Notícias de mercado
2010 - Julho
Custo para classe média em SP sobe 0,23% em maio
O Índice do Custo de Vida da Classe Média (ICVM) registrou alta de 0,23% em maio em relação a abril, informou hoje a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). O indicador, que abrange consumidores com renda entre 5 e 15 salários mínimos paulistas (entre R$ 2,8 mil e R$ 8,4 mil), serve como referência para a variação de preços para a classe média da cidade de São Paulo.
De janeiro a maio deste ano, o ICVM acumula alta de 2,62% e, no período de 12 meses encerrado em maio, aumento de 4,68%. De acordo com a Fecomercio-SP, que elabora o índice em parceria com a Ordem dos Economistas do Brasil (OEB), remédios e bebidas puxaram a alta dos preços em maio. O reajuste médio dos preços dos remédios foi de 1,82% no mês. Sozinho, o grupo Saúde apresentou alta de 1,08%.
No grupo Despesas Pessoais, que registrou alta de 0,23% em maio ante abril, os preços dos refrigerantes subiram 0,41%, enquanto as cervejas ficaram 1,32% mais caras. De acordo com a Fecomercio-SP, os aumentos estão ligados à aproximação da Copa do Mundo, que impulsionou o consumo de bebidas. Para o assessor econômico da Fecomercio, Gilson Garófalo, o resultado de maio do ICVM indica que não há indícios de descontrole inflacionário.
Fonte: AE Agência Estado – 01/07/2010
Venda de bebidas alcoólicas cresce 15,7% nos supermercados
O valor é referente aos primeiros quatro meses do ano. Com alta de 19,2%, as cervejas responderam pelo maior crescimento entre os itens comercializados pelos supermercados nesse período, segundo a Abras. A comparação é com igual período do ano passado.
Fonte: Supermercado Moderno - 01/07/2010
Heineken revê marcas e processos da Femsa no país
Em um mercado dominado há mais de dez anos pela AmBev - dona de quase 70% do mercado de cervejas no Brasil - há uma espera ansiosa pela chegada da Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, atrás apenas da Anheuser Busch InBev, controladora da AmBev.
A multinacional holandesa fechou em janeiro a compra da Femsa Cervejaria no Brasil e no México, um negócio que envolveu US$ 5,4 bilhões. Mas os holandeses só desembarcaram no Brasil no final de abril, quando houve a aprovação da aquisição por autoridades antitruste e acionistas. Desde então, a empresa iniciou no país o processo de transição para transformar a Femsa em Heineken.
A data prevista para finalização desse período de ajuste é agosto, quando o novo presidente da operação, o sul-africano Chris Barrow, atualmente diretor da Heineken na Polônia, assume o comando da companhia no país. "Todos os produtos, marcas e processos estão sendo revistos agora. O que for considerado ruim, vai ser deixado de lado. Se for metade ruim, metade bom, vai ser reformulado. Se for bom, irá continuar", explica Paulo Macedo, diretor de relações corporativas da Heineken e ex-diretor de relações externas para o Mercosul da Femsa Cerveja Brasil.
Esse processo irá decidir o destino de marcas como a da cerveja Kaiser, a mais vendida da Femsa no Brasil. No portfólio da mexicana Femsa desde que a companhia chegou ao Brasil, em 2006, a marca Kaiser já chegou a ter mais de 18% do volume vendido no país, há oito anos.
Hoje, porém, a marca é a sétima colocada no mercado nacional, com cerca de 5% do volume. A cerveja Heineken, por outro lado, tem conquistado cada vez mais espaço nas prateleiras. Segundo dados da empresa, que não revela volumes, as vendas cresceram 50% no último ano no país.
O movimento de transição também está afetando as oito fábricas que pertenciam à Femsa, agora sob comando da Heineken.
Todos os processos de fabricação estão sendo revistos para ampliar o nível de produtividade das linhas. "Não estamos fazendo investimentos para aumentar a capacidade porque não é preciso no momento. O que estamos fazendo é aumentar a produtividade por hora e em volume de máquinas e equipamentos", diz.
Macedo foi um dos quatro diretores brasileiros da Femsa a permanecer no time de altos executivos da cervejaria holandesa. Edmundo Albers, diretor industrial, Jorge Kowalski, diretor comercial e Wilson Nogueira, diretor de planejamento e controle, permaneceram em seus cargos atuais. As diretorias de marketing, finanças e RH foram assumidas, respectivamente, pelo português Nuno Teles, pelo italiano Alberto Toni e pela também portuguesa Isabel Moisés. "Na fase de transição, eles têm passado uma semana aqui e outra na Europa", explica Macedo. A sede da companhia, hoje em Jurubatuba, na Zona Sul de São Paulo, será transferida para outro bairro.
Fonte: Valor Online - 02/07/2010
Heineken decide futuro do portfólio da Femsa até agosto
Seis meses após definir a compra da Femsa Cervejaria Brasil, a holandesa Heineken, segunda maior companhia de cervejas do mundo, está prestes a concluir um processo de revisão das marcas e produtos do portfólio.
