Notícias de mercado
2010 - Maio - Parte II
HOPBACK – Cervejas Inglesas Super Premium
A história da Hopback começa em 1986 quando John e Julie Gilbert compraram o pub Wyndham Arms e começaram a produzir cervejas Ale de qualidade em seus fundos. Em dois anos, suas cervejas já eram reconhecidas pelo CAMRA como excelentes e desde então já amealharam inúmeros prêmios nas competições de cervejas inglesas. Todas elas são engarrafadas com o fermento (bottle conditioned), o que lhes confere vida mais longa.
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Summer Lightning Provavelmente a cerveja com maior número de prêmios na Inglaterra. Cerveja tipo Golden Ale, puro malte, fermentada na garrafa, extra amarga, retrogosto seco. Muito especial, para paladares exigentes. Alc. 5,0% Vol.
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Taiphoon Lemongrass Beer Uma Ale produzida com cevada e trigo, e 4 tipos de lúpulo (East-Kent Goldings, Pioneer, Tettnang e Saaz). Além disso, sua formulação utiliza Capim-Limão e Coentro, praticamente uma salada líquida. Sabor picante e refrescante, perfeita para acompanhar pratos orientais e condimentados. Alc. 4,2% Vol. |
Crop Circle Uma cerveja de trigo maltado, que ainda traz cevada e milho em sua composição. Os lúpulos são de 4 variedades: Pioneer, East Kent Goldings, Tettnanger e Zatec (Saaz). Em sua fórmula é incluído um pouco de coentro, que lhe confere sabor refrescante e cítrico. Aroma herbal. Cerveja única e interessante. Alc. 4,2% Vol. |
Mais Informações: Uniland Export | 11 5506-1022 | www.uniland.com.br
Fonte: Uniland Export
Heineken se estrutura para ganhar participação no mercado brasileiro
Quatro meses após a aquisição das operações de cerveja da mexicana Femsa por US$ 7,6 bilhões, a holandesa Heineken começa a montar a estrutura organizacional para fortalecer sua atuação no segmento que movimentou cerca de R$ 30 bilhões no país no ano passado. Detentora das marcas Kaiser, Sol, Bavaria e Heineken, a companhia tem atualmente a menor fatia entre as quatro principais cervejarias do país, com uma participação que representa cerca de 10% do mercado obtido pela líder AmBev (7% ante 70% na média dos levantamentos realizados pela Nielsen nos últimos meses).
Desde que a negociação com a Femsa foi aprovada pelo Cade, há cerca de um mês, a Heineken já definiu os executivos de oito cargos dentro da operação brasileira da companhia. Os portugueses Nuno Teles e Isabel Moisés assumem, respectivamente, as diretorias de marketing e relações humanas ao deixarem os mesmos postos da empresa em Portugal. Vindo da matriz da Heineken na Holanda, o italiano Alberto Toni será o novo diretor financeiro. Além deles, os brasileiros Jorge Kowalski (comercial), Wilson Nogueira (planejamento) e Edmundo Albers (indústria) permanecem nas áreas que dirigiam dentro da Femsa. “A empresa tem um grande know-how e experiência em refazer portfólios para transformar cases de pouca aceitação em líder do mercado.
Assumir a liderança desse segmento no Brasil é muito difícil, mas a equipe trabalhará muito para reduzir esse grande intervalo até a AmBev, afirma Paulo Macedo, que deixa a diretoria de relações institucionais da Femsa no Mercosul para assumir o mesmo posto na Heineken para o Brasil.
Conforme divulgado pela empresa há um mês, o sul-africano Chris Barrowfoi o escolhido para presidir a operação brasileira da companhia e tem visitado o escritório no país freqüentemente. Ele chega para o lugar do atual diretor-geral Fabrício Ponce, que continuará na empresa, mas ainda sem função definida.
