Notícias de mercado
2010 - Fevereiro
A cerveja já não é mais a mesma no Brasil
Oferecer uma pilsen na latinha ou na garrafa âmbar e divulgar a bebida em campanhas com famosos e beldades não são mais suficientes para vender cerveja.
A indústria tem se dedicado a inovar nas embalagens e nos sabores para não perder espaço para a concorrência e atender às aspirações dos consumidores. Foi assim que surgiram, nos últimos anos, as primeiras cervejas de trigo, a garrafa de um litro e o selo de proteção para as latas, lançado pela Itaipava, novidade que irritou os concorrentes.
No momento, o departamento de inovação da AmBev desenvolve 40 projetos para os próximos três anos. É um recorde na história da empresa, segundo a diretora de Inovação, Stella Brant. Até 2000, não havia mais do que dois lançamentos por ano. De 2008 para 2009, as inovações dobraram – foram em torno de 15 no ano passado – e a previsão é que dobre novamente neste ano, diz Stella. “As inovações têm contribuído muito para os resultados da companhia e têm sido responsáveis por grande parte do crescimento em 2009. Era um ano que tinha tudo para se retrair por causa da crise. Mas a direção da empresa viu que poderia alocar mais recursos no lugar certo e ter bons resultados.” Na equipe da executiva, apenas mulheres: Bianca, Isabella, Diana, Ana Cláudia. Bianca estava na China na semana passada. Não foi comprar bugigangas ou visitar a Grande Muralha, mas pesquisar embalagens e tipos de cerveja. Assim é a rotina da turma de Stella, que divide o tempo entre pesquisas com consumidores e viagens pelo mundo em busca de novidades. Um produto pode sair da prancheta em até seis meses e, no máximo, em dois anos. A equipe de inovação é ligada a outras 15 áreas, como finanças, centro de desenvolvimento tecnológico, jurídico e inteligência de mercado. Uma nova cerveja não vai para as mesas dos botequins se não passar pela viabilidade de custo de produção e de logística, por exemplo. Foi assim com a Antarctica Sub Zero, lançada em julho de 2009.
“Os consumidores queriam uma cerveja mais refrescante. Precisamos estar ligados para superaras expectativas do consumidor”, explica Stella. A idéia deu tão certo que a subsidiária canadense se interessou pelo projeto. Desde 2002, o departamento de inovação vem ganhando mais relevância na companhia. Foi desse esforço que saíram, por exemplo, a Skol Gelado na (com isolamento térmico), a latinha termo - sensível (que mostra a temperatura ideal), a Bohemia nas versões Oaken, Confraria, Escura e Weiss. Para Stella, não dá para fugir do cronograma. “Se perder o bonde, o concorrente lança. A inovação é a cereja do bolo, faz a diferença na companhia”, diz.
Para Riccardo Morici, diretor de marketing da Femsa Cervejas Brasil, o mercado nacional de cerveja passou muito tempo sem inovar. Mas isso começou a mudar na década passada. “No Brasil, a cerveja ainda é trata da como uma commodity. Em boa parte, isso é responsabilidade da indústria, que não inova tanto”, opina.
Novos Nichos
A Femsa apostou em novidades como as latas e tampinhas com fotos impressas, as embalagens temáticas e variações nos formatos de latas e garrafas. A Sol Shot, projeto que durou 14 meses, foi a primeira garrafa de 250 mililitros. Hoje a “Solzinha” responde por mais da metade das vendas da marca. Também é da Femsa a embalagem de cinco litros da Heineken.
O barrilete chegou ao Brasil em 2008 e o primeiro lote, que deveria durar três meses, se esgotou em15 dias. “O concorrente saiu com o latão e acabamos instituindo um segmento.” Os produtos lançados nos últimos quatro anos pela Femsa foram responsáveis por cerca de 20% do volume de cerveja e cerca de 30% do faturamento. Mas nem toda idéia dá certo. No caso da Femsa, o chope Sol sem álcool, que explodiu na época da Lei Seca, naufragou e saiu de linha. Para Markus Stricker, sócio da consultoria ATKearney, o mercado cervejeiro, que ainda não demanda muita inovação, precisa deixar o consumidor interessado. “As inovações são uma forma de capturar mercado, de as empresas maiores se defenderem das regionais.” Reynaldo Saad, sócio da Deloitte, pondera que o fato de ser uma indústria totalmente maturada dificulta as inovações: “as empresas têm muito do seu foco em marketing. A procura por nichos pode mudar esse comportamento.”
Fonte: O Estado de São Paulo - 01/02/2010
AmBev desenvolve 40 projetos para mercado de cervejas
A indústria de cerveja não para de se dedicar à inovação de embalagens e sabores, a fim de não perder espaço para a concorrência e atender às aspirações dos consumidores. O departamento de inovação da AmBev, por exemplo, está desenvolvendo 40 projetos para os próximos três anos. Segundo a diretora de Inovação, Stella Brant, é um recorde na história da empresa. "Até 2000, não havia mais do que dois lançamentos por ano. De 2008 para 2009, as inovações dobraram. E a previsão é de que dobre novamente neste ano, diz Stella.
Recentemente, uma das executivas de inovação da empresa esteve na China para pesquisar embalagens e tipos de cerveja. Essa equipe é ligada a outras 15 áreas, como finanças, centro de desenvolvimento tecnológico, jurídico e inteligência de mercado. Uma nova cerveja não vai para as mesas dos botequins se não passar pela viabilidade de custo de produção e de logística, entre outros setores. Foi assim com a Antarctica Sub Zero, lançada em julho de 2009.
Desse esforço também saíram a Skol Gelado na (com isolamento térmico), a latinha termo-sensível (que mostra a temperatura ideal) e a Bohemia nas versões Oaken, Confraria, Escura e Weiss. Para Stella, não dá para fugir do cronograma. "Se perder o bonde, o concorrente lança. A inovação é a cereja do bolo, faz a diferença na companhia", diz.
Latas e tampinhas com fotos impressas, embalagens temáticas e variações nos formatos de latas e garrafas foram as apostas da Femsa. A Sol Shot, projeto que durou 14 meses, foi a primeira garrafa de 250 mililitros. Hoje a "Solzinha" responde por mais da metade das vendas da marca. Também é da Femsa a embalagem de cinco litros da Heineken. O barrilete chegou ao Brasil em 2008 e o primeiro lote, que deveria durar três meses, se esgotou em 15 dias. "O concorrente saiu com o latão e acabamos instituindo um segmento", comentou Riccardo Morici, diretor de marketing da Femsa Cervejas Brasil.
Os produtos lançados nos últimos quatro anos pela Femsa foram responsáveis por cerca de 20% do volume de cerveja e cerca de 30% do faturamento. Mas nem toda idéia dá certo. No caso da Femsa, o chope Sol sem álcool, que explodiu na época da Lei Seca, naufragou e saiu de linha. Para Markus Stricker, sócio da consultoria ATKearney, "as inovações são uma forma de capturar mercado, de as empresas maiores se defenderem das regionais."
Fonte: Supermercado Moderno - 02/02/2010
Novos consumidores, novos formatos
O aumento da demanda por latas em formatos diferentes do tradicional é um fenômeno que está alterando a produção nacional da embalagem. Dados revelam que nos primeiros seis meses de 2009 houve crescimento de 48% na venda do formato latão (473 ml) em relação ao mesmo período do ano anterior. Foi vendido um total de 400 milhões de unidades da embalagem com 473 ml, contra os 270 milhões comercializados no mesmo período de 2008. Embalagens em tamanhos menores como Squat e Slim (250 ml) tiveram aumento de 15,7% no semestre avaliado. “As indústrias de bebidas têm apostado na criação de novos formatos, o que atrai novos perfis de consumidores”, ressalta Renault Castro, diretor-executivo da Abralatas.
Os fabricantes de latas do país estão atentos aos movimentos do mercado de bebidas e investem no fornecimento de formatos diferenciados, por exemplo, introduziu a fabricação do Latão na versão de 500 ml que foi usada com exclusividade pela Femsa durante um ano. As latas de tamanhos e formatos diferenciados, tem como um de seus mais recentes lançamentos a lata Sleek. A novidade começou a ser fabricada em maio na versão com 310 ml, mas surgiu no final de 2008 com uma versão em 269 ml e há também o formato Slim (250 ml).
As cervejarias, de forma geral, acreditaram no potencial de venda dos novos formatos de embalagens e lançaram produtos usando tamanhos diferenciados de latas. A Skol é uma delas. Lançou, em 2005, a “Skol Geladona” – lata de 473 ml que conserva a cerveja gelada por muito mais tempo, graças a uma tecnologia de isolante térmico inédita no País. Em dezembro de 2008, com o sucesso da embalagem diferenciada, a marca começou a comercializar a Skol Beats em lata com 269 ml. A Brahma, que comercializa o latão desde fevereiro de 2007, não pretende deixar de vender a embalagem.
A Antarctica, que também lançou a versão da bebida em lata com 473 ml em 2008, colocou a embalagem no mercado com o conceito “Mais da Boa para você”, em meio a uma grande campanha de publicidade (vinheta em TV, spots em rádios e ações nos pontos de venda) destacando as vantagens do novo produto.
Fonte: Revista da Lata (Relatório Anual), edição 2009 - 04/02/2010
AmBev dá pontapé inicial para trazer Budweiser para o Brasil
A AmBev já deu o pontapé inicial para a chegada da Budweiser no Brasil. Esta semana, teve início a concorrência que vai definir a agência da marca global da ABInBev no País.