"O que for considerado ruim, vai ser deixado de lado. Se for metade ruim, metade bom, vai ser reformulado. Se for bom, irá continuar", resumiu Paulo Macedo, diretor de relações corporativas da Heineken, em entrevista ao jornal Valor Econômico. Na prática, será decidido, por exemplo, o futuro da marca mais vendida do portfólio da empresa. Kaiser já teve mais de 18% de participação nas vendas de cerveja em volume, no entanto, hoje não passa dos 5% e amarga apenas a sétima colocação. Em contrapartida, as garrafas e latinhas verdes da marca Heineken estão cada vez mais presentes nas gôndolas e nos bares e restaurantes: no último ano as vendas cresceram em torno de 50%.
Os processos de produção também estão sendo revistos nas oito fábricas que pertenciam à Femsa. "Não estamos fazendo investimentos para aumentar a capacidade porque não é preciso no momento. O que estamos fazendo é aumentar a produtividade por hora e em volume de máquinas e equipamentos", afirma Macedo, um dos quatro diretores brasileiros da Femsa mantidos na equipe de executivos da Heineken. O término da fase de transição está previsto para o mês de agosto.
O mercado de cervejas movimentou quase R$ 9 bilhões no ano passado apenas nas lojas de autosserviço. Na edição de julho, Supermercado Moderno publicará matéria sobre os investimentos dos principais fabricantes e as transformações da categoria nos últimos anos.
Fonte: Valor Econômico – 02/07/2010
Coopercarga incorpora nova operação com a AmBev em SC
No dia 27 de junho último aconteceu o evento de incorporação da nova filial da Coopercarga com a AmBev, na cidade de Balneário Camboriú, SC. Com o novo CDD, sobem para sete o número de unidades in-house desta parceria com a Companhia de Bebidas das Américas, que completa sete anos em setembro de 2010 – quando iniciou a primeira operação de distribuição urbana de bebidas no Rio de Janeiro.
Sob a gerência de Guilherme Gonçalves, o CDD de Balneário Camboriú atenderá um total de 3.100 pontos de venda, compreendendo as cidades de Balneário Camboriú, Itajaí, Navegantes, Brusque, Itapema e outras 12 cidades da região, num total de 10.000 entregas/mês realizadas por uma frota de 25 caminhões de distribuição de bebidas.
Fonte: Portal Logweb – 02/07/2010
Embalagens aproximando marcas e consumidor
Empresas como Coca Cola e Kaiser criam embalagens diferenciadas para celebrar eventos como o Festival Folclórico de Parintins.
Coca-Cola - edições especiais Parintins
A Coca-Cola patrocina o Festival Folclórico de Parintins desde 1995, e desde lá tem lançado várias embalagens comemorativas para a festa.
A marca encontrou um problema sério para alcançar os consumidores durante o festival, que foi a própria divisão dos participantes em dois grupos: os que usam vermelho e ignoram os azuis, e os que usam azul e vêem no vermelho uma cor proibida.
Os seguidores do boi Caprichoso, representado pela cor azul, não consumiam Coca-Cola por causa da cor da embalagem da bebida. Pior ainda, se apegavam à rival Pepsi, que coincidentemente tinha latas azuis.
A solução veio com uma decisão inédita em mais de 100 anos da companhia norte-americana: a regionalização do refrigerante, com o lançamento de uma lata de Coca-Cola na cor azul para contemplar também os torcedores do Boi Caprichoso.
Kaiser - edição especial Parintins
A disputa entre os bois Caprichoso, representado pela cor azul, e Garantido, de cor vermelha, motivou a criação de embalagens estilizadas da Kaiser para a Festa de Parintins. Desde o ano 2000, a Kaiser é a cerveja oficial do festival folclórico que acontece em Manaus, na ilha de Parintins, em pleno Rio Amazonas.
As latas trazem impressas ilustrações e textos explicativos sobre a cultura da festa e vem ainda com gravuras dos bois Garantido e Caprichoso. Também em homenagem ao festival, o tradicional "K" das embalagens primárias deixa de ser somente vermelho e passa a ter a metade azul.
Fonte: Portal Exame, por Cris Simon – 03/07/2010
Espelho partido
Distúrbios alimentares associados ao consumo cada vez maior de bebidas entre os jovens produzem um efeito devastador no organismo das mulheres
Na novela Viver a Vida, exibida recentemente pela Rede Globo, duas situações antagônicas podiam ser vistas em cena: de um lado, o merchandising escancarado de bebidas, uma vez que o protagonista principal vivia com um copo na mão, e, de outro, a personagem Renata (Bárbara Paz), uma modelo alcoólatra e anoréxica, com penteado emprestado da cantora Amy Winehouse.
O exemplo da ficção ilustra o que ocorre na vida real. A glamourização do álcool, a ditadura da magreza como passaporte para a aceitação social e a exposição da vida instável das bad girls do show bizz inspiram milhares de adolescentes. Para elas, o que os especialistas chamam de comportamento de risco, trata-se de um "estilo de vida".
