Notícias de mercado
2010 - Agosto - Parte II
San Miguel eleva ganho com cervejas e negocia unidade
A San Miguel, maior empresa de bebidas e alimentos das Filipinas, anunciou aumento de 40% no lucro operacional do primeiro semestre em comparação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi puxado pelas vendas de cervejas e destilados, com a empresa beneficiando-se da expansão do consumo no país e dos gastos relacionados às eleições.
O lucro operacional aumentou para 12,1 bilhões de pesos filipinos (US$ 266 milhões) e as vendas subiram 8%, para 91,9 bilhões de pesos (US$ 2,02 bilhões), em relação ao primeiro semestre do exercício anterior. O lucro líquido caiu 89%, para 6,28 bilhões de pesos (US$ 138,1 milhões). Considerando apenas a operação cervejeira, o lucro líquido subiu 14% e as vendas cresceram 11%.
O grupo está próximo de acertar a venda de sua unidade de salsichas, Pure Foods, por mais de US$ 1 bilhão para a família Campos e a empresa de atum enlatado Century Pacific Group, de acordo com duas fontes próximas à negociação. "As conversas ainda estão em andamento", afirmou o presidente da San Miguel, Ramon Ang, em mensagem de texto por telefone.
Fonte: Valor Econômico - 13/08/2010
Cerveja da AmBev viaja 3 mil km
De São Paulo a Fortaleza são 3.094 quilômetros de estrada. Quando o consumidor da capital cearense abre uma latinha de cerveja da AmBev, ele nem desconfia que a bebida pode ter percorrido esse longo percurso, com duração média de dois dias e meio, de caminhão. Mas boa parte da cerveja que a Companhia de Bebidas da Américas tem vendido no Norte e Nordeste do Brasil tem feito essa viagem.
"Como as fábricas do Norte e Nordeste estão com a capacidade tomada, transferimos produto do Sul e Sudeste para lá", explicou Nelson Jamel, vice-presidente de relações com investidores da Ambev, em teleconferência de resultados do segundo trimestre ontem. O custo dessa operação, mais a importação de latas e as despesas mais altas com a importação de insumos, como cevada, acabaram reduzindo a margem de lucro bruta consolidada da companhia, de 67,8% há um ano para 65,9%.
"Houve uma pressão de custos muito grande no trimestre porque várias commodities que importamos subiram, mas não repassamos nada para o preço final", disse Jamel. Ele explica que a cervejaria teve espaço para absorver parte da alta dos custos por meio de sua política de descontos ao varejo. Ou seja: houve menos promoções, apesar da Copa do Mundo.
O torneio de futebol na África do Sul foi suficiente para ajudar a elevar as vendas de cerveja em 13,7% no trimestre. No ano passado, na mesma época, o crescimento das vendas foi de 5,2% em relação aos mesmos três meses de 2008. "As vendas tiveram um ótimo crescimento, apesar de a seleção brasileira ter saído antes do Mundial", afirmou Jamel.
Esse crescimento, segundo ele, foi maior no Nordeste e no Norte. Apesar dos investimentos de R$ 670 milhões já anunciados para essas regiões, as fábricas desses Estados não têm dado conta da demanda. Por isso, até outubro, a companhia deve anunciar mais dois investimentos focados nessas áreas.
Dos R$ 2 bilhões que a AmBev destinou este ano para ampliações e novas fábricas, a empresa já divulgou R$ 1, 537 bilhão, divididos entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e também entre Norte e Nordeste. Os R$ 463 milhões restantes serão usados para melhorar a capacidade nessas duas regiões.
"O Norte e o Nordeste respondem por apenas 20% do consumo nacional, mas essa proporção deve mudar em breve porque o crescimento por lá está muito mais celerado que nas outras regiões do país", afirmou Jamel.
Já a importação de latas deve continuar até o fim do ano, uma vez que a produção nacional ainda não atingiu níveis suficientes. De toda cerveja feita pela AmBev, 30% é embalado em latas. "A importação é bem menos que a metade do volume total de lata que necessitamos", disse Jamel. No entanto, os custos dessa operação acabam pesando. Segundo informações do mercado, as latas importadas custam 60% mais que as nacionais.
A AmBev teve lucro líquido de R$ 1, 510 bilhão no trimestre, comparado a R$ 1, 375 bilhão do mesmo trimestre do ano anterior - alta de 9,8%. O lajida (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) teve alta de 1,7%, chegando a R$ 2, 408 bilhões. A receita líquida da cervejaria cresceu 6,2%, alcançando R$ 5, 678 bilhões no trimestre - graças ao salto de vendas em volume. Segundo o relatório, a AmBev vendeu 8,3% mais em volume. No Brasil, as vendas em volume (incluindo refrigerantes) deram um salto de 12,6%. A operação Quinsa (Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai) teve elevação de 2,2% e a Hila-ex (restante dos países latino-americanos), de 1,5%. O Canadá, entretanto, teve queda de 5,5%.
"Para o restante do ano, estamos trabalhando para melhorar a performance de países importantes como Argentina e Canadá, enquanto no Brasil esperamos continuar nos beneficiando das condições macroeconômicas e de nossa própria performance", disse João Castro Neves, diretor geral da Ambev, no relatório da empresa.
