Notícias de mercado
2010 - Novembro - Parte I
Lucro da AmBev cresce 47,5% no terceiro trimestre
A fabricante de bebidas AmBev anunciou nesta quarta-feira que encerrou o terceiro trimestre com salto de 47,5% no lucro líquido em relação ao obtido um ano antes, para R$ 1,815 bilhão.
Já no acumulado dos nove primeiros meses do ano, o lucro líquido da empresa somou R$ 4,97 bilhões, alta de 18,6%.
O resultado, segundo a companhia, foi apoiado em incremento do volume de vendas no Brasil, que foi de 12% entre julho e setembro. Essa expansão, por sua vez, decorreu do aumento do volume de cerveja, cujo crescimento foi de 12,5% no terceiro quarto do ano. Enquanto isso, as vendas de refrigerantes e não-alcoolicos avançaram 10,4% na relação anual.
"No Brasil os fundamentos macroeconômicos positivos continuam a dar suporte ao crescimento da indústria. Além disso, o sucesso das nossas inovações e ganhos de market share em comparação com 2009 continuaram alavancando o crescimento do volume de cerveja", afirma a AmBev no demonstrativo de resultados.
Contribuiu para o resultado também o desempenho financeiro. A empresa teve um resultado financeiro líquido positivo de R$ 48 milhões no terceiro trimestre contra perda de R$ 243,1 milhões um ano antes.
O volume de vendas global cresceu 8,1% no terceiro trimestre, sendo que a região chamada pela empresa de "HILA-Ex" (operações no norte da América Latina) respondeu por uma alta de 4,1% e a América Latina Sul, por um avanço de 2,1%. O volume, contudo, foi parcialmente afetado por uma queda de 5,4% no Canadá.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) encerrou o período em R$ 2,653 bilhões, alta de 11,8%. A margem passou de 43,8% para 44,4%.
Apesar do aumento das vendas, a HILA-Ex registrou Ebitda negativo de R$ 21 milhões no período, impactada pela queda no volume de cerveja na Venezuela, onde as operações continuam "desafiadoras", conforme a empresa.
No final de agosto a AmBev anunciou a integração de suas operações às da venezuelana Cerveceria Regional. Com a conclusão do negócio, ocorrida em 20 de outubro, a AmBev passou a deter 15% da Regional, cujos resultados devem ser incorporados ao balanço no quarto trimestre.
De julho a setembro, a receita por hectolitro no Brasil totalizou R$ 145,7 milhões, alta de 6% ano a ano.
Se considerada apenas a receita por hectolitro de cerveja, houve expansão de 6,2%, somando R$ 162,3 milhões, "devido aos nossos aumentos de preço em linha com a inflação e ao impacto positivo do aumento na distribuição direta".
A receita por hectolitro da operação de refrigerantes e não-alcoólicos cresceu 3,9% no terceiro trimestre, a R$ 97,2 milhões.
A AmBev informou ainda que, nos nove meses até setembro, os investimentos realizados estão próximos de R$ 1,5 bilhão. Até dezembro, a empresa estima concluir o plano de R$ 2 bilhões aportados no país.
Fonte: Portal IG – 03/11/2010
AmBev terá de parar de vender cerveja 630 ml no RJ e RS
A AmBev terá de encerrar a venda de cerveja em garrafas de 630 ml, comercializada no Rio de Janeiro, com a marca Skol, e no Rio Grande do Sul, com a marca Bohemia.
A decisão foi tomada hoje pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A empresa assinou termo em que se compromete a interromper a venda em 270 dias no Rio, e em 60 dias no Rio Grande do Sul.
Um conjunto de cervejarias, entre elas a Kaiser, entrou com a reclamação na SDE (Secretaria de Direito Econômico) em 2008, alegando que a garrafa está fora do padrão de 600 ml, o que impede a reutilização do vasilhame por outras empresas.
Em 2009, o Cade vetou a venda da garrafa de 630 ml em todos os Estados, menos Rio e Rio Grande do Sul. Agora, a proibição vale para todo o país.
O descumprimento do termo pode gerar multas diárias de R$ 50 mil a R$ 200 mil à AmBev, além de reabertura do processo administrativo, dependendo do período de fabricação e volume de garrafas fora do padrão.