O psiquiatra Carlos Salgado, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), alerta sobre a tolerância à bebida. "Bebendo e repetindo padrões e valores dos 52% de brasileiros que bebem, as mulheres garantem o mercado da bebida em nosso país. Não é só no comercial bem humorado que elas fazem presença. É também na elegância discreta das rodas sociais e familiares que a indústria da bebida as tem como ponta de lança. Ao beber, as mulheres realizam o desejo de empresários ambiciosos e legitimam o álcool como bem incontestável, o que é uma deslavada mentira."
Drunkorexia, segundo a psiquiatra Patricia Hochgraf, do Programa de Atenção à Mulher Dependente Química (Promud), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, é uma denominação sem classificação médica. "O termo foi cunhado por um jornalista do The New York Times. Seria como um subtipo da anorexia, que fica na fronteira entre transtorno alimentar e dependência química."
De acordo com a especialista, o abuso do álcool é mais comum entre pessoas que comem compulsivamente. "Mas a parcela com anorexia bebe de barriga vazia, troca as calorias da comida pelas calorias vazias do álcool. Não comer acaba sendo uma espécie de compensação para poder beber depois. Há também quem use o álcool para tirar a fome, como se fosse uma técnica emagrecedora. Não basta uma latinha de cerveja, mas muitas." Observa que o organismo da mulher é diferente. "Há uma concentração maior de gordura e menor de água e desidrogenase, enzima que metaboliza o álcool e protege o fígado contra seus efeitos nocivos", alerta.
Anorexia e dependência química são dois problemas graves e distintos, a serem tratados a longo prazo, contando-se recaídas, diz a especialista. O tratamento é feito com terapia comportamental e acompanhamento nutricional para controle do transtorno alimentar e do alcoolismo, o que exige trabalhos de grupo, reuniões dos Alcoólicos Anônimos e avaliações clínicas.
Para Maria Del Rosario, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), o consumo de álcool estaria ligado a uma maior aceitação social. "Esta realidade é comum entre homens e mulheres de 18 a 25 anos, sendo mais vulneráveis as estudantes universitárias. Estudos apontam um porcentual de 35% de abuso de álcool na bulimia nervosa, e 25% na anorexia nervosa." Segundo ela, em geral, as meninas começam a beber de brincadeira, aumentando as doses a ponto de se tornarem dependentes.
Os graves distúrbios alimentares, que podem ser decorrentes da drunkorexia, provocam complicações cardiovasculares, digestivas, endócrinas, hematológicas e ósseas. Desnutrição, desidratação, hipoglicemia e confusão mental também podem estar presentes no quadro. "O efeito do álcool é devastador, causando complicações gastrointestinais, hepáticas, neurológicas e psiquiátricas."
As conseqüências, informa a nutróloga, são distúrbios nutricionais importantes, com mudanças orgânicas, como doenças neurológicas, anemia, distúrbios menstruais, alterações da tireóide. Para prevenir, cabe aos pais observarem o comportamento alimentar dos filhos.
Web, um clube. Vanessa Alckmin Reis, mestranda em tecnologias da comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, abordou o tema em sua tese de mestrado de 2009, intitulada Websites Pró-ana e mia, redes sociais e suas transformações. Em seu estudo, observa que o movimento pró-anorexia e pró-bulimia surgiu na internet em 2000, inicialmente nos Estados Unidos e Inglaterra, espalhando-se rapidamente para outros países.
No Brasil, segundo o levantamento, os primeiros blogs surgiram em 2002. Dois anos depois, foram criadas comunidades virtuais para reunir as bulímicas e anoréxicas, tanto aquelas que estão em tratamento quanto as que querem continuar nessas condições. "Protegidas pelo anonimato, as seguidoras da ‘ana’ e ‘mia’ (apelidos carinhosos dados, respectivamente, a anorexia e bulimia), encontraram nos blogs, fóruns e sites de relacionamentos lugares nos quais poderiam falar sobre uma parte de suas vidas que, na maioria das vezes, é silenciosa: a relação complicada com a alimentação e a imagem corporal." Ainda segundo o estudo, com idades entre 13 e 17 anos, as mulheres são a grande maioria no universo dos distúrbios alimentares (os homens chegam a 10%).
Basta dar um giro pela internet para encontrar relatos sobre a complicada relação com a comida e a imagem corporal. Para não caírem em tentação, além de usarem frases de efeito - "coma para não morrer, mas não viva para comer", "morrer, lutando"-, anas e mias alimentam seus blogs e páginas nas redes sociais com imagens de celebridades esquálidas que admiram ("thinspiration", como elas chamam), e fotos de saboneteiras ossudas (collar bones).
Rigorosas com as calorias, trocam dicas de como perder peso rapidamente, usando as siglas NF (no food) e LF (low food). Falam em atingir metas irreais, como chegar aos 39, 40 quilos. Quando comem demais depois de dias em jejum, sentem-se culpadas. Algumas mencionam o uso de pulseiras em cores que distinguem as "anas" das "mias". Uma delas descreve no Orkut a utilidade do acessório: "olhe para sua pulseira e lembre-se de que você é mais forte que um pedaço de bolo."
