Notícias de mercado
2010 - Junho - Parte II
MPF pede que Skol suspenda propaganda de "maricón
De acordo com o MPF, um ofício também foi encaminhado ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar)
O Ministério Público Federal (MPF) em Belo Horizonte recomendou à AmBev, detentora da marca Skol, a suspensão da campanha publicitária em que uma lata de cerveja, ao ser aberta, chama de "maricón" um torcedor argentino.
A recomendação foi feita no último dia 11 após um cidadão argentino, que reside em Belo Horizonte, fazer uma representação no MPF, reclamando que a campanha teria nítido conteúdo ofensivo e discriminatório. O MPF instaurou um inquérito civil público para apurar os fatos e responsabilidades.
"Eu entendo que existe um caráter duplamente discriminatório. Em primeiro plano, há um preconceito contra os argentinos e, subliminarmente, há um caráter homofóbico", disse hoje o procurador Edmundo Antônio Dias Neto, autor da recomendação.
Segundo ele, o comercial fere o artigo 5º da Constituição Federal, que garante aos estrangeiros residentes no País igualdade perante a lei e respeito aos seus direitos, sem distinção de qualquer natureza. O procurador alega também que a propaganda contraria ainda o Código de Defesa do Consumidor e o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, cujo artigo 20 prescreve que "nenhum anúncio deve favorecer ou estimular qualquer espécie de ofensa ou discriminação racial, social, política, religiosa ou de nacionalidade".
Dias Neto deu prazo de 48 horas para que a empresa se posicione a partir do recebimento da recomendação, o que teria ocorrido ontem. Para o procurador, o dano moral coletivo contra os argentinos já está caracterizado. Após a manifestação da AmBev, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) poderá acionar a empresa requerendo indenização.
De acordo com o MPF, um ofício também foi encaminhado ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), "para que determine a aplicação das medidas cabíveis em sua esfera de atuação". A reportagem não conseguiu localizar hoje nenhum representante da AmBev em Belo Horizonte.
Fonte: AE Agência Estado, por Eduardo Kattah e Ângela Rocha – 22/06/2010
Schincariol nega venda e revela sede por aquisições
A Schincariol, ao contrário dos muitos rumores que rondam o mercado desde abril, não está à venda. “Aqui, a única coisa que está à venda é a Nova Schin gelada no ponto de venda, dentre uma lista de 170 itens que produzimos”, garante Adriano Schincariol, 33 anos, neto do fundador e atual presidente da segunda maior cervejaria do país, com 12% de market share, segundo a Nielsen, e um faturamento de R$ 5,1 bilhões em 2009. Ele nega veementemente que sua empresa esteja em negociação com a sul-africana SABMiller, uma das maiores cervejarias do mundo, e demonstra que está mais inclinado a comprar do que a vender.
Boatos apontam que a Cerveja Itaipava, do Grupo Petrópolis, seria um de seus alvos. “Eles não têm interesse”, admite Schincariol. E emenda que, no momento, a Schincariol também não se interessa. O motivo seria o lançamento recente da Devassa Bem Loura, cerveja que está consumindo R$ 100 milhões de investimentos e tem como missão assegurar uma maior participação à empresa entre os públicos A e B das capitais paulista e carioca. Com a bebida, a empresa conseguiu entrar em 30 mil pontos de venda que antes não conseguia atingir com Nova Schin, a exemplo dos bares São Bento, Salve Jorge, Frangó e do restaurante Rubaiyat. Embora seu portfólio de cervejas seja grande - da super premium Baden Baden à popular Glacial - e represente por volta de 80% do faturamento da Schincariol, é na categoria de refrigerantes que a empresa tem registrado as maiores taxas de crescimento. Nos últimos dois anos, as vendas de refrigerantes da Schincariol saltaram 80% e sua participação de mercado passou de 2% para 4%. Motivo mais do que suficiente para ela testar, a partir do próximo mês, um novo produto no Nordeste. Trata-se da bebida Viva, de baixa caloria e baixa carbonatação.