O convite para o processo de seleção foi feito diretamente pelo vice-presidente de marketing da AmBev, Carlos Lisboa, que ligou para representantes de seis grandes empresas de comunicação do mercado.
“Estamos num momento muito especial, nossas agências estão em grande fase, entregando ótimas campanhas e ajudando a reforçar o posicionamento de nossas marcas. Agora, estamos na expectativa de reforçar esse time campeão”, afirmou Lisboa.
Fonte: Empresas, por Guilherme Barros/IG - 04/02/2010
Inflação ao consumidor de baixa renda acelera para 1,32% em janeiro
O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) apresentou variação de 1,32% em janeiro, bem acima da taxa de um mês antes, de 0,16%, divulgou a Fundação Getulio Vargas (FGV). A variação acumulada nos últimos 12 meses ficou em 4,30%.
Vale notar que o indicador de preços é calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda de um a 2,5 salários mínimos mensais.
Pesaram na aceleração do IPC-C1 o grupo Transportes, que foi de um acréscimo de 0,01% para 5,06%, devido ao reajuste na tarifa de ônibus urbano, e o ramo Alimentação, que deixou uma queda de 0,16% para uma alta de 1,33% por causa do encarecimento de hortaliças e legumes.
Outros grupos que também tiveram avanço na taxa de variação foram Educação, Leitura e Recreação, que partiram de 0,08% para 2,45% de aumento, e Saúde e Cuidados Pessoais, que saíram de 0,18% para 0,19%, na mesma base comparativa.
No sentido inverso, apresentaram desaceleração os grupos Vestuário (2,17% para -0,10%), Despesas Diversas (0,36% para 0,25%) e Habitação (0,25% para 0,23%). Influenciaram no movimento dessas classes de despesa os itens Roupas (1,60% para 0,34%), Cervejas (2,78% para 0,94%) e Taxa de Água e Esgoto Residencial (0,67% para zero), nesta ordem.
Fonte: Portal Valor Online, por Karin Sato – 04/02/2010
Britânicos testam copos inquebráveis de cerveja para diminuir violência em pubs
Bêbados violentos usam cacos dos pints como arma em brigas de bar. Há 87 mil casos do gênero por ano, segundo o governo britânico.
O governo britânico quer que os bares experimentem usar copos inquebráveis para tentar diminuir os episódios de violência relacionados com o consumo de cerveja.
O problema, segundo o governo, é o grande número de bebedores agressivos que quebram os "pints" (dose tradicional da cerveja britânica, equivalente a 568 ml) e usa os cacos como armas em brigas nos pubs.
As autoridades calculam que os ferimentos resultantes desse tipo de briga causam ao menos 87 mil incidentes anuais.
Dois protótipos foram mostrados nesta quinta feira. Eles ainda devem ser testados antes de serem introduzidos nos bares que desejarem aderir ao programa.
Fonte: AP, em Londres – 04/02/2010
Para Barclays, vendas da AmBev caíram no Canadá e Argentina
Enquanto a expectativa para a AmBev no Brasil é de bons resultados referentes ao último trimestre de 2009, o mesmo não deve acontecer com os negócios da companhia no Canadá e na Argentina. Segundo analistas do banco britânico Barclays, em ambas as regiões é esperado um declínio no volume de vendas de cerveja.
Na Argentina, a inflação e o controle de custos ainda devem contribuir para manter os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) com um crescimento em torno de 13%. A marca representa um resultado pior do que o do trimestre anterior, mas ainda em território positivo. Por outro lado, no Canadá o desempenho foi ainda mais fraco e o Ebitda esperado deve ficar em torno de -1,1%, refletindo queda de cerca de 3% nos volumes vendidos.
Os analistas do Barclays ressaltam que os investidores devem ficar atentos a notícias de atividades da AmBev nesses países. Para o banco, o primeiro semestre de atividades na Argentina e no Canadá deve resultar em um desempenho fraco em termos de custos e receita.
Na bolsa brasileira, às 15h31, as ações da AmBev (AMBV4) eram negociadas em queda de 3,59%, a 167,8 reais. O Ibovespa registrava queda de 2,71%, aos 62, 201 pontos.
Fonte: Portal Exame - Negócios – 05/02/2010
FGV: produtos de carnaval sobem mais que inflação
Os produtos e serviços mais procurados no carnaval estão mais caros que a inflação média do varejo. É o que mostrou um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que apurou a movimentação de preços de 20 itens e serviços mais demandados nesta época do ano.
De acordo com a FGV, enquanto a inflação varejista mensurada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR) acumula alta de 4,43% em 12 meses até janeiro, a inflação do carnaval avançou 4,97% no mesmo período.
Entre os destaques de aumentos de preços está o álcool combustível, cuja taxa de inflação em 12 meses até janeiro é de 27,33%, a mais elevada entre os 20 produtos pesquisados. Outros itens também apresentaram inflação mais elevada no mesmo período, como bebidas destiladas (13,65%) e chope e cerveja (9,57%). Entre as quedas de preços aparecem passagem aérea (baixa de 31,89%) e sandálias femininas (queda de 1,65%).
Fonte: AE Agência Estado, por Alessandra Saraiva – 05/02/2010
Kirin e Suntory desistem de fusão que criaria cervejaria gigante
As fabricantes de bebidas japonesas Kirin Holdings e Suntory Holdings desistiram nesta segunda-feira de seus planos ambiciosos para se fundirem e criar uma das maiores cervejarias do mundo. Depois de meses de negociações, os dois lados não conseguiram resolver diferenças profundas sobre qual deles iria administrar o grupo fundido, que teria 3,8 trilhões de ienes (US$ 42,5 bilhões) em receita anual e rivalizaria com a Anheuser-Busch Inbev.
O colapso das negociações faz com que os investidores no já altamente competitivo mercado de cerveja do Japão tentem se preparar para uma disputa por mercado doméstico que deverá ser cada vez mais intensa e cara. As ações da Kirin fecharam hoje em baixa de 7,3% na bolsa de Tóquio, apagando boa parte dos ganhos acumulados desde o final de julho, quando as negociações começaram. A Suntory não tem ações em bolsa.
O fracasso das negociações também implica insatisfação com a influência da família fundadora da Suntory e sinaliza os problemas que as companhias japonesas podem enfrentar no processo de consolidação. Embora a Kirin supere a Suntory em tamanho, a família controladora da Suntory, que tem uma participação de 90% nesta companhia, poderia ficar com mais de um terço do grupo combinado.
Quando as negociações foram anunciadas em julho, analistas disseram que uma fusão seria benéfica para as duas companhias e também sinalizaria que as empresas japonesas estariam mais preparadas para adotar medidas mais agressivas para cortar o excesso de capacidade. O fracasso das conversas, portanto, representa um revés e indica que o caminho para a consolidação é árduo.
"É muito, muito difícil conquistar a racionalização. Portanto, há empresas que estão agonizando há muito tempo no Japão, num processo que costuma se estender por décadas", disse o estrategista Peter Eadon-Clarke, da Macquarie Securities em Tóquio.
Fonte: Dow Jones – 08/02/2010
Femsa lança embalagem de 1 litro para a Kaiser
A Femsa Cerveja Brasil está lançando esta semana a embalagem de 1 litro para a Kaiser. A comercialização da nova garrafa começou hoje em algumas cidades do Sul e Sudeste do País. Com o lançamento, a Femsa pretende oferecer uma nova opção de consumo às tradicionais garrafas de cerveja de 600 mililitros.
A AmBev foi a primeira empresa a apresentar a garrafa de 1 litro ao mercado, com uso exclusivo do vasilhame. No ano passado, após o bem-sucedido modelo do "litrão", a Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE) colocou à disposição dos fabricantes de cervejas (associados ou não à entidade) um novo modelo de garrafa de um litro, na cor âmbar, sem qualquer assinatura de marca em alto relevo.
O modelo, batizado pela entidade de "garrafa livre", foi criado para ser utilizado no sistema retornável, possibilitando que outros fabricantes, como a Femsa, também proporcionassem ao mercado garrafas de 1 litro. Na ocasião, a AmBev reagiu ao lançamento, declarando que os concorrentes "pegam carona" em suas inovações.
A pedido da ABRABE, a Secretaria de Defesa Econômica (SDE) abriu processo administrativo para investigar o "litrão" da AmBev. A principal preocupação do órgão ao apurar o possível abuso de posição dominante da AmBev refere-se ao potencial aumento de custos para os concorrentes na implementação de vasilhames semelhantes no mercado. Para a AmBev, o fato de já existirem garrafas de 1 litro de uso comum no mercado anularia esse risco.
Fonte: AE Agência Estado, por Tatiana Freitas – 08/02/2010
25% da população toma 80% do álcool consumido no Brasil
O consumo moderado de álcool não é regra no país. Enquanto metade da população brasileira se diz abstêmia, os bebedores apresentam alto nível de consumo de risco - bebem regularmente e em grande quantidade. Apenas um quarto dos brasileiros consome 80% do álcool ingerido no país.
Essas são as conclusões de um estudo que fez um retrato do padrão de uso de álcool pelos brasileiros, realizado pela Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que acaba de sair na "Revista Brasileira de Psiquiatria".
O estudo, o primeiro levantamento do gênero no país, entrevistou 2.346 indivíduos com mais de 18 anos em 143 cidades. Os resultados mostram que 48% não haviam ingerido álcool nos últimos 12 meses. Por outro lado, do total da amostra, 28% relataram pelo menos um episódio de crise de ingestão ("binge drinking", mais de cinco doses em homens e quatro em mulheres em uma ocasião).
