Notícias de mercado
2010 - Maio - Parte I
Retificação
Com relação à matéria "Heineken promete ir para cima da AmBev", no Portal EXAME, e citada na edição 964 da Revista EXAME, esclarecemos que o CEO mundial da companhia, Jean-François Van Boxmeer, não concedeu entrevista ao Portal EXAME. O que ocorreu foi um contato via e-mail com a agência externa de comunicação da Heineken na Holanda, que respondeu a três perguntas do jornalista. E ao contrário do título da matéria, a Heineken não fez nenhuma menção a outras empresas. Adicionalmente, muitas das informações foram interpretadas ou traduzidas de forma imprecisa.
Fonte: Portal Exame – 19/03/2010 | 16h00
AmBev condiciona investimento recorde à manutenção de impostos
A AmBev (Companhia de Bebidas das Américas) condicionou a implementação de seu bilionário plano de investimentos, anunciado em março, à manutenção das alíquotas de impostos que incidem sobre o setor de bebidas. Em teleconferência nesta quarta-feira (5/4), a companhia informou que, no ano passado, sofreu reajuste de 15% na alíquota de IPI, PIS e COFINS. Segundo Nelson Jamel, diretor financeiro e de relações com investidores, o aumento não foi repassado para os consumidores.
A AmBev pretende abrir três fábricas no Brasil em 2010, entre novas construções e expansão de unidades. A empresa deve investir 2 bilhões de reais para ampliar entre 10% e 15% sua capacidade produtiva no país. É o maior investimento já feito pela companhia em um único ano desde que ela foi criada.
O lucro líquido do primeiro trimestre foi de 1, 650 bilhão de reais, o que significou um incremento de 3,9% sobre o mesmo período de 2009. O volume total de vendas de bebidas da companhia registrou um crescimento orgânico de 9%. As condições macroeconômicas do país colaboraram para o resultado. "A operação brasileira foi a principal responsável pelos bons resultados da AmBev", disse Jamel.
Reestruturação
Apesar dos bons resultados a empresa decidiu fechar uma fábrica no Canadá. "O mercado canadense não cresce", disse Jamel. Segundo o executivo, esta foi uma decisão de melhorar o parque fabril e não de redução da presença no país, onde a empresa ainda mantém seis fábricas.
A empresa credita aos investimentos em inovações o bom desempenho do trimestre. Entre os carros-chefe das novidades estão a Antártica Sub-Zero e a Brahma Fresh. Durante a Copa do Mundo, no inverno brasileiro, a companhia espera obter os mesmos resultados de vendas dos meses de verão.
Meio ambiente
O diretor destacou a atuação sustentável da AmBev. Ela reduziu em cerca de 27% a utilização de água na produção de bebidas e vem usando um sistema de compartilhamento de caminhões com outras empresas. Em cinco meses os caminhões da companhia deixaram de emitir 1,8 mil toneladas de gás carbônico. No ano passado, 98,2% do subproduto gerado no processo de fabricação de bebidas foi reaproveitado, o que gerou uma receita extra de 78,8 milhões de reais.
Nesse ano a companhia lançou o Movimento CYAN, uma campanha para estimular o consumo consciente de água. Duas ações do projeto são o cálculo de toda a cadeia produtiva da AmBev e a adoção da Bacia do Corumbá-Paranoá em Brasília (DF) para desenvolvimento de estudos sobre melhor aproveitamento da água pelas indústrias e pela comunidade local.
Força do Brasil
A AmBev continua se beneficiando da combinação de crescimento da renda disponível aos consumidores e dos ganhos de participação de mercado, de acordo com a corretora Link Investimentos. Por isso o volume de vendas de cerveja da companhia no Brasil aumentou 15,9% no trimestre e o segmento de RefrigeNanc (não-alcoólicos e não-carbonatados) cresceu 12,9%, resultados que superaram as expectativas da corretora.
O ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da empresa foi de 2,806 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2010, o que representou um crescimento orgânico de 15,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O número superou as expectativas, de acordo com a Link.
Na parte internacional, as vendas continuaram sendo impactadas pela queda no volume de cerveja na Argentina, mas nos demais países houve recuperação. A operação brasileira continua sendo o destaque, principalmente por causa do expressivo aumento de participação no mercado de cervejas e do cenário macroeconômico positivo, segundo a Link. O volume de vendas vem se recuperando nos outros países de atuação da Quinsa (subsidiária da AmBev), com exceção da Argentina.
Na parte financeira a empresa continua muito sólida, com uma relação de dívida líquida/Ebitda de 0,2 x. Além disso, a AmBev continua remunerando bem seus acionistas e distribuiu um bilhão de reais em dividendos e juros sobre capital próprio no trimestre, de acordo com comunicado da Link.
Fonte: Portal Exame, por Beatriz Olivon - 05/05/2010
Ab InBev tem lucro acima do esperado com impulso do Brasil
A maior cervejaria do mundo, Anheuser-Busch InBev, lucrou mais que o esperado nos três primeiros meses de 2010 apoiada em vendas fortes de cerveja no Brasil. Mas a companhia informou que os custos com marketing para a Copa do Mundo afetarão o lucro do segundo trimestre.
A companhia informou que a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) subiu 5,1 por cento entre janeiro e março, para 3,09 bilhões de dólares, superando previsão média de analistas de 2,98 bilhões.
A AB InBev previa anteriormente ter um amento de até 5 por cento por causa do clima ruim nos Estados Unidos, imposto triplicado sobre cerveja na Rússia e preços maiores de commodities em mercados emergentes.
No geral, a companhia vendeu 0,8 por cento mais no trimestre, com uma alta de 15,9 por cento no Brasil, onde a empresa detém dois terços do mercado. O desempenho no país ajudou a empresa a minimizar uma queda de 6,8 por cento nos Estados Unidos, mercado responsável por metade das vendas de cerveja do grupo. As ações da empresa eram destaque no índice europeu de ações e subiam 2,4 por cento às 7h46.