Ritmo acelerado
Apesar da introdução de executivos de fora do país na companhia, a Heineken afirma que optou por manter a base estrutural da Femsa para “não haver uma ruptura dos trabalhos”. Desde o mês passado, uma equipe de transição formada por 41 pessoas de onze nacionalidades diferentes (entre eles, colombianos, alemães, mexicanos, argentinos e espanhóis) trabalha em ritmo acelerado para deixar tudo pronto até o mês de agosto, quando o novo presidente assume a empresa. “Não há um prazo para esse período terminar, pois cada departamento trabalha com um cronograma. Mas até lá será um trabalho forte de transição”, afirma Macedo. Segundo ele, apesar das alterações pelo fato da Heineken ser a nova controladora da operação, “todos os contratos, sem exceção, estão sendo respeitados”. “É muito cedo para falar de planos. Mas o foco da companhia são os países emergentes e a Heineken vem para crescer”, completa.
Fonte: Brasil Econômico - 26/05/2010
Programa de esporte concentra propaganda de cerveja, diz estudo
Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) analisaram 420 horas da programação dos quatro canais de TV de maior audiência no Brasil e concluíram que a publicidade de bebidas alcoólicas está concentrada nos programas de esporte. Segundo os autores, esse tipo de programação é mais freqüente nos períodos da manhã e da tarde e tem forte apelo entre o público menor de idade, que fica exposto à propaganda de bebida.
"Diversos estudos já mostraram que quanto maior a exposição à publicidade, maior o consumo de álcool", afirma a psiquiatra Ilana Pinsky, vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead) e coordenadora do estudo. Para Ilana, a auto-regulamentação publicitária não é suficiente para evitar abusos e seriam necessárias restrições à propaganda de álcool tão rígidas quanto as existentes para o cigarro.
O presidente do Conar, Gilberto Leifert, discorda. "Podem restringir a publicidade ao máximo, mas o acesso à geladeira vai continuar franqueado", diz ele, afirmando que o problema é a falta de fiscalização da venda para menores de idade. "A sociedade tem direito à informação de produtos lícitos", defende. A entidade argumenta que sem publicidade livre não há imprensa livre e que a indústria da comunicação é a base da democracia.
A posição dos pesquisadores, no entanto, coincide com um documento aprovado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na semana passada para reduzir o abuso no consumo de álcool - terceiro fator de risco para problemas de saúde e morte prematura no mundo. A OMS propõe que a publicidade não tenha como alvo os jovens, mesmo os que têm idade legal para beber. "Quanto mais o jovem se identifica com a propaganda, maior é a influência no consumo de álcool", explica Ilana. "Por isso é preocupante ver os jogadores da seleção fazendo propaganda de cerveja durante a Copa do Mundo."
Para o especialista em marketing esportivo Erich Beting, isso acontece porque não há no Brasil especialistas na gestão da imagem dos atletas. "O David Beckham (jogador de futebol) e a Maria Sharapova (tenista) não renovaram o contrato com a Pepsi para não estimular seus fãs a consumir refrigerante. Mas eles têm uma equipe por trás pensando o que devem ou não fazer", diz. "Aqui os jogadores fazem propaganda de cerveja porque a grana é boa, mas não percebem o alcance que isso tem."
A Brahma se tornou este ano a primeira marca brasileira de cerveja a patrocinar a Copa do Mundo. Procurada pela reportagem, a Ambev afirmou em nota que as campanhas da Brahma respeitam as normas do Conar. "Para a Ambev não interessa nenhum tipo de consumo inadequado, seja no excesso, entre menores e ou na direção", diz o texto.
Cerveja
Nas 420 horas de programação analisadas, foram encontradas 7.359 peças publicitárias. Dessas, 438 (7,6%) eram de bebida alcoólica - o sexto produto mais anunciado. As bebidas não alcoólicas ficaram em 10.º lugar, com 3,4%. Os programas de esportes concentraram 69,2% dos anúncios de álcool. As novelas ficaram com 19,6% e os humorísticos com cerca de 11%.
O autor principal do estudo, Nelson Fragoso, explica que foram gravados apenas programas que tinham ao menos 10% de audiência de adolescentes, de acordo com dados do Ibope. Cerca de 80% da propaganda de bebida encontrada era de cerveja. "A publicidade usa elementos da cultura nacional, como o futebol, para atingir o jovem", diz Fragoso. Essa e outras pesquisas sobre o tema serão apresentadas hoje no seminário Álcool, Tabaco e a Publicidade, da Abead. / K.T.
