Notícias de mercado
2010 - Março
Germânia abre 20 lojas para vender chope em São Paulo
Há 18 anos no mercado e com modelo próprio de negócios no segmento de bebidas, a Germânia pretende expandir suas atividades este ano com a abertura de pelo menos 20 lojas no estado de São Paulo, que concentra 90% da distribuição de seu principal produto, o chope. Com a iniciativa, que prevê investimento mínimo de R$ 3 milhões, a companhia pretende crescer 30% ao longo de 2010 com a entrega da bebida em festas e eventos, principalmente, além de bares e restaurantes.
A abertura de uma nova unidade demanda o investimento de pelo menos R$ 150 mil e é feita através de concessões da marca. A expansão visa cidades do interior paulista, entre elas Franca, Marília, Assis, Araras e Leme. “Quem consegue vender em São Paulo vende em qualquer lugar do país. Mas ainda temos muito para crescer aqui para depois buscar atuação em outros estados”, explica Wadi Nussalah, sócio-diretor da Germânia, que também conta com lojas situadas em Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul, mas que correspondem a apenas 10% das vendas da companhia.
Diferente das principais empresas do segmento, a Germânia concentra sua atuação na entrega domiciliar de seus produtos e preza pelo relacionamento com os consumidores que moram perto de suas lojas. “Alguns de nossos lojistas têm até a chave da casa dos clientes para facilitar a entrega. E isso ocorre até em bairros nobres da capital”, diz ele. Início da marca A Germânia surgiu em 1991 quando Wadi Nussalah e mais dois sócios arrendaram uma fábrica de apenas 600 metros quadrados que estava praticamente desativada na cidade de Vinhedo (SP) e que pertencia à cervejaria Belco, da qual Nussalah era um dos distribuidores na época. “Entramos apenas como dinheiro do bolso. A idéia era lançar uma marca de qualidade e com excelência no serviço”, diz ele, que aproveitou o conhecimento que tinha no mercado e a carteira de clientes do antigo trabalho para lançar o produto.
A Germânia não tem intenção de abrir uma nova unidade de produção, e afirma que a fábrica de Vinhedo suporta o crescimento pretendido da empresa de vender 30% a mais este ano. Hoje, o portfólio de chope da Germânia é formado por quatro versões (claro, escuro, com vinho e premium) que podem ser adquiridas nas 150 unidades da empresa em seis diferentes tamanhos de barris, que vão de 5 litros (embalagem descartável) a 50 litros.
Todos os formatos existem desde o início da atuação da companhia. “Fomos pioneiros na comercialização de barril de chope com menos de 20 litros. Idealizamos essas versões para atender às diferentes necessidades do consumidor”, afirma o fundador da companhia. O valor sugerido da bebida varia de R$ 4,87 (chope tradicional) a R$ 7,50 (premium) por litro.
Consolidação do mercado Nussalah enfatiza que no segmento chope a empresa perde apenas para a Brahma, da gigante AmBev. “Já fomos sondados por grandes companhias, mas tudo na vida tem o seu preço. Há muita empresa maior que a nossa que vem antes na fila”, comenta o sócio-diretor sobre a consolidação do mercado. Mesmo com os projetos de expansão para 2010, Nussalah completa que “a pretensão é crescer com os pés no chão, pois é melhor ter 150 lojas bem estruturadas do que 500 unidades quebradas”.
Fonte: Brasil Econômico - 01/03/2010
Conar suspende veiculação de campanha da Schincariol com Paris Hilton
O Conar (Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária) suspendeu a veiculação de parte da campanha da cerveja Devassa Bem Loura, da Schincariol, com a socialite americana Paris Hilton.
A medida liminar é parcial, logo nem todos os anúncios terão que deixar de ser exibidos, mas entre os que foram vetados estão o filme de 60 segundos, o principal da campanha publicitária, assim como algumas páginas do site da cervejaria.
A decisão é uma resposta às denúncias de consumidores e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, ligada à Presidência da República, que consideraram a campanha sexista e desrespeitosa.
O Grupo Schincariol divulgou nota dizendo que recebeu na sexta-feira (26) as três notificações emitidas pelo órgão e entende que "o filme estrelado pela modelo Paris Hilton não ofende, em nenhum aspecto, a qualquer norma ou orientação emitida pelo Conar".
Apesar disso, acrescenta a nota, a Schincariol "acata a decisão e já trabalha na defesa do caso". A empresa ressalta ainda que o filme original pode ser visto na internet e o link no site You Tube ultrapassa 400 mil acessos.
Fonte: Folha Online – Dinheiro – 01/03/2010
Cervejas européias premiadas chegam a supermercados brasileiros
A empresa Femsa Cerveja Brasil acaba de trazer cinco sofisticadas marcas européias de bebidas para o país: Amstel Pulse (Holanda), Birra Moretti (Itália), Edelweiss (Áustria), Murphy's Irish Stout e Murphy's Irish Red (as duas da Irlanda).
A Amstel (4,7% de teor alcoólico) tem sabor leve e embalagem de vidro transparente - foi premiada no Festival de Cannes por seu design inovador. A Birra Moretti (4,6%) possui líquido dourado, é encorpado e ideal para acompanhar petiscos e massas. Cada uma deve custar R$ 3,99 (330 ml).
Levemente temperada com especiarias, a Edelweiss (5,5%) tem gosto frutado e é feita com ingredientes e água pura dos Alpes. O preço sugerido para a garrafa de 500 ml é R$ 9,80.
A Murphy's Irish Stout (4%) contém malte torrado e chocolate, e produz uma espuma cremosa --sua marca registrada. Os brasileiros devem encontrar a lata de 500 ml nos supermercados por R$ 10,70. A Murphy's Irish Red (5,2%), com sabor encorpado e também com espuma cremosa, fica disponível por R$ 5,99 (330 ml).
Fonte: Folha Online – Comida – 01/03/2010
A Devassa parte pra cima
Com uma estratégia ousada, a Schincariol lança um novo produto, surpreendem concorrentes e busca espaço onde sempre patinou.
Depois de alguns anos sem nenhuma emoção, com executivos e marqueteiros comportados além do normal, o mercado brasileiro de bebidas foi recentemente surpreendido por uma novidade que avivou a milionária e tradicionalíssima disputa das cervejarias.
Com uma estratégia de marketing que deve consumir 100 milhões de reais neste ano, a Schincariol pegou os concorrentes desprevenidos e lançou, durante o Carnaval, uma cerveja feita para incomodar a líder AmBev na Região Sudeste, o principal mercado de consumo no país. Personificada pela dublê de apresentadora e festeira profissional Paris Hilton, a Devassa Bem Loura invadiu os sambódromos do Rio de Janeiro e de São Paulo - e, pelo menos nessas praças e durante o período de folia nacional, conseguiu fazer mais barulho que a rival.
Os executivos da AmBev bem que tentaram, mas nem mesmo a contratação às pressas da pop star Madonna, disfarçada de doação de 1 milhão de dólares a uma ONG de proteção a crianças, fez o tradicional camarote da Brahma atrair mais atenções do que o da Devassa com sua polêmica loira. Numa espécie de metáfora carnavalesca da situação, a escola de samba Unidos da Tijuca, patrocinada pela Schincariol, foi a campeã do Carnaval carioca. A Grande Rio, apoiada pela AmBev, ficou em segundo lugar.
Até chegar aos sambódromos, a Devassa fez um longo "ensaio". Tudo começou em 2007, quando a pequena cervejaria artesanal carioca foi comprada pela Schincariol, com sede em Itu, no interior de São Paulo. "Havia a intenção de colocar a marca Devassa no mercado de massa, mas levamos alguns meses para amadurecer a idéia", diz Adriano Schincariol, de 34 anos, acionista e presidente da cervejaria que leva seu sobrenome. O plano começou a ganhar corpo em setembro do ano passado. Sua base era dividir a marca em duas. Uma era a Devassa original, uma cerveja sofisticada, cara e bem aceita no mercado carioca. A outra era a Devassa Bem Loura, concebida para concorrer com as líderes de mercado Brahma e Skol, ambas da AmBev. Manter a estratégia em sigilo era fundamental.
A AmBev, por exemplo, tem profissionais dedicados a monitorar o mercado e descobrir possíveis novidades para que a empresa prepare contra-ataques. A tática foi usada, por exemplo, antes do lançamento da Sol, da Femsa, em 2006 - a empresa começou a vender um produto batizado de Puerto del Sol, com a clara intenção de desgastar a cerveja rival que chegaria ao mercado meses depois. Para manter a Devassa Bem Loura em segredo, a Schincariol envolveu o menor número possível de pessoas em cada fase do projeto.
Todos que tinham acesso às informações eram obrigados a assinar termos de confidencialidade com multas pesadas em caso de quebra de sigilo. Os 100 veículos que seriam utilizados para distribuição da nova cerveja foram guardados por 45 dias em um depósito em Paulínia, cidade do interior paulista localizada a cerca de 70 quilômetros da sede da cervejaria - só dentro do depósito eles receberam os adesivos Devassa. Os rótulos das garrafas foram impressos em gráficas no exterior para evitar o vazamento da informação. O contrato com Paris Hilton foi fechado em outubro e as gravações do comercial com ela ocorreram em Los Angeles. "No fim do ano, mais de 100 pessoas estavam envolvidas e todas guardaram segredo", diz Adriano. Quando a concorrência se deu conta, pouco pode fazer. Além de contratar Madonna, teria fomentado processos no Conselho de Auto-regulamentação Publicitária (Conar) contra a campanha publicitária da nova rival.
Ao traçar sua estratégia, a Schincariol, procurou escapar de um erro já cometido por outros concorrentes: o de apostar só no marketing. Foi o que aconteceu com a Sol há quase quatro anos. Apesar dos mais de 300 milhões de reais investidos em seu lançamento, a Sol nunca chegou a ter nem sequer 1 ponto percentual de participação nas vendas - em grande medida porque a bebida não caiu no gosto do consumidor e era difícil encontrá-la em bares e restaurantes. O fracasso dessa empreitada deixou claro que, além de campanhas certeiras, as novas marcas de cerveja precisam de bons líquidos dentro de suas garrafas e de um sistema de distribuição capaz de romper as barreiras impostas por quem domina o mercado. "Apenas 20% de nosso investimento foi feito no marketing. Colocamos muito dinheiro no desenvolvimento do produto e nos preparamos fortemente para os obstáculos de distribuição", afirma Johnny Wei, vice-presidente comercial da Schincariol e braço direito de Adriano nessa empreitada.
A maior preocupação entre os executivos da empresa é fazer com que a Devassa chegue aos consumidores. É na distribuição que a disputa com AmBev e Petrópolis, dona das marcas Itaipava e Crystal, deve ter as batalhas mais sangrentas.
