Notícias de mercado
2010 - Janeiro
Cupuaçu ou manga? Pesquisadores paraenses criam cerveja com sabor de frutas
Loira, gelada, com álcool, sem álcool, de chocolate, light. Ela possui vários tipos e denominações e tem pelo menos dez mil anos de existência, sendo apreciada primeiramente pelos povos da antiga Mesopotâmia e pelos egípcios. Assim é a cerveja, bebida cujo consumo aumenta 0,28% no Brasil, sempre que aumenta o calor.
Os dados são do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), que indica o Brasil como quarto maior consumidor de cerveja no mundo, perdendo apenas para China, Estados Unidos e Alemanha. Na região Norte, em que as temperaturas ultrapassam os 34 graus, muitos se rendem à apreciação da bebida.
Pesquisadores do curso de Tecnologia Agroindustrial da Universidade do Estado do Pará (UEPA), após um trabalho de conclusão de curso, passaram a desenvolver cursos de extensão que ensinam a arte de produzir cerveja em casa, com baixo custo e fácil produção. Tudo com uma diferença: elas podem ter o sabor de frutas regionais, como cupuaçu, bacuri e manga.
“Para se ter uma boa cerveja, basta a cevada, lúpulo, levedura e uma boa água. A fabricação é muito simples, já realizamos com sucesso a produção de cervejas de frutos da região, e também de maçã, acerola, morango e abacaxi. Em princípio, pode ser feita cerveja de qualquer fruta”, diz Marcos Eger, pesquisador responsável pelos cursos.
As cervejas produzidas no curso possuem um teor alcoólico de 1,3 a 5%. Até agora, a produção realizada nos laboratórios de tecnologia se limita a 20 litros, ou seja, 33 garrafas de 600 ml.
Com a fabricação caseira, pequenos produtores do estado poderiam se beneficiar da criação de microcervejarias de frutas regionais. “Na Alemanha, por exemplo, não existem grandes cervejarias, o que existe são pequenas cervejarias que atendem a pequenas regiões. Se fabricada no interior do estado, por exemplo, teríamos um produto próprio, de baixo teor alcoólico, rico em proteínas e que pode gerar um bom lucro, já que o custo é pequeno e pode ser vendido por um valor mais baixo do que o cobrado por outras cervejas”, diz.
De acordo com o pesquisador, o mais importante na fabricação caseira da cerveja é a higiene. “Para uma produção pequena e caseira, com muita higiene e cuidado, após sete dias fermentando dentro da garrafa é só abrir e apreciar, já que nesse caso a produção não deve ser armazenada, e sim consumida após pronta. Já para ser comercializada, há uma série de análises, especificações e normas a serem cumpridas para que essa cerveja passe a ser vendida”, esclarece.
A próxima ação é aproximar as comunidades do interior junto aos núcleos da Uepa neste projeto. Já foram realizados cursos em Belém, Paragominas, Marabá e, recentemente, em Cametá, onde os pesquisadores convidaram os empresários locais para experimentar a cerveja de acerola.
A cerveja é produzida a partir da fermentação de cereais, principalmente a cevada maltada, e acredita-se que tenha sido uma das primeiras bebidas com álcool a serem desenvolvidas pelo ser humano. A produção da cerveja tem um total de 15 etapas, que vão desde a separação dos grãos, moagem e maltagem, até a fervura, mosturação, pasteurização e armazenamento.
Fonte: Diário do Pará – Cotidiano – 03/01/2010
Venda sazonal para o verão explode nas redes
Considerado recorde por alguns varejistas e com uma alta de 35%, em média, nas vendas de produtos sazonais para o verão deste ano, redes como Grupo Pão de Açúcar (GPA), Walmart Brasil e Carrefour comemoram o desempenho do período, ante a projeção anterior de crescimento de 20% nas vendas em relação a igual época do ano passado.
Para o DCI, Sandra Haddad, diretora comercial do Walmart, afirmou que o resultado da comercialização dos produtos da categoria é surpreendente, e pode obrigar a empresa a fazer novos pedidos junto aos fornecedores antes do fim da estação - que vai até março. "Se as vendas continuarem do jeito que estão teremos recorde, neste ano", conta. Para a diretora comercial, o aquecimento das vendas deve-se à antecipação do calor, que há cerca de três meses. A diretora afirma que no Walmart Brasil a aposta é grandes nos produtos de praia, piscinas e guarda-sóis, artigos que, até este mês, registraram vendas 35% maiores do que no mesmo período do ano passado. Segundo a rede o destaque vai para preços competitivos, como chamariz às vendas. "[a rede manteve] alguns produtos com o preço do ano passado e outros tiveram reduções devido às negociações que fazemos com a indústria", diz.
Para o líder do setor supermercadista no País, o Grupo Pão de Açúcar, a previsão é aumento de 15% na comercialização de artigos para a estação de calor. De acordo com a rede, a venda de águas deve crescer 15% e a de sucos e isotônicos 10%, com destaque para os produtos de marcas próprias como Qualitá e Taeq. Até o carnaval, as lojas do Extra, bandeira de hipermercados do grupo, oferecerão ao consumidor descontos na linha de bebidas, com destaque às marcas de cerveja, produto que com maior procura neste período. Nesta categoria, o GPA crê resultados 30% maiores que os registrados de janeiro a fevereiro de 2009. Para a diretora executiva do Extra, Sylvia Leão, eventos como o Carnaval e Copa do Mundo serão os puxadores de vendas da rede no primeiro semestre. "As promoções estão em linha com a proposta da empresa, de oferecer itens de qualidade, oportunidades de pagamento e preços competitivos", comenta ela.
Já no Carrefour, as vendas sazonais são a aposta para os meses de janeiro e fevereiro, principalmente no setor de Bazar, que terá variedades de itens para as férias, como: piscinas, colchões e brinquedos infláveis, bóias e flutuadores, espreguiçadeiras, cadeiras de praia, guarda-sol, churrasqueiras, coolers. Para conquistar o cliente, a varejista promete facilitar o pagamento, com parcelamentos em até 10 vezes, sem juros no Cartão Carrefour e descontos de até 50% em toda a linha de malas de viagem. Na área de alimentos, entre os itens que estão com as vendas mais aquecidas no País está a categoria sorvetes, anuncia o GPA, cujas vendas desse produto costumam ter aumento de 400% durante o verão. Para atender à demanda, o grupo afirma ter reforçado seus estoques e destaca a importância dos produtos de marca própria, que devem crescer 15% em vendas apenas este mês. O Carrefour parece ver o potencial desse segmento e afirma que fará uma ação para atrair o consumidor: entre 16 e 17 de janeiro venderá produtos com 10% de desconto.
Já na Cooperativa de Consumo (Coop), a procura pelo doce subiu 90% desde o início da onda de calor, há pouco mais de um mês. Segundo Daniela Marchiolli, gerente de produtos - Divisão Marca Própria -, a Coop Plus, marca própria da rede responde por 25% das vendas da categoria. "A Coop tem critério rigoroso na escolha dos fornecedores que irão fabricar produtos com nossa marca." Outra que aposta na venda do produto gelado neste verão é a Padaria Brasileira, que desde novembro, quando a temperatura começou a subir, passou a fabricar sorvetes e comercializá-los em potes de 400 ml, conta Rosana Souza, gerente de Marketing da rede. "Começamos em agosto de 2008 com sorvetes à granel e tivemos sucesso. Como a aceitação foi boa resolvemos investir na venda em potes". De acordo com Rosana, a procura pelos sorvetes tem chegado a 1.000 potes por mês, porém a expectativa é dobrar as vendas em, no máximo cinco meses. "Acreditamos no crescimento das vendas de sorvetes, por isso criamos um produto com boa qualidade", diz a gerente de marketing.
A rede multimarcas Overboard, que atua no segmento de surfware e moda praia, também vê no verão o melhor momento para ampliar vendas e faturamento, que chegam a crescer de 40% a 50%, e prepara seus estoques com os itens que mais saem no período. Silvia Amaro, gerente de expansão da rede, fala que óculos e relógios saem quatro vezes mais no verão do que em um período normal, por exemplo. Outra área que também é reforçada é a de moda praia: "Trabalhamos com aproximadamente 55 marcas e todas que possuem moda praia nós compramos", diz a gerente. De acordo com Silvia, a venda pós-Natal tem se mantido boa, e para aproveitar o movimento de volta às aulas em janeiro, a rede vai impulsionar liquidação de verão, em fevereiro. "Fazemos também um marketing bem agressivo no período. Temos cartão fidelidade e os clientes respondem vindo às lojas", explica. A executiva afirma que o segmento em que atuam também vem ganhando espaço e devem aproveitar para abrir mais lojas. Segundo apuração feita pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a indústria têxtil nacional tem faturamento superior a US$ 43 bilhões. Os segmentos de surfwear, streetwear e moda praia representam cerca de 15% do valor.
Fonte: DCI (Diário do Comércio Industrial) - 07/01/2010
As filhas geladas da clausura
Na Bélgica, berço de algumas das melhores cervejas do mundo, uma produção artesanal arrebanha fiéis das cobiçadas garrafas.
A inventividade na produção de cervejas fez da Bélgica uma das mais notórias escolas cervejeiras do mundo e rendeu aos belgas a alcunha de "alquimistas" da bebida fermentada. Lá nasceram estilos que hoje correm o mundo - lambic, saisons, tripel, dubbel, sour ale - e também um outro nome que impõe respeito no meio cervejeiro: trapista.
Este último, na verdade, não é um estilo de cerveja e sim uma denominação religiosa cuja origem remete ao monastério de La Trappe, na França. À época, a produção cervejeira (e de outros produtos alimentícios) tinha o propósito de ajudar na subsistência das abadias, sem visão comercial. Quando a Revolução Francesa acabou e Napoleão Bonaparte expulsou da França muitos monges, seis monastérios trapistas se instalaram na Bélgica. E lá renovaram sua produção cervejeira.
Mesmo sabendo que o acesso ao interior desses templos é, em muitos casos, restrito, o Paladar percorreu a rota das abadias à procura dessa história e, principalmente, das cervejas de alta qualidade produzidas nos seis monastérios: Westvleteren, Westmalle, Achel, Rochefort, Chimay e Orval.
Mas, se a visita é restrita, há um consolo: todos têm "bares oficiais", estabelecimentos credenciados para a venda das cervejas. E, os melhores, todos os bares ficam a poucos metros das abadias.
A viagem pode ser dividida em duas etapas: a holandesa, com três monastérios, e a francesa, com outros três. Explicamos: Westvleteren, Westmalle e Achel ficam bem perto da fronteira com a Holanda (Achel, inclusive, ocupa os dois territórios). Já Rochefort, Chimay e Orval ficam próximos do território francês.