A Ambev informou que o encerramento da venda da garrafa se deu após um Termo de Cessação de Conduta, apesar de entender que "não existe qualquer infração à ordem econômica na garrafa de 630 ml".
A empresa afirmou ainda que a medida "não configura qualquer juízo de mérito no que diz respeito a qualquer limitação do direito da Ambev de inovar ou lançar novas garrafas proprietárias, ou de ser compelida a participar de sistema de intercâmbio de garrafas".
Resultado
A Ambev registrou lucro líquido R$ 1,81 bilhão no terceiro trimestre deste ano, 47,5% acima do valor registrado no mesmo período de 2009, quando a companhia obteve R$ 1,23 bilhão. O lucro líquido da Ambev no segundo trimestre deste ano foi de R$ 1,52 bilhão.
O lucro líquido nos nove meses deste ano foi de R$ 4,97 bilhões, alta de 18,6% na relação com o período de 2009, cujo lucro foi de R$ 4,19 bilhões.
A receita líquida foi de R$ 5,97 bilhões no terceiro trimestre, alta de 10,5% na comparação anual com os R$ 5,41 bilhões reportados em 2009.
Fonte: Portal Folha, por Sofia Fernandes – 03/11/2010
Ambev está preparada para verão no Brasil, mas pode faltar cerveja
A Ambev está preparada para o que deve ser o melhor verão da história em vendas de cerveja no Brasil este ano, mas mesmo assim deverá haver falta de produto pontualmente, segundo Nelson Jamel, diretor financeiro e de relações com investidores da cervejaria. "É normal ter algum problema porque não basta ter cerveja na fábrica, é preciso ter caminhão para distribuir para nossos mais de 1 milhão de pontos de venda em todo país. Mas estamos nos preparando mais do que nunca para esse verão", afirmou.
A empresa deve anunciar à tarde o quanto já investiu em logística e na construção de novos centros de distribuição (CDs) em todo país. Segundo Jamel, foram ampliados e construídos novos CDs em Fortaleza, Palhoça (SC), em Sergipe, em Santa Luzia (MG), na Bahia, em Uberlândia (MG), dentre outros. Além desses, três novos CDs serão construídos ainda este ano em localidades não reveladas.
Os investimentos em fábricas e ampliações, segundo o diretor, já foram suficientes para aumentar atualmente a capacidade de fabricação em 15%, para absorver o movimento de verão, que começa agora.
Conforme o relatório do terceiro trimestre divulgado hoje, o volume de cerveja vendido nos primeiros nove meses do ano no Brasil supera em 14,1% o do mesmo período do ano passado. Só no Nordeste e Norte do país, a alta foi de 25% no volume. No trimestre, em relação ao mesmo período de 2009, a alta foi de 12,5% em cervejas. O "market share" médio da empresa no trimestre foi de 71,1% contra 69,3% dos mesmos três meses de 2009.
Neste mês, a Ambev deve anunciar seu reajuste anual de preços, que, segundo Jamel, deve sentir o impacto da alta do açúcar, da importação de latas (que deverá continuar até o primeiro semestre do ano que vem) e pelos custos logísticos.
O ano, segundo a Ambev, deverá fechar com crescimento de volumes no Brasil bem acima dos 10%. "Até agora crescemos 14,1%. Para fechar o ano, só com 10% de alta, nosso crescimento no próximo trimestre deveria ser de apenas 3%, mas esperamos crescer bem mais, embora a base de comparação com o último trimestre de 2009 seja mais alta", disse Jamel.
O resultado geral da companhia, entretanto, deve ser um pouco mais modesto, uma vez que as operações fora do Brasil estão estáveis (Argentina) ou em queda (no Canadá, por exemplo, a queda acumulada no ano é de 0,8% nos volumes e de 5,4% no trimestre). A companhia como um todo cresceu 8,5% em volume, uma vez que o mercado brasileiro é 70% do negócio. Na média da empresa, os volumes de cerveja cresceram 10% nos nove meses do ano e 4% em refrigerantes.