Até hoje a Schincariol não conseguiu quebrar a resistência dos pontos de venda cariocas a seus produtos. A cervejaria já patrocinou o Flamengo com a marca Nova Schin, comprou a Cintra (que no passado chegou a ter 10% do mercado local) e mesmo assim não emplaca nos bares e nas barracas de praia. Somadas, todas as suas marcas têm hoje apenas 2,6% de participação no Rio de Janeiro. "A AmBev e a Petrópolis têm um relacionamento muito próximo com os pontos de venda e concedem benefícios que vão de brindes a bonificações, que garantem a fidelidade dos revendedores", diz um executivo do setor. Para encarar os rivais, a Schincariol contratou e treinou 200 funcionários dedicados a cuidar exclusivamente das vendas e da distribuição da Devassa.
"Agora temos uma marca forte, que vai nos permitir investir mais em ações nos pontos de venda", diz Luiz Cláudio Taya, diretor de marketing da empresa. De acordo com pessoas próximas à Schincariol, o objetivo com a Devassa é ganhar pelo menos 3 pontos percentuais do mercado nacional (a cervejaria não confirma a meta). Hoje, a Schincariol tem 12% do mercado.
Cada ponto percentual equivale a aproximadamente 120 milhões de litros - ou um faturamento de 400 milhões de reais por ano.
Em janeiro, pouco antes do lançamento da Devassa Bem Loura, circularam rumores de que a Schincariol estaria negociando a compra da Petrópolis (o boato, aliás, é recorrente). As duas empresas se complementam de forma quase perfeita. A Schincariol é forte no Norte e no Nordeste, enquanto a Petrópolis vence no Sudeste, Sul e Centro- Oeste. A Petrópolis tem ótima rede de distribuição - ponto fraco da Schincariol - e precisa de fábricas mais modernas e eficientes - algo que a Schincariol já tem.
Segundo pessoas próximas às cervejarias, depois de inúmeras conversas ao longo dos últimos três anos, o empresário Walter Faria, dono da Petrópolis, teria finalmente estabelecido um preço - considerado alto demais pela concorrente. Adriano nega as conversas. "Nos respeitamos, há complementaridade, mas esse negócio não vai sair porque nenhum dos lados quer." Restou uma loira devassa para tentar ocupar o espaço da noiva ideal.
Firme na vice-liderança
Embora a Devassa possa se tornar uma ameaça à AmBev, a Schincariol ainda está bem distante da líder.
Fonte: Portal Exame, por Marcelo Onaga – 02/03/2010
Devassa volta com tarja em anúncio
Uma tarja preta sobre a Pin-up - símbolo da cerveja Devassa Bem Loura - marca o novo anúncio que o Grupo Schincariol pôs no ar ontem à noite em substituição ao anterior, que foi cassado por liminar do Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar). A campanha protagonizada pela socialite americana Paris Hilton foi denunciada por consumidores por apelo à sensualidade.
Há uma boa dose de humor na nova peça, reconhece o publicitário Augusto Cruz, presidente da agência Mood, responsável pela campanha. "Mas também (há) a certeza de que não há nada de errado com o comercial anterior, que foi produzido seguindo todas as normas do Conar para o segmento de bebidas."
A proibição do anúncio com a Paris Hilton causou reações apaixonadas nas mídias sociais aqui e no exterior. No serviço de microblog Twitter, há um movimento chamado #voltadevassa que atingiu quatro mil tweets em menos de três horas ontem pedindo a volta da campanha. O assunto chamou a atenção de veículos especializados em propaganda dos EUA e do jornal New York Times. Eles questionam se a garota-propaganda seria muito sexy para o Brasil e lembram que o anúncio foi lançado no carnaval, quando mulheres seminuas aparecem na mídia com destaque.
Luis Claudio Taya, diretor de marketing do Grupo Schincariol, não nega que gostou da exposição positiva que a denúncia provocou na mídia. Não apresenta números, mas diz que duas redes de supermercados pediram mais estoque de Devassa. Taya reconhece que tanto o Conar como os anunciantes terão de considerar a força das mídias sociais ao desenvolver campanhas.
Publicitários que trabalham para outras marcas de cerveja questionam a estratégia. "Quando vi o nome Devassa, uma marca que nasceu no Rio num clima descontraído, ser associado a Paris Hilton, que tem fama e comportamento condizente com a palavra, pensei: isso vai dar confusão. E deu. Há muitos brasis e o pessoal mais conservador não gosta desse tipo de associação", diz um publicitário que não quis se identificar.
Átila Francucci, hoje da Young & Rubicam, mas que esteve à frente da campanha de lançamento da Nova Schin, chama de hipocrisia a reação do Conar, mas acredita que isso é fruto da briga por mercado, muito acirrada entre as cervejarias. "Experimentei dificuldades similares quando fiz a campanha da Nova Schin." No Conar, o relator da denúncia que pediu a suspensão do anúncio até o julgamento do conselho de Ética, ainda sem data, é o vice-presidente da instituição, Edney Narchi.
Fonte: O Estado de São Paulo – Economia, por Marili Ribeiro - 03/03/2010
Mundo: Mais de 50% do mercado mundial de cerveja está nas mãos das quatro maiores cervejarias
As quatro maiores cervejarias do mundo agora possuem mais da metade do mercado mundial de cerveja, comunicou a empresa de pesquisas Plato Logic.
A Anheuser-Busch InBev baseada na Bélgica, a SABMiller listada em Londres, a holandesa Heineken e a dinamarquesa Carlsberg passaram à frente do resto do bloco liderado pela chinesa Tsingtao Brewery, em quinto lugar. "Os novos 4 grandes estabeleceram uma liderança clara, com uma participação de mercado combinada estimada em pouco mais de 50 por cento (pro forma de 2009)," disse a empresa Plato.
A fabricante da Budweiser - AB InBev, tinha volumes de cerveja de cerca de 350 milhões de hectolitros em 2009, bem à frente da fabricante da Miller – SABMiller, que tem pouco menos de 250 milhões, a Heineken em pouco mais de 200 milhões, e a Carlsberg cerca de 125 milhões de hectolitros, enquanto que a Tsingtao produziu um pouco mais de 50 milhões hectolitros por ano.
Em sexto lugar foi norte-americana Molson Coors Brewing Co., enquanto que a mexicana Grupo Modelo, a chinesa Beijing Yanjing Brewery Co. Ltd. e cervejaria japonesa Kirin Holdings Co Ltd e a Asahi Breweries Ltd. compunham o resto do top 10. Plato disse que o mercado mundial de cerveja cresceu menos de 0,1 por cento em 2009, mas espera que cresça em 2010, em cerca de 3 por cento.
"Enquanto isto pode parecer bastante otimista, nós esperamos que o crescimento se resuma em alguns mercados emergentes", disse o diretor da Plato, Ian Pressnell.
Fonte: BelgianShop WeekLetter 1413 – 03/03/2010
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
Lucro da AmBev cresce 11,8% em 2009 e chega a R$ 5,8 bi
A AmBev anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de R$ 5,789 bilhões em 2009, alta de 11,8% na comparação com o resultado de 2008. No quarto trimestre do ano passado, o lucro líquido da companhia foi de R$ 1,794 bilhão, 2,6% superior ao do mesmo período de 2008.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) totalizou R$ 10,361 bilhões em 2009, 12,3% a mais do que em 2008. No último trimestre do ano, foi de R$ 3,021 bilhões, com margem de 44,6% e alta de 9,1% em relação a igual período do ano anterior.
O volume total de vendas da AmBev no ano passado apresentou crescimento de 5,1% em relação a 2008, e atingiu 154,7 milhões de hectolitros. Nesta mesma comparação, o volume de cerveja cresceu 5,9% organicamente, enquanto o volume de não-alcoólicos e não-carbonatados apresentou expansão de 3%.
A receita líquida de vendas aumentou 11,1% e somou R$ 23,194 bilhões no ano. Segundo a companhia, "fatores como clima favorável e aumento real da renda disponível do consumidor, aliados ao constante investimento em inovações, influenciaram positivamente no desempenho".
Fonte: Folha Online – Dinheiro - 04/03/2010
AmBev reajustou preço da cerveja em 4,5% no 4º tri
A AmBev aumentou os preços das cervejas em 4,5%, em média, no quarto trimestre de 2009, período em que normalmente aplica reajustes nesse segmento. A alta ficou em linha com a inflação de 2009, conforme informou nesta quinta-feira o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da AmBev, Nelson Jamel, em teleconferência com jornalistas para comentar o balanço do ano passado.
O executivo destacou, no entanto, que o aumento não foi suficiente para compensar a alta de 15% nos impostos federais que a AmBev sofreu no início de 2009. Dessa forma, a receita líquida por hectolitro da companhia no Brasil apresentou avanço inferior à inflação em 2009, de 2,7%. A companhia, no entanto, encerrou 2009 com lucro 15% maior, de R$ 6 bilhões.
Segundo Jamel, no ano passado a AmBev deu prioridade ao lançamento de embalagens mais rentáveis para os consumidores, como os pacotes de 24 latas de cervejas, o que também comprometeu a receita por hectolitro, mas propiciou crescimento no volume de vendas e minimizou os impactos sobre o faturamento total. "A contrapartida foi o crescimento do nosso volume de vendas", disse. A receita líquida da empresa no País subiu 12,4% em 2009, para R$ 14,632 bilhões.
O diretor informou ainda que alguns concorrentes já seguiram a líder de mercado no reajuste nos preços das cervejas. "A Petrópolis se movimentou praticamente ao mesmo tempo e a Schincariol também já promoveu reajustes, embora não inteiramente. A Femsa é quem ficou para trás (nos aumentos de preço)", afirmou.
Em dezembro, a AmBev amargou uma perda de 0,4 ponto porcentual de participação de mercado, para 69,6%. Em novembro, a companhia já havia perdido 0,6 ponto porcentual de market share, refletindo os reajustes. Questionado hoje sobre o comportamento da participação de mercado nos dois primeiros meses de 2010, Jamel disse que a empresa decidiu divulgar seu market share apenas trimestralmente. "Acreditamos que é a forma mais adequada para passar as informações", disse.
O executivo não adiantou se a companhia já consegue recuperar fatias de mercado neste início de ano, mas destacou que "não é só o preço quem faz a diferença no share". As inovações apresentadas pela companhia, especialmente em embalagens, na avaliação de Jamel, podem ter papel decisivo na divisão do mercado de cervejas.
Fonte: AE Agência Estado, por Tatiana Freitas – 04/03/2010
Heineken pode estimular segmento premium e elevar concorrência
A AmBev admite que o fortalecimento da cervejaria holandesa Heineken no mercado brasileiro, após a compra da divisão de cervejas da mexicana Femsa, pode acirrar a concorrência no segmento premium, mas avalia que, no longo prazo, o aumento da competição pode ser até benéfico para a empresa.