Um automóvel com GPS leva, sem erros, à porta de todos eles, mas é bom ter uma companhia que prefira água à cerveja, já que dificilmente o viajante sairá da visita sem provar ao menos duas variedades, normalmente de teor alcoólico mais elevado que a média nacional.
E, caso precise de um bom argumento para convencer seu candidato a motorista, diga que na visita a Orval ele poderá degustar a água da fonte Matilda, de onde sai a matéria-prima para a produção cervejeira local.
1. Chimay
A mais conhecida entre as cervejas trapistas, tem três versões produzidas pela Abadia Notre-Dame de Scourmont, identificadas pelas cores dos rótulos: branca (tripel), vermelha (dubbel) e azul (quadruppel). Nas versões de 750 ml, com garrafas arrolhadas, a branca chama-se Cinq Cents; a vermelha, Première; e a azul, Grande Resèrve. O monastério tem uma grande área aberta a visitas e na mesma rota fica o restaurante oficial da Chimay, o Auberge de Poteaupré, onde também é possível se hospedar. No Auberge há queijos da marca e a Chimay de rótulo preto, produção específica para os monges, com 5% de teor alcoólico. Na saída, prepare o cartão de crédito. Há uma loja com artigos da marca, queijos e outros produtos trapistas.
- Abadia Notre-Dame de Scourmont - www.chimay.com
- Auberge de Poteaupré - www.chimay.com
2. Achel
No oeste da Bélgica, bem na divisa com a Holanda, fica a Abadia Achelse Kluis, que produz três cervejas: uma blond e uma brune (ambas com 8% de teor alcoólico) e a Extra, uma brune com 9,5% de teor alcoólico. As visitas ao monastério devem ser agendadas com antecedência. A cervejaria não recebe visitantes, mas há um bar dentro do monastério com vista para a pequenina cervejaria. Só ali pode-se provar, em versão chope, a Achel 5, também nas versões blond e brune, porém com apenas 5% de teor alcoólico.
- Achelse Kluis - www.achelsekluis.org
3. Westmalle
Imponente, a área da Abadia Trapista Van Westmalle abriga, além da clausura, uma moderna cervejaria. Nenhuma das duas pode ser visitada, mas próximo dali está o Café Trappisten, que vende as duas produções da marca: uma dubbel e uma tripel, tanto em garrafas (de 330 ml e 750 ml) quanto na pressão. A casa tem ainda pratos feitos com cerveja - prove a ótima quiche com queijo trapista.
- ABDIJ Der Trappisten Van Westmalle - www.trappistwestmalle.be
- Café Trappisten - www.trappisten.be
4. Rochefort
Na encantadora cidade de Rochefort fica a Abadia Notre-Dame de Saint-Remy, produtora das cervejas Rochefort. É possível visitar a pequena igreja no interior do monastério, mas fique atento aos dias em que ela abre. Em uma rodovia perto dali fica o Relais St. Remy, restaurante especializado em cervejas trapistas e considerado o "lar" oficial das cervejas Rochefort. O monastério também certificou um laticínio, que faz ótimos queijos e manteiga com a marca.
- Abadia Notre-Dame de St. Remy - www.trappistes-rochefort.com
- Relais St. Remy - www.relaisstremy.be
5. Westvleteren
O mais recluso dos seis monastérios, a Abadia Saint Sixtus of Westvleteren tem três cervejas que estão entre as mais desejadas do mundo. Elas não têm rótulo e diferenciam-se uma da outra apenas pela cor da tampa: verde, azul e amarela. São vendidas só para pessoas físicas em caixas com 24 garrafas - há uma cota máxima de uma caixa por pessoa. As caixas devem ser reservadas por telefone e retiradas na porta do monastério, na data marcada pelos monges. Quem quiser degustar as cervejas in loco pode ir ao In De Vrede, taberna oficial de Wesvleteren.
Ali, paga-se entre 3,20 e 4,20 a garrafa - no Brasil, quando essas cervejas estiveram à venda, uma garrafa de 330 ml custava cerca de R$ 170.
- Abadia Saint Sixtus of Westvleteren - www.sintsixtus.be
- In De Vrede - www.indevrede.be
6. Orval
A poucos quilômetros da fronteira com a França, no oeste belga, fica a Abadia Notre-Dame D’Orval. Construído no século 10.º, o prédio já abrigou diversas ordens religiosas. É difícil não se encantar com as belas ruínas da antiga igreja, destruída na Revolução Francesa. O ingresso custa 5 e dá acesso também à fonte Matilda, palco de uma lenda que ronda a história da Orval.
Na mesma estrada que dá acesso ao monastério fica o Auberge de L’Ange Gardien, restaurante oficial da Orval. Lá, além da versão exclusiva com 3,5% de álcool da Orval, pode-se tomar a água da lendária fonte.
- Abbaye D’Orval - www.orval.be
Edu Passarelli - Autor do blog edurecomenda.blogspot.com e sócio do bar Melograno
Fonte: Portal Estadão – Paladar, por Eduardo Passarelli – 07/01/2010
Um passeio cevado e maltado pelas cervejarias italianas
Na década de 90, os italianos descobriram que os encantos da cerveja não vinham só das conhecidas louras geladas. Hoje, mais de 300 microcervejarias não têm paura de ousar. Juntas, espalham sabores, aromas e estilos distintos pelo mundo
Um país apaixonado por futebol, com um presidente que, vez ou outra, causa polêmicas com seus comentários. De meados dos anos 90 para cá, começou a descobrir que cerveja era muito mais que a loura do dia a dia. A descrição bem caberia ao Brasil, mas há na Europa outro país com as mesmas características: a Itália.
A semelhança, porém, acaba aí: a cena cervejeira no país se desenvolveu muito mais rápido que a brasileira. Hoje, eles têm cerca de 300 microcervejarias – segundo o crítico de cervejas Lorenzo Dabove, uma das referências sobre o tema na Itália –, enquanto nós temos cerca de 100.
Também chama atenção por lá o vigor na criatividade. Há cervejas "extremas", com boas doses de amargor ou teor alcoólico, e exemplares respeitáveis de estilos clássicos, como pilsen, altbier e bock. E usam muitos ingredientes locais: mel e ervas, e castanhas e até fumo.
Por esses predicados, a Itália também poderia ser chamada, no mapa mundi cervejeiro, de "Estados Unidos da Europa". Famosos pela invencionice aliada à qualidade, os norte-americanos, aliás, descobriram rápido o que se passava ali e hoje estão entre os principais importadores de cerveja italiana.
Para conhecer mais dos aromas e sabores dessa novidade no país famoso por seus vinhos, o Paladar percorreu dez cervejarias italianas em 11 dias, em uma maratona com degustação de mais de cem receitas – sim, cada fabricante se orgulha por ter variada carta, seja de estilos ou interpretações da mesma cerveja, em fermentadores de alumínio ou barris que eram de vinho, outra mania local.
Após conversar com produtores e degustadores italianos, é possível deduzir por que eles evoluíram tão rápido. A primeira razão é a preferência pela criatividade. Salvo raras e honrosas exceções, cervejeiros brasileiros ficam amarrados ao pilsen e a um ou outro estilo extra. A segunda: a maioria começou fazendo cerveja em casa, estudando diferentes escolas cervejeiras e sem travas comerciais.
Além das cervejarias, há outros locais que merecem visita. Em Gênova, o Pub del Duca (Via G. Romeo, 5, Genoa Nervi) fica longe do centro, mas a vista compensa. Um dos ambientes é projetado sobre o mar, ao lado de barcos de madeira dos pescadores. Abriu em 1995, mas o local já abrigou uma trattoria no fim do século 18. Há boa variedade de cervejas italianas e importadas – são 7 tipos de chope e cerca de 80 em garrafa – e um cardápio interessante, que inclui o tradicional pesto genovês, ideal para se harmonizar com uma saison local.
Em Roma, além do Open Baladin (Via Degli Specchi, 7), com 40 chopes, há, na Via Benedetta, no Trastevere, visita dupla obrigatória. Comece no Bir & Fud, restaurante com boa oferta de italianas, e encerre – ou comece para valer – a noite atravessando a rua em direção ao Ma Che Siete Venutti a Fa? (ou "o que vocês vieram fazer aqui?"), pequeno e invariavelmente lotado. E não se espante se alguém berrar "birra!" de tempos em tempos. É costume local.
1. Birrificio Italiano
Em uma cidade de apenas 2 mil habitantes, entre Milão e o Lago de Como, Agostino Arioli começou em 1996 a produzir cervejas para servir em seu pub. Criou afeição especialmente pelas lagers (cervejas de baixa fermentação) de inspiração alemã. Sua Tipopils é uma excelente representante do estilo pilsen, não filtrada, com um ótimo e afiado amargor. Outra que vale a degustação é a Bibock, uma bock com bom aroma, sabor de malte e um bônus: notas cítricas de lúpulo destacadas e um amargor e "secura" um pouco superiores ao padrão do estilo. Há ainda receitas exóticas, que levam flores e pimenta (a Fleurette), cassis (a Cassissona) e cerejas (a Scires), e produções experimentais de estilos fixos, com interessantes mudanças, caso da Prima, dunkel de influência alemã.
Via Castello, 51, Lurago Marinone, http://www.birrificio.it/
2. Panil / Birrificio Torrechiara
Nascido em uma família de vinicultores, Renzo Losi migrou para a cerveja quando o consumo de vinho na região em que vive, Torrechiara, caiu consideravelmente. Produz estilos diversos, mas ficou famoso pelas receitas maturadas em barris de madeira, cuja fermentação é auxiliada pelas leveduras no ar. Sua cria mais famosa, a Panil Barriquée Sour, é bastante apreciada nos EUA e teve melhor desempenho em uma degustação que a belga Rodenbach Grand Cru, ícone das sour ales. É uma cerveja que matura em barris de carvalho francês que eram usados para vinho, complexa, com notas de madeira/baunilha, torradas, frutas vermelhas e ácidas, com um surpreendente equilíbrio. Outro ponto alto é a Divina, cerveja clara que fica uma noite em fermentador com a tampa aberta, para que as leveduras atuem. Nas mais clássicas, há as frutadas Ambré e Brune.
Strada Pilastro, 35, Torrechiara, http://www.panilbeer.com/
3. Le Baladin
É, provavelmente, o destino mais difícil de ser alcançado sem carro. Em um bar nessa cidadezinha, com cerca de 1.000 habitantes, o cervejeiro mais badalado da Itália atualmente, Teo Musso, vende suas crias, ao menos 14 por ano – são produzidas na vizinha Farigliano. A Le Baladin tem desde receitas clássicas – como a aromática e condimentada Isaac (uma witbier) ou a excelente Niña (bitter ale, lupulada e frutada) – até outras bastante exóticas – como a Nora, de influência egípcia, feita com cereais como o kamut (os aromas podem assustar os menos preparados). A pérola da produção, porém, é a Xiauyú, um barley wine experimental em que Musso testou diferentes níveis de oxidação. Com 13,5% de álcool, tem aroma alcoólico intenso e licoroso, com notas de chocolate e malte que se repetem na boca. A cerveja não forma espuma e é tomada em pequenas doses.