A receita líquida teve crescimento de 12,6%, total de R$ 6 bilhões no trimestre. No acumulado até setembro, o volume total de vendas foi de 117 milhões de hectolitros. O volume total de vendas de cerveja no Brasil chegou a 20,3 milhões de hectolitros no terceiro trimestre. Nos nove primeiros meses deste ano, companhia já gerou R$ 9 bilhões em impostos no Brasil, aumento de 17,6% em relação ao mesmo período de 2009.
A Ambev registrou lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações (Lajida) normalizado de R$ 2,65 bilhões no terceiro trimestre, 12,3% superior ao alcançado no mesmo período de 2009. A receita líquida do trimestre foi de R$ 6 bilhões, 12,6% maior se comparada com o terceiro trimestre de 2009. O lucro líquido normalizado da empresa atingiu R$ 5 bilhões no acumulado até setembro, aumento de 26,7% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
Fonte: Valor, por Lilian Cunha – 03/11/2010
Ambev espera crescimento acima de 10% das vendas de cerveja este ano
O aumento da renda real do consumidor e eventos como a Copa do Mundo vão ajudar a Ambev a fechar 2010 com um crescimento superior a 10% nas vendas de cerveja no Brasil, mesmo ante uma base de comparação forte, que foi o ano passado. A projeção é do vice-presidente financeiro da companhia, Nelson Jamel. Para que esse patamar seja alcançado, no próximo trimestre, as vendas da bebida precisariam crescer cerca de 3%, número que será facilmente atingido, segundo o executivo, tendo em vista a chegada do verão.
Foi justamente a expansão do volume de cerveja que impulsionou o resultado na AmBev neste terceiro trimestre. O crescimento do volume da bebida foi de 12,5% entre julho e setembro, o que levou o lucro da companhia a atingir R$ 1,8 bilhão, um salto de 47,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas no Norte e Nordeste, o crescimento em volume corresponde a 25% nos nove meses do ano.
“Estamos sabendo aproveitar o cenário macroeconômico do país e o bom momento da indústria”, resumiu Jamel, ao explicar o desempenho da companhia no período. Além disso, ele citou os ganhos com o aumento de participação no mercado. De acordo com o executivo, apenas no terceiro trimestre, o "market share" da companhia avançou 1,7 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado, para 71,1%.
O mercado brasileiro é o motor desse crescimento, já que nas operações fora do país os volumes estão estáveis, como no caso da Argentina, ou em queda, como no Canadá, onde houve retração de 5,4% no trimestre. A expectativa do executivo é de que esses outros mercados apresentem recuperação, mas só a partir do ano que vem.
Para este verão, que promete ser recorde para o mercado de cerveja, Jamel acredita que a ampliação da capacidade da demanda em 15% no ano, fruto de investimentos que totalizam R$ 2 bilhões no período, garantirá o suprimento da demanda. Ele não descarta, no entanto, casos pontuais de desabastecimento. “A gente vem se preparando para esse verão confiante de que a economia continuará num ritmo forte de crescimento. Os investimentos estão fazendo com que a gente tenha fôlego para suprir a demanda”, disse.
Entre os projetos iniciados neste ano contemplados pelo plano, o executivo destacou a construção de uma filial em São Luís (MA), que teve investimentos de R$ 144 milhões, e de outra fábrica em Viamão (RS), com aportes de R$ 150 milhões. A fábrica de Itapissuma (PE), em que foram investidos R$ 260 milhões, deve atingir 100% de sua capacidade apenas no início do segundo semestre do ano que vem, quando deve ser a segunda maior fábrica da companhia em produção.
Fonte: Valor, por Ana Luísa Westphalen – 03/11/2010
AmBev tem crescimento acima da média no Norte e Nordeste
O crescimento das vendas de bebidas da AmBev Norte e Nordeste do Brasil foi de 25% de janeiro a setembro. As regiões foram as que mais impulsionaram os resultados da empresa no período, que atingiu um lucro líquido de 1,815 bilhão de reais, valor 47,5% maior que o obtido um ano antes.
O crescimento de 25% na região está acima do que havia sido projeto pela companhia no início deste ano, de até 15%. Dos 2 bilhões de reais previstos de investimentos pela AmBev este ano no país, 670 milhões de reais estão sendo destinados em novas fábricas e centros de distribuição direta do Norte e Nordeste.
