Notícias de mercado
2010 - Abril
Bebidas alavancam vendas dos supermercados
Os supermercados do Paraná acompanharam, no primeiro bimestre, o crescimento nacional do setor em relação ao mesmo período de 2009, de acordo com a Associação Paranaense de Supermercados (Apras).
Ontem, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) informou que o volume das vendas nos estabelecimentos de todas as categorias de produtos cresceu 7,7% entre janeiro e fevereiro sobre os mesmos meses do ano passado, quando houve queda de 0,4% sobre igual período de 2008.
Na análise do superintendente da Apras, Valmor Rovaris, a taxa nacional é “excelente”. As vendas, na região Sul a Abras não divulga o índice paranaense cresceram 10,3%.
A taxa foi a segunda melhor do País, atrás apenas da obtida na região que engloba os estados do Espírito Santo, Minas Gerais e interior do Rio de Janeiro, onde o crescimento foi de 11,5%.
Para Rovaris, este ano começou mais aquecido que 2009, quando a apreensão de consumidores e empresas em relação à crise ainda era muito grande. Segundo ele, este início do ano tem maior oferta de crédito e a expectativa e confiança do consumidor melhoraram, em relação ao panorama de um ano atrás.
De acordo com o superintendente da Apras, números exclusivos dos supermercados do Paraná começarão a ser divulgados em abril, durante a feira Mercosuper 2010, que começa no dia 18.
A pesquisa está sendo elaborada pela Nielsen, que é a mesma empresa que levanta dados para a associação nacional. “Haverá algumas diferenças metodológicas. O detalhamento será maior”, afirma Rovaris.
Bebidas
O crescimento do volume das vendas nos supermercados, nos dois primeiros meses do ano, foi puxado pelas bebidas alcoólicas e não alcoólicas. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, o aumento da renda está ampliando a penetração de bebidas como cerveja e refrigerantes entre as classes C e D.
“O acirramento da concorrência, que vem segurando os preços das bebidas no varejo, e a inserção de novos consumidores devem manter este mercado bem aquecido”, disse Honda.
Segundo o levantamento da Nielsen, as vendas de bebidas alcoólicas no período cresceram 16,1% puxadas pela cerveja, enquanto que as não alcoólicas avançaram 12,7%. A participação das duas categorias de bebidas sobre o volume geral vendido nos supermercados foi de 26,3%.
Um fator que explica o avanço da categoria nas vendas nos supermercados são os preços. Conforme o levantamento da Nielsen, os preços das cervejas subiram 0,4% no varejo nos dois primeiros meses do ano sobre igual período do ano passado, ao passo que dos refrigerantes aumentaram 2,7%.
Além das bebidas, a Abras destaca o crescimento do volume das vendas de produtos perecíveis, que avançaram 9,3% nos dois primeiros meses do ano. Esse crescimento foi puxado pelas categorias de leite fermentado (22,9%), pizza refrigerada (17,9%) e queijo (16,7%).
Fonte: Agências, por Helio Miguel – 01/04/2010
AmBev amplia fábrica no Amazonas
A AmBev vai ampliar em 36% a capacidade de produção de sua fábrica no Amazonas, passando de 1,380 milhão de hectolitros por ano para 2,185 milhões. A expansão será concluída em setembro. Os investimentos da AmBev na Filial Manaus, uma das mais antigas da fabricante, somam R$ 71 milhões.
Neste mês, a unidade começou a produzir duas novas embalagens de cerveja para abastecer Amazonas, Roraima, Pará e Acre: o latão de 473 ml para a marca Skol e os packs com 18 e 24 latas de cerveja de Brahma e Skol.
Fonte: O Estado de São Paulo - 01/04/2010
Brasileiro bebe muito a cada vez, diz estudo
Pelo menos uma vez por semana a publicitária Leila (nome fictício), de 35 anos, "enche a lata". Já o atendente de telemarketing Ricardo (nome fictício), de 25 anos, conta que prefere nem beber durante a semana para não ter problemas para trabalhar no dia seguinte. "Eu sei que, se eu tomar uma lata de cerveja, vou tomar duas, três e por aí vai."
Nem Leila nem Ricardo podem ser considerados dependentes de álcool. Mas ambos seguem um padrão de consumo que é típico do brasileiro: o "binge drinking" ou "beber pesado episódico" (mais de cinco doses para homens e quatro para mulheres em uma ocasião).
"Em vez de beber todos os dias, moderadamente, às refeições, como os europeus, os brasileiros bebem tudo de uma vez no fim de semana. É um padrão prejudicial, pois aumenta o risco de dependência e deixa a pessoa mais sujeita a intoxicação e comportamento de risco, como sexo desprotegido, abuso de nicotina e dirigir embriagado", afirma a pesquisadora do Instituto de Psiquiatria da USP Camilla Magalhães Silveira.
Camilla coordenou, no Brasil, parte de uma investigação da Organização Mundial de Saúde (OMS) realizada em 28 países com o intuito de medir a prevalência de transtornos mentais na população. Mais de 5 mil pessoas participaram da pesquisa na região metropolitana de São Paulo, escolhida para representar o País.
Os dados obtidos revelam que, enquanto o consumo per capita anual de bebida alcoólica na França é de 18 litros por pessoa, no Brasil ele está abaixo de 8 litros. No entanto, a taxa de abuso e dependência aqui é de 4%, enquanto entre os franceses é de apenas 0,8%.
"A OMS tem uma escala que vai de 1 a 4 e mostra o quanto é prejudicial o consumo em cada País. O Brasil recebeu nota 4, a de maior gravidade. Já os europeus têm um padrão de consumo protetor, que até faz bem à saúde", explica.
O estudo revelou ainda que 86% dos entrevistados haviam consumido ao menos 1 dose de bebida alcoólica na vida, e 56,2% consomem regularmente (pelo menos 12 doses em 12 meses). A taxa de dependência foi de 3,3% e a de abuso, de 9,4%.
"Ainda que os abusadores não sejam a maioria no País, o impacto na saúde é grande. Isso resulta em acidentes de trânsito, em violência física e verbal e prejudica o rendimento no trabalho e no estudo", afirma Arthur Guerra, um dos maiores especialistas do País no tratamento de dependentes de álcool e drogas.
"Não sei ao certo o quanto bebo, pois há sempre mais pessoas na mesa. Só sei que no fim da noite há pelo menos 20 garrafas de cerveja amontoadas ao lado", diz Ricardo. "Além disso, em festa, extrapolo mesmo."
Fora de casa
Outro levantamento recente, da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Unifesp, aponta que quase metade da população é abstêmia - e que, quem bebe, bebe muito. "Cerca de 25% disseram beber pouco e ocasionalmente. Os outros 25% são responsáveis por consumir 80% do álcool ingerido no País", diz Ronaldo Laranjeira, responsável pela pesquisa.
Para o psiquiatra, esse padrão está relacionado a um consumo não domiciliar. "O consumo é principalmente social, fora de casa e, por isso, a tendência é que seja maior", analisa. Para ele, essa cultura é preocupante não só porque leva os jovens ao consumo excessivo, mas também porque os leva a beber longe do controle familiar.
A proibição da propaganda de bebidas alcoólicas e uma fiscalização que de fato coíba a venda a menores de idade são as medidas apontadas por Laranjeira para reverter o quadro. "Não podemos deixar que a educação de nossos filhos para o álcool seja feita pela indústria de bebida."
