Notícias de mercado
2010 - Agosto - Parte I
Publicidade de produto lícito não faz mal à saúde, diz presidente do Conar
Quando o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) foi criado, em 1980, sua primeira bandeira foi acabar com a censura prévia da Polícia Federal aos comerciais.
Ao fazer 30 anos, o órgão formado por publicitários, anunciantes e veículos se vê diante do que considera uma nova batalha: a tentativa, por parte de ONGs, parlamentares e da ANVISA, de restringir a publicidade de alimentos de baixo teor nutricional, bebidas e medicamentos e aquela voltada para as crianças.
Para o presidente do Conar, Gilberto Leifert, as iniciativas não refletem uma demanda real da sociedade nem tampouco vão resolver os problemas de obesidade, saúde pública e da infância. Veja os principais trechos da entrevista.
Folha - Há uma série de iniciativas do governo, por meio da ANVISA, para regular a publicidade de alimentos, medicamentos e bebidas. No Congresso, há outras 200 propostas para regular a propaganda. Como o Sr. vê esse cerco à propaganda?Gilberto Leifert - As iniciativas da ANVISA e muitos projetos de lei no Congresso tentam restringir a propaganda de produtos lícitos que estão à venda no comércio. Publicidade de produto lícito não faz mal a saúde. Os defeitos do consumo exagerado, irracional, são resultantes de uma conduta individual reprovável, mas não são defeitos da ferramenta publicidade. Ou os produtos têm defeitos intrínsecos e não deveriam ser fabricados ou consumidos ou, se o Estado admite que eles deveriam ser ofertados, é porque os considera seguros para consumo. O jovem bebe porque a tribo bebe. A propaganda influencia na escolha da marca.
A resolução da ANVISA com normas para a publicidade de alimentos não saudáveis está prevista para entrar em vigor em 30 de dezembro. Os anunciantes vão entrar na Justiça?A AGU (Advocacia Geral da União) já deu um parecer contrário à resolução. Acreditamos que a ANVISA vai seguir o entendimento da AGU, que diz que a competência para legislar sobre a propaganda é do Congresso Nacional. Não pode ter decreto presidencial proibindo propaganda, que dirá uma resolução ou portaria. Toda vez em que o governo tomar medidas atabalhoadas avançando sobre as liberdades públicas, o particular vai pedir indenização. Isso tem repercussão econômica. É muito estranho só a publicidade ser alvo de políticas públicas. Vemos isso como um viés autoritário da ANVISA ou de um menor esclarecimento a respeito do papel da publicidade no desenvolvimento do país e na sustentação dos meios de comunicação. A ANVISA parece ter jurisdição sobre 25% do PIB brasileiro. Ela escreve as regras, fiscaliza seu cumprimento, impõe multas e julga os recursos.
Apesar desse poder, até agora a propaganda tem vencido as batalhas, tanto contra a Anvisa quanto em relação a iniciativas no Congresso.O que não prosperou, tem como causa defeitos jurídicos graves ou uma contaminação ideológica tal que torna o projeto inviável. Quando você proíbe todas as crianças de aparecerem em qualquer anúncio de qualquer produto, os lúcidos e esclarecidos se assustam. Não passou.
A Constituição diz que só uma Lei Federal poderá legislar sobre a propaganda comercial e elencou cinco categorias em que pode haver restrições à publicidade: medicamentos, tabaco, bebidas alcoólicas, terapias e defensivos agrícolas. A Constituição não permite restrição sobre publicidade de alimentos e refrigerantes. Mas mesmo com as decisões da AGU, a ANVISA continua tentando, baseada nas mesmas crenças.
A ANVISA não está cuidando da saúde?
Banir a publicidade é uma forma preguiçosa de acudir a sociedade. Por que o governo não faz publicidade para estimular os hábitos saudáveis? Campanhas públicas podem ser parte da política de saúde. Cadê o acesso ao sacolão e a quadra esportiva nas escolas? Só impedir a propaganda não vai resolver. Só serve para afastar o anunciante da mídia. O consumidor tem informação abundante sobre o problema do consumo. Não há quem não saiba que fumar e beber faz mal a saúde. Os prazos que no Brasil são determinados para operar mudanças demonstram a crença da autoridade no poder da canetada.
Se a canetada não resolve e é inconstitucional, será que não há uma omissão por parte do Conar quando se vê na sociedade uma demanda por maiores restrições à propaganda? Na Europa as empresas de fast food fazem alertas sobre exercícios e muito se discute sobre o efeito da propaganda sobre as crianças.
Com a degradação da família, a falência da educação, a menor influência da religião e o acesso mais amplo aos meios de comunicação, aqueles que se sentem fragilizados diante da maior dificuldade em educar, acham que o Estado deve assumir esse papel. Mas o primeiro papel é o dos pais e o segundo, da escola. A decisão de consumo não é das crianças. É dos adultos. Ainda que elas sejam estimuladas para o consumo, os pais é que devem orientá-las a tomar as decisões porque têm repercussão na economia doméstica e na saúde delas. Mas nem sempre os pais têm feito isso. E pais ausentes, dizem os pedagogos, tendem a fazer agrados através do consumo.
O Sr. acha que o Estado não deve assumir esse papel?
