food, na semana passada, em plena terra de Barolos e Barbarescos - o Piemonte, Itália -, em vez de vinho os degustadores de queijo tomaram cerveja durante as provas. Além disso, de um total de 37 workshops do evento 6 foram dedicados à combinação de queijos e cervejas.
PARA SABER MAIS
The Brewmaster’s Table (A Mesa do Mestre-cervejeiro, Ecco Press): em inglês, o livro de Garrett Oliver é referência em harmonização de cervejas. Pode ser comprado sob encomenda em livrarias
Brewers Association: no site (www.beertown.org/education/matching.html) há excelente material, em inglês, com tabela de estilos e harmonizações recomendadas
Edu Recomenda: no site brasileiro (http://www.edurecomenda.blogspot.com/) há harmonizações criadas e preparadas pelo autor, com passo a passo
Brejas: o site (www.brejas.com.br/harmonizacao-cerveja.shtml) traz sugestões de harmonização por estilo
Fonte: Portal Estadão - x top 10 paladar, por Roberto Fonseca – 01/10/2009
Schin e Petrópolis aderem à cerveja em litro
No começo, muita gente torceu o nariz. "Vai esquentar", diziam uns. "Não cabe na geladeira", ponderavam outros. Mas o fato é que a cerveja em litro veio para ficar e já atrai dois novos adeptos: a Schincariol e a Petrópolis, segunda e terceira maiores cervejarias do país, respectivamente.
Desde o ano passado, quando a AmBev lançou seu primeiro "litrão", o mercado dessa nova embalagem vem crescendo. De janeiro a agosto de 2008, foram vendidos 4,18 milhões de litros da bebida nesse casco. Nos oito primeiros meses deste ano, o total chega a 77,79 milhões de unidades, segundo a Nielsen.
Mas diferente da cervejaria líder de mercado, as garrafas da Nova Schin Litrão e Itaipava em litro não terão nenhum tipo de inscrição em relevo. "É uma embalagem democrática, que poderá ser usada por qualquer cervejaria, como acontece com as garrafas de 600 ml", diz Johnny Chi We Wei, vice-presidente comercial do grupo Schincariol. Hoje, as garrafas de 600 ml usadas são recolhidas pelas cervejarias, independente do rótulo que tenham. No processo de engarrafamento, elas são lavadas e aí recebem a marca da empresa.
Para estender essa prática ao litrão, tanto Schincariol quanto Petrópolis adotaram o desenho proposto pela Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), em agosto. A Femsa, dona das marcas Sol e Kaiser, continua estudando a possibilidade de lançar sua garrafa de 1000 ml. Mas já afirmou que, se isso acontecer, irá aderir ao modelo que pode ser compartilhado.
As novas garrafas da Schin já estão chegando ao mercado. A empresa, segundo o diretor de marketing Luiz Cláudio Taya de Araújo, vai vender a nova embalagem tanto no chamado mercado frio (bares, lanchonetes e padarias) quanto no quente (supermercados). "A princípio, a devolução da embalagem vazia acontecerá só nos pequenos varejos, uma vez que os supermercados ainda não aceitam essa troca", afirma ele. Para a Schincariol, que tem 12,1% das vendas (Nielsen, agosto), a garrafa de um litro é uma boa chance de fortalecer a presença da marca no canal auto serviço, o único que vêm registrando alta nas vendas de cerveja em 2009. A cervejaria, inicialmente, vai engarrafar de 2% a 3% de sua produção no vasilhame de 1 litro e não revela o quanto investiu nas novas garrafas, em seu lançamento, e na estrutura de vendas do produto (geladeiras, engradados, protetores térmicos, etc...).
Já a Petrópolis, que tem 9,9% das vendas, vê a possibilidade de ganhar a segunda posição no ranking com seu litro. A companhia investiu cerca de R$ 2 milhões no lançamento e mais R$ 2 milhões no patrocínio que comprou da equipe de Fórmula 1 Brawn GP para durante o Grande Prêmio do Brasil, no dia 18. "Temos uma boa participação de vendas nos supermercados e com essa garrafa podemos crescer ainda mais", diz Douglas Costa, gerente de marketing da cervejaria. A expectativa é chegar, nos próximos meses, a uma participação que ficaria entre 10,2% e 10,3% do mercado. "Conforme a resposta do consumidor, aumentaremos essa participação na nossa produção", diz ele. A Petrópolis, que lançou seu litro no Rio de Janeiro e espera atingir outros estados brevemente, está engarrafando de 3% a 4% do que produz com o novo litro.
Fonte: Diário do Comércio Industrial – 02/10/2009
SABMiller é vista como favorita para levar Femsa Cerveza
A cervejaria SABMiller Plc é vista como a favorita para levar a segunda maior companhia mexicana de cervejas, detida pela Femsa, possivelmente fazendo sombra à concorrente ABInBev no lucrativo mercado do México.
A Femsa, que comercializa as marcas Tecate e Sol, disse na quinta-feira que está em conversações acerca de sua unidade de cervejas, alimentando especulações de que o México poderia ser o próximo país a ser envolvido pela onda de consolidação da indústria cervejeira dos últimos anos.
Uma fonte disse que a Femsa teria conversado com a britânica SABMiller e com a Heineken sobre a possibilidade de vender suas operações de cerveja.
Analistas disseram que a SABMiller está em melhor posição financeira que a Heineken para apresentar uma proposta pela Femsa Cerveza, que também possui uma engarrafadora de refrigerantes e lojas de conveniência.
"Pensamos que a Femsa Cerveza é do tamanho certo para a SABMiller", avaliou o UBS em relatório, acrescentando que os compromissos relacionados a dívida podem limitar uma oferta da Heineken.
A compra da unidade de cervejas da Femsa poderia acirrar a concorrência entre SABMiller e ABInBev no México. A ABInBev detém metade do Grupo Modelo, maior cervejaria mexicana e dona da Corona.
As ações da Femsa subiram mais de 17% ao longo das duas últimas semanas, enquanto os papéis do Grupo Modelo saltaram perto de 8% na sexta-feira, diante da especulação de que também poderia ser alvo de aquisição.
Femsa e Grupo Modelo respondem por quase toda a indústria cervejeira do México, com vendas de aproximadamente US$ 5 bilhões no ano passado.
A Heineken, sediada em Amsterdã, terceira maior cervejeira do mundo, ainda está digerindo a aquisição em 2008, em parceria com a Carlsberg, da britânica Scottish & Newcastle.
Fonte: Reuters - 02/10/2009
Governo russo prepara subida de 300% no imposto sobre a cerveja
No mês passado, o presidente russo, Dimitri Medvedev classificou o alcoolismo como um «desastre nacional» russo. Agora, o ministro do Comércio e da Indústria prepara-se para apresentar um projecto-lei para aumentar o imposto sobre a cerveja em 300%.
A iniciativa do ministro russo segue uma recomendação do principal organismo regulador da saúde do país, que concluiu que o álcool está na origem de meio milhão de mortes por ano.
O facto de o objecto da lei ser a cerveja, e não a vodka, pode causar alguma estranheza, mas a verdade é que as vendas da tradicional bebida russa estão em queda: no ano passado, as vendas de vodka representaram 66% do mercado de bebidas alcoólicas, ao passo que na primeira metade deste ano essa quota diminuíra para 50%. Já a cerveja não só tem vindo a ganhar popularidade no país, como é encarada com leviandade por grande parte da população, que duvida do seu efeito alcoólico.
O crescimento do consumo de cerveja no país já transformou mesmo a Rússia no terceiro maior mercado mundial, atrás da China e dos EUA.
Segundo uma sondagem recente realizada pela ‘VTsIOM’, a medida do Governo é bem vista pela generalidade da população, com 65% dos inquiridos a defenderem a criação de um programa de combate ao álcool apoiado pelo Estado.
Fonte: Abola – 02/10/2009
Blackstone pode comprar parques temáticos da AB Inbev
A empresa de private equity Blackstone está próxima de fechar um acordo para comprar os parques temáticos da Anheuser-Busch InBev (AB Inbev), incluindo os famosos SeaWorld e Busch Gardens, conforme notícia publicada hoje pelo Wall Street Journal.
Segundo o jornal, que não citou o nome das fontes, a Blackstone poderia comprar os parques que estão debaixo da unidade Busch Entertainment na próxima semana por um valor entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões.
Um porta-voz da Anheuser-Busch InBev se negou a comentar o assunto.
A cervejaria tem vendido ativos para conseguir pagar a conta da aquisição de US$ 52 bilhões da Anheuser-Busch pela belgo-brasileira Inbev no ano passado. Na ocasião, a empresa disse que venderia US$ 7 bilhões em ativos não estratégicos a fim de reduzir o endividamento gerado pela compra.
A Blackstone tem em seu portfólio de investimentos a Universal Studios Orlando e os museus de cera Madame Tussauds.
Fonte: Associated Press - 02/10/2009
Schincariol lança "Litrão" Nova Schin em embalagem retornável e de uso comum
O Grupo Schincariol, maior parque produtor de bebidas do Brasil com capital 100% nacional, anuncia o início da produção e comercialização no mercado brasileiro da cerveja Nova Schin em embalagem de 1 litro retornável e de uso comum, a exemplo do que já acontece com a versão em 600 ml.
O vasilhame de 1 litro da Nova Schin seguirá o desenho proposto recentemente pela Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe): uma garrafa âmbar, sem qualquer marca grafada em relevo, e que pode ser compartilhada após o consumo com quaisquer fabricantes do mercado, dentro dos preceitos do sistema de intercambialidade vigente no Brasil há décadas.
“Trata-se de uma embalagem democrática, que se apresenta como mais uma alternativa ao consumidor. Estamos constantemente antenados às tendências deste mercado, que tem se mostrado relevante e em crescimento.Nosso lançamento, nesse sentido, vai ao encontro das necessidades dos nossos consumidores”, afirma Johnny Wei, Vice-Presidente Comercial do Grupo Schincariol.
Além disso, o portfólio Nova Schin também ganha nova logomarca. O nome Schin passa a ter mais destaque. A alteração agrega dinamismo, uma vez que a palavra Schin é mais prática e sonora para os consumidores. O dourado é aplicado de maneira mais perceptiva. Embalagens e materiais de comunicação passam a utilizar a cor laranja para destacar os produtos no ponto de venda, ativações, patrocínios e eventos realizados por todo Brasil.
O lançamento do litrão Nova Schin contará com materiais de PDV, anúncios de mídia impressa, rádio e mídia exterior. Além do litrão, a Nova Schin é comercializada também nas versões lata, latão (473 ml), long neck e garrafa 600 ml.
Sobre o Grupo Schincariol
O Grupo Schincariol é o maior parque de produção de bebidas do Brasil, com capital 100% nacional. Fundado em 1939, é a segunda maior cervejaria do País e está entre as 20 maiores no mundo. Atualmente, possui 14 unidades industriais, com capacidade de produção de 4,5 bilhões de litros por ano. Emprega cerca de 9.000 funcionários diretos e 65.000 indiretos. Suas marcas podem ser encontradas em mais de 600 mil pontos-de-venda, em todo o Brasil.
Fonte: Paranashop com colaboradores – 02/10/2009
Private equity CVC aumenta oferta por ativos da ABInBev
A CVC Capital Partners, companhia de private equity, incluiu mais ações em sua proposta de compra de ativos da Anheuser-Busch InBev na Europa central e no leste europeu, afirmaram dois banqueiros com conhecimento das negociações nesta sexta-feira.
A CVC elevou a parte em ações da proposta para 60 a 65 por cento do total esperado de 1,4 bilhões de euros para conseguir o negócio, que deve sair nas próximas duas semanas, segundo os banqueiros.
"O preço aumentou com o processo para fazer com que o acordo de fato aconteça. A CVC incluiu mais ações e o financiamento da dívida permanece o mesmo", disse uma das fontes.
A medida impulsiona a participação da CVC para 840 milhões de euros ou mais, ante fatia-padrão de 50 por cento de 700 milhões de euros, disseram os banqueiros. Não foi possível contatar a CVC para comentar o assunto.
Já a ABInBev, dona das marcas de cerveja Budweiser, Stella Artois e Brahma, afirmou que quer 7 bilhões de dólares oriundos de desinvestimentos para pagar 45 bilhões de dólares em empréstimo feito pela empresa para a aquisição da cervejaria norte-americana Anheuser-Busch pela InBev por 52 bilhões de dólares no ano passado.
O negócio deve ser financiado por meio de um empréstimo de 700 milhões de euros e uma venda de títulos de dívida da ABInBev, o que permitirá à CVC adiar o pagamento do valor total para outra data.
O aumento da fatia de ações na oferta da CVC também baixa a alavancagem sobre o empréstimo em menos de três vezes, disse uma fonte, o que deixa o financiamento mais atraente para possíveis investidores.
