Notícias de mercado
2010 - Junho - Parte I
Heineken aproveita a Copa para promover garrafa de 600 ml
Estava demorando, mas a Heineken finalmente começou a dar as caras nesses tempos de Copa — pelo menos aqui no Brasil.
A cervejaria vai veicular na semana que vem uma campanha para promover a garrafa de 600 ml. Lançada em 2007, ela é um dos maiores sucessos da Heineken no país.
Para isso, o pessoal da Fischer+Fala! criou uma série de anúncios em revistas intitulados “para dividir”. O mais divertido é, sem dúvida, esse de juiz de futebol ao lado. A julgar pela Copa que vem aí, eu diria que a parte dedicada à “mamãe” (a terceira) deveria ser até maior…
Fonte: Portal Exame, por Carolina Meyer – 01/06/2010
Primeira cervejaria do País será reativada
A AmBev anunciou ontem a reativação da primeira fábrica de cerveja do Brasil, em Petrópolis (RJ). A indústria, que vai fabricar a marca Bohemia, vai gerar 120 empregos diretos e, embora a empresa não divulgue o valor do investimento, a prefeitura da cidade serrana informa que será de R$ 40 milhões.
As obras já foram iniciadas. A previsão é de que o empreendimento entre em operação em dezembro deste ano, com ampla campanha nacional de divulgação, segundo adiantou o diretor de marcas premium da empresa, Pedro Earp.
Segundo ele, o projeto da cervejaria de Petrópolis vai muito além da fabricação de cerveja e está inserido no planejamento de investimentos totais de R$ 2 bilhões da AmBev em 2010 na ampliação de capacidade das fábricas. O objetivo, de acordo com Earp, é resgatar a cultura cervejeira de Petrópolis e fazer com que a unidade se torne um centro de referência na produção da bebida no Brasil, passando a fazer parte do roteiro turístico da região serrana do Rio.
Expectativa. Empresa quer tornar a unidade um centro de referência na produção da bebida
A fábrica da Bohemia na cidade foi fundada em 1853 e funcionou até 1998. A reativação teve o apoio do governo do Estado do Rio e da prefeitura local.
Segmento Premium
Segundo o diretor da AmBev, o tipo Premium representa hoje 5% do mercado de cerveja no Brasil. A marca Bohemia é líder nesse segmento. Earp afirma, ainda, que esse mercado tem potencial para alcançar participação de 15% a 20% do mercado total de cervejas do Brasil.
Nas instalações da cervejaria serão produzidos 100 mil hectolitros de Bohemia por ano, além de edições especiais da marca. Na fábrica de Petrópolis, segundo Earp, será criado ainda um memorial de cerveja, que vai contar com o maior acervo da América Latina. No local, o público poderá participar de degustações e harmonizações com as cervejas da AmBev.
Earp admite que a realização da Copa do Mundo vai aquecer ainda mais o mercado de cerveja no País, mas afirma que o lançamento do projeto da Bohemia não tem nada a ver com a proximidade do início do evento esportivo.
Além da fábrica que será reativada, a AmBev possui outras oito unidades de negócios no Rio. São três fábricas e cinco centros de distribuição.
Experiência
O memorial da cerveja que será criado em Petrópolis terá um centro de experiência cervejeira, onde, segundo a empresa, será possível conhecer "curiosidades e segredos" da bebida.
Fonte: O Estado de São Paulo, por Jacqueline Farid – 03/06/2010
AmBev assume compromisso ambiental
Aproveitando a proximidade do Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, celebrado em 5 de junho, a AmBev deflagrou na quarta-feira, 2, uma campanha publicitária na qual estabelece metas de redução de consumo de água, de emissão de CO2 e de reaproveitamento de resíduos para 2012. A ação, criada pela Loducca.MPM, contempla um anúncio com oito formatos diferentes que serão veiculados em sete jornais e uma revista até 7 de junho.
Em uma das peças, o vice-presidente industrial Nicolás Bamberg apresenta os compromissos da multinacional: reduzir o consumo de água em 11%, a emissão de CO2 em 10% e aumentar o reaproveitamento de resíduos gerados para 99%. O anúncio leva o título "AmBev. Compromisso com o Meio Ambiente" e mostra ao lado da foto de Bamberg a frase "Cuidar da água e do meio ambiente. Mais do que um sonho. É um compromisso AmBev com o planeta".
O texto do anúncio fala sobre o sonho da empresa ser a "Melhor Companhia de Bebidas do Mundo em um Mundo Melhor", destaca o Sistema de Gestão Ambiental (SGA), adotado há 18 anos em todas suas unidades, e lembra o lançamento, no Dia Mundial da Água deste ano, do Movimento Cyan, iniciativa que convida pessoas, empresas e sociedade a enxergarem o valor da água. Na seqüência, a peça detalhe as ações em prol da redução do consumo de recursos e do aumento do reaproveitamento de recursos.
Fonte: Repórter Diário – 03/06/2010
Curso de Ciências Biológicas visita cervejaria
Conhecer o projeto de adequação ambiental e de reflorestamento de uma indústria. Esse foi o objetivo da visita dos estudantes do primeiro ao terceiro períodos do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO) ao Grupo Petrópolis, fabricante de cerveja e que possui fábrica em Teresópolis. Realizada em maio, a visita contou com a presença de quarenta estudantes maiores de 18 anos, acompanhados de professores do curso do UNIFESO.
Juliana Gonçalves, analista de meio ambiente da fábrica, apresentou aos alunos o projeto de reflorestamento da Fazenda Santa Rosa, que fornece água para a produção da cerveja. “O Grupo Petrópolis conta com a consultoria da Escola de Agricultura Luiz Queiroz, da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), que desenvolveu um diagnóstico ambiental através de mapeamento das formações florestais, análise do solo, matrizes para coleta de sementes e plano de recuperação florestal da fazenda”, declarou a analista. “A meta é que em cinco anos sejam plantadas quinhentas mil mudas de árvores. Desde novembro do ano passado, quando começou o projeto, até o momento, já houve o plantio de 155 mil mudas”, completou.