O descendente de italianos Francisco Villano, de 93 anos, foge do padrão brasileiro de consumo alcoólico. Desde a juventude, adquiriu o hábito de tomar, todos os dias, uma taça de vinho no almoço e outra no jantar. "Deve ser por isso que estou bem de saúde", diz Villano, que há 81 anos trabalha como barbeiro.
Quem bebe mais
Os campeões
No topo da lista dos países que mais consomem bebidas alcoólicas por pessoa ao ano, estão países como Rússia, Ucrânia, Letônia, Lituânia. As bebidas destiladas são as preferidas.
Os moderados
Países europeus, como França, Itália, Espanha, Suíça e Portugal, registram um consumo per capita alto de álcool. No entanto, o consumo é diferente: uma ou duas doses, todos os dias, o que traz menos riscos.
Americanos
Nos Estados Unidos, o consumo de álcool é mediano.
Fonte: O Estado de São Paulo, por Karina Toledo – 02/04/2010
Grupo Petrópolis inaugura trilhas ecológicas para alunos
Ação faz parte de uma série de ações do projeto “Área de Mobilização Ambiental”
O Grupo Petrópolis – terceiro maior fabricante de cerveja do país e dono das marcas Crystal, Lokal, Itaipava, Black Princess e Petra – inaugurou nesta quarta-feira (30) a trilha ecológica da Fazenda Santa Rosa, em Teresópolis. A ação contou com a presença de 25 crianças da Escola Municipalizada Serra do Capim. O projeto faz parte de uma série de ações em prol do meio ambiente, que deram origem ao projeto AMA – Área de Mobilização Ambiental. “Criar este espaço e promover o contato direto e monitorado de crianças com a natureza é fundamental e consolida a visão do projeto de não apenas apoiar as questões ambientais, mas exercitar a prática ambiental”, diz Agostinho Gomes da Silva, diretor do Grupo Petrópolis.
As atividades começaram logo cedo. Um microônibus pegou a primeira turma de alunos na escola para levá-los até a fazenda para início da trilha. Lá, ao longo da caminhada, um analista de meio ambiente deu explicações sobre as espécies encontradas, e as crianças se divertiram muito quando um esquilo apareceu por entre as árvores. Depois de passear pela mata e atravessar dois riachos, todos foram convidados para um piquenique, seguido de uma pequena aula sobre o descarte de resíduos. Antes de voltarem à escola, os participantes plantaram árvores e receberam sementes de árvores nativas da Mata Atlântica, além de um certificado e um kit com material escolar. A tarde, por conta da chuva, a ação foi cancelada e transferida para nova data.
Sobre o projeto AMA
O projeto AMA – Área de Mobilização Ambiental é desenvolvido nas cidades de nas cidades de Petrópolis (RJ), Teresópolis (RJ), Boituva (SP) e Rondonópolis (MT) onde foi lançada uma série de ações em prol do meio ambiente. Fazem parte do projeto o plantio de 1,1 milhões de mudas de árvores nativas, o que permitirá a retirada de mais de 85 mil toneladas de CO2 da atmosfera e a retenção de aproximadamente 36 bilhões de litros de água por ano, entre áreas reflorestadas e florestas existentes.
Também está prevista a construção de centros de educação ambiental e a criação de trilhas ecológicas utilizando-se traçados históricos já existentes. A primeira etapa do AMA terá duração de três anos e está orçada em R$10 milhões. O compromisso com a responsabilidade ambiental do Grupo Petrópolis envolve conservação de recursos hídricos, redução dos impactos negativos dos resíduos, preservação da flora, reflorestamento e integração sócio-ambiental por meio da educação.
Fonte: O Diário de Teresópolis, por Anderson Duarte – 03/04/2010
Pepsico e ABInbev juntam forças nos Estados Unidos
A americana Pepsico e a ABInbev, vão passar a comprar mídia juntas. É o que diz uma matéria do Advertising Age de hoje (leia aqui na íntegra). O objetivo das duas empresas, como é de se imaginar, é reduzir gastos — atualmente elas investem 1,15 bilhões de dólares ao ano na compra de espaço em TVs, jornais, revistas e outdoors.
Segundo a matéria essa é uma evolução do acordo selado entre as duas empresas em outubro de 2009, quando elas criaram uma espécie de central de compras para itens como viagens e material de escritório. Para o mercado publicitário, essa associação tem um potencial de impacto gigantesco. Ambos são anunciantes já poderosos — a Pepsico com marcas como Pepsi, Gatorade, Doritos e Quaker, e a ABInbev com quase 50% do mercado de cerveja e marcas como Budweiser e Stella Artois.
Minha opinião é que vem mais por aí. Essa “associação” não vai parar na área de marketing não…
Fonte: Portal Exame, por Cristiane Correia – 05/04/2010
Arrecadação federal sobe 20% no setor de bebidas com controle da produção
A arrecadação de impostos federais do setor de bebidas aumentou 20% no ano passado, após a Receita Federal controlar a produção de cervejas, refrigerantes e água mineral com a instalação do Sicobe (Sistema de Controle de Produção de Bebidas) em 108 fábricas no país.
No ano passado, a indústria do setor pagou R$ 8 bilhões em impostos federais e estaduais, segundo o fisco federal, informa reportagem de Claudia Rolli e Fátima Fernandes para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). O incremento de 20% na arrecadação de tributos federais - IPI, PIS e COFINS - ocorreu porque o Sicobe inibiu a sonegação fiscal no setor, segundo Otacílio Cartaxo, secretário da Receita Federal.
Para os fabricantes de bebidas, essa alta na arrecadação também é reflexo do aumento das vendas de bebidas e de impostos com mudanças na legislação tributária do setor - em 2009, a arrecadação de impostos passou a considerar preço e volume de vendas; até então, a tributação era feita sobre o volume de vendas das fábricas.
Fonte: Folha Online - 06/04/2010
Indústria de bebidas importará mais latas
O forte aumento no consumo de cervejas e refrigerantes neste início de ano está provocando falta de latas de alumínio no país. A incapacidade da indústria de latas nacional de responder rapidamente ao crescimento do setor de bebidas está obrigando as fabricantes a importar latinhas para atender à demanda doméstica. Para não pressionar demais os custos de produção, representantes da indústria de bebidas solicitaram ao Ministério da Fazenda redução para zero da alíquota de importação das latinhas e esperam ser atendidos ainda este mês. Os próprios fabricantes de latas não se opõem à medida e dizem não temer a concorrência.
Desde o fim do ano passado, começaram a ocorrer faltas pontuais de latas de alumínio. No primeiro trimestre, as elevadas temperaturas, aliadas à continuidade do processo de aumento da renda e do otimismo do consumidor, tornaram a situação ainda mais crítica para as fabricantes de bebidas, que tiveram de recorrer às importações desse tipo de embalagem, apesar do aumento de custos que essa prática representa. Atualmente, as importações de latas de alumínio estão sujeitas a uma alíquota de 16% de Imposto de Importação. “O principal mal seria não abastecer o mercado interno. Isso procuramos evitar”, afirmou o gerente de Comunicação Externa da AmBev, Alexandre Loures, que não revela em quanto a substituição das latinhas nacionais pelas importadas eleva o custo de produção.