Drunkoréxicas
Depois de ter tentado vários regimes sem solução, Renata (nome fictício), de 16 anos, decidiu radicalizar. Com 1,60 metro de altura e 55 quilos, quer chegar aos 46 quilos. "Faço como um amigo meu e como de três em três dias."
Para despistar os pais, finge que come. Depois cospe a comida no guardanapo e usa roupas largas. Seguindo a dieta que copiou de um blog, só se alimenta de uma bolacha água e sal light pela manhã e muita água; no almoço, alface, peito de peru e um iogurte com 30 calorias. No jantar, uma fatia de pão integral, uma de queijo minas, três ou quatro uvas. Se extrapola, toma laxante.
"Quando sinto tontura, como uma maçã pequena que coloco na bolsa para emergências." Renata sabe dos riscos, mas morre de nojo de ficar uma "gordaaaa". No fim de semana, não abre mão de beber algumas latinhas de cerveja ou vodca ice. Prefere a bebida à comida.
Mari (nome fictício), 20 anos, universitária, às vezes acorda e toma uma lata de cerveja em jejum para despistar a fome. A bebida, diz, é seu ponto fraco. Faz cálculos mirabolantes para não abrir mão dela. "Se estou deprimida, como tudo de forma compulsiva. Acho que é uma punição. Quando estou bem, esqueço a comida."
Opinião: Marco Tommaso, psicoterapeuta
As causas que levam à drunkorexia são físicas, genéticas, familiares e psicológicas, resume o psicoterapeuta Marco Tommaso. "Entre os fatores desencadeantes, estão a valorização do corpo magro pela mídia e a tolerância social à bebida."
A faixa etária varia, mas concentra-se entre os 20 e 40 anos. A característica principal desse grupo é a restrição calórica aos alimentos em função da bebida alcoólica. Algumas alegam que o álcool reduz a fome. Beber em jejum e usar a ressaca do dia seguinte à balada como meio de driblar a fome são práticas freqüentes.
"Muitas apresentam o ‘binge drinking’, episódios de compulsão por bebida em curto período de tempo, podendo ou não provocar o vômito para beber mais e evitar comida." Marco Tommaso, que dá assistência psicológica a duas agências de modelos, diz que adolescentes são altamente influenciadas pela mídia. "De nada adiantam movimentos anti-anorexia se, nas passarelas, o que se vê são modelos com medidas irreais."
Fonte: Estadão, por Vera Fior – 03/07/2010
Mercado de cervejas pode crescer até 12%
A expectativa do SINDICERV (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) é que o consumo de cerveja no Brasil cresça entre 10 e 12% até o final de 2010. No ano passado, o consumo nacional de cerveja cresceu 10,9%. Em 2008, a alta foi de 10,4%.
No Brasil, o consumo per capita (habitante/ano) atual é de 56 litros, resultado bem abaixo do observado em países com maior tradição na fabricação de cervejas. Os alemães, por exemplo, consomem 120 litros da bebida por ano.
Na República Checa, o consumo por pessoa supera 150 litros anuais. José Gonçalves, coordenador da Área de Educação do CTS (Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas) do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), lembra que mesmo na América Latina, o consumo brasileiro de cerveja é suplantado pelo de países como a Colômbia e a Venezuela, onde se consome em torno de 70 litros per capita. “No mínimo, o Brasil deveria estar equiparado a esses países”, avaliou. O mercado somou 10,91 bilhões de litros de cerveja fabricados e comercializados em todo o país, gerando um faturamento bruto de R$ 31 bilhões em 2009. Desses, quase R$ 9 bilhões foram vendidos em lojas do autosserviço. A expectativa é de novos crescimentos nos próximos anos.
Fonte: ABRE Notícias - 05/07/2010
Com derrota da seleção, vendas de cerveja tendem a registrar queda
Com a derrota, o brasileiro não deve continuar tomando a bebida no mesmo ritmo, mas ainda se espera uma alta nas vendas até o fim do campeonato. Segundo Paulo Solmucci Júnior, presidente da Abrasel, até o fim da Copa o mercado vai crescer, pelo menos, 20%.
No caso das cervejarias, Adalberto Viviani, consultor especializado no mercado de bebidas, a perda não será tão pontuada. "As cervejarias vão perder o pico de vendas que iria acontecer agora. Mas o movimento não vai cair totalmente para se igualar ao que foi em maio ou ao que seria esse mês sem a Copa", acrescenta o especialista. Com o Mundial, a indústria cervejeira previu um crescimento nas vendas de 6% a 10% neste ano, comparando com 2009.
Cerveja vende, mas produtos temáticos ficaram encalhados
Segundo Daniel Plá, professor de marketing de varejo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o estoque de produtos verde-amarelo – camisetas, vuvuzelas, cornetas, entre outros – somam cerca de R$ 85 milhões em todo o País.
