Notícias de mercado
2009 - Dezembro
Errata
Na edição no 73, de novembro/2009, na matéria O ano das cervejas especiais publicamos que “segundo Marco Falcone, diretor do segmento de cervejas especiais do Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja (Sindicerv) e proprietário da Falke Bier, esse mercado está em alta proporcionalmente com o crescimento de consumidores que apreciam produtos gourmet. Nos últimos dois anos, ele estima desempenho de 15% ao ano. Utilizando o conceito do movimento Slow Food, Falcone lançou o Slow Bier, uma aposta no casamento entre cerveja e comida de qualidade”.
Fomos corrigidos pelo Sr. Enio Rodrigues, superintendente do Sindicerv:
“Prezados Srs.,
Quero parabenizar a edição da CERVESIA pelo enorme conteúdo e temas abordados.
Também informar que o Sr. Falcone não é filiado ou diretor no SINDICERV.
Forte abraço,
Enio Rodrigues”
A nova cerveja da Bier & Wein
É com grande orgulho que anunciamos a chegada ao mercado da nova cerveja nacional puro malte, idealizada pela Bier & Wein Importadora – a Paulistânia Lager.
Uma cerveja para o dia-a-dia, elaborada com matérias primas nobres, encorpada, com ricas notas de malte e um limpo e bem equilibrado amargor. Um produto Premium também em seu conceito, que traz além da alta qualidade, cultura e informação.
Ilustrados por doze imagens antigas de São Paulo, os rótulos da Paulistânia nos fazem relembrar, reviver e repensar a vida na cidade.
Um produto diferenciado e inovador, que celebra as tradições e a diversidade cultural comum a todas as metrópoles do Brasil e do mundo. Em futuras edições, serão homenageadas as demais cidades e povos brasileiros que fazem de São Paulo a cidade de todos.
Conheça mais acessando o site: www.cervejapaulistania.com.br
Fonte: BIER & WEIN Importadora – 01/12/2009
Campanha com Dudu Nobre apresenta novo visual da cerveja Cintra. Assista ao filme.
A Schincariol estréia hoje um comercial criado pela Binder/FC+M Comunicação para divulgar a cara nova da cerveja Cintra. A campanha, que irá ao ar no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, tem como garoto-propaganda o sambista Dudu Nobre.
Para rejuvenescer a marca, o rótulo da Cintra passou por um facelift no qual foram agregados elementos que conferem um visual mais moderno à cerveja, na descrição da agência.
A Cintra é encontrada nas versões lata (350 ml), latão (473 ml) e garrafa de 600 ml.
Assista: http://www.youtube.com/watch?v=2tqlWd8wFR4&feature=player_embedded
Peças para mídia impressa, outdoors e materiais de PDV também fazem parte da ação. Criação de Alexandre Motta e José Francisco Tapajós, com direção de criação de Alexandre Motta.
Produção da Zeppelin, com direção de Marcelo Lima e fotografia de Alemão. A produção de som é da Loop Reclame.
Fonte: Cidade Biz – 02/12/2009
Portuguesa Unicer introduz Guiness Original em Angola numa parceria com Diageo
O grupo português União Cervejeira (Unicer) vai comercializar a cerveja Guinness em Angola em parceria com a transnacional de bebidas Diageo, que é detentora da marca, anunciaram segunda-feira os dois grupos em comunicado.
No âmbito desta parceria válida por cinco anos, a Unicer vai fabricar, exportar e distribuir a Guinness Original, uma nova variante da marca, através dos seus parceiros locais, estimando chegar a 180 mil consumidores no primeiro ano.
A Unicer consolida assim a sua presença em Angola, onde vende cerca de 125 milhões de litros de cerveja por ano, das marcas Super Bock, Cristal e Carlsberg, e a Diageo entra num segmento onde está presente, principalmente, com a comercialização de bebidas espirituosas.
Atualmente, 30 por cento das cervejas vendidas em Angola são importadas e cerca de 140 milhões de litros são de origem portuguesa. O comunicado adianta que Angola é o terceiro maior mercado consumidor de cervejas em África, tendo representado, em 2008, cerca de 700 milhões de litros, o que equivale a 7 por cento do consumo de cerveja no continente africano.
A transnacional Diageo detém marcas de bebidas espirituosas, vinhos e cervejas como Johnnie Walker, Guinness, Smirnoff, J&B, Baileys, Cuervo, Tanqueray, Captain Morgan, Crown Royal, Beaulieu Vineyard e Sterling Vineyards e está presente em mais de 180 países.
Fonte: Macauhub – 02/12/2009
Produção industrial de bebidas cresce 4% e de alimentos, 3%
O avanço da produção total da indústria foi de 2,2% entre setembro e outubro deste ano. Nesse contexto, o segmento de bebidas e alimentos registrou crescimento superior, de 4% e 3%, respectivamente.
Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) nesta quarta-feira. Os setores de bens de capital e de bens de consumo duráveis apresentaram em outubro alta de 5,9% ante setembro, superior ao índice de 1,3% registrado por bens de consumo semi e não duráveis.
Apesar da alta na comparação mês a mês, a atividade industrial apresentou queda de 3,2% em relação a outubro de 2008. O índice de produção de indústria vem apresentando baixa em relação ao ano passado há doze meses, mas a retração de outubro foi a menor registrada nesse período.
Bens de consumo duráveis, no entanto, registrou crescimento frente a outubro de 2008, com alta de 2,8%. Nesse segmento, os eletrodomésticos registraram elevação de 4,5% na produção com relação ao ano passado, impulsionado pelos itens da "linha branca", que apontaram crescimento de 27,1%. A produção de telefones celulares, por sua vez, registrou diminuição de 2,3%.
No setor de bens de consumo semi e não duráveis, o grupo de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico, que cresce há seis meses, registrou alta de 2,8%. O impulso foi do avanço na produção de cervejas, chopes e leite esterilizado.
Fonte: Supermercado Moderno, disponível na Alimentação fora do lar – 03/12/2009
Consumo de cerveja aumenta 18% em outubro, segundo Nielsen
As vendas da categoria andam aquecidas. No Brasil, o consumo de cerveja no mês de outubro aumentou 12% em volume e 18% em valor, segundo a Nielsen.
Uma variação como essa não era registrada num mês de outubro há cinco anos, segundo o instituto de pesquisas. E tudo isso graças às temperaturas recordes. "Temos a fórmula que mais faz vender cerveja: calor e dinheiro no bolso do consumidor", comenta Adalberto Viviani, consultor especializado em bebidas. Nos dez primeiros meses, a indústria cervejeira movimentou 6, 298 bilhões de litros, e teve faturamento de R$ 25, 587 bilhões. Só em outubro, foram 645 milhões de litros vendidos, frente 575 milhões de litros do mesmo período no ano passado.
O resultado estimula fabricantes a projetarem um ótimo final de ano. "Em função de uma melhora substancial na temperatura média e da proximidade das festas de fim de ano, o mês de novembro deverá ser ainda melhor para a indústria", estima Paulo Macedo, diretor de relações externas da Femsa Mercosul, produtora da Kaiser e da Heineken no Brasil.
No mundo
Embora não seja verão no Hemisfério Norte, lá o mercado cervejeiro também está quente. Três cervejarias sinalizaram interesse na compra da Femsa Cerveza, do México, que será leiloada por mais de US$ 7,5 bilhões. As européias SABMiller e Heineken estão interessadas na companhia, que é a última cervejeira de um mercado emergente.
A outra empresa no páreo é a japonesa Kirin que, recentemente, pediu detalhes dos negócios da Femsa. Colocada oficialmente à venda no mês passado, a cervejaria mexicana pode fechar acordo com a SABMiller ainda em janeiro. Depois de anunciado o possível acordo, as ações da companhia valorizaram em 4% na bolsa mexicana.
Fonte: Valor Econômico e Portal Exame - 03/12/2009
Apostando na Copa, AmBev investirá R$ 3 bilhões
Durante lançamento da pedra fundamental de uma nova unidade de produção da AmBev no Maranhão, o diretor financeiro da cervejaria, Nelson Jamel, confirmou que a empresa ampliará outras duas unidades em todo o Brasil no ano que vem e construir mais duas em 2011. Ao todo, a companhia pretende investir R$ 1,5 bilhões no ano que vem. Para 2011, existe a possibilidade da AmBev seguir esse mesmo patamar de investimentos.
A política de investimentos da AmBev para o ano que vem busca, fundamentalmente, cobrir uma tendência de aumento de mercado que pode ficar entre os 5% e 10% para 2010. A aposta da companhia está na tendência de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro da ordem de 4,5% a 5% no ano que vem, na melhoria do nível de renda e também na Copa do Mundo, evento que normalmente alavanca o consumo de cerveja em todo o país.
"A economia como um todo está justificando investimentos maiores não somente para 2010, mas também para os anos seguintes. Nas condições atuais estamos nos planejando para suportar um crescimento de 5 a 10%. Queremos estar preparado para crescer junto com a indústria", afirmou Jamel.
Nova unidade
A nova unidade do Maranhão, cujas obras devem começar nos próximos dias, terá sua capacidade de produção ampliada em 109%. Atualmente, a Equatorial, construída em São Luís, produz 210 milhões de litros/ano e a partir do segundo semestre do ano que vem, essa fábrica deverá produzir 440 milhões de litros anualmente.
O investimento no Maranhão será de R$ 144 milhões. O terceiro maior da região nordeste do plano de expansão para 2010. Após a ampliação, a unidade maranhense irá envasar cervejas em embalagens de 600 ml e um litro visando abastecer os mercados maranhense, paraenses, piauiense e do Amapá.
Também será construído um novo Centro de Distribuição Direta (CDD) da companhia com área total de 4,5 mil m2. O lançamento da pedra fundamental da nova unidade da Ambev no Maranhão teve a presença da governadora do estado, Roseana Sarney (PMDB); do prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), entre outras autoridades.
Fábrica em SP
Além do Maranhão, a AmBev pretende duplicar a capacidade de produção também da fábrica de Agudos (SP), cujos investimentos serão de R$ 155 milhões, e de uma outra unidade cujo local ainda não foi definido. Mas, segundo o presidente financeiro da AmBev, Nelson Jamel, a possibilidade é que essa unidade seja alguma da região nordeste.
A intenção da cervejaria é anunciar os investimentos destas duas últimas unidades, oficialmente, em janeiro. "A decisão final da melhor localização, envolve planejamento, logística, a gente ainda não definiu os investimentos. Temos um bom delineamento, mas não anunciou ainda nenhum lugar específico", declarou Jamel.