"Por um lado, teremos um competidor global e forte, com ampla experiência no segmento premium, que ainda é pouco desenvolvido no Brasil. Por outro, a presença da Heineken pode estimular o segmento premium e, no longo prazo, essa mudança na configuração do mercado pode acabar sendo uma oportunidade para a AmBev", disse hoje a jornalistas o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da fabricante, Nelson Jamel. "É uma briga dura, mas é uma briga que a gente gosta."
A Heineken anunciou a compra da divisão de cervejas da Femsa no País em janeiro deste ano e ainda não revelou qual será a sua estratégia para o mercado brasileiro. Mas a expectativa é que, diante da ampla gama de produtos premium no portfólio da cervejaria holandesa, esse segmento deve se aquecer no Brasil.
Estima-se que o segmento premium responda por aproximadamente 1% do volume total de cerveja comercializado no País, mas não há consenso nessas estimativas, que variam de acordo com os produtos classificados como premium. Isso porque, dentro desse segmento, há diversos nichos, como o premium, o super premium e as cervejas importadas. Jamel disse hoje que a AmBev tem uma "importante participação" no segmento, mas não revelou seu market share. A marca líder da empresa no mercado premium é a Bohemia.
Na Europa Ocidental, as cervejas premium chegam a representar 40% do setor. Na Argentina, essa participação seria de 10% e no Chile, de 8,5%, o que revela o elevado potencial de crescimento desse mercado no Brasil.
Fonte: AE Agência Estado, por Tatiana Freitas – 04/03/2010
Pátio apóia novos projetos da Cervejaria Crystal
O prefeito José Carlos do Pátio reforçou a parceria com a Cervejaria Petrópolis, que produz e engarrafa a cerveja Crystal em Rondonópolis. Em visita às instalações da indústria, Pátio colocou-se à disposição para os novos projetos em andamento. O principal deles é começar a produzir a cerveja em lata, que hoje chega de São Paulo. De Rondonópolis partem 500 mil garrafas para abastecer o mercado local, além de Mato Grosso do Sul, Goiás e a região norte do país.
“A Crystal ajuda a mudar o perfil econômico de Rondonópolis, que vai além do agronegócio”, avalia o Prefeito, ao ressaltar também o “importante papel da Cervejaria como um dos patrocinadores do Rondonfolia” - um dos maiores carnavais do Centro-oeste brasileiro. Conforme ele, a política de atração de empresas da atual gestão mostra resultados. “Já estamos preparados para receber o hipermercado Big Master e filial da Facchini, metalúrgica de destaque nacional”, comemorou Pátio.
Para o proprietário da cervejaria, Walter Faria, a fábrica foi instalada no lugar certo. “Rondonópolis foi uma escolha excelente porque a água aqui é muito boa e localização é estratégica para distribuir o produto”, comemora. “Nós crescemos muito em Rondonópolis que hoje é um dos maiores consumidores do nosso produto. Em nível estadual os números também são positivos e animadores”, finalizou Faria, que inaugurou a Cervejaria Petrópolis em julho de 2008 e que hoje emprega 300 pessoas, incluindo os terceirizados.
Estavam presentes os secretários municipais de Desenvolvimento Econômico, Valdenir Castilho Soares, o Biliu, e de Meio Ambiente, Lindomar Alves. Participaram também o presidente eleito e atual tesoureiro da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Rondonópolis – ACIR, Edson Ferreira e o ex-governador e presidente do Conselho Diretor da Política de Desenvolvimento Industrial – Codipi, José Rogério Salles.
Indústria têxtil
Ao sair da cervejaria, Pátio seguiu com a equipe em visita às obras da TBM Têxtil Indústria e Comércio, às margens na BR-163. No local doado pelo município, a gestão pública finaliza a terraplanagem - incentivos concedidos à empresa, com sede em Fortaleza, Ceará. Durante a escolha do local, o Mato Grosso ganhou da Bahia também no quesito que inclui os incentivos fiscais.
De acordo com o diretor industrial, Norberto Neves, o parque industrial começa a funcionar em julho, com capacidade para produzir, em fase inicial, de 500 a 600 toneladas de fios por mês. O projeto compreende 12.000m2 de área coberta, com estrutura preparada e espaço reservado para dobrar de tamanho no futuro e mais que duplicar a produção. “Estamos otimistas com Rondonópolis e nossa escolha levou em conta, além dos incentivos, a farta matéria-prima que temos na região”, conclui Neves.
Fonte: Redação 24 Horas News – 04/03/2010
Conar mantém proibição de comercial da Devassa
O Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) decidiu manter a liminar que proibiu a veiculação do comercial da cerveja Devassa com Paris Hilton. Por unanimidade, 12 conselheiros da entidade concluíram nesta terça-feira que o comercial era desrespeitoso para mulheres e abusava de sensualidade. A veiculação foi proibida para jornais, TV e internet e liberada para o rádio.
O comercial proibido mostra Paris Hilton com um tubinho preto bem curto dançando com uma lata da cerveja na mão enquanto é fotografada por um voyeur em um prédio vizinho.
Após protestos da cervejaria Itaipava e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, entre outros, o Conar tirou o comercial do ar por decisão liminar no dia 26 de fevereiro.
Hoje, no Conar, a agência Mood, responsável pela campanha da Devassa, da Cervejaria Schincariol, apresentou como defesa uma dezena de outras campanhas de bebidas veiculadas nos últimos doze meses. Dentre os filmes apresentados, estava o "Boa", da Antarctica, com Juliana Paes, e o "Balé", da Kaiser.
"O grupo Schincariol e nós da agência Mood acatamos a decisão do Conar, mas discordamos plenamente dela", afirmou Augusto Cruz Neto, sócio-presidente da Mood.
"Não é a primeira vez que se vêm uma menina com uma lata de cerveja na mão dançando em um comercial de cerveja", completou o publicitário Aaron Sutton, da Mood.
Nenhum representante do Conar foi localizado. A Folha deixou três recados com a assessoria de imprensa da entidade, mas não obteve resposta. O presidente do conselho que deliberou sobre o caso ontem, Rui Porto, que também é diretor de mídia da Alpargatas/Havaianas, foi procurado, mas não retornou as ligações.
A Schincariol pode ainda recorrer da decisão no Conar ou apelar para a Justiça comum. Segundo Cruz Neto, o próximo passo ainda não foi decidido.
Quando o Conar retirou a campanha do ar, a Mood reagiu criando uma peça recatada na qual o logo da Devassa, uma bonequinha retrô de biquíni, aparecia com uma tarja preta. Na peça, a estrela é a própria cerveja, que aparece em close.
A campanha estreou no Carnaval e ficou no ar por duas semanas até ser proibida pelo Conar. Esse tempo, aliado à polêmica gerada pela própria proibição, foi suficiente para transformar a Devassa em uma das marcas mais admiradas pelos consumidores.
Pela primeira vez a marca apareceu entre as dez mais lembradas e entre as dez mais admiradas na pesquisa Lembranças de Marcas na Propaganda de TV, realizada pelo Datafolha em fevereiro, em parceria com o Meio & Mensagem.
A pesquisa mede a lembrança do consumidor em todas as categorias, não apenas cerveja. No entanto, das dez mais lembradas, cinco foram de cerveja.
Fonte: Folha de São Paulo, por Mariana Barbosa – 04/03/2010
Resultados da AB InBev decepcionam no 4º trimestre
A Anheuser-Busch InBev (AB InBev), maior cervejaria do mundo, divulgou resultados desapontadores para o quarto trimestre do ano passado. O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia subiu 11%, para US$ 3,12 bilhões, ante os US$ 2,81 bilhões do mesmo período do ano anterior. No entanto, analistas esperavam que o Ebitda alcançasse US$ 3,29 bilhões.
Já as vendas da AB InBev nos últimos três meses do ano passado atingiram US$ 9,3 bilhões, abaixo da projeção dos analistas, de US$ 9,47 bilhões. O lucro líquido, de US$ 1,28 bilhão, também decepcionou. O resultado foi bem maior que os US$ 29 milhões do mesmo período de 2008, mas o dado do ano anterior havia sido distorcido por encargos extraordinários relacionados à compra, por US$ 52 bilhões, da Anheuser-Busch.
A AB InBev também revelou perspectivas cautelosas para este ano, em conseqüência da fraqueza na economia dos Estados Unidos, que deverá contrabalançar o sólido crescimento econômico e as vendas robustas no Brasil. O desempenho nos EUA no quarto trimestre foi prejudicado pelas entregas para atacadistas, que caíram 1,9%, e as vendas para varejistas, que recuaram 4,1%.
Resultados excepcionalmente fortes na América Latina, principalmente no Brasil, ajudaram a contrabalançar a fraqueza nos EUA. No Brasil, os resultados foram sustentados por US$ 308 milhões em ganhos com câmbio, à medida que o real se fortaleceu diante do dólar no quarto trimestre.
No Brasil, "nossas marcas estão tendo desempenho extremamente bom em termos de preferência e performance de mercado", disse o diretor financeiro da companhia, Felipe Dutra. "Nós vemos isso como uma tendência", completou.
A AB InBev, que tem sede em Leuven, na Bélgica, continua lutando contra volumes de venda fracos na Europa Ocidental, onde a companhia planeja cortar sua força de trabalho em 10% (800 empregos). Na região, os volumes caíram 4,8% no quarto trimestre.
Fonte: Dow Jones – 04/03/2010
Indústria de bebidas prevê crescer até 10% este ano
Depois de se salvar como um dos poucos segmentos da indústria a crescer em 2009, ano do tombo histórico de 7,4% da produção industrial do País diante da crise mundial, o setor de bebidas se prepara para superar o desempenho em 2010. O segmento de refrigerantes e bebidas não alcoólicas projeta crescimento em torno de 7% na produção e o de cervejas, 10%.
Os planos de investimentos já somam cerca R$ 6 bilhões para este ano, apostando que o calor acima da média e a Copa do Mundo vão puxar as vendas. No ano passado, o setor cresceu 7,1% e começou bem 2010. Na produção industrial de janeiro, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor cresceu 8,1% em relação a dezembro.
Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja (Sindicerv), se for confirmada a estimativa de que a produção ultrapassou 10,7 bilhões de litros em 2009, o País passará a Alemanha e assumirá o posto de quarto produtor mundial. Para Ênio Rodrigues, superintendente executivo do Sindicerv, que congrega companhias como AmBev e Femsa, a continuidade da tendência de fortalecimento do mercado interno com o crescimento da renda e o calor recorde favorecem a manutenção da taxa de crescimento da produção de cerveja acima de 6% dos últimos cinco anos. Ele acrescenta que a Copa do Mundo deve manter em junho o nível das vendas, que costuma cair no inverno. "O consumo de bebidas é muito influenciado por renda e clima. Calculamos que cada 1% de expansão da renda gera um aumento de 0,6% no volume de cerveja vendido. E cada 1°C de elevação na temperatura gera um aumento de consumo de 0,28%", diz Rodrigues. "O ano já começou bem, com altas temperaturas e um aumento significativo no salário mínimo. Nossa expectativa é crescer de 7% a 10% em 2010."