Acredito que o Estado pode contribuir orientando os pais. No Conar, achamos que o ensino fundamental deveria incluir uma disciplina de educação para o consumo e hábitos saudáveis. Vamos ensinar aos pequenos os benefícios de uma dieta balanceada, os malefícios do cigarro e das drogas. Para que eles se transformem em cidadãos responsáveis e consumidores conscientes. Não é só um problema da Coca-Cola, do McDonald's e de fabricantes de biscoito. O problema é que o currículo está incompleto. Elas não estão recebendo orientação nem estão sendo estimuladas aos hábitos saudáveis.
E porque países como Suécia, que têm quadra na escola, nível elevado de consciência, têm restrições mais rígidas à propaganda que o Brasil?
Não saberia dizer. Mas sei que pelo menos essas iniciativas não reduziram o elevado número de suicídio naquela sociedade. A felicidade, que todos buscamos, cada país a seu modo, com sua cultura, tem diferentes receitas. Aqui no Brasil, os jogadores de futebol são os melhores do mundo. Sabemos que essas crianças foram educadas jogando bola na rua, não estudaram 12 horas por dia, mas trouxeram grandes alegrias. Acho que existe no Brasil um movimento de intolerância que pretende limitar o humor, o direito de escolha das pessoas. Na publicidade infantil, nosso código de ética diz que os comerciais não podem ter um apelo imperativo ao consumo nem abusar da incredulidade da criança. Mas praticamente não recebemos reclamação de pais contra propaganda infantil.
O consumidor não reclama?
O Estado quer impor algo que não é tido como um problema pra sociedade. Não tem demanda social para essas restrições. De todas as reclamações que chegaram aos Procons de todo o país entre setembro de 2008 e agosto de 2009, só 1,19% era relacionada à propaganda. O consumidor também vem pouco ao Conar. Só 24% dos processos abertos no ano passado pelo Conar foram movidos por consumidores
Não cabe ao governo zelar pela saúde da população, uma vez que isso se reflete nos gastos com saúde?
A autoridade sanitária tem um papel importantíssimo em uma sociedade que tem produtos que não estão na economia formal e que têm epidemias. O país tem hábitos sanitários precários. No entanto, as regras da ANVISA só serão aplicadas aos anunciantes. A tubaína de fundo de quintal e o biscoito lotado de gordura trans vendido a granel, que não são submetidos a controle sanitário e nem são anunciados, vão continuar na mesa dos cidadãos. Nos países desenvolvidos, encorajados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), todos estão sendo chamados para conversar: Estado, escola, fabricantes de produto, meios de comunicação, sanitaristas, juristas. Todos têm de ajudar a construir modelos para aprimorar a sociedade. Não se resolve o problema cuidando só da propaganda. A OMS encoraja isso, mas aqui a ANVISA quer sair na frente. Mas só contra a publicidade, sem as outras ações.
Quando cada um estiver fazendo a sua parte, o anunciante ficaria mais disposto a colocar a tarja no comercial estimulando a prática de esportes?
Isso vários já fazem. Não só na Europa como aqui no Brasil, por recomendação do Conar. A questão é que a ANVISA quer que o anunciante fale mal do seu produto, ao exigir que o aviso de cárie ou o que seja esteja associado à marca. Não é que o Conar seja contra o aprimoramento das regras para a publicidade e para o consumo. É que as regras que nos foram apresentadas e sobre as quais fomos chamados a opinar, nas audiências públicas da ANVISA, no Congresso, eram absurdas. Tirar a criança do comercial não vai resolver os problemas da sociedade. Se o problema é excesso de açúcar, sódio ou gordura trans, a autoridade sanitária tem de cuidar da formulação do produto e não da publicidade.
Mas o fim da publicidade do cigarro não ajudou a reduzir o consumo?
O país, por meio do Congresso, decidiu praticamente banir a publicidade do cigarro. E o Conar tem ajudado a fazer cumprir a lei. Quando encontramos algum anúncio, atuamos. Mas uma pesquisa da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) indica que depois do banimento da publicidade, ao contrário do que se apregoa, o consumo não teve o comportamento que se esperava. Não promovemos a divulgação dessa pesquisa para não dizerem que somos nostálgicos. Mas queríamos ver o resultado quando se atua apenas sobre um fator isolado. Nos EUA, a publicidade de cigarro é livre. Por autorregulamentação, não tem publicidade de cigarro nem de bebida na televisão. Mas na mídia impressa se anuncia. É possível, sem violar as liberdades públicas, conciliar esses interesses.
O Sr. falou na intolerância e falta de humor da sociedade. Com a decisão de suspender a veiculação do comercial da cerveja Devassa com Paris Hilton, o Conar foi criticado por falta de humor, falso moralismo e até de censura.
Agora que o caso foi julgado e não cabe recurso, cabe comentar. A cervejaria e a agência estão submetidas às regras do código de autorregulamentação. E está combinado que eventuais apelos à sensualidade não constituirão o principal conteúdo da mensagem. E que modelos publicitários jamais serão tratados como objetos sexuais. A campanha tinha um defeito ético. Foi estruturada para causar escândalo. Era uma marca que não tinha notoriedade e que alcançou, por meio da criação frenética de factóides, a pretendida exposição.