Um quarto da amostra relatou ao menos um tipo de problema relacionado ao álcool (entre questões de saúde, familiares, no trabalho e violência), 3% preencheram os critérios para abuso e 9%, para dependência química. No Sul consome-se com maior freqüência; nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, em maior quantidade.
Outro problema apontado é que o alto consumo de álcool continua até por volta dos 40 anos de idade. Em outros países, a ingestão cai após os 20.
Segundo a pesquisa, a bebida mais ingerida é a cerveja (mais de 60%), seguida do vinho.
"Trata-se de uma das principais causas de morte e de violência doméstica", diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, líder do trabalho. "No entanto, não há políticas consistentes para reduzir o consumo."
"É preciso persistência nos esforços de conscientização e medidas restritivas", diz o psiquiatra Carlos Salgado, presidente da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e Outras Drogas. "Os efeitos do álcool no organismo variam de pessoa para pessoa e há quem sofra danos mesmo com baixas doses. Por isso, a dose sem risco é zero, já que não se sabe qual pessoa tem predisposição a desenvolver dependência."
Segundo Salgado, entre os adolescentes, a bebida é especialmente perigosa, pois o cérebro ainda está em formação e a chance de fixar o interesse pela substância é maior.
"Só havia estudos regionais ou que mensuravam abuso e dependência. Esse é o primeiro que mostra como o brasileiro bebe", diz a psiquiatra Camila Magalhães Silveira, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, de São Paulo, e coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool.
"Em 2004, a OMS (Organização Mundial da Saúde) percebeu que dados do consumo per capita não mostravam necessariamente as regiões que tinham problemas com o álcool. Um exemplo é a França, que tem alto consumo per capita e, no entanto, os franceses bebem moderadamente", diz a pesquisadora. Ela é autora de um estudo que mostrou que a prevalência de episódios de consumo pesado de álcool em São Paulo é de 15,4% nos homens e de 7,2% nas mulheres.
Política global
No mês passado, a OMS publicou uma resolução recomendando aos países membros a adoção de uma estratégia global, nos padrões das ações contra o tabaco, para reduzir o consumo abusivo de álcool. "Na prática, a resolução indica que a OMS se esforçará para convencer os países membros a se adaptarem a essa nova política. Isso fortalece a busca de soluções", afirma Laranjeira.
Fonte: Folha de São Paulo, por Gabriela Cupani – 08/02/2010
Camarote Nova Schin vira Devassa
A Schincariol vai exibir no carnaval deste ano sua mais ousada campanha de marketing desde o lançamento da Nova Schin, em 2003. O camarote da cervejaria, que desde 2004 ostenta a marca Nova Schin, principal produto da companhia, será rebatizado como Camarote Devassa.
A cervejaria vai investir mais na marca carioca, comprada há dois anos, e deverá reposicioná-la. Hoje, a Devassa é uma cerveja super premium de alto preço vendida apenas em garrafas long neck. Com a nova estratégia, a Devassa, que tem apenas 0,01% do mercado nacional, deverá ganhar garrafa de 600 ml e competir diretamente com Brahma e Skol, da rival AmBev.
O camarote Devassa terá como madrinha a socialite americana Paris Hilton, que incorporará uma Melindrosa e será a anfitriã do evento, que terá os cabarés como tema. Hilton recebeu 700 000 dólares de cachê.
A estratégia da Schincariol é uma tentativa de ganhar mercado no Rio e reverter as perdas de participação de vendas no último ano. A empresa viu sua fatia cair de 11,6% em janeiro de 2008 para 10,5% em janeiro do ano passado. No Rio, a Nova Schin ficou com 0,5% de participação no ano passado, contra 1,4% de janeiro de 2008.
A Devassa, apesar de cara, tem pouca rejeição e é vista como uma cerveja de boa qualidade pelos consumidores fluminenses, diferente do que acontece com a Nova Schin.
A nova campanha será apresentada amanhã na Casa Julieta Serpa, no bairro do Flamengo.
Fonte: Portal Exame, por Marcelo Onaga – 09/02/2010
Schincariol investe R$ 100 milhões no lançamento de nova cerveja
O Grupo Schincariol vai investir pesado no lançamento da cerveja Devassa Bem Loura, aposta da companhia para concorrer com as marcas mais vendidas do país. Lançada hoje, a nova marca já significou um faturamento de R$ 10 milhões nos dois primeiros dias de vendas, mesmo antes do começo da campanha promocional. A empresa investiu R$ 100 milhões nas ações de marketing da nova cerveja.
O presidente do Grupo Schincariol, Adriano Schincariol, afirmou que o investimento na campanha - que tem como estrela a celebridade e filha do dono da cadeia de hotéis Hilton, Paris Hilton - representa uma parcela do montante de R$ 1 bilhão que será aplicado pela empresa este ano, uma parte em marketing e a outra em expansão da produção, que atualmente é de 4,5 bilhões de litros de bebidas nas 14 fábricas espalhadas no Brasil.
Schincariol ressaltou que o objetivo da empresa é crescer em 2010 a uma taxa de dois dígitos, acima do mercado de bebidas, cuja expectativa de avanço para este ano é de 8%.
Atualmente, o grupo tem participação de mercado de 14% no setor de bebidas, enquanto a fatia exclusiva do segmento de cervejas é de cerca de 13%. A maior participação da companhia é no Nordeste, onde a companhia tem cerca de 35% de market share, chegando a liderar em algumas regiões.
"O céu é o limite (para aumentar a fatia de mercado). Mas as expectativas são internas e os números são estratégicos", frisou Schincariol, que participou nesta quarta-feira do lançamento da Devassa Bem Loura, que vai ser a cerveja vendida nos sambódromos do Rio de Janeiro e de São Paulo, e será comercializada inicialmente nos quatro estados do Sudeste, com preços compatíveis com as principais marcas dos concorrentes.
Schincariol negou qualquer ação na tentativa de negociar a compra da cervejaria Petrópolis, fabricante da Itaipava, mas confirmou que a empresa está atenta a boas oportunidades de mercado.
Nos últimos anos, o Grupo Schincariol comprou, além da Devassa, marcas super premium, como Baden Baden e Eisenbahn. Essas duas marcas garantem, segundo Schincariol, a liderança no mercado super premium, com 40% de participação entre as cervejas vendidas por preço superior a R$ 8 por litro.
O executivo negou ainda qualquer expectativa de abertura de capital nos próximos cinco anos. Segundo ele, não há necessidade de buscar recursos no mercado para expandir os negócios. "Vamos manter o patrimônio nas mãos dos acionistas", frisou Schincariol.
Fonte: Portal Valor Online, por Rafael Rosas – 10/02/2010
AmBev planeja investir R$ 2 bilhões para ampliar a produção no Brasil
João Castro Neves, presidente da AmBev (Companhia de Bebidas das Américas), tem muito trabalho para este ano. Em sua lista de tarefas estão: dobrar a produção em pelo menos três fábricas que operam no Brasil, construir uma nova em folha, a ser inaugurada em 2011, e elevar a capacidade em várias outras, com recursos distribuídos em 13 dos 18 Estados onde funcionam 23 fábricas. Para isso, ele tem na manga a previsão do maior investimento em infraestrutura já feito pela companhia em um único ano: R$ 2 bilhões.
"No total, vamos aumentar nossa capacidade de produção em até 15%", disse Castro Neves, ontem, ao Valor. Além da Copa do Mundo da África do Sul (de 11 de junho a 11 de julho), que pode trazer um aumento de vendas de 10% em relação a julho do ano passado, a empresa vem crescendo em ritmo acelerado. "No ano passado tivemos 7% de elevação no primeiro trimestre, depois mais 7% no segundo e 12% no terceiro", diz Castro Neves. Com os resultados do último trimestre, que serão anunciados em março, a AmBev sai de um ano de 2008 em que houve queda de 2,8% no volume vendido no Brasil para uma expansão em torno de 5%. "Isso é um grande salto", afirma o executivo.
No ano passado, até o terceiro trimestre, a AmBev já havia vendido 71,3 milhões de hectolitros de cerveja no mercado brasileiro, com aumento de 7,5% em relação ao período de janeiro a setembro de 2008. O pico do crescimento deu-se em dezembro, quando até os fornecedores tiveram dificuldades em entregar os insumos necessários para a produção. "Isso aconteceu com lata, com vidro, com todos os insumos da cadeia. Foi uma alta [de demanda] inesperada."
Com um mercado tão promissor, só um fator pode jogar areia nos planos de expansão da AmBev: um aumento da carga tributária. "Estamos em negociação. Nossa meta é que não haja aumento", afirmou o presidente. Esse seria o melhor dos cenários para a empresa.
"Mantendo-se os impostos como estão, o investimento, sem contar o gasto com marketing, chega a R$ 2 bilhões e nossa capacidade de produção terá um acréscimo de 10% a 15%", diz Castro Neves. A companhia, que tem hoje 22 mil empregados, contrataria mais 2 mil. "Se contarmos os empregos indiretos, esse crescimento resultaria em mais 10 mil empregos indiretos na cadeia produtiva e outros 10 mil nas obras de expansão", explica o diretor para Assuntos Corporativos, Milton Seligman.