Cerca de 12 bancos se comprometeram com o financiamento, sem emissão de dívida secundária, no final de julho, dando apoio financeiro à oferta da CVC por 11 cervejarias em sete países diferentes, afirmaram diversos banqueiros.
O empréstimo será precificado entre 500 e 600 pontos básicos, disse um banqueiro, e é esperado que o valor seja mantido pelo grupo de bancos, com a possibilidade de acrescentar um ou dois novos investidores.
Fonte: Reuters, por Tessa Walsh – 02/10/2009
Diminui para 5,7 milhões o número de visitantes da Oktoberfest
Com 5,7 milhões de visitantes nos seus 16 dias de duração, a Oktoberfest de 2009 registrou o número mais baixo de público desde 2001, disse neste domingo (04/10) Gabriele Weishäupl, diretora da secretaria de Turismo de Munique.
No ano passado, a tradicional festa na capital bávara havia recebido 6 milhões de visitantes. O recorde de público data de 1985, quando 7,1 milhões de pessoas compareceram à Oktoberfest. O recorde negativo é de 2001, logo após os atentados nos Estados Unidos, com 5,5 milhões.
A diferença de público, no entanto, não se refletiu no consumo de cerveja: na edição de 2009, encerrada neste sábado, foram consumidos 6,5 milhões de canecos. No ano passado, haviam sido 6,6 milhões. Isso fez aumentar o número de visitantes fortemente alcoolizados que receberam atendimento médico no parque da Oktoberfest. Das 759 pessoas atendidas, dois terços tinham menos de 30 anos de idade e 30% eram mulheres.
As medidas de segurança no parque da Oktoberfest haviam sido intensificadas devido a vídeos divulgados na internet com ameaças de atentados terroristas na Alemanha. Todas as manhãs, as cervejarias eram examinadas por policiais com cães farejadores.
Bolsas e mochilas de visitantes eram minuciosamente revistadas.
Fonte: Deutsche Welle – 04/10/2009
Petrópolis está fora do controle da Receita Federal
Segundo informações da Receita Federal, a primeira fase do Sicobe entrou em funcionamento em maio, com adesão de 90 fábricas. A segunda etapa, marcada para novembro, já terá sob controle 120 fábricas.
A meta é chegar, no fim de 2010, com 250 indústrias de bebidas integradas, o que representa aproximadamente mil linhas de produção de cervejas, refrigerantes, águas e outras bebidas frias. As maiores cervejarias foram procuradas, mas preferiram silenciar sobre a liminar que desequilibrou o Sicobe.
A Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE) teve a mesma postura. Segundo os dados mais recentes da Nielsen, de agosto, AmBev tem 69,2%. Ela é seguida por Schincariol (12,1%), Petrópolis (9,9%), e Femsa (6,9%).
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 05/10/2009
Kaiser, passado de glória e futuro incerto
Com quase três décadas no mercado, a cerveja Kaiser já teve seus dias de glória - e isso não faz tanto tempo assim. Em 2002, a marca, hoje a sétima colocada em vendas, respondia por 18,5% de toda cerveja vendida no país. No Estado de São Paulo, era líder com 34% de participação. Mas uma mistura de má gestão falta de posicionamento e violenta concorrência com as marcas da AmBev colocaram a cerveja na berlinda. Seu tiro de misericórdia - ou sua salvação - entretanto, pode estar a caminho.
A mexicana Femsa confirmou na semana passada a intenção de vender sua divisão de cervejas, que no Brasil, além da Kaiser, englobam as marcas Sol, Summer Draft, Gold, Bavaria, Santa Cerva e Xingu.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 05/10/2009
Brasil continua líder em reciclagem de latinhas
O Brasil reciclou 91,5% do total de latas de alumínio para bebidas comercializadas no mercado interno em 2008. Segundo dados da Associação Brasileira do Alumínio – Abal e da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade – Abralatas, foram recicladas no ano passado 165,8 mil toneladas de sucata de latas, o que corresponde a 12,3 bilhões de unidades. Esse resultado mantém o Brasil na liderança mundial, pelo oitavo ano consecutivo.
Mesmo com um índice ligeiramente inferior, o volume coletado em 2008 foi 3,2% maior que o registrado em 2007, enquanto as vendas de latas de alumínio para bebidas cresceram 8,8% no mesmo período. A queda no nível de atividade industrial no último trimestre de 2008 explica a diferença de crescimento entre a venda e a reciclagem de latas.
Segmentos importantes consumidores de sucata de latas, como o de fundição, siderurgia e ferroligas, diminuíram drasticamente sua produção e, conseqüentemente, a compra de matéria prima. Isso fez com que as empresas recicladoras reduzissem suas compras no final do ano, ocasionando um aumento de estoques nos comerciantes de sucata, uma vez que não foi identificada redução na coleta do material. No ranking mundial de reciclagem de latas de alumínio para bebidas, o Japão, que já foi líder, caiu para o terceiro lugar, sendo ultrapassado pela Argentina.
Fonte: Embalagem Marca – 05/10/2009
Cervejaria Petrópolis lança Itaipava e Crystal em garrafa de 1 litro
A Cervejaria Petrópolis lança no mercado a Itaipava Pilsen 1 Litro e Crystal Pilsen 1 Litro. Com esta iniciativa, a empresa – terceira maior do setor no país – passa a adotar a Garrafa Livre da Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE), entidade pela qual é associada.
“Estudamos o ingresso da Cervejaria Petrópolis no mercado de embalagens 1 litro e avaliamos que a Garrafa Livre da ABRABE é a melhor opção, por possibilitar o compartilhamento de garrafas promover a livre concorrência, sem que o consumidor fique preso a uma marca”, afirma Douglas Costa, gerente de marketing da Cervejaria Petrópolis.
A Itaipava 1 Litro começou a ser distribuída para todo o Rio de Janeiro no dia 25 de setembro e a partir deste mês de outubro também estará disponível nas Distribuidoras Autorizadas da Cervejaria Petrópolis presentes nos demais estados. Já a Crystal 1 Litro começa a ser distribuída a partir do final de outubro.
A garrafa de Itaipava 1 Litro e Crystal 1 Litro é produzida pela O-i Cisper e está disponível em duas versões: retornável para o mercado frio - utilizando caixa plástica com 12 unidades – e sem retorno para o auto serviço - utilizando caixa de papelão com 06 unidades.
Fonte: imais9prumo – 05/10/2009
AB InBev vende parques temáticos para Blackstone por US$ 2,7 bilhões
Confirmando as notícias publicadas na edição online do Wall Street Journal na sexta-feira passada, a Anheuser Busch InBev (AB InBev) anunciou hoje que fechou acordo para vender os parques temáticos do grupo para a empresa de private equity Blackstone, por US$ 2,7 bilhões.
Do total envolvido na transação, US$ 2,3 bilhões serão pagos em dinheiro e outros US$ 400 milhões em direito de participação nos ganhos dos ativos vendidos limitados a este montante.
Pelos termos do acordo, a Blackstone vai comprar a subsidiária Busch Entertainment Corporation (BEC), que reúne dez parques de entretenimento, entre os quais três unidades do SeaWorld (na Flórida, Texas e Califórnia), e dois Busch Gardens (um na Flórida e outro em Virgínia). Segundo a AB InBev, os parques recebem cerca de 25 milhões de visitantes por ano.
A aquisição será financiada por meio de dívida e uma parte em mezanino (híbrido de capital e dívida). A parte sênior da dívida será financiada pelo Bank of America Merrill Lynch, Barclays, Deutsche Bank, Goldman Sachs e Mizuho. Entram na parcela de mezanino o Goldman Sachs Mezzanine Partners e fundos geridos pela GSO Capital Partners.
Ao comentar a transação, o brasileiro Carlos Brito, executivo-chefe da AB InBev, afirmou que os parques são um ativo de "alta performance, mas que não são o core business" da cervejaria.
A venda da subsidiária também faz parte do processo de desalavancagem da AB InBev, depois do empréstimo de US$ 45 bilhões tomado para aquisição da Anheuser Busch, no ano passado.
Quando tomou o empréstimo gigante, a empresa se comprometeu com os investidores a vender ativos no valor de US$ 7 bilhões, meta que se aproxima de ser alcançada. Desde então, a companhia se desfez de sua participação de 27% na chinesa Tsingtao por um total de US$ 902 milhões, alienou a sul-coreana Oriental Brewery por US$ 1,8 bilhão, vendeu uma fábrica de latas e tampas nos EUA por US$ 577 milhões e também ativos da área de cerveja na Irlanda, Escócia e Irlanda do Norte por 180 milhões de libras esterlinas.
Fonte: Valor Online, por Fernando Torres – 07/10/2009
Indústria de bebidas prevê crescer até 40% no fim de ano
O setor de bebidas em Minas Gerais já está se preparando para o final do ano, principal período para as vendas, pois contempla o Natal e o começo do verão. As indústrias preveem crescimento de até 40% nos últimos meses deste exercício, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a gerente nacional de Trade Marketing da GlobalBev, Luciana Bruzzi, outubro, novembro e dezembro são os principais meses para os negócios da empresa, sediada no bairro São Francisco (região da Pampulha).
No intervalo é registrada uma demanda média de 30% maior do que no restante dos meses do ano. A previsão realizada no começo de 2009 era que o volume de vendas do último trimestre registrasse crescimento de 30% ante igual intervalo de 2008.
No entanto, a projeção foi realizada levando em consideração apenas as linhas que a empresa produzia e comercializava no começo do ano. Ao longo de 2009 vários itens passaram a integrar o mix, o que pode fazer com que a expansão seja ainda maior. "Começamos a trabalhar com a batata Pringels e com novas marcas de energético, mas a nossa estimativa de resultado ainda não leva em consideração as novidades", disse. Para atender ao aumento da demanda do final do ano, a GlobalBev planeja a produção com antecedência, compra os insumos necessários para fabricação e faz entregas programadas. Durante o período, os prazos para que os clientes façam os pagamentos são ampliados. Luciana Bruzzi afirmou que normalmente as parcelas são quitadas em 30, 60 e 90 dias.
Porém, agora os compradores poderão dividir em até quatro vezes. Já a Sucos Tial, que tem fábrica em Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata mineira, a produção para o verão foi iniciada em pleno inverno. De acordo com o diretor comercial, Edvaldo Campos, a expectativa é que durante período quente do ano a demanda seja 40% maior do que em igual intervalo anterior. Até setembro foi registrado crescimento entre 20% e 25% em comparação com o mesmo período do ano passado. Porém, a expectativa da empresa é que com o aquecimento das vendas típico do final do ano, em 2009 seja registrada uma expansão de 30% frente 2008.
O volume de vendas da fábrica hoje é de 1,1 milhões de litros de sucos por mês. O diretor afirmou que o período de verão responde por 70% das vendas do ano. "Estamos concentrando esforços para atender a época que temos maior demanda há algum tempo", disse. Para tanto, hoje a fábrica está operando com cerca de 85% da capacidade produtiva, com o funcionamento de dois turnos estendidos e mais funcionários trabalhando na planta.
Na Tropical Juice Comércio e Indústria de Bebidas Ltda, também localizada no bairro São Francisco (região da Pampulha), a previsão é que seja registrado aumento entre 20% e 30% no final deste ano frente à igual intervalo de 2008. Além do reaquecimento do mercado percebido a partir do segundo semestre de 2009 a expectativa positiva também está sendo impulsionada pelo lançamento de duas novas linhas de cerveja. A empresa também produz chope e sucos. Porém, a última linha responde por cerca de 90% de todo o faturamento da Tropical Juice. De acordo com ele, no primeiro semestre os negócios ficaram desaquecidos e acumularam queda de cerca de 40% frente ao mesmo período de 2008.
Fonte: Portal ABRAS - www.abre.org.br – 07/10/2009
Cervejaria Devassa cria seu mobile site (Mobile Marketing)
A cervejaria Devassa criou seu mobile site. Nele o usuário pode conhecer, por meio de imagens e especificações, as diferentes cervejas fabricadas.
Há ainda a divulgação de dois eventos realizados semanalmente a sua tradicional feijoadas aos sábados e a transmissão de jogos. Por fim o usuário pode conferir de forma concisa a história da cervejaria.
Cabe ressaltar que a cervejaria Devassa, há pouco tempo, montou sua rede de bluetooth e já realizou uma ação, na qual eram enviados a seus frequentadores gifs com promoções da casa e um mobile game de jogo da memória.
Fonte: Mobile Pedia, por Pedro Bombonatti – 07/10/2009
Oktoberfest: tradição alemã no maior circuito de cerveja
Até o dia 18 a expressão alemã Ein Prosit, interpretada como ‘um brinde'', ganha significado especial para o turismo brasileiro. Afinal, é exatamente pela razão de tais palavras que o Estado de Santa Catarina se prepara para receber mais de 700 mil pessoas durante a 26ª Oktoberfest.