O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Ênio Rodrigues, também diz não saber em quanto as importações encarecem a produção da bebida, mas acredita que, com a redução do Imposto de Importação, não haverá pressão sobre os custos. Em março, o Sindicerv e demais associações ligadas ao mercado de bebidas pediram à Fazenda para reavaliar o Imposto de Importação e, segundo Rodrigues, o ministério estuda um sistema de cotas para a redução das barreiras. “A medida ainda não foi liberada, mas aguardamos a publicação de uma instrução normativa ainda este mês”, diz.
A Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas) não se opõe à importação de latas e não está preocupada com o risco de perder mercado para os produtos importados, segundo o diretor executivo da entidade, Renault Castro. “As importações vão chegar sempre mais caras, devido aos custos com frete”, diz o representante da Abralatas. Pela proposta inicial, as alíquotas seriam reduzidas temporariamente, até 31 de dezembro. “Até que os fabricantes de latas aumentem a capacidade de forma significativa, eles não terão condições de responder à indústria de bebidas nacional”, afirma o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (Abrir), Hoche Pulcherio.
A Abralatas estima que o consumo de latas para bebidas crescerá 10% este ano - as vendas de cervejas e refrigerantes devem crescer 10% em volume em 2010. Nos cálculos da entidade, deve haver déficit dessas embalagens da ordem de 1,5 bilhões de latas de alumínio em 2010, considerando as necessidades da indústria de bebidas e a capacidade dos fabricantes de latas até 31 de dezembro.
Fonte: Brasil Econômico - 06/04/2010
SABMiller pode comprar o Grupo Schincariol
Ganhou força neste começo de mês a possível venda do Grupo Schincariol para a SABMiller, que pode acontecer até o final de abril. A companhia sul-africana estuda um acordo de compra que, além do pagamento em dinheiro, daria aos atuais proprietários da Schin 10% do capital do Grupo, mantendo Adriano Schincariol por um período no comando da empresa. O executivo integraria, posteriormente, um lugar no Conselho da SABMiller.
A nova investida sobre a empresa brasileira é uma reação dos sul-africanos à frustrada tentativa de compra dos ativos da Femsa, incluindo sua operação no Brasil, que acabou sendo negociada com a Heineken. A Schincariol pode ser a última chance de a SABMiller comprar uma cervejaria no Brasil, algo que virou uma meta da companhia e que, inclusive, está previsto no plano de investimento aprovado pelo Conselho Administrativo da empresa.
O Portal Giro News entrou em contato com a assessoria de imprensa do Grupo Schincariol e, oficialmente, a companhia se nega a comentar quaisquer rumores de negociações e afirma que esta é apenas mais uma especulação.
Fonte: Portal do Giro News – 06/04/2010
Latas podem ter redução de imposto
A indústria de latas de alumínio para refrigerantes e cervejas pediu ao Ministério da Fazenda a redução da alíquota de importação das latinhas de 16% para zero, pelo menos até 31 de dezembro. O motivo é que a importação das embalagens tem subido acima do normal nos últimos meses, devido ao fato de a indústria brasileira de latas não estar dando conta do forte consumo dessas bebidas neste início de ano.
Com a redução da alíquota, o setor quer evitar aumento nos custos de produção e, conseqüentemente, nos preços dos produtos. Segundo o diretor executivo da Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade), Renault Castro, "as importações vão ser sempre mais caras para a indústria nacional de bebidas, devido aos custos com frete", afirma.
A entidade estima que 2010 fechará com a falta de 1,5 bilhão de latas de alumínio, por causa do aumento no consumo dessas embalagens em 10% e também da alta das vendas em 10% de refrigerantes e cervejas.
O Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) é uma das associações ligadas ao mercado de bebidas que pediram à Fazenda para reavaliar o imposto. O presidente do sindicato, Ênio Rodrigues, não sabe precisar em quanto as importações em excesso podem encarecem a produção da bebida, mas acredita que, com a redução do Imposto de Importação, não haverá pressão significativa sobre os custos.
"O ministério estuda sistema de cotas para a redução das barreiras. A medida ainda não foi liberada, mas aguardamos a publicação de instrução normativa ainda neste mês", diz.
Produção
O consumo de latas de alumínio no País em 2009 surpreendeu o mercado e apresentou crescimento muito superior ao registrado por outros setores da economia.
Dados da Abralatas mostram aumento de 11,7% sobre o ano anterior. Isso representa o consumo de 14,8 bilhões de unidades ou 40,5 milhões de latas de alumínio por dia. A informação demonstra a consolidação do setor, que resistiu ao impacto da crise financeira internacional em 2008.
Os fabricantes de latas têm investido nos últimos meses no aumento de capacidade, já que o produto está em falta desde o fim do ano passado (leia ao lado). "Mesmo se conseguirmos a redução da alíquota, a indústria não vai conseguir atender a toda a demanda de bebidas", diz Castro, da Abralatas. "A diminuição permitirá que o mercado seja adequadamente suprido a preço menor do que o das importações com alíquota de 16%."
O presidente da Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas), Hoche Pulcherio, é da mesma opinião de Castro. "Até que os fabricantes de latas aumentem a capacidade de forma significativa, eles não terão condições de responder à demanda da indústria de bebidas nacional."
Grande demanda faz fabricantes nacionais ampliarem a produção
De olho no potencial de crescimento do mercado brasileiro de bebidas, as indústrias de latas de alumínio aceleram os investimentos no Brasil. A entrada em operação de novas capacidades possibilitará que, até o fim do ano ou início de 2011, o mercado esteja "adequadamente abastecido", segundo o diretor executivo da Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade), Renault Castro.
Essa também é a expectativa dos fabricantes de bebidas, que não pretendem substituir as latinhas por outros tipos de embalagens, como PET. "No caso das cervejas, o uso do PET nem é recomendável por conta da conservação", diz o presidente do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), Ênio Rodrigues.
Já o presidente da Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas), Hoche Pulcherio, ressalta que a vida útil do PET é menor do que a da lata, o que torna o alumínio preferido das indústrias.
A Rexam, maior fabricante de latas de alumínio no País, é uma das indústrias que pretendem elevar sua capacidade anual dos atuais 11,5 bilhões de latas de alumínio para 14 bilhões de unidades até o primeiro trimestre de 2011. Segundo o presidente da Rexam Beverage Can Americas (BCA), André Balbi, dos 2,5 bilhões de unidades adicionais, 2,2 bilhões serão decorrentes de investimentos no aumento da capacidade e 300 milhões de ganhos de eficiência.
A nova unidade da empresa em Minas Gerais deve começar a funcionar em novembro. Os investimentos para ampliação no Brasil e no Chile vão somar R$ 180 milhões. A Rexam responde por mais de 60% do mercado de latas no formato de 350 ml.
Fonte: AE Agência Estado, por Cibele Gandolpho – 06/04/2010
Cade aprova compra da Kaiser pela Heineken Brasil
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira, 7, em sessão plenária, sem restrições e por unanimidade, a aquisição da Kaiser S.A. pela Heineken Brasil. O acordo entre as duas cervejarias já havia sido viabilizado por um acordo firmado entre a Heineken e as empresas que têm 82,95% do controle do capital social da Kaiser - os demais 17,05% da cervejaria já eram detidos pela Heineken.