A analista avaliou positivamente a visita dos alunos. “Como profissionais em formação é importante que os estudantes conheçam as várias etapas de um projeto de reflorestamento que vai além do plantio, passando pelo planejamento até o acompanhamento do crescimento das árvores. Tudo isso para tentar recuperar ao máximo a floresta”, ponderou Juliana Gonçalves.
Aprendendo na prática
De acordo com o professor Carlos Alfredo Franco Cardoso, coordenador do curso de Ciências Biológicas, as visitas guiadas fazem parte do projeto político-pedagógico. “Além de proporcionar o conhecimento em um cenário de prática, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer as diferentes áreas em que poderão atuar no mercado de trabalho”.
A estudante Tamiris de Lima, do terceiro período, ficou animada com a visita. “Não tinha idéia de que em Teresópolis houvesse um projeto de mobilização ambiental como esse. Fiquei muito feliz, principalmente porque quero atuar na área de ecologia”, disse. Luiz Fernando Gonçalves, do segundo período, parabenizou a iniciativa do curso em promover a visita. “Foi muito interessante porque além de saber detalhes do projeto de reflorestamento ambiental da cervejaria, tivemos a oportunidade de conhecer o processo de fabricação da cerveja”, observou Luiz Fernando. Na ocasião, os estudantes visitaram as instalações da fábrica, incluindo a estação de Tratamento de Despejos Industriais e a área de reciclagem.
Fonte: O Diário de Teresópolis, da Redação – 05/06/2010
Escassez de latinhas impede guerra de preços e favorece AmBev, diz Barclays
"Durante todo o ano, e particularmente nos segundo e terceiro trimestres, a regular guerra de preços do setor exerce pressão descendente nos preços em todo o mercado", segundo o relatório. Mas a falta de latinhas, neste ano, deve evitar que os preços caiam - afinal, se a demanda crescer muito, pode não haver embalagens suficientes para atendê-la. Isso deve contribuir para preservar a posição de mercado da AmBev, já que os concorrentes não terão muito margem para cortar preços. Na opinião de Belaunde, a empresa, recentemente, ganhou participação no segmento de latinhas como reflexo de melhor planejamento.
Belaunde acredita que a empresa vai investir no segmento premium no Brasil neste ano. "Produtos premium representam somente 5% do mercado brasileiro de cerveja em termos de volume", afirma. Segundo o banco, há espaço para uma cerveja premium cujo preço se situe na faixa de 110 a 120 pontos acima do preço médio da bebida praticado no país. É nesse intervalo que a AmBev pretende introduzir a Budweiser no Brasil, segundo o relatório.
Fonte: Portal Exame, por Beatriz Olivon – 07/06/2010
A AmBev anunciou ontem investimento de R$ 260 milhões na construção de uma fábrica em Pernambuco - que será a maior do Nordeste e a terceira maior do País, atrás das unidades do Rio e de Jaguariúna (SP). Com capacidade para produzir 10 milhões de hectolitros de cerveja e 4 milhões de hectolitros de refrigerante, a nova fábrica vai abastecer o mercado do Nordeste.
No total, a companhia prevê investimentos de R$ 670 milhões este ano na ampliação e construção de fábricas e centros de distribuição direta nas regiões Norte e Nordeste, em virtude do grande potencial de crescimento identificado nesses Estados. Além disso, mais R$ 40 milhões devem ser investidos na área comercial em Pernambuco em 2010. A fábrica deve gerar pelo menos 200 empregos diretos na primeira etapa de operação, e cerca de mil indiretos durante as obras de construção, segundo estimativas da empresa.
Os recursos fazem parte dos investimentos de R$ 2 bilhões anunciados pela AmBev no início do ano para ampliar de 10% a 15% sua capacidade produtiva no Brasil. Segundo a empresa, o valor é o maior já feito pela companhia num único ano desde a sua criação. O diretor de Assuntos Corporativos da AmBev, Milton Seligman, diz que a expansão está seguindo essa velocidade basicamente por três motivos: o aumento da renda da população brasileira; o fato de a indústria estar crescendo em volume de vendas e não no aumento da margem de lucro; e, por fim, o clima no País, que também tem "colaborado" com o setor. "Enquanto não tiver aumento de imposto, vamos manter o preço e isso faz o consumo aumentar", diz Seligman.
Todos esses fatores tiveram um desempenho particular nas regiões Norte e Nordeste, o que justifica os investimentos reservados para esses mercados. As duas regiões registraram no primeiro trimestre deste ano o maior crescimento nas vendas, contribuindo para a expansão de 15% no segmento de cervejas e de 9% em refrigerantes.
Segundo o copresidente do conselho de administração da AmBev, Victorio De Marchi, Pernambuco tem importância estratégica para a empresa. "Cerca de 60% da produção da nova fábrica ficará em Pernambuco, por isso, vamos investir para ampliar ainda mais nossa presença no Estado", disse.
Segunda fase
As obras da nova unidade estão previstas para começar em outubro deste ano e o início da operação está programado para agosto de 2011. Além do investimento anunciado hoje, a nova fábrica ainda deverá receber mais R$ 100 milhões em uma segunda fase de ampliação até 2015.
A AmBev possui uma outra unidade fabril no Cabo de Santo Agostinho e dois centros de distribuição direta no Estado. A empresa está investindo também em outras regiões do País. São Paulo, por exemplo, receberá R$ 375 milhões para a ampliação de quatro fábricas: em Agudos, Guarulhos, Jacareí e Jaguariúna.
Outros R$ 300 milhões estão reservados para Minas Gerais, para ampliar a capacidade da fábrica de Sete Lagoas e para o centro de distribuição direta de Uberlândia, inaugurado no mês de abril.
A AmBev deve anunciar em breve novos investimentos para expansão de uma unidade no Rio Grande do Sul.