"Os lojistas, de fato, estavam esperando vender ainda muitos produtos verde-amarelos. Agora, fica muito difícil vender, mesmo com até 50% de desconto. Até a indústria de televisores vai ser afetada", disse Plá. O saldo, porém, é positivo, o comércio tradicional sai ganhando, uma vez que os produtos temáticos representam uma fração de apenas 5% do total do faturamento.
Fonte: Supermercado Moderno - Portal Exame - Diário do Comércio – 05/07/2010
Estado alemão proíbe fumo durante festa da cerveja Oktoberfest
Conhecido por sua legislação dura contra os fumantes na Alemanha, o estado da Bavária (sul) vetou o hábito em restaurantes, bares, cafés e cervejarias, há alguns meses da famosa Oktoberfest, uma das maiores festas da cerveja do mundo, após uma consulta pública onde 61% dos votantes aprovaram a iniciativa.
A nova lei derruba uma legislação anterior, que ficaria sem efeito em 1º de agosto, e que ainda permitia a bares de maior porte ter salas separadas para fumantes e abria uma exceção para a Oktoberfest, em Munique. A medida contou com o apoio dos "verdes" e dos sociais-democratas, que fizeram campanha pelo banimento total do fumo.
Fonte: Folha Online – 05/07/2010
La Niña esfria verão, mas venda deve subir
No verão passado, as temperaturas mais quentes provocadas pelo fenômeno meteorológico El Niño levaram as pessoas a beber mais cerveja.
Segundo a Nielsen, as vendas de dezembro e janeiro - os meses mais quentes do ano - somaram 1,6 bilhão de litros, ou seja, 14,4% mais que o volume registrado no mesmo intervalo, um ano antes. A alta foi considerada extraordinária pela indústria cervejeira do país, uma vez que a variação de um verão para o outro jamais tinha dado tamanho salto. Mas o El Niño está acabando.
Fonte: Valor Online - 08/07/2010
Louras e morenas no Brasil
Conheça as cervejas checas que são vendidas por aqui
Pilsner Urquell
A cerveja perdeu parte de seu brilho por questões comerciais e o transporte entre os países - sempre penoso. Mas continua sendo a melhor do estilo entre as importadas disponíveis por aqui. Bela combinação entre malte, que confere notas de biscoito e adocicadas, e lúpulo, com elementos cítricos e algo herbais. Amargor destacado, bastante superior a boa parte de nossas ditas pilsens. Outra marca da Importbeer
Primator Weizenbier
Uma das tentativas de produtores checos da cidade de Náchod de fugir da dupla pilsen/dark lager com uma weissbier de estilo alemão. Notas de banana e cravo suaves no aroma e sabor. Os dois elementos, porém, poderiam aparecer de forma mais intensa, com um pouco mais de corpo, mesmo em um estilo que prevê cervejas mais suaves. Vendida pela Importbeer (http://www.ibeer.com.br/)
Czechvar
A Budvar checa, que, nas Américas, tem de mudar de nome pela briga de patentes com a Budweiser. Também uma boa cerveja, com bom amargor e balanço entre malte e lúpulo. Mas perde um pouco em intensidade e complexidade para a Urquell. Vendida na Uniland (http://www.uniland.com.br/)
1795
Produzida em Ceské Budejovice, como a Czechvar, segue a mesma receita de equilíbrio entre malte e lúpulo, com amargor mais moderado que o da Urquell, mas bastante presente. Comercializada pela Bier & Wein (http://www.buw.com/)
Starobrno
Produzida na cidade de Brno, segue a linha da 1795, com amargor mais moderado e mais fácil de beber, mas mantém boas notas de malte e lúpulo no sabor. Vendida também pela Importbeer
Brouczech
Produzida na cervejaria Nova Paka, tem amargor afiado e boa base de malte. Trazida pela Importbeer
Lucan
Produzida na cidade de Zatec, lar do lúpulo homônimo, mais conhecido como Saaz. Pilsen com 5,4% de teor alcoólico e bom amargor, mas mais puxada para o malte. Trazida pela Importbeer
Fabricantes pedem fim de taxa de fiscalização à Receita
Dirigentes de 96 fábricas de bebidas estarão hoje em Brasília para pressionar a Receita Federal a suspender a taxa de fiscalização de R$ 0,03 incidente em garrafa ou lata de cerveja, refrigerante, suco e água. Os efeitos dessa cobrança na cadeia estarão em debate em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.
Fonte: Valor Online - 13/07/2010
Decisão abre caminho para compra da Modelo
O Grupo Modelo, maior cervejaria do México, perdeu o processo de arbitragem que movia contra seu sócio, a Anheuser-Busch InBev, desde outubro de 2008. A decisão divulgada ontem abre caminho para AB InBev comprar mais participação na Modelo, ou até a totalidade do controle da cervejaria, cujos maiores acionistas são as famílias fundadoras.