Fonte: Monitor Mercantil Digital – 03/12/2009
Imposto segue reduzido para carne suína e cerveja artesanal em Santa Catarina
Produtores de carne suína e donos de microcervejarias artesanais têm motivos para comemorar. Nesta quinta-feira, os dois segmentos foram beneficiados com a prorrogação da redução de alíquotas. O governador Luiz Henrique da Silveira anunciou as ações nesta manhã.
A primeira medida foi a prorrogação, por mais 90 dias, do decreto que isenta o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a venda de carnes suínas in natura, resfriadas ou congeladas no Estado e de suíno vivo para fora do Estado. O benefício — liberado às empresas desde agosto — se estenderá até 28 de fevereiro de 2010. A intenção é que o setor retome o fôlego após a crise mundial e à epidemia de gripe A.
A Associação Catarinense de Supermercados (Acats) garante que o preço da carne suína já diminuiu entre 7% a 10%, por conta da redução do imposto.
O governador também sancionou a lei (veja abaixo) que reduz os impostos de microcervejarias artesanais. Com a medida, a alíquota do ICMS cairá de 25% para 13%. A ação só vale para empresas com produção de até 200 mil litros de chope por mês e cujo teor de malte seja superior a 80%. A lei também abrange os impostos até o consumidor final e a manutenção de créditos para modernização de equipamentos. A redução do imposto passa a valer a partir desta quinta-feira.
No mesmo ato, nesta quinta-feira, o governador sancionou a lei de criação do Tribunal Administrativo Tributário (TAT) e do Conselho Estadual de Combate à Pirataria e Defesa da Ética Concorrencial (Cecop). A primeira vai permitir mais agilidade no atendimento aos contribuintes, que poderão acompanhar os processos administrativos e tributários pela internet. Já o Cecop irá promover e coordenar ações de enfrentamento à pirataria.
Cervejarias (o que diz a Lei 367/09, que foi sancionada)
- É considerada microcervejaria a empresa cuja soma da produção anual de cerveja e chope não seja superior a 3 milhões de litros, considerando todos os estabelecimentos
- O benefício fica limitado à saída de 200 mil litros por mês, considerando chope e cerveja artesanal. Com esta limitação, nem todas as microcervejarias serão beneficiadas
- É cerveja ou chope artesanal o produto cujo extrato primitivo tenha no mínimo 80% de cereais malteados ou extrato de malte
- Não será concedido o benefício ao contribuinte em débito com a Fazenda Estadual
Fonte: Jornal de Santa Catarina – 03/12/2009
Cervejaria Petrópolis lança mini barril de 5 litros
A Cervejaria Petrópolis lança no mercado uma nova opção de embalagem para suas cervejas especiais, desenvolvida especialmente para quem prefere compartilhar o consumo em casa.
O mini barril de 5 litros - também conhecido por keg – pode ser encontrado para as cervejas Itaipava Premium, Petra Aurum, Petra Weiss Bier e Petra Schwarzbier. Apesar do formato, não é o chope que chega à casa do consumidor, e sim a cerveja especial que passa pelos mesmos e selecionados processos de fabricação que podem ser encontrados nas garrafas não retornáveis de 500 ml da Itaipava Premium e da linha Petra.
O mini Barril é importado da Alemanha e chega aos consumidores por um preço de médio de R$ 60,00 (Itaipava Premium) e R$ 70,00 (linha Petra). A nova embalagem já pode ser encontrada em supermercados de todo país por meio das revendedoras autorizadas da Cervejaria Petrópolis.
Fonte: Jornal o Debate – 04/12/2009
Japão vende cerveja feita com semente germinada na estação espacial
Batizada de Sapporo Space Barley, a cerveja vai ao mercado digital em garrafas de 330 mililitros, com teor alcoólico de 5 graus (o equivalente a uma cerveja média brasileira), ao preço de R$ 230. O primeiro lote da bebida, que será posto à venda em janeiro, será de apenas 1.500 garrafas.
Por causa da expectativa elevada de procura, a empresa fará, no próximo dia 7, um sorteio entre os que tenham encomendado a bebida pela internet (www.sapporobeer.jp). Os vencedores serão conhecidos no dia 15. A história da cerveja espacial começou em 2006, quando uma das equipes de astronautas da NASA (agência espacial dos Estados Unidos) viajou à Estação Espacial Internacional levando sementes de várias espécies para ser cultivadas e estudadas em gravidade zero.
A equipe de cientistas manteve 26 gramas de sementes de cevada armazenadas no interior da estação espacial de abril a setembro. Quando os astronautas voltaram à Terra, as sementes foram entregues a pesquisadores da Academia Russa de Ciências, Universidade de Okayama e à Sapporo.
Em 2007, a cervejaria, em conjunto com os cientistas, plantou quatro gramas dos grãos semeados. Em novembro passado, após transformar a cevada germinada no espaço em cerveja, a equipe obteve 100 litros da bebida.
A Sapporo Breweries diz ter empregado a quarta geração das plantas germinadas em órbita. A cevada espacial foi então torrada previamente para conferir à bebida uma coloração mais escura e "evocar a imagem do espaço". "As sementes vieram do espaço em quantidade muito limitada, e por isso não poderemos vender o produto para todo o mundo", disse Norifumi Sumiyoshi, diretor do grupo Sapporo Breweries.
Segundo Junichi Ichikawa, outro diretor da cervejaria japonesa, no início o objetivo da missão era estudar a capacidade de adaptação das várias plantas às mudanças ambientais e o impacto causado aos grãos por uma viagem espacial. Porém, a produção da cerveja deixou de ser mera curiosidade. Segundo Sumiyoshi, a possibilidade de comercializar a Sapporo Space Barley em grande escala depende da permissão da Academia Russa de Ciências.
Fonte: AE Agência Estado – 04/12/2009
O estoque diminuiu
O advogado e administrador mineiro Rodrigo Ferraz, de 42 anos, começou a trabalhar aos 22 numa corretora de valores de Belo Horizonte. Ele ficou entusiasmado com aqueles gráficos de preços que sobem e descem conforme o humor dos investidores. "Foi na corretora que me interessei mais por esse tipo de estatística", diz ele. Mais tarde, trabalhando na transportadora da família, criou vários índices com todo tipo de medição, como custo por quilômetro rodados e média de vida útil dos pneus. "Peguei essa mania de medir tudo", diz Ferraz.
Por isso, as pessoas mais próximas não estranharam muito quando ele passou a examinar minúcias em indicadores que implantara no restaurante Haus München - uma das empresas de seu grupo, o AZ Empreendimentos, que reúne negócios de entretenimento na capital mineira. De um lado, Ferraz estudava o gráfico de vendas mensais de cervejas, a especialidade da casa. Do outro, o ranking das mais apreciadas - obtido com uma ferramenta de enquete online na qual o freguês dá notas de 1 a 5 para quatro quesitos (aroma, sabor, cor e espuma). "Notei que algumas marcas bem avaliadas não apareciam entre as mais vendidas", diz ele. "Fui investigar."
O problema estava na administração do estoque. Não admira - o Haus München mantém cerca de 300 tipos de cerveja no cardápio. Com alguma freqüência, Ferraz errava nas previsões e comprava muito de uma marca que terminava encalhando. O contrário também ocorria. "Algumas marcas são tão específicas e caras que é difícil concluir se a venda de, digamos, dez unidades por mês, é alta ou baixa", diz ele. "O ranking me ajuda a entender uma informação que, isolada, não tem significado para o empreendedor."
Certa vez, Ferraz notou que as garrafas da cerveja belga Duvel, vendida a 30 reais, vinham se acumulando. Ao mesmo tempo, aparecia muito bem avaliada no ranking. Ferraz supôs que ela estivesse apenas escondida em meio a outros itens no menu. A Duvel foi destacada e, no mês seguinte, suas vendas quintuplicaram - foi preciso até pôr mais no estoque. "Sem o ranking, a decisão teria sido parar de comprá-la", diz Ferraz. Em cerca de um ano e meio, essa matemática ajudou a reduzir o custo do estoque em 20%. (H.V.)
Fonte: Portal Exame – 04/12/2009
Produtos de verão sobem menos que preços do varejo
A inflação dos produtos mais consumidos no verão é a menos intensa dos últimos três anos, e menor do que a variação média dos preços praticados no varejo. É o que mostra levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que apurou a movimentação de preços de 32 produtos mais demandados no verão. De acordo com a entidade, até novembro, a taxa acumulada em 12 meses de inflação dos produtos de verão foi de 3,20%, abaixo das taxas em 12 meses apuradas até novembro de 2008 (7,84%); e até novembro de 2007 (4,58%).
"Como a taxa acumulada até 2007 compreende o período desde dezembro de 2006, podemos dizer que esta é a menor inflação acumulada de produtos de verão dos últimos três anos", explicou o responsável pela pesquisa, André Braz. A inflação destes produtos também foi inferior à inflação média do período, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e que subiu 4,23% em 12 meses até novembro.
Uma das maiores contribuições para a inflação mais fraca de produtos de verão partiu de passagens aéreas, cujos preços acumulam queda de 29,57% em 12 meses até novembro deste ano. Braz comentou que esse recuo de preços foi causado basicamente pela crise global, que teve sua fase mais aguda iniciada em setembro do ano passado. O período de maior demanda por passagens áreas e, consequentemente, de aumentos mais intensos de preços neste produto é a fase do alto verão no País, que começa a partir de dezembro. "Mas com a crise, as pessoas suspenderam viagens a partir do final do ano passado, porque ficaram com medo de gastar dinheiro sem saber quais seriam as consequências do cenário de turbulência", disse.
A cautela dos consumidores quanto ao impacto da crise em suas finanças pessoais também é a explicação para a queda de 2,84% nos preços de excursões e tours na taxa acumulada em 12 meses até novembro. "Muitas pessoas também suspenderam compra de pacotes, por conta da crise", explicou. "Agora que o cenário está mais tranquilo, os preços das passagens tendem a cair menos, e até mesmo a subir", disse, comentando que a taxa acumulada de variação de preços das passagens não ficará negativa por muito tempo.
A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre produtos de linha branca este ano também ajudou a derrubar a inflação de produtos do verão acumulada até novembro. É o caso de refrigeradores e freezers, cuja taxa de variação de preços acumulada até o mês passado era negativa, de 6,82%. Braz também informou que houve queda de 6,03% nos preços de condicionadores de ar no acumulado em 12 meses até novembro.