"Vamos duplicar de três a cinco fábricas e construir mais uma, em lugar ainda não definido, para estar pronta em 2011. Além disso, aumentaremos a capacidade instalada nas fábricas de 13 Estados", explicou Castro Neves (ver os Estados no mapa acima).
A expansão prevista para 2010 pode ter desdobramentos, diz o presidente, referindo-se à Copa do Mundo em 2014 e à Olimpíada em 2016 - no Brasil. Pensando nisso, deverá ser criado um grupo paralelo ao já existente "centro de engenharia", que comanda projetos relativos à produção.
E se houver aumento nos impostos? "Nesse caso, voltamos à nossa previsão inicial para 2010 que é de investir de R$ 1,3 bilhão a R$ 1,5 bilhão. No ano passado nosso investimento foi de R$ 1 bilhão, sem incluir a verba de marketing", disse Castro Neves. A geração de caixa da empresa daria conta da maior parte do investimento em qualquer das duas situações. O restante poderá vir do BNDES ou de emissões de debêntures.
Seja em um cenário ou em outro, a AmBev está preparada para uma briga de gigantes com a holandesa Heineken, que no último dia 5 de janeiro comprou as operações de cerveja da Femsa, tanto aqui no Brasil como no México. "Fiquei surpreso. Achei que quem iria vencer a briga e fazer a aquisição seria a SAB", disse ele, sobre a britânica SABMiller, que também estava na corrida pela aquisição da fabricante da cerveja Kaiser.
De qualquer maneira, Castro Neves diz estar empolgado com o novo concorrente. "Será uma briga que vai dar calor. E calor é bom para vender cerveja", brinca ele. "Se eles vierem com força - e de bobos os holandeses não têm nada - isso nos fará sair da zona de conforto", afirma. "Mas não vejo grandes mudanças se eles encararem essa aquisição como um passo final. Ou seja, compraram a Femsa e se manterão com o que têm. Agora, se para a Heineken o negócio foi um passo inicial para uma expansão no mercado brasileiro, com a compra de um dos dois outros concorrentes o panorama muda", diz o presidente da AmBev, referindo-se às cervejarias Schincariol (segunda colocada em vendas, com 11,8% do mercado em dezembro) e Petrópolis, terceiro lugar, com 9,5%.
E a AmBev estaria planejando alguma nova aquisição? Castro Neves responde que o foco são cervejarias de países da América Central, onde a atuação da empresa ainda é pequena. "Na verdade, em muitos países centro-americanos ainda não há a presença de nenhuma das três maiores cervejarias do mundo", diz ele, se referindo à Anheuser-Busch InBev (controladora da AmBev), à Heineken e à SABMiller. "Na Guatemala e na República Dominicana, as maiores cervejarias pertencem às famílias locais". Dos 14 países onde a AmBev atua, quatro (Guatemala, Nicarágua, El Salvador, República Dominicana) são da região.
Outra possibilidade aventada por analistas seria o mexicano Grupo Modelo, fabricante da cerveja Corona e dono de pouco mais de 50% do mercado mexicano. Metade do controle acionário da cervejaria pertencia à Anheuser-Busch. Com a compra desta pela InBev, a outra metade tornou-se alvo de aquisições. A AB InBev teria interesse, mas está endividada. A AmBev tem baixo endividamento e nenhuma presença no México. Castro Neves não comenta. "Qualquer comentário sobre aquisições no México é especulação."
A América Latina teve comportamento oposto ao do mercado brasileiro. "O ano passado foi ruim por conta da crise na maioria deles. Tivemos fortes retrações, mas devemos publicar um resultado quase que empatando com o de 2008. Mas estamos otimistas de que em 2010 todos esses mercados irão se recuperar". A única exceção pode ser a Venezuela, cuja operação traz prejuízo à AmBev. O governo do presidente Hugo Chávez "não faz restrições diretas à AmBev", diz Castro Neves. Mas as importações estão cada vez mais restritas, o que atrapalha a produção.
De volta ao Brasil, Castro Neves diz que as chuvas que caem sobre a cidade de São Paulo, desde meados de dezembro, prejudicam as vendas. "Não tivemos queda, mas crescemos menos do que o previsto", disse. Mas o aguaceiro paulistano não diminui a empolgação em relação ao mercado brasileiro, que deve passar a produzir também a cerveja americana Budweiser, provavelmente neste ano.
Fonte: Portal Valor Online, por Lilian Cunha e Cyntia Malta – 10/02/2010
Schincariol vai investir R$ 1 bi no Brasil em 2010
O presidente do grupo Schincariol, Adriano Schincariol, disse hoje que a empresa vai investir R$ 1 bilhão no País em 2010. Ele informou também que lançará no mercado a cerveja Devassa Bem Loura, com o objetivo de competir no mercado popular. "Nossa estratégia é que todos possam consumir (o produto)", disse ele, em entrevista coletiva à imprensa no Rio.
O grupo espera crescer mais do que o mercado de bebidas em 2010, repetindo os resultados de 2009, quando a empresa afirma ter crescido dois dígitos. Porém, não informa os números até a divulgação de seu balanço. No lançamento da nova marca Devassa Bem Loura, Adriano Schincariol afirmou que, mesmo antes da campanha, já faturou R$ 10 milhões com o novo produto.
A nova marca vai concorrer com outras do principal concorrente, a AmBev. Sobre os investimentos, R$ 100 milhões serão destinados à campanha do novo produto. Outros R$ 900 milhões previstos para 2010 irão para a expansão da capacidade produtiva e marketing. Os investimentos serão concentrados nas regiões Nordeste e Sudeste. Schincariol afirmou que não tem planos internacionais ou intenção de abrir capital nos próximos cinco anos.
Fonte: Portal Exame e AE Agência Estado, por Débora Thomé – 10/02/2010
Paris Hilton faz anúncio da cerveja Devassa
A nova marca de cerveja do portfólio do Grupo Schincariol, batizada de Devassa Bem Loura, recorreu a uma garota propaganda que - ainda que temporária, pois participará apenas do lançamento no carnaval no Rio -, tem atitude que combina com o nome do produto. A socialite e milionária americana Paris Hilton fez fama freqüentando festas e protagonizando escândalos.
A Devassa Bem Loura vai disputar consumidores com as líderes do segmento, como Skol, Brahma, Itaipava e Bohemia. Fará isso nos mercados do Rio e de São Paulo, praças onde o principal rótulo da empresa, Nova Shin, não decola. O melhor desempenho da cervejaria tem sido no Nordeste, onde detém 35% de participação de mercado. O diretor de marketing da empresa, Luiz Claudio Taya, diz que não há programação para a nova marca ser distribuída lá tão cedo.
Para o lançamento da nova Devassa, que herda o nome da marca artesanal comprada pela Schincariol há três anos, estão sendo destinados R$ 100 milhões. Taya diz que a estratégia de marketing é agressiva e que outras louras serão convidadas a entrar nas campanhas da nova marca.
O mercado de cerveja cresceu o ano passado 5,3% em volume e 12% em faturamento. O presidente executivo e um dos herdeiros da companhia, Adriano Schincariol, reforçou que, por isso mesmo, serão feito investimentos de R$ 1 bilhão em 2010 destinados à expansão da capacidade produtiva e em propaganda.
Por ano, a Schincariol produz 4,5 bilhões de litros de cerveja. Nas contas da empresa, ela ocupa hoje 13% do mercado. A sua expansão será concentrada no Rio e em São Paulo. "O grupo está hoje saudável financeiramente e estamos atentos ao mercado para novas aquisições, mas não há nada novo, por enquanto", diz Schincariol.
Fonte: Portal Estadão de Hoje, por Débora Thomé e Marili Ribeiro – 11/02/2010
Lucro da mexicana Femsa dispara no 4º trimestre
A companhia mexicana dos setores de bebidas e varejo Fomento Económico Mexicano (Femsa) obteve um lucro líquido de 4,07 bilhões de pesos mexicanos (US$ 311 milhões) no quarto trimestre de 2009. O resultado é quase sete vezes maior que o lucro de 586 milhões de pesos de igual intervalo do ano anterior. No Brasil, o grupo detém diversas marcas de cerveja, como Kaiser, Sol e Bavária.
As vendas aumentaram 19,8%, de 44,82 bilhões para 53,68 bilhões de pesos, e o lucro operacional cresceu 21,6%, de 6,71 bilhões para 8,16 bilhões de pesos. Em comunicado à Bolsa do México, a Femsa disse que o crescimento de dois dígitos de suas vendas de bebidas não alcoólicas e o desempenho de sua cadeia de lojas de conveniência Oxxo contribuiu para os resultados mais fortes.
A unidade de bebidas não alcoólicas do grupo, a Coca-Cola Femsa, maior engarrafadora dos produtos da Coca-Cola na América Latina, obteve lucro líquido de 2,83 bilhões de pesos no quarto trimestre de 2009, quase cinco vezes maior que o de 585,1 milhões de pesos de igual intervalo de 2008. As vendas aumentaram de 22,75 bilhões para 29,03 bilhões de pesos, enquanto o lucro operacional passou de 4,05 bilhões para 4,83 bilhões de pesos.
Fonte: AE Agência Estado. As informações são da Dow Jones – 12/02/2010
Carnaval deve aumentar em 30% a venda de cervejas
Com a previsão de calor para o Carnaval, as distribuidoras de bebidas de Santa Cruz esperam por bons negócios, especialmente na venda de cervejas. Os estoques já estão cheios para abastecer os blocos durante as concentrações e as escolas de samba, que realizam ensaios para os desfiles no fim do mês. A expectativa é que as altas temperaturas registradas desde o início do ano ajudem a superar a procura em relação ao mesmo período de 2009.