Piazza V Luglio, 15, Piozzo, http://www.birreria.com/
4. Grado Plato
A poucos minutos de Turim, a produção é tocada por Sergio Ormea e seu filho Gabriele. Sergio começou fazendo cerveja em casa até que, um dia, um vizinho sugeriu que ele abrisse a fábrica, já que a produção caseira acabava logo. A melhor é a Chocarrubica, que leva favas de cacau, aveia e alfarroba – cujo sabor lembra cacau. Ela tem aroma e sabor de chocolate, um toque tostado, com bela cremosidade na boca e toques de lúpulo. Outra degustação obrigatória é a da Sticher, inspirada nas altbiers alemãs. Avermelhada, tem aroma de lúpulo, malte e leve frutado. No sabor, apesar do domínio do lúpulo cítrico, há ainda notas de caramelo e final seco. É a primeira cerveja autóctone do Piemonte, com cevada e lúpulo plantados na região. O bar/restaurante da Grado Plato é especializado em escargots, preparados em mais de 20 receitas.
Vialle Fasano, 36, Chieri, http://www.gradoplato.it/
5. Birrificio Del Ducato
Localizada na terra natal do compositor italiano Verdi, a cervejaria de 2007 é tocada pelo jovem Giovanni Campari, que começou fazendo cerveja em casa e passou por estágio no Birrificio Italiano. O destaque da produção é a excelente Verdi, uma imperial stout com adição de pimenta. A combinação pode soar estranha, mas a pimenta gera um equilíbrio com as notas de torrado e chocolate e o corpo denso da cerveja. Também merece elogios a Nuova Mattina, ou New Morning, como é exportada para os EUA. Cerveja inspirada nas saisons belgas que leva nove tipos de especiarias, tem um forte aroma condimentado que se reflete no sabor, bastante lupulado e com final seco. Para fãs de estilos mais clássicos, a Via Emilia é uma pilsen com bastante lúpulo e amargor fino. Em homenagem ao nascimento do filho, Campari fez a L’Ultima Luna, maturada nove meses em barril de vinho.
Via G. Strepponi, 50 A, Roncole Verdi Bussetto, http://www.birrificiodelducato.it/
6. Toccalmatto
Localizada em Fidenza, perto de Parma, é uma das mais novas microcervejarias do país. Da produção, tocada por Bruno Carilli, destacam-se a Fumé du Sanglier, uma porter com maltes defumados e notas de chocolate, e a Surfing Hop, uma potente india pale ale de inspiração americana, com 85 unidades de amargor (só para comparar, uma lager industrial tem 10), com notas destacadas de lúpulo herbal e boas doses de malte e caramelo. Há ainda a aromática Ambrosia, que leva flores de sambuco e mel.
Via San Michele Campagna, 22C, Fidenza, http://www.birratoccalmatto.it/
7. Birrificio Lambrate
Nascida de uma parceria entre os irmãos Davide e Gianpaolo Sangorgi e o cervejeiro Fabio Brocca, a Lambrate vende sua produção em um pequeno pub de Milão. Preste atenção ao serviço do chope, mais demorado que no Brasil, mas que deixa uma espuma mais firme. Vale apostar na Ghisa, uma ale defumada potente, com notas suaves de lúpulo no aroma e final com leve chocolate. Outro destaque é a Porpora, uma ale avermelhada, com bom aroma de lúpulo cítrico e sabor levemente adocicado, bom pelo amargor e final seco.
Via Adelchi, 5, Milão, http://www.birrificiolambrate.com/
8. Montegioco
Dona de uma das produções mais variadas da Itália, a Montegioco, a poucos quilômetros de Tortona, está na casa das 20 cervejas anuais. Muitas são testadas pelo cervejeiro Riccardo Franzosi em barris de madeira que originalmente eram usados por vinícolas com Barbera. É surpreendente (e fascinante) ver como a mesma cerveja, deixada em barris do mesmo lote, mas posicionados em salas distintas a alguns metros uma da outra e com fermentação espontânea provocada pelas leveduras do ar, originam produtos absolutamente diferentes. Destacam-se a excelente Mac Runa, feita com malte de uísque e com aroma e sabor adocicados e levemente defumados; a Dolii Raptor (na versão que maturou em barris de madeira), que tem uma bela mescla de sabores acéticos, resultantes da fermentação das leveduras do ar, com frutado e madeira conferidos pelas barricas, e a Imperial Porter também maturada em barris, que alia notas de malte torrado, suave café e licorosidade à baunilha "emprestada" da madeira.
Frazione Fabbrica, 1, Montegioco, http://www.birrificiomontegioco.com/
9. Birra Del Borgo
A cerca de 120 km de Roma, a produção tem como carro-chefe a excelente Re Ale (e sua versão Extra), uma índia pale ale com belo e complexo aroma cítrico. Mas há produções mais ousadas e experimentais, como a Keto Repórter, uma porter que usa em sua receita tabaco toscano estilo Kentucky.
O dono, Leonardo Di Vincenzo, também fez parceria com o mestre cervejeiro Sam Calagione, da norte-americana Dogfish Head, para produzir a My Antonia, uma imperial pilsner, versão "turbinada" do estilo. Outra tabelinha do italiano foi com a belga Cantillon: misturou-se uma das cervejas da Birra Del Borgo com uma cerveja estilo lambic, dando origem à Duchessic.
Via Del Colle Rosso, s/n.º, Borgorose, http://www.birradelborgo.it/
10. Maltus Faber
Colegas de Parmalat há 20 anos, Massimo Versaci e Fausto Marenco abriram a microcervejaria em um local simbólico: a La Cervisia, primeira cervejaria de Gênova. Lá também existiu a primeira escola de mestres-cervejeiros da região. O nome Maltus Faber vem daí, e, em livre interpretação, significa artesãos do malte. Embora a dupla tenha predileção por cervejas de inspiração belga, segue a rígida regra alemã da Lei de Pureza: só usar água, malte, lúpulo e fermento. É da levedura trapista de alta fermentação – a mesma em todas as receitas –, portanto, que nascem os aromas condimentados e de especiarias das produções da Maltus. As melhores são as cervejas escuras, como a Brune, com aroma e sabor de frutas vermelhas e caramelo, licorosa; a potente Extra Brune, com 10% de teor alcoólico, mais "quente na boca"; e a Imperial Stout, com notas de malte tostado e de chocolate e corpo bastante denso. Merecem menção ainda a Tripel, bem condimentada e picante, e a Ambrata, equilibrada e com boas notas de caramelo.
Via Fegino, 3, Gênova, http://www.maltusfaber.com/
Fonte: Portal Estadão – Paladar, por Roberto Fonseca – 07/01/2010
Alta no consumo surpreende e falta até cerveja neste verão
Por essa nem o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva esperava. No fim do ano passado, numa cerimônia para empresários, Lula soltou uma de suas pérolas. "Jamais na minha vida pensei que eu ia para a TV fazer apologia do consumo", disse aos risos.
Pois ele foi e a população ouviu. Os únicos que deixaram o recado passar foram justamente os empresários. São eles que agora correm atrás do prejuízo. Em verão de temperaturas recorde, o clima também esquentou para as áreas de planejamento das empresas, que não previram a onda de consumo. Lojas cheias, pacotes turísticos esgotados, academias de ginástica lotadas e até a falta de cerveja em bares. A sede da população é tanta que alguns bares da Vila Madalena, reduto da boemia paulistana, tiveram de fechar suas portas mais cedo nas últimas semanas do ano passado.
Os estoques de chope, que dariam para suprir a demanda por até cinco dias, esgotaram-se em dois. "O que complicou foi que a AmBev entregou uma quantidade inferior ao pedido que fizemos", justifica o empresário Elton Altman. "Eles chegaram a dizer que o limite de produção do ano já tinha sido atingido". Tamanha procura fez a AmBev rever seus planos de investimento para 2010.
Vislumbrando crescimento no mercado de 10%, a multinacional vai investir R$ 1,5 bilhão ao longo do ano para aumentar sua produção. "Em ano de Copa do Mundo, temos praticamente um mês a mais de verão em pleno inverno", afirma Nelson Jamel, vice-presidente financeiro da AmBev. "É um fator que ajuda a indústria como um todo".
A Whirlpool, maior fabricante mundial de eletrodomésticos, deve aumentar o investimento para este ano de R$ 150 milhões para R$ 250 milhões. Assustados com a falta de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado em algumas cidades, os executivos da empresa correm contra o tempo para antecipar a produção. "A relação é simples: se há consumo numa ponta, ele certamente se alastrará para a outra", diz Armando Valle, diretor de relações institucionais da Whirlpool. Não só a indústria, mas também o setor de serviços tem se beneficiado com o consumo inesperado. A CVC, operadora com 60% do mercado nacional, terá 160 vôos fretados por semana no turismo doméstico, contra 150 de 2008, entre dezembro deste ano e fevereiro de 2010, "um recorde para a empresa", afirma Roberto Vertemati, gerente-geral de vendas da CVC.
Somente com as vendas feitas até agora, a operadora anuncia crescimento de pelo menos 15% no número de passageiros atendidos em 2009. Mas o movimento tem sido tão grande que a empresa registra dificuldades no fretamento de aeronaves. "Elas simplesmente estão todas ocupadas", afirma Vertemati.
Com o sol também vem a preocupação com o corpo. Academias como a Bodytech, no Rio de Janeiro, têm registrado aumento de 35% no número de matrículas. O valor, é claro, também disparou. O reajuste médio foi de 22%, bem acima da inflação acumulada nos últimos doze meses, de 4,22%.
Fonte: Último Segundo – 08/01/2010
Inbev vai demitir 10% dos funcionários na Europa
A líder mundial do setor de cerveja Anheuser-Busch InBev planeja suprimir 10% da mão de obra na Europa Ocidental, ou seja, 800 dos 8.000 funcionários, anunciou uma porta-voz do grupo.
A AB InBev surgiu em novembro do ano passado após a fusão da americana Anheuser-Busch com a belgo-brasileira InBev.
"Em conseqüência da tendência geral de queda do mercado de cerveja nesta região do mundo, planejamos, sobretudo na Bélgica, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Luxemburgo, reduzir os funcionários de grosso modo em 10%, sobre um total de 8.000", declarou a porta-voz Karen Couck.
Outros países nos quais a InBev está implantada, como a França, serão afetados marginalmente. Na Espanha e Itália não acontecerão demissões, de acordo com Couck.