Analistas afirmaram que a fraqueza inicial dos papeis da empresa ocorreu por conta de eventos extraordinários, que deixaram o lucro líquido menor que o esperado. Depois, prevaleceu o otimismo sobre a força nas vendas da empresa no Brasil.
A AmBev, unidade nas Américas da AB InBev responsável pelas operações brasileiras, anunciou nesta quarta-feira um lucro líquido de 1,65 bilhão de reais, crescimento de 3,9 por cento sobre o primeiro trimestre de 2009.
Fonte: Reuters, por Philip Blenkinsop, disponível no Portal Estadão – 05/05/2010
Heineken define novos diretores para o Brasil
Aos poucos a Heineken vai definindo seu quadro de diretores. Depois de ter a compra da Femsa aprovada pelos órgãos de defesa da concorrência dos países em que ambas atuam, como Brasil e México, a empresa já nomeou o sul-africano Chris Barrow para a presidência da operação brasileira, o português Nuno Teles como diretor de marketing e o italiano Alberto Toni para a diretoria financeira.
Agora a empresa definiu que a portuguesa Isabel Moisés, que comandava a diretoria de Recursos Humanos da Heineken em Portugal, para o mesmo posto no Brasil. Paulo Macedo, que já era diretor de relações corporativas da Femsa, permanece no posto.
Fonte: Portal Exame, por Marcelo Onaga – 05/05/2010
Explosão de cerveja resulta em indenização a uberabense
Mais um caso de ferimento provocado por estouro de garrafa de cerveja foi parar no Fórum Melo Viana. O ocorrido com Daniel Cardoso Borges, atingido no olho por estilhaço de uma garrafa de cerveja que ele colocava para gelar, deu causa a pedido de indenização.
Daniel acionou o fabricante Primo Schincariol Indústria de Cervejas e Refrigerantes S/A, empresa condenada em primeira instância a pagar R$ 60.000 a título de danos morais. No processo iniciado em 2005, a juíza Régia de Lima determinou a realização de perícias para apurar o ocorrido, bem como o dano provocado.
Conforme o autor do processo, ele guardava garrafas de cerveja em temperatura natural, sendo surpreendido ao pegar as duas primeiras garrafas. Uma delas explodiu, atingindo o olho esquerdo de Daniel Borges. Por sua vez, a vítima no caso teve seu olho perfurado por estilhaços.
Socorrido quando dos fatos, foi levado ao Hospital Escola, onde foi submetido a uma cirurgia no olho, com diagnóstico de corte na córnea. Entretanto, restaram seqüelas, bem como perdeu 95% da visão no olho atingido, ficando impedido de exercer trabalhos diversos.
Testemunhas confirmaram sua versão, bem como a decisão levou em conta o resultado das perícias técnicas realizadas por um médico e um especialista em segurança no trabalho.
Na sentença agora publicada, a juíza Régia de Lima salienta que acidentes com garrafas são cada vez mais freqüentes, ainda que nem sempre com a gravidade registrada no episódio envolvendo o autor da ação.
Em outro trecho, a autoridade salienta o que informou o mestre em segurança do trabalho que realizou a perícia, informando ser possível o estouro dos vasilhames, sendo as causas ligadas com choque mecânico, choque térmico e efeitos cominados entre os dois fenômenos. O mesmo técnico confirma que são freqüentes os acidentes similares com frascos de cervejas e refrigerantes.
Acrescenta o perito que as empresas envolvidas nos processos de fabricação possuem estas informações, tanto que protegem seus funcionários. Entretanto, não se constata nenhuma orientação de consumidores ou funcionários dos pontos de venda final.
Justificando a condenação do fabricante, a juíza partiu da premissa de que o fabricante teria a obrigação de orientar o consumidor dos riscos advindos do manuseio do produto, o que não ocorreu, razão pela qual deve pagar pelas conseqüências.
Fonte: JM Online (Jornal da Manhã), por Gislene Martins - 05/05/2010
AmBev investe R$ 670 mi no norte e nordeste
Dentro da estratégia de aumentar 15%a capacidade de produção de suas unidades no Brasil, como investimento total de R$ 2 bilhões ao longo deste ano, a AmBev destinará R$ 670 milhões desse montante para fábricas instaladas nas regiões Norte e Nordeste do país. A iniciativa tem seus motivos.
Ambas as praças foram as que obtiveram o maior crescimento em vendas de bebidas no primeiro trimestre deste ano, influenciando o mercado nacional a aumentar a comercialização em 15% no segmento de cerveja e 9% em refrigerantes no período em relação ao ano passado.
Do investimento total, R$ 144 milhões serão destinados à duplicação da fábrica instalada em São Luís (MA) e R$ 71 milhões à unidade situada em Manaus (AM). Os R$ 455 milhões restantes serão divididos entre as fábricas e centros de distribuição de seis estados nordestinos: Bahia, Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte e Ceará.
A expectativa é que as novas linhas de produção estejam prontas até o mês de outubro para atender a maior demanda do próximo verão. “Essas regiões vão receber os investimentos de acordo comas necessidades do mercado e do reajuste tributário no ano, mas visam aumento de produção e instalação de novas linhas”, afirma Alexandre Loures, diretor de comunicação da AmBev, ao ressaltar que o valor total previsto pode ser reduzido caso o governo decida aumentar impostos como IPI, PIS e COFINS ao longo do ano. Segundo a empresa, a carga tributária aumentou 15% no ano passado, mas o reajuste não foi repassado para o preço final dos produtos.
“Caso isso ocorra novamente em 2010, daremos um passo atrás nesses investimentos”, diz Loures. Além de aumentar a produção para acompanhar o crescente consumo de bebidas e atender a maior demanda em um ano de Copa do Mundo, a AmBev instalará novas máquinas em suas unidades para dar continuidade à estratégia de inovação no mercado liderado pelos novos formatos das embalagens, como as latas de 269 ml e de 5 litros da marca Skol.