Uma espécie de H20H, da Pepsi, que poderá ganhar as geladeiras de todo território nacional caso sua performance seja satisfatória na Bahia e em Pernambuco. O passo natural para uma empresa que sonha com a liderança e uma rentabilidade cada vez maior seria fazer uma incursão pelas categorias de chá gelado e água de coco, produtos que a concorrência já tem e que usa dentro de um mesmo sistema de vendas e logística. Schincariol ri, desconversa, mas admite observar o mercado. “Oportunidades boas estão sempre no nosso radar. Pode ser no mercado de cervejas artesanais, refrigerante, água... Estamos bem de saúde e de olho.” Sua sede por crescimento parece ser grande.
Leia a seguir os principais trechos da entrevista concedida na sede do grupo, em Itu (SP).
Depois de avançar 12,8% em 2009, quanto a Schincariol planeja crescer em 2010?
Este ano queremos crescer mais de 12%. Vamos mirar lá em cima e, para isso, eu tenho botado pressão na equipe, ampliado o leque de produtos para atender a todos e também investido cada vez mais em distribuição. A companhia precisa crescer e vai crescer com as próprias pernas. Não vamos vender e nem abrir capital.
Uma possível compra pela SABMiller não seria uma forma de alavancar a empresa?
Não precisamos, neste momento, de nenhum tipo de aporte de capital. Estamos conseguindo andar com nossas pernas. Mas a SABMiller é uma gigante mundial com muito know-how, capital, estrutura... O que ela vai me oferecer que eu não tenho? Quem tem a distribuição sou eu, que é uma barreira de entrada no Brasil. O que ela vai me trazer? Mais caminhões, mais vendedores, mais tecnologia? A Femsa comprou a Kaiser e tinha tudo. Ela tem força no México, mas cada país tem a sua característica. A do Brasil é a de um milhão de pontos de venda e uma distribuição difícil de se estruturar e manter.
Mas ela não poderia te trazer economia de escala e compra global de insumo e latas?
Pode ser, mas ainda não é o foco. Ainda temos muito a desenvolver. É uma filosofia dos acionistas (a família). Todos pretendem entrar no Brasil e todos querem casar com a noiva bonita, só que ela não quer casar. Quem sabe daqui a uns 20 anos. Estamos investindo R$ 1 bilhão neste ano.
Quem vai vender investe?
Não. Pelo contrário, enxuga, faz campanha de marketing para estourar em share da Nielsen. Nosso objetivo é preto no branco, é faturamento. Mas você não nega ter sido procurado... Se eu abrir o meu computador tem uns 30 e-mails lá. Todo mês vem um. No entanto, nunca chamei alguém para vir aqui para uma reunião.
Este investimento de R$ 1 bilhão que anunciaram para este ano é o maior de toda história da Schincariol?
É. Mas o desembolso todo ocorrerá até 2011, porque tem BNDES, financiamento. Mas estamos assumindo o compromisso, comprando equipamento, investindo em fábrica, construindo galpão, além de realizarmos investimentos em desenvolvimento, em material para o ponto de venda e publicidade. A publicidade com a Paris Hilton é a segunda que o Conar manda a Schincariol tirar do ar. A gente respeitou, mas discorda. Tem campanha muito pior no ar hoje. O objetivo foi atingido, que era gerar um impacto no mercado e conquistar pontos de venda. O que acontece é que alguém chegou lá (no Conar) e fez quatro reclamações. Quando a grama do vizinho está bonita, tem gente que joga sal nela.
Você deseja estar presente em mais pontos de vendas, mas não tem um número definido...
Isso é um desafio de entender, porque há vários fatores externos que influenciam o mercado. Nós temos um processo na Secretaria de Direito Econômico, em Brasília, e a Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas), que nos representa, também tem um processo contra a fidelização de ponto de venda. Não é só simplesmente eu colocar o produto no ponto de venda que ele entra. Quem vende 80%, 90% do produto da concorrência me fala que não pode comprar meu produto senão a concorrência vai elevar o preço para eles. Temos dificuldades.