Em nota, a empresa com sede em Louvain anunciou, no entanto, que planejava reduzir 263 dos 2,7 mil empregos na Bélgica - o que provocou reações de ira entre os trabalhadores. Na fábrica de Jupille dez funcionários da direção foram feitos reféns de forma temporária pelos sindicatos, que exigiam uma reunião com a direção geral do grupo.
Embora os funcionários tivessem sido liberados na madrugada desta sexta-feira, os operários tomaram a fábrica na qual é produzida a Jupiler – uma das cervejas mais populares da Bélgica, informou à AFP o sindicalista Denis Gobert.
A AB InBev também manifestou "intenção" de suprimir a única unidade de produção, em Luxemburgo, da cerveja Diekirch.
Fonte: AFP – Economia – 08/01/2010
Cervejarias armam o meio de campo para venda na Copa
Não são apenas os apaixonados por futebol que contam os dias para o início de uma Copa da Mundo. As fabricantes de cerveja também aguardam ansiosas pelo início do mais importante torneio entre seleções devido ao aumento no consumo da bebida durante os jogos. Bem antes do jogo de estréia da seleção brasileira nos gramados da África do Sul, em junho, cervejarias de todo o país colocam em prática suas estratégias para fazer a alegria dos torcedores quando a bola rolar. O desafio das empresas é que toda a cadeia de distribuição dos produtos tenha o mesmo entrosamento de Kaká, Robinho e companhia dentro de campo para suportar o grande volume de cerveja que é consumido pelos brasileiros durante a competição.
A expectativa para a Copa do Mundo deste ano é de alta de 30% nas vendas da bebida em relação aos meses de junho e julho do ano passado. Há quatro anos, durante o torneio de seleções disputado na Alemanha, o volume de vendas de cerveja cresceu 8,9% na comparação com os meses de junho e julho de 2005. O acréscimo ocorre em uma época tradicional de baixa no consumo por ser inverno no país.
“Para as companhias, a ocorrência de uma Copa representa o segundo Verão no ano devido ao alto consumo de cerveja durante os jogos”, afirma Riccardo Morici, diretor de marketing da Femsa Brasil, detentora das marcas Kaiser, Sol e Bavária. “Há uma influência na logística para atender toda a demanda e temos que nos adaptar a isso”, diz ele.
A cada quatro anos, as companhias realizam uma operação especial antes e durante os jogos que vai do aumento na compra de insumos à busca por uma frota maior de caminhões para levar cerveja aos pontos de venda. Tudo para que não falte cerveja aos torcedores. “É um evento que movimenta a economia do país como um todo. Além disso, cria uma dinâmica entre as pessoas que favorece o consumo da bebida”, explica Marcel Marcondes, diretor de marketing da AmBev para a Brahma, marca patrocinadora da seleção brasileira e também da Copa do Mundo a partir do evento deste ano (veja texto ao lado). Na torcida pela cultura de reunir os amigos para assistir a jogos de futebol, os torcedores lotam bares e realizam festas e churrascos para ver a seleção canarinho durante a Copa.
Em todas as ocasiões, a presença de uma cerveja gelada é quase uma regra. “É um momento de descontração dos brasileiros com grande presença de público nos bares em pleno inverno. Por isso há um esforço da empresa para entregar o produto pela maior demanda”, diz Luiz Carlos Taya, diretor de marketing do Grupo Schincariol. Para Marcondes, a maior demanda durante uma Copa do Mundo é natural para os fabricantes. “Assistir ao futebol tomando uma cerveja é um hábito dos brasileiros. Por isso ocorre essa presença maior nos bares”, diz ele.
Fonte: Brasil Econômico - 09/01/2010
Kirin e Suntory abandonaram acordo de fusão no Japão
As fabricantes de bebidas japonesas Kirin Holdings e Suntory Holdings desistiram ontem de seus planos ambiciosos para se fundirem e criar uma das maiores cervejarias do mundo. Depois de meses de negociações, os dois lados não conseguiram resolver diferenças profundas sobre qual deles iria administrar o grupo fundido, que teria 3,8 trilhões de ienes (US$ 42,5 bilhões) em receita anual e rivalizaria com a Anheuser-Busch InBev.
O colapso das negociações faz com que os investidores no já altamente competitivo mercado de cerveja do Japão tentem se preparar para uma disputa por mercado doméstico que deverá ser cada vez mais intensa e cara.
Fonte: Panorama Brasil – 09/02/2010
Heineken pode comprar operações da Femsa por US$ 8 bilhões
A cervejaria holandesa Heineken está perto de fechar um acordo para comprar as operações de cerveja da Femsa por quase US$ 8 bilhões, segundo o Wall Street Journal, que citou pessoas próximas ao assunto. Esse seria um final surpreendente para o leilão da cervejaria mexicana e daria continuidade à consolidação do setor.
A Heineken emergiu como o provável comprador dos negócios da Femsa depois que a britânica SABMiller, considerada por muitos como a líder na disputa, abandonou o leilão. Um acordo pode ser anunciado já nesta semana, embora a situação possa mudar e não haja garantia de que a Heineken vai alcançá-lo.
A compra da unidade de cerveja da Femsa daria à Heineken uma grande fatia no México, um dos mercados de cerveja mais lucrativos do mundo. Também levaria a empresa a uma concorrência mais próxima com a Anheuser-Busch InBev no México e no Brasil. Além disso, a Heineken teria oportunidades para crescer nos EUA, onde as marcas Tecate e Dos Equis, da Femsa, têm fortes vendas. A Heineken é o importador exclusivo das marcas da Femsa nos EUA, sob um acordo de longo prazo.
A Femsa, que surgiu em 1890 em Monterrey, no México, é composta por três negócios: refrigerantes, cervejas e varejo.
As operações de cerveja geram quase US$ 4 bilhões em vendas anuais. A Coca-Cola Femsa, unidade da companhia mexicana, é a maior engarrafadora da Coca-Cola na América Latina em volume de vendas.
Uma onda de consolidação no mercado global de cerveja que culminou em novembro de 2008, com a compra da norte-americana Anheuser-Busch pela belgo-brasileira InBev por US$ 52 bilhões, pressionou cervejarias menores a encontrar compradores maiores. A Femsa controla quase metade do mercado de cerveja do México, atrás apenas no Grupo Modelo, que é parcialmente controlado pela AB InBev.
Fonte: AE Agência Estado; As informações são da Dow Jones – 10/01/2010
Grupo Schincariol se diz aberto a novas aquisições
O Grupo Schincariol está aberto a novas aquisições no segmento de cervejas. É o que afirma o diretor de Marketing do grupo, Luís Claudio Taya. “No momento não estamos negociando, mas isso não quer dizer que o grupo não tenha interesses estratégicos em novas oportunidades de negócios. Nos últimos dois anos, nosso grupo adquiriu além das cervejarias cariocas Devassa e Cintra, as marcas Baden Baden (Campos de Jordão) e Eisenbahn (Blumenau)”. Questionado sobre o interesse do grupo pela cervejaria Petropólis, Taya foi categórico: “a notícia não tem nenhum fundamento e não partiu da direção do grupo”, finalizou.
Lançamento
O grupo Schincariol aproveitou a folia carnavalesca para lançar seu quinto produto da família Devassa, a Devassa Bem Loura, que estará presente nos carnavais do Rio de janeiro e São Paulo nesse fim de semana. Em apenas dois dias de mercado, a nova cerveja já faturou R$ 10 milhões em pedidos nos formatos 600 ml, lata e chope.
O grupo pretende investir até R$ 100 milhoes na nova marca abrangendo fabricação, comercialização, distribuição e publicidade. Segundo o diretor de Marketing Luís cláudio Taya o sucesso é explicado pela boa aceitação da original Devassa nas versões longneck Loira, ruiva, Negra e Tarará: “um sabor mais leve e adequado ao gosto do brasileiro”. O lançamento oficial do novo produto será neste sábado de carnaval (13) no Píer Mauá, no centro do rio de Janeiro. A campanha de apresentação da Devassa Bem Loura contará com os modelos Paris Hilton e Flávia Alessadra na Marquês de Sapucaí, em acordo de comercialização com as Escolas de Samba do Rio de Janeiro.
Fonte: DCI (Diário do Comércio Industrial), por Ernani Fagundes – 11/02/2010
Femsa pode usar ações da Heineken para garantir empréstimos
A mexicana Femsa afirmou nesta terça-feira que pode usar sua participação de 5,7 bilhões de dólares na cervejaria holandesa Heineken, resultado da venda de sua unidade de cerveja, como garantia para empréstimos.
Em acordo anunciado na segunda-feira, a Heineken irá comprar as operações de cerveja da Femsa, empresa de bebidas com sede em Monterrey, no México e segunda maior cervejeira do país, aumentando a presença da companhia holandesa em mercados emergentes.
O negócio, feito totalmente em ações, torna a Femsa a segunda maior acionista da Heineken, com uma participação de 20 por cento.
"As ações (da Heineken) que serão propriedade da Femsa podem perfeitamente ser usadas para conseguir empréstimos", disse o vice-presidente financeiro da Femsa, Javier Astaburuaga, à Reuters.
A Femsa afirmou que poderá aproveitar o fato de ter uma dívida relativamente pequena para buscar oportunidades de aquisição para sua unidade engarrafadora de refrigerantes, além de impulsionar a expansão da rede de lojas de conveniência OXXO, que já mostra um forte crescimento.
O presidente-executivo da Heineken, Jean-Francois van Boxmeer, afirmou em entrevista coletiva em Monterrey que está ansioso para começar a fabricação de sua principal marca Heineken no México o mais cedo possível.
Fonte: Reuters, por Gabriela Lopez e Robin Emmott – 12/01/2010
Heineken anuncia a compra da dona da Kaiser
O grupo de cerveja holandês Heineken anunciou nesta segunda-feira a compra da Femsa Cerveza (Fomento Econômico Mexicano), por meio de uma transação de ações de US$ 7,7 bilhões (5,3 bilhões de euros), o que deixa a empresa bem posicionada na América Latina.
"A Heineken... vai criar a uma grande nova plataforma para o crescimento com a aquisição das atividades de cerveja da Femsa com uma transação de ações", afirma a empresa holandesa em um comunicado.
"A Heineken vai adquirir a Femsa Cerveza, o que inclui 100% das operações de cerveja da Femsa no México e 83% do negócio de cerveja da Femsa no Brasil, que a Heineken não possuía ainda", completa o texto.
"Com base na cotação da ação da Heineken a 32, 925 euros em 8 de janeiro, isto avalia a FEMSA em 3,8 bilhões de euros", explica o comunicado.
A Heineken também assumirá as dívidas da empresa e as obrigações de aposentadoria, o que eleva o custo total da aquisição a 5,3 bilhões de euros. A Femsa, que possui as marcas de cerveja Dos Equis, Tecate e Sol, passará a possuir 20% das ações do grupo Heineken. Deste modo se torna a segunda acionista do grupo holandês e terá dois representantes na diretoria.