“Temos buscado ouvir o consumidor para direcionar nossas novidades”, explica o diretor da AmBev, ao citar pesquisas mensais com cerca de 3 mil pessoas. Outras regiões Além dos investimentos no Norte e Nordeste do país, a AmBev incrementará também suas fábricas no Sudeste. No estado de São Paulo, serão aplicados R$ 375 milhões nas unidades situadas em Guarulhos, Jacareí, Agudos e Jaguariúna. Outros R$ 300 milhões serão destinados a Minas Gerais para aumentar a capacidade da fábrica de Sete Lagoas e para a construção de um novo centro de distribuição em Uberlândia.
Com o investimento total programado para este ano, a AmBev pretende criar cerca de 20 mil empregos em toda a sua cadeia de produção e distribuição. A iniciativa atende um esforço realizado neste ano pelas entidades do segmento com o governo para que as empresas criem 44 mil empregos ao longo de 2010, caso a carga tributária não seja alterada.
Fonte: Brasil Econômico - 06/05/2010
As cinco maiores fabricantes de bebidas alcoólicas do mundo
Enquanto outros setores da economia ainda sentem as dores de cabeça da ressaca pós-crise, os fabricantes de bebidas alcoólicas celebram.
O crescimento no volume de vendas e na participação de mercado das principais companhias mostra que a recessão não tem prejudicado os hábitos de consumidores de vinhos, cervejas e destilados em todo o mundo.
Brindemos com moderação os cinco maiores fabricantes de bebidas alcoólicas do globo (em valores de mercado):
5. Pernod-Ricard (França)
O menu de bebidas do Grupo Pernod-Ricard reúne líderes de mercado e marcas famosas, principalmente após as aquisições recentes da Allied Domecq e Vin & Sprits. São nomes como os uísques Ballantine’s e Chivas Regal, a vodka Absolut e o rum Montilla. Com o valor de mercado em US$ 22 bilhões, além da margem de lucro de 14% em 2009, a fabricante de bebidas francesa tem o que comemorar.
4. Heineken (Holanda)
O grupo holandês Heineken não é dono apenas das garrafas verdes da cerveja homônima. Desde a aquisição da Femsa no início deste ano, a companhia responde também por marcas como a Kaiser, Sol, Bavaria e Xingu no Brasil. O valor da Heineken no mercado atingiu US$ 25 bilhões nesse ano. Já a margem de lucro, em 2009, foi de 7%.
3. Diageo (Reino Unido)
São 568 mililitros de cerveja escura, forte e encorpada, tão símbolo da Irlanda quanto os próprios pubs onde é servida: a Guinness, sempre em imperial pint. O lucro da terceira maior fabricante de bebidas alcoólicas do mundo, a Diageo, não vem só da tradicional marca conterrânea, mas também – e principalmente – das destiladas Johnny Walker, Smirnoff, Baileys e José Cuervo.
Juntas, elas são responsáveis pelo valor de mercado da empresa em US$ 42 bilhões, com margem de lucro registrada em 2009 de 16%.
2. Companhia de Bebidas das Américas – AmBev (Brasil)
O atual braço da AB Inbev para as operações na América do Sul surgiu da fusão da Brahma e Antarctica em 1999.
A gigante de bebidas, que engloba também cervejas como Skol, Original, Bohemia e marcas de refrigerante, chegou a anunciar nesta quinta um aumento no lucro de 3,9% no primeiro trimestre de 2010, em relação ao mesmo período do ano passado.
De qualquer forma, ela já seria a mais lucrativa dessa lista com 26% de margem de lucro registrado em 2009. A AmBev é ainda a segunda maior cervejaria do mundo em valor de mercado: US$ 57 bilhões.
1. Anheuser-Busch Inbev (Bélgica)
A maior cervejaria do mundo, além de contar com a AmBev no mercado brasileiro, tem no catálogo – de mais de 200 marcas – líderes de vendas como Budweiser, Bud Light, Stella Artois, Quilmes e Beck’s. Não à toa, a AB Inbev possui US$ 81 bilhões de valor no mercado de cervejas e registrou margem de lucro de 13% em 2009.
*Fonte: Bloomberg Businessweek
ATUALIZAÇÃO
A Bloomberg Businessweek não considerou, para essa relação, as empresas que não haviam anunciado até a última semana de março/2010 os resultados de 2009. Por esta razão, grandes fabricantes, como a SABMiller, não apareceram no top 5. Não fosse por isso, a gigante sul-africano responsável por marcas como a Miller Genuine Draft estaria no terceiro lugar dessa lista, com o valor de mercado de US$ 43,6 bilhões (hoje). Agradeço aos leitores que apontaram a ausência.
Fonte: Portal Exame, por Amanda Luz - 06/05/2010
Excesso de ruídos de jingle da Brahma
Vender cerveja no grito - especialmente se for música mecânica - pode ser um mau negócio. A Justiça condenou a AmBev (Companhia de Bebidas das Américas) a indenizar um morador do Guarujá (litoral paulista) por causa do barulho de um alto-falante, instalado em frente à sua casa, que transmitia, dia e noite, um jingle ("a número um") da cerveja Brahma.
O prejudicado comprovou que os ruídos do jingle da "número um" estavam acima dos decibéis permitidos pela lei municipal e perturbavam a vizinhança.
A sentença de primeiro grau tornou definitiva uma condenação de 100 salários mínimos, pois a empresa não entrou com recurso.
Para garantir o pagamento da indenização, a companhia ofereceu à penhora 3.540 dúzias de Brahma Chopp, garrafas de 600 ml, avaliadas em R$ 21,5 mil.
No total eram 42.480 vasilhames. A 1ª Vara do Guarujá designou data para a primeira praça do leilão para tentar alienar o produto. Antes que isso ocorresse, o valor indenizatório foi depositado em Juízo.
Abstêmio, o autor da ação, um advogado de 64 anos, que atuou em causa própria, disse que "não se interessava em receber a indenização em cerveja, pois não bebe". O caso começou em janeiro de 1994, quando o profissional da Advocacia se recuperava de uma cirurgia no coração, em sua casa na praia da Enseada, no Guarujá. Nessa época, a Brahma ainda não tinha feito a fusão com a Antarctica, que originou a AmBev, que acabou herdando a dívida. (Proc. nº 4347/94).