A empresária Loiva Batista acredita que o aumento das vendas será de 30%. Segundo ela, o recebimento das mercadorias deve ser agilizado para garantir produtos gelados aos clientes. Para isso, conta com três câmaras frias. Loiva não tem dúvidas de que as temperaturas geralmente acima dos 35 graus foram as principais responsáveis pelo crescimento do setor. “Se continuar assim, vamos vender o dobro do ano passado”, estima.
O percentual de 30% a mais nas vendas também é apontado pelo empresário Dilson Evaldo Kroth. Há pelo um mês, ele mantém o estoque, composto por três câmaras frias e um caminhão refrigerado. O clima tem proporcionado um grande movimento, principalmente à noite. Kroth abastece os blocos e diz que já está prevenido. “Estamos com bebidas prontas para consumo e para reposição.”
Conforme o empresário, é preciso ter bebidas geladas em decorrência do calor excessivo. “Quem chega aqui quer dessa forma. Temos ainda gelo para colocar no isopor ou na bolsa térmica”, ressalta. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a cerveja é o produto com maior incidência de impostos no Carnaval. Do valor total da bebida, cerca de 54,8% referem-se a tributos. Refrigerante, com 45,8%, e água mineral, com 43,9%, vêm logo atrás. A cada 1 grau a mais na temperatura, o consumo de cerveja no Brasil cresce 0,28%, segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).
O consumo de água mineral no País também avançou 15%. Os meses mais quentes – dezembro, janeiro e fevereiro – respondem, tradicionalmente, por 40% do consumo anual desse produto.
Fonte: Portal Gazeta do Sul, por Roberto Patta – 12/02/2010
Carnaval eleva movimento dos supermercados em 60%
A alta superou a expectativa de vendas dos varejistas, que antes era de até 40%, segundo a assessoria das três principais redes do setor: Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart Brasil. Promoções e variedade de produtos explicam o crescimento de 15% das vendas de produtos sazonais nas bandeiras do Grupo Pão de Açúcar.
De acordo com a empresa, considerando apenas as lojas do Extra, a alta foi superior a 60% nas operações da rede no período, o que representa 45% mais vendas do que o esperado.
O Carrefour projeta ter vendido 25% mais produtos da categoria cervejas, com promoções no estilo "combinado de cerveja e carvão", ou "Leve 4 e Pague 3". A rede estima que neste feriado as vendas de itens para fazer a festa no feriado teve alta de 12% sobre 2009.
Outra rede cuja grande vedete deste carnaval foi a venda de cervejas e carnes foi o Walmart, que estima ter alcançado 40% e 28% de crescimento respectivamente, na venda de produtos para churrasco no fim de semana.
Fonte:Portal Supermercado Moderno - 17/02/2010
Cerveja: consumo no Brasil tem expansão de 5% em volume em 2009
A crise econômica não inibiu o interesse do brasileiro pela cerveja, mesmo com a perspectiva de o Produto Interno Bruto (PIB) ter ficado estagnado. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo de 25 de janeiro, o consumo da bebida no País teve uma expansão de 5% em volume em 2009. Os brasileiros beberam 10,7 bilhões de litros de cerveja no ano passado e superaram a Alemanha, tradicional consumidora da bebida, no ranking cervejeiro mundial.
A demanda em 2009 foi tão forte que chegou a faltar cerveja em alguns pontos-de-venda, como bares e restaurantes. Além da alta em termos de volume, a indústria cervejeira também celebrou um crescimento de 11% no faturamento entre janeiro e novembro do ano passado, em comparação com o mesmo período de 2008, de acordo com avaliação do Instituto Nielsen.
A principal razão para esse resultado, como revelou um executivo de uma das quatro maiores companhias por participação de mercado para o jornal, foi o aumento médio de 7,3% no preço por litro. A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009 foi de 4,3%. O consumo da classe C puxou esse desempenho.
A matéria ainda abordou o fato de as inovações em embalagens terem contribuído para impulsionar as vendas. Destaque para o início da comercialização do litrão e das latinhas com 260 ml – a tradicional que domina o segmento contém 330 ml. As companhias de cerveja têm dito que apostar nessa estratégia de marketing tem sido uma boa forma de aumentar a rentabilidade de seus negócios.
Fonte: Krones news nº 95 - 17/02/2010
Gestão americana, feita por brasileiros
Pouco mais de um ano após comprar a cervejaria Anheuser-Busch, um ícone dos Estados Unidos, os brasileiros da InBev deixam claro qual o caminho escolhido para ganhar dinheiro: uma crença em metas, austeridade e meritocracia que choca os próprios americanos.
Embora tenha sido berço do blues, do escritor T.S. Eliot e da casquinha de sorvete, a cidade americana de St. Louis cultivou com prazer a fama de capital nacional da cerveja. Foi aqui, às margens do Mississipi, que nasceu um dos maiores ícones americanos, a Budweiser, produzida desde 1876 pela Anheuser-Busch. Nesses anos, empresa e cidade desenvolveram uma simbiose rara. O clã Busch, que comandou a cervejaria por seis gerações, funcionava como uma espécie de patriarcado local, doando dezenas de milhões de dólares à caridade e financiando eventos artísticos.
Jovens sonhavam em trabalhar na "cervejaria", como a Anheuser-Busch é chamada na cidade. Os salários eram acima da média e a companhia mimava os funcionários com caixas de cerveja grátis, ingressos para jogos de beisebol no Busch Stadium e entradas para os parques temáticos Busch Gardens (o nome da família, como se vê, está por todo lado). St. Louis devolvia com fidelidade: quase sete em cada dez garrafas de cerveja consumidas na cidade saíam da fábrica da Anheuser-Busch, número muito superior à média americana, de 50%. Beber Budweiser era questão de orgulho municipal, dada a enorme rivalidade entre St. Louis e Milwaukee, onde nasceu a Miller.
Essa história, porém, terminou em 18 de novembro de 2008, quando a empresa mais querida de St. Louis foi comprada pelo grupo belgo-brasileiro InBev. Desde então, a cidade vem tendo de se habituar a uma nova realidade - St. Louis não é mais a capital de coisa alguma. Para piorar as coisas, a aristocrática e generosa família Busch foi substituída por um pequeno grupo de executivos brasileiros que vestem calças jeans surradas, não dão a mínima para tradições centenárias e estão virando a maior cervejaria dos Estados Unidos do avesso. Os próprios funcionários trataram de resumir a dolorosa transformação: o endereço da sede da empresa, em 1 Busch Place, tem um novo apelido entre eles - 1 Brito Place.
O BRITO EM QUESTÃO É O CARIOCA Carlos Brito, presidente mundial da ABInBev. Ele comanda aquela que é a maior cervejaria do mundo, nascida após a aquisição da Anheuser-Busch pela InBev. Apesar de ter sede na Bélgica, a ABInBev é, em seu DNA, uma empresa brasileira. Nove dos 13 executivos de sua cúpula fizeram carreira na AmBev, braço brasileiro da cervejaria - o carioca Luiz Fernando Edmond, ex-presidente da AmBev, foi despachado para St. Louis para comandar pessoalmente a incorporação da Anheuser - Busch. Hoje, esses brasileiros têm aquela que é a mais difícil missão de sua carreira: fazer a maior aquisição da história do setor dar certo.
A compra da Anheuser-Busch era um sonho antigo dos controladores da AmBev, os investidores Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, que atualmente dividem o comando da ABInBev com um grupo de famílias belgas. Mas o negócio acabou sendo concluído na pior hora possível, em meio ao pânico do fim de 2008. Para fechar a compra, a InBev teve de pagar caro e se endividar perigosamente - foram 45 bilhões de dólares em empréstimos para concluir a aquisição de 52 bilhões de dólares. Além disso, a maior recessão do pós-guerra fez o mercado americano de cerveja encolher.
Os resultados, no entanto, mostram que Brito, Edmond e seus comandados estavam à altura da tarefa. No dia 4 de março, a empresa divulga os resultados de seu primeiro ano inteiro à frente da AB. Segundo analistas ouvidos por EXAME, a empresa deve anunciar que Brito e Edmond cortaram mais de 1 bilhão de dólares em custos na AB no ano passado - mais que o prometido no dia da aquisição. Ao mesmo tempo, a empresa pagou parte da dívida ao levantar cerca de 9 bilhões de dólares com a venda dos parques Busch Gardens e de cervejarias na Europa e na Ásia. De novo, é mais do que o prometido. Esse desempenho pode ser explicado pelo tamanho da recompensa que espera os brasileiros, caso consigam fazer a compra da Anheuser- Busch dar certo.
Os acionistas da AB InBev ofereceram um senhor incentivo para que os executivos diminuam o endividamento da empresa a níveis considerados normais: um pacote de 28,4 milhões de opções de ações para os 40 executivos da cúpula. Eles têm até 2013 para atingir as metas. Em caso de fracasso, não ganham um dólar sequer. Já em caso de sucesso, a coisa muda bastante de figura. Segundo os cálculos da empresa de análise Stifel Nicolaus, os 40 funcionários racharão entre eles cerca de 1 bilhão de dólares caso o valor de mercado da ABInBev se mantenha no mesmo patamar atual. Como esse prêmio será pago em ações, porém, o valor pode se multiplicar. Caso a ação dobre de valor nos próximos anos (algo tido como plausível por analistas), o pacote ultrapassa os 2 bilhões de dólares. Só Brito, nesse cenário otimista, levaria opções avaliadas em mais de 200 milhões de dólares. Se o invejoso leitor já começou a torcer contra, eis uma má notícia: "Mantido o ritmo atual, eles podem atingir as metas no fim do ano que vem, dois anos antes do limite", diz Trevor Stirling, analista da Sanford Bernstein.