O diretor executivo da Femsa, José Antonio Fernández Carbajal, afirmou que "no contexto da reconfiguração do cenário mundial da cerveja, a diversificação geográfica e de escala é mais importante que nunca, e esta transação responde a este imperativo". "A transação aumenta a flexibilidade operacional e financeira da Femsa", destacou.
A Femsa é a maior engarrafadora da Coca Cola na América Latina e sua divisão cerveja tem 14 fábricas no México e Brasil, onde produz 35 marcas. A negociação deve ser concluída no segundo trimestre de 2010 e será submetida à aprovação dos acionistas dos dois grupos.
O anúncio da Heineken foi uma surpresa, já que tudo dava a entender que a Femsa Cerveza seria vendia ao grupo sul-africano SABMiller, segundo o Wall Street Journal.
"É uma transação fundamental para a Heineken", declarou o diretor executivo do grupo holandês, Jean-François van Boxmeer. "Vamos nos transformar em um ator muito mais poderoso e mais competitivo na América Latina, um dos mercados mais rentáveis e que se desenvolve com mais rapidez no mundo", afirmou.
"Esta aquisição reforça de forma considerável nossa posição no mercado global de cerveja, aumenta nossa carteira de marcas internacionais e reforça nossa posição no mercado de importação nos Estados Unidos", acrescentou.
A Heineken, fundada no século XIX em Amsterdã, produz e vende quase mais de 100 marcas de cerveja, entre elas Amstel, Cruzcampo, Birra Moretti, Foster''s, Murphy''s, Primus e Newcastle, e tem 56 mil funcionários no mundo.
Fonte: AFP – Economia – 11/01/2010
Compra da Femsa pela Heineken terá pouco impacto na Ambev
A compra da mexicana Femsa pela holandesa Heineken, anunciada nesta segunda-feira, 11, não deve ameaçar a liderança da Ambev no mercado de cervejas do Brasil, apontam analistas. O negócio, contudo, deve acirrar a disputa entre as demais cervejarias, como Schincariol e Petrópolis, que disputam o segundo lugar no ranking do setor. "O impacto da compra da Femsa pela Heineken no desempenho da AmBev será bem pequeno", afirma o analista da corretora Socopa, Marcelo Varejão, destacando que a gigante brasileira de bebidas manterá a sua posição bastante confortável neste setor.
"Dado o tamanho da Femsa e a participação da Heineken [no mercado brasileiro], não acho que seja uma notícia negativa para a Ambev; é neutra", avalia Renato Prado, analista de investimentos da corretora Fator. A Ambev tinha em novembro uma participação de 70% no mercado brasileiro de cerveja, enquanto a Femsa tinha 7,2%, e a Heineken, menos de 1,5%, segundo o levantamento mais recente da Nielsen.
Prado acrescenta que o negócio entre a Heineken e a Femsa pode até beneficiar a cervejaria de origem brasileira no Brasil, pois "atenua a chance de a Ambev ser alvo de ações no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)", afirma Prado.
Ele lembra que a participação da Ambev no setor cresceu, em menos de um ano e meio, de 66,7% para os atuais 70%, o que poderia levar concorrentes a questionar a sustentabilidade do mercado.
Com a presença agora relevante de um grande player internacional no País (a Heineken), ficará mais difícil fazer esse tipo de questionamento.
Sem ameaçar a liderança da Ambev no Brasil, a união entre Heineken e Femsa também não trará mudanças para o consumidor nacional. "Ele não deve sentir impacto algum nos preços das cervejas", afirma Varejão, da corretora Socopa. "O cenário doméstico não deve ter grandes mudanças, a não ser a criação de um player mais forte, mas nada que ameace a liderança da AmBev", resume ele.
Disputa será entre as menores
"A competição ficará mais acirrada entre os players menores, que terão de brigar para conquistar mercado", avalia o analista da Link Corretora, Rafael Cintra. Segundo ele, a Heineken deve realizar ações no Brasil para recuperar o market share perdido pela Femsa nos últimos anos. Em janeiro de 2007, a mexicana detinha 8,7% do mercado nacional de cervejas, contra 7,2% em novembro de 2009, segundo dados da Nielsen.
Parte dessa fatia, destaca Cintra, foi transferida para a Petrópolis. A cervejaria fluminense aumentou sua participação no mercado de 7% em janeiro de 2007, para 9,6% em novembro do ano passado. Já a Schincariol manteve a sua fatia praticamente estável no período, passando de 11,4% para 11,6%.
Fonte: Portal Estadão, por Bianca Pinto Lima e Sílvio Crespo – 11/01/2010
Ações da Heineken sobem 5% após compra da Femsa
As ações da cervejaria Heineken subiam mais de 5% por volta de 11h50 (horário de Brasília) e eram um dos destaques de alta na bolsa de Amsterdã nesta segunda-feira, 11. Mais cedo, a companhia anunciou a compra das operações da Fomento Económico Mexicano SAB de CV, ou Femsa.
A transação, toda em ações, avalia a Femsa em 5,3 bilhões de euros (US$ 7,7 bilhões) e consiste de um valor acionário implicado de 3,8 bilhões de euros, tomando como base o preço de fechamento da ação da Heineken na sexta-feira, de 32,925 euros, e da assunção de dívida líquida e obrigações com aposentadorias da Femsa no valor de US$ 2,1 bilhões (1,5 bilhão de euros).
O acordo deve fortalecer a presença da holandesa na América Latina e seu portfólio de marcas internacionais, ao mesmo tempo em que protegerá sua posição no mercado de importação norte-americano. O executivo-chefe da Heineken, Jean Francois van Boxmeer, destacou que a compra "oferece oportunidades para a aceleração das vendas nos mercados em rápido crescimento do Brasil e do México" e que o porcentual do lucro antes de juros e impostos da Heineken proveniente de mercados emergentes vai subir de 32% para 40% após a compra.
A maior parte dos executivos de bancos e de analistas do setor que acompanhavam o processo de venda da Femsa previa que a britânica SABMiller levaria a empresa. A SABMiller, no entanto, deixou a disputa em dezembro, conforme informou o Wall Street Journal.
Alguns analistas afirmavam que a Heineken precisava da Femsa mais do que a SABMiller, porque a holandesa tem uma presença muito menor em mercados emergentes importantes.
Além disso, nos EUA, o maior mercado de cerveja do mundo em lucros, a Heineken tornou-se mais dependente das cervejas mexicanas que importa da Femsa, já que sua própria marca enfrenta dificuldades.
"O acordo da Heineken com a Femsa é excelente", disse o analista Kris Kippers, da Petercamm, que elevou a ação da cervejaria holandesa para comprar. "A Heineken tornou-se mais presente nos emergentes, não aumentou seu endividamento e protege suas importações nos EUA, que são cruciais para suas operações no país", acrescentou.
Com a transação, a Femsa vai se tornar o segundo maior acionista da Heineken NV. O diretor financeiro da Heineken, Rene Hooft Graafland, disse que a estrutura do acordo, todo em ações, foi um pedido da mexicana. "A Femsa quis diversificar-se reinvestindo numa grande cervejaria", disse ele. A relação entre dívida líquida e Ebitda da Heineken ficará praticamente inalterada em 3,1 após o acordo.
A Femsa é composta por três segmentos: bebidas não alcoólicas, cerveja e varejo. As operações de cerveja têm aproximadamente US$ 4 bilhões em vendas anuais e controlam pouco menos da metade do mercado de cerveja do México, um duopólio liderado pela Modelo. Sua unidade Coca-Cola Femsa é a maior engarrafadora da Coke na América Latina em volume.
O portfólio de marcas da Femsa no Brasil inclui Kaiser, Summer Draft, Bavaria, Xingu e Sol. O grupo também importa do México para o Brasil a Dos Equis. As informações são da Dow Jones.
Fonte: AE Agência Estado, por Marcílio Souza – 11/01/2010
Heineken pode ser saída para Kaiser
Marca, que já teve três donos em 28 anos, começou a perder participação de mercado após a criação da AmBev.
Até cair no portfólio da holandesa Heineken, a cervejaria Kaiser - criada pelo empresário mineiro Luiz Otávio Possas Gonçalves em 1982 - passou por vários donos e enfrentou inúmeras oscilações de participação de mercado.
Com preço atraente, a marca ganhou adeptos e, em 2002, chegou a deter 15% de participação nas vendas de cerveja no País. Mas, com a fusão das concorrentes Brahma e Antarctica, que criou a AmBev em 1999, o cenário mudou.
A AmBev começou a mostrar sua força. Nem mesmo usando as divertidas campanhas publicitárias com o baixinho da Kaiser, protagonizadas pelo ator José Valien, a companhia resistiu à acentuada perda de mercado.
Sem condições de expandir sua atuação, a saída para a Kaiser foi a busca por um sócio. Surgiram no disputado jogo cervejeiro nacional os canadenses da companhia de bebidas Molson. A investida não deu certo e, em 2006, novos donos se candidataram à compra. Desta vez foram os mexicanos da Femsa, um dos maiores engarrafadores de Coca-Cola no mundo.
Desde o começo, a holandesa Heineken tinha 17% do capital da Femsa Cerveja Brasil. Ontem, com uma troca de ações no México, a operação da cervejaria Femsa no mundo, que inclui o Brasil, passou para as mãos da Heineken.
A atração pelo mercado consumidor brasileiro se justifica. O Brasil é o quatro mercado global, com 10 bilhões de litros consumidos por ano, logo atrás dos chineses, americanos e alemães. Com a crise financeira global, que derrubou as vendas nos países maduros, os países emergentes ficaram ainda mais tentadores.
"Os holandeses já participavam do dia a dia da Femsa no Brasil e aposto que existe uma estratégia de médio prazo para dar um salto de expansão no País", avalia o consultor e mestre cervejeiro Matthias Reinold. "Eles vem testando a aceitação do mercado com inovações e embalagens. Lançaram o barrilete de cinco litros que foi um sucesso e fez a AmBev correr atrás. Depois, trouxeram para cá a garrafa de 600 ml de cerveja, que só vendiam na Holanda. São demonstrações de quem conhece e vai disputar o mercado para valer."
Presente em mais de 100 países, a Heineken tem sido mais agressiva na sua operação global. O próprio presidente do Conselho de Administração da Femsa, José Antonio Fernández Carbajal, reconhece isso. Disse ontem em conferência com analistas que a companhia deverá ter como foco a inovação no mercado brasileiro. "Eles saberão como inovar lá (no Brasil). Eles não devem entrar em guerra de preço ou algo parecido; devem estar direcionados para geração de valor", disse Carbajal.