O fato de a maior festa da cerveja do País ser realizada em Blumenau tem explicação. Para quem não sabe, a imigração alemã não só manteve no Brasil os traços arquitetônicos, culturais e gastronômicos de sua origem, mas também trouxe consigo os segredos daquilo que mais gostavam: a fabricação de cervejas. E é por isso que a cidade traz em sua formação a tradição pelo maior circuito de fermentados do País.
No passado, cerca de 20 cervejarias artesanais respondiam à produção caseira, abastecendo bailes e festas familiares. Com o tempo, grandes empresas começaram a absorver a produção, o que obrigou a população a buscar alternativa para reavivar sua força comercial, criando novas cervejarias diferenciadas. Ou seja, bebidas enquadradas na lei de pureza alemã, na qual os ingredientes deveriam ser limitados ao uso de água, lúpulo, malte (de cevada ou trigo) e fermento.
Sem os tão adotados conservantes e cereais não maltados encontrados em marcas industrializadas era de se esperar que a bebida rapidamente caisse no gosto popular.
Contudo, antes desse feito foi preciso tornar pública a especialidade do município. Foi assim que Blumenau criou em 1984 a ‘festa da cerveja'', baseada nos moldes alemães da tradicional Oktoberfest de Munique - considerado o maior evento do segmento desde 1810, no casamento do Rei Luis I da Baviera com a Princesa Tereza da Saxônia.
O resultado não podia ter sido melhor: cerca de 16 milhões de pessoas ao longo de 25 anos de tradição.
Além de atrair milhares de turistas de todo o País e até do Exterior, a Oktoberfest transpassa suas tradições e costumes no jeito de vestir dos moradores locais, bem como nas danças típicas folclóricas e, principalmente, na gastronomia.
Carne Suína em alta - A comida alemã de fortes temperos agrada muitos paladares, especialmente o de fãs da carne suína, afinal, grande parte dos pratos oferecidos na festa mistura tal carne a outros elementos.
Esse é o caso do Kassler, iguaria muito procurada por turistas e que une costeleta de porco, salsichas branca e vermelha, purê e chucrute.
Ainda na Vila Germânica o Eisbein não fica por menos, já que diferentemente da costeleta do prato anterior, tem o joelho de porco como carro-chefe da culinária.
Para quem quiser fugir da carne de porco, o marreco assado é uma boa opção. A comida é servida com recheio, arroz, repolho roxo e purê de batata ou de maçã e pode ser encontrada nos principais restaurantes da cidade ou da Vila Germânica, onde o evento é realizado.
Delícias como churros, crepes e codornas recheadas também agradam os visitantes que desejam provar um pouco do cardápio alemão. E isso tudo é claro, seguido de muito chope gelado.
Desfile homenageia imigração germânica
Apesar de parecer uma festa para jovens, a Oktoberfest reúne pessoas de todas idades.
Tal fato pôde ser bem observado pelo público no sábado, quando moradores da região se dedicaram a uma homenagem em comemoração aos 180 anos da imigração alemã no Estado de Santa Catarina.
No total, 2.500 pessoas entre homens, mulheres, idosos e crianças circularam pela Rua XV de Novembro, no centro de Blumenau para acompanhar o desfile de 15 carros alegóricos.
A apresentação contou ainda com a presença de bandas regionais e mostrou aos turistas um pouco da história da cidade, fazendo representações dos primeiros colonizadores e narrando como se deu o processo de desenvolvimento e ocupação na região sulista ao longo dos tempos.
Segundo dados da organização do evento, apenas no fim de semana cerca de 25 mil pessoas acompanharam o desfile.
Site: www.oktoberfestblumenau.com.br
Fonte: Diário do Grande ABC – Turismo, por Eliane Quinalia – 08/10/2009
AB-InBev perto da meta de venda de ativos
A Anheuser-Busch InBev está bem perto de atingir os US$ 7 bilhões com a venda de ativos, depois que conseguiu se desfazer de seus parques temáticos nos Estados Unidos.
O plano para levantar recursos continua em curso, pois a companhia precisa pagar US$ 45 bilhões em empréstimos que bancaram a aquisição de US$ 52 bilhões da americana Anheuser-Busch em novembro do ano passado.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 09/10/2009
Mais de 214 mil pessoas compareceram nos primeiros oito dias da 26ª Oktoberfest
A 26ª Oktoberfest já contagia Blumenau há oito dias e até a última quinta-feira, dia 08, 214.283 pessoas já haviam visitado a maior festa alemã das Américas. Público esse, que trouxe ainda mais alegria para os setores do Parque Vila Germânica.
De acordo com o presidente da Vila Germânica, Norberto Mette, a expectativa é de que após o feriado de Nossa Senhora Aparecida (dia 12/10), esse número aumente consideravelmente. “Esperamos que cerca de 270 mil pessoas visitem a Oktoberfest no feriado” afirma Mette.
Os festeiros dos primeiros oito dias da festa consumiram 193.958 litros de chope. Entre o chope Brahma (chope oficial da 26ª edição) e as seis cervejarias artesanais, presentes no Setor 1. O total, entretanto, não contabiliza o consumo das cervejas importadas, servidas no Biergarten – Jardim da Cerveja.
A Oktoberfest 2009 segue até o dia 18 com mais atrações para blumenauenses e turistas. No sábado, dia 10, às 17h será realizado o terceiro desfile oficial da festa na rua XV de Novembro.
Fonte: Por Norberto Mette, presidente do Parque Vila Germânica e pela repórter Rafaella Fernandes
Agência quer fabricar pão e cerveja na estação espacial
A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) enviará à Estação Espacial Internacional (ISS) fermento para estudar como o produto se comporta na falta de gravidade e tentar preparar no espaço cerveja e pão.
De acordo com os autores do projeto, o objetivo é realizar a experiência em estado de microgravidade para saber o efeito do crescimento do fermento e conferir também se nestas condições se pode conseguir proteína.
As mostras de fermento serão enviadas à ISS na nave russa Soyuz TMA-16, que chegará ao laboratório orbital com um cosmonauta russo, um astronauta americano e o turista espacial canadense Guy Laliberté, o fundador do Cirque du Soleil
Se o experimento der certo, os cientistas poderiam desenvolver tecnologias para produzir no espaço pão e cerveja para os astronautas, disse Willaert, professor de bioengenharia da Universidade Aberta de Bruxelas, na base de Baikonur (Cazaquistão).
O cientista detalhou que se trataria de uma cerveja especial, cuja presença de álcool não seria danosa, mas até útil para a saúde dos astronautas.
Fonte: A Tarde - Ciência e Vida, por Fabiana Mascarenhas – 10/10/2009
Quem vai tomar uma Kaiser antes?
As maiores cervejarias do mundo disputam a compra da Femsa, uma transação que pode chegar a US$ 9 bilhões.
Favorita: segundo especialista, a holandesa Heineken leva vantagem na disputa com a SABMiller pela compra da Femsa, a dona da Kaiser no Brasil.
Pouco mais de um ano após a belgobrasileira InBev assumir o controle da americana Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser, o mercado mundial de cerveja está prestes a testemunhar mais uma fusão de peso. A noiva da vez é a mexicana Fomento Económico Mexicano (Femsa), a maior empresa de bebidas da América Latina.
A empresa nomeou a consultoria NM Rothschild & Sons para encontrar alguém disposto a pagar estimados US$ 9 bilhões por sua divisão de cervejas. O que está em jogo é um portfólio que inclui Sol, Dos Equis e Tecate, cervejas de forte presença no cobiçado mercado de bebidas dos Estados Unidos. A transação, apesar de estar sendo tocada a partir do quartel-general da Femsa, em Monterrey (México), também terá desdobramentos no Brasil.
Detentora das marcas Kaiser, Bavaria e Sol (esta última sem nenhuma relação com a homônima mexicana), a Femsa é a quarta maior cervejaria do País, com 6,9% de participação em um setor que movimenta R$ 11 bilhões por ano. Segundo fontes do mercado, a holandesa Heineken e a sul-africana SAB -Miller estão na briga pela aquisição da mexicana.
Por que a Femsa decidiu sair de um negócio que responde por 25% de suas receitas? Uma das explicações é o fato de que, apesar de ser uma área estratégica, os mexicanos não vêm conseguindo extrair os ganhos esperados. No balanço do segundo trimestre, enquanto a venda global de refrigerantes da franquia Coca-Cola cresceu 19%, a área de cerveja da Femsa avançou apenas 6,7%. Para melhorar o desempenho financeiro, os executivos reduziram a produção e aumentaram o preço.
O mesmo foi feito no Brasil. A estratégia fez com que a Femsa perdesse, em 2009, 1,3 ponto percentual de participação no mercado brasileiro - o equivalente a R$ 140 milhões que deixaram de entrar no caixa da empresa. Na avaliação do economista Alcides Leite, professor da Trevisan Escola de Negócios, os holandeses são favoritos nessa disputa.
"A Heineken já conhece o gosto local", argumenta. Enquanto a marca é encontrada com facilidade nas gôndolas dos supermercados, a Miller, um dos carros-chefes da empresa sul-africana, jamais emplacou no Brasil. Outro fator que pesaria a favor da Heineken é seu forte relacionamento com a Femsa. No Brasil, a Heineken detém 17% da marca Kaiser. Além disso, a holandesa é produzida, sob licença, pela própria Femsa. Quem domina o setor é a Ambev, dona de 69,2% do mercado nacional.
Tanto Heineken quanto SAB-Miller estão de olho num nicho que cresce de forma expressiva no Brasil. Se há uma década o segmento de cervejas premium era praticamente inexistente no País, hoje ele responde por 6% das vendas totais do setor cervejeiro, o que dá algo como R$ 700 milhões.
Segundo o professor Leite, da Trevisan, a compra da Femsa facilitaria o ingresso da Heineken e da SAB-Miller nesse mercado. Isso porque elas poderiam contar com fábricas prontas e uma rede de distribuição consolidada.
Seria uma forma mais rápida e eficiente de trazer suas marcas premium que fazem sucesso na Europa e nos Estados Unidos. Nesse caso, cervejas populares como Kaiser e Bavaria funcionariam para gerar volume. Mas o grosso da rentabilidade viria mesmo das bebidas mais sofisticadas.
Fonte: Revista Istoé Dinheiro, por Rosenildo Gomes Ferreira – 10/10/2009
AmBev cresce e volta a ter 70% do mercado em setembro, diz Nielsen
Fazia seis anos que a gigante multinacional não atingia a marca. Em segundo lugar está a Schincariol, com 11,6% de participação.
Depois seis anos na casa dos 60%, a AmBev voltou a ter 70% do mercado brasileiro de cervejas, segundo apurou a Nielsen no mês de setembro.
A participação de mercado da líder de vendas, dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica, cresceu 0,8 ponto percentual no mês, para 70,0%, enquanto a Schincariol perdeu 0,5 pontos percentuais, fechando o nono mês do ano com 11,6%. Em setembro de 2008, a AmBev tinha fatia de 67,7%.
A Petrópolis, que fabrica a Itaipava, caiu de 9,9% para 9,8% entre agosto e setembro deste ano. A Femsa, que anunciou recentemente que colocou sua divisão de cervejas à venda, continua com a mesma fatia de mercado: 6,9%.
Há um ano, entretanto, a cervejaria mexicana tinha 7,4% das vendas no país.
Fonte: Valor Online, por Lilian Cunha – 13/10/2009
Importadora faz recall da cerveja Harp por informação errada sobre glúten
A importadora Diageo Brasil comunicou ao público nesta terça-feira (13) que rótulos da cerveja Harp informavam erroneamente que o produto não contém glúten, quando na realidade a cerveja contém a substância. As informações são do PROCON de São Paulo.
Segundo o PROCON, a empresa informou que já determinou o recolhimento do produto.
Os consumidores podem obter informações pelo telefone 0800-704-7200.
O PROCON diz que, por se tratar de problema que pode gerar risco à saúde do consumidor, a empresa deve fazer divulgação em jornais, TV e rádio, além de recolher o produto. O G1 tentou entrar em contato com a Diageo e não obteve resposta.
O PROCON informa ainda que o consumidor que tiver problemas para ser atendido pela empresa pode procurar o órgão, pessoalmente nos Poupatempos Sé, Santo Amaro e Itaquera, em São Paulo, por carta (Caixa postal 3050 - CEP 01061-970 - São Paulo-SP) ou por fax (11-3824-0717).