"É importante lembrar que este produto não contou com incentivo fiscal para compra, e o calor só chegou realmente agora em dezembro", disse, comentando que não houve muitas compras de condicionadores de ar ao longo de 2009. "Provavelmente, também não deve continuar a mostrar por muito tempo taxa negativa de preços no acumulado em 12 meses", completou.
Na contramão da média da pesquisa foram detectados os produtos que ficaram mais caros no período. É o caso das taxas acumuladas em 12 meses até novembro nos preços de teatro (9,90%); chope e cerveja (9,69%); e refrigerante light ou diet (9,17%).
Fonte: AE Agência Estado, por Alessandra Saraiva - 04/12/2009
Empresário mexicano dá vida à cerveja favorita de Homer Simpson
Sentada num sofá imitando couro preto, Zaida Hernández conversa com sua amiga Ana no King's Pub, na Cidade do México. O ambiente é pouco iluminado, a música é alta e a oferta especial da noite é de pizza e frozen mojitos, servidos numa ampla taça de martíni.
Mas Hernández, uma estudante de design de rosto redondo, não está tomando nenhum mojito. Ela está bebendo a cerveja Duff Beer, a preferida de Homer Simpson. "Estávamos buscando algo diferente", disse ela, olhando com atenção o rótulo, que é praticamente o mesmo que aparece nas latas do desenho animado. "Quando alguém oferece Duff para você, acho que você basicamente tem que experimentar."
É exatamente isso que Rodrigo Contreras, o produtor da Duff Beer da vida real, queria ouvir. Como alguém que trabalha com marketing, Contreras sempre teve olho para uma boa publicidade. O investimento de US$ 140 mil (R$ 242 mil) para montar sua companhia, a Duff, veio dos rendimentos de um livro que ele escreveu sobre Vincente Fox, um ex-presidente do México que é lembrado por tudo o que não conseguiu fazer durante seu governo. O livro, "Tudo o que um grande presidente e um grande homem faz por um grande país", tem 136 páginas em branco.
A primeira vez que Contreras pensou em produzir a cerveja Duff foi em 2002, enquanto assistia aos "Simpsons". "Pensei comigo mesmo inúmeras vezes: 'Alguém deveria fazer isso'", disse. "Então pensei: 'Por que não eu?'"
Uma das razões é a Fox, a gigante da mídia e dona de "Os Simpsons". Num caso que foi relatado no final dos anos 90, a cervejaria Lion Nathan na Austrália foi obrigada a retirar sua Duff Beer do mercado depois que a Fox entrou com um processo por violação de direitos autorais - embora o produto não tivesse nenhuma semelhança com o da série de TV.
A Fox não confirmou a informação. Quando questionada sobre a Duff Beer de Contreras, a rede disse que não comentaria nenhuma ação legal que poderá ou não tomar. Ela simplesmente afirmou: "'Os Simpsons' são propriedade da Twentieth Century Fox, e a Fox têm os direitos sobre o universo de 'Os Simpsons'. Temos a intenção de proteger nossos direitos."
Contreras insiste que ele contatou a Fox em 2006, e foi ignorado desde então. Ele também alega que contatou a Gracie Filmes, produtora da série. "Eu queria assegurar a eles que eu não era um ladrão e que não queria roubar suas idéias", disse. Ele estava buscando uma parceria mas, sem nenhuma resposta, decidiu levar seus planos adiante.
A cerveja é produzida em Tijuana por uma companhia chamada Simpson's Brewing Company, o que é uma coincidência, enfatiza Contreras.
Ele diz que as vendas na Europa, onde ele lançou a cerveja, agora variam entre 25 e 30 contêineres por mês - um contêiner comporta 1.716 caixas de 24 garrafas cada - comparado aos seis que vendia quando começou, em 2006.
No México, as vendas aumentaram de dois contêineres por mês, quando ele começou a produção, para cerca de dez no começo deste ano.
Esse crescimento é impressionante, dado que Contreras não gastou quase nada em publicidade. Mas como diz Javier Suarez, gerente do King's Pub: "No momento em que oferecemos aos fregueses a Duff Beer dos Simpsons, eles praticamente arrancam-na das nossas mãos."
Mas a mesma razão para o sucesso da bebida também pode ser um obstáculo. A maioria dos consumidores sabe que a bebida ficcional é uma paródia do tipo de cerveja produzida em massa e encontrada em todo o território dos Estados Unidos. Além disso, seu consumidor mais famoso dificilmente é um modelo de comportamento para a maioria das pessoas. E Contreras admite: "Adoramos Homer, mas não necessariamente queremos ser como ele. Meu maior medo é que as pessoas comprem Duff Beer só uma vez para guardar a garrafa."
Contreras diz que o próximo passo é começar a produzir a Duff em latas, como as que Homer bebe. A ideia é fazer uma produção inicial de 300 mil latas no México. Ele investiu cerca de US$ 400 mil (R$ 691 mil) para colocá-las no mercado, e a cervejaria de Tijuana investiu mais US$ 1,1 milhão (R$ 1,9 milhão). Contreras também pretende estabelecer 35 bares em todo o México onde venderá a cerveja.
Mas o maior prêmio é os Estados Unidos, onde a cerveja está disponível em algumas empresas que a importam do México, mas onde Contreras ainda precisa registrar sua marca.
"Não vou entrar lá antes de saber se eles [a Fox] irão lutar comigo ou se juntar a mim", diz.
Levando em conta o silêncio da Fox, talvez ele tenha que esperar algum tempo.
Fonte: UOL, Por Eloise de Vylder – 06/12/2009
Família Petra cresce e ganha nova cerveja
A família Petra de cervejas especiais, da Cervejaria Petrópolis, acaba de ganhar uma nova componente: Petra Stark Bier, clássica receita da cerveja puro malte pilsen com teor alcoólico de 8,2%.
Stark, em alemão, significa forte, principal característica das stark biers, que foram criadas há séculos na Alemanha para que seus apreciadores pudessem suportar o rigoroso inverno local. Petra Stark Bier é uma cerveja encorpada, de tom dourado profundo, que surpreende aos paladares mais exigentes. O aroma pronunciado e o alto teor alcoólico 8,2% vol. fazem dela a cerveja ideal para quem aprecia sabores únicos e diferenciados.
Também chama atenção sua embalagem sofisticada: uma garrafa de 500 ml não retornável de vidro preto com rótulo dourado, que foi desenvolvido pela SPO+Pantani. Além da venda em unidade, a Petra Stark Bier é encontrada na embalagem de papelão de 12 garrafas e em um kit especial, com o qual consumidor leva para casa uma taça personalizada com o logo da cerveja, própria para degustação.
Fonte: Jornal o Debate – 06/12/2009
FEMSA recebe prêmio ambiental
A unidade fabril da FEMSA Cerveja Brasil, em Feira de Santana, foi premiada com o título “Guardiões do Meio Ambiente”, concedido pela Secretaria de Meio Ambiente do Município de Feira de Santana.
O certificado representa o reconhecimento público em relação ao apoio dado pela empresa ao Programa “Os Guardiões do Meio Ambiente: Construindo uma Cidade Sustentável”, que tem como objetivo motivar as instituições de ensino e entidades representativas da comunidade para, em parceria com o poder público, possibilitar a construção de uma mentalidade voltada para a preservação dos recursos naturais da região.
“Acreditamos que esse prêmio é o reconhecimento das ações desenvolvidas pela companhia em favor da sustentabilidade. Este certificado vem coroar o compromisso e a responsabilidade que temos com as questões ambientais no desenvolvimento das nossas atividades”, afirma Roberto Mansano, gerente de planta da FEMSA Cerveja Brasil, em Feira de Santana.
Fonte: Jornal Feira Hoje, por Antonio José Laranjeira - 07/12/2009
Crown Embalagens confirma nova fábrica em Ponta Grossa
Um dos mais importantes fabricantes de latas de alumínio para o mercado de bebidas do Brasil vai abrir sua nova fábrica em Ponta Grossa. Serão investidos R$ 140 milhões na unidade, que vai gerar 80 empregos diretos e 80 indiretos. O anúncio oficial será feito pelo presidente para a América do Sul, Rinaldo Lopes, e pelo gerente de projetos, Paulo Mendes. A fábrica vai produzir latas de alumínio para cerveja, refrigerante, sucos e chás. Apenas na primeira fase de implantação, a previsão é produzir 1 bilhão de latas de alumínio. Além do modelo convencional, de 350 mililitros, a nova unidade vai produzir o chamado “latão”, de 473 mililitros.
“Os incentivos fiscais oferecidos pelo Governo do Paraná, como o programa Bom Emprego e a isenção ou redução do pagamento do Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS), são fatores que atraem investimentos das empresas, além de incentivarem a descentralização industrial”, afirmou o secretário de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho.
“O Paraná tem 218 mil micro e pequenas empresas, sendo que 172 mil (78%) são beneficiadas pela isenção ou redução fiscal adotada pelo Governo Roberto Requião. Isto prova o valor dado a pequenos e grandes investimentos realizados no Paraná”, disse, ao destacar ainda a minirreforma tributária, que isentou o ICMS incidente em mais de 95 mil itens de consumo popular, e o aumento do piso regional, “que colocam o Paraná entre os Estados líderes na geração de empregos, tornando-o polo de atração de empresas”. Somado aos incentivos fiscais concedidos pelo Governo Estadual, está a estrutura encontrada no Paraná, conforme destacou Virgílio.
“O investidor chega e acredita em políticas públicas voltadas para o empresariado como um todo. Aliado a isso ele encontra respeito ao meio ambiente, infra-estrutura, logística, mão de obra e tecnologias que o Paraná oferece”, acrescentou. Esta é a quarta fábrica da Crown Embalagens – há unidades em Cabreúva (SP), Estância (SE) e Manaus (AM) –, que é considerada referência mundial em termos de eficiência, qualidade, custos, meio ambiente, saúde, segurança do trabalho e rentabilidade. A produção é de 3,5 bilhões de latas por ano – 18% do mercado nacional.
A empresa está presente no Brasil desde 1996. Sua formação se deu por uma joint-venture entre a multinacional americana Crown Holdings (ramo de embalagens) e a empresa Petropar S.A., que atua no ramo de embalagens, extrusão de fibras e filamentos para aplicação em não tecidos e em reflorestamento.
Fonte: Agência Estadual de Notícias - 09/12/2009
Uma 'loura' leve para sons pesados
Seguindo a fórmula que ganhou destaque este ano nos Estados Unidos com a Badass Beer de Kid Rock, a banda brasileira de heavy metal Sepultura deve colocar no mercado, até o início de 2010, a Sepulweiss.