A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), que tem associadas como Schincariol e Petrópolis, ainda não tem estimativas. O rendimento médio do brasileiro nas principais regiões metropolitanas subiu 3,2% em 2009 e continua em expansão este ano. Atingiu R$ 1,37 mil em janeiro. Para o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir), Paulo Mozart, a renda e os fatores sazonais também impulsionam fabricantes de refrigerantes, bebidas gaseificadas com sabor, sucos e energéticos. "Esperamos um crescimento na produção pelo menos entre 7% e 7,5% em 2010.
Com o calor mais forte e a Copa do Mundo, a venda de refrigerantes pode subir até 20%", empolga-se. "Houve migração da classe D para a C, que definitivamente se incorporou ao mercado de consumo. São 31% dos consumidores, que influenciam principalmente o mercado de bens mais acessíveis." O segmento faturou R$ 22,8 bilhões no ano passado, 6,37% a mais do que em 2008. Só de refrigerantes, foram produzidos 14,34 bilhões de litros em 2009, um incremento de 1,35% em relação ao ano anterior. A Coca-Cola, que aumentou em 4% as vendas em 2009, já anunciou investimentos de R$ 2 bilhões, mesmo montante anunciado ontem pela AmBev.
Fonte: O Estado de São Paulo - 05/03/2010
Inovação melhora resultado da AMBEV
As inovações realizadas no mercado de bebidas e o reforço de suas marcas junto aos consumidores com essas iniciativas proporcionaram bons resultados à AmBev em um ano impactado pela crise econômica internacional.
Novas embalagens como a cerveja de 1 litro e a latinha de 269 ml ou a caixa mais econômica de 18 unidades são exemplos que levaram a companhia a obter um crescimento de 5,1% no volume de vendas e atingir um lucro líquido de R$ 6 bilhões (alta de 16,9%) em 2009 na comparação como ano anterior. “Aumentamos os investimentos com a redução dos gastos e colocamos no mercado embalagens mais rentáveis e atrativas para o consumidor. Estamos muito satisfeitos com os resultados”, avalia Nelson Jamel, diretor financeiro e de relações com investidores da AmBev.
Apesar aumento em volume de vendas, o crescimento das linhas de não-alcoólicos foi de apenas 3%, praticamente a metade do alcançado pelas cervejas que foi de 5,9%. A empresa obteve ainda R$ 10,5 bilhões de Ebitda, com 15,8% de crescimento sobre 2008, e R$ 23,2 bilhões de receita líquida, um aumento de 12%. Segundo a companhia, ao longo de 2010, as iniciativas continuarão focadas em inovações no mercado e investimentos em produção. “A expectativa é demais um ano de crescimento. Além de manter nossa estratégia, o país vive bom momento econômico e este é um ano de Copa do Mundo”, explica Jamel, citando o evento esportivo que eleva em até 30% o consumo de cerveja nos meses de junho e julho em relação aos outros anos. Maior volume Para absorver o crescimento esperado para esse ano, a AmBev ampliará sua capacidade de produção em até 15% com investimentos que podem chegar a R$ 2 bilhões, montante histórico inserido pela companhia em suas unidades e o dobro do aplicado no ano passado. Com a iniciativa, a companhia pretende abrir três novas unidades e aumentar o volume produzido em fábricas de 13 estados.
O planejamento inclui as unidades de Agudos (SP), Manaus (AM) e São Luiz (MA) estão incluídas no planejamento da empresa. “A expectativa é finalizar as ampliações até outubro para atender a demanda crescente do próximo Verão”, comenta o diretor financeiro da empresa. Briga de gigantes Sobre o reforço da atuação da holandesa Heineken no país, que adquiriu a operação de cervejas da Femsa, a AmBev espera que a briga no segmento fique mais acirrada, principalmente entre as linhas premium de cervejas. “Esse mercado ainda é pequeno no Brasil se comparado com outros países e a atuação da Heineken deve pressionar nossa atuação, mas também acelerar o aumento no consumo desses produtos”, diz Jamel.
Fonte: Brasil Econômico - 05/03/2010
Cervejaria Petrópolis investe em aumento de produção e marketing
O grupo Petrópolis pretende aumentar a capacidade de produção de duas de suas unidades ao longo deste ano com investimentos que podem chegar a R$ 28 milhões. A iniciativa deve-se às expectativas de crescimento no consumo de cervejas ao longo deste ano e às mudanças de atuação da companhia ocorridas no segundo semestre do ano passado com o lançamento de uma nova linha de bebidas, o energético TNT. “São investimentos para nos preparar para o aumento da demanda nos próximos anos. Em 2010, a expectativa do mercado é crescer 10% e o Brasil está próximo de receber dois importantes eventos que aumentamos consumo de bebidas, que é a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos”, afirma Douglas Costa, gerente de marketing da companhia.
Os investimentos serão inseridos nas unidades fluminenses de Petrópolis e Teresópolis. Na primeira, o montante é de cerca de R$ 15 milhões e a intenção da empresa é aumentar sua capacidade em 225% chegando a uma produção de 55 milhões de litros. A capacidade atual da unidade é de 17 milhões de litros, e a expansão visa apenas ampliar o volume das bebidas já produzidas no local. Já na unidade de Teresópolis, o Grupo Petrópolis pretende não só aumentar a capacidade de produção como incorporar novas linhas de produtos como a cerveja Petra e o energético TNT, além de preparar a fábrica para novos itens que estão no planejamento da companhia.
Com um montante em torno de R$ 13 milhões, a unidade passará de uma produção de 17 milhões de litros para 26 milhões de litros anuais, uma expansão de 53%. A expectativa da companhia é finalizar as reformas até o mês de agosto Ações de marketing Este ano, a Petrópolis destinará R$ 65 milhões (15% a mais que em 2009) em ações de marketing. Um dos pilares da estratégia é o automobilismo. “Vimos uma grande oportunidade para a divulgação de nossos produtos”, diz Costa. Entre equipes e pilotos, a empresa estampará suas marcas em três categorias nacionais do esporte.
Fonte: Brasil Econômico - 05/03/2010
Investimento da AMBEV no país pode chegar a R$ 2 bilhões
A fabricante de bebidas AmBev informou que seus investimentos no Brasil podem chegar a R$ 2 bilhões este ano, ampliando o número que havia sido divulgado no final do ano passado, de um investimento de até R$ 1,5 bilhão em 2010. "Podemos investir até R$ 2 bilhões, o que significaria dobrar o montante em relação a 2009 e atingir o maior nível da história da companhia", disse o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Nelson Jamel. A empresa, porém, condicionou esse crescimento à manutenção da carga tributária do setor.
No ano passado, a AmBev enfrentou um aumento de 15% nos impostos federais que, segundo Jamel, não foi totalmente repassado para o consumidor, possibilitando aumento das vendas. Ele avalia que, se não houver novo aumento da carga tributária, o mercado terá ainda mais incentivos para crescer. "Sem aumento de impostos, não temos repasse de preços e, como conseqüência, temos aumento no consumo. É um ciclo virtuoso. Estamos tentando apresentar essa dinâmica ao governo", disse.
De acordo com o executivo, os aportes de até R$ 2 bilhões programados para este ano resultarão em um aumento de 10% a 15% na capacidade produtiva da empresa e devem gerar cerca de 44 mil novos empregos, diretos e indiretos. Pelo menos três novas unidade de produção, segundo Jamel, devem ser construídas, além da ampliação de unidades já existentes.
"As decisões de localização das novas fábricas e centros de distribuição, em sua maioria, ainda estão sendo avaliadas", disse. A companhia, porém, já iniciou obras em algumas regiões, como Minas Gerais, interior de São Paulo, Maranhão e Manaus. "Planejamos expansão da capacidade produtiva em 13 Estados."
O executivo ressaltou, durante teleconferência com jornalistas para comentar o balanço de 2009, que a expansão entre 10% e 15% da capacidade instalada não significa que a companhia espera um crescimento das vendas na mesma magnitude, no Brasil, em 2010. "Esperamos crescimento, mas não podemos dizer que chegará a 15%, apesar de os principais elementos que propiciaram o avanço de 2009 serem mantidos, como o crescimento da renda e as condições macroeconômicas. A Copa do Mundo também deve ajudar no aumento das vendas", disse.
A AmBev fechou 2009 com um lucro líquido de R$ 5,98 bilhões, um crescimento de 15,4% em relação ao ano anterior. A receita líquida no ano passado foi de R$ 23,19 bilhões, um crescimento de 11,1% na mesma comparação.
De acordo com os dados da empresa, as vendas de cerveja em 2009 subiram 9,9%. A empresa atribuiu a expansão ao crescimento real da renda e aos ganhos de participação de mercado. No quarto trimestre, o market share médio da AmBev ficou em 70,1%, 2,6 pontos porcentuais acima do apurado no mesmo período do ano anterior, segundo a Nielsen.
"No Brasil, os fundamentos macroeconômicos continuam a dar suporte ao bom desempenho da indústria. Além disso, o sucesso de nossas inovações continuou alavancando o crescimento do volume de cerveja, que cresceu 12,1% no trimestre e 9,9% no ano", comentou a empresa no relatório de administração.
Concorrência
A AmBev admite que o fortalecimento da cervejaria holandesa Heineken no mercado brasileiro, após a compra da divisão de cervejas da mexicana Femsa, pode acirrar a concorrência no segmento premium. Mas avalia que, no longo prazo, o aumento da competição pode ser até benéfico para a empresa.
"Por um lado, teremos um competidor global e forte, com ampla experiência no segmento premium, que ainda é pouco desenvolvido no Brasil. Por outro, a presença da Heineken pode estimular o segmento premium e, no longo prazo, essa mudança na configuração do mercado pode acabar sendo uma oportunidade para a AmBev", disse Jamel. "É uma briga dura, mas é uma briga que a gente gosta."
Fonte: O Estado de São Paulo - 05/03/2010
Tempestade em lata de cerveja
Ambientado na capital mundial do bundalelê e do fio dental, o comercial da Devassa com Paris Hilton surpreende pelo recato
Se era uma homenagem antecipada do governo e do órgão controlador da publicidade no país ao Dia Internacional da Mulher, tiro de meta. Se uma tramóia da concorrência (leia-se Ambev), gol contra. Se golpe publicitário da Devassa, 1 a 0 no placar.