Fonte: G1 (Globo) – Economia & Negócio – Bebidas – 13/10/2009
Cerveja da Eisenbahn é sensação na Oktoberfest
O poder da propaganda boca-a-boca tem exemplo clássico na Oktoberfest deste ano. Sem fazer força, a cerveja Strong Golden Ale, da Eisenbahn, virou sensação. É a mais pedida nos estandes da fabricante (mais até que alguns tipos de chope) e nos supermercados da cidade, onde o estoque reduziu como nunca na semana que passou.
A cerveja tem alto teor alcoólico (8,5%) e é fabricada com um fermento especial da Bélgica. Em 2007, recebeu crítica pra lá de positiva do editor e especialista Jeff Evans, da revista inglesa Beer of the World.
Fonte: Zero Hora – 13/10/2009
AmBev investe R$ 144 milhões no Maranhão
Investimentos ampliarão em 109% capacidade instalada da fábrica; companhia atingiu 70% de participação de mercado em setembro.
A AmBev vai investir R$ 144 milhões na expansão de sua fábrica em São Luís, a Filial Equatorial, e na construção de um novo centro de distribuição direta no Maranhão. Desse total, a AmBev investirá R$ 10 milhões para construção de nova linha de transmissão de energia elétrica.
As obras começam em dezembro deste ano e estão previstas para terminar no segundo semestre de 2010.
O Co-presidente do Conselho de Administração da AmBev, Victório Carlos De Marchi, justifica os investimentos: "por conta de sua localização entre as regiões Norte e Nordeste, o estado é um dos principais centros de negócio da AmBev no país".
Atualmente, a unidade é responsável pelo abastecimento dos mercados do Maranhão, Pará, Piauí e Amapá.
Com a ampliação, a fábrica passará a contar com mais de 20 mil metros quadrados de área construída. A nova planta irá envasar cerveja em embalagens de 600 ml e 1 litro. Após a finalização do projeto, a capacidade instalada de produção da unidade que hoje é de 210 milhões de litros/ano passará para 440 milhões de litros/ano – um aumento de 109%.
Mercado
Em setembro de 2009 a AmBev registrou alta de 0,8 pontos percentuais em sua participação e mercado em comparação com o mês de agosto, ficando em 70%. A Schincariol, segunda no ranking, apresentou perda de 0,5 pontos percentual, chegando a 11,6% do mercado, chegando ao segundo mês consecutivo de perda de participação.
Segundo analistas da corretora Ativa, a AmBev continua em uma seqüência positiva, já que, desde fevereiro de 2009, não perde participação de mercado para suas concorrentes e acumula ganho de 2,8 pontos percentuais neste período. O ganho de participação em setembro foi o maior em um único mês desde a arrancada iniciada em março deste ano. Os números mostram que a companhia tem se mostrado competitiva, mesmo depois das mudanças tributárias que a levaram a promover reajustes de preços para manter margens.
O ganho contínuo de participação de mercado e a aproximação das estações mais quentes do ano reiteram as expectativas dos analistas de um resultado positivo no segundo semestre de 2009, impulsionado pelo aumento nos volumes de venda de cerveja.
Às 14h47, as ações da AmBev (AMBV4) eram negociadas na Bovespa em alta de 0,60%, enquanto o Ibovespa operava em alta de 1,96%, aos 65.910 pontos.
Fonte: Portal Exame - Negócios – 14/10/2009
AmBev volta a ganhar mercado, e corretora prevê lucro forte
A AmBev teve crescimento de 0,3 pontos percentual em sua participação no mercado brasileiro de cervejas em agosto, segundo informações divulgadas pela Nielsen. O resultado garantiu à companhia 69,2% de participação no mercado. Como conseqüência, segundo a corretora Link Investimentos, a expectativa é de bons resultados no terceiro trimestre do ano, com "crescimento de vendas maior que o do mercado e forte geração de caixa". A corretora recomenda a compra dos papéis da AmBev.
Os analistas qualificam a evolução da participação de mercado da AmBev em 2009 como "impressionante". A empresa não perde espaço desde janeiro deste ano e, nos oito primeiros meses, acumula ganho de 2,2 pontos percentuais.O esperado, de acordo com a corretora, era justamente o oposto. Devido às mudanças fiscais e da Lei Seca, que diminuiu o consumo de cerveja em bares e restaurantes, a expectativa era de estagnação ou perda da participação de mercado da AmBev.
Porém, para os analistas, a empresa se adaptou rapidamente ao novo cenário e apresentou inovações nas embalagens, com o lançamento de novas latas e garrafas de 1 litro. "Como nesses casos o preço pago por mililitro de cerveja acaba sendo menor e as pessoas, por conta da crise, estavam buscando forma de economizar, essas embalagens foram um grande sucesso", diz o relatório da Link.
O segundo lugar em participação de mercado no mês de agosto ficou com a Schincariol, que apresentou recuo de 0,6 pontos percentual, para 12,1%. Em seguida vieram a cervejaria Petrópolis, com crescimento de 0,3 ponto percentual em sua fatia, chegando a 9,9%, e a Femsa, que registrou queda de 0,1 ponto percentual, para 6,9%.
As ações da AmBev (AMBV4) operavam em alta de 0,27%, a 138,98 reais, às 14h31 desta segunda-feira (14/09), enquanto o Ibovespa registrava alta de 0,36%, aos 58.574 pontos.
Fonte: Portal Exame - Financia – 14/10/2009
A superprodução estrutural de lúpulo irá continuar nos próximos anos</b>
Apesar dos danos provocados por granizo nas principais regiões de plantio de lúpulo, o rendimento do lúpulo no mundo foi novamente bem melhor do que a média.
O Dr. Johann Pichlmaier, presidente da Associação Alemã de Plantadores de Lúpulo, relatou durante o 38o Seminário Internacional de Cevada Malteada em Berlim, que a razão principal para isso pode ser vista em uma redução dos tradicionais lúpulos aromáticos de baixo rendimento em favor de variedades com um conteúdo elevado de áciso-alfa como a nova variedade Herkules. Após um período de fornecimento mundial insuficiente de lúpulo, o fornecimento é novamente bem maior do que a demanda por causa de uma superprodução estrutural que irá continuar pelos próximos anos.
Os plantadores de lúpulo de importantes regiões de plantio concluíram que os contratos de longo prazo com os processadores de produtos do lúpulo que fazem com que as adaptações na extensão plantada sejam mais difíceis.
Vítimas dessa situação serão as regiões sem esses contratos com a necessidade de uma redução rápida. A extensão em acres mundial tem declinado levemente após o aumento abrupto do último ano. De acordo com projeções preliminares, a extensão de plantio foi reduzida em 1.000 ha, alcançando agora 56.000 ha. O declínio foi maior nas maiores áreas de plantio da Alemanha e EUA. O rendimento do lúpulo em toneladas foi reduzido em uma escala mundial apesar da boa colheita principalmente por causa dos danos por granizo na Alemanha e República Tcheca. A quantidade de lúpulo colhida poderia ser aumentada no EUA, apesar de uma extensão em acres menor. O rendimento em ácidos-alfa que é o fator dominante para o equilíbrio mundial de fornecimento e demanda em lúpulo foi praticamente atingido no recorde do último ano (10.600 toneladas em 2009 vs 10.700 toneladas em 2008). A redução na extensão em acres e quantidade pode apenas ser compensada pela substituição de variedades de lúpulo de aroma como “Hallertauer Mittelfrüh“ na Alemanha e “Willamette“ nos Estados Unidos com lúpulos amargos contendo uma maior quantidade de ácidos-alfa.
Fonte: GlobalMalt Newsletter 42 – 14/10/2009
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
O mercado global de cerveja continua a crescer apesar da dramática desordem nos mercados financeiros mundiais
O mercado global de cerveja continua a crescer apesar da dramática convulsão nos mercados financeiros mundiais em 2008. A crise econômica, entretanto, teve impacto sobre os volumes de cerveja e de acordo com a Canadean, a agência líder na pesquisa de bebidas, o crescimento no mercado global de cerveja caiu de respeitáveis 6% em 2007 para menos de 2% em 2008.
A Canadean recentemente publicou o relatório das tendências mundiais de cerveja, que antecipa uma desaceleração mais específica em 2009 antes da demanda começar a acelerar novamente em 2010.
A contribuição da Ásia para o progresso do mercado cervejeiro não pode ser subestimado e a região agora conta por cerca de um terço de todas as vendas de cerveja. Em 2008, a região apresentou um recorde de 5% no aumento em volume. A China, que é responsável por 7 de cada 10 litros de cerveja vendidos na Ásia é a condutora-chave e está ajudanto a sustentar o mercado cervejeiro mundial em geral. A China não permaneceu ilesa e também observou uma redução no ano passado; assim como a crise financeira, o mercado chinês foi prejudicado por tempestades de neve em janeiro e fevereiro, terremotos em maio, e comparativamente um tempo de verão mais frio, mas o mercado ainda expandiu-se em 6%, ajudado em parte pelo sucesso das Olimpíadas de Beijing.
A América Latina pode tomar parte do crédito por facilitar o progresso do mercado mundial de cerveja com as vendas aumentando em saudáveis 3% em 2008. Assim como na Ásia, há um mercado que está atuando como o maior incentivo; no caso da América Latina, é o Brasil. O quarto maior produtor mundial de cerveja, o Brasil, apresentou um crescimento em volume de 4% no ano passado, ajudado pelos preços competitivos e um vibrante mercado varejista. O mercado de cerveja na Ásia e América Latina registrou bom crescimento no último ano, mas foi o Oriente Médio e o norte da África que poderiam reivindicar ser a região que mais rápido cresce no mundo, registrando crescimento de dois dígitos no ano passado.
Contudo, no cenário global, por razões religiosas e culturais, as vendas são insignificantes e contam com menos de 1% das vendas totais. Em termos per capita, como uma região, os consumidores bebem aprox. 2 litros cada, abaixo de 10% da média mundial. O mercado mundial não pode se apoiar nesta parte do mundo para do mundo para aumentar as vendas.
Na Europa, a situação é menos otimista na Europa Ocidental, que não observou crescimento desde 2006, testemunhou que o declínio econômico acelerou a taxa de queda, enquanto na vizinha Europa Oriental, a crise levará a uma performance negativa esta ano. O forte mercado russo observou o seu primeiro declínio em uma década no último ano com as vendas piores este ano. Apesar dos seus problemas, deve ser observado que a Europa mantém-se como o lar de oito entre os dez maiores mercados de consumo percapita no mundo com os tchecos continuando a dominar, com cada bebedor consumindo mais de 160 litros anualmente.
No influente mercado norte-americano, o crescimento de vendas reduziu-se a praticamente nada. Entre a América do Norte e Europa, que perfazem até 45% dos volumes mundiais de cerveja e com as vendas se estabilizando na América do Norte e os volumes europeus caindo, o foco está muito mais na Ásia e América Latina para fornecer o crescimento de volume durante estes tempos turbulentos.
Apesar do robusto crescimento do mercado cervejeiro africano, os especialistas da Canadean não destacaram esta região no seu último press release.
Fonte: GlobalMalt Newsletter 42 – 14/10/2009
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
Acordo entre PepsiCo e AB-InBev ameaça Coca-Cola
Nos EUA, a PepsiCo e a AB-InBev formalizaram um acordo nesta terça-feira para unir processos de compras, adquirindo inicialmente produtos como computadores e material de escritório conjuntamente.
O objetivo é que ambas reduzam seus custos. A parceria entre a maior cervejaria do mundo e um dos maiores players globais em refrigerantes e salgadinhos, é, para especialistas, uma clara ameaça a Coca-Cola, maior companhia em vendas no setor de bebidas do mundo. Segundo analistas, o acordo entre as duas empresas é estratégico. Carlos Laboy, analista do Credit Suisse, estima que a aliança motive a Coca-Cola a rever seu posicionamento em manter sua operação longe do segmento de cervejas.
O analista prega que a postura da empresa é obsoleta, dada a proximidade cada vez mais patente dos negócios de PepsiCo e AB-InBev. A relação entre as duas já acontecia antes mesmo de a InBev adquirir a Anheuser-Busch por R$ 52 bilhões em 2008. Os refrigerantes da PepsiCo já eram distribuídos na América Latina pela Ambev, subdisiária da cervejaria.
Fonte: Valor Econômico – 15/10/2009
Agrária inaugura oficialmente a ampliação da Agromalte
Numa cerimônia com a presença de cerca de 600 pessoas, entre diretores, cooperados e funcionários convidados, além de diversas autoridades e clientes, a Cooperativa Agrária realizou, na tarde de sexta-feira (2/10), no Setor Industrial, a inauguração oficial das obras de ampliação da maltaria Agromalte. Sob uma tenda montada ao lado da principal construção da ampliação (a torre de malteação – prédio com aproximadamente 60 metros de altura), a solenidade foi aberta com um pronunciamento do diretor presidente da Agrária, Jorge Karl, que classificou o momento como “um dia histórico”.