De acordo com Nelson Jamel, vice-presidente financeiro e de relação com investidores da companhia, os bons resultados são um reflexo dos fortes investimentos feitos pela AmBev no Brasil entre 2009 e este ano. As iniciativas, de acordo com Jamel, blindarão a companhia de uma eventual falta de produtos no final do ano, quando a empresa atinge um pico da demanda.
“O fato é que abrimos novos centros para garantir a produção e entrega de nossos bebidas e estruturalmente nunca tivemos tão bem preparados para atender as necessidades de demanda do fim deste ano”, afirmou o executivo em teleconferência.
Brasil concentra volume
Cerca de 70% de todo volume produzido pela companhia no mundo está concentrado no Brasil. Nos demais países onde a AmBev atua, a recuperação do setor de bebidas ainda passa por uma lenta recuperação. “No Canadá, a indústria está crescendo 0,8% - no mundo todo, o crescimento ainda se recupera aos poucos”, afirmou Jamel. “Nos demais países estamos investindo na marca para, quando o mercado desses lugares se recuperar, crescermos junto”.
A empresa tem 8,1% de crescimento em volume vendido no mundo todo – as operações no norte da América Latina corresponderam a 4,1% do montante. No Brasil, o crescimento do volume no terceiro trimestre foi de 12% - em cervejas o aumento de volume foi de 12,5% e, em refrigerantes e não-alcoolicos, o avanço foi de 10,4% de janeiro a setembro.
“Ou seja, os 25% de aumento de volume obtidos no Norte e Nordeste foi o dobro da média obtida no país e o triplo do conquistado pela companhia no mundo até agora”, disse o executivo.
Resultados do 3º tri
Entre julho e setembro, a empresa teve um resultado financeiro líquido positivo de 48 milhões de reais contra perda de 243,1 milhões de reais um ano antes. O ebtida da companhia (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu 2,653 bilhões de reais, alta de 11,8%. A margem passou de 43,8% para 44,4%.
De julho a setembro, a receita por hectolitro no Brasil totalizou 145,7 milhões de reais, alta de 6% em comparação ao ano passado. Se considerada apenas a receita por hectolitro de cerveja, houve expansão de 6,2%, somando 162,3 milhões de reais. A receita por hectolitro da operação de refrigerantes e não-alcoólicos cresceu 3,9 % no terceiro trimestre, a 97,2 milhões de reais.
A AmBev informou ainda que, nos nove meses até setembro, os investimentos realizados estão próximos de 1,5 bilhão de reais. Até dezembro, a empresa estima concluir o plano de 2 bilhões de reais aportados no país.
Fonte: Exame.com, por Tatiana Vaz – 03/11/2010
AB InBev cresce três vezes mais no Brasil que no resto do mundo
Embora seja a maior cervejaria do mundo, com fábricas em 23 países e mais de 116.000 empregados, a AB InBev ainda está fortemente ligada à sua origem brasileira. No terceiro trimestre, o volume físico de vendas de cerveja cresceu 12,5% no país. O desempenho é mais que o triplo dos 4,1% que a AB InBev registrou globalmente no mesmo período.
A companhia, que divulgou seus resultados nesta quarta-feira (03/11), atribui o desempenho do país à “robusta economia brasileira”. A cervejaria também lembrou que os números mostram os resultados dos novos produtos lançados nos últimos anos. “As inovações respondem por mais de 10% do mercado brasileiro de cerveja”, afirmou a empresa, em relatório que acompanhou as demonstrações financeiras.
O peso brasileiro para os negócios da companhia também foi sentido no mercado de soft drinks, composto por bebidas não-alcoólicas, como refrigerantes e sucos. Enquanto as vendas globais da AB InBev neste segmento avançaram 5,9% entre julho e setembro, no Brasil, essa taxa foi de 10,4%.
Resultados
A AB InBev encerrou setembro com um lucro líquido ajustado 1,860 bilhão de dólares. A cifra praticamente empatou com os 1,844 bilhão reportados no terceiro trimestre de 2009. Ao detalhar os ganhos, a empresa informou que o lucro líquido ajustado, atribuível aos acionistas controladores, somou 1,489 bilhão de dólares, ante 1,132 bilhão no mesmo período do ano passado.