Fonte: Valor Econômico – 13/08/2010
AmBev lucra R$ 1,5 bi e vai investir no Nordeste
A gigante do setor de bebidas AmBev teve lucro líquido de R$ 1,51 bilhão no segundo trimestre, o que representa alta de 9,8% sobre o mesmo período de 2009. A receita líquida subiu R$ 5,687 bilhões, crescimento de 6,2% na mesma comparação. Entre os fatores que ajudaram no resultado está o aumento de 13,7% no consumo de cerveja, reforçado pela Copa do Mundo no período.
O vice-presidente financeiro e de Relações com Investidores da AmBev, Nelson Jamel, disse que até outubro a companhia divulgará dois novos investimentos nas regiões Norte e Nordeste do País - os dois mercados, diz ele, já representam 20% das vendas da companhia. O executivo não especificou se a expansão ocorrerá com a construção de novas fábricas ou duplicação das existentes. Os novos investimentos virão do aporte de R$ 2 bilhões planejado pela empresa para este ano no Brasil.
De acordo com o executivo, o Norte e o Nordeste são os mercados com maior potencial de crescimento no País. Jamel diz que o consumo per capita de bebidas nas duas regiões é de 40 a 43 litros anuais, contra a média brasileira de 60 litros. Ele também afirmou que a empresa não fará "nada de especial" para enfrentar o primeiro verão da Heineken ao País.
Fonte: O Estado de São Paulo - 13/08/2010
Devassa mais perto de você
Para consolidar sua presença entre as marcas premium, Grupo Schincariol expande sua rede de microcervejarias.
As Devassas estão se multiplicando pelo País. Mas atenção: isso não é uma obscenidade. Trata-se de um novo projeto da Schincariol que tem o objetivo de aproximar seu mais recente lançamento de cerveja, popularizado no País por uma campanha publicitária feita pela herdeira Paris Hilton, do público consumidor.
A empresa pretender abrir 63 microcervejarias nos próximos quatro anos, em um programa que vai consumir cerca de R$ 81 milhões – todas as unidades terão a marca Devassa. “Nosso foco será o consumidor mais exigente”, disse à DINHEIRO Francisco Duarte, presidente da Sonar, empresa criada pela Schincariol para cuidar desse nicho.
“Abriremos microcervejarias apenas em bairros nobres e cidades estratégicas”. Na lista estão locais como Jardins e Higienópolis, dois dos bairros mais caros da capital paulista. Outras unidades serão abertas em cidades paulistas como Campinas e Ribeirão Preto e capitais como Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE) e Salvador (BA).
Desde 2007, quando começou a comprar marcas de cervejas especiais como Baden Baden, Eisenbahn e Devassa, a Schin vem cortejando a elite, mas sua presença está concentrada em São Paulo e no Rio.
Há muito para explorar. Enquanto o mercado brasileiro de cervejas comuns cresceu 23% em 2009, o de cervejas especiais deu um salto de 115%, segundo dados da Nielsen, com um total de R$ 1,4 bilhão em vendas. A expansão da rede de microcervejarias Devassa é a aposta da Schincariol para conquistar o mercado de cervejas premium.
“É um movimento interessante, já que a marca se posiciona como voltada ao público de alto padrão e não ao de massa”, diz Bruno Abdo Maia, sócio da consultoria de marcas Face Brand. Segundo ele, a vantagem é que, até agora, a Schin é a única das grandes cervejarias a ter prestado atenção no segmento de microcervejarias.
Fonte: Revista Isto É Dinheiro – 17/08/2010
Controle de bebidas aguarda a palavra final do Supremo
O sistema é polêmico e os impasses entre fabricantes e o órgão arrecadador deverá ser resolvido com a palavra final da mais alta Corte do Judiciário. O Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), instituído para rastrear a produção e arrecadar tributos, já teve liminares contrárias a sua aplicação, derrubadas em seguida, mas a decisão final deve caber ao Supremo Tribunal Federal (STF), o que não tem data definida para ocorrer.
Em abril de 2010, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) ajuizou uma ação direita de inconstitucionalidade, relatada pelo ministro Gilmar Mendes, questionando a legislação que instituiu e regulamentou o novo sistema. Para a legenda, a norma acarreta a retirada de recursos dos programas sociais - o sistema permite aos fabricantes deduzirem da contribuição para o PIS/PASEP ou da COFINS. Segundo o Supremo, o crédito presumido corresponde ao ressarcimento dos serviços prestados pela Casa da Moeda do Brasil, responsável pela instalação e manutenção dos equipamentos de controle.
Outro grande ponto de discórdia, especialmente para pequenos produtores, é a cobrança de R$ 0,03 sobre cada unidade de bebida envasada, ressarcimento pela instalação do sistema nas linhas de produção das fábricas. A Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras) já pediu à Justiça para que seus associados não paguem o valor. Segundo a entidade, que alega que a medida onera os pequenos fabricantes, quando os equipamentos estiverem instalados em todas as fábricas do País, a Casa da Moeda do Brasil deve receber cerca de R$ 1,3 bilhão por ano. A Receita afirma que a Casa da Moeda depende do ressarcimento para manter o serviço.
Na ação em curso no Supremo, o PTB alega que a despesa decorrente da instalação e manutenção do sistema seria inerente à Receita Federal, razão pela qual não deveria ser suportada pelas empresas contribuintes. Ainda de acordo com o partido, os custos para o contribuinte teriam a natureza jurídica de taxa e, assim, sua instituição e cobrança não poderiam estar previstas em lei e sim na Constituição Federal.