Para os executivos brasileiros, cortar cabeças e custos após aquisições já é uma tradição, iniciada quando a Brahma comprou a Antarctica, em 1999. Em seguida vieram a Quilmes, na Argentina, a Labatt, no Canadá, e a Interbrew, na Bélgica. Em cada um desses casos, a receita foi a mesma: uma mistura de obsessão pela eficiência com remuneração atrelada ao desempenho. Esses são os pilares do modelo nascido na Brahma, que foi se espalhando como gene dominante após cada fusão ou aquisição, sempre melhorando resultados no caminho.
Nunca, porém, isso aconteceu na escala e, sobretudo, na velocidade com que os brasileiros da ABInBev estão transformando a maior cervejaria dos Estados Unidos. Até novembro de 2008, a Anheuser-Busch era uma espécie de anti-AmBev. A empresa tinha seis aviões e dois helicópteros para transportar seus funcionários (a frota era conhecida como Air Bud). Enquanto Brito faz o trajeto de sua casa, em Connecticut, até o escritório, em Nova York, de trem, o chefão August Busch III costumava ir para o trabalho de helicóptero. Os executivos tinham escritórios luxuosos. Até mesmo os funcionários dos parques Busch Gardens ganhavam duas caixas de cerveja por mês.
Enquanto a turma se esbaldava com sua Bud grátis, a Anheuser-Busch ficava cada vez menos eficiente. Sua margem operacional, por exemplo, era menos da metade da obtida pela AmBev. "Eu não preciso de cerveja grátis", disse Brito em 2008, num resumo involuntário do abismo que separava as duas empresas. "Posso comprar minha própria cerveja."
ENTRE AS PRINCIPAIS RAZÕES para o fracasso de aquisições, o chamado "choque de culturas" é um dos suspeitos de sempre. Esse choque causa paralisia, e as conseqüências são lentidão nos resultados e decepção para os acionistas da empresa compradora. Quando a união entre InBev e AB foi anunciada, os analistas logo vaticinaram - vem choque de culturas por aí. Mas não foi o que aconteceu. Houve, digamos, um massacre cultural. Brito e Edmond adotaram a maquiavélica máxima segundo a qual é melhor fazer o mal de uma só vez. Semanas após a conclusão do negócio, 1.400 funcionários foram demitidos e 480 dos 1.200 BlackBerry da empresa foram tomados de volta. Num belo dia, os executivos chegaram a 1 Busch Place e perceberam que os luxuosos escritórios da cúpula estavam sendo demolidos a marretadas. "Parecia que tinham jogado uma bomba no 9o andar", diz um alto executivo da Anheuser-Busch. "Era mogno para todo lado." Foram instalados mesões comunitários para a diretoria, as secretárias passaram a ser divididas e os móveis foram leiloados.
A Air Bud foi colocada à venda, e os funcionários passaram a voar na classe econômica. Para deixar claro que os tempos eram outros, listas com os executivos que mais gastavam em viagens ou com gorjetas começaram a circular pela empresa, numa espécie de eleição de "funcionário do mês" ao contrário. No futuro, a estrutura de remuneração mudará. Os salários serão fixados num nível abaixo da média do mercado, e a parte variável será maior que a média. Benefícios como seguro de vida para aposentados já estão sendo cortados. Já os 230 cavalos clydesdale, símbolos da Anheuser-Busch e mantidos pela cervejaria, ainda não foram afetados pelas mudanças.
A chegada dos novos donos foi recebida com sensações contraditórias entre os executivos da AB. Ao mesmo tempo em que eles lutaram contra a oferta hostil da InBev, não havia muita esperança de que as coisas fossem melhorar sob o comando dos Busch - como eles tinham um bom punhado de ações da empresa, a aquisição poderia ser um bom negócio. "Nós podíamos ter comprado a AmBev dez anos atrás", diz um ex-diretor da empresa. "Mas ficamos parados, e o resultado foi esse."
O desgosto era tão grande que até mesmo o banco Goldman Sachs, contratado pela AB para assessorar a defesa à oferta da InBev, apelidou os Busch de Crazy (o "Louco" August Busch III, que não sabia o que queria) e Lazy (o "Preguiçoso", seu filho August Busch IV, que pouco fez para evitar a venda). Ao mesmo tempo que o desapreço pelos Busch crescia, Brito impressionava em sua atuação no teatro de máscaras característico de tentativas de aquisição hostil.
Numa entrevista ao jornal St. Louis Post Dispatch, Brito avisou que os executivos da AB não deveriam ter medo. "Nós os amamos, respeitamos e gostamos do que eles fizeram com a empresa e com a marca", disse Brito. Finalmente, alguns traços da cultura AmBev fascinavam a cúpula da Anheuser-Busch. Funcionários acostumados a caprichar no visual foram informados de que a calça jeans seria o uniforme dali em diante. Um novo chefe cheio de amor para dar; ir ao trabalho de calça jeans. Não parecia mal. A alegria durou algumas semanas. Logo, 14 dos 17 executivos da cúpula da Anheuser-Busch perderam o emprego.
St. Louis Blues, uma das músicas mais famosas da história americana, conta a história de uma deprimida senhora que perdeu seu amante para uma dondoca com anéis de diamante. A música foi escrita há 96 anos, mas capta bem o espírito que baixou na cidade na era pós-venda da Anheuser-Busch. Dentro da empresa, claro, o clima é de tensão após um ano de mudanças tão dramáticas. "Ninguém sabe quem será o próximo demitido", disse a EXAME um funcionário com três décadas de AB. Reina entre eles a certeza de que a sede da empresa acabará sendo transferida para Nova York, tirando ainda mais empregos de St. Louis.
Mas, a rigor, as mudanças na Anheuser-Busch mexeram com a cidade inteira. As páginas de comentários do blog especializado em cerveja Lager Heads, do St. Louis Post Dispatch tornaram-se o melhor termômetro para medir a popularidade dos novos donos da Anheuser-Busch. Lá, funcionários, ex-funcionários e cidadãos comuns se dedicam a jogar pedras nos executivos brasileiros. Brito também conhecido entre eles como "Carlos Burrito", é o alvo principal. Entre os comentaristas estão NOTOBRITO, In- Bevhater e BoycottBud. Para eles, os novos donos da Anheuser-Busch são "brazilian banditos" (assim mesmo, em espanhol) e "administradores do Terceiro Mundo". "Os novos donos não têm o menor respeito pelas tradições da Anheuser-Busch, e sua ganância é um tapa na cara do trabalhador americano", afirmou a EXAME, por e-mail, um funcionário que deixou a cervejaria em abril. "Descanse em paz, AB." Não rende um blues?
Sob o comando de Edmond, é bem verdade, a empresa deixou de se preocupar em ser uma boa cidadã corporativa e passou a usar seu poder para ganhar cada centavo possível. Uma de suas primeiras atitudes foi espremer os fornecedores. Os pagamentos passaram a ser feitos em 120 dias, e não mais em um mês. Pequenas empresas locais que forneciam há seis décadas para a AB foram cortadas, e as que foram mantidas são obrigadas a esperar quatro meses para receber. Essas mudanças geraram um burburinho na cidade, até que a gigante local, Emerson, que fatura 21 bilhões de dólares por ano, declarou guerra aos novos donos da cervejaria.
Em abril, a empresa de equipamentos, que fornece para a Anheuser-Busch, decidiu boicotar os produtos da cervejaria em seus eventos corporativos. "Após a aquisição da AB pela InBev, vimos coisas ruins acontecerem na cidade de St. Louis e em nosso relacionamento com a InBev", informou a empresa num comunicado interno. "Queremos que todas as divisões obedeçam e parem de comprar produtos da ABInBev. Sugerimos Coors, Miller, Modelo (Corona etc.) e Heineken." A ira generalizada causou um fenômeno raro: a participação de mercado da Anheuser-Busch em St. Louis caiu no ano passado.
Já as vendas da cervejaria local Schlafly cresceram 38% no período. "A cidade era muito leal à AB, e isso mudou com a venda para a InBev", diz Dan Kopman, fundador da Schlafly. Somente em 2009, ele recebeu quase 1 000 currículos de ex-funcionários da Anheuser-Busch.
A PERDA DE MERCADO EM ST. LOUIS já estava nos cálculos da cúpula da ABInBev. Mas os problemas de Brito são bem maiores que isso. No ano passado, o volume de vendas da Anheuser- Busch nos Estados Unidos caiu 2,2%. Em janeiro, segundo dados preliminares, a queda foi de 12,2%. Esse é, claro, um dos efeitos da recessão - e não ajudou em nada o fato de Anheuser-Busch e MillerCoors, que juntas controlam 80% do mercado, terem aumentado os preços em 5% em 2009. Mas, segundo os analistas, o desempenho recente da Anheuser-Busch é vítima de dois problemas de fundo. O primeiro é a decadência da marca Budweiser, um fenômeno que já dura duas décadas. Em 1989, a Budweiser era dona de 25% do mercado americano. Hoje, a participação não passa de 9,3%. Nos últimos cinco anos, a queda da Budweiser anulou o crescimento de todas as outras marcas da Anheuser-Busch. O segundo fenômeno é a mudança nos hábitos do consumidor. Os americanos estão bebendo cada vez mais cervejas artesanais, como a Schlafly, criando um problema para as grandes.