Referindo-se à ampliação da capacidade instalada da Agromalte, que com investimento de R$ 164 milhões de reais passou de 140 mil t/ano para 220 mil t/ano colocando a indústria entre as 10 maiores do mundo em seu setor, o dirigente da Cooperativa destacou que o mercado de malte, diretamente ligado ao da cerveja, é um segmento que ainda oferece espaço para crescimento. Jorge Kral lembrou que o consumo de cerveja no Brasil ainda é menor do que em alguns países da Europa, mas que, por outro lado, o poder aquisitivo do brasileiro aumentou, refletindo numa maior venda do produto que tem, no malte, sua principal matéria-prima (a previsão da Cooperativa é a de que a Agromalte responde, em 2009, por 19% do mercado nacional de malte e, em 2010, por 20%.
José Moraes Neto, vice-presidente do BRDE (uma as instituições financeiras que apoiou o projeto da ampliação da Agromalte com financiamento), em discurso, disse que a parceria entre o banco e a comunidade de Entre Rios já tem 40 anos de história e que, para alavancar recursos para a ampliação da Agromalte, a instituição participou de um consórcio com outros bancos. “Para o BRDE, foi uma honra poder liderar este financiamento, junto com o BNDES e o Banco do Brasil”, afirmou o vice-presidente do banco, observando que com o fato o banco cumpre “seu papel como um banco público, agente de desenvolvimento de todo o Paraná”.
O prefeito de Guarapuava, Fernando Ribas Carli, destacou que a ampliação da maltaria reflete o resultado do trabalho dos pioneiros. Conforme declarou Fernando Carli, a Cooperativa Agrária demonstra “a força do cooperativismo, da união, do trabalho, da determinação e a vontade de fazer acontecer”.
“Não fose o sonho dos pioneiros, não fosse a determinação de Michael Moor, de formar a coperativa, definir como ela seria, certamente nós não estaríamos vivendo o dia de hoje”, completou o prefeito. Ainda de acordo com prefeito, a inaguração da ampliação da Agromalte também significou um dia histórico para Guarapuava.
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, saudou os cooperados em alemão e em português. “Hoje, estamos aqui para aplaudir vocês. Vocês é que estão fazendo história”, comentou. “Parabéns por esta maravilha que é a nossa cooperativa, a nossa colônia”, acrescentou.
Iniciando seu discurso, o governardo Roberto Requião pediu aplausos para os cooperados. O chefe do executivo estadual lembrou que o mundo vive os efeitos de uma crise que ainda não foi totalmente explicada, mas que o Brasil pode enfrentar a situação em melhores condições por haver fortalecido o mercado interno, com o aumento do poder aquisitivo das classes “C” e “D”. Ao defender redução da taxa Selic e reforma tributária, o governador sublinhou que o Brasil precisa de investimento. “É ai que enta a Agrária. E eu tenho a satisfação de ter contribuído com este projeto, através do nosso BRDE, com R$ 35 milhões. Para vocês terem uma ideia de como anda o nosso Paraná, que tem empresários e empreendedores, sociedades comunitárias como a Agrária, de extraordinária qualidade, o BRD, que é um bando do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, investiu este ano, mais ou menos, um bilhão e quinhentos milhões de reais”, informou, detalhando que R$ 850 milhões foram investidos só no Paraná. “Estamos demonstrando uma garra que, se não é igual à fantástica garra da Agrária, é notável diante das dificuldades que o Brasil está atravessando”, completou, parabenizando a diretoria da Cooperativa pelo que classificou como esforço de substituição de importação. "Com 220 mil toneladas (de malte por ano), nós estamos poupando uma soma fantástica de divisas para o Brasil”, concluiu.
Depois dos pronunciamentos, Jorge Karl, Fernando Carli, Reinhold Stephanes e Requião realizaram o descerramento da placa de inauguração da ampliação da maltaria e uma visitação da nova torre da indústria. O presidente da Agrária explicou às autoridades o funcionamento das instalações e da produção de malte.
Participaram também da inauguração os diretores vice-presidente, Paul Illich, financeiro, Arnaldo Stock, secretário, Norbert Geier e membros dos conselhos fiscais e administrativo. A cerimônia se encerrou com uma confraternização no local.
A ampliação da maltaria abrange, como principais obras, a torre de malteação (setor de maceração e 4 caixas de germinação), estufa (260 toneladas), caldeiras (movidas a biomassa em substituição ao óleo BPF), novo pátio para caminhões (20 mil m²), ampliação do sistema de tratamento de efluentes e 26 novos silos (78 mil t). Novos espaços para laboratório e para o refeitório industrial se encontram em construção e devem ser concluídos em janeiro de 2010.
Fonte: Newsletter Agromalte 17ª Edição – Especial, por Luciano Ducat – 15/10/2009
Schincariol aposta na expansão de cervejas especiais, diz executivo
Produtos de microcervejarias crescem 60%, segundo Adriano Schincariol. Presidente da empresa vê mudança nos hábitos de consumo no país.
Apesar de a Nova Schin ainda ser o carro-chefe entre as cervejas da Schincariol, o presidente da empresa, Adriano Schincariol, aposta no crescimento forte das cervejas especiais, como as feitas por microcervejarias adquiridas pela companhia.
"Essas cervejas têm um crescimento muito maior que a cerveja tradicional, crescem a taxas de 50%, 60% ao ano", diz ele. "As cervejas diferenciadas, a harmonização de cervejas com comida, isso está crescendo muito rápido."
A Schincariol comprou microcervejarias como a Baden Baden, de Campos do Jordão (SP), e a Devassa, do Rio de Janeiro. "O Brasil é um dos poucos mercados do mundo em que 80%, 90% do consumo é de um tipo só de cerveja. Mas isso está mudando. A Schincariol tem cerveja orgânica, cerveja de trigo, cerveja com tequila e limão", aponta Adriano Schincariol.
A empresa tem atualmente 9 mil funcionários diretos e 14 fábricas espalhadas por todo o território nacional. A Schincariol tem sede em Itu, no interior de São Paulo, e ainda é administrada pela família. Adriano é sócio da companhia junto com o irmão e os primos.
O executivo diz que o final do ano traz aumento do consumo e pode haver oportunidades de emprego, lembrando que, nos últimos cinco anos, a companhia praticamente dobrou seu número de funcionários. "O pico de final de ano sempre exige uma contratação extra. No final do ano, o consumo costuma ser 50% maior do que no meio do ano."
Crise
Adriano Schincariol também afirmou que a empresa não sentiu muito a crise econômica, que afetou de maneira branda os produtos de alto consumo, como bebidas e alimentos. Ele afirmou que, apesar da curta desaceleração após setembro de 2008, a empresa ainda fechou o ano passado com crescimento de "quase dois dígitos".
"No primeiro momento, todos se assustam. Mas o grupo tem 70 anos e já passou por várias crises na sua história, e o empreendedorismo está na natureza do grupo. Acreditamos que é nos momentos de crise que as coisas evoluem", frisou. "Continuamos investindo e sentimos pouco o impacto da crise."
Produtos
O executivo diz que a empresa tem hoje um portfólio de 170 produtos, incluindo cervejas, águas, refrigerantes e sucos. Desde 2000, a empresa sentiu que era necessário diversificar a oferta de itens. No caso das cervejas, além da mudança de foco do "carro chefe" – que passou a se chamar Nova Schin, substindo a velha Schincariol –, outros produtos foram criados, como as cervejas de trigo e as com sabor.
"A Schincariol tem um dos produtos mais caros do mercado [a Baden Baden] e uma das cervejas mais baratas, a Glacial. Trabalhamos com todas as classes", lembrando que uma garrafa de cerveja pode custar de R$ 1,50 a até R$ 60 para o consumidor, dependendo do item em questão.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1142228-7823-MELHORES+MOMENTOS+DO+CHAT+COM+ADRIANO+SCHINCARIOL,00.html
Fonte: G1 (Globo) – Economia & Negócios – 15/10/2009
AB InBev vende atividades na Europa Central
A líder mundial das cervejas Anheuser-Busch InBev anunciou nesta quinta-feira a venda de suas atividades na Europa Central por três bilhões de dólares ao fundo luxemburguês CVC Capital Partners.
Segundo os termos do acordo definitivo, a AB InBev - resultado da fusão da americana Anheuser-Busch com a belgo-brasileira InBev - cederá as atividades nos mercados da Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, Hungria, Montenegro, República Tcheca, Romênia, Sérvia e Eslováquia.
A CVC vai explorar a partir de agora, sob a licença da InBev, as marcas Stella Artois, Beck's, Lwenbrau, Hoegaarden, Spaten e Leffe, informa um comunicado da multinacional, que tem sede na Bélgica.
O diretor geral da AB InBev, o brasileiro Carlos Brito, celebrou a negociação, que permitirá à gigante da cerveja "cumprir e superar o compromisso de ceder atividades no valor de sete bilhões de dólares para se concentrar nos principais mercados".
A fusão de novembro do ano passado entre Anheuser-Busch e InBev, ao custo de US$ 52 bilhões, ampliou a dívida do grupo, que iniciou uma série de cessões para reduzir a mesma.
Fonte: Da France Presse (AFP) – 15/10/2009
Conexão Blumenau-São Paulo
Ninguém precisa ficar por fora das novidades cervejeiras só porque não foi à Oktoberfest de Munique ou à de Blumenau (se você correr ainda dá tempo, ela só termina no domingo). Com uma passada no mercado ou navegando na internet, é possível levar para casa parte das duas festas da cerveja.
A artesanal Bierland, de Blumenau, desembarca nos próximos dias em São Paulo com três versões em garrafa: pilsen, weiss (boa) e bock – a melhor do trio. O preço da garrafa de 600 ml ainda será definido.
A OPA Bier, de Joinville, já pode ser encontrada em terras paulistanas, em quatro versões, Pilsen (R$ 12,90), Weiss, Pale Ale (aposte nesta) e Porter, a R$ 16,50 cada, no Bar Anhanguera, especializado em cervejas nacionais.
A Eisenbahn Oktoberfestbier é a única brasileira de microcervejaria feita para a festa. Com 6% de teor alcoólico, tem malte intenso e amargor suave. Está à venda em conjuntos de seis garrafas, a R$ 21,54, no site (www.eisenbahn.com.br).
Também é possível degustar por aqui a cervejas que os alemães tomam em sua celebração na Baviera. Cervejaria mais famosa de Munique, a Hofbrauhaus produz uma oktoberfestbier, importada pela Bier & Wein (a garrafa de 500 ml varia de R$ 12,60 e R$ 14,80). A empresa traz ainda a versão produzida pela Erdinger para o evento, um pouco mais alcoólica (5,7%) e encorpada que a tradicional. Deve custar entre R$ 12,80 e R$ 15.
Fonte: Portal Estadão – x top 10 paladar, por Roberto Fonseca – 15/10/2009
Casa da Cerveja: São Paulo terá loja especializada em cervejas gourmet européias
Localizada em um dos bairros mais charmosos de São Paulo, nova loja oferecerá seleção especial, com as melhores marcas da Europa, além de palestras e degustações para quem quer conhecer mais sobre o universo das cervejas gourmet.
Imagine um lugar que concentre informação, degustação e comercialização de algumas das cervejas mais especiais produzidas no mundo. Esta é a proposta da Casa da Cerveja, loja de São Paulo especializada na venda deste tipo de produto, e que estará aberta ao público a partir do dia 20 de outubro.
A loja é o segundo empreendimento das sócias Kathia e Letícia Borges, que há cinco anos abriram a importadora de mesmo nome e tornaram-se experts em pesquisar e importar cervejas especiais, como as trapistas, produzidas em tradicionais mosteiros da Bélgica.
Além de oferecer rótulos raros e considerados verdadeiros tesouros da gastronomia por críticos especializados, o local terá como diferencial um calendário regular de palestras e degustações de cerveja. A proposta das empresárias é que a loja também vire um espaço de interação e troca de informações sobre cervejas finas, um verdadeiro pólo difusor da arte de apreciar esta bebida como ela merece.
A Casa da Cerveja já é referência nacional em importação e distribuição das melhores cervejas do mundo para bares, restaurantes e hotéis. Com a inauguração da loja, em Pinheiros, na Rua Lisboa, 502, a empresa oferece ao consumidor final a possibilidade de adquirir estas raridades no varejo.