E a decisão do Conar só aumentou essa exposição
O efeito da promoção às custas do Conar é um ônus que o Conar paga. Não podemos fugir das nossas responsabilidades. Estava combinado que não podia fazer, fizeram e o anuncio foi suspenso. Então não é censura. Causa grande incômodo para o conselho ser acusado de censor. Mas sempre defendemos a liberdade de expressão. Por isso não nos insurgimos nem permitimos que a indisposição que eu aqui confesso interferisse na decisão.
Como os interesses de concorrentes interferem nas decisões do Conar?
Há representantes da sociedade civil no Conselho de Ética do Conar. E nossa experiência mostra que na presença dos representantes da sociedade civil não cabem acordos entre publicitários interessados na conta deste ou daquele cliente, ou com veículo que poderão perder faturamento se a campanha for sustada. Ninguém aqui no conselho, quando investido da condição de voluntário tem interesse que não seja o de julgar a luz do código e da ética.
As decisões do Conar costumam ser contestadas na Justiça?
Em 30 anos, tivemos mais de 7 mil processos e apenas 9 decisões foram contestadas judicialmente. E vencemos em todas. Não temos poder de polícia, não prendemos nem multamos. Apenas recomendamos que o anunciante modifique a peça ou que veículo suspenda da veiculação. E os veículos cumprem.
Qual o balanço que o Sr. faz do sistema de autorregulamentação?
A autorregulamentação não é ausência de leis. O Brasil tem sistema misto, com legislação e autorregulamentação. Nós conseguimos, por via da autorregulamentação, normas que têm detalhes que se fossem escritos em lei poderiam ser considerados inconstitucionais. Os regulados abrem mão de frações de seus direitos em nome do bem comum. Engana-se quem acredita que o anunciante fica feliz de pregar mentira e ser recusado no ponto de venda. No Brasil, propaganda enganosa dá detenção e multa. Está no código de defesa do consumidor. Quando Conar resolve as controvérsias que ele mesmo cria, diante de um anúncio, é um grande negócio para anunciante e consumidor.
O Sr. é um renomado diretor da Rede Globo, está desde 1998 à frente do Conar. Mas ultimamente o Sr. passou a ser conhecido também como o pai do Tiago [apresentador do Globo Esporte, que se destacou ao apresentar o programa Central da Copa durante o mundial].
Pois é, agora tenho agora essa nova identidade. Me orgulho muito da pessoa e do profissional que ele é. E dentro do tema que estamos tratando, vale falar sobre ele. Ele tem 30 anos, a idade do Conar, vinha aqui quando ainda engatinhava. Sempre estimulei o debate em casa. Ele sempre esteve muito próximo das questões da ética na comunicação e conhece bem o limite entre o comercial e o editorial. Apesar de exposto a comerciais desde sempre, não bebe, nunca fumou e pratica esportes. Nunca foi proibido de tomar refrigerante. Tomava até Coca-Cola na mamadeira.
SAIBA MAIS
No início de julho, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) baixou uma portaria, prevista para entrar em vigor em dezembro, que restringe a publicidade de alimentos e bebidas de baixo valor nutricional ou com excesso de açúcar, sódio e gordura trans. Antes, a Anvisa já tinha tentado, restringir o horário de veiculação de propaganda de cerveja e também impor maiores restrições a anúncios de medicamento. Nos três casos, a ANVISA foi desaconselhada pela AGU (Advocacia Geral da União), que emitiu pareceres sustentando que não cabe à ANVISA e sim ao Congresso Nacional, legislar sobre a propaganda. Mas a diretoria da ANVISA ainda decidiu se seguirá ou não a orientação da AGU no caso da propaganda de alimentos.
Fonte: De São Paulo, por Mariana Barbosa – 01/08/2010
Brahma apresenta nova campanha depois do teaser da lata branca
Em menos de duas semanas de veiculação, o teaser da Brahma que questionava o porquê da lata de cerveja ser branca, virou o sucesso. A pergunta virou brincadeira de bar e nas rodas de conversa entre os brahmeiros. Para desvendar o mistério, a cervejaria lançou campanha apresentando a nova lata vermelha da Brahma.
A mudança de cor e a nova identidade visual fazem parte da estratégia do novo posicionamento da marca “O sabor de sua Brahma agora na cor da Brahma”, cujo foco é reforçar o sabor e a qualidade da cerveja.
Fonte: Mercado Publicitário, por Seabra Neto – 02/08/2010
Carlsberg melhora margens, mas dependência da Rússia é ponto fraco
Do alto da sede da cervejaria Carlsberg, em sua sala de CEO, Jorgen Buhl Rasmussen poderia ter posicionado sua escrivaninha para ter uma vista geral de Copenhague. Em vez disso, a área de trabalho é dominada por um grande terminal de computador mostrando as mais recentes oscilações dos mercados financeiros, com as cotações das ações da Carlsberg e das cervejarias rivais exibidas em destaque.
Nos últimos tempos, o monitor também vem exibindo uma vista das melhores para o executivo. As ações da Carlsberg mais do que triplicaram de valor desde o ponto mais baixo da crise de 2008, enquanto o índice MSCI mundial de alimentos e bebidas subiu 44%.
Em parte, a elevação reflete a melhora das perspectivas econômicas da Rússia, onde a Carlsberg obtém quase metade de seus lucros, depois de ter investido bilhões de dólares para conquistar uma posição dominante no país.