Para entender - Governo tentou regulamentar bebidas
Pela lei atual, só bebidas com alto teor alcoólico, como uísque, têm restrição de publicidade: só podem anunciar na TV das 21 às 6 horas. Cervejas podem anunciar em qualquer horário. No início do governo Lula, o Ministério da Saúde elegeu como prioridade a regulamentação das bebidas alcoólicas, inclusive da propaganda. Temendo restrição, o setor criou um código de auto-regulamentação que veta, por exemplo, anúncios com personagens infantis. A Advogacia Geral da União assinalou que a Anvisa não era competente para determinar restrições, e o governo sepultou o projeto.
Fonte: O Estado de São Paulo – 26/05/2010
Camex reduz imposto do setor de bebidas para atender demanda
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu alterar, temporariamente, a lista do imposto de importação de alguns produtos, beneficiando diretamente o setor de bebidas. A importação de papel utilizado para rótulo de cerveja terá alíquota reduzida de 14% para 2% em função da incapacidade do setor atender à expectativa de aumento da demanda. Também foi reduzido de 16% para 2% a tarifa de importação para latas de alumínio para bebidas, devido à projeção do setor de um crescimento de 15% da demanda no primeiro semestre.
Segundo a secretária-executiva da Camex, Lytha Spindola, os fabricantes nacionais de latas de alumínio estão operando em capacidade máxima. Ela disse que, tradicionalmente, o Brasil não importa latinha. Essa será a primeira vez que haverá a necessidade de uma importação maciça.
A Camex, por outro lado, aumentou a alíquota do imposto de importação de 16% para 32% da sardinha em conserva. No entanto, segundo Lytha como a importação do produto não é tão grande, e há o compromisso dos enlatadores de encontrarem sardinha nacional, não deve haver uma alteração de preços ao consumidor.
A Câmara também reduziu o imposto de importação do fluoreto de alumínio usado na fabricação de alumínio primário de 10% para 2%, porque a produção regional é insuficiente e foi provocada pela suspensão da fabricação do produto, em 2009, pela única produtora da América do Sul.
Na reunião de hoje, a Camex decidiu ainda reduzir de 12% para 2% o imposto de importação da catrolactama, matéria prima utilizada pelo setor têxtil, por insuficiência de produção regional, causada pela interrupção da produção no país.
Ex-tarifários
A Camex incluiu nesta quarta-feira, 26, na lista de ex-tarifários 92 produtos de bens de capital e 3 itens de bens de informática e telecomunicações que não possuem fabricação nacional. Com isso, estes equipamentos terão a alíquota do imposto de importação reduzida para 2%. O regime de ex-tarifário é adotado pelo Brasil para estimular investimentos. Para que haja a inclusão do produto, as empresas devem apresentar à Camex os projetos de investimento e a comprovação de que não há similar nacional.
Segundo a Camex, os itens incluídos hoje representarão investimentos globais de US$ 307,2 milhões e importações de US$ 106,9 milhões. Os maiores investimentos serão dos setores de autopeças, embalagem e alimentício, mas o maior volume de importações acontecerá nos setores de petróleo, agroindústria e embalagem. Este ano já foram aprovados 558 pedidos, que representam juntos investimentos de US$ 3,92 bilhões.
Fonte: AE Agência Estado e O Estado de São Paulo, por Renata Veríssimo - 26/05/2010
Ambev quer fazer da Brahma a cerveja do futebol
A Brahma pode se orgulhar por ser bicampeã do mundo. Patrocinadora da Seleção Brasileira desde 1994, a marca da Ambev esteve ao lado do Brasil na conquista de dois títulos do mundial e agora quer ser conhecida como a cerveja do futebol. Este ano, além de patrocinar a CBF, a Brahma é também patrocinadora oficial da Copa do Mundo da África do Sul. Por aqui, a marca conta ainda com parcerias comerciais com clubes como Portuguesa, Guarani, Vitória, Bahia, Cruzeiro, Atlético Mineiro e Ceará para se aproximar do consumidor que é também torcedor.