Paulo Sigaud Cardozo, advogado do escritório Felsberg e Associados, afirma que a questão será decidida, eventualmente, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em caso de violação de lei federal, ou pelo Supremo em caso de afronta à Constituição. De acordo com o especialista, o assunto é recente e, assim, é cedo prever as decisões dos tribunais. Mas ele afirma que há tempos o Fisco vem transferindo para o contribuinte o papel de "fiscal dos tributos", como no caso da substituição tributária, regime já validado pelos tribunais. "O Sicobe é mais uma tentativa de passar esse papel para o contribuinte".
O advogado lembra que o setor de bebidas e cigarros sempre foram os "grandes vilões" para a Receita. "A parcela da eventual sonegação na cadeia [nos armazéns e distribuidoras] é imputado aos fabricantes. A Receita presume o pagamento antecipado", diz.
Até o final do ano, o Sicobe deve ser instalado em mais 70 indústrias. A Receita já liberou as fabricantes de cerveja, refrigerantes e engarrafadoras de água de instalarem o sistema de medição de vazão.
AGU
A Advocacia Geral da União (AGU) enviou ao Supremo parecer defendendo o sistema. Para o órgão, o custo decorrente da instalação e manutenção não é obrigação inerente à Receita Federal, mas deriva do desempenho de atribuição legalmente conferida à Casa da Moeda do Brasil. A AGU ressaltou ainda que o que Sicobe é um sistema que envolve fornecimento de tintas de segurança, equipamentos de contagem e identificação de imagens, geradores e leitores de códigos eletrônicos, hardwares, softwares, sistemas de comunicação e transmissão de dados, bem como dispositivos de conexão e integração de todos esses equipamentos, que em sua maioria, necessitam ser adaptados ou, até mesmo, desenvolvidos pela Casa da Moeda para atender a características técnicas específicas de cada uma das linhas de produção existentes nos estabelecimentos fabricantes de bebidas.
Essas atividades, segundo a AGU, se inserem nas atribuições exclusivas daquela instituição conforme o artigo 2º da Lei 5.895/73. Tudo isto para garantir os requisitos de segurança, autenticidade e controle, além de ampliar a eficiência da atividade fiscal. O valor repassado à Casa da Moeda, diz o parecer, possui a natureza de custo derivado do cumprimento de obrigação tributária acessória, como ocorre com o selo de Imposto de Produto Industrializado, e não de taxa, como argumentado pelo PTB.
Fonte: DCI – 17/08/2010
Heineken calcula sinergias com Femsa
A Heineken, terceira maior cervejaria do mundo em volume, confirmou que a aquisição da mexicana Femsa Cerveza vai impulsionar os ganhos por ação da empresa nos próximos dois anos e que a unidade teve resultados em linha com as expectativas em 2009. A holandesa divulgou ontem que finalizou a revisão dos resultados de 2009 da Femsa.
Segundo a nota divulgada pela Heineken, o lucro da Femsa antes de juros, impostos, depreciação e amortização anteriores à aquisição referentes ao ano de 2009 somou €442 milhões (US$ 567 milhões). O faturamento atingiu €2,47 bilhões.
A Heineken comprou a divisão de cerveja da Femsa em janeiro (o negócio foi oficializado em 30 de abril) por meio de uma transação de ações no valor de €5,3 bilhões (US$ 6,8 bilhões). O objetivo da compra é ganhar mercado na América Latina, já que a Femsa tem metade das vendas no México - quarto mercado mais rentável de cervejas no mundo - e cerca de 6% no Brasil, uma das regiões que mais cresce mundialmente, mas dominado pela Ambev, dona de 70% das vendas. A aquisição também diminui a dependência da empresa holandesa ao mercado europeu, que vem apresentando taxas de crescimento muito modestas, muitas vezes até retração.
A Heineken, que distribui as cervejas Femsa nos Estados Unidos, incluindo a marca Dos Equis, espera que o negócio gere economia de €150 milhões até 2013, conforme as expectativas de Robin Hoytema van Konijnenburg, diretor-financeiro da cervejaria. Segundo contou o diretor para analistas em uma teleconferência ontem, a integração entre as duas empresas está ocorrendo sem problemas e é esperado que essa operação seja finalizada dentro do cronograma.
No México, a Femsa continua se chamando Cerveceria Cuauhtemoc Moctezuma, ou CCM. No Brasil, porém, a companhia ganhou outro nome, passando a se chamar Heineken Brasil. Chris Barrow, atualmente diretor da Heineken na Polônia, assume o comando da companhia no país ainda este mês. Segundo dados da empresa, que não revela volumes, as vendas das marcas da Heineken no país cresceram 50% nos últimos 12 meses até abril deste ano. Na próxima quarta-feira, a Heineken divulga seus resultados referentes ao segundo trimestre deste ano. (Colaborou Lílian Cunha)
Fonte: Valor Econômico – 20/08/2010
AmBev adquire 15% da venezuelana Cerveceria Regional
A AmBev e a Cerveceria Regional anunciaram nesta sexta-feira que iniciaram o processo de integração de suas operações na Venezuela.
Após a conclusão do negócio, a AmBev deterá 15% da Regional, cuja marca e estrutura logística serão mantidas.
A participação da empresa brasileira, contudo, poderá aumentar para 20% no prazo de quatro anos. Os valores envolvidos no negocio não foram divulgados.