Os investidores também reconheceram os esforços para melhorar o desempenho da Carlsberg na Europa Ocidental e para alimentar o crescimento na Ásia, dentro da estratégia da quarta maior cervejaria do mundo para concorrer com as rivais Heineken, SABMiller e Anheuser-Busch InBev (AB InBev). "Havia algumas poucas áreas em que senti que precisávamos ir melhor", lembra-se Rasmussen, que assumiu há três anos. "Uma era a liderança - a gestão era muito de cima para baixo. Precisávamos de líderes que pudessem tomar decisões mais rápidas."
Rasmussen, de 55 anos, que havia sido chefe regional da Gillette, marca da Procter & Gamble, contratou mais executivos externos, para tentar renovar a cultura de uma empresa ainda muito arraigada a sua herança dinamarquesa.
A Carlsberg é controlada por uma fundação criada por J. C. Jacobsen para incentivar o progresso científico. Dos 12 integrantes do seu conselho, nove são professores ou funcionários. "Historicamente, a Carlsberg era uma empresa com administração fraca", diz o analista Trevor Stirling, da Bernstein. "Rasmussen transformou a governança corporativa."
Passaram-se dois anos desde que a Carlsberg selou seu lugar entre os grandes do setor ao aliar-se com a Heineken para comprar a Scottish & Newcastle, o que lhe transferiu operações na Rússia, França, China e Vietnã. Seguiram-se compras na Ásia, a mais recente em junho, quando elevou sua fatia na chinesa Chongqing Brewery. Agora Rasmussen diz que a prioridade é integração e execução.
Grande parte do foco é reduzir custos. A margem de lucro operacional subiu de 11%, quando ele assumiu o comando, para quase 16% no primeiro trimestre do ano. Na crise do ano passado, o lucro operacional subiu 18%, apesar da queda de 4% nas vendas, levando em conta operações comparáveis.
Os analistas aguardam mais melhoras nas margens. O Barclays estima que a rentabilidade por cem litros de cerveja da companhia na Europa ainda seja 30% menor que a da Heineken e da AB InBev - o que mostra potencial para ampliá-la. A Carlsberg prevê que este ano as vendas em volume voltarão a cair na Rússia, devido ao aumento nos impostos sobre a cerveja promovido para reprimir o alcoolismo, e na Europa Ocidental.
Analistas dizem que a volatilidade na Rússia explica por que as ações da Carlsberg são negociadas com desconto em relação às das rivais. Matthew Webb, da JPMorgan Cazenove, descreveu a cervejaria como "o maior investimento de risco no setor de bebidas", por causa da incerteza política e econômica em seu maior mercado. Rasmussen diz não se arrepender de ter feito uma aposta tão grande no país. "Quando se quer crescer, é preciso correr riscos. O mercado russo vem passando por um período de recomposição, mas há mais crescimento por vir."
Ainda assim, a Carlsberg almeja reduzir sua dependência da Rússia, desenvolvendo algum outro motor de crescimento na Ásia, especialmente na China, no Vietnã e na Índia. A Ásia representou apenas 13% das vendas em volume da Carlsberg em 2009, em comparação com os 43% da Europa Ocidental e 44% do Leste Europeu, mas seu peso vem subindo rapidamente. Analistas questionam se a empresa poderá traduzir sua força no Oeste da China em uma presença mais abrangente no resto do país. O CEO diz que há espaço para "quatro ou cinco" grandes cervejarias na China e sustenta que a Carlsberg estará entre elas. "Adoraríamos replicar o que fizemos na Rússia, mas não será fácil."
Fonte: Valor Online - Caderno: Empresas - Pág. B-6, por Andrew Ward, Financial Times, de Copenhague – 03/08/2010
Bebida alcoólica em garrafa PET precisará de licença ambiental
A 12ª Vara Federal Cível de São Paulo julgou procedentes duas ações ajuizadas pelo Ministério Público Federal (MPF), que obrigam a cervejaria Belco S/A a obter licença ambiental junto ao IBAMA antes de lançar cerveja, chope e bebida alcoólica por mistura em garrafa PET.
Os casos foram julgados separadamente entre dezembro de 2009 e julho deste ano.
Ambas as ações foram ajuizadas originalmente pelo MPF em Marília (SP) e acabaram sendo redistribuídas para a Justiça Federal de São Paulo.
Na sentença de mérito mais recente, a Justiça Federal julgou procedente o pedido do MPF e determinou ao Ministério da Agricultura que condicione o registro de bebida alcoólica, embalada em garrafa PET ou em outra espécie de plástico, ao licenciamento ambiental junto ao IBAMA.
A decisão determina ao IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) que só conceda a licença ambiental mediante a adoção, por parte do fabricante, de medidas eficazes, devidamente estabelecidas no EIA/RIMA (documentos de estudo de impacto ambiental), a fim de evitar eventuais danos ambientais decorrentes da utilização de embalagens plásticas.
Cerveja e Chope
Na outra ação, a Justiça Federal proferiu decisão em favor do MPF e determinou que o Ministério da Agricultura condicione o registro de cerveja ou chope embalada em PET ou em outra espécie de plástico (Lei 8.918/94) ao licenciamento ambiental junto ao IBAMA.