Fonte: Espaço Vital, disponível no O Barriga Verde – 07/05/2010
Heineken cria ação mobile com código 2D e SMS
A Heineken está promovendo uma campanha mobile nos Estados Unidos integrando código 2D (qr code) e SMS. A promoção, chamada "Plug into summer", dará aos consumidores da bebida guitarras Fender, além de aplicativos grátis para celular (iPhone, Android e Blackberry), downloads de músicas e camisetas.
Os consumidores que comprarem engradados de 6 a 12 unidades, verão nas embalagens um qr code. Esse código, ao ser decodificado pelo celular, encaminha o usuário a um mobile site em que ele poderá escolher um aplicativo para download.
A promoção espalha-se também pelas tampinhas das cervejas. Os consumidores encontram nelas um código que deve ser enviado por SMS. Por ele, é possível resgatar músicas.
Fonte: Portal Exame, por Cris Simon – 07/05/2010
Ambev vai investir R$ 670 mi em fábricas no Norte e Nordeste
A Ambev vai investir 670 milhões de reais até o final desse ano em suas fábricas e centros de distribuição direta do Norte e Nordeste. A empresa pretende ampliar entre 10% e 15% sua produção no país e, para isso, anunciou um pacote de investimentos de 2 bilhões de reais até o final do ano - do qual o atual investimento no Norte e Nordeste faz parte.
Dos R$ 670 milhões destinados para as duas regiões, 144 milhões de reais foram empregados na duplicação da filial equatorial, em São Luís, no Maranhão; e 71 milhões de reais em novas linhas de produção da fábrica de Manaus, no Amazonas. O restante será dividido entre unidades fabris e centros de distribuição direta de outros seis estados do Nordeste: Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe.
A ampliação da produção se deve ao crescimento das vendas no ano passado e nos primeiros meses de 2010, além da expectativa do aquecimento da demanda devido à Copa do Mundo da África do Sul, que será realizada no próximo mês. As regiões Norte e Nordeste foram as que obtiveram maior crescimento em vendas no primeiro trimestre deste ano, devido à maior distribuição de renda e à ampliação do poder de consumo da população brasileira, segundo a Ambev.
Fonte: Portal Exame, por Beatriz Olivon – 10/05/2010
A seleção a serviço da cerveja
É desanimador, profundamente desanimador, assistir na televisão, várias vezes ao dia, às propagandas que mostram craques da seleção brasileira de futebol induzindo a população a ingerir bebida alcoólica.
Realmente, o técnico Dunga e jogadores que integram ou já integraram a seleção ali estão, presumivelmente por dinheiro, a estimular aqueles que os admiram a esse vício, que representa drama dos mais sérios para milhões de pessoas neste país: o alcoolismo.
Subliminarmente, tal propaganda enganosa procura associar o êxito e a vitalidade física ao hábito de tomar uma determinada marca de cerveja. Esse comportamento reprovável já contagiou, irremediavelmente, o jogador Ronaldo e depois, isoladamente, o técnico Dunga. Ambos se prestam docilmente a apontar à juventude que é bom e saudável beber cerveja.
Mas, agora, o que aparece nos filmes é muito pior - é a imagem da própria seleção brasileira de futebol, com vários de seus integrantes, a pedir aos brasileiros que bebam a referida cerveja. A seleção é assunto nacional e por isso mesmo revolta.
Não se pode imaginar que isso seja feito de graça, e sim por dinheiro, aquilo que o conselheiro Acácio chamava com ironia de vil metal. Enfim, excelentes exemplos de atletas de nosso país, que deveriam servir de modelo para a juventude, corrompem-se dessa forma, projetando uma imagem da qual talvez um dia se arrependam.
Os profissionais da área publicitária sempre dizem que a filosofia por trás da propaganda está baseada na velha observação de que todo homem é, na realidade, dois homens: o homem que ele é e o homem que gostaria de ser. Isso parece estar evidente no caso referido, porque é incalculável o número de jovens brasileiros que gostariam de ser iguais a Dunga e aos jogadores da seleção.
Mas para isso será que é necessário beber cerveja? Sobretudo para os adolescentes, essa propaganda infeliz se mostra danosa, porque associa vitalidade e sucesso ao gesto nada recomendável de beber cerveja, em vez de simplesmente praticar esporte e tornar-se saudável.
No momento em que esse engodo se processa pelas televisões brasileiras, é curioso observar que o mais expressivo jogador de futebol de todos os tempos - o incomparável Pelé - nunca apareceu em anúncios associando sua imagem a bebida. Essa conduta, sem nenhuma dúvida, serviu para que Pelé sempre seja visto com respeito.
Também nunca se viu o cantor Roberto Carlos, tão em voga nestes dias, prestar-se a esse comportamento abominável. Décadas atrás, quando uma frase de sua autoria era repetida por todo o Brasil - "É uma brasa, mora?" -, conta-se que lhe ofereceram uma fortuna para que dissesse: "É uma (marca de cerveja), mora?" Mas ele se recusou e, assim, o seu exemplo se manteve íntegro.
Os criadores de propaganda não se incomodam com os efeitos danosos de algum veneno embutido nos produtos que conseguem enfiar goela abaixo dos consumidores. Para eles, o essencial é vender, o que se compreende, porque são pagos para isso.
Mas é evidente que, ao ver o filho adolescente bebendo cerveja, porque, afinal, o Ronaldo toma, o Dunga toma, talvez eles se perguntem, ao olhar no espelho, se estarão fazendo a coisa certa.
Do ângulo dos produtores de cerveja, emerge um gesto de hipocrisia ainda pior, porque, ao final de cada propaganda veiculada, acrescentam o pedido de que se beba como moderação, como se isso os absolvesse de qualquer censura.
Os romanos, ao longo do domínio secular que exerceram sobre a Europa, a África e a Ásia, sempre repetiram uma frase de extraordinário significado: "Corruptio optimi pessima", que significa a corrupção do melhor é a pior.
Pessoas que se destacam e se tornam públicas, como é o caso de atletas, jogadores e artistas, estão permanentemente sob a luz dos holofotes e deveriam ter um mínimo de respeito ético em relação ao país que lhes permitiu a consagração. Enfim, deveriam devotar amor ao Brasil e aos brasileiros, e não ao dinheiro.