Fonte: O Estado de São Paulo, por Fátima Laranjeira e N.O. - 08/06/2010
Receita recua e dispensa sistema de medição de vazão de bebidas
A Receita Federal recuou e resolveu dispensar os fabricantes de cervejas, refrigerantes e águas de instalar o sistema de medição de vazão, equipamento que conta a quantidade de litros produzidos durante a linha de produção.
A dispensa vale somente para os fabricantes de bebidas que já possuem o Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe) instalado ou em fase de instalação. O Sicobe é um sistema diferente do medidor de vazão. Ele controla e identifica o tipo de produto, de embalagem e a marca da bebida que foi envasada pelos fabricantes.
O duplo controle da Receita no setor de bebidas era exigido como reforço da fiscalização. Segundo nota da Receita, as alterações publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 9, foram discutidas com as Secretarias de Fazenda dos Estados no último Encontro Nacional de Administradores Tributários (ENAT), realizado em maio passado.
A Receita destaca que a mudança simplifica os procedimentos e reduz os custos arcados pelo governo com a manutenção dos dois sistemas de controle dos fabricantes de bebidas. O Sicobe está instalado em 161 estabelecimentos industriais, controlando cerca de 99% da produção de cerveja e 90% da produção de refrigerantes no País.
De acordo com a Receita, o Sicobe permite à Receita Federal controlar, em tempo real, todo o processo produtivo de bebidas no país, mediante a utilização de equipamentos e aparelhos para o controle, registro, gravação e transmissão das informações à sua base de dados. Além de contar a quantidade de produtos fabricados pelos estabelecimentos industriais, o Sicobe também efetua a identificação do tipo de produto, embalagem e sua respectiva marca comercial, que são base para cálculo dos tributos.
As informações controladas pelo Sicobe são compartilhadas com as Secretarias de Fazendas Estaduais. No mês passado, dirigentes do setor se reuniram com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para reclamar que as últimas mudanças na tributação resultaram em aumento de preços. A nova tributação varia dependendo do tipo de embalagem (lata, garrafa retornável ou PET).
Fonte: AE Agência Estado, por Adriana Fernandes – 09/06/2010
Representantes das indústrias de cervejas e refrigerantes divergiram sobre a alteração de regras de controle do setor de bebidas anunciadas hoje pela Receita Federal.
A Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas) apoia a resolução do fisco que desobriga os fabricantes de cerveja e refrigerantes a manterem medidores de vazão em suas linhas de produção quando eles já possuem instalado ou em fase de instalação o Sicobe (Sistema de Controle de Produção de Bebidas) em suas unidades.
"O sistema de controle de produção de bebidas (Sicobe), a mais moderna e eficiente ferramenta para fiscalização hoje no mundo, fornece à Receita Federal dados completos sobre cada unidade industrial, como tipo de bebida, embalagem e marca. Por outro lado, o SMV (Sistema de Medição de Vazão) mede apenas a vazão. O SMV ficou, portanto, antigo e faz todo sentido desobrigar o mesmo às unidades industriais que já tenham o Sicobe", informa, em nota, a Abrabe.
A Afrebras, associação que reúne 150 fabricantes de refrigerantes de pequeno e médio, criticou a medida.
"Após ter custo para instalar os medidores de vazão, o que devem fazer agora os fabricantes? Colocar os equipamentos para serem reciclados em alguma sucata?" questiona Fernando Bairros, presidente da Afrebras.
A Receita Federal informa que os fabricantes não tiveram de 'arcar com custos de instalação' porque as empresas puderam compensar os custos dos medidores de vazão no pagamento de PIS e COFINS.
A Afrebras questiona a afirmação da Receita e informa que os fabricantes de pequeno porte não estão conseguindo compensar os créditos acumulados --com o custo dos equipamentos comprados e com o pagamento de R$ 0,03 à Casa da Moeda por unidade produzida (pet, lata ou garrafa), como prevê o Sicobe.
"Para os pequenos fabricantes estão sobrando créditos que não podem ser compensados. Isso porque a cada pagamento de R$ 0,03 por unidade, conseguimos compensar R$ 0,02 de PIS e COFINS. O restante [R$ 0,01] não pode ser compensado. Somado esse valor a outro R$ 0,05 por unidade referente a créditos obtidos na compra de matérias-primas [suco, aroma, tampa, rótulo], que também não podem ser compensados, há um prejuízo de R$ 0,06 por unidade", afirma Bairros.
Ele afirma que parte das empresas que a Afrebras representa acumula créditos que vão desde R$ 600 mil a R$ 10 milhões porque há falhas no sistema de compensação no pagamento de PIS e COFINS desde 2003.
"Estamos discutindo o problema de créditos acumulados pelas empresas há 16 meses e o Ministério da Fazenda ainda não encontrou uma saída", afirma Bairros, que, no início da noite de hoje, se reuniu com representantes da Receita Federal para discutir o assunto.
"Tivemos informação que o Ministério da Fazenda vá levar de 60 a 120 dias para apresentar uma solução para o setor. Não vamos esperar porque não há como as empresas arcarem com esse custo que vem sendo pago à Casa da Moeda. A carga tributária dos pequenos fabricantes está sufocando as pequenas empresas", afirma Bairros.
A Afrebras estuda recorrer à Justiça para resolver o assunto, caso não consiga discutir uma alternativa com o Ministério da Fazenda.
Segundo a associação, 36 empresas de suas 150 associadas já instalaram o Sicobe e outras 80 possuem medidores de vazão em suas unidades.
No país, 161 estabelecimentos já têm o Sicobe instalado, segundo informa a Receita Federal. "A previsão é instalar o sistema em outros 60 fabricantes até o final deste ano. Com isso, teremos o controle total da produção de cervejas e refrigerantes", afirma Marcelo Fisch, responsável pela implementação do Sicobe no setor de bebidas.
Fonte: De São Paulo, por Claudia Rolli – 09/06/2010
Bancos lideram ranking das marcas mais valiosas do Brasil
O Itaú foi eleito a marca mais valiosa do país pela sétima vez consecutiva, estimada em R$ 20, 651 bilhões, de acordo com ranking elaborado pela consultoria Interbrand. O valor é quase o dobro do apresentado em 2008 - data da última lista -, de R$ 10, 552 bilhões.