Alguns dos destaques: ACHEL 8
Toque de caramelo, suave aroma de malte tostado. Notas de frutas secas, maça, cereja, canela e cravo. Espuma leve e mediana. Corpo denso, profundo, de coloração acobreada, com reflexos rubi. Trapista | 8% Alc. | 330ml. Consumir entre 10º e 12º C
Traquair
Envelhecida em barril de carvalho por uma semana, elaborada sem adjuntos e conservantes. Liquorosa, bem equilibrada. Amadeirada, adocicada, com aroma de malte tostado, toffee, ameixa, rum e um final chocolate. Bière de Garde, envelhece na garrafa. English Strong Ale | 7,2% Alc. | 330ml . Consumir a 10ºC
Thomas Hardy’s Ale
Homenageia os 40 anos da morte de Thomas Hardy e traz um trecho de seu livro The Trumpet Major (1880). Cor cobre brilhante com pouca espuma. Aroma frutado de cereja. Licorosa, lupulada, com notas frutadas e de caramelo. Envelhece por 25 anos. Safrada e numerada. Barley Wine | 11,7% Alc. | 250ml. Consumir a 13ºC
Orval
Cerveja de coloração cobre, com forte aroma doce e maltado. Toques de lúpulo, caramelo, toffee, melaço de cana, fermento fenólico, condimentos e cravo. Intensamente seca, é uma bebida com paladar de nozes, café, mel, caramelo, acidez, lúpulo, cítrico, especiarias e final amargo de média duração. Forma espuma bem consistente de média duração e tem alta carbonatação. Trapista | 6,2% Alc. | 330ml. Consumir entre 8º e 12º C
Casa da Cerveja
Desde 2005 a Casa da Cerveja atua no mercado brasileiro importando produtos especiais das melhores cervejarias e mosteiros trapistas da Europa, sobretudo da Bélgica, onde estão localizadas seis das sete tradicionais abadias produtoras de cerveja artesanal no mundo. Atualmente trabalha também com variedades de países como Alemanha, Escócia, Inglaterra e outros, sendo responsável por possibilitar que os amantes brasileiros da bebida apreciem em seu país o que há de melhor no segmento em todo mundo.
Em cada garrafa uma história de tradição cheia de corpo, cheiro, cor e sabor, que é trazida com exclusividade ao Brasil após intensas pesquisas e etapas de rigorosa seleção. A aceitação às cervejas gourmet européias tem sido tão boa que a Casa da Cerveja está preparando para o segundo semestre de 2009 a inauguração de sua primeira loja, aguardem...
Site: www.casadacerveja.com.br
Fonte: Revista Fator – 16/10/2009
A exposição está dividia por países e vai até este domingo
O clima de festa e de alegria já invadiu as ruas de Igrejinha – RS com muita música, shows e atrações culturais. Hoje à noite, será a abertura oficial da 22.ª Oktoberfest de Igrejinha. A partir das 18 horas, na Rua Ary Delmar Koppe, ocorre a solenidade, com participação especial da Banda da Brigada Militar de Novo Hamburgo e da Banda União dos Velhos Tempos. À meia-noite, haverá show com a banda Biquini Cavadão.
A cada ano, a festa se fortalece e se inova com o espírito solidário. A Oktoberfest ocorre no Parque de Eventos Almiro Grings e a programação segue até dia 25 de outubro. Para o presidente da Amifest, Leandro Krummenauer, há muitas novidades neste ano, como a criação Bier Platz. "É um espaço de 450 metros quadrados que terá alimentação e chopes especiais."
Fonte: Diário de Canoas (Foto: Juliano Arnold/Divulgação) – 16/10/2009
'Bolachas' são tema de exposição na Oktoberfest
Durante a 26ª Oktoberfest, em Blumenau (SC), o suporte para assentar copos de cerveja, chamado de "bolacha", deixou o papel de coadjuvante e ganhou uma mostra com marcas nacionais e internacionais.
De acordo com a organização do evento, cerca de 1200 bolachas foram arrecadadas de colecionadores do Brasil e do mundo. Cervejarias do País e da Polônia, Inglaterra e Holanda também participaram.
Os desenhos são variados e não fazem menção apenas à bebida, mas também trazem belas paisagens e ilustrações.
A exposição, localizada no Setor 1 do Parque Vila Germânica, traz os acessórios divididos por países. Segundo os organizadores, esta é uma forma mostrar mais um lado da cultura cervejeira alemã.
Patenteada por Robert Smith em Dresden, na Alemanha, em 1892, a bolacha de papelão foi criada para impedir que a umidade dos copos escorresse pela mesa. Originalmente elas eram feitas de louça e ficavam sobre o chope - e não embaixo, como é usado hoje em dia. Sua função era proteger a cerveja dos insetos.
A mostra permanece até este domingo, dia 18/10, quando termina a festa. No último final de semana, mais de 240 mil pessoas passaram pela Vila Germânica, estabelecendo um recorde para o evento.
Fonte: Terra Brasil, por Jaime Batista da Silva, de Blumenau – 17/10/2009
A Alemanha e sua cerveja
Em Munique, na Weltstadt mit Herz, como os bávaros carinhosamente a chamam, terminou a 176ª Oktoberfest. A maior festa popular do planeta prepara-se todos os anos para receber em torno de seis milhões de visitantes. O evento privilegia as tradições, principalmente a da cerveja, sua bebida nacional, bem no coração do Estado maior produtor dentro do país. Mas o que contribui para a fama da cerveja alemã para além dessa festa?
Alemanha não é campeã mundial em consumo de cerveja. A República Checa tem um povo mais sedento. Ela não é campeã mundial em quantidade de cerveja produzida. Das cerca de 1.600 fábricas de cervejas na Europa, cerca de 1.300 estão sediadas na Alemanha. A Bavária sozinha concentra 627 fábricas. Agora vamos nos aproximando do que faz a fama da cerveja alemã: a cultura da cerveja. Em nenhuma outra parte do planeta antigas tradições têm um papel tão importante como na Alemanha. Somente para ilustrar: a lei alemã de pureza data de 1516 e continua em vigor na atualidade.
De acordo com essa lei somente 4 ingredientes são permitidos na composição da cerveja, ou seja: wasser: água, malz: malte, hopfen: lúpulo e hefe: levedura. São necessários 22 litros de água na produção de um litro de cerveja. Para garantir a qualidade da água, muitas cervejarias se valem de fontes próprias. É na manutenção de um alto nível de qualidade que se concentra o segredo que mantém a fama da cerveja alemã mundo afora, é o que permite ao país exportar três vezes mais cerveja do que importa. Além disso, a Alemanha é campeã mundial em diversidade. Em nenhum outro país se produz tantos tipos diferentes de cerveja. Mas a diversidade e a qualidade têm seu preço. Ela está sendo ameaçada pela concorrência que vem de megaindústrias de cerveja que muitas vezes produzem sem compromisso com a qualidade. Acresce-se a isso a queda de consumo de cerveja dentro da própria Alemanha. No país vem crescendo consideravelmente o consumo de água mineral. Além disso, a Alemanha produz excelentes vinhos, e vinho também está presente em todas as festas. Em recente pesquisa 29% declararam que preferem vinho a cerveja e outros 29% se abstêm de qualquer bebiba alcoólica.
Apesar de tudo isso, a Alemanha continua sendo o lugar por excelência para apreciadores de cerveja e, para além da grande variedade que se pode encontrar em todo o país, cada região se esmera em produzir a sua cerveja com característica local que, na grande maioria das vezes, somente pode ser encontrada e degustada localmente.
Assim, apesar das ameaças decorrentes da concentração de megaindústrias de cervejas no mundo e da mudança de hábitos, a Alemanha continua comandando o cenário da diversidade no mundo da cerveja. E para festejá-la também organiza a maior festa popular do planeta. A propósito, a festa invariavelmente inicia com um megadesfile pela cidade e no parque ela é oficializada pelo prefeito que abre à marretada o primeiro barril de 200 litros, seguido da famosa frase: “O zapft is!”. A cerveja servida na festa é especialmente produzida para esta finalidade. Combina perfeitamente com os pratos típicos da festa que incluem hendel, frango assado, schweinshaxe und sauerkraut – joelho de porco e chucrute e pão brezel servido com a famoso salsichão bávaro Weisswurst mit süßem Senf.
Fonte: Gazeta do Sul, por Ângela Rocha – 17/10/2009
SAB toma a frente em disputa por Femsa
A cervejaria SABMiller tomou a dianteira da rival Heineken nas negociações para comprar a divisão de cervejas da Femsa, ao oferecer ao clã controlador a manutenção da sua participação na empresa, segundo uma fonte a par das conversas. "As famílias da Femsa estão conversando com a SABMiller e parecem dispostas a manter uma participação. Portanto, uma iniciativa pela inclusão delas é exatamente o tipo de negócio que a SABMiller tem feito no passado e poderá fazer no futuro", disse a fonte.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 19/10/2009
O Ceará também tem Oktoberfest
Mais um atrativo para cearenses e turistas no Maciço de Baturité: nos dias 30 e 31 deste mês e no dia 1º de novembro, será realizado em Guaramiranga a Oktoberfest, inspirada na tradicional festa alemã
Nos dias 30 e 31 de outubro e 1° de novembro, o município de Guaramiranga recebe pela primeira vez a tradicional festa de cultura alemã, Oktoberfest. O festival será realizado de sexta a domingo, véspera de feriado de Finados, no Sítio Guaramiranga. Inspirada na tradicional festa alemã, que ocorre anualmente em Munique (foto acima), e em sua versão brasileira mais famosa, realizada em Blumenau (SC), a Oktoberfest Guaramiranga 2009 pretende fazer ``uma festa alemã com sotaque cearense``. Nos três dias do evento, são aguardados 16 mil visitantes.
Com o foco na cultura da região alemã da Bavaria, a Oktoberfest é realizada em outubro em vários países, incorporando, em cada local, características regionais. Em Guaramiranga, a proposta é levar aos visitantes um pouco da cultura cearense através do humor, da música e da culinária. Durante o dia serão realizadas palestras, oficinas gourmet, passeios ecológicos, feira gastronômica, esportes de aventura e programação infantil. Em cada noite haverá apresentações de músicas folclóricas alemãs, com a banda Cavalinho Branco, de Santa Catarina, e as atrações cearenses Dona Zefinha, Groovytown, Fritz Marsch, DJ Marquinhos e Ítalo & Reno. O humor fica por conta do cantor Falcão. A programação do evento inclui ainda a Volta da Caneca (inspirada na internacional ``Drink & Run``), e um desfile de carros alegóricos, no centro de Guaramiranga.
A Oktoberfest Guaramiranga será realizada no Sítio Guaramiranga, em uma área de nove mil metros quadrados, que engloba o Parque da Cerveja; o Pesqueiro Guaramiranga; o Restaurante Manjericão; o Parque das Trilhas; as pousadas, Chalé do Tutuca e Chalé do Arnoldo Studart; e o Hotel Escola, do Senac.
Gastronomia
Durante o evento, a mostra da culinária alemã ficará sob a responsabilidade do restaurante Hofbräuhaus que irá servir pratos típicos, como joelho de porco assado, salsicha branca, salsichão, bolo de carne, frango grelhado com páprica, chucrute, salada de batata típica, mostarda caseira, pão alemão, torta floresta negra e folheado de maçã típico da Bavaria, apfelstrudel. Para beber, serão comercializados no Parque da Cerveja os chopes Heineken, Bavária Premium, Kaiser Gold, Summer, Xingu, e Norsa (patrocinador do evento).
Volta da Caneca
Na 1ª Volta da Caneca, os participantes deverão percorrer dois quilômetros com uma caneca cheia de chope, evitando derramar a bebida. A competição será dividida nas categorias Fantasia, Masculino e Feminina. Os primeiros lugares no masculino e feminino receberão 30 chopes de 500ml, cada, e quem apresentar a melhor fantasia receberá como prêmio 60 chopes de 500 ml.
Completando a programação, haverá a Mostra Coletiva Temática de Artes Plásticas, sob a curadoria do artista plástico Zé Tarcísio, que acontecerá no Hotel Escola do Senac, e contará com a participação dos artistas Fernando França, Kazane, Totonho Laprovitera e Vando Figueiredo.
E-MAIS
A Oktoberfest foi criada em 1810, em Munique (Alemanha). A primeira edição foi realizada para comemorar o casamento do então príncipe herdeiro Luis (mais tarde Luis I da Baviera), com a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen. O grande sucesso fez com que outra festa fosse marcada para outubro do ano seguinte, e assim começou a tradição. Ainda hoje, a festa de Munique acontece no parque Theresienwiese, batizado em homenagem à noiva.
No Brasil, o festival foi realizado pela primeira vez em 1976 em Itapiranga (SC). Mas hoje, a Oktoberfest de Blumenau também em Santa Catarina,é a maior e mais conhecida festa alemã do Brasil. No estado, outras cidades celebram festas nos mesmos moldes.