Feita em parceria com a cervejaria paulistana Fábrica do Chopp, ela será uma weiss (cerveja de trigo), com 4,4% de teor alcoólico e refermentada na garrafa.
O mestre-cervejeiro Michael Trommer, responsável pela empreitada, conta que a ideia nasceu quando o baixista do Sepultura, Paulo Xisto, provou sua weissbier. "Ele adorou e disse ter lembrado de outra cerveja do estilo que tomou na Alemanha. Daí veio o projeto."
Fonte: Portal Estadão - Paladar, por Roberto Fonseca – 10/12/2009
Eisenbahn
A Eisenbahn acaba de ser premiada no European Beer Star, um dos concursos internacionais de cerveja mais respeitados do mundo. A competição acontece desde 2004 na Alemanha, contando com juízes de vários países.
Esse ano foram 836 cervejas participantes, na categoria German Style Schwarzbier, o destaque foi para a Eisenbahn Dunkel, que ficou com o ouro. Já na categoria Weizenbock Dunkel, a Eisenbahn Weizenbock levou medanha de prata.
Fonte: Eisenbahn - 10/12/2009
Mercado de cevada no Mercosul
A agricultura depende quase que 100% do clima para obter bons resultados. As lavouras de inverno, como trigo e cevada, dependem ainda mais do fator climático, pois passam por períodos de frio e chuvas constantes, dependendo da região. O clima foi, e está sendo determinante com relação às safras, falando mais especificamente em relação à cevada. Com colheitas ainda inacabadas o mercado de cevada do Mercosul é ainda bastante incerto, principalmente devido à safra da Argentina, que está no início.
O Uruguai sofreu muito com o clima, o que deve atender apenas as necessidades internas não obtendo superávit para exportação de grãos de qualidade. A Argentina, o mais importante país produtor de cevada do Mercosul, vem também sofrendo com o clima desfavorável em várias regiões do país. As previsões atuais vão de 1,3 a 1,7 milhões de toneladas. Traders e maltarias estão com receio de que será um ano de grãos pequenos e proteínas altas, o que certamente afetará a participação Argentina no mercado mundial de cevada cervejeira.
O mercado argentino necessita de 1 milhão de toneladas para suprir apenas a necessidade interna e não poderá contar com a cevada uruguaia, que caso obtivesse boa safra, supriria essa necessidade. O Brasil, mais precisamente o Paraná, está em melhores condições que os países vizinhos com uma boa colheita. Os cooperados da Cooperativa Agrária Agroindustrial obtiveram um resultado médio em torno de 3.300 kg/ha. O problema maior na safra brasileira refere-se ao RS. As notícias não são das melhores devido às chuvas que castigam o estado e por conseqüência dificultam a cultura de cevada.
Fonte: Newsletter Agromalte 19ª Edição, por Luciano Ducat, com informações de H.M. Gauger GmbH Barley Malt – Market Report - 11/12/2009
Revendedores AmBev prevêem vender até 9% mais
Os vendedores e distribuidores terceirizados da AmBev, que respondem por cerca de 50% do faturamento da líder do setor de cerveja no Brasil, estão trabalhando a todo vapor. "Estou há 15 anos nesse negócio e só vi isso no Plano Real, em 1994", diz Hamilton Picolotti, presidente da Confenar, entidade que reúne 160 empresas, responsáveis por atender cerca de 1 milhão de pontos de venda em todos os Estados do país.
Fonte: Valor Online - 14/12/2009
Cerveja tem segundo reajuste no mês
As festas de fim de ano, acompanhadas com a bebida mais apreciada pelo consumidor brasileiro, tem um ingrediente que ninguém gosta. Ocorre que, desde ontem, a cerveja teve aumento de R$ 0,09 por garrafa, o que pode significar um aumento de R$ 2,20 em cada engradado com 24 unidades. Esse já é o segundo aumento no preço da bebida em menos de um mês.
Segundo proprietário de um disque-cerveja no bairro Boa Vista, José Ronaldo Santos, a princípio, o reajuste vale apenas para cervejas de garrafa, produzidas pela Ambev, já que as latinhas não são tão consumidas nesta época. “A maioria das pessoas consome cervejas em garrafas nessas festas de fim de ano e, mesmo assim, aqueles que já têm preferência por determinada marca não costumam trocar por outra mais barata. Assim, acaba aceitando o reajuste e pagando a diferença”, conta.
Ronaldo acredita que o acréscimo se deve ao maior consumo da bebida no fim de ano, o que aumenta bastante a procura pelo produto e leva o consumidor a pagar mais caro. “Em média, é observado que o consumo é maior em até 30% com relação à média registrada nos outros meses”.
Recentemente, a bebida sofreu reajuste tanto nos disque-cervejas quanto nas gôndolas dos supermercados.
De acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, o brasileiro consome, em média, 47,6 litros de cerveja por ano, ocupando assim o nono lugar no ranking mundial. Já em termos de mercado, o país é dono do título de maior consumidor da cerveja em volume.
No início de novembro, Nildo Pereira Dias, proprietário de outro disque-cerveja, lembra que a bebida já havia sofrido reajuste tanto em lata quanto na garrafa. “Desta vez, com o reajuste da cerveja em garrafa, a caixa de Skol com 24 unidades passa a valer R$ 61”, afirma.
Fonte: Jornal da Manhã – 15/12/2009
Cerveja: calor faz vendas aumentarem 12% em outubro
O calor, que chegou bem mais cedo este ano e que deixou muita gente incomodada, tem sido um motivo de festa para a indústria brasileira de cervejas. O assunto ganhou destaque recentemente no jornal Valor Econômico.
No mês de outubro, o mais quente desde a década de 60 em várias regiões do País, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia, as vendas de cerveja tiveram alta de 12% em volume e 18% em faturamento. Os dados são da Nielsen. Tal elevação, segundo o instituto de pesquisas de mercado, não ocorria em um mês de outubro havia pelo menos cinco anos.
No acumulado dos dez primeiros meses de 2009, a indústria cervejeira vendeu 6, 298 bilhões de litros, com faturamento de R$ 25,587 bilhões. Só em outubro, as vendas somaram 645 milhões litros. Foram 575 milhões no mesmo período do ano passado. O faturamento, na mesma comparação, subiu de R$ 2,2 bilhões para R$ 2,6 bilhões. Nas áreas pesquisadas pela Nielsen, a Grande São Paulo foi a que teve maior aumento de consumo em volume: 32% no mês.
“Temos a fórmula que mais faz vender cerveja: calor e dinheiro no bolso do consumidor", diz Adalberto Viviani, consultor especializado em bebidas, ao Valor Econômico. Como o calor prossegue e com a proximidade das festas de fim ano, os meses seguintes a outubro também devem ser de bonança para a indústria cervejeira.
Fonte: Krones News nº 93 – 16/12/2009
Primeiro Lugar
A AmBev nem começou a tirar do papel seu plano para revitalizar uma das áreas mais movimentadas da Vila Madalena, bairro repleto de bares na zona oeste de São Paulo, e a concorrência já digladia para tirar uma casquinha. A Femsa, dona das marcas Kaiser e Sol, e a Petrópolis, que produz Itaipava e Cristal, disputam um ponto no centro do que deverá ser o Boulevard Bohemia. Por um contrato com a prefeitura de São Paulo, a AmBev cuidará da revitalização da área e, em troca, poderá batizar o lugar e explorá-lo comercialmente - sem exclusividade.
Para ter uma posição mais forte no quintal do inimigo, as duas cervejarias já ofereceram mais de 5 milhões de reais para ficar com o ponto, que antes da disputa era avaliado em não mais do que milhão de reais.
Fonte: Portal Exame, por Marcelo Onaga - 16/12/2009
S&P eleva ratings da AmBev e mantém perspectiva estável
A agência de classificação de risco Satandard & Poor´s (S&P) elevou os ratings da cervejaria AmBev de BBB para BBB+, na escala global, e reafirmou os ratings brAAA na escala nacional, e também a emissão de debêntures. Segundo a S&P, a perspectiva dos ratings de crédito corporativo em ambas as escalas é estável. Os motivos para o aumento da classificação devem-se à melhora nas vendas e rentabilidade neste ano, à tendência de crescimento econômico e à Copa do Mundo de 2010 que deve sustentar os resultados positivos da companhia.
"A elevação nos ratings reflete a capacidade da AmBev para preservar e ainda melhorar suas margens, apesar dos desafios enfrentados em seus principais mercados durante 2009, resultando em métricas de crédito mais fortes do que as esperadas", afirmou a S&P, em comunicado.
A avaliação da agência é baseada na projeção de que o forte volume de vendas no Brasil vai continuar nos próximos meses e de que a empresa conseguirá arcar com políticas financeiras prudentes, mantendo o atual nível de alavancagem baixo e a distribuição de dividendos limitada ao fluxo de caixa livre.
No entanto, a agência de risco afirmou, em comunicado, que uma ação de rating positiva é pouco provável a menos que aconteçam melhoras significativas nos riscos-país que afetem os negócios da AmBev em seus principais mercados latino-americanos.
Além disso, para a S&P, possíveis pressões negativas nos ratings poderão derivar de um desempenho operacional mais fraco do que o esperado nos mercados argentino e brasileiro, levando à deterioração significativa nos indicadores de cobertura do fluxo de caixa da empresa.
Ainda segundo a S&P, a expectativa é de que a AmBev encerre 2009 com uma geração interna de caixa sobre sua dívida total em torno de 90%, ante um índice de 74% registrado em 2008.
"Nossos ratings da AmBev refletem seu histórico de resultados consistentemente fortes ao longo dos ciclos econômicos; sua relativa diversificação geográfica; e os seus sólidos indicadores financeiros, como proteção do fluxo de caixa, apesar da potencial volatilidade e desafios econômicos nas operações da América Latina", afirmou S&P, em comunicado.
Liquidez
Em setembro de 2009, a empresa dispunha de uma posição de caixa, considerada forte pelos analistas, de 2,2 bilhões de dólares, contra vencimentos de curto prazo de 521 milhões de dólares. O volume de vencimentos de dívidas nos próximos anos é moderado, com maior concentração em 2011 e 2013, quando há vencimentos de títulos de 500 milhões de dólares em cada ano.
A agência espera que a cervejaria apresente cerca de 3 bilhões de dólares anuais de fluxo de caixa operacional livre (FOCF) para serem distribuídos aos acionistas.
"Embora a AmBev mantenha uma política de distribuição de dividendos agressiva, esperamos que se limite aos seus fluxos de caixa excedentes gerados ao longo do ano, e que a empresa mantenha um nível de alavancagem baixo", ressaltou a S&P, em relatório.