Em segundo lugar, vem o Bradesco com R$ 12, 381 bilhões, seguido pela petrolífera Petrobras, que tem sua marca avaliada em R$ 10, 805 bilhões. O Banco do Brasil, com valor de R$ 10, 497 bilhões, está na quarta colocação.
"A consolidação e a valorização da marca Itaú é fruto de um constante trabalho de imagem atrelado à preocupação em oferecer produtos e serviços inovadores e de qualidade", afirmou Fernando Chacon, diretor-executivo de marketing do Itaú, em nota.
O destaque para os bancos, de acordo com a consultoria, "se deve à solidez, bom desempenho financeiro e confiança conquistada pelas marcas junto ao consumidor brasileiro." Além disso, o estudo cita o reconhecimento e a percepção positiva gerada no cenário internacional, o que atrai investimentos estrangeiros para a nossa economia.
A Skol, da cervejaria AmBev, aparece em quinto lugar, com valor de R$ 6, 593 bilhões. Brahma (R$ 3, 607 bilhões) e Antarctica (R$ 1,753 bilhões) são as outras marcas de cerveja no ranking.
"No nosso mercado, os consumidores compram cerveja orientados muito mais pela marca do que por questões funcionais; é quase uma questão de fidelidade", diz a Interbrand.
Por outro lado, marcas como Vale, Gerdau e Usiminas saíram do ranking neste ano, afetadas pela crise financeiro. De acordo com a consultoria, essas marcas fazem parte de setores que dependiam mais da saúde financeira global e que, portanto, foram mais prejudicadas pela turbulência.
"As cinco primeiras colocadas deste ranking poderiam figurar entre as cem marcas mais valiosas do mundo, listadas anualmente em nosso Best Global Brands. Falta-lhes apenas maior visibilidade, reconhecimento e presença internacional para serem verdadeiramente globais", afirmou Alejandro Pinedo, diretor-geral da Interbrand Brasil.
A Interbrand calcula o valor de uma marca pelos ganhos adicionais que ela traz à companhia, por seu reconhecimento.
Veja as 25 marcas brasileiras mais valiosas:
1. Itaú - R$ 20, 651 bilhões
2. Bradesco - R$ 12, 381 bilhões
3. Petrobras R$ 10, 805 bilhões
4. Banco do Brasil R$ 10, 497 bilhões
5. Skol - R$ 6, 593 bilhões
6. Natura - R$ 4, 652 bilhões
7. Brahma - R$ 3, 607 bilhões
8. Antarctica - R$ 1, 753 bilhões
9. Vivo - R$ 1, 468 bilhões
10. Renner - R$ 780 milhões
11. Embratel - R$ 730 milhões
12. Banrisul - R$ 645 milhões
13. Lojas Americanas - R$ 601 milhões
14. Cyrela - R$ 545 milhões
15. Oi - R$ 472 milhões
16. Braskem - R$ 449 milhões
17. TAM - R$ 347 milhões
18. NET - R$ 294 milhões
19. Marisa - R$ 196 milhões
20. Hering - R$ 144 milhões
21. Gafisa - R$ 129 milhões
22. Havaianas - R$ 113 milhões
23. Gol - R$ 108 milhões
24. Positivo - R$ 103 milhões
25. Lopes - R$ 87 milhões
Fonte: De São Paulo - 10/06/2010
O presidente Hugo Chávez disse nesta quinta-feira, 10 à maior processadora de alimentos e bebidas do país que a "Venezuela não é um bordel", ao reclamar que caminhões da empresa supostamente vendem cerveja em "qualquer esquina" do país.
Segundo o presidente, seu governo "revolucionário" e socialista está pensando em "estudar os impostos à cerveja, aos licores e ao cigarro", sem fornecer mais detalhes.
De acordo com Chávez, o presidente da Polar, Lorenzo Mendoza, "acredita que a Venezuela não é um bordel (...). A Venezuela não é um bordel." O governante fez as declarações em um ato noturno, segundo do dia transmitido em cadeia nacional obrigatória de rádio e televisão.
O chefe de Estado, que há semanas ameaça expropriar a Polar, reiterou a ordem de confiscar qualquer caminhão da empresa que seja pego vendendo cerveja nas ruas dos bairros populares venezuelanos.
Chávez relatou que nesta quinta, durante uma caminhada por bairros no estado litorâneo de Vargas, vizinho de Caracas, viu um caminhão com cervejas da Polar estacionado em um das ruas pelas quais passou.
"Não vi nada de raro, o caminhão estava parado, mas não pode ser que haja caminhões vendendo cerveja esquina por esquina. Até quando tanta baixeza moral, vamos limpar nosso país", incitou o líder venezuelano.
Chávez reiterou que por trás de todos esses vícios, como o consumo de álcool, de tabaco e de drogas, "está a burguesia", a qual inclusive haveria "ordenado a repartição de drogas em todos os bairros" e até as deu para criar um mercado de viciados. "Que maldição tão grande é o capitalismo", disse Chávez.
O presidente voltou a afirmar que as Empresas Polar são abastecidas em grande parte pelo milho produzido por empresas estatais, e dependem da "revolução" que lidera há 11 anos.
A Polar disse em um comunicado divulgado nesta semana que tinha "confiança" em que o Estado, por meio da corporação CASA, mantenha os níveis de fornecimento de milho que a "permitam continuar trabalhando à máxima capacidade instalada para poder garantir a produção e distribuição" de suas marcas.
O governo Chávez ordenou em março a expropriação de alguns armazéns da Polar, situados na zona industrial I de Barquisimeto, para construir em seu lugar casas populares.
Representantes da empresa qualificaram a medida como "arbitrária, desnecessária e injusta", e recorreram ao Supremo para tentar sua anulação.
As Empresas Polar, de capital completamente venezuelano, operam há 70 anos, têm 30 usinas industriais, mais de 150.000 pontos de venda, e geram cerca de 30.000 empregos diretos e 180.000 indiretos, segundo dados da companhia.