No Rio Grande do Sul, o festival é realizado em cidades como Santa Cruz do Sul, desde 1984, e Igrejinha, desde 1988. E no Paraná, a maior Oktoberfest acontece em Marechal Cândido Rondon, a mais germânica do estado.
Geografia
Área: 95 km²
Clima: temperatura máxima de 28°C e mínima de 14°C (médias)
Unidades de conservação: Parque Ecológico de Guaramiranga e Área de Proteção Ambiental da Serra de Baturité.
Demografia
População: 5.714
População urbana: 2.330 pessoas
População rural: 3.384 habitantes
Densidade demográfica: 53,33 hab/km2
Como chegar
Tempo estimado de viagem: 1h33min
Vias de acesso: CE 060 - Fortaleza-Pacatuba-Guaiuba-Acarape-Redenção-Aracoiaba-Baturité-Guaramiranga (distância total de 110km) e CE 065 / Fortaleza-Maranguape-Palmácia-Pacoti-Guaramiranga (distância total de 92km).
SERVIÇO
Oktoberfest Guaramiranga
Data: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro de 2009
Local: Parque da Cerveja, ao lado do Parque das Trilhas
Ingresso: R$ 2 mais um quilo de alimento não perecível ou R$ 5
Informações: (85) 3283.2495 e www.oktoberfestguaramiranga.com.br
Fonte: O Povo Online – 19/10/2009
Femsa perde espaço em cerveja e avalia busca de um parceiro
A campanha publicitária da cerveja mexicana Dos Equis, com o tema "O homem mais interessante do mundo", fez grande sucesso nos Estados Unidos, reforçando as vendas do produto.
Mas no México poucos consumidores já ouviram falar desse gentil cavalheiro e seus conselhos sobre temas como a carreira: "Descubra o que você não sabe fazer bem nesta vida, e não faça" — seguido pelo bordão da campanha: "Mantenham-se sedentos, meus amigos".
A falta de imaginação no marketing em seu próprio país é uma das razões pelas quais a Femsa, a cervejaria que fabrica a Dos Equis, foi ultrapassada no México pelo seu grande rival, o Grupo Modelo SAB, fabricante da cerveja Corona. Mas alguns especialistas do setor também dizem que a Femsa — cujo nome formal é Fomento Económico Mexicano SAB — perdeu seu amor pelo negócio da cerveja, passando a dar prioridade às lojas de conveniência e ao engarrafamento da Coca-Cola.
Nos últimos 20 anos, a Femsa — que no México tem marcas como Sol e Tecate e no Brasil é dona da Kaiser, Sol e Bavaria — viu sua participação no mercado mexicano cair para 43%, ante os 55% que detinha antes. A Modelo detém 57%, sendo 31% só com a marca Corona.
Recentemente, a Femsa reconheceu que está avaliando a possibilidade de vender sua divisão de cerveja, ou fazer uma aliança estratégica com alguma grande cervejaria mundial. Empresas como a SABMiller PLC, que tem sede em Londres, ou a Heineken NV, de Amsterdã, que é parceira da Femsa de longa data, estão em conversações com a empresa mexicana, segundo pessoas a par do assunto. É provável que qualquer negócio seja feito com ações e não dinheiro, segundo uma dessas fontes — ou seja, os donos da Femsa continuariam a conservar uma participação no negócio. Executivos da Femsa não quiseram fazer comentários para esta reportagem.
Analistas dizem que um dos principais motivos pelos quais a Femsa está considerando aliar-se a uma cervejaria maior é que o cenário mundial do produto mudou rapidamente. O mercado global é cada vez mais dominado por gigantes como a Anheuser-Busch InBev e a SABMiller, empresas criadas a partir de fusões internacionais, de envergadura muito superior à da Femsa. A Femsa, de controle familiar, tem vendas anuais de cerveja de cerca de US$ 4 bilhões, comparados com cerca de US$ 35 bilhões da Anheuser-Busch InBev e US$ 21 bilhões da SABMiller.
No ano passado, quando a InBev comprou a Anheuser-Busch Cos. por cerca de US$ 52 bilhões, ela assumiu a participação não controladora de 50% que a Anheuser-Busch tinha no Grupo Modelo, dando a essa rival da Femsa um novo "tio" com a carteira bem recheada. Analistas creem que é só questão de tempo até a Modelo ser totalmente adquirida, o que aumentaria ainda mais a pressão da concorrência sobre a Femsa.
A Femsa tem seus próprios parceiros, mas em escala muito menor. Nos EUA, por exemplo, a Heineken USA comercializa e vende produtos da Femsa. (De fato, foi a Heineken USA e sua agência publicitária, a Euro RSCG, da Havas SA, que conceberam a campanha do "Homem Mais Interessante".) Mas a participação total da Heineken USA no mercado americano, incluindo as marcas da Femsa, é de apenas cerca de 4%.
Embora a divisão de cerveja da Femsa esteja ficando para trás, a empresa mostra bons resultados em suas duas outras principais linhas de negócios: refrigerantes e lojas de conveniência. No ano passado ela obteve lucros de US$ 2 bilhões sobre faturamento de US$ 15 bilhões, e nos últimos dez anos tanto o faturamento como o lucro aumentaram sete vezes. Mas 55% do fluxo de caixa operacional da Femsa veio das suas operações de engarrafamento da Coca-Cola, e apenas 31% das vendas de cerveja. Sua rede de lojas de conveniência Oxxo constituiu os restantes 14%. A empresa deve divulgar seus resultados do terceiro trimestre no dia 28.
A Femsa é uma das empresas mais tradicionais do México. A cidade industrial de Monterrey cresceu em torno da antecessora da Femsa, a Cervecería Cuauhtémoc, fundada em 1890. A maioria das modernas empresas de Monterrey deriva da Femsa, cujo nome sugere as ambições e o propósito de seus fundadores.
O ex-presidente do conselho da empresa antecessora da Femsa, o falecido Eugenio Garza Sada, é reverenciado em Monterrey como uma espécie de santo padroeiro. Entre suas realizações está a fundação, em 1943, do Tec de Monterrey, universidade que segue o modelo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. O atual diretor-presidente e presidente do conselho, José Antonio Fernández, veio a Monterrey para estudar no Tec e casou-se com a filha mais velha do então presidente do conselho da Femsa, Eugenio Garza Laguera, filho e herdeiro de Garza Sada.
Fernández, que assumiu o leme da Femsa em 1995, é considerado um executivo pragmático, menos atado às tradições e vínculos familiares da conservadora Monterrey. Sob o comando de Fernández, conhecido por seu apelido de infância "Diabo Fernández", a Femsa vem dando menos ênfase a cerveja.
"O Diabo está tendo um caso de amor com seus dois novos bebês, a Coca-Cola e a Oxxo", diz Ernesto Canales, advogado empresarial de Monterrey.
A Femsa tem parceria com a Coca-Cola desde 1993. Essa relação se fortaleceu em 2003, quando a Femsa adquiriu a Panamerican Beverages Inc., tornando-se assim a segunda maior engarrafadora mundial da Coca-Cola e a maior fabricante de refrigerantes da América Latina.
Analistas dizem que a Femsa, muito ligada à tradição, nunca teria vendido sua divisão de cerveja enquanto Garza Laguera, o sogro de Fernández, era vivo. Mas a morte de Garza Laguera no ano passado, aos 84 anos, abre caminho para uma venda ou a aliança estratégica com alguma grande cervejaria. "Era óbvio que, no momento em que Don Eugenio não estivesse mais conosco, eles iam tentar vender a coisa", diz um banqueiro de Monterrey.
Fernández pôs muito de seu foco nas lojas de conveniência Oxxo. A receita da rede se multiplicou de apenas US$ 421 milhões em 1998 para US$ 4,2 bilhões no ano passado. É de longe a maior rede de lojas de conveniência do México, com 6.811 unidades, o triplo de todas as concorrentes juntas.
A Oxxo teve um papel importante na defesa de participação de mercado da Femsa, já que oferece pontos de venda para as cervejas da empresa. Alguns analistas temem que a fatia da Femsa no mercado de cervejas teria caído muito mais se não fosse pelo apoio das lojas Oxxo.
No México, a Femsa é conhecida por ser eficiente na produção e venda de cervejas, mas teve dificuldades para desenvolver o marketing. "Eles ainda estão tentando achar a mistura certa de portfólio, que marcas promover em que mercados", diz David Belaunde, um analista da Barclays Capital.
Fonte: The Wall Street Journal, da Cidade do México; por Dana Cimilluca e Nicholas Casey; Colaboraram José de Córdoba e David Kesmodel - 22/10/2009
Heineken negociaria compra de grupo que controla a Kaiser
A holandesa Heineken tem mantido conversações para comprar as operações de cerveja do conglomerado mexicano Femsa, segundo a edição eletrônica de domingo do jornal Financial Times.
Citando fontes próximas à situação, a publicação disse que a Heineken está seriamente interessada nos negócios de cerveja da Femsa por serem a última oportunidade de uma entrada agressiva do grupo holandês na América Latina.
No Brasil, Femsa controla a produção e distribuição de produtos Coca-Cola e as marcas das cervejarias Kaiser (Heineken, Xingu, Gold, Sol e Bavaria). A Heineken já participa em sociedade da Femsa Cerveza no Brasil.
A Heineken e a Femsa não estavam imediatamente disponíveis para comentários. A Heineken, contudo, não seria capaz de tentar fazer uma oferta de compra de todos os negócios da Femsa, que incluiriam suas lojas e a Coca-Cola Femsa, segundo o jornal.
A cervejaria SABMiller é vista como principal candidata a comprar a segunda maior cervejaria do México, que é controlada pela Femsa, de acordo com informações de uma fonte à Reuters há alguns dias.
Fonte: Reuters – 26/10/2009
Cervejaria espera aval de Maradona para lançar cerveja
Uma cervejaria mexicana busca o aval de Maradona para lançar a cerveja "10 Maradó", criada para homenagear o atual técnico da Seleção Argentina. O produto fará parte de uma linha da pequena marca "La Cervecería Revolucionaria", que já conta com as cervejas "Ché Guevara", "Maquiavelo" e "Zapata".
Roberto de Alba, diretor da companhia, afirmou que pretende obter o aval de Maradona antes de lançar a cerveja, cujo rótulo segue as cores da bandeira argentina: azul e branco. A intenção da empresa é distribuir o produto nas cidades mexicanas de Guadalajara, Monterrey e Cidade do México, para somente depois chegar à Argentina.
Alba e um grupo de amigos fãs de futebol criaram a "Liga Cervera", uma subsidiária da "Cervecería Revolucionaria". De acordo com eles, é um projeto "com caráter social, para poder impulsionar o futebol nas comunidades rurais".
Isso quer dizer que parte do dinheiro das vendas será revertido "para fazer escolas de futebol e para apoiar as torcidas dos times locais", explicou Alba.
Fonte: Terra, com informações da Agência EFE - 26/10/2009
Lucro líquido da FEMSA sobe 10% nos primeiros nove meses do ano
A mexicana FEMSA, maior engarrafadora de bebidas da América Latina e que opera no Brasil, anunciou hoje que teve lucro líquido de 8,957 bilhões de pesos mexicanos (US$ 689 milhões) nos primeiros nove meses do ano, o que representa aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2008.
A companhia destacou em seu último relatório de resultados que a alta no lucro líquido se deve "principalmente a uma maior utilidade de operação, que compensou parcialmente um aumento no custo integral de financiamento durante o período".
O aumento na utilidade de operação é explicado pela "valorização do dólar frente a nossas moedas locais, aplicada a nossa posição de passivos e maiores despesas financeiras", aponta a empresa.
O lucro antes de impostos, depreciação, amortização e juros (Ebitda) cresceu 19,4% no período de nove meses e alcançou 26,383 bilhões de pesos mexicanos (US$ 2,029 bilhões).
O investimento em ativos fixos até o terceiro trimestre foi de 8,143 bilhões de pesos mexicanos (US$ 626,3 milhões), o que significa queda de 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O faturamento total da companhia foi de 142,917 bilhões de pesos mexicanos (US$ 10,993 bilhões) entre janeiro e setembro de 2009, um aumento de 19,9% frente ao mesmo intervalo de tempo de 2008.
A dívida da empresa no curto prazo fechou os nove primeiros meses do ano em 8,552 bilhões de pesos mexicanos (US$ 634 milhões), enquanto a de longo prazo ficou em 33,753 bilhões de pesos mexicanos (US$ 2,504 bilhões).
Com isso, a dívida líquida caiu 7,035 bilhões de pesos mexicanos (US$ 521,9 milhões), até os 25,504 bilhões de pesos mexicanos (US$ 1,892 bilhão).
Fonte Agência EFE – 28/10/2009
Heineken tem boas previsões
A Heineken reviu em alta as previsões para este ano, apesar de uma descida nas vendas.