A sentença, de dezembro de 2009, determina também que o IBAMA deverá condicionar a concessão da licença ambiental à adoção, por parte do empreendedor, de medidas eficazes, devidamente estabelecidas no EIA/RIMA, a fim de evitar os danos ambientais decorrentes da utilização de embalagens plásticas para o envase de cerveja e chope.
Para o MPF, em ambos os casos, como as referidas bebidas alcoólicas são produtos que atingem picos de consumo em determinadas épocas do ano, como o verão e carnaval, o lixo gerado pelas embalagens PET, em regiões onde não há reciclagem de lixo, por exemplo, pode causar graves danos ambientais.
Diferentemente do que acontece com embalagens de alumínio, a reciclagem de outros tipos de materiais continua incipiente no país.
Fonte: De São Paulo – 04/08/2010
Cervejarias reagem à chegada da Heineken ao Brasil
Na indústria cervejeira a preparação para o verão, pico de vendas do setor, começa no fim de setembro. Mas este ano as estratégias estão sendo antecipadas. A chegada da holandesa Heineken - agora dona da Femsa, fabricante das marcas Kaiser e Sol - está por trás da aceleração das estratégias pelos concorrentes. Será a primeira temporada da empresa no Brasil. O presidente da operação, o sul-africano Chris Barrow, que comandava a Heineken na Polônia, é esperado no País até o fim de agosto.
A concorrência está atenta porque, como conta o presidente da Schincariol, Adriano Schincariol, o Brasil é a promessa para o mercado cervejeiro global. “Os mercados americano e europeu estão estagnados. A venda de cerveja só cresce nos países emergentes. Como Índia e China têm restrições ao consumo do álcool, está todo mundo de olho aqui”, diz.
O Brasil já é o quarto mercado global em volume com seus quase 11 bilhões de litros produzidos no ano passado. A perspectiva é de que o consumo cresça de 5% a 6% este ano, como ocorreu em 2009. Nem mesmo as frias temperaturas do atual inverno devem atrapalhar a expansão do setor. Afinal, este ano os jogos de futebol da Copa do Mundo puxaram as vendas no inverno, quando elas costumam cair de 30% e 40% em relação aos volumes comercializados no verão, segundo projeções de Matthias Reinold consultor e dono do site Cervesia.
Para garantir as vendas de verão, o portfólio de produtos e as campanhas publicitárias ganham incrementos. Na Schincariol, a mobilização começou pela troca da logomarca institucional. A AmBev também já começou a pôr suas armas na rua: no próximo fim de semana, chega uma nova embalagem para a sua marca líder, a Skol. Será uma versão em garrafinha de vidro de 250 mililitros. A embalagem vai concorrer diretamente com a marca Sol Shot, outra garrafa 250 mililitros, que fez sucesso no verão passado e agora pertence ao portfólio da Heineken Brasil.
Fonte: AE Agência Estado, por Marili Ribeiro – 11/08/2010
“O sabor de sua Brahma agora na cor da Brahma”
Com mudança da identidade visual da marca e de sua lata, o “Brahmeiro”, que conhece o sabor da sua cerveja de olhos fechados, também identifica a Brahma de olhos abertos.
A Brahma decidiu externar uma característica que marca seus mais de 120 anos de história no mundo cervejeiro: o produto com sabor inconfundível ganha uma embalagem vermelha que se destaca nos principais pontos de venda do País. A mudança de cor é parte da estratégia do novo posicionamento da marca “O sabor de sua Brahma agora na cor da Brahma”, cujo foco é reforçar o sabor e a qualidade da cerveja.
Com o novo conceito, a Brahma, que ao longo dos últimos três anos focou a comunicação nos valores de seu consumidor, passa a destacar agora as principais características do produto: a tradição e a singularidade de seu líquido e sabor. “Com a campanha “Brahmeiros” conseguimos reforçar os valores e nos aproximar ainda mais do consumidor da marca. Agora chegou o momento de falar dos atributos que fazem da Brahma sinônimo de cerveja. É isso que entregamos com este novo conceito: o “Brahmeiro” que conhecia sua cerveja de olhos fechados, também poderá identificá-la de olhos abertos, e que uma cerveja com sabor tão inconfundível, não poderia ter uma lata da cor das outras.”, diz Sergio Eleutério, gerente de comunicação de Brahma.
Atrelada à nova comunicação visual, a marca estréia também uma nova forma de se comunicar com seu público. Valores inerentes à Brahma como família, amigos e a persistência ganham uma ‘pitada’ de humor para falar o quanto a Brahma é inigualável e que é a cerveja com o verdadeiro gosto de cerveja.
As respostas - A campanha, que apresenta o novo posicionamento “O sabor de sua Brahma agora na cor da Brahma” ao mercado, leva a assinatura da agência Africa e aposta no bom humor. O comercial “Perguntas”, de 30 segundos, começa com uma série de questionamentos insólitos e sem respostas: “Por que as mulheres escolhem tanto, se homem é tudo igual?” ou “Por que a conta sempre sobra para quem senta na ponta da mesa?”. Até chegar a dois amigos num supermercado que também se questionam: “Se o caminhão, a embalagem e a geladeira da Brahma são vermelhos, por que a lata da Brahma é branca?”. Neste momento, um terceiro personagem aparece e fala “Muda pra vermelho logo!”. Uma multidão pede junto: “Faz vermelha logo”, e finaliza com a revelação da nova embalagem. “Novas latas vermelhas da Brahma. Porque uma cerveja com sabor tão inconfundível, não poderia ter uma lata da mesma cor das outras”.