Mas é bastante provável que não tenha sido nada disso; apenas uma exorbitância da SEPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres) e do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). Uma parte da torcida pediu e a arbitragem puxou o cartão vermelho para o comercial da cerveja Devassa com a modelo Paris Hilton. A outra parte (incomensuravelmente maior, até porque engrossada pela freguesia internacional da internet) não entendeu até agora o porquê da punição.
Paris Hilton não tira a roupa, limitando-se a esfregar uma lata de cerveja gelada ao longo dos quadris, por cima de um pretinho básico, sob as vistas de uma horda ululante na calçada em frente. Nenhuma simulação de orgasmo para o voyeur que de uma janela indiscreta a observa de binóculos. Se comparado ao que comumente se produz no universo publicitário movido a malte, lúpulo, cevada e curvas sedutoras, o comercial, sobretudo porque ambientado na capital mundial do bundalelê e do fio dental, além de estrelado por uma notória messalina de butique, surpreende pelo recato. Dê uma geral nos anúncios de cerveja e refrigerantes disponíveis na internet e compare.
Mas gente que possivelmente nunca viu aqueles comerciais da Budweiser com casais pelados em piscinas e titilações que tais buzinou na ouvidoria da SEPM e fez chegar ao Conar sua indignação com o "conteúdo sexista e desrespeitoso à mulher" do anúncio da Devassa. Com tanta coisa na TV a justificar nossa indignação - intervalos comerciais nos canais a cabo (não foi isso o combinado), excesso de anúncios idiotas e filmes reprisados, com erros crassos de tradução e português nas legendas, quando não dublados e promovidos em espanhol - para que desperdiçar tempo e fúria com um inócuo comercial de cerveja?
O Código do Conar recomenda aos comerciais de bebidas que evitem fazer "apelos à sensualidade" e tratar os modelos em cena "como objeto sexual". Por tais critérios, dezenas de outros anúncios teriam de sair do ar, inclusive aquele da Devassa em que uma bela morena brasileira simula tirar a parte de baixo do biquíni, incitada por um paquerador de praia.
Uma representante da SEPM foi mais específica: para ela, o anúncio proibido "deprecia o corpo feminino e desmoraliza as louras". Sucessivas plásticas e lipoaspirações, estas sim, depreciaram o corpo de Paris Hilton; e apelar para a sensualidade é o que ela mais tem feito na vida. Objeto sexual assumido, Paris Hilton é o epítome da loura burra, espécime que de fato existe na vida real, como existem a morena burra, a ruiva burra, a negra burra, a mulata burra e a mameluca burra. A publicidade sempre trabalhou e continuará trabalhando com símbolos e estereótipos. Vivemos, já há bastante tempo, a era da loura burra. Um dia passa.
As louras já foram cultuadas como o símbolo máximo da sedução, inocência, pureza e até da santidade. Tudo parece ter começado três séculos antes de Cristo, quando o escultor Praxíteles usou sua voluptuosa (e loura) amante como modelo para uma estátua de Afrodite, a deusa do amor dos gregos, cujas melenas douradas foram copiadas nas representações de Vênus, a Afrodite dos romanos, tradição mantida por Botticelli, Urbino e tantos outros artistas italianos. Na iconografia renascentista, Eva, Virgem Maria e Madalena também eram louras. Até recentemente em certas regiões da África e no Japão, as médicas e enfermeiras de cabelos claros inspiravam mais confiança nos pacientes, constatou a britânica Joanna Pitman, autora de uma erudita pesquisa sobre as louras, On Blondes.
Segundo Pitman, a loura natural sempre foi uma avis rara, daí a inflação de falsas louras nos cinco continentes. Marilyn Monroe, a suprema deusa da espécie, não nasceu loura. Lady Di gastava uma fortuna para manter aquela cor de cabelo. A desenxabida Paris Hilton também é oxigenada. Com tantas morenas (e mesmo falsas louras) lindas no Brasil, por que importar aquela "monstruosidade plastificada"?, cobrou um leitor da revista eletrônica Salon, que talvez desconheça o significado, entre nós, da expressão "loura gelada". Num certo sentido, foi uma sacada esperta importar a saliente, mas glacial modelo americana para o comercial da Devassa.
Bem mais esperta que a exacerbada reação da SEPM e do Conar, que resultou em involuntário hype para a cerveja, só há oito anos no mercado e praticamente desconhecida fora do Estado do Rio até o auê da semana passada.
Já na quarta-feira uma nova versão do comercial censurado estava pronta para entrar no ar: tarjas pretas na bionda do rótulo da garrafa, gozação na censura, e só uma tomada de Paris Hilton, em close, sussurrando o nome da cerveja, ao som do mesmo tema de O Homem do Braço de Ouro. A versão original continua disponível no YouTube e nos incontáveis blogs e sites que tiraram sarro do nosso primeiro mico internacional do ano.
Discutindo o imbróglio no último programa Entre Aspas, da Globo News, a socióloga Ana Lúcia Miranda reclamou da falta, na propaganda, de "uma ótica feminina da sensualidade". Se a mulher também consome cerveja, por que só os marmanjos têm destaque nos anúncios, como sujeitos da ação de beber? A cobrança é válida, mas talvez seja imprudente reivindicar uma inversão do ponto de vista sem mudar a filosofia, por assim dizer, da propaganda.
Há um anúncio da cerveja Tröegs, também disponível no YouTube, em que uma loura de biquíni amarelo toma, sozinha, uma cerveja, dá um arroto e, após outro gole, solta um traque, acompanhado de um sorriso e a desculpa: "It"s natural". Sim, é natural, mas desconfio que as guardiãs da imagem feminina no governo e os fiscais do Conar o acusariam de depreciar a mulher e desrespeitar sua intimidade intestinal.
Fonte: O Estado de São Paulo, por Sérgio Augusto – 07/03/2010
Indústria de bebidas está atrás de latinhas
A combinação entre consumo aquecido e investimentos congelados dos fabricantes de latas de alumínio resultou na escassez de embalagem para refrigerantes e cervejas. A incapacidade dos fornecedores em atender a demanda, que tende a crescer ainda mais pelo impulso da Copa do Mundo, leva o setor a avaliar a possibilidade de importação para saciar a sede do mercado. Na envasadora Vonpar, somente a carro-chefe Coca-Cola e cervejas chegarão aos postos de venda em latas. Os demais produtos, inclusive as versões Zero e Light de Coca-Cola, só serão vendidos em garrafas PET. A novidade teria sido informada a supermercados e distribuidores de bebidas, com a justificativa de que as fabricantes de latinhas não estão conseguindo atender à demanda nacional. Em alguns estabelecimentos, começam a faltar latas de algumas marcas de refrigerante.
Conforme o diretor executivo da Associação Brasileira de Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), Renault Castro, prevendo que os efeitos da crise mundial perdurariam, as três indústrias de latas existentes no país diminuíram o ritmo da produção e os investimentos em 2009. Mas o forte calor do verão aumentou de maneira surpreendente o consumo de bebidas em lata. Para resolver o gargalo, Castro estima que seria necessário comprar de outros países até 1,5 bilhões de unidades, o equivalente a cerca de 40 dias de consumo. O setor negocia com o Ministério da Fazenda a redução da tarifa de importação do produto de 16% para zero. “Só em janeiro, a venda de latas foi 26% superior ao mesmo mês de 2009. Hoje, a demanda é maior do que a oferta”, reconhece Castro, acrescentando que, nos últimos quatro anos, as vendas cresceram 10% em média. O debate também envolve a indústria de bebidas, que busca em outras embalagens a saída para continuar envasando. O secretário executivo da Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não-Alcoólicas (ABIR), Paulo Mozart, entende ser interesse do governo resolver a questão. Por um motivo simples: – o setor de bebidas tem uma das mais altas contribuições tributárias.
Fonte: ABRASEL - 10/03/2010
Não basta força, é preciso saber bater
"A vida é amarga; nossas cervejas, mais ainda." O ditado, visto por este repórter há alguns anos na lousa de uma pequena cervejaria gaúcha, encaixa-se bem na nova leva de cervejas "extremas" vindas dos Estados Unidos. Uma das vertentes dessa escola - que divide opiniões e é alvo de ressalvas até de mestres-cervejeiros consagrados por lá, como Garrett Oliver - é o amargor, originado pelo lúpulo.
Imagine uma cerveja industrial do dia a dia. Ela deve ter pouco menos de dez unidades de amargor, escala usada pelos cervejeiros. Mesmo as marcas artesanais brasileiras mais "radicais" chegam, hoje, à casa das 40 unidades. Há casos de cervejas "extremas" que passam de cem unidades, ou dez vezes mais. Mas não pense que tomar uma dessas cervejas equivale a sorver um copo de fel. Boas representantes do estilo seguem a linha "não basta ter força, é preciso saber bater (no paladar)".
Talvez por isso seja possível distinguir, entre as dez cervejas americanas da Flying Dog que chegaram há pouco ao Brasil, duas que valem realmente a pena. Se não tiver forças (nem orçamento) para um tour completo, vá direto ao topo da montanha de lúpulo com a Gonzo Imperial Porter e a Double Dog Double Pale Ale, ambas com 85 unidades de amargor.
A primeira é homenagem a Hunter Thompson, morto em 2005 e "pai" do jornalismo gonzo (leia-se: interferência no curso da notícia e mistura entre fato e ficção) e um dos incentivadores da cervejaria. A cerveja tem belo equilíbrio entre notas de malte torrado e chocolate, típicas do estilo, álcool (7,8%) e amargor, com combinação interessante de elementos cítricos trazidos pelo lúpulo.
Já a Double Pale Ale tem, ainda, desafiadores 11,5% de teor alcoólico, que, para risco do degustador, passam despercebidos em meio ao bom balanço entre malte, caramelo e notas de frutas cítricas. Importadas pela Tarantino (tel. 3093-0900), as long neck devem custar entre R$ 18 e R$ 25.
Fonte: O Estado de São Paulo, por Roberto Fonseca – 11/03/2010
AmBev investirá R$ 44 milhões na área ambiental em 2010
Em parceria com a ONG WWF, a companhia brasileira adotará a Bacia de Corumbá, no Distrito Federal
A AmBev investirá R$ 44 milhões na área ambiental em 2010, de um total de até R$ 2 bilhões que a companhia pode destinar ao País este ano.
A informação é do diretor de Relações Institucionais da fabricante de bebidas, Milton Seligman, que participou nesta quinta-feira, 11, de evento de apresentação de uma ampla campanha de mobilização para o uso consciente da água.
A campanha lançada pela empresa, batizada de "Movimento CYAN", em referência à cor que representa esse recurso natural, envolve o elemento que representa 95% da matéria-prima utilizada pela indústria e, logo, é fundamental para a sustentabilidade do negócio da AmBev, ressaltou o executivo.