Mas, infelizmente, vê-se que o amor ao dinheiro cresce tanto quanto o próprio dinheiro. Isso é especialmente grave quando os beneficiários dessa conduta usam o próprio País, ou seja, se prevalecem de estar na seleção brasileira de futebol, sonho tão grandioso, para fazer propaganda de cerveja. Como se a seleção brasileira fosse deles.
É difícil acreditar que exista algum patriotismo nesse comportamento, além da avidez por uma gorda conta bancária. Não se pode dizer que haja crime nessa conduta, mas, sem dúvida alguma, trata-se de comportamento reprovável que alcança, por omissão e cumplicidade, as autoridades responsáveis pela seleção brasileira.
Não se haverá de exigir que jogadores de futebol não se deixem levar, uma vez ou outra, pelo prazer de tomar um gole de cerveja. Será natural que isso ocorra. Mas não é natural, nem desejável, que assumam uma conduta pública que atua em desfavor deles próprios.
É possível que a questão divida as opiniões e sem nenhuma dúvida haverá os que considerem natural um craque da seleção brasileira induzir os jovens ao hábito da bebida. Mas sempre haverá também alguns, como eu, que jamais aceitarão esse comportamento e estarão na expectativa de que a omissão dos superiores desses atletas não seja tão vergonhosa como a conduta deles.
A propaganda individual, feita apenas por um dos integrantes da seleção, sem o uniforme oficial, por si só, já se mostra chocante.
Mas quando ocorre coletivamente, associando a luta da esquadra canarinho ao consumo de bebidas, no mínimo, contribui para virar o estômago.
Fonte: O Estado de São Paulo, por Aloísio De Toledo César (Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo) – 13/05/2010
Latas de Skol irritam argentinos
Na cena do comercial, ao abrir uma latinha, os "hermanos" são surpreendidos com a lata falante que torce pelo Brasil
A Skol apresenta ao mercado neste sábado (15) as "Latas Torcedoras", que falam e torcem pelo Brasil. A iniciativa, lançada nacionalmente, integra as ações da Skol durante a competição mundial.
Desenvolvida com tecnologia foto sensível, as latas "falantes" têm o mesmo visual e peso de uma lata de 350 ml e estão distribuídas aleatoriamente em meio à produção nacional do período da competição mundial. São cinco gritos diferentes de torcida.
A novidade, fruto do intercâmbio de informações com equipes de inovação instaladas diferentes partes do mundo, como na China, Brasil e Estados Unidos, funciona quando o consumidor abre a lata. A penetração da luz ativa o dispositivo que faz a embalagem "falar". É a primeira vez que essa tecnologia é usada no País. Serão 150 mil espalhadas em todo o País. A embalagem foi produzida pela F/Nazca e os rótulos pela Design Absoluto.
O tema "falante" irá permear toda a comunicação da marca. Desenvolvido pela F/Nazca, o filme "Hermanos", de 30 segundos, traz uma situação inesperada de torcedores se preparando para ver o jogo com a Skol. Ao abrir uma latinha, os "hermanos" são surpreendidos com a "lata falante" que torce e grita pelo Brasil. Os argentinos então afogam a lata no balde de gelo.
A cena seguinte é a fábrica da Skol, na qual um funcionário revela ao chefe que um carregamento de produtos foi enviado à Argentina por engano. O personagem lamenta pelas latinhas.
Além do filme para TV, estão previstas parcerias inéditas com a Bon Gelo e mídias exclusivas nos pontos-de-venda para estabelecer uma interação direta com os consumidores. Também foram produzidos spots, ações na web e peças para outdoors e detectores de entradas.
Fonte: Portal Exame - Marketing – 14/05/2010
Frota da AmBev vai atender terceiros
Se fosse uma empresa à parte, o departamento de logística da AmBev seria a maior empresa privada do ramo no Brasil - no setor de transportes, perderia apenas para os Correios. Ela abastece 1 milhão de pontos de venda, mantém 60 centros de distribuição e entrega a produção de 33 fábricas espalhadas pelo país. A frota, toda terceirizada, é de 3,1 mil caminhões.
Caso sua receita fosse contabilizada, chegaria a quase R$ 2 bilhões. A nova idéia da AmBev é aproveitar essa estrutura, até hoje usada em regime de dedicação exclusiva, para transportar carga de terceiros. Segundo o vice-presidente de logística da AmBev, Rodrigo Figueiredo, o plano não é fazer caixa e nem concorrer com o setor privado, mas otimizar o uso da sua estrutura para reduzir custos, a partir da constatação de que existem desperdícios - leia-se, há caminhões viajando vazios.
Fonte: Valor Online - 14/05/2010
AmBev cria programa de trainee industrial
A AmBev lança neste mês o Programa Trainee Industrial. Do próximo dia 20 até o dia 20 de junho estudantes universitários interessados em uma carreira de mestre cervejeiro ou engenheiro industrial poderão se inscrever para o programa. Não há limite de vagas e o treinamento tem a duração de 12 e 18 meses.
Uma vez aprovados no processo seletivo, os trainees tornam-se imediatamente funcionários. Além deste programa, a partir do segundo semestre a companhia volta a abrir vagas, dessa vez para o Programa Trainee, que contou em 2009 com mais de 60 mil inscrições.
Estudantes de todo o País, formados desde o segundo semestre de 2008 ou cursando o último ano dos cursos de engenharia, química, farmácia, agronomia e biologia podem se inscrever pelo site www.traineeindustrialambev.com.br. A página também hospedará blogs de profissionais que ingressaram na companhia como trainees, pelo programa já mantido pela companhia há 19 anos, e hoje são engenheiros industriais e mestres cervejeiros da empresa.
Entre os critérios analisados estão habilidade para gerenciamento de pessoas, interesse por desenvolvimento de novas tecnologias, negociação, capacidade de liderança, visão empreendedora, disponibilidade para viagens e mudanças de cidade, estado ou país, e inglês fluente.