O filme marcou sua estréia no final do mês de julho nas principais emissoras do Brasil, precede uma estratégia que teve como ponto chave alguns vídeos do humorista Maurício Meirelles e o hipnotizador Fabio Puentes em que tentam decifrar o porquê da lata Brahma ser branca. Além do comercial “Coisas Vermelhas”, em quem um personagem também lança o questionamento.
O plano de mídia ainda contempla peças no PDV, anúncios e peças para web.
Nova roupagem - O portfólio de Brahma conta uma série de latas temáticas e embalagens comemorativas pontuais, mas é a primeira vez na sua história que a marca passa por uma reformulação na sua linha de produção. Além das latas, as garrafas também trazem no rótulo a nova logomarca. Desenvolvida pela Narita Design, a marca está mais moderna e clean, o que deve reforça a diferenciação do produto para o consumidor. “Com a nova embalagem a Brahma mostra que é possível ser diferente (ter uma nova roupagem) sendo exatamente igual (sabor único de Brahma permanece intacto). Além disso, promove a unidade da marca, já que todos os elementos da família Brahma como logomarca, caminhões de transporte e engradados são vermelhos”, explica Eleutério.
Plataformas Brahma - “O sabor de sua Brahma agora na cor da Brahma” também chega às plataformas da marca. A festa do Peão de Barretos, que acontece em agosto e faz parte do Circuito Country da marca, será o primeiro grande evento patrocinado por Brahma a contar com a nova comunicação visual e conceito.
Perfil- Sinônimo de cerveja no Brasil, a Brahma foi criada em 1888, no Rio de Janeiro. É a segunda marca mais vendida no País e mantém liderança isolada em São Paulo. Foi a primeira marca de cerveja brasileira a ser exportada e a primeira a ser patrocinadora oficial da Copa do Mundo da FIFA.
Fonte: Revista Fator Brasil – 11/08/2010
Venda de cerveja na Copa impulsiona lucro da AmBev
A AmBev registrou lucro líquido consolidado (atribuído ao controlador) de R$ 1,51 bilhão no segundo trimestre. Trata-se de um crescimento de 9,8% perante o ganho de R$ 1,375 bilhão apresentado no mesmo período de 2009.
Descontados itens extraordinários, como despesas de reestruturação, o ganho da empresa de bebidas foi de R$ 1,525 bilhão, com alta de 9,6% perante os R$ 1,391 bilhão do ano passado.
A AmBev também apresentou números finais que incluem a participação de minoritários. Nesse caso, o lucro líquido do trimestre somou R$ 1,527 bilhão.
Os números consolidados incluem as operações na América Latina, que compreendem a argentina Quinsa e operações no norte da América Latina (Venezuela, Peru e Equador). Além disso, englobam os resultados da canadense Labatt.
A AmBev teve receita líquida consolidada de R$ 5,678 bilhões, com aumento nominal de 6,2% e orgânico de 11,5% perante os R$ 5,348 bilhões do segundo trimestre do ano passado. Segundo o relatório de resultados da empresa, esse crescimento se deve ao maior volume de vendas e a reajustes de preços.
Destacou-se no período o aumento de 13,7% no volume de cerveja vendida no Brasil, "devido ao crescimento da indústria, que foi favorecida por um aumento na renda disponível dos consumidores e pela Copa do Mundo", explica a companhia. A AmBev ressalta ainda que a unidade de refrigerantes e bebidas não-alcoólicas também teve bons resultados, com aumento de 9,3% no volume vendido.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda) consolidado do trimestre ficou em R$ 2,408 bilhões, superior aos R$ 2,367 bilhões do mesmo intervalo de 2009. O Ebitda "normalizado", ou seja, sem contar os itens extraordinários reconhecidos no balanço, foi de R$ 2, 422 bilhões.
Fonte: Valor Econômico, por Paula Cleto – 12/08/2010
Brasil é hoje o melhor lugar para uma cervejaria atuar, diz AMBEV
As vendas de cerveja e refrigerante no mercado nacional representam hoje 70% de todo volume vendido pela AmBev no mundo. A afirmação foi dada em 11 de agosto pelo vice-presidente financeiro e de relações com investidores da companhia, Nelson Jamel, durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre. Os outros 30% são divididos entre outros países, com destaque para Argentina, Canadá e Bolívia, disse o executivo. Esses resultados explicam porque o Brasil receberá 2 bilhões de reais dos 2,4 bilhões que serão investidos mundialmente pela empresa este ano. “Muitos fatores contribuem para esses resultados, como a melhora do poder aquisitivo dos brasileiros e o crescimento econômico do país”, afirmou Jamel.
“A indústria de bebidas por aqui cresce 10% ao ano, nível superior a maioria dos outros países”. Segundo o vice-presidente, o Brasil é hoje o terceiro maior mercado de cervejas do mundo, atrás apenas da China e Estados Unidos, respectivamente. “É importante ressaltar que a indústria na China é menor e nos Estados Unidos, o mercado é maior, mas está estável”, disse o executivo. “Para a indústria cervejeira não há melhor lugar do mundo para estar do que no Brasil”. Dos 2 bilhões de reais que serão investidos no país este ano, 1,2 bilhão será aportado nesse segundo semestre. Os recursos já têm destino certo: ampliação ou construção de novas fábricas no Norte e Nordeste do país.