Fonte: Agência EFE – 10/06/2010
Com consumo em alta, já faltam latas de cerveja e pneus
O superaquecimento do consumo, sinalizado pelo crescimento recorde do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, já provoca escassez de produtos. Fabricantes de reboques e semirreboques para transporte rodoviário de carga estão com os pátios cheios de carretas prontas que não podem ser entregues por falta de pneus.
Na Zona Franca de Manaus, as indústrias de televisores e de celulares não conseguem cumprir os prazos de entrega ao varejo por falta de componentes importados. As mercadorias ficam paradas por cerca de nove dias à espera de liberação nos terminais de cargas do aeroporto da cidade, cuja infraestrutura é insuficiente para administrar o aumento no fluxo de cargas, que triplicou nos últimos meses.
Além da quantidade limitada de modelos de TVs, o brasileiro ainda correu o risco ver o copo vazio durante a Copa do Mundo. O forte aumento do consumo de cervejas e refrigerantes este ano, muito acima do esperado, provocou falta de latas de alumínio e rótulos de cerveja no País, obrigando os fabricantes a importar esses insumos para atender à demanda doméstica.
O surpreendente crescimento de consumo decorreu, em boa parte, do aumento do poder aquisitivo e da oferta de crédito fácil no País. O ritmo foi tão acelerado que o Banco Central retomou a política de alta da taxa de juros para evitar descompassos entre oferta e demanda capazes de pressionar a inflação.
Pneus
Um típico exemplo desse descompasso ocorreu no segmento de pneus de carga (para caminhões e ônibus). Depois de terem desativado parte das linhas de produção desse tipo de pneu no período mais crítico da crise financeira mundial, agora os fabricantes instalados no País não conseguem acompanhar o ritmo acelerado da demanda, que cresceu com o aquecimento da economia brasileira.
Nos primeiros quatro meses de 2010, foram vendidas 16,4 mil carretas, o quere apresentou crescimento de quase 40% em relação a igual período do ano passado, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir). Desde janeiro, o preço do pneu subiu em média 16%.
A falta do produto tem provocado atrasos crescentes nas entregas de carretas, que já chegam a dez dias. “A situação é tão complicada que alguns clientes chegam a trazer pneus usados para poder retirar o equipamento”, conta o diretor executivo da Randon Implementos e Veículos, Norberto Fabris. A empresa é líder de mercado, com 35% das vendas no País. Com fábricas no município gaúcho de Caxias do Sul e em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, a Randon costuma manter um estoque médio de 800 carretas em seus pátios. Na semana passada, esse número era de 1.300 unidades. “Temos de fazer malabarismo para tentar driblar essa situação que nos prejudica bastante”, diz José Carlos Librelato, diretor presidente da Librelato, de Santa Catarina. “Estamos com a produção de quase um mês parada no pátio”, ressalta o empresário. No mês passado, a Librelato emplacou 324 carretas.
O presidente da Anfir, Rafael Wolf Campos, pressiona o governo a adotar medidas capazes de regularizar o problema da falta de pneus no curto prazo. “No nosso ponto de vista, o ideal seria suspender a cobrança da sobre taxa contra a importação do produto chinês até o momento em que a indústria nacional tenha capacidade de atender o mercado doméstico.”
Para o presidente da Associação Nacional da Indústria Pneumática (Anfir), Eugenio Deliberato, a proposta não faz sentido. “Não está proibido importar pneu da China, desde que pague a taxa antidumping. Não queremos reserva de mercado, e sim uma concorrência leal.” Desde o ano passado, os pneus importados da China sofrem uma sobre taxa de US$ 1.43 por quilo, em média. A importação dos produtos chineses, que já respondiam por mais de 10% do mercado brasileiro, praticamente deixou de existir depois da decisão do governo brasileiro.
As indústrias de Manaus reclamam da falta de pessoal no Aeroporto Eduardo Gomes para despachar os componentes importados que chegam à Zona Franca. “A demora na liberação das importações provoca atraso na linha de montagem das fábricas, que trabalham a plena carga”, conta o diretor executivo da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, Flávio Dutra.
Só no primeiro trimestre, a produção de televisores de tela de cristal líquido (LCD) em Manaus chegou a 1.590 unidades, um aumento de 135% em relação ao mesmo período do ano passado. A produção de celulares cresceu 18,6%.
No setor de bebidas, o aumento do consumo e a falta de investimento resultou na escassez de latas de alumínio para cervejas e refrigerantes.
A incapacidade dos fornecedores em atender à demanda fez o governo reduzir temporariamente a tarifa de importação para as latinhas, de16% para 2%.
Fonte: O Estado de São Paulo – Economia, por Marcelo Rehder - 13/06/2010
AB-InBev tenta levantar a Budweiser
Carlos Brito, CEO da AB-InBev, afirmou que a fabricante de cerveja belgo-brasileira está enfrentando uma queda inesperada no consumo de cerveja nos Estados Unidos (EUA), puxada por uma queda na popularidade da marca Budweiser.
Em 2009, no entanto, a fatia da Bud Light atingiu 19,3%, segundo dados da Beer Marketer's Insights (BMI), enquanto a Budweiser viu seu mercado encolher para apenas 9,3%. Dessa queda, quase dez pontos percentuais foram registrados a partir de 2008.
Considerado todo o mercado americano de cerveja, a AB-InBev é dona de 48,9% do setor, enquanto a Miller Coors - fusão da SAB Miller e a Molson Coors - tem 29,5%, segundo a BMI. "Houve uma compensação entre a Budweiser e a Bud Light", diz Peacock. "Mas vamos reequilibrar essas operações."
Fonte: Datamark – 14/06/2010
Bares e supermercados aumentam estoque de cerveja em até 40%
Nos bares das grandes cidades, o abastecimento de chope e de cerveja será concentrado no período da manhã, entre 9h e 12h, uma vez que os motoristas deverão ser dispensados para assistir à estréia da seleção brasileira no Mundial da África do Sul contra a Coréia do Norte, às 15h30.