"A Anheuser-Busch não tem boas marcas artesanais, e é aí que está o crescimento hoje em dia", diz Mark Swartzberg, da gestora de recursos Stifel Nicolaus, de St. Louis. Espera- se que esse fenômeno se intensifique nos próximos anos, quando a economia voltar a crescer e o consumidor ficar menos apertado. Esse, aliás, é um problema que a ABInBev conhece bem: na Europa Ocidental, há anos os consumidores têm trocado a cerveja tradicional por marcas mais caras ou mesmo por outros tipos de bebida, como vinho e destilados. Na Bélgica, berço da Interbrew, o consumo de cerveja caiu 20% entre 2000 e 2008.
A queda nas vendas no último ano mostra que cortar 1 bilhão de dólares em custos não é uma empreitada sem riscos. Um dos principais alvos do ataque de Brito e Edmond foi o celebrado departamento de marketing da Anheuser- Busch - responsável por campanhas simples e antológicas, como a dos sapos que berravam Bud-wei-seeeer. A InBev demitiu toda a cúpula do departamento.
Entre as vítimas estavam Robert Lachky e Tony Ponturo, dois dos marqueteiros mais influentes dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a nova administração cortou comissões pagas a agências, reduziu o número de anúncios produzidos por ano e diminuiu a ênfase dada a eventos esportivos. "Os executivos de marketing da Anheuser- Busch eram os melhores do mundo, são pessoas que conhecem o consumidor americano melhor que ninguém", diz Ann Gilpin, da Morningstar, empresa de análise de companhias abertas. "Fazer mudanças dessa maneira é extremamente arriscado." Por dez anos seguidos, a Anheuser-Busch ganhou os prêmios de melhor anúncio do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano e o evento publicitário mais importante do ano. Em 2009 e 2010, parou de ganhar.
DIANTE DA QUEDA NAS VENDAS, os executivos da ABInBev terão de tirar da cartola maneiras de atingir suas metas de desempenho. Uma das saídas cogitadas é a compra da cervejaria mexicana Modelo, que ajudaria a impulsionar a geração de caixa da ABInBev (hoje, a ABInBev já tem 50% das ações da cervejaria mexicana). Daqui para a frente, ninguém duvida que cortar custos será uma tarefa mais difícil que no ano passado. Em St. Louis esperava-se para março o anúncio de mais demissões - devido a um acordo feito logo antes da aquisição, os funcionários que pertencem ao sindicato estão com o emprego garantido até 2013. O ataque à enorme e poderosa rede de distribuidores independentes da Anheuser-Busch é uma possível fonte de economia. A empresa pode tentar aumentar a quantidade de cerveja que vende diretamente ao varejo.
Já na Europa, a ABInBev anunciou em janeiro que demitiria 10% de seus funcionários, e a decisão foi seguida por uma onda de protestos que incluiu a paralisação de fábricas. Os manifestantes chegaram a fazer funcionários da cervejaria reféns. "ABInBev assassina social", diziam as faixas estendidas pelos grevistas, inconformados com o fato de a companhia anunciar resultados fantásticos a cada trimestre e, mesmo assim, insistir em novas demissões.
A magnitude dos protestos na Europa é um indício dos riscos de imagem que a ABInBev corre no mercado americano. É curioso que o modelo de gestão adotado por Jorge Paulo Lemann no banco Garantia, na Brahma, na Lojas Americanas e no fundo de investimento GP tenha nascido nos Estados Unidos. Lemann nunca escondeu que se inspirou na cultura meritocrática do banco de investimento Goldman Sachs, notória por sua intolerância à mediocridade. Mas, no mundo pós-Lehman Brothers, o Goldman se tornou o maior saco de pancadas do capitalismo americano - e a cultura baseada na recompensa ao cumprimento de metas de desempenho está em xeque.
Em fevereiro, após o ano mais rentável da história do Goldman, o presidente do banco, Lloyd Blankfein, foi forçado a aceitar um bônus menor que o dos rivais para evitar uma crise de relações públicas. Imagine, agora, o que pode acontecer com os executivos da ABInBev caso atinjam suas metas e ganhem centenas de milhões de dólares em bônus após um drástico programa de corte de custos num dos maiores ícones americanos? Eis, aí, a ironia. A cultura de gestão dos brasileiros da ABInBev nasceu em Wall Street, deu a volta ao mundo e veio parar nos Estados Unidos - mas chegou num momento em que o sucesso está totalmente fora de moda.
Fonte: Portal Exame – Gestão, por Tiago Lethbriddge, de St. Louis – 17/02/2010
Cervejaria Petrópolis vende 15% a mais no carnaval e fecha 2009 com lucro
A Cervejaria Petrópolis, dona das marcas Itaipava e Crystal, começou a fechar o balanço de vendas do Carnaval com vendas até 15% maiores em relação a festa carnavalesca do ano passado. O gerente de Marketing e Relações com o Mercado da Petrópolis, Douglas Costa, apontou o calor e o aumento do poder aquisitivo da população como os principais fatores para o aumento das vendas. "O clima ajudou muito. Fez muito calor nos últimos dias. Uma parcela significativa da população, a classe C está com maior poder aquisitivo para adquirir nossas marcas. Crystal e Itaipava foram as mais pedidas por nossos distribuidores", explicou.
O executivo também desmistificou a crise econômica em 2009: "Nosso faturamento cresceu de R$ 1,53 bilhão em 2008 para R$ 2,3 bilhões em 2009, e a produção seguiu no mesmo ritmo, de 823 milhões de litros em 2008 para 1,6 bilhões de litros no ano passado, como fizemos investimentos nesse período, nosso crescimento deve fechar em torno de 6%", informou. Ele explicou que esse crescimento pode ser explicado pela boa aceitação de novas embalagens e lançamentos, "inovamos com a Crystal, long neck de 250 ml, a Itaipava de 1 litro e a Petra, em barril de 5 litros".
Frente à concorrência, Douglas Costa calculou a participação de mercado da Petrópolis em 9,7%: "A concorrência está bastante aquecida, mas estamos preparados, investimos R$ 50 milhões em marketing e lançamos produtos diferenciados no segmento Super Premium. Atendemos as redes Pão de Açúcar e Extra com as marcas Petra e Black Princess, um público mais exigente que consome matérias-primas de alta qualidade, malte importado e puro malte, mas que gera uma rentabilidade até 5% maior que nossas marcas mais acessíveis".
O gerente de marketing ainda desmentiu que a Cervejaria Petrópolis está à venda: "Estamos focados no crescimento da companhia sem a entrada de novos investidores", afirmou.
AmBev
A líder do segmento cervejeiro com 70% de participação no mercado ainda não fechou os números do carnaval, mas informou por meio de sua assessoria de imprensa que está investindo R$ 1,5 bilhão em 2010 para aumentar em 10% sua capacidade de produção no Brasil. Desse volume, os principais aportes serão aplicados R$ 184 milhões na fábrica de Agudos, no interior paulista e R$ 144 milhões na unidade de São Luís, no Maranhão.
Fonte: DCI (Diário Comércio Industrial) -19/02/2010
Juiz rejeita ação contra cervejaria
O juiz Roberto Câmara Lace Brandão, da 31ª Vara Criminal da Capital, rejeitou denúncia contra os gestores da Cervejaria Petrópolis, fabricante das cervejas Itaipava e Crystal. Eles foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pelo crime de propaganda enganosa no que se refere ao lacre fixado na parte superior das latas de cerveja. Entretanto, segundo o juiz, não há provas nos autos de crime contra as relações de consumo.
Fonte: Portal Panorama Brasil – 19/02/2010
Fusões de cervejarias podem chegar a 60 bi de euros
A consolidação na indústria global de cervejas tem espaço para aquisições ou fusões entre € 50 bilhões e € 60 bilhões, pelas estimativas do banco holandês ING.
Fonte: Portal Valor Online - 22/02/2010
Femsa traz 5 cervejas européias do portfólio da Heineken
A Femsa está trazendo ao Brasil cinco cervejas européias que integram o portfólio internacional da Heineken. Amstel Pulse (da Holanda), Birra Moretti (Itália), Edelweiss (Áustria), Murphy's Irish Stout e Murphy's Irish Red, ambas da Irlanda, são marcas com mais de 100 anos de tradição e, a partir de agora, devem integrar o segmento premium brasileiro.
Segundo o diretor de Marketing da Femsa Cerveja Brasil, Ricardo Morici, a chegada dessas cervejas ao País estava sendo programada pela Femsa há aproximadamente um ano e meio, e não tem relação direta com a compra da divisão de cervejas da Femsa no Brasil pela empresa holandesa. Antes da operação, anunciada em janeiro, a Heineken já possuía 17% de participação na Femsa Cerveja Brasil.
De acordo com o executivo, a Femsa avaliou, dentro do portfólio da Heineken, quais marcas teriam espaço no Brasil. Escolhidas as cervejas que seriam trazidas ao País, a companhia iniciou o processo para autorizar as importações.
O lançamento é nacional, mas Morici informou que a distribuição deve ser focada em grandes metrópoles e algumas marcas devem ser mais direcionadas para as regiões Sul e Sudeste do País.
A distribuição também será principalmente direcionada a restaurantes, bares especializados e supermercados voltados para a classe A e AA.