"A operação criará um competidor mais forte e dinâmico na Venezuela, que é o segundo maior mercado consumidor de cerveja da América do Sul. Com a transação, as duas companhias poderão complementar suas abrangências geográficas, além de compartilhar as melhores práticas adotadas por ambas", afirmam as empresas em comunicado.
A operação, que está sujeita a aprovação de órgãos reguladores, deve ser concluída até o final deste ano, segundo as companhias.
Fundada em 1929, a Regional produz as cervejas Regional Light, Regional Draft e Pilsen. A AmBev opera na Venezuela desde 1994, inicialmente sob a marca Brahma, com uma fábrica instalada na cidade de Barquisimeto, no Estado de Lara.
Fonte: Reuters – 20/08/2010
Butiques de cerveja roubam consumidores das grandes
As cervejas especiais fabricadas por microcervejarias têm atraído um número maior de consumidores e sua expansão é destaque no mercado cervejeiro do país. Com aroma, textura e sabor diferenciados em relação às marcas padrão do segmento, elas caíram no gosto dos brasileiros e têm levado pequenas empresas a investirem em suas unidades para atender à maior demanda do mercado. A Cervejaria Colorado, localizada em Ribeirão Preto (SP), planeja construir uma nova unidade no final do próximo ano para produzir até quatro vezes mais que o volume atual, que chega a 80 mil litros ao mês durante o verão, mas cai pela metade no inverno. O valor a ser investido não foi revelado. “A partir de dezembro vamos trabalhar com a produção de 1 milhão de litros para o próximo ano”, afirma Marcelo Carneiro da Rocha, dono da Cervejaria Colorado.
Já a Bamberg, situada em Votorantim (SP), investe anualmente R$ 300 mil na ampliação de sua unidade para atender o aumento de 30% das vendas e, no fim do ano passado, aportou mais R$ 1,5 milhão em máquinas e em infraestrutura, com uma nova linha de envase. “São investimentos em cascata, pois desde o início não paramos de ampliar a nossa produção. Tudo o que produzimos é vendido”, diz Alexandre Bazzo, sócio e cervejeiro da Bamberg.
Tradicionalmente distribuídas apenas regionalmente devido o pequeno volume produzido, as microcervejarias têm deixado o hábito um pouco de lado e levado seus produtos para novos mercados. Atendendo pontos de venda das regiões Sul e Sudeste, com foco no eixo Rio-São Paulo, a Colorado começa a levar sua cerveja para estados do Nordeste e a expectativa é atingir um crescimento de 50% nas vendas neste ano sobre as de 2009. A ampliação também ocorre com a Cervejaria Coruja, situada em Teutônia (RS). A cerveja distribuída em Porto Alegre e cidades da Serra Gaúcha vai aos estabelecimentos de Santa Catarina, de olho na alta das vendas do próximo verão. “Temos trabalhado de forma diferenciada para oferecer o que os grandes não oferecem”, diz Micael Eckert, sócio-proprietário da Coruja. “Há todo um cuidado e logística complexa para levar um produto como esse ao consumidor”, completa.
A Cervejaria Mistura Clássica, de Volta Redonda (RJ), atende de forma mais intensa a capital e região sul fluminense coma distribuição de chope, mas consegue chegar a cidades do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, além do próprio Rio de Janeiro. “Nossa idéia é fazer pouco para manter o conceito e o padrão do produto”, diz Severino Baptista, dono da microcervejaria. Atualmente são cerca de cem microcervejarias localizadas principalmente nas regiões Sul e Sudeste do país e a maioria delas foi fundada nos últimos dez anos.
De acordo coma Associação Brasileira de Bebidas, o segmento representa atualmente 0,15% do mercado cervejeiro nacional, um montante de R$ 47,2 milhões de acordo com base nos dados da Nielsen para o segmento em 2009. A estimativa é que ocupe fatia de 2% em dez anos. Esse crescimento pode parecer ínfimo dentro do consumo de cerveja no país, mas ganha importância pelas características de atuação das empresas. A capacidade instalada da maioria das microcervejarias não ultrapassa 1 milhão de litros ao ano enquanto a produção da Ambev, que detém cerca de 70% do mercado,pode atingir 10,7 bilhões de litros ao ano. Outra diferença está no preço das cervejas especiais, que custam em média quatro vezes mais que uma cerveja padrão do mercado devido ao seu processo diferenciado de produção.
Fonte: Brasil Econômico – 23/08/2010
Nova logomarca
Dona de uma coleção de latas temáticas e embalagens comemorativas pontuais, a Brahma reformula pela primeira vez sua linha de produção. Além das latinhas, as garrafas também ganham rótulo com a nova logomarca, desenvolvida pela Narita Design. “Com a nova embalagem, a Brahma mostra que é possível ser diferente (ter uma nova roupagem) sendo exatamente igual (o sabor de Brahma permanece intacto). Além disso, promove a unidade da marca, já que todos os elementos da família Brahma como logomarca, caminhões de transporte e engradados são vermelhos”, diz Sergio Eleutério, gerente de comunicação da Brahma.
Fonte: ABRE Notícias - 23/08/2010
AmBev terá 15% de cervejaria do grupo Cisneros na Venezuela
A Ambev e a Cervecería Regional, da Venezuela, anunciaram na sexta-feira que iniciaram uma transação para unir seus negócios naquele país. Quando a transação for concluída, segundo comunicado da Ambev, a Regional terá participação de 85% na operação e a cervejaria brasileira, os 15% restantes, que poderão chegar a 20% nos próximos quatro anos.