Aquisição
Com 7,2% de participação no mercado em novembro, últimos dados disponíveis da consultoria Nielsen, a Femsa possui, além da Kaiser, as marcas Summer Draft, Bavaria, Xingu e Sol.
A pequena participação já é motivo para especulações sobre a possível compra de uma das concorrentes no seu patamar para poder enfrentar a AmBev, que detém a liderança com 70% de participação do mercado cervejeiro. Para analistas, tanto a Cervejaria Schincariol (11,6% de mercado) quanto a Petrópolis (9,6%)podem ser abordadas. Nenhuma delas quis comentar a possibilidade. "Seria uma forma rápida de crescer num mercado promissor", diz o analista Renato Prado, da Corretora Fator. "Mas eles também podem crescer com investimentos em marketing e distribuição. Mesmo assim, acredito que, num primeiro momento, nada deve mudar para a AmBev".
Fonte: Portal Estadão de Hoje – Economia & Negócio, por Marili Ribeiro – 12/01/2010
Disputa entre marcas globais de cerveja fica mais acirrada
O tabuleiro global do mercado disputado pelas megacervejarias ganha outros contornos com a chegada da operação da holandesa Heineken ao Brasil. Deve se acirrar a disputa entre a líder mundial AB InBev, dona da AmBev no País, e a terceira colocada no ranking global cervejeiro, a Heineken.
Com produção de 38,8 bilhões de litros por ano e 21% do mercado mundial, a AB InBev já anunciou sua disposição de tornar a sua marca Budweiser, a mais conhecida de seu vasto portfólio, uma marca global. Embora não divulgue oficialmente, já admitiu a intenção de comercializá-la no Brasil ainda este ano. A Budweiser já foi distribuída por importadoras no País há alguns anos, sem muito sucesso.
A ambição da Heineken, que tem produção anual de 16,2 bilhões de litros e 9,2% do mercado mundial, não é diferente. Quer que a cerveja Heineken seja marca global. Sua presença em mais de 100 países já lhe dá vantagem. Mas, mesmo assim, o Brasil, quarto maior mercado consumidor da bebida, era peça relevante. Até agora, sua presença no País era pequena, menos de 0,5% de participação.
Fonte: Portal Estadão de Hoje – Economia & Negócio, por Marili Ribeiro – 12/01/2010
No Brasil, plano é expandir produção para mais fábricas
A Heineken deve experimentar um grande crescimento no Brasil depois de fechado o negócio com a Femsa. O primeiro impacto da compra da cervejaria mexicana se dará sobre a produção. Hoje, a marca holandesa é produzida em apenas uma das oito fábricas da Kaiser no país.
Mas, de acordo com fontes ligadas à cervejaria, pelo menos cinco já estão sendo adaptadas e recebendo maquinário para ainda este ano começar a produzir a cerveja da garrafinha verde.
Fonte: Valor Online - 12/01/2010
Latas de alumínio: recuperação rápida em um cenário conturbado
Tudo indicava que o bom desempenho dos últimos anos não seria repetido. A crise internacional trouxera pessimismo e forte instabilidade econômica no final de 2008, fazendo despencar os preços internacionais das commodities, inclusive o alumínio.
Mas a realidade revelou-se melhor ainda: no ano em que celebramos os 20 anos da fabricação no país da primeira lata de alumínio, nos seis primeiros meses de 2009, as vendas de latas de alumínio apresentaram um crescimento superior a 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. E os números de 2008 já eram expressivos.
O crescimento nas vendas foi de 8,2% sobre 2007, chegando ao total de 13,2 bilhões de latas. Apesar dos prognósticos, pode-se afirmar que o segmento de latas de alumínio para bebidas não foi afetado pela crise econômica e tampouco por intervenções como a Lei Seca e as mudanças do modelo tributário aplicado às bebidas frias.
Ao contrário, a lata acabou beneficiando-se indiretamente de alguns dos efeitos dessas mudanças. Some-se a isso o crescimento das vendas de bebidas nos supermercados como efeito da chamada Lei Seca, de junho de 2008. A lei mais rigorosa e o aumento da fiscalização do seu cumprimento provocaram uma alteração estrutural no mercado brasileiro de cervejas: uma redução do consumo em bares e restaurantes, onde predominam o chope e a garrafa de vidro, e um aumento das vendas de bebidas em supermercados, o principal canal de distribuição das bebidas em latas. No primeiro semestre de 2009, por exemplo, houve aumento de 8,4% nas vendas de cerveja nos supermercados, de acordo com dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Temos certeza de que a lata superou, no seu aniversário de 20 anos no país, um período dos mais críticos para a economia brasileira. Um sucesso que se deve, sobretudo, à adoção de uma estratégia industrial que apostou no país, investindo permanentemente na reciclagem, na diversificação de produtos e na ampliação da capacidade de produção, atendendo às exigências do mercado e contribuindo para que o país desenvolva-se de modo sustentável.
Fonte: Revista da Lata (Relatório Anual), edição 2009
Heineken terá de estudar novas aquisições no Brasil, indica estudo</b>
Ao adquirir a operação de cervejas da Femsa, a Heineken, terceira maior empresa do mercado cervejeiro no mundo passa a dominar cerca de 9,2% do mercado global da categoria, se aproximando da segunda colocada, a SABMiller, dona de 9,5% de participação.
Mais do que isso, o negócio fortalece a presença da empresa no mercado da América Latina, principalmente no Brasil e no México, países que, juntos, detêm 63% das vendas da bebida na região. A conclusão é de um estudo realizado pelo Euromonitor International.
A análise da consultoria confirma que a grande cartada para a cervejaria holandesa ganhar escala no continente já foi dada com a compra da Femsa. No entanto, para potencializar suas vendas em volume num mercado dominado pela Ambev, a Heineken ainda terá de voltar os olhos para negociações semelhantes com outras cervejarias importantes no mercado brasileiro, como Schincariol e a Petrópolis, acreditam os analistas.
Fonte: Portal Alimentação Fora do Lar – 16/01/2010
Venda de cerveja surpreende
A sede da população por cerveja neste verão é tanta que o consumo da bebida está acima da capacidade de produção, e a indústria não consegue atender integralmente a demanda. Com o estoque girando mais rápido do que o previsto, o temor é que algumas variedades do produto acabem antes do programado.
No Grande ABC, o aquecimento nas vendas surpreende supermercadistas como a Coop (Cooperativa de consumo). Para a gerenciadora de produtos da rede, Márcia Nicolai, o crescimento na categoria até o fim da temporada será de 5%, mas seria o dobro, não fosse a falta de alguns produtos, como os packs compostos por 18 e 24 latinhas.
"A maior parte da falta de estoque em alguns estabelecimentos são por conta da AmBev. A encarregada de uma loja precisa fazer um pedido de R$ 100 mil para receber pelo menos R$ 60 mil em mercadorias", afirma a gerenciadora da Coop.
Certas lojas que recebem as mercadorias diretamente da fabricante estão sem as bebidas das marcas Skol e Brahma com pacotes de 18 e 24 latas. "Chegamos a receber menos unidades de Guaraná Antarctica e Pepsi que o encomendado", acrescenta Márcia. Outra queixa é que o Grupo Schincariol não tem o formato ‘latão'' para entregar.
Questionada, a AmBev garante que não há desabastecimento de cerveja na Grande São Paulo. Em nota, a empresa diz que "nesta época há aumento do consumo de bebidas, o que pode ocasionar faltas pontuais".
Para atender a demanda estimada para 2010, será investido R$ 1,5 bilhão no aumento da produção e capacidade de distribuição. Procurada, a Schincariol não se pronunciou.
Desempenho
Segundo o Walmart, a comercialização de cerveja em São Paulo está maior quando comparada aos demais Estados. Na região, o crescimento também está acima do esperado. "Devido ao aumento nas vendas, o estoque está acabando mais rápido do que o previsto, mas por enquanto a rede está abastecida". Por meio de comunicado, a companhia acrescenta que está sofrendo, como todo o mercado varejista, por falta de produção da indústria.
Já no Grupo Pão de Açúcar, a venda da bebida saltou 35% na primeira quinzena deste mês em relação a igual período de 2009. A empresa relata que o abastecimento está normalizado nas localidades em que atua. Em dezembro, entretanto, houve falta de cervejas.
Fonte: Diário do Grande ABC - Economia, por Alexandre Melo – 17/01/2010
Bares estão abastecidos para atender ao público
Enquanto as supermercadistas estão receosas quanto ao abastecimento de cervejas, os bares da região estão tranqüilos, e consideram que o período mais quente no relacionamento com a indústria ocorreu em 18 e 25 de dezembro, quando faltou chope nos estabelecimentos.
Em São Bernardo, o gerente do Bar Pharelo, Antenor Garcia Gonçalves, comenta que o consumo de chope e cerveja explodiu desde novembro. A primeira quinzena deste mês, que geralmente é mais fraca porque muitas pessoas estão viajando, registrou vendas 30% maiores.
"Ao que parece a crise não faz mais parte da vida dos clientes, que além de beberem mais, não restringiram o petisco à batata frita. Os principais acompanhamentos são picanha e costelinha", brinca Gonçalves.
Para o gerente, a principal bebida do estabelecimento só ficou em falta "porque a Ambev não se programou direito". O chope, segundo ele, representa somente 1% das vendas. "A impressão é que a fabricante não dá muita importância à bebida", diz. Após o Natal, a entrega de chope foi normalizada. O bar comercializa apenas produtos produzidos pela Ambev.
No recém-inaugurado Boteco São Bernardo, na mesma cidade, o fornecimento é constante desde dezembro - quando o bar abriu suas portas - por parte de todas as fabricantes de bebidas.
O sócio do estabelecimento, Leandro Sapo, surpreendeu-se com o consumo de cerveja. "Vendemos 22 mil garrafas só em dezembro. E a mesma quantidade é estimada para este mês", conta. Ao contrário do concorrente, que fica instalado na mesma avenida, a Kennedy, o empresário notou que na primeira semana houve uma pequena queda no fluxo de clientes.
"Nesta semana parece que o movimento está voltando à normalidade", pontua Sapo. Além das marcas da Femsa, Schincariol e Itaipava, o Boteco também comercializa cervejas importadas, que têm tido boa saída desde a inauguração.
Fonte: Diário do Grande ABC - Economia, por Alexandre Melo – 17/01/2010
Brahma investirá em novo quiosque na região
Após o sucesso inesperado da primeira unidade do Chopp Brahma Express, aberta há três meses na Av. Industrial, em Santo André, a franqueadora antecipará os planos de abrir a terceira unidade na região para este semestre em um centro de compras, ainda não determinado. A AmBev já tem um quiosque em operação no shopping ABC Plaza.