A expectativa dos bares, segundo o presidente executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci Júnior, é de um aumento nas vendas de cerveja em torno de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. A maioria dos estabelecimentos, segundo ele, se preparou para Copa com um investimento estimado pela entidade de R$ 300 milhões, principalmente com a aquisição de televisores e equipamentos de transmissão, além de pequenas reformas.
No bar Pirajá, um dos mais badalados de São Paulo, foram instalados, por exemplo, cinco aparelhos de plasma de 50 polegadas. Outro bar da mesma empresa, o Astor, instalou sete aparelhos.
Nos supermercados, a busca mais acentuada por cervejas já começou durante o final de semana. Mas hoje, segundo alguns varejistas, espera-se um movimento nas lojas equivalente ao de um sábado. Na rede Pão de Açúcar, por exemplo, a expectativa é vender 40% mais cervejas durante o período da Copa que em relação aos mesmos dias de junho e julho do ano passado.
A meta é ousada: na Copa da Alemanha, em 2006, a rede conseguiu vender 18% mais que no mesmo período do ano anterior. Os preços, entretanto, continuam os mesmos. Não há oferta com descontos, principalmente por conta da falta de embalagens, que fez com que as cervejarias tivessem que importar latas, aumentando assim seus custos. Mas há promoções de todo tipo: as tradicionais "leve mais, pague menos" são as mais comuns. Mas também há toda sorte de brindes para quem levar mais cerveja para casa: salgadinhos, camisetas e até as "vuvuzelas", as cornetas que se tornaram a marca registrada da Copa sul-africana.
Fonte: Valor Economico - Empresas & Tecnologia - 15/06/2010
Setor de bebidas pressiona governo com ameaça de fechar portas
Para pressionar a Receita Federal a discutir a compensação de créditos acumulados de PIS e COFINS no setor de bebidas, a Afrebras, associação que reúne 150 fabricantes de refrigerantes no país, vai orientar as empresas associadas a fecharem temporariamente suas portas. O impasse na questão de compensação de créditos está em discussão entre o fisco e os fabricantes desde a instalação do Sicobe (Sistema de Controle de Produção de Bebidas).
Com esse sistema, a Receita Federal mantém o controle, em tempo real, da produção de bebidas por meio de equipamentos que possibilitam o registro, a gravação e a transmissão das informações para a sua base de dados. E, ao identificar e acompanhar as unidades produzidas (e fazer o cruzamento dos volumes produzidos por marcas de cervejas, refrigerantes e águas), o fisco consegue informações precisas sobre a fabricação, a incidência dos tributos e o recolhimento - ou não desses valores - aos cofres federais. O Sicobe foi criado em 2008 e prevê o pagamento para a Casa da Moeda de R$ 0,03 por unidade (garrafa, pet ou lata) produzida.
A Casa da Moeda é responsável pela instalação e manutenção do serviço, que permite evitar a evasão fiscal e a existência de fábricas clandestinas. Só podem circular no país os produtos que têm o selo da Casa da Moeda Para a Receita Federal, não há custo aos fabricantes porque o valor pago à Casa da Moeda pode ser abatido do pagamento de PIS e COFINS. Mas, mesmo fazendo esse desconto, segundo a Afrebras, sobram créditos aos fabricantes de pequeno porte que não podem ser compensados. Uma reunião amanhã em São Paulo com diretores da associação deve definir estratégias para pressionar representantes da Receita e do Ministério da Fazenda a resolverem a questão. Uma delas é fazer um protesto em frente ao ministério para chamar a atenção da questão. "São 16 meses em discussão e até agora nada. A cobrança dos R$ 0,03 penaliza os pequenos fabricantes de refrigerantes do País e, infelizmente, o Ministério da Fazenda não esta dando a devida atenção para o caso", diz Fernando Bairros, presidente da Afrebras.
"Se essa situação, que eles já reconhecem estar errada, continuar o melhor que podemos fazer é orientar os produtores a fecharem suas fábricas temporariamente até que a situação se resolva", diz. A associação estima que os fabricantes do setor serão prejudicados em ao menos R$ 87 milhões. O cálculo leva em conta as unidades vendidas pelos associados à entidade. "Esse prejuízo ocorre porque as empresas pequenas estão acumulando créditos que não podem ser compensados. Elas fazem o pagamento de R$ 0,03 por unidade à Casa da Moeda, mas só conseguem compensar R$ 0,02 de PIS e COFINS. Ou seja, o restante [R$ 0,01] não pode ser compensado. Além desse valor, deve ser somado outro R$ 0,05 por unidade fabricada relacionado a créditos obtidos na compra de matérias-primas, como suco, aroma, tampa, rótulo, embalagem e que também não podem ser compensados. Para cada unidade que o fabricante produz, há um prejuízo de R$ 0,06 por unidade", afirma Bairros.
Segundo a Afrebras, alguns fabricantes acumulam créditos de R$ 600 mil a R$ 10 milhões em função do que considera "falhas no sistema de compensação no pagamento de PIS e COFINS desde 2003". Procurada, a Receita Federal não comentou o assunto. Em entrevista concedida na semana passada (dia 9 de junho), o auditor Marcelo Fisch, responsável pela implementação do Sicobe no setor de bebidas, informou que o assunto estava "em estudo".
O Sicobe já funciona em 161 estabelecimentos do país, segundo informa a Receita Federal, o que permite o controle de 99% da produção de cerveja e 90% da produção de refrigerantes. A previsão é instalar o sistema em outros 60 fabricantes até o final deste ano. A arrecadação de impostos federais do setor de bebidas aumentou 20% no ano passado, após a instalação do Sicobe em 108 fábricas, de acordo com a Receita Federal.
Fonte: Folha Online - 16/06/2010
Como o clima é mesmo de Copa do Mundo, nada melhor do que um clichê futebolístico para tentar resumir a pendenga entre as marcas de cerveja Budweiser e Bavaria: trata-se de um jogo que ninguém quer perder. Explicando melhor: a AB-Inbev, dona da Budweiser, pagou cerca de US$ 200 milhões para ter direito a ser patrocinadora oficial das Copas do Mundo de 2010 e 2014.