"A gestão ambiental não é um custo para a empresa. Pelo contrário, ela gera um resultado positivo para a companhia", disse. No ano passado, de acordo com Seligman, a AmBev teve um ganho de R$ 79 milhões com a comercialização de subprodutos como bagaço de malte, vidro e alumínio.
Em 2009, segundo Seligman, o nível de reaproveitamento de subprodutos atingiu 98,2%.
Também no ano passado, a companhia bateu seu recorde de economia no uso de água para a produção de bebidas, utilizando em média 3,9 litros de água por litro de cerveja ou refrigerante, ante 4,11 litros em 2008. Nos últimos sete anos, a AmBev economizou 14,2 bilhões de litros de água, o suficiente para abastecer por um mês uma cidade como Belo Horizonte (MG).
O Movimento CYAN compreende, basicamente, duas ações da fabricante de bebidas. Em uma parceria com a Organização Não Governamental (ONG) WWF, a companhia adotará a Bacia de Corumbá, no Distrito Federal, que abastece uma fábrica da AmBev localizada em Brasília, a Filial Gama. O objetivo é proteger cinco nascentes, além da mobilização da comunidade e apoio para a formação de um comitê gestor da bacia hidrográfica.
Na outra ação, a AmBev tem como parceiros a ONG holandesa Water Footprint Network e a Universidade de São Paulo. A empresa vai calcular o consumo de água em toda a cadeia produtiva, a fim de estimular o uso consciente da água também em fornecedores. A AmBev promoverá ainda ciclo de debates com especialistas, exposições interativas e uma campanha publicitária para promover o uso responsável da água.
O Movimento CYAN será lançado oficialmente em 22 de março, no próximo Dia Mundial da Água, em um evento no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Fonte: Portal Estadão - 11/03/2010
Inflação do verão esfria, mesmo com calor recorde
Apesar de o início deste ano ter marcado sucessivos recordes de temperatura, o comportamento de preços nos produtos e serviços típicos de calor arrefeceram. Ao invés de disparar no período de verão, os valores médios da temporada, permaneceram abaixo da inflação oficial. Levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra desaceleração na pressão típica dos “produtos de calor” no auge do verão, um fenômeno que foi constatado com força na virada de 2008 para 2009.
Contribuíram para isso a desoneração tributária de alguns segmentos econômicos e a queda do dólar verificada desde o fim do ano passado. Mas nem todos os itens seguiram a mesma trajetória: as bebidas são um exemplo de produto que tiveram forte alta nos preços nesses meses de calor. De acordo com a pesquisa, a cesta de produtos de verão retirada do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) chegou a 3% em fevereiro. O IGP-10, mais amplo, é calculado em 4,4%. Há um ano, a inflação do verão batia nos 7%. Todos os porcentuais referem-se à variação anual dos preços. Segundo a avaliação do economista da FGV André Braz, responsável pelos cálculos, é possível perceber a desaceleração da inflação no conjunto dos produtos de forma geral. “Mas é claro que cada tipo de item da cesta tem preços influenciados por fatores específicos: refrigeradores foram beneficiados com descontos no IPI da linha branca, por exemplo.
Apesar de algumas lojas ainda estarem com estoque ainda antigo, é natural afirmar que se trata de um segmento com tendência de alta”, diz. Os números do mês passado mostram que os três produtos da cesta de verão que tiveram maior retração foram passagem aérea (-31,2%) – beneficiada pelo câmbio e pela cotação mais baixa do petróleo –, iogurte com polpa de fruta diet/light (-5,1%), e o segmento de refrigerador e freezer (-4,7%), diretamente influenciado pelo IPI reduzido. Na outra ponta, os itens que mais apresentaram aumento foram roupa infantil para prática esportiva (10,8%), chope e cerveja consumidos em estabelecimentos comerciais (9,5%) e cafezinho (8%). “É normal o preço da cerveja aumentar em dezembro e cair em fevereiro, especialmente nas cidades turísticas, por causa da demanda”, afirma.
Tanto que a cerveja, especificamente, está no topo dos itens de verão que mais sofreram aumento: o produto consumido em bares e restaurantes superou em três vezes a inflação de verão. Para os produtos que tiveram reajuste nos preços acima dos indicadores gerais, o professor do departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Vamberto Santana lembra do recente aumento dos custos de transporte e de combustível. “O índice geral de 0,75% em janeiro foi puxado principalmente por estes dois fatores, e o deslocamento de mercadorias, especialmente bebidas consumidas em bares e restaurantes, têm um custo elevado de transporte”, diz. Custos Além do transporte, o preço das refeições e bebidas servidas nos bares e restaurantes também é influenciado por fatores como salário de funcionários, custo de infraestrutura (aluguel e energia, por exemplo) e impostos.
No caso da cerveja, independentemente de onde ela for comercializada, 54,80% do seu preço é formado pelos tributos. Ou seja, ao abrir uma latinha, mais da metade do valor pago é direcionado do governo.
Fonte: Portal Gazeta do Povo - 13/03/2010
Heineken promete ir para cima da AmBev
O CEO da Heineken, Jean-François van Boxmeer, 49, não se dá por contente quando olha para o mapa-múndi e vê a empresa espalhada por 172 países. Boxmeer tem dois objetivos: aumentar a presença do seu exército verde ao redor do globo e diminuir a força dos seus concorrentes. Em seus planos estratégicos, o Brasil ocupa um lugar de destaque. "Queremos a liderança no mercado brasileiro", revela ele ao Portal EXAME.
O primeiro passo para cumprir a missão de crescer na América Latina já foi dado no começo deste ano. Em janeiro, a cervejaria holandesa desembolsou 7,6 bilhões de euros para comprar a mexicana Femsa, dona da marca Kaiser no Brasil. A transação permitiu à Heineken se tornar mais independente do mercado europeu e mudar o seu foco para países como o México, o Brasil, o Chile e os Estados Unidos, onde Boxmeer calcula poder obter 25% dos seus lucros. Atualmente, essa proporção é de 11%. "Queremos aumentar a nossa exposição especialmente ao crescimento dos mercados emergentes", diz o executivo.
No Brasil, a missão da Heineken é espinhosa. A Femsa fechou o ano passado com participação de 7,6% no mercado brasileiro de cerveja, contra 11,8% da Petrópolis, 13,2% da Schincariol e 69,9% da AmBev. Para piorar, neste ano a Schincariol, fez um grande investimento na marca Devassa para posicioná-la como uma cerveja de massa e abriu negociações para a compra da Petrópolis.
Dentro do objetivo de galgar posições rumo ao topo, a cervejaria holandesa pretende consolidar o seu portfólio de bebidas - composto por Kaiser, Bavaria Clássica, Sol, Heineken e Xingu - e lançar novas marcas. "Enquanto não estivermos em primeiro lugar, não vamos descansar", garante o executivo. Veja a seguir os principais trechos da entrevista concedida ao Portal EXAME.
Portal EXAME - Quais são as intenções da Heineken no mercado brasileiro?
Jean-François van Boxmeer - O Brasil é o segundo maior mercado mundial de consumo de cerveja, com 109 milhões de hectolitros por ano. Historicamente, já estamos bem posicionados no Brasil. Com a aquisição da Femsa, sem dúvida iremos nos estabelecer na segunda posição. Teremos oportunidades significativas de crescimento futuro. Além disso, a nossa expansão no mercado brasileiro diversifica ainda mais as nossas receitas e os nossos fluxos de receitas. Junto com a nossa presença maior no México, vamos aumentar a nossa exposição especialmente ao crescimento dos mercados emergentes. O nosso portfólio de marcas, na qual estão incluídas Kaiser, Bavaria Clássica, Sol, Heineken e Xingu, será uma plataforma forte para construir a nossa participação de mercado e rentabilidade no país.
Portal EXAME - O líquido da Heineken é muito mais agradável ao paladar europeu do que ao paladar brasileiro. Além disso, a cor verde da garrafa é diferente do nosso padrão de cervejas. Existe alguma estratégia para a Heineken se tornar preferência nacional?
Boxmeer - Estamos satisfeitos com a resposta forte que a marca Heineken tem obtido com os consumidores, tanto no Brasil como em outros países latino-americanos. Agora que adquirimos um forte portfólio de marcas nacionais e temos a oportunidade de alavancar a infra-estrutura da Femsa, estamos confiantes de que há excelentes oportunidades para expandir a marca Heineken no Brasil e aumentar ainda mais o seu apelo aos consumidores.
Vamos investir pesado em vendas, nos nossos conhecimentos técnicos, nos nossos ativos de distribuição e nos nossos equipamentos de refrigeração nos pontos de vendas. Queremos a liderança no mercado brasileiro.
Portal EXAME - Mas, atualmente, a AmBev tem uma fatia de 70% do mercado brasileiro. Essa posição foi conquistada ao longo dos últimos anos, com a consolidação das marcas Bohemia, Skol e Antarctica, entre outras bebidas. Como a Heineken encara a dificuldade de enfrentar um concorrente peso-pesado no Brasil?
Boxmeer - A Heineken tem operações em mais de 172 países ao redor do globo. Somos o número um em diversas nações. Sabemos como chegar à liderança. E nos mercados onde somos o número dois continuamos a ver excelentes oportunidades para expandir a nossa participação e aumentar a nossa lucratividade. Garanto para você: enquanto não estivermos em primeiro lugar no Brasil, não vamos descansar.
Fonte: Portal Exame, por Thiago Bronzatto - 16/03/2010
Bebidas: indústria prevê expansão de até 10% este ano
Após ter sido um dos poucos segmentos da indústria a crescer no ano passado, apesar da crise econômica, o setor de bebidas prevê a continuidade da expansão de seus negócios em 2010, de acordo com recente matéria publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.
O segmento de refrigerantes e bebidas não alcoólicas projeta crescimento em torno de 7% na produção e o de cervejas, 10%. Os planos de investimentos já somam cerca R$ 6 bilhões para este ano, apostando que o calor acima da média e a Copa do Mundo vão puxar as vendas. Em 2009, a indústria de bebidas cresceu 7,1% e começou bem 2010. Em janeiro, teve expansão de 8,1% em relação a dezembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para o Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja (Sindicerv), ouvido pelo jornal, se for confirmada a estimativa de que a produção ultrapassou 10,7 bilhões de litros em 2009, o Brasil passará a Alemanha e assumirá o posto de quarto produtor mundial. Para Ênio Rodrigues, superintendente executivo do Sindicerv, que congrega companhias como AmBev e Femsa, a continuidade da tendência de fortalecimento do mercado interno com o crescimento da renda e o calor recorde favorecem a manutenção da taxa de crescimento da produção de cerveja acima de 6% dos últimos cinco anos.