Fonte: Portal Exame – 17/12/2009
Fipe mantém previsão de inflação 3,9% em São Paulo em 2009
O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Antonio Evaldo Comune, manteve hoje as projeções de inflação para dezembro, em 0,21%, e para o fechamento de 2009, em 3,90%. Em entrevista à Agência Estado, ele disse que preferiu manter as expectativas para o indicador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por causa da ausência de um fator relevante para a mudança do comportamento atual do IPC, que reflete um período de tranquilidade para a inflação na cidade de São Paulo.
Se confirmadas as previsões de Comune, o IPC de dezembro será menor que o de 0,29% de novembro e a taxa do ano ficará bem abaixo do resultado apurado em 2008, quando a inflação acumulou variação de 6,16%. "E não descarto que o IPC deste ano fique até mais próximo de 3,70%, já que temos poucas apurações para realizar até o fechamento de 2009", destacou, lembrando que a Fipe divulgará o resultado final da inflação somente no dia 6 de janeiro do ano que vem.
Nesta quinta-feira, a Fipe informou que o IPC apresentou taxa de 0,17% na segunda quadrissemana do mês (últimos 30 dias encerrados em 15 de dezembro). O resultado ficou dentro do intervalo de estimativas coletados pelo AE Projeções com o mercado financeiro na véspera, de 0,12% a 0,22%. E mostrou uma desaceleração ante a taxa de 0,20% da primeira quadrissemana do mês (30 dias terminados em 7 de dezembro). "O cenário de inflação em São Paulo está bem tranquilo e a Alimentação está ajudando bastante", comentou Comune, referindo-se ao grupo que apresentou queda média de 0,10% nos preços ante elevação de 0,17% verificada na primeira medição do mês.
De acordo com ele, os principais destaques de baixa do grupo Alimentação foram a carne bovina, cuja queda no preço médio aumentou de 0,49% para 1,24% no período pesquisado; e o tomate, que mostrou também baixa mais expressiva, de 14,13%, ante a queda de 9,36% da primeira quadrissemana e representou sozinho um alívio de 0,03 ponto porcentual para a taxa geral de inflação.
Na segunda quadrissemana de dezembro, a cerveja foi o item líder em contribuição de alta para o IPC, mesmo passando de uma variação positiva de 2,82% para uma elevação um pouco menos expressiva, de 2,69%. O comportamento do preço da bebida foi importante para o grupo Despesas Pessoais mostrar uma alta de 0,50% contra variação anterior de 0,47%.
Para Comune, um fato pouco comum para o IPC foi o grupo Vestuário ter representado a principal pressão de alta para a inflação paulistana. Em sintonia com a demanda maior do período na época de festas de final de ano, o grupo apresentou uma elevação de 1,22% ante avanço menor de 0,66% e respondeu por 0,06 ponto porcentual (36,89%) do resultado total do indicador da Fipe na segunda quadrissemana.
Fonte: AE Agência Estado, por Flavio Leonel – 17/12/2009
AmBev perde mercado em novembro
A maior cervejaria da América Latina perde 0,6 pontos percentuais de participação enquanto Femsa e Schincariol crescem.
A AmBev, proprietária das marcas Antarctica, Brahma e Skol, perdeu 0,6 ponto percentual de participação no mercado brasileiro de cervejas em novembro, registrando um total de 70% das vendas, segundo dados divulgados pela Nielsen.
De acordo com a avaliação da Fator corretora, o resultado consolidado da companhia está fortemente atrelado à demanda do mercado brasileiro, que foi responsável por 55,1% do Ebtida (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da AmBev até setembro de 2009 e por 50% de sua receita líquida durante o período.
A Femsa, dona da Kaiser, aumentou a sua participação no mercado em 0,4 pontos percentual, para 7,2% em novembro. O ganho foi impulsionado pela campanha publicitária veiculada na televisão mostrando que a Kaiser venceu um teste cego realizado com mais de 2.500 consumidores no Brasil. O comercial chegou a ser suspenso a pedido da AmBev, mas logo foi liberado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
A brasileira Schincariol, dona da Nova Schin, Primus, Glacial, entre outras, também aumentou sua fatia no mercado no período. O crescimento foi de 0,2 pontos percentuais, passando para 11,6% de participação no mercado. Já a cervejaria Petrópolis, fabricante da Itaipava e Crystal, permaneceu com 9,6% de participação em novembro.
Para a Fator corretora, apesar dos indícios de que os concorrentes da AmBev estão mais agressivos, a maior cervejaria da América Latina deve manter um elevado nível de participação nos próximos meses e apresentar um forte desempenho nos resultados do quarto trimestre do ano.
No entanto, a corretora alertou, em relatório, que a AmBev costuma aumentar os preços durante o quarto trimestre, o que pode causar uma perda de quota de mercado durante os próximos meses.
A Fator manteve recomendação de compra para as ações preferenciais da AmBev (AMBV4, sem direito a voto), com um preço-alvo de 206,38 reais para dezembro de 2010. Às 11h27 desta segunda-feira, os papéis da companhia subiam 0,79%, cotados a 169, 33 reais.
Fonte: Portal Exame – 21/12/2009
AmBev prevê expansão e não descarta compra
A AmBev, maior fabricante de cerveja da América Latina, está otimista com 2010 por causa da aceleração do crescimento da economia brasileira e da Copa do Mundo de Futebol, que acontecerá em junho e julho na África do Sul. "A Copa do Mundo nos permite ter um mês de verão em pleno inverno, pois as vendas crescem", disse o diretor-financeiro da companhia, Nelson Jamel, referindo-se ao consumo dos torcedores enquanto assistem à transmissão das partidas.
Fonte: Valor Online - 22/12/2009
Campeã gelada
A Lust, cerveja produzida pela Eisenbahn, de Santa Catarina, se parece com tudo - menos com cerveja. Sua embalagem, com rolha, é de espumante. Seu preço - 80 reais - é de um bom vinho. E o teor alcoólico, de 11,5%, está bem acima do teor da maioria das cervejas. Com um sabor igualmente incomum, misturando tons frutados e levemente adocicados, a Lust conquistou o respeito dos experts na bebida, a ponto de entrar recentemente para a lista das 100 melhores cervejas do mundo elaborada pela revista americana Imbibe-liquid Culture, publicação de referência no setor.
"Queríamos fazer algo diferente para despertar o desejo do consumidor", afirma Juliano Mendes, fundador da Eisenbahn e atualmente consultor para cervejas da Schin, que comprou a marca no ano passado. "A Lust é uma bebida para ser apreciada como um uísque raro, algo que vai além de simplesmente tomar uma estupidamente gelada no boteco ou na praia."
A inspiração para a criação da cerveja ocorreu quando os proprietários da Eisenbahn estiveram na Bélgica e provaram as cervejas feitas pelo método champenoise. De acordo com essa fórmula, depois da fermentação natural, a cerveja segue para uma vinícola, onde é engarrafada e sofre a adição de açúcar e de leveduras de vinho, o que provoca uma segunda fermentação. Ao voltar para Santa Catarina, além de leveduras belgas, os donos da Eisenbahn trouxeram na bagagem o mestre cervejeiro Gerhardt Beutling, um bávaro com 30 anos de experiência na técnica que ficou encarregado de tentar repetir no Brasil a experiência belga.
"Acompanhei todas as etapas, desde a compra de tanques até as primeiras degustações", diz Beutling. A Lust chegou ao mercado há três anos, tornando-se a terceira cerveja do mundo produzida por champenoise (as duas outras são as belgas Deus e Malheur). Em sua versão mais "popular", cotada a 80 reais, a Lust matura durante três meses até desenvolver seus aromas e sabores. Sua linha mais sofisticada, a Prestige, que custa 100 reais, leva um ano para ficar pronta.
Assim como a Lust, existem outras boas cervejas artesanais brasileiras que conquistaram prestígio internacional. A Colorado Indica, produzida no interior de São Paulo, por exemplo, recebeu em 2008 a medalha de ouro em sua categoria no European Beer Star, um dos mais famosos concursos da bebida no Velho Continente.
Em comum, as geladas campeãs do Brasil têm o fato de ser produzidas por microcervejarias, um negócio em expansão no país. No início da década de 90, existiam apenas seis empresas desse tipo. Hoje, há quase 2 000 microcervejarias. A exemplo do que ocorre na Europa e nos Estados Unidos, a fatia ocupada pelos rótulos especiais no mercado brasileiro ainda é pequena - 4%. No exterior, porém, o segmento cresce num ritmo maior que o das cervejas comuns. "O Brasil tem tudo para repetir o fenômeno", afirma Ênio Rodrigues, superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja.
Fonte: Portal Exame, por Ana Greghi - 23/12/2009
Falta chope em bares e AmBev prevê expansão em 2010
Mal o copo esvazia, lá vem o garçom com outro, cheio de chope até a borda. A cena, que acontece mesmo que o cliente não queira beber mais, é típica de algumas choperias, principalmente em São Paulo. Mas o costume - às vezes bem-vindo, às vezes irritante - está se tornando raro. O motivo? Falta chope em vários bares do país, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). "A situação é mais grave em São Paulo e em Minas Gerais", diz Paulo Solmucci, presidente da entidade.
O problema, segundo ele, se concentra na distribuição da AmBev, dona de 70% do mercado de cerveja e chope no país, segundo pesquisa da Nielsen de novembro. "Os bares fazem os pedidos e a empresa não entrega. Ou manda para o bar metade do volume", explica Solmucci.
"Na madrugada de sexta-feira passada já começou a faltar e só conseguimos que a AmBev normalizasse a entrega no almoço de domingo", conta um gerente de bar de São Paulo, que preferiu não se identificar.
Distribuição
Segundo a Abrasel, a falha na distribuição tem três motivos básicos. O primeiro é claro: o aumento do consumo. Com o calor e o aumento de renda da população, os bares estão vendendo mais. "Aqui o movimento está 10% melhor do que no final do ano passado", diz Cássio Piccolo, um dos proprietários do bar especializado em cervejas importadas Frangó, na zona Norte de São Paulo.
De acordo com a Abrasel, os bares de todo país estão fechando o segundo semestre do ano com um aumento no faturamento médio de 8%. E terminarão 2009 com faturamento de R$ 62 bilhões, 5% mais que em 2008.
Diante da demanda aquecida, muitos donos de bar anteciparam as compras, fazendo pedidos maiores à AmBev, o que gerou um pico de entregas ainda maior. Por último, há o gargalo logístico, que é pior em São Paulo, onde além do trânsito ruim, há restrição de horários para circulação de caminhões.