Fonte: Valor Online - 13/07/2010
Brahma deve mudar latas para a cor vermelha
Teaser criado para antecipar a mudança está sendo divulgado na TV e em todos os canais da Brahma na web
Por que a lata da Brahma é branca? Essa é a pergunta do teaser lançado no último dia 6 pela agência África, a mesma que criou o polêmico logotipo da Copa 2014.
Nos filmes, apresentados na televisão e também em virais disseminados pela web, um repórter vai às ruas e questiona as pessoas sobre a razão da coloração branca da latinha da Brahma, sendo que o logotipo é vermelho, o caminhão que transporta a cerveja é vermelho e a embalagem que protege as latinhas também é vermelho.
A ação antecede a mudança de cor pela qual a embalagem da Brahma deverá passar em breve. De branca, passa a ser vermelha.
No YouTube (http://www.youtube.com/user/CervejaBrahmaOficial), além do filme que lançou o teaser, a marca tem postado diversos vídeos e intervenções do suposto repórter, que faz a pergunta repetidamente. No Twitter (https://twitter.com/BrahmaCerveja) e no Facebook (http://www.facebook.com/pages/Cerveja-Brahma-Oficial/109918909035681?filter=2), a Brahma também faz alarde sobre o motivo da cor branca da latinha.
A marca não se pronuncia sobre a campanha, nem confirma oficialmente o novo visual da cerveja, mas antecipa que a revelação acontecerá no início da próxima semana. A mudança pode ser uma estratégia da Brahma para ter suas latas em destaque nas prateleiras, quando vistas ao lado das latas brancas de concorrentes.
Fonte: Portal Exame, por Cris Simon – 13/07/2010
Com retração no Japão, Sapporo quer comprar marca nos EUA
A Sappo Holdings, parcialmente controlada pelo fundo de hedge americano Steel Partners, está em negociações com pelo menos duas companhias para a compra de uma marca de cerveja nos Estados Unidos com o objetivo de aumentar suas vendas internacionais em meio à queda da demanda doméstica.
Fonte: Valor Online - 15/07/2010
Fórmula da “Skol que não estufa” pode ser aplicada em outras marcas da AmBev
Está na etapa final o teste de mercado da Skol 360º, uma fórmula nova que promete acabar com aquela sensação de “estufamento” deixada pela cerveja.
Os resultados, aparentemente, foram animadores. Lançada apenas em Goiás e Brasília há cerca de três meses, os executivos da AmBev já estudam estender a fórmula da nova Skol para outras marcas, como Brahma e Antarctica.
(Oficialmente, a AmBev nega que a fórmula da Skol 360º seja estendida para as outras marcas)
Abaixo, o comercial da Skol 360º:
http://www.youtube.com/watch?v=xQBE8pd_z1k&feature=player_embedded
Fonte: Portal Exame – Blog, por Carolina Meyer - 19/07/2010
Cerveja de R$ 1,3 mil é servida em animais mortos empalhados
Uma cerveja escocesa cuja garrafa é feita a partir de animais empalhados está provocando polêmica e revolta entre alguns consumidores.
Cada garrafa da cerveja The End of History ("O Fim da História"), feita pela cervejaria BrewDog da cidade escocesa de Fraserburgh, custa a partir de 500 libras (cerca de R$ 1.350).
As garrafas são inseridas em animais empalhados, que servem de embalagem para o produto. Entre os animais usados estão sete mustelídeos, quatro esquilos e uma lebre. A cervejaria alega que todos os animais morreram de causas naturais e não foram caçados.
A BrewDog atraiu críticas de duas entidades escocesas, uma de proteção dos animais e outra de combate ao alcoolismo. A Advocates for Animals diz que a idéia de se usar animais mortos como garrafas é "perversa".
"É sem sentido e é completamente negativo usar animais mortos, quando nós gostaríamos de celebrar animais vivos", disse à BBC a diretora da Advocates for Animals, Libby Anderson.
"É uma forma errada de se pensar em animais. As pessoas deveriam aprender a respeitar os animais, em vez de usá-los como um truque idiota de marketing. Eu espero que as pessoas não joguem fora 500 libras em algo tão macabro."
Já a Alcohol Focus Scotland, entidade de combate ao alcoolismo, criticou a The End of History, anunciada pela BrewDog como a cerveja com maior teor alcoólico do mundo - 55%.
"Isso é outro exemplo de uma companhia passando dos limites do que é aceitável, tudo em nome de táticas baratas de marketing", disse Bárbara O''Donnell, diretora da entidade.
A BrewDog já foi criticada anteriormente por fabricar cervejas com teor alcoólico de 32% e 41%. Normalmente, o teor alcoólico de uma cerveja comum varia de 4% a 7%.
A cerveja também é anunciada pelo fabricante como a mais cara da história. Os donos da cervejaria defendem o produto das críticas.
"Nós queremos mostrar às pessoas que existe uma alternativa às cervejas de corporações monolíticas, introduzindo-as a uma abordagem completamente nova em relação à cerveja, elevando o status da cerveja na nossa cultura", disse James Watt, um dos fundadores da BrewDog.