O processo seletivo tem diversas etapas eliminatórias. Após o término das inscrições, os candidatos passarão por um teste online de português, matemática, inglês, raciocínio lógico e conhecimentos gerais; dinâmicas de grupo - que ocorrerão por todo o país; entrevistas individuais com a área de Gente da AmBev; painel de negócios, no qual desenvolverão um case; provas presenciais de inglês e de raciocínio lógico; entrevistas finais com presidente e diretores da companhia.
O salário inicial é de R$ 3,7 mil mais benefícios como assistência médica, assistência odontológica, seguro de vida, previdência privada, vale refeição, vale transporte e 14º salário, entre outros.
Ao longo do período de treinamento, os selecionados passam por todas as áreas da companhia. Durante os cinco primeiros meses, os trainees conhecem o processo de produção das unidades fabris; passam pelas áreas comerciais (distribuição e vendas) dos Centros de Distribuição Direta (CDD) e participam de treinamento estratégico na central administrativa, em São Paulo, para se aprofundar na cultura AmBev.
Nos sete meses seguintes, os jovens recebem orientação dirigida para área que optaram, seja engenharia industrial ou mestre cervejeiro, e aprofundam os conhecimentos sobre suas atividades futuras. Após esses doze meses de programa, os trainees são alocados em projetos assistidos no Brasil ou enviados ao exterior para complementarem a formação com cursos específicos.
Fonte: Repórter Diário, Redação – 18/05/2010
México lança cerveja para celebrar revolução
Empresários mexicanos anunciaram hoje o lançamento de duas novas cervejas, dedicadas ao general Emiliano Zapata e Francisco "Pancho" Villa, em ocasião do centenário do início da Revolução Mexicana (1910-1917).
O grupo Cervecería Revolución informou que a bebida dedicada a Zapata é do tipo "black lager", com "sabores de malte e lúpulo, não muito amarga". Já a de Pancho Villa "será uma bebida mais robusta, totalmente escura".
De acordo com Eduardo Ceballos, do departamento de vendas, a empresa atualmente está registrando os produtos, que devem ser lançados no último trimestre do ano, junto às festividades locais, marcadas principalmente para o mês de setembro, quando o país celebra o bicentenário da independência.
Também é analisada uma outra cerveja, chamada "Adelita", em homenagem às mulheres que acompanharam os revolucionários mexicanos.
No último ano, a companhia fez uma campanha semelhante, com a "10 Maradó", em homenagem ao argentino Diego Armando Maradona.
Fonte: Portal ANSA - 20/05/2010
Rede de supermercados britânica sugere preço mínimo para bebidas alcoólicas
A Tesco, maior cadeia de supermercados do Reino Unido, pediu ao governo britânico que estude a possível aplicação de um preço mínimo ao álcool vendido em lojas como forma de lutar contra o abuso das bebidas.
Em artigo publicado nesta sexta-feira pelo jornal "The Daily Telegraph", o executivo-chefe da companhia, Terry Leahy, reconhece que o consumo excessivo de álcool por homens e mulheres se tornou um dos maiores problemas do país.
Em alguns supermercados britânicos, a cerveja custa menos que água engarrafada ou leite.
A preocupação expressada pelo empresário britânico ganha força devido a um projeto da nova coalizão de governo, que quer proibir a venda de bebidas alcoólicas por um preço inferior ao de custo nos supermercados.
Leahy, porém, quer chegar mais longe, e afirma que a Tesco apoiará eventuais medidas para fixar um preço mínimo para o álcool.
Segundo o empresário, as bebedeiras freqüentes de muitos britânicos não criam só um problema de saúde, mas também "de decência" e de convivência "em uma sociedade civilizada".
O executivo cita uma pesquisa entre os clientes do supermercado, segundo a qual 70% consideram o abuso das bebidas alcoólicas "um dos problemas mais graves do Reino Unido".
Cerca de 60% dos participantes da pesquisa demonstraram também preocupação pelo comportamento "anti-social" demonstrado por pessoas que se embebedam deliberadamente e "se orgulham" disso.
Fonte: Agência EFE, em Londres – 21/05/2010
Petrópolis fará no Brasil cerveja de mosteiro alemão
A cervejaria Petrópolis, dona das marcas Itaipava e Crystal, convenceu um milenar produtor alemão da Baviera que seria capaz de reproduzir para o mercado nacional a reverenciada marca Weltenburger em quatro variações. Três mestres cervejeiros vieram do mosteiro beneditino, onde essa cerveja é fabricada desde 1050, para passar um mês no Brasil e, assim, garantir que a tradicional receita fosse feita na unidade de Teresópolis, no Rio de Janeiro. Para alcançar tal resultado, a Petrópolis vai importar toda a matéria-prima necessária. Por causa disso, a Barock Dunkel chegará ao mercado custando algo em torno de R$ 15.
A aposta da Petrópolis, que detém 9,7% de participação do mercado consumidor nacional, pelos últimos dados do instituto Nielsen, seria questão de sobrevivência.“ Temos de explorar outros mercados, como é o caso do segmento de marcas super premium, se quisermos expandir os negócios no eixo Rio-São Paulo”, diz o diretor de marketing da empresa, Douglas Costa. Com boa presença nos mercados do Sudeste e Centro-Oeste, a empresa enfrenta dura concorrência do grupo Schincariol no Nordeste. Precisa lidar, ainda, com a disposição de brigar por cada milímetro de mercado em todo o País com a gigante AmBev, que detém 69% de participação das vendas totais de cerveja no Brasil.
Limpeza da imagem
O executivo da Petrópolis nega que, ao qualificar sua linha de produção para fabricar uma cerveja tão qualificada, a Petrópolis - que enfrentou problemas com o Fisco e investigações de sonegação de impostos– estaria tentando limpar sua imagem para atrair investidores estrangeiros. “Não estamos à venda”, garante Costa. “Essa conversa é recorrente. Cada hora aparece um novo interessado”, desconversa. Entre os candidatos que sempre surgem como eventuais candidatos a uma compra está o grupo inglês SABMiller. Depois que a holandesa Heineken comprou a mexicana Femsa no começo do ano, que no Brasil produzia as marcas Kaiser e Sol, só faltaria ele entrar em um dos mercados mais promissores no segmento de cerveja.