"Todo final de ano é assim, embora desta vez esteja sendo um pouco pior", desabafa o dono de um bar de Belo Horizonte, que pediu anonimato. "O fato é que a AmBev calcula o custo de atender 100% do pico de demanda ou só parte dele. Para eles sai mais barato não entregar tudo."
Outro lado
A AmBev admite o problema, embora faça a ressalva de que as falhas se restringem a São Paulo. Por meio de um comunicado, a companhia informou que "em função do aumento da demanda e da complexidade logística de São Paulo (...), houve complicações pontuais na entrega de chope em períodos de maior consumo. " A empresa não informou o quanto está usando de sua capacidade instalada para a produção de cerveja.
Mas acrescentou que em 2010 irá investir até R$ 1,5 bilhão para ampliar a produção e a capacidade de distribuição e atender ao crescimento da demanda. "Isso vai ser preciso mesmo", diz o consultor especialista no mercado de bebidas, Adalberto Viviani. "Com mais dinheiro, as pessoas estão comprando mais e o giro da cerveja nos pontos de venda tende a se acelerar. Isso pode dar um nó na logística de distribuição de todas as cervejarias", afirma.
Fonte: Valor Online – 23/12/2009
Tendências 2010: Produtos
Há muitos anos não se via os brasileiros tão otimistas e dispostos a gastar. É o que dizem as principais projeções sobre o comportamento do consumidor para 2010
O brasileiro entrou em 2009 com medo da crise, propalada como a pior desde a Grande Depressão dos Estados Unidos da década de 20. Com um clima desses, quem teria coragem de sair às compras? Manter o caixa - para as empresas e para as famílias - era a palavra de ordem no auge dos tempos de pânico. Mas a crise, pelo menos por ora, parece ter ficado para trás, as projeções de crescimento para 2010 são animadoras - o presidente do Banco Central, normalmente uma figura cautelosa, já fala em taxas superiores a 5% -, e o brasileiro já se mostra disposto a praticar um de seus esportes preferidos: comprar. Essa tendência aparece em estudos como o Índice de Expectativa do Consumidor, elaborado anualmente desde 2001 pela Confederação Nacional da Indústria. Na última pesquisa, divulgada em dezembro, o índice atingiu 117,2, um recorde histórico do levantamento, superando as taxas registradas nos anos pré-crise. "É inegável que 2010 começa com uma perspectiva muito melhor", afirma João Carlos Lazzarini, diretor de atendimento a varejistas do instituto de pesquisas Nielsen. "Os empresários, que cancelaram projetos em 2009 por precaução, devem retomar com tudo os investimentos, beneficiando o consumidor com o aumento da competitividade."
Esse clima de otimismo já se reflete nas previsões de vários setores da economia, como as da indústria automobilística. As montadoras fecharam o ano com a marca recorde de 3 milhões de veículos vendidos, graças em parte à redução de impostos repassada ao mercado. Os benefícios fiscais tendem a ser reduzidos - ainda assim a indústria automobilística projeta um crescimento de 10% nas vendas em 2010 e o Brasil continua a ser apontado como um dos mais promissores mercados de automóveis do mundo. Há hoje em circulação no país um carro para cada seis habitantes. Na Alemanha, essa proporção é de um para dois. É natural, portanto, que as empresas tenham mais chances de vender algo para um brasileiro do que para um alemão, ou para um francês, ou ainda para um americano. Esse é um raciocínio que vale para quase todo o mercado de consumo. No fim do dia, nossas carências se transformam em enormes possibilidades. "A população volta a ter mais renda, o crédito está mais amplo, há mais emprego e o dólar está baixo, o que vai contribuir para aumentar as vendas de produtos de consumo", afirma o economista Marcos Fantinatti, do MCM Consultores Associados.
Para o mercado, 2010 deverá ser um ano especial não apenas pela expectativa de crescimento vigoroso, mas também pelos eventos que trará com ele. Em junho, terá início a Copa do Mundo da África do Sul. Tradicionalmente, os anos de realização dos mundiais de futebol geram aumento de procura de produtos como cerveja e eletroeletrônicos, sobretudo aparelhos de televisão. Será também um ano de eleições majoritárias, com a escolha de governadores e do próximo presidente da República. Períodos eleitorais sempre representaram mais investimentos federais em todo o país - desta vez especialmente anabolizados pelos pacotes de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada no Rio de Janeiro. "Os ventos vão estimular bastante o fluxo de consumo nos próximos seis anos. Ao menos que venha um tsunami que nos abata no meio do caminho, o cenário é de ampliação dos negócios, com a perspectiva crescente de aumento de consumo e de vendas", afirma Marcos Gouvêa de Souza, consultor especializado em varejo.
Este é o quadro geral. Dele deriva uma série de tendências de consumo que, segundo os especialistas, deve ganhar força no Brasil e no mundo daqui para a frente. Ela tem tanto a ver com cenários macroeconômicos e com o aumento de renda quanto com mudanças comportamentais, demográficas e com a influência inescapável da moda. Os produtos com design e inspiração retrô fazem parte dessas novas tendências. Há desde docks valvulados para iPod, que garantem um som mais nítido e cristalino na reprodução das músicas, até o relançamento de clássicos como o carro Gordini, da Renault, previsto para acontecer nos primeiros meses de 2010. "Num mundo como o nosso, em que existe uma sensação de falta de controle, os produtos retrô fazem sucesso porque trazem uma noção de segurança, de algo conhecido, familiar", diz Paulo Roberto Al-Assal, diretor-geral da Voltage, agência que pesquisa as tendências do consumo. "Mas os modelos precisam ser repaginados para ficar com a cara do século 21." A disseminação da tecnologia, e seu acesso cada vez mais fácil, fortalece o poder do design como arma de convencimento do consumidor. No mundo do consumo de massa, as pessoas continuam a querer ser únicas.
O Brasil faz parte do bloco de países que atraem a atenção das grandes empresas de bens de consumo, ávidas por novas fronteiras de crescimento. A China continua a ser a grande estrela, com crescimento de 8% no duro ano de 2009, sua classe média emergente e sua população de 1,3 bilhões de almas. Com um mercado ávido por consumo – apesar de todas as pressões ambientais e dos limites óbvios do planeta para sustentar a entrada desses bilhões de pessoas no mercado -, os emergentes são como oásis para o mundo dos negócios. Os países desenvolvidos continuam submersos em problemas, que não serão resolvidos na troca de calendário. Segundo a maior parte das projeções, mercados como o americano e o europeu ainda vão demorar a se recuperar do baque sofrido em 2009. Fatores como as taxas altas de desemprego e de endividamento da população funcionam atualmente como entrave a uma retomada mais rápida do ritmo de consumo nos patamares pré-crise.
Os problemas econômicos também mudaram o comportamento de consumo nesses mercados. Ainda que muitos não tenham esquecido o prazer das compras, americanos e europeus estão vivendo uma era de parcimônia como há muito tempo não se via. Até outubro deste ano, as vendas acumuladas do varejo americano haviam caído 7,3% em relação ao mesmo período de 2008. As conseqüências para a vida das empresas foram quase imediatas. A Motorola, outrora a maior potência da eletrônica, tende a se pulverizar em várias unidades, que serão vendidas. A Palm, que não consegue competir com a Apple e seu iPhone nem com o BlackBerry, deve ser comprada pelas coreanas LG ou Samsung, que até agora não têm smartphones competitivos.
Finalmente, a Kodak, decadente desde a década de 90, deverá ser comprada por um fundo de private equity. A expectativa nos países desenvolvidos é que somente em 2014 o nível de consumo voltará a crescer nos mesmos patamares pré-crise. "Uma geração inteira será marcada por essa fase de instabilidade econômica", afirma Marcel Motta, gerente de pesquisas e analista sênior para indústrias de bens de consumo da Euromonitor International. "Vai demorar para que o consumidor se sinta seguro para comprar como antes."
Fonte: Portal Exame, por Adriana Pavlova; Com reportagem de Felipe Carneiro e Luciene Antunes - 23/12/2009
IPC-S cai para 0,21%, com desaceleração nos preços dos alimentos
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou para uma alta de 0,21% na medição das quatro semanas encerradas em 22 de dezembro, após marcar 0,30% na apuração anterior. Segundo informou há pouco a Fundação Getúlio Vargas (FGV) em nota, essa desaceleração foi influenciada mais uma vez pelo grupo Alimentação.
Os custos dos alimentos foram de uma alta de 0,40% para 0,06% entre as apurações do dia 15 e 22 do último mês do ano. Os itens Hortaliças e legumes (alta de 1,16% para queda de 1,50%) e Frutas (5,22% para 3,69%) foram os destaques do grupo.
Também registraram elevação menos intensa entre uma medição e outra Habitação (0,23% para 0,21%), Educação, leitura e recreação (0,31% para 0,30%) e Transportes (0,26% para 0,21%).
A FGV apontou, por outro lado, um ritmo de crescimento de preços mais expressivo em Vestuário, que saiu de 0,88% na última leitura para 0,99% na pesquisa seguinte. A inflação apresentou aceleração também em Saúde e Cuidados Pessoais, que foi de 0,11% para 0,17%, e em Despesas Diversas, com alta de 0,25%, ante 0,17% do levantamento do dia 15 de dezembro.
Nesses grupos, os maiores impactos no aumento de preços vieram dos itens roupas (0,83% para 1,06%), cerveja (2,17% para 2,54%) e Medicamentos em Geral (0,22% para 0,26%), como mostrou a FGV.
Fonte: Valor Online, por Vanessa Dezem – 23/12/2009
Enfim, chegam as americanas
Após anos de tentativas frustradas, chegam em janeiro as cervejas artesanais norte-americanas. A Tarantino (tel. 3093-0916) traz, na primeira leva, seis receitas da Anderson Valley, da Califórnia. As mais destacadas são a Hop Ottin’ IPA, india pale ale potente, com 80 unidades de amargor (nossa "loura" do dia a dia tem dez) e a Barney Flats Oatmeal Stout, que leva aveia e é bastante cremosa - embora pudesse ter um pouco mais de malte torrado.
Há ainda a Boont Amber Ale, a Poleeko Gold Pale Ale, a Boont ESB e a High Rollers Wheat Beer. Em princípio serão vendidas no Frangó (tel. 11/3932-4818) e no Cervejarium de Ribeirão Preto (tel. 16/3911-4949) - onde custarão R$ 20 (a long neck) e R$ 38 (a garrafa de 750 ml) - e no mercado Sam’s Club, com preço sugerido de R$ 17 e R$ 32.