Fonte: BBC Brasil – 23/07/2010
Cerveja: AB InBev perde disputa pela Bud na Europa
A Anheuser-Busch InBev (AB InBev), maior cervejaria do mundo, perdeu sua tentativa derradeira na Justiça para estender a todos os países da União Européia (UE) o direito à marca registrada Budweiser em suas cervejas, numa disputa com a Budejovicky Budvar.
O Tribunal Europeu de Justiça rejeitou o pedido da AB InBev para ter a marca registrada em toda a região e o uso exclusivo do nome Budweiser para cervejas e outras bebidas, porque a Budvar, da República Tcheca, possui os direitos da marca na Áustria e Alemanha.
A contestação da Budvar ao pedido da AB InBev pela marca registrada é válida, segundo determinou uma comissão de cinco juízes, rejeitando a argumentação de que a Budvar havia fracassado em apresentar provas suficientes de ter direitos mais antigos sobre a marca em alguns países da UE. A decisão do tribunal, que fica em Luxemburgo, é final e não há possibilidade de apelações.
O caso faz parte da disputa entre as duas cervejarias iniciada na década de 90 pelo direito de usar os nomes Bud e Budweiser em cervejas, promoções e outros produtos. A AB InBev, dona dos direitos sobre a marca Bud e Budweiser em 23 dos 27 países da UE, entrou com pedido há 14 anos para pode estender esses direitos para toda a região.
"O julgamento não tem impacto nos negócios da Anheuser-Busch InBev na Europa ou nos nossos atuais direitos sobre a Bud e Budweiser, que continuam sólidos e intactos", disse Marianne Amssoms, porta-voz da cervejaria, cuja sede fica em Leuven, Bélgica, em e-mail. "Entrar com essa solicitação foi uma tentativa de expandir ainda mais nossos amplos direitos de marca e ganhar proteções adicionais que continuamos acreditando ser legitimamente nossas."
Anteriormente, a agência de marcas registradas da UE e o principal tribunal de segunda instância na UE já haviam rejeitado a tentativa da AB InBev de estender a marca registrada Budweiser para todo o bloco econômico, porque a Budvar tinha direitos mais antigos sobre o nome na Alemanha e Austrália. Ambas as cervejas existem há mais de 100 anos.
A Budvar sustenta que detém o direito porque sua cerveja vem da cidade tcheca Ceské Budejovice, ou Budweis, em alemão. A Anheuser levou a disputa para o principal tribunal da UE após ter perdido em 2007 na outra corte européia e na agência de marcas registradas.
Fonte: Valor Econômico - Empresas - Pág. B-4, por Stephanie Bodoni, Bloomberg – 29/07/2010
Alemães comemoram 200 anos da Oktoberfest
Um dos maiores e mais tradicionais eventos do mundo, a Oktoberfest deste ano celebra 200 anos de existência. A festa, que acontece na cidade alemã de Munique entre 18 de setembro a 4 de outubro, reúne anualmente cerca de 6 milhões de pessoas.
A Oktoberfest teve origem no casamento da princesa Therese von Sachsen-Hildburghausen com o príncipe Ludwig (posteriormente, rei Ludwig 1º), em 1810.
Para prestar uma homenagem aos noivos, um regimento militar instituiu uma corrida de cavalos que atraiu a atenção da população local. A partir daí, a festa passou a ser organizada com regularidade - devido a guerras e epidemias, ela deixou de ser realizada e esta é sua 177ª edição.
Além da cerveja farta, a Oktoberfest oferece atividades de recreação para toda a família, com parques de diversão e praças de alimentação montados no local.
Os alemães predominam, mas há turistas que saem principalmente da Itália, do Reino Unido e dos Estados Unidos.
Fonte: Agências Internacionais – 29/07/2010
Cervejas vendem mais
As vendas de bebidas alcoólicas, principalmente de cerveja, tiveram a maior contribuição no avanço de 6,5% no volume de vendas dos supermercados brasileiros no primeiro semestre ante igual período em 2009. Conforme pesquisa da Abras, as vendas de bebidas alcoólicas cresceram 15% em volume, sendo que as cervejas responderam por 18% do total.
Fonte: Valor Economico - 30/07/2010
Alcoolismo entre jovens é preocupante
Está mais do que provado: o uso do álcool compromete seriamente o funcionamento do cérebro, trazendo severas alterações neurológicas.
As lesões são crônicas e o estrago é tanto maior quanto mais cedo se tenha adquirido o hábito de beber. Além dos problemas físicos e emocionais, o álcool está direta ou indiretamente ligado à maioria esmagadora das ocorrências policiais e dos registros hospitalares.
Segundo o médico psiquiatra Fernando Sielski, especialista em dependência química, o consumo de bebidas alcoólicas provoca alterações neurofisiológicas profundas nas pessoas. "Ele produz graves danos à memória, capacidade de abstração e a inteligência", afirma.
Conforme o psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, presidente do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), o perigo do consumo abusivo de álcool por jovens ganha contornos catastróficos.