“O crescimento nessas regiões ainda é mais forte, acima da média de 10% e como nossa capacidade instalada está mais no Sudeste, os focos estão nesses lugares”, disse Jamel. Outra justificativa é que a taxa de consumo por habitantes no Norte e Nordeste do país é de 40 litros de bebida, enquanto a média nacional é de 60 litros por pessoa. Por conta deste e outros investimentos, juntamente com os altos índices de crescimento da indústria e do comércio na região, a Embala Nordeste – Feira Internacional de Embalagens e Processos chega à sua 5º edição com o dobro do tamanho que tinha em seu primeiro evento. A feira já considerada um termômetro do aquecimento econômico da região e acontece entre os dias 23 e 26 de agosto no Centro de Convenções de Pernambuco e reúne os principais fornecedores da cadeia de equipamentos, produtos e soluções em embalagens.
Além dos equipamentos e matérias-primas para o setor de embalagens, um destaque da feira este ano é a Alimentécnica cujo público-alvo são os fabricantes de alimentos e bebidas. Grandes empresas estão investindo em Pernambuco e estados vizinhos e o empresariado local já se moderniza para competir em pé de igualdade. Pelo outro lado, as gigantes do setor despertaram para importância de processar, embalar e apresentar produtos que reflitam o gosto e os costumes nordestinos.
Fonte: Portal Exame - 12/08/2010
AmBev indica novo patamar de investimentos no Brasil
A AmBev indicou nesta quinta-feira ter atingido novo patamar de investimentos no Brasil, após confirmar aportes de 2 bilhões de reais no país em 2010, no teto de sua previsão, em um esforço para fazer frente à alta esperada no volume de vendas de cerveja e refrigerantes.
"Acho que este ano mudamos de patamar... Podemos renovar esses investimentos", disse a jornalistas o vice-presidente financeiro da AmBev, Nelson Jamel, em teleconferência para comentar os resultados da empresa no segundo trimestre.
O executivo disse que a companhia ainda não começou a discutir o plano de investimentos de 2011, "mas tudo indica" que o cenário de expansão dos volumes de vendas de bebidas no mercado brasileiro seguirá forte.
Um revés viria com um eventual aumento da carga tributária, conforme Jamel, mas não há indícios disso no momento.
Com os 2 bilhões de reais investidos neste ano, dos quais 800 milhões de reais foram realizados no primeiro semestre, a AmBev elevará entre 10 e 15 por cento sua capacidade de produção. A cifra é o dobro do total anual investido pela companhia no Brasil nos últimos cinco anos, de 1 bilhão de reais.
A AmBev faz parte da Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, e cuida das operações do grupo nas Américas. O Brasil representa 70 por cento do resultado da AmBev. Outros mercados relevantes são Argentina, Canadá e Bolívia.
Norte e Nordeste
O grupo está destinando recursos, principalmente, a novas fábricas e ampliações no Norte e Nordeste do país. Até outubro, a AmBev anunciará dois novos projetos de expansão, que estão dentro do orçamento de 2010.
Jamel disse que as duas regiões têm crescimento de vendas de cerveja acima da média nacional, pela ascensão das classes C e D. O consumo per capta médio no Brasil é de 60 litros por ano, enquanto no Norte e Nordeste se situa entre 40 e 43 litros.
"Essas duas regiões representam pouco mais de 20 por cento do nosso volume (de vendas). No médio e longo prazo, devem passar a ter um peso mais representativo", disse Jamel.
Nesta manhã, a AmBev divulgou lucro líquido consolidado no segundo trimestre de 1,51 bilhões de reais, alta de 9,8 por cento na comparação anual. O volume total de vendas de bebidas de abril a junho subiu 8,3 por cento contra um ano antes, com alta de 13,7 por cento em cerveja no Brasil.
Fonte: Reuters, por Cesar Bianconi - 12/08/2010
Índice europeu de ações tem leve alta, com InBev e farmacêuticas
O principal índice de ações européias fechou em leve alta nesta quinta-feira, recuperando-se levemente das perdas da véspera, com a cervejeira InBev em destaque após superar expectativas de lucro e a GlaxoSmithKline subindo diante da aprovação de um medicamento.
Mas os ganhos da região foram limitados pela influência negativa de Wall Street, depois do aumento inesperado dos novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos.
O índice FTSEurofirst 300 das principais ações da Europa, subiu 0,3%, aos 1.043 pontos, após ter caído 2% na véspera e atingido o menor nível em três semanas.
A Anheuser-Busch InBev, maior fabricante de cerveja do mundo, subiu 5,4%. A GlaxoSmithKline avançou 2,6%, depois que um órgão dos EUA recomendou a aprovação do Potiga, um novo medicamento para tratar epilepsia.
Outras ações de farmacêuticas e do setor de telefonia subiram, à medida que a queda recente do mercado levou os investidores à procura de setores considerados defensivos.
A leve recuperação "não está surpreendendo, dadas as fortes vendas de ontem", disse Colin McLean, diretor-gerente da gestora de recursos SVM, em Edinburgh. "Mas ainda há algum nervosismo."