Fonte: Portal Estadão – Paladar – 24/12/2009
Cervejarias japonesas anunciam megafusão
Os fabricantes japoneses de bebidas Kirin Holding e Suntory estão a ponto de levar a cabo uma fusão que resultará no nascimento de um gigante mundial, maior até que a americana Coca-Cola e a belgo-brasileira Anheuser-Busch InBev, segundo publicou o diário econômico Nikkei.
A relação de troca de ações será da ordem de 0,7 ação da Suntory para cada ação da Kirin. A família fundadora da Suntory, que controla cera de 90% do capital, deverá ser a principal acionista do novo grupo.
A fusão está prevista para abril de 2011, segundo informa o Nikkei. Contudo, de acordo com um comunicado divulgado pela Kirin Holdings, nenhuma decisão foi tomada a esse respeito, ainda.
A Kirin e a Suntory já haviam anunciado em julho deste ano que as negociações com vistas à fusão já estavam em curso.
Com um volume de negócios combinado de 29 bilhões (o equivalente a US$ 41 bilhões) por ano, a empresa resultante dessa união será quase três vezes maior que seu rival imediato, a fabricante japonesa de cerveja Asahi Breweries. O novo gigante terá tamanho equivalente ao da Pepsico e Kraft Foods.
A Kirin e a Suntory estão presentes em quase todo o mercado de bebidas. Durante 2009 ambas tentaram se expandir por meio de aquisições no Japão e no exterior. A intenção é reagir à queda do consumo de bebidas provocada pela diminuição da população do país.
Fonte: Portal Estadão – Economia & Negócios – 25/12/2009
Rússia acusa fábricas de adulterarem cerveja
A principal autoridade russa para o comércio de drogas e bebidas acusou na sexta-feira as fábricas locais de adicionarem álcool puro aos seus produtos, prática que foi negada pelas empresas.
"Em geral, os coquetéis enlatados de baixo teor alcoólico e as cervejas são uma pura arma química. O álcool é acrescido em determinado estágio da produção para deixar (a bebida) mais forte", disse o narcologista-chefe da Rússia, Yevgeni Bryun, à agência de notícias Interfax.
A Rússia triplicou a carga tributária sobre a cerveja como parte da campanha do presidente Dmitry Medvedev para coibir o abuso do álcool. As cervejarias dizem que a medida provocará demissões em massa.
As autoridades também cogitam proibir a venda de cerveja em quiosques e até impor um monopólio estatal no comércio do álcool.
Bryun não citou nomes de cervejarias, mas em uma entrevista anterior à Interfax ele havia dito que havia acréscimo de álcool às cervejas fortes para acelerar seu processo de fermentação.
A União Russa da Cerveja disse que as declarações de Bryun são enganadoras e que ele deveria se retratar publicamente.
"Cria uma impressão de que (as declarações) têm como objeto algo além da saúde dos russos", disse à Reuters Daniil Briman, vice-presidente de assuntos corporativos da principal cervejaria russa, a Baltika, que pertence à Carlsberg.
Em junho, a revista médica Lancet publicou uma pesquisa mostrando que o acesso barato e ilícito ao álcool mata mais de metade dos russos e russas de 15 a 54 anos. A vodka continua sendo a bebida mais popular do país, e muita gente a mistura à cerveja.
Multinacionais como Carlsberg, SABMiller, Anheuser-Busch InBev e outras controlam mais de 95 por cento do mercado doméstico de cervejas, que é um dos maiores do mundo.
As cervejas com teor alcoólico superiores a 8,6 por cento representam cerca de 1 por cento do mercado. Como elas escaparam do recente aumento de impostos, sua participação deve subir.
Em agosto, Medvedev se disse chocado com dados oficiais segundo os quais cada russo consumia em média 18 litros de álcool puro por ano.
Fonte: Reuters, por Gleb Bryanski e Maria Plis – 25/12/2009
Femsa aposta em regionalização
Com portfólio encabeçado pelas marcas Kaiser e Sol e tendo a Bavária como coadjuvante, a Femsa segmenta a distribuição e comunicação de suas cervejas de acordo com a aceitação dos consumidores pelo Brasil. O fortalecimento dos produtos em regiões onde briga pela liderança é o foco de atuação da empresa para aumentar seu faturamento com a venda de cervejas.
Já que a briga nacional está cada vez mais difícil com o predomínio da Ambev, que tem cerca de 70% do mercado, a estratégia é uma forma que a Femsa encontrou de não perder sua fatia no bolo de R$ 30 bilhões que movimenta o mercado de cerveja no país.
“Oferecemos um portfólio com cada marca desempenhando um papel diferente em uma determinada região. Cada estado tem a sua marca preferida, pois esse mercado é bem regional. São sete marcas que brigam pela liderança em alguns lugares e em outros elas nem existem”, afirma Riccardo Morici, diretor de marketing da Femsa. O plano da empresa vai de encontro com o histórico de suas principais marcas. A tradicional Kaiser saiu do gosto popular nesta década, mas tenta recuperar o prestígio — e a venda — que teve em seu auge no início dos anos 1990. Se naquela época o produto tinha o “Baixinho da Kaiser” como embaixador, hoje divulga seu “Teste-Cego” para mudar o conceito dos consumidores em relação à bebida. Segundo a companhia, essa ação é veiculada nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul para atingir consumidores que não bebem Kaiser há muito tempo. “São pessoas que não têm mais referência do produto. Se não diferencia o gosto, como mostra a campanha, por que pagar a mais por outra marca?”, questiona Morici.
Já em mercados onde a bebida tem maior presença, a Femsa adota estratégia de sustentação do produto com uma comunicação mais tradicional. Já a Sol ainda busca nas vendas os mesmos níveis dos investimentos realizados há três anos em sua chegada ao mercado brasileiro. Segundo a companhia, o motivo do lançamento nacional deve-se à incógnita da região em que a marca seria aceita naquele momento. “Hoje já temos isso mais definido”, diz o diretor de marketing. Futebol, praia e rodeio Além das regiões, a Femsa também destina a distribuição e comunicação de suas marcas para públicos diferentes. A estratégia para a Kaiser visa aliar o produto ao mundo do futebol.
No início deste mês, a companhia anunciou parceria com os quatro grandes clubes paulistas (Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos), com investimentos de pelo menos R$ 10 milhões ao ano. Além disso, a empresa ressalta a expansão da Copa Kaiser de futebol amador, que atravessou os limites do estado de São Paulo e hoje é disputada também em Minas Gerais e no Paraná. “Está virando uma Copa nacional”, diz Morici. Com a Sol, a Femsa afirma atingir um público mais ligado à praia e aponta o estado de Santa Catarina como um mercado de grande retorno.
Na região, a empresa patrocina o Floripa Tem, evento de música e entretenimento que ocorre em janeiro em Florianópolis. “Nenhuma marca consegue ser unânime e a Sol preenche um vácuo muito grande para a empresa”, diz o executivo. Já a estratégia para a Bavária foca o público de rodeios, que estão concentrados no interior de São Paulo e na Região Centro- Oeste do país. Neste ano, a Femsa iniciou o Circuito Bavária Clássica de Rodeios, com disputa em dez etapas.
Fonte: Brasil Econômico - Economia - 30/12/2009
Brahma briga pelo NE (Nordeste) com versão Fresh
A Região Nordeste virou o centro das atenções de todos os setores que querem aproveitar o aumento da renda da população brasileira para ganhar participação de mercado. Entre as cervejarias, a estratégia não é diferente. Com presença mais forte do que no restante do país, a Nova Schin ganhou há dois anos a concorrência da Brahma Fresh, versão mais suave da tradicional e que foi lançada para ser distribuída em regiões onde o calor é mais intenso. Pelo teor mais leve e com preços mais acessíveis para o consumidor, a briga entre as duas marcas promete se acirrar com o passar dos anos. Apesar do recente lançamento do produto, a AmBev afirma já ter 5% do mercado nordestino com a Brahma Fresh, tendo os estados de Pernambuco e Bahia como principais estados. “É uma região que cresce muito pelo aumento no poder de compra do consumidor. Os resultados até o momento são excelentes, pois sabíamos do desafio de lançar um produto específico para aquela região”, afirma Marcel Marcondes, diretor de marketing da marca Brahma. Questionado sobre a intenção de brigar diretamente com a Nova Schin com o lançamento de uma versão mais leve da Brahma, Marcondes explica que a estratégia partiu de uma grande oportunidade de mercado, e não com o objetivo de combater diretamente a concorrente. “Mas se uma marca ganha alguma outra tem que perder”, diz.
Os números, porém, ainda apontam uma boa folga para a Nova Schin. De acordo com a Schincariol, a marca tem 35,3% de participação no Nordeste, sendo líder entre os baianos com 41,5%. “É uma região muito competitiva e promissora. O nordestino tem um carinho muito grande com a Nova Schin e essa liderança vem pelo histórico da marca nesse mercado”, diz Luiz Carlos Taya, diretor de marketing da Schincariol.
Novidade em Manaus
Além de entrar na briga pelo Nordeste, a Brahma Fresh expandiu sua distribuição no Norte do país e chegou no início de dezembro a Manaus, cidade onde a marca Kaiser (Femsa) tem boa participação de mercado. Antes da capital amazonense, a marca da AmBev já era comercializada em Belém, no Pará, onde a companhia diz liderar as vendas, com uma fatia de 30%. “Em todo o Brasil já temos quase 2% de participação. Mesmo atuando apenas no Norte e no Nordeste do país, estamos acima de marcas nacionais como a Sol (Femsa)”, diz Marcondes sobre os resultados da Brahma Fresh.
Fonte: Brasil Econômico - Economia - 30/12/2009
Os produtos da estação mais vendedora
Pesquisa feita pela Nielsen nos verões de 2008 e 2009 nas sete áreas em que atua no país revelou que produtos de diversas cestas – principalmente higiene e beleza, perecíveis, bebidas e mercearia – que nem sempre têm elevada participação no faturamento total das lojas de autos serviço registraram expressivo crescimento de vendas. No comparativo do verão 2009 com o verão 2008, as vendas de diversos produtos evoluíram para a casa dos dois dígitos. A pesquisa contempla e compara as vendas realizadas em novembro/dezembro de 2007 e 2008, e em janeiro/fevereiro de 2008 e 2009.