O mercado venezuelano de bebidas, de acordo com o comunicado da empresa, é o segundo maior em vendas de cerveja da América do Sul. Conforme dados do instituto de pesquisas de mercado Euromonitor, no ano passado o país consumiu 2,4 bilhões de litros de cerveja. No Brasil, maior mercado da região, foram vendidos 7,7 bilhões de litros em 2009, segundo a Nielsen.
A Ambev opera na Venezuela desde 1994 e tem 5,2% daquele mercado, segundo o Euromonitor. A companhia tem uma fábrica na cidade de Barquisimeto e centros de distribuição em Caracas, Occidente, Centro, Oriente e Porlamar. As marcas que a empresa vende no mercado venezuelano são Brahma, Brahma Light, Zulia e Cardenal.
Já a Cervecería Regional, fundada em 1929, é a segunda maior do país, com fábricas nas cidades de Maracaibo e Cagua. Dona das marcas Regional Light, Regional Draft e Pilsen, a empresa tem 21,3% das vendas venezuelanas, conforme o Euromonitor. A Regional é uma empresa do Grupo Cisneros, um dos maiores conglomerados empresariais do país. (L.C.)
Fonte: Valor Econômico - 23/08/2010
Com vendas em alta, cerveja importada chega até a padaria
O Supermercado Galpão, em Sousas, distrito de Campinas, no interior de São Paulo, é pequeno. Tem quatro caixas e umas cinco vagas de estacionamento. Mas o mercado é um dos mais procurados na região nos finais de semana. O motivo: sua prateleira de cervejas. Além das nacionais, a loja tem pelo menos 20 rótulos de marcas importadas. "Há dez anos, cerveja importada era coisa de bar especializado. Hoje, qualquer supermercado ou padaria de médio porte têm uma marca ou outra", diz Gustavo Nogueira Sanches, sócio-diretor da importadora On Trade.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, de janeiro a junho, as importações de cerveja trouxeram para o país 8,3 milhões de litros da bebida, 36,5% mais que no mesmo período do ano passado. Em dólares, as importações atingiram US$ 9,1 milhões, com alta de 52% sobre igual intervalo de 2009.
"Esse mercado pegou fogo de três anos para cá", diz Fabio Rodrigues, gerente comercial do Grupo Pão de Açúcar. As lojas Pão de Açúcar da rede foram pioneiras no canal auto-serviço a trabalhar com as importadas, no fim dos anos 90. O começo, diz Rodrigues, foi tímido. "Antes de 2007, se tínhamos 20 rótulos, era muito", afirma. "Hoje já são 160 marcas." O concorrente Walmart também entrou no segmento. A rede tem 50 marcas de importadas em suas lojas.
Boa parte dos consumidores dessas cervejas, segundo Rodrigues, são apreciadores de vinhos. Não é por acaso. Foi graças ao desenvolvimento do mercado nacional de vinhos, segundo Sanches, que o de cervejas importadas começou a crescer no país. "No começo, as importadoras traziam só vinhos, mas experimentaram trazer cervejas também. Os próprios consumidores de vinho começaram a se interessar, porque a bebida também tem vários tipos e sabores", conta o importador.
"O consumidor brasileiro achava a cerveja vinda de fora muito forte e amarga", lembra Marcelo Stein, da importadora Bier & Wein, única só de cervejas e uma das pioneiras no ramo, com 16 anos de mercado. "Hoje o paladar está mais desenvolvido e o consumidor continua querendo novidades, já que o mercado de cervejas nacional é muito pouco segmentado."
"Foi o mesmo que aconteceu nos anos 90 com o vinho da garrafa azul", acrescenta Mario Reuter, diretor da importadora Uniland. Suas vendas de cervejas importadas, segundo ele, crescem 15% ano a ano. "Toda semana tem um bar de alguma cidade distante nos ligando porque quer começar a vender cerveja importada", conta ele.
Com a estabilidade da moeda e o ganho de renda dos consumidores, as vendas embalaram e começaram a chamar a atenção das grandes cervejarias do país, como Ambev e Femsa (hoje Heineken). A Ambev, em março de 2007, começou a trazer as uruguaias Norteña e Patrícia. No mesmo ano, mais tarde, vieram as alemãs, como a Franziskaner, e as belgas. A Femsa, um ano antes, iniciou a importação da mexicana Dos Equis. Há seis meses, iniciou as vendas de cervejas holandesas, como a Amstel Pulse, italianas, austríacas e irlandesas.
Mas o que realmente ajudou esse mercado a se pulverizar, atingindo pequenos pontos de venda como o Supermercado Galpão foi a entrada do atacadista Makro no negócio. "Em outubro de 2008 inauguramos a primeira Makro Speciale, onde vendemos produtos importados, dentre eles as cervejas", diz Antonio Eduardo Sardinha, diretor comercial. Por ser uma empresa focada na venda de produtos para pequenos supermercados, lanchonetes e outros estabelecimentos do ramo de alimentação e bebidas, as importadas começaram a atrair a atenção desses empreendedores.
"A aceitação foi fantástica. Para esses pequenos empresários, poder revender cervejas importadas é uma maneira de sair da mesmice com produtos diferenciados", diz Sardinha. Hoje, cinco lojas Makro já contam com o espaço Speciale e mais uma será inaugurada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Outras quatro serão inauguradas até o fim do ano e mais três estão planejadas para 2011.