Fonte: Brasil Econômico - 23/06/2010
Procuradoria recomenda que AmBev tire comercial do ar após queixa de argentino
O Ministério Público Federal em Minas recomendou à AmBev que retire do ar em 48 horas um comercial da cerveja Skol em que os argentinos são chamados de "maricón".
A recomendação foi feita após um cidadão argentino queixar-se da propaganda.
Segundo o reclamante, a campanha tem conteúdo "ofensivo e discriminatório", argumento acatado pelo procurador Edmundo Dias, da Procuradoria Regional de Direitos do Cidadão, que poderá abrir ação civil pública.
"De fato, a propaganda da Skol possui duplo caráter discriminatório, tanto em relação à nacionalidade quanto por seu caráter homofóbico, já que o termo 'maricón' [...] significa maricas, homem efeminado", disse.
O comercial mostra uma lata que, quando aberta, dispara uma gravação; um argentino, ao abrir a lata, é chamado de "maricón".
Dias disse que representou também o CONAR, conselho que fiscaliza a publicidade. Procurada, a AmBev não respondeu até as 18h de ontem.
Fonte: Folha Online, de Belo Horizonte, por Paulo Peixoto – 23/06/2010
É conhecida em todo o Brasil como uma das cidades com maior influência germânica em sua cultura e história. Fundada em 1850, a cidade guarda fortes características européias, encantando visitantes do Brasil e exterior por sua arquitetura, gastronomia, natureza, indústrias, chope gelado e festas.
Um dos costumes trazidos da Europa foi a fabricação de cerveja. Na Blumenau antiga, mais de 20 cervejarias artesanais respondiam pela produção caseira, abastecendo eventos desde bailes e festas familiares. Aos poucos, entretanto, essa produção foi sendo "absorvida" pelas grandes empresas.
Mas o apego às tradições e à cultura dos antepassados fez a cidade reaver seus valores e novas cervejarias surgiram com força na região, conquistando imediatamente o público pela qualidade. Todas seguem a Reinheitsgebot, Lei Alemã da Pureza, criada em 1516, que limita em quatro os ingredientes utilizados na produção de cerveja: água, lúpulo, malte (de cevada ou trigo) e fermento. Essa lei, em vigor até hoje na Alemanha, proíbe o uso de quaisquer conservantes ou cereais não maltados na fabricação da bebida.
Hoje, as cervejarias estão cada vez mais integradas com o turismo e a cultura da região. Para os apreciadores de uma boa cerveja, ou mesmo curiosos quanto à sua fabricação, a dica é um passeio nas empresas. Além de provar o precioso líquido, o visitante pode desfrutar da exuberante paisagem desta que é considerada a Europa brasileira.
Fonte: Guia de Turismo - 24/06/2010
Pesquisa mostra que mulher quer cerveja leve, light e clara
O estudo foi realizado com 3 mil mulheres de todo o Brasil pela Sophia Mind, empresa de pesquisa e inteligência do Grupo Bolsa de Mulher. De acordo com o levantamento, o número de mulheres que consome cerveja é significativo. "Entre as participantes do estudo que tomam bebida alcoólica (47% do total), 88% bebem cerveja", conta Ciça Mattos, diretora do Grupo Bolsa. O estudo revela ainda que 84% das consumidoras experimentariam cerveja feita para mulheres e 83% provariam uma bebida com sabor diferente.
Luiz Taya, diretor de marketing da Schincariol, considera prematuro lançar uma cerveja light. Segundo ele, embora o mercado brasileiro seja grande, o consumo per capita é baixo – está entre 50 e 55 litros por pessoa/ano –, inferior ao dos mercados maduros, que atinge entre 70 e 80 litros. Já Douglas Costa, gerente de marketing do Grupo Petrópolis, acredita que o Brasil está atrasado nesse segmento e diz que sua empresa deverá lançar cerveja light em breve.