A aquisição contém cláusula de não-concorrência, que é uma informação tratada, hoje, como confidencial. Em outras situações, no passado, a empresa vendedora se comprometia a não atuar novamente no mesmo mercado por um prazo de até cinco anos.
Fonte: AE Agência Estado, por Célia Froufe – 07/04/2010
Brahma veste armadura para Copa do Mundo
Primeira marca brasileira a patrocinar uma Copa do Mundo, a Brahma, da AmBev, passou pela primeira fase de ações promocionais ligadas ao evento e a partir deste mês parte para a etapa final colocando o que há de melhor em campo contra suas rivais. Com mais de 50% da verba de marketing em 2010 direcionada para iniciativas ligadas ao mundial de futebol, a marca estará com um portal para a Copa, novos protagonistas nas peças de mídia, promoções que levarão os torcedores à África do Sul e embalagens remodeladas. Para esta última novidade, a Brahma pretende ter a primeira lata de cerveja com impressão em alta definição no país.
Tanto que a idéia inicial da AmBev era trazer as embalagens na Dinamarca, mas a empresa encontrou de última hora um fornecedor nacional com a mesma tecnologia, o que evitou um grande esforço de logística para a importação. Ao todo, serão mais de 550 milhões de latas decoradas distribuídas nos pontos de venda das regiões Sul e Sudeste do país com a armadura de um guerreiro, tema da campanha de Brahma para a Copa deste ano. “A Brahma irá se vestir de ‘guerreira’ de hoje até o dia em que o Brasil disputar a sua última partida na Copa”, afirma Marcel Marcondes, diretor de marketing da marca, ao citar o mote da campanha criada pela agência África.
A expectativa de venda de cervejas da marca durante a Copa não é revelado, mas a empresa espera comercializar “o mesmo volume de um mês de verão” em pleno inverno brasileiro. Já estreladas por Luís Fabiano e o técnico Dunga, a campanha da Brahma ganha os reforços do goleiro Júlio César e do lateral Daniel Alves a partir deste final de semana.
Garoto-propaganda da Brahma desde 1994, quando a marca passou a patrocinar a seleção brasileira, o atacante Ronaldo ainda não tem um papel definido na atual campanha, mas deve aparecer nas peças nos próximos meses. “Ele passa por um momento delicado hoje, mas nunca subestime o Ronaldo. É um cara que tem muito a dizer sobre uma Copa do Mundo”, diz Marcondes. Certo mesmo é a participação de Ronaldo em ações no portal que a Brahma colocou no ar nesta semana, que também contará com o capitão do Penta, Cafu.
Parceira das entidades, a marca incluirá no endereço eletrônico informações exclusivas da Fifa e da CBF, além de conteúdos como entrevistas com jogadores e notícias sobre a Copa da África. “O portal será a base central de nossas promoções”, aponta o diretor de marketing da Brahma.
Para os torcedores no Brasil, a Brahma patrocinará os principais locais e eventos que transmitirão os jogos da seleção, como o Vale do Anhangabaú e o Jockey Club, em São Paulo, e o Fan Fest, realizado na Praia de Copacabana, e Morro da Urca, no Rio de Janeiro. Apesar das inúmeras iniciativas, Marcondes afirma que “a Copa deste ano na África do Sul é apenas um laboratório para as ações de Brahma em 2014”.
Fonte: Brasil Econômico - 10/04/2010
AmBev inaugura centro de distribuição direta de R$ 9,5 milhões em Uberlândia
O investimento no projeto inclui a compra do terreno. Com o novo empreendimento, a capacidade mensal de armazenamento da companhia em Uberlândia crescerá 35%, de 81,5 mil hectolitros para 110 mil hectolitros. O novo centro irá abastecer os mercados de Uberlândia, Araguari, Ituiutaba e regiões. Segundo a AmBev, foram gerados 120 empregos diretos na construção do prédio.
Fonte: Brasil Econômico - 12/04/2010
Cervejas de baixo custo ganham espaço no mercado japonês
A crise econômica global também chegou aos bares do Japão, onde o consumo da cerveja tradicional foi substituído pelo de marcas mais baratas, populares e de pior qualidade.
Apesar de o Japão ser um país cervejeiro - o sétimo do mundo em volume, segundo dados de 2008 -, o mercado da bebida está em queda, com vendas que desde 2007 vêm caindo a um ritmo próximo a 2% anuais, depois de ter alcançado seu máximo em meados da década de 90.
Entre janeiro e março, o fornecimento das cinco maiores empresas cervejeiras do Japão caiu 5,7% ao ano até o mínimo histórico de 86,13 milhões de caixas, equivalentes a mais de 1,7 bilhões de garrafas de 633 mililitros, segundo dados oficiais divulgados na segunda-feira.
Dessa quantidade, no entanto, somente 47,5% correspondem a cervejas tradicionais, feitas de cevada, malte ou outros cereais e aromatizadas com lúpulo, como as japonesas Sapporo, Kirin ou Asahi.
Cerca de 18% do restante corresponde ao chamado happoshu, uma bebida que tem a mesma cor, um pouco do sabor e graduação alcoólica da cerveja comum, mas contém menos malte e, sobretudo, custa a metade.
O happoshu (licor gasoso, em japonês) foi criado em 1994 pela empresa Suntory, com um sucesso que levou outras grandes cervejarias japonesas a seguir seus passos, lideradas pela Kirin (que controla 37,3% do mercado japonês) e pela Asahi (35,3%).
A enorme popularidade deste novo produto levou os fabricantes a entrar no mercado da cerveja de baixo custo e a criar uma gama ainda mais baixa, a das chamadas cervejas de terceira categoria, que podem custar até quatro vezes menos.
Estas são bebidas alcoólicas que não contêm malte, mas tentam imitar seu sabor com outros ingredientes que podem ir de soja a milho ou ervilhas, e que é ainda mais barata que o happoshu.
As cervejas de terceira categoria tomaram nos três primeiros meses de 2010 34% do mercado japonês da bebida, segundo os dados divulgados ontem pelos fabricantes, que decidiram apostar forte por este produto.
Segundo o anúncio, entre abril e junho os fabricantes aumentarão sua produção do tipo terceira categoria entre 20% e 45%, para responder à demanda.
A comum imagem de milhares de pessoas que ao saíram do trabalho se reúnem nos bares continua sendo habitual em Tóquio, mas cada vez é mais freqüente vê-las com outro tipo de bebida nas mãos.
Um dos mais populares é o shochu. Ao contrário do saquê - um licor de arroz de entre 13 e 20 graus de teor alcoólico -, esta é uma bebida que pode ter entre 20 e 40 graus de álcool e é feita de vários ingredientes, como arroz, cevada e batata.
O tradicional saquê também mantém seu espaço, embora seu consumo tenha sido superado pelo do shochu ainda nos anos 90.
Diante deste panorama, o setor cervejeiro japonês voltou sua atenção para o exterior e tenta ganhar espaço no acirrado mercado internacional da bebida, com aquisições como a do grupo Orangina Schweppes pela Suntory.
Em busca de um diferencial, no ano passado, a Sapporo anunciou a fabricação da primeira "cerveja espacial", elaborada com cevada cultivada na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
Fonte: Agência EFE, por Maribel Izcue – 13/04/2010
Cerveja: Copa do Mundo deve elevar consumo de cerveja em 2010
Um estudo da consultoria britânica BernsteinResearch, divulgada em recente matéria do jornal Valor Econômico, mostrou que todos os países participantes da Copa do Mundo se beneficiam com o aumento do consumo de cerveja no período, mas Brasil, Espanha e a anfitriã África do Sul são os mercados que terão o maior impacto positivo durante os jogos do Mundial, entre os dias 11 de junho e 11 de julho.