A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), que tem associadas como Schincariol e Petrópolis, ainda não tem estimativas, segundo a reportagem. O rendimento médio do brasileiro nas principais regiões metropolitanas subiu 3,2% em 2009 e continua em expansão este ano. Atingiu R$ 1,37 mil em janeiro.
Na avaliação da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir), também citada pelo Estado, a renda e os fatores sazonais também impulsionam fabricantes de refrigerantes, bebidas gaseificadas com sabor, sucos e energéticos. O segmento também espera um crescimento na produção por conta do calor mais forte e da Copa do Mundo.
Fonte: Krones News nº96 - 17/3/2010
Moody's coloca rating da AmBev em revisão para possível elevação
A Moody's Investors Service colocou o rating em moeda local global Baa1 da Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) em revisão para possível elevação. Se confirmada a elevação, a Ambev ficará entre os ratings mais altos da América Latina, com classificação equiparável à da Petrobras. O rating de emissor em moeda estrangeira Baa2 da AmBev com perspectiva positiva continua inalterado. O rating é limitado pelo teto em moeda estrangeira de longo prazo Baa2 do Brasil.
Em comunicado, o analista Soummo Mukherjee afirma que a revisão se deve à resiliência do desempenho operacional e às políticas financeiras prudentes da AmBev durante a crise econômica global, combinadas com uma melhora geral em vários ratings soberanos de países nos quais a AmBev opera e com a melhora nas métricas de crédito em 2009. "A revisão também reflete a recente mudança na perspectiva, de estável para positiva, do rating Baa2 da Anheuser-Busch InBev (ABI), que detém 74% da AmBev, refletindo a sólida execução do plano de desalavancagem da empresa, que incluiu o desinvestimento em diversos ativos, e a melhora no perfil de liquidez, acrescenta a nota da Moody's.
A operação da AmBev no Brasil, responsável por 63% da receita líquida consolidada da AmBev e 69% do Ebitda ao fim de 2009, continua a ter desempenho operacional muito sólido nas divisões de cerveja e refrigerantes em 2009 na comparação com 2008, prossegue o comunicado.
A revisão da Moody's vai centrar foco no plano de negócios e políticas financeiras da AmBev e da ABI para os próximos anos. O foco será na sustentabilidade da atual métrica de crédito melhorada, assim como na estratégia de aquisição, investimento e retorno para os acionistas para os próximos anos, diz o analista. A Moody's elevou o rating da AmBev em 22 de setembro de 2009 de Baa3 para Baa2, com perspectiva positiva, em conjunto com o upgrade do teto para moeda estrangeira do Brasil.
Fonte: AE Agência Estado, por Regina Cardeal – 17/03/2010
Devassa investe 34% de sua verba no varejo
O fato de o Conar (Conselho de Autorregulação Publicitária) ter proibido o anúncio da cerveja com o socialite Paris Hilton não tirou a sede da marca por market share. Criada pela Schincariol para concorrer com Skol, Brahma e Antarctica, Devassa irá investir pesado em publicidade, ações de merchandising e ações nos pontos de venda. Só nos super e hipermercados será realizado um milhão e meio de degustações, também serão montados pontos extras, ilhas e pontas de gôndolas.
Segundo João Pedro Serra, diretor nacional de vendas da Schincariol, 44% da verba da marca será destinada a comunicação e outros 34% para o varejo. “Vamos oferecer, principalmente, margens mais atraentes. Afinal, hoje, as margens de cervejas estão muito comprimidas”, disse. A marca Devassa, que entrou com força nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, também começa a chegar no interior desses Estados. E, até o fim do ano, estará em todo o País.
Fonte: Supermercado Moderno - 19/03/2010
Fábrica da AmBev em MG será inaugurada oficialmente
Para expandir a filial de Sete Lagoas, a empresa teve de investir cerca de R$ 280 milhões.
A fábrica da AmBev de Sete Lagoas, em Minas Gerais, que está em construção desde 2008, será inaugurada oficialmente neste sábado (20/3).
No total, o investimento da empresa na nova unidade foi de aproximadamente 280 milhões de reais, na implementação do sistema fabril. O evento contará com a presença do governador de MG, Aécio Neves, e com o presidente do Conselho de Administração da empresa, Victorio de Marchi.
Com a conclusão da última etapa, a produção total da fábrica passa a ser de 45 milhões de litros por mês. Há ainda, em projeto, uma expansão do galpão de armazenamento do local, em até 3.000 metros quadrados, e das estações de tratamento de água e de efluentes.
A unidade será responsável pelo abastecimento dos mercados de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.
Ao todo, 465 funcionários, entre contratados pela AmBev e terceirizados, cuidam desta estrutura fabril. As obras de ampliação, de acordo com informações da empresa, devem gerar cerca de 450 empregos temporários.
A filial de Sete Lagoas funciona com o Sistema de Gestão Ambiental nacional, responsável pela administração de uma estrutura ecoeficiente em fábricas. Todos os efluentes industriais produzidos são tratados, e a água utilizada nos processos são reutilizadas.
Fonte: Portal Exame - 19/03/2010
58% da indústria rejeita substituição tributária
Pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a maioria das empresas critica o uso da chamada substituição tributária para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Nesse sistema, algumas empresas têm a responsabilidade de pagar seu próprio tributo e também o de fornecedores ou clientes da mesma cadeia produtiva. No levantamento feito com 1.193 indústrias, 58,2% rejeitaram o mecanismo. A principal reclamação é o efeito no fluxo de caixa que traz prejuízo.
O sistema é adotado em alguns setores que têm várias etapas de produção e grandes volumes de vendas, como bebidas e automóveis. Uma produtora de cerveja, por exemplo, poderia pagar seu próprio ICMS e o tributo de seus fornecedores. Para a empresa, o custo extra é repassado ao preço final do produto. Para o governo, o sistema traz benefícios porque facilita a fiscalização e evita a incidência de tributos nas várias etapas da produção, o que reduz a sonegação.
O levantamento da CNI mostra que a rejeição ao sistema é maior entre as empresas de pequeno porte (62,7%). Nas companhias médias, a rejeição é de 56,6% e nas grandes, de 51,3%.
Caixa. A principal desvantagem, dizem, é o efeito negativo do recolhimento no caixa, já que na maioria dos casos o pagamento do tributo é antecipado se comparado ao sistema tradicional. Isso aumenta a exigência de capital de giro já que a receita dessa venda só será recebida no futuro. Para 63,3% das empresas submetidas à substituição tributária, isso prejudica o resultado da empresa.
Porém, 11,7% afirmam que o efeito é positivo e 25,1% avaliam como neutro.
Apesar da forte rejeição, a pesquisa mostra que a substituição tributária atinge menos de um terço das indústrias: 30,1% dos participantes do levantamento. Dessas empresas, quase 90% estão no sistema como companhia substituta - que é obrigada a recolher os impostos de toda a cadeia. As demais não precisam. O estudo foi feito entre 4 e 22 de janeiro com 1.193 indústrias. Dessas, 668 têm pequeno porte, 339 são médias e 186, grandes.
Para entender
Substituição tributária concentra o pagamento de impostos em determinada empresa da cadeia produtiva, que fica responsável pelo seu tributo, dos clientes e dos fornecedores. É muito usada com o ICMS e tributos federais como IPI e COFINS. Utilizam o sistema setores automobilístico, de bebidas e de medicamentos, entre outros
Fonte: O Estadão de São Paulo, por Fernando Nakagawa – 19/03/2010
Guinness lança cerveja clara para atrair consumidor jovem
A cerveja irlandesa Guinness, conhecida em todo o mundo como uma das mais tradicionais cervejas pretas, ganhou hoje uma versão clara.
A chamada "Black Lager" ("Lager Preta") só tem de escura a cor da garrafa, uma embalagem de 330 mililitros que será comercializada a partir de hoje na Irlanda do Norte em caráter de testes e com o objetivo de atrair, principalmente, o público jovem. De resto, a Guinness Black Lager é uma cerveja clara clássica, ao estilo de outras fabricadas por marcas da multinacional britânica Diageo como Harp, Heineken e Tusker.
Acompanhando seu lançamento, a Diageo desenvolverá uma intensiva campanha de publicidade para atrair os mais jovens, que, até certo ponto, associam a cerveja escura a consumidores de idade mais avançada ou a turistas, principalmente na Irlanda e no Reino Unido.
Em comunicado, o diretor da Diageo na Irlanda, John Kennedy, afirmou hoje que a nova cerveja tem um "sabor único" graças a aplicação de novas tecnologias na velha arte da fermentação da cevada e do lúpulo.
"Com esta lager, os mestres cervejeiros da Guinness beberam de 250 anos de rica herança para levar o prazer de desfrutar da cerveja clara a um novo nível", afirmou Kennedy.
Fonte: Agência Efe – 23/03/2010
Schincariol reverte prejuízo graças ao mercado nordestino
O ano de 2009 começou "complicado" para Adriano Schincariol, que no fim de 2008 retomou o comando da segunda maior fabricante de cerveja do país. O prejuízo líquido na Schincariol chegou a R$ 127,5 milhões e a crise financeira global colocava um ponto de interrogação no planejamento. Um ano depois, o quadro é bem diferente. O volume de vendas, que inclui sucos, refrigerantes e água, cresceu 11,1% em relação a 2008, o faturamento subiu 12,8%, para R$ 5,1 bilhões, e o lucro ficou em R$ 366,3 milhões, graças ao Nordeste.
Fonte: Valor Online - 25/03/2010
Ministério Público Federal quer reabrir investigação contra Ambev
Cade aplicou multa recorde no valor de R$ 352 milhões à cervejaria por concorrência desleal.
O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a reabertura das investigações contra a cervejaria AmBev, acusada por distribuidores de bebidas de impor cotas de compras e estipular preços diferenciados para comerciantes. O pedido do procurador Augusto Aras Brandão será analisado pelo Cade.
"Em 2006, ela [AmBev] detinha aproximadamente 70% do mercado nacional de cerveja, por isso, é importante que a Secretaria de Direito Econômico aprofunde a análise do impacto das condutas dessa empresa no mercado", justifica o procurador.
Segundo o MPF, a Secretaria de Direito Econômico e a Procuradoria-Geral do Cade já pediram o arquivamento da denúncia contra a cervejaria por considerar que "a diferenciação de preços aos distribuidores não é um ilícito antitruste, mas, sim, uma política comercial da empresa".
Em julho de 2009, o Cade aplicou multa recorde no valor de R$ 352 milhões à cervejaria por concorrência desleal. Na ocasião, os conselheiros entenderam que o programa de fidelização prejudicava a concorrência. Três meses depois, o órgão arquivou denúncias de distribuidoras contra a AmBev pela imposição de tabelas de preços ao varejo e vendas casadas.