A receita líquida subiu 5,4%, de 8,808 bilhões de dólares (base de referência) para 9,323 bilhões. A região da América Latina Norte (onde o Brasil é enquadrado, junto com Venezuela e alguns países centro-americanos) liderou o aumento das receitas, com taxa de 18,1% e total de 2,315 bilhões de dólares.
Sinal de que os países desenvolvidos ainda se encontram em crise, a receita nessas regiões declinou. O faturamento na América do Norte recuou 0,1%, para 4,076 bilhões de dólares. Já na Europa Ocidental, a queda foi ainda maior: 5,5%. Com isso, a região contribuiu com um faturamento de 999 milhões de dólares.
A fusão da InBev com a americana Anheuser-Busch continua gerando ganhos de sinergia para o grupo. No terceiro trimestre, as sinergias somaram 140 milhões de dólares, acumulando 450 milhões entre janeiro e setembro. Desde que a fusão foi anunciada, as sinergias já somam 1,810 bilhão de dólares.
Fonte: Exame.com, por Márcio Juliboni – 03/11/2010
Lucro cai e AB InBev sobe os preços
A Anheuser-Busch InBev (AB InBev), maior cervejaria do mundo, anunciou ontem queda de 7,2% no lucro líquido do terceiro trimestre, reflexo da venda de várias unidades no ano passado para o pagamento de dívidas. A fabricante das marcas Budweiser, Stella Artois e Beck's registrou lucro líquido de US$ 1,43 bilhão, abaixo do US$ 1,55 bilhão verificado no terceiro trimestre de 2009. As vendas caíram de US$ 9,76 bilhões para US$ 9,32 bilhões.
Fonte: Valor Online - 04/11/2010
Fidelidade à marca não resiste a promoções
É isso que mostra pesquisa lançada ontem (dia 3 de novembro) pelo instituto de pesquisa Sophia Mind, empresa do grupo de comunicação feminina Bolsa de Mulher. O estudo, realizado com 468 mulheres entre 18 e 60 anos, revela que a consumidora muda facilmente de marcas quando o produto está em promoção. Entre as 10 categorias analisadas, biscoito é a mais vulnerável: 67% das mulheres declararam mudar de marca diante de uma oferta. Em seguida vêm frios e laticínios (60% do total), sorvete (57%), iogurte (56%) e achocolatado (55%). Refrigerante e cerveja foram as categorias em que a promoção teve o menor impacto na compra – apenas 46% e 48% dos respondentes, respectivamente, mudariam de marca. Leite e água mineral foram as categorias com menor índice de fidelidade às marcas: 20% e 18% das respondentes afirmaram que sempre compram a marca mais barata. Nas outras categorias, o percentual é menor: cerveja (7% do total de respondentes), biscoito, arroz e feijão (8%), achocolatado (9%), frios e laticínios (10%), iogurte e refrigerante (13%). Mulheres continuam decidindo compras A pesquisa traz também outros dados. As mulheres controlam 66% das decisões de compra das famílias, o equivalente a R$ 1,3 trilhão. Elas têm maior poder na compra de vestuário feminino (93% das respondentes), vestuário infantil (90%), alimentação e produtos de beleza e cuidados pessoais (82% cada), produtos de limpeza (89%) e educação infantil (73%).
Fonte: Supermercado Moderno - 04/11/2010
Cervejaria recorre ao consumidor para conseguir recursos e construir nova fábrica
A cervejaria Narragansett adotou uma estratégia de marketing diferenciada para vender produtos e conseguir investimentos para construir uma nova fábrica: uma campanha cujo objetivo é engajar por meio de mídias sociais os consumidores para estimular as vendas. Os donos da marca, um grupo de investidores norte-americanos, criaram uma área no site dedicada a essa causa, em que explicam como podem contar com a colaboração das pessoas.
A expectativa para construção da nova fábrica é que as vendas atinjam 7,5 milhões de caixas. A nova fábrica será construída em na região da Nova Inglaterra, nos Estados Unidos. Há três maneiras para os usuários contribuírem com a campanha: assinando uma petição, informando as lojas que não vendem a cerveja ainda ou comprando uma ou mais caixas de Narragansett pelo site. A empresa foi fundada em 1888 por um grupo de amigos americanos, John H. Fehlberg, Augustus F. Borchandt, Herman G. Possner, George M. Gerhard, Constand A. Moeller, e Jacob Wirth, e adquirida pelo grupo de investidores em 2005.