O último acordo da Brahma é com o Fluminense, primeiro clube do Rio de Janeiro a ter o apoio da marca. O contrato de cinco anos com o tricolor carioca é resultado do bom desempenho da Brahma na cidade. A Ambev não divulga resultados, mas garante que a marca foi a que registrou o maior crescimento no mercado. A parceria também é fruto da ligação entre os torcedores e o conceito de "guerreiro" que a marca promove.
"A Brahma é uma marca que tem a cara carioca. O brasileiro na sua essência é guerreiro, se esforça. Os torcedores também têm muito disso. Lutam como se estivessem em campo com os jogadores. A Brahma quer se aproximar deste consumidor", afirma Rafael Pulccineli, gerente corporativo da Brahma, durante o anúncio do acordo entre a marca e o clube carioca.
Marca quer estar próxima dos consumidores
A ligação do consumidor de cerveja com o futebol é clara e é por isso que a Brahma quer garantir a sua fatia neste segmento. A parceria com o Fluminense é baseada em três pilares: clube, torcida e responsabilidade social. O último refere-se à importância de combater a violência nos estádios de futebol. Já o compromisso com o clube inclui reformas na sede e até mesmo a revitalização dos bares do Fluminense Football Club, no bairro das Laranjeiras.
Os torcedores, no entanto, são o principal foco. "A Brahma conduzirá as ações de futebol. Tudo que estiver ligado ao esporte terá a marca. Não temos a pretensão de ter visibilidade na camisa, somos parceiros comerciais, o que é diferente do patrocínio. Queremos estar junto do consumidor com ações de marketing", explica Pulccineli.
Manter a proximidade com o consumidor e formatar as ações que serão realizadas principalmente no próximo semestre exige que a Brahma ouça o que o consumidor tem a dizer. "Queremos saber o que o torcedor espera de uma marca que é parceira do seu clube de coração, em que a Brahma pode ajudar, o que agregará de fato ao time", conta Marcelo Tucci, gerente de marketing da Ambev no Rio de Janeiro.
Expectativa cresce com a Copa de 2014
Para isso, a empresa monitora o que é dito na internet. Tanto o site da Brahma quanto o do Fluminense servem como plataforma para o relacionamento. O modelo é aplicado em todos os outros clubes que têm parceria com a marca, com exceções de times do sul, por exemplo, em que a Polar – também do portfólio da Ambev – tem força regional e cumpre o papel da Brahma, ou dos clubes do nordeste que são apoiadas pela variante Brahma Fresh.
Uma das iniciativas do acordo com o Fluminense inclui a volta da revista do tricolor carioca. A princípio, a publicação será trimestral e distribuída para os sócios do clube. Outra ação são os bares temáticos. A marca definirá os locais em que os torcedores costumam se reunir para assistir aos jogos e fornecerá o kit para ambientar o ponto-de-venda, desde bandeirões e cartazes, até a geladeira da Brahma.
O mesmo acontece para a Copa do Mundo quando a marca disponibilizará materiais temáticos como bandeirolas. No varejo, os consumidores já encontram latinhas que carregam o escudo da Seleção. O site da Brahma também entrou na torcida. No endereço virtual, os internautas encontram informações sobre as ações da cerveja com foco no mundial, notícias e vídeos.
A expectativa da marca cresce ainda mais com a realização da próxima Copa do Mundo no Brasil. "Não podemos divulgar informações ainda", diz o gerente de marketing da Ambev. "Mas posso dizer que a expectativa é grande e a Brahma será patrocinadora tanto da Seleção Brasileira quanto da Copa de 2014", complementa o gerente corporativo da Brahma.
Fonte: Mundo do Marketing, por Sylvia de Sá - 26/05/2010
Com a copa, supermercados esperam aumento nas vendas
O setor de supermercados está otimista com a previsão do aumento das vendas no período da Copa do Mundo, que começa no dia 11 de junho. Muitos acreditam que já houve um aumento nas vendas, mas os dados oficiais de maio só serão divulgados em junho, quando será fechado o balanço do quinto mês.