O sucesso de vendas das cervejas importadas tem ajudado na expansão. "Em 2009, elas respondiam por 5% do faturamento geral do Makro com cerveja. Este ano, devemos passar de 10%. Elevar o faturamento da categoria dessa maneira é ótimo", diz o diretor.
Herbert Gris, gerente sênior de marcas premium da Heineken Brasil, concorda. "As cervejas importadas ajudam a rentabilizar a categoria porque elevam o tíquete e a margem média de toda a cadeia: indústria, distribuidor e varejo final." As importadas - que pagam 20% de imposto para entrar no país - custam de R$ 4 a R$ 16, em média. "A cerveja mais cara custa o mesmo que o vinho mais barato", diz Rodrigues, do Pão de Açúcar. Por isso alguns noivos já começaram a encomendar importadas para servir na festas de casamento. "Impressiona mais e sai por menos que um prosecco de baixa qualidade", diz Reuter, da Uniland.
Atualmente, calcula-se que o segmento represente 5% do mercado, incluindo também algumas marcas de cervejas artesanais e especiais feitas no país. "Esse número mais do que dobrou sua participação nos últimos dez anos, quando era somente 2%", diz Gris.
Fonte: Valor Econômico - 23/08/2010
Foster's em alta
A cervejaria australiana Foster's Group assistiu ontem à maior alta de suas ações em quatro anos, impulsionada pela notícia de que a britânica SABMiller poderá fazer uma oferta de US$ 10,9 bilhões pela empresa. As ações da maior cervejaria da Austrália tiveram ontem alta de 7,6% na Bolsa de Sidnei.
Já os papéis da SAB, segunda maior cervejaria do mundo, tiveram queda de 1,6% em Londres, conforme a Bloomberg. A SABMiller, segundo agências internacionais, contratou o JPMorgan e o Royal Bank of Scotland (RBS) para dar assessoria à empresa em uma possível oferta pela Foster's.
Fonte: Valor Econômico – 24/08/2010
Na América Latina, cervejarias líderes têm até 98% das vendas
Um mercado maior que os Estados Unidos, mas extremamente concentrado e sujeito a variações que vão desde fatores culturais à interferência de narcotraficantes. Esse é o panorama do consumo de cerveja nos nove maiores países da América Latina em vendas da bebida. Juntos, Brasil, México, Venezuela, Argentina, Colômbia, Peru, Chile, Bolívia e Uruguai somam 26 bilhões de litros consumidos em 2009, segundo dados da Euromonitor. São quase 4 bilhões de litros a mais que os 22,9 bilhões vendidos no ano passado nos EUA. Além do tamanho, o mercado latino-americano tem outra grande vantagem: está em crescimento, ao contrário do que ocorre com boa parte dos maiores consumidores mundiais da bebida.
No ano passado, o volume de vendas de cerveja nos EUA caiu 2,1%. Na Europa ocidental, a queda foi de 4,9%. Na Rússia, o tombo chegou a 13,1%. Na China, o declínio ficou em 2,4%. Na América Latina, entretanto, dos nove maiores mercados, oito tiveram taxas positivas em 2009 em relação ao ano anterior. O México - única exceção - sente a crise por conta de sua dependência dos Estados Unidos.
Mas nas outras nações latino-americanas, as vendas estão em ascensão. "Basicamente esses mercados vivem a mesma situação do Brasil: vendas em alta graças à melhora da renda das classes mais baixas", afirma Adalberto Viviani, consultor especializado no setor de cervejas, que já trabalhou para empresas no Peru, na Colômbia e na Argentina. As maiores taxas de crescimento foram registradas na Bolívia (8,06%), no Brasil (6,93%) e no Peru (6,4%). Na Colômbia, o consumo de cervejas duplicou entre 2006 e 2008. No ano passado, entretanto, o avanço foi menor: 0,4%, conforme a Euromonitor.
Apesar desses bons números, se engana quem pensa que a América Latina é terreno fácil para o crescimento de novas marcas de cerveja. Uma de suas principais características é a concentração, uma vez que as marcas líderes dominam com participação variando entre 52% e 98%. Na Colômbia, por exemplo, a SABMiller tem esmagadores 98% das vendas. A companhia britânica - sócia majoritária da cervejaria Backus & Johnston - também é dona de 89% das vendas no Peru.
A Ambev, por sua vez, controla boa parte das vendas no maior mercado, o Brasil, com cerca de 70% de participação e também domina na Argentina e no Uruguai, com 65% e 64% respectivamente. Só no Chile uma empresa nacional é líder: a Cerveceria CCU Chile.
Com exceção do Brasil e do México, os países latino-americanos são vistos no setor como "gigantes anões", segundo Viviani. "Eles têm grande potencial de crescimento, mas o nível de profissionalização é muito baixo. A distribuição não é consolidada e o marketing é ruim."
Em muitos deles, as indústrias locais preferem trabalhar a imagem da cerveja como uma bebida tradicional, em vez de focar no público jovem. "Quando trabalhei no Peru, cheguei a ouvir que o jovem toma a cerveja que seu pai bebe. Isso é um absurdo. Foi por isso que a Ambev, ao direcionar seu marketing para o consumidor mais novo, conseguiu ganhar 10% das vendas peruanas em apenas quatro anos", explica Viviani.