E a Fifa, que recebeu essa dinheirama, faz tudo o que pode para evitar que a gigante cervejeira se arrependa do investimento. Ou seja, nesse campeonato dos negócios, a AB-Inbev e a entidade máxima do futebol querem ganhar todas de goleada, sem direito a gol de honra do adversário.
É nesse contexto, portanto, que deve ser vista a expulsão das belas "torcedoras" holandesas que assistiam à partida entre a seleção de seu país contra a Dinamarca. Por coincidência, todas as 36 loiras vestiam a roupa que, na Holanda, identifica a Bavaria, concorrente da Budweiser.
A empresa usou uma estratégia conhecida como marketing de guerrilha. Além de, em alguns casos, funcionar (como parece ter sido este), a guerrilha custa relativamente pouco e faz subir a temperatura das disputas normalmente mais frias do mundo dos negócios.
Como guardiã dos interesses dos patrocinadores, a Fifa não tem poupado esforços para garantir que todos atinjam o retorno esperado - ou até, quem sabe, mais. Um bom exemplo foi citado no blog da jornalista do Estado Marili Ribeiro: desde 2006, a Fifa assumiu a organização das chamadas Fan Fests, festas realizadas nas sedes das Copas durante a realização do evento.
Antes de 2006, muitas marcas concorrentes dos patrocinadores oficiais aproveitavam tais festas para promover seus produtos. A tática, evidentemente, desagradava às companhias que investiam milhões e milhões de dólares para ostentar suas marcas durante o Mundial. Por isso, a Fifa, com o perdão do trocadilho, acabou com a festa.
Ao oferecer cada vez mais garantias aos patrocinadores, a entidade consegue mais dinheiro para seus cofres. Nos últimos quatro anos, segundo dados da consultoria Crowe Horwath RCS, o faturamento total da Fifa atingiu US$ 4 bilhões. É um crescimento de quase 50% em relação aos quatro anos que precederam o Mundial de 2006, realizado na Alemanha, quando as receitas alcançaram US$ 2,8 bilhões. Com tanto dinheiro em jogo, não há espaço para gracinhas.
Fonte: O Estado de São Paulo, por Leandro Moré – 16/06/2010
Duas bocks 'reforçadas'
Se na Alemanha, onde surgiu, a doppelbock era uma cerveja forte o suficiente para alimentar os monges durante a quaresma, no Brasil o estilo costuma aparecer durante o inverno. A cervejaria gaúcha Abadessa mandou a São Paulo apenas 200 garrafas de sua Emigrator, com 7,2% de teor alcoólico. No aroma e no sabor, destacam-se notas de caramelo, malte torrado e um quê de frutas secas e licorosidade. Cada garrafa de 500 ml sai R$ 18, em média.
Já tradicional em São Paulo, a Celebration Inverno da Baden Baden, de Campos do Jordão, chega a sua 7ª edição; tem 8,2% e notas mais suaves de malte torrado. Custa, em média, R$ 12. / R.F.
Fonte: O Estado de São Paulo – 17/06/2010
Skol: a estratégia por trás das latinhas falantes
Além de apresentar os comerciais na TV, a Skol alcançou mais de 3 milhões de áudios compartilhados através do site
Para Bertrand Cocallemen, diretor de planejamento da agência F/Nazca, a briga pela atenção do consumidor na internet exige, antes de tudo, criatividade nas mensagens e inteligência de mídia. Responsável pela conta da marca Skol há cerca de três anos, Cocallemen esteve presente no evento Inf@trends nesta quinta-feira, em São Paulo, e falou da estratégia adotada pela Skol para manter-se próxima de seus consumidores, não importando onde eles estejam.
Para Cocallemen, houve duas quebras de paradigmas quando a agência assumiu a conta da bebida. A primeira, ligada à frequência da exposição da marca na publicidade, derrubou a ideia de timing nas ações. Essa percepção permitiu que campanhas mais contínuas fossem criadas, sem uma regularidade padrão. O segundo paradigma relaciona-se à presença da marca no cotidiano do consumidor. "Em vez de pensar em hotsites e inovações, cuidamos da presença da marca de forma descentralizada. Não tem a ver somente com redes sociais. Tem a ver com saber onde o consumidor está e oferecer um conteúdo relevante e uma presença que seja boa para a sua marca", diz o publicitário.
A presença da Skol nas redes sociais está ancorada em três pilares: conteúdo, interatividade e estratégia. Segundo Cocallemen, embora tenha a penetração de uma mídia de massa, a internet conserva características de mídia dirigida que ajudam a direcionar as ações. A segmentação da audiência, da mensagem e a facilidade de mensuração dos resultados tornam a web o meio ideal para atingir o público. Além de medir quantitativamente a adesão de suas campanhas, a marca ainda consegue observar dados qualitativos como o engajamento e a participação do público. "Nossa meta de permanência do usuário no site é altíssima", conta Cocallemen, "então estamos sempre pensando em estratégias para conseguir isso. Foco em conteúdo é uma tecla em que batemos muito". Nesse sentido, integrar, estabelecer, valorizar e estimular são palavras-chave. Segundo ele, investir em conteúdos proprietários e relevantes permite que marcas se tornem visíveis de maneira orgânica e autêntica.
"Latinhas falantes da Skol", a campanha que brincou com a paixão de brasileiros e argentinos pelo futebol, é um exemplo dessa disseminação orgânica de conteúdo. Além de apresentar os comerciais na TV, a Skol alcançou mais de 3 milhões de áudios compartilhados através do site. "Foi uma ação super bem sucedida, e o nível de presença desse assunto nas redes sociais, principalmente Twitter e Facebook, foi altíssimo", diz Cocallemen. Além de premiar consumidores com as latinhas, a Skol criou um hotsite especial (http://www.skol.com.br/prehome.aspx?urlRedirect=http%3A%2F%2Fwww.skol.com.br%2Flatafalante%2Findex.aspx) em que os que não conseguiram adquirir as latinhas pudessem também ouvir "os gritos de torcida da embalagem".