Fonte: Valor Econômico – 25/06/2010
Poder de compra da nova classe média eleva consumo de cerveja no Brasil
A temperatura favorável e o aumento de renda das classes C, D e E deverão contribuir para elevar o consumo de cerveja no Brasil este ano entre 10% e 12%. Os dados são do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).
No ano passado, o consumo nacional de cerveja cresceu 10,9%, contra 10,4% no ano anterior, apesar da crise econômica internacional. O mercado somou 10,91 bilhões de litros de cerveja fabricados e comercializados em todo o país, gerando um faturamento bruto de R$ 31 bilhões em 2009.
O consumo brasileiro de cerveja, porém, está muito abaixo de países onde essa cultura já é uma tradição. É o caso da Alemanha, por exemplo, onde a primeira cervejaria tem mil anos de criação.
Entre os alemães, o consumo per capita (por habitante) está em torno de 120 litros/ano, de acordo com o Sindicerv. Na República Checa, o consumo por pessoa supera 150 litros anuais e no Brasil ainda não alcançou 60 litros/ano.
O coordenador da Área de Educação do Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas (CTS) de Vassouras (RJ), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), José Gonçalves, disse à Agência Brasil que mesmo na América Latina, o consumo brasileiro de cerveja é suplantado pelo de países como a Colômbia e a Venezuela, de 70 litros per capita, em média, por ano. "No mínimo, o Brasil deveria estar equiparado a esses países", avaliou.
O CTS/SENAI de Vassouras é responsável pela única escola que forma cervejeiros no Brasil e é referência para a América Latina.
Fonte: Agência do Brasil – 28/06/2010
Marton´s – Cervejas especiais inglesas
A Marston´s é a maior cervejaria independente do Reino Unido, produtora da famosa Marston´s Pedigree, eleita pelo especialista Michael Jackson como “Rainha das Bitters” e nomeada como ícone da Inglaterra pelo governo inglês. O estudioso de cervejas Roger Protz coloca a Pedigree entre as 10 cervejas obrigatórias de serem provadas antes de morrer! É a segunda Ale mais vendida da Inglaterra. Todas as cervejas Marston´s são produzidas pelo exclusivo processo “Burton Union” que consiste na fermentação contínua em barris de madeira interligados, pelos quais a cerveja é bombeada e filtrada. A Marston´s também produz a conceituada “Oyster Stout”, “Old Empire” India Pale Ale, Burton Strong Pale Ale e Double Drop Ale, também disponíveis no Brasil.
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Double Drop Cerveja clara, puro malte de cevada Maris Otter, produzida pela antiga técnica de fermentação “Double Dropping”, que garante um fermento sempre fresco no processo. Sabor harmonioso de típica Ale inglesa. Alc. 5,0% Vol |
Owd Rodger Uma receita inglesa de mais de 500 anos nos traz esta red ale forte com 6,2% álcool. Sabor de frutas secas, maltada e com final amargo. Muito apreciada nos campos ingleses, acredita-se ser a cerveja mais apreciada pelo Urtigão.
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Banks´s Barley Gold 9,1% Duplamente premiada no Int. Brewing Awards em 2004 e 2005, esta potente Barley Gold é uma cerveja dourada, puro malte, alta fermentação, muito forte com 9,1% álcool, obtidos através da fermentação de caramelo junto com o malte de cevada. A cervejaria Banks pertence à Marston´s. |
Mais informações: Uniland Export | 11 5506-1022 | www.uniland.com.br
Fonte: Uniland Export
AmBev anuncia investimento de R$ 152 milhões para ampliar fábrica no RS
A AmBev vai ampliar sua filial Águas Claras do Sul, localizada no município de Viamão (RS). Os recursos fazem parte do pacote de R$ 2 bilhões para ampliar de 10% a 15% a capacidade produtiva no Brasil. O investimento, o maior já feito pela companhia em um único ano desde a sua criação, está condicionado à manutenção das atuais alíquotas de impostos federais.
Fonte: Brasil Econômico - 30/06/2010
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