Além disso, os consumidores em cada país têm hábitos diferentes. No Brasil e na Argentina, por exemplo, mais da metade do consumo se dá em bares e restaurantes. Isso não ocorre na Colômbia e no Peru. Em outros países, como o próprio Peru, até mesmo a ação de narcotraficantes acaba influenciando o consumo. Em regiões sujeitas à violência desses grupos, como o vale do rio Apurimac y Ene, próximo à cidade de Ayacucho, no Sul do país, é comum que a população se recolha - e isso acaba diminuindo o consumo da bebida.
Fonte: Valor Econômico - 25/08/2010
Lucro da Heineken no 1º semestre fica acima do esperado
A Heineken, terceira maior cervejeira do mundo, apresentou uma alta maior que a esperada no lucro líquido do primeiro semestre nesta quarta-feira, com a redução de custos ajudando a compensar menores vendas na Europa e nos Estados Unidos.
O grupo holandês afirmou que os volumes caíram 2,3 por cento, mas a redução de custos, menores gastos com matéria prima e juros, assim como sua joint-venture, puxaram a alta de 17 por cento no lucro líquido.
A empresa disse que seguirá cautelosa quanto ao consumo de cerveja na Europa e nos Estados Unidos, devido ao fraco gasto do consumidor e às planejadas medidas de austeridade, mas espera um aumento de volume na América Latina, África e Ásia.
Os resultados incluem dois meses de operações com a mexicana Femsa, adquirida para aumentar a exposição a mercados emergentes.
O lucro líquido antes de itens subiu para 621 milhões de euros (783,1 milhões de dólares), impulsionado por 104 milhões de euros em custos reduzidos, a maior parte na Europa. Analistas esperavam, em média, um lucro de 595 milhões de euros.
"O corte de custos foi melhor que o esperado, e a contribuição da Femsa também", disse Trevos Stirling, analista na Bernstein Research. "Não vejo motivo para o segundo semestre ser pior que o primeiro".
Fonte: Reuters, em Bruxelas, por Philip Blenkinsop – 25/08/2010
Heineken cresce no Brasil
O volume de vendas da Heineken no Brasil cresceu 14,2% no semestre, conforme o relatório de resultados divulgado pela empresa ontem, na Holanda. A Copa do Mundo, o forte verão e o bom momento econômico, segundo a cervejaria, foram os motivos que impulsionaram as vendas das marcas Heineken, Kaiser e Bavaria no país.
Globalmente, a empresa verificou vendas em volume em queda de 3,9%, enquanto os preços avançaram 1,9% no período. Houve, entretanto, um crescimento de 42% em seu lucro líquido, que totalizou €695 milhões. Entre janeiro e junho do ano passado, o resultado foi de €489 milhões.
Fonte: Valor Econômico – 26/08/2010
Petrópolis amplia linha premium Weltenburger
O Grupo Petrópolis, terceiro maior fabricante de cervejas do país e dono das marcas Crystal, Lokal, Itaipava, TNT, Black Princess e Petra, lança mais uma cerveja premium. A Weltenburger Kloster Urtyp Hell é uma cerveja puro malte, tipo pilsen e de baixa fermentação. Sua graduação alcoólica é de 4,9% vol.
A nova linha premium da Petrópolis é resultado da parceria com a marca alemã Weltenburger. A produção no Brasil teve início em maio, com o lançamento da Barock Dunkel, cerveja escura puro malte, tipo abadia.
Em julho, o Grupo apresentou ao mercado a Kloster Anno 1050, cerveja puro malte, clara e que impressiona por sua receita leve. Até o final do ano está previsto ainda o lançamento no Brasil de mais um tipo de cerveja Premium da marca Weltenburger.
Fonte: Embalagem Marca - 27/08/2010
Brasil vendeu 12 bilhões de litros de cerveja em 2009
O volume coloca o País em primeiro lugar em consumo em relação aos nove países da América Latina analisados pelo instituto de pesquisa internacional Euromonitor.
Juntos, Argentina, Colômbia, Peru, Chile, Bolívia, México, Brasil, Venezuela e Uruguai consumiram 26 bilhões de litros em 2009. Para ter uma idéia, os EUA consumiram no ano passado 22,9 bilhões. Além do alto consumo, os países latinos estão em franca expansão. Em 2009, o volume de vendas de cerveja nos EUA caiu 2,1%. Na Europa ocidental, a queda foi de 4,9%. Na Rússia, foi de 13,1%. Até na China houve queda, de 2,4%. Enquanto isso, na América Latina, dos nove, oito tiveram taxas positivas. Apenas o México registrou queda devido à dependência econômica dos Estados Unidos.
"Basicamente esses mercados vivem a mesma situação do Brasil: vendas em alta graças à melhora da renda das classes mais baixas", afirma Adalberto Viviani, consultor especializado no setor de cervejas. Outra característica comum nesses países é a concentração, uma vez que as marcas líderes dominam o mercado, com participação entre 52% e 98%, como é o caso da SABMiller na Colômbia. No Brasil, a Ambev lidera com 70% de participação. Na Argentina e no Uruguai, a Ambev também é a primeira do ranking com 65% e 64% respectivamente.
No entanto, mesmo em constante crescimento os mercados latinos de cerveja não são vistos com bons olhos. Com exceção do Brasil e do México, os demais são chamados de "gigantes anões". "Eles têm grande potencial de crescimento, mas o nível de profissionalismo é muito baixo. A distribuição não é consolidada e o marketing é ruim", explica Viviani.