No Brasil, conforme o estudo, o consumo deve crescer 5% em volume no ano além do desenvolvimento normal do mercado, que, no ano passado, foi de 5,9%. Este aumento é o mesmo que ter um mês a mais de verão ou dois Carnavais no ano.
Supondo que o mercado tivesse a mesma evolução de 2009, só a Copa seria suficiente para fazer as vendas em volume totalizarem crescimento de 6,2% entre janeiro e dezembro de 2010.
Mas tudo vai depender do desempenho da equipe do técnico Dunga. “O consumo de cerveja em todos os países participantes depende do quão longe a equipe vai no campeonato”, diz um dos analistas da BernsteinResearch, que participou da pesquisa.
No mínimo, cada time joga três partidas antes de ser desclassificado. Quem vai até a final soma sete disputas. Brasil e Espanha são as seleções com melhores cotações nas bolsas de apostas.
Fonte: Krones do Brasil - Krones News nº97 – 15/04/2010
Mundo: a legítima cerveja belga não pode ser imitada
Fabricantes de cerveja estrangeiros freqüentemente fazem uso impróprio da boa reputação que as cervejas belgas estão obtendo no exterior, citou recentemente Philippe Buisseret da União Belga dos Fabricantes de Cerveja no jornal Gazet van Antwerpen.
As exportações de cervejas belgas estão indo bem. Mas apesar disso, há uma nova tendência que está causando preocupação entre os representantes do setor cervejeiro belga.
"Aparentemente, nós somos vítimas do nosso próprio sucesso," disse Philippe Buisseret. "Cada país que oferece cerveja belga, seja o Reino Unido, Itália, França ou Estados Unidos, tenta imitar nosso modo de fazer cerveja. Os produtores locais de cerveja observam que as cervejas típicas belgas estão vendendo bem e tentam tirar proveito disso."
Alguns pubs no exterior estão oferecendo cervejas com o rótulo "Cerveja Belga", sem haver qualquer conexão com a Bélgica, diz Buisseret. Um problema ainda maior é que muitos fabricantes de cerveja estão oferecendo as suas cervejas com o rótulo "Belgian style" (Estilo Belga), sem que haja qualquer conexão belga."
O político belga Sven Gatz (Flemish liberal) lançou uma campanha para enfrentar o problema. Ele também escreveu para outros políticos belgas para alertá-los para o problema. O Clube de Cerveja Belga irá se reunir com a União Belga dos Fabricantes de Cerveja para discutir o assunto e pensar em possíveis soluções.
Fonte: BelgianShop WeekLetter 1417 – 15/04/2010
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
AmBev investe R$ 2 bilhões em fábricas
A AmBev vai investir até R$ 2 bilhões no Brasil em 2010 para elevar entre 10% e 15% a capacidade produtiva de suas fábricas. O investimento, o maior já feito pela empresa em um único ano desde a sua criação, leva em conta o cenário favorável da economia brasileira e está condicionado à manutenção das atuais alíquotas de impostos federais para o setor de bebidas. Os recursos serão destinados a fábricas da companhia em 13 estados do país.
Fonte: Portal Giro News – 16/04/2010
Falta de latas ameaça refrigerantes na Copa
A falta de latinhas no mercado e as vendas em alta de bebidas poderão resultar na falta de refrigerantes, segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes (Abir), Hoche Pulchério.
"A capacidade de produção está no topo. Todas as grandes fabricantes já anunciaram investimentos para ampliar a produção. Mas o ritmo desse investimento é bem mais lento que o do crescimento da demanda", afirmou. "Por isso, há risco de haver faltas pontuais de produto embalado em latas." Com a alta inesperada no consumo de bebidas (cervejas, energéticos e refrigerantes) ocorrida no final do ano passado e durante o verão, criou-se um déficit de 1,5 bilhões de latas, conforme cálculos da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas).
Fonte: Valor Online - 16/04/2010
Bebidas - Schincariol promove o retorno da Devassa
A campanha da cerveja Devassa Bem Loura, da Schincariol, lançada no Carnaval e retirada do ar após ser proibida pelo Conar, tem um novo desdobramento, nesta sexta feira. Em um comercial, que será veiculado na rede Globo, a cervejaria agradece aos consumidores que experimentaram a bebida e explora o fato de que mais de 2 milhões de pessoas terem assistido pela internet o filme de lançamento, protagonizado pela loira esperta Paris Hilton. A campanha foi produzida pela agência Mood.
Fonte: Portal Estadão - 16/04/2010
Xingu planeja expansão à espera da Heineken
Muito antes do cineasta James Cameron vestir o cocar em defesa dos povos da Amazônia, a palavra Xingu já estava na boca da comunidade internacional. Ou pelo menos na roda dos mais refinados apreciadores de cerveja ao redor do mundo. É que a Xingu, cerveja escura tipicamente brasileira, teve nos Estados Unidos o seu aval de qualidade e também os primeiros consumidores, há 20 anos. Com cerca de 15% de sua produção total sendo exportada para o Reino Unido e Austrália, além do mercado americano, este será um ano decisivo para a atuação da marca no exterior.
Criada em 1988 com nome e ingredientes de sua composição oriundos da região amazônica, a bebida só começou a ser comercializada no país no início da década de 90 e apenas em 2001, quando foi adquirida pela Kaiser, suas vendas ganharam escala para chegar aos pontos de venda dos principais centros do país. Apesar da negociação, o empresário Cesario Mello Franco, criador da Xingu, manteve os direitos da bebida no exterior e tem planos de expandir sua comercialização para países da Europa e Ásia ainda este ano.
Mas a aquisição da Femsa, detentora da marca, pela Heineken, há três meses, fez Franco esperar para ver o que os holandeses têm a dizer. “O potencial da Xingu no mercado externo é enorme. Mas com a chegada da Heineken não sei como vai ser. A partir de junho deve haver uma reunião para saber o interesse da companhia com a marca no exterior. Já há um movimento da empresa no Brasil, mas a minha parte ainda não foi abordada”, explica Franco, ao comentar sobre as atenções mais fortes da cervejaria holandesa no país a partir do meio do ano. “É a maior empresa de cervejas premium do mundo com presença em 180 países. É uma oportunidade muito boa para a expansão da Xingu”, avalia.
Segundo Franco, a marca foi pioneira no mercado americano na oferta de cervejas em garrafa de 600 ml. Nos próximos meses Se depender do prestígio da marca dentro da companhia, uma negociação dos direitos da Xingu no exterior deve ocorrer sem obstáculos. “É uma cerveja pequena que vem ganhando importância dentro da empresa. A bebida está incorporada ao portfólio da Heineken e haverá uma melhor avaliação de sua atuação lá fora nos próximos meses para viabilizar isso”, afirma Riccardo Morici, diretor de marketing da Femsa Cerveja Brasil. “O relacionamento com os proprietários da marca é muito próximo”, completa.