A expectativa é de que, com a ajuda do mundial de futebol, o setor feche 2010 com crescimento no patamar de 8% ante o ano anterior, nível considerado alto, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em 2009, o incremento foi de 6,5% na comparação anual.
A Copa, que terá duração de um mês, deve alavancar as vendas de maio, junho e julho, projeta o superintendente da Abras, Tiarajú Pires. Tradicionalmente, os televisores deverão ser os campeões de vendas, com expansão de 30% nas vendas. Já as partes de bebidas e petiscos, comprados principalmente nos dias em que a seleção brasileira joga, tem projeção de elevação de 27% e 10%, respectivamente.
No acumulado do primeiro quadrimestre, as vendas reais de supermercados alcançaram alta de 6,18%, na comparação com o mesmo período de 2009. No mês passado, no entanto, o segmento apresentou queda nas vendas de 3,83% por conta do efeito calendário, segundo a Abras.
A aposta está na boa conjuntura econômica do país que deverá contribuir para o desempenho anual positivo dos supermercados, diz Pires, que cita o número recorde de vagas criadas no mercado de trabalho no primeiro quadrimestre e a expansão da massa salarial. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o saldo acumulado até março somou 962.327 novos empregos.
Apesar da elevação nos preço da cesta de 35 produtos de amplo consumo, usada como referência, que subiu 7,94% em abril ante o mesmo mês do ano passado, a inflação não preocupa o setor, diz o superintendente da Abras. Pires acredita que governo, empresas e consumidores aprenderam a lidar com as pressões inflacionárias.
“Entre os empresários, a competição é forte. Não tem mais abertura para crescimento de preço sem ônus imediato”, diz Pires. O superintendente da Abras avalia que o Banco Central tem sinalizado que está atento às pressões inflacionárias e diz que o setor supermercadista está seguro quanto à atuação da autoridade monetária.
Fonte: Valor Online - 26/05/2010
Klabin pode rever para cima expansão em papel-cartão
A Klabin estuda ampliar o projeto de expansão na área de papel-cartão, já anunciado pela sua direção. Originalmente, a companhia planejava instalar uma nova máquina, com capacidade para 350 mil toneladas por ano, idêntica à mais recente, inaugurada na segunda metade de 2008 na unidade Monte Alegre, em Telêmaco Borba (PR).
De acordo com o diretor da unidade de papéis-cartões da companhia, Edgard Avezum Junior, a ideia é buscar uma máquina com capacidade superior a 350 mil toneladas. A Klabin investiu R$ 2,2 bilhões, que ampliou a capacidade total de produção anual da empresa de cerca de 1,6 milhão de toneladas para 2 milhões de toneladas.
O projeto de expansão consolidou a Klabin no grupo dos maiores fornecedores mundiais de papel-cartão. A companhia também planeja construir uma fábrica de celulose, com capacidade para 1,5 milhões de toneladas por ano, com o objetivo de atender futuras unidades de papel.
Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia - 27/05/2010
Novelis vai investir US$ 300 milhões em fábrica no Brasil
A Novelis, antiga divisão de produtos laminados de alumínio da canadense Alcan que foi transformada em empresa independente em janeiro de 2005, acaba de aprovar seu maior investimento individual desde sua criação. A companhia vai aplicar US$ 300 milhões (mais de meio bilhão de reais) na expansão da capacidade de produção de seu complexo de laminação de Pindamonhangaba (SP). A empresa quer acompanhar o crescimento da demanda do mercado brasileiro e de outros países da América do Sul em embalagens para bebidas (latinhas), que tem crescido a taxas anuais de 10% nos últimos cinco anos.
"O objetivo desse investimento é garantir o suprimento no médio e longo prazo de chapas de alumínio para os fabricantes de latas na região", disse ao Valor o presidente da Novelis para a América do Sul, Alexandre Almeida. Os novos equipamentos da instalação de Pinda - hoje a única da América Latina e segunda maior das Américas - vão entrar em operação no fim de 2012. Com a expansão, a capacidade atual, de 400 mil toneladas de chapas laminadas por ano, vai aumentar 50%, passando para 600 mil toneladas. No curto prazo - dois anos - com a capacidade atual, a empresa tem condições de atender seus clientes no país e na região, garantiu o executivo.
O mercado de latas de alumínio, conforme a Abralatas, entidade das fabricantes no país, atingiu 14,8 bilhões de unidades no ano passado, exibindo crescimento de quase 12%. No início deste ano, a demanda superaquecida por cerveja, refrigerante e sucos pegou as fabricantes de surpresa e começou a faltar latinhas. Rexam, Crown e Latapack-Ball anunciaram expansões e novas fábricas, mas até ficarem prontas terão de recorrer a importações. A previsão é buscar fora do país até 1,5 bilhões de unidades durante o ano. A CSN atua no Nordeste com latas feitas em aço.
Almeida explica que o último grande investimento na unidade de Pinda foi feito em 1999, quando passou de 120 mil para 280 mil toneladas de capacidade. "Isso permitiu o desenvolvimento da indústria de latas no país". Nos últimos anos, com desgargalamentos nas linhas de produção e melhorias de processo, o complexo foi ampliado em mais 40%. "O volume atual é suficiente para atender a produção de até 22 bilhões de latas ao ano", informou. Com novos planos, as fabricantes devem atingir 20 bilhões em 2011. Com essa expansão, Pinda se torna uma das maiores laminações de alumínio no mundo, similar à que a Novelis opera atualmente nos EUA, no Estado de Nova York.
Fonte: Valor Online - 27/05/2010
Copa corresponde a um mês de verão, dizem fabricantes de cerveja
Assistir a um jogo de futebol acompanhado de uma cerveja gelada é quase uma instituição para o brasileiro. E as empresas de bebidas apostam na mistura dessas duas paixões nacionais para faturar durante a disputa da Copa do Mundo. "Com a Copa, é como se tivéssemos um mês a mais de verão no ano", ressalta Enio Rodrigues, superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).
A observação não é à toa: o consumo de cerveja é muito maior nos meses de calor. Segundo o Sindicerv, os meses de dezembro e janeiro concentram entre 10% e 11% das vendas de cerveja do ano cada um.
Durante a Copa do Mundo, que será disputada entre junho e julho na África do Sul - período de inverno no Hemisfério Sul -, as vendas devem ser similares às dos meses de verão.
"Em junho, o esperado é cerca de 6% a 7% do consumo anual, mas agora, com a Copa, esperamos que atinja a marca de dezembro a fevereiro. Com isso, há uma projeção de que o ano terminará com crescimento de 7% a 10% das vendas de cerveja, quando o ritmo de crescimento tem sido de cerca de 5% ao ano do mercado nacional", aponta Rodrigues.
Segundo a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), ainda não é possível fazer uma estimativa completa do aumento das vendas, porque há uma série de variáveis que podem influenciar o resultado do setor. Entre eles estão o clima, a condição econômica do País e até mesmo o desempenho da seleção brasileira na competição.
Otimista, Rodrigues acredita que as vendas para o consumidor vão aumentar, assim como o consumo em bares e restaurantes. "Quem não estiver fazendo o churrasco em casa vai a um bar assistir aos jogos no telão", afirma. "Esperamos um boom geral no consumo."
Para aproveitar o potencial crescimento do consumo, as grandes cervejarias apostam em ações de marketing agressivas. Embora nenhuma delas divulgue a projeção do aumento de vendas, todas acreditam em alta do faturamento. A maior das cervejarias, a AmBev, foi mais longe e emplacou uma de suas marcas, a Brahma, como patrocinadora oficial do mundial. Segundo a empresa, a cerveja estampará sua marca nos jogos do Brasil e terá como foco principal, apesar da exposição no exterior, o mercado nacional.
Nas campanhas, a Brahma vai apresentar embalagens especiais, decoradas com uma armadura - já que o slogan da marca evoca o lado guerreiro dos jogadores. Outra marca da AmBev apresenta a maior novidade em relação ao marketing: a Skol está lançando, por conta da Copa, as "latas torcedoras". Com um mecanismo de som que é acionado quando for aberta, a lata passa a gritar cinco cantos de torcida. Ao todo, serão confeccionadas 150 mil latas torcedoras.
Outras bebidas
Mas não é apenas o mercado de cervejas que espera aumento nas vendas. Refrigerantes e outras bebidas alcoólicas também devem pegar carona na Copa do Mundo. Por isso, as empresas apostam no marketing relacionado ao futebol. A Coca-Cola, que é uma das principais patrocinadoras do Mundial desde a edição de 1974, usa a competição para impulsionar as vendas em todo o mundo.
No mercado de bebidas alcoólicas, a Smirnoff lançou latas da bebida Smirnoff Ice com um rótulo alusivo ao torneio, decorada com as cores do Brasil. Também foram lançados kits de torcedores com a Smirnoff Ice ou com uma garrafa tradicional da vodka, somada a aperitivos como salgados, batata frita e amendoim, além de suco de frutas para drinques. A Smirnoff Ice também estará cerca de 20% mais barata durante a Copa. Tudo para tentar roubar o posto da cerveja como a companheira preferida do brasileiro nos jogos de futebol.
Fonte: Portal G1 (Globo), com informações da AE Agência Estado – 27/05/2010
AB Inbev apresenta queda de vendas das marcas americanas
A cervejaria belgo-brasileira Anheuser Bush InBev (AB InBev, que, no Brasil, controla a Ambev) registrou resultados díspares nos Estados Unidos nas últimas semanas. As vendas de suas marcas produzidas no país caíram mais do que a média de mercado. Já as marcas que o grupo importa de outras partes do mundo cresceram.
Segundo um relatório do banco britânico Barclays Capital, baseado em dados da consultoria Nielsen, o mercado geral de cervejas dos Estados Unidos registrou queda nas últimas quatro semanas encerradas em 15 de maio. De acordo com o analista David Belaunde, que assina o relatório do Barclays, datas comemorativas no mês podem ter colaborado para as quedas, como os preparativos para o Memorial Day. Trata-se de uma homenagem dos americanos aos militares que morreram em serviço, e é realizada sempre na última segunda-feira de maio – neste ano, será no dia 31.
As vendas de cervejas nacionais nos Estados Unidos caíram 1,0% em dólares, e 3,2% em volume. A queda da AB InBev ficou acima da média. O grupo apresentou recuo de 2,8% na venda em dólares, e de 4,1% em volume. A Budweiser, cuja aquisição pelo grupo não foi bem vista pelos americanos, sofreu quedas ainda maiores – de 6,6% em dólares e 7,0% em volume.
As cervejas do grupo Miller Coors também recuaram 2,9% na venda em dólares, e 4,8% em volume. Os outros grupos citados na pesquisa tiveram resultados positivos. A Boston Beer registrou 10,5% de aumento nas vendas em dólar, e 10,2% nas vendas em volume. A DG Yuengling Son viu suas vendas em dólares aumentarem 12,7% e, em volume 9,3%. O maior crescimento entre os grupos foi da Sierra Nevada Brewing, de 16,9% nas vendas em dólares e 18,0% nas vendas em volume.
Importadas
A venda das cervejas importadas nos EUA também caiu no período observado pela Nielsen. A diminuição foi de 2,0% em dólares, e 0,8% em volume. Mas, nesse cenário, a AB InBev se saiu melhor. A cervejaria apresentou crescimento de 3,2% na venda em dólares, e de 4,3% em volume. A marca que registrou maiores altas para o grupo foi a Hoegaarden White, com aumento de 18,5% nas vendas em dólares, e 17,3% em volume.
Já a Heineken viu suas vendas em dólares diminuírem 0,9%, mas, em volume, elas aumentaram 1,6%. A Crown Imports (responsável pela Corona), por sua vez, teve quedas de 3,1% nas vendas em dólares e 1,1% em volume.
Fonte: Portal Exame, por Beatriz Olivon - 28/05/2010
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