Fonte: Valor Econômico e Portal Alimentação fora do lar – 27/08/2010
Distribuidores da AmBev firmam parceria com revendas da Bud dos EUA
A Confederação Nacional das Revendas AmBev e das Empresas de Logística da Distribuição (Confenar) e a US Panel, entidade representante de distribuidores das cervejas Budweiser nos Estados Unidos, firmaram na sexta-feira uma parceria para troca de experiências entre os mercados de cervejas brasileiras e o americano.
"Uma vez que o nosso fornecedor é uma empresa global, os distribuidores também têm que se globalizar", disse Eric Best, presidente da USA Panel, se referindo à Anheuser-Busch InBev e à AmBev.
O acordo entre as entidades foi feito durante evento que reuniu 150 distribuidores da AmBev na Bahia, na semana passada.
A Confenar representa 160 revendedores AmBev, que juntos faturam mais de R$ 12 bilhões ao ano, e são responsáveis por uma das maiores frotas de veículos do Brasil, que abastecem mais de 1 milhão de pontos de venda.
"Com a parceria, poderemos trocar experiências sobre logística de distribuição e sobre o desenvolvimento do mercado nos dois países", disse Hamilton Picolotti, presidente da Confenar. Um dos temas em discussão é como impulsionar vendas - o consumo de cervejas está caindo nos EUA e cresce no Brasil. "Nos EUA estamos focando a distribuição para cervejas mais baratas por conta da crise", disse Andrew McCain, diretor-geral da US Panel, e filho do senador John McCain, candidato à presidência dos EUA em 2008.
Fonte: Valor Econômico – 30/08/2010
Schincariol leva guaraná e cerveja ao mercado argentino
O Grupo Schincariol, um dos maiores fabricantes de cerveja do Brasil com participação de mercado em torno de 12%, passa a exportar seus produtos para a Argentina. Os primeiros que desembarcam no país vizinho são a cerveja premium Nobel e o refrigerante guaraná Schin, que foram apresentados oficialmente ao mercado na semana passada, durante a Exposição Internacional de Alimentos e Bebidas, em Buenos Aires. Mas como o fornecimento para alguns pontos de venda da Argentina já estava acertado, está tudo pronto para haver abastecimento a partir desta semana.
A exportação das bebidas é tida pela companhia como um aprendizado para ampliar o portfólio no país. No continente, a empresa já exporta para Uruguai, Bolívia, Paraguai e Colômbia, que são mercados menores. Agora dá um passo importante por chegar ao segundo maior mercado da América do Sul. “Por enquanto estamos em fase de conhecer o mercado argentino e para não cometer erros estratégicos deixaremos para depois a exportação de outras marcas”, afirma Luiz Cláudio Taya, diretor de marketing da Schincariol. O volume enviado ao país vizinho não foi divulgado.
Além da proximidade dos países, a empresa conta com uma fábrica situada na cidade de Igrejinha, no Rio Grande do Sul, como facilidades para exportar os produtos. “Tivemos um retorno positivo das pesquisas que realizamos e a Argentina é um mercado que está muito próximo de nós pela nossa unidade no sul do país”, diz Taya. A Schincariol já planeja levar seus produtos para os países onde ainda não chega e a iniciativa dependerá dos resultados obtidos na Argentina.
Consumo
A Schincariol passa a brigar agora por um mercado cujo consumo per capita está em torno de 37 litros ao ano ante os 53 litros anuais do brasileiro. Mas como no Brasil, a companhia terá pela frente uma concorrente poderosa e que lidera amplamente o segmento de cervejas: a Ambev.
Se no Brasil a participação da empresa em vendas de cerveja fica em aproximadamente 70%,na Argentina o domínio da dona das marcas Brahma, Skol e Antarctica passa de 80%. Presente no mercado vizinho desde a década de 1990 com a cerveja Brahma, a liderança da empresa brasileira no mercado argentino deve-se à aquisição de mais de 99% da Quinsa, fabricante da cerveja mais conhecida dos argentinos, a Quilmes.
Fonte: Brasil Econômico – 30/08/2010
Devassa lança comercial em meio a novo escândalo de Paris Hilton
Apenas dois dias depois de ser detida por porte de cocaína em Las Vegas, Paris Hilton volta às telas em mais um comercial da cerveja Devassa Bem Loura, da Schincariol.
Desta vez, a socialite aparece dirigindo um caminhão vermelho com o logo da bebida pela orla da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Menos audacioso do que o comercial anterior, que foi suspenso pelo Conar devido ao apelo à sensualidade, o novo vídeo não apresenta cenas de voyeurismo. Além disso, agora a frase "Bem Devassa" é claramente direcionada à cerveja, sem possíveis interpretações duplas.
Criado pela Agência Mood, o novo comercial tem duração de 30'' e traz o slogan "Você pediu e ela voltou trazendo mais. Bem servida. Bem gelada. Bem loura". O filme já está sendo veiculado na televisão aberta, em rede nacional.
Paris Hilton já havia sido presa duas vezes em julho deste ano, após ser flagrada com maconha. As apreensões aconteceram em Ajaccio, na ilha da Córsega, e na África do Sul, logo após a partida entre Brasil e Holanda.
Fonte: Portal Exame, por Cris Simon – 30/08/2010
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