Fonte: PEGN – On Line – 04/10/2010
Cerveja no País crescerá dois dígitos em volume neste ano
O bom momento da economia brasileira e o desempenho apresentado no acumulado dos nove primeiros meses do ano sustentam o otimismo da performance de vendas de cerveja no Brasil da Ambev.
EMSegundo o vice-presidente financeiro e de relações com investidores da empresa, Nelson Jamel, a companhia vai apresentar crescimento de dois dígitos no ano ante 2009 em volume comercializado de cerveja. Até setembro, o incremento foi de 14,1%. No ano passado, o crescimento foi de 9,9%.
"Estamos bastante satisfeitos com o resultado apresentado pela companhia até o momento. No Brasil, o cenário macroeconômico está favorável e estamos conseguindo aproveitar isso e mostrar números sólidos e consistentes", afirmou o executivo. A boa fase da Ambev no Brasil pode ser vista em sua fatia no mercado doméstico de cervejas. No terceiro trimestre, a cervejaria ficou com percentual de 71,1%, 1,7 ponto percentual a mais que o terceiro trimestre de 2009 (69,4%).
A empresa está entusiasmada com as vendas do fim de ano que coincide com o verão, época de demanda aquecida. "Estamos mais do que preparados para o verão e tomara que ele seja tão bom quanto as vendas que estamos realizando no ano", afirmou. Para tanto, as primeiras linhas de produção das duas novas fábricas de São Luiz (MA) - com investimentos de R$ 140 milhões - e Viamão (RS) - com aportes de R$ 152 milhões - começaram a funcionar em agosto.
"Há uma terceira nova unidade fabril em Itapissuma (PE), com investimento de R$ 260 milhões, mas ela só vai funcionar a plena capacidade no início do segundo semestre", disse, adiantando que a empresa anunciará a construção de mais três centros de distribuição direta.
Fonte: Diário do Grande ABC – 04/11/2010
De saída do Cade, Badin prevê explosão de fusões e aquisições em 2011
Arthur Badin trabalha, hoje, o seu último dia como presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e acredita que o governo da presidente eleita Dilma Rousseff terá uma série de desafios para promover a concorrência entre as empresas. Primeiro, o governo Dilma deverá conviver com uma onda crescente de fusões e aquisições devido ao aquecimento da economia, depois dos efeitos da crise americana que teve início em setembro de 2008. "Para 2011, deve ocorrer uma explosão de operações", previu Badin, ontem, em entrevista de despedida e balanço.
Para dificultar a situação do Cade, essas fusões deverão ser mais complexas, segundo ele, pois a concentração tende a aumentar em vários mercados. Com isso, diversos setores da economia terão cada vez mais um número menor de empresas competindo.
Para completar esse cenário, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva incentivou a formação de "campeãs nacionais" - grandes empresas que, com o apoio financeiro do governo, através de recursos do BNDES, realizaram fusões e aquisições e passaram a ser ainda maiores do que eram antes. Isso ocorreu, por exemplo, no setor de telefonia, com a compra da Brasil Telecom pela Oi. A tendência inicial é que essa política continue no governo Dilma. Diante dela, há um desafio adicional para o Cade: como manter a competição em setores com empresas líderes que contam com apoio governamental?
Badin entende que o órgão deve fazer o controle sobre essas campeãs nacionais e, segundo ele, o BNDES compreende essa função. "O Cade não é contrário a grandes empresas", disse. "O BNDES é um braço para instrumentalizar políticas do governo e o faz sem passar por cima do Cade."
A gestão de Badin foi a mais rigorosa da história do Cade. Ela registrou a maior multa por cartel, de R$ 2,3 bilhões, no caso das empresas de gases industriais; o maior acordo com um cartel, nos R$ 100 milhões pagos pela Whirpool para encerrar um processo contra si; e a maior multa a uma única empresa, no episódio em que a AmBev foi condenada a pagar R$ 352 milhões por causa de um programa de fidelização de pontos de venda. "Eu não identifico mão pesada no Cade. O rigor foi de acordo com a lei", disse.