Embora a venda de álcool a menores seja proibida, levantamento em escolas particulares da cidade de São Paulo, com 5.226 alunos de 37 escolas, revelou que um em cada três estudantes do ensino médio, entre 15 e 18 anos, bebeu cinco ou mais doses de álcool na mesma ocasião (padrão binge), ao menos uma vez no mês anterior à pesquisa.
Saúde pública
"É preciso tomar conhecimento de que a situação está ficando fora de controle", enfatiza o médico. Uma recente pesquisa mundial constatou que o número de mortos e de incapacitados devido ao abuso no consumo de álcool equivale à soma dos óbitos causados por doenças mais presentes, como a hipertensão e o tabagismo e suas conseqüências.
Por isso, especialistas reconhecem que uma política sobre o uso do álcool não é mais uma questão nacional, mas sim de saúde pública mundial. Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) atribuiu 3,2% de todas as mortes ocorridas no planeta (cerca de 1,8 milhões de óbitos anuais) ao abuso no consumo do álcool. Metade delas devido às doenças associadas ao vício.
A outra metade, vítimas de violência nas casas, nos bares e, principalmente, nas ruas e estradas, em que, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, 61% dos motoristas envolvidos em acidentes haviam antes ingerido bebidas alcoólicas.
Quando se sabe que o trânsito mata perto de 40 mil pessoas por ano no Brasil, é fácil atribuir aos excessos com bebidas a grande parcela de responsabilidade sobre esses altos índices.
Todas essas estatísticas convenceram o governo federal a enfrentar o problema, que se arrasta há décadas, anunciando um pacote de medidas para reduzir e prevenir os danos à saúde e à vida dos brasileiros e combater situações de violência associadas ao uso abusivo de bebidas alcoólicas.
A Política Nacional sobre o Álcool, fruto de uma parceria entre os ministérios da Saúde, Justiça, Educação e Cidades, além do Conselho Nacional Antidrogas, pretende focar, também, a associação entre o uso do álcool e acidentes de trânsito.
Uma das medidas previstas no pacote, por exemplo, reduz a graduação alcoólica usada como base para impor restrição de propaganda, o que incluiria bebidas hoje liberadas, como a cerveja.
O álcool e suas influências
O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), organização não governamental, alerta sobre os perigos a que estão expostos jovens que consomem bebidas alcoólicas de forma nociva, tais como acidentes de trânsito, ferimentos, violência interpessoal ou sexo desprotegido. O uso de álcool por jovens é tema de diversas pesquisas divulgadas pela instituição, confirma algumas conclusões obtidas em estudos sobre o tema:
Família - Estudo brasileiro recente avaliou a associação entre o uso pesado de álcool por estudantes e fatores familiares, pessoais e sociais. Foram entrevistados 48.155 estudantes de escolas públicas, com idade entre 10 e 18 anos. Os resultados mostram que os fatores associados a uma maior chance de ter feito uso pesado de álcool foram: ter mais de 15 anos de idade, relação ruim ou regular com pai e mãe, perceber o pai como liberal, não ter filiação religiosa e ter trabalho formal.
Estudantes - O primeiro Levantamento Nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras, realização da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), revelou que 79% dos entrevistados menores de 18 anos afirmaram já ter consumido algum tipo de bebida alcoólica. Outro ponto surpreendente é que o consumo de álcool, tabaco e outras drogas entre os universitários é mais freqüente que na população em geral.
Férias - Estudo indica um aumento na freqüência do uso de álcool durante as férias e revela que 91% dos entrevistados entre 13 e 17 anos haviam bebido, apesar da idade legal para o consumo de bebida alcoólica ser de 18 anos. Os autores alertam que pouca atenção tem sido dada ao consumo de álcool excessivo em cidades turísticas e à promoção do turismo associado ao uso de álcool.
Adultos - As conseqüências negativas do consumo nocivo de bebidas alcoólicas podem permanecer no início da idade adulta. Esta foi a indicação de pesquisa divulgada pelo Cisa, apontando que metade dos homens que faziam uso pesado episódico de álcool na juventude continuaram a fazê-lo no início da idade adulta, comportamento que acaba por consistir em forte preditor para se tornar um bebedor crônico na idade adulta.
"Esquenta" - De acordo com pesquisa publicada na revista científica Addiction, indivíduos que bebem em casa momentos antes de sair para eventos festivos (baladas), comportamento conhecido popularmente como "esquenta", consomem maior quantidade de álcool e apresentam maior prevalência de problemas sociais do que pessoas que bebem apenas depois de chegarem ao ponto de encontro.
Genética - Atualmente, a dependência alcoólica é considerada um grave problema de saúde pública e o consumo de álcool contribui para 1,8 milhões de mortes por ano no mundo. Pesquisa australiana, divulgada pelo Cisa, indicou que, para indivíduos que relataram o primeiro consumo de álcool antes dos 13 anos, as influências hereditárias sobre os sintomas da dependência são mais pronunciadas.
Fonte: Paraná Online, da Redação – 30/07/2010
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