Fonte: Agência do Brasil, por Lísia Gusmão – 25/03/2010
Crown terá mais duas linhas de latas no país
Embalada pelo crescimento repentino da demanda de latas de alumínio na indústria de bebidas brasileira, a Crown Embalagens Metálicas da Amazônia está antecipando em um ano a decisão de investimento de US$ 90 milhões para duplicação da capacidade de duas fábricas que opera no país. Uma dessas unidades fica em Estância (SE) e foi inaugurada há um ano.
A outra instalação está sendo erguida desde outubro em Ponta Grossa (PR) e está prevista para entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2011.
Fonte: Valor Online - 25/03/2010
AB InBev vai criar casa para reality show durante a Copa
A Anheuser-Busch InBev, uma das maiores cervejarias do mundo, vai recrutar 32 fãs de futebol em todo o mundo para participarem de um reality show no estilo do "Big Brother". Os escolhidos vão morar na "Bud House" durante a Copa do Mundo da África do Sul.
Esta é uma das três ações de marketing da Budweiser, marca da AB InBev, para promover a cerveja durante o evento esportivo. A companhia está fazendo competições para selecionar 16 homens e 16 mulheres que entrarão na casa. Estão previstos entre 6 e 8 episódios diários do reality show, que serão veiculados via internet durante o torneio.
“O fato de ser uma campanha digital significa que podemos nos conectar com mais consumidores em mais países, com uma profundidade sem precedentes”, diz Chris Burggraeve, diretor de marketing da AB InBev.
A marca de cerveja Budweiser é a patrocinadora global da Copa do Mundo da África do Sul. A companhia também conseguiu direito de patrocínio locais, com as marcas Brahma, no Brasil e Harbin, na China, onde a Budweiser não é muito conhecida.
A SABMiller Plc, cervejaria que domina o mercado sulafricano, conseguiu um acordo com a FIFA para fornecer até 10 milhões de cervejas nos chamados "fan parks", locais fora dos estádios onde serão disponibilizados telões para os torcedores acompanharem os jogos. A AB InBev cedeu seus direitos de distribuição nestes locais para se concentrar nas vendas dentro dos estádios.
Fonte: Portal Exame – 26/03/2010
Aos 60 anos, Convenção entra na briga das cervejas Premium
Uma das apostas para atingir a meta é a cerveja puro malte Ravache, com lançamento previsto para o mês de maio, conforme adiantou Geraldo Guitti, sócio-diretor da empresa, em entrevista à SM realizada na 22ª Super Rio Expofood. Será a primeira bebida da empresa elaborada de acordo com a Lei de Pureza, resolução criada há quase 500 anos na Alemanha e segundo a qual o processo de produção da bebida não pode incluir aditivos químicos – apenas malte de cevada, água, lúpulo e fermento (ingrediente desconhecido na época).
A Ravache, cujo nome foi inspirado em uma antiga companhia de cervejas de Itu, será comercializada na versão pilsen em garrafas de 600 ml. Metade da produção, cujo volume ainda será definido, irá para as lojas de auto-serviço.
Toda a produção ocorrerá na fábrica de Caieiras (SP), onde já são elaboradas as marcas Guitt's e Zebu. A capacidade produtiva da unidade é de um milhão de hectolitros/ano. Também fabricante de refrigerantes e sucos, a Convenção concentra a maior parte de suas vendas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A cerveja Ravache, no entanto, será vendida em todo o Brasil.
Fonte: Supermercado Moderno, por Fernando Salles – 26/03/2010
Cervejaria dos EUA traz quatro versões de bebida ao Brasil
A cervejaria Brooklyn Brewery acaba de lançar quatro versões da bebida no Brasil.
Considerada uma das 30 principais empresas norte-americanas do segmento, a Brooklyn (criada em 1988) escolheu os seguintes rótulos para trazer ao país: Brooklyn Lager (o carro-chefe e a campeã de vendas), Brooklyn Brown Ale, Brooklyn East India Pale Ale e Brooklyn Local 1.
A Brooklyn Lager, ideal para acompanhar churrasco, tem 5,2% de teor alcoólico, enquanto a Brooklyn Brown Ale, que cai bem com queijos, tem 5,6%. A Brooklyn East India Pale Ale, um pouco mais forte (6,9%), pode dividir a mesa com pratos picantes. Estas três versões vêm em garrafas de 355 ml, com preço sugerido entre R$ 8,10 e R$ 9,90.
Mais forte, a Brooklyn Local 1 (9%) fica disponível em garrafas de 750 ml, com preços entre R$ 37 e R$ 49. A sugestão é que a bebida acompanhe frutos do mar, presuntos e queijos finos.
Durante o ano, a cervejaria pretende lançar outros tipos de bebidas no Brasil.
Fonte: Folha Online – 27/03/2010
AmBev investe R$ 71 milhões para ampliar produção no Amazonas
A AmBev vai ampliar em 36% a capacidade de produção de sua fábrica no Amazonas, passando de 1,380 milhão de hectolitros por ano para 2,185 milhões de hectolitros anuais. Até setembro, a companhia vai expandir a capacidade de produção da unidade, que, em outubro, ganhará uma nova linha de garrafas. Os investimentos da AmBev na Filial Manaus, uma das mais antigas da fabricante, somam R$ 71 milhões.
A empresa estima a geração de 1,5 mil empregos, diretos e indiretos, com a ampliação da fábrica, incluindo as vagas criadas exclusivamente para o período de obras.
Este mês, a unidade começou a produzir dois novos tipos de embalagem de cerveja para abastecer os estados do Amazonas, Roraima, Pará e Acre: o latão de 473 ml para a marca Skol e os packs com 18 e 24 latas de cerveja de Brahma e Skol.
Segundo a AmBev, a Filial Manaus é a primeira fábrica beneficiada pelo plano da companhia de investir entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões no Brasil este ano - a empresa condiciona o valor máximo dos aportes à manutenção do atual patamar de tributação. A unidade, que pertencia à cervejaria Antarctica, está em operação desde 1938.
Fonte: AE Agência Estado, por Tatiana Freitas - 30/03/2010
Heineken avança na África do Sul e SAB reage
Os freqüentadores do bar Zamisa Tavern, em Durban, têm todos os incentivos para beber os produtos da SABMiller, a cervejaria internacional que domina o mercado sul-africano de cervejas há décadas. As cervejas Castle e Black Labe, do tipo lager, são relativamente baratas. Propagandas da Castle enfeitam as paredes do bar, no subúrbio de Umlazi.
Qualquer um que dirija até o bar, saindo do centro de Durban, não poderá deixar de perceber um imenso anúncio alertando os bebedores a "tomar cuidado com as pequenas garrafas verdes".
Fonte: Valor Online - 31/03/2010
Conar mantém suspensão de propagandas da cerveja Devassa
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) decidiu nesta terça-feira (30) manter suspensa a veiculação da campanha da cerveja Devassa Bem Loura, marca que pertence à Schincariol.
Uma liminar parcial emitida no início do mês já havia suspendido as propagandas na televisão, no rádio, em mídia impressa e na internet, incluindo partes do site da Devassa Bem Loura.
No mês passado, o Conar abriu três processos contra a campanha, com base em representações que questionam o forte apelo sensual da campanha e também uma promoção no site da Devassa, que, segundo a entidade, poderia estimular o consumo excessivo de álcool. Além disso, uma representação da Secretaria Especial dos Direitos da Mulher diz que o site da cerveja desrespeita a figura da mulher, com o uso de imagens sexistas.
Outro lado
A Schincariol, dona da marca Devassa Bem Loura, afirmou entender que "o filme estrelado pela modelo Paris Hilton não ofende, em nenhum aspecto, a qualquer norma ou orientação emitida pelo Conar, mas acata a decisão ao manter o filme fora de veiculação".
A empresa diz que aguardará a publicação oficial da decisão para avaliar se tomará alguma providência sobre o assunto.
Fonte: G1 (Globo) – 31/03/2010
Setor de bebidas deve elevar vendas de supermercados, diz Abras
O segmento de bebidas deverá ser um dos principais responsáveis pelo avanço do volume de vendas dos supermercados brasileiros nos próximos meses, a exemplo do ocorrido no primeiro bimestre deste ano.
Segundo o Índice Nacional de Volume, divulgado nesta quarta-feira pela Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), em janeiro e fevereiro o volume de vendas do setor supermercadista nacional foi 7,7 por cento superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado. O resultado representa um número recorde para o período, conforme a entidade.
De acordo com a consultoria Nielsen - responsável pela pesquisa -, o bom desempenho do bimestre foi puxado pelos segmentos de bebidas alcoólicas, com alta de 16,1 por cento, e de bebidas não-alcoólicas, cuja tava subiu 12,7 por cento.
Dentro da cesta de bebidas alcoólicas, o resultado mais expressivo foi registrado pelo item cerveja, com vendas 20,4 por cento maiores.
Na opinião do presidente da Abras, Sussumu Honda, as vendas de bebidas devem seguir aquecidas nos próximos meses, em decorrência do clima quente e dos jogos da Copa do Mundo, em junho e julho.
"O clima quente impulsiona o consumo de bebidas em geral, não somente de cerveja, e essa tendência de crescimento das vendas deve ser mantida", disse.
Honda citou ainda a aquisição das operações de cerveja da mexicana Femsa pela cervejaria Heineken, anunciada em janeiro, como outro fator responsável pelo aquecimento do mercado de cerveja. "O volume de investimentos vai aumentar e, com isso, acirrar ainda mais a concorrência", acrescentou.
Ele destacou também a migração do consumo de bebidas destiladas para bebidas mais "leves", como cerveja, impulsionada pelo aumento do poder de compra do consumidor. "A cerveja tem baixa penetração nas classes D e E. Com a tendência de aumento da renda nessas faixas, devemos observar um consumo maior (de cerveja)", disse.
Em contrapartida, o Índice de Volumes apontou que o segmento "outros" foi o único a apresentar queda no volume de vendas no primeiro bimestre de 2010. Segundo o levantamento, a queda de 1,1 por cento foi puxada principalmente pela forte queda nas vendas de cigarros (-5,3 por cento).
A Abras informou nesta quarta-feira que as vendas reais dos supermercados brasileiros subiram 6,73 por cento em fevereiro ante o mesmo mês em 2009. Em relação a janeiro deste ano, porém, as vendas do setor recuaram 6,27 por cento, como conseqüência do Carnaval e do menor número de dias em fevereiro, de acordo com a entidade.
Para este ano, a Abras estima que o setor retome o patamar verificado em 2008 e que as vendas cresçam entre 8 e 9 por cento.
Fonte: Reuters, por Vivian Pereira – 31/03/2010
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