Apesar desses marcos, Badin deixa o cargo com uma grande derrota: ele não conseguiu aprovar o projeto de lei que cria o Super-Cade. O projeto significa a união dos três órgãos antitruste - o Cade e as secretarias de Direito e de Acompanhamento dos ministérios da Justiça e da Fazenda (SDE e Seae) - num só, mais equipado e com mais poderes. Além disso, ele prevê a aprovação prévia das fusões e aquisições. Isso evitaria os Apros, os Acordos de Preservação da Reversibilidade da Operação, nome técnico dos termos que são assinados com grandes empresas evitando a consumação da fusão, deixando-as separadas.
"O sistema de Apros está se transformando no pior dos mundos", apontou Badin. Segundo ele, as empresas ficam proibidas de gerar eficiências, pois os Apros vedam a continuidade de seus negócios. Com isso, há uma perda de investimentos. A fusão fica parada "e o Cade não tem prazo para julgar".
Atualmente, negócios como a união entre o Ponto Frio e as Casas Bahia e a compra da Sadia pela Perdigão estão parcialmente suspensos por causa de Apros. Esses acordos seriam extintos com a aprovação do projeto de lei, mas, apesar do empenho pessoal de Badin, o texto não foi aprovado pelo Congresso. Ele passou na Câmara dos Deputados e em cinco comissões do Senado. Badin aceitou mais de 40 emendas ao texto original e acredita que o projeto pode ser votado ainda neste ano. Uma delas previa reduzir a multa mínima por cartel de 1% para 0,1%. Ela nasceu de críticas de senadores às multas milionárias do Cade, que chegaram a 50% do faturamento da White Martins, no caso do cartel dos gases. Ao fim, essa emenda não foi incorporada. "O projeto atual é melhor do que o anterior. Os pilares do original foram mantidos."
Badin disse que cumprirá uma quarentena de quatro meses. Os dois primeiros serão dedicados à universidade e à família. Nos dois meses seguintes, Badin cogita ir à Índia para meditar. Depois, vai voltar a advogar. Badin não revelou onde atuará e também não falou de candidatos a sua sucessão. "Quem tem que responder a isso é o governo." Mas fez um alerta. Segundo ele, é importante que o processo de sucessão dos órgãos antitruste - Cade, SDE e Seae - "seja acompanhado de perto". "Isso pode ser determinante para essa trajetória ascendente", disse Badin, referindo-se às fusões e aquisições.
A expectativa é de que o conselheiro Fernando Furlan, o decano no órgão antitruste, assuma a Presidência interinamente e, depois, seja indicado presidente em definitivo, ou por Lula ou por Dilma.
Fonte: Valor, por Juliano Basile – 05/11/2010
Baden Baden Christmas Beer 2010
A Baden Baden, cerveja premium do Grupo Schincariol, traz para este Natal a tradicional Baden Baden Christmas Beer, receita elaborada especialmente para as festas de final de ano e que está em sua 5ª edição.
A Baden Baden Christmas Beer é uma Cerveja Extra de Trigo tipo Ale, levemente frisante, cor clara, aroma frutado e corpo suave. É uma cerveja com sabor único, próximo ao de champagne, e que harmoniza muito bem com suas noites de final de ano.
É produzida com malte de trigo, malte de cevada, lúpulo e fermento especial tipo Ale. Ideal para acompanhar aves brancas, peru assado, panetone, frutas frescas e secas, pratos leves e suaves.
A versão terá edição limitada de apenas 20 mil garrafas e estará disponível para compra a partir da segunda semana de dezembro nos principais supermercados e casas especiais de São Paulo e também na Região Sul do Brasil. O preço varia de R$ 11 a R$ 14 e a cerveja deve ser consumida entre 6º e 8º C.
Fonte: A4 Comunicação, por Vanessa Caccianiga e Luana Abdulklech – 08/11/2010
AB InBev planeja emitir títulos em reais
A Anheuser-Busch InBev NV, maior cervejaria do mundo, planeja fazer uma emissão de títulos denominados em reais e com prazo de cinco anos, que pode ocorrer a partir de amanhã, segundo uma pessoa familiarizada com a operação.
O pagamento da dívida, a ser emitida por meio da Anheuser- Busch InBev Worldwide Inc., será feito em dólares, disse a pessoa, que pediu anonimato porque os termos da transação ainda não estão fechados.