O diretor de marketing da empresa Petrópolis admite, no entanto, que os investimentos em marcas premium, que começaram em 2008 como lançamento da Petra, têm por objetivo dar um “lustro na imagem” da empresa, mas para poder avançar em outros mercados. “A velocidade de introdução de produtos premium foi maior do que a educação do público consumidor”, diz. “Agora, temos de desenvolver a cultura de consumo de cervejas especiais.” A Petrópolis vai investir entre 3% e 4% de sua verba de marketing de R$ 60 milhões por ano em ações para estimular o consumidor a beber marcas premium. Para acompanhar essa estratégia, quatro tipos da cerveja da região de Weltenburger chegarão ao mercado em um intervalo de 60 dias. A estreia, esta semana, será com a cerveja Barock Dunkel (puro malte escuro tipo abadia). Na sequência virão as cervejas Anno 1050, Urtyp Hell e Weissbier Dunkel. “Todas serão produzidas de acordo com as receitas e as normas da Weltenburger”, explica Costa.
Licenciamento
Esta é a primeira vez que a marca alemã Weltenburger licencia um de seus produtos para ser fabricado em outro país. A cerveja original é produzida desde 1050 em um mosteiro beneditino localizado a 90 quilômetros de Munique, na região do Rio Danúbio. A região é conhecida por sediar quase a metade das 1302 indústrias de cerveja existentes na Alemanha. A Weltenburger é exportada atualmente para diversos países, entre eles China, Japão e Estados Unidos.
Fonte: O Estado de São Paulo - 21/05/2010
Owens-Illinois e Saint-Gobain apostam em vidro mais leve
Embalagens de vidro mais leves e resistentes são a aposta da Owens-Illinois e da Saint-Gobain para aumentar a participação no mercado. "Estamos oferecendo à nossa cadeia produtiva uma embalagem com peso menor, o que gera economia no ciclo de transporte", explica o presidente da Owens-Illinois, Rodnei Montenegro.
Por sua vez, a Saint-Gobain, que está presente em 64 países, também anunciou o lançamento, para a indústria de bebidas, de garrafas com peso significativamente menor do que o das embalagens comuns e de fácil transporte. Segundo a empresa, o novo produto, denominado Ecova, utiliza 15% menos matéria-prima e, conseqüentemente, gasta menos energia na sua fabricação. Tanto a Owens-Illinois quanto a Saint-Gobain estão desenvolvendo vidros cada vez mais resistentes.
Segundo o superintendente da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), Lucien Belmonte, as indústrias de embalagem buscam um vidro tão resiste quanto o utilizado, por exemplo, no i-Phone. Ele acrescenta: "O objetivo vem sendo alcançado gradativamente". Investimentos Dentro dos planos da Owens-Illinois para 2010 estão diversas iniciativas com foco em manter-se como uma das principais empresas do mercado vidreiro nacional. Com investimentos da ordem de R$ 72 milhões, a primeira iniciativa da empresa é o lançamento da linha de embalagens sustentáveis, denominada da Leve+Verde, que já estão sendo produzidas e disponibilizadas aos seus clientes desde o início de maio.
A Owens-Illinois é o principal fabricante de embalagens de vidro em 19 dos 22 países onde compete no segmento, e o único fabricante de recipientes de vidro em oito desses países. Segundo o presidente da empresa, a indústria do vidro transformou-se, diversificou-se e chegou a uma fase de maturidade.
A Owens-Illinois é líder na Europa, América do Norte, Ásia, América Latina, e está presente também na Oceania. Atualmente a Owens-Illinois tem, entre seus clientes de embalagem, Coca Cola, Conservas Olá, Diageo, Muller, FEMSA, Pernod Ricard, Batávia, Ângelo Aurichio, Coniexpress, Miolo e Ambev. Seus produtos da marca Cisper, da linha de objetos de mesa, são amplamente conhecidos do consumidor final. A Owens-Illinois é a maior fabricante de embalagens de vidro do mundo. Modernização A Saint-Gobain Embalagens tem previsto um investimento de US$ 103 milhões até 2014.
Essa verba contempla principalmente a modernização da linha de produção, desenvolvimento de novos produtos, compra de equipamentos mais modernos, tecnologia (troca de softwares) e outras inovações no parque fabril. São garrafas de alta qualidade, projetadas e produzidas de forma a reduzir o impacto global sobre o meio ambiente.
Segundo a Saint-Gobain, com as novas embalagens também é possível atingir uma redução de 15% na emissão de gás carbônico durante o processo produtivo. Para cada 10% a mais de caco de vidro reciclado, a energia na produção de garrafas é reduzida até 4%. Por serem mais leves do que as garrafas comuns, também favorecem a redução de emissões geradas pelo transporte dos produtos. O resultado é uma redução de 6% na emissão de poluentes e até mil unidades a mais por carregamento (um pallet extra por caminhão). "Nosso maior desafio foi manter a qualidade das nossas embalagens, reduzindo o impacto ambiental. Para isso, analisamos toda a cadeia de desenvolvimento dos produtos, da matéria prima ao transporte para o consumidor final", diz o diretor-geral da divisão de Embalagens da Saint-Gobain na América Latina, Américo Dénes.
Design
O coordenador do Comitê de Design da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), Carlos Zardo, explica que a indústria do vidro tem uma busca permanente por embalagens mais leves e mais finas. "O peso do material impacta diretamente o gasto com combustível", afirma o coordenador. Segundo Zardo, a aplicação do vidro na embalagem tem um impacto direto na percepção do consumidor. "O vidro agrega valor. Mas cada material destina-se a uma aplicação diferente", diz ele. Para a Abividro, o consumidor Brasil tem ampliado a sua base de consumo e o vidro tem crescido dentro da expansão da classe C. A Owens-Illinois vê boas perspectivas no mercado brasileiro e prevê crescimento em seu faturamento, que deve chegar a R$ 900 milhões em 2010.