Entretanto, a decisão pode estar relacionada à chegada do sul-africano Chris Barrow, que assumirá o cargo de diretor de operações da Heineken no Brasil em agosto. Há seis meses, um acordo fechado com a rede de supermercados Tesco ampliou a venda da Xingu no Reino Unido em mais de dois mil pontos de venda. “Foi uma negociação difícil, pois eles gostam de trabalhar com marcas próprias”, diz Morici, que ressalta o sucesso da marca nas churrascarias brasileiras no exterior. “É a mais vendida na maioria delas”. De acordo com Franco, por contrato, seus direitos na comercialização da Xingu no exterior só terminam em 95 anos. “É um contrato de longo prazo que vai até 2105”, diz ele.
Fonte: Brasil Econômico - 17/04/2010
Vendas de bebidas devem aumentar 12,8% em 2010
A projeção é da consultoria Lafis, que prevê um faturamento de R$ 26,8 bilhões para o mercado em 2010. O crescimento se deve às altas temperaturas normalmente registradas no início do ano e, sobretudo, à ampliação do poder aquisitivo das classes C e D. Para o segmento de refrigerantes, a previsão da Lafis é um aumento de 5,7% no consumo neste ano, alcançando 15,1 bilhões de litros. O maior crescimento, no entanto, deverá ocorrer na categoria de água mineral, com alta de 19,5%, o que representará 9,8 bilhões de litros até o fim deste ano.
Entretanto, segundo a consultoria, os preços dos refrigerantes poderão subir acima da inflação de 2010, devido ao aumento das commodities, como açúcar e o alumínio. Os reajustes deverão alcançar 6% no ano, contra 5,2% da inflação medida pelo IPCA. O preço também sofrerá influência da escassez de latas de alumínio, que representa 7,6% do mercado de refrigerantes. A água mineral também deverá ter reajuste de 6,1% em 2010 em função do maior consumo e da adequação dos fabricantes às novas normas de validade dos galões de 20 litros.
Fonte: Supermercado Moderno - 19/04/2010
Mercado de cerveja ficou estável em março
Segundo dados da Nielsen, as vendas da categoria praticamente não oscilaram no mês passado. Basta observar a participação de mercado dos principais fabricantes. De acordo com o levantamento, a líder AmBev caiu de 69,6% em fevereiro para 60,5% em março – apenas 0,01 ponto percentual de variação.
O mesmo ocorreu com outras indústrias. No mesmo período, a Petrópolis saiu de uma fatia de 9,4% para 9,3% e a Heineken, de 8% para 7,9%. A única indústria que elevou ligeiramente sua participação foi a Schincariol, que tinha 11,5% no mês anterior e foi para 11,7% em março.
Fonte: Supermercado Moderno - 19/04/2010
Bohemia leva conhecimento sobre cerveja aos consumidores
A cerveja Bohemia promoverá até o dia 20 de maio uma série de ações com o intuito de difundir entre os consumidores o conhecimento cervejeiro da marca em pontos-de-venda de São Paulo, Brasília, Curitiba e Porto Alegre.
Começando nos bares, consultores gastronômicos oferecem degustação de Bohemia e explicam sobre o conceito de harmonização gastronômica. Por meio de duas ações promocionais, os consumidores que pedirem o menu com petiscos e cervejas Bohemia recebem um prato da marca.
Já nos supermercados, promotoras realizam degustação. A agência NewStyle foi responsável pelo desenvolvimento das ações, brindes e todos os materiais de comunicação da promoção.
Fonte: Mundo do Marketing, por Rayane Marcolino – 19/04/2010
A pretexto de zelar pela saúde do cliente, cervejarias brigam na Justiça
O Tribunal de Justiça de São Paulo disse não à terceira tentativa seguida do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) de derrubar a liminar que proíbe a entidade de veicular anúncio publicitário contra selos de alumínio em latas de cerveja.
A decisão é da 4ª Câmara de Direito Privado que negou recurso (Agravo de Instrumento) patrocinado pelo Sindicerv. A turma julgadora ainda aplicou ao sindicato multa de 20% do valor da causa por considerar que a entidade está criando embaraços às decisões judiciais.
O fundamento da decisão da turma julgadora foi a de que não é atribuição do sindicato agir em defesa do consumidor e que o filme publicitário que pretende ressuscitar revela na verdade uma guerra pela concorrência no mercado de cervejas. “Por não competir à agravante [Sindicerv] informar o consumidor sobre a importância de higienizar a lata de cerveja previamente ao consumo, não há razão para seja veiculada contrapropaganda para tal fim”, afirmou o relator do recurso, desembargador Natan Zelinschi.
O relator considerou “lastimável” o comportamento do sindicato que, a seu ver, busca a qualquer custo antecipação de tutela que foi rejeitada contra os objetivos da entidade. Zelinschi entendeu que os reiterados pedidos feitos pela entidade, usando de “subterfúgios”, é conduta que não pode ser caracterizada como exercício regular de direito, mas afronta ao exercício da jurisdição.
O alvo do Sindicerv é uma liminar da juíza Adriana Sachisda Garcia, da 34ª Vara Cível de São Paulo, que autorizou a suspensão da contrapropaganda da entidade, sob pena de multa. A juíza fundamentou sua decisão no argumento de que a veiculação dos dados do anúncio publicitário caracteriza concorrência desleal, “produzindo danos à credibilidade e à imagem da autora [Cervejaria Petrópolis] e de seus produtos, com evidente reflexo de ordem patrimonial”. Para a magistrada, a campanha do Sindicerv parece mais voltada para a distribuição do mercado de cervejas do que para a preservação da saúde dos consumidores. A entidade é formada por seis associados: Ambev, Cerpa, Femsa, Wals, Opa e Bierland.
No recurso apresentado ao tribunal, o sindicato sustentou que desta vez haveria fatos novos que justificariam a antecipação de tutela. Esses fatos seriam a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra os responsáveis pelas marcas Itaipava e Cristal e a multa aplicada pelo PROCON contra as duas cervejarias. Diz ainda que a propaganda usada pelas duas concorrentes é enganosa e que a liminar em vigor constitui verdadeiro convite a que o consumidor deixe de higienizar a lata de cerveja.
O Grupo Schincariol e a Cervejaria Petrópolis contestam. Eles afirmam que a denúncia foi oferecida pelo Sindicerv com evidente propósito de concorrência no mercado e não de saúde pública.
Em agosto do ano passado, as cervejarias Petrópolis e Schincariol foram multadas pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) do Estado de São Paulo em R$ 610.986,67 cada uma. O motivo seria propaganda enganosa e publicidade abusiva. As empresas foram autuadas, segundo o PROCON, por induzirem o consumidor ao erro ao divulgar em seus comerciais que os selos de proteção que as cervejarias usam nas latas de 350 ml garantem mais higiene e qualidade ao produto.
Decisão anterior
O anúncio publicitário do Sindicerv tratava da higiene das latas de cerveja e foi feito em tom de campanha educativa. Em 2008, a mesma 4ª Câmara entendeu que a contrapropaganda poderia induzir o consumidor a não comprar a marca de cerveja (na época, Itaipava), que usava o selo protetor, e prejudicar o produto fabricado pela Cervejaria Petrópolis.