A empresa, que tem como uma de suas subsidiárias a maior cervejaria da América Latina, está vendendo títulos em reais no mercado internacional três semanas após o governo brasileiro ter feito uma captação em reais pela primeira vez desde 2007.
O custo da emissão em moeda local é atrativo para investidores porque a nível recorde de baixa na taxa de juros dos Estados Unidos, Europa e Japão estimulam a demanda por ativos com maior rentabilidade, disse Bevan Rosenbloom, analista da RBS Securities Inc. em Stamford, no estado americano de Connecticut.
“Do lado do emissor, é uma boa chance de acessar o mercado”, disse Rosenbloom em entrevista por telefone.
Títulos internacionais denominados em reais permitem aos investidores se beneficiarem da apreciação da moeda enquanto evitam a incidência da alíquota mais alta do Imposto Sobre Operações Financeiras para compras de papéis locais de renda fica.
O governo elevou o IOF duas vezes no mês passado, para 6 por cento, com o objetivo de arrefecer os ganhos da moeda brasileira. O real acumula uma alta de 36 por cento desde o início de 2009. O dólar subia 1,1 por cento, para R$ 1,6981, às 15h38.
O governo brasileiro vendeu R$ 1 bilhão em títulos internacionais em reais no dia 20 e mais R$ 100 milhões em 21 de outubro com a reabertura de sua dívida de 10,25 por cento com vencimento em 2028, segundo dados compilados pela Bloomberg.
A AB InBev, com sede na Bélgica, contratou o Barclays Capital, Deutsche Bank AG e Itaú Unibanco Holding SA para coordenarem a oferta, disse a pessoa.
Fonte: Bloomberg, Gabrielle Cappola e Sapna Maheshwari – 08/11/2010
Grupo Modelo planeja exportar cerveja Corona para o Brasil
O Grupo Modelo SAB, maior cervejaria do México, poderá começar a exportar a cerveja Corona dentro de um ano para o Brasil, maior mercado consumidor do produto na América Latina, e dominado por sua sócia, a Anheuser- Busch InBev NV.
O Grupo Modelo está procurando um “canal estabelecido” para vender a Corona no Brasil, onde as importações são poucas e a companhia já tentou entrar três vezes no passado, disse Jose Pares, diretor de vendas e marketing da empresa.
“Estamos realizando análises e a idéia é entrar no Brasil no curto prazo”, disse Pares em uma entrevista em 5 de novembro.
O Brasil é o terceiro maior mercado mundial de cerveja, atrás da China e dos Estados Unidos, com uma taxa de crescimento que superou ambos em 2009, disse o presidente do Grupo Modelo, Carlos Fernandez, em uma apresentação em 5 de novembro na nova fábrica da companhia próxima da cidade fronteiriça de Piedras Negras, no México. O mercado brasileiro de cerveja tem a segunda maior margem operacional, atrás dos Estados Unidos, disse ele.
Nas tentativas anteriores, o Grupo Modelo não foi bem sucedido por conta de impostos, tarifas e outros obstáculos, disse Pares. A marca tem boa aceitação e é importada informalmente por consumidores, disse.
“Agora vemos um ambiente mais favorável para o possível desenvolvimento de nosso mercado lá”, disse ele sem dar mais detalhes. “Esse é o motivo de estarmos analisando um canal estabelecido pelo qual poderemos desenvolver a marca.”
A InBev se tornou dona de uma participação de 50 por cento sem poder de controle no Grupo Modelo após a compra da Anheuser- Busch Co., por US$ 52 bilhões, em 2008. O grupo mexicano tentou evitar que a AB InBev se tornasse sua sócia em um processo de judicial que não foi bem sucedido. O braço brasileiro da AB InBev, a Cia de Bebidas das Américas, tem 71 por cento do mercado de bebidas no País, segundo e-mail enviado pela companhia.
O Grupo Modelo, sediado na Cidade do México, exporta seis de suas 13 marcas, incluindo a Modelo Especial, a Negra Modelo e a Pacífico, para 167 países e é a maior importadora para os EUA.
Fonte: Bloomberg, por Thomas Black – 08/11/2010
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