O estabelecimento é especializado em atendimento delivery, permitindo aos clientes levar para casa, além do produto, toda a ambientação de um boteco. "A loja atingiu o período de maturação antes do esperado, encerrando o ano com grande volume de venda", comenta o gerente nacional de franquias da AmBev, Thomaz Machado.
A rede está à procura de franqueados, mas a principal dificuldade é encontrar bons pontos de venda. "Seja pela facilidade, violência ou Lei Seca, as pessoas tendem a consumir mais bebidas em casa", diz. Nas unidades, o consumo de chope avança forte nesta época.
Fonte: Diário do Grande ABC - Economia – 17/01/2010
Reino Unido quer restringir vendas de bebidas alcoólicas
O Governo britânico propôs proibir as ofertas irresponsáveis de bebidas alcoólicas do tipo "três por duas" ou "all you can drink" (tudo o que puder beber) e obrigar a identificação ao comprar ou consumir álcool para comprovar que não são menores de idade.
Se o Parlamento der sinal verde ao projeto, a norma entrará em vigor em abril na Inglaterra e no País de Gales, o que fará com que os responsáveis de bares ou lojas que a descumprirem receberão uma multa de 20 mil libras (22,5 mil euros) ou seis meses de prisão, informou hoje a rede "BBC".
Também serão proibidos os jogos como "a cadeira do dentista", que consiste em despejar o conteúdo de uma garrafa pela garganta do cliente, assim como as competições de quem bebe mais rápido e o fornecimento gratuito de bebida alcoólica para mulheres.
Além disso, a partir de setembro, os pubs terão a obrigação de oferecer quantidades menores nas consumações de vinho, cerveja e outras bebidas alcoólicas.
A proposta se destina também aos supermercados, que já não poderão vender álcool abaixo de seu custo e deverão ter uma licença mais rígida.
O Governo defende a medida porque, segundo argumenta, o abuso de álcool provoca 40 mil mortes por ano na Inglaterra e no País de Gales, o que causa gastos anuais de 55 bilhões de libras (mais de 61 bilhões de euros).
Além disso, o Executivo britânico ressalta que as desordens e os crimes relacionados ao álcool geram uma despesa de 8 bilhões a 13 bilhões de libras (de 9 bilhões a 14,82 bilhões de euros).
A British Beer and Pub Association, associação que representa o setor cervejeiro e os pubs, acha que a medida é desproporcional, pois é mais exigente com os bares quando as maiores vendas de álcool provêm dos supermercados (70% do total).
A associação defende que seus membros sempre pedem um documento de identificação aos clientes, o que significa que um milhão de pessoas ficam sem beber nos bares a cada mês porque não o portam.
Fonte: Agência EFE – 19/01/2010
Empresas brasileiras decidem integrar auxílio humanitário
As cenas trágicas que se seguiram ao terremoto estimularam empresas brasileiras e multinacionais a enviar doações e mão de obra especializada para o Haiti. Além de ajudar, seguindo suas políticas de responsabilidade social, as empresas credenciam-se para participar da reconstrução do país. Construtoras como a Odebrecht e a OAS, que já têm atividades na região, deverão ter papel importante nas obras emergenciais.
A OAS estava construindo uma rodovia no Haiti. A empreiteira colocou à disposição seus funcionários e equipamentos para "qualquer ação emergencial e de ajuda humanitária", segundo nota. Já a Odebrecht não estava no país, mas é a maior construtora em operação na República Dominicana.
A empresa ofereceu, em caráter de doação de serviços, dez máquinas escavadeiras com operadores para trabalhar na desobstrução de vias, remoção de escombros e busca de corpos. No entanto, com dificuldades de organização da fronteira, as máquinas só chegaram ao país no sábado.
Ontem, o diretor de contratos da construtora brasileira na República Dominicana foi a Porto Príncipe acompanhar os trabalhos da empresa, que também está ajudando a reorganizar a logística para o escoamento e distribuição de doações.
Entre os donativos estão US$ 150 mil em alimentos e US$ 1 milhão em água que foram enviados pela Nestlé. Segundo a assessoria da companhia no Brasil, apenas ontem foram entregues 20 caminhões de água e cerca de US$ 25 mil em produtos nas regiões afetadas pelo terremoto. A multinacional suíça também doou R$ 100 mil em dinheiro, e os funcionários da Nestlé na República Dominicana doam sangue para o atendimento aos feridos.
A Ambev - que também atua no país vizinho - está dedicando parte de sua linha de produção para, excepcionalmente, engarrafar água. Partes ociosas da fábrica de cerveja e refrigerantes na República Dominicana estão sendo utilizadas para embalar os 420 mil litros que estão sendo enviados ao Haiti desde sábado em caminhões da companhia.
Responsável por toda a comunicação do Exército no Haiti desde o início da missão no País, a Embratel foi convocada para restabelecer o sistema danificado pelo terremoto. Chegaram ontem a Porto Príncipe quatro técnicos da companhia telefônica, que vão trabalhar nos reparos de equipamentos do sistema de comunicação via satélite da tropa brasileira.
No sábado, dez técnicos engenheiros da Telefônica chegaram a Porto Príncipe para restabelecer a comunicação entre as bases do Exército brasileiro. Eles não têm ainda ideia de quanto tempo esses funcionários vão ficar no Haiti. "Por enquanto, nossa tarefa é com o Exército, mas isso não significa que o trabalho não possa ser expandido", afirmou Fernando Freitas, diretor de Relações Institucionais da Telefônica.
Fonte: Portal Estadão de Hoje – Internacional, por Alexandre Rodrigues e Débora Thomé – 19/01/2010
Vendas de cervejas crescem 5%
O mercado de cervejas brasileiro teve um crescimento de aproximadamente 5% no ano passado. No ranking das maiores cervejarias não houve nenhuma alteração de posição, mas a líder AmBev perdeu 0,4 pontos percentuais de participação e fechou dezembro com 69,6%.
Já a Femsa, que acaba de ser comprada pela Heineken e está em quarto lugar, cresceu um pouco e chegou a 7,6% das vendas do mercado. Schincariol permanece em segundo lugar, com 11,8%, e a Petrópolis, dona da Itaipava e da Crystal, segue em terceiro com 9,5%.
Fonte: Portal Exame, por Marcelo Onaga – 19/01/2010
Funcionários barram produção da Inbev há 2 semanas
A Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, informou nesta quarta-feira que sua produção na Bélgica está totalmente parada depois de quase duas semanas de bloqueios contra demissões nas cervejarias do grupo no país.
Trabalhadores belgas bloquearam as entradas das grandes fábricas da InBev em Leuven e Liege por 13 dias e por uma semana em Hoegaarden em protesto contra o plano da AB InBev de demitir 263 funcionários de sua força de trabalho de 2.700 pessoas na Bélgica.
Duas tentativas de mediação fracassaram em tentar interromper o bloqueio.
A unidade da AB InBev na Bélgica, a InBev Belgium, informou em comunicado que não é capaz de obter mais matérias-primas, garrafas vazias e outros insumos de embalagem e que suas instalações de armazenagem estão completamente lotadas.
Nesta quarta-feira, as fábricas da empresa na Bélgica vão participar de uma terceira rodada de discussões com os trabalhadores.
A companhia divulgou que congelou o plano de reestruturação e que até 150 aposentadorias antecipadas e 70 cortes de novas vagas vão reduzir consideravelmente o impacto das demissões.
Os sindicatos insistem que a companhia tem que retirar o plano de reestruturação e representantes sindicais disseram que um acordo parecia estar próximo, mas a empresa acabou não atendendo a demanda.
Redes de supermercados Delhaize e Carrefour informou na terça-feira que seus estoques estão muito baixos de cervejas como Stella Artois, Jupiler e Leffe.
A AB InBev, que também produz cervejas Budweiser e Beck's, afirmou que poderia cortar cerca de 10 por cento de sua força de trabalho de 8 mil funcionários no Europa Ocidental por causa da queda dos mercados de cerveja.
Fonte: Reuters – 20/01/2010
Sentença favorável a cervejaria terá recurso
Advogado do uberabense que perdeu recurso contra sentença que negou indenização no episódio da cerveja com impureza na bebida, voltará a recorrer no processo. É o que informa Adriano Gomes Pires ao se manifestar sobre o acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais publicado no último dia 15 e alvo de reportagem no JM do dia seguinte.
O advogado informa que “o processo ainda merece recurso”, sem adiantar maiores detalhes. Adriano entrou com pedido de indenização para seu cliente Beibiton Carlos Gonçalves surpreendido quanto ia abrir uma garrafa de cerveja Nova Schin, visualizando alguns resíduos. Como estava oferecendo uma festa naquela oportunidade, tal constatação teria gerado clima de constrangimento e nojo entre os convidados.
Em razão do ocorrido, teve início o processo contra o fabricante da bebida, sendo que a ação foi julgada como improcedente na 4ª Vara Cível de Uberaba. O advogado recorreu ao Tribunal de Justiça de Minas que manteve a decisão do juiz da comarca, bem como condenou Beibiton a pagar custas processuais e honorárias advocatícios.
Por não se conformar com a decisão da turma julgadora no TJMG, o advogado ainda pretende entrar com novo recurso.
Fonte: Jornal da Manhã, por Gislene Martins – 21/01/2010
Crítico faz edição sobre cerveja
As cervejarias estão cada vez mais em alta. Segunda bebida mais consumida no mundo e talvez mais que qualquer outra, a cerveja incorporou-se à cultura do Brasil, cruzando as regiões e as classes sociais.
O livro A Cerveja, do crítico de gastronomia da Folha Josimar Melo, lista os diferentes tipos e marcas de cervejas produzidas no mundo todo, explica as diferenças entre cada uma delas e revela como saborear ao máximo cada variedade.
Ele garante que hoje nem toda cerveja deve ser servida estupidamente gelada, o que pode até comprometer o seu sabor. “Há cervejas diferentes no aroma, variedade, sabor e cor e adequadas a cada momento”, ensina.
Fonte: Jornal da Manhã – 22/01/2010
Colômbia eleva imposto sobre cerveja para financiar saúde
O governo colombiano anunciou nesta sexta-feira o aumento dos impostos cobrados sobre a comercialização de cerveja, licores, cigarro e jogos de azar. O objetivo da medida é sanar parte do déficit fiscal que atinge o setor da saúde, avaliado em cerca de US$ 250 milhões.
Desta forma, a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para a cerveja subirá para 14% no dia 1º de fevereiro e irá a 16% a partir de 2011.
A comercialização da bebida já era submetida a uma série de outros tributos, que correspondiam até então a 50% de seu preço final.
Para os jogos de azar, a cobrança será de 16%. Em relação ao cigarro, o IVA será de US$ 3,25 para uma embalagem de 20 unidades.
Os reajustes integram um pacote de 14 decisões apresentadas hoje, e que também inclui o redirecionamento de recursos arrecadados mediante alguns tributos para a área da saúde.