“A propaganda, em tese, pode acabar por transmitir ao consumidor orientação contrária à compra do produto da Cervejaria Petrópolis, principalmente quando parece omitir que, com selo de proteção ou sem ele, embalagem alguma, qualquer que seja seu fabricante, assegura ao consumidor uma ingestão livre de contaminações”, afirmou na época o relator do recurso, desembargador Jacobina Rabello. O relator foi seguido pelos desembargadores Ênio Zuliani e Maia da Cunha.
O entendimento era o de que o alvo da campanha publicitária era a cerveja Itaipava. A propaganda dizia que havia perigo de contaminação e que o selo de proteção no lugar de proteger o consumidor poderia favorecer a cultura de bactérias. Insatisfeita com o comercial, a Cervejaria Petrópolis, produtora da Itaipava, entrou com ação na Justiça paulista.
Fonte: O Barriga Verde - Conjur, por Fernando Porfírio – 20/04/2010
Mundo: o uso reduzido de malte resulta freqüentemente em qualidade da cerveja mais baixa
No início da crise financeira e econômica, as cervejarias, principalmente os grupos grandes, reduziram drasticamente tanto os estoques, como os contratos de compras, lembra uma nota de análise de pesquisa, divulgada para o mercado.
Os cervejeiros tem que lidar com salários mais baixos dos consumidores, com impostos mais elevados sobre a cerveja em alguns países, com leis anti-fumo, e com uma tendência contínua em direção ao vinho e outras bebidas em países ricos.
As estatísticas mostram, que as vendas de cerveja caíram menos do que as compras de malte pelas cervejarias: Japão, China, Rússia e Ucrânia são os exemplos extremos da redução do uso de malte na cerveja, por diferentes razões e com diferentes substituições.
A quantidade de malte utilizada na China é de cerca de 7 kg/hl, a Rússia reduziu o seu uso de malte em no mínimo 50% e produz uma série de cervejas exclusivamente com cevada não malteada e enzimas.
Ao redor de todo o mundo aumentou o uso de substitutos do malte, a maioria em detrimento da qualidade da cerveja. Recentemente a Euromalt, a Associação dos Malteadores Europeus, e a Pilsner Urquell, a cervejaria no 1 da República Tcheca, protestaram contra a contínua mudança do produto “cerveja” para uma bebida indeterminada, e solicitou ajuda legal para proteger a “cerveja real”, que não é exclusivamente, mas na maioria das vezes, produzida com malte, água, lúpulo e fermento.
Fonte: BelgianShop WeekLetter 1418 - 22/4/2010
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
Pesquisa – Cervejarias globais sob o microscópio
A onda da principal atividade de consolidação no mercado cervejeiro em 2008 foi seguida pelo enfraquecimento do crescimento de volume em 2009, quando a crise econômica colocou um freio no crescimento.
Com o cenário mundial de cerveja e oportunidades de crescimento futuro realinhados, as mais recentes instruções globais da Euromonitor International "Estratégias para o crescimento em um mercado cervejeiro global cada vez mais consolidado" decifram as medidas que as empresas têm tomado à luz deste novo ambiente operacional e como eles se encaixam com estratégias de longo prazo. A pesquisa foi elaborada por Spiros Malandrakis, analista de bebidas alcoólicas da Euromonitor International.
A sobrevivência do mais apto
Todas as grandes cervejarias atuais participaram da rodada de consolidação que marcou a indústria cervejeira durante a última década, enquanto que, dos dez maiores fabricantes de cerveja, em 2000, apenas a Modelo e a Heineken ainda mantiveram um lugar na lista das top 10 em 2009 sem mudar o nome por causa de atividade de fusão ou aquisição. Nos mercados emergentes do Oriente Médio e África, Ásia-Pacífico e América Latina, as cervejarias se apressaram para capturar o crescimento do volume, enquanto que nos mercados maduros da América do Norte e Europa Ocidental a consolidação ocorreu com as cervejarias procurando o equilíbrio entre portfólios de valor e ganhos de volume.
Isso levou a um aumento dramático nos volumes das 10 maiores cervejarias, que se apoderaram de uma proporção constante maior do mercado mundial de cerveja desde 2000, deixando margem relativamente pequena para grandes aquisições, bem como elevando o valor de todos os “jogadores-chave”.
Dentro deste contexto, as quatro maiores cervejarias somaram mais de 40% dos volumes globais de cerveja em 2009. A Anheuser-Busch InBev está estabelecida como líder mundial. Apresentando um market share de 19,5%, os volumes de venda da A-B InBev estão acima do dobro daqueles se seu rival mais próximo, SABMiller. A aquisição da Anheuser-Busch pela InBev foi a única maior aquisição de uma das 10 maiores cervejarias que a InBev poderia fazer sem muitas potenciais alienações, devido a assuntos de regulamentação em mercados na Europa, América Latina e, em menor extensão, na China.
Desde a virada do século, a SABMiller se transformou de uma cervejaria regional na segunda maior do mundo, com a aquisição da Miller em 2002 proporcionado o seu mais significativo reforço. Juntamente com isso, ela efetuou um número de aquisições de marcas regionais que incorporou em seu portfólio internacional, a mais significante e recente foi a Grolsch em 2008.
Ambas, Carlsberg e Heineken, aumentaram sua exposição para os mercados europeus com a aquisição da S&N. Vários mercados nestas regiões experimentaram declínios em 2008/2009 por causa da saturação e duras condições econômicas, incluindo o Reino Unido, Irlanda, Rússia, Ucrânia e Países Bálticos.
A aquisição foi principalmente financiada por dívida, aumentando tanto os perfis de dívida da Carlsberg e Heineken, com ambas as empresas informando que o pagamento deste passivo é uma prioridade fundamental para eles daqui para frente.
A consolidação está desacelerando, mas não parando
No início de 2010, a FEMSA anunciou que a sua unidade cerveja estava sendo vendida para a Heineken em troca de uma participação de 20% na Heineken. O negócio incluiu dívidas e obrigações de pensão de US$ 2,1 bilhões, com o valor patrimonial da empresa avaliado em US$ 5,5 bilhões.
Isso significa que os acionistas da FEMSA irão receber um montante de 20% na Heineken a ser entregue nos próximos cinco anos, enquanto está diminuindo a confiança da Heineken nos volumes da Europa Ocidental e do Leste, que sofreram na recente recessão econômica. A Heineken subseqüentemente ganhou acesso ao México, que é o segundo maior mercado na América Latina, e um mercado com oportunidades limitadas para a entrada devido à sua natureza duopolista.
Além disso, os ganhos da Heineken representam oportunidade perdida para outros. A aquisição da FEMSA Cerveza irá fortalecer a posição da SABMiller na América Latina, onde falta presença nos maiores mercados, Brasil e México. Em nível global, teria também ajudado a fechar a lacuna aberta pela AB InBev.
Por outro lado, e dada a recente propensão das empresas japonesas de expandir para for a de seu mercado doméstico, um acordo teria apresentado um cenário interessante e dado à Kirin e seu sócio proposto Suntory uma presença internacional significativa.
FEMSA Cerveza pode também ter ajudado à Molson Coors a diversificar as suas fontes de renda longe da América do Norte e do Reino Unido e para dentro dos mercados mais dinâmicos da América Latina. Sua estratégia conservadora, que pode ser explicada pelos acionistas da família controladora que desejam manter o controle da empresa, significou que não tenham realmente tomado parte na atividade principal de aquisição de cerveja ao longo dos últimos cinco anos.