Produtos de cuidados com os cabelos e pele, de proteção contra insetos, sobretudo os pernilongos, que no período aumentam consideravelmente, e até preservativos, já que o verão é quente em todos os sentidos, são algumas das estrelas mais bronzeadas das gôndolas. Dentre os produtos que têm força muito maior no verão do que em qualquer outra estação está o repelente, cujos números são significativos. No verão de 2009, quando a crise financeira internacional inundou o mundo de insegurança, a categoria faturou R$ 27,147 milhões, expansão de 17,1% em relação ao verão de 2008. Ao se falar em verão e praia, quase que de pronto todos pensam em bronzeamento e proteção. Assim como os repelentes, os protetores e os bronzeadores têm seu ponto alto de vendas na estação mais ensolarada e cálida do ano, embora os dermatologistas aconselhem o uso diário de protetores solares, independentemente da estação. No último verão a categoria faturou R$ 301,8 milhões, com crescimento de 6,7% em relação ao verão anterior.
Os perecíveis também apresentam expansão de vendas no acalorado período. Embora o clima responda por boa parte do aumento de vendas, nem sempre o calor é o responsável. Uma das características do verão são as férias, não apenas escolares, e a praticidade, mais do que nunca, está na crista da onda. Em vez de ficarem em frente ao fogão, as pessoas querem aproveitar a praia ou qualquer outra diversão que as férias oferecem. Isso explica porque as carnes congeladas são boas de venda também no verão. Seu faturamento chegou a R$ 560,8 milhões na estação em 2009, crescimento de 9,1%. Outra categoria cujas vendas aumentam expressivamente no verão são os iogurtes. Com faturamento de R$ 921,5 milhões em todo o Brasil, cresceu 6,5% no verão 2009.
“O Brasil é um mercado com espaço importante para o crescimento dessa categoria, não só porque os consumidores reconhecem os iogurtes como alimentos saudáveis, mas também porque o consumo per capita de produtos lácteos ainda é baixo, comparado com outros países, como Argentina e França. Ainda há um mercado muito interessante para desenvolver”, sinaliza o gerente nacional de trade marketing da Danone, Marcelo Costa. Com crescimento de 7,4% nas vendas no comparativo com o verão 2008, a categoria sorvetes faturou R$ 890 milhões.
Com as temperaturas mais baixas do país, a região Sul foi a que mais ampliou as vendas de sorvetes (16,2%) no verão 2009. Entre os alimentos gelados, além dos sorvetes, as sobremesas gelificadas também se destacam com o faturamento de R$ 79,3 milhões e registrou crescimento de 11%. No verão, o setor de bebidas deve receber total atenção, tanto pelo aumento de consumo quanto pela procura do consumidor por novidades. Nos três meses do verão passado, nas sete áreas de abrangência da Nielsen foram vendidos R$ 18,6 bilhões em água mineral, bebida à base de soja, chá líquido, vinho, cerveja, refrigerante, refrigerante alcoólico e produtos isotônicos. Este valor foi 4,9% maior que o do verão 2008. Com aumento de vendas de 8,3% no verão 2009, a categoria de água mineral faturou R$ 465,7 milhões. Categoria que está sendo gradualmente incorporada ao hábito dos brasileiros, a bebida à base de soja registra aumento de vendas ao longo de todo o ano, mas é no verão que ele sobressai.
No verão 2009 as vendas cresceram 16,9% no comparativo com o mesmo período do ano anterior. A categoria chá líquido seguiu a mesma tendência de crescimento dos sucos à base de soja. No verão 2009 suas vendas foram ampliadas em 13% e chegaram a R$ 71,7 milhões. Se as bebidas à base de soja e o chá líquido buscam e conquistam seu lugar ao sol, os refrigerantes já o conquistaram há muito, mas ainda assim encontram brecha para estendê-lo. Segunda principal bebida em vendas, só atrás da cerveja, os refrigerantes faturaram R$ 7,3 bilhões no verão 2009, com crescimento de vendas de 3,8%. Outro destaque é o consumo de vinhos, embora seja bem maior no inverno, no verão 2009 as vendas dessa categoria chegaram a R$ 430,8 milhões, com crescimento de 7,4% sobre o verão 2008, o que de certa maneira mostra uma ruptura do consumidor brasileiro com a idéia bastante disseminada de que o vinho é uma bebida para se consumir no frio.
De caráter completamente diverso do vinho, a cerveja, desde que sempre gelada, é vista pela maioria dos brasileiros como uma bebida ainda melhor no calor, embora ninguém a dispense no frio. Com vendas de R$ 10,1 bilhões e crescimento de 4,9% no verão 2009, comparadas com o verão anterior. Desse grupo de bebidas, a caçula é o refrigerante alcoólico – do tipo ice –, que tem aumentado suas vendas verão após verão. As vendas dessa categoria chegaram a R$ 85,6 milhões no verão 2009, com crescimento de 11,7% sobre o verão anterior. Se a praticidade determina a venda de carnes congeladas no verão, também determina a força de alguns itens de mercearia seca durante o período. As massas alimentícias são exemplo nesse sentido. Com faturamento de R$ 647,7 milhões, a categoria registrou aumento de vendas de 9,7% no verão de 2009. Os pães industrializados seguem a mesma trilha ascendente, e pelas mesmas razões. Aquelas viagens em grande número de pessoas, às vezes para onde não há muitas alternativas de comércio, justificam a grande quantidade de pães industriais, como os famosos pães de forma. Aliás, essa característica explica porque a venda de outros itens também é forte no verão, caso dos queijos, frios e embutidos, perecíveis que não foram citados anteriormente. Assim, no verão 2009, a categoria de pães industrializados faturou R$ 622,8 milhões, com incremento de 15% nas vendas, comparadas com as do verão do ano anterior. Outro produto que ganha vendas no período são os peixes enlatados e, mais uma vez, a praticidade explica: fácil de armazenar, entre outras coisas. Se não bastasse, a indústria tem inovado há algum tempo, o que contribui para a categoria crescer 11,3% no último verão. Ao todo, ela faturou R$ 126,8 milhões no verão de 2009.
O segmento de produtos para limpeza apresenta uma característica interessante: é nessa estação do ano que se lava mais roupa. Esse fato é comprovado pelo aumento das vendas de sabão e detergente para roupas, que somente no verão 2009 chegaram a R$ 1,109 bilhão, valor 6% mais elevado que no verão do ano anterior. Outra categoria que comprova o aumento de lavagem de roupas durante o verão são os amaciantes, cujas vendas cresceram 8% no país e chegaram a R$ 330,3 milhões.
Fonte: Super Hiper, n°403, novembro de 2009
Cervejas: elas são - mesmo - especiais
Foi-se o tempo em que sentar-se em uma mesa de bar e pedir por uma cervejinha era um desejo prontamente atendido. Hoje, aquela loirinha gelada, límpida, quase padrão, tem de conviver com um harém de rótulos importados e nacionais, conhecidos como cervejas especiais.
Elas chegaram timidamente ao país há cerca de 10 anos e tomaram seu espaço rapidamente. “Hoje, o Brasil é o quarto maior mercado do mundo em exportação de cervejas especiais. Fica atrás da China, Estados Unidos e Alemanha” diz Marcelo Stein, diretor da importadora Bier & Wein. E, se elas fazem tanto o sucesso atualmente, boa parte do crédito vai para a Erdinger (feita de trigo, com a coloração meio turva e servida em um copo comprido de 500 ml) que atiçou a curiosidade dos clientes por uma cultura cervejeira. “Isso aconteceu com vinhos, queijos, azeites, ou seja, com a gastronomia em geral. E a cerveja especial, que é uma bebida gourmet, não poderia ficar de fora” diz Edu Passarelli, especialista em cervejas e proprietário do bar Melograno, com cerca de 150 rótulos dedicado à bebida.
E haja curiosidade para começar a entender dos mais de 120 diferentes estilos que as cervejas podem oferecer. Com uma gama tão grande de aromas, as harmonizações são tão poderosas que até restaurantes como o Emiliano, Carlota e o irlandês Mulligan incrementaram suas cartas etílicas com rótulos variados. “Gosto muito das harmonizações mais intensas, como as que juntam carnes de sabor acentuado e cervejas mais complexas. Cordeiro com cerveja dubbel é um bom exemplo”, diz Passarelli.
O incentivo do crescimento do mercado cervejeiro foi tanto que importadoras e estabelecimentos investiram no lançamento de suas cervejas de marca própria, como a Uno – com aroma de romã, do Melograno – e a Paulistânia – da importadora Bier & Wein. “A cerveja exclusiva traz holofotes e reputação ao estabelecimento e ainda procura criar fidelização com seus clientes. A dificuldade pode estar na criação e execução desta cerveja exclusiva porque produzi-las com excelência e repetibilidade exige profissionalismo”, diz a mestre cervejeira Cilene Saorin. Porém, de tantos rótulos criados pela especialista, a cerveja perfeita ainda é um ideal “A cerveja perfeita seria aquela que traz sorrisos a quem bebe. E atenção: sem excessos, sorrisos por se dar conta que tem sentidos aguçados também e que está vivo” completa a expert.
Na prática
Se você quer aprender sobre cervejas especiais, passe para a parte mais gostosa do assunto: a degustação. A mestre cervejeira, Cilene Saorin, escolheu 6 estilos – que são bem diferentes entre si – para apresentar a diversidade e a versatilidade gastronômica das cervejas.
Bohemian Pilsener – De lúpulo acentuado, este estilo de cerveja foi o primeiro a ser fabricado na cidade de Pilsen, região da Bohemia, na República Tcheca em 1842, por isso o nome.
Witbier – Uma das cervejas mais famosas deste estilo é belga de trigo, Hoegaarden. Sua cor é amarela-palha – bem clarinha em relação as demais – e no sabor, apresenta um toque de especiarias.
Rauchbier – O malte deste tipo de cerveja é seco através da queima de madeira – que produz fumaça. Por isso, o sabor defumado é uma das características desta cerveja de baixa fermentação (lager)
India Pale Ale – A IPA, uma das queridinhas dos ingleses e possui um amargor extra por causa da alta concentração de lúpulo. Antigamente, para a cerveja suportar as viagens entre a Índia e Inglaterra, era acrescentado este ingrediente por causa de sua ação bactericida natural.
Robust Porter – Também possui bastante concentração de lúpulo e possui aroma tostado. É uma cerveja forte, de coloração marrom que pode variar do médio ao escuro.
Bière Brut – Parece champanhe, mas é cerveja. São feitas através do modo champenoise (quando o fermento é removido da garrafa), envelhecidas em cave e seu sabor é delicado.
Fonte: Veja Abril, por Monique Paoletti – 31/12/2009
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