Na semana passada, também para fortalecer o setor, já haviam sido anunciadas iniciativas como a liberação de fundos do Estado para incorporar mais cidadãos ao sistema de saúde e a simplificação de trâmites burocráticos relacionados às cobranças dos hospitais.
Fonte: Agência ANSA – 22/01/2010
Consumo de cerveja cresce 5% apesar do PIB estagnado
A forte demanda no ano passado impulsionou o mercado de cervejas a ponto de faltar produto, como o chope, em alguns bares e restaurantes. A crise financeira global não intimidou os consumidores brasileiros. Mesmo com a perspectiva de o Produto Interno Bruto (PIB) ter ficado estagnado, o mercado de cervejas cresceu mais de 5% em volume e atingiu 10,7 bilhões de litros em 2009. Com isso, o Brasil supera a Alemanha no ranking cervejeiro mundial.
Se o aumento de volume é bom para as empresas do setor em si, o aumento de 11% no faturamento entre janeiro e novembro do ano passado ante o mesmo período de 2008, segundo o levantamento de dados do instituto Nielsen, foi ainda melhor. A principal razão para esse resultado, como admite um executivo de uma das quatro maiores companhias por participação de mercado, foi o aumento médio de 7,3% no preço por litro. A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009 foi de 4,3%.
O consumo da classe C puxou esse desempenho. Mas as inovações em embalagens, com a estréia da comercialização do litrão de um lado e das latinhas com 260 ml - a tradicional que domina o segmento contém 330 ml - ajudaram a impulsionar as vendas. As companhias têm dito que apostar nessa estratégia de marketing tem sido uma boa forma de aumentar a rentabilidade de seus negócios.
No ranking das maiores cervejarias não houve nenhuma alteração de posição em dezembro, embora a líder AmBev, dona das marcas Skol, Antarctica e Brahma, tenha perdido 0,4 ponto porcentual de participação, tendo fechado o mês com 69,6%. A Cervejaria Schincariol permanece em segundo lugar, com 11,8% de participação, e a Petrópolis, dona dos rótulos Itaipava e da Crystal, segue em terceiro com 9,5%. A Femsa, que acaba de ser comprada pela holandesa Heineken está em quarto lugar, com 7,6%.
Na avaliação do mercado cervejeiro nacional, a consultoria Euromonitor diz que as aquisições ficaram mais difíceis. "Com a compra da Femsa pela Heineken, acabou a melhor chance de entrada no mercado da América Latina", aponta o estudo. Para eles, as oportunidades são escassas mesmo levando-se em consideração que as cervejarias Schincariol e Petrópolis podem ser abordadas por compradores. A principal razão para isso está no fato de o volume de vendas de cerveja no Brasil continuar crescendo, ao contrário do que ocorre na maior parte do mundo.
Apostando na expansão do consumo, graças ao crescimento da renda da população e à realização da Copa do Mundo - que impulsiona vendas acima da média do setor -, as companhias anunciaram investimentos em ampliação das fábricas.
A AmBev anunciou investimento de R$ 1,5 bilhão que vai proporcionar aumento de 10% de sua capacidade de produção. A Schincariol informa que suas 14 fábricas já estão operando em três turnos nos sete dias da semana. A empresa vai investir R$ 1 bilhão para ampliar sua capacidade de produção.
Fonte: Portal Estadão de Hoje – Economia & Negócios – 25/10/2010
SABMiller mapeia a América Latina
A SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo, acredita que haverá mais oportunidades para expandir-se por meio de aquisições de concorrentes na América Latina, depois de ter deixado passar a chance de comprar a unidade de cervejas da Femsa.
Fonte: Valor Online - 27/01/2010
Venda de cerveja sobe 11,8% em 2009
Nem chuva nem restrição ao fumo no Estado de São Paulo foram páreo para o crescimento das vendas de cerveja no país no ano passado.
Com vendas totais de R$ 31,576 bilhões, as cervejarias faturaram 11,8% a mais que em 2008, segundo dados da Nielsen referentes aos 12 meses de 2009.
Além de serem beneficiadas por um consumo 5,9% maior - já que o volume vendido atingiu 7,729 bilhões de litros no ano - a indústria nacional da cerveja lucrou com o aumento do preço médio da bebida.
Fonte: Valor Online- 28/01/2010
Volume de vendas dos supermercados cresce 3,2% em 2009
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou hoje o Índice Nacional de Volume, que mensura as vendas dos supermercados em volume. O indicador apresentou crescimento de 3,2% em 2009 na comparação com 2008, quando a variação foi de 0,40%.
Entre os destaques de alta estão bebidas alcoólicas, com 8,6% de variação em 2009 na comparação com o ano anterior; perecíveis, com um ganho de 7,2%; bebidas não alcoólicas, com 4,9%; e limpeza caseira, com 3,8%.
Também obtiveram ganhos higiene e beleza, com 2,1%; mercearia doce, com 1,1%, e mercearia salgada, com 0,9%. A cesta outros, que contém principalmente produtos de bazar, foi a única a ter queda no volume vendido em 2009, com declínio de 3,7%.
Na análise dos produtos, em 2009, entre as principais variações positivas em volume se destaca a bebida energética, com 69,6%. Outros exemplos de alta são a cerveja, com ganho de 10,5% nas vendas em volume; e frios e embutidos, que também tiveram acréscimo de 10,5%.
Já entre as principais variações negativas em volume estão uísque, com retração de 8,9%; suco de frutas concentrado, com declínio de 8,6%; e inseticida, com queda de 8,2%.
O índice, pesquisado pela Nielsen, ainda revelou que o formato padrão de supermercados, que tem entre 20 e 49 caixas, registrou um acréscimo de 9,3% nas vendas em volume durante o ano passado.
Já o formato de lojas com até quatro caixas ficou praticamente estável, com ligeira queda de 0,1%. Por sua vez, os supermercados com mais de 50 caixas tiveram uma perda de 6,4%.
Na análise das regiões do país, a Abras explicou que todas as áreas pesquisadas registraram aumento no volume vendido, com exceção de Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. O crescimento mais significativo se deu na região da Grande São Paulo, com 6%.
O presidente da Abras, Sussumu Honda, afirmou que a perspectiva é positiva para o setor supermercadista este ano. No entanto, ele disse que o governo precisa reduzir a carga tributária de produtos de largo consumo, particularmente do setor alimentício e de higiene e limpeza.
Segundo ele, o setor supermercadista já apresentou alguns estudos ao governo sobre a necessidade de redução da carga nesses segmentos. "Parte da população nem mesmo tem acesso a creme dental", explicou. "Em março, apresentaremos a reivindicação ao governo", comentou.
"Há uma sensibilidade dentro do governo quanto a esse tema. Por isso, nós apostamos que iremos conseguir. Devemos aproveitar que é um ano de eleições para fazer isso", declarou o executivo da Abras.
"O que o governo não pode é ficar preso na discussão sobre se, por exemplo, ao isentar sabonetes, deve isentar inclusive os itens de luxo. Ou, no caso do creme dental, se a isenção deve incluir os cremes mais caros. É preciso isentar toda a categoria. A fabricação de sabonetes de luxo não é assim tão significativa", argumentou Honda.
Fonte: Valor, por Karin Sato – 28/01/2010
Schincariol pode assumir a Petrópolis
Um alto executivo da cervejaria Schincariol, que pede para não ter o nome revelado, confirmou que a empresa negocia a compra da rival Petrópolis, de Walter Faria, dona das marcas Itaipava e Crystal. A notícia foi divulgada há pouco pelo site Veja.com.
As duas, juntas, tem cerca de 21% do mercado nacional de cervejas. O executivo não deu mais detalhes sobre a negociação.
Caso o negócio se concretize, a nova empresa se transformaria no maior concorrente que a líder Ambev, dona de 70% do mercado, já teve.
Atualização: A Schincariol enviou nota oficial negando as negociações. A Petrópolis também negou.
Fonte: Portal Exame, por Marcelo Onaga – 29/01/2010
Confenar faz parceria com a Ford para caminhões
A Confenar – Confederação Nacional das Revendas Ambev e das Empresas de Logística da Distribuição realiza acordo com a Ford para a aquisição de caminhões com condições e preços diferenciados durante o primeiro semestre de 2010.
A parceria contempla os modelos Ford Cargo C-815e, C-1317e, C-1517e, C-1717e, C-1722e, C-2422 e C-2428e. Os modelos 1717e e C-1722e possuem Kit Bebida incluso no preço, modelos que focam diretamente o segmento das revendas Confenar. Além disso, as revendas terão descontos especiais em peças e serviços nas concessionárias Ford.
Todos os veículos já possuem IPI zero nos valores acordados e o pagamento poderá ser à vista, com financiamento (Finame), Finame-Leasing, CDC ou Leasing, que poderá ser adquirido também pelo banco Bradesco, parceiro da Confenar em operações financeiras.
“A expectativa para este ano é bastante positiva. Por este motivo, esperamos investir cerca de R$ 60 milhões somente em caminhões para as revendas associadas”, afirma Nino Feoli Anele, gerente geral da confederação.
Ao todo, a Confenar possui 160 revendas associadas, que atendem a cerca de 1 milhão de pontos-de-venda em todo o país e faturam, juntas, mais de R$ 12 bilhões ao ano.
Fonte: Logweb – 29/01/2010
Cerveja tem crescimento de 11,8% em 2009
As vendas do setor cresceram 11,8% em relação a 2008, com um faturamento de R$ 31,5 bilhões, segundo dados Nielsen. Elas foram beneficiadas por um consumo 5,9% maior – o volume atingiu 7,7 bilhões de litros no ano –, e com o aumento do preço médio. O mercado absorveu o aumento do chope entre 10% e 11% no ano e também o da cerveja que, na média, ficou em 6%. A alta no preço da cerveja foi de 11,2% no acumulado entre janeiro e dezembro do ano passado, segundo o IPC-Fipe. Além do reajuste, as latinhas de 310 ml colaboraram para elevar o faturamento. Embora custem menos para o consumidor, o preço por ml é mais alto.
Entre as empresas, a que mais se destacou foi a líder AmBev, que aumentou sua participação no mercado em 2,1 pontos percentuais, passando de 67,8% em dezembro de 2008 para 69,9% no mesmo mês de 2009. A Schincariol foi quem mais perdeu, 1,4 pontos percentuais, passando a deter 11,8% do mercado, seguida pela Petrópolis que diminuiu sua participação em 0,39 pontos.
A Kaiser manteve os mesmos 7,6% registrados em 2008. A marca, que pertencia à cervejaria mexicana Femsa e que recentemente foi comprada pela holandesa Heineken, continuará sendo vendida no Brasil. A companhia espera aumentar as vendas e ampliar sua fatia no mercado.
Fonte: Valor Econômico – 30/01/2010
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