Após a aquisição da FEMSA Cerveza pela Heineken, o destino de outro grande fabricante de cerveja do México, o Grupo Modelo, está programado para ser determinado por um processo de arbitragem contra o seu principal acionista, a AB InBev.
O processo de arbitragem foi iniciado pela Modelo em relação à aquisição da Anheuser-Busch pela InBev e sua participação acionária não controladora de 50,2% na Modelo.
Independentemente dos obstáculos legislativos, as operações e posição da Modelo no México parecem atraentes, como faz o sucesso da Corona Extra em seus mercados de exportação, e isso, naturalmente, revelar-se um atrativo para a maioria dos grandes fabricantes de cerveja.
Considerando que anteriormente a Modelo tinha se esforçado para obter sua independência, pode ser que agora queira alinhar-se com um líder global, dada a escala da concorrência que enfrenta.
A recessão econômica ilustra a necessidade para a diversidade geográfica
Em 2009, as quatro cervejarias líderes reportaram declínio de volume, provocado pelas condições econômicas adversas na Europa e América do Norte. A recessão enfatizou a necessidade de possuir um portfólio geográfico equilibrado abrangendo áreas-chave do crescimento, notavelmente o mercado de rápido crescimento da China e estrelas em ascensão como a Índia.
Há menos oportunidades de aquisições importantes que ainda teriam um impacto significativo no ranking global, e isso se aplica tanto aos líderes mundiais e as empresas de segunda linha tentando fechar a brecha.
A fim de expandir, acordos regionais são mais prováveis com joint ventures e participações acionárias, importantes veículos através dos quais se aumenta a presença geográfica.
Isso já foi visto na China, onde duas das 10 maiores cervejarias do mundo têm um parceiro internacional.
Fonte: Euromonitor International – 23/04/2010
Traduzido e Adaptado por Matthias R. Reinold
Aprovada compra da Femsa pela Heineken
A divisão de cerveja da Femsa vai, finalmente, passar para as mãos da Heineken. Os holandeses compraram a cervejaria mexicana, que tem uma importante operação no Brasil com cerca de 8% de participação de mercado, em janeiro deste ano. Mas só agora os órgãos de defesa da concorrência dos países onde as duas atuam como o Cade brasileiro, deram sinal verde para o negócio.
No Brasil, poucas mudanças devem ocorrer. O sul-africano Chris Barrow, que comandava as operações da Heineken na Polônia, assumirá a presidência da empresa no Brasil em agosto no lugar de Fabrício Ponce. Outro que deve deixar a empresa é o diretor de marketing, Ricardo Morici. A empresa não confirma a informação.
Fonte: Portal Exame, por Marcelo Onaga e com Thiago Bronzatto – 27/04/2010
Chávez expropria terrenos e depósitos da empresa Polar
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ordenou ontem a apreensão de cinco lotes de terra da Empresas Polar SA, maior empresa do setor de alimentos do país. Chávez assinou um decreto exigindo a expropriação dos estoques da Polar na cidade de Barquisimeto, na região oeste, e também alertou ao presidente da companhia a não questionar a decisão.
O governo quer que as terras, atualmente ocupadas por instalações de armazenamento da empresa, sejam utilizadas para construção de residências subsidiadas.
A Polar, uma das maiores companhias do país e proprietária de populares marcas de cerveja, tem sido alvo recorrente das ameaças de nacionalização do presidente Chávez. Ao longo de seu mandato, o líder venezuelano já nacionalizou projetos de outras empresas no setor de petróleo, cimento e bancos. Agora, ele afirma que a Polar "transformou o coração de Barquisimeto em um depósito de cerveja".
A empresa prometeu questionar a decisão e está apresentando o caso à Suprema Corte do país. Também ofereceu um diferente lote de terra ao governo, na mesma cidade, para a construção das casas de baixo custo.
"Não me provoquem", avisou Chávez na terça-feira, no canal de notícias estatal, alertando o presidente da Polar, Lorenzo Mendoza, um dos homens mais ricos da Venezuela. "Diga aos seus advogados para ficarem calmos."
Uma decisão da Suprema Corte em favor da Polar seria vitória rara do setor privado contra o governo Chávez, em um país que tem visto as maiores empresas sendo intimidadas pela nacionalização. As informações são da Dow Jones.
Fonte: AE Agência Estado, por Filipe Domingues – 28/04/2010
Heineken começa a moldar nova operação no Brasil
Enquanto aguarda a chegada de seu novo presidente, Chris Barrow, em agosto, a Heineken começa a definir a cara de sua operação no país.
Segundo fontes ligadas à empresa, está decidido que o atual diretor geral de Heineken, Fabrício Ponce, ficará no Brasil, em uma função estratégica dentro da cervejaria Femsa, já que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição da companhia, a maior engarrafadora e distribuidora de Coca- Cola na América Latina. Oficialmente, a companhia afirma que o cargo e o país em que o executivo ficará baseado estão indefinidos. Ele poderia ir para qualquer um dos nove mercados onde a Femsa, de origem mexicana, atua. Até concluir o processo de transição no comando da empresa, em meados deste ano, Ponce não pode se manifestar sobre as mudanças.
Mas o fato é que o deslocamento de um profissional do calibre de Ponce para a Femsa Brasil é nevrálgico para o sucesso não apenas de Heineken como também da cerveja Kaiser, marca que entrou no portfólio da cervejaria holandesa com a aquisição da Femsa. Segundo Adalberto Viviani, especialista no mercado de bebidas da consultoria Concept, o problema histórico de Kaiser é a distribuição. Embora se beneficie da capacidade de Femsa em levar a Coca-Cola para os recônditos do país, a cerveja fica em segundo plano quando colocada ao lado dos refrigerantes. “O caminho natural é a Heineken apostar em centros de distribuição e equipes próprias para trabalhar com as duas cervejas”, diz Viviani. Aí surgem dois desafios. Em primeiro lugar, é necessário priorizar as cervejas sem quebrar o vínculo com a Coca-Cola.
Em segundo, é preciso ser ágil porque a cervejaria multinacional InBev trabalha a passos largos para tornar a americana Budweiser líder entre as marcas estrangeiras no mercado nacional, assim que ela for lançada por aqui. “Heineken não pode perder mais verões depois de todo o investimento que fez”, diz Viviani.
“Para montar uma infraestrutura forte de distribuição precisa ir atrás de bons profissionais da Ambev, da Petrópolis e Nova Schin”. Ponce, que teve uma passagem pela Femsa na Argentina e no Equador teria calibre para encarar esses desafios. “A única certeza é de que o gestor disso precisa ser alguém que conheça bem o mercado de cerveja no Brasil”, diz Viviani.
Outro profissional, ligado à Femsa, lembra que, no passado, a Kaiser tornou-se marca líder no país exatamente porque os donos do produto controlavam a sua distribuição. Viviani ressalta que, naquela época, a Kaiser convivia como fato de engarrafar a Coca- Cola no país e se beneficiou disso.
“O problema foi que ela não deu o segundo passo: o de buscar prioridade para o seu produto”, diz.
Novo diretor de marketing
Dentro das alterações em andamento, a Heineken importará o português Nuno Teles, que até então atuava em Portugal com a marca Sagres, para dirigir a área de marketing. Ricardo Morici, até então no cargo, deixa a empresa.
Fonte: Brasil Econômico - 30/04/2010
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