Fonte: DCI (Diário do Comércio Industrial) - 21/05/2010
Schincariol concentra investimento no Nordeste
Os R$ 400 milhões aplicados na ampliação e modernização da fábrica em Alagoinhas, na Bahia, somados aos R$ 120 milhões programados para a unidade fabril de Caxias, no Maranhão, representam mais da metade da previsão de investimentos do Grupo Schincariol até o próximo ano, R$ 1 bilhão. Como reforça o próprio presidente da companhia, Adriano Schincariol, o Nordeste concentra a aposta do grupo na expansão do negócio de bebidas.
"O PIB do Nordeste vem crescendo acima do PIB do Brasil", explica Schincariol. "A fábrica de Alagoinhas tinha 700 funcionários quando começou a operar, em 1997. Hoje, abriga 4,8 mil trabalhadores. Ou seja, crescemos 600% num período de 13 anos. Este ano, vamos seguir nesse ritmo e acredito que nossas vendas vão aumentar na casa dos dois dígitos, acima da média do setor." Só o mercado de cervejas, fora o de refrigerantes e água, onde a empresa também atua, cresceu como um todo, no ano passado, 5,4%.
Concorrência
Não só a Schincariol está de olho no atrativo mercado fora do eixo Rio-São Paulo, que sempre deteve a preferência dos fabricantes de bebidas por conta do maior poder aquisitivo da região. A gigante AmBev, dona de marcas como Skol, Brahma e Antarctica, também anunciou há pouco mais de duas semanas que vai investir cerca de R$ 670 milhões, até o final deste ano, em suas fábricas e centros de distribuição direta no Norte e Nordeste do País.
A demanda por bebidas engarrafadas, em especial a cerveja - já que os consumidores de menor poder aquisitivo, conforme melhoram a renda, migram das bebidas mais baratas para a cerveja -, tem sido uma oportunidade de expansão do setor na região.
Pioneiro
O presidente da Schincariol diz se orgulhar de ter conquistado uma fatia relevante do mercado. "Em algumas regiões, temos até 40% de participação de mercado", afirma. No cômputo geral, a Cervejaria Schincariol fica com 12% de participação. É o segundo grupo cervejeiro do País, atrás da AmBev, que detém 69% do mercado consumidor.
Das 170 marcas de produtos presentes no portfólio da Schincariol, a grande maioria é de cerveja. "A nossa estratégia cada vez mais é regionalizar as marcas de acordo com as necessidades de consumo de cada mercado", explica Schincariol.
Por isso mesmo, no Nordeste, além do sucesso da Nova Schin, a empresa lançou a Glacial, que briga para atrair consumidores de baixa renda. Com ela, a empresa disputa consumidores da Brahma Fest, da concorrente AmBev. Com 14 unidades industriais, a empresa faturou R$ 5,1 bilhões em 2009.
Fonte: O Estado de São Paulo, por Marili Ribeiro – 22/05/2010
Londres ressuscita profissão de 'testador de cerveja'
Um famoso mercado de Londres está ressuscitando uma profissão abandonada há séculos: os "testadores de cerveja".
Mais do que apreciar a bebida, o testador deve ter disposição para beber diversos tipos de cerveja e avaliar sua temperatura, qualidade e nível alcoólico. A profissão, considerada pelos britânicos como a "melhor do mundo", foi criada em 1683 pelo histórico mercado de Spitalfields, na região central de Londres.
Malcolm Ball, chefe do mercado, explicou ao jornal "Telegraph" que o voluntário escolhido terá a missão de experimentar muita cerveja e indicar os melhores lugares para se beber. "O escolhido será um embaixador da comida e da bebida na região", brincou Ball.
Os interessados podem se inscrever pela internet (http://www.londonaletaster.co.uk/) até o domingo (23). Site aceita inscrições de voluntários até domingo, 23.
Fonte: Portal G1 (Globo), em São Paulo – 22/05/2010
Chávez ordena investigação de cervejaria
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ordenou ontem à promotoria pública que abra uma investigação contra a empresa de alimentos Polar, a maior companhia privada do país no setor, por estocar irregularmente alimentos e "causar danos à população". A Polar é responsável pela fabricação de uma variedade de produtos alimentícios, incluindo a cerveja mais consumida na Venezuela.
Na quinta-feira, militares venezuelanos confiscaram mais de cem toneladas de farinha de trigo, arroz e outros gêneros alimentícios da empresa. Na opinião de Chávez, a companhia poderia produzir mais alimentos em vez de cerveja, afirmando que não é necessário fabricar a bebida.
"Essa cervejaria poderia se transformar em indústria de alimentos. A cerveja não nos faz falta, só serve para nos deixar mais barrigudos, aumentar o colesterol e deixar as pessoas meio loucas", disse Chávez durante o programa dominical Alô, Presidente.
O líder venezuelano afirmou ainda que a cerveja é uma das "armas do capitalismo" para causar vícios na população. Ele criticou os funcionários que recentemente protestaram em favor da empresa. "Existem uns trabalhadores que andam defendendo a Polar. Coitados. Defendem quem explora o povo."
O presidente ainda fez um apelo para que as empresas busquem capital estrangeiro para o financiamento de obras, já que "todos os investimentos públicos não podem ficar nos ombros do Estado". "Isto é uma aliança. Se o governo tem alguma dificuldade no fluxo de recursos, é o momento em que as empresas devem buscar dólares nos bancos do mundo."
Fim dos apagões. Chávez reconheceu que alguns empresários podem estar reticentes com relação aos investimentos no país por causa da campanha de descrédito promovida por "meios de comunicação da burguesia". Ele garantiu, porém, que não há riscos, pois "a dívida externa venezuelana, se comparada com o PIB, representa apenas 20%", enquanto a de alguns países da Europa chegariam a comprometer 70%.
No programa, Chávez prometeu que os racionamentos de energia elétrica que atingem o país devem durar no máximo até agosto. Na sexta-feira, o governo começou a suspender os cortes de energia nos fins de semana e feriados.
Fonte: AFP e Agência EFE - O Estado de São Paulo – 24/05/2010
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