De acordo com o executivo da Femsa, o segmento premium responde por 1% do volume total de cerveja comercializado no País. Em faturamento, a participação seria de 1,5%, com esse nicho movimentando aproximadamente R$ 300 milhões por ano, ante R$ 20 bilhões de todo o mercado de cerveja.
Na Europa Ocidental, as cervejas premium chegam a representar 40% do setor. Na Argentina, essa participação seria de 10% e no Chile, de 8,5%. "Acredito que, no médio e longo prazo, podemos alcançar uma fatia em linha com a América Latina", disse o executivo. Para ele, trazer novas opções de produtos para o consumidor deve ajudar a desenvolver o segmento premium no País.
Fonte: AE Agência Estado – 23/02/2010
AmBev investe R$ 10 milhões em sustentabilidade
Sandro Bassili, diretor de Sustentabilidade da AmBev, diz que a cervejaria brasileira economiza 815 milhões de litros de água em processo de fabricação de bebidas.
A AmBev tem um desafio em 2010 que vai muito além de cumprir metas e conquistar espaço na geladeira do brasileiro. A cervejaria está investindo na racionalização dos recursos naturais utilizados ao longo do processo de fabricação de seus líquidos. Só neste ano, serão destinados 10 milhões de reais na criação de duas novas usinas de biomassa, uma alternativa ao óleo diesel.
"Atualmente, 32% das matrizes energéticas das nossas fábricas são de energia alternativa", diz Sandro Bassili, diretor de sustentabilidade da AmBev. Isso significa que oito plantas de biomassa transformam casca de arroz e casca de coco em combustível para rodar as máquinas que produzem cerveja. No lugar das emissões de gás carbônico, a queima dos materiais orgânicos ajudam a reduzir a poluição do meio ambiente em até 35%, poupando cerca de 1,6 milhões de árvores por ano.
Outra preocupação ambiental da AmBev é com os resíduos industriais descartados em suas fábricas. Em 2008, a companhia reaproveitou 98,2% dos subprodutos como vidro, alumínio, fermento, bagaço de malte, entre outros. Essa iniciativa gerou para a cervejaria líder nacional uma receita extra de 72,6 milhões de reais. "A meta para este ano é conseguirmos 78 milhões de reais com o reaproveitamento dos resíduos", diz Bassili.
Numa parceria com a Universidade de São Paulo (USP) da cidade de São Carlos, interior de São Paulo, e com a ONG holandesa Water Footprint Network, a AmBev vai medir neste ano o volume de água gasto em suas unidades industriais. A intenção é identificar no processo de fabricação de bebidas onde há mais desperdício. "Em 2003, precisávamos de 4,88 litros de água para produzir um litro de cerveja. Hoje, gastamos 3,9 litros de água a cada litro de cerveja produzido", explica Bassili. "Isso significa uma economia de 815 milhões de litros de água, o suficiente para abastecer durante um mês uma cidade com 150 mil habitantes", contabiliza o diretor que trabalha há 19 anos na companhia brasileira.
O processo de fabricação das bebidas da AmBev envolve captar água do rio. Por isso, todas as fábricas da companhia têm estação de tratamento de efluentes, para devolver tratado o líquido extraído do rio. "A água é devolvida tão boa quanto o seu estado de origem", garante Bassili, que conta com uma equipe de 300 funcionários dedicados ao desenvolvimento de práticas sustentáveis na cervejaria. "Ainda neste ano vamos adotar uma bacia hidrográfica para ajudar com recursos financeiros em sua preservação", afirma. Ao que tudo indica, a AmBev está disposta a fazer sua parte na construção de um mundo melhor, como manda a sua missão.
Fonte: Portal Exame, por Thiago Bronzatto – 23/02/2010
Com 41% de teor alcoólico, nova cerveja escocesa é a mais forte do mundo
A cervejaria escocesa BrewDog acaba de lançar a cerveja com maior teor alcoólico do mundo: 41%. Batizada Sink the Bismarck (o nome faz referência ao moderno navio alemão utilizado na Segunda Guerra Mundial), a bebida é 1% mais forte do que a alemã Schorschbock e possui percentual semelhante aos de destilados como vodca e cachaça.
Para se ter uma ideia, as cervejas mais consumidas no Brasil, do tipo pilsen, têm entre 3,5% e 5% de teor alcoólico.
Também nesta linha de cervejas fortes, chegou com exclusividade ao Brasil, no fim de janeiro, a norte-americana Samuel Adams Utopias 2009, que possui 25% de graduação alcoólica. Uma das mais caras do mundo, a bebida custa R$ 750 (a garrafa de 550 ml) ou R$ 75 (a dose de 50 ml).
Cerveja escocesa tem percentual alcoólico semelhante ao da vodca e da cachaça.
Fonte: Folha Online – 23/02/2010
AmBev duplica fábrica em Sete Lagoas
A AmBev deu partida a um investimento de R$ 38 milhões para a ampliação da fábrica de cerveja de Sete Lagoas, na região metropolitana de Belo Horizonte. A capacidade vai praticamente dobrar, passando dos atuais 23 milhões de litros para 45 milhões de litros por mês. Cerca de 30% do investimento será desembolsado em novos equipamentos. A unidade mineira passará a utilizar, além das tradicionais garrafas de vidro, latas de alumínio em suas embalagens. A ampliação em Sete Lagoas faz parte de um plano da AmBev para elevar em 15% sua capacidade instalada de produção no País.
Fonte: Portal Estadão de Hoje, Clayton Netz, por Marili Ribeiro – 24/02/2010
Fusões e aquisições devem movimentar mercado de cerveja
Um estudo do banco holandês ING revelou que o mercado de cervejas, hoje dominado por quatro companhias – ABInbev (Bélgica), Heineken (Holanda), SABMiller (África do Sul-Reino Unido) e Carlsberg (Dinamarca) –, tem potencial para aquisições e fusões entre 50 e 60 bilhões de euros nos próximos anos.
Apesar das quatro cervejarias dominarem o setor com 60,5% de participação, há espaço para pequenas e médias empresas em alguns segmentos. Entre as grandes, quem pode alavancar uma boa expansão em 2010 é a SABMiller, por conta de suas marcas locais e redes de distribuição. O estudo mostra que nos próximos anos sobrarão apenas três grandes cervejarias.
As fusões previstas para o futuro deverão se concentrar nos países emergentes, mercados de maior potencial de crescimento em cerveja.
Fonte: Valor Econômico – 25/02/2010
Governo quer tirar do ar campanha da Schincariol com Paris Hilton
Depois de receber denúncias da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e de consumidores, o Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) abriu três processos éticos contra a campanha de lançamento da cerveja Devassa Bem Loura, da Schincariol.
Em uma das propagandas da campanha, da agência Mood, a socialite americana Paris Hilton aparece em poses sensuais na varanda de um apartamento na orla carioca. Ela é fotografada por um voyeur, que parece mais interessado em clicar a cerveja que está na mão dela.
A secretaria, ligada à Presidência da República, considerou a campanha sexista e desrespeitosa para a mulher. A denúncia gerou um processo para discutir especificamente queixas relacionadas à condição da mulher.
Um outro processo, aberto após denúncias de consumidores, vai avaliar se o comercial faz um apelo exagerado à sensualidade, contrariando o código de ética, que condena o apelo erótico em propagandas de bebidas alcoólicas e também o tratamento de modelos como objeto sexual.
A terceira representação partiu do próprio Conar e se refere a uma promoção na internet em que um prêmio de R$ 3.000 é oferecido ao criador do melhor samba de caixinha de fósforos. O código proíbe sugerir que as pessoas façam consumo excessivo de álcool. Procurada, a Schincariol não quis comentar e disse que ainda não foi notificada.
O Conar pode solicitar a retirada imediata da campanha por meio de liminar - o que não foi feito até a noite de ontem. Não havendo liminar, os 180 conselheiros do Conar vão se reunir em até 40 dias para avaliar o caso.
Fonte: Folha de São Paulo, por Mariana Barbosa – 25/02/2010
Rexam corre para atender aquecimento da demanda
A explosão da demanda por bebidas neste verão de temperaturas acima de 40 graus pegou os fabricantes de latas de alumínio para cervejas, refrigerantes e sucos no contrapé. A maior empresa do setor, a Rexam, por exemplo, informou que vai importar um bilhão de unidades e acelerar investimentos de R$ 180 milhões em retomadas de fábricas e expansão de unidades no Brasil e no Chile. Em janeiro deste ano, a produção da indústria de latas para bebidas teve um crescimento 26% em comparação com o mesmo mês do ano passado.
Fonte: Portal Valor Online - 26/02/2010
Cerveja Brouczeck é a novidade da ImportBeer no Brasil
Os amantes de cerveja poderão se alegrar, pois a importadora ImportBeer traz com exclusividade ao Brasil a Cerveja Brouczeck, uma bohemian pilsen produzida pela cervejaria Tcheca Nova Paka. Encontrada em garrafas de 500 ml, a Brouczeck é perfeita para pessoas que apreciam bebidas deliciosamente amargas.
Seu sabor levemente doce traz consigo uma fina carga de amargor e uma sensação maltada ao paladar, o que faz com que seu gosto dure muito mais tempo. Também oferece aroma de notas florais, lúpulo e malte em 8% de teor alcoólico em um líquido brilhante de coloração dourado escuto e cobre.
Informações pelo site www.importbeer.com.br
Fonte: Portal Panorama Brasil – 28/02/2010
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