A cervejeira holandesa teve vendas em queda no terceiro trimestre do ano, em todos os mercados em que está presente, por culpa da concorrência das cervejas de marcas brancas dos supermercados. A descida no volume de vendas, em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, foi de 4,7%.
Fonte: Euro News – 28/10/2009
Fábrica de Cerveja de Nampula vai utilizar lúpulo produzido em Moçambique
A Fábrica de Cervejas de Nampula, a entrar em funcionamento ainda este ano, vai utilizar lúpulo produzido em Moçambique, disse José Moreira, administrador da Cervejas de Moçambique (CDM), grupo proprietário daquela unidade fabril.
Em declarações ao jornal Notícias, de Maputo, José Moreira disse ainda que a decisão visa reduzir os custos decorrentes da importação da matéria-prima usada na produção da cerveja, o lúpulo e a cevada.
Moreira adiantou que o cultivo do lúpulo foi iniciado na campanha agrícola 2008/2009 em Manica, uma vez que as condições locais revelaram-se favoráveis à adaptação da planta, mas não referiu a quantidade de lúpulo que se prevê colher no final da safra.
A Fábrica de Cervejas de Nampula, de acordo com os dados disponíveis, terá uma capacidade para produzir 480 mil hectolitros/ano, das marcas tradicionais da CDM, nomeadamente, Manica, 2M, Laurentina, normal e Premier.
A construção da fábrica, que deverá começar a laborar ainda este ano, representa um investimento de 55 milhões de dólares.
Fonte: Macauhub – 28/10/2009
Top Performance: Skol registra maior crescimento entre as marcas
A Skol adotou o slogan "A cerveja que desce redondo" em 1997. A partir daquele ano, a marca passou a registrar uma sensível melhora nos índices do Folha Top of Mind, para se firmar na liderança do ranking há oito anos.
O produto da AmBev levou sozinho o prêmio de melhor desempenho do ano, o Top Performance, obtido pela primeira vez pela marca em 2002.
Em relação a 2008, a Skol registrou um salto de cinco pontos percentuais nas lembranças, de 38% para 43%. Já as suas principais concorrentes, Brahma (21%), Antarctica (11%), Nova Schin (6%) e Kaiser (5%), não subiram no ranking.
Desde 1997, a Skol mantém o "redondo" nas campanhas. O slogan muda, mas o tema permanece. Em janeiro deste ano, foi lançada a assinatura "Redondo é rir da vida". A ideia era retratar cenas cotidianas de maneira engraçada.
O primeiro filme trazia a paquera como assunto. Em um minuto, eram mostrados vários jeitos de se começar uma cantada. "Ridículo, engraçado ou sem-noção. Seja como for, todo mundo já paquerou, paquera ou ainda vai paquerar", diz o narrador.
"A Skol tem uma das melhores campanhas do Brasil", avalia o professor Júlio Moreira da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), especialista em branding.
A cerveja é a mais lembrada em sua categoria por brasileiros na faixa entre 16 e 24 anos. Teve 55% das citações, ante 15% da Brahma e 6% da Antarctica. Estas últimas crescem na preferência de pessoas com mais idade, com destaque para as que têm 60 anos ou mais.
A Antarctica tem melhor desempenho entre aqueles que cursaram apenas o ensino fundamental, com 14% das citações.
A Brahma registrou 22% das lembranças dos entrevistados nesse segmento.
"A Skol é para aquelas pessoas que têm espírito jovem", diz a diretora de marketing das marcas Premium e Skol da AmBev, Ligia Greche Gonçalves.
Para concretizar o sucesso com a moçada, em abril deste ano, o Skol Sensation colocou muita gente para sacudir ao som de música eletrônica. O evento segue a trilha deixada pelo Skol Beats, primeiro grande espetáculo musical organizado pela marca, nascido em 2000 e extinto neste ano.
A cerveja também foi bastante citada nas regiões Norte/Centro-Oeste do Brasil e entre as pessoas que ganham mais de dez salários mínimos. Nos dois casos, com 54%, segundo a pesquisa Datafolha.
Os resultados da Skol certamente são fruto de uma comunicação certeira com o público que é fã da marca. Em um mercado no qual as principais cervejas são do tipo Pilsen -portanto, com características muito semelhantes-, as campanhas publicitárias são fundamentais, já que a concorrência entre as cervejas no Brasil é bastante acirrada.
Campanha sem estrelas
Ao mesmo tempo em que a Skol segue com a comunicação redondinha há mais de uma década, suas principais concorrentes, Brahma e Antarctica, optaram por outra tática, não muito bem-sucedida, segundo especialistas. "A inconsistência das campanhas atrapalha a identidade das duas marcas", explica Moreira, da ESPM.
Nos últimos anos, nem mesmo as aparições das celebridades Juliana Paes, pela Antarctica, e Zeca Pagodinho e Ronaldo, pela Brahma, conseguiram criar a tal consistência. Para Moreira, "a ideia da Skol é tão boa que independe de pessoas famosas".
Além de ser a mais lembrada, a Skol também é a líder do segmento desde 1998. De acordo com dados da consultoria Nielsen, relativos a agosto, a marca detém 32% do mercado brasileiro. Só em 2008, foram produzidos 7,2 bilhões de litros, e as empresas faturaram R$ 28 bilhões.
A Skol ostenta a quinta posição entre as cervejas do mundo. "No grupo Anheuser-Busch InBev, é a terceira, ficando atrás da Budweiser e da Bud Light", diz o presidente da AmBev, João Castro Neves.
Ligia Greche Gonçalves, diretora de marketing da Skol, acredita que a equação vitoriosa que resulta em liderança absoluta no mercado nacional é formada pela soma da qualidade com a capacidade de inovar. Só para refrescar a memória, a empresa foi responsável por colocar no mercado a lata de alumínio, a long neck e a garrafa de um litro.
Em dezembro de 2008, a Skol lançou a embalagem de 269 ml, mais fina e com menor volume do que a lata tradicional, de 350 ml. Além disso, o rótulo "avisa" quando a cerveja está geladinha.
O desejo continua a diretora de marketing, é estar "sempre à frente do mercado no quesito inovação".
2006
Garçom serve uma gelada na praia, em foto de campanha que mostra a importância desse personagem que une a cerveja ao consumidor. O filme de 30 segundos brinca com a agilidade e o bom atendimento de um garçom. Foi o sexto da série intitulada "Invenções"
Fonte: Folha Online – 29/10/2009
Vendas da Kaiser caem 3,9% no terceiro trimestre no Brasil
Incluindo o México, as vendas de cerveja da Femsa cresceram 13% no período. No país sede, a receita subiu 8%, com aumento de 1,5% no volume e preços maiores. No Brasil, apesar da queda em volumes, a receita cresceu 11% em pesos, graças à valorização do real diante da moeda mexicana. Segundo a empresa, o preço por hectolitro da cerveja no Brasil subiu 15,3%, se calculado em pesos mexicanos, entre julho, agosto e setembro, em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Em setembro, a Femsa, segundo a Nielsen, acumulou 6,9% do mercado de cervejas no Brasil, enquanto a AmBev fechou o mês com 70%, a Schincariol com 11,6% e a Petrópolis com 9,8%. Há um ano, entretanto, a cervejaria - dona das marcas Kaiser e Sol - detinha 7,4% das vendas no país.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 29/10/2009
Mexicanos preferem acreditar que Femsa não sai do negócio de cerveja
Se confirmada a venda da cervejaria, que hoje representa 23,8% do lucro das operações do grupo Femsa (60,4% é Coca-Cola, 13,6% é da divisão de comércio e 2,2% ficam com os outros negócios), esse desenho ganhará outros contornos. Do faturamento total, a divisão de cerveja representa 24,6%. Entre os prováveis compradores, estão a holandesa Heineken, dona de 11% da Femsa no Brasil, e a britânica SAB Miller. Nesse cenário, Cirilo vai precisar aprender outras línguas, além do português.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 29/10/2009
CADE arquiva denúncias contra AmBev
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) livrou, ontem, a AmBev de um verdadeiro “esqueleto” ao arquivar uma série de denúncias de antigas distribuidoras da companhia, que tiveram início há mais de dez anos, logo após o anúncio da fusão entre a Brahma e a Antarctica, em julho de 1999. Sob a justificativa de discutir os impactos da criação da AmBev no mercado, as distribuidoras foram à Câmara dos Deputados, ao Senado e aos órgãos de defesa da concorrência do governo (o CADE e as secretarias de Direito e de Acompanhamento Econômico dos ministérios da Justiça e da Fazenda) para pedir a investigação de uma série de práticas comerciais da companhia.
Essas distribuidoras reuniram-se em entidades, como a Associação Regional das Distribuidoras da Antarctica (Abradisa), para questionar supostas práticas da AmBev, como a imposição de tabelas de preços ao varejo, a venda casada (obrigação de o distribuidor só obter determinadas marcas de cerveja se aceitar alguns refrigerantes) e preços predatórios (redução de preços para levar as revendas à falência). Elas também questionaram a redução no número de distribuidoras, um fenômeno que foi crescente no início da década.
A AmBev refutou cada uma das acusações duraram anos. A companhia alegou, por exemplo, que não impõe preços de revenda aos distribuidores, apenas faz sugestões. A empresa disse ainda que não pede aos revendedores adoção de cotas mínimas de venda de cervejas de suas marcas, como Brahma e Skol. E negou as práticas de venda casada e de preços predatórios.
As distribuidoras alegaram ainda que a AmBev teria criado dificuldades para a Molson no mercado. Essa cervejaria foi responsável pela aquisição da Bavária e, depois, foi comprada pela Femsa, que também detém a Kaiser. A venda da Bavária foi uma das imposições tomadas pelo CADE durante o julgamento da fusão Brahma-Antarctica, em março de 2000.
Em julho do ano passado, a SDE pediu à Femsa que se manifestasse a respeito dessa denúncia de que a AmBev teria trabalhando contra a Bavária no sistema de distribuição de cervejas. No mês seguinte, a Kaiser respondeu às autoridades que não conseguiu obter esclarecimentos junto à Molson a respeito dessas acusações. A Kaiser foi a maior opositora à fusão Brahma-Antarctica e certamente teria apresentado provas às autoridades se as tivesse obtido. Mas, no ofício, a empresa informou apenas que não poderia confirmar nem negar a denúncia de que a AmBev teria trabalhado contra a Bavária, após a venda dessa marca à Molson.
Após anos de trocas de ofícios com distribuidoras e cervejarias e, sem provas de qualquer irregularidade no setor de distribuição de bebidas, o CADE decidiu arquivar as denúncias contra a AmBev, em votação unânime, ontem. O julgamento foi bastante simples. O relator, conselheiro Carlos Ragazzo, apresentou o seu voto pelo arquivamento e os demais conselheiros o acompanharam. Em poucos minutos de julgamento, um processo de dez anos foi para o limbo.
Fonte: Valor Online, por Juliano Basile – 29/10/2009
MS recebe 40 mil toneladas de matéria-prima da cerveja
Todos os anos, os portos de Mato Grosso do Sul recebem mais de 40 mil toneladas de malte de cevada, tipo pilsen torrado, em grãos para a produção de bebidas. Importado pela Ambev, o produto vem da Malteria Uruguai, em Paysandu (Uruguai), e tem como destino final as cervejarias de Anápolis e Goiânia (GO), Brasília (DF) e Cuiabá (MT).
Os produtos são fiscalizados pela SFA (Superintendência Federal de Agricultura no Mato Grosso do Sul) em conjunto com a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal).
Cotado em média a US$ 160 a tonelada, o malte importando do Uruguai e da Argentina representa quase 80% da matéria prima utilizada pelas indústrias brasileiras.
O malte de cevada que chega a Mato Grosso do Sul é transportado a granel em grandes barcaças pelo Rio Paraguai e desembarcam em Porto Murtinho (431 km de Campo Grande). Em breve, o importador passará a utilizar também as instalações do Porto de Corumbá (426 km da Capital) em função da baixa capacidade de armazenamento de grãos na outra cidade.
De janeiro a setembro deste ano Porto Murtinho já recebeu mais de 23 mil toneladas do produto. Além dos portos fluviais sul-mato-grossenses o produto também entra no Brasil através dos portos do Paraná e do Espírito Santo.
A fiscalização das cargas acontece dentro das barcaças. Os fiscais coletam amostras com o objetivo de analisar a qualidade dos grãos, através da classificação vegetal e análises laboratoriais. Entre os itens verificados estão o percentual de umidade, tempo de sacarificação, percentual de extrato, cor de cocção (cozimento), viscosidade e proteína - fatores que interferem diretamente no tipo da cerveja.
Fonte: Portal Campos Grande - Economia, por Paulo Fernandes – 30/10/2009
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