Em Londres, o índice Financial Times fechou em alta de 0,40%, a 5.266 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,31%, a 6.135 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,2%, para 3.621 pontos.
Em Milão, o índice Ftse/Mib encerrou em baixa de 0,19%, a 20.539 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 registrou perda de 0,31%, a 10.342 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve variação positiva de 0,02%, a 7.299 pontos.
Fonte: Reuters, em Londres – 12/08/2010
Cara nova
O processo de modernização da Schincariol chegou à logomarca da cerveja. Começa a chegar ao mercado a partir deste mês a nova identidade da marca criada pela A10.
Fonte: Brasil Econômico - 12/08/2010
Tchecos bebem mais cerveja no mundo; turista pode ver produção
Há um ditado que diz que o tcheco só bebe duas cervejas: a primeira e a última.
Resta saber, nesse ditado, onde vão parar os 160 litros de consumo anual per capita da bebida - o que faz deles um dos três dos maiores consumidores do mundo (são 160 litros consumidos por pessoa/ano naquele país, contra 50 litros por pessoa/ano no Brasil).
Uma paixão que os leva a produzir mais de 400 tipos diversos de cerveja.
Na República Tcheca, a bebida é parte da cultura e da tradição. A produção na região começou ainda no século 8º pelas mãos de religiosos que registraram as primeiras fórmulas, deixando-as para a posteridade.
No século 19, sob forte influência alemã, a fabricação começou a se industrializar e, em 1842, na cidade de Pilsen, surgiu o tipo de cerveja clara que hoje domina 80% do mercado mundial.
No entanto, a bebida tcheca tem características próprias. "Ela tem mais lúpulo, é mais amarga e sua espuma é mais efervescente", diz o especialista em cerveja brasileiro Ronaldo Morado, autor do "Larousse da Cerveja".
Tendo inventado uma fórmula de sucesso, a cidade de Pilsen recebe turistas interessados no passeio pela fábrica da cerveja mais famosa e consumida no país, a Pilsner Urquell.
Mais amarga e encorpada, ela ostenta o nome em tcheco de "a original de Pilsen" e a cervejaria que a produz domina os bares locais - tanto que outra de suas marcas famosas, a Gambrinus, dá nome ao campeonato nacional de futebol.
Mesmo assim, existe muita concorrência e cada região e cidade produz suas próprias variações de cerveja.
Em Praga, a marca mais conhecida é a Staropramen, que também tem um tour pelas suas instalações e bares-conceito, chamados Potrefená Husa, espalhados pela cidade.
Bebendo como Tcheco
Durante seis dias, a reportagem da Folha percorreu diversas cidades da República Tcheca observando sua ancestral cultura cervejeira.
Quase 15 litros de cerveja de diversas marcas foram consumidas e a lição que fica é que eles realmente gostam do assunto. "Os tchecos são completamente alucinados pela bebida, tanto que são os maiores consumidores do mundo", diz a sommelier de cerveja Cilene Saorin, que já visitou o país duas vezes.
A cerveja - chamada de "pivo" em tcheco - é consumida nos bares em copos ou canecas de vidro de 300 ml a um litro, na forma de chope (sem pasteurização e conservantes). A maioria dos bares oferece só marcas de uma cervejaria.
Fonte: Enviado à República Tcheca, por André Zara – 12/08/2010
AB InBev tem queda na receita, mas lucro sobe
A fabricante de cerveja AB InBev registrou lucro no segundo trimestre que superou as expectativas dos analistas. As vendas foram beneficiadas pela Copa do Mundo de Futebol, mas a receita caiu de US$ 9,5 bilhões para US$ 9,2 bilhões, na conversão cambial.
A companhia, dona das marcas Budweiser, Becks e Stella Artois, viu o lucro líquido crescer para US$ 1,149 bilhão no período. A direção da empresa disse que os custos das vendas por hectolitro deverão "ficar estáveis ou crescer na ponta mais baixa de um dígito no ano como um todo", um reflexo da alta recente dos preços do trigo e da cevada. A tendência fez o preço da ação da InBev, na semana passada, cair quase 8%.
As marcas Budweiser e Brahma apareceram bastante durante a Copa do Mundo (11 de junho a 11 de julho), o que ajudou a aumentar os volumes vendidos em 2% em relação ao segundo trimestre de 2009, mas em relação ao primeiro houve queda de 4%.
A companhia vem tentando recuperar a marca Budweiser, que não está se saindo bem nos EUA, onde foi parcialmente canibalizada pela Bud Light. A companhia diz que mesmo fora dos EUA não está satisfeita "com nosso desempenho na participação geral de mercado". As vendas fracas nos EUA (queda de 3%) foram compensadas pelas fortes vendas na América Latina, especialmente no Brasil, e pela estabilidade na Europa.
Programas extras de marketing estão previstos para o segundo semestre. Investimentos de US$ 2 bilhões a US$ 2,2 bilhões estão previstos se o crescimento do volume de vendas continuar acima das expectativas da direção da AB InBev.
A empresa continuou seu esforço de reduzir o endividamento, iniciado na esteira da fusão da Anheuser-Busch com a InBev em 2008. O endividamento líquido em 30 de junho era de US$ 42,1 bilhões, ou US$ 3 bilhões a menos do que no final do primeiro trimestre.
Fonte: Valor Econômico Online - 13/08/2010
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