Cocallemen cita ainda como exemplo dessa estratégia a campanha Write the Future, da Nike. A marca americana investiu mais fortemente na produção de um conteúdo de qualidade do que em mídia, que aconteceu quase que espontaneamente depois de ter a disseminação estimulada pela primeira vez. Uma ação como essa só obteve o alcance visto porque tinha um nível de interatividade grande e vários pontos de contato com o público.
Fonte: Portal Exame - 17/06/2010
Os brasileiros relatam cada vez mais episódios de exageros com bebida. A proporção de pessoas que declaram consumo abusivo de álcool cresceu de 16,2% da população, em 2006, para 18,9%, em 2009. Os dados fazem parte da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que entrevistou 54 mil adultos.
O Ministério da Saúde considera excesso de bebida alcoólica cinco ou mais doses na mesma ocasião em um mês, no caso dos homens, ou quatro ou mais doses, no caso das mulheres. O levantamento mostra que as situações de descontrole na hora de beber são mais freqüentes na população masculina. No ano passado, 28,8% dos homens e 10,4% das mulheres beberam demais.
"Esse nível de consumo de bebida é bastante elevado e preocupante, pois é fator de risco para acidentes de trânsito, violência e doenças. Mas nem sempre isso é lembrado, porque o álcool está presente na cultura brasileira, associado ao lazer e à celebração", afirma a coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não-Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta. Ela ressalta que, considerando apenas a população masculina, o índice do Brasil (28,8%) é superior ao do Chile (17%), dos Estados Unidos (15,7%) e da Argentina (14%).
De acordo com a Vigitel 2009, o consumo abusivo de bebida alcoólica é mais freqüente entre os jovens de 18 a 24 anos (23%). À medida que a idade avança, o número de exageros diminui. De 45 a 54 anos e de 55 a 64 anos, 17% e 10,5% da população relata que bebeu em excesso, respectivamente.
Combate
Para frear o consumo de álcool, o Ministério da Saúde apóia medidas mais restritivas, como a proibição da propaganda de cervejas e a elevação no preço das bebidas. Essas ações foram incluídas na estratégia global da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciada em maio, na Suíça. A OMS informa que abusos no consumo de bebida alcoólica matam por ano 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo.
A "Lei Seca", que desde 2008 aumentou a intolerância entre álcool e direção no País, reduziu em 6,2% as mortes provocadas por acidentes de trânsito em um período de 12 meses. Esse índice representa 2.302 mortes a menos no Brasil, reduzindo de 37.161 para 34.859 o total de óbitos causados no trânsito.
"Precisamos avançar no marco regulatório do álcool, da mesma forma que estamos fazendo em relação ao tabaco. É necessário proteger vidas", destaca Deborah Malta. Atualmente, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que inclui a cerveja no rol de bebidas alcoólicas cuja publicidade é proibida.
Sobre a Vigitel
A pesquisa é realizada anualmente desde 2006 pelo Ministério da Saúde. Os dados são coletados e analisados por meio de uma parceria com o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP).
Veja a tabela abaixo:
|
Proporção de consumo abusivo de álcool (%) |
|
|
Aracaju |
20,2 |
|
Belém |
21,3 |
|
Belo Horizonte |
22,2 |
|
Boa Vista |
23,5 |
|
Campo Grande |
19,1 |
|
Cuiabá |
17,8 |
|
Curitiba |
13,9 |
|
Florianópolis |
17,7 |
|
Fortaleza |
21,7 |
|
Goiânia |
18,9 |
|
João Pessoa |
19,1 |
|
Macapá |
23,9 |
|
Maceió |
22,7 |
|
Manaus |
16,6 |
|
Natal |
18,2 |
|
Palmas |
18,9 |
|
Porto Alegre |
16,8 |
|
Porto Velho |
20,6 |
|
Recife |
18,0 |
|
Rio Branco |
14,1 |
|
Rio de Janeiro |
21,0 |
|
Salvador |
25,6 |
|
São Luís |
21,3 |
|
São Paulo |
14,4 |
|
Teresina |
22,8 |
|
Vitória |
22,1 |
|
Distrito Federal |
20,2 |
Fonte: Portal Estadão – 21/06/2010
Companhia Heineken agora é Heineken Brasil
Com a aquisição da divisão de cerveja da FEMSA, companhia holandesa quer fortalecer operação no Brasil
A companhia Heineken tem um novo nome a partir de agora: Heineken Brasil. A mudança significa mais um passo na sedimentação da nova empresa no Brasil, que nasce da aquisição da cervejaria mexicana FEMSA, em um acordo de 7,7 bilhões de dólares por meio de troca de ações. A nova companhia já nasce como a sexta maior operação da Heineken no mundo.
A Heineken Brasil será comandada pelo executivo Chris Barrow, atual diretor das operações da Heineken na Polônia, no Grupa Zywiec, segunda maior cervejaria do país com 35% de market share. O primeiro time da Heineken Brasil contará com outros sete diretores.
Nuno Teles, que atualmente está na divisão da Heineken em Portugal (Sociedade Central de Cervejas e Bebidas) assume a posição de diretor de marketing. No cargo de diretor de inovação dos processos financeiros do setor de Controle & Contabilidade do Grupo Heineken, o italiano Alberto Toni passa a atuar como novo diretor financeiro no Brasil. Isabel Moisés, que responde como diretora de RH & comunicações internas da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (Heineken Portugal) foi nomeada nova Diretora de RH. Paulo Macedo, atual diretor de relações externas Mercosul da FEMSA, passa a responder pela diretoria de relações corporativas da Heineken.
Edmundo Albers mantém a posição de diretor industrial; Jorge Kowalski, diretor comercial e Wilson Nogueira, diretor de planejamento e controle, permanecem em seus cargos atuais.
Fonte: Portal Exame, por Cris